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A POSSESSÃO PELO ESPÍRITO AHRIMÂNICO


A POSSESSÃO PELO ESPÍRITO AHRIMÂNICO

Rudolf Steiner – GA 177


Se não despertarmos as pessoas, se não mudarmos a consciência atual, os impulsos contrários à nossa evolução continuarão crescentes na sociedade: fundamentalismo ideológico e religioso, a perda do sentido humanitário, agressividade e um pseudo-pensamento inferior (mente coletiva) – a possessão pelo espírito ahrimânico que deseja que se formem tais ideias…


“Uma das coisas que devemos encorajar em nossa Sociedade Antroposófica é aprender a compreender os seres humanos para que possamos dar a devida consideração à natureza individual dos outros. Os indivíduos diferem muito mais uns dos outros do que se pensa, pois a alma humana não se relaciona mais inteiramente com o corpo e isso torna os seres humanos muito complexos hoje.

Hoje os corpos estão parcialmente vazios. Não estou dizendo nada depreciativo sobre cabeças vazias; eles permanecerão vazios como parte da evolução. Na realidade, porém, nada fica vazio neste mundo. As cabeças estão simplesmente vazias de algo que estava destinado a enchê-las em outro momento. Nada está completamente vazio.

Com a alma humana se afastando cada vez mais do corpo, o corpo está cada vez mais em perigo de ser preenchido com outra coisa. E se os seres humanos não estiverem preparados para assumir impulsos que só podem vir do conhecimento espiritual, o corpo ficará cheio de poderes demoníacos. A humanidade está enfrentando um destino em que o corpo pode ser preenchido com poderes demoníacos arimânicos. Portanto, temos que acrescentar ao que eu disse ontem sobre o desenvolvimento futuro: haverá pessoas no futuro que são Tom, Dick e Harry na vida comum, o que é determinado pelas circunstâncias sociais, mas seus corpos estarão vazios a tal ponto que um poderoso espírito ahrimanico pode viver neles. Você então encontrará demônios arimânicos. Os seres humanos não serão o que parecem ser. A pessoa individual estará bem no fundo, e externamente obterá uma imagem totalmente diferente.

Isso mostra a complexidade da vida por vir. É razoável dizer que haverá situações no futuro em que será difícil saber com quem se está lidando. Haverá um grande número de pessoas no futuro que desejarão seguir os rumores do passado – hoje elas ainda são minoria. Seus conceitos, idéias e ações serão baseados no mundo exterior ao seu redor e no fato de que seus corpos estão sendo preenchidos com o espírito ahrimanico que deseja que formem tais idéias. Não devemos nos enganar, pois nos deparamos com um movimento bastante específico.”

Rudolf Steiner – GA 177 (“The Fall of Spirits of Darkness)


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O QUE ESTÁ ACONTECENDO, DE UMA PERSPECTIVA OCULTA, NA CONSCIÊNCIA HUMANA?

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Datas: 2 a 5 de agosto
Horário: 19:30 às 21:30 (aproximadamente)
Valor total: R$ 200,00 (todos os encontros)
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Titular: Leonardo André Fonseca Maia




POLÍTICA, POLARIZAÇÃO E O PROCESSO DE INDIVIDUAÇÃO


A POLÍTICA, POLARIZAÇÃO E O PROCESSO DE INDIVIDUAÇÃO

Leonardo Maia


A dissolução do EU é a principal ferramenta de controle das massas, anulando a capacidade de pensamento crítico podendo levar a um domínio de forças inferiores sobre o ser humano.


Eu gostaria de falar sobre a relação entre a política e o processo de individuação do ser humano. Por que considero isso relevante?

Bom, em realidade, esta relação é de extrema importância, tanto pelo perigo de regredirmos para uma consciência inferior quanto pela oportunidade de elevação que já se mostra em certas consciências nessas amplas discussões políticas da internet.

O processo de individuação é a libertação do pensar coletivo, a capacidade de pensar a agir a partir de si mesmo e seguir o caminho da liberdade (vale ressaltar que libertar-se do pensar coletivo não implica em sua negação, mas a possibilidade de ponderar e agir a partir do sua própria concepção e decisão – através da Vontade, o fortalecimento do EU individual).

Muito dirão, mas eu tenho liberdade de escolha, vivemos em uma democracia e etc… enquanto esse processo, em realidade, é de sutil percepção, muitas vezes somos levados por uma consciência coletiva, de massa e a força da individualidade (que é desenvolvida gradualmente) ainda é muito fraca e nossa vontade é incapaz de sobrepujar ou mesmo termos a capacidade de ponderar com clareza sobre como estas forças coletivas que atuam e, até certo ponto, conduzem o ser humano.

A individualidade reflete em uma forma de pensar singular a cada ser humano, uma capacidade de percepção, de expressão e uma personalidade única.

Qual a relação disso com a política contemporânea?

Bom, estamos vivenciando a algum tempo uma polaridade que pode ser facilmente identificada nas redes sociais: esquerda x direita.

Do ponto de vista oculto, é essencial compreender que existem duas correntes distintas que devemos considerar: uma corrente emocional e outra racional. Cada uma dessas correntes tem um papel essencial no desenvolvimento da consciência humana.

Acontece que o desequilíbrio entre essas duas correntes no ser humano cria tendências que podem gerar um déficit no indivíduo. Nos extremos, ou um ser humano que age a partir das emoções sem um pensamento coeso, ou um ser humano sem coração, com um pensar frio e rígido, que é incapaz de sentir e se importar com o próximo. No caminho do meio encontramos a semente do futuro, a ponte entre o cérebro e o coração, onde o pensar racional é aquecido pelos valores universais e morais do coração. Cada um de nós se encontra em uma posição entre estes dois extremos. Independente, estar mais à esquerda ou à direita ou mesmo próximo ao centro não equivale a ser de esquerda, direita ou centro, mas indica sim uma tendência.

Podemos fazer uma referência às forças luciféricas e ahrimânicas dentro de uma perspectiva Antroposófica. Onde Lúcifer é a dissolução do pensamento coeso e um desequilíbrio emocional e Ahriman sua coagulação, um pensamento rígido e sem sentimento (o cabeça de vento x o coração de pedra). No equilíbrio se encontra a criatividade e emoção coesa com o pensar racional e científico, porém humanitário, aquecido pelo amor a si, ao próximo, ao mundo (natureza).

Vamos falar sobre a percepção do EGO – caminho para a individuação, que se torna aspecto essencial nessa percepção política para podemos nos tornar mais conscientes do quão individualizados ou dissolvidos na mente coletiva e o quão mergulhados no egoísmo ou no altruísmo.

