A CO-RESPONSABILIDADE OCULTA PARA REDENÇÃO DAS FORÇAS DE ANTI-AMOR


A CO-RESPONSABILIDADE OCULTA PARA REDENÇÃO DAS FORÇAS DE ANTI-AMOR

Baseado no texto de Piero Cammerinesi – “Uma perspectiva espiritual para enfrentar os desafios do presente”

por Leonardo Maia


“O legado mais elevado da Antroposofia, uma semente que, plantada no coração dos homens, deve constituir a verdadeira continuação de sua missão no mundo para evitar o atraso no caminho evolutivo humano, pois as forças espirituais que ainda atuam nessa direção, por falta de consciência humana, poderiam até se transformar em seu oposto, tornando-se um obstáculo, forças de anti-amor, particularmente em um momento como este de dramática gravidade para toda a humanidade.”

Rudolf Steiner


Rudolf Steiner nos traz a importância de sermos capazes de equilibrar as três forças da alma: pensar, sentir e querer e que desequilíbrios entre estas forças podem gerar consequências evolutivas para a humanidade.

– Equanimidade: comportar-se em relação às coisas e às pessoas de acordo com seu caráter, respeitando o valor e a importância de cada um. Desenvolvendo coragem.

– Positividade: aprender a ouvir verdadeiramente os outros, buscando o sentido espiritual-evolutivo dos acontecimentos.

– Mente aberta: abster-se de qualquer pré-julgamento e não parar na primeira interpretação dos eventos externos, mas investigar os fatos e buscar seu verdadeiro significado.

Traz em seu verso para Época de Micael:

“Temos que erradicar da alma todo medo e terror do que o futuro possa trazer ao homem.
Temos que adquirir serenidade em todos os sentimentos e sensações a respeito do futuro.
Temos que olhar para frente com absoluta equanimidade para com tudo que possa vir.
E temos que pensar somente que tudo o que vier nos será dado por uma direção mundial plena de sabedoria.
Isto é parte do que temos de aprender nesta era, a saber: viver em pura confiança. Sem qualquer segurança na existência; confiança na ajuda sempre presente do mundo espiritual.
Em verdade, nada terá valor se a coragem nos faltar.
Disciplinemos nossa vontade e busquemos o despertar interior todas as manhãs e todas as noites.”

Estes exercícios se não se tornam uma aplicação prática à vida tornam-se um ato destrutivo para o exterior. Então, não só não trazem nenhum uso para nada e ninguém, mas começam a se tornar prejudiciais, porque os tempos que estamos passando são realmente uma nova era. Aqui encontramos nossa co-responsabilidade oculta pelo que semeamos e pelo que está acontecendo no mundo.

Somos, portanto, confrontados com uma questão fundamental: a responsabilidade das comunidades espirituais por tudo o que vivemos neste tempo histórico.

Trata-se de uma fragmentação forçada, à qual devemos responder trabalhando como comunidade pelo espírito.

Somente o trabalho pelo Espírito é o que superaremos dois desafios: o medo e a sensação de nos perdermos.

E nunca como neste momento histórico esta advertência foi mais relevante:

AS TRÊS DIMENSÕES DO MEDO – CONSCIENTE E INCONSCIENTE:

– Medo Físico: É medo induzido e amplificado pela mídia e que mantém quase toda a população mundial em suas mãos. Ele produz uma paralisia total de nossas forças de reação, tornando-nos mais vulneráveis, inclusive, a patógenos externos. Essa é uma condição de medo que não só atinge o físico, mas do corpo repercute na alma e, portanto, interfere em nosso trabalho espiritual.

– Medo da alma psíquica: Tememos não ser capazes de lidar com as situações que enfrentamos, desconfiamos de nós mesmos. Sentimo-nos perdidos, impotentes e não temos coragem de enfrentar os acontecimentos. Depressão e desespero estão se espalhando como um incêndio ao nosso redor. Novamente, a paralisia que toma conta de nossa alma enfraquece nossa capacidade de reação, tornando-nos manipuláveis e subjugados.

– Medo Espiritual: ter medo de reconhecer a contrapartida espiritual que existe em todos os acontecimentos de nossas vidas. Não sermos capazes de reconhecer o significado dos acontecimentos que nos envolvem, sabendo que cada um deles tem suas raízes no plano espiritual e nos impacta em termos de destino.

Esse destino é aquele que escolhemos em um nível individual e também no nível da humanidade.

Portanto, os chamados “exercícios da alma” poem à prova a nossa capacidade de transformar a nossa vida na sua totalidade de acordo com o caminho da Ciência Espiritual. Isso é tão importante e essencial que, se a dimensão do Amor Sagrado não for realizada no futuro, isso impediria o nascimento de um nível superior de consciência e um relacionamento direto com o mundo espiritual para toda a humanidade.

