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RELATIVIZAÇÃO DA MORTE

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RELATIVIZAÇÃO DA MORTE

Milene Mizuta


“Quando foi que você se tornou essa pessoa que relativiza mortes? Já pensou sobre isso?”


Que dia foi esse, que uma escolha sua partidária te fez questionar-se sobre a invariável verdade de que uma morte é por essência algo difícil e trágico?

Quando foi que você passou a justificar a morte de alguém, que assim como você tem família, tinha sonhos, desejos e amigos, com índices econômicos, que sejamos sinceros, você conhece muito mal e nunca havia dado real importância pra eles?

Quando foi que você começou ignorar os fatos, mentir pra si mesmo, minimizar a dor alheia?

Quando foi que você perdeu o senso crítico por vergonha da opção que fez e em detrimento disso se defende com um discurso desumano, incipiente, raso e burro?

Quando foi que você trocou o “sinto muito” por “você está exagerando”?

Quando foi que você se tornou essa pessoa que se desumanizou?

Eu espero que você encontre esse momento, dê um passo atrás, resgate-se, e devolva pra você mesmo sua dignidade.

Te desejo isso pelo seu bem, porque quando tudo isso passar, você vai ter que olhar pra trás e ver qual foi sua contribuição num dos momentos mais dolorosos da nossa geração, e se você enxergar o tamanho da crueldade de suas ações, temo pela sua sanidade mental, porque olhar pra si mesmo e ver o monstro que você se tornou vai doer e fundo.

E mesmo que ninguém seja tão cruel com você, quanto você está sendo agora, ninguém vai poder te salvar de você mesmo, e suspeito que depois de minimizar a dor de uma morte humana, nem mesmo você seja capaz de fazer isso por você.

Para seu calvário você vai viver tendo matado, sem nem ao menos ter a misericórdia de ser acusado desse crime, você vai ter que passar o resto da vida, se escondendo de você.

Que alguma coisa te salve, porque eu tenho compaixão de você.

Milene Mizuta – Aconselhadora Biográfica, fundadora do programa Líder de Si


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CATÁSTROFE MORAL

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CATÁSTROFE MORAL

Rudolf Steiner – GA 346


“A separação do quinto período do sexto se mostrará mais como sendo no campo moral. Uma guerra de todos contra todos que eu já indiquei frequentemente, separará o quinto do sexto grande período terrestre, com uma grande catástrofe moral, todavia ligada a acontecimentos naturais, mas os acontecimentos naturais hão de regredir mais.”

Rudolf Steiner – GA 346


O arcanjo situado no número cinco começa o tempo da sua regência no quinto período pós-atlântico com forças oriundas das forças de Marte. Quando um período começa com as forças de Marte – isto já é até mesmo indicado na representação trivial -, então isto contém algo bélico.

Ao olharmos para os sucessivos períodos culturais, estes estão subdivididos por importantes acontecimentos. E quando olhamos retrospectivamente para o acontecimento importante que separa o período precedente, o atlântico, do atual, o período pós-atlântico, o qual está situado como quinto período em seu quinto cultural, então nós temos o “dilúvio” como limite entre os dois, a destruição da antiga Atlântida e o surgimento de novas partes do mundo. Vivemos no quinto período pós-atlântico e uma sexta e uma sétima se lhe seguirão.

A catástrofe que nos separa do próximo grande período que acontecerá – após o quinto, o sexto e o sétimo período -, ela não será apenas um acontecimento de natureza tão exterior como foi a era glacial e como foi tudo que está indicado pelas narrações do dilúvio, porém a separação do quinto período do sexto se mostrará mais como sendo no campo moral. Uma guerra de todos contra todos que eu já indiquei frequentemente, separará o quinto do sexto grande período terrestre, com uma grande catástrofe moral, todavia ligada a acontecimentos naturais, mas os acontecimentos naturais hão de regredir mais.

Rudolf Steiner – GA 346 – Apocalipse Moderno Conferência VI

Tradução: Gerard Bannwart


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PANDEMIA: UMA PERSPECTIVA DO CARMA E DA MORALIDADE

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PANDEMIA: UMA PERSPECTIVA DO CARMA E DA MORALIDADE

Leonardo Maia


“O quão você verdadeiramente se importa com o próximo?”

