Quando, sem querer, fazemos mal à criança

Quando, sem querer, fazemos mal à criança

Fundação Maria Cecília Souto Vidigal

Fonte: www.desenvolvimento-infantil.blog.br- clique e conheça

rótulo

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“Rotular as crianças é algo comum, mas não faz bem à sua autoestima e à construção de sua identidade. Não é incomum, nas reuniões ou festas de escolas, comentários como estes, dos pais sobre os filhos – e muitas vezes na frente deles: “Meu filho puxou o pai. É teimoso à beça”. “Ela é como a irmã. Não presta atenção em nada”, e assim por diante. A construção da identidade sofre uma forte influência daquilo que a criança ouve sobre ela das pessoas em quem confia. Ao rotulá-la, olhamos para a criança sob um determinado prisma e tiramos dela a possibilidade de ser diferente.”

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Atitudes impensadas ou carregadas de boas intenções nem sempre são, de fato, favoráveis ao desenvolvimento sadio da criança pequena. Rotulá-las é algo comum, mas não faz bem à sua autoestima e à construção de sua identidade. Por isso, conversar com os pais e os cuidadores sobre o tema é o seu papel como profissional da Primeira Infância.

Não é incomum, nas reuniões ou festas de escolas, comentários como estes, dos pais sobre os filhos – e muitas vezes na frente deles: “Meu filho puxou o pai. É teimoso à beça”. “Ela é como a irmã. Não presta atenção em nada”, e assim por diante.

Essas frases, aparentemente inofensivas, podem causar impacto negativo na criança, segundo especialistas entrevistadas pelo site Educar para Crescer.

Para eles, a construção da identidade sofre uma forte influência daquilo que a criança ouve sobre ela das pessoas em quem confia. Ao rotulá-la, olhamos para a criança sob um determinado prisma e tiramos dela a possibilidade de ser diferente.

A reportagem cita um exemplo clássico: “Qual o pai que nunca se surpreendeu ao buscar o seu filho na casa de um colega, em outro ambiente e com outra família, e perceber ou ouvir que ele teve um comportamento totalmente oposto ao que costuma mostrar em casa? Talvez isso ocorra justamente porque, nesse outro lugar, com pessoas que ainda não fizeram um julgamento a seu respeito, ele tenha a possibilidade de experimentar outro comportamento”.

Outro aspecto é a angústia que alguns sentem por ainda não saberem quem são. Para sair desse estado de incerteza, muitos aceitam os rótulos que lhes são dados porque a sensação do desconhecimento sobre si mesmo é muito pior do que viver determinado estereótipo, mesmo que não seja bom. “Às vezes é mais fácil ser algo, mesmo que não muito agradável, do que não saber quem se é”, reforça a matéria. O que se dá é a assimilação desse rótulo (daquilo que ouvem sobre si mesmas), de modos de agir que nem sempre fazem bem às crianças. “A criança quer agradar. Se sua mãe, sua família esperam determinado comportamento, ela tende a corresponder à expectativa”. Ou seja, se a menina é tida como boazinha ou comportada, ela não se permite expressar raiva e, quando esta vem, bate a sensação de culpa. Tudo isso afeta a autoimagem e a autoestima dos pequenos.

Por isso, pais e educadores devem ter cuidado para evitar que os rótulos atinjam a criança. O site Educar para Crescer dá sete dicas de como contribuir para que esse hábito não aconteça:

Não cole atitude com pessoa: Ninguém é igual o tempo todo, certo? Temos momentos de maior entusiasmo ou menor, de mais irritação ou raiva, de mais paciência. “Uma coisa é dizer a uma criança: ‘isso que você fez foi maldoso, deixou seu amigo chateado’, e lhe mostrar a consequência do seu ato. E outra muito diferente é, diante de uma atitude que você desaprova, disparar: ‘você é um menino mau!”, aponta Lara. Fazer da pessoa e de uma eventual atitude uma coisa só é meio caminho andado na direção do rótulo. Claro que tomar esse cuidado é mais trabalhoso e exige percepção, mas diferenciar a pessoa de sua atitude vai mostrar à criança que há espaço para mudar, para entender o que fez e poder agir diferente uma outra vez.

Pergunte-se de onde vem o incômodo: Muitas vezes, quando a criança faz algo que desagrada aos pais ou tem determinada atitude, a família atribui a isso tanta importância que acaba ampliando o efeito de algo que seria passageiro. Seu filho não come o tanto que você considera adequado, está ansioso ou mais agressivo? Pergunte-se por que aquilo está afetando tanto você. Com essa resposta, talvez seja mais fácil, em vez de se apegar a esse comportamento, questioná-lo e apontá-lo o tempo inteiro para a criança, simplesmente reconhecê-lo, acolhê-lo e deixa-lo passar. Tenha em conta que, muitas vezes, as crianças estão apenas experimentando, algo que dura um tempo, mas são capazes de se mover desse lugar se aquilo não virar uma definição de si mesma.