Isso produziria um atraso no caminho evolutivo humano, pois as forças espirituais que ainda atuam nessa direção, por falta de consciência humana, poderiam até se transformar em seu oposto, tornando-se um obstáculo, forças anti-amor. Portanto, forças que, dirigidas à vontade consciente, podem muito bem ser tomadas nas mãos no futuro por seres Asura.

Na última estrofe da meditação da Pedra Fundamental de Rudolf Steiner, podemos ver que a súplica pela ação do sol de Cristo no coração é necessária antes mesmo que na mente.

Nessas linhas, graças ao calor dado ao coração é possível transformar em bondade e amor o que encontramos com o coração e queremos concretizar com a mente.

Com estas palavras Rudolf Steiner selou há quase cem anos o legado mais elevado da Antroposofia, uma semente que, plantada no coração dos homens, deve constituir a verdadeira continuação de sua missão no mundo.

“Luz divina,
Cristo-Sol,
Aquece
Nossos corações;
Ilumina
Nossas cabeças;
Que seja para o bem,
O que nós queremos
A partir dos corações fundar,
O que nós queremos
A partir das cabeças guiar.”

Baseado no texto de Piero Cammerinesi – “Uma perspectiva espiritual para enfrentar os desafios do presente”

por Leonardo Maia


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QUANDO CABEÇAS DE PEDRA GOVERNAM


QUANDO CABEÇAS DE PEDRA GOVERNAM

Beinsa Douno

Tradução livre: Leonardo Maia


“Existe uma conexão misteriosa entre a consciência humana e os poderes destrutivos de declínio e queda no universo.”

Rudolf Steiner


“O mundo da matéria pode ser recriado de várias maneiras. Então, qual é a diferença entre os mundos físico, astral e mental? Do ponto de vista oculto, cada mundo é moldado pelas suas próprias leis. No entanto, há uma certa conexão entre eles. Uma das qualidades do mundo físico é a firmeza. No mundo astral, essa qualidade é substituída pela intensidade dos desejos. Quanto mais intenso e mais ardente o desejo, mais firme ele é. Como um objeto duro pode machucar você, então o desejo intenso, ou seja, pode machucar seu coração.

Se você entrar no mundo mental ou intelectual, aí a firmeza corresponde à força ou à intensidade do pensamento. Quanto mais forte o pensamento, mais firme é. Portanto, se um pensamento forte vier até você, ele produzirá o mesmo efeito que um objeto sólido produz no mundo físico. Por isso, ao passar de um mundo a outro, é preciso conhecer as leis da transformação da matéria de um estado a outro. Existe uma certa semelhança entre um objeto sólido, um desejo e um pensamento, mas também existe uma grande diferença entre eles.

E assim, na terra as coisas se tornam sólidas/firmes a partir da intensidade dos desejos e dos pensamentos. Desse ponto de vista, as pessoas mais difíceis são aquelas que vivem apenas para si mesmas – os egoístas.

Portanto, a força mais forte é a força centrípeta. Ela concentrou todas as forças cósmicas para trabalhar para o ser humano. Quando um homem com cabeça de pedra governa o mundo, ele criará os maiores infortúnios e convulsões para a humanidade. Todos os infortúnios decorrem da lei da concentração cósmica de forças em um centro que está na direção oposta ao centro Divino. Esta lei não está de acordo com a lei do Amor Divino. ”

Beinsa Douno

Tradução livre: Leonardo Maia


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DEVER MORAL


DEVER MORAL

C. G. Jung – “A Vida Simbólica” – Vol XVIII


“Quando os pais sabem quais de suas tendências e hábitos inconscientes são prejudiciais à psique de seus filhos, sentirão como dever moral fazer algo, suposto que seu senso de dever e amor estejam normalmente desenvolvidos.” – C. G. Jung


“Quando os pais sabem quais de suas tendências e hábitos inconscientes são prejudiciais à psique de seus filhos, sentirão como dever moral fazer algo, suposto que seu senso de dever e amor estejam normalmente desenvolvidos.

A mesma lei atua nos grupos e também nas nações, isto é, nas minorias dirigentes se forem constituídas de pessoas conscientes de certas tendências que poderiam ameaçar seriamente as relações humanas.

O principal perigo é o egoísmo direto e indireto, isto é, a inconsciência da igualdade última de todas as pessoas. O egoísmo indireto manifesta-se num altruísmo anormal que é capaz de impor a nosso próximo alguma coisa que a ele pareça correto ou bom, sob o disfarce de amor cristão, humanidade ou ajuda mútua.

O egoísmo tem sempre o caráter de ganância e manifesta-se especialmente de três modos: desejo de poder, prazer e preguiça moral. Esses três males morais são suplementados por um quarto, que é o pior deles: a estupidez.”