Esse ponto é o que pesa na perspectiva de desenvolvimento da consciência humana da Antroposofia. E ele não é baseado em uma concepção pessoal conveniente, mas no sentido espiritual do Impulso Crístico.


Para termos uma maior clareza do contexto que vivenciamos atualmente, principalmente se quisermos sair da perspectiva da polarização política atual – sim, por incrível que possa parecer, as perspectivas e justificativas tradicionais da crise sanitária e econômica do país se divide a grosso modo entre a duas vertentes principais vinculadas aos espectros políticos de apoiadores do governo e a de opositores – vamos mergulhar em âmbitos trazidos pela perspectiva da Antroposofia como: liberdade, moralidade, consciência individual e social, carma individual e coletivo, indiferença e impulsos de amor, respeito, empatia superior (amor ao próximo) e sua própria perspectiva de desenvolvimento da consciência humana.

Para isso, vamos precisar fazer o exercício de tentar adentrar ao elemento vivo das palavras, um dos desafios apontados por Steiner para a atual Época do desenvolvimento da quinta raça pós-atlântica, a reconexão com o princípio espiritual das palavras, para não utilizarmos um sentido banalizado e conveniente para reafirmação de minhas próprias ideias, característica da atual época ahrimânica.

Tentaremos observar de duas perspectivas:

1- A perspectiva individual dentro da liberdade, moralidade, consciência e carma.

2 – A perspectiva coletiva, que é a manifestação no coletivo que transcende a individualidade, que é definido pelo coletivo das consciências em seus devidos pesos e pela atuação de forças espirituais de hierarquias maiores, inclusive da própria natureza.

Em relação à pandemia, no âmbito individual, não existe uma concepção de risco padronizada, ou seja, as pessoas não estão medindo o risco da mesma forma, nem mesmo dentro dos espectros políticos polares. Obviamente, é perceptível que, a grosso modo, os apoiadores do governo minimizam a gravidade do situação, inclusive por parte dos principais membros do próprio governo – como o presidente, o Ministro da Saúde entre outras autoridades, e do outro lado os opositores tem a concepção oposta e brigam por uma atuação mais veemente diante do caos sanitário e sua já protelada iminência pelo governo.

Aqui, obviamente, devemos ponderar que a concepção de risco é algo pessoal, e impossível de se imputar ao indivíduo, então partimos para a concepção moral. A pessoa deve sim ter a liberdade de pesar os riscos e decidir pela sua própria atuação, porém até o âmbito do espectro exclusivamente individual, pois além deste espectro surge a responsabilidade social, onde delimita-se agora uma perspectiva moral.

Aqui temos, de uma perspectiva antroposófica, o caminho de evolução da comunidade humana entre os espectros do egoísmo e do altruísmo.

No egoísmo: onde o indivíduo pode pensar somente no meu bem-estar e autoafirmação egoísta da liberdade de ação e ideias – digo onde o espectro da liberdade de ação tem efeitos diretos no âmbito social, ou seja, transcende o âmbito individual e tem efeitos no coletivo, neste caso, negativos. Este é um reflexo da moralidade individual – no caso, imoralidade.

No altruísmo: o indivíduo pondera o limite de sua liberdade até o âmbito da individualidade, onde os efeitos das suas ações não transcendem o espectro pessoal em possíveis efeitos negativos, apenas no que pode e deve ser positivo conscientemente: “As minhas ações e decisões são boas para mim, para o próximo e para o mundo?”. Naquilo que é do espectro exclusivamente pessoal, eu tenho plena liberdade. Aqui temos outro espectro da moralidade individual.