Existe uma crença negativa em cima do ego, mas ele funciona como um impulsionador para o processo de individuação. Dentro do processo de desenvolvimento humano, passamos por uma etapa de consciências coletivas. Estas partem do todo para o indivíduo que, através de suas experiências singulares, começa a se diferenciar.

De uma forma grotesca, podemos colocar o ego como uma forma do indivíduo perceber a si próprio como algo separado do todo, como uma individualidade. Eu não sou igual, sou único. Acontece que para isso o ego necessita de uma força para retirar o indivíduo do fluxo coletivo, e isso pode gerar um egoísmo no indivíduo, fazendo que olhe apenas para si próprio. Isto é normal, pois ele precisa sair da corrente coletiva para se perceber.

Este é um processo incrível, pois a consciência se metamorfoseia do todo para o ponto focal, o indivíduo. No próximo passo, o indivíduo deve sair de dentro de si mesmo ao compreender o outro, saindo do egoísmo para o altruísmo. Por isso o ego muitas vezes é chamado de veículo do sofrimento humano, pois este pode (e geralmente o é) um processo muito doloroso: sair do amor egoísta e narcisista para o amor ao próximo e universal.

Nos seres menos individualizados, seu fluxo de ação menos ponderada e menos crítica – com pouco ou nenhum discernimento, age quase que a partir de um processo instintivo de sobrevivência. Então eles agem a partir de uma impressão mais bruta, menos refinada da realidade, com o impulso instintivo do que seria melhor. Já no ser mais individualizado, porém ainda mergulhado no egoísmo, ele segue o fluxo no que é melhor para si próprio, quase que exclusivamente.

Acontece que nestas duas etapas, ou o indivíduo não tem discernimento ainda ou pensa demais em si (no que é melhor para si) quase que exclusivamente. Muitas vezes passando por cima do ético, moral e correto. Enquanto a pessoa pouco individualizada pouco pondera sobre as questões, o egoísta não dá o braço a torcer, pois seu ego não pode sair em déficit. Ele tem necessidade de estar certo e se autoafirmar e quando confrontado ou questionado, ataca o interlocutor fugindo do ponto focal – o objeto da questão, chegando, até mesmo, a ganhar no grito e na força (violência). Mais uma vez quero salientar que isto não tem um lado, pode acontecer através de qualquer viés ideológico (no caso em questão – direita ou esquerda).

Porém, já existem pessoas saindo do processo do egoísmo para o altruísmo – acredito que um processo mais profundo de individuação aliado a um equilíbrio nas correntes do coração e do cérebro seja o grande gatilho deste processo (vide a parte1). Estes são os grandes reformadores que estão a surgir, a grande possibilidade de transformação para uma sociedade mais justa, feliz e consciente, que trará abundância, cultura e paz.

Entretanto, visivelmente estamos ainda num limiar onde esta polarização é evidente e está acontecendo uma grande desarmonia.

Onde você se encontra? O quanto você se importa com o que foi dito aqui? Pode ser doloroso, principalmente para o ego, ser confrontado e ver que ainda tenho muito a caminhar, assumir meus erros ou mesmo descobrir que sequer percebia isso tudo em mim mesmo…

Em relação à minha individualidade, como posso mensurar se estou pensando por mim ou estou sendo levado por ideias coletivas?

Neste aspecto existem duas vertentes inferiores – inferiores no sentido de que o indivíduo ou não se encontra individualizado o suficiente e segue a corrente coletiva ou já possui um certo grau de individuação mas seu ego ainda é dominante (egoísta) e para justificar suas posições ou se autoafirmar, junta-se à corrente coletiva para o não confrontamento com a sua sombra, erro ou mesmo ignorância (no sentido de ignorar algum aspecto) ao percebê-lo: ou seja, ele junta-se à corrente coletiva como fuga.

No âmbito político, enquanto uma vertente não possui argumentação por não ter um pensamento crítico individual (pela pouca individuação) a outra se esconde para proteger o ego.

No entanto, existe uma terceira classe de pessoas que é extremamente sensível no sentido de importância, pois ela é bem individualizada, não se esconde na corrente coletiva, mas possui um desequilíbrio nas correntes do coração e do cérebro, mais especificamente, um déficit na corrente do coração. E por este déficit, não consegue sair do egoísmo para o altruísmo, e, portanto, é uma classe de pessoas extremamente perigosa.

No ponto superior existe os seres em equilíbrio nas correntes do coração e do cérebro e bem individualizados – que é o caminho do desenvolvimento da consciência futura, onde não possuem unanimidade de ideias e pontos de vista, obviamente, pois a percepção é individualizada, porém o foco é altruísta, o amor é a base que impulsiona e existe um pensamento verdadeiro em prol do melhor para todos.

1 – PESSOAL POUCO INDIVIDUALIZADA:

Ela tenderá a seguir uma das correntes de informações de paixão ou de ódio. Dependerá muito de como foi afetada durante o processo político quanto das informações recebidas – independente se verdadeiras ou não, até porque sua pouca individualidade pouco atua por aprofundamento na busca da verdade mas atua com a priorização da simpatia ou antipatia (alma das sensações). Só abro os olhos para ver algo de ruim – corrente de ódio. Só abro os olhos para ver algo de bom: corrente da paixão.

Nas redes sociais, é fácil identificar pela incapacidade de questionar ou tendência a repetir o que lhe foi informado, mesmo que seja inverdade, e na extremidade, fica repetindo jargões e atacando quem não torce para seu time. Segue a sua corrente como uma crença.

2 – PESSOA MAIS INDIVIDUALIZADA, PORÉM COM O EGO INFERIOR AINDA ATUANDO DE FORMA INTENSA – O EGOÍSTA:

Tenta ter uma visão mais profunda da questão mas tende a seguir a corrente que mais lhe convém e lhe trará benefícios. Prioriza as informações que lhe autoafirmam e adapta o que não lhe convém a um discurso elaborado para inverter o contexto – quanto mais individualizado, maior a capacidade de elaboração de argumentos, até mesmo fugir da questão, pois ainda tende a uma corrente polar (simpatia ou antipatia). Faz um jogo de comparação adaptado ao seu interesse. E tb tende a se jogar na corrente de ódio ou paixão (alma das sensações) quando a verdade confronta o ego, que se apoiou em algum aspecto que foi desconstruído ou se contextualizou como uma inverdade – fechando assim a porta da própria consciência que busca a verdade – podendo mergulhar no âmbito da desonestidade intelectual.

