A ESPIRAL DO AMOR UNIVERSAL


A ESPIRAL DO AMOR UNIVERSAL

Leonardo Maia


O Amor Universal é o Religare – a sacramentação de toda a Manifestação: a conexão com o divino em nós, seu reconhecimento no outro e em cada aspecto da vida.


O amor fraterno transcende cada aspecto do amor egoísta até culminar no verdadeiro Amor Universal, um amor verdadeiramente altruísta:

Do amor egoísta (a mim mesmo) para o amor exclusivo à pequena família/pequeno grupo, para o amor à tribo/nação, para o amor à toda comunidade humana e para o Amor Universal – à toda a Manifestação.

Cada pequeno passo é a ampliação da espiral de amor.

O Amor Universal é o Religare – a sacramentação de toda a Manifestação: a conexão com o divino em nós, seu reconhecimento no outro e em cada aspecto da vida.

Leonardo Maia


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O que acontece na infância, não fica na infância…


O QUE ACONTECE NA INFÂNCIA. NÃO FICA NA INFÂNCIA…

Carolina Vila Nova

Fonte: lounge.obviousmag.org


“Quer um filho saudável, feliz e bem sucedido? Proteja sua infância. Viva seus dias com ele e para ele. Ser criança é estar aberto para aprender com seus pais, absorvendo tudo, sem possibilidade de filtrar o que é bom e o que é ruim. Se na maioria das vezes, nem mesmo os pais percebem o quão falhos são, quem dirá as crianças? Não somos responsáveis por nossa infância e nem pelo que fizeram conosco. Mas somos sim, totalmente responsáveis pela infância de nossos filhos.”


Afinal, porque tratamos de assuntos da nossa vida infantil em consultórios psicológicos e psiquiátricos, quando na verdade estamos buscando algo para a vida adulta? A felicidade no amor, paz na família, sucesso na vida profissional e tantos outros diferentes e desejados propósitos parecem estar todos conectados com um segredo lá atrás, na infância de cada um de nós…

Será mesmo?

Há tempos, sabemos da importância da infância para uma vida adulta feliz e saudável. Recentemente, li algo sobre o assunto, que citava o seguinte exemplo: se uma criança, que chora e pede para ser alimentada, é ignorada pela mãe no momento do choro, mas é atendida quando espera em silêncio, esta criança grava em seu subconsciente, que quando quer alguma coisa não deve pedir e nem chorar, mas esperar, pois alguém vai perceber sua necessidade apenas em seu silêncio. Achei o exemplo esplêndido, porque apesar de fazer muito sentido e parecer lógico, é algo tão cruel, que eu não havia pensado nisso. Esta criança se tornará um adulto que não luta pelo que quer, mas que espera silenciosamente. Percebi o quanto pequenas atitudes podem influenciar o comportamento de um individuo a sua vida inteira, sem que o mesmo nem se dê conta.

Certa vez, tive a seguinte experiência com vizinhos de apartamento: as paredes não eram maciças o bastante para abafar os sons mais altos. Todos os dias, a mãe das crianças parecia um anjo enquanto o marido estava em casa: falava baixinho e parecia a melhor mãe do mundo, além de esposa exemplar. Porém, assim que o marido saía de casa, a mulher começava a gritar freneticamente com as crianças. Por vezes, trancava-as no banheiro ou no quarto para limpar a casa. O caso era claro: o casamento não ia bem, a mulher estava sempre competindo com a ex-mulher do marido e tentava a todo custo manter a casa na mais perfeita ordem. Quando o homem chegava em casa, a mesma estava impecável e a mulher parecia ser tranquila.

Eu me pergunto: o que aquelas duas crianças vão levar para suas vidas adultas sobre essas experiências com sua mãe? Será que sempre verão no pai, o falso herói, que era capaz de transformar a mãe nervosa em uma pessoa calma e prestativa? Será que se darão conta algum dia, da oscilação terrível de humor a que eram submetidos diariamente, por conta da insegurança da mãe? De que forma esse tipo de experiência afeta a vida das pessoas quando já adultas? Será que todo estudo de psicologia e psicanálise nos permite mesmo olhar para trás e trabalhar o que nos foi feito quando ainda éramos tão vulneráveis e vazios de aprendizado?

Não conheço as respostas para essas questões, mas gosto das dúvidas que elas proporcionam. Conheço uma psicóloga que decidiu pausar sua vida profissional, quando se tornou mãe. Ela sabia da importância fundamental dos dias infantis de sua filha, para que a mesma pudesse se tornar uma adulta feliz e segura, sem traumas e com comportamentos oriundos de uma infância mal vivida. Certamente, muitas mães fariam o mesmo, se soubessem do grau tão elevado de importância da infância, na vida de um ser humano.