É válido observar que estes dois espectros da moralidade – do egoísmo e do altruísmo – transcendem a posição pessoal na polarização política pois observamos, por exemplo, apoiadores do governo lutando para não usar máscaras e opositores aglomerados em festas e praia mesmo sabendo que estão colocando terceiros em risco. Num, a inconsciência ou concepção própria do nível de risco, tem efeitos em terceiros e no outro, a necessidade de auto-satisfação egoísta – como liberdade de me divertir – transcende o espectro pessoal de risco. Ou, seja, em ambos os casos coloco outros em risco por egoísmo – muitos são obrigados a se expor pela necessidade de estar trabalhando e gerando capital para auto sustento, como garçons, ambulantes nas praias, funcionários de estabelecimentos, professores (no caso de abertura presencial das escolas e etc…).

Aqui ainda temos o aspecto da inconsciência da situação onde, em determinados grupos, são disseminadas informações falsas distorcendo a noção pessoal de gravidade da situação, aumentando o impacto negativo social.

Outro aspecto relevante é o da indiferença. Esse é um dos pontos mais alertados por Steiner para a atual época e que tem relação direta com a evolução da consciência humana. Steiner alertou sobre a influência de Ahriman nas forças do coração humano e isso teria influência direta no princípio da indiferença ao sofrimento alheio. Não vou adentrar sobre a influência de Ahriman, porém é perceptiva a indiferença com o sofrimento das famílias, com a banalização da vida humana, principalmente daqueles que estão fora do meu espectro social e da minha pequena família, que se tornam apenas números.

A Antroposofia traz o perspectivas de duas correntes da humanidade para o futuro, a humanidade superior e a sub-humana. A humanidade superior é aquele que possui a semente da empatia superior, que verdadeiramente se importa com o próximo e acata o sofrimento do outro como seu próprio. Na humanidade sub-humana o que movimenta é a auto-satisfação movida por impulsos inferiores, principalmente do âmbito da Alma das Sensações. Novamente a grosso modo: a humanidade altruísta e a humanidade egoísta.

Ainda temos o aspecto do carma coletivo e individual: as decisões individuais geram carma individual, independente das decisões se basearem em ilusões, falsas simetrias e análises, ou mesmo inconsciência com boa intenção- o carma é um veículo de consciência.

Já no aspecto coletivo, o contexto acaba transcendendo o espectro pessoal, por exemplo a própria pandemia é uma carma coletivo, pois todos estamos, dentro de nossas próprias perspectivas e contextos, mergulhados dentro dela. Ele geralmente tem um aspecto superior, espiritual, que se manifesta como veículo de transformação do âmbito coletivo ao qual estamos vinculados. Ele se metamorfoseia no caminho até o próprio indivíduo, por exemplo:

– A pandemia é mundial – como reflexo de uma manifestação global.
– Os efeitos no Brasil sofre efeitos diretamente ligadas à Alma brasileira e seu próprio caminho de evolução, que tem impacto na vida de todos os brasileiros – tem influência da cultura, estrutura social local, consciência dos brasileiros como nação e comunidade e etc…(por exemplo, a condução governamental que se reflete na melhor ou pior situação do país diante do caos sanitário e econômico é fruto da própria nação)
– Os efeitos locais, como em Manaus por exemplo, caminhando até os efeitos na pequena família (meu pai morreu de Covid), até atingir o âmbito individual (EU estou com COVID).

A percepção do caminho do carma individual/coletivo pode ficar mais clara com dois exemplos:

1 – Individual: fui para a balada e peguei COVID ou mandei meu filho para a escola em pleno auge da pandemia e ele pegou COVID.

2 – Pandemia mundial, moro no Brasil, o governo negligencia a gravidade do problema, na crise econômica sou obrigado a trabalhar, pego COVID, moro em Manaus, não tem oxigênio, sou um dos 260.000 que morrem.

Um está diretamente conectado ao outro… pois o princípio de ambos é a manifestação pandêmica – a principal diferença está na decisão consciente do risco e da obrigação de se arriscar diante de outros aspectos sofrendo pela imoralidade de outros e do próprio caminho coletivo cósmico.

Existem uma série de outros fatores que podem ser observados, para um aprofundamento ainda maior da questão, porém um aspecto que deve ficar explícito na própria consciência é:

“O quão você verdadeiramente se importa com o próximo?”

Esse ponto é o que pesa na perspectiva de desenvolvimento da consciência humana da Antroposofia. E ele não é baseado em uma concepção pessoal conveniente, mas no sentido espiritual do Impulso Crístico.