C. G. Jung – “A Vida Simbólica” – Vol XVIII


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A MORALIDADE NO MUNDO ESPIRITUAL


A MORALIDADE NO MUNDO ESPIRITUAL

Rudolf Steiner – GA 143

Tradução livre: Leonardo Maia


A característica mais importante do mundo devacânico (Devachan) é que nele as realidades morais não são mais separáveis do físico, que as leis morais e físicas são uma e a mesma.

Rudolf Steiner – GA 143


A característica mais importante deste mundo devacânico é que nele as realidades morais não são mais separáveis do físico, que as leis morais e físicas são uma e a mesma. O que isso significa? Bem, não é verdade que no mundo físico ordinário o sol brilha sobre os justos e os injustos? Quem comete um crime pode ser preso, mas o sol físico não escurece. Isso quer dizer: no mundo físico existe um reino de leis morais e físicas, conduzindo em duas direções muito diferentes.

Não é assim no Devachan, de forma alguma; em vez disso, tudo que procede da moralidade, da sabedoria inteligente, do esteticamente belo e assim por diante, leva ao crescimento (é criativo) e o que surge da imoralidade, falsidade intelectual e feiúra estética leva ao fenecimento e destruição. E aí as leis da natureza são tais que o sol não brilha igualmente sobre os justos e os injustos, mas, se podemos falar figurativamente, escurece sobre os injustos; os justos, passando pelo Devachan, tem ali o Sol Espiritual, ou seja, a influência das forças fertilizantes que os fazem progredir na vida.

As forças espirituais recuam do ser humano desonesto ou degradado. O seguinte é possível lá – o que é impossível aqui na terra: quando duas pessoas – justas e injustas – caminham aqui lado a lado, o sol não pode brilhar apenas sobre uma delas e excluindo a outra; mas no mundo espiritual o efeito das forças espirituais depende absolutamente da qualidade do indivíduo envolvido. Quer dizer: as leis da natureza e as leis espirituais não seguem dois caminhos distintos, mas um e o mesmo. Essa é a verdade fundamental e essencial. No mundo devacânico, as leis naturais, morais e intelectuais atuam juntas como uma só.

Rudolf Steiner – GA 143 (” Psychoanalysis in the Light of Anthroposophy” – Munich, February 25, 1912)

Tradução livre: Leonardo Maia


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O EMPOBRECIMENTO DO SENTIDO HUMANITÁRIO


O EMPOBRECIMENTO DO SENTIDO HUMANITÁRIO

Leonardo Maia


Adentramos a Era da generalização, rotulação do comportamento alheio e do julgamento voraz baseados na ancestralidade do invólucro físico e não no EU da entidade humana, muitas vezes por conveniência, suposição e hipótese, sem a capacidade de atingirmos o cerne do pensamento alheio e, muitas vezes, acompanhada de uma certa dose de desonestidade intelectual – só considero aquilo que me convém. A Era da “Nova Inquisição” e “cancelamento”: a eras das certezas intransigentes e julgamentos vorazes.


Hoje vivemos um tempo de empobrecimento da empatia, solidariedade, altruísmo, compassividade e do amor ao próximo. Existe uma febre das relações de interesse: a valorização do outro ser humano tem relação direta com o que pode me trazer de benefício. A falta de compaixão e empatia surge da falta da percepção real do outro ser humano e do excesso de centramento em si mesmo (egocentrismo), falta de contato com a alma alheia, calor humano nas relações e no coração…

O pode estar contribuindo para essa epidemia de indiferença?

ENCARCERAMENTO POR EXCESSO DE VIOLÊNCIA NAS RUAS

Um clima urbano de medo e desconfiança, alimentado pelas mídias e praticado pela sociedade e um ambiente social desfavorável de grande desigualdade social que potencializa a marginalização acaba encarcerando as pessoas dentro de suas residências e dentro de si próprias, pois a desconfiança e o medo passam a ser questão de sobrevivência e de grande prioridade – obviamente isto distancia o ser humano do contato anímico e do sentimento de empatia. Estudo diz que a maioria das crianças em centros urbanos estão passando mais de 90% do tempo em ambientes fechados.

EXCESSO DE OBRIGAÇÕES

Jornadas de trabalho de 8 a 12 horas diárias, dificuldade de acessabilidade – perco muito tempo em cada tarefa devido ao trânsito, burocracia em relação aos deveres de cidadão torna a percepção de tempo curta e não sobra tempo para aprofundar minhas relações com o próximo, ou mesmo me preocupar com ele, cada um com seus problemas… já tenho muitos problemas pra resolver.

