PANDEMIA POR CORONAVÍRUS – aspectos e perspectivas


PANDEMIA POR CORONAVÍRUS – ASPECTOS E PERSPECTIVAS

por Matthias Girke e Georg Soldner

Fonte: Seção Médica no Goetheanum em 19/mar/2020

Tradução: Sonia Setzer


Vulnerabilidade imunológica devida ao medo, estresse, sobrecarga da esfera neurossensorial e profissional – sem dúvidas uma característica da sociedade global voltada ao alto rendimento, de orientação materialista, de acordo com o “modelo ocidental”.


O novo cornavírus SARS-CoV-2 está se espalhando pelo mundo todo e levou a consequências e limitações até então desconhecidas na vida pública e de direitos cívicos. Os sintomas da infecção, de evolução geralmente leve, referem-se principalmente às vias respiratórias e ao sistema cárdio-circulatório. Além de sintomas gerais como febre, dores musculares e fadiga, é principalmente o pulmão, órgão do sistema rítmico humano, que pode ser gravemente afetado quando a doença o atinge. Devido à relação do vírus SARS-CoV 2 com o receptor ECA (enzima conversora de angiotensina), o quadro pode ser acompanhado de distúrbios reguladores cárdio-vasculares, o que pode acometer mais intensamente, por exemplo, pacientes com hipertensão, que muitas vezes tomam medicação anti-hipertensiva (p. ex. inibidores da ECA).

De maneira geral, vírus e outros agentes patogênicos somente levam a uma doença manifesta quando existe a predisposição correspondente. Pois nem todas as pessoas desenvolvem sinais da doença depois de serem infectadas, e quando os apresentam, isso ocorre em medida muito diversa. Assim, as estimativas da mortalidade da enfermidade causada pelo COVID-19 em todo o mundo está atualmente entre 0,25 a 3%, na Alemanha entre 0,3 a 0,7% (considerando-se todas as faixas etárias). A nível internacional mencionam-se cifras bem mais elevadas, sendo que em quase nenhum país a testagem abrangente possibilite uma comparação precisa do número de infectados com o número de pessoas falecidas. Portanto, o número real de infectados certamente é maior do que os que apresentaram resultado positivo, por exemplo, na Itália, onde a situação é grave.

Uma vez que o patógeno penetra no organismo, desenvolve-se uma inflamação como resultado ativo da pessoa afetada. A inflamação serve para subjugar o elemento invasor estranho. Portanto, temos de distinguir entre a infecção causada pelos agentes patogênicos, a predisposição da pessoa e a resposta inflamatória. Em consequência disso, de maneira alguma deve-se reprimir acriticamente a reação inflamatória, conveniente para dominar a doença, por meio de medicação anti-inflamatória e antitérmica. Há indícios de que esses medicamentos podem favorecer uma evolução pior. As recomendações terapêuticas da medicina antroposófica para a prevenção e tratamento da enfermidade já foram publicadas. A profilaxia e prevenção devem referir-se a diferentes níveis. Naturalmente, para evitar a infecção pelas gotículas a lavagem das mãos é muito importante, bem como tossir no cotovelo. Mas a predisposição igualmente requer consideração. Sabe-se que o COVID-19 representa um risco maior para pessoas idosas e pacientes com doenças do sistema cardiocirculatório ou do metabolismo do açúcar. Também o estresse e medo pioram o estado imunológico e favorecem uma evolução mais séria em caso de infecção. Excesso de atividade do sistema neurossensorial, pouco sono, falta de movimento propiciam um aumento da suscetibilidade à infecção e uma predisposição para a moléstia infecciosa. Atualmente, muitas pessoas ainda têm um temor real diante da perda das condições econômicas provocadas por esta crise.