Leonardo Maia


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OS LAÇOS ESPIRITUAIS DOS RELACIONAMENTOS DE VIDAS ANTERIORES

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OS LAÇOS ESPIRITUAIS DOS RELACIONAMENTOS DE VIDAS ANTERIORES

Rudolf Steiner – GA 272

Tradução livre: Leonardo Maia


“É apenas uma questão de evolução até que as pessoas se lembrem de suas experiências terrestres anteriores e do que viveram nas antigas vidas terrestres e condições de existência.”

Rudolf Steiner


Hoje em dia, os hereges não são tratados como eles costumavam ser. Eles não acabam sendo queimados na estaca, mas são vistos em vez disso como tolos e sonhadores cujas palavras são apenas o produto de uma imaginação caprichosa. Eles são ridicularizados e, a partir do alto tribunal de julgamento científico, eles são informados de que o que eles têm a dizer não pode ser harmonizado com a ciência genuína. Mas as pessoas que fazem tudo isso não estão conscientes de que a verdadeira e genuína ciência é precisamente o que demanda essa verdade.

E agora podemos citar centenas e centenas de verdades que nos mostram como a ciência espiritual pode iluminar a vida ao mostrar que existe um núcleo imortal nos seres humanos que transcendo o portal da morte e se eleva aos mundos espirituais. Quando cumpre sua missão, retorna à existência física para reunir novas experiências que, então, são levadas pós morte para os mundos espirituais.

Veríamos como os laços estabelecidos entre uma pessoa e outra, de alma para alma em todas as áreas da vida, as atrações do coração que passam de alma para alma e das quais não há explicação, podem ser explicadas pelo fato de que eles foram formadas através de relacionamentos em vidas anteriores. Também veríamos que os laços espirituais que formamos hoje também não chegam ao fim quando a morte nos eleva da nossa existência terrena. Em vez disso, o que se move de alma para alma como um vínculo da vida é tão imortal quanto a própria alma humana; continua a viver com a alma enquanto esta passa pelo mundo espiritual, e voltará a viver em outras futuras relações terrestres e novas encarnações. É apenas uma questão de evolução até que as pessoas se lembrem de suas experiências terrestres anteriores e do que viveram nas antigas vidas terrestres e condições de existência.

Rudolf Steiner – GA 272 – Strasbourg , 2 de janeiro de 1910

Tradução livre: Leonardo Maia


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A OITAVA ESFERA

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A OITAVA ESFERA

Rudolf Steiner – GA 93

Tradução livre: Leonardo Maia


Quando um ser humano dá uso à sua vida na Terra com o único propósito de dar satisfação a si mesmo, na única experiência de intensificar o seu próprio ego egoísta ele se desvia da corrente da evolução contínua do Homem.

Rudolf Steiner


Um ser pode apegar-se àquilo que deve ser deixado para trás como resíduo. Algo da terra será descartado e está destinado a tornar-se o que é hoje a lua. Isto deve ser superado pelo homem.

Mas alguém pode estar ligado a isto e unir-se. Uma pessoa que está muito ligada aos prazeres sensoriais, aos baixos instintos, se envolve muito mais poderosamente com o que se converterá em resíduo. Isto acontecerá quando o número 666 for cumprido, o número da besta. Então terá chegado o momento em que a Terra pode ser desviada da sua evolução planetária.

Se, de alguma forma, o homem se envolveu demasiado com as forças dos sentidos que agora se retiram, se se envolveu demasiado com elas e não encontrou o modo de se envolver com aquilo que terá uma continuação na próxima etapa, irá desviar-se junto com os resíduos e se tornará um habitante do mesmo, tal como aconteceu com os habitantes da Lua Atual.

