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Por que não explicar tudo para a criança pequena

PORQUE NÃO EXPLICAR TUDO PARA A CRIANÇA PEQUENA

Pilar Tetilla Manzano Borba

Fonte:  www.pedagogiawaldorfjoinville.blogspot.com.br

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“As crianças aprendem pelo movimento e pela repetição. Se quiser que ela atenda uma ordem faça o que quer que ela faça: coma você com a boca fechada se quer que assim o aprenda; fale você mais baixo; feche a porta você sem bater; escove você os dentes com a torneira fechada; seja você carinhoso com ela, e assim por diante. Na infância as crianças aprendem pela IMITAÇÃO do que você faz e não pela palavra, pelo sermão. Mas, é óbvio que precisamos conversar com ela para que aprender a falar; mas devemos saber o que falar e o que não falar. Quando exigimos da criança que aprenda algo com a cabecinha, ou entenda as coisas como nós queremos que ela entenda, estamos fazendo com que ela use essas forças formativas que estão plasmando os órgãos para a compreensão e o entendimento e aí nós as desvitalizamos e promovemos uma má formação dos órgãos para o resto da sua vida. Promova-lhes as oportunidades. Quanto mais a criança descobrir por si através do movimento, do equilíbrio e dos seus órgãos dos sentidos, mais ela fará conexões nervosas e quanto mais sinapses ele tiver feito na infância por ela mesma mais espaço no cérebro ela terá para a aprendizagem posterior cognitiva.”

Pilar Tetilla Manzano Borba

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O ser humano leva 21 anos para adquirir maior consciência das coisas. Esse tempo é o tempo que o sistema nervoso central leva para mielinizar todas suas células nervosas, isto é, deixa-las maduras. Essa bainha de mielina é a responsável pelas conexões nervosas (sinapses) entre os neurônios.

Nos primeiros anos de vida, até a troca dos dentes, por volta dos seis anos, a mielinização para a aprendizagem está sendo formada. A consciência da criança está ainda num estado de sono nesta etapa da infância,ou seja, ela não tem consciência das coisas como nós adultos já a temos. Por isso que a criança é criança e depende de nós para tudo. Ela não tem discernimento, crítica e julgamento ainda sobre as coisas da vida.

Ter consciência significa fazer as sinapses entre os neurônios. Nas sinapses há um dispêndio de energia muito grande. Por isso que quando prestamos atenção em algo ou quando usamos por demais nossos órgãos dos sentidos nos sentimos cansados. À noite necessitamos dormir para repor essa energia gasta durante o dia de vigília, de atenção a tudo.

Em antroposofia costumamos dizer que nos sete primeiros anos o corpo da vida ( vital, ou etérico) da criança está sendo plasmado, formado. Seus órgãos ao nascer não estavam de todo amadurecidos e para que esse amadurecimento ocorra é necessário ter energia, vitalidade. Lembre-se sempre que consciência é gasto de energia, é queima de substância cerebral.

O cérebro também é um órgão e ele é a base para o pensamento. Se a criança até três anos está formando cérebro para pensar como é que ela pode usá-lo pensando? Não se cozinha feijão numa panela que ainda está sendo feita! Como a criança ainda não tem a coordenação fina pronta porque lhe dar um lápis, uma agulha? Se ela ainda não se administra nos perigos porque lhe dar a tesoura, a faca?

Outros órgãos como o fígado, pulmões, coração, rins, estão amadurecendo também e quando exigimos da criança que aprenda algo com a cabecinha, ou entenda as coisas como nós queremos que ela entenda, estamos fazendo com que ela use essas forças formativas que estão plasmando os órgãos para a compreensão e o entendimento e aí nós as DESVITALIZAMOS e promovemos uma má formação dos órgãos PARA O RESTO DE SUAS VIDAS!

Já está provado pela ciência que o avanço da doença ALZHEIMER é também decorrente de uma exigência precoce do sistema neurosensorial na infância. Rudolf Steiner cita muitas vezes esse fator em seus livros. Por isso que a Pedagogia Waldorf, por estar baseada numa ciência antroposófica, preocupada em formar seres humanos saudáveis, verdadeiros e livres, é totalmente contra a alfabetização precoce. Essa pedagogia prima por excelência pela saúde física, emocional, mental e espiritual da criança e do adolescente principalmente no período de seu desenvolvimento.

Hoje, com essa mania de escolarização precoce, as crianças de um modo geral estão muito doentes: depressão, dores de barriga, dores de cabeça, pedra nos rins, pneumonia, cansadas, entediadas, tristes apáticas… O que estamos fazendo com nossas crianças?

As crianças aprendem pelo movimento e pela repetição. Se quiser que ela atenda uma ordem faça o que quer que ela faça: coma você com a boca fechada se quer que assim o aprenda; fale você mais baixo; feche a porta você sem bater; escove você os dentes com a torneira fechada; seja você carinhoso com ela, e assim por diante. Na infância as crianças aprendem pela IMITAÇÃO do que você faz e não pela palavra, pelo sermão. Mas, é óbvio que precisamos conversar com ela para que aprender a falar; mas devemos saber o que falar e o que não falar.

