O LADO SOMBRIO DA CONVICÇÃO PESSOAL


O LADO SOMBRIO DA CONVICÇÃO PESSOAL

Rudolf Steiner (GA 34 – Lucifer / Gnosis)

Tradução livre: Leonardo Maia


“Aqueles que se apegam firmemente a sua convicção, muitas vezes mostram intolerância em seus sentimentos e pensamentos, o que torna impossível para eles se envolverem nas opiniões dos outros.”

Rudolf Steiner


“O lado sombrio da convicção pessoal é obstinação, libertinagem, orgulho em nossos pensamentos. Por melhor que seja defender a própria opinião sem reservas, de outro ponto de vista, é necessário afirmar também as ideias dos outros seres humanos.

E quão pouco isso se ajusta ao caráter daqueles que se apegam firmemente a sua convicção! Muitas vezes mostram intolerância em seus sentimentos e pensamentos, o que torna impossível para eles se envolverem nas opiniões dos outros.

Claro: quase sempre eles defendem a importância da tolerância. Mas, na prática, dificilmente podem administrá-lo, porque não se trata de reconhecer um princípio, mas de vivê-lo. Deve-se torná-lo seu por meio da prática. Deve-se acostumar com a tolerância interior, a tolerância de pensamento, por meio de uma autodisciplina estrita. E se você administrar nos menores momentos, eventualmente se tornará uma característica fundamental para toda a sua vida.”

Rudolf Steiner (GA 34 – Lucifer / Gnosis)

Tradução livre: Leonardo Maia


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O ESPIRITUAL DEVE SER RECONQUISTADO


O ESPIRITUAL DEVE SER RECONQUISTADO

Compilado de textos

Tradução livre: Leonardo Maia


“Esteja atento aos seus pensamentos – eles são o início das ações.”

Lao Tsé


Em nossa época, as riquezas espirituais são derramadas do Mundo do Espírito, porque a era das trevas terminou.

Miguel, o Espírito de nosso tempo, volta seu olhar para nós, pessoas, esperando que possamos voltar nossa atenção para cima, para as alturas espirituais, voltar nossa atenção para o espiritual.

O tempo do materialismo nos arrancou do Espírito, conectando nossas almas com o ilusório, o mundo espiritual esteve por muito tempo fechado à consciência humana. Mas agora temos esta oportunidade: levantar o olhar para cima, levando pensamentos espirituais para dentro de nossas almas e levando-os de volta às alturas do Universo.

“Uma pessoa perde o poder de pensar.
Nosso pensamento deve irradiar, brilhar no espaço do mundo.
O espiritual deve ser reconquistado.
Você deve ter a coragem de se associar a ele novamente.”

Rudolf Steiner


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A SUPERFICIALIDADE NA POLÍTICA FACCIONAL CONTEMPORÂNEA


A SUPERFICIALIDADE NA POLÍTICA FACCIONAL CONTEMPORÂNEA

Rudolf Steiner – (CW 191)

Tradução livre: Leonardo Maia


Quanto mais superficialmente se pensa, mais fácil é provar o que quiser. É muito importante reconhecer isso. Quanto mais finos são nossos conceitos – e na superfície das coisas todos os conceitos se tornam finos e abstratos – mais facilmente esses conceitos parecem oferecer evidências para tudo o que se deseja pensar e acreditar, o que surge na verdade de origens subterrâneas profundas bastante diferentes: sentimentos, intenções ocultas e coisas do tipo. Toda a nossa política faccional deve ser estudada e descrita a partir desta perspectiva que acabei de descrever.