Aqui temos o conceito da 8 ª esfera. A humanidade tem de passar por sete esferas. As sete evoluções planetárias correspondem aos sete corpos:

Antigo Saturno – corpo físico
Antigo sol – corpo etérico
Antiga Lua – corpo astral
Terra – ego
Futuro Júpiter – manas
Futura Vênus – budhi
Futuro Vulcano – Atma

Além disso, temos uma oitava etapa, na qual se reúne tudo aquilo que não pode estabelecer nenhuma ligação com a evolução contínua. Quando um ser humano dá uso à sua vida na Terra com o único propósito de dar satisfação a si mesmo, na única experiência de intensificar o seu próprio ego egoísta, esta atitude leva-o, no Devacán, ao estado de Avitchi. Eventualmente, todos os homens Avitchi passam a ser habitantes da 8 ª esfera. O resto dos seres humanos habitarão a corrente da evolução contínua. Foi a partir deste conceito que as religiões formaram a doutrina do inferno.”

Rudolf Steiner, bases do esoterismo, GA 93

Tradução: Leonardo Maia


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ANCESTRALIDADE, INDIVIDUALIDADE, CARMA E REENCARNAÇÃO

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ANCESTRALIDADE, INDIVIDUALIDADE, CARMA E REENCARNAÇÃO

Leonardo Maia


O Eu transita entre raças, povos, tribos, nações, gêneros os quais oferecem as ferramentas para o melhor desenvolvimento do EU – essa entidade livre e única. No EU estão contidas vivências de todos os povos, o caminho para Pentecostes exige esta correta compreensão.


Um dos grandes desafios para compreensão do carma é a correta compreensão do EU ou da individualidade. Para darmos alguns passos nesta direção precisamos adentrar o aspecto da ancestralidade e diferenciarmos os caminhos do invólucro físico humano e do EU espiritual.

O Eu encarna no plano material através do corpo físico, mas estes têm caminhos anteriores diferentes.

O corpo físico é o fruto de uma corrente hereditária genética que recebe o EU espiritual. A ancestralidade do invólucro físico é relacionada à família, raça, tribo, nação e etc, que possui um caminho completamente independente do EU.

Do outro lado, a ancestralidade do EU é o caminho que ele percorreu nas suas vivências terrenas através de suas encarnações. Ou seja, o verdadeiro Eu é o fruto das vivências nas múltiplas encarnações da vida física, o qual é capaz de integrar caminhos múltiplos da ancestralidade física.

O que é isso quer dizer? Que o EU não são os antepassados, a sua raça, nem seu povo, ele transcende essa limitação – que pertence exclusivamente ao invólucro físico. O Eu transita entra raças, povos, tribos, nações, gêneros os quais oferecem as ferramentas para o melhor desenvolvimento do EU – essa entidade livre e única.

Um influencia o outro, ou seja, somos o fruto da integração do EU com a ancestralidade física da atual encarnação: quanto mais desenvolvido, o indivíduo se torna capaz de superar as imposições genéticas do invólucro físico, e se torna uma expressão mais pura do seu verdadeiro EU. Por outro lado, aqueles que tem o EU fraco, tendem mais a seguir padrões impostos pela corrente hereditária, pelo contexto social e cultural.

O invólucro físico atua como um prisma para manifestação do EU, porém o EU é completamente independente da “ancestralidade” deste invólucro e sua relação está diretamente ligada ao propósito e ao carma do indivíduo.

Ou seja, o EU nasce em famílias diferentes, raças diferentes, povos diferentes, nações diferentes. O EU não é Europeu, africano, americano ou asiático, ele é “sem pátria’ ou universal, cosmopolita. Qualquer tentativa de se apropriar da corrente ancestral física para julgamento do indivíduo é equivocada e inconsciente.

O indivíduo responde exclusivamente ao carma a tudo que transcende o espectro da encarnação.

No EU estão contidas vivências de todos os povos, o caminho para Pentecostes exige esta correta compreensão.

Leonardo Maia


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A NOVA BUSCA DA ESPIRITUALIDADE

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A NOVA BUSCA DA ESPIRITUALIDADE

Alexander Boss

Silhouette of woman against starry sky meditating in lotus pose

O materialismo criou a tecnologia, a indústria, e isso exige uma intensificação máxima das capacidades morais. Exige a capacidade de trabalhar juntos. A tecnologia oferece perigos ecológicos e isto exige um incremento nas capacidades morais. O materialismo que produziu este mundo não encerra em si as fontes para alimentar essas qualidades morais.


