A bondade original da humanidade


A BONDADE ORIGINAL DA HUMANIDADE

Rudolf Steiner

Fonte: SYN – Antroposofia Para Todos no Facebook


Qual é a atitude que um homem precisa ter em relação ao seu próximo?


A bondade original da humanidade toma como um todo cada ser humano.

A base para a melhoria de um ser humano sempre consiste em corrigir seu erro espiritual. E o que é necessário para esse fim?

Reúna o que eu lhe apontei em um sentimento fundamental; deixe os fatos falarem com você, deixe-os falar com seus sentimentos e suas percepções, e tente reuni-los em um único sentimento fundamental, e então você dirá: Qual é a atitude que um homem precisa ter em relação ao seu próximo? A de que ele precisa cultivar a crença na bondade original da humanidade como um todo e de cada ser humano em particular.

Essa é a primeira coisa que devemos dizer se quisermos falar em palavras sobre moralidade; que algo imensamente bom está no fundo da natureza humana, ela está semeada em cada um de nós.

Fonte: Rudolf Steiner – GA 155 – A Fundação Espiritual da Moralidade: II – Norrkoping, 29 de maio de 1912


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Intelectualização precoce : subtração das forças de maturação dos órgãos


INTELECTUALIZAÇÃO PRECOCE:
Subtração das forças de maturação dos órgãos

Sonia Setzer


Pode-se notar já nos dias atuais como doenças que antigamente atingiam somente pessoas idosas, fazem-se presentes em pessoas na faixa dos 30, 40, 50 anos de idade. O que não se investiga é a relação com uma intelectualização precoce, que subtrai essas forças tão valiosas e importantes dos órgãos, na fase de maturação.


Sabe-se que, ao nascer, a criança ainda não está totalmente desenvolvida. Embora já tenha certa autonomia, seus órgãos ainda são bastante imaturos e a maturação dos mesmos ainda vai levar muitos anos. Ao contrário dos animais, que pouco tempo depois do nascimento são totalmente independentes dos pais, o ser humano leva em geral 21 anos para ter autonomia plena (em muitos países essa idade foi antecipada para os 18 anos).

No processo educativo deve-se respeitar as fases de amadurecimento, tentando não sobrecarregar a criança com coisas que ela ainda não tem maturidade para realizar. Assim por exemplo, para poder aprender a ler e escrever, por volta dos sete anos de idade, ela precisa adquirir um perfeito domínio do espaço tridimensional.

É nessa época que se estabelece a dominância de um dos hemisférios cerebrais, evidenciando a maturação do sistema nervoso central. Esta é adquirida principalmente por meio da motricidade. Isso significa que a criança deve ter as vivências do que é em cima e embaixo, frente e trás, direita e esquerda. Como se obtém isso? Pelas próprias brincadeiras infantis, que são praticamente as mesmas em todas as regiões do globo, onde ainda se permite que crianças brinquem. Desde correr, saltar, pular altura ou distância, além das brincadeiras com bola e corda, treinando habilidades como pular num só pé, andar de perna de pau, subir em árvores (ou estruturas colocadas para este fim num playground) que desenvolvem a motricidade grossa, bem como desenhar, recortar, colar, fazer pequenos trabalhos manuais, exercitar-se soltando pião, empinando pipas etc., para desenvolver a motricidade fina. Até mesmo o balanço, o escorregador e o gira-gira são excelentes para a criança vivenciar, inconscientemente, em seu próprio corpo, o que sejam as leis do pêndulo, o plano inclinado, a força centrífuga, que somente muito mais tarde ela compreenderá de forma abstrata.

Mas também os outros órgãos ainda estão se desenvolvendo nesse período, o que requer a atuação de forças de crescimento e vitalidade. Rudolf Steiner (1861-1925), filósofo e cientista austríaco, fundador da Antroposofia e também da Pedagogia Waldorf, diz que parte das forças que nos primeiros sete anos de vida estavam atuantes na maturação dos órgãos, quando essa função se completa ficam livres para poderem ser utilizadas no aprendizado formal. Ora, o que significaria, por exemplo, alfabetizar ou ‘ensinar’ aritmética ou outra coisa intelectual qualquer a uma criança antes dos sete anos? Ela certamente apresentaria resultados satisfatórios para o momento, mas em realidade não se pode falar em aprendizado, mas em adestramento, assim como se faz com animais. O que não se nota é que esse ‘aprendizado’ se faz às custas das forças atuantes na maturação dos órgãos. Essa deficiência vai se apresentar apenas muitas décadas depois, quando o organismo, numa fase de menor vitalidade for decair com mais rapidez.

