Apanhei muito e não morri


APANHEI MUITO E NÃO MORRI

Fonte: Quartinho da Danny


Todo mundo precisa de uma infância que não precise ser curada mais tarde. Não normalize nem banalize o ciclo da agressão e violência.


Não morreu, mas enfrenta problemas no seu relacionamento com seus pais. Não consegue dizer “eu te amo” olhando nos olhos e essa frieza dói tanto que respinga na relação com seus filhos.

Não morreu, mas precisa curar sua infância na terapia e sente que seria mais amoroso(a) se tivesse recebido mais amor em vez de tapas.

Não morreu, mas se tornou uma pessoa violenta com seu companheiro(a) e com seus filhos.

Não morreu, mas naturaliza a violência e enxerga nela uma forma de educar.

Não morreu, mas pra esquecer se entrega a bebida, drogas ou precisa de antidepressivos. Não morreu, mas é inseguro(a) e confunde violência com afeto.

Todo mundo precisa de uma infância que não precise ser curada mais tarde.

Não basta não morrer.

Ninguém veio ao mundo pra ser sobrevivente.


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