Época dos Ventos

ÉPOCA DOS VENTOS

Tânia Cottens

Fonte: Envio particular da autora

Vento

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O vento é ar em corrente, um fenômeno que ocorre entre a terra e o céu , vivendo no espaço intermediário como sendo aquele que transita entre a matéria e o Espírito. Pode se expressar como o sopro Cósmico Divino vivificante do Espírito, que convida Adão a acordar, por desejar que o homem tome posse de sua biografia. Retorno e renovação quando em espiral, vai em direção ao céu, nos relembrando os ciclos cármicos, biográficos ; nos remete ao processo de crescimento, à evolução cíclica da vida humana, que nos religa ao processo de toda a humanidade. Também há aquele vento que canta no sino, chamando o ser humano ao trabalho Sagrado ; é desta forma que o povo do Oriente escuta o sino de vento e lembra de sua missão, do destino, da palavra ‘’acordada’’ na alma….”

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O final do inverno nos apresenta o mês de agosto que chega acompanhado pelos ventos. Ventos que soprando de várias maneiras , vão marcando a transição desta estação , prenunciando a primavera que em breve vai chegar!

O vento é ar em corrente, um fenômeno que ocorre entre a terra e o céu , vivendo no espaço intermediário como sendo aquele que transita entre a matéria e o Espírito. Pode se expressar como o sopro Cósmico Divino vivificante do Espírito, que convida Adão a acordar, por desejar que o homem tome posse de sua biografia.

O ar em movimento, nos lembra o brincar dos pássaros em seu ‘’ethos’’, ou o embalo das folhas nas árvores, ou o bailar das sílfides entre as flores, ou o sorriso das crianças entre os cabelos desembaraçados…

Vento é também morte e renascimento, o eterno ciclo das metamorfoses anímicas que ora se apresenta como uma brisa leve e refrescante, ora como um semeador carregando as sementes para fecundar a terra mais adiante; ás vezes um tornado que muda a direção de nossa história , revirando o passado ou o presente e deixando uma árdua tarefa de reconstrução para o futuro . Outras vezes é como o beijo suave de Zéfiro que nos leva delicadamente em direção ao nosso destino, como um pai amoroso que nos carrega , apoiando nossa jornada..

Seja como for que o vento nos toque, sempre será possível ressignificar cada situação e encontrar o sopro Divino que possibilita o acordar da alma , o encontro com o chamado, com o Eu invisível que habita em nós….

Retorno e renovação quando em espiral, vai em direção ao céu, nos relembrando os ciclos cármicos , biográficos ; nos remete ao processo de crescimento, à evolução cíclica da vida humana, que nos religa ao processo de toda a humanidade.

Também há aquele vento que canta no sino, chamando o ser humano ao trabalho Sagrado ; é desta forma que o povo do Oriente escuta o sino de vento e lembra de sua missão , do destino , da palavra ‘’acordada’’ na alma ….

O sino que toca com o vento é sentido como o ressoar da Voz Cósmica transportando a alma para além das fronteiras mensuráveis e conectando-a com a harmonia Celestial …

Já quando o vento canta sozinho nas montanhas , ou na noite fria, pode nos mostrar o caminho sinistro do vale das trevas noturnas; aquele caminho que leva ao encontro com a nossa sombra; o uivo do vento que gela a alma….

Os ventos nos colocam junto com a qualidade dual e inconstante que ora destrói o entorno , revirando o que está pronto, ora trazendo à tona o que estava adormecido ; ora fecundando ideias , trazendo a calma , ‘’limpando ‘ o céu; de uma forma ou de outra , nos tirando da inércia.

Aquele vento inconstante que muda rapidamente de direção, se torna implacável e nos leva ao encontro com nossa dualidade; como a alma transitando entre simpatias e antipatias, desestabilizando o pensar, o sentir, o querer e nos exigindo que tomemos as rédeas ‘’desta tormenta indomável’.

