Meu filho pode ser diferente

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Meu filho pode ser diferente

isso não quer dizer que exista algum problema com ele

Cinthia Dalpino – Jornalista, escritora, mãe da Eva e da Aurora

diferente

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“Algumas mães adoram comparar seus filhos aos outros. E a maioria das escolas incentivam isso – como se houvesse um padrão a ser seguido. A criança fora da curva é sempre vista com maus olhos. Dentro destas expectativas não correspondidas, algumas acabam sendo vítimas de preconceito. E começa aquele interminável sofrimento familiar. Como se a criança precisasse ser igual à todas as outras. O distraído que tem déficit de atenção, o hiperativo, o avoado, o que não consegue parar quieto, o lento que aprende devagar. Cada característica é rotulada como se a criança tivesse uma deficiência qualquer pela qual os pais são responsáveis. E como muitas escolas querem crianças que estejam quietas, fiquem paradas e sejam obedientes (assim como muitos pais, infelizmente), sem perceber suas necessidades individuais, o processo se torna extremamente difícil para a criança, que é obrigada a se enquadrar em um padrão. Na contramão dessa produção em série de crianças robôs, surge uma escola que acredita que cada criança é um indivíduo único e acolhe cada uma delas com suas características naturais: a Pedagogia Waldorf. “

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Algumas mães adoram comparar seus filhos aos outros. E a maioria das escolas incentivam isso – como se houvesse um padrão a ser seguido. A criança fora da curva é sempre vista com maus olhos.

Dentro destas expectativas não correspondidas, algumas acabam sendo vítimas de preconceito. E começa aquele interminável sofrimento familiar. Como se a criança precisasse ser igual à todas as outras.

O distraído que tem déficit de atenção, o hiperativo, o avoado, o que não consegue parar quieto, o lento que aprende devagar. Cada característica é rotulada como se a criança tivesse uma deficiência qualquer pela qual os pais são responsáveis. E como muitas escolas querem crianças que estejam quietas, fiquem paradas e sejam obedientes (assim como muitos pais, infelizmente), sem perceber suas necessidades individuais, o processo se torna extremamente difícil para a criança, que é obrigada a se enquadrar em um padrão.

Na contramão dessa produção em série de crianças robôs, surge uma escola que acredita que cada criança é um indivíduo único e acolhe cada uma delas com suas características naturais.

A filosofia da pedagogia Waldorf, baseada em ensinamentos de Rudolf Steiner tem tantas peculiaridades, que fica difícil enumerá-las em um só artigo. Mas talvez a que mais chame a atenção seja a maneira como lida com o desenvolvimento infantil.

E um dos maiores consensos entre professores Waldorf é que não existe uma criança que seja igual à outra. Primeiro porque cada uma vem de uma família, e têm um histórico único e particular, mas mesmo que venham da mesma barriga, duas crianças certamente serão diferentes em absolutamente tudo.

Por isso, cada um merece um olhar atento e diferenciado.

Numa época onde algumas escolas chamam os pais porque filhos são desatentos, ou tem ‘energia demais’, preocupando-os ao invés de acolhê-los, a escola Waldorf participa do processo, observando cada criança e suas características individuais, entendendo seus temperamentos e equilibrando-os na sala de aula. Direcionando a energia do colérico, colaborando para que o melancólico saia de seu universo particular, e trazendo o sanguíneo para a realidade enquanto o fleumático se diverte com os amigos.

Perceber o temperamento de cada criança é o primeiro passo para saber como lidar com ela.

Os quatro temperamentos

Fleumático : Sabe aquela criança que demora pra andar e falar, cuja mãe se preocupava demais acreditando que havia algum atraso no desenvolvimento?

Pode tratar-se de uma criança fleumática.

O fleumático geralmente é aquele que engatinha depois, anda mais tarde e demora pra falar, deixando os pais ansiosos.

Em contrapartida, um fleumático geralmente come muito bem e acaba ganhando formas mais arredondadas.

Os pais de uma criança com este temperamento devem saber esperar. Assim como um bom professor. Ela provavelmente deve gostar de brincar sozinha, mas é o tipo de temperamento que mais precisa de companhia de outras crianças.

Aos poucos, quando sentir o impulso de sair de sua casca, vai ganhando musculatura mais firme e ganhando interesse pelas coisas.

Sanguíneo:  Aquela criança saltitante que parece flutuar, não fixa a atenção em nada por muito tempo, é um bocado distraída e parece nunca se cansar certamente tem o temperamento sanguíneo.

Com a alma sempre vibrante, a criança sanguínea é daquelas que alguns dizem que ‘não consegue se concentrar em nada’ e parece aérea na maior parte do tempo. Mas essa é apenas uma característica. Não um defeito.

Um sanguineo numa escola onde o obriguem a se concentrar é uma verdadeira tortura. Ele simplesmente não consegue fazer isso. Ficará estressado e possivelmente doente.

Ao contrário da criança fleumática, a sanguínea prefere alimentos mais leves que não dificultem seus movimentos ininterruptos.

Colérico:  E aquela criança que quer fazer valer sua vontade? Se nega a obedecer e vence pela firmeza?

O pequeno colérico gosta de fazer as coisas sem ajuda dos adultos. É cheio de vontade, firme, e não sabe o que fazer com tanta energia. Por isso muitas vezes esperneiam, chutam e deixam os pais de cabelo em pé.

Na escola Waldorf, os professores tendem a domar crianças com esse temperamento contando histórias que incitem a coragem e ousadia. Para que usem essa energia de maneira adequada. Além disso, são incentivados a usarem a força e movimentos.

Melancólico:  Aquela criança mais introvertida, que vive escondida, brinca sozinha como ninguém e parece sentir o peso do mundo não é deprimida ou precisa de cuidados especiais. Ela é simplesmente de temperamento melancólico.

Esta criança é mais sensível que as outras e guarda todos os sentimentos para si, relembrando-os sem parar. Quando um adulto conquista sua confiança, ela sai da concha e se abre. Assim como qualquer outro temperamento, não é preciso corrigi-lo, mas evitar que entre em desequilíbrio extremo. Segundo Steiner, um adulto que conservasse sua melancolia teria tendência depressiva, assim como a energia do colérico deve ser direcionada para que não saia disparando pra todos os lados.

O melancólico gosta de cuidar. Isso faz com que seu sofrimento interno diminua. O temperamento melancólico é o extremo oposto do sanguíneo. A criança gosta de se isolar e criar um universo dentro de si.

Conheça a Pedagogia Waldorf – clique aqui

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3 comentários em “Meu filho pode ser diferente”

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