A POLÍTICA E O PROCESSO DE INDIVIDUAÇÃO


A POLÍTICA E O PROCESSO DE INDIVIDUAÇÃO

Leonardo Maia


Amor universal ou indiferença: o quanto você se importa com aquele que não te trará benefício algum?


Eu gostaria de falar sobre a relação entre a política e o processo de individuação do ser humano. Por que considero isso relevante?

Bom, em realidade, esta relação é de extrema importância, tanto pelo perigo de regredirmos para uma consciência inferior quanto pela oportunidade de elevação que já se mostra em certas consciências nessas amplas discussões políticas da internet.

O processo de individuação é a libertação do pensar coletivo, a capacidade de pensar a agir a partir de si mesmo e seguir o caminho da liberdade (vale ressaltar que libertar-se do pensar coletivo não implica em sua negação, mas a possibilidade de ponderar e agir a partir do sua própria concepção e decisão – através da Vontade, o fortalecimento do EU individual).

Muito dirão, mas eu tenho liberdade de escolha, vivemos em uma democracia e etc… enquanto esse processo, em realidade, é de sutil percepção, muitas vezes somos levados por uma consciência coletiva, de massa e a força da individualidade (que é desenvolvida gradualmente) ainda é muito fraca e nossa vontade é incapaz de sobrepujar ou mesmo termos a capacidade de ponderar com clareza sobre como estas forças coletivas que atuam e, até certo ponto, conduzem o ser humano.

A individualidade reflete em uma forma de pensar singular a cada ser humano, uma capacidade de percepção, de expressão e uma personalidade única.

Qual a relação disso com a política contemporânea?

Bom, estamos vivenciando a algum tempo uma polaridade que pode ser facilmente identificada nas redes sociais: esquerda x direita.

Do ponto de vista oculto, existem duas correntes distintas que podem, segundo minha percepção, influenciar diretamente uma tendência maior para um lado ou outro, falando de forma grotesca para não estender muito: uma corrente do coração (emocional) e outra do cérebro (racional). Cada uma dessas correntes tem um papel essencial no desenvolvimento da consciência humana.

Acontece que o desequilíbrio entre essas duas correntes no ser humano cria tendências que podem gerar um déficit no indivíduo. Nos extremos, ou um ser humano que age a partir das emoções sem um pensamento coeso, ou um ser humano sem coração, com um pensar frio e rígido, que é incapaz de sentir e se importar com o próximo. No caminho do meio encontramos a semente do futuro, a ponte entre o cérebro e o coração, onde o pensar racional é aquecido pelos valores universais e morais do coração. Cada um de nós se encontra em uma posição entre estes dois extremos. Independente, estar mais à esquerda ou à direita ou mesmo próximo ao centro não equivale a ser de esquerda, direita ou centro, mas indica sim uma tendência.

Podemos fazer uma referência às forças luciféricas e ahrimânicas dentro de uma perspectiva Antroposófica. Onde Lúcifer é a dissolução do pensamento coeso e um desequilíbrio emocional e Ahriman sua coagulação, um pensamento rígido e sem sentimento (o cabeça de vento x o coração de pedra). No equilíbrio se encontra a criatividade e emoção coesa com o pensar racional e científico, porém humanitário, aquecido pelo amor a si, ao próximo, ao mundo (natureza).

Vamos falar sobre a percepção do EGO – caminho para a individuação, que se torna aspecto essencial nessa percepção política para podemos nos tornar mais conscientes do quão individualizados ou dissolvidos na mente coletiva e o quão mergulhados no egoísmo ou no altruísmo.

Existe uma crença negativa em cima do ego, mas ele funciona como um impulsionador para o processo de individuação. Dentro do processo de desenvolvimento humano, passamos por uma etapa de consciências coletivas. Estas partem do todo para o indivíduo que, através de suas experiências singulares, começa a se diferenciar.

De uma forma grotesca, podemos colocar o ego como uma forma do indivíduo perceber a si próprio como algo separado do todo, como uma individualidade. Eu não sou igual, sou único. Acontece que para isso o ego necessita de uma força para retirar o indivíduo do fluxo coletivo, e isso pode gerar um egoísmo no indivíduo, fazendo que olhe apenas para si próprio. Isto é normal, pois ele precisa sair da corrente coletiva para se perceber.

Este é um processo incrível, pois a consciência se metamorfoseia do todo para o ponto focal, o indivíduo. No próximo passo, o indivíduo deve sair de dentro de si mesmo ao compreender o outro, saindo do egoísmo para o altruísmo. Por isso o ego muitas vezes é chamado de veículo do sofrimento humano, pois este pode (e geralmente o é) um processo muito doloroso: sair do amor egoísta e narcisista para o amor ao próximo e universal.

Nos seres menos individualizados, seu fluxo de ação menos ponderada e menos crítica – com pouco ou nenhum discernimento, age quase que a partir de um processo instintivo de sobrevivência. Então eles agem a partir de uma impressão mais bruta, menos refinada da realidade, com o impulso instintivo do que seria melhor. Já no ser mais individualizado, porém ainda mergulhado no egoísmo, ele segue o fluxo no que é melhor para si próprio, quase que exclusivamente.

Acontece que nestas duas etapas, ou o indivíduo não tem discernimento ainda ou pensa demais em si (no que é melhor para si) quase que exclusivamente. Muitas vezes passando por cima do ético, moral e correto. Enquanto a pessoa pouco individualizada pouco pondera sobre as questões, o egoísta não dá o braço a torcer, pois seu ego não pode sair em déficit. Ele tem necessidade de estar certo e se autoafirmar e quando confrontado ou questionado, ataca o interlocutor fugindo do ponto focal – o objeto da questão, chegando, até mesmo, a ganhar no grito e na força (violência). Mais uma vez quero salientar que isto não tem um lado, pode acontecer através de qualquer viés ideológico (no caso em questão – direita ou esquerda).

Porém, já existem pessoas saindo do processo do egoísmo para o altruísmo – acredito que um processo mais profundo de individuação aliado a um equilíbrio nas correntes do coração e do cérebro seja o grande gatilho deste processo (vide a parte1). Estes são os grandes reformadores que estão a surgir, a grande possibilidade de transformação para uma sociedade mais justa, feliz e consciente, que trará abundância, cultura e paz.

Entretanto, visivelmente estamos ainda num limiar onde esta polarização é evidente e está acontecendo uma grande desarmonia.

Onde você se encontra? O quanto você se importa com o que foi dito aqui? Pode ser doloroso, principalmente para o ego, ser confrontado e ver que ainda tenho muito a caminhar, assumir meus erros ou mesmo descobrir que sequer percebia isso tudo em mim mesmo…

Em relação à minha individualidade, como posso mensurar se estou pensando por mim ou estou sendo levado por ideias coletivas?

Neste aspecto existem duas vertentes inferiores – inferiores no sentido de que o indivíduo ou não se encontra individualizado o suficiente e segue a corrente coletiva ou já possui um certo grau de individuação mas seu ego ainda é dominante (egoísta) e para justificar suas posições ou se autoafirmar, junta-se à corrente coletiva para o não confrontamento com a sua sombra, erro ou mesmo ignorância (no sentido de ignorar algum aspecto) ao percebê-lo: ou seja, ele junta-se à corrente coletiva como fuga.

No âmbito político, enquanto uma vertente não possui argumentação por não ter um pensamento crítico individual (pela pouca individuação) a outra se esconde para proteger o ego.