Quer um filho saudável, feliz e bem sucedido? Proteja sua infância. Viva seus dias com ele e para ele. O proteja de atitudes bobas como a da mãe que maltratava seus filhos, toda vez que o marido saía de casa.

Ser criança é estar aberto para aprender com seus pais, absorvendo tudo, sem possibilidade de filtrar o que é bom e o que é ruim. Se na maioria das vezes, nem mesmo os pais percebem o quão falhos são, quem dirá as crianças?

Não somos responsáveis por nossa infância e nem pelo que fizeram conosco. Sobre isso e para isso, utilizamos os recursos da psicologia. Mas somos sim, totalmente responsáveis pela infância de nossos filhos.

Que todo amor seja destinado aos nossos. E quando necessário, vale buscar ajuda profissional, já que o assunto é tão sério, delicado e difícil.

Porque o que acontece na infância, não fica na infância.

Mas fica… para a vida toda!


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Apanhei e não morri..


APANHEI E NÃO MORRI…

Fonte: Página Winnicott no Facebook


Apanhei e não morri…
Não morreu, mas acha natural a violência e enxerga nela uma forma de educar.


Não morreu,
mas enfrenta problemas no relacionamento com os pais!
Não consegue dizer “eu te amo” olhando nos olhos,
E essa frieza dói tanto que respinga na relação com seus filhos!

Não morreu,
mas precisa curar sua infância na terapia
E sente que seria mais amoroso se tivesse recebido amor em vez de tapas

Não morreu,
mas se tornou uma pessoa violenta e explosiva com seu companheiro e filhos.

Não morreu,
mas acha natural a violência e enxerga nela uma forma de educar.

Não morreu,
Mas até hoje não sabe o que fazer com sentimentos como a raiva ou a tristeza.

Não morreu,
Mas é inseguro, não acredita em si mesmo e não consegue se aceitar do jeito que é.

Toda criança merece uma infância que não precise ser curada mais tarde.

Não basta não morrer.

Ninguém veio ao mundo só para ser um sobrevivente.
Uma criança que apanha não deixa de amar aos pais, deixa de amar a si mesma.

FONTE: Página Winnicott no Facebook


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6 PRINCÍPIOS WALDORF QUE PODEM SER ADOTADOS POR QUALQUER FAMÍLIA


6 PRINCÍPIOS WALDORF QUE PODEM SER ADOTADOS POR QUALQUER FAMÍLIA

Fonte: Escola La Casa del Sol


As crianças não se desenvolvem da mesma maneira, nem se desenvolvem na mesma proporção. A educação Waldorf nos ensina a estar atentos às necessidades de cada criança e a parar de esperar que nossos filhos sejam o que não são.


A Pedagogia Waldorf é um sistema de educação alternativo que se concentra no desenvolvimento integral de uma criança. As escolas Waldorf integram conteúdo artístico, prático e intelectual em seu currículo e se concentram em habilidades sociais e valores espirituais.

A educação de Waldorf começou, inspirada na filosofia de Rudolf Steiner, em 1919, quando foi aberta, a primeira escola na Alemanha. Steiner acreditava que as crianças aprendiam melhor quando eram encorajadas a usar sua imaginação. Ele argumentou que a educação tinha que levar em conta os aspectos físicos, comportamentais, emocionais, cognitivos, sociais e espirituais de cada criança.

Muitos benefícios foram associados a uma educação Waldorf. O livro Educação Alternativa para o século XXI fornece evidências de que as escolas Waldorf permitem o desenvolvimento integral das crianças.

Aqui estão 6 princípios da pedagogia Waldorf que acreditamos que todas as famílias deveriam adotar:

1. A INFÂNCIA NÃO DEVE SER TOMADA COMO CARREIRA

As crianças não se desenvolvem da mesma maneira, nem se desenvolvem na mesma proporção. A educação Waldorf nos ensina a estar atentos às necessidades de cada criança e a parar de esperar que nossos filhos sejam o que não são.

2. TORNE-SE UM NARRADOR

Dizem que Einstein disse uma vez: “Se você quer que seus filhos sejam inteligentes, leia contos de fadas. Se você quer ser mais inteligente, leia mais contos de fadas”. A educação Waldorf compartilha esse ponto de vista. A educação Waldorf enfatiza a importância de contar/narrar histórias ao invés de ler (mecanicamente) histórias. A narração de histórias desenvolve a imaginação de uma criança.

3. CONECTE-SE COM A NATUREZA TODOS OS DIAS

As crianças prosperam na atividade física. Brincar fora (jardim, praça ou na natureza) também estimula sua criatividade. Conectar-se a natureza significa ensinar nossos filhos a estar mais atentos ao mundo que os rodeia. Significa ensiná-los a tomar tempo para cheirar as flores e observar as coisas diferentes e as pessoas em seu ambiente. A natureza também tem um efeito calmante sobre as crianças.

