A criança rica e a criança pobre em fantasia


A CRIANÇA RICA E A CRIANÇA POBRE EM FANTASIA

Fonte: www.waldorfflautamagica.org.br


Rudolf Steiner incentivava as crianças a cantarem e tocarem na mesma aula, de modo a alternarem o tocar e o ouvir a música.


As crianças pobres em fantasia são aquelas que têm dificuldade de chamar imagens e ideias à mente. Ao passo que as ricas em fantasia são crianças que têm o problema de se fixar em algo, uma vez que entrou em sua consciência.

A criança rica em fantasia deve ser entendida aqui no sentido mais amplo como o de se fixar no conteúdo do pensamento e da consciência, também como na lembrança e na memória.

A autoconsciência depende em grande medida, das experiências e memórias, e se essas podem ser conscientemente tratadas.

A saúde emocional da criança depende de conseguirmos criar as bases para uma experiência saudável do eu e da autoconsciência. Esta é a tarefa para o tratamento destes dois tipos de crianças.

A criança rica em fantasia não se fixa às ideias e imagens, pois está em uma situação em que mais forças de crescimento são liberadas do que as que ela consegue lidar.

Quando o professor diz algo, a criança rica em fantasia fica a pensar nisso até o fim da aula e não está mais aberta a qualquer outra coisa durante a aula. Em vez da integração, temos a manifestação de um isolamento e fixação. Ou a situação oposta, onde o professor diz alguma coisa, e entra por um ouvido e sai pelo outro.

No caso da criança pobre em fantasia, o professor deve concentrar todo o seu amor e atenção em ajudar a criança a aprender e a fazer uso de seus sentidos. Atividades que estimulam os sentidos e trazem vida ao pensamento, assim a criança pobre em fantasia consegue recuperar suas ideias e imagens.

Rudolf Steiner incentiva as crianças a cantarem e tocarem na mesma aula, de modo a alternarem o tocar e o ouvir a música.

As crianças ricas em fantasia devem tocar uma música e as pobres em fantasia devem ouvir, alternando.

A euritmia desempenha um papel especial no tratamento destes dois tipos de crianças.

Em vários estágios da aula são as crianças capazes de compreender as coisas e depois deixá-los ir? Ou elas ficam presas em certas coisas?

Um processo de respiração deve ser introduzido, momentos que se concentram e outros que liberam, de modo que criamos a possibilidade de se abrirem para algo novo, trazendo um novo equilíbrio.

Se movimentar é um remédio para as crianças. Devemos levá-las a realizarem trabalhos aonde elas possam se movimentar. A música e o canto trazem movimento.

Quando se tem medo e insegurança, algumas pessoas começam a cantar, e com isso se sentem livres. Cantar pode ser de grande ajuda para a criança rica em fantasia, pois seu corpo inteiro é permeado com as vibrações da própria atividade, permitindo que as ideias em sua mente fluam sem obstruções.


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A noite escura da alma


A NOITE ESCURA DA ALMA

Tatiane Terres – Arteterapeuta

Fonte: Arteterapia Florianópolis no Facebook


A noite escura da alma é caracterizada por um período onde nos sentimos no “vácuo”, sozinhos e sem saída, muitas vezes, nos sentimos injustiçados, punidos, abandonados, com grandes incertezas, conflitos, preocupações, e perdas. Tais circunstâncias, nos levam a rever profundamente nossas vidas, e se faz necessário desvanecer as ilusões do ego, que tende a se vitimizar e culpabilizar pessoas e situações por suas desventuras, para que ele alcance níveis mais elevados de consciência, identificando as raízes profundas das quais se origina o mal que o atinge, somente desta forma a transformação e o fortalecimento do ego acontecem, é nesse processo de transformação que nascem Éter e Hemera (a Luz celestial e o Dia). 