No entanto, existe uma terceira classe de pessoas que é extremamente sensível no sentido de importância, pois ela é bem individualizada, não se esconde na corrente coletiva, mas possui um desequilíbrio nas correntes do coração e do cérebro, mais especificamente, um déficit na corrente do coração. E por este déficit, não consegue sair do egoísmo para o altruísmo, e, portanto, é uma classe de pessoas extremamente perigosa.

No ponto superior existe os seres em equilíbrio nas correntes do coração e do cérebro e bem individualizados – que é o caminho do desenvolvimento da consciência futura, onde não possuem unanimidade de ideias e pontos de vista, obviamente, pois a percepção é individualizada, porém o foco é altruísta, o amor é a base que impulsiona e existe um pensamento verdadeiro em prol do melhor para todos.

1 – Pessoa pouco individualizada:

Ela tenderá a seguir uma das correntes de informações de paixão ou de ódio. Dependerá muito de como foi afetada durante o processo político quanto das informações recebidas – independente se verdadeiras ou não, até porque sua pouca individualidade pouco atua por aprofundamento na busca da verdade mas atua com a priorização da simpatia ou antipatia. Só abro os olhos para ver algo de ruim – corrente de ódio. Só abro os olhos para ver algo de bom: corrente da paixão.

Nas redes sociais, é fácil identificar pela incapacidade de questionar ou tendência a repetir o que lhe foi informado, mesmo que seja inverdade, e na extremidade, fica repetindo jargões e atacando quem não torce para seu time. Segue a sua corrente como uma crença.

2 – Pessoa mais individualizada, porém com o ego inferior ainda atuando de forma muita intensa (o egoísta):

Tenta ter uma visão mais profunda da questão mas tende a seguir a corrente que mais lhe convém e lhe trará benefícios. Prioriza as informações que lhe autoafirmam e adapta o que não lhe convém a um discurso elaborado para inverter o contexto – quanto mais individualizado, maior a capacidade de elaboração de argumentos, até mesmo fugir da questão, pois ainda tende a uma corrente polar (simpatia ou antipatia). Faz um jogo de comparação adaptado ao seu interesse. E tb tende a se jogar na corrente de ódio ou paixão quando a verdade confronta o ego, que se apoiou em algum aspecto que foi desconstruído ou se contextualizou como uma inverdade – fechando assim a porta da própria consciência que busca a verdade.

Vale ressaltar que nesse âmbito, a diferenciação da atuação das correntes do coração e do cérebro se fazem mais evidentes, pois o aspecto de insensibilidade causado pelo déficit na corrente do coração (falta de compaixão, altruísmo, empatia e amor ao próximo) vai dificultar ainda mais a superação do ego inferior – a compaixão e amor ao próximo impulsiona a corrente do coração a superar essa necessidade de estar certo e prol de algo melhor para todos.

3 – Pessoa mais individualizada, já com um certo nível de superação do ego inferior e atuação voltada mais para o altruísmo:

Bom, aqui a pessoa busca a verdade e o melhor para todos, tentando ao máximo estar acima de suas paixões e necessidades particulares que possam ter impacto negativo em outras pessoas…

Elas têm já a capacidade de ponderar em cima das questões específicas e ter o próprio julgamento do que considera certo ou errado – justamente por estarem mais individualizados, não seguem uma linha dual, por exemplo: odeio o PT ou odeio o Bolsonaro. Analisam o ponto específico sendo capazes de concordar ou não conscientemente e justificavelmente. (O que não invalida a necessidade de análise de contextualização ampla: o Lula foi um ótimo/péssimo presidente ou o Bolsonaro é um ótimo/péssimo presidente, mas baseados nos pontos e argumentos alicerçados e verdadeiros que justificam tal opinião e sempre pensando em todos, não apenas no que é melhor para mim).

O mesmo vale para todos os âmbitos da vida, sendo que busca o melhor para todos, o mais correto e justo em prol de uma sociedade mais harmônica. Acredito que isso se desenvolve através do processo de individuação aliado ao equilíbrio das correntes do coração e do cérebro – contextualizando uma certa superação do ego inferior: o ser altruísta.

4 – Seres com certa individuação porém com déficit na corrente do coração:

Este é o pior contexto que o ser humano pode adentrar. Ele se encontra ciente do mal e por indiferença ao próximo, não se importa, desde de que alcance seus objetivos. Estes são aqueles que lutam pelo poder e por seus egos essencialmente. Podem disfarçar, dissimular e inúmeras outras ações para conseguir o que quer.

Todos temos que tomar cuidado para não cairmos neste processo, pois ele é altamente destrutivo e existem forças que estão atuando nessa direção. Inclusive existem aqueles que têm ciência do processo de individuação e manipulam massas (como aconteceu na Alemanha Nazista e infelizmente está acontecendo em nível mundial através das redes sociais).

O quanto você se importa com aquele que não te trará benefício algum?

Leonardo Maia


NA PRÓXIMA TERÇA FEIRA:

– O desenvolvimento do ser humano segundo a Antroposofia e seu prismas na sociedade moderna
– Conhecendo as forças de Lúcifer e Ahriman segundo a Antroposofia
– A perspectiva de Rudolf Steiner para o período atual
– A atuação das forças luciféricas e ahrimânicas no homem e na sociedade atual

https://www.sympla.com.br/lucifer-e-ahriman-na-atualidade__1165042


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OS PRINCÍPIOS POLARES DE LÚCIFER E AHRIMAN NO SER HUMANO


OS PRINCÍPIOS POLARES DE LÚCIFER E AHRIMAN NO SER HUMANO

Rudolf Steiner – GA 349


Precisamos de ambas as tendências. Não podemos entender ou penetrar em nada sem a força da imaginação; e não podemos levar qualquer ordem às nossas vidas sem um tanto de pedantismo, sem mantermos algum tipo de controle das coisas. O que é necessário é o equilíbrio, a proporção correta.


Não podemos deixar de reconhecer o fato de que há dois princípios simultaneamente em ação em nós, que se opõe mutuamente. Nosso sistema nervoso nos faz envelhecer continuamente durante o dia. Durante a noite o frescor da vida é restaurado através do sangue. É como o balanço de um pêndulo: envelhecer, rejuvenescer novamente, envelhecer, rejuvenescer novamente. Mas cada dia que passa permite que um pouco mais de “idade” advenha, apesar do bom trabalho da noite, até que tenha resultado “idade” suficiente e nós finalmente morremos como um todo.

Estes dois princípios opostos do ser humano e o equilíbrio entre eles, tem amplas conseqüências para o homem. Se as forças de juventude e vitalidade são muito exageradas, as pessoas podem desenvolver pleurisia ou pneumonia. Coisas que são boas e adequadas em sua esfera correta se tornam tendências patológicas se estiverem fora de proporção. A doença sempre aparece quando aspectos que tem seu ligar correto e adequado escapam do controle e se imprimem muito distante do estado de equilíbrio. A febre aparece quando os processos de rejuvenescimento se tornam muito fortes: todo o nosso corpo começa a ser muito vigoroso e vital.

O desequilíbrio entre polaridades também afeta nossa vida emocional e mental. Assim como o corpo não pode se tornar nem muito febril, nem muito esclerosado, assim também as nossas almas. As pessoas têm uma certa tendência sobre a qual não gostam muito de ouvir fala, uma vez que ela é muito difundida hoje em dia, de se tornarem rígidas e pedantes. Um professor, por exemplo, pode facilmente se tornar ressecado e pedante, embora ele na realidade precise ser flexível e entusiasmado. Este é um fenômeno da vida da alma semelhante ao endurecimento físico das artérias. Mas podemos também nos tornarmos compassivos na alma, em tal caso nos tornamos sonhadores, “cabeça nas nuvens”. Podemos então nos tornarmos místicos ou teósofos, na medida em que evitamos pensar corretamente, de forma a permitir que nossa imaginação nos leve a outros mundos sem termos que afiar o nosso pensar. Nos tornamos místicos ou teósofos é o mesmo que ter a temperatura em alta.