Deixe que a criança descubra o mundo por si mesma, vivenciando-o; experimentando-o; incorporando-o e, sobretudo, aprendendo ao vivo e não através da mídia. Promova-lhes as oportunidades. Quanto mais a criança descobrir por si através do movimento, do equilíbrio e dos seus órgãos dos sentidos, mais ela fará conexões nervosas e quanto mais sinapses ele tiver feito na infância por ela mesma mais espaço no cérebro ela terá para a aprendizagem posterior cognitiva.

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A carga da Consciência Coletiva

A CARGA DA CONSCIÊNCIA COLETIVA

Carl Gustav Jung

Fonte: Carl Jung Sincero no Facebook – clique e conheça

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“Quanto maior for a carga da Consciência Coletiva, tanto mais o EU perde sua consciência prática. É, por assim dizer, sugado pelas opiniões e tendências da consciência coletiva, e o resultado disto é o homem massificado, a eterna vítima de qualquer “ismo”.”

Carl Gustav Jung

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Esforço e Resiliência

ESFORÇO E RESILIÊNCIA

Por IAB – Instituto Alfa e Beto – clique e conheça

Post original: Sucesso não é mérito da inteligência, mas do esforço

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“Crianças que são elogiadas por seu talento inato, por exemplo, desenvolvem uma crença implícita de que a inteligência nasceu com elas, e acabam pensando que o esforço para aprender algo novo é menos importante do que ser inteligente para aprender aquilo. O problema está em que essa crença também faz com que elas vejam desafios, erros, e até mesmo a necessidade de exercer um esforço, como ameaças ao seu ego – e não como oportunidades para melhorar. Isso faz com que percam a confiança e a motivação quando o trabalho não é mais fácil para elas. A capacidade de se esforçar diante de um problema é chamada de resiliência e deve ser incentivado em casa e na escola.”

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Estamos acostumamos a pensar que possuir inteligência “superior” ou algum tipo de habilidade (ou dom), juntamente com um senso de confiança, é a receita para o sucesso na vida, tanto escolar quanto profissional. No entanto, a investigação científica produzida nos últimos 35 anos mostra que uma ênfase exagerada na inteligência ou no talento pode, na realidade, deixar as pessoas vulneráveis ao fracasso, com medo de desafios e desmotivadas a aprender.

Um artigo divulgado* este ano pela revista Scientific America, uma das principais publicações científicas do mundo, mostra que incentivar os avanços no processo de desenvolvimento, em vez da inteligência ou talento, produz grandes empreendedores na escola e na vida. A autora do artigo é Carol S. Dweck, que atualmente é professora psicologia da Universidade Stanford, nos Estados Unidos. Ela garante: não adianta incentivar seu filho ou seu aluno dizendo que ele é inteligente.

Para ela, e para outros pesquisadores que acompanharam seus estudos ao longo de três décadas, pais e professores podem garantir o crescimento cognitivo das crianças elogiando-as por sua persistência ou estratégias para resolução de problemas (em vez de ressaltar sua inteligência). Segundo ela, ao contar histórias de sucesso que enfatizam o trabalho duro e amor pelo aprendizado, ensinamos às crianças que o cérebro é semelhante a uma máquina, que precisa ser constantemente atualizada para ter um bom funcionamento (confira abaixo uma lista de estratégias para incentivar as crianças).

O perigo da desistência - As pesquisas de Carol Dweck começaram na década de 1960, quando ela se deparou com um estudo feito com roedores que mostrava que após muitas falhas os animais deixavam de tentar completar um percurso, ficando estáticos e sem esperança. Os pesquisadores concluíram que os animais aprendiam a não ter esperanças, mesmo quando tinham a possibilidade de agir – isso porque não receberam incentivo para superar os desafios.

Dweck ficou intrigada com a “desesperança aprendida” demonstrada pelos animais e decidiu investigar mais a fundo o tema.

Segundo ela, essa “desesperança” está ligada à crença das pessoas a respeito dos motivos que as levaram ao erro. Ao longo das décadas seguintes, ela observou como esse comportamento se dava com estudantes do ensino fundamental. Em um dos estudos, ela notou que a falta de esforço (e não de capacidade) fazia com que os alunos cometessem mais erros ao tentar solucionar problemas matemáticos. Separando as crianças em dois grupos, ela notou que o grupo que recebeu apenas elogios sobre o “quanto eram inteligentes” não conseguia encontrar saída para solucionar problemas mais complexos. Enquanto o grupo que recebeu elogios sobre o “quanto eram esforçados” conseguiu driblar as dificuldades e avançar.

Estudos subsequentes mostraram que isso acontece porque os alunos mais persistentes não ficavam pensando sobre sua própria falha. Eles focavam o trabalho em encontrar os erros cometidos ao longo do processo e em tentar corrigi-los para avançar. Essa capacidade de se esforçar diante de um problema é chamada de resiliência.

