A MATERNIDADE/PATERNIDADE E A INDIVIDUALIZAÇÃO DO SER HUMANO


A MATERNIDADE/PATERNIDADE E A INDIVIDUALIZAÇÃO DO SER HUMANO

Leonardo Maia


Em relação à maternidade/paternidade, hoje, por sermos mais individualizados, definimos nossos próprios papéis e como atuamos dentro deles e isso reflete também nas relações. O que antes era definido culturalmente, o papel do homem e da mulher na relação, o papel do pai e da mãe e etc… agora está se dissolvendo, fazendo com que cada indivíduo defina se vai assumir um papel e a forma com que vai fazê-lo. Este é um grande desafio, encontrar um ponto de equilíbrio, mas muitas vezes ele não aparece e nos encontramos numa fusão conturbada de vontades, deveres e direitos entre pais e mães.


Chegamos em uma etapa importante da humanidade: a era da alma da consciência – chamada assim por Rudolf Steiner. Onde o ser humano deve caminhar, agir e pensar por si, em liberdade e consciente de suas escolhas.

O que antes vinha da mente coletiva deve vir por escolha própria, onde assumo os papéis através do meu livre arbítrio e defino o meu destino através do reflexo de minhas ações, destino este que também sofre influências das forças do carma e da consciência coletiva social.

Em relação à maternidade/paternidade, hoje, por sermos mais individualizados, definimos nossos próprios papéis e como atuamos dentro deles e isso reflete também nas relações. O que antes era definido culturalmente, o papel do homem e da mulher na relação, o papel do pai e da mãe e etc… agora está se dissolvendo, fazendo com que cada indivíduo defina se vai assumir um papel e a forma com que vai fazê-lo.

Por isso assistimos uma quantidade muito maior de casais separados, pois o que antes era padronizado – ao casar sabíamos e aceitávamos o papel que deveríamos cumprir dentro do relacionamento, hoje está dissolvendo, cada um tem a liberdade de cumprir seu papel a sua maneira. Mas, por outro lado, temos dificuldade de dar a mesma liberdade ao parceiro, querendo ditar as regras ou não tolerando aspectos fora da minha expectativa de comportamento dentro do relacionamento por parte do parceiro, gerando um desgaste e mesmo que haja um grande esforço na manutenção do relacionamento, acaba culminando na separação.

Bom… agora vamos à questão da maternidade/paternidade. Como sabemos, hoje existe uma grande quantidade de mães que criam seus filhos sozinhos, muitas vezes ainda dentro de um relacionamento/casamento e outras vezes já separadas dos pais de seus filhos. Isso gera uma insatisfação e um desgaste, muitas vezes culminando em uma enorme mágoa com o pai.

Por outro lado existe também mães que não dão espaço para os pais. Elas definem até onde eles podem interferir sobre na criação e educação, além de uma cobrança enorme do papel, as quais definem de forma bem clara segundo suas próprias concepções, da paternidade. Obviamente isso acaba criando atritos, principalmente quando essas definições do papel do pai divergem muito da concepção e atuação do próprio pai em si.

Este é um grande desafio, encontrar um ponto de equilíbrio, mas muitas vezes ele não aparece e nos encontramos numa fusão conturbada de vontades, deveres e direitos entre pais e mães.

O que acontece é que mesmo o processo da maternidade e paternidade devem se tornar atos conscientes: devemos ter consciência das consequências de se tornar pai e mãe e de como vamos assumir tais consequências, sejam elas quais forem, ou seja, inclusive de como vou lidar com as escolhas e posicionamentos do outro (pai/mãe).

Não deve existir vitimismo para nenhum lado, assumiremos a responsabilidade, mesmo que inconscientes, de nossas escolhas e decisões. Mesmo que um ou outro não assuma papéis que acreditamos que são princípios básicos da maternidade e paternidade. Estes aspectos tem a ver com o pricípio de ética e moralidade do outro, além, obviamento da sua liberdade de escolha – qual papel ele vai assumir e como vai desempenhá-lo.

Mesmo que o pai não queira assumir o filho ou que a mãe decida que o pai não pode se aproximar – que são alguns aspectos críticos e extremos da relação de paternidade e maternidade, devo assumir a minha própria responsabilidade e atuar da melhor forma dentro do contexto que se manifesta diante de mim (por mais difícil que seja a forma com que se apresente). Isto não quer dizer que não devemos lutar ou que devemos aceitar qualquer coisa, mas que devemos assumir a nossas vidas, e este aspecto familiar traz sempre profundos aprendizados num nível cármico, muitas vezes dolorosos.Por quê encontrei um pai/mãe de meus filhos assim?

A forma com que cada um definirá o seu papel de pai ou mãe é individual e terá relação direta com a moral individual.

Você pode ter escolhido um ótimo amante que não se apresentou, dentro da sua concepção, como um “bom pai”. Você pode ter escolhido uma ótima profissional que, dentro da sua concepção, não se apresentou como uma “boa mãe”. Você pode ter escolhido uma pessoa super inteligente ou de ótima índole que não cumpriu o papel de pai ou mãe da forma que você esperava ou gostaria.

Como lidar com isso agora? Qual a percepção que o outro tem do mesmo contexto? Num nível de carma, por quê me encontro no atual contexto?

Acima de tudo, lembre que o amor pode transcender as expectativas, curar feridas e despertar a consciência. Se você, mesmo não estando junto, conseguir sentir amor pelo pai ou mãe de seus filhos, independente das suas dificuldades, isto por si só refletirá positivamente ao encontro da cura das relações e principalmente, para seus filhos.

Nada mais edificante para um filho que perceber o amor e cuidado entre seus pais – independente de estarem juntos ou não.

Seja a melhor mãe/pai que puder ser… sempre!!!

Apesar de não ser um tema fácil, muitas vezes doloroso, é um caminho para a elevação da consciência. Lembrando que tudo tem um porquê, nada é por acaso, existe uma condução espiritual por trás. O que pretendo levar adiante destes processos? Procure um caminho de cura sempre…

Leonardo Maia


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