Valorize as características individuais: Apontar uma característica ou uma forma de agir é diferente de rotular. Perceber a individualidade de alguém e valorizar esse traço é reconhecer a pessoa. O perigo está em fazer disso algo estático, transformando o que era único e pessoal em algo do qual a pessoa não consegue mais se desvencilhar. É preciso reconhecer e valorizar os pontos fortes de cada um, mas deixar aberta a possibilidade de mudança. E, sobretudo, é importante propiciar às crianças um espaço para experimentar, para poder ser diferente. Quando estampamos sobre elas um rótulo, essa mobilidade fica dificultada – e a mudança desejada, também.

Classifique menos e perceba mais: Qualquer característica, quando levada ao extremo, pode ser prejudicial. Uma coisa é ter liderança e outra, ser autoritário ou mandão. Vale brincar com esse conceito com as crianças, pensar, por exemplo, nos traços de cada um na família e no que acontece com essa condição quando ela se exacerba. A ideia por trás do jogo é perceber e questionar mais – e rotular menos. Também é importante fazer a criança notar quando ela consegue agir de outro modo, se comportar diferente. Afinal de contas, ninguém é apenas uma coisa ou sempre igual. E o rótulo promove justamente isso: toma a parte pelo todo, é uma simplificação.

Cultive a diversidade: Tente propiciar ao seu filho o convívio com crianças de grupos diferentes, de diferentes idades, de outras classes sociais, de outros gêneros. Só assim será possível mostrar que existem, sim, diferenças, mas que elas não nos impossibilitam de conviver, nem merecem ganhar nomes ou ser alvo de gozações. Em geral, as crianças menores lidam melhor com as diferenças, entendem que podem aprender com elas. Outro bom exercício é tentar encontrar denominadores comuns entre todos, apesar das diferenças: o que cada um sabe? O que pode ensinar? Promover trocas de saberes ou trocas de lugares ajuda as crianças a perceberem os mecanismos do reconhecimento e do rótulo.

Use bons exemplos: Um estereótipo vai se fixando na medida em que ele é repetido e reforçado: “os negros são melhores atletas”; “meninas não curtem as áreas de exatas”. É preciso desconstruir essas noções petrificadas. Uma forma de fazer isso é mostrar diferentes exemplos, questionar: por que meninas não podem brincar de construir? Quem falou? Por que meninos não podem colocar brinco? E que tal mostrar uma personalidade de destaque na área de física, como Marie Curie, por exemplo, e pedir às meninas que façam suas experiências? Ou por que não citar um excelente boxeador ou jogador de basquete branco e mostrar o bem que ele se move, o quanto é ágil? Assim as crianças entendem que se pode mudar, experimentar, corrigir rotas.

Todos queremos ser bem vistos: É interessante contar ao seu filho que todos queremos pertencer, ter um grupo que nos contenha e ampare, que todos buscamos, de algum modo, aprovação. E, por isso, é normal fazer esforços para ser aceito ou entrar em determinada “panela”. O que não é razoável é mentir, passar por cima de si mesmo ou se violentar de algum modo nesse caminho. Isso acaba por tornar todos tão homogêneos a ponto de perder a expressão da individualidade. E quando isso acontece, o esforço não vale a pena, trata-se de algo que está cerceando, censurando, que ultrapassou o limite do saudável.

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Brincar é coisa séria

Brincar é coisa séria

Glaucia Leal

Fonte: www.escoladecriatividade.com.br – clique e conheça

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“O brincar pode ser pensado, por exemplo, como uma forma livre de expressão da criança, uma espécie de linguagem do espontâneo. Se os meninos não brincam, eles ficam diminuídos em suas possibilidades de manifestação. A ciência pedagógica, cada vez mais sofisticada, ensina a gente a fazer vestibular. Mas ninguém nasceu para fazer vestibular, nascemos para ser gente, para expressarmos em plenitude e liberdade todos os talentos que cada ser humano tem.”

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Documentário brasileiro aborda a relação com o lúdico como exercício de criatividade e possibilidade de experimentação.

Todo mundo sabe: medicamentos tarja preta, comercializados com prescrição médica, são usados principalmente para controlar sofrimentos psíquicos. As pílulas que prometem apaziguar a ansiedade e a depressão são vendidas aos bilhões pela indústria farmacêutica. De fato, em muitos casos, remédio é necessário – mas em outros tantos poderia ser dispensado desde que fossem tomadas outras medidas para aplacar as dores da alma. E o que se espera desses remédios? Que restituam a saúde, tragam alívio, ajam rapidamente e apaziguem a angústia.  O documentário brasileiro Tarja branca – A revolução que faltava, produzido pela Maria Farinha Filmes, recorre ao termo “tarja” justamente para apresentar um contraponto – sem efeitos colaterais ou necessidade de receita – como outra saída para lidar com a tristeza e a falta de criatividade, na contramão de um caminho que vem de fora para dentro, em forma de pílulas.