ROTINAS MECANIZADAS

Se manter em uma rotina constante que acaba automatizando minha forma de agir acaba amortecendo e cristalizando minha percepção e forma de agir e pensar. Isso acaba me tornando indiferente aos contextos fora da minha “caixa” de procedimentos e incapaz de atuar fora de padrões determinados pela rotina. Também enfraquece minha presença de espírito – mecanizando o indivíduo e dificultando a adaptação a novos contextos e situações. Em relação a empatia, essa falta de presença do EU amortece os sentidos, inclusive em relação ao próximo – me torno mais indiferente e frio.

EXCLUSIVA TEORIZAÇÃO NOS PROCESSOS DE APRENDIZAGEM EM CONTRAPOSIÇÃO A EXPERIMENTAÇÃO

Todo o processo escolar se fundamenta na aquisição de conhecimento num processo teórico e intelectual, onde as vivências se tornam mínimas neste processo. Isto acaba gerando a cultura teorização, onde tudo se sabe na teoria. Também ocorre a intelectualização dos processos anímicos distanciando a percepção do coração, trazendo uma tendência a impessoalidade, por exemplo: esses imigrantes ocupam vagas que poderiam estar sendo ocupadas por cidadãos do meu país, esses mendigos desvalorizam a minha cidade – precisamos de uma higienização social e etc… (quem são os seres humanos por trás desses rótulos? Não interessa, está provado que se eles não existissem a situação econômica e social estaria melhor).

CULTURA DA COMPETIÇÃO

O próprio nome já diz, se estou competindo, o outro se torna meu adversário onde preciso superá-lo. Preciso ser melhor do que outro em inúmeros aspectos, pois só assim serei valorizado no meu trabalho, na escola, no círculo social, no campo de relacionamentos e etc… Isto também contribui para a falta de empatia e compassividade com o próximo.

VIRTUALIZAÇÃO DO CÍRCULO SOCIAL

Tenho mais contato com pessoas virtuais do que reais. Isto também contribui para o aumento da impessoalidade, basta perceber como existem discursos de ódio e violência nas redes sociais, pois como não me importo muito com as pessoas, também acredito que elas não se importam comigo… sou apenas mais um e me dedico apenas a construir relações superficiais com grupos que autentiquem minhas crenças e ideias, não por valorizar os indivíduos, mas por necessidade de autoafirmação – gerando certezas intransigentes. Isto é potencializado pelas redes sociais através de algoritmos de geram bolhas e alimentam uma polarização e inquisição coletiva contra tudo e contra todos.

SUPERFICIALIZAÇÃO DOS RELACIONAMENTOS ÍNTIMOS

Questão bem complexa, mas de fácil percepção. Existe uma forte erotização no mundo, o que gera um movimento de intensificação dos desejos físicos. O que acontece é que, devido à etapa de desenvolvimento do ser humano, o egoísmo contemporâneo – natural do processo de individualização, onde eu busco uma relação que supra as minhas expectativas, pode nos levar a ter relacionamentos superficiais, apenas eróticos, sem o encontro verdadeiro entre as almas. Busco apenas suprir as minhas necessidades sexuais… após isso, as pessoas se tornam descartáveis, realmente não me importam mais… inclusive gerando aversão a tal indivíduo.

ABSTENÇÃO DE CONTATO COM A NATUREZA E DE RELAÇÕES REAIS ENTRE AS PESSOAS

A percepção real das coisas vem da vivência e não apenas da concepção intectual do objeto ou processo. Neste ambiente urbano, onde quase não temos contato com a natureza viva, onde as relações entre as pessoas, até mesmo dentro da pequena família, são escassas e se tornam mais frias e conceituais. Nos relacionamos mais no universo virtual e o calor humano se torna jóia rara e prevalece uma relação de formalidades entre as pessoas, culminando num moralismo intelectual e perda na autenticidade, liberdade e da empatia para com o próximo. O valor do outro passa a ser mais relacionado a títulos e diplomas, além das posses, imagem social (máscara social) ou mesmo, interesse direto ou indireto para aquisição de benefícios. Os valores humanos estão mais escondidos e abafados e isso distorce a verdadeira imagem dos indivíduos. Inclusive se reflete também na autoestima contemporânea vinculada aos seguidores virtuais e likes das redes sociais – onde valorizo o número e desconheço e não tenho interesse pelo indivíduo real por trás dele. Por exemplo: tenho 10.000 seguidores e não conheço 9.900 deles, inclusive não tenho interesse real em nada deles além do seu prestígio e dos benefícios que ele pode me proporcionar, ou seja, 99% são apenas números e likes e o verdadeiro sentido humano inexiste.

TERCEIRIZAÇÃO DA RESPONSABILIDADE

Outro aspecto importante e muito disseminado e a terceirização da responsabilidade. Sempre existe uma justificativa ou culpado para todas as minhas dificuldades e erros:

– A culpa é da minha mãe que me criou errado, do meu pai que sumiu quando eu era criança. Então eu sou assim e pronto: culpa deles.