Como superar os desafios – Desenvolver a resiliência é um processo que começa no início da vida e deve ser incentivado em casa e na escola.

Crianças que são elogiadas por seu talento inato, por exemplo, desenvolvem uma crença implícita de que a inteligência nasceu com elas, e acabam pensando que o esforço para aprender algo novo é menos importante do que ser inteligente para aprender aquilo. O problema está em que essa crença também faz com que elas vejam desafios, erros, e até mesmo a necessidade de exercer um esforço, como ameaças ao seu ego – e não como oportunidades para melhorar. Isso faz com que percam a confiança e a motivação quando o trabalho não é mais fácil para elas.

A pesquisadora conclui que elogiando habilidades inatas das crianças, reforçamos essa mentalidade, impedindo que desenvolvam seu potencial, seja em alguma disciplina, seja nos esportes ou até em relacionamentos pessoais. As pesquisas concluem que incentivar o processo (que nada mais é do que a soma de esforço pessoal com estratégias eficazes), ajuda a direcioná-los para o sucesso na vida acadêmica e pessoal.

Para finalizar, reproduzimos abaixo uma lista de dicas simples indicadas pela pesquisadora americana para pais e professores mudarem suas estratégias diante das crianças. Confira:

– Em vez de dizer “como você é inteligente”, diga “você fez um bom trabalho” e explicite os fatores que fazem daquele um trabalho a ser elogiado;

– Em vez de apenas elogiar a nota alta obtida em uma prova, foque o elogio no processo, dizendo, por exemplo: “Você realmente estudou para seu teste. Você leu o material várias vezes e testou-se sobre ele. E realmente funcionou!”;

– Em vez de focar no resultado da resolução de um problema, aponte as estratégias usadas pela criança, dizendo, por exemplo: “Eu gosto do jeito que você tentou essa série de estratégias diferentes no problema até finalmente resolvê-lo”;

– Elogie o tempo de estudo, focando no quanto o tempo dedicado influenciou o resultado. Por exemplo: “Você ficou em sua mesa e manteve sua concentração, por isso conseguiu achar a solução. Isso é ótimo!”;

– Não aponte o erro como uma falha imutável. Pelo contrário, mostre que o erro é apenas um desafio a ser superado e ofereça ferramentas para que a criança possa superá-lo e seguir adiante.

Tudo isso irá fazer com que a criança cresça e perceba que o sucesso não é uma questão de inteligência ou classe social, mas sim um mérito do esforço. E isso também vale para nós, adultos!

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Conhece a ti mesmo

CONHECE A TI MESMO

Carlos Adrian Villegas

Fonte: Palabra de Rudolf Steiner no Facebook – clique e conheça

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“Uma das tantas contribuições de Steiner Rudolf à humanidade é o chamado Micaélico de estar conscientes de nossa alma e espírito. Tudo que trouxe ao mundo foi produto de meditações internas, como produto de um ligeiro puxão interno que tende a libertar o nosso ser de nosso corpo físico. Mas não trouxe suas contribuições apenas como uma fonte de informação, mas muito além disso, como um trabalho artístico. Através do mesmo processo de auto-observação sutil, pode-se notar que a nossa cultura oferece um grande número de estímulos que atraem o nosso ser interno para uma ligação mais forte com o nosso corpo físico, para satisfazer os nossos sentidos e aos nossos instintos naturais. Tornando-nos reativos ao mundo exterior e domesticados pelas formas de consumo, criando um distanciamento do nosso mundo interno.”

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Uma das tantas contribuições de Steiner Rudolf à humanidade é o chamado Micaélico de estar conscientes de nossa alma e espírito.

Compreender requer uma sutil auto-observação. Pode-se então sentir em toda a obra de Rudolf Steiner, seja em filosofia, teologia, artística; em edifícios, esculturas, pinturas, conferências sobre história, ciência, medicina, agricultura, educação; em poucas palavras, que tudo trouxe ao mundo foi produto de meditações internas, como produto de um ligeiro puxão interno que tende a libertar o nosso ser de nosso corpo físico. Este efeito é particularmente pronunciado quando se observa uma boa atuação de euritmia clássica. Esta característica é típica do trabalho de um Grande Iniciado.

Algumas pessoas não estão cientes deste sentimento, mas sim sentem um medo interno, devido a sua ligação e apego com o corpo físico, o único que lhes faz sentir seguros na vida. Quando estas pessoas encontram a antroposofía, dirão com toda classe de justificativas inteligentes de por que não foi feita para elas.

Através do mesmo processo de auto-observação sutil, pode se notar que a nossa cultura oferece um grande número de estímulos que atraem o nosso ser interno para uma ligação mais forte com o nosso corpo físico, para satisfazer os nossos sentidos e aos nossos instintos naturais. Tornando-nos reativos ao mundo exterior e domesticados pelas formas de consumo.