Pode-se notar já nos dias atuais como doenças que antigamente atingiam somente pessoas idosas, fazem-se presentes em pessoas na faixa dos 30, 40, 50 anos de idade. O que não se investiga é a relação com uma intelectualização precoce, que subtrai essas forças tão valiosas e importantes dos órgãos, na fase de maturação.

Tendo em vista esses poucos exemplos, é de se desejar que as crianças em seus primeiros sete anos de vida realmente possam usufruir de uma infância sadia, desenvolvendo ao máximo suas habilidades motoras (grossas e finas), pois isso é um investimento de saúde para a velhice. Esse é um dos princípios fundamentais dos jardins de infância Waldorf no mundo todo.

Sonia Setzer 


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Kamaloka : céu ou inferno?


KAMALOCA: CÉU OU INFERNO?

Fabiane Vasconcellos


Na minha opinião, o Kamaloca é o que mais se aproxima do conceito de céu e inferno tradicionais: é, segundo Rudolf Steiner e várias tradições esotéricas e ocultas, o período pós morte onde recordamos nossa vida pregressa de forma cronológica inversa e vivenciamos os efeitos que cada um de nossos atos causou no outro durante a nossa encarnação vida terrena. É uma profunda purificação que pode se espelhar como um céu ou um inferno, tudo depende da qualidade dessas ações. Pergunto: hoje você estaria mais próximo do céu ou do inferno?

Leonardo Maia


Eu queria falar sobre uma palavra que talvez poucos conheçam:
O Kamaloka.

Simplificadamente, é claro. E sem considerar as exceções.
Segundo Rudolf Steiner, após a nossa morte, passamos 1/3 do nosso tempo encarnado – ou aproximadamente o mesmo tempo em que dormimos nessa existência – nesse estado chamado kamaloka.
Então, se alguém vive 81 anos, passará 27 anos no kamaloka. Muito tempo para o nosso conceito de tempo aqui.

Bem, e o que é o kamaloka?

Trata-se da recordação de sua vida pregressa, só que ao contrário, de trás para frente, da experiência com sua morte até o seu nascimento, momento a momento.

Entretanto, o mais interessante sobre o kamaloka é que, a cada momento relembrado, SENTIMOS O EFEITO QUE CADA UM DOS NOSSOS ATOS CAUSOU NO OUTRO.

Sim, é isso mesmo. Sentimos na pele como cada uma das pessoas com as quais interagimos recebeu nossas palavras, nossos decisões, nossas escolhas, nossas não ações e omissões.

A cada bem que praticamos, imagino que transbordemos de compaixão e alegria. A cada mal que fizemos, consciente ou inconsciente, sentiremos toda a vergonha, toda a dor, toda a miséria que causamos a outrem.

Justo, não? Alguma outra forma de aprender, alguma outra maneira de melhorar que não pela dor, para quem semeou dor?

Pois eu imagino o kamaloka de todos os seres que assumiram o compromisso com o poder público, com a coisa pública … e estão ou executando, ou compactuando, com tantos crimes contra o humano e todos os outros reinos deste planeta.

Fabiane Vasconcellos


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Um cuidado mais humano


UM CUIDADO MAIS HUMANO

Benefícios da medicina antroposófica para a saúde do seu filho

Fonte: Pais&Filhos por JENNIFER DETLINGER


A medicina antroposófica baseia-se na ciência e na medicina modernas, aceita e integra o conhecimento terapêutico e os métodos científicos, por exemplo, na pesquisa clínica, e, por outro lado, baseia-se em um conhecimento holístico e espiritual. Usamos os mesmos diagnósticos de médicos e terapeutas convencionais, mas estendemos nosso diagnóstico em relação ao potencial de vida, ao desenvolvimento emocional, às relações sociais e à personalidade individual e única do paciente.


Sabemos que é difícil não sofrer junto com os filhos quando eles ficam doentes. E nem sempre o colo de mãe é o único remédio — é preciso também confiar na medicina. Mas além dos tratamentos convencionais, existem outras especialidades médicas, como a medicina antroposófica, que ganham cada vez mais adeptas, principalmente no Brasil.

Diferentemente do que muita gente pensa, tanto a homeopatia como a antroposofia são complementares à medicina tradicional, ou seja, pediatras tradicionais muitas vezes optam por se especializar nessas outras linhas por endossarem a eficácia de seus benefícios, mas sem abandonar o conhecimento tradicional nem a utilização de seus medicamentos quando necessário.

Com raízes na Antroposofia, abordagem que propõe uma visão ampliada da vida, considerando as dimensões da alma e do espírito, a medicina antroposófica enxerga o paciente como um todo e não analisa apenas uma parte do bebê e da criança ou sua doença. “Os principais problemas pediátricos de hoje são muito diferentes daqueles do século XX. Ansiedade, transtornos de déficit de atenção, ataques de pânico, insônia, alergias, intolerância alimentar e asma são os principais tópicos em nossas clínicas. Muitos destes problemas não podem ser administrados apenas por uma pílula”, explica o pediatra alemão Dr. Georg Soldner, autor do livro Individual Pediatrics, em entrevista exclusiva à Pais&Filhos, a convite da Weleda.

Segundo o especialista, em tempos atuais, precisamos de uma abordagem mais holística e integradora, incluindo a educação dos pais, com boas estratégias de prevenção e tratamentos baseados em recursos naturais. “A pediatria individual, integrativa e holística pode contribuir tanto para a prevenção como para o tratamento eficaz dos problemas médicos específicos do século XXI e melhorar a qualidade de vida das crianças e das famílias”, defende.

O melhor de dois mundos

O Brasil é o segundo país do mundo em números de médicos antroposóficos, atrás apenas da Alemanha. Por aqui, mais de 300 profissionais já foram certificados pela Associação Brasileira de Medicina Antroposófica (ABMA). Criada pela holandesa Ita Wegman no começo do século XX, a medicina antroposófica parte de um conceito que busca compreender e tratar o ser humano considerando a sua vida emocional, sua individualidade e a sua relação com a natureza. A procura pela medicina antroposófica no Brasil, especialmente no tratamento de crianças, vem aumentando com o movimento de busca por uma vida mais saudável, natural e com qualidade. Os médicos antroposóficos buscam ampliar sua compreensão sobre o ser humano, valorizando a individualidade de cada paciente e sua interação com a natureza, na saúde e na doença.

“A medicina antroposófica baseia-se na ciência e na medicina modernas, aceita e integra o conhecimento terapêutico e os métodos científicos, por exemplo, na pesquisa clínica, e, por outro lado, baseia-se em um conhecimento holístico e espiritual. Usamos os mesmos diagnósticos de médicos e terapeutas convencionais, mas estendemos nosso diagnóstico em relação ao potencial de vida, ao desenvolvimento emocional, às relações sociais e à personalidade individual e única do paciente”, explica Georg.

Prevenir antes de remediar

Segundo Georg, a medicina no futuro será mais holística e mais pró-ativa do que reativa: “Prevenir doenças é geralmente preferível a tratamentos caros e potencialmente arriscados. Os nossos conceitos são capazes de contribuir para uma prevenção relevante de doenças crônicas e frequentes nas sociedades civis modernas. As recomendações de estilo de vida em Pediatria Integrativa podem incluir ritmo, reduzir o uso de mídia digital, preparar alimentos orgânicos na própria cozinha em vez de comprar muitos alimentos processados industrialmente, mais atividade na natureza, criatividade e atividade artística, tempo para descansar, para meditação e para cuidar de uma boa conexão com os outros”.

O especialista também fez um alerta sobre o uso de precoce de smartphones e dispositivos digitais por crianças. “As crianças pequenas estão progredindo em seu desenvolvimento, usando todos os seus sentidos e imitando seu ambiente humano, especialmente as atividades de seus próprios pais. As telas oferecem apenas visão em duas dimensões, sem cheiro – o que é muito importante para a atenção em crianças pequenas – sem gosto, sem experiência diferenciada de toque, resistência e peso. As telas paralisam o movimento de crianças (e adultos), o que contribui para a obesidade, além de observarmos atrasos no desenvolvimento motor, do equilíbrio corporal e especialmente do desenvolvimento da fala – as crianças não conseguem aprender a língua ativa pela TV ou pela mídia digital, apenas em contato direto com outros seres humanos. TV e mídia digital são um tipo de treinamentos em déficit de atenção, oferecendo novos estímulos em alta frequência, o que impossibilita a concentração em uma única atividade ou objeto. O uso de mídia digital reduz o desenvolvimento de empatia. Não há evidências científicas para qualquer melhoria do desenvolvimento das crianças pela TV ou pela mídia digital. Isso é notável em uma época em que se exige evidência científica, por exemplo, para fazer uso de chá de camomila em crianças. Mas para tablets, smartphones e telas de TV, nenhuma evidência é necessária. Por último, não menos importante, enfrentamos uma epidemia de miopia mundial – que pode ter severas conseqüências para 30% das pessoas na velhice – desencadeada pelo uso crescente de mídia digital, por um lado, e uma redução da liberdade de movimento na natureza em até 90% nas últimas décadas, como tem sido demonstrado no Reino Unido, desde 1970”.


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A recusa da verdade


A RECUSA DA VERDADE

Rudolf Steiner

Fonte: Antroposofìa, pedagogìa waldorf, pedagogìa curativa

Tradução livre: Leonardo Maia


A negação da verdade e fatos além da adaptação de justificativas infundadas e propagação de inverdades (fake news) é uma tendência hoje nas redes sociais… facilmente concebíveis através de um desfocalização do ponto central das questões e generalização de padrões de comportamento, como por exemplo generalizar a esquerda e a direita no âmbito político como justificativa para minhas afirmações, escolhas ou pejoração das ações do lado contrário.


Aqueles que ainda não reconhecem a gravidade da atual situação mundial também estão, em certo sentido, ajudando a preparar a encarnação de Ahriman. Muitas coisas na vida externa dão testemunho disso. A encarnação ahrimânica vai ser favorecida em grande medida se as pessoas não conseguem estabelecer uma vida espiritual livre e independente e lhe permite continuar enrolada na vida econômica ou política. Pois o poder ahrimânico tem tudo a ganhar se a vida espiritual se mistura ainda mais estreitamente com estas outras esferas. Para o poder ahrimânico uma vida espiritual livre significaria uma espécie de escuridão, e o interesse das pessoas por ela, um furioso fogo abrasador. O estabelecimento dessa vida espiritual livre é essencial para que possa ser adotada a atitude certa, a relação certa, diante da encarnação de Ahriman no futuro.

Mas ainda há uma forte tendência hoje a esconder os fatos. A grande maioria das pessoas coloca um véu sobre as coisas; recusam-se a vê-las como são realmente e deixam-se enganar por palavras que não têm conexão com a realidade. E muito muitas vezes, os esforços para se esquivar a realidade são descritos como ” honesto ” e ” bem intencionado “.

Rudolf Steiner


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Saúde: reflexo da consciência e da natureza em harmonia


SAÚDE: REFLEXO DA CONSCIÊNCIA E DA NATUREZA EM HARMONIA

Fonte: journals.openedition.org


Em nossa vida anímica, nós formamos determinados pensamentos e, como processos paralelos, se produzem fenômenos orgânicos.O que significa isso?O que aparece em nossos pensamentos reflete integralmente nos órgãos…

Rudolf Steiner


Quando nos deparamos com o fenômeno da vida, acontece algo completamente distinto. Se, no caso do mundo inorgânico, é preciso atravessar os sentidos para chegar ao conceito, no mundo orgânico o conceito permeia a manifestação física. Há um princípio ativo manifesto, algo totalmente diferente da realidade não viva e que não resulta apenas de leis externas, mas que interage com suas próprias leis formativas com a realidade.

A forma como Steiner sistematizou o método científico de Goethe implica no reconhecimento de três mundos, três formas de manifestação da Natureza: o mundo inorgânico, o mundo orgânico e o mundo da consciência (das Ideias). No mundo orgânico, Goethe reconheceu dois tipos fundamentais: um tipo vegetal e um tipo animal. O mundo da consciência se revela como constituinte particular do mundo humano. O homem é constituído pelos demais mundos (inorgânico e orgânico), mas ele os eleva a um grau superior de complexidade.

A possibilidade de uma ciência que traga harmonia interior ao ser humano em equilíbrio com a harmonia da própria natureza é a particularidade de destaque nesta abordagem. É nesta direção que o tratamento antroposófico leva às últimas consequências a meta da ciência goetheana: colocar, ambos, ser humano e natureza, em equilíbrio: Criar um mundo particularizado, trazer consciência à vida, só pode ser feito a partir de uma metamorfose da própria vida, que deixa de dar forma ao mundo físico, para passar a dar vida ao mundo consciente, espiritual.


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Supressão do EU


SUPRESSÃO DO EU

Leonardo Maia


Supressão do EU: quando você sente uma força intensa que o induz a atuar de certa forma, mesmo contrária a sua própria vontade, como um vício. Surge um incômodo constante que altera o humor e estado interior até a submissão.


Sabe aquele desejo incontrolável de fumar seu cigarro?
Ele acontece por conta de forças elementares que suprimem o EU e o tornam incapaz de, pela própria vontade, superar o desejo e estar em paz e satisfeito em si próprio, mesmo na ausência da nicotina. É de fácil percepção a sua atuação no EU, pois se reflete no próprio desejo de fumar, como um incômodo constante que altera o humor e estado interior até a nossa submissão, mesmo quando estamos prontificados a superar o vício (quando já nos identificamos com uma necessidade de parar).

Mas a atuação dessas forças elementares pode ser tão intensa, que mesmo sabendo que estamos fazendo mal a nós mesmos, sucumbimos. Num extremo, abrimos mão da saúde e até mesmo de nossos entes mais queridos (até mesmo nossos filhos), nos tornando incapazes, através da vontade, de superar tal necessidade, caindo no inferno da impotência. O mesmo pode acontecer com a bebida, com a gula, até mesmo com relacionamentos…

Sabe aquela dificuldade em ouvir uma pessoa com a qual já teve uma desavença? Um ex-marido ou ex-mulher? Alguém que te magoou?
A dificuldade de dar o braço a torcer? É semelhante a atuação da força do vício, um sentimento imediatamente toma conta do nosso estado interior e um mal estar se aloja, criando uma dinâmica singular na sua atuação diante da outra pessoa. E quanto mais alimentos tais sentimentos, mais difícil é sua superação… exatamente como o hábito de fumar.

E quando estamos dispostos a superar tais condicionamentos e não conseguimos, é quando está ocorrendo a supressão do EU: quando você sente uma força intensa que o induz a atuar de forma contrária a sua própria vontade, como um vício.

Leonardo Maia


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CONSCIÊNCIA LIMÍTROFE


CONSCIÊNCIA LIMÍTROFE

Leonardo Maia


Grandes desafios de transformação anímica, muitas vezes, ocultam
aspectos da alma individual, para cura de processos cármicos
profundos.


Sobre a percepção da entidade humana fora da matéria, o nossa forte ligação com a matéria nos limita a um âmbito de referência mental vinculada com a sua manifestação física, inclusive temporal de sua última expressão percebida, ou seja, vinculamos aquela entidade a nossa última referência terrena.

Não entendeu? Por exemplo, pequena criança falece e temos uma
tendência a imaginá-la exatamente como fez a passagem no pós-vida. Inclusive em seu estado de consciência. Ou um idoso, já debilitado pela avançada idade física, imaginamos-o em estado de consciência similar e expressão física no plano superior.

Apesar de ser uma tendência natural, não podemos deixar nos
estagnarmos numa concepção estática da alma humana. A
possibilidade de estendermos o espectro da consciência de tal
entidade a inúmeras experiências físicas, elimina tal limitação dentro
de nós mesmos.

Grandes desafios de transformação anímica, muitas vezes, oculta
aspectos da alma individual, para cura de processos cármicos
profundos. Talvez não saibamos quem somos, nem sequer
imaginemos algo próximo da verdade, mas aqui estamos em busca e
em transformação e, por isso, podemos nos expressar com profunda
limitação em nossa atual experiência, como um mero espectro da
nossa realidade anímica… como, por exemplo, com alguma deficiência ou síndrome grave, ou contextos sociais extremamente limitadores e etc…

Você é e pode muito mais do que acredita ou concebe e, por mais
incrível que pareça, num âmbito superior, por uma escolha sua…

Sobre isso, Steiner disse:

“Devemos sempre ter em mente que não devemos imaginar os
homens que vivem no mundo espiritual como eles eram quando
viveram aqui. As ideias triviais que as pessoas detêm, como, por
exemplo, que aqueles que morrem como crianças continuam a viver
como crianças, são naturalmente incorretas. A imaginação pode criar imagens dos mortos como os vimos por aqui, mas essa não é a sua verdadeira forma; era antes a expressão deles. Uma criança pode morrer, mas a entidade humana encarnada na criança pode ser uma alma altamente evoluída, e continuar a sua vida após a morte como uma alma altamente evoluída.”

Leonardo Maia


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Existência presente


A REALIDADE É UMA ALQUIMIA

Leonardo Maia


A realidade como percebemos é uma alquimia. Uma pequena mudança na fórmula, a realidade se altera. E um exemplo dessa alteração acontece o diariamente, no sono e na vigília. 


O homem moderno, por conta da atual época que vive a humanidade, ao mergulhar no materialismo, se tornou escravo das suas percepções físicas. O racionalismo fechado na percepção físico – sensorial, só acredita numa realidade palpável dentro de sua própria concepção e experiência. Nada é considerado real fora deste espectro, apesar de serem evidentes e experienciáveis outros planos de realidade.

A realidade como percebemos é uma alquimia. Uma pequena mudança na fórmula, a realidade se altera. E um exemplo dessa alteração acontece o diariamente, no sono e na vigília. Disse Rudolf Steiner:

“Durante o dia, devido as condições da evolução atual, o verdadeiro eu interior – o ego e o corpo astral estão dentro do corpo físico e etérico no plano físico no mundo material. O ego e o corpo astral podem então fazer uso dos órgãos físicos da audição e da visão no mundo físico, para observar as coisas físicas. Mas entre o sono e o acordar novamente, o ego e do corpo astral estão fora do mundo físico, estão no mundo astral. Ele é separado dos olhos e ouvidos físicos e, portanto, não pode perceber o que está ao seu redor.”

Todos sonhamos e todos também vivenciamos o estado de vigília.  Porque um sonho é menos real do que o estado de vigília?  Porque não podemos mensurar através de causa e efeito sua autenticidade? A densidade da matéria e continuidade da experiência temporal física nos faz desconsiderar outras realidades, apenas a física se torna real. Porém, a realidade como uma compreensão de amplitude se estende bem além da nossa capacidade de concepção através da realidade meramente atribuída aos sentidos físicos.

O tempo pode se prolongar ou se contrair. Ritmos podem se prolongar em processos que podem transcender a consciência linear encarnatória – ou seja, ser ser maior que a duração da vida encarnada (a própria encarnação é um processo rítmico, como o respirar, bater do coração, o dormir e acordar, o giro da Terra no próprio eixo, a translação de um planeta em torno de uma estrela, as estações e etc…). Essa multiplicidade também se aplica ao estado de consciência humana. A realidade se estende para muito além do estado de consciência desperta no mundo físico… o próprio despertar da consciência superior no pós vida – esse intervalo entre as encarnações – é rítmico e pode ser equiparado ao processo rítmico de vigília e sono.

“Do ponto de vista da ciência espiritual, o que é que o ocultismo entende por ‘existência presente’? Ela está se referindo ao estado de consciência que tem o homem moderno, desde o acordar até que ele volte a dormir. Durante este tempo , percebe objetos ao seu redor através de seus sentidos físicos.” – Rudolf Steiner

Não estamos limitando a realidade por conta de nossa própria limitação sensorial física?

Leonardo Maia


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IMAGENS X CRIATIVIDADE


IMAGENS X CRIATIVIDADE

Leonardo Maia


Num universo de imagens prontas, sejam na televisão, nos livros infantis com figuras, filmes dos contos de fadas e etc… praticamente tudo vem pronto e definido, enfraquecendo a capacidade de fantasiar as próprias imagens. Isso reflete em pessoas com uma padronização de representação. Com pouca capacidade de criação – criatividade.


Vamos falar sobre a criatividade. Existem muitas pessoas que possuem grande dificuldade em desenvolver sua criatividade. Acontece que desde cedo somos mergulhados num universo de imagens prontas que não necessitam dessa faculdade: de criar as próprias imagens. Como isso acontece?

Bom, ao se contar uma história ou ler um livro, sem que haja figuras ilustrativas ou representações, nossa mente trata de criar nossas próprias imagens imaginárias dos contextos apresentados – narrados ou transcritos. Acontece que estamos nos ambientando a um universo de imagens prontas, sejam na televisão, nos livros infantis com figuras, filmes dos contos de fadas e etc… praticamente tudo vem pronto e definido, enfraquecendo a capacidade de fantasiar as próprias imagens. Isso reflete em pessoas com uma padronização de representação. Com pouca capacidade de criação – criatividade.

Essa padronização reflete em correntes de indivíduos com características muito parecidas e inclusive, forma de pensar parecida, ou seja, dificulta e atrapalha o processo de individuação.

Um ser criativo geralmente é singular e autêntico, tem uma forma única de pensar. Por isso é importante a atividade da fantasia, principalmente na infância. Hoje nossas crianças estão mergulhadas num universo de imagens prontas pelas mídias contemporâneas e isso tende a enfraquecer ainda mais suas capacidades criativas e imagéticas.

Leonardo Maia


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