OS DOZE SENTIDOS


OS DOZE SENTIDOS

Compilação


Uma das contribuições da Antroposofia reside na ampliação dos sentidos de que o homem dispõe para doze, embora, habitualmente, se fale apenas dos cinco sentidos: toque, olfato, paladar, visão e audição.


OS SENTIDOS BÁSICOS (INTERNOS) – Volitivos

O SENTIDO DO TATO – o sentido do tato dá-nos a noção de nós próprios, contrariamente ao que possamos pensar o tato não nos informa sobre o mundo mas apenas sobre os nossos limites até onde sou EU. Segundo Rudolf Steiner, através do sentido do TATO se produzem modificações em nós mediante o objeto/ser que entramos em contato, além de permitir-nos a sensação da presença Divina.

O SENTIDO DA VIDA – dá-nos a sensação de estarmos no corpo, fazemos parte dele, recebemos informação sobre o estado do corpo – bem estar, mal estar através do sistema nervoso simpático e parassimpático recebemos a sensação do estado atual do nosso corpo. Com o sentido do tato sentimos as fronteiras do nosso corpo físico, o sentido da vida informa-nos sobre o estado dos processos metabólicos que formam nosso corpo vivo, algo que está em constante vir a ser.

O SENTIDO DO MOVIMENTO – temos a sensação do nosso movimento, normalmente só temos “consciência” de um movimento após o termos efetuado, na verdade o movimento baseia-se no nosso músculo que necessita contrair certas zonas e descontrair outras para que o movimento nasça , é a noção do estado da nossa musculatura que nos é transmitido pelo sentido do movimento. Como imagem; a imagem da orquestra e do que se passa entre os vários naipes e o solista. * Para Rudolf Steiner o sentido do movimento transmite-nos a sensação de liberdade – o pássaro em nós.*

O SENTIDO DO EQUILÍBRIO – é o sentido que tem um órgão especial que são os canais semicirculares no nosso ouvido interno , permite que ao movermo-nos de um lado para o outro não deixemos para trás o que vive no corpo. Quando me desloco carrego comigo o meu corpo – a sensação de paz interna é-me conferida pelo sentido de equilíbrio. O sentido do equilíbrio traz-nos a percepção do nosso corpo no espaço.

OS SENTIDOS MÉDIOS (EXTERIORES) – Sentimentos

O OLFATO – o cheiro é-nos veiculado pelo elemento ar, eu cheiro porque o ar carrega substâncias que atuam sobre o nariz, existem mais de 4000 odores. Por exemplo: O olfato transporta-nos para memórias de infância. O que nós pensamos, o animal cheira. O cão diferencia o mundo à sua volta através do olfato.

O PALADAR – o gosto revela-nos as características das substâncias na medida em que elas estão dissolvidas na água. Existem 4 tipos de sabores que, no fundo, encontramos em todas as substâncias vivas – o salgado, o amargo, o ácido e o doce. Estes 4 sabores estão presentes no mundo vegetal e também no mundo dos órgãos; o amargo do fel, o doce do sangue, o ácido no estômago.

A VISÃO – trata-se de um sentido complexo, mas no fundo o que a visão nos permite é a percepção das cores, mas nos olhos acabamos encontrando elementos de todos os sentidos inferiores, o tato, a vida, o equilíbrio, o movimento. A visão eleva de certo modo os 4 sentidos inferiores e ao fazê-lo permite ao Eu entrar em contato com a luz do mundo.

O SENTIDO TÉRMICO – o calor é uma substância em si, através do calor mantemos em equilíbrio o nosso mundo interno e assim permitimos à nossa organização do Eu viver. O sentido calórico não nos diz nada sobre a temperatura exterior mas sim sobre o equilíbrio entre o calor interno e externo.

OS SENTIDOS SUPERIORES – Cognitivos

Nos Sentidos Superiores entramos numa área especificamente humana onde todos nós encontramos, onde todos somos uma irmandade.

Como humano queremos salientar o estado evolutivo da humanidade que se destaca dos demais reinos da natureza, apesar de ser pertencente a todos eles, o mundo físico, o mundo vegetal e o mundo animal.

O SENTIDO DA AUDIÇÃO – pela audição percebemos que cada elemento da natureza possui o seu próprio tom, revelando a sua íntima natureza. Um metal soa diferente de um pedaço de madeira, assim como a voz humana se diferencia do som emitido por um pássaro. Entramos em contato com a íntima essência de cada ser.

O SENTIDO DA PALAVRA – pela Palavra percebemos a concreta essência conceitual do pensamento humano.

O SENTIDO DO PENSAR – pelo sentido do pensar percebemos o pensar do outro e o nosso próprio pensar, o que nos permite sentir o Homem como um ser dotado da qualidade de formar conceitos a respeito do que no exterior vive e vivenciar os conceitos da sua própria existência.

O SENTIDO DO EU – o sentido do Eu, nos possibilita sentir-nos unos com outro ser, passando a senti-lo como a nós mesmos. A possibilidade de nos percebermos como seres Humanos, verdadeiros, reais e espirituais, capazes de criar e de co-criar sem perder o conceito de sermos humanos. Permite-nos perceber o outro em toda a sua integridade.

Vale uma observação importante do sentido do EU – nos possibilita sentir-nos unos com outro ser, passando a senti-lo como a nós mesmos – que será uma característica da humanidade superior da encarnação planetária de Júpiter. A possibilidade de nos percebermos como seres Humanos, verdadeiros, reais e espirituais. Perceba que o EU enfraquecido se torna capaz de se tornar indiferente com o outro, dificultando o sentimento de sacralidade da vida e podendo culminar na completa perda do sentido humanitário – algo cada vez mais comum hoje.


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Titular: Leonardo André Fonseca Maia




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