A Nova Civilização: a Consciência do Todo Universal


A NOVA CIVILIZAÇÃO: A CONSCIÊNCIA DO TODO UNIVERSAL

Rudolf Steiner, Dornach, Switzerland, October 10, 1919

Tradução Livre: Leonardo Maia

Fonte: martyrion.blogspot.com


A partir da consciência do Todo Universal, percebemos que a Velha Civilização está rompendo suas partições, suas divisões e separações, elas estão condenadas – então, tentar salvar a Velha Civilização em sua forma atual seria trabalhar contra a atual era, não a seu favor… Chegou a hora em que é preciso falar honestamente e diretamente. E, para ser honesto e direto, é preciso falar claramente sobre os fatos ocultos da civilização nos dias atuais… Devemos nos tornar pessoas do cosmos e agir a partir desse ponto de vista, como habitantes do universo. Só então pode acontecer o que a atual era realmente exige.

Rudolf Steiner


É com as realidades que lidamos quando dizemos:

O ser anglo-americano: uma busca pela cosmogonia;
O ser europeu: uma luta pela liberdade;
O Ser Asiático: uma luta pelo altruísmo.

E quando tentamos compreender essas três forças divididas em uma consciência única que abraça o universo como um todo; quando, a partir dessa consciência do todo universal, dizemos a nós mesmos que a velha civilização está rompendo suas partições, suas divisões e separações, elas estão condenadas – então, tentar salvar a velha civilização em sua forma atual seria trabalhar contra a atual era, não a seu favor.

Precisamos de uma nova civilização sobre as ruínas da antiga. As ruínas da antiga civilização desmoronarão gradualmente; e somente compreenderá os dias atuais o homem que têm vontade e coragem para o que será realmente novo. Mas o novo não deve ser fundamentado nem no sentido de país, como entre os gregos e romanos, nem no sentido de planeta Terra, como acontece com os homens dos tempos modernos. Deve proceder de um sentido de Mundo – a consciência do mundo do homem do futuro, aquela consciência do mundo que mais uma vez desvia os olhos da Terra aqui e olha para o Cosmos.

Devemos chegar a uma visão deste Cosmos que nos levará, na prática, além das escolas de Copérnico e Galileu. Meus queridos amigos, os europeus sabiam expressar o ambiente da Terra em termos de matemática, mas não sabiam como, do ambiente da terra, extrair uma ciência real. Nos tempos em que viveu, Giordano Bruno foi uma figura notável, uma grande personalidade; mas hoje precisamos perceber que, onde ele só podia perceber uma ordem matemática, existe uma ordem espiritual que reina – a realidade reina. O americano não acredita realmente neste mundo puramente matemático, no Cosmos puramente matemático. Sua civilização particular o leva a alcançar um conhecimento das forças supersensíveis além, mesmo que ele ainda esteja no caminho errado.

Chegou a hora em que é preciso falar honestamente e diretamente. E, para ser honesto e direto, é preciso falar claramente sobre os fatos ocultos da civilização nos dias atuais, entre eles que o mundo anglo-americano tem o dom da Cosmogonia; que a Europa tem o dom da Liberdade; a Ásia, o dom do altruísmo, para a religião, para uma ordem socioeconômica.

Esses três temperamentos devem ser fundidos para uma humanidade completa. Devemos nos tornar pessoas do cosmos e agir a partir desse ponto de vista, como habitantes do universo. Só então pode acontecer o que a atual era realmente exige.

Rudolf Steiner, Dornach, Switzerland, October 10, 1919

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