Precisamos de ambas as tendências. Não podemos entender ou penetrar em nada sem a força da imaginação; e não podemos levar qualquer ordem às nossas vidas sem um tanto de pedantismo, sem mantermos algum tipo de anotações e controle das coisas. O que é necessário é o equilíbrio, a proporção correta.

Nosso espírito também é capturado por essas duas tendências. Imaginem o que acontece quando acordamos do sono, de fato, uma mudança abrupta.

Estamos deitados, bastante inconscientes sobre o nosso ambiente – alguém pode ate nos fazer cócegas sem que acordemos. Então subitamente acordamos e vemos, ouvimos tudo. Esta é de fato uma mudança enorme em nossa condição e precisamos do poder, da força que nos permite acordar.

Mas esta pode se tornar muito forte se, por exemplo, não conseguimos adormecer, se somos atormentados pela insônia.

Há também pessoas que de fato, nunca acordam corretamente. Passam suas vidas numa espécie de estado de sonho crepuscular e sempre prefeririam estar dormindo. É claro que precisamos da capacidade para adormecer – mas não a tal ponto que não possamos acordar corretamente.

Resumindo:

FORÇAS AHRIMÂNICAS

Corpo: endurecimento, calcificação
Alma: pedantismo, filistinismo, materialismo, razão seca
Espírito: estar acordado

FORÇAS LUCIFÉRICAS

Corpo: amolecimento, rejuvenescimento
Alma: fantasia, sonho, misticismo, teosofia
Espírito: estar dormindo

Estas duas tendências precisam ser equilibradas e harmonizadas. Como isso pode se dar? Nenhuma das tendências deveria ganhar a supremacia.

Rudolf Steiner – GA 349, “Cristo, Áriman e Lúcifer em relação ao Ser Humano” – 7 de Maio de 1923

Conferência completa disponível no Núcleo de Pesquisa Antroposófico:

https://bvapremium.com.br/


NA PRÓXIMA TERÇA FEIRA:

– O desenvolvimento do ser humano segundo a Antroposofia e seu prismas na sociedade moderna
– Conhecendo as forças de Lúcifer e Ahriman segundo a Antroposofia
– A perspectiva de Rudolf Steiner para o período atual
– A atuação das forças luciféricas e ahrimânicas no homem e na sociedade atual

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AHRIMAN E A DIVISÃO DOS SERES HUMANOS


AHRIMAN E A DIVISÃO DOS SERES HUMANOS

Rudolf Steiner – GA 121


Qual seria o resultado se os homens seguissem a forte inclinação que têm hoje de deixar as coisas à deriva como estão, sem compreender e guiar para os canais certos as correntes que conduzem a uma cultura arimânica?


O chauvinismo (termo dado a todo tipo de opinião exacerbada, tendenciosa ou agressiva em favor de um país, grupo ou ideia) está cada vez mais prevalecendo até que finalmente levará os homens a se dividirem a tal ponto que, por fim, um grupo envolverá apenas um único ser humano! As coisas poderiam chegar ao ponto em que os homens individualmente se dividissem novamente em direita e esquerda, e ficassem em guerra consigo mesmos; a esquerda estaria em desacordo com a direita. Essas tendências são evidentes mesmo agora na evolução da humanidade. Para combater isso, um contrapeso deve ser criado; e esse contrapeso só pode ser criado se, como a velha sabedoria inerente ao paganismo, uma nova sabedoria, adquirida pela livre resolução e vontade do homem, for infundida na cultura terrena. Esta nova sabedoria deve ser novamente uma sabedoria de Iniciação.

E aqui chegamos a um capítulo que não deve ser omitido do conhecimento do homem moderno. Se, no futuro, o homem não fizesse nada para adquirir uma nova sabedoria, então, inconscientemente para ele, toda a cultura se tornaria arimânica, e seria fácil para as influências provenientes da encarnação de Ahriman permear toda a civilização no terra. Portanto, devem ser tomadas precauções em relação aos fluxos pelos quais a forma arimânica de cultura é promovida. Qual seria o resultado se os homens seguissem a forte inclinação que têm hoje de deixar as coisas à deriva como estão, sem compreender e guiar para os canais certos as correntes que conduzem a uma cultura arimânica?

Rudolf Steiner – GA 121, “Lúcifer e Ahriman”, leitura IV – Dornach, 15 de novembro de 1919

Tradução completa disponível no Núcleo de Pesquisa Antroposófico:

https://bvapremium.com.br/


QUER SABER MAIS SOBRE O ASSUNTO?

– O desenvolvimento do ser humano segundo a Antroposofia e seu prismas na sociedade moderna
– Conhecendo as forças de Lúcifer e Ahriman segundo a Antroposofia
– A perspectiva de Rudolf Steiner para o período atual
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UMA SOMBRA NA ANTROPOSOFIA


UMA SOMBRA NA ANTROPOSOFIA

Leonardo Maia


Steiner disse que a Antroposofia surgirá no indivíduo como uma necessidade do coração e do sentimento. Que para conectar-se ao Espiritual, ele deveria buscar em seu ambiente e em suas vivências, o que lhe possa causar admiração e respeito com disposição devocional. Pergunto, o que tem causado admiração e respeito com disposição devocional aos Antropósofos apoiadores de Bolsonaro? Que mesmo com declarações como “eu sou favorável à tortura”, “grupos de extermínio são bem vindos”, “se eu pudesse, mandava matar duzentos mil vagabundos”, “pena que não exista pena de morte no Brasil” – afirmações anti-Crísticas e foi considerado digno de ser escolhido como representação pessoal de “antropósofos” para ocupar o principal cargo de gestão do país. Essa é uma sombra que reverbera hoje sobre o meio antroposófico, mesmo que exista uma tentativa de ocultá-la.


Política, por quê falar disso? Um âmbito que afeta diretamente a vida e a consciência de milhões – na verdade bilhões de pessoas (a nível mundial) e de suma importância no desenvolvimento da humanidade. O caminho para a verdadeira Trimembração Social exige consciência política, porque ela influencia diretamente as estruturas da vida social.

Como se abster de tratar destes temas tão relevantes quando tais questionamentos estão sendo compartilhados por tantas pessoas inclusive no âmbito da própria Antroposofia?

Abrir mão da consciência política é abrir mão também da decisão consciente de que valores como compaixão, altruísmo, respeito e amor ao próximo estejam alicerçados no coração daqueles que possuem alguma representação governamental, aspecto altamente questionado no âmbito da Antroposofia hoje.

“Um momento de despertar só acontece quando as pessoas começam a se sentir embaraçadas com as políticas que são possíveis hoje.” – Rudolf Steiner

Como já foi dito, política é diferente de politicagem. Mas, honestamente, acredito que o incômodo que tal tema surge da exposição dos valores de representação, principalmente aqueles que refletem aspectos totalmente dissonantes com os Impulsos Solares (Crísticos) e, consequentemente, com a própria Antroposofia e Pedagogia Waldorf. Ignorar tal aspecto é fortalecer a degradação de tal caminho, principalmente na “Era da Consciência”.

