CONFIANÇA PRIMORDIAL E PLENA ENTREGA AO MEIO CIRCUNDANTE


CONFIANÇA PRIMORDIAL E PLENA ENTREGA AO MEIO CIRCUNDANTE

Compilado de conteúdos por Leonardo Maia


A coerência do adulto entre o pensar, o sentir e sua ação no mundo fortalecerá a confiança primordial e plena entrega da criança pequena: a certeza de que o mundo é bom, confiável e digno de ser imitado.”


A “religiosidade corpórea” segundo Steiner, a entrega plena da criança pequena, é a certeza de que o mundo é bom, confiável e digno de ser imitado. A coerência do adulto entre o sentir, o seu pensar e a sua ação no mundo fortalecerá essa entrega e confiança na vida: essa religiosidade reverberará pelo resto de suas vidas.

Na primeira época da vida, o corpo da criança se comporta de maneira natural-religiosa em relação ao ambiente que a circunda: ela vem com a certeza de que o mundo é bom, confiável e digno de ser imitado. Isto retrocede para dentro do anímico depois, quando o corpo se emancipa, e precisamos então re-despertar, no anímico-espiritual, essa devoção e entrega ao ambiente que a circunda.

Isto, nós o conseguimos ao desenvolver, na criança, um sentimento, para aquilo que lhe transmitimos em contos de fadas e lendas durante o segundo setênio. Trata-se, antes de tudo, de tentarmos despertar nela o sentimento da gratidão pela existência, pelas belezas que o mundo oferece. Se estivermos em posição de despertar a gratidão, esta passará, pouco a pouco, para o sentimento do amor. A partir disto, a moral se desenvolverá.

Desse modo, é possível que haja a consolidação da ‘confiança primordial’: calma, paz, devoção, veneração e uma segurança interior desde isso não signifique ensinar à criança quaisquer ‘preceitos morais’: a coerência entre o sentir, o pensar e a ação do adulto no mundo trará confiança e fortalecerá este ser.

Quando, em diferentes situações do dia a dia, conseguimos com nosso esforço e consciência nos apropriarmos dos sentimentos de gratidão, respeito e veneração, estamos ensinando à criança como lidar com o mundo de forma verdadeira e amorosa. A busca do adulto pela autoeducação, o esforço diário para superar as suas dificuldades, é o que alimenta a alma da criança com sentimentos nobres.

Vale ressaltar que o dogma moral, sem correlação com a verdade interior, muito comum hoje em dia nas doutrinas, onde o discurso é um, porém não permeia o pensar, o sentir e a ação dos indivíduos, ou gera uma aversão à própria religiosidade (ateísmo) ou fanatismo cego, onde a doutrina permeia uma “crença oculta” coletiva que não permeia o indivíduo no pensar, no sentir e no querer, gerando a atual hipocrisia e incoerência de valores entre o que acredito e prego (cegamente) e o que faço. Isto pode ser verificado em inúmeras doutrinas, porém não expressa o impacto oculto real que o contato com uma doutrina pode produzir no indivíduo, tanto positivamente quanto negativamente, dependendo das circunstância, pois cabe ao adulto, consciente e desperto, através do seu autodesenvolvimento, reaproximar-se da essência espiritual e religar-se.

Compilação de conteúdos por Leonardo Maia


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