De onde provém esta busca? Aonde leva esta busca? Qual a diferença entre antiga e nova espiritualidade?

Os guardiães do Graal, os Templários, os Rosacruzes, os Teósofos, eram círculos pequenos de pessoas que trabalhavam na clandestinidade para a manutenção do espírito vivo em meio ao incremento do materialismo. A Bíblia profanou o Cristo reduzindo-o ao homem Jesus.

Estamos imersos em um drama com dois aspectos : um interior e outro exterior.

O INTERIOR: a alma não aguenta viver tendo por conteúdo o materialismo, ela não é capaz de se nutrir a partir de representações materialistas por muito tempo. Isso leva a tentativas de fuga para fugir do vazio, como o álcool, drogas, tv, sensações de todo tipo.
Por outro lado, o vazio dá margem à busca de um sentido, da espiritualidade.

O EXTERIOR: tem a ver com o fato de que os homens descobriram que o materialismo criou a tecnologia, a indústria, e isso exige uma intensificação máxima das capacidades morais. Exige a capacidade de trabalhar juntos. A tecnologia oferece perigos ecológicos e isto exige um incremento nas capacidades morais. O materialismo que produziu este mundo não encerra em si as fontes para alimentar essas qualidades morais. Essa realidade também pode levar as pessoas à busca de uma espiritualidade.

COMO DISCERNIR ENTRE UM VELHO E UM NOVO CAMINHO DA ESPIRITUALIDADE?

Critérios:

1º – tem a ver com consciência e liberdade ; um caminho para a nova espiritualidade só pode ocorrer se passar pelo portal do materialismo e para isso, precisamos intensificar o pensar claro e livre.

2º – tem a ver com o caminho através do limiar entre o mundo físico e o mundo espiritual.

3º – o caminho iniciático não deve nos levar para fora da Terra, mas sim nos tornar capazes de viver a vida.

Um novo caminho deve resolver os dois dramas descritos anteriormente : o interno e o externo. Novos pontos de vista devem ser produzidos para uma pedagogia, medicina, terapia, economia, agricultura, etc…

Uma espiritualidade a partir de individualidades que querem agir a partir do Espírito. Ela utiliza o homem inteiro nesse caminho. A nova espiritualidade em sua essência é profundamente cristã, porque conduz da morte à ressurreição através do portal do materialismo, não desvia dele, mas procura redimi-lo.

As Hierarquias Espirituais que eram as fontes da velha espiritualidade se recolheram para abrir espaço para a consciência autônoma do ser humano livre. Essas Hierarquias não conhecem a morte, apenas o ser Cristo que desceu para experimentar o portal da morte. Aquilo que os homens desenvolvem passando pelo materialismo é novo para as Hierarquias, um presente dos homens para os deuses.

Vivemos uma transição dramática que tem a ver com uma re-orientação abrangente da humanidade.

Alexander Boss


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LÚCIFER, CRISTO E ÁHRIMAN

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LÚCIFER, CRISTO E ÁHRIMAN

Rudolf Steiner


A verdadeira natureza e o ser do homem é essencialmente o esforço para manter o equilíbrio entre os poderes de Lúcifer e Áhriman; o impulso do Cristo ajuda a humanidade do presente a estabelecer este equilíbrio.

Rudolf Steiner


“Deve-se compreender que em um polo se ergue a encarnação luciférica, no centro, a encarnação do Cristo, e no outro polo a encarnação ahrimânica. Lúcifer é o poder suscita no homem todo fanatismo, toda força mística falsa, tudo o que fisiologicamente tende a desordenar o sangue e assim eleva o homem por cima e para fora de si mesmo. Ahriman é o poder que faz o homem seco, prosaico, filisteu – que o ossifica e o traz para a superstição do materialismo. Mas a verdadeira natureza e o ser do homem é essencialmente o esforço para manter o equilíbrio entre os poderes de Lúcifer e Ahriman; o impulso do Cristo ajuda a humanidade do presente a estabelecer este equilíbrio.