Percebe-se pela sua influência no próprio meio antroposófico, que apesar de todas as orientações e valores, sofre com uma sombra, mesmo que negada por muitos, da influência política – principalmente por este aspecto dos valores de representação, e que tem sido abafada sob a justificativa de liberdade pessoal e de que política e Antroposofia não se misturam. Recebo comentários como:

“Eu achei que era uma escola com valores nazistas…”
“Eu não tive coragem de colocar meu filho naquela escola com uma comunidade com valores tão desumanos…”
“Como a Antroposofia pode apoiar tais movimentos do governo…”
“A Comunidade Waldorf é para uma elite segregacionista e para comunidade em geral “eles” apoiam escolas militares contra o livre pensamento…”
“A Antroposofia apoia os princípios morais do governo – como apoio à tortura, racismo e contrário aos Impulsos Humanistas…”
“A Antroposofia é uma seita que apoia o fascismo e incoerente com o que prega nos seus discursos…”

A incoerência é percebida por inúmeras pessoas da comunidade antroposófica e também por várias pessoas que tem um contato, mesmo que superficial, com a mesma.

Eu tenho uma grande preocupação com essa má impressão que a influência do Bolsonarismo trouxe aos ambientes antroposóficos, principalmente na questão do obscurecimento da essência da Antroposofia, além claro, de seu impacto na imagem que reverbera para o mundo. Eu tenho ouvido absurdos diariamente num volume realmente preocupante – as redes sociais se tornaram uma válvula de escape da expressão pessoal, por isso considero sua análise essencial para compreensão do mundo atual, tanto por este aspecto quanto por seu alcance.

Por estar observando este processo de forma bem intensa, realmente acredito na pontualidade da colocação, justamente para preservar a verdade do Impulso Antroposófico e seu papel no mundo – todos sabem o que Steiner buscava e esperava de seu impacto na consciência humana e futuro da humanidade. As distorções de valores são as mais absurdas e está reverberando na comunidade antroposófica, tanto nos âmbitos das escolas Waldorf quanto no próprio ambiente dos estudantes da Antroposofia, inclusive muitos antigos e devidamente reconhecidos (com justiça) por seu caminho dentro da Antroposofia.

Por isso essa é uma questão delicada e falar pontualmente limita a possibilidade de distorções de retórica e influências luciféricas. Por incrível que pareça, existem antroposóficos bolsonaristas que dizem que Bolsonaro e seu governo refletem os Impulsos Crísticos (o que beira um fanatismo cego), e eu não estou brincando. Não duvido que seja elevado ao título de “Arauto de Micael”.

Então, como de praxe, vem a pergunta:

“E o PT, e o Lula?”

(Geralmente acompanhada de insultos, CAIXA ALTA – COMO SE ESTIVESSEM GRITANDO INFLAMADOS, e de acusações de esquerdista, marxista, socialista, comunista, petista e etc…)

Como já respondi anteriormente, o questionamento não sobre direita ou esquerda, a questão é de valores e moralidade, não é política partidária.

Nunca vi um vídeo do Lula apoiando a morte, a tortura, grupos de extermínio, homofobia e etc… Eu nunca votei no PT nem no Lula, mas quem votou acreditava que ele foi bom ou seria bom para o país ou para si próprio (ou pelo menos a melhor opção no momento da escolha) – essa sim seria a liberdade de escolha que é argumentada para ocultar o verdadeiro questionamento no caso do Bolsonaro: os valores.

Observe pontualmente suas declarações e do que se trata. Mesmo que digam que o Lula é pior que o Bolsonaro, tem piores intenções e etc, isso não é comprovado, apenas por perspectiva pessoal, que nem de longe é consenso, ao contrário dos valores do Bolsonaro que são afirmados por ele próprio.

Então, no caso do Bolsonaro, a escolha de representação, por parte de seus eleitores e apoiadores, para chefiar uma nação representa um aspecto consciente de tais valores, e não inconsciente como no caso de quem escolheria o Lula, mesmo “caso” (trago como uma hipótese) ele tivesse valores iguais ou piores que o Bolsonaro pois neste caso estariam sendo enganados e acreditando que ele seria bom por um aspecto Luciférico – não que isso não possa ocorrer também no caso do Bolsonaro.

Porém, esse aspecto da consciência ou inconsciência neste âmbito específico dos valores, no meio antroposófico, é para se questionar sim… e extremamente relevante. Um ponto importante é que ter votado ou apoiar Bolsonaro não faz ninguém mau necessariamente, mas existe um processo na alma que pode fazer o indivíduo relativizar o mal, nesse caso é extremamente perigoso pois faz o indivíduo descer a um nível moral inferior… por isso volto a repetir, é extremamente relevante considerar tudo isso que está acontecendo.

Steiner disse que a Antroposofia surgirá no indivíduo como uma necessidade do coração e do sentimento. Que para conectar-se ao Espiritual, ele deveria buscar em seu ambiente e em suas vivências, o que lhe possa causar admiração e respeito com disposição devocional. Pergunto, o que tem causado admiração e respeito com disposição devocional aos Antropósofos apoiadores de Bolsonaro?

Este tema específico não pode ser transformado em tabu, pois o contexto pode criar uma neblina em cima da realidade. Este é um aspecto extremamente relevante tanto para a realidade humana atual (material e espiritual) quanto para a própria Antroposofia, que passa a ser apresentada sob uma perspectiva meramente conceitual, fora da vivência anímica, desvinculada das forças que emanam do coração. Muitas pessoas me perguntam: “como pode pessoas do meio Antroposófico apoiarem Bolsonaro? Falam de Impulsos Crísticos, altruísmo, amor altruísta e etc, mas apoiam um cara que tem como herói um torturador e favorável à morte e grupos de extermínio? A Antroposofia não é verdadeira…”. E eu concordo com eles, “essa Antroposofia” não é, pois se ela não reverbera no coração humano, na alma individual, passa a ser apenas uma conceituação estática e intelectualizada dos textos trazidos por Steiner.

Outro ponto relevante a ser considerado é que este questionamento vinculado aos valores e moralidade, através do impulso humanista e altruísta em relação ao atual governo, aspectos básicos essenciais da Antroposofia e de suas indicações, é vinculado por inúmeras pessoas e antropósofos (inclusive antigos estudantes devidamente reconhecidos) ao socialismo, comunismo, partidarismo, marxismo e esquerdismo, que, ao adjetivarem tais questionamentos dessa forma, criam uma retórica anti-marxista/socialista fundamentada na Antroposofia para rebater tais questionamentos.

Percebam um paradoxo: como um questionamento sobre valores e moralidade (Solares) pode ser vinculado à ideologias marxista/socialista/comunismo para, então, confrontá-las? Então, na mente de quem as confronta, existe, mesmo que insconcientemente, uma ideia relacionando tais Impulsos à tais ideologias, ou seja, às próprias indicações da Antroposofia.

Esse é um aspecto de distorção e generalização dessas polaridades ideológico-partidárias, portanto analisa-se o pontual, esse aspecto da direita ou esse aspecto da esquerda e etc… portanto cada ponto deve ser analisado e argumentado, elevando-se à esfera do propósito maior na qual reside o ser “Antroposofia”. Tanto a esquerda quanto a direita podem ir contra ou a favor desse propósito… mas uma coisa eu acredito, essa guerra polar entre esquerda e direita é um aspecto destrutivo de movimento contrário ao desenvolvimento da consciência humana (opinião pessoal).