A ESSÊNCIA DA ENFERMIDADE

Enfermidades apresentam diversos níveis. Os sintomas visíveis formam um todo, o “quadro” patológico. Nele expressa-se um “tipo”: doenças podem ter uma evolução clínica muito distinta, e mesmo assim têm algo em comum. O “tipo” de uma moléstia é o seu “princípio” espiritual, que se manifesta e individualiza na pessoa enferma. Isso mostra que a doença consiste em mais do que os sintomas visíveis. Estes apontam para a essência da doença, que se expressa nos sinais patológicos. Quais são as características e qualidades dessa essência da doença? O famoso patologista Rudolf Virchow já apontou para a predisposição necessária para uma moléstia infecciosa. Quando uma moléstia infecciosa precisa de uma predisposição, evidentemente existe uma afinidade desta com a essência [da doença]. Nesse contexto podemos distinguir vários níveis:

 A predisposição geral, vulnerabilidade imunológica devida ao medo, estresse, sobrecarga da esfera neurossensorial e profissional – sem dúvidas uma característica da sociedade global voltada ao alto rendimento, de orientação materialista, de acordo com o “modelo ocidental”. Acrescente-se a isso a crescente disposição de ignorar, de início o máximo possível, sintomas como febre e abatimento como resposta conveniente do organismo, que advertem para o descanso, e muitas vezes, eliminá-los por meio de remédios. Provavelmente essa prática pode contribuir bastante para as evoluções mais graves. A alma sobrecarregada e tensa, e junto com isso um sentir que desenvolve estresse e tensão, predispõem para o avanço da infecção em direção ao sistema rítmico.

 No entanto, também os conteúdos da consciência são significativos. Quando nos nutrimos com a verdade, vivenciamos a ligação do nosso ser com o mundo espiritual. Reconhecer verdades pode despertar alegria, esperança, confiança, realização. Deparamo-nos com uma qualidade que oferece a orientação necessária, liberta a pessoa da tensão e insegurança, e desse modo intensifica as forças sanadoras corpóreas. Em oposição a isso, a inverdade e a mentira fazem adoecer: elas separam o ser humano do mundo espiritual da verdade, isolam-no e dificultam a ação das forças sanadoras que afluem da verdade. Rudolf Steiner apontou nessa direção, dizendo que as “mentira da humanidade” podem ter importância epidemiológica. Não se trata do paciente individual, mas principalmente de como se lida com a verdade na discussão pública. Em uma época de fake news e deturpações que contrariam a verdade, também a dimensão espiritual tem importância. Rudolf Steiner menciona igualmente o cultivo da espiritualidade e o aspecto pernicioso de pensamentos materialistas: “A melhor maneira de cultivar bacilos é quando o ser humano leva para o estado de sono um modo de pensar materialista. Não há melhor meio para esse cultivo, senão ir para o sono com concepções apenas materialistas, e de lá, do mundo espiritual, retroagir com seu Eu e corpo astral sobre os órgãos do corpo físico, […].”

Diante desse pano de fundo também as teorias conspiratórias sobre a origem dessa pandemia, como não raramente circulam também em contextos antroposóficos, são problemáticas. A vontade no pensar para comprovar a verdade, para digerir por si mesmo o excesso de notícias e não se deixar simplesmente contagiar por meras afirmações constitui uma parte da nossa imunidade, pela qual nós mesmos somos responsáveis.

 Se uma acentuação da atividade consciente, ou seja, do sistema neurossensorial, propicia a predisposição de resfriados virais, para sua transformação é preciso exercer movimentos que aqueçam e atividade volitiva. O temor inibe a vontade, somos determinados por forças estranhas a nós, como, na realidade, o “funcionamento” do cotidiano profissional é determinado por “marca-passos” externos. Portanto, nossa predisposição a enfermidades é caracterizada por uma sobrecarga de conscientização em nossa sociedade informatizada, por tensão, agitação e vivências estressantes em nosso sentir e um crescente temor paralisante na vontade. Tendo como pano de fundo a trimembração [do organismo] caracteriza-se, portanto, a predisposição por um deslocamento dos membros essenciais da constituição humana em direção ao sistema neurossensorial. O organismo que eles abandonam torna-se suscetível a infecções e “ocupações” estranhas.

Enquanto na infância e no adulto jovem a essência anímica e espiritual do ser humano se ligam ao corpo, estruturando-o, com o avançar da idade ela o abandona. Por isso justamente as pessoas mais idosas desenvolvem uma predisposição para o COVID-19. A pandemia pelo corona atinge o ser humano; aparentemente animais não adoecem. Isso evidencia que ela se relaciona com a essência do Eu. Portanto, entre muitas outras coisas, a prevenção e cura devem incluir também essa dimensão espiritual.