Dirigido por Cacau Rhoden, o filme trata da valorização e do regate do elemento lúdico em todas as faixas etárias (e não apenas na infância). São apresentados depoimentos de adultos de diferentes profissões, idades e origens tanto sobre sua relação subjetiva com o brincar quanto reflexões acerca desse ato ancestral que funciona como elemento de coesão, pertencimento e integração social fundamental para o desenvolvimento físico, intelectual e afetivo. Essencial na infância, esse ato ancestral nos permite experimentações não apenas no âmbito das ações, mas também no que diz respeito às formas de conhecer a si mesmo, se relacionar com o mundo, trocar de lugar, obter outros pontos de vista, repetir, elaborar, aprender.

O brincar pode ser pensado, por exemplo, como uma forma livre de expressão da criança, uma espécie de linguagem do espontâneo. “Se os meninos não brincam, eles ficam diminuídos em suas possibilidades de manifestação”, comenta uma das entrevistadas, Lydia Hortélio, professora de música e pesquisadora. “A ciência pedagógica, cada vez mais sofisticada, ensina a gente a fazer vestibular. Mas ninguém nasceu para fazer vestibular, nascemos para ser gente, para expressarmos em plenitude e liberdade todos os talentos que cada ser humano tem.”

Outra entrevistada, a educadora Renata Meirelles, criadora do projeto Brincadeiras Infantis da Região Amazônica (Bira), se lembra da tristeza que sentia na infância ao ver sua mãe deitada na praia, tomando sol, enquanto ela brincava na areia. Parecia inconcebível para a menina que alguém simplesmente não quisesse brincar, tendo a oportunidade de fazê-lo, e temia que a mãe, por algum motivo, não pudesse experimentar esse prazer. Outros entrevistados, como os escritores Marcelino Freire e Bráulio Tavares, o jornalista José Simão, a pedagoga Ana Lúcia Villela, o ator Domingos Montagner e o músico Antônio Nóbrega, também falam das próprias experiências e associam a impossibilidade de brincar com o adoecimento psíquico.

Para psicanalistas o desinteresse de uma criança por essa atividade é um sintoma claro de que há algo errado. Em nossa sociedade, porém, frequentemente os adultos perdem a conexão com a própria capacidade lúdica, sem que isso seja motivo de estranhamento ou preocupação. Quando nos afastamos do exercício lúdico da curiosidade – seja por meio do som, do movimento, da palavra, dos pensamentos ou de infinitas outras maneiras de expressão – um organizador psíquico fundamental também se esvai.

Não raro, a impossibilidade de vivenciar no dia a dia o humor, a alegria, permitir-se rir e jogar faz com que as pessoas se entristeçam – e muitas vezes adoeçam. Nesse sentido, a identidade cultural revelada por meio da arte tem imensa importância, na medida em que propicia um espaço privilegiado e protegido para a experimentação e, consequentemente, para a preservação da saúde.

Da mesma forma, encontrar prazer na atividade profissional e desenvolvê-la com criatividade nos lembra que brincar pode ser algo muito sério. Sem precisar ser sisuda, sofrida ou extenuante, a seriedade está associada ao comprometimento e à dedicação intensa e autêntica. Podemos evocar um recorte claro dessa ideia: basta pensar na compenetração de uma criança entretida ao brincar. Nada mais sério, nada mais leve. E sem contraindicações.

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O que acontece na infância, não fica na infância…

O QUE ACONTECE NA INFÂNCIA. NÃO FICA NA INFÂNCIA…

Carolina Vila Nova

Fonte: lounge.obviousmag.org


“Quer um filho saudável, feliz e bem sucedido? Proteja sua infância. Viva seus dias com ele e para ele. Ser criança é ser um indivíduo vazio, pronto para aprender com seus pais, absorvendo tudo, sem possibilidade de filtrar o que é bom e o que é ruim. Se na maioria das vezes, nem mesmo os pais percebem o quão falhos são, quem dirá as crianças? Não somos responsáveis por nossa infância e nem pelo que fizeram conosco. Sobre isso e para isso, utilizamos os recursos da psicologia. Mas somos sim, totalmente responsáveis pela infância de nossos filhos.”


Afinal, porque tratamos de assuntos da nossa vida infantil em consultórios psicológicos e psiquiátricos, quando na verdade estamos buscando algo para a vida adulta?
A felicidade no amor, paz na família, sucesso na vida profissional e tantos outros diferentes e desejados propósitos parecem estar todos conectados com um segredo lá atrás, na infância de cada um de nós…

Será mesmo?