Quero lembrar que não é uma luta contra os indivíduos, mas contra a inconsciência humana. Tudo isso, inclusive dentro da Antroposofia, é um reflexo de um âmbito inconsciente, pois quem está verdadeiramente buscando a Antroposofia, tem uma busca comum conectada com o desenvolvimento da humanidade em direção ao Amor e Liberdade, fundamentada nos Impulsos Solares (Crísticos), e neste ponto, acredito que estamos todos em consenso.

Realmente a situação é preocupante e, na minha opinião, todo esse contexto traz muitos aspectos parecidos com o que Steiner indicou sobre a influência de Ahriman e a “Guerra de Todos contra Todos”.

Isso mostra como é importante que se trate do tema. E percebam que o que eu trouxe é sobre a Antroposofia e não politicagem.

Para uma melhor compreensão do que está acontecendo, convido os interessados a participar do curso que inicia na próxima semana – dia 20 de abril, terça feira às 19:30h.

https://www.sympla.com.br/lucifer-e-ahriman-na-atualidade__1165042

O Valor é R$ 200,00 (para captação de recursos pessoais e para a Biblioteca).

Honestamente espero que os verdadeiros impulsos Crísticos permeiem as ações e pensamentos das pessoas, inclusive aqui no meio Antroposófico. Desenvolvimento moral baseado em um amor altruísta é a missão do ser humano na presente Terra segundo a Antroposofia.

Sei do mal estar que meus questionamentos geram, e que isso reflete num boicote ao trabalho da Biblioteca, mas continuarei o fazendo, por amor ao próximo, por respeito ao próximo, pela dignidade e liberdade do próximo.

Obrigado pela compreensão e apoio,

Leonardo Maia

Para tentar elevar o nível da discussão nos comentários, deixarei aqui embaixo a descrição da Hierarquia de Discordância de Paul Graham.

Aqui vai uma pequena ponte entre a perspectiva de desenvolvimento da consciência humana em direção à Alma da Consciência segundo a Antroposofia e a Hierarquia de Discordância de Paul Graham:

HIERARQUIA DE DISCORDÂNCIA DE PAUL GRAHAM

NÍVEL 1 – DESRESPEITO E XINGAMENTO: puro xingamento e nada mais. Usa a grosseria para se posicionar contra sem elaborar.

NÍVEL 2 – AD HOMINEM: ao invés de discordar do ponto principal prefere atacar o autor. (Burro! Machista! Homofóbico! Ignorante! e etc…)

NÍVEL 3 – ESCRITA / RESPOSTA AO TOM: critica o estilo da escrita sem justificar e sem analisar o ponto central. Ataca a forma do discurso e não o seu conteúdo.

NÍVEL 4 – DO CONTRA: se coloca contrário mas sem justificativas e/ou raciocínio. Consiste na mera afirmação de uma ideia contrária à do texto original. (como “Rudolf Steiner deve estar se revirando no túmulo…”)

NÍVEL 5 – CONTRA-ARGUMENTAÇÃO: contradiz o que foi dito com justificativas e raciocínio. É uma forma de discordância superior às anteriores, e com maior potencial para afetar positivamente a discussão em alguns casos. Consiste em uma forma mais sofisticada de contradição, onde além de confrontar o conteúdo da proposição original, também são apresentados argumentos sólidos e logicamente sustentáveis como embasamento.

NÍVEL 6 – REFUTAÇÃO DE TRECHO: É um nível onde há contribuição real ao debate, e consiste em uma evolução do contra-argumento. Mas agora, atacando um ponto relevante da ideia original e que de fato tenha sido defendido pelo autor.

NÍVEL 7 – REFUTAÇÃO DO PONTO CENTRAL: Esse é o nível máximo de discordância, onde a refutação tem como alvo o ponto central da ideia defendida pelo autor original. Uma vez refutado o ponto central, toda a argumentação precisa ser abandonada ou revista, levando a discussão a níveis cada vez mais altos e gerando aprendizado.

Aqui, ao subirmos os níveis da Hierarquia de Discordância de Paul Graham, podemos perceber um caminho similar ao proposto pela Antroposofia em direção à Alma da Consciência – onde se faz clara a necessidade da superação dos aspectos inferiores da Alma Humana para uma busca autêntica e honesta em direção à Verdade.

Observe que quanto mais inferior o nível da Hierarquia, menos consciência existe em relação ao que está sendo discutido ou abordado, onde geralmente se refletem aspectos como pessoalidade, simpatia/antipatia, parcialidade, necessidade de auto-afirmação pessoal (egocentrismo), incapacidade de observar ou pensar (e compreender) o que está sendo abordado e etc…

Nos níveis inferiores, estou mergulhado na inconsciência em relação ao tema ou me recuso a aceitar a Verdade (por necessidade do ego inferior). Em ambos posso me tornar veículo de Forças Adversas, tanto na perspectiva de me tornar veículo inconsciente ou mesmo por conscientemente ignorar aspectos da realidade pela não aceitação da Verdade que confronta as minhas necessidades pessoais ou de auto-afirmação (certezas intransigentes e imperativas).

Atenciosamente,

Leonardo Maia

Devido a solicitações das Instituições, quero colocar que minhas opiniões não refletem necessariamente posições da Antroposofia, das instituições antroposóficas e da Sociedade Antroposófica no Brasil ou a Geral.


QUER SABER MAIS SOBRE O ASSUNTO?

– O desenvolvimento do ser humano segundo a Antroposofia e seu prismas na sociedade moderna
– Conhecendo as forças de Lúcifer e Ahriman segundo a Antroposofia
– A perspectiva de Rudolf Steiner para o período atual
– A atuação das forças luciféricas e ahrimânicas no homem e na sociedade atual

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MICAEL: O PENSAMENTO DESCONECTADO DO CORAÇÃO


MICAEL: O PENSAMENTO DESCONECTADO DO CORAÇÃO

Leonardo Maia


“Num ambiente onde o ódio só cresce
Eu escolho transgredir,
Eu escolho amar e acolher…”


Quando eu me torno excessivamente racional, desvinculando o pensar do emocional, me distancio do sentido de humanidade. Começo a perceber a ignorância com um sentido de inferioridade. O intelecto pode subjugar o sentir a um ponto onde a inteligência e conhecimento tem mais valor do que o amor e a bondade.

Podemos ver pessoas inteligentes, com argumentos super fundamentados mas que não tem amor no coração. Uma alma seca e fria que olha o outro ser humano com indiferença e ar de superioridade. Criam uma casca em suas almas que os impedem de serem tocados pelo outro ser humano, a não ser num âmbito superficial, onde o encontro traz benefícios diretos (de status ou materiais), ou fortalece o sentimento de superioridade ou mesmo massageia o ego, através da bajulação ou reconhecimento da suas capacidades, sejam elas intelectuais ou técnicas.

Daí… surge a falta de compassividade, a arrogância e a intolerância. Podemos pensar, que coisa horrível, não? Ainda bem que não sou assim… mas será mesmo? Será que o mundo contemporâneo não está nos forçando para esse mundo de excesso de racionalidade e desumanização?

Quantas vocês você leu um artigo, uma notícia ou mesmo um comentário de Facebook que alimentou esses sentimentos de intolerância, mesmo que você acredite fundamentalmente que está correto no seu modo de pensar? Basta navegar nos comentários das redes sociais que percebemos quão comum está se tornando essa intolerância e esse racionalismo exacerbado, que estão cada vez mais suprimindo nossa humanidade (capacidade de acolher o outro ser humano).