A primeira classe de sentimento, de libertação da nossa consciência, ainda que sutilmente, de nosso corpo físico, é uma ajuda para a consciência da realidade do mundo espiritual.

Nossa civilização oferece estímulos para certos sentimentos. Atrai a mente sem proteção na direção de ilusões, que tanta gente gosta.

A nossa cultura é cheia de produtos que produzem sentimentos de classe instintiva, por exemplo as prateleiras dos supermercados estão cheias de produtos artificiais que não alimentam, realmente, mas satisfazem o nosso gosto, etc… Os sentimentos da verdadeira ciência espiritual são o início da compreensão de si mesmo e do mundo. É notável que estes sentimentos não estão apenas relacionados com as formas de arte antroposóficas, mas com tudo o que Rudolf Steiner produziu. Pode-se dizer que tudo o que produziu não estava pensado apenas como uma fonte de informação, mas que, além disso, como um trabalho artístico.

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O rei nos contos de fadas e a imagem do Self

O REI NOS CONTOS DE FADAS E A IMAGEM DO SELF

Hellen Reis Mourão

Fonte: www.cafecomjung.blogspot.com.br – clique e conheça

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“Nos contos de fadas o rei geralmente está velho, ou muito doente e precisa ser substituído. Ou seja, ele é incompleto. Associando-o a um símbolo do Self, como pode envelhecer e precisar ser renovado? Quando nos tornamos conscientes de algo, aquilo nos enche de vida e traz sentido a ela. No entanto quando algo fica consciente muito tempo e não nos renovamos, esse conteúdo se petrifica e a vida se torna enfadonha. Podemos então concluir que esse centro da psique não é estático e se renova constantemente e precisa ser compreendido e assimilado para que nossa vida coletiva e individual não se torne uma formula morta e sem sentido.”

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Os contos de fadas são recheados de figuras da realeza como reis, rainhas, princesas e príncipes.

Os reis nos contos são geralmente anônimos mostrando que se trata de um material da psique suprapessoal.

Como se trata de uma figura de grande destaque na sociedade, sua figura pode ser associada à manifestação de Deus na Terra, ou seja, eles representam a imagem do Self, aquele centro regulador da psique que se torna uma representação da atitude coletiva nos contos de fadas.

Von Franz (2005) diz que o rei incorpora um princípio divino, do qual depende o bem-estar físico e psíquico de toda a nação. É o princípio divino na sua forma mais visível, é sua encarnação e sua moradia.

Dessa forma observando a figura do rei podemos tirar alguns aprendizados sobre o Self e como a consciência coletiva (e individual) funciona mediante esse centro regulador.

Associar o rei ao Self faz sentido, pois no nível individual é desse centro regulador que depende todo o bem estar psíquico do individuo.

Nos contos de fadas o rei geralmente está velho, ou muito doente e precisa ser substituído. Ou seja, ele é incompleto.

Ora mas como um símbolo do Self pode envelhecer e precisar ser renovado?

Se transportarmos isso para o estudo das religiões a tendência dos rituais ou dogmas religiosos a tornarem-se superados depois de um tempo, a perderem seu impacto emotivo original, tornando-se fórmulas mortas. Embora adquiram qualidades positivas da consciência, como a continuidade, eles perdem o contato com a corrente irracional da vida e tendem a tornar-se mecânicos (Von Franz, 2005).

Isso vale para doutrinas religiosas e sistemas políticos que com o tempo se tornam obsoletos. Mas também para tudo em nossa vida. Quando nos tornamos conscientes de algo aquilo nos enche de vida e traz sentido a ela, no entanto quando algo fica consciente muito tempo e não nos renovamos esse conteúdo se petrifica e a vida se torna enfadonha.

Podemos então concluir que esse centro da psique não é estático e se renova constantemente e precisa ser compreendido e assimilado para que nossa vida coletiva e individual não se torne uma formula morta e sem sentido.

Entretanto em alguns contos de fadas o rei se nega a ser substituídos. Por exemplo, no conto de fadas O velho Rinkrank, dos irmãos Grimm, o rei manda construir uma armadilha contra os pretendentes a mão de sua filha, tentando evitar que o futuro genro assuma seu lugar.

No nível pessoal é possível observar que o ego, centro da consciência, possui uma estrutura em se tornar unilateral. A consciência adora ter o poder e sair desse estado é muito difícil e doloroso, mesmo que isso cause uma neurose no individuo.

Por esse motivo muitas pessoas relutam em fazer psicoterapia, ou desistem no meio do caminho, pois o ego deve abrir mão do controle e deixar que novas possibilidades surjam.

Muitas preferem se manter na unilateralidade e na neurose. É uma zona de conforto! Realmente fazer analise é um ato heróico.

Em termos coletivos vemos o quão difícil é a aceitação de algo novo por parte da consciência coletiva. No mito de Cristo vemos que ele foi humilhado e morto por trazer uma nova concepção da divindade.