Aqueles dois polos – o luciférico e o ahrimânico – estão continuamente presentes no homem. Visto historicamente, achamos que o luciférico prevalece em certas correntes de desenvolvimento cultural dos tempos pré-cristãos, e continuam até os primeiros séculos da nossa era. Por outro lado, a influência ahrimânica tem vindo a trabalhar desde a metade do século XV e vai aumentar em força ”

LÚCIFER

– Falsos misticismos, fanatismo
– Incita o homem a todas exaltações
– Orgulho de elevar-se sem fronteira
– Possibilidade de fazer o mal, de sucumbir a todas as paixões e desejos do mundo dos sentidos

AHRIMAN

– Incita as supertições materialistas segundo as quais não existe a Alma ou Espírito no mundo
– É o inspirador do materialismo amoral, ateísta, mecanicista e o tipo de pensamento racionalista
– Mente com pensamento rígido e automático
– Palavras que facilmente se tornam vazias e por sua vez a mentira

CRISTO – O Equilíbrio entre Lúcifer e Ahriman

Rudolf Steiner

Fonte: Rudolf Steiner Quotes

Tradução Livre: Leonardo Maia


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GENERALIZAÇÃO X CONCEPÇÃO PONTUAL DA REALIDADE VIVA

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GENERALIZAÇÃO X CONCEPÇÃO PONTUAL DA REALIDADE VIVA

Leonardo Maia


Se não conseguimos atingir o cerne do pensamento alheio, todo julgamento será baseado em pré-concepções superficiais de comportamento, padronização e generalização e não o que se apresenta verdadeiramente na individualidade, no EU. Isso é o oposto da concepção real e pontual da realidade, que é o que a Era da Consciência nos exige hoje.


Hoje em dia, o tempo espremido e o excesso de informações e compromissos trouxeram uma grande dificuldade: a falta de profundidade. Temos que estar a margem de muitas coisas e isto acaba nos impedindo de nos aprofundar verdadeiramente em todas elas, ou até mesmo, em quaisquer uma delas.
Para isso deveríamos abrir mão muitas coisas, mas isso é uma tarefa muito difícil, pois a sociedade atual acaba nos pressionando a “navegar” por entre esse excesso de informações. Mas existe um aspecto social crucial que necessita de profundidade: o outro ser humano.

Cada ser humano é uma entidade única e singular e só concebemos isso a partir de uma relação mais profunda com os seus propósitos, seu modo de pensar, sua história de vida e suas maneiras de se relacionar com o mundo, ou seja, permitir que sua alma nos toque.

Essa dificuldade em adentrarmos o outro nos faz entrar no campo da generalização e rotulação do comportamento alheio:

Quem é o João? Ele é um médico, ateu, machista, vegano e de esquerda.

Quem é a Maria? Ela é uma artista, feminista, lésbica e de esquerda.

Quem é a Carolina? Ela é advogada, evangélica e de direita.

Então desenhamos o perfil dessas pessoas e criamos suas imagens a partir de nossas próprias considerações dos adjetivos, fazendo que eu tenha uma simpatia ou antipatia premeditada.

E isso vai além, todas as qualidades e defeitos do rótulo vão agregadas ao perfil, mesmo que o indivíduo não as possua.

Todos os adjetivos do indivíduo, não vem deles, e sim de uma gama de concepções padronizadas externas pré-estabelecidas . E vamos além, julgamos uns aos outros em cima desses rótulos e de nossas pré-concepções generalizadas em cima deles.

E, em muitos casos, inicia-se uma inquisição em cima dos indivíduos baseada em aspectos generalizados. Essa inquisição parte de todos os lados, como se não houvesse possibilidade de sensatez, coerência e respeito à partir do momento que indentifico um aspecto específico que destoa de minhas ideologias.

Como eu contribuo com isso? Generalizando… julgando o outro por contextos generalizados. Se não conseguimos atingir o cerne do pensamento alheio, todo julgamento será baseado em pré-concepções superficiais de comportamento e pensamentos padronizados.

