Kamaloka : céu ou inferno?


KAMALOCA: CÉU OU INFERNO?

Fabiane Vasconcellos


Na minha opinião, o Kamaloca é o que mais se aproxima do conceito de céu e inferno tradicionais: é, segundo Rudolf Steiner e várias tradições esotéricas e ocultas, o período pós morte onde recordamos nossa vida pregressa de forma cronológica inversa e vivenciamos os efeitos que cada um de nossos atos causou no outro durante a nossa encarnação vida terrena. É uma profunda purificação que pode se espelhar como um céu ou um inferno, tudo depende da qualidade dessas ações. Pergunto: hoje você estaria mais próximo do céu ou do inferno?

Leonardo Maia


Eu queria falar sobre uma palavra que talvez poucos conheçam:
O Kamaloka.

Simplificadamente, é claro. E sem considerar as exceções.
Segundo Rudolf Steiner, após a nossa morte, passamos 1/3 do nosso tempo encarnado – ou aproximadamente o mesmo tempo em que dormimos nessa existência – nesse estado chamado kamaloka.
Então, se alguém vive 81 anos, passará 27 anos no kamaloka. Muito tempo para o nosso conceito de tempo aqui.

Bem, e o que é o kamaloka?

Trata-se da recordação de sua vida pregressa, só que ao contrário, de trás para frente, da experiência com sua morte até o seu nascimento, momento a momento.

Entretanto, o mais interessante sobre o kamaloka é que, a cada momento relembrado, SENTIMOS O EFEITO QUE CADA UM DOS NOSSOS ATOS CAUSOU NO OUTRO.

Sim, é isso mesmo. Sentimos na pele como cada uma das pessoas com as quais interagimos recebeu nossas palavras, nossos decisões, nossas escolhas, nossas não ações e omissões.

A cada bem que praticamos, imagino que transbordemos de compaixão e alegria. A cada mal que fizemos, consciente ou inconsciente, sentiremos toda a vergonha, toda a dor, toda a miséria que causamos a outrem.

Justo, não? Alguma outra forma de aprender, alguma outra maneira de melhorar que não pela dor, para quem semeou dor?

Pois eu imagino o kamaloka de todos os seres que assumiram o compromisso com o poder público, com a coisa pública … e estão ou executando, ou compactuando, com tantos crimes contra o humano e todos os outros reinos deste planeta.

Fabiane Vasconcellos


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