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A recusa da verdade


A RECUSA DA VERDADE

Rudolf Steiner

Fonte: Antroposofìa, pedagogìa waldorf, pedagogìa curativa

Tradução livre: Leonardo Maia


A negação da verdade e fatos além da adaptação de justificativas infundadas e propagação de inverdades (fake news) é uma tendência hoje nas redes sociais… facilmente concebíveis através de um desfocalização do ponto central das questões e generalização de padrões de comportamento, como por exemplo generalizar a esquerda e a direita no âmbito político como justificativa para minhas afirmações, escolhas ou pejoração das ações do lado contrário.


Aqueles que ainda não reconhecem a gravidade da atual situação mundial também estão, em certo sentido, ajudando a preparar a encarnação de Ahriman. Muitas coisas na vida externa dão testemunho disso. A encarnação ahrimânica vai ser favorecida em grande medida se as pessoas não conseguem estabelecer uma vida espiritual livre e independente e lhe permite continuar enrolada na vida econômica ou política. Pois o poder ahrimânico tem tudo a ganhar se a vida espiritual se mistura ainda mais estreitamente com estas outras esferas. Para o poder ahrimânico uma vida espiritual livre significaria uma espécie de escuridão, e o interesse das pessoas por ela, um furioso fogo abrasador. O estabelecimento dessa vida espiritual livre é essencial para que possa ser adotada a atitude certa, a relação certa, diante da encarnação de Ahriman no futuro.

Mas ainda há uma forte tendência hoje a esconder os fatos. A grande maioria das pessoas coloca um véu sobre as coisas; recusam-se a vê-las como são realmente e deixam-se enganar por palavras que não têm conexão com a realidade. E muito muitas vezes, os esforços para se esquivar a realidade são descritos como ” honesto ” e ” bem intencionado “.

Rudolf Steiner


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Saúde: reflexo da consciência e da natureza em harmonia


SAÚDE: REFLEXO DA CONSCIÊNCIA E DA NATUREZA EM HARMONIA

Fonte: journals.openedition.org


Em nossa vida anímica, nós formamos determinados pensamentos e, como processos paralelos, se produzem fenômenos orgânicos.O que significa isso?O que aparece em nossos pensamentos reflete integralmente nos órgãos…

Rudolf Steiner


Quando nos deparamos com o fenômeno da vida, acontece algo completamente distinto. Se, no caso do mundo inorgânico, é preciso atravessar os sentidos para chegar ao conceito, no mundo orgânico o conceito permeia a manifestação física. Há um princípio ativo manifesto, algo totalmente diferente da realidade não viva e que não resulta apenas de leis externas, mas que interage com suas próprias leis formativas com a realidade.

A forma como Steiner sistematizou o método científico de Goethe implica no reconhecimento de três mundos, três formas de manifestação da Natureza: o mundo inorgânico, o mundo orgânico e o mundo da consciência (das Ideias). No mundo orgânico, Goethe reconheceu dois tipos fundamentais: um tipo vegetal e um tipo animal. O mundo da consciência se revela como constituinte particular do mundo humano. O homem é constituído pelos demais mundos (inorgânico e orgânico), mas ele os eleva a um grau superior de complexidade.

A possibilidade de uma ciência que traga harmonia interior ao ser humano em equilíbrio com a harmonia da própria natureza é a particularidade de destaque nesta abordagem. É nesta direção que o tratamento antroposófico leva às últimas consequências a meta da ciência goetheana: colocar, ambos, ser humano e natureza, em equilíbrio: Criar um mundo particularizado, trazer consciência à vida, só pode ser feito a partir de uma metamorfose da própria vida, que deixa de dar forma ao mundo físico, para passar a dar vida ao mundo consciente, espiritual.


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Supressão do EU


SUPRESSÃO DO EU

Leonardo Maia


Supressão do EU: quando você sente uma força intensa que o induz a atuar de certa forma, mesmo contrária a sua própria vontade, como um vício. Surge um incômodo constante que altera o humor e estado interior até a submissão.