A autora Jamie Sams conta-nos que os nativos norte-americanos consideram a noite escura da alma como um rito de passagem que fortalece a natureza guerreira do nosso espírito e nos leva de volta à nossa essência espiritual. Para compreender a expressão, buscamos analisar na mitologia grega seus significados nas figuras arquetípicas dos deuses.

Érebo, a personificação das trevas e da escuridão, e Nix, a personificação da noite, nasceram de partes do Deus Caos. Érebo “tem seus domínios demarcados por seus mantos escuros e sem vida, predominando sobre as regiões do espaço conhecidas como ‘vácuo’ logo acima dos mantos noturnos de sua irmã Nix”. Da união de Érebo e Nix nasceram dois deuses primordiais: o Éter (a Luz celestial) e Hemera (o Dia). .

Assim como a personificação de Érebo, a noite escura da alma é caracterizada por um período onde nos sentimos no “vácuo”, sozinhos e sem saída, muitas vezes, nos sentimos injustiçados, punidos, abandonados, com grandes incertezas, conflitos, preocupações, e perdas. Tais circunstâncias, nos levam a rever profundamente nossas vidas, e se faz necessário desvanecer as ilusões do ego, que tende a se vitimizar e culpabilizar pessoas e situações por suas desventuras, para que ele alcance níveis mais elevados de consciência, identificando as raízes profundas das quais se origina o mal que o atinge, somente desta forma a transformação e o fortalecimento do ego acontecem, é nesse processo de transformação que nascem Éter e Hemera (a Luz celestial e o Dia). .

Na leitura psíquica, podemos chamar a noite escura de inconsciente, onde é possível mergulhar e encontrar nossas sombras e demônios internos; a luz é a consciência, onde o ego toma consciência de seus conteúdos. Para Jung, “Aqueles que não aprendem nada sobre os fatos desagradáveis de suas vidas, forçam a consciência cósmica que os reproduza tantas vezes quanto seja necessário, para aprender o que ensina o drama do que aconteceu”. Dessa forma, a noite escura da alma surge como elemento necessário para o desenvolvimento da consciência e transformação dos padrões prejudiciais a nossa vida.

Tatiane Terres – Arteterapeuta


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ESTAMOS SOFRENDO UM BOICOTE DEVIDO AO TEXTO:

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O mundo espiritual e a mente intelectual moderna


O MUNDO ESPIRITUAL E A MENTE INTELECTUAL MODERNA

Rudolf Steiner

Fonte: Rudolf Steiner Quotes

Tradução: Leonardo Maia


Tudo o que se desenvolve como a vida intelectual sem ser absorvida pelo calor da alma, sem ser acelerada pelo entusiasmo, favorece diretamente as forças de Ahriman dentro de seus corações. O medo embalando as pessoas… 


Você não vê o número crescente de pessoas que, no momento presente, não querem qualquer ciência espiritual, nenhum conhecimento do espiritual?

Você não vê quão numerosos são as pessoas que as velhas forças da religião não dão qualquer estímulo interior? Religiosidade é uma questão de completa indiferença a um grande número de seres humanos hoje. Os antigos impulsos religiosos não significam nada para eles.

Eles não vão pensar sobre o que pode fluir em nossa civilização como uma nova vida espiritual. Eles resistem, rejeitam, considerám-la como a loucura, como algo inconveniente. Eles não se permitirão a ter qualquer coisa a ver com isso.

Mas, os seres humanos, tal como nós vivemos na Terra, somos realmente uma unidade. Nossa natureza espiritual não pode ser separada da nossa natureza física. Ambas trabalham juntas como uma unidade entre o nascimento e a morte. E mesmo se os humanos não percebam o espiritual através de suas faculdades da alma, o espiritual, sem embargo, se faz efetivo.

O mundo espiritual está fluindo em torno de nós. Ele está fluindo em nossa evolução terrestre. O espiritual existe realmente, só que as pessoas não estão dispostos a recebê-lo.