Acho que mesmo de forma sutil, todos estamos sendo influenciados, alguns mais, outros menos… precisamos estar bem atentos!!! Segue um trecho de Rudolf Steiner sobre Micael e a emancipação da força intelectual:

“Micael deseja que a inteligência que está a desenvolver-se na humanidade, mantenha-se em conexão constante com os seres espirituais divinos.

No entanto, existe um obstáculo. Toda a linha evolutiva percorrida pelos deuses, a partir do momento em que a força intelectual se emancipou da atividade cósmica e foi incorporada na natureza humana, fica exposta a outro fator.

Suponha que houvesse seres que se apercebessem deste fato, e logo tentariam tirar proveito disso. Tais seres existem realmente – os seres ahrimânicos. A sua própria natureza lhes predispõe a absorver toda a inteligência que se desliga dos deuses. Eles são capazes de assimilar o intelecto de qualquer tipo. Assim se tornam as maiores, abarcantes e penetrantes inteligências em todo o cosmos.

Micael vislumbra como é impossível que o homem não entre em contato com esses seres, na medida que vai alcançando um uso cada vez mais pessoal da inteligência, vendo-se tentado a estabelecer alianças com Ahriman e cair presa dele. Então Micael inclina as forças ahrimânicas aos seus pés, empurrando-as cada vez mais para as regiões inferiores, abaixo do nível onde o homem leva a cabo o seu desenvolvimento. Micael, com os seus pés sobre o dragão, derruba-o ao abismo – tal é o estupendo quadro que vive na consciência humana destes fatos no mundo suprassensível.”

Rudolf Steiner, GA 26

Neste trecho ele cita a atuação de forças ahrimânicas, porém temos hoje, grande influência de outra hierarquia – Sorath (também prevista por Steiner para o atual período), onde sua influência conduz ao caminho da bestialização e animalidade do ser humano, em direção contrária aos Impulsos Crísticos. Perceba que independe de inteligência intelectual, essa animalidade, agressividade, intolerância e desumanização podem surgir no indivíduo subjugando as forças do coração.

É explícito como existe um ódio crescente nas almas humanas, independentes de suas direções ideológicas e justificativas. Utilizo o que considero correto como justificativa para alimentar o meu ódio a algum movimento ou alguém.

Acontece que as forças que se alimentam desse ódio podem crescer tanto a ponto que podem subjugar a vontade humana, a alma humana, sua humanidade, acarretando na intolerância completa ao “outro lado”. Estes são aqueles que jogam o carro contra a multidão, que matam o outro ser humano, que adentram mesquitas atirando, que incitam a violência ao outro e guerra para destruir a raiz do “mal” e seus seguidores, inconscientes que eles são o próprio mal.

Isto é um perigo real, e está acontecendo com todos nós agora, no mundo inteiro. Basta observar nas redes sociais, onde existe a potencialização do processo pelas bolhas sociais.

No Brasil por exemplo, existem grupos de todos os lados que propagando ódio, seja ao PT, ao Bolsonaro, às feministas, ao Trump, ao Maduro, aos comunistas e socialistas, aos muçulmanos, aos crentes, aos ateus, aos negros, aos LGBT, aos conservadores, às mulheres, aos homens, a qualquer coisa… uma egrégora de ódio crescendo constantemente alimentados pelas nossas próprias mentes. Por exemplo, ontem, dia 9 de abril de 2021, o filho do presidente, Eduardo Bolsonaro levantou a hashtag “vou pra guerra com bolsonaro” sob o discurso:

“Após décadas de scravidão, o Brasil rompeu as correntes do comunismo. Guiado por Deus e levado pelo povo, um homem lidera esta guerra: o Presidente Bolsonaro. Com ele lutaremos sempre pela democracia e a favor da soberania do povo brasileiro.”

Vocês podem ver o efeito deste “estímulo” nos comentários da sua publicação, onde tem fotos de armas e seguidores fanáticos prontamente se oferecendo para a “guerra” contra seus inimigos:

Não estamos percebendo porque não estamos despertos, estamos sendo manipulados, está acontecendo uma lavagem cerebral que está tirando pouco a pouco a nossa humanidade…

Você pode pensar: É inconcebível um sentimento de acolhimento, respeito e amor a estes grupos e indivíduos.

E é justamente este o ponto: um microcosmo da “guerra de todos contra todos.”

Pergunto: Será que estamos realmente percebendo o que está acontecendo no interior da alma humana?

Leonardo Maia


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HUMANISMO E ECOLOGISMO


HUMANISMO E ECOLOGISMO

Sergi Bellver

Tradução livre: Leonardo Maia


A era das direitas e as esquerdas radicais terminaram porque não representam mais as duas pulsões naturais da civilização humana e sua evolução, mas apenas duas nuances da mesma inércia da espécie humana em sua autodestruição, ou seja, o fanatismo fratricida (anti-frater, que mata o próprio irmão) ou, na sua versão moderada, a indiferença perante a sofrimento do próximo.


A humanidade enfrentará duas sucessivas aniquilações. A primeira será seletiva, provocada pela parte mais violenta da população, que usará toda forma de totalitarismo para eliminar o adversário. A segunda será coletiva e irreversível quando o planeta, antes de cair, encontrará um modo de se livrar do vírus humano.

A primeira já estava prestes a acontecer totalmente no século XX e ainda tem remédio, mas é preciso que a parte mais civilizada da população lute de forma ativa contra todo tipo de totalitarismo, desde o novo fascismo disfarçado no alegado jogo democrático ao fundamentalismo, entre outros…

Contra a segunda estamos sem armas e tempo. A era das direitas e as esquerdas radicais terminaram porque não representam mais as duas pulsões naturais da civilização humana e sua evolução, mas apenas duas nuances da mesma inércia da espécie humana em sua autodestruição, ou seja, o fanatismo fratricida (anti-frater, que mata o próprio irmão) ou, na sua versão moderada, a indiferença perante a sofrimento do próximo.

Só há duas ideologias possíveis para a sobrevivência a partir do século XXI: Humanismo e Ecologismo. Qualquer outra opção significa escolher o nosso final. Qualquer desculpa antiga significa acelerar a nossa morte. Porque de nada adianta conter cada nova acometida totalitária se não for construída algo duradouro nessa trincheira. De nada adianta nossa boa consciência momentânea se continuarmos alimentando o câncer planetário que é o capitalismo selvagem e predador. E não se combate um totalitarismo materialista com outro totalitarismo materialista.

Fórmulas e símbolos do século passado já não nos servem. Sem Humanismo e sem Ecologismo já só nos espera a morte. Primeiro, o mercado irá eliminar-nos e, depois, aqueles que prevaleceram, vão fulminar o planeta.

Sergi Bellver – Escritor

Tradução livre: Leonardo Maia


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AHRIMAN: ANIQUILAÇÃO OCULTA DA ALMA


AHRIMAN: ANIQUILAÇÃO OCULTA DA ALMA

Por Douglas e Tyla Gabriel

Tradução livre: Leonardo Maia


“O momento da decisão chegará em torno do final do século XX, quando nós ficaremos na sepultura da civilização em uma guerra de todos contra todos ou voltaremos para uma cultura espiritualizada.”

Rudolf Steiner, GA 240


Vivemos tempos difíceis. Lendo as manchetes de notícias em qualquer dia específico, pode-se facilmente sentir-se sobrecarregado com o colapso iminente de culturas, países, mercados financeiros, decência comum, lei e ordem, educação e impulsos espirituais e morais. Uma crise após a outra, sejam bandeiras reais ou falsas, são usadas para destruir nossas liberdades e liberdades pessoais, levando-nos a um mundo orwelliano (George Orwell – 1984) de governança global e à aniquilação completa de tudo o que é divino no mundo. Nós nos agarramos a fios esfarrapados de esperança, orando por misericórdia e intervenção divina em um atoleiro global que parece insolúvel.