INTENSIFICAR A HIGIOGÊNESE, SALUTOGÊNESES E AUTOGÊNESE

Diferenciamos níveis distintos de cura: primeiramente conhecemos a cura corpórea, e então falamos de higiogênese, no sentido de Gunther Hildebrandt. A cura do corpo precisa de acompanhamento anímico. Medo e temor não são bons conselheiros, e mediante tensão e agitação interior enfraquecem as forças regeneradoras vitais e de cura. Quando em situações de risco se consegue reconhecer ou mesmo gerar um sentido de propósito, compreender contextos e também possibilidades de manejo, desenvolve-se um potencial salutogenético.

Aaron Antonovsky resumiu esse trabalho transformador da alma conduzido pelo Eu como “sense of coherence” (sentido de coerência). Por fim, o encontro com a moléstia pode realizar um desenvolvimento interior e levar ao autodesenvolvimento, isto é, à autogênese.

Portanto, a prevenção apresenta aspectos interiores e exteriores. Interiormente trata-se de pontos de vista sustentáveis e conteúdos espirituais, que podem fornecer a força para cuidar do contexto interior. O controle de moléstias infecciosas leva exteriormente ao isolamento: eventos públicos são cancelados, fronteiras fechadas; uma interferência muito forte pode ser causada pela proibição de sair de casa, que segrega as pessoas das vivências da natureza, da luz solar e do céu estrelado. Em contrapartida, é preciso fortalecer primeiramente a luz interior, espiritual, os Sol interior, sob forma de dedicação amorosa, de interesse pela outra pessoa e do compromisso interior, sob forma dos valores segundo os quais se vive. Por fim, não existe cura sem esperança. Nesse contexto vivemos de perspectivas e confiança interior. Ajudas exteriores são, o quanto for possível, movimentação ativa própria e a relação com o Sol (já em 1920, ainda antes da descoberta da vitamina D, Rudolf Steiner apontou para a importância da carência de luz na infectologia). A absorção de luz solar na medida adequada e no horário correto fortalece a resistência a infecções, estimula a presença do Eu no corpo e constitui a base para a estabilização dos nosso ritmos de luz interiores mediados por hormônios, que têm grande importância para o sono e a nossa saúde.

Necessitamos não apenas de uma relação isenta de medo em relação à luz do Sol, mas também uma valorização da noite, do céu estrelado, por assim dizer, como “hinos à noite”, como Novalis intitula um de seus ciclos de poesias. Entrementes conhecem-se muito bem as consequências nocivas para a saúde da poluição luminosa noturna por meio de luz artificial e telas. Nosso sistema rítmico está ligado ao Sol e seu ciclo diário. Conhecemos um grande número de ritmos circadianos. Trata-se da estruturação rítmica do dia e principalmente de uma relação fisiológica de vigília e sono. Tanto um sono muito curto, mas também longo demais, causam doença e levam, entre outros, à diminuição de funções imunológicas.

Além disso, um aspecto decisivo é a relação com o calor. O sistema cárdio-circulatório constitui o órgão central do nosso organismo calórico e requer fortalecimento, assim como o sistema respiratório. Nesse contexto, o movimento próprio tem uma importância central. Exercícios de eurritmia terapêutica, como Rudolf Steiner indicou no curso de euritmia terapêutica – principalmente a tríade “A-veneração”, “Amor-E” e “Esperança-U”, complementados com “R-rítmico” –, podem propiciar um revigoramento valioso, e ser aprendidos por muitas pessoas em pequenos grupos e depois praticados autonomamente. Já mencionamos a importância do movimento exterior e da absorção regular de luz solar. Ao lado de alguns aspectos convenientes do ponto de vista infectológico, a “quarentena domiciliar” também apresenta consequências duvidosas diante desse pano de fundo, pois restringe as ajudas citadas.

POR QUE SURGEM VÍRUS PATOGÊNICOS PARA O SER HUMANO?