Não que a individualidade não possa ser diluída em tais padrões coletivos, aspecto extremamente comum hoje devido ao contexto de mecanização e superficialização do pensar impostos pela atual estrutura social contemporânea, porém tal perspectiva deve ser apontada apenas no âmbito da concepção real e pontual de tal aspecto no indivíduo em questão, caso contrário é, na verdade, um aspecto espelhado, ou seja, reflete a dissolução da minha própria individualidade num padrão coletivo de julgamento através da suposição (mesmo que tal suposição possa ser verdadeira) – o próprio julgamento é um mergulho no padrão coletivo e na incapacidade de perceber a realidade viva.

Tal concepção real e pontual da realidade é o que a Era da Consciência nos exige hoje.

Este aspecto de generalização e rótulos realmente é algo muito perigoso, pois socialmente já passamos processos terríveis em cima deste tipo de contexto, como a Escravidão em relação aos negros, a Inquisição em relação a crenças e o Nazismo em relação aos judeus.

Hoje ela se mostra em ideologias. O que vc pensa, pode lhe inserir aqui ou ali em um grupo na linha de fogo, o que fará vc esconder, ocultar o que vc realmente pensa para evitar ser julgado premeditadamente. E a máscara social estará em uso, pois somos incapazes de respeitar ideologias diferentes ou opostas, especificamente se esta ideologia é de âmbito estritamente pessoal e não reflete uma imposição que transcende tal âmbito, ou seja, mantém o respeito e o espaço de liberdade do outro (minha liberdade termina onde começa a do outro).

Se nos abrirmos ao outro, perceberemos que existe uma profunda singularidade em cada um, somos muito mais do que rótulos e generalizações, mesmo que, muitas vezes, tenhamos escolhas e opiniões similares, alguns comportamentos padronizados e etc…

Respeito leva à liberdade, mas exigir do outro uma conduta e forma de pensar baseados em uma moralidade específica é inquisição e aprisionamento.

Leonardo Maia


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A SACRAMENTAÇÃO DO PROCESSO PEDAGÓGICO

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A SACRAMENTAÇÃO DO PROCESSO PEDAGÓGICO

Rudolf Steiner – GA 293


“A pedagogia deve ser uma arte. Em cada criança reside um centro do universo, um centro do macrocosmo. A sala de aula é o ponto central, formando mesmo vários pontos centrais para o macrocosmo. “

Rudolf Steiner


É necessário que o professor […] esteja em condições de entender os fatos culturais a partir dos fundamentos. Seu modo de ver a figura humana será diferente de quando ele vê no ser humano apenas um animalzinho, um corpo animal um pouco melhor desenvolvido.

Hoje, no fundo, o professor – entregando-se por vezes a ilusões em seu escritório – encara seu semelhante com a clara consciência de que o ser humano em crescimento é um pequeno animalzinho, que ele precisa desenvolver um pouco mais do que a natureza já desenvolveu.

Ele sentir-se-á diferente se disser: “Eis um ser humano do qual emanam relações para com todo o universo, e em cada criança individual tenho – caso eu trabalhe para isso, faça algum esforço – algo significativo para o universo inteiro. Estamos na sala de aula: em cada criança reside um centro do universo, um centro do macrocosmo. Esta sala de aula é o ponto central, formando mesmo vários pontos centrais para o macrocosmo.”

Imaginem o que significa isso se sentido vividamente! Como a ideia do universo e sua relação com o ser humano transforma-se num sentimento que santifica cada uma das medidas pedagógicas! Sem possuir tais sentimentos sobre o ser humano e o universo não chegamos a ensinar séria e corretamente.

No momento em que temos tais sentimentos, estes se transferem às crianças por meio de ligações subjacentes. […] A pedagogia não pode ser uma ciência; deve ser uma arte. E onde existe uma arte que se possa aprender sem viver constantemente em sentimentos? No entanto, os sentimentos nos quais é preciso viver para exercer aquela grande arte da vida que é a pedagogia, esses sentimentos que é preciso ter com vistas à pedagogia, só se acendem pela observação do macrocosmo e sua relação com o ser humano.

Rudolf Steiner – GA 293


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Titular: Leonardo André Fonseca Maia