NATAL – TEMPO DE CONCILIAÇÃO E FRATERNIDADE


NATAL – TEMPO DE CONCILIAÇÃO E FRATERNIDADE

Leonardo Maia


Seríamos capazes de superar a intolerância e divergências e caminhar juntos em direção a um propósito maior comum: a dignificação de todos os seres humanos?


Num momento em que estamos permeados pelo Espírito Natalino, onde sobram votos de paz, respeito e fraternidade e um sentimento de amor se faz presente em muitas almas, faço a pergunta: quão verdadeiro é este impulso fraterno universal em seu coração?

Percebemos que nosso amor universal não é tão universal assim no momento em que aqueles que estão fora do meu espectro de tolerância e acolhimento despertam em meu ser sentimentos baixos e obscuros que surgem na mera divergência de opinião e ideológica.

Hoje, acredito que nosso maior desafio é percebemos o sentimento de perdão e compaixão para com aqueles que estão mergulhados no obscurantismo, nas correntes de mentiras que alimentam sentimentos de ódio e indiferença para com o próximo, que perderam suas forças do coração.

Estes são os pobres que mais precisam de nós, porque se tornaram pobres de Espírito. Isso não invalida a luta contra a violência, luta pela dignificação do outro ser humano, pelo respeito ao caminho individual, pela justiça social e etc… pois é essencial o despertar da consciência e auto-responsabilidade.

Porém, a mágoa se mostra superior a nossas capacidades de perdão e amor – na menor das discordâncias, é liberada toda uma torrente de sentimentos áridos que se mostravam represados em nossas almas. E meus julgamentos e condenações são incontestáveis e vorazes, mostrando quão frágil e sutil, até mesmo irreal, é minha capacidade de amor altruísta e fraterno.

Identificação e parcialidade se tornaram necessidade de minha autoafirmação e nessa fragilidade, forças adversas atuam para alimentar um embate constante contra tudo e contra todos que fogem do meu delimitado espectro ideológico, onde meu ego se aprisionou. O embate e intolerância se manifesta naquilo que não se expressa na satisfação da certeza do meu ego: o verdadeiro caminho que todos devem seguir, porque eu sei a verdade. Então a desarmonia se faz presente até mesmo entre aqueles que tem uma busca autêntica em prol da dignificação de todos os seres humanos.

Em verdade, eu amo apenas aqueles que me reafirmam. Sequer sou capaz de perceber a moralidade e mesmo a força do coração daqueles que fogem das minhas concepções, pois “Eu sou o Caminho e a Verdade.”

“O amor é superior à opinião. Se as pessoas se amam, as mais variadas opiniões podem ser conciliadas(…) esta é uma das tarefas mais importantes para a humanidade hoje e no futuro: que os homens aprendam a conviver e se entendam. Se essa comunhão humana não for alcançada, toda conversa sobre desenvolvimento oculto é vazia.” – Rudolf Steiner

Por Leonardo Maia


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Titular: Leonardo André Fonseca Maia




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