Mas se quisermos evoluir e não nos tornarmos doentes precisamos lembrar que aquilo que um dia foi um bom remédio e algo excelente acaba se tornando destrutivo com o tempo. Perseverar em um curso de ação é bom até um determinado momento, por isso precisamos desenvolver uma flexibilidade e aceitar que possivelmente, em algum momento teremos que rever esse curso de ação e buscar um novo.

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O ritmo dinâmico entre setênios e nonênios

O RITMO DINÂMICO ENTRE NONÊNIOS E SETÊNIOS

Josef David Yaari

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“0 a 9 anos – Período do crescimento: O indivíduo estabelece sua base física e adaptação de sua estrutura física como instrumento da realização de seu destino;

9 aos 18 anos – Período do aprendizado: Inicia-se o exercício da estrutura adquirida e a formação fundamental da expressão psicológica;

18 a 27 anos – Período de luta: A pessoa experimenta o mundo interno e externo por meio de várias atividades diferentes no trabalho, na vida afetiva e em seus contatos sociais, com todo cabedal elaborado nos dois períodos anteriores;

27 aos 36 anos – Busca da estabilidade: Agora se torna urgente a relação do indivíduo com o mundo em seus aspectos físicos, psicológicos e espirituais por meio da clara escolha profissional, afetiva e social. Todos nesta idade buscam planejar toda sua vida de uma forma própria de se colocar no mundo. É o período em que, geralmente, as pessoas trabalham mais do que em outras fases da vida;

36 aos 45 anos – Período das rupturas: Sentimento de urgência. As “máscaras” elaboradas como colunas mestras na conquista da estabilidade precisam ser superadas pela urgência da busca do si mesmo. As armaduras precisam ser substituídas por roupagens mais confortáveis que possam proporcionar maior mobilidade para tudo que agora precisa ser feito;

45 aos 54 anos – Metamorfoses: O indivíduo, agora, reúne o que restou das rupturas, elabora novas formas e busca em si mesmo a força para a reelaboração de seu caminho de vida. A ternura pode ser assumida e é, sem dúvida, a guia para o caminho maior;

54 a 63 anos – Aprendizado da Sabedoria: Agora chega o momento em que se reconhece o valor de se sagrar, celebrar cada ato, cada momento, como comemoração de se ter superado e feito a passagem pelos diversos limiares na lapidação do ser;

63 aos 72 anos – Exercício da Liberdade: O indivíduo sente que pode viver sem as grandes pressões do quotidiano de todos e pode, então, dedicar-se a algo completamente diferente, novo, com a liberdade de compreender a vida de muitos modos diferentes;

72 a 81 anos – A experiência diária com o Assombro: Chega esta fase na qual se percebe que todas as explicações são formas redutoras da realidade. O sentimento e a percepção é que tudo é muito mais amplo, tudo é muito mais. Vive-se o espanto e o assombro pela magnitude da vida.

81 a 90 anos – A experiência da Inocência: Compreendo a vida como o caminho que se faz partindo da ingenuidade para a descoberta da inocência. Quando trabalhei com pessoas que estavam nessa fase, me chamou atenção exatamente isso: Estas pessoas sabiam das maldades e das espertezas, mas buscavam se manter acima e cultivar a bondade e o amor.

Josef David Yaari

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O contínuo exercício de vivencia das diversas dinâmicas possíveis entre os setênios e os três triênios de cada fase, amplia em muito a compreensão e resolução dos desafios que cada biografia nos propõe. E podemos apreender com cada biografia as leis inerentes e os aspectos característicos de cada fase da vida, entendendo que essas elaborações de setênios e nonênios representam simbolizações eficazes de possíveis campos integrados de ordenação, entre muitos outros.

Estaremos a seguir descrevendo muito mais dos setênios por serem estes muito mais generalizados e inseridos na dinâmica dos nonênios, lembrando assim que cada pessoa revela sua forma única de expressão.

Pois normalmente os estudos biográficos se concentram na descrição e estudo dos setênios. É uma antiga tradição oriental que acabou sendo assimilada pela cultura grega na qual, de fato, as fases da vida foram divididas de sete em sete anos, iniciando-se pela infância (0 a 7 anos), passando pela juventude (7 a 14 anos) e chegando à adolescência e seu desenvolvimento (14 a 21 anos) para que a pessoa pudesse ser considerada “maior de idade” ou responsável por si mesma. E essa visão das fases da vida se mantém até hoje na ordenação jurídica em todos os países.

Mas o estudo dos setênios continua depois dos 21 anos. Pois após a “maioridade” jurídica ocorrem outros motivos típicos das pessoas com 28, 35, 42, 49, 56, 63… anos de idade. Cada fase tem aspectos muito diferentes e podem então facilitar a compreensão das escolhas e mobilizações que são feitas. Essa compreensão, logo de início, nos faz entender que um “contrato” feito aos 20 anos, como, por exemplo, um casamento, tem motivos e aspectos muito diferentes aos 40 anos!