Há tempos, sabemos da importância da infância para uma vida adulta feliz e saudável. Recentemente, li algo sobre o assunto, que citava o seguinte exemplo: se uma criança, que chora e pede para ser alimentada, é ignorada pela mãe no momento do choro, mas é atendida quando espera em silêncio, esta criança grava em seu subconsciente, que quando quer alguma coisa não deve pedir e nem chorar, mas esperar, pois alguém vai perceber sua necessidade apenas em seu silêncio. Achei o exemplo esplêndido, porque apesar de fazer muito sentido e parecer lógico, é algo tão cruel, que eu não havia pensado nisso. Esta criança se tornará um adulto que não luta pelo que quer, mas que espera silenciosamente. Percebi o quanto pequenas atitudes podem influenciar o comportamento de um individuo a sua vida inteira, sem que o mesmo nem se dê conta.

Certa vez, tive a seguinte experiência com vizinhos de apartamento: as paredes não eram maciças o bastante para abafar os sons mais altos. Todos os dias, a mãe das crianças parecia um anjo enquanto o marido estava em casa: falava baixinho e parecia a melhor mãe do mundo, além de esposa exemplar. Porém, assim que o marido saía de casa, a mulher começava a gritar freneticamente com as crianças. Por vezes, trancava-as no banheiro ou no quarto para limpar a casa. O caso era claro: o casamento não ia bem, a mulher estava sempre competindo com a ex-mulher do marido e tentava a todo custo manter a casa na mais perfeita ordem. Quando o homem chegava em casa, a mesma estava impecável e a mulher parecia ser tranquila.

Eu me pergunto: o que aquelas duas crianças vão levar para suas vidas adultas sobre essas experiências com sua mãe? Será que sempre verão no pai, o falso herói, que era capaz de transformar a mãe nervosa em uma pessoa calma e prestativa? Será que se darão conta algum dia, da oscilação terrível de humor a que eram submetidos diariamente, por conta da insegurança da mãe? De que forma esse tipo de experiência afeta a vida das pessoas quando já adultas? Será que todo estudo de psicologia e psicanálise nos permite mesmo olhar para trás e trabalhar o que nos foi feito quando ainda éramos tão vulneráveis e vazios de aprendizado?

Não conheço as respostas para essas questões, mas gosto das dúvidas que elas proporcionam. Conheço uma psicóloga que decidiu pausar sua vida profissional, quando se tornou mãe. Ela sabia da importância fundamental dos dias infantis de sua filha, para que a mesma pudesse se tornar uma adulta feliz e segura, sem traumas e com comportamentos oriundos de uma infância mal vivida. Certamente, muitas mães fariam o mesmo, se soubessem do grau tão elevado de importância da infância, na vida de um ser humano.

Quer um filho saudável, feliz e bem sucedido? Proteja sua infância. Viva seus dias com ele e para ele. O proteja de atitudes bobas como a da mãe que maltratava seus filhos, toda vez que o marido saía de casa.

Ser criança é ser um indivíduo vazio, pronto para aprender com seus pais, absorvendo tudo, sem possibilidade de filtrar o que é bom e o que é ruim. Se na maioria das vezes, nem mesmo os pais percebem o quão falhos são, quem dirá as crianças?

Não somos responsáveis por nossa infância e nem pelo que fizeram conosco. Sobre isso e para isso, utilizamos os recursos da psicologia. Mas somos sim, totalmente responsáveis pela infância de nossos filhos.

Que todo amor seja destinado aos nossos. E quando necessário, vale buscar ajuda profissional, já que o assunto é tão sério, delicado e difícil.

Porque o que acontece na infância, não fica na infância.

Mas fica… para a vida toda!


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Cruzando o jardim

Cruzando o jardim…

Flávia Penido

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“Sair de casa para entrar na escola é uma transição do espaço privado para o espaço publico, do espaço seguro para espaço da exploração. Deve ser encarado como um desmame e como todos desmames que vivemos, deve ser feito de forma suave e com apoio das duas partes fazendo uma ponte segura, para que a criança vá por seus próprios meios internos. Que aquele ser vá por inteiro, caminhando com suas duas perninhas, como se o caminho interior fosse mais longo que o caminho exterior de casa para escola. A família passa tranquilidade e dá permissão para que a criança vá confiante, a escola aquece o laço seguro, enriquece a curiosidade, desperta o desejo pelos pares e por esse novo lugar. Esperando que a criança desça do colo e corra para o novo como se ganhasse asas e aprendesse a voar, cada criança terá seu ritmo e sua forma de cruzar esse jardim. Cada adulto cumpre seu papel de tornar a escola um novo quintal onde experimentar novas aprendizagens como um novo horizonte a explorar em toda sua potência, cada adulto busca não transformar os portões da escola em grades de uma prisão cuja única escolha da criança seria, sobreviver ou resistir.”
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