Mas mesmo se eles não aceitam o espiritual, ele existe! Paradoxalmente, porque muito do que é verdadeiro parece paradoxal para a mente moderna, aqueles que rejeitam o espiritual, atuam de forma inconscientemente perantes estas forças. Este é o segredo dessa marcha para o materialismo.

Isto deve vir ao conhecimento daqueles que admitem o fato de que, no futuro, as pessoas vão receber conhecimento espiritual consciente ou consumirão o espírito inconscientemente, e o entregarão nas mãos das potências luciféricas.

Certamente, as pessoas de nossos dias também têm uma vida espiritual, mas é puramente intelectual, sem relação com o mundo espiritual. Esta vida puramente intelectual é cada vez mais generalizada. No começo teve grande efeito principalmente nas ciências, mas agora também está levando a todos os tipos de maldades na vida social. Qual é o caráter essencial desta vida intelectual?

Qual a verdadeira relação dessa vida intelectual com os verdadeiros interesses dos seres humanos? Eu pergunto: Quantos professores você vê hoje, entrando e saindo das instituições de ensino superior e inferior, sem trazer qualquer entusiasmo interior para prosseguir a sua ciência, mas apenas como um meio de subsistência? Nesses casos, o interesse da alma não está diretamente relacionada com o exercício efetivo. O mesmo acontece mesmo na escola. Pense o quanto é aprendido nas várias fases da vida sem qualquer entusiasmo ou interesse real. No que está se tornando a vida intelectual externo para muitas pessoas dedicadas a ela? E quantos hoje são aqueles que são forçados a produzir uma massa de material intelectual que é então abandonada em bibliotecas ou apenas para conseguir diplomas…

Tudo o que se desenvolve como a vida intelectual sem ser absorvida pelo calor da alma, sem ser acelerada pelo entusiasmo, favorece diretamente as forças de Ahriman dentro de seus corações. O medo embalando as pessoas…

Rudolf Steiner


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A Crônica de Akasha


A CRÔNICA DE AKASHA

Rudolf Steiner – GA 95 – At the Gates of Spiritual Science

Tradução para o português: Leonardo Maia


A Crônica do Akasha retrata uma imagem verdadeira do que aconteceu e o que os seres conscientes experimentaram inclusive em suas intenções, pensamentos e imaginação. O Akasha está vivo, porém as imagem não representam as individualidades, mas sim, suas representações vivas e conscientes no tempo definido… 


A Crônica do Akasha

Tudo o que uma pessoa fez e realizou está registrado naquele livro imperecível da história, mesmo que não haja menção a isso em nossos livros de história. Podemos experimentar lá tudo o que já foi feito na Terra por seres conscientes. Suponha que o vidente queira saber algo sobre César: ele tomará um pequeno incidente da história como ponto de partida para se concentrar. Isso ele faz “no espírito”; e então ao redor dele aparecem imagens de tudo o que César fez e de tudo que aconteceu ao redor dele – como ele liderou suas legiões, lutou em suas batalhas, conquistou suas vitórias.

Tudo isso acontece de maneira notável: o vidente não vê um roteiro abstrato; tudo passa diante dele em silhuetas e imagens, e o que ele vê não é o que realmente aconteceu no espaço; é algo bem diferente. Quando César obteve uma de suas vitórias, ele estava obviamente pensando; e tudo o que aconteceu ao redor entrou em seus pensamentos; todo movimento de um exército existe em pensamento. A Crônica do Akasha, portanto, mostra suas intenções, tudo o que ele pensava e imaginava enquanto liderava suas legiões; e seus pensamentos também são mostrados. É uma imagem verdadeira do que aconteceu e o que os seres conscientes experimentaram está representado ali. (As plantas, é claro, não podem ser vistas). Portanto, o Iniciado pode ler toda a história passada da humanidade – mas ele deve primeiro aprender como fazê-lo.