Rudolf Steiner – CW 191


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A Nova Ordem de Cavaleiros do Século 21


A NOVA ORDEM DE CAVALEIROS DO SÉCULO 21

Karl König

Tradução livre: Leonardo Maia


Existe uma Ordem de Cavaleiros do século 21
cujos membros não cavalgam pela escuridão
das florestas físicas, como antigamente,
mas pela floresta das mentes obscuras.
Eles estão armados com uma armadura espiritual
e um sol interior os torna radiantes.
Deles brilha a cura, a cura que flui do
conhecimento do ser humano como ser espiritual.
Eles devem criar ordem interna,
justiça interna, paz e convicção nas trevas de nosso tempo.

– Karl König –


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OS TRÊS IMPULSOS ANGELICAIS


OS TRÊS IMPULSOS ANGELICAIS

Richard Seddon – Trecho do livro “The Present Situation”

Tradução livre: Leonardo Maia


Os Anjos trazem um forte impulso para a fraternidade, baseado no profundo interesse pelos outros e na incapacidade de ser feliz enquanto o outro for infeliz. Eles também trazem o reconhecimento da divindade oculta em cada uma das outras pessoas, de modo que cada encontro se torne um rito sagrado, a partilha de idéias uma comunhão sem necessidade de uma igreja. E, também, a possibilidade de obter uma visão espiritual por meio do pensamento.


Em uma palestra muito importante que deve ser estudada na íntegra (O Trabalho dos Anjos no Corpo Astral do Homem), Steiner descreve como, ao longo deste século, os Anjos, por exemplo, buscaram implantar três impulsos nas pessoas antes de 2000 DC e como a falta desses impulsos deve se tornar prejudicial, se estes não forem absorvidos pela vontade do indivíduo.

Por um lado, os Anjos trazem um forte impulso para a fraternidade, baseado no profundo interesse pelos outros e na incapacidade de ser feliz enquanto o outro for infeliz; caso contrário, surge o abuso pernicioso da sexualidade que se rebela contra a fraternidade – testemunhe o aumento hoje da prostituição, estupro, egoísmo ou terrorismo que não tem respeito pelo próximo em sua inocência.

Em segundo lugar, eles trazem o reconhecimento da divindade oculta em cada uma das outras pessoas, de modo que cada encontro se torne um rito sagrado, a partilha de idéias uma comunhão sem necessidade de uma igreja; do contrário, surge o gosto por medicamentos que prejudicam a saúde e o perigo de trazer doenças para fins egoístas ou lucrativos – podemos pensar hoje nos barões das drogas (indústria farmacêutica).

Em terceiro lugar, eles trazem a possibilidade de obter uma visão espiritual por meio do pensamento; ou, se não, virá o desencadeamento de tremendas forças mecânicas, novamente a serviço do egoísmo – vemos isso hoje no campo da eletrônica e da tecnologia da computação.

Em outro lugar (Conexão do Homem com o Mundo Elemental), Steiner observa que:

“Sem novos impulsos espirituais, a tecnologia não só dominaria a vida exterior, mas nos dominaria e entorpeceria, expulsando todos os interesses religiosos, filosóficos, artísticos e até éticos em o sentido mais elevado – os homens se transformariam em algo como autômatos vivos.”

Muitas pessoas já são, de fato, escravos inconscientes das condições materiais exteriores.

Há muitas pessoas hoje, embora ainda uma minoria, que reconhecem e não se conformam com a deterioração de todo o nosso meio ambiente no sentido mais amplo, e que trazem fortes impulsos para uma forma de vida diferente. E esse surgimento em muitas almas é o mais importante, porque (Do Sintoma à Realidade) é precisamente a oportunidade de experimentar a desintegração no ambiente que vai voltar a atenção dos indivíduos para as forças espirituais criativas. Pois é apenas pela luta individual contra a decadência da civilização que o próximo estágio de evolução, o desenvolvimento da Alma Espiritual (Alma da Consciência) pode ser alcançado, e a era presente deve fornecer a oportunidade para isso.

