FRANCISCO DE ASSIS E OS FUNDAMENTOS ESPIRITUAIS DA MORALIDADE


FRANCISCO DE ASSIS E OS FUNDAMENTOS ESPIRITUAIS DA MORALIDADE

por Matias del Sur

Tradução livre: Leonardo Maia


O “pobre de Assis” conseguiu transformar a sua natureza guerreira e marcial em misericórdia, compaixão e amor por tudo o que é vivo. Compreendeu que a verdadeira batalha não é aquela que se dá entre nações ou culturas, mas sim aquela que é dada no interior do homem. Do exterior há fortes tentativas de acorrentá-lo ao material (vida hiper tecnologia). Do interior podemos transformar gradualmente os instintos e impulsos que nos impedem a experiência do vivo e a experiência um do outro.


Pregadores moralistas não podem estabelecer uma verdadeira moralidade porque esta só poderá crescer do interior de cada um e não por imposição. Só ao penetrar nos profundos mistérios da vida poderemos encontrar as fontes da moralidade. A humanidade sempre deu manifestações de vida moral. Na antiga Índia, por exemplo, a moralidade se apoiava na devoção ao espírito; em vez disso, na Europa medieval, a virtude cardeal era coragem e valor. Para compreender a relação entre estas duas formas de vivências da moralidade, devemos ter em conta a evolução da consciência.

Originalmente, a moralidade era concebida como um presente dos deuses, além da natureza humana, e erros e desvios morais foram consequência da perda da consciência espiritual a favor de uma maior consciência física. Apesar disso, algo divino permaneceu sempre na natureza humana.

Rudolf Steiner deu luz sobre esta evolução da consciência moral num breve ciclo de conferências conhecido como ′′ Os fundamentos espirituais da moralidade “, usando o exemplo de Francisco de Assis como modelo para recuperar os fundamentos de uma moralidade viva. Em tempos antigos, o sistema de castas regia como modelo social. Depois, Buda chegou com seus ensinamentos de igualdade e compaixão. Estes ensinamentos budistas chegaram ao leste da Europa, sobre o Mar Negro, onde numa escola espiritual se juntaram a impulsos cristãos. Dois impulsos floresceram desta escola: uma corrente budista de igualdade e fraternidade, e outra corrente moral cristã. Francisco de Assis pertence a esta corrente, permeada de uma moral cristã.

Rudolf Steiner explica nessas conferências a missão espiritual de Francisco na Terra. O seu ensino moral exemplificava-a com o caminho do meio entre a vida contemplativa e a vida ativa. O “pobre de Assis” conseguiu transformar a sua natureza guerreira e marcial (até participou de várias batalhas) em misericórdia, compaixão e amor por tudo o que é vivo. Daí que seja considerado o santo padroeiro da ecologia e reconhecido pela sua ligação com animais e plantas. Compreendeu que a verdadeira batalha não é aquela que se dá entre nações ou culturas, mas sim aquela que é dada no interior do homem. O interior é o novo campo de batalha a conquistar. Do exterior há fortes tentativas de acorrentá-lo ao material (vida hiper tecnologia). Do interior podemos transformar gradualmente os instintos e impulsos que nos impedem a experiência do vivo e a experiência um do outro (lenda de Francisco e o lobo de Gubbio).

Steiner forneço luz sobre a transformação das virtudes através da evolução da consciência, especialmente a partir da encarnação de Cristo no Mistério do Golgota. A partir desse momento, a consciência da humanidade sofreu mudanças profundas que lentamente estão começando a se tornar visíveis. Francisco compenetrou-se e consustancio especialmente da vida de Cristo, acompanhando e participando de pobres e doentes, e os estigmas, que lhe apareceram dois anos antes de morrer, foram um reflexo desse intenso relacionamento com o Cristo.

por Matias del Sur

Tradução livre: Leonardo Maia


Amanhã:

O ADVENTO DE AHRIMAN – palestras online

PALESTRA 1 – dia 15/out: “A influência das forças Luciféricas e Arimânicas na evolução da consciência humana”

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Valor: R$ 60,00 por palestra

“Aqueles que ainda não reconhecem a gravidade da situação atual no mundo também estão, de certo modo, ajudando a preparar a encarnação de Ahriman.” – Rudolf Steiner (GA 191, Lúcifer e Ahriman)


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