Na realidade, apresenta-se uma grande questão enigmática: de onde vêm esses vírus reconhecidamente novos e por que surgiram? É interessante que muitos vírus provêm do reino animal, igualmente o coronavírus. Em nosso trato digestivo também temos não apenas bactérias, a microbiota, mas inúmeros vírus, que certamente são importantes para a nossa saúde, da mesma maneira que, reconhecidamente, as bactérias intestinais. Afinal, sabemos que não apenas nossas funções imunológicas, como também muitas outras áreas do nosso organismo, e até mesmo nossa condição anímica, são influencias pelas bactérias intestinais. Por que, então, vírus do reino animal tornam-se perigosos para o ser humano? Atualmente causamos sofrimento indizível aos animais: matanças cruéis em massa até experiências em laboratórios que provocam dores às quais o reino animal está entregue, indefeso. Mesmo o comércio normal de animais vivos pode causar-lhes um imenso estresse angustiante. Será que esse sofrimento pode gerar a transformação dos vírus que estão adaptados ao organismo animal? Estamos habituados a somente observar o nível corpóreo e geralmente considerá-lo separado do nível anímico. Aliás, hoje já se conhecem relações que ligam, por exemplo, o intestino com a alma. Tendo em vista muitas doenças virais, coloca-se a questão microbiológica não somente sobre a origem dos vírus, mas também a questão ecológica e moral quanto à lida com os animais. Há mais de 100 anos atrás Steiner apontou para essas relações. Hoje depende de nós investigar essas relações, e junto com a análise científica formular perguntas mais profundas.

PERSPECTIVAS

Com isso voltamos o olhar para a dimensão ecológica da pandemia. Até agora a globalização ocorreu fortemente sob o signo de interesses econômicos e da expansão do poder político. A pandemia pelo coronavírus nos torna conscientes de em que medida elevada nós hoje constituímos uma humanidade, que é responsável pela saúde dos concidadãos, dos descendentes e da Terra. Ela nos pode ensinar novamente a veneração diante da vida, tão enfatizada por Albert Schweizer, a dimensão do vivente, tantas vezes esquecida, na qual, em última instância, não existe separação de um ser vivo do outro e de seu destino.

Estes dias e semanas mostram em que medida princípios aparentemente incontestáveis na economia, pedagogia, circulação de pessoas, provam ser relativos diante da ameaça à vida. Eles podem ensinar-nos uma nova mobilidade e consideração em nossa conduta. Sem dúvida alguma, deve-se evitar principalmente a infecção de grupos de risco. Aqui cabem as medidas desencadeadas até então, que se referem à limitação da disseminação do agente patológico, principalmente sua velocidade, e nesse sentido é importante ter um comportamento solidário com toda a sociedade civil e a comunidade mundial. Durante muito tempo tinha-se a meta de eliminar agentes patológicos infecciosos da maneira mais radical e global possível. A epidemia pelo coronavírus nos ensina, todavia – bem como, por exemplo, o aumento crescente da resistência aos antibióticos –, que a questão da convivência, da aquisição de defesas imunológicas e da separação dos reinos animal, vegetal, das bactérias, fungos e vírus necessita de uma perspectiva de desenvolvimento ecológico eficaz, em vez de imagens demonizadas de eles serem adversários.

Não se pode eliminar ou erradicar o SARS-Cov-2, e nas próximas décadas temos de contar como novas mutações nesse campo. A proteção diante do contágio, e por outro lado o desenvolvimento gradual de uma imunidade comunitária (o termo “imunidade do rebanho” também indica uma relação perturbada entre o ser humano e o animal) necessitam medidas bem ponderadas, que se orientem no sentido de um equilíbrio entre renúncia necessária e posse necessária. Movimentação na natureza, mas igualmente compaixão e interesse pelo próximo, atuam beneficamente e atualmente são muito necessários. Também a cura precisa de dedicação e assistência humana. Conhecemos estudos que mostram como relações sociais – no caso, o grau de popularidade de crianças – influenciam positivamente seu risco de infecção a longo prazo.

Nesta crise, o fortalecimento da resiliência tem uma dimensão corpórea, anímica e espiritual. Do ponto de vista corpóreo, deve-se cuidar, ao lado dos cuidados com o calor, exposição à luz solar e ritmos de vida, de uma alimentação saudável e evitar substâncias tóxicas (tabaco, álcool). Verduras amargas melhoram a imunidade, o consumo elevado de açúcar diminui as defesas. A prevenção e o fortalecimento constitucional podem ser auxiliados por meio de
medicamentos antroposóficos e euritmia terapêutica.