Estas imagens de Akasha falam uma linguagem confusa, porque o Akasha está vivo. A imagem Akáshica de César não deve ser comparada com a individualidade de César, que pode já ter sido reencarnada novamente. Esse tipo de confusão pode surgir facilmente se tivermos acesso às imagens do Akasha por meios externos. Por isso, muitas vezes desempenham um papel nas sessões espíritas. O espiritualista imagina que ele está vendo um homem que morreu, quando na verdade é apenas sua imagem de Akasha. Assim, uma imagem de Goethe pode aparecer como era em 1796 e, se não formos devidamente informados, podemos confundir essa imagem com a individualidade de Goethe. É ainda mais desconcertante porque a imagem está viva e responde a perguntas, e as respostas não são apenas as dadas no passado, mas novas. Não são repetições de qualquer coisa que Goethe tenha dito, mas respostas que ele poderia ter dado. É até possível que esta imagem Akasha de Goethe possa escrever um poema no estilo próprio de Goethe. As imagens de Akasha são reais, imagens vivas. Por mais estranho que pareça, esses fatos são, no entanto, fatos.

Rudolf Steiner – GA 95 – At the Gates of Spiritual Science: LECTURE TWO: THE THREE WORLDS – Stuttgart, 23rd August, 1906


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A oitava esfera: o apego ao ego e aos prazeres sensoriais


A OITAVA ESFERA: O APEGO AO EGO E AOS PRAZERES SENSORIAIS

Rudolf Steiner, bases do esoterismo, GA 93

Fonte: Astrosofía Argentina no Facebook

Tradução: Leonardo Maia


Quando um ser humano dá uso à sua vida na Terra com o único propósito de dar satisfação a si mesmo, na única experiência de intensificar o seu próprio ego egoísta, esta atitude leva-o, no Devacán, ao estado de Avitchi. Eventualmente, todos os homens Avitchi passam a ser habitantes da 8 ª esfera. O resto dos seres humanos habitarão a corrente da evolução contínua. Foi a partir deste conceito que as religiões formaram a doutrina do inferno.


Um ser pode apegar-se àquilo que deve ser deixado para trás como resíduo. Algo da terra será descartado e está destinado a tornar-se o que é hoje a lua. Isto deve ser superado pelo homem.

Mas alguém pode estar ligado a isto e unir-se. Uma pessoa que está muito ligada aos prazeres sensoriais, aos baixos instintos, se envolve muito mais poderosamente com o que se converterá em resíduo. Isto acontecerá quando o número 666 for cumprido, o número da besta. Então terá chegado o momento em que a Terra seja desviada da sua evolução planetária.

Se, de alguma forma, o homem se envolveu demasiado com as forças dos sentidos que agora se retiram, se se envolveu demasiado com elas e não encontrou o modo de se envolver com aquilo que terá uma continuação na próxima etapa, irá desviar-se junto com os resíduos e se tornará um habitante do mesmo, tal como aconteceu com os habitantes da Lua Atual.

Aqui temos o conceito da 8 ª esfera. A humanidade tem de passar por sete esferas. As sete evoluções planetárias correspondem aos sete corpos:

Antigo Saturno – corpo físico
Antigo sol – corpo etérico
Antiga Lua – corpo astral
Terra – ego
Futuro Júpiter – manas
Futura Vênus – budhi
Futuro Vulcano – Atma

Além disso, temos uma oitava etapa, na qual se reúne tudo aquilo que não pode estabelecer nenhuma ligação com a evolução contínua. Quando um ser humano dá uso à sua vida na Terra com o único propósito de dar satisfação a si mesmo, na única experiência de intensificar o seu próprio ego egoísta, esta atitude leva-o, no Devacán, ao estado de Avitchi. Eventualmente, todos os homens Avitchi passam a ser habitantes da 8 ª esfera. O resto dos seres humanos habitarão a corrente da evolução contínua. Foi a partir deste conceito que as religiões formaram a doutrina do inferno.”