E compreender isso, nos obriga a reconsiderar regularmente nossos compromissos, acordos, contratos e celebrações que não podem se manter na mesmice e num quotidiano que empobrece as possibilidades de expressão de nossa individualidade.

Estudando e trabalhando com os Seminários Biográficos, fui descobrindo que os setênios estavam inseridos no ritmo mais amplo que se demonstrou por períodos de nove anos. Fui assim levado a elaborar o ritmo dos nonênios que se mostrou uma ferramenta muito eficaz para a compreensão das leis biográficas, ainda mais por percebermos mudanças significativas a cada triênio (Três triênios completam um nonênio).

Assim é bem conhecido o primeiro acordar para si mesmo em torno dos 3 anos de idade, a nova redescoberta de si aos 6 anos e o sentimento de estar só consigo mesmo aos 9 anos. Esses processo tem sua evolução bem interessante até os 90 anos de idade. E os espelhamentos entre as fases podem ser observados até no espelhamento dos números: De 0 a 9 anos (período da ingenuidade) se espelham os 90 anos (período da inocência); 9 a 18 anos (período do aprendizado) espelham os 72 a 81 (período do assombro), 18 a 27 anos (período da luta) espelham os 63 a 72 (período do exercício da liberdade)…

Dessa forma o trabalho da Pedagogia Clínica Biográfica se expressa de uma forma dinâmica que parte da observação dos nonênios na história de vida das pessoas, acompanhando seus processos com o ritmo dos setênios. Esta prática tem ampliado em muito os Seminários Biográficos, até porque estabelece assim uma nova psicologia do desenvolvimento.

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Assim, acompanhando este quadro, podemos descrever primeiramente os nonênios com as seguintes observações, ficando desde já claro que estamos aqui descrevendo os períodos com o que pode ocorrer de positivo, como proveito otimizado das fases da vida:

0 a 9 anos: Período do crescimento

O indivíduo estabelece sua base física e adaptação de sua estrutura física como instrumento da realização de seu destino;

9 aos 18 anos: Período do aprendizado

Inicia-se o exercício da estrutura adquirida e a formação fundamental da expressão psicológica;

18 a 27 anos: Período de luta

A pessoa experimenta o mundo interno e externo por meio de várias atividades diferentes no trabalho, na vida afetiva e em seus contatos sociais, com todo cabedal elaborado nos dois períodos anteriores;

27 aos 36 anos: Busca da estabilidade

Agora se torna urgente a relação do indivíduo com o mundo em seus aspectos físicos, psicológicos e espirituais por meio da clara escolha profissional, afetiva e social. Todos nesta idade buscam planejar toda sua vida de uma forma própria de se colocar no mundo. É o período em que, geralmente, as pessoas trabalham mais do que em outras fases da vida;

36 aos 45 anos: Período das rupturas

Sentimento de urgência. As “máscaras” elaboradas como colunas mestras na conquista da estabilidade precisam ser superadas pela urgência da busca do si mesmo. As armaduras precisam ser substituídas por roupagens mais confortáveis que possam proporcionar maior mobilidade para tudo que agora precisa ser feito;

45 aos 54 anos: Metamorfoses

O indivíduo, agora, reúne o que restou das rupturas, elabora novas formas e busca em si mesmo a força para a reelaboração de seu caminho de vida. A ternura pode ser assumida e é, sem dúvida, a guia para o caminho maior;

54 a 63 anos: Aprendizado da Sabedoria

Agora chega o momento em que se reconhece o valor de se sagrar, celebrar cada ato, cada momento, como comemoração de se ter superado e feito a passagem pelos diversos limiares na lapidação do ser;

63 aos 72 anos: Exercício da Liberdade

O indivíduo sente que pode viver sem as grandes pressões do quotidiano de todos e pode, então, dedicar-se a algo completamente diferente, novo, com a liberdade de compreender a vida de muitos modos diferentes;

72 a 81 anos: A experiência diária com o Assombro

Chega esta fase na qual se percebe que todas as explicações são formas redutoras da realidade. O sentimento e a percepção é que tudo é muito mais amplo, tudo é muito mais. Vive-se o espanto e o assombro pela magnitude da vida.

81 a 90 anos: A experiência da Inocência

Compreendo a vida como o caminho que se faz partindo da ingenuidade para a descoberta da inocência. Quando trabalhei com pessoas que estavam nessa fase, me chamou atenção exatamente isso: Estas pessoas sabiam das maldades e das espertezas, mas buscavam se manter acima e cultivar a bondade e o amor.

Fica óbvio que quando estas expectativas otimizadas não ocorrem, a pessoa vive algo que está entre estas e o polo oposto, ou seja, pode não haver o crescimento esperado, o aprendizado equivocado, a luta mórbida, a falsa estabilidade, a ruptura apenas aparente e assim por diante.

