Pedagogia Waldorf: Educação pelo amor e para a liberdade


PEDAGOGIA WALDORF:
EDUCAÇÃO PELO AMOR E PARA A LIBERDADE

Rudolf Steiner

Fonte: SAB – Sociedade Antroposófica no Brasil


A educação, segundo a Antroposofia, deve proporcionar às crianças a possibilidade de seguir suas próprias leis evolutivas,  onde o educador deve postar-se, respeitosamente, com veneração e amor diante da individualidade do aluno de modo que não se ameace a sua liberdade. O caminho oposto de uma educação por imposição e medo que padronize o pensar das crianças e as tire a liberdade de ser quem elas realmente são: o enfraquecimento do EU – caminho contrário ao desenvolvimento da humanidade segundo a Antroposofia.


Deve-se ter veneração frente ao seu espírito da criança. Você não consegue desenvolver esse espírito; ele desenvolve-se por si próprio. Compete a você afastar os obstáculos para o seu desenvolvimento, e trazer-lhe aquilo que lhe permite desenvolver-se.

Nós, como educadores e docentes, em suma temos a tarefa de postar-nos respeitosamente diante da individualidade [do aluno], proporcionando-lhe as possibilidades de seguir suas próprias leis evolutivas.

Deve-se poder educar de tal modo que se removam os obstáculos físicos e anímicos para aquilo que, a partir de uma ordem divina, penetra nas crianças como novidade em cada época no mundo, e que se crie para o aluno um ambiente por meio do qual seu espírito possa adentrar na vida em completa liberdade.

As três regras de ouro da arte de educar e de lecionar que, em cada professor, em cada educador, devem ser disposição total, impulso total para o trabalho, que não podem ser concebidas simplesmente de maneira intelectual, mas devem ser apreendidas a partir do ser humano global, devem ser:

[1] Gratidão religiosa frente ao cosmo que se manifesta na criança, [2] unida à consciência de que a criança representa um enigma divino, que se deve solucionar mediante a arte de ensinar.[3] Praticar com amor um método de ensino pelo qual a criança se educa instintivamente junto a nós, de modo que não se ameace a sua liberdade, que deve ser considerada também onde se encontra o elemento inconsciente da força orgânica de crescimento.

Rudolf Steiner


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