O Ego Inferior e a Relativização do Mal


O EGO INFERIOR E A RELATIVIZAÇÃO DO MAL

Leonardo Maia


A Verdade não é uma conveniência para satisfação do ego inferior: apenas aquilo que reafirma a minha luz, que enaltece e “dignifica” a minha imagem no mundo exterior.


Relativizar o mal para não assumir meus erros. Fechar os olhos e os ouvidos perante aquilo tudo que reflete a sombra do meu íntimo e das minhas escolhas. Só quero ouvir apenas aquilo que reafirma a minha luz, que enaltece e “dignifica” a minha imagem no mundo exterior: a prisão do ego inferior.

A exposição desses aspectos sombrios da alma individual gera profundo desconforto e dor que pode reverberar em agressividade, ódio e violência como mecanismos de defesa para evitar o confrontar da imagem sombria de nós mesmos. Porém a dor há de se tornar tão grande que nosso ego sucumbirá.

A consciência só se desenvolverá através da dor desse enfrentamento, e ele é inevitável: o falso mundo de ilusões que construímos a nossa volta desmoronará em nossa volta pouco a pouco até que não reste mais nada, tudo a seu tempo.

Porém se o tempo planetário exigir esse despertar interior individual, não mais teremos lugar aqui, a não ser que despertemos.

Nunca é tarde para aprender, nunca é tarde para perdoar a si e ao próximo… deixe que as forças do Amor revitalizem o coração individual e que possamos dar as mãos juntos pela sacramentação da dignificação do ser humano, como indivíduo e como humanidade. Sem exceções e sem relativizar o sofrimento alheio e o mal. A Verdade não é uma conveniência para satisfação do ego inferior.

por Leonardo Maia

Deixo o pequeno texto de Marcos Acosta Soler:

O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA ÉTICA

“Para se tornar um adulto “Maduro” supõe-se, por mais que nos doa, aceitar as nossas limitações. A nossa responsabilidade tem de se situar perante esta realidade íntima, se existir em nós uma vontade autêntica de servir o mundo.

Quando dizemos a palavra vergonha, na verdade, é quando acorda em nossa memória aquilo que fizemos e não gostamos do que vemos desde o olhar presente.

Este fato é o momento mais solene da nossa biografia, é quando acorda nossa consciência ética, e só então é quando eu posso “morrer” naquilo que me tem condicionado tanto tempo no meu crescimento para voltar a nascer hoje como um novo ser. Isto é possível neste tempo.

Aqui na prisão podemos encontrar esta experiência em muitos olhares dos internos que a habitam. E, sabem? Temos de servir esta ajuda para que possam curar essa ferida biográfica que também se encontra em cada um de nós.”


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