ONDE E QUANDO?


The Advent of Ahriman – parte 8:

ONDE E QUANDO?

Robert S. Mason

Tradução Livre: Leonardo Maia

Fonte: http://www.anthroposophie.net/Ahriman/ahriman_old.htm


“A organização social padroniza um tempo escasso para convivência com filhos e família, gerando um distanciamento (temos que ganhar a vida né?) e diminuindo os laços emocionais. Isso contextualiza um ambiente familiar de pouca troca anímica, onde a educação é parte do estado e as relações também tendem a ser padronizadas – cada um com seu papel pré estabelecido com pouquíssimas nuances de diferenciação. Pai, mãe, filhos: todos com condutas pré estabelecidas e julgados conforme sua atuação dentro de seu papel: seja pelo estado, pela igreja, pela sociedade, pelo próprio núcleo familiar e, por fim, por si próprio, que absorve tal influência de tal forma que condena a si mesmo ao não corresponder aos padrões estabelecidos. Isso é bem evidente hoje entre os chamados conservadores, principalmente os mais radicais e doutrinadores.”


Steiner diz que a encarnação ahrimânica acontecerá no Ocidente no Terceiro Milênio. Em sua nomenclatura “oeste” significa principalmente a Grã-Bretanha e a América de língua inglesa. Há amplas razões para suspeitar que o local destinado a este evento seja a América, pois o efeito do ambiente natural americano no corpo e na alma humana favorece especialmente as tendências ahrimanianas.

De acordo com as idéias de Steiner, cada uma das várias regiões da Terra tem um efeito único sobre o organismo humano. Na América, a influência ahrimânica é forte, subindo do centro da terra, carregada pelo eletromagnetismo. Isso fortalece a entidade conhecida pelo ocultismo como o “duplo etérico” humano ou “Doppelgänger”.

O Doppelgänger (duplo etérico) é um ser da alma ahrimaniano com inteligência e vontade, mas sem individualidade, sem ego espiritual, e tende a ligar a alma humana ao corpo, endurecendo o pensamento, o sentimento e a vontade humanos. Todos os seres humanos têm um Doppelgänger (duplo etérico) vivendo em seus nervos – eletricidade, infundindo em suas almas todo tipo de impulsos degradantes e deprimentes, além de instigar doenças internas. (A eletricidade é a sombra “sub-natural” e enrijecedora das forças da alma.)

As tendências ahrimânicas na América são bem conhecidas, mesmo para aqueles cuja percepção não é animada pelo conhecimento oculto; A cultura americana é famosa por sua violência e materialismo “fervente” e, mais recentemente, por sua degeneração e decadência.

Quanto ao momento exato em que a encarnação de Ahriman acontecerá, Steiner (até onde sei) não fornece um tempo preciso. Em pelo menos uma passagem, ele parece indicar o fim do terceiro milênio; em outros lugares, ele indica a parte inicial desse milênio.

Em muitos lugares, ele aponta para uma grande crise no final deste século, mesmo uma “Guerra de Todos contra Todos”, quando a humanidade pode muito bem “estar no túmulo da civilização”. De qualquer forma, parece altamente provável que um grande ataque ahrimânico – ou a encarnação do próprio Ahriman, ou o advento do “falso profeta” do Apocalipse, ou algum outro ataque – venha a ocorrer por volta de 1998 dC.

Para entender por que isso acontece, precisamos fazer alguns cálculos simples, com base no princípio oculto dos ritmos significativos da história. (Deixe o leitor cético ser um verdadeiro cético e suspenda o julgamento, e analise a discussão a seguir com uma mente aberta a possibilidades não suspeitas da mente materialista.)
Robert S. Mason

Atenção: Texto publicado em 1997 (3º ano do governo de 8 anos de Fernando Henrique Cardoso) em cima das colocações de Rudolf Steiner, falecido em 1925.

NOTA DE LEONARDO MAIA:

Pontos importantes a serem considerados:

Acho importante, para quem quer compreender melhor do que se trata exatamente o conteúdo, fazer a leitura das partes anteriores, mesmo alguém que seja cético e completamente materialista pode observar a atuação dessas forças como “efeito” – ou seja, poderá observar os efeitos, porém as causas/justificativas poderão ser buscada pela mente racional materialista, logicamente se alinhado a uma perspectiva de honestidade intelectual e sem fanatismos (um pequeno paradoxo: o fanatismo cético materialista).

Sobre os efeitos da influência ahrimânica na alma humana – endurecendo do pensamento, do sentimento e da vontade humanos, pode-se observar:

NO PENSAMENTO:

– Superficialidade e repetição do pensamento padronizado, com fraquíssima capacidade de reflexão e argumentação (até porque está replicando um pensamento externo proposto, ou seja, não está pensando por si).

– Educação baseada na memorização, mecanização e padronização: onde desde a juventude, somos “educados” (na verdade treinados) a memorizar e replicar uma quantidade gigantesca de conteúdos propostos como base de avaliação de desempenho para aprovação ou reprovação – independente da qualidade e veracidade de tais conteúdos/informações, mesmo que o aluno perceba uma inverdade, e aponte-a em suas avaliações, será reprovado. Isto durante toda a maturação do intelecto infantil e posteriormente. Isso gera padronização de pensamentos, estagnação e diminui o senso crítico.

