Antroposofia: a Ciência Iniciática


ANTROPOSOFIA: A CIÊNCIA INICIÁTICA

Rudolf Steiner

Tradução Livre: Leonardo Maia


“A Antroposofia pretende apresentar-se aos homens de hoje de acordo com o modelo da ciência exata e com a conscienciosidade científica. Ao mesmo tempo precisa ser um conhecimento para qualquer um, mesmo para a mais simples e ingênua alma humana, para que ninguém seja excluído do conhecimento do que é eterno, imperioso na interioridade humana.”


A Antroposofia que apresentei vem para o nosso tempo das mesmas bases que qualquer outra ciência iniciática do passado.

Durante a sua evolução, a humanidade atravessou as mais variadas metamorfoses das suas disposições animais.

No âmbito da evolução da civilização humana, cada época apresenta uma atitude animica específica, e a ela deve adaptar-se também a ciência iniciática que tende a estudar o eterno do ser humano e do mundo.

Para o nosso tempo, é necessária uma ciência iniciática diferente da, por exemplo, válida para a idade média, para a antiguidade grega ou para épocas ainda mais remotas.

A Antroposofia pretende ser uma ciência iniciática adaptada às necessidades e aspirações da alma humana de hoje; no sentido do nosso tempo deve ter em conta a atual concepção científica, segundo a qual o homem já não consegue reconhecer nem a sua parte eterna, nem aquela Eterna do mundo.
Tem também de ter em conta que hoje, quando o homem regressa da ciência para si próprio e tenta aprofundar-se misticamente em si, nem mesmo nesta via consegue obter resultados satisfatórios.
A ciência não chega de fato até o eterno, e o aprofundar em si mesmo oferece talvez uma fé mística, mas não um conhecimento qual é necessário ao homem de hoje.

Quero apenas dizer que, com o espírito e a atitude animada do homem de hoje, a antroposofia tende a algo a que gostaria de chamar clarividência exata.
Precisamente porque tende a isso, ela encontra hoje muitos adversários. Também acontece com dificuldades, embora em substância, pois todas as forças anímicas do presente tendam a ela.

Porque é que está a ser mal interpretada?

Porque justamente, na sequência dos julgamentos, dos sentimentos ou de outros aspectos dos quais hoje se está consciente, ainda não se chega às aspirações inconscientes que, em última análise, já hoje existem em cada alma humana pensante.

Tais inconscientes aspirações, tais inconscientes exigem que hoje se tenda a um mais profundo saber e a um conhecimento superior do eterno, graças também a precisos exercícios, a um desenvolvimento especial da alma humana e das capacidades de conhecimento; exigem que esses exercícios e este desenvolvimento devem ser feitos da forma como hoje se está habituado a alcançar um conhecimento exato.

A Antroposofia pretende apresentar-se aos homens de hoje de acordo com o modelo da ciência exata e com a conscienciosidade científica.

Ao mesmo tempo precisa ser um conhecimento para qualquer um, mesmo para a mais simples e ingênua alma humana, para que ninguém seja excluído do conhecimento do que é eterno, imperioso na interioridade humana.

Rudolf Steiner – Londres, 14 de abril de 1922


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