O ritmo dos nonênios pode ser estudado pelo acompanhamento dos triênios, ou seja, em cada nonênio há três triênios que ajudam a compreender com maiores detalhes as possibilidades de conquistas ou questionamentos vividos.

Este ritmo mais amplo dos nonênios, contem em si o ritmo dos setênios que, como dissemos acima, nos remete a uma tradição oriental de mais de cinco mil anos, sendo estabelecida até como ordem jurídica na Grécia. Assim, até hoje, a pessoa é considerada plenamente responsável por seus atos a partir de seus 21 anos de idade.

Então, em relação ao estudo dos setênios, retomei como base um texto que escrevi e que está publicado em meu livro “Psicologia da Metamorfose” editado em 1989 pela Hermes Editora.

Embora muito questionável, a sabedoria popular afirma que “nós adultos, a cada sete anos, somos acometidos de “comichão” e “formigamento”. Apesar de ser uma caracterização simplória, existem muitos fatos, estatísticas e relatos que vem confirmar esse ritmo. Assim estudos de Charlote Bühler, Marta Moers, A. Guardini, Bernard Lievegoed, Rudolf Treichler e outros, vêm corroborar as diferentes pesquisas que ainda receberam sólidos fundamentos através da obra de Rudolf Steiner. Este fala dos “nascimentos” que ocorrem de sete em sete anos, em média, dando essenciais subsídios para a elaboração da pedagogia e da medicina, como ampliações da “arte de educar”.

A maioria das pessoas conhece, de maneira superficial, as motivações típicas da infância, da adolescência e da puberdade, mas mal ouviu falar dos questionamentos e alegrias observadas aos 40, 50 ou 60 anos de idade.

Gail Sheehy, autora de um “bestseller” sobre as fases da vida, diz: “o nosso sistema vital interior desenvolve persistentemente um ritmo próprio. (..,) e há variados conhecimentos estatísticos a respeito do ritmo setenial “.

Adolf Portmann, assessorado por vários estudiosos fala do “nascimento fisiológico prematuro do ser humano”. Para ele aos 12 a 18 meses de vida extrauterina, seria a época ótima do nascimento humano, se o homem apenas fosse um mamífero. Acontece que todo nosso comportamento entre os primatas, contraria a sequência natural.

A concepção e a vida intrauterina, já bastante estudadas, guardam ainda muitos segredos: Por que nosso corpo se mantém em forma embrionária?

A resposta a esta questão é o leitmotiv deste livro: Nosso corpo quando nasce não tem nenhuma estrutura especializada. Tudo está por ser feito! Por isso falamos que quando um bebê nasce, temos diante de nós, como expressão material, a base física que só atinge a maturidade em torno dos 21 anos de idade.

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Rudolf Steiner: Sabedoria, consequência da dor e do sofrimento

SABEDORIA: CONSEQUÊNCIA DA DOR E DO SOFRIMENTO

Rudolf Steiner

Tradução: Sonia Homrich

Fonte: www.counselling-soniahomrich.blogspot.com.br

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“Só aqueles que passaram pela dor e sofrimento sempre dirão que aceitam com gratidão a alegria e prazer, mas que eles nunca desejariam fazê-lo sem a dor e o sofrimento. Nós devemos toda nossa sabedoria ao nosso sofrimento e dor durante as vidas passadas na terra. Um homem cuja fisionomia mantém a marca da sabedoria nesta vida, deve isto ao fato de que, em vidas anteriores, ele vivenciou a conexão do mundo,  como sofrimento…”

Rudolf Steiner

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É importante e de grande interesse realizar que tudo o que nós vivenciamos no decurso de uma vida — nossos sentimentos sobre o mundo, prazer, dor, etc. — isto tudo,  no mundo espiritual nos rodeia como um mundo externo. Não precisamos nos sentir tristes já que lá nossos sofrimentos permanecem espalhados fora,  diante de nós. Isto não é de forma alguma triste, porque lá, todos nossos sofrimentos existem da mesma maneira que tempestades existem no mundo físico e no mundo espiritual todas nossas experiências alegres aparecem para nós como maravilhosos fenômenos em nuvem. No Devachan nossas próprias experiências interiores não existem dentro de nós, como aqui na terra, mas estas vivem em nosso ambiente de forma externa, da mesma maneira em que uma imagem da natureza espalha-se diante de nós. Nossas experiências interiores vivem em torno de nós, como se fossem imagens, sons ou fenômenos atmosféricos; Eles têm se tornam objetivados, como formas dos céus.

Falei à vocês que não é triste, quando nossos sofrimentos vem servir a nós mesmos;  tão pouco é triste o raio ou trovão na vida física. Aqueles que percebem essas conexões sabem o que eles devem a seus sofrimentos em particular. Só aqueles que passaram pela dor e sofrimento sempre dirão que aceitam com gratidão a alegria e prazer, mas que eles nunca desejariam fazê-lo sem a dor e o sofrimento. Nós devemos toda nossa sabedoria ao nosso sofrimento e dor durante as vidas passadas na terra. Um homem cuja fisionomia mantém a marca da sabedoria nesta vida, deve isto ao fato de que, em vidas anteriores, ele vivenciou a conexão do mundo,  como sofrimento.