Rudolf Steiner, bases do esoterismo, GA 93


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Humanidade Universal


HUMANIDADE UNIVERSAL

Rudolf Steiner – A Ciência Oculta

Fonte: Antroposofìa, pedagogìa waldorf, pedagogìa curativa


O Homem Ideal, representado pela Consciência Crística, está além de todas as tendências separatistas, busca a fraternidade universal. Possui o sentimento que essência humana mais profunda tem a mesma origem em todos, além dos interesses separatistas e genéricos.


Descrevemos as condições sob as quais a evolução da humanidade estava sujeita, desde o repovoamento da Terra durante o período lemurico. Vimos como a natureza anímica humana teve suas fontes em vários seres que, vindos de outros mundos, incorporaram os descendentes de antigos lêmures. A variedade racial é devido a isso. Quando as almas reencarnaram, manifestaram-se todos os tipos de interesses resultantes dos seus karmas. Enquanto isso acontecesse, o ideal de uma “humanidade universal” não poderia existir. O ponto de partida da humanidade foi a união, mas a evolução terrestre levou à diversidade.

Na figura de Cristo vivem as forças do sublime Ser Solar, e nessas forças é que cada eu humano encontrará sua origem e seu suporte … Quando o homem começou a entender – em princípio apenas mentalmente – que em Jesus Cristo se manifesta o Homem Ideal, além de todas as tendências separatistas, o cristianismo tornou-se o ideal de uma fraternidade universal. Surgiu o sentimento de que a essência humana mais profunda tem a mesma origem em todos, além dos interesses separatistas e genéricos.

Rudolf Steiner – A Ciência Oculta


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O que te representa?


O QUE TE REPRESENTA?

Leonardo Maia


Compaixão, altruísmo, respeito e amor ao próximo: estes são os sentimentos que deveriam estar profundamente alicerçados no coração daqueles que possuem alguma representação governamental… Quais valores permeiam suas escolhas de representatividade?


Compaixão, altruísmo, respeito e amor ao próximo: estes são os sentimentos que deveriam estar profundamente alicerçados no coração daqueles que possuem alguma representação governamental… Quais valores permeiam suas escolhas de representatividade?

Todas as nossas escolhas refletem diretamente em nossa alma, e seu aspecto moral permeará nossas atitudes e formação de nosso caráter, independente da intelectualidade.

Na essência da questão, a escolha é o que justifica suas crenças já cristalizadas, e que oferece representação para o seu amor ou ódio, cuidado ou violência, compaixão ou indiferença. E ela é uma escolha particular, individual e, por se tratar de ordem moral, jamais pode ser justificada no outro ou no tempo.

Portanto, não justifique o bem ou o mal que te representa, apenas assuma o caráter anímico do que carrega dentro de si como verdade, é o que pede a Era da Consciência. O discurso intelectualizado de nada vale se não é permeado pela verdade interior, o mesmo vale para a autoafirmação.

Em essência acredito que deveríamos escolher a consciência, noção de respeito e amor ao próximo, liberdade e dignidade. Optar por representantes que se perguntem: como posso criar um ambiente propício para que essas qualidades floresçam no coração humano?

Leonardo Maia


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Quem eu sou deixa marcas no caminho


QUEM EU SOU DEIXA MARCAS NO CAMINHO

Tatiane Terres – Arteterapeuta

Fonte: Arteterapia Florianópolis no Facebook


“É no caminhar da autodescoberta que nos tornamos cada vez mais singulares e autênticos, sem medo de destoar da grande massa, porque em essência somos raros, e somos o que temos de melhor a oferecer ao mundo e deixar nossa marca.”

Tatiane Terres


Vivemos em uma sociedade massificada, onde as tendências de comportamento e padronização levam ao distanciamento da nossa originalidade. Não são apenas regras, que visam à adequação, à boa convivência social, essas, quando baseadas em valores, nos levam à empatia e respeito ao próximo, sem nenhum prejuízo à nossa raridade enquanto indivíduos.