Vale ressaltar que nesse âmbito, a diferenciação da atuação das correntes do coração e do cérebro se fazem mais evidentes, pois o aspecto de insensibilidade causado pelo déficit na corrente do coração (falta de compaixão, altruísmo, empatia e amor ao próximo) vai dificultar ainda mais a superação do ego inferior – a compaixão e amor ao próximo impulsiona a corrente do coração a superar essa necessidade de estar certo e prol de algo melhor para todos.

3 – PESSOA MAIS INDIVIDUALIZADA JÁ COM UM CERTO NÍVEL DE SUPERAÇÃO DO EGO INFERIOR E ATUAÇÃO MAIS VOLTADA PARA O ALTRUÍSMO:

Bom, aqui a pessoa busca a verdade e o melhor para todos, tentando ao máximo estar acima de suas paixões e necessidades particulares que possam ter impacto negativo em outras pessoas…

Elas têm já a capacidade de ponderar em cima das questões específicas e ter o próprio julgamento do que considera certo ou errado – justamente por estarem mais individualizados, não seguem uma linha dual, por exemplo: odeio a esquerda ou odeio a direita. Analisam o ponto específico sendo capazes de concordar ou não conscientemente e justificavelmente. (O que não invalida a necessidade de análise de contextualização ampla: o Lula foi um ótimo/péssimo presidente ou o Bolsonaro é um ótimo/péssimo presidente, mas baseados nos pontos e argumentos alicerçados e verdadeiros que justificam tal opinião e sempre pensando em todos, não apenas no que é melhor para mim).

O mesmo vale para todos os âmbitos da vida, sendo que busca o melhor para todos, o mais correto e justo em prol de uma sociedade mais harmônica. Acredito que isso se desenvolve através do processo de individuação aliado ao equilíbrio das correntes do coração e do cérebro – contextualizando uma certa superação do ego inferior: o ser altruísta.

4 – PESSOAS COM CERTA INDIVIDUAÇÃO PORÉM COM DÉFICIT NA CORRENTE DO CORAÇÃO:

Este é o pior contexto que o ser humano pode adentrar. Ele se encontra ciente do mal e por indiferença ao próximo, não se importa, desde de que alcance seus objetivos – geralmente atrelados à satisfação pessoal e poder. Estes são aqueles que lutam pelo poder e por seus egos essencialmente. Podem disfarçar, dissimular e inúmeras outras ações para conseguir o que quer.

Todos temos que tomar cuidado para não caírmos neste processo, pois ele é altamente destrutivo e existem forças que estão atuando nessa direção. Inclusive existem aqueles que têm ciência do processo de individuação e manipulam massas (como aconteceu na Alemanha Nazista e infelizmente está acontecendo em nível mundial através das redes sociais).

O quanto você se importa com o aquele que não te trará benefício algum?

Leonardo Maia


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O MAL E A DESTRUIÇÃO DAS RELAÇÕES REAIS ENTRE AS PESSOAS


O MAL E A DESTRUIÇÃO DAS RELAÇÕES REAIS ENTRE AS PESSOAS

Rudolf Steiner – GA 177


Percebam com estamos no meio de certezas intransigentes e de uma inquisição ideológica que está adentrando a consciência individual e coletiva, destruindo as relações humanas e o próprio sentido humanitário.


Em tempos anteriores, os espíritos elementais de nascimento e morte serviam essencialmente aos espíritos divinos que guiavam o mundo; em nossos dias os esses espíritos estão servindo à tecnologia, à indústria e ao comércio humano.

Estamos apenas nos primeiros estágios das atividades tecnológicas, industriais e comerciais que prosseguem sob a influência desses espíritos. Essa influência e seus efeitos serão cada vez mais radicais.

A civilização comercial, industrial e tecnológica abriga elementos que levarão ao declínio e queda do quinto período terrestre. É o diabo quem deve e será ser o portador de nossa futura civilização. Esta é uma verdade dura, mas é importante.

Por causa da tendência geral da civilização e das práticas e emoções habituais das pessoas, os poderes destrutivos também entrarão cada vez mais em toda a esfera social. Eles vão trazer mais e mais destruição às relações reais entre as pessoas.

A humanidade deve buscar realizar as palavras de Cristo: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, aí estou Eu no meio deles.”

O progresso tecnológico e comercial não trará isso à realização, mas: “onde dois ou mais querem lutar e se agredir, aí estou eu (o mal) no meio deles.” (vide a atual polarização ideológica e discursos de ódio das redes sociais).

Isso vai acontecer cada vez mais na vida social e por isso há uma dificuldade em apresentar verdades que irão aproximar as pessoas.

As pessoas não estão inclinadas a receber verdades; eles se anunciam como possuidores da verdade. Este é o elemento característico da atualidade. Neste estado de espírito onde ninguém pode entender ninguém, você vê os poderes destrutivos em ação na sociedade humana. Isso está separando as pessoas.

Rudolf Steiner – Trecho da GA 177 (“The fall of spirits of darkness”)

Tradução livre: Leonardo Maia


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CORAGEM PARA A VERDADE


CORAGEM PARA A VERDADE

Rudolf Steiner – GA´s 177


Segundo o próprio Rudolf Steiner estamos diante de um dos maiores desafios da humanidade e sequer percebemos a gravidade da situação presente. E que para afirmar as verdades de que a humanidade precisa hoje, será necessário um tipo bem diferente de coragem – uma coragem interior, não importando os preconceitos e as contra-correntes por elas provocadas. O que está acontecendo?


“A diferença entre a verdade e a opinião comum provavelmente nunca foi tão marcada como inevitavelmente é hoje. As pessoas são tremendamente intolerantes em seus corações hoje e menos capazes de aceitar pontos de vista diferentes dos seus. […] […] No entanto, verdades que até agora eram guardadas de perto por pequenos grupos de pessoas, com estrito silêncio exigido, devem ser cada vez mais tornadas públicas.

As ilusões se tornam poderes que governam o mundo, as nações e, na verdade, toda a terra. É importante perceber isso, pois as idéias ilusórias, que estão intimamente ligadas às tendências materialistas da época, são um elemento importante no caos em que nos encontramos hoje; na verdade, elas criam o caos. […] […] Para afirmar as verdades de que a humanidade precisa hoje, será necessário um tipo bem diferente de coragem – uma coragem interior. Mas o lugar onde essa coragem deveria estar na alma é ocupado pela covardia, pela relutância em agir, e isso é tremendamente difundido. Em muitos aspectos, é devido a essa covardia que a ciência espiritual antroposófica acha tão difícil abrir seu caminho hoje.”

