Existência presente


A REALIDADE É UMA ALQUIMIA

Leonardo Maia


A realidade como percebemos é uma alquimia. Uma pequena mudança na fórmula, a realidade se altera. E um exemplo dessa alteração acontece o diariamente, no sono e na vigília. 


O homem moderno, por conta da atual época que vive a humanidade, ao mergulhar no materialismo, se tornou escravo das suas percepções físicas. O racionalismo fechado na percepção físico – sensorial, só acredita numa realidade palpável dentro de sua própria concepção e experiência. Nada é considerado real fora deste espectro, apesar de serem evidentes e experienciáveis outros planos de realidade.

A realidade como percebemos é uma alquimia. Uma pequena mudança na fórmula, a realidade se altera. E um exemplo dessa alteração acontece o diariamente, no sono e na vigília. Disse Rudolf Steiner:

“Durante o dia, devido as condições da evolução atual, o verdadeiro eu interior – o ego e o corpo astral estão dentro do corpo físico e etérico no plano físico no mundo material. O ego e o corpo astral podem então fazer uso dos órgãos físicos da audição e da visão no mundo físico, para observar as coisas físicas. Mas entre o sono e o acordar novamente, o ego e do corpo astral estão fora do mundo físico, estão no mundo astral. Ele é separado dos olhos e ouvidos físicos e, portanto, não pode perceber o que está ao seu redor.”

Todos sonhamos e todos também vivenciamos o estado de vigília.  Porque um sonho é menos real do que o estado de vigília?  Porque não podemos mensurar através de causa e efeito sua autenticidade? A densidade da matéria e continuidade da experiência temporal física nos faz desconsiderar outras realidades, apenas a física se torna real. Porém, a realidade como uma compreensão de amplitude se estende bem além da nossa capacidade de concepção através da realidade meramente atribuída aos sentidos físicos.

O tempo pode se prolongar ou se contrair. Ritmos podem se prolongar em processos que podem transcender a consciência linear encarnatória – ou seja, ser ser maior que a duração da vida encarnada (a própria encarnação é um processo rítmico, como o respirar, bater do coração, o dormir e acordar, o giro da Terra no próprio eixo, a translação de um planeta em torno de uma estrela, as estações e etc…). Essa multiplicidade também se aplica ao estado de consciência humana. A realidade se estende para muito além do estado de consciência desperta no mundo físico… o próprio despertar da consciência superior no pós vida – esse intervalo entre as encarnações – é rítmico e pode ser equiparado ao processo rítmico de vigília e sono.

“Do ponto de vista da ciência espiritual, o que é que o ocultismo entende por ‘existência presente’? Ela está se referindo ao estado de consciência que tem o homem moderno, desde o acordar até que ele volte a dormir. Durante este tempo , percebe objetos ao seu redor através de seus sentidos físicos.” – Rudolf Steiner

Não estamos limitando a realidade por conta de nossa própria limitação sensorial física?

Leonardo Maia


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