Segundo Jung: “Quanto maior for a carga da consciência coletiva, tanto mais o eu perde sua consciência prática. É, por assim dizer, sugado pelas opiniões e tendências da consciência coletiva, e o resultado disto é o homem massificado, a eterna vítima de qualquer ‘ismo’”. Nossa busca e nossa evolução, em um processo descrito por Jung como “individuação”, pede que nós nos desvencilhemos das tendências coletivas que descaracterizam nossa singularidade.

Muitas pessoas chegam à terapia com a autoestima minada, elas acreditam que não são o que deveriam ser, porque não correspondem a um modelo culturalmente elegido como certo. Enquanto o ego tenta se ajustar para ganhar aprovação alheia, a alma se encolhe deixando de mostrar suas potencialidades e o que de melhor tem a oferecer ao mundo.

O que somos deixa marcas no caminho daqueles que encontramos em nossa jornada. Quando encontramos alguém verdadeiramente autêntico, sentimos uma espécie de encantamento e admiração. É como se a nossa alma reconhecesse que esse ser genuíno está em plena conexão com o self, o si mesmo. Uma espécie de nostalgia nos invade, como se quiséssemos voltar para casa. E nos perdemos quando tentamos ser o outro, ao invés de partir em busca de nós mesmos.

A ARTETERAPIA E A AUTODESCOBERTA

Quando iniciamos um processo arteterapêutico, nos abrimos para a autoexpressão, sem um julgamento estético, afinamos nossa escuta com a linguagem simbólica, nosso inconsciente se revela em infinitas formas: em colagens, linhas, bordados, pinturas, modelagens. Vamos revelando nossa biografia para integrar à consciência aspectos desconhecidos de nós mesmos, que nos fazem repetir padrões que não são saudáveis para o nosso desenvolvimento.

A arte é um potente motor que nos leva a uma conexão imediata. É no caminhar da autodescoberta que nos tornamos cada vez mais singulares e autênticos, sem medo de destoar da grande massa, porque em essência somos raros, e somos o que temos de melhor a oferecer ao mundo e deixar nossa marca.

Tatiane Terres


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A Importância do Sono e a Pedagogia


A IMPORTÂNCIA DO SONO E A PEDAGOGIA

Dr. Derblai R. Sebben


O agir com metas, um fazer que vá até o fim e que tem significado propicia uma boa noite de sono e, quando dormimos sonhamos; sonhamos com nossos ideais, com aquilo que queremos dispor para a humanidade.


Dormir, em termos práticos, é parar de pensar. Se o pensamento não cessa, não dormimos. Porém é necessário pensarmos corretamente durante o dia para podermos dormir bem. Um pensamento confuso, desordenado, que não se percebe a si próprio é causa de insônia.

Na pedagogia Waldorf se ensina a pensar concretamente, e consequentemente “ensina a dormir”.

Para dormir bem é necessário se sentir bem. Se passarmos um dia, ou um período, nos sentindo muito inseguros, ou com medo, também temos dificuldade de manter o sono.

Numa didática, como a proposta por Rudolf Steiner, todo o ensino se faz de modo artístico e com isso nutre o sentir, e também contribui com o sono.

O agir com metas, um fazer que vá até o fim e que tem significado propicia uma boa noite de sono.

Os alunos Waldorf se empenham em fazer belos cadernos, participam de aulas de trabalhos manuais e muitas outras atividades que, com certeza, ajudam a aprofundar o sono.

Ao estudarmos a fisiologia do sono identificamos dois pólos: o estágio do sono profundo e o sono REM (sono com sonhos); e há a passagem de um estágio para o outro.