Sabe aquele desejo incontrolável de fumar seu cigarro?
Ele acontece por conta de forças elementares que suprimem o EU e o tornam incapaz de, pela própria vontade, superar o desejo e estar em paz e satisfeito em si próprio, mesmo na ausência da nicotina. É de fácil percepção a sua atuação no EU, pois se reflete no próprio desejo de fumar, como um incômodo constante que altera o humor e estado interior até a nossa submissão, mesmo quando estamos prontificados a superar o vício (quando já nos identificamos com uma necessidade de parar).

Mas a atuação dessas forças elementares pode ser tão intensa, que mesmo sabendo que estamos fazendo mal a nós mesmos, sucumbimos. Num extremo, abrimos mão da saúde e até mesmo de nossos entes mais queridos (até mesmo nossos filhos), nos tornando incapazes, através da vontade, de superar tal necessidade, caindo no inferno da impotência. O mesmo pode acontecer com a bebida, com a gula, até mesmo com relacionamentos…

Sabe aquela dificuldade em ouvir uma pessoa com a qual já teve uma desavença? Um ex-marido ou ex-mulher? Alguém que te magoou?
A dificuldade de dar o braço a torcer? É semelhante a atuação da força do vício, um sentimento imediatamente toma conta do nosso estado interior e um mal estar se aloja, criando uma dinâmica singular na sua atuação diante da outra pessoa. E quanto mais alimentos tais sentimentos, mais difícil é sua superação… exatamente como o hábito de fumar.

E quando estamos dispostos a superar tais condicionamentos e não conseguimos, é quando está ocorrendo a supressão do EU: quando você sente uma força intensa que o induz a atuar de forma contrária a sua própria vontade, como um vício.

Leonardo Maia


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CONSCIÊNCIA LIMÍTROFE


CONSCIÊNCIA LIMÍTROFE

Leonardo Maia


Grandes desafios de transformação anímica, muitas vezes, ocultam
aspectos da alma individual, para cura de processos cármicos
profundos.


Sobre a percepção da entidade humana fora da matéria, o nossa forte ligação com a matéria nos limita a um âmbito de referência mental vinculada com a sua manifestação física, inclusive temporal de sua última expressão percebida, ou seja, vinculamos aquela entidade a nossa última referência terrena.

Não entendeu? Por exemplo, pequena criança falece e temos uma
tendência a imaginá-la exatamente como fez a passagem no pós-vida. Inclusive em seu estado de consciência. Ou um idoso, já debilitado pela avançada idade física, imaginamos-o em estado de consciência similar e expressão física no plano superior.

Apesar de ser uma tendência natural, não podemos deixar nos
estagnarmos numa concepção estática da alma humana. A
possibilidade de estendermos o espectro da consciência de tal
entidade a inúmeras experiências físicas, elimina tal limitação dentro
de nós mesmos.

Grandes desafios de transformação anímica, muitas vezes, oculta
aspectos da alma individual, para cura de processos cármicos
profundos. Talvez não saibamos quem somos, nem sequer
imaginemos algo próximo da verdade, mas aqui estamos em busca e
em transformação e, por isso, podemos nos expressar com profunda
limitação em nossa atual experiência, como um mero espectro da
nossa realidade anímica… como, por exemplo, com alguma deficiência ou síndrome grave, ou contextos sociais extremamente limitadores e etc…

Você é e pode muito mais do que acredita ou concebe e, por mais
incrível que pareça, num âmbito superior, por uma escolha sua…

Sobre isso, Steiner disse:

“Devemos sempre ter em mente que não devemos imaginar os
homens que vivem no mundo espiritual como eles eram quando
viveram aqui. As ideias triviais que as pessoas detêm, como, por
exemplo, que aqueles que morrem como crianças continuam a viver
como crianças, são naturalmente incorretas. A imaginação pode criar imagens dos mortos como os vimos por aqui, mas essa não é a sua verdadeira forma; era antes a expressão deles. Uma criança pode morrer, mas a entidade humana encarnada na criança pode ser uma alma altamente evoluída, e continuar a sua vida após a morte como uma alma altamente evoluída.”