– Culpa da minha ex mulher que não quis cuidar das crianças e ser uma boa mãe – mesmo eu não ajudando nada na criação deles, afinal eu pago as contas.

– Do patriarcado que coloca na cabeça dos meninos para pularem de um relacionamento para o outro – eu exijo que as minhas expectativas do papel do homem sejam cumpridas, mas quero a liberdade para fazer o que eu quiser.

– Quero me sentir desejado(a) e não sou por culpa do padrão opressor de beleza imposto na sociedade.

Entre muitos outros contextos… basta olhar na internet e ver publicações de auto-ajuda que na verdade são mais utilizadas como justificativas e terceirização da responsabilidade do que acontece comigo e de todas as minhas dificuldades. Isto não só dificulta o caminho do autodesenvolvimento – pois não tenho que buscar ser uma pessoas melhor, são eles que são culpados por tudo, como também cria uma corrente de mágoa e angústia que pode chegar ao ódio, como percebemos em muitos movimentos coletivos identitários existentes hoje em dia.

A GENERALIZAÇÃO E INCAPACIDADE DE OBSERVAR O INDIVÍDUO POR TRÁS DAS CORRENTES COLETIVAS EXTERIORES

A incapacidade de compreender que o corpo físico é o fruto de uma corrente hereditária genética que recebe o EU espiritual. A ancestralidade do invólucro físico é relacionada à família, raça, tribo, nação, gênero e etc, que possui um caminho completamente independente do EU.

Já o EU é o caminho que o indivíduo percorreu nas suas vivências terrenas através de suas encarnações. Ou seja, o verdadeiro Eu é o fruto das vivências nas múltiplas encarnações da vida física, o qual é capaz de integrar caminhos múltiplos da ancestralidade física – o EU percorre várias famílias, raças, tribos, nações e gêneros nas suas múltiplas encarnações.

Cada ser humano é uma entidade única e singular e só concebemos isso a partir de uma relação mais profunda com os seus propósitos, seu modo de pensar, sua história de vida e suas maneiras de se relacionar com o mundo, ou seja, permitir que sua alma nos toque

Adentramos a Era da generalização, rotulação do comportamento alheio e do julgamento voraz baseados na ancestralidade do invólucro físico e não no EU da entidade humana, muitas vezes por conveniência, suposição e hipótese, sem a capacidade de atingirmos o cerne do pensamento alheio e, muitas vezes, acompanhada de uma certa dose de desonestidade intelectual – só considero aquilo que me convém. A Era da “Nova Inquisição” e “cancelamento”: a eras das certezas intransigentes e julgamentos vorazes.

Bom, é perceptivo que estamos nos distanciando das relações reais com o mundo. Todo um contexto contemporâneo tem contribuído para um caminho de excesso de racionalização e uma mecanização das relações humanas.

Leonardo Maia


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A REALIDADE ESPIRITUAL OCULTA DOS ECLIPSES


A REALIDADE ESPIRITUAL OCULTA DOS ECLIPSES

Leonardo Maia


Um eclipse é um evento físico por trás do qual existe uma realidade espiritual significativa: quando há um eclipse da Lua, os pensamentos fluem através da escuridão sobre a terra; e que tais pensamentos têm uma relação mais estreita com a vida subconsciente do que com a vida consciente do ser humano.

Rudolf Steiner, GA 213


…Um eclipse é um evento físico por trás do qual existe uma realidade espiritual significativa.
E novamente, quando há um eclipse da lua, o homem de hoje apenas diz:

“Agora a terra fica entre o sol e a lua; portanto, vemos a sombra projetada sobre a lua pela terra.”

Essa é a explicação física.
Mas, neste caso, também o antigo iniciado sabia que uma realidade espiritual estava por trás do fato físico.
Ele sabia que quando há um eclipse da lua, os pensamentos fluem através da escuridão sobre a terra; e que tais pensamentos têm uma relação mais estreita com a vida subconsciente do que com a vida consciente do ser humano.

Os antigos iniciados costumavam usar uma certa símile ao falar com seus alunos. Claro, é necessário traduzir suas palavras para a linguagem moderna, mas esta é a essência do que eles diziam:

“Visionários e sonhadores adoram passear ao luar, quando a lua está cheia. Existem, entretanto, certas pessoas que não desejam receber os bons pensamentos que vêm do cosmos, mas que, ao contrário, desejam se apossar dos maus pensamentos diabólicos.
Essas pessoas escolherão o momento de um eclipse lunar para suas perambulações noturnas.”

Aqui, novamente, nos aproximamos de uma realidade espiritual em um evento físico.
Hoje não devemos absorver tal ensino em sua forma antiga. Se o fizéssemos, seríamos levados à superstição.

