AHRIMAN: TEMPO NÃO É DINHEIRO, AGORA É SOBREVIVÊNCIA


AHRIMAN: TEMPO NÃO É DINHEIRO, AGORA É SOBREVIVÊNCIA

Leonardo Maia


Surgiu uma impessoalidade e padronização de relações distorcidas, um decréscimo nas relação reais por conta da tecnologia, o contato verdadeiramente anímico (entre as almas) decaiu profundamente: um processo de ressecamento da alma individual está em processo, produzindo seres indiferentes ao sofrimento do próximo e egoístas.


Com o atual aprofundamento na matéria, percebemos o tempo correr de forma muito intensa. Estamos realmente completamente ocupados, falta tempo para nós, para nossos filhos e qualquer imprevisto na agenda, por menor que seja, atrapalha sensivelmente a nossa organização.

Estamos num ponto onde o materialismo exerce uma influência em nossa percepção do tempo: uma aceleração temporal. (Nossa, como 2019 está passando rápido, já estamos no final de março…)

Mas existe uma força oculta trabalhando em cima dessa aceleração também, da qual temos de ter ciência e atenção, pois pode ter uma influência altamente negativa na humanidade e a nível individual. Nossa subsistência agora depende de uma “doação” praticamente integral do tempo. Isso não é um acaso, isso tem um propósito.

Surgiu uma impessoalidade e padronização de relações distorcidas, um decréscimo nas relação reais por conta da tecnologia, o contato verdadeiramente anímico (entre as almas) decaiu profundamente: um processo de ressecamento da alma individual está em processo, produzindo seres indiferentes ao sofrimento do próximo e egoístas.

A capacidade de empatia (de se colocar no lugar do outro), aliado a uma reverência profunda ao outro e a vida como um todo é o que fortalece a nossas forças do coração. Mas isso tem se enfraquecido numa escala quase global, por que? Porque estamos correndo atrás, não sobra tempo para eu me preocupar com o outro (tenho que trabalhar 8, 10, 12 horas por dia, enfrentar trânsito para chegar em casa tudo pra ganhar um valor que não me sustenta nem minha família, portanto, não se faça de coitadinho: cada um com seus problemas…). Também a necessidade social natural do ser humano, foi suprimida por uma virtualização das relações.

Outra ferramenta dessas forças é a intensificação dos instintos inferiores de sobrevivência (sexo e prazer por exemplo), e alimentar um desejo por conquistas materiais. Se eu superar a necessidade básica de subsistência, minha busca passará a ser por suprir os desejos que foram alimentados: busca do prazer pessoal. Inclusive nas relações reais, valorizarei quem pode me trazer benefícios diretos, o resto não faz diferença (nem tenho tempo pra isso)…

E por conta disso, a intolerância com quem é indiferente pode se tornar quase que absoluta, e chegando ao ápice em contextos como o do atirador que invadiu as mesquitas na Nova Zelândia ou mesmo ao dos Nazistas. As pessoas podem ser convencidas que grupos ou indivíduos geram empecilhos à minha subsistência ou riscos ao meu status quo, e com as forças do coração muito enfraquecidas, podem atuar de forma destrutiva (num patamar inclusive que podem ser considerados como veículos do mal).

Isto é fortalecido também pela incapacidade de ponderar, pois num contexto onde a atividade da Vontade é super enfraquecida pela autoanulação por obrigatoriedade de função (empregos que anulam a expressão individual – ferramentas de funcionamento do sistema) num volume muito grande de tempo diário, excesso de mídia (TV e smartphones) e excesso de passividade devido ao desgaste físico pela luta diária e pela constante absorção de informações enfraquece consideravelmente a individualidade, podendo jogar a pessoa na corrente coletiva por não ter mais a capacidade de pensamento próprio, o que é diferente de lembrar/pensar sobre o que lhe foi transmitido (não crio o pensamento, apenas o replico, geralmente de forma cega), mas sim gerar um pensamento único baseado numa percepção singular individual do contexto (pensamento ativo).

Ou seja, a pessoa é convencida de que isso ou aquilo é verdade ou induzida a isso. Por exemplo, “os imigrantes são um mal para a América” – onde a colocação pode vir aliada a inúmeras justificativas – o indivíduo pode internalizar isso como uma verdade generalizada e, por um enfraquecimento das forças do coração, querer a expulsão, morte, o fim ou o extermínio de de tais imigrantes, dependendo do seu estado psíquico, e num cume, ir lá e resolver como fez o rapaz nas Mesquitas. Incapaz de sentir qualquer altruísmo ou compaixão ao próximo, e incapaz de perceber o outro indivíduo por trás do rótulo de imigrante, que nesse caso agrega a informação de que é um mal para a América – exatamente como os judeus eram para os nazistas.

E isso tende a crescer conforme a propagação de informações distorcidas sobre necessidades: só com muito trabalho conquistamos o que sonhamos. O que sonhamos? Carros, viagens, prazer, desfrutar…

Sobre o que sou ou o que somos, qual o sentido de nós estarmos aqui, o autodesenvolvimento, a harmonia entre nós, o amor universal (a mim, ao outro e a natureza) – não sobra tempo para essas besteiras. Pois sabe-se que estamos caminhando para a superação do ego inferior, mas não o superamos ainda, portanto somos presas fáceis dentro deste jogo de xadrez.

O que vc quer? Então corra atrás… mas o que vc deixa para trás?
Desperte para o que é realmente essencial. Não se permita iludir com as falácias econômicas e políticas sobre uma realidade impalpável e duvidosa.
A verdade ainda está oculta, mas fortaleça o amor em seu coração, ele será o verdadeiro caminho para o próximo passo da humanidade.

Leonardo Maia


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