A noite escura da alma


A NOITE ESCURA DA ALMA

Tatiane Terres – Arteterapeuta

Fonte: Arteterapia Florianópolis no Facebook


A noite escura da alma é caracterizada por um período onde nos sentimos no “vácuo”, sozinhos e sem saída, muitas vezes, nos sentimos injustiçados, punidos, abandonados, com grandes incertezas, conflitos, preocupações, e perdas. Tais circunstâncias, nos levam a rever profundamente nossas vidas, e se faz necessário desvanecer as ilusões do ego, que tende a se vitimizar e culpabilizar pessoas e situações por suas desventuras, para que ele alcance níveis mais elevados de consciência, identificando as raízes profundas das quais se origina o mal que o atinge, somente desta forma a transformação e o fortalecimento do ego acontecem, é nesse processo de transformação que nascem Éter e Hemera (a Luz celestial e o Dia). 


A autora Jamie Sams conta-nos que os nativos norte-americanos consideram a noite escura da alma como um rito de passagem que fortalece a natureza guerreira do nosso espírito e nos leva de volta à nossa essência espiritual. Para compreender a expressão, buscamos analisar na mitologia grega seus significados nas figuras arquetípicas dos deuses.

Érebo, a personificação das trevas e da escuridão, e Nix, a personificação da noite, nasceram de partes do Deus Caos. Érebo “tem seus domínios demarcados por seus mantos escuros e sem vida, predominando sobre as regiões do espaço conhecidas como ‘vácuo’ logo acima dos mantos noturnos de sua irmã Nix”. Da união de Érebo e Nix nasceram dois deuses primordiais: o Éter (a Luz celestial) e Hemera (o Dia). .

Assim como a personificação de Érebo, a noite escura da alma é caracterizada por um período onde nos sentimos no “vácuo”, sozinhos e sem saída, muitas vezes, nos sentimos injustiçados, punidos, abandonados, com grandes incertezas, conflitos, preocupações, e perdas. Tais circunstâncias, nos levam a rever profundamente nossas vidas, e se faz necessário desvanecer as ilusões do ego, que tende a se vitimizar e culpabilizar pessoas e situações por suas desventuras, para que ele alcance níveis mais elevados de consciência, identificando as raízes profundas das quais se origina o mal que o atinge, somente desta forma a transformação e o fortalecimento do ego acontecem, é nesse processo de transformação que nascem Éter e Hemera (a Luz celestial e o Dia). .

Na leitura psíquica, podemos chamar a noite escura de inconsciente, onde é possível mergulhar e encontrar nossas sombras e demônios internos; a luz é a consciência, onde o ego toma consciência de seus conteúdos. Para Jung, “Aqueles que não aprendem nada sobre os fatos desagradáveis de suas vidas, forçam a consciência cósmica que os reproduza tantas vezes quanto seja necessário, para aprender o que ensina o drama do que aconteceu”. Dessa forma, a noite escura da alma surge como elemento necessário para o desenvolvimento da consciência e transformação dos padrões prejudiciais a nossa vida.

Tatiane Terres – Arteterapeuta


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