Leonardo Maia


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Existência presente


A REALIDADE É UMA ALQUIMIA

Leonardo Maia


A realidade como percebemos é uma alquimia. Uma pequena mudança na fórmula, a realidade se altera. E um exemplo dessa alteração acontece o diariamente, no sono e na vigília. 


O homem moderno, por conta da atual época que vive a humanidade, ao mergulhar no materialismo, se tornou escravo das suas percepções físicas. O racionalismo fechado na percepção físico – sensorial, só acredita numa realidade palpável dentro de sua própria concepção e experiência. Nada é considerado real fora deste espectro, apesar de serem evidentes e experienciáveis outros planos de realidade.

A realidade como percebemos é uma alquimia. Uma pequena mudança na fórmula, a realidade se altera. E um exemplo dessa alteração acontece o diariamente, no sono e na vigília. Disse Rudolf Steiner:

“Durante o dia, devido as condições da evolução atual, o verdadeiro eu interior – o ego e o corpo astral estão dentro do corpo físico e etérico no plano físico no mundo material. O ego e o corpo astral podem então fazer uso dos órgãos físicos da audição e da visão no mundo físico, para observar as coisas físicas. Mas entre o sono e o acordar novamente, o ego e do corpo astral estão fora do mundo físico, estão no mundo astral. Ele é separado dos olhos e ouvidos físicos e, portanto, não pode perceber o que está ao seu redor.”

Todos sonhamos e todos também vivenciamos o estado de vigília.  Porque um sonho é menos real do que o estado de vigília?  Porque não podemos mensurar através de causa e efeito sua autenticidade? A densidade da matéria e continuidade da experiência temporal física nos faz desconsiderar outras realidades, apenas a física se torna real. Porém, a realidade como uma compreensão de amplitude se estende bem além da nossa capacidade de concepção através da realidade meramente atribuída aos sentidos físicos.

O tempo pode se prolongar ou se contrair. Ritmos podem se prolongar em processos que podem transcender a consciência linear encarnatória – ou seja, ser ser maior que a duração da vida encarnada (a própria encarnação é um processo rítmico, como o respirar, bater do coração, o dormir e acordar, o giro da Terra no próprio eixo, a translação de um planeta em torno de uma estrela, as estações e etc…). Essa multiplicidade também se aplica ao estado de consciência humana. A realidade se estende para muito além do estado de consciência desperta no mundo físico… o próprio despertar da consciência superior no pós vida – esse intervalo entre as encarnações – é rítmico e pode ser equiparado ao processo rítmico de vigília e sono.

“Do ponto de vista da ciência espiritual, o que é que o ocultismo entende por ‘existência presente’? Ela está se referindo ao estado de consciência que tem o homem moderno, desde o acordar até que ele volte a dormir. Durante este tempo , percebe objetos ao seu redor através de seus sentidos físicos.” – Rudolf Steiner

Não estamos limitando a realidade por conta de nossa própria limitação sensorial física?

Leonardo Maia


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IMAGENS X CRIATIVIDADE


IMAGENS X CRIATIVIDADE

Leonardo Maia


Num universo de imagens prontas, sejam na televisão, nos livros infantis com figuras, filmes dos contos de fadas e etc… praticamente tudo vem pronto e definido, enfraquecendo a capacidade de fantasiar as próprias imagens. Isso reflete em pessoas com uma padronização de representação. Com pouca capacidade de criação – criatividade.


Vamos falar sobre a criatividade. Existem muitas pessoas que possuem grande dificuldade em desenvolver sua criatividade. Acontece que desde cedo somos mergulhados num universo de imagens prontas que não necessitam dessa faculdade: de criar as próprias imagens. Como isso acontece?

Bom, ao se contar uma história ou ler um livro, sem que haja figuras ilustrativas ou representações, nossa mente trata de criar nossas próprias imagens imaginárias dos contextos apresentados – narrados ou transcritos. Acontece que estamos nos ambientando a um universo de imagens prontas, sejam na televisão, nos livros infantis com figuras, filmes dos contos de fadas e etc… praticamente tudo vem pronto e definido, enfraquecendo a capacidade de fantasiar as próprias imagens. Isso reflete em pessoas com uma padronização de representação. Com pouca capacidade de criação – criatividade.