Há uma série de experimentos que mostram como o sono REM está relacionado diretamente com o aprendizado e consolidação da memória. No sono profundo ocorre a liberação do hormônio do crescimento (GH) o que mostra sua relação com o metabolismo. Maratonistas no dia seguinte a maratona dormem mais tempo nesse sono profundo.

Por isso se faço exercícios físicos ou se atuo com sentido, estimulo o sono profundo.

Ao aprender, ao adquirir novos conhecimentos, possibilito que o sono REM seja mais denso nas noites subsequentes.

Ao cuidar do sentir a noite ganha o necessário movimento rítmico e passa de uma fase do sono a outra, e não se acorda de hora em hora.

Rudolf Steiner, 1919, falou aos professores que uma de suas tarefas era ensinar os alunos a dormir. Agora podemos entender o que isso significa. Quando um adulto não dorme bem o seu dia seguinte pode ficar comprometido. O raciocínio fica lento, não tem paciência para ouvir explicações e assim por diante. Se dormirmos mal nos sentimos mal, pode surgir sensações incômodas no corpo. E pode surgir a procrastinação, pois ficamos sem vontade de fazer as coisas.

Uma criança ou adolescente que dorme mal fica agitado. Parece (mas, não é) que está cheio de energia. Na realidade está confuso e nem ouve o que os adultos falam (déficit de atenção). Vemos que uma criança ou adolescente que dorme mal está incomodado.

Podemos dizer que está “doente”. Como a criança e o adolescente estão em desenvolvimento podem surgir consequências orgânicas devido à falta de sono ou do sono sem qualidade: queda da imunidade, a criança pega mais resfriados; como durante o sono noturno se libera o hormônio do crescimento a estatura pode ficar mais baixa do que o esperado.

E a meu ver a consequência mais grave da privação de sono é a questão social.

Rudolf Steiner fala que o bom sono é decisivo para o bom relacionamento entre as pessoas. Quando dormimos sonhamos; sonhamos com nossos ideais, com aquilo que queremos dispor para a humanidade.

Durante o sono bebo da fonte, dos arquétipos – daquilo que me faz humano. Quando durmo e acordo refeito, sei do que se trata. Acordo “novo” para o novo dia.

Os adolescentes são os que mais sofrem com a privação de sono; as horas passadas diante do computador ou do vídeo game impedem o sono restaurador. Se não dormem bem, não acordam bem e aí o comportamento, a convivência fica praticamente impossível. Não vão bem na escola, se isolam, há problema com a auto estima. O comportamento agressivo ou irritadiço acaba se tornando a regra. O que poderia ser ânimo, disposição para a convivência com a comunidade (pais, familiares, amigos) se torna isolamento, preguiça, ou só fazer aquilo que é muito fácil, que não exige esforço nenhum.

Portanto, também a questão social, o relacionamento humano depende de uma boa noite de sono.

O que contribui com uma boa noite de sono?

Conforme o explicado acima: é necessário acordar melhor, ou seja, durante o dia cuidar do pensar, sentir e querer. É possível ajudar a acordar, e praticamente impossível ajudar a dormir. Quem se esforça para pegar no sono, provavelmente vai ficar acordado.

Os professores, na pedagogia Waldorf, ensinam a dormir, pois dão os estímulos necessários durante as aulas; a didática é voltada para toda a organização humana – pensar, sentir e querer.

E os pais, o que podem fazer?

Cuidem dos horários. Vida é ritmo. Tudo o que é vivo tem ritmo. Organizem o dia. Horário para acordar e dormir; horário para as refeições; cuidar com a agenda muito apertada…

Providenciem um bom café da manhã com carboidratos complexos – alimentos integrais. Proteínas e gorduras também fazem parte. Evitem doces. Jantar leve; quem come muito a noite pode dormir mal e engordar.

Que o acordar seja agradável; despertar um pouquinho antes; evitar atrasos. No dia a dia, estar sempre atrasado cria um condicionamento péssimo. “Acordo e lá vem confusão”.