Onde está o Cristo que havia de vir? Onde está o caminho para Shamballa? Onde está a porta de saída de toda essa loucura mundana?

Se você é novo na antroposofia, pode não saber que Rudolf Steiner falou muito sobre esses assuntos. Para quem estudou antroposofia, você deve se lembrar que Steiner escreveu sobre a Guerra de Todos contra Todos, uma época em um futuro distante que é a transição para a futura Terra. Mas o que muitos podem não estar cientes é que essa luta pode ocorrer em qualquer período cultural, seja em uma forma microcósmica ou em uma batalha completa entre a Lua e a Terra.

Para sermos vitoriosos nesta luta – seja agora ou no final da Sétima Época, seja pessoalmente ou globalmente – é preciso enfrentar o mal em suas formas luciféricas e arimânicas com coragem para ver através de seus terríveis e assustadores espectros de medo, ódio e dúvida, abraçando em seu lugar um espírito cheio de fé, amor e sabedoria. Fazer isso é empunhar a espada de Micael e dominar o dragão de fogo. Mas, primeiro, é preciso tomar consciência do mal e, como a filha do moleiro em Rumpelstiltskin, gritar seu nome em total reconhecimento do mal que ele é.

Rudolf Steiner (1861-1925) escreveu e deu palestras extensas sobre esses seres – Lúcifer e Ahriman – bem como o Ser de Cristo, que encarnou na Palestina e é a segunda pessoa na Santíssima Trindade. O que pode ser uma surpresa para os leitores iniciantes na Antroposofia é que em cada lado de Cristo existem dois seres, um caminho do mal para a direita e para a esquerda. Esses dois seres do mal são Lúcifer, o tentador, o caminho da mão esquerda do mal, e Ahriman, o pai da mentira, o caminho da mão direita do mal. Lúcifer é o anjo caído que conhecemos da Bíblia. Ahriman, um nome retirado da Antiga Pérsia, onde era visto como o oposto do deus sol, também é conhecido como Satan.

Outra surpresa vem dos ensinamentos de Steiner de que Lúcifer e Ahriman na verdade encarnam como seres humanos, Lúcifer em torno de 2000 anos antes de Cristo e Ahriman encarnará/encarnou em meados do terceiro DC, e que Cristo os equilibra encarnando no meio (Ano 0). Existe outro ser do mal que se opõe diretamente a Cristo, conhecido como Sorath ou Sorat, o Demônio Solar que atua contra o desenvolvimento do EU humano.

Sua atuação agora está sendo preparada por Ahriman. Esses quatro seres e suas encarnações físicas fazem parte do plano de evolução espiritual e cada ser, mesmo os considerados “maus”, tem funções importantes na evolução do ser humano livre que deve desenvolver discernimento para saber a diferença entre cada um desses seres. Por mais desesperador que o mundo possa parecer às vezes, podemos nos consolar em saber que os espíritos de oposição são uma parte importante do plano divino.

A encarnação de Cristo criou um momento decisivo, pois toda a evolução gira em torno deste evento central. Cristo encarnou uma vez para derrotar os efeitos existentes da encarnação humana de Lúcifer na China e se preparar para a futura encarnação de Ahriman na América do Norte. Cristo venceu as tentações de Lúcifer assim como Ele conquistará as mentiras de Ahriman, como Ele fará, ao doar a forma do EU humano (consciência do Eu) ao homem no ponto de virada do tempo, conquistar a influência anti-EU de Sorat em um futuro distante.

Por causa da ação de Cristo no mistério do Gólgota, o ego aperfeiçoado de Cristo agora existe em uma forma etérica no reino do superetérico e pode se replicar para aqueles que desejam assumir esta forma perfeita. Embora a humanidade como um todo leve algum tempo para assumir o veículo aperfeiçoado da consciência de Cristo, existem algumas almas avançadas (e você pode ser um), que realizou ou realizará esta maravilha e trará ensinamentos que se alinham com os veículos aperfeiçoados de Cristo.

A fim de nos tornarmos conscientes do mal para que possamos ascender à consciência de Cristo, devemos conhecer suas muitas faces e manifestações. Devemos reconhecer suas encarnações físicas. Já passou o tempo de reconhecer as encarnações de Lúcifer e Cristo. Nossa tarefa hoje é conhecer a encarnação de Ahriman.

Por Douglas e Tyla Gabriel

Tradução livre: Leonardo Maia


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QUINTA-FEIRA SANTA: JUDAS E A PERDA ARIMÂNICA DO EU, A ALIENAÇÃO POSSESSA


JUDAS E A PERDA ARIMÂNICA DO EU, A ALIENAÇÃO POSSESSA

Leonardo Maia em trecho de Emil Bock


“Judas falhou diante do mistério do sacramento. Aquilo que poderia oferecer-lhe paz o precipita no mais alto grau da ausência da paz, na perda arimãnica do Eu, na alienação possessa. Em seu interior também reinava a noite…”

Emil Bock – Os Acontecimentos da Semana Santa


Um aspecto relevante é colocado por Emil Bock em suas considerações à 5ª feira santa: “a perda arimãnica do Eu, a alienação possessa” por parte de Judas.

Acredito que todos nós questionamos o que leva as pessoas a mergulharem numa alienação coletiva com aspectos anti-frater e impulsos antiCrísticos – como apoio à morte e a tortura, ódio e agressividade, indiferença a vida e na banalização do mal que podem ser observados na sociedade atual. Tal processo pode ter relação direta com o aspecto do Duplo, dessa chamada “perda arimãnica do Eu, a alienação possessa” mencionada por Emil Bock em relação a Judas.

Steiner alertou sobre a atuação dessas forças com muita intensidade no período atual, inclusive pela atuação conjunta das forças Luciféricas e Ahrimânicas (alienação por Lúcifer e possessão por Ahriman). Inclusive que este processo da perda arimãnica do Eu poderia afetar um terço da humanidade.

O reconhecimento do Mal é um passo essencial para sua redenção… e, se observarmos à nossa volta, perceberemos que a situação é bem delicada, mesmo para aqueles que são céticos quando à “Natureza Espiritual da Evolução” e da influência de certas forças invisíveis no homem.

Leonardo Maia

FONTE DE PESQUISA E BIBLIOGRAFIA INDICADA:

Os Acontecimentos da Semana Santa – Emil Bock (especialmente a 5ª feira mencionada acima)
Lúcifer e Ahriman – ciclo de conferências da GA 191
Apocalipse Moderno – ciclo de conferências da GA 346

Disponíveis em https://bvapremium.com.br


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AS FORÇAS FORMATIVAS ETÉRICAS E O CARÁTER RACIAL


AS FORÇAS FORMATIVAS ETÉRICAS E O CARÁTER RACIAL

Rudolf Steiner – GA 121 (A Missão das Almas dos Povos)

Tradução livre: Leonardo Maia


“A afirmação de que o europeu é superior às raças negra e amarela não tem validade real.”

Rudolf Steiner – A Missão das Almas dos Povos


“Pontos ou centros de influência cósmica – forças formativas etéricas da Terra, determinam o caráter racial de uma determinada localização geográfica.