Essa padronização reflete em correntes de indivíduos com características muito parecidas e inclusive, forma de pensar parecida, ou seja, dificulta e atrapalha o processo de individuação.

Um ser criativo geralmente é singular e autêntico, tem uma forma única de pensar. Por isso é importante a atividade da fantasia, principalmente na infância. Hoje nossas crianças estão mergulhadas num universo de imagens prontas pelas mídias contemporâneas e isso tende a enfraquecer ainda mais suas capacidades criativas e imagéticas.

Leonardo Maia


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SUCESSO MATERIAL X COMPETÊNCIA


SUCESSO MATERIAL X COMPETÊNCIA

Flávio Gikovate

Fonte: Flávio Gikovate – In Memoriam


Muitas vezes o sucesso material estrondoso depende da associação de grande ousadia com a ausência de preocupação com os direitos dos outros. O quão você se importa com isso?


Por vezes o sucesso material tem pouco a ver com competência, foco e disciplina: pode derivar de ações que denotam valores éticos duvidosos.

Muitas vezes o sucesso material estrondoso depende da associação de grande ousadia com a ausência de preocupação com os direitos dos outros.

Muitos dos que têm grande sucesso material são portadores de uma ousadia leviana e que por isso se arriscaram demais. Aí a sorte é essencial.

É conveniente pensar que o sucesso, quando obtido por vias escusas, alimenta nossa vaidade, mas não só não ajuda como prejudica a autoestima.

A vaidade se alimenta do exibicionismo e do impacto que isso provoca nos outros. A autoestima depende do juízo que fazemos de nós mesmos.

Através da vaidade, podemos nos mostrar como orgulhosos de nossas falsas conquistas. Porém, na intimidade saberemos que somos uma mentira!


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AHRIMAN: TEMPO NÃO É DINHEIRO, AGORA É SOBREVIVÊNCIA


AHRIMAN: TEMPO NÃO É DINHEIRO, AGORA É SOBREVIVÊNCIA

Leonardo Maia


Surgiu uma impessoalidade e padronização de relações distorcidas, um decréscimo nas relação reais por conta da tecnologia, o contato verdadeiramente anímico (entre as almas) decaiu profundamente: um processo de ressecamento da alma individual está em processo, produzindo seres indiferentes ao sofrimento do próximo e egoístas.


Com o atual aprofundamento na matéria, percebemos o tempo correr de forma muito intensa. Estamos realmente completamente ocupados, falta tempo para nós, para nossos filhos e qualquer imprevisto na agenda, por menor que seja, atrapalha sensivelmente a nossa organização.

Estamos num ponto onde o materialismo exerce uma influência em nossa percepção do tempo: uma aceleração temporal. (Nossa, como 2019 está passando rápido, já estamos no final de março…)

Mas existe uma força oculta trabalhando em cima dessa aceleração também, da qual temos de ter ciência e atenção, pois pode ter uma influência altamente negativa na humanidade e a nível individual. Nossa subsistência agora depende de uma “doação” praticamente integral do tempo. Isso não é um acaso, isso tem um propósito.

Surgiu uma impessoalidade e padronização de relações distorcidas, um decréscimo nas relação reais por conta da tecnologia, o contato verdadeiramente anímico (entre as almas) decaiu profundamente: um processo de ressecamento da alma individual está em processo, produzindo seres indiferentes ao sofrimento do próximo e egoístas.

A capacidade de empatia (de se colocar no lugar do outro), aliado a uma reverência profunda ao outro e a vida como um todo é o que fortalece a nossas forças do coração. Mas isso tem se enfraquecido numa escala quase global, por que? Porque estamos correndo atrás, não sobra tempo para eu me preocupar com o outro (tenho que trabalhar 8, 10, 12 horas por dia, enfrentar trânsito para chegar em casa tudo pra ganhar um valor que não me sustenta nem minha família, portanto, não se faça de coitadinho: cada um com seus problemas…). Também a necessidade social natural do ser humano, foi suprimida por uma virtualização das relações.