Mas é muito necessário chegar a um ponto em que possamos mais uma vez perceber o espiritual que permeia todos os processos cósmicos.
Os eclipses do sol e da lua, recorrentes como acontecem no decorrer de cada ano, podem realmente ser vistos como “válvulas de segurança”.

Uma válvula de segurança existe para evitar o perigo, para fornecer uma saída para uma coisa ou outra – vapor, por exemplo – no momento certo.
Uma das válvulas de segurança que surge no cosmos e a que damos o nome de eclipse solar, serve para levar ao espaço de forma luciférica o mal que se espalha pela terra, para que o mal pode causar estragos em uma esfera mais ampla e menos concentrada.

A outra válvula de escape, o eclipse lunar, existe com o propósito de permitir que os maus pensamentos que estão presentes no cosmos se aproximem dos seres humanos que desejam ser possuídos por eles.
Em questões desse tipo, as pessoas, via de regra, não agem com plena consciência, mas os fatos são, não obstante, reais – tão reais quanto a atração de um ímã por pequenas partículas de ferro.
Essas são as forças em ação, no cosmos – forças não menos potentes do que as forças que analisamos e investigamos hoje em nossos laboratórios químicos … ”

Rudolf Steiner – GA 213 (“Questões Humanas e Respostas Cósmicas”), leitura 1

Tradução livre: Leonardo Maia


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O MISTÉRIO DA REENCARNAÇÃO E DO CARMA


O MISTÉRIO DA REENCARNAÇÃO E DO CARMA

Leonardo Maia


“”Na verdade, muitos dos sentimentos e impulsos que carregamos dentro da alma estão ali presentes como resultado de nossas vidas terrenas passadas, apenas que não podemos observá-los porque eles estão dentro de nosso corpo. Suponha que uma pessoa encontra alguém, e o encontro conduz a uma amizade que muda todo o curso de nossas vidas. Olhando para trás ao longo dos anos, descobrimos através do Olho Espiritual o que nós nunca poderíamos encontrar graças ao mera olho físico, ou seja, que toda a nossa vida até o ponto onde tal encontro acontece, foi uma busca por essa pessoa. […] Continuando com este tipo de observações sobre a vida, você vai descobrir que tudo o que fazemos, embora apresentado como o resultado do trabalho da forças terrestres, na verdade, foi guiado de outra parte. Na verdade, nós reconhecemos que a vida que vivemos agora depende de nossas vidas terrenas anteriores e entre as quais também houveram vidas no mundo espiritual”.

Rudolf Steiner, GA 231


Em realidade, nós somos o resultado de um conjunto inimaginável de eventos anteriores, mesmo o processo de individuação é, por si próprio, um resultado de processos anteriores.

Sobre a concepção ou mesmo a percepção de reencarnação, aquelas pessoas que tem uma busca autêntica por autoconhecimento, facilmente conseguem perceber a evolução do seu desenvolvimento como ser humano como resultado de um esforço para melhorar a si mesmo, simplesmente por estarem despertos para isso. Justamente por isso conseguem conceber que suas qualidades e defeitos são frutos de vivências e ações anteriores e não apenas um mero acaso.

Ao conceber essa relação do “EU SOU” no tempo, ou seja, “EU ESTOU” como frutos de processos anteriores e passível de metamorfoses e transformações para o tempo vindouro, sabem que com o esforço pessoal é capaz de alcançar metas de desenvolvimento pessoal como: correção de maus hábitos, transformação de aspectos aparentemente cristalizados no seu ser, capacitação de talentos com os quais aparentemente não fomos agraciados, compreensão de contextos de relações e situações que se manifestam entre outras inúmeras possibilidades…

Se percebem autores de suas vidas e construtores de si mesmos… além de co-criadores dos eventos e situações que se manifestam.

De outro lado, existem os que não estão despertos para as relações semeadas e as colhidas… que se tornam inconscientemente vítimas do acaso e do destino. Não tem uma preocupação autêntica em se tornar melhores pessoas, apenas vivenciam as suas experiências quase que instintivamente buscando a satisfação de seus desejos e necessidades, torcendo para que suas experiêncais sejam ao máximo positivas, como se fosse uma questão de sorte ou azar, mergulhados numa ilusão.

Já dizia Rudolf Steiner:

“Na verdade, muitos dos sentimentos e impulsos que carregamos dentro da alma estão ali presentes como resultado de nossas vidas terrenas passadas. A vida que vivemos agora depende de nossas vidas terrenas anteriores.”

O que você semear, colherá… você ainda é vítima das circusntâncias e do acaso?
Olhe para dentro si, de onde veio, onde está e para onde vai… esteja consciente do processo temporal e das metamorfoses que ele impõe ao “EU” através de suas ações e vivências: o mistério do carma e da reencarnação.