E, quando tomamos a decisão de intervir ‘nesta ventania ‘ anímica , acordamos a intenção do Espírito em nós e retomamos o caminho …
Ventos e anjos , reconhecidos em algumas imaginações iniciáticas , como os mensageiros Divinos e reguladores Cósmicos, que dão o suporte á vida, que carregam a ‘’ água primordial’’ , que suportam o Homem Divino…

Entre a brisa refrescante e o desolador tornado, os ventos se vestem de vários matizes preenchidos de verdades espirituais, que podemos intuir pelas grandes Imaginações que permeiam a alma humana e nos chegam através de mitologias e lendas .Por outro lado há também aquelas imagens que se traduzem em compreensões mais simples e nos chegam através de expressões que povoam a imaginação popular, tais como :

‘’ Vai de vento em popa’’
‘’Não jogues palavras ao vento’’
’’Estamos no olho do furacão ‘’
‘’Ele falou aos quatro ventos’…etc..

São imagens ou Imaginações permeadas de qualidades anímicas verdadeiras que precisam ser acordadas no exercício do ato de educar, para que possamos nos conectar com a sabedoria das épocas do ano, pois , através delas nós nos recarregamos de forças espirituais para continuarmos a jornada; imagens que não utilizaremos diretamente com as crianças , porém nos servem de alimento para encontrarmos as imagens adequadas para o nosso trabalho interior que ressoará para as crianças e para nossos atendidos.

‘’Conforme sopram os ventos ‘’, os homens de toda história da humanidade desfrutam de mais paz em algumas épocas e em outras precisam se esforçar mais . Assim é para toda a humanidade, como é também para a biografia individual.

Quando os ventos que sopram são bons, ‘’ trazem as boas novas ‘’ , como aquela que chegou junto com a Estrela de Belém , intuída e esperada desde a Pérsia antiga. Foi aquele ‘’vento’’ que dissipou as nuvens das trevas , ‘’limpando o céu ‘’ e permitindo que o Sol da Luz da Ressurreição, brilhasse na Terra para todos.

Em João 3:8 lemos:

– ‘O vento sopra onde quer, ouve-lhes o ruído, mas não sabes de onde vem , nem para onde vai. Assim acontece com aquele que nasceu do Espírito…’

O Cristo vem e revela o ‘’Eu sou o Eu sou’’, se pronunciando pelos quatro cantos do mundo…

Como uma brisa suave, traz á alma humana a esperança e como um tornado , incita á consciência e ao trabalho pessoal.

Quem nasceu no Espírito , reconhece as Leis que ‘’sopram aos quatro cantos do mundo ‘’; e escutou aquele chamado :

– ‘’ Homens queiram ouvi-lo!’’

De uma forma ou de outra, Ele nos trouxe várias reflexões, entre elas aquela que diz: ‘’ Não jogues as palavras ao vento’’; ou seja , que sua palavra carregue tanta vida que se torne ação para o Bem…

O ciclo do ano nos acorda o tempo todo para o trabalho de auto educação, sendo esta época propicia para cultivarmos ‘’bons ventos’’;para que nossas forças possam ser renovadas e preparadas para o encontro com a primavera , com a época de Micael e novamente com o Natal!

Para celebrarmos com as crianças esta época, existe uma série de brincadeiras , desde correr ao vento de braços abertos , até soltar pipas , brincar com bambolês , barangandão , anel de vento , bolhas de sabão , cata ventos ,brincar com capas grandes, cortina de vento , com fitas etc..

O mais importante é que , seja o vento que te permeie suave como Zéfiro , ou forte como Thor , possa ele vivificar o seu Voto, para que possa caminhar neste semestre com força renovada , para cumprir mais um ciclo em sua biografia !

Desejo bons ventos para todos..
Com carinho

Tânia

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Uma opinião sobre “Época dos Ventos”

  1. Palavras discorridas em forma de poesia. Que bela visão dos ventos! Saibamos cultivar e semear esses bons ventos e aprendamos a compreendê-lo em toda a sua essência, para que só manifestemos aos nossos irmãos, o vento da suavidade. Como diz uma oração tão bela: "Que eu seja tão bondoso e alegre que todos quanto se achegarem a mim, sintam a tua presença (bons ventos). Reveste-me de tua beleza Senhor, e que no decurso deste dia eu te revele a todos".

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