Criem um ritual para o sono. Quanto mais simples e rápido melhor. Não esquecer a MASSAGEM e a história. O que mais propicia o sono é escuro e silêncio; portanto, nada de TV, DVD, computador…

Atividade física é muito importante; propiciem momentos de lazer. Criar situações que a criança possa brincar livremente. E ainda eu poderia aconselhar: vivam melhor, tenham uma vida mais saudável, etc. Mas, para encerrar lembro a vocês que educar é antes de tudo auto-educar-se.

Aprender é processo e nunca se está totalmente pronto. Tentamos e cuidamos, mas estamos vivos, em desenvolvimento. Mais erramos que acertamos, mas tentamos…

Confiem e não abandonem as crianças. Elas não estão prontas e nós também não.


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A Antroposofia e o Meio Ambiente


A Antroposofia e o Meio Ambiente

por Leonardo Maia e relato de Araquém Alcântara


A pedagogia Waldorf busca construir uma relação afetiva, contemplativa, respeitosa e de veneração com o meio natural com uma Educação Ambiental baseada na sensibilização e respeito ao ambiente.


A Antroposofia, introduzida no início do século XX pelo austríaco Rudolf Steiner, pode ser caracterizada como um método de conhecimento da natureza, do ser humano e do universo. Derivada do grego Anthropós-homem e Sophia-sabedoria, ela propõe uma abordagem do ser humano em seus níveis físico, vital, anímico e espiritual, e mostra como essas naturezas, absolutamente distintas entre si, atuam em constante inter-relação.

Em relação a Antroposofia e o Meio Ambiente, ela busca a reconexão com os reinos da Natureza dentro e fora do Ser Humano, considera que o Homem, como síntese da Natureza em estado elevado, tem responsabilidades, e não prerrogativas, diante dela.

Na pedagogia Waldorf busca construir uma relação afetiva, contemplativa, respeitosa e de veneração com o meio natural com uma Educação Ambiental baseada na sensibilização e respeito ao ambiente.

Portanto, a atual política ambiental do governo vai contra os preceitos da Antroposofia.

Relato de Araquém Alcântara:

“Eu estive lá e vi. E fotografei. Sou testemunha ocular. A Amazônia é a minha matriz criativa. Já foram mais de cinquenta viagens e expedições. Não de avião, mas andando, de mochila nas costas, de barco e de carro. Já subi o Pico da Neblina duas vezes, já pisei onde ninguém pisou, já fiz quatro livros sobre a floresta e seu povo, já ganhei o Jabuti, já publiquei centenas de reportagens neste 49 anos de jornalismo e fotografia. E agora, com os recentes acontecimentos estou cheio de revolta. É preciso elevar o tom.

Como pode o presidente do país suspender apoio financeiro de Noruega e Alemanha- o Fundo Amazônia- que já aprovou 103 projetos no valor de R1,86 bilhão, e já desembolsou R$1,3 bilhão, desde 2008 quando foi criado? O pior é que esse fundo é gerido pelo governo brasileiro. Dinheiro europeu de graça, sob controle do Brasil. Não dá para entender: o Brasil não tem dinheiro para pagar bolsas de estudo e pode não ter dinheiro nem para a alimentação de recrutas. A imprensa noticia que desmate na Amazônia cresceu 15% (5.054 km quadrados em um ano, segundo o SAD ( Sistema de Alerta do Desmatamento) da ONG Imazon. O Deter, sistema do Inpe, adotado oficialmente, indica uma porcentagem muito maior, 50% ( 6.833 km quadrados ). A intensificação do desmatamento é real, é coisa objetiva feita por satélites. E o cara diz que os dados não são reais, que não precisamos de dinheiro estrangeiro. Desmatamento livre é o que quer . Assim, como disse o poeta Carlos Drummond de Andrade, “ não haverá dia seguinte… o vazio da noite, o vazio de tudo será o dia seguinte” Assim,não haverá mais país.”


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