Rudolf Steiner – GA 177 (“The fall of spirits of darkness”)

Tradução livre: Leonardo Maia


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IDEAIS NACIONALISTAS: UM IMPULSO ANTICRÍSTICO PARA O DECLÍNIO DA HUMANIDADE


IDEAIS NACIONALISTAS: UM IMPULSO ANTICRÍSTICO PARA O DECLÍNIO DA HUMANIDADE

Rudolf Steiner – GA´s 177 e 198


O impulso mais anticrístico que veio à tona e ganhou um controle cada vez mais forte das mentes e emoções dos homens foi o do nacionalismo. Nada é mais projetado para levar a humanidade ao declínio do que a propagação de ideais de raça, nação e sangue e que continuam a ser preservados pelos poderes luciféricos e arimânicos.

Rudolf Steiner


“O impulso mais anticrístico de todos tomou efeito no século XIX. O primeiro impulso que veio à tona e ganhou um controle cada vez mais forte das mentes e emoções dos homens foi o do nacionalismo.

O Impulso Crístico em direção à humanidade universal foi completamente ofuscado pelo princípio do nacionalismo, porque a nova maneira de trazer esse elemento de humanidade universal não havia sido encontrada. O Impulso anticrístico surge primeiro e principalmente na forma do Nacionalismo.

Vemos uma revolta contra o Cristianismo no nacionalismo do século 19, que atingiu seu ápice na frase de Woodrow Wilson sobre a autodeterminação das nações, ao passo que a única realidade condizente com a época atual seria superar o nacionalismo, eliminá-lo, e para que os homens sejam movidos pelo impulso do Homem Universal.” (GA 198)

“Alguém que fala do ideal de raça e nação e de filiação tribal hoje está falando de impulsos que são parte do declínio da humanidade. Se alguém agora os considera ideais progressistas para apresentar à humanidade, isso é uma mentira. Nada é mais projetado para levar a humanidade ao declínio do que a propagação de ideais de raça, nação e sangue. Nada é mais provável de impedir o progresso humano do que proclamações de ideais nacionais pertencentes a séculos anteriores que continuam a ser preservados pelos poderes luciféricos e arimânicos. O verdadeiro ideal deve surgir do que encontramos no mundo do espírito, não no sangue.” (GA 177)

Fontes: Rudolf Steiner – GA 177 (Fall of the Spirits of Darkness), GA 198 (The blood relationship and the Christ relationship)

Tradução Livre: Leonardo Maia


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A CORRENTE OCULTA DE ÓDIO


A CORRENTE OCULTA DE ÓDIO

Leonardo Maia


O ódio ideológico (disfarçado em muitos aspectos que podemos julgar corretos) atua num conjunto global de forças para polarizar e separar com justificativas que possuem raízes em questões muito antigas e ancestrais, apoiadas em aspectos primitivos que já podem e devem ser superadas no indivíduo.


Sobre este assunto, ele é um pouco complicado e complexo porque necessita da compreensão de uma série de conteúdos um pouco mais profundos principalmente para sua fundamentação e para se chegar a percepção de todo o caminho que nos coloca sob o efeito dessas forças e como elas são produzidas, pois elas não podem ser trazidas como misticismo…

Este será um dos pontos centrais do evento “O QUE ESTÁ ACONTECENDO, DE UMA PERSPECTIVA OCULTA, NA CONSCIÊNCIA HUMANA?”: https://www.sympla.com.br/o-que-esta-acontecendo-de-uma-perspectiva-oculta-na-consciencia-humana__1278427

NOSSO MAIOR DESAFIO: A SUPERAÇÃO DA POLARIZAÇÃO

Somos todos vítimas: este impulso do ódio que gera mais ódio atinge a todos nós jogando-nos uns contra os outros, onde a fonte de manifestação é o indivíduo, mas ele está inconsciente. Isto é muito sério, pois seu impacto causa um mecanismo de espelhamento e replicação no outro indivíduo, que não considera o aspecto da inconsciência do outro ser humano e acaba gerando uma corrente de ódio polar que está crescendo e dominando a tudo e a todos…

Esta força precisa manifestar nos indivíduos para atuar no mundo e gerar o espelhamento na outra polaridade – criando o conflito e a corrente de ódio crescente. O ódio expressado reflete e gera uma raiva e indignação que pode ser transformada (e muitas vezes é) em mais ódio, um ódio polar.

Apenas como exemplo: como ódio entre torcidas. Este ódio pode dominar quem mergulha muito profundamente na energia específica – neste caso, de quem adora futebol, o torcedor fanático. Basta o encontro entre torcedores de times rivais que uma força intensa de antipatia acontece – não conheço o indivíduo, não fez nada contra mim, mas um sentimento negativo subjuga a individualidade e toma conta do meu ser.

O mesmo pode ser aplicado na religião (odeio o outro pela sua crença), na política (odeio o outro pela sua opção política), no patriotismo distorcido (odeio o outro por sua nacionalidade – xenofobia), na etnia (odeio o outro pela sua raça) e, inclusive, gênero (odeio o outro pelo seu gênero ou opção sexual) – todos os aspectos coletivos se situando acima do indivíduo.

Hoje temos uma polarização explícita na ideologia que, como um fanatismo religioso, é alimentado como uma doutrina.

Com a potencialização desta força de ódio crescente, a dificuldade de sobrepor sua atuação no EU cresce e cada vez mais as pessoas sucumbirão a sua atuação na individualidade – como numa explosão de raiva onde perdemos a cabeça, geralmente causada por alguma pressão que sofremos relacionada a desafios ou contextos que causam um estresse o qual ultrapassa nosso limite de domínio, gerando esses discursos de ódio, ataques pessoais e “cancelamento”.

Este tipo de reação inflamada remove a clareza (no pensar), a cordialidade (no sentir) e prudência (no agir), aspectos essenciais para gerar reflexões e buscar soluções para criar uma ponte em direção a harmonia social, baseada em princípios como a Liberdade, Fraternidade, Respeito e Dignidade de todos os indivíduos.

Outro princípio que é manifestação de forças adversas é o da pessoalidade. Devemos manter a impessoalidade e conseguir separar o indíviduo do erro e preservar a possiblidade de redenção humana. Todos nós estamos em processo de desenvolvimento e erramos, e devemos nos responsabilizar pelos nossos atos, porém temos uma onda de reação de “cancelamento” pessoal: qualquer erro torna a pessoa imperdoável. Isto impede o reconhecimento do outro indivíduo e de seu próprio caminho pessoal em direção à consciência através da redenção, pois todos erramos e devemos nos responsabilizar por nossos erros, porém o tornar imperdoável, através do “cancelamento”, é matar a semente divina no outro – o próprio EU Crístico, este é o princípio da indiferença. Lembre-se que o ato pode ser imperdoável, porém o ser humano não o é.