Fonte: Rudolf Steiner – GA 100 – Teosofia e Rosacrucianismo: Palestra V:Metamorfoses de nossas experiências terrestres no Mundo Espiritual – Kassel, 20th Junho 1907

Nota: Nesta fase Steiner chamava Antroposofia de Teosofia.

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O contato da criança com a natureza

O CONTATO DA CRIANÇA COM A NATUREZA

Redação Ciclo Vivo

Fonte: www.ciclovivo.com.br – clique e conheça

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A inatividade dos jovens resulta em doenças como diabetes, obesidade, raquitismo e declínio das habilidades cardio-respiratórias. Muitos desses problemas seriam evitados se as brincadeiras em meio à natureza fossem mantidas. Brincar na grama, entre árvores, ajuda até mesmo a reduzir os sintomas do déficit de atenção e dos problemas de hiperatividade…”

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Se um futuro melhor depende das gerações que ainda estão por vir, então algumas coisas precisam mudar. Em artigo escrito por George Monbiot no jornal britânico The Guardian, o autor coloca em cheque as consequências da falta de contato das crianças atuais com a natureza.

A cada ano que passa, as crianças estão mais presas dentro de suas casas. Segundo Monbiot, no Reino Unido, apenas uma em cada dez crianças têm o hábito de praticar atividades ao ar livre em ambiente natural. Em contrapartida, os adolescentes que têm entre 11 e 15 anos gastam metade do dia em frente a uma tela, seja ela de computador, televisão ou smartphone. A situação é semelhante em diversas partes do mundo.

O autor cita várias hipóteses para essa mudança. Enquanto nas décadas passadas as crianças tinham mais autonomia para brincar na rua e até mesmo se deslocarem sozinhas, hoje os pais têm que lidar com o medo da violência, do trânsito e de pessoas estranhas. Assim, ficar dentro de casa é a opção mais prática, mas não a melhor delas.

Monbiot coloca esse novo hábito “doméstico” como algo perigoso, principalmente para a saúde. A inatividade dos jovens resulta em doenças como diabetes, obesidade, raquitismo e declínio das habilidades cardio-respiratórias. Muitos desses problemas seriam evitados se as brincadeiras em meio à natureza fossem mantidas, como é possível concluir em um estudo conduzido pela Universidade de Illinois, nos EUA. A pesquisa sugere que brincar na grama, entre árvores, ajuda até mesmo a reduzir os sintomas do déficit de atenção e dos problemas de hiperatividade.

Além da saúde, a falta de contato das novas gerações com a natureza pode se transformar em um problema muito maior. Como ter cuidado ou se preocupar com algo que você não conhece e não tem intimidade? Esta é a questão levantada pelo britânico. Para ele, os ativistas ambientais costumam ser pessoas que passaram a infância imersos na natureza. “Sem um sentimento pelo mundo natural e sua função, sem uma intensidade de envolvimento nas experiências da infância, as pessoas não vão dedicar suas vidas à proteção”, conclui o artigo.

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A Trilha do Herói

A TRILHA DO HERÓI

Joseph Campbell

Fonte: O Herói de mil faces

Publicado  Carl Jung Sincero no Facebook – clique e conheça

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Além disso, nem sequer teremos que correr os riscos da aventura sozinhos; pois os heróis de todos os tempos nos precederam; o labirinto é totalmente conhecido. Temos apenas que seguir o fio da trilha do herói. E ali onde pensávamos encontrar uma abominação, encontraremos uma divindade; onde pensávamos matar alguém, mataremos a nós mesmos; onde pensávamos viajar para o exterior, atingiremos o centro da nossa própria existência; e onde pensávamos estar sozinhos, estaremos na presença do mundo inteiro.”

Joseph Campbell – O Herói de mil faces

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Rudolf Steiner: Sobre a Lei do Destino

SOBRE A LEI DO DESTINO

Rudolf Steiner

Tradução: Leonardo Maia

Fonte: www.rudolfsteinerquotes.wordpress.com – clique e conheça

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No que diz respeito ao carma, tudo de bom, inteligente e verdadeiro que tem sido feito por um homem está no lado positivo; maldades ou tolices estão no lado negativo. A cada momento ele é livre para fazer novas entradas no Livro Cármico da Vida. Nunca se deve imaginar que a vida está sob a influência de uma lei imutável do destino; a liberdade não é prejudicada pela lei do carma. Ao estudar a lei do carma, portanto, deve se ter o futuro em mente tão fortemente quanto o passado. Tendo em nós os efeitos de ações passadas, nós somos os escravos do passado, mas os mestres do futuro. Se quisermos ter um futuro favorável, temos de fazer tantas boas entradas possíveis no Livro da Vida.”

Rudolf Steiner

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