Cruzando o jardim

Cruzando o jardim…

Flávia Penido

cruzando o jardim

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

“Sair de casa para entrar na escola é uma transição do espaço privado para o espaço publico, do espaço seguro para espaço da exploração. Deve ser encarado como um desmame e como todos desmames que vivemos, deve ser feito de forma suave e com apoio das duas partes fazendo uma ponte segura, para que a criança vá por seus próprios meios internos. Que aquele ser vá por inteiro, caminhando com suas duas perninhas, como se o caminho interior fosse mais longo que o caminho exterior de casa para escola. A família passa tranquilidade e dá permissão para que a criança vá confiante, a escola aquece o laço seguro, enriquece a curiosidade, desperta o desejo pelos pares e por esse novo lugar. Esperando que a criança desça do colo e corra para o novo como se ganhasse asas e aprendesse a voar, cada criança terá seu ritmo e sua forma de cruzar esse jardim. Cada adulto cumpre seu papel de tornar a escola um novo quintal onde experimentar novas aprendizagens como um novo horizonte a explorar em toda sua potência, cada adulto busca não transformar os portões da escola em grades de uma prisão cuja única escolha da criança seria, sobreviver ou resistir.”
Conheça a Pedagogia Waldorf – clique aquilinha

Vc acha relevante a divulgação destes conteúdos? A Biblioteca está com dificuldades para continuar seu trabalho. Precisamos de ajuda:



Quero ajudar – clique aqui!!!

linha

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:

2 opiniões sobre “Cruzando o jardim”

  1. Pequenas marcas que crescem com a gente

    E o que eu estou fazendo aqui? Fita na cabeça e um aventalzinho branco com as iniciais da escola no bolso, no lado esquerdo. E uma lancheira quase sem nada. Um caderno, um lápis, nada mais. Primeiro dia na escola. Nada em comum. Minha casa não era assim. Um enorme galpão e crianças pulando, pulando sem parar. Não poderia aderir àquela alegria. Não tinha sido preparada para estar ali. E como fugir daquele casarão antigo, com janelas altas e portas pesadas? Chorei baixinho. Um sinal estridente, mais parecendo uma sirene, invadiu meu pequeno mundo e andei… seguindo uma fila imensa. Jamais soube como cheguei até a sala de aula. Foram minutos de ansiedade e medo. Experiências assim, marcam as crianças que saem um dia de suas casas e entram para uma outra, sem saber ao menos o que significa uma escola. Momentos assim não deveriam ocorrer na vida de nenhuma criança. Não é fácil enfrentar um novo e estranho mundo. E logo eu que acreditava em mundo encantado.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *