As mães de hoje não sabem dizer não

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As mães de hoje não sabem dizer não

Por Mariana Sá

Fonte: www.milc.net.br – clique e conheça

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“Precisamos pensar sobre como as crianças são bombardeadas cotidianamente. Mães e pais atentos sabem que nenhuma proteção é suficiente: não existe bolha! Não queremos bolha! Queremos que nossos filhos tenham o direito de ir e vir sem ser interpelados por marketeiros, publicitários e comerciantes sem a nossa autorização prévia. A publicidade infantil é clara na tevê e nas revistinhas, mas está escancarada nos pontos de vendas com as suas arrumações cinicamente pensadas para estar ao alcance da mão de qualquer criança pequena. Precisamos rever isso!”

Mariana Sá

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E todos os confeitos caíram no chão. Era aqueles confeitos que vêm num tubo  com ventilador na ponta. Era uma caixa de tubos de confeitos com a estampa de pássaros zangados.

– Foi aquele menininho quem derrubou!
– Não se faz mais mãe como antigamente!
– Estas jovens não sabem educar: nem deviam colocar criança no mundo!
– Tá pensando que ter filho é igual a brincar de boneca?

E o menininho dá um passo atrás, coloca a mão na cabeça e diz baixinho “eu sou um idiota!”.

– Mas eu ouvi ela dizendo para ele não colocar a mão…
– Se vê que não sabe dar limite.
– No meu tempo bastava um olhar.

E a mãe se abaixou para catar cada uma daquelas peças coloridas.

– E bastou! Vocês não viram a cara menino coitado, ela não falou nada. Só olhou pra ele.
– Ela deve ter ficado com muita raiva pela desobediência.
– É mesmo assim não gritou…
– Devia ter gritado, dado um palmada e obrigado ele catar. Assim, quem sabe?, aprendia…
– Eu não teria coragem de gritar com ele: visivelmente a lição estava dada…

A mãe arrumou como pode a caixa de tubinhos e disse para caixa:

– Olha, ele derrubou tudo e eu arrumei como pude. Se vocês quiserem manter arrumado, tirem da altura das crianças.

Ela deu as costas e saiu sem as compras. Mas ao voltar conseguiu ouvir as três senhoras já de costas:

– Realmente coisas coloridas como estas são uma tentação para crianças pequenas…
– E crianças pequenas são mesmo desastradas…
– E é querer demais manter as coisas em ordem quando são feitas de maneira a chamar atenção das crianças…
– Nem a melhor educação do mundo é capaz de mitigar tanta sacanagem…

Repensou sua raiva dos brinquedos-doce caídos e ajoelhou na altura do filho: “não é culpa sua, está tudo bem. Vamos comer nosso pãozinho?”

A mãe virou para trás e viu que o gerente da padaria, seu velho conhecido, observava com ar sério os pirulitos mal arrumados na prateleira:

– Obrigada, seu gerente da padaria, por me dar a oportunidade de – através da minha raiva – perceber que “somos todos responsáveis”. E que nem você, nem as indústrias que fabricam e marketeiam para crianças estão fazendo a sua parte. Aguardo seu agradecimento por ter devolvido suas porcarias às prateleiras, fazendo a minha parte.

Não direi “não” ao meu filho! Direi não a vocês todos, mascates dos tempos modernos, que não respeitam a criança!

Nenhum criança será repreendida por derrubar confeitos que fazem mal à saúde, licenciados com personagens, colocados estrategicamente nos mercados da vida para transformá-lo cada vez mais cedo num zumbi consumista. Nenhum criança será castigada!

Nota da Editora – Mariana Sá: precisamos pensar sobre como as crianças são bombardeadas cotidianamente. Mães e pais atentos sabem que nenhuma proteção é suficiente: não existe bolha! Não queremos bolha! Queremos que nossos filhos tenham o direito de ir e vir sem ser interpelados por marketeiros, publicitários e comerciantes sem a nossa autorização prévia. A publicidade infantil é clara na tevê e nas revistinhas, mas está escancarada nos pontos de vendas com as suas arrumações cinicamente pensadas para estar ao alcance da mão de qualquer criança pequena. Precisamos rever isso!
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A escola do seu filho faz bem para ele?

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A escola do seu filho faz bem para ele?

Marcos Resende

Fonte: www.insistimento.com.br – clique e conheça

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“Nossas crianças aprendem a correr atrás de dinheiro como todas as outras porque são treinadas a acreditar que é no acúmulo de dinheiro que reside a segurança e a felicidade. Conseguiram traduzir poder como acúmulo de dinheiro. Poder é a capacidade de dominar a si mesmo, suas fraquezas e suas fortalezas para construir uma vida de valor na direção das suas próprias intenções. O que se faz na escola, é remover a capacidade dos nossos filhos de aprenderem mais sobre si mesmos para decorar as melhores respostas as mesmas perguntas, inibindo a construção de valor e incentivando a busca de valor em tudo o que está fora. Incentivam a competição, acabam com a criatividade, colocam as crianças sob pressão e isolam as crianças da realidade.”

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Para tornar a construção de fábricas ao redor do mundo possível, dois problemas precisaram ser resolvidos:

  • a necessidade de trabalhadores para produzir;
  • a necessidade de consumidores para suprir a super-produção.

A solução para resolver o problema da falta de trabalhadores foi a criação de escolas públicas e para resolver o problema da super-produção, fomentou-se o consumismo.

Nas escolas, aprendemos o mindset de fábrica: seja substituível, como uma peça de uma máquina e consuma tudo o que puder.

Nossas crianças aprendem a correr atrás de dinheiro como todas as outras porque são treinadas a acreditar que é no acúmulo de dinheiro que reside a segurança e a felicidade.

Conseguiram traduzir poder como acúmulo de dinheiro.

Poder é a capacidade de dominar a si mesmo, suas fraquezas e suas fortalezas para construir uma vida de valor na direção das suas próprias intenções.

O que se faz na escola, é remover a capacidade dos nossos filhos de aprenderem mais sobre si mesmos para decorar as melhores respostas as mesmas perguntas, inibindo a construção de valor e incentivando a busca de valor em tudo o que está fora.

4 provas concretas de que a escola está escravizando nossos filhos:

1 –  As escolas incentivam a competição

Nas escolas existem os “bons” alunos (os que se adaptam) e os “maus” alunos (os que não se adaptam).

As escolas tem esquecido de estimular a colaboração, evidenciando o potencial do trabalho de um grupo com diferentes qualidades e maturidade.

Assim, o bom aluno sai da escola satisfeito por estar seguindo o caminho “certo” mesmo sem certeza disto e o mau aluno sai da escola desmotivado a seguir o seu próprio caminho.

O vitorioso e o fracassado se enfrentam diversas vezes vida adiante jogando suas frustrações em cima do outro através de várias formas de ataque.

2 – As escolas acabam com a criatividade

Tudo que tem para se saber está em uma apostila e se uma pergunta vem sobre um “conteúdo” que ainda não está sendo “trabalhado”, ela é repreendida ou simplesmente recebe como resposta “ano que vem estudaremos isso”.

Afinal de contas, saber os pormenores da crise de 1929 faz muito mais sentido para a vida de uma criança que aprender como lidar com relacionamentos ou postura ética e moral.

A inspiração das crianças é aniquilada em troca da manutenção de um currículo escolar focado em remover qualquer estímulo a criatividade.

3 – As escolas colocam as crianças sob pressão

O seu filho é diferente do meu, tenha certeza disso.

Por mais que eles tenham a mesma idade, morem no mesmo bairro e sejam criados praticamente dentro da mesma cultura, eles são diferentes.

Entretanto a escola ignora isto e os enclausura no mesmo espaço, aprendendo as mesmas coisas e tendo que cumprir uma tabela semelhante para receber uma nota que os distinguirá.

Ambos tem que fazer isto e aquilo mesmo sem inspiração, sendo obrigados a se encaixar em uma caixa que talvez não naquele momento, eles desejem se encaixar.

4 – As escolas isolam as crianças da realidade

A escola por vezes ignora que “lá fora” as ideias não são todas iguais, as regras não se aplicam a todos da mesma forma e o conflito faz parte da nossa natureza.

Na escola deveríamos aprender a conflitar de forma pacífica, deveríamos aprender a lidar com ideias diferentes, deveríamos conversar sobre o que acontece “lá fora” e dentro de nós mesmos.

Política, dinheiro, empreendedorismo e investimentos são assuntos ignorados pela escola mesmo sendo eles os assuntos que mais influenciarão o futuro da criança.

Warren Buffett sobre a vida que você deveria ensinar ao seu filho:

  1. Perca dinheiro, mas não perca um pingo da sua reputação.
  2. A melhor maneira de se proteger das crises é aprender a gerar valor para o mundo com o que se tem.
  3. Faça aquilo pelo qual é apaixonado, pois se fizer isso você encontrará poucos concorrentes andando tão rápido como você.

Conheço empresários que preferem ficar com dinheiro no bolso do que pagar aqueles que devem.

Eles não valorizam o seu nome e mesmo assim desejam ser valorizados.

Conheço também pessoas que estão preocupadas em ganhar dinheiro, não em fazer dinheiro. Existe uma diferença crucial entre esses dois termos.

Ganhar dinheiro está mais para extrair algo do mundo sem agregar nada, enquanto fazer dinheiro está em construir algo para agregar valor ao mundo.

Quando Warren Buffett afirma que para superar uma crise é preciso gerar valor para o mundo com o que se tem, significa que mesmo em tempos de crise extrema como em uma guerra, temos que pensar sempre em resolver o problema dos outros, gerando valor paras as outras pessoas.

Isto definitivamente não se ensina na escola.

Por fim, faça aquilo pelo qual é apaixonado, não porque dá dinheiro ou porque todas as pessoas estão fazendo.

Uma moda passageira como dos sites de compra coletiva ou das food trucks pode lhe dar dinheiro durante um tempo, mas dificilmente te levarão a construir um legado que dure séculos.

Quer algo diferente para seu filho?

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Percepção superficial: Hiperatividade oculta x passividade

Percepção superficial:

Hiperatividade oculta x passividade

Leonardo Maia – Desenvolvedor da Biblioteca da Antroposofia

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“Uma das consequências do excesso de informações e obrigações aliada a percepção de curto espaço de tempo é a necessidade de navegar superficialmente através dessas informações e a de sermos seletivos quanto a quais devo e quero absorver, o que nem sempre acontece e quem acaba muitas vezes fazendo essa escolha das informações passa a ser as mídias sociais: principalmente jornais, revistas, tv e internet e o governo. Isto tem um efeito muito interessante, que é a padronização do conhecimento e do pensamento, criando linhas de pensamentos padronizados, que na verdade não são escolhas nossas, mas acabam entrando por um efeito de passividade. Esta passividade pode ser desenvolvida por um excesso de esforço em achar soluções para nossas questões e obrigações do dia a dia, isso pode desenvolver um estresse e  preocupação (em vários níveis de intensidade), que desgasta o indivíduo mentalmente. E torna muito comum a necessidade de, no final de semana, sair com amigos, sem compromissos, apenas para me divertir e relaxar, não pensar em “nada”, apenas para “desestressar”. Muitas vezes fazendo o uso de drogas lícitas (álcool) ou ilícitas para ajudar a parar de pensar nos problemas. Ou mesmo buscar prazeres sensoriais como fazer sexo ou comer “gostosuras” e até projetar as satisfações na aquisição e consumismo, como comprar um carro novo ou fazer compras, consumir passa a aliviar muito de nosso estresse…”

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Num mundo tão veloz, com muitas informações, não é de se admirar que não consigamos nos aprofundar muito em certos temas, assuntos ou mesmo percepções.

Se não estivermos “atentos” e rápidos, ficamos para trás, não nos atualizamos e podemos perder a interação com o complexo mundo da chamada “Era da informação”.

Ora, isso não nenhuma novidade, mas existem outros fatores que devem ser analisados.

A vida moderna exige muito, pois trabalhamos durante um período longo, jornadas de 6 até 12 horas diárias. Temos nossos compromissos particulares, com nosso lar, com nossos cônjuges, nossos filhos, nossas obrigações como cidadãos (prestar contas, pagar impostos, ter atenção aos padrões regulamentados como lei e etc…).

Então temos que dividir nossa atenção em muitos aspectos, mas muitos mesmo. Somente isso já seria o suficiente para causar uma overdose de atividades mentais.

Temos muitas coisas pra pensar e lembrar, muitas informações para absorver e processar. Isto acaba gerando um estresse mental e em geral, muitas, mas muitas preocupações (pré ocupação) que ajudam a ocupar nossa mente com aspectos que ainda não aconteceram, aumentando ainda mais a nossa percepção de tempo reduzido. Quem nunca ouviu a frase do capitalismo que “tempo é dinheiro”? Corra, pois não podemos perder tempo…

Esse constante esforço para cumprir nossas obrigações, faz com que nossa vitalidade diminua e ficamos cada vez mais cansados e fragilizados, podendo ocasionar até doenças… e principalmente um enfraquecimento da vontade e o desenvolvimento da passividade.

Somos exigidos demais mentalmente dentro de exigências externas, como trabalho, soluções de problemas (financeiros, familiares, relacionamentos sociais e etc…) e ficamos sem disposição e “vontade” para uma busca autêntica individual, buscando um conforto em prazeres sensoriais.

Uma das consequências deste excesso de informações e obrigações aliada a percepção de curto espaço de tempo é a necessidade de navegar superficialmente através dessas informações e a de sermos seletivos quanto a quais devo e quero absorver, o que nem sempre acontece e quem acaba muitas vezes fazendo essa escolha das informações passa a ser as mídias sociais: principalmente jornais, revistas, tv e internet e o governo.

Isto tem um efeito muito interessante, que é a padronização do conhecimento e do pensamento, criando linhas de pensamentos padronizados, que na verdade não são escolhas nossas, mas acabam entrando por um efeito de passividade.

Esta passividade pode ser desenvolvida por um excesso de esforço em achar soluções para nossas questões e obrigações do dia a dia, isso pode desenvolver um estresse e  preocupação (em vários níveis de intensidade), que desgasta o indivíduo mentalmente. E torna muito comum a necessidade de no final de semana, sair com amigos, sem compromissos, apenas para me divertir e relaxar, não pensar em “nada”, apenas para “desestressar”. Muitas vezes fazendo o uso de drogas lícitas (álcool) ou ilícitas para ajudar a parar de pensar nos problemas. Ou mesmo buscar prazeres sensoriais como fazer sexo ou comer “gostosuras” e até projetar as satisfações na aquisição e consumismo, como comprar um carro novo ou fazer compras, consumir passa a aliviar muito de nosso estresse…

Outro aspecto interessante é a adaptação da mente com a velocidade das informações, que diminui nossa capacidade de concentração devido a mudança contínua de foco ou do padrão da informação apresentada. Essa adaptação pode gerar uma sensação de tédio caso não haja nenhuma mudança na percepção ou nova informação. Isso é muito reforçado pelas imagens de TV ou de computadores,tablets e celulares, que modificam o padrão da informação absorvida pelo cérebro numa velocidade incrivelmente grande. Perceber o movimento de um objeto real é muito diferente do que absorver milhares de padrões coloridos piscando a grande velocidade para formar imagens, isso acontece mesmo em uma tela aparentemente estática.

Nosso cérebro acaba se adaptando a este burbulhar de informações e necessita de uma pausa, para voltar ao normal. Atividades como meditação, ouvir música clássica, caminhar na natureza e praticar esportes são excelentes para aquietar nossa mente.

Agora imagine que uma criança, que é puro movimento e descoberta, e ainda não possui uma consciência de comportamento social, possa realmente desenvolver uma hiperatividade no comportamento, dificuldade de concentração e outras questões, pois podem literalmente pular de uma percepção sensorial para outra numa velocidade muito grande.

Caminhar através das superfícies pode acarretar em muitas consequências, como dificuldade de compreender os próprios pensamentos e escolhas, generalização do pensamento, desenvolvimento de relações superficiais, medo da solidão e dependência, dificuldade de perceber o que é sutil e buscar satisfação em percepções sensoriais brutas, não perceber mais onde é o limite do “eu” e do “outro”…

Entrar em estados de concentração, contemplação, apreciação, veneração e satisfação passa a ser um enorme desafio!!!

Pergunto: Isso é uma consequência natural do caminho de desenvolvimento humano ou projetado?

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Qualificação dos pais

Qualificação dos pais

Autor desconhecido
Publicado no Facebook
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“Quando o filho aprende com o pai, ambos dão risada. Quando o pai aprende com o filho, ambos choram.”

William Shakespeare

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…Era quarta-feira, 8:00 hs. Cheguei a tempo na escola do meu filho –“Não se esqueçam de vir à reunião de amanhã, é obrigatória” – Foi o que a professora tinha dito no dia anterior.

-“Que é o que essa professora pensa! Acha que podemos dispor facilmente do tempo que ela diz? Se ela soubesse quanto era importante a reunião que eu tinha as 8:30!” Dela dependia uma boa negociação e… tive que cancela-la!

Lá estávamos nós, mães e pais, e a professora.

Começou a tempo, agradeceu nossa presença e começou a falar. Não lembro o que ela dizia, minha mente estava pensando em como iria resolver esse negócio tão importante, já me imaginava comprando aquela televisão nova, com o dinheiro.

“João Rodrigues!” – escutei ao longe – “Não está o pai de João?” – diz a professora.

“Sim, eu estou aqui” – contestei indo para receber o boletim escolar do meu filho.

Voltei pro meu lugar e disse ao abrir o boletim…. –“Para isso foi que eu vim???? Que é isso???” O boletim estava cheio de seis e setes. Guardei rapidamente, para que ninguém pudesse ver como tinha se saído meu filho.

De volta para casa, aumentava ainda mais minha raiva, cada vez que pensava:

“Mas, se eu dou tudo para ele, não tem faltando nada!

Agora ele vai ver!” Cheguei, entrei a casa, fechei a porta de uma batida e gritei: “Vem aqui, João!”

João estava no quintal, correu para abraçar-me. –“Papai!”

– “Nada de papai!” o afastei de mim, tirei o meu cinturão e não lembro quantas vezes bati ao mesmo tempo em que falava o que pensava dele.

– “Agora vai para o teu quarto!”

João foi chorando, sua face estava vermelha e a sua boca tremia.

Minha esposa não falou nada, só mexeu a cabeça num gesto de negação e entrou na cozinha.

Quando fui para cama, já mais tranquilo, minha esposa me entregou o boletim do João, que tinha ficado dentro do meu casaco, e disse:

– “Leia devagar e depois pense numa decisão…”

Bem no começo estava escrito: BOLETIM DO PAPAI.

Pelo tempo que papai dedica a conversar contigo antes de dormir: 6

Pelo tempo que papai dedica para brincar contigo: 6

Pelo tempo que papai dedica para te ajuda com as tarefas: 6

Pelo tempo que papai dedica par te levar de passeio com a família: 7

Pelo tempo que papai dedica para te ler um livro antes de dormir: 6

Pelo tempo que papai dedica para te abraçar e te beijar: 6

Pelo tempo que papai dedica para assistir televisão contigo: 7

Pelo tempo que papai dedica para escutar tuas dúvidas ou problemas: 6

Pelo tempo que papai dedica para te ensinar coisas: 7

Média: 6,22

As crianças tinham qualificado os seus pais. O meu deu para mim 6 e 7 (sinceramente eu tinha merecido 5 ou menos)

Me levantei e corri para o quarto dele, o abracei e chorei.

Queria poder voltar no tempo… mas isso não é possível.

João abriu os olhos, ainda com os olhos inchados pelas lágrimas, sorriu, me abraçou e disse:

– “Eu te amo papai!” Fechou os olhos e dormiu.

Acordemos pais!!! Aprendamos a dar o valor certo aquilo que é mais importante em relação aos nossos filhos, já que disso depende o sucesso ou fracasso na suas vidas.

Já pensou qual seria a ‘nota’ que seu filho daria para você hoje?

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Condições para o desenvolvimento saudável da memória

Condições para o desenvolvimento
saudável da memória

Edmond Schoorel – Os primeiros sete anos: fisiologia da infância

Publicado por: www.polen.org.br

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“O desenvolvimento da memória ocorre em fases, e a educação adequada fará uso disso. Na primeira fase, as crianças precisam de objetos físicos para apoiar sua memória. Na segunda fase, as crianças necessitam cantar, repetir, criar o sentido através do qual a memória pode ser ativada. Somente na terceira fase, as crianças podem começar a praticar retratando eventos em suas próprias almas. A memória e a imaginação estão intimamente relacionados. Quando estimulamos as crianças a terem imaginação (em suas brincadeiras, por exemplo) e serem criativas, e quando valorizamos seu mundo de faz de conta durante o seus primeiros sete anos, também a ajudamos a ter uma boa memória, quando vão a escola mais tarde.”

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Há um numero de condições para um desenvolvimento correto da memória nas crianças.

As crianças pequenas não relacionam fatos; fatos não querem dizer nada pra elas. Suas almas só podem trabalhar com imagens que são, simultaneamente, a realidade da criança, bem como as imagens dessa realidade. As imagens estão abertas e podem crescer; isso é diferente com demonstrações intelectuais. Quando eu uso a palavra “imagem”, eu não quero dizer um conto de fadas mostrado na TV ou histórias retratadas em histórias em quadrinhos. O que eu quero dizer são as imagens que as crianças podem fazer delas mesmas quando os adultos estão falando com elas e estão vivamente e imaginativamente retratando para si mesmos, o que eles estão falando.

O desenvolvimento da memória ocorre em fases, e a educação adequada fará uso disso. Na primeira fase, as crianças precisam de objetos físicos para apoiar sua memória. Na segunda fase, as crianças necessitam cantar, repetir, criar o sentido através do qual a memória pode ser ativada. Somente na terceira fase, as crianças podem começar a praticar retratando eventos em suas próprias almas.

A memória e a imaginação estão intimamente relacionados. Quando estimulamos as crianças a terem imaginação (em suas brincadeiras, por exemplo) e serem criativas, e quando valorizamos seu mundo de faz de conta durante o seus primeiros sete anos, também a ajudamos a ter uma boa memória, quando vão a escola mais tarde.

As crianças não precisam entender nada; é ainda melhor quando não entendem. Uma imagem ou uma imaginação que é incompreensível para elas tem o poder de germinar. Nas regiões inconscientes da memória, ela encontra um lugar entre outras experiências de vida. Se fossemos explicar tudo em um nível que fosse entendido pelas crianças, tornaríamos mais difícil para elas entenderem qualquer coisa em um nível mais elevado na vida adulta. É essencial para as crianças ter a oportunidade de fazer perguntas; elas ainda não têm respostas no nível do seu entendimento. Mistérios são interessantes, porque não temos uma resposta para eles.

Nós ajudamos as crianças na idade pré-escolar quando, no primeiro ou segundo dia, as levamos a concentrar- se em silencio numa observação, um quadro ou uma imaginação. Isso é um alivio, especialmente para as crianças com uma inquietação interna. Se as crianças têm esses momentos; então, pelo menos algumas imagens um dia podem tomar um percurso regular do inconsciente. Isto traz ordem abaixo do diafragma.

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Seu filho escolheu você e isso muda tudo

Seu filho escolheu você e isso muda tudo

Dr. Antonio Carlos de Souza Aranha – Médico Antroposófico

Fonte: www.antesqueelescrescam.com – clique e conheça

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“Filhos são estrelas, que por escolha, vieram fazer parte da nossa vida. São fortes ligações cármicas, hereditárias e biológicas. Mesmo filhos não biológicos podem ter feito essa escolha cármica. Através dos filhos e pelos filhos podemos desenvolver muitas qualidades (compreensão, paciência, altruísmo, esperança) e eles esperam de nós o apoio e a base para que possam trilhar o seu próprio caminho (ética, honestidade, sensatez, equilíbrio). O mundo se torna uma grande escola para pais e filhos, mas um tem no outro a oportunidade de desenvolver o melhor que existe em cada um. È uma questão de observar e incentivar. É também não cobrar nada no final da missão, pois apesar das várias linhas que nos unem e nos afastam, cada um de nós tem seu próprio caminho a trilhar. Mas os momentos que vivenciamos juntos nesse caminho devem ser usufruídos e degustados como vinho raro, único e inimitável assim como cada um de nós. Saúde é paz!”

Dra. Zélia Beatriz Ligório Fonseca – Pediatra  Antroposófica

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Dr. Aranha, médico antroposófico, fala sobre a preparação espiritual para o nascimento de um bebê mesmo antes da concepção:

Assim que a mulher descobre que terá um filho, um sentimento solene desperta: o de que a ela foi dada uma tarefa muito importante, de que nela se opera uma vontade divina. E assim ela se abre em devoção a esse ser que está por vir, renuncia a seus desejos muitas vezes, abre mão de confortos e vaidades. Mas, antes mesmo desse momento, antes mesmo da concepção, a criança já existia como indivíduo no mundo espiritual. Não era visível fisicamente, mas já estava lá. De acordo com Rudolf Steiner, o criador da antroposofia, pode-se dizer que da mesma maneira que o pai e a mãe se preparam, aguardam e sonham com a chegada dessa criança, aquele espírito também se preparou ao escolher seus pais, os que tornarão possível sua vinda e estadia aqui na Terra.

Nos tempos antigos, as mães eram profundamente conectadas com a criança que estava por vir. Não é à toa que nos deparamos com contos de fada em que a chegada de uma criança é anunciada muito antes da gravidez por todo tipo de seres. Em A Bela Adormecida, por exemplo, um sapo anuncia à rainha que ela dará a luz a uma linda menina. E, claro, há a Bíblia, em que Maria recebeu esse anúncio pela voz de um anjo.

Esse momento mágico, quando a mulher percebe a aproximação de um ser antes mesmo que sua primeira célula exista, foi retratado por artistas como Rafael e Leonardo da Vinci. Naqueles tempos, esse sentimento tinha um enorme significado. Mesmo nos dias de hoje, em que somos mais terrenos, há mulheres que encontram seus filhos em sonhos bem antes do nascimento. E, ao finalmente veram a criança, percebem que se parece muito com o que sonharam. Atualmente, o último lampejo do que acontecia a séculos atrás pode ser reconhecido, talvez, no repentino desejo de uma mulher ter um filho. Mas essa vontade surge de uma maneira tão delicada que pode facilmente ficar encoberta por medos, vaidades e inseguranças.

Cria-se uma enorme diferença quando colocamos a vontade da criança em primeiro plano, quando consideramos que ela escolheu seus pais, sua família e até mesmo o momento do seu nascimento como a melhor hora para que realize tudo o que precisa aqui cumprir. Se considerarmos apenas uma vontade de pais e médicos, muitas vezes baseada em questões financeiras, conveniências, preconceitos ou modismos, teremos consequências ao longo da vida desse novo ser. A criança que anuncia sua chegada, escolhendo seus pais em um determinado momento, não compreende, naturalmente, essas razões. Apenas sentirá a resistência ou oposição à sua vinda. E esse sentimento vai afetar seu desenvolvimento mais tarde, não importa o que se passe de fato. Cabe a nós, portanto, ampliarmos nossa consciência e estender um tapete vermelho para esse ser desde os tempos em que ele é apenas um sonho, apenas um lampejo. Estender um tapete vermelho de boas-vindas aos que escolheram povoar esse planeta através de nós.

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Formação ou informação?

Formação ou informação?

Rafael Florence Rezende

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“A Pedagogia Waldorf visa à formação do ser humano; quer desenvolvê-lo harmoniosamente em todos os seus aspectos: inteligência, conhecimentos, vontade, ideais sociais, etc.; quer despertar todas as suas qualidades e disposições inatas e estabelecer um relacionamento sadio entre o indivíduo e seu mundo ambiente – que inclui os outros homens. Mas a ‘informação’ também é necessária: sem ela, nenhuma formação é possível. Ela transmite, portanto, conhecimentos em grande quantidade; transmite-os em maior riqueza e diversidade do que a escola comum, pois não se limita a um programa mínimo de matéria, mas visa criar, dentro da sala de aula, uma imagem do mundo. Os conhecimentos são, pois, um meio importante para a formação; não são um fim em si, mas um instrumento poderoso e imprescindível. Ela quer formar indivíduos práticos e conscientes.”

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Tenho conversado com bastante gente sobre a escola em que estudei, da Pedagogia Waldorf, e todos tem se encantado muito! Vou compartilhar alguns trechos do livro que estou lendo.

“Definir a diferença entre a Pedagogia Waldorf e as tradicionais equivale, para alguns aficionados, dizer que “a Pedagogia Waldorf forma, a tradicional informa”. Trata-se de uma afirmação que contém uma grande parcela de verdade, mas não toda a verdade. Realmente, a Pedagogia Waldorf visa à formação do ser humano; quer desenvolvê-lo harmoniosamente em todos os seus aspectos: inteligência, conhecimentos, vontade, ideais sociais, etc.; quer despertar todas as suas qualidades e disposições inatas e estabelecer um relacionamento sadio entre o indivíduo e seu mundo ambiente – que inclui os outros homens. Mas a ‘informação’ também é necessária: sem ela, nenhuma formação é possível. Ela transmite, portanto, conhecimentos em grande quantidade; transmite-os em maior riqueza e diversidade do que a escola comum, pois não se limita a um programa mínimo de matéria, mas visa criar, dentro da sala de aula, uma imagem do mundo. Os conhecimentos são, pois, um meio importante para a formação; não são um fim em si, mas um instrumento poderoso e imprescindível. De outro lado, a Pedagogia Waldorf descarta tudo que é apenas conhecimento inútil, abstrato, enciclopédico, sem relação com a vida. Para dar um exemplo: ela prefere, na geografia, transmitir uma imagem viva de um país, de uma região ou de um processo telúrico, em vez de abarrotar a memória do aluno com nomes próprios e dados que em nada contribuem para constituir uma unidade orgânica e que se encontram em qualquer enciclopédia, à disposição de quem quiser abri-la. São dados mortos, que apenas pesam na memória e nada fazem para uma autêntica vivência do mundo.
Essa ligação com o mundo, considerado como habitat vivo e orgânico da humanidade, é uma das metas principais da Pedagoria Waldorf. Ela quer formar indivíduos práticos e conscientes. Por isso, toda alienação lhe é estranha.”

O livro é A Pedagogia Waldorf – Caminho para um ensino mais humano, do Rudolf Lanz.

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Os padrões de normalidade na sociedade e suas consequências

Os padrões de normalidade na sociedade
e suas consequências

Leonardo Maia – Desenvolvedor da Biblioteca da Antroposofia

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“O que é normal? Hoje, depender do emprego para garantir o sustento, trabalhando 8,10,12 ou até mais horas por dia, muitas vezes em serviços que não gostamos, é normal. Deixar nossos filhos em creches ou com babás em tempo integral para que as mães possam trabalhar, mesmo colocando em xeque a educação deles, é normal. Decorar fórmulas, dados, regras e ser avaliado por isso durante todo o processo escolar, mesmo que não faça nenhum sentido para a criança é normal. Achar que a criatividade e o talento artístico é dom de alguns poucos eleitos é normal. Beber no final de semana para esquecer o “estresse do dia a dia”, como se a vida fosse um estresse por padrão é normal. Crianças ficarem mais tempo brincando com celulares e na frente das telas do que na natureza é normal. Hoje, depender de um sistema que aprisiona ao invés de libertar é normal. Existe algo por detrás disso tudo ou seria mero acaso?”

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O que é normal?

Seria um padrão comum, geralmente aceito ou produzido pela maior parte da sociedade? Como isso interfere no meu comportamento ou na minha atuação no mundo?

Padrões comuns de comportamento atuam diretamente da mente coletiva e interferem em todos os indivíduos, em maior ou menor escala. O que é normal é mais facilmente aceito e muitas vezes passa por cima do julgamento consciente individual, ou seja, não paramos mais para pensar sobre a questão.

Existe algo de errado nisso? Não, definitivamente. Esse é um mecanismo maior da consciência. Existem milhões de aspectos a serem observados em cada ponto, então se parássemos para analisar cada um deles, entraríamos em colapso mental.

Mas existe algo por trás: estes padrões se metamorfoseiam e podem ser desenvolvidos conscientemente, ou seja, são manipuláveis.

Antigamente, o padrão de normalidade era num âmbito mais regional, de cultura local. Com a chegada das mídias modernas (principalmente TV e internet) e a globalização, estes padrões estão tomando proporções planetárias, uma cultura planetária.

Mas nem sempre o que é considerado “normal” é correto, moral, ético ou mesmo o melhor para o indivíduo ou para a sociedade, portanto se este padrão de normalidade é aceito sem uma ponderação consciente, pode se tornar algo muito ruim em um nível mais profundo.

Todos conhecem ou já ouviram falar da manipulação midiática, um assunto muito comentado hoje em dia, principalmente nas redes sociais. Por trás uma aparente moralidade, pode ser forjado um padrão de normalidade muito danoso em níveis mais profundos.
Isto pode afetar o indivíduo de duas formas distintas, através da aceitação inconsciente deste padrão ou através da marginalização, discriminação e preconceito por estar fora do padrão “normal”, que pode acabar obrigando-o a adaptar-se ao padrão por força maior, mesmo que isso contrarie seus princípios.

Hoje, depender do emprego para garantir o sustento, trabalhando 8,10,12 ou até mais horas por dia, muitas vezes em serviços que não gostamos, é normal.

Deixar nossos filhos em creches ou com babás em tempo integral para que as mães possam trabalhar é normal, mesmo colocando em xeque a educação deles.

Fazer sexo casual com uma pessoa que nunca vimos e encontramos por um aplicativo no celular apenas para satisfazer nossos instintos sexuais é normal.

Crianças que não gostam de frutas e verduras é normal.

Decorar fórmulas, dados, regras e ser avaliado por isso durante todo o processo escolar, mesmo que não faça nenhum sentido para a criança é normal.

Achar que a criatividade e o talento artístico é dom de alguns poucos eleitos é normal.

Beber no final de semana para esquecer o “estresse do dia a dia”, como se a vida fosse um estresse por padrão é normal.

Crianças ficarem mais tempo brincando com celulares e na frente das telas do que na natureza é normal.

Aceitar que a grande maioria dos alimentos vendidos não são saudáveis e contém excesso de toxinas  apenas para aumentar o lucro de quem os produz é normal.

Viver com medo da violência é normal.

Ter que se adequar a leis injustas por imposição é normal.

Aceitar a desigualdade social é normal.

Hoje, depender de um sistema que aprisiona ao invés de libertar é normal.

Existe algo por detrás disso tudo ou seria mero acaso?

Será que eu já aceito isso inconscientemente? (Que isso, vc está fazendo tempestade em copo d’água, isso é normal.)

Será que sou prisioneiro desses padrões? (O que posso fazer? A vida é assim… a sociedade funciona desse jeito.)

Fica uma questão, será que forjam padrões de normalidade? Que padrões ficarão para nossas crianças?

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A atenção para o desenvolvimento infantil

A atenção para o desenvolvimento infantil

Adriana Franzin/EBC

Fonte: www.ebc.com.br – clique e conheça

desenvolvimento infantil 2

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“A atenção para o desenvolvimento infantil deve começar antes da gestação. Durante o período intrauterino, deve-se priorizar o bem-estar da mãe, para que o bebê esteja protegido de estresses. O parto também é um evento marcante, além da importância de ter turmas com poucos alunos nas escolas, que permitam a individualização do ensino.”

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Países desenvolvidos estão cada vez mais voltados para a qualidade da primeira infância. Isso porque pesquisas têm comprovado que esse é o momento-chave do desenvolvimento do ser humano na formação das capacidades cognitivas, motoras e emocionais que vão se refletir na sua personalidade ao longo de toda a vida.

Além de formar adultos mais capacitados a lidar com as diversas situações do cotidiano, voltar a atenção para a criança é interessante do ponto de vista econômico. Segundo um levantamento feito nos Estados Unidos, para cada um dólar investido na educação dos pequenas são gerados dezessete dólares de retorno na economia. Nesse contexto, ganha força a neuroeducação, uma ciência que une os conhecimentos mais recentes sobre o desenvolvimento cerebral e a eficiência do modelo escolar.

Esse foi o tema da palestra de Anna Lucia Campos, presidente da Asociación Educativa para el Desarrollo Humano e Diretora Geral da ONG Cerebrum, no 4º Seminário de Líderes em Gestão Escolar, que foi realizado em São Paulo, em fevereiro de 2012.

Segundo a especialista, a atenção para o desenvolvimento infantil deve começar antes da gestação, com a ingestão de ácido fólico na preparação para a concepção. Durante o período intrauterino, deve-se priorizar o bem-estar da mãe, para que o bebê esteja protegido de estresses. Anna Lucia afirma que o parto também é um evento marcante. “A falta de oxigenação, segundo as investigações, é responsável em 75% das dificuldades de aprendizagem, de linguagem e de desenvolvimento motor”.

Ela defende que, conscientes disso, os educadores façam um levantamento das informações sobre o nascimento da criança, como a nota de Apgar (índice que avalia as condições de vitalidade do recém-nascido), por exemplo. Não para rotular, porque o cérebro é plástico, explica ela, mas para que se tenha uma atenção especial. “Se você recebe uma criança que teve o Apgar abaixo do padrão, é uma criança que nós temos que olhar com outros olhos”, destaca. Nesse sentido, defende a importância de ter turmas com poucos alunos nas escolas, que permitam a individualização do ensino.

Na palestra, a pesquisadora também ressaltou a importância dos estímulos sensoriais, da interação emocional e das experiências para o desenvolvimento do cérebro nos primeiros meses de vida. Dada a importância desse contexto, ela salientou a necessidade de profissionais capacitados e com perfil adequado para lidar com crianças com menos de três anos.

Dentre os aspectos considerados essenciais para o desenvolvimento cerebral ela destacou a alimentação, a mielinização, a cronobiologia, o estresse tóxico e a interação.

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O limiar da responsabilidade

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Dentro do processo de educação, até onde posso me ausentar, e com quais justificativas, da responsabilidade deste importantíssimo aspecto do desenvolvimento da criança, que refletirá na sua saúde, autoestima, relações sociais e no seu desenvolvimento global, inclusive na sua índole: A formação do hábito alimentar. Será que me abstenho desta responsabilidade e coloco a culpa na mídia, na escola e na sociedade em geral, permitindo que meus filhos se alimentem de produtos dos quais tenho consciência de seus malefícios?

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Trechos do filme: Muito além do peso, produzido por
Marinha Farinha Filmes:

Acesse o filme completo no canal oficial:

Muito além do Peso – Maria Farinha Filmes

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