O ódio ideológico (disfarçado em muitos aspectos que podemos julgar corretos) atua num conjunto global de forças para polarizar e separar com justificativas que possuem raízes em questões muito antigas e ancestrais, apoiadas em aspectos primitivos que já podem e devem ser superadas no indivíduo.

Acontece que também é necessário a supressão da individualidade para que estas correntes atuem na mente – isso nos remete ao processo mencionado por Steiner de forças que nos direcionam para a chamada “Antiga Lua” – e por isso, existe um trabalho em direção ao enfraquecimento do EU (individualidade), para que não tenhamos presença de Espírito (Vontade) suficiente para nos libertamos das corrente ancestrais que ainda carregam “traumas” de fases primitivas do processo de desenvolvimento da humanidade, correntes que vem de grupos, nações, familiares e finalmente chegando aos individuais… Muitos destes traumas possuem raízes na mente inferior do ser humano, em seus aspectos mais instintivos e primitivos, que ainda são alimentados para que continuemos mergulhados neles e continuemos na inconsciência para assim, replicarmos as forças coletivas que nós mesmos acabamos alimentando…

Ao mesmo tempo, devido ao nosso desenvolvimento intelectual, são necessárias justificativas para a expressão deste ódio, por mais dissolvida que esteja a individualidade. Por isso temos, por exemplo, as correntes de “fake news” comums hoje em dia na internet, para alimentar o ódio ao “outro lado”… utilizo essas informações para justificar a minha expressão de ódio – algo similar aconteceu na Alemanha nazista onde a propaganda foi muito utilizada para “convencer” a massa a apoiar a doutrina nazista.

É importante notar que quão menor é a presença do EU, menor a capacidade de ponderação do indivíduo, que ao se ver inserido num universo de redes sociais virtuais, quase que invisível, se sente um tanto blindado e não exita em expor sua faceta sombria.

A necessidade de superação dessa polarização social é onde percebo o maior desafio da atualidade.

Leonardo Maia


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A REDUÇÃO DA CONSCIÊNCIA HUMANA


A REDUÇÃO DA CONSCIÊNCIA HUMANA

Rudolf Steiner

Fonte: Trecho da GA 177 – “A queda dos Espíritos das Trevas”


Que forças podem estar atrás dos impulsos destrutivos que se manifestam hoje? A alienação e o egoísmo levam à agressividade e perda do sentido humanitário… quando perdemos a cabeça, Ahriman tem acesso ao homem e a seus pensamentos.


“As pessoas não percebem quando as coisas ficam potencialmente assustadoras e terríveis. Muitas pessoas perdem a cabeça. Que tipo de momentos são esses nos eventos mundiais quando a única maneira de descrevê-los é confessando que perdemos o juízo? São momentos em que Ahriman e seus companheiros ganham acesso à raça humana e aos pensamentos humanos. Enquanto as pessoas zelarem por suas mentes conscientes e sua consciência não estiver de forma alguma turva ou inativa, nem Ahriman nem Lúcifer terão acesso a ela. Mas quando não está totalmente ativo e é necessário usar a frase “Eu perdi a cabeça”, esse é o momento em que Ahriman e seus companheiros entram em cena.

As coisas que acontem em nosso tempo e nos levam ao caos não são apenas ações humanas, mas, acima de tudo, as ações de espíritos arimânicos que buscam obter acesso reduzindo a consciência humana.

Essas coisas devem ser levadas a sério; eles devem ser vistos como realidades concretas e não meramente como formulações abstratas. Essas coisas devem ser levadas a sério; elas devem ser vistos como realidades concretas e não meramente como formulações abstratas. Pessoas que nada sabem sobre isso podem rir quando alguém diz que Ahriman teve acesso à evolução humana.

Certamente não podemos dizer que os julgamentos, ideias e noções que se encontram na superfície nos últimos anos mostram algum grau de maturidade e isto não deve ser subestimado. As pessoas não percebem que algo está se enraizando profundamente em um determinado solo.

Hoje, em toda parte, nos deparamos com a necessidade de alertar com toda a seriedade para que olhem para as origens, para ver como as coisas se relacionam, para buscar realidades e não para o modo como as coisas parecem na superfície.

Considerando o nível de educação incrivelmente superficial, não é nada surpreendente que as pessoas sejam capazes de entender e ter uma opinião sobre tudo. As pessoas acham muito difícil admitir que não podem julgar uma questão e precisam obter uma base para seu julgamento antes de dar uma opinião. Na verdade, quase nunca lhes ocorre que é necessário ter uma base para formar uma opinião.

Repetidamente, é preciso estar realmente claro em nossas mentes que o tempo presente está literalmente nos desafiando a cada hora, na verdade a cada minuto, para acordarmos. A antroposofia como ciência do espírito só pode ser entendida por quem consegue perceber que se pede à humanidade uma decisão clara. Ou o espírito é compreendido ou o caos continua.”

Rudolf Steiner – Trecho compilado da GA 177 (“A queda dos Espíritos das Trevas”)

Tradução Livre: Leonardo Maia


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O QUE ESTÁ ACONTECENDO, DE UMA PERSPECTIVA OCULTA, NA CONSCIÊNCIA HUMANA?

– Alienação, egoísmo e perda do sentido humanitário: o caminho para o Reino Sub-Humano –

Datas: 2 a 5 de agosto
Horário: 19:30 às 21:30 (aproximadamente)
Valor total: R$ 200,00 (todos os encontros)
Informações e Inscrições: https://www.sympla.com.br/o-que-esta-acontecendo-de-uma-perspectiva-oculta-na-consciencia-humana__1278427


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Titular: Leonardo André Fonseca Maia




OS EFEITOS PLASMADORES DA IMITAÇÃO E DO EXEMPLO


OS EFEITOS PLASMADORES DA IMITAÇÃO E DO EXEMPLO

Rudolf Steiner


“Duas palavras mágicas caracterizam a maneira como a criança se relaciona com o mundo: imitação e exemplo. Mesmo na adolescência, os bons exemplos recebidos dos adultos são o que forma a estrutura moral e de valores do ser humano. Quando a criança pode imitar tais exemplos sadios numa atmosfera de amor, ela se encontra em seu elemento adequado.”