Outra ferramenta dessas forças é a intensificação dos instintos inferiores de sobrevivência (sexo e prazer por exemplo), e alimentar um desejo por conquistas materiais. Se eu superar a necessidade básica de subsistência, minha busca passará a ser por suprir os desejos que foram alimentados: busca do prazer pessoal. Inclusive nas relações reais, valorizarei quem pode me trazer benefícios diretos, o resto não faz diferença (nem tenho tempo pra isso)…

E por conta disso, a intolerância com quem é indiferente pode se tornar quase que absoluta, e chegando ao ápice em contextos como o do atirador que invadiu as mesquitas na Nova Zelândia ou mesmo ao dos Nazistas. As pessoas podem ser convencidas que grupos ou indivíduos geram empecilhos à minha subsistência ou riscos ao meu status quo, e com as forças do coração muito enfraquecidas, podem atuar de forma destrutiva (num patamar inclusive que podem ser considerados como veículos do mal).

Isto é fortalecido também pela incapacidade de ponderar, pois num contexto onde a atividade da Vontade é super enfraquecida pela autoanulação por obrigatoriedade de função (empregos que anulam a expressão individual – ferramentas de funcionamento do sistema) num volume muito grande de tempo diário, excesso de mídia (TV e smartphones) e excesso de passividade devido ao desgaste físico pela luta diária e pela constante absorção de informações enfraquece consideravelmente a individualidade, podendo jogar a pessoa na corrente coletiva por não ter mais a capacidade de pensamento próprio, o que é diferente de lembrar/pensar sobre o que lhe foi transmitido (não crio o pensamento, apenas o replico, geralmente de forma cega), mas sim gerar um pensamento único baseado numa percepção singular individual do contexto (pensamento ativo).

Ou seja, a pessoa é convencida de que isso ou aquilo é verdade ou induzida a isso. Por exemplo, “os imigrantes são um mal para a América” – onde a colocação pode vir aliada a inúmeras justificativas – o indivíduo pode internalizar isso como uma verdade generalizada e, por um enfraquecimento das forças do coração, querer a expulsão, morte, o fim ou o extermínio de de tais imigrantes, dependendo do seu estado psíquico, e num cume, ir lá e resolver como fez o rapaz nas Mesquitas. Incapaz de sentir qualquer altruísmo ou compaixão ao próximo, e incapaz de perceber o outro indivíduo por trás do rótulo de imigrante, que nesse caso agrega a informação de que é um mal para a América – exatamente como os judeus eram para os nazistas.

E isso tende a crescer conforme a propagação de informações distorcidas sobre necessidades: só com muito trabalho conquistamos o que sonhamos. O que sonhamos? Carros, viagens, prazer, desfrutar…

Sobre o que sou ou o que somos, qual o sentido de nós estarmos aqui, o autodesenvolvimento, a harmonia entre nós, o amor universal (a mim, ao outro e a natureza) – não sobra tempo para essas besteiras. Pois sabe-se que estamos caminhando para a superação do ego inferior, mas não o superamos ainda, portanto somos presas fáceis dentro deste jogo de xadrez.

O que vc quer? Então corra atrás… mas o que vc deixa para trás?
Desperte para o que é realmente essencial. Não se permita iludir com as falácias econômicas e políticas sobre uma realidade impalpável e duvidosa.
A verdade ainda está oculta, mas fortaleça o amor em seu coração, ele será o verdadeiro caminho para o próximo passo da humanidade.

Leonardo Maia


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FORTALECIMENTO DA VONTADE


FORTALECIMENTO DA VONTADE

Rudolf Steiner

Fonte: Anthroposophical Inspirations

Tradução Livre: Leonardo Maia


O conhecimento superior é atingível apenas pela dor: a superação da letargia através da determinação ferrenha e vontade inabalável.


Em nosso tempo é perfeitamente possível, através da autodisciplina interna e do treinamento da vontade, levar em conta o desenvolvimento que é por outro lado deixado à educação e às experiências da vida. A personalidade de alguém pode ser fortalecida treinando a vontade. Pode-se, por exemplo, dizer a si mesmo: Dentro de cinco anos, adquirirei um novo hábito e, durante esse tempo, concentrarei toda a minha força de vontade em alcançá-lo. Quando a vontade é treinada dessa maneira, por uma questão de perfeição interior, então a pessoa solta, sem práticas ascéticas, a alma-espiritual da natureza corpórea.