Porém é válido lembrar e pontuar com insistência: na perspectiva da Antroposofia, o ciclo encarnatório e o carma são partes essenciais do processo evolutivo do ser humano, inclusive podemos considerar nossa manifestação física verdadeiro um milagre – em verdade, uma atuação conjunta das Hierarquias superiores segundo o próprio Rudolf Steiner. Portanto, qualquer impulso – direto ou indireto – favorável à morte é um impulso contrário a perspectiva antroposófica e, inclusive, um veículo para o mal: um impulso anti-Crístico. Esses impulsos jamais deveriam ter qualquer relação com um movimento verdadeiramente antroposófico.

Leonardo Maia


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ASCENDER À CONSCIÊNCIA DE CRISTO


ASCENDER À CONSCIÊNCIA DE CRISTO

Leonardo Maia


“O momento da decisão chegará em torno do final do século XX, quando nós ficaremos na sepultura da civilização em uma guerra de todos contra todos ou voltaremos para uma cultura espiritualizada.”

Rudolf Steiner, GA 240


A fim de nos tornarmos conscientes do mal para que possamos ascender à consciência de Cristo, devemos conhecer suas muitas faces e manifestações.

Por causa da ação de Cristo no mistério do Gólgota, o ego aperfeiçoado de Cristo agora existe em uma forma etérica no reino do superetérico e pode se replicar para aqueles que desejam assumir esta forma perfeita. Embora a humanidade como um todo leve algum tempo para assumir o veículo aperfeiçoado da consciência de Cristo, existem algumas almas avançadas capazes de contribuir com ensinamentos que se alinham com os veículos aperfeiçoados de Cristo.

Isso apenas será alcançado através de uma abordagem sincera e honesta da realidade atual. Steiner escreveu sobre a Guerra de Todos contra Todos, uma época em um futuro distante que é a transição para a futura Terra. Mas o que muitos podem não estar cientes é que essa luta pode ocorrer em qualquer período cultural, em uma forma microcósmica, como ele menciona na GA 240 e sobre o Advento de Ahriman para o atual período – e que pode ser observada na atual polarização social.

Para sermos vitoriosos nesta luta – seja agora ou no final da Sétima Época, seja pessoalmente ou globalmente – é preciso enfrentar o mal em suas formas luciféricas e arimânicas com coragem para ver através de seus terríveis e assustadores espectros de medo, ódio e dúvida, abraçando em seu lugar um espírito cheio de fé, amor e sabedoria. Fazer isso é empunhar a espada de Micael e dominar o dragão de fogo. Mas, primeiro, é preciso tomar consciência do mal e, como a filha do moleiro em Rumpelstiltskin, gritar seu nome em total reconhecimento do mal que ele é.

Porém hoje temos muitas pessoas que tapam seus olhos para o mal e colocam um véu sobre suas manifestações criando barreiras, seja por inconsciência ou, até mesmo, por conveniência para ocultar facetas obscuras de suas próprias personalidades.

Rudolf Steiner (1861-1925) escreveu e deu palestras extensas sobre a existências de dois seres – Lúcifer e Ahriman – bem como o Ser de Cristo, que encarnou na Palestina e é a segunda pessoa na Santíssima Trindade. O que pode ser uma surpresa para os leitores iniciantes na Antroposofia é que em cada lado de Cristo existem dois seres, um caminho do mal para a direita e para a esquerda. Esses dois seres do mal são Lúcifer, o tentador, o caminho da mão esquerda do mal, e Ahriman, o pai da mentira, o caminho da mão direita do mal.

Esses seres e suas encarnações físicas fazem parte do plano de evolução espiritual e cada ser, mesmo os considerados “maus”, tem funções importantes na evolução do ser humano livre que deve desenvolver discernimento para saber a diferença entre cada um desses seres. Mesmo os espíritos de oposição são uma parte importante do plano divino.

Nossa tarefa hoje é reconhecer a atuação dessas forças e, por decisão própria em liberdade, escolher o caminho que desejamos trilhar conscientemente.

As pessoas que tentam manter isso no inconsciente coletivo – velando ou negando a atuação dessas forças – atuam como opositores a esta importantíssima tarefa, ou seja, como opositores do próprio Cristo, pois contribuem para o aprisionamento inconsciente das almas individuais, o qual é a intenção das forças adversas: atrair o ser humano para seus próprios espectros evolutivos, tirando-lhe a liberdade.

Um colapso iminente de culturas, educação e impulsos espirituais e morais: uma crise após a outra, sejam bandeiras reais ou falsas, serão usadas para destruir nossas liberdades levando-nos à aniquilação completa de tudo o que é espiritual no mundo.

