O PENSAR MAIS PRIMITIVO DO SER HUMANO


O PENSAR MAIS PRIMITIVO DO SER HUMANO

Leonardo Maia


“O pensar próprio sempre atua até onde minha consciência alcança, então muitas vezes flutua pela a superficialidade e por isso não percebe a moralidade por trás das questões e o próprio indivíduo.”


O pensar movido por simpatia e antipatia é um pensar egoísta, pois só tenho receptividade se você me reafirma ou se diz algo que me agrada senão nego, julgo, critico e deprecio não só o pensamento, mas também o indivíduo que o replica ou produz o pensamento. Este pensamento, muito comum hoje em dia, é impulsionado por reações de simpatia e antipatia, emoções, interesses e necessidades próprias, instintos, paixões, desejos (EGO).

Hoje a gente vive um ambiente que é muito permeado por este pensar mais primitivo do ser humano, o pensar movido por um emocional sem coesão ou por um racional frio e materialista, ambos impulsionados por reações de simpatia e antipatia que muitas vezes leva à decisões injustas e juízos incorretos na hora de formar considerações apropriadas de assuntos que não domina. Flutua pela a superficialidade por isso, muitas vezes, não percebe a moralidade por trás das questões.

Com relação à alma da sensação, sua superação ocorre na medida em que o homem se preocupa em transformar suas tendências amorais, seu egoísmo, seus baixos instintos, e consegue isso através de auto conhecimento e reconhecimento do outro – tanto no reflexo de seus mesmos defeitos quanto na busca autêntica do outro na superação de suas próprias dificuldades para elevação moral.

Com relação à alma do intelecto, o homem tem que superar a mentira, toda forma de medo, e a tendência para o materialismo através de decisões justas, juízos corretos, organizações socialmente justas, formar considerações apropriadas através do estudo de assuntos que não domina; desenvolver um conhecimento individual interno, um pensar vivo, orgânico, espiritual, do coração, capaz de superar o pensar frio e puramente racional: potencializar as forças do coração (Empatia, altruísmo e compaixão).

Todos somos permeados por essa astralidade já que estamos no processo de individuação e inseridos num contexto social, portanto identificamo-nos com as condutas e valores encorajados pelo meio no qual nos encontramos mas com as orientações emanadas do próprio EU – por isso é essencial honestidade intelectual, humildade e vontade para sobrepor as tendências inferiores da personalidade e do instinto.

Quanto menos auto-consciência mais tendência a ser conduzido por ideologias coletivas, identificação com arquétipos coletivos e comportamentos padronizados. Basta olhar para o lado e ver várias pessoas que tem um comportamento e uma ideologia igual ou muito parecida.

O pensar sempre atua até onde minha consciência alcança, então muitas vezes flutua pela a superficialidade e por isso não percebe a moralidade por trás das questões e o próprio indivíduo.

Nessas pessoas o ego tem que ser mais forte para voltar a percepção para si… tirando o foco do padrão coletivo e direcionando para a auto percepção, o caminho de individualização. O ego se guia por interesse próprio (para fortalecimento da percepção de individualidade).

A auto-consciência tem a capacidade de dissolver a força do ego e elevar o nosso pensar para a percepção do outro – caminho do egoísmo para o altruísmo.

Leonardo Maia


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