Porque não silenciar: a Trimembração da Ordem Social


PORQUE NÃO SILENCIAR:
A TRIMEMBRAÇÃO DA ORDEM SOCIAL

Leonardo Maia


Se desejar transformar seriamente a ordem social do presente, para que as atitudes sociais prevaleçam, então você não deve ter medo de fornecer autonomia para a vida espiritual e cultural, incluindo a escola e o sistema de ensino.

Rudolf Steiner


Não que não se deva ter uma atenção a nossa “Liberdade”, até pela atual consciência do ser humano individual que não percebe com clareza o impacto de sua liberdade no outro e no mundo, mas numa imposição de atuação ou não no âmbito político – principalmente por parte das Escolas Waldorf, sob a justificativa que Steiner defendia a separação do Estado à Educação e portanto as Escolas Waldorf não devam se posicionar politicamente, suprime a ação em defesa do Livre Pensar fora do “Universo Waldorf” (muitas vezes chamado ironicamente de “bolha cor de rosa”).

Essa justificativa pode gerar um cerceamento do livre pensar e uma coerção do impulso de ação social contra este mesmo aspecto vindo do governo dentro do próprio universo Antroposófico, onde muitos professores sentem este o impulso de luta social, mas pela justificativa e pressão contra o abandono das crianças – que contam com o professor, a não exposição delas ao contexto polar político e ideológico atual e este aspecto de que as escolas devam ser apartidárias (todas elas verdadeiras e reais) geram um receio na alma do professor e estes podem se posicionar neutros ou se submetem a estas justificativas gerando uma incoerência com o Impulso real do EU – pois ambos os lados é pelas crianças em algum sentido. Essa incoerência é a subjugação de um impulso autêntico da alma individual, que subjuga o EU – aspecto alinhado, em uma hierarquia maior, com Sorat.

Sendo que Steiner diz:  “o mais importante não é o que você diz, mas o que você é, isso que vai reverberar mais forte na criança. Isso que será absorvido e transformado em seu organismo infantil em espírito, alma e corpo.” Este impulso que reverberará na alma infantil.

Existe uma linha muito tênue entre estes dois aspectos que se justificam verdadeiramente – tanto o posicionamento a favor da ação quanto da abstenção, por isso requer profunda reflexão de seus impactos mais elevados no âmbito do Espírito.

Trago um trecho da Trimembração da Ordem Social de Rudolf Steiner:

“Assumindo que a vida política e econômica não estão fora da natureza humana, mas são a expressão da mesma natureza, não se deve gerar o medo de que uma vida cultural verdadeiramente livre, sustentada por si própria, produzam pessoas não qualificadas. Ao contrário, a desqualificação ocorre precisamente quando se permite que as instituições governamentais e econômicas que moldem os assuntos educacionais de acordo com as suas próprias diretrizes, pois, uma vez dentro do estado e da vida econômica, deve-se adotar atitudes de acordo com a ordem existente.

O desenvolvimento do ser humano em crescimento exige uma mentalidade completamente diferente como um guia.

O professor só pode fazer o seu trabalho em uma situação de liberdade individual frente ao aluno que educa. Deve ser considerado, em relação às orientações de seu próprio trabalho, depende apenas do conhecimento da natureza humana, dos princípios da vida social e coisas assim, mas não sobre os regulamentos e prescrições a partir de leis externas.

Se desejar transformar seriamente a ordem social do presente, para que as atitudes sociais prevaleçam, então você não deve ter medo de fornecer autonomia para a vida espiritual e cultural (incluindo a escola e o sistema de ensino), porque a partir de tal independência e liberdade dentro do organismo social, homens e mulheres desfrutarão de exercer um papel ativo no mesmo.

Afinal, as pessoas que não desfrutam são as que vêem de escolas administradas pelo Estado e pelo sistema econômico; essas pessoas sentem os efeitos colaterais desta regra como uma praga mortal, dominação a qual não deveriam ter sido submetidos antes de se tornarem cidadãos plenamente conscientes e colaboradores do Estado e do sistema econômico.

O ser humano em crescimento deve amadurecer com a ajuda dos educadores e professores, independentemente do sistema estatal e econômico, educadores que possam permitir o desabrochar das faculdades livres, posição que a eles foi dada também como possível.”

por Leonardo Maia


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Uma opinião sobre “Porque não silenciar: a Trimembração da Ordem Social”

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