– Jornadas de trabalho excessivas (até 12 horas), muitas delas mecanizadas e de uso nulo do pensar próprio, onde a força vital do indivíduo reverbera na manutenção do sistema atual social (ferramentas para o sistema) e, para si, na capitalização de seu esforço para autosustento. O que gera grande desgaste físico e mental e pouco tempo para atuação em si próprio, onde o indivíduo se torna passivo no pensamento, dando prioridade à família e seu pequeno círculo social, diversão (prazer sensorial – como comer, beber, sexo, conquistas de bens materiais e etc) e, também, absorção passiva de conteúdo midiático. Gerando alienação, passividade mental e egoísmo (em escala social e estrutural).

NO SENTIMENTO:

– Uma alma toca a outra: o contato com a vida, pessoas e histórias se torna cada vez menor. Estamos muito ocupados trabalhando para o nosso sustento e satisfação sensorial de nossos desejos que pouco sobra para as relações humanas, que tendem a ficar no pequeno círculo, com um tempo mínimo e muitas vezes vazio.

– A organização social padroniza um tempo escasso para convivência com filhos e família, gerando um distanciamento (temos que ganhar a vida né?) e diminuindo os laços emocionais. Isso contextualiza um ambiente familiar de pouca troca anímica, onde a educação é parte do estado e as relações também tendem a ser padronizadas – cada um com seu papel pré estabelecido com pouquíssimas nuances de diferenciação. Pai, mãe, filhos: todos com condutas pré estabelecidas e julgados conforme sua atuação dentro de seu papel: seja pelo estado, pela igreja, pela sociedade, pelo próprio núcleo familiar e, por fim, por si próprio, que absorve tal influência de tal forma que condena a si mesmo ao não corresponder aos padrões estabelecidos. Isso é bem evidente hoje entre os chamados conservadores, principalmente os mais radicais e doutrinadores.

– O medo e violência propagada pela mídia e, também, praticado pela própria pela própria sociedade gera uma tendência a diminuição das relações humanas num âmbito mais amplo. O medo de sair e ser agredido, assaltado, enganado e etc diminui a confiança no próximo gerando um receio e até antipatia. Isso tem impacto direto nas relações humanas e no sentir individual – enfraquece as forças do coração, gerando um volume enorme de pessoas sem empatia.

– A vida contemporânea, aprisiona em pequenas espaços e gera pouca interação com os ambientes vivos (principalmente natureza e contato humano). Gerações vivendo em casas ou apartamentos frios, pequenos, conectados a uma TV e agora aos celulares – absorvendo as informações e com a interação fria e distante da tecnologia (sem contato anímico real), também tem efeito direto nas forças do coração e empobrecimento da vida sensorial. O que reflete na atual geração que destila ódio e agressividade nas redes sociais e também no vazio de relacionamentos cibernéticos, onde as relações muitas vezes são mecânicas e frias, sem contato anímico real, pouco ou nenhum interesse pela história e busca do outro, apenas uma válvula de escape dos instintos primitivos alimentados pela própria mídia e redes.

NA VONTADE:

A passividade do pensar, do sentir (que se tornou frio, com pouca trocas anímicas e escasso de impressões sensoriais) e ação e rotinas mecanizadas, com pouco estímulo no âmbito do propósito e busca essencial do indivíduo (autodesenvolvimento), gera uma distanciamento do EU e enfraquece a Vontade, que se torna veículo do próprio duplo etérico e acaba sendo direcionada externamente e instintivamente, seja por instintos inferiores, desejos ou impulsos astrais coletivos, ou seja subjugada.

É também interessante notar que a “Guerra de todos contra todos” alertada por Steiner, com grande ênfase, como um processo crucial para toda a evolução humana tem grande similaridade com o atual processo que vivemos hoje. A data de 1998 tem grande importância e pode ser vinculada ao processo de globalização da internet, seguida posteriormente pela introdução dos smartphones e advento das redes sociais. Assim é disseminada, numa escala global, informações que tendem a ser absorvidas pelo intelecto passivo, independentes de serem verdade (vide fake news) e gerando uma desarmonia e agressividade entre as pessoas – aliada a falta de empatia, o que gera violência e ódio cegos, alimentados por ideologias separatistas e dogmáticas.

Leonardo Maia

CONTINUA PARTE 8 em breve: “Quando e onde?”

Link para a parte 1:

ESPÍRITO E ALMA

Link para a parte 2:

Seres espirituais e evolução terrena

Link para a parte 3:

SERES ESPIRITUAIS: LÚCIFER E AHRIMAN

Link para a parte 4:

AHRIMAN NOS TEMPOS MODERNOS

Link para a parte 5:

A Degradação da Linguagem

Link para a parte 6:

Ahriman na cultura

Link para a parte 7:

O BEM E O MAL


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