Rudolf Steiner


Nos primeiros anos de vida, a criança aprende por imitação. Mesmo na adolescência, os bons exemplos recebidos dos adultos são o que forma a estrutura moral e de valores do ser humano. É o que ensina a ciência espiritual de Rudolf Steiner, médico alemão que, no começo do Século XX, fundou as bases da Antroposofia:

“Duas palavras mágicas caracterizam a maneira como a criança se relaciona com o mundo: imitação e exemplo. O filósofo grego Aristóteles denominou o homem como o animal mais propenso a imitar; essa verdade vale para a idade infantil, até os sete anos, mais do que para qualquer outra. O que acontece no ambiente físico, a criança imita, e essa imitação confere aos órgãos físicos suas formas definitivas. Devemos considerar o ambiente físico em sua acepção mais ampla, incluindo nele não apenas o que se passa materialmente ao redor da criança, mas tudo o que ocorre, o que seus sentidos percebem, o que, a partir do espaço físico, é suscetível de agir sobre as forças espirituais. Isso inclui todas a ações morais e imorais, inteligentes e tolas que a criança possa perceber.

Não são, pois, as sentenças morais nem os ensinamentos da razão que atuam nesse sentido sobre a crianças, mas apenas o que os adultos fazem em sua redondeza de maneira visível. Preceitos deste tipo têm efeito plasmador, não sobre o corpo físico, mas sobre o etérico; porém esse, até a idade dos sete anos, tem o envoltório etérico protetor da mãe exatamente como, fisicamente falando, o corpo físico foi protegido antes do nascimento pelo envoltório materno.

O que deve desenvolver-se nesse corpo etérico antes do sétimo ano, quanto a representações, hábitos, memória, etc., deve fazê-lo espontaneamente, tal como o fazem os olhos e as orelhas no ventre da mãe sem que haja intervenção da luz exterior.

Seus órgãos físicos adquirem forma pela influência do ambiente físico. A visão desenvolve-se sadiamente quando existem no ambiente da criança fenômenos apropriados de luz e cor; no cérebro e na circulação sangüínea, formam-se as disposições para um sentido moral sadio, desde que a criança perceba em seu ambiente fatos morais. Se antes da idade de sete anos a criança vê ao seu redor apenas atitudes tolas, o cérebro adquire formas tais que a capacitam apenas para tolices na vida posterior.

Assim como os músculos da mão se tornam fortes e vigorosos quando exercem atividades apropriadas, o cérebro e os demais órgãos do corpo humano seguem o rumo certo quando recebem do ambiente os impulsos adequados.

Pode-se fazer para a criança uma boneca com um guardanapo dobrado: duas pontas serão os braços, as outras as pernas, um nó servira para a cabeça. Tendo à sua frente o guardanapo dobrado, a criança deve, por meio de sua fantasia, acrescentar algo que o transforme em figura humana. Essa atividade da fantasia tem efeito plasmador sobre as formas do cérebro. Porém, se a criança ganha uma linda boneca rosto de porcelana, nada resta ao cérebro para fazer, e ele atrofia-se em vez de desabrochar.

Se os homens pudessem olhar, como pode fazê-lo o pesquisador espiritual, para dentro do cérebro empenhado em estruturar suas próprias formas, com toda a certeza só dariam a seus filhos brinquedos suscetíveis de avivar as forças plasmadoras do cérebro.

Nossa época materialista produz poucos bons brinquedos. Veja-se como é saudável aquele brinquedo que, mediante dois pedaços de madeira deslocáveis, mostra dois ferreiros virados um contra o outro, martelando um objeto. Ótimos, também, são os livros ilustrados com figuras móveis: puxando os fios fixados nessas figuras, a criança transforma a ilustração morta em imagem animada. Tudo isso provoca a atividade íntima dos órgãos, a partir da qual se constroem as formas corretas para eles.

De acordo com a Ciência Espiritual, uma criança nervosa e irrequieta e outra letárgica e fleumática devem receber tratamentos diferentes, a começar pelo ambiente em que vivem. A esse respeito tudo é importante, desde as cores do quarto e dos objetos que normalmente rodeiam a criança até as cores das roupas com as quais ela é vestida.

Quando não se segue a orientação da Ciência Espiritual, freqüentemente se faz o contrário, pois os conceitos materialistas conduzem, em muitos casos, a soluções incorretas. Uma criança excitada deve ser rodeada e vestida de cores amarelas e vermelhas; no caso de uma criança impassível, convém recorrer a tonalidade azuis e esverdeadas. O que importa é a cor complementar produzida interiormente. No caso do vermelho, será a cor verde; no do azul, a alaranjada – como facilmente constatamos ao olhar durante algum tempo para uma superfície colorida nessas cores e depois fixar o olhar rapidamente numa superfície branca. Essa cor complementar é produzida pelos órgãos físicos da criança e provoca as estruturas orgânicas correspondentes, de acordo com suas necessidades. Se a criança irrequieta tem ao seu redor uma cor vermelha, esta produz intimamente a imagem complementar verde, que tem efeito calmante, e assim os órgão adquirem tendência à calma.

Convém levar em conta que o próprio corpo físico determina, nessa idade, o que lhe convém. Ele faz isso desenvolvendo adequadamente os apetites. De maneira geral, pode-se dizer que o corpo físico sadio requer o que lhe faz bem. Enquanto se tratar do corpo físico da criança, convém observar quais são os desejos do apetite sadio e da alegria. A alegria e o prazer são as forças que melhor plasmam as formas físicas dos órgãos.

Podemos incorrer em graves erros a esse respeito, deixando de proporcionar um entrosamento perfeito da crianças com seu ambiente físico. Isso pode acontecer em particular com os instintos relativos à alimentação. Podemos abarrotar a criança com certos alimentos, a ponto de fazê-la perder totalmente os instintos sadios relativos à comida; por meio de uma alimentação correta, esses instintos podem ser mantidos de tal maneira que a criança só solicite o que lhe for conveniente (isso se aplica até a um simples copo de água), enquanto recusa o que pode prejudicá-la.

Entre os impulsos que têm efeitos plasmadores sobre os órgãos físicos encontramos, pois, a alegria provocada pelo ambiente e, dentro desse, os rostos alegres dos educadores, como um amor antes de tudo sincero, nunca simulado. Tal amor, permeando calorosamente todo o ambiente, incuba, no verdadeiro sentido da palavra, as formas dos órgãos físicos.

Quando a criança pode imitar tais exemplos sadios numa atmosfera de amor, ela se encontra em seu elemento adequado. Deve-se observar rigorosamente que, ao seu redor, nada ocorra que ela não deva imitar. Ninguém deveria praticar qualquer ação dizendo-lhe isso você não pode fazer. Quando se vê a criança rabiscar letras muito antes de compreender seu sentido, constata-se que ela procura, nessa idade, apenas imitar. Aliás, é bom que ela primeiro imite estes signos e somente mais tarde entenda seu significado.

Com efeito, a tendência a imitar pertence à época em que se desenvolve o corpo físico, enquanto a interpretação do sentido diz respeito ao corpo etérico. É conveniente atuar sobre este ultimo só depois da troca dos dentes, quando já se desprendeu o envoltório etérico. Todo aprendizado deveria ocorrer, nessa época, especialmente pela imitação. É ouvindo que a criança melhor aprende a falar. Quaisquer regras e qualquer instrução artificial nada podem trazer de bom.

Nos primeiros anos da infância, meios educativos como as canções devem impressionar os sentidos por seu belo ritmo. O que importa não é tanto o conteúdo, mas a beleza sonora. Quanto mais algo vivifica a visão e o ouvido, tanto melhor. Nunca se deveria subestimar a força plasmadora de movimentos de dança acompanhando o ritmo de uma música.

Com a segunda dentição, o corpo etérico se liberta de seu envoltório etérico; começa então a época em que se pode exercer sobre ele uma influência pedagógica externa. Convém ter em mente quais fatores atuam de fora sobre o corpo etérico. Sua transformação e seu desenvolvimento caminham a par com uma transformação e uma mudança das inclinações, dos hábitos, da consciência, do caráter, da memória e dos temperamentos. O que atua sobre o corpo etérico são imagens, exemplos e uma orientação disciplinada da fantasia. Assim como até os sete anos de idade a criança deve ter exemplos físicos para serem imitados, entre a troca de dentes e a puberdade seu ambiente deve conter tudo o que possa orientá-lo por seu valor intrínseco e seu sentido. Isso ocorre com tudo o que atua através de imagem e por analogia.

O corpo etérico desenvolve sua força quando uma fantasia bem orientada pode seguir, como modelos e idéias, as imagens e impressões extraídas da vida ou recebidas pelo ensino. O que atua harmoniosamente sobre o corpo etérico em desenvolvimento não são conceitos abstratos, mas o elemento plástico – não o sensorial, mas o espiritual visível. A observação espiritual é o meio educativo mais apropriado para esses anos. Daí a importância, para o jovem, de ter à sua volta mestres, personalidade cujas maneiras de ver e julgar o mundo possa despertar nele as forças intelectuais e morais desejáveis.

Assim como imitação e exemplo eram as palavras mágicas para a educação dos primeiros anos, para os anos ora focalizados o são a aspiração a idéias e a autoridade. A autoridade natural, não-imposta, deve constituir a evidência espiritual imediata para que o jovem forme consciência, hábitos e inclinações e discipline seu temperamento, com cujos olhos observa o mundo. Valem principalmente para essa idade as belas palavras do poeta: cada um deve escolher o herói a quem pretende imitar em sua ascensão ao Olimpo.

Veneração e respeito são forças que devem fazer crescer o corpo etérico de maneira sadia. Quando falta essa veneração, as forças vivas do corpo etérico se atrofiam. Imaginemos a seguinte cena e o efeito produzido por ela sobre um menino de, digamos, oito anos de idade. Alguém lhe conta algo a respeito de uma pessoa particularmente venerável. Tudo o que ele ouve lhe incute um temor quase sagrado. Aproxima-se o dia em que ele deve ter o primeiro encontro com essa pessoa. Ao pressionar a maçaneta da porta atrás da qual deverá aparecer o ser venerável, um tremor de respeito o invade. Os belos sentimentos gerados por semelhante experiência permanecerão entre as reminiscências mais duradouras da vida. Feliz é o adolescente que pode elevar seu olhar para o mestre e educador como autoridades naturais, e isso não apenas em alguns momentos excepcionais, mas durante toda a juventude! Além dessas autoridades vivas, verdadeiras encarnações da força moral e intelectual, deve haver as autoridades espirituais aceitas.

O rumo espiritual do jovem deve ser determinado pelas grandes figuras da História, pela descrição de homens e mulheres modelares e não por princípios abstratos de moral, que só atuarão efetivamente depois que o corpo astral se tiver despedido de seu envoltório astral, na época da puberdade. Tais considerações devem nortear sobretudo o ensino da História.

Antes da troca dos dentes, todas as histórias, contos, etc. terão como único fim trazer à criança um ambiente de alegria e riso; mais tarde, as histórias deverão conter, além disso, imagens vívidas que incitem nos adolescentes o desejo de igualar os feitos descritos. Não se deve esquecer que maus hábitos podem ser combatidos por meio de imagens repugnantes apropriadas. Quando existem tais maus hábitos e inclinações, pouco adianta recorrer a admoestações. Contudo, muito pode ser feito para erradicá-los por meio de imagens realistas de homens maus que possuam os mesmos defeitos e sofram suas conseqüências negativas em sua vida posterior.

Convém ter em mente que não é de conceitos abstratos que o corpo etérico em formação recebe impulsos profundos, mas sim de imagens vívidas em sua clareza espiritual. É necessário, naturalmente, proceder com bastante tato para não provocar um efeito contraproducente. O que importa é a maneira como se contam as histórias. Por esse motivo, um conto bem narrado nunca pode ser substituído por uma leitura.”

Rudolf Steiner


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MICAEL: O PENSAMENTO DESCONECTADO DO CORAÇÃO


MICAEL: O PENSAMENTO DESCONECTADO DO CORAÇÃO

Leonardo Maia


“As emoções são um elemento da alma que está muito mais próximo, mais intensamente, conectado com a individualidade humana do que o pensamento ordinário, quando não é permeado pela emoção.”

Rudolf Steiner


Quando eu me torno excessivamente racional, desvinculando o pensar do emocional, me distancio do sentido de humanidade. Começo a perceber a ignorância com um sentido de inferioridade. O intelecto pode subjugar o sentir a um ponto onde a inteligência e conhecimento tem mais valor do que o amor e a bondade.

Podemos ver pessoas inteligentes, com argumentos super fundamentados mas que não tem amor no coração. Uma alma seca e fria que olha o outro ser humano com indiferença e ar de superioridade. Criam uma casca em suas almas que os impedem de serem tocados pelo outro ser humano, a não ser num âmbito superficial, onde o encontro traz benefícios diretos (de status ou materiais), ou fortalece o sentimento de superioridade ou mesmo massageia o ego, através da bajulação ou reconhecimento da suas capacidades, sejam elas intelectuais ou técnicas.

