O poder das imagens

O poder das imagens

Sonia Ruella

Fonte: www.jardimdasamoras.com.br – clique e conheça

cavaleiro e o dragão

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“O educador é quem seleciona as imagens que são propícias ao desenvolvimento da criança, pois o Eu dela ainda não é capaz de pensar claramente nem de usar sua liberdade com consciência. Nossa preocupação é que ela interiorize as imagens do mundo valorizando a moral, a ética, o bem e a verdade. Por isso, usam-se tanto, no primeiro setênio, os contos de Fadas que descrevem simbolicamente os ciclos correspondentes aos ideais da evolução humana: crescimento, autodesenvolvimento e até mesmo morte e renascimento. Há verdades ocultas que as crianças reconhecem com o coração; por exemplo, não é necessária nenhuma interpretação intelectual para que elas entendam que a luta contra o dragão nada mais é que a luta entre o Bem e o Mal, ou que o caminho árduo percorrido pelo filho do Rei representa o caminho interior do homem em busca de seu Eu superior.”

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Quem estuda a Pedagogia Waldorf sabe que as imagens têm grande valor na educação das crianças; é, portanto, uma preocupação e um dever do educador escolher imagens adequadas à formação dos pequenos.

A imagem se forma dentro de nós, de modo análogo a um processo metabólico mental. Assim como digerimos os alimentos e os transformamos em parte de nós, também “digerimos” o mundo à nossa volta e o interiorizamos, tornando-o parte de nós.

Na criança pequena, inexperiente, seu corpo todo funciona como um “sensor” que capta tudo em volta, incapaz de selecionar o que assimilará para construir seu mundo interior. Esse universo interno, constituído de imagens, plasma seu desenvolvimento físico, emocional, intelectual e espiritual. Todo o processo de conhecimento do mundo e também nossos sentimentos são “tocados” pelo mundo de imagens.

O educador é quem seleciona as imagens que são propícias ao desenvolvimento da criança, pois o Eu dela ainda não é capaz de “pensar” claramente nem de usar sua liberdade com consciência.

Nossa preocupação é que ela interiorize as imagens do mundo valorizando a moral, a ética, o bem e a verdade. Por isso, usam-se tanto, no primeiro setênio, os contos de Fadas que descrevem simbolicamente os ciclos correspondentes aos ideais da evolução humana: crescimento, autodesenvolvimento e até mesmo morte e renascimento. Há verdades ocultas que as crianças reconhecem com o coração; por exemplo, não é necessária nenhuma interpretação intelectual para que elas entendam que a luta contra o dragão nada mais é que a luta entre o Bem e o Mal, ou que o caminho árduo percorrido pelo filho do Rei representa o caminho interior do homem em busca de seu Eu superior.

Além dos contos de fadas, o educador deve oferecer às crianças situações e ambientes que também falem de sentimentos bons e acolhedores, como uma tonalidade suave e firme, canções adequadas, cantinhos da sala arrumados para propiciar bem-estar e acolhimento e elementos que tragam a natureza para perto, como sementes, brinquedos em madeira, tecidos naturais, cera de abelha para modelagem e tintas com pigmentos naturais… Além do cuidado com esse mundo “externo”, é preciso lembrar que a criança percebe facilmente o mundo “interno” do adulto, pois seus sentidos estão totalmente abertos. Sabemos que ela imita tudo que está em volta, inclusive a postura interior do adulto. Por isso, o educador deve, sobretudo, ser digno de ser imitado, para que sua imagem seja boa, bela e verdadeira dentro do ser humano que queremos formar.

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