É nossa tarefa reconhecer e sublimar o mal e transformá-lo em bem por atos de amor verdadeiramente altruístas – aqueles que transcendem a pessoalidade e os espectros de simpatia e antipatia, sejam ideológicos, religiosos, regionais ou raciais.

Leonardo Maia


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FUNDAMENTO ANTROPOSÓFICO X PENSAR A REALIDADE VIVA


FUNDAMENTO ANTROPOSÓFICO X PENSAR A REALIDADE VIVA

Leonardo Maia


“Os meramente devotos são os que encerram as verdades científico-espirituais dentro de seus próprios limites abstratos e não estão dispostos a permear a realidade cotidiana com pensamentos penetrantes.”

Rudolf Steiner


Atualmente nos cabe desenvolver a Alma da Consciência e, para tal, temos a tarefa de desenvolver um pensar vivo como germe do pensar imaginativo: a partir da capacidade de observar atentamente os fenômenos em estado de presença.

O fato de unirmos um conceito à observação é resultado de uma intuição de primeiro grau. Não apenas reproduzir meras representações do hábito e dos modelos mentais da cultura de massa que sufocam nossa mente, mas colocar-se ativamente diante do fenômeno como observador, conter nosso pensar autômato e permitir que algo subjacente ao fenômeno se revele em novos conceitos mais ricos e vivos em nosso pensar.

Aqui podemos invocar o conceito de Consciência Pontual, onde a Presença de Espírito e direção focal ao objeto/assunto a ser observado no tempo presente – “agora” – se torna essencial para a compreensão da realidade viva.

Para entender o ser humano, o mundo e suas relações é necessário a observação atenta dos fenômenos vivos no agora, sem fuga ou relativização de aspectos para moldar uma realidade que não seja verdadeira, seja em qualquer âmbito – material, conceitual e temporal, em sua amplitude e profundidade.

Apenas reproduzir conceitos estáticos, representações do hábito e dos modelos mentais da cultura representa a morte do pensamento – de seu aspecto espiritual.

Este pensar seletivo e vinculado a conceitos estáticos, o qual está desvinculado da observação atenta dos fenômenos em estado de presença é o oposto do proposto por Rudolf Steiner para o desenvolvimento da Alma da Consciência – o caminho de conhecimento alinhado a partir de Aristóteles, passando por Goethe e chegando à Antroposofia.

Steiner diz:

“Uma visão antroposófica do ser humano deve fornecer os meios mais frutíferos e mais práticos para a solução das questões urgentes da vida moderna e, em verdade deve poder juntar-se e trabalhar nas tarefas mais importantes da atualidade e promover seu desenvolvimento para o bem estar da humanidade como um todo… devemos observar a integração entre o pensamento e a realidade objetiva, qualquer oposição a isso vai contra ao que a humanidade precisa para o avanço do seu progresso.”

Portanto, hoje temos o desafio da integração dos fundamentos da Antroposofia com a observação atenta da realidade viva. Qualquer coisa que se oponha a isso é um Impulso na direção contrária ao indicado por Rudolf Steiner e uma distorção de seu pensamento.

Que tenhamos coragem para a verdade.

Leonardo Maia


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O HOMEM COMPLETO


O HOMEM COMPLETO

Rudolf Steiner


Em cada ser humano vive toda a humanidade.


“O Humano em toda a sua abrangência não chega de fato a se manifestar através de qualquer ser humano isolado, nem dos membros de um povo sozinho. Manifesta-se apenas através da humanidade inteira.

E se quiseres, o Homem, reconhecer o que tu és quando completo, percorre então as particularidades dos distintos povos da Terra. Recolhe tudo aquilo que por ti mesmo não podes ter; só então te tornarás o homem completo, o qual já tens em ti.

Faz-te atento, apenas, ao que há em teu interior. O que no outro se revela, tu não o tens: no outro precisas buscá-lo. Disse tens, porém, necessidade. Tu o sentes e sabes, quando encontras no outro o que é nele o grande, o que lhe é particular, e isso atua sobre ti profundamente, pois é uma necessidade, que tu não possa ser sem aquilo que do outro recebes, pois que responde a teu desejo anímico-espiritual interior. A constituição básica para Ser Humano completo já existe em cada um; o preenchimento, porém, temos de encontrá-lo ao peregrinarmos através das particularidades do Ser dos distintos povos, espalhados como estão por sobre a Terra.

(…) esse Pleno-Homem completo existe em nós apenas como necessidade, e, portanto em nós essa necessidade deveria madurificar-se em amor pela Entidade Humana toda, pela Entidade Humana que nós não temos, que podemos adquirir quando buscamos com dedicação reconhecer a Ser que vive, justamente com o nosso povo, nos outros povos da Terra.”

Rudolf Steiner


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