O centro da África corresponde às forças terrestres que imprimem no homem as características da primeira infância; o centro na Ásia corresponde àqueles que dão ao homem as características da juventude, e o centro correspondente na Europa imprime no homem as características da maturidade. Esta é simplesmente uma lei universal. Visto que todos os homens em suas diferentes encarnações passam pelas várias raças, a afirmação de que o europeu é superior às raças negra e amarela não tem validade real. Em tais casos, a verdade às vezes é velada, mas você vê que, com a ajuda da Ciência Espiritual, trazemos afinal luz sobre verdades notáveis.

Se continuarmos nesta linha (veja o diagrama) ainda mais para o oeste, chegaremos à América, onde as forças da velhice, do terço final da vida, estão ativas.

No passado remoto, o homem desceu à Terra sob a orientação de Espíritos da Forma anormais e foi associado à sua região geográfica particular. Assim foram lançadas as bases para o desenvolvimento das raças. Em seguida, ocorre uma mistura progressiva das raças. A evolução das raças é interrompida para dar lugar à evolução das nações; ou seja, as nações se desenvolvem a partir de raças. E o desenvolvimento das nações dá lugar à evolução do ser humano individual.”

Rudolf Steiner – GA 121 – A Missão dos Povos (Leitura 4), Christiania (Oslo), 10 de junho de 1910

Conferência completa em: https://bvapremium.com.br/

RESUMO DOS CONTEÚDOS DA CONFERÊNCIA:

– A relação das raças da humanidade umas com as outras
– As origens das comunidades folclóricas individuais
– A cooperação de um número incontável de seres cósmicos para configuração da complexidade do homem no tempo
– A evolução do homem até a configuração atual
– O desenvolvimento do EU pela complexa interação de forças espirituais
– A necessidade da renúncia de certos seres para a evolução do homem: os seres irregulares ou anormais
– A perspectiva de evolução com seres exclusivamente regulares com interesse no desenvolvimento do EU do homem
– Os primeiros sete anos de vida e a recapitulação do que o homem passou no Velho Saturno
– O período dos sete aos catorze anos e a recapitulação do que o homem passou no Antigo Sol
– O período entre quinze e vinte e um anos e a recapitulação do desenvolvimento do homem na época da Antiga Lua
– Os Espíritos da Forma regulares e o desenvolvimento da consciência de vigília exclusivamente aos 21 anos
– A atuação dos Espíritos da Forma anormais e o despertar gradual da consciência de vigília antes dos 21 anos e a influência das forças do mundo externo
– O declínio progressivo e as organizações etéricas e astrais após os 42 anos como espelhamento da antecipação do estado de vigília antes dos 21 anos
– O desenvolvimento do homem durante os três primeiros setênios de vida e a antecipação de forças que pertencem às épocas posteriores
– A influência dos Seres regulares dos 21 aos 42 anos de vida e a influência dos seres irregulares nos períodos de nossa maturação e declínio da vida
– A padronização e uniformização da humanidade sem a interferência dos Seres irregulares
– A encarnação prematura – em oposição às intenções dos Espíritos da Forma e a dependência das condições ambientais de seu local de nascimento
– Os Espíritos da Forma anormais como fonte das diferenças raciais na humanidade
– A libertação racial das correntes geográficas através da influência hereditária
– Como as características nacionais preparam a desagregação das características raciais e começam a erradicá-las
– Os centros de influência cósmica na África, na Ásia, na Europa e na América
– Como esses centros de forças terrestres que emanam do solo imprimem características na primeira infância permanentemente
– As diferentes encarnações do homem em diferentes raças
– A maior influência de cada centro de emanação em cada etapa da vida e seu reflexo nas características e destinos das raças
– A potencialização das forças que determinam a raça ao Leste e seu declínio à Oeste
– O declínio das potencialidades criativas e do vigor juvenil à medida que o homem se move para o oeste
– A exteriorização da civilização à medida que se avança para Oeste onde as forças da velhice estão ativas e as contribuições valiosas e importantes na física, química e astronomia e em todos os campos que são independentes das forças rejuvenescedoras da juventude
– O processo de declínio da civilização e a reconexão com o mundo espiritual
– O Rosacrucianismo e o agir de acordo com a evolução de toda a humanidade
– A nação e a posição intermediária entre a raça e o indivíduo

Conferência completa disponível no NÚCLEO DE PESQUISA ANTROPOSÓFICO:

https://bvapremium.com.br


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A DESCONEXÃO DO EU


A DESCONEXÃO DO EU

Leonardo Maia


O extremo da desconexão com a realidade, o fanatismo e a alienação podem culminar na dissolução na consciência humana individual e na manifestação do Duplo – o Doppelgänger. Esta é uma tendência crescente na sociedade contemporânea…


“Lúcifer não quer nos tornemos verdadeiramente conscientes, nem que adquiramos um EU independente. Na alma humana, ele inspiram orgulho, egoísmo, desinteresse pelos semelhantes, emocionalismo ardente, subjetividade, fantasia e alucinação. No intelecto humano, ele inspiram generalização, unificação, hipótese e construção de quadros imaginativos além da realidade.”

Toda a forma de fanatismo e alienação (desconexão com a realidade) está ligada à atuação de Lúcifer, removendo a consciência humana individual da esfera terrena.

Neste processo entra a atuação de Ahriman, que quer se apropriar do pensamento humano: o pensar uniforme, mecânico e coletivo.

Nesse aspecto, todos nós, em alguma proporção, somos influenciados pelas duas forças. Porém, chegando-se ao extremo, podemos ver a “possessão” do pensamento externo, quando a Vontade foi subjugada num âmbito que o indivíduo perde a conexão com o próprio pensar – gerando um autômato.

Daí podemos fazer uma relação com a potencialização Duplo:

“O Doppelgänger (Duplo) é um ser da alma ahrimânico com inteligência e vontade, mas sem individualidade, sem ego espiritual, e tende a ligar a alma humana ao corpo, cristalizando o pensamento, o sentimento e a vontade humanos. Todos os seres humanos têm um Doppelgänger (duplo) vivendo em seus nervos – eletricidade, infundindo em suas almas todo tipo de impulsos degradantes e deprimentes, além de instigar doenças internas.”

Este processo tem relação com a individualidade dissolvida e apropriação do pensamento coletivo atuando no “sub-humano”, o ser autômato – isto independe de ideologia. Quanto mais dissolvida está a individualidade, mais enfraquecida está a Vontade do indivíduo, maior a tendência para manifestação do Duplo e na conexão com o pensar coletivo externo reflexo do afastamento da consciência para outra esfera, fora da realidade – através de Lúcifer.

Ahriman empurra o espírito humano individual para fora do organismo humano e para longe da terra, de modo que apenas um organismo humano endurecido, mecanizado e fantasmagórico, desprovido de individualidade livre e vivendo como uma espécie animalesca instintiva, mas inteligente permaneça. Seus impulsos são de natureza inferior, conectados com a morte, violência, medo, satisfação dos impulsos instintivos e inferiores egoístas e etc: o ser oposto da fraternidade e do amor como força viva no EU – Vontade.

O extremo da desconexão com a realidade, o fanatismo e a alienação podem culminar na dissolução na consciência humana individual e na manifestação do Duplo – o Doppelgänger. Esta é uma tendência crescente na sociedade contemporânea…

Leonardo Maia

INDICAÇÃO DE BIBLIOGRAFIA:

5 conferências de Lúcifer e Ahriman – GA 191
18 conferências do Apocalipse Moderno – GA 346

Disponíveis em  https://bvapremium.com.br/


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