Richard Seddon – Trecho do livro “The Present Situation”

Tradução livre – Leonardo Maia


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A TERRA COMO ORGANISMO VIVO


A TERRA COMO ORGANISMO VIVO

Rudolf Steiner – GA 127

Tradução livre: Leonardo Maia


Diante da perspectiva antroposófica da Terra como organismo vivo, que está além de uma rocha com ambientação ideal para gerar vida, e da perspectiva do impulso para ação através da Vontade, nós como estudantes da Antroposofia ou mesmo “antropósofos”, deveríamos ter que atitudes em relação ao meio ambiente? De integração e sacramentação ou de mera exploração? E sobre a liberdade individual, deveria existir um posicionamento pontual, ou não interferir na liberdade individual de sacramentar ou de destruir (mesmo que isso tenha impacto na vida de inúmeros seres e indivíduos) e não se posicionar, ou mesmo apoiar um contexto em contraponto, ou seja, num extremo apoiar um projeto de exploração econômica predatória de larga escala em relação ao meio ambiente, mesmo considerando-se “antropósofo”? (com a justificativa que minha liberdade me permite, que cada um deve olhar para dentro de si e etc…)


A Terra é um organismo real, uma verdadeira criatura viva… Nós, naturalmente, pertencemos a este organismo terrestre, somos parte de toda a criatura viva chamada “Terra”.

Quando um processo inflamatório ocorre no corpo humano, o corpo inteiro é tomado por uma febre, o corpo inteiro é tomado por uma doença. Se transferirmos isso para o organismo da Terra, podemos dizer que é verdade que em algum lugar da Terra ocorre um ato imoral; então, para todo o organismo Terra é o mesmo que para uma pessoa um pequeno abscesso no corpo humano que faz todo o organismo doente…

Todo o organismo da Terra sofre com tudo o que não é moral e, como indivíduos, não podemos fazer nada imoral sem o organismo da Terra inteiro sofrer com isso. Essa é, em essência, uma idéia muito simples, mas é entendida por pessoas com dificuldade.

Rudolf Steiner – GA 127


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Tradução livre: Leonardo Maia

A FEBRE E O USO EXCESSIVO DE ANTITÉRMICOS


A FEBRE E O USO EXCESSIVO DE ANTITÉRMICOS

por Silberto Azevedo

Fonte: Farmácia Lemnis


“Dê-me a força, para gerar a febre, e eu curarei toda doença.“

Parmênides


Na medicina antroposófica, a imunidade é característica da organização do Eu, que molda a nossa constituição física individual. É essa organização a responsável pela consciência individual e pelas três faculdades exclusivas do ser humano, que são o andar ereto, o falar e o pensar. Em um nível mais físico, esta organização do Eu também é responsável pela capacidade de diferenciarem tecidos e substâncias “próprias” das “estranhas”. E a sua ação no organismo humano é mediada principalmente pelo sangue e pelo calor. É por isso que as reações inflamatórias e febris apresentam aumento da irrigação sanguínea acompanhada de aumento na temperatura.

Esse “organismo calórico” não é estático. Ele está sujeito a variações, conforme a constituição física, temperamento, estado de saúde do indivíduo; assim como às variações do ambiente: temperatura, umidade, microrganismos, etc. Algumas pessoas toleram melhor as baixas temperaturas; enquanto outras são mais sensíveis às variações externas e usam roupas quentes mesmo debaixo de sol.

A medicina antroposófica, assim como a homeopatia e as demais medicinas vitalistas (chinesa, ayurveda, etc.), investe no fortalecimento das defesas próprias do organismo.

O medicamento antroposófico reorienta o organismo a desenvolver seu “exército”. Não é por acaso que um dos medicamentos mais usados nesta linha terapêutica é justamente o ferro – o mesmo metal que se utiliza para fabricar armas e ferramentas. Não o ferro material, possível de ser visto e analisado em laboratório; mas o ferro dinamizado, em sua forma mais sutil.

O processo de calor também tem relação com a vontade, com o impulso metabólico. É possível estimulá-lo, através de medicamentos, atividade física e alimentos adequados a cada tipo humano.