A primeira descoberta, quando esse treinamento da vontade é realizado em prol do aperfeiçoamento pessoal, é que é necessário um esforço contínuo.

Todo dia algo deve ser alcançado internamente. Muitas vezes é apenas uma pequena conquista, mas deve ser perseguida com determinação ferrenha e vontade inabalável.

Muitas vezes, é o caso de se recomendar, por exemplo, um exercício como concentração a cada manhã sobre um determinado pensamento, que as pessoas embarquem com entusiasmo ardente. Mas isso não dura muito, pois a vontade diminui e o exercício se torna mecânico, porque a energia forte, que é cada vez mais necessária, não é iminente.

A primeira resistência a ser superada é a própria letargia; então vem a outra resistência, que é de natureza objetiva, e é como se alguém tivesse que lutar por por seu caminho em um denso bosque. Depois disso, chega-se à experiência que dói porque o pensamento, que gradualmente se torna forte e vivo, encontra seu caminho no ritmo do mundo externo e começa a perceber a direção do espaço – de fato, percebe o que está vivo.

Descobre-se que o conhecimento superior é atingível apenas pela dor.

Rudolf Steiner


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A escola Waldorf é pra mim?


A ESCOLA WALDORF É PRA MIM?

Verônica Lira em entrevista à Leonardo Maia

Fonte: Alternativas da Educação


Leonardo Maia comenta aspectos como linha filosófica e ideológica – compatibilidade de valores,  espiritualidade x doutrinação, elitização da escola waldorf, inclusão, arte, saúde e  vínculos.


Depois do último post sobre os 7 mitos do ex-aluno Waldorf, percebi que mais uma questão paira sobre os pais e mães na hora de optar por esse tipo de escola: será que é pra mim? Será que é pro meu filho? Como saber se vou fazer a melhor escolha?

Pergunto “se é pra mim”, porque tenho aprendido, nas minhas pesquisas e vivências, que colocar um filho numa escola Waldorf acaba afetando não só a criança, mas toda a dinâmica familiar, já que esse tipo de pedagogia exige dos pais e cuidadores uma maior participação, se compararmos às escolas tradicionais. E ainda assim, me pergunto: ok, concordo em muita coisa, quero me envolver, já fui esclarecida sobre os maiores mitos, mas será que seremos felizes nessa pedagogia?

Para tentar responder a essas dúvidas, conversei com o Leonardo Maia, criador do site Biblioteca Virtual da Antroposofia, uma ferramenta de apoio para professores Waldorf. A página da Biblioteca no Facebook tem quase três anos de vida e já conta com mais de 100 mil seguidores. É referência de pesquisa, tanto no meio docente, quanto entre pais e curiosos. “Eu fiz o curso de pedagogia e percebi que a nova geração está muito insatisfeita com as pedagogias tradicionais. A pedagogia Waldorf é muito complexa e demanda muito material de estudo. Fiz o site em função disso, para facilitar o acesso a esses conteúdos”.

Leonardo cria os dois filhos na pedagogia e apresenta uma visão pessoal de como podemos saber se essa é a escola ideal para nossos filhos. Segundo ele, alguns fatores devem ser levados em conta no processo de procurar e optar por uma escola Waldorf:

IDEOLOGIA

O fator mais importante a ser considerado, segundo Maia, é a compatibilidade de valores entre família e escola. “A escola Waldorf tem uma linha própria filosófica e ideológicaque em certos aspectos pode divergir da ideologia dos pais. Dependendo da quantidade de aspectos divergentes, isso pode fazer mal, para acriança, para os pais e até para a escola. É importante considerar se há embate ideológico. E se estamos dispostos a acompanhar esse processo, pois é uma escola que exige muito dos pais. É importante que os pais se esforcem junto com a escola a ajudar a criança a se desenvolver. Será que você não vai querer cobrar que a escola dê os conteúdos de certa forma porque você está preocupado com o fato do seu filho não aprender a ler e a escrever com sete anos ou passar no vestibular? A ideia não é tentar convencer todo muito a colocar na escola Waldorf, é uma questão de escolha. E essa escolha sempre tem que vir dos pais, que são os guardiões da infância dessas crianças”.