Daí… surge a falta de compassividade, a arrogância e a intolerância. Podemos pensar, que coisa horrível, não? Ainda bem que não sou assim… mas será mesmo? Será que o mundo contemporâneo não está nos forçando para esse mundo de excesso de racionalidade e desumanização?

Quantas vocês você leu um artigo, uma notícia ou mesmo um comentário de Facebook que alimentou esses sentimentos de intolerância, mesmo que você acredite fundamentalmente que está correto no seu modo de pensar? Basta navegar nos comentários das redes sociais que percebemos quão comum está se tornando essa intolerância e esse racionalismo exacerbado, que estão cada vez mais suprimindo nossa humanidade (capacidade de acolher o outro ser humano).

Acho que mesmo de forma sutil, todos estamos sendo influenciados, alguns mais, outros menos… precisamos estar bem atentos!!! Segue um trecho de Rudolf Steiner sobre Micael e a emancipação da força intelectual:

“Micael deseja que a inteligência que está a desenvolver-se na humanidade, mantenha-se em conexão constante com os seres espirituais divinos.

No entanto, existe um obstáculo. Toda a linha evolutiva percorrida pelos deuses, a partir do momento em que a força intelectual se emancipou da atividade cósmica e foi incorporada na natureza humana, fica exposta a outro fator.

Suponha que houvesse seres que se apercebessem deste fato, e logo tentariam tirar proveito disso. Tais seres existem realmente – os seres ahrimânicos. A sua própria natureza lhes predispõe a absorver toda a inteligência que se desliga dos deuses. Eles são capazes de assimilar o intelecto de qualquer tipo. Assim se tornam as maiores, abarcantes e penetrantes inteligências em todo o cosmos.

Micael vislumbra como é impossível que o homem não entre em contato com esses seres, na medida que vai alcançando um uso cada vez mais pessoal da inteligência, vendo-se tentado a estabelecer alianças com Ahriman e cair presa dele. Então Micael inclina as forças ahrimânicas aos seus pés, empurrando-as cada vez mais para as regiões inferiores, abaixo do nível onde o homem leva a cabo o seu desenvolvimento. Micael, com os seus pés sobre o dragão, derruba-o ao abismo – tal é o estupendo quadro que vive na consciência humana destes fatos no mundo suprassensível.” – Rudolf Steiner, GA 26

Neste trecho ele cita a atuação de forças ahrimânicas, porém temos hoje grande influência de outra hierarquia – Sorath (também prevista por Steiner para o atual período), onde sua influência conduz ao caminho da bestialização e animalidade do ser humano, em direção contrária aos Impulsos Crísticos. Perceba que independe de inteligência intelectual, essa animalidade, agressividade, intolerância e desumanização podem surgir no indivíduo subjugando as forças do coração.

Leonardo Maia


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ANTROPOSOFIA: AQUILO QUE BUSCAS COM O CORAÇÃO


ANTROPOSOFIA: AQUILO QUE BUSCAS COM O CORAÇÃO

Fonte: Palabra de Rudolf Steiner

Tradução Livre: Leonardo Maia


O que você reverbera verdadeiramente em seu coração? O que impulsiona suas escolhas e suas ações? Só pode reconhecer a Antroposofia aquele que encontra nela aquilo que busca a partir do coração. O que você diz ou propõe é condizente com sua verdade interior?


O QUE É ANTROPOSOFIA?

“A Antroposofia é um caminho de conhecimento que deseja levar o espiritual da entidade humana para o espiritual do universo.”

Assim descrevia Rudolf Steiner, seu fundador, o conceito de Antroposofia. E acrescentava:

“Ela surge no ser humano como uma necessidade do sentimento e do coração. E encontra sua justificativa no fato de poder satisfazer essa necessidade. Só pode reconhecer a Antroposofia aquele que encontra nela aquilo que busca a partir do coração. Portanto, somente podem ser antropósofos pessoas que sentem determinadas questões sobre a essência do ser humano e do universo como uma necessidade tão vital quanto a que se sente quando temos fome e sede.”

A maioria de seres humanos levam internamente as perguntas de ” quem eu sou?”, “por que eu estou neste mundo?”, e “que sentido tem a minha vida?”. Antigamente, e também hoje, eram as religiões que se encarregavam de nos dar resposta a estas perguntas. Atualmente, a ciência, a técnica e a economia evoluíram de tal forma, que o ser humano ficou totalmente desligado da sua própria origem e do sentido da sua existência. Muitos seres humanos sentem que vaguam à deriva em uma vida sem sentido, que se debatem en meio a uma luta pela sobrevivência que os obrigam a adaptar-se ao meio hostil e competitivo que os rodeia.

Face a esta situação, foram divergir duas posições, que são consideradas únicas e inconciliáveis. Uns consideram que o ser humano é apenas um conglomerado de células resultado de uma evolução baseada no acaso e na seleção natural. E, no outro extremo, outros se agarram a alguma religião, acreditando que tudo é obra da vontade de Deus, e que é preciso ter fé e aceitar os seus desígnios mesmo que não os entendamos nem os possamos entender nunca. Parece que só existem duas opções: a razão ou a fé, a ciência ou a religião.

No entanto, todo ser humano leva em seu interior o anseio de liberdade, o impulso do amor e a capacidade de criar, e essas três capacidades lhe transformam em algo único e especial. E dessas capacidades surge um impulso, uma voz que ressoa no interior de cada um: “Conhece-te a ti mesmo”. A solução para os conflitos que hoje em dia tenhamos plantado só será possível se cada um se esforçar para dar resposta a essa voz interior.

A Antroposofia mostra que o autoconhecimento é possível, e que o caminho que nos leva a ela pode ser seguido hoje em dia por qualquer pessoa livre de preconceitos. Já não é preciso retirar-se do mundo e isolar-se em um templo ou em uma capela. É verdade que é conveniente dedicar um tempo ao silêncio, à meditação e ao estudo de temas espirituais, mas é precisamente na vida quotidiana, através do trabalho, da família, e das relações sociais, onde podemos colocar em prática os nossos conhecimentos e continuar a avançar. A Antroposofia fornece conhecimentos adquiridos de modo espiritual, mostra a forma de aplicá-los na vida cotidiana, e também proporciona uma guia para que cada um possa alcançar esses conhecimentos por si mesmo.

Fonte: Palabra de Rudolf Steiner

Tradução Livre: Leonardo Maia


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