Por outro lado, pacientes e médicos, de uma forma geral encaram a febre como doença em si própria, que deve ser combatida a todo custo principalmente com medicamentos antitérmicos (Wannmacher e Ferreira, 2004). Em resposta ao abuso desses produtos, a Organização Mundial de Saúde preconiza o uso de medidas não-farmacológicas, como banhos e compressas mornas. Há evidências na literatura de que essas estratégias são equivalentes em eficácia e segurança ao tratamento convencional, e com vantagens adicionais como o baixo custo.

Outro fator responsável pelo uso excessivo de antitérmicos é o “medo da convulsão” ou “fobia da febre”. No entanto, estudos mais recentes têm mostrado que a convulsão não depende da febre alta, podendo ocorrer mesmo em temperaturas próximas de 37º C. Com raras exceções, a febre é somente um sintoma, tendo inclusive papel de defesa e de resistência a infecções, e só precisaria ser controlada quando compromete o estado geral do paciente. Antitérmicos e antipiréticos não previnem aparecimento de convulsões ou sua recorrência (Wannmacher e Ferreira, 2004).

“Dê-me a força, para gerar a febre, e eu curarei toda doença“, escreveu há mais de dois mil anos o pensador grego Parmênides. Essa frase reflete um conhecimento antigo, de que o elemento calórico está associado à imunidade.

por Silberto Azevedo


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CORAGEM MICAÉLICA


CORAGEM MICAÉLICA

Freya Jaffke – Tradução Christa Glass

Fonte: Festas Cristãs


Micael é o representante das forças da coragem. Ele não recua, ele se defronta corajosamente com sua tarefa e sabe como dominar a potência adversa a partir de uma força anímica interior.


Diariamente somos testemunhas de sua destruição por meio da violência, do ódio, da mentira e mais outros aspectos, e sentimos nitidamente que é necessário um grande empenho para a aquisição de forças e veracidade para lhe fazer oposição. Porém, neste esforço interior e exterior, podemos contar com a ajuda de seres espirituais, quando não nos fechamos a eles.

O homem se encontra, mais do que nunca, na lula contra o poder das trevas. Nós encontramos o palco desta luta tanto no nosso derredor como em nós mesmos. Podemos vivenciar diariamente a existência de uma luta em nós, por exemplo, na tentativa de dominarmos a preguiça interior. Mas, quando conseguimos nos opor às forças que nos querem desviar, podemo-nos sentir unidos com as forças de Micael, que nos incentivam a uma caminhada corajosa e repleta de forças.

O arcanjo Micael é visto como um guardião especial das escolas de mistério ou de iniciação.

Os pensamentos iniciais, dedicados à compreensão da figura de Micael, não devem ser fechados sem que olhemos para a força anímica da coragem. Micael é o representante das forças da coragem. Ele não recua, ele se defronta corajosamente com sua tarefa e sabe como dominar a potência adversa a partir de uma força anímica interior.

Freya Jaffke – Tradução Christa Glass


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MICAEL, A VONTADE E A VERDADE


MICAEL, A VONTADE E A VERDADE

Compilação de textos


Micael,
Empreste-me sua espada, para que eu não me torne passivo ou paralisado diante do mal.
Que sua espada de consciência me ilumine para agir conscientemente em prol da Dignidade Humana, ou seja, a luta do humano contra o sub-humano.
Que ela nos ilumine para que verdade não seja obscurecida,
para que o próprio mal não seja relativizado, mas dominado e subjugado à nossa vontade.
Que o amor, respeito, fraternidade e liberdade prevaleçam, não por ordem do acaso, mas por escolha e decisão.
Essa é minha Vontade e que ela inflame a centelha divina do EU nos outros corações.