ESPIRITUALIDADE

“A Antroposofia é uma ciência espiritual muito complexa, que lida com alguns assuntos controversos, mas tudo deve ser feito na escola Waldorf de forma a não criar aspectos de doutrinação religiosa. Algumas pessoas sentem que existe uma doutrinação, mas isso acontece por inexperiência do professor, não por falha da Antroposofia. Ser professor Waldorf é muito difícil. Além do conhecimento exigido, tem que ter um auto-conhecimento muito profundo. O professor pode deslizar várias vezes, em vários contextos, inclusive nesse da doutrinação”.

ELITISMO

Uma pesquisa nas discussões da página da Biblioteca no Facebook vai mostrar um assunto recorrente: o elitismo das escolas Waldorf, que remete também ao elitismo de escolas que propõem pedagogias e metodologias “alternativas”. “Essa questão tem um fundamento de verdade: é uma escola cara, principalmente porque geralmente são iniciativas associativas de pais e professores, sem nenhum apoio governamental”, admite Leonardo. “Na verdade, a gente precisaria dar uma tranquilidade financeira pro professor, para que ele pudesse se dedicar exclusivamente ao trabalho pedagógico intenso que a pedagogia Waldorf exige, sem segundos empregos para complementar renda e etc.. O professor não deveria entrar em sala de aula com dificuldades em pagar aluguel, comprar comida para a família, pois a tranquilidade ou dificuldade permeia seu trabalho por passar pela sua individualidade, em maior ou menor grau”, explica.

INCLUSÃO

Apesar do aparente elitismo, Maia lembra que, conceitualmente, a escola Waldorf é uma iniciativa inclusiva, social. Existe um olhar individualizado para a criança que não existe em outras escolas. A criança não sofre pressão para acompanhar certos processos cognitivos, que servem para torná-la uma mera peça mecânica no mercado de trabalho. “Você desenvolve pessoas mais capazes porque elas estão “em si”, não se exige que a criança se enquadre”, acredita Leonardo. “Na escola Waldorf tem muito menos bullying que na tradicional. Você não está disputando para ser melhor, porque é valorizado por qualidades que você tem, você consegue florescer qualidades que servem de inspiração para o desenvolvimento do outro. Os amigos são muito amigos na escola Waldorf, isso é incrível. Claro que também existe bullying nessas escolas, não é um conto de fadas de perfeição, mas acontece com bem menos frequência. Existe uma cobrança, de impulsionar as crianças para melhorar, mas é mais como um apoio, que não marginaliza, ajuda no desenvolvimento da empatia, o que contribui muito para o desenvolvimento da sociedade”.

ARTE E SAÚDE

“Os alunos Waldorf têm um desenvolvimento artístico bem profundo, que é estimulado em todas as fases da vida escolar. Esses alunos tem uma visão estética mais profunda. Você expõe percepções internas através da arte, você internaliza um conteúdo e externaliza através de uma atividade artística. A estética é importante para a vida. Você também é estimulado a ter saúde social e física, a cuidar melhor da sua alimentação e relações, além, claro da consciência ecológica, da importante relação do homem com a natureza”, acredita Leonardo.

VÍNCULOS

Uma das características mais marcantes da escola Waldorf, segundo Leonardo, é o vínculo intenso entre professor e aluno. “É difícil tirar a criança dessa escola. Os pais vão buscar e ela não quer ir embora. É uma tristeza para os professores entregar a sala, pois eles mantém pra sempre um contato anímico com a criança, que é um ser individualizado. O professor acompanha o aluno do primeiro ao nono ano. Se a criança está passando por dificuldades em casa, o professor sabe e acompanha a criança de forma diferenciada. Eu como pai não saberia o que fazer se não pudesse colocar meus filhos numa escola Waldorf”.


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