Para o lado anímico trata-se da redução do medo, ponderação, coragem e perspectivas espirituais. Medo e tensão anímica limitam as funções imunológicas e possivelmente contribuem para a disseminação da doença tanto quanto um comportamento descuidado e leviano. Do contrário, uma disposição anímica positiva (positive emotional style) tem efeito benéfico e leva a um risco menor de adoecimento. Também a concentração de cortisol na saliva como indicação de experiência anímica estressante e tensão, corresponde à suscetibilidade à infecção.

Portanto, temos de nos opor interiormente ao medo e ao temor frequentemente gerado, uma vez que a predisposição para a doença somente diminui mediante um pensar claro, uma disposição anímica equilibrada e coragem. Há mais de 100 anos Rudolf Steiner caracterizou-o da seguinte maneira:

“Quando não se consegue produzir outra coisa senão temor diante das doenças que se passam no entorno, em um foco patológico epidêmico, e se adentra o sono noturno com o pensamento do temor, geram-se na alma pós-imagens inconscientes, imaginações permeadas de temor. Este é um bom meio para cultivar e cuidar de bacilos”.

Do ponto de vista espiritual surgem importantes perguntas: Quais são os desafios que enfermidades pandêmicas colocam à humanidade? Por um lado, esta pandemia freia dramaticamente a vida social, tornando-se assim uma crescente ameaça econômica, social e comunitária. Por outro lado ela leva a uma parada, com a possibilidade de questionar orientações sociais, valores e metas, e estabelecer objetivos. Nesse contexto, é de suma importância a relação do ser humano com os reinos da natureza, particularmente com os animais. No momento, acrescenta-se à crise climática, e com isso ao adoecimento da Terra, uma enfermidade aguda, global do ser humano, que se coloca ao lado das importantes doenças crônicas do nosso tempo, podendo nos despertar para uma nova orientação ecológica, também no campo da medicina. Não podemos continuamente fazer guerra contra enfermidades e agentes patogênicos, por mais valiosas que sejam essas atribuições; com a mesma intensidade temos de lutar pelo fortalecimento do ser humano e pelo equilíbrio ecológico entre o ser humano e a natureza, à luz da nossa origem cósmica comum.

No caso de adoecimento é preciso cuidar da inflamação como resposta adequada do organismo para a eliminação do agente patogênico, e não empregar acriticamente um tratamento anti-inflamatório e antitérmico. Atualmente não dispomos de um tratamento baseado em evidências para adoecimentos com risco à vida pelo COVID-19, que terapeuticamente ainda é uma novidade para todos os envolvidos. Assim como na medicina intensiva temos um conhecimento sobre o tratamento de síndromes respiratórias, também há experiência na medicina antroposófica, adquirida em ambulatório, sobre o tratamento de pneumonias, que com relativa frequência são causadas por vírus. Segundo nossa avaliação, as recomendações da medicina antroposófica podem ser um auxílio em todas as fases da doença e dar suporte especialmente no tratamento da pneumonia. Como várias clínicas antroposóficas estão participando de forma coordenada dos cuidados aos pacientes com evolução grave da moléstia causada pelo COVID-19, inclusive da ponto de vista da medicina intensiva, talvez seja possível que logo possamos continuar desenvolvendo recomendações atualizadas, baseadas na experiência.

por Matthias Girke e Georg Soldner

Tradução: Sonia Setzer


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Uma opinião sobre “PANDEMIA POR CORONAVÍRUS – aspectos e perspectivas”

  1. Boa tarde
    Meu nome é Ana Elizabeth Diniz e sou jornalista.
    Escrevo sobre espiritualidade no jornal O TEMPO, de Belo Horizonte.
    Gostaria de saber se vocês me autorizam a usar alguns trechos desse artigo, claro, com a citação do autores.
    Não posso usá-lo na íntegra, pois não disponho desse espaço.
    Aguardo seu retorno.
    Att,
    Ana Elizabeth Diniz

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