Leonardo Maia


Rudolf Steiner disse que para a “época da consciência” (a que vivemos) não se deve pensar em matar o dragão, o que significa aniquilar os problemas ou afastá-los ou fingir que não existem; é preciso dominá-lo, subjugá-lo à nossa vontade, porque o homem é um ser possuidor de Vontade, e só na medida em que ele souber fazer uso dela é que poderá crescer espiritualmente.

E nós adultos? Fazemos as perguntas que nos levam ao domínio que almejamos? Que força podemos receber da época micaélica?

O que devemos vencer em nós, para que possamos ser conscientes dos nossos atos, senhores de nós mesmos, sem medo, porque confiamos em nós? O dragão que devemos vencer em nós é a preguiça de pensar o difícil, o medo do desconhecido, a falta de seriedade para com aquilo que é o mais sagrado no homem.

Não é isto que compete ao homem moderno: – achar em si as forças para controlar a situação? Estamos no meio de graves problemas que ameaçam engolir-nos. A espada que vencerá será a CONSCIÊNCIA, a capacidade de agir conscientemente na hora certa. Cada um de nós é chamado a participar na luta para a Dignidade Humana, ou seja, a luta do humano contra o sub-humano. O chamado Micaélico do nosso tempo é:

“ILUMINE PELAS FORÇAS DO PENSAR O QUE FICOU ESCURO, NÃO TE DEIXES ENGANAR POR AQUELES QUE QUEREM DOMINAR-TE E SERÁS SENHOR DO TEU DESTINO”.

Simone S. Thiago – Trechos do texto “São Micael e o Mal”

“A luta contra o dragão (Sorat) é a luta de Micael e muitas vezes os seres humanos são parte desta luta sem saber muito bem porque e como devem lutar, correndo o risco de sucumbir num sentimento de impotência paralisante.” – Marilda Milanese

“O impulso crístico não se satisfaz com uma compreensão teórica dos conteúdos da ciência espiritual, mas se sentem íntimos com estes pensamentos até sentir uma força de consciência moral que os acompanha, exortando-os a cultivar a verdade.” – Rudolf Steiner

“Mikael, encha-me com sua força, para que eu possa vencer os espíritos que desejam me paralisar.” – Rudolf Steiner


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SOBRE A MATERNIDADE / PATERNIDADE E A INDIVIDUALIZAÇÃO DO SER HUMANO


SOBRE A MATERNIDADE / PATERNIDADE E A INDIVIDUALIZAÇÃO DO SER HUMANO

Leonardo Maia


Nada mais edificante para um filho que perceber o amor e cuidado entre seus pais – independente de estarem juntos ou não.


Chegamos em uma etapa importante da humanidade: a era da alma da consciência – chamada assim por Rudolf Steiner. Onde o ser humano deve caminhar, agir e pensar por si, em liberdade e consciente de suas escolhas.

O que antes vinha da mente coletiva deve vir por escolha própria, onde assumo os papéis através do meu livre arbítrio e defino o meu destino através do reflexo de minhas ações, destino este que também sofre influências das forças do carma e da consciência coletiva social.

Em relação à maternidade/paternidade, hoje, por sermos mais individualizados, definimos nossos próprios papéis e como atuamos dentro deles e isso reflete também nas relações. O que antes era definido culturalmente, o papel do homem e da mulher na relação, o papel do pai e da mãe e etc… agora está se dissolvendo, fazendo com que cada indivíduo defina se vai assumir um papel e a forma com que vai fazê-lo.

Por isso assistimos uma quantidade muito maior de casais separados, pois o que antes era padronizado – ao casar sabíamos e aceitávamos o papel que deveríamos cumprir dentro do relacionamento, hoje está dissolvendo, cada um tem a liberdade de cumprir seu papel a sua maneira. Mas, por outro lado, temos dificuldade de dar a mesma liberdade ao parceiro, querendo ditar as regras ou não tolerando aspectos fora da minha expectativa de comportamento dentro do relacionamento por parte do parceiro, gerando um desgaste e mesmo que haja um grande esforço na manutenção do relacionamento, acaba culminando na separação.

Bom… agora vamos à questão da maternidade/paternidade. Como sabemos, hoje existe uma grande quantidade de mães que criam seus filhos sozinhos, muitas vezes ainda dentro de um relacionamento/casamento e outras vezes já separadas dos pais de seus filhos. Isso gera uma insatisfação e um desgaste, muitas vezes culminando em uma enorme mágoa com o pai.

Por outro lado existe também mães que não dão espaço para os pais. Elas definem até onde eles podem interferir sobre na criação e educação, além de uma cobrança enorme do papel, as quais definem de forma bem clara segundo suas próprias concepções, da paternidade. Obviamente isso acaba criando atritos, principalmente quando essas definições do papel do pai divergem muito da concepção e atuação do próprio pai em si.

Este é um grande desafio, encontrar um ponto de equilíbrio, mas muitas vezes ele não aparece e nos encontramos numa fusão conturbada de vontades, deveres e direitos entre pais e mães.

O que acontece é que mesmo o processo da maternidade e paternidade devem se tornar atos conscientes: devemos ter consciência das consequências de se tornar pai e mãe e de como vamos assumir tais consequências, sejam elas quais forem, ou seja, inclusive de como vou lidar com as escolhas e posicionamentos do outro (pai/mãe).

Não deve existir vitimismo para nenhum lado, assumiremos a responsabilidade, mesmo que inconscientes, de nossas escolhas e decisões. Mesmo que um ou outro não assuma papéis que acreditamos que são princípios básicos da maternidade e paternidade. Estes aspectos tem a ver com o pricípio de ética e moralidade do outro, além, obviamento da sua liberdade de escolha – qual papel ele vai assumir e como vai desempenhá-lo.

Mesmo que o pai não queira assumir o filho ou que a mãe decida que o pai não pode se aproximar – que são alguns aspectos críticos e extremos da relação de paternidade e maternidade, devo assumir a minha própria responsabilidade e atuar da melhor forma dentro do contexto que se manifesta diante de mim (por mais difícil que seja a forma com que se apresente). Isto não quer dizer que não devemos lutar ou que devemos aceitar qualquer coisa, mas que devemos assumir a nossas vidas, e este aspecto familiar traz sempre profundos aprendizados num nível cármico, muitas vezes dolorosos.Por quê encontrei um pai/mãe de meus filhos assim?

A forma com que cada um definirá o seu papel de pai ou mãe é individual e terá relação direta com a moral individual.

Você pode ter escolhido um ótimo amante que não se apresentou, dentro da sua concepção, como um “bom pai”. Você pode ter escolhido uma ótima profissional que, dentro da sua concepção, não se apresentou como uma “boa mãe”. Você pode ter escolhido uma pessoa super inteligente ou de ótima índole que não cumpriu o papel de pai ou mãe da forma que você esperava ou gostaria.

Como lidar com isso agora? Qual a percepção que o outro tem do mesmo contexto? Num nível de carma, por quê me encontro no atual contexto?

Acima de tudo, lembre que o amor pode transcender as expectativas, curar feridas e despertar a consciência. Se você, mesmo não estando junto, conseguir sentir amor pelo pai ou mãe de seus filhos, independente das suas dificuldades, isto por si só refletirá positivamente ao encontro da cura das relações e principalmente, para seus filhos.

Nada mais edificante para um filho que perceber o amor e cuidado entre seus pais – independente de estarem juntos ou não.

Seja a melhor mãe/pai que puder ser… sempre!!!

Apesar de não ser um tema fácil, muitas vezes doloroso, é um caminho para a elevação da consciência. Lembrando que tudo tem um porquê, nada é por acaso, existe uma condução espiritual por trás. O que pretendo levar adiante destes processos? Procure um caminho de cura sempre…

Leonardo Maia


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