4. ESTIMULE SEUS FILHOS A BRINCAR

A educação Waldorf baseia-se no princípio de que os brinquedos mais simples incentivam a criatividade. Steiner enfatizou a necessidade de brinquedos mais naturais e argumentou que os brinquedos devem proporcionar às crianças experiências sensoriais. Ele acreditava que, quando os brinquedos são simples e abertos, eles incentivam a criatividade das crianças porque elas podem usar sua imaginação. A educação Waldorf favorece os brinquedos simples e ecológicos aos quais todos têm acesso.

5. ESTABELECER ROTINAS

Na educação Waldorf, dá-se grande importância ao ritmo. Existem muitos benefícios para o estabelecimento de rotinas, pois proporcionam às crianças uma sensação de segurança e aproximam-se de um plano mais terrestre.

6. CRIAR ESPAÇO PARA A ARTE

A arte é um aspecto importante na Pedagogia Waldorf. Criar espaço para a arte significa proporcionar aos nossos filhos momentos não estruturados em que eles podem praticar o jogo criativo. É nesses momentos que eles desenvolvem sua criatividade.

Fonte: Escola La Casa del Sol


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Os seis exercícios básicos de Rudolf Steiner


OS SEIS EXERCÍCIOS BÁSICOS DE RUDOLF STEINER

Resumo por Moacyr M. Morais e Jorge K. Hossomi

Fonte: O conhecimento dos mundos superiores – Rudolf Steiner


Os seis exercícios básicos de Rudolf Steiner:

1- Objetividade: controle do pensamento
2- Ações: Controle da Vontade
3- Equanimidade: Controle da expressão de sentimentos
4- Positividade: buscar a verdade, beleza e bondade
5- Mente Aberta: Receptividade a novas experiências
6- Harmonizar: exercitar todas as práticas


1 – Orientação para a direção do pensamento: relaxe, mergulhando em você mesmo, deixando sua mente completamente limpa. Concentre-se plenamente em uma imagem ou em um pensamento que não tem nada a ver com seus deveres diários. Por exemplo, imagine um triangulo equilátero. Então dissolva-o. Então reconstrua-o em sua mente. Então dissolva- o novamente. Elimine todos os pensamentos associativos que venham em sua mente. É importante realizar isto diariamente ainda que por alguns minutos. É o primeiro passo para se obter domínio dos próprios pensamentos. Uma imagem de uma árvore, de um ser humano, ou de um objeto inanimado como um botão, ou um lápis também podem ser utilizados. Sentenças, frases ou mesmo uma simples palavra também podem ser utilizados nesses exercícios.

2- Controlar os impulsos da vontade: a maior parte de nossas ações serve para um propósito. Esse exercício depende da escolha de algo que é inútil. Como ele não serve para nenhum propósito é um ato completamente livre. Escolha alguma ação que não seja necessária e faça todos os dias no mesmo horário. Por exemplo, você pode escolher sentar-se em uma cadeira todos os dias ás 8:00h. Em seguida, acrescente uma segunda ação, e mantenha o primeiro exercício. Esse exercício fortalecerá a vontade.

3- Serenidade na alegria e na tristeza: mantenha o auto controle na alegria e na tristeza. Não caia em extremos. Isto cria calma interior e fortalece a vida dos sentimentos. Esse exercício tem a ver com o treino dos sentimentos.*

4- Positividade no julgamento do mundo: desenvolva uma atitude positiva. Veja o belo, o precioso, a bondade em todas as experiências, em todos os seres vivos. Elimine a crítica. Isso desenvolve a apreciação pela vida.

5- Cultivar a abertura para todas as coisas: aprenda algo novo de cada coisa e de cada pessoa. Isso nos mantém flexíveis e despertos.

6- Repetir os cinco exercícios sistematicamente.

Resumo por Moacyr M. Morais e Jorge K. Hossomi

Fonte: O conhecimento dos mundos superiores – Rudolf Steiner


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Sobre Fake News e sua influência na consciência individual e coletiva


SOBRE FAKE NEWS E SUA INFLUÊNCIA NA CONSCIÊNCIA INDIVIDUAL E COLETIVA

Leonardo Maia


A passividade mental imposta pela estrutura social contemporânea nos torna vítimas de pensamentos pré- estabelecidos que produzem certos sentimentos induzidos por manipulações e mentiras (fake news) com objetivos específicos. Esta influência tende a atingir pessoas com a vontade mais enfraquecida (EU), que agem como fanáticos pensando e agindo na direção e vetor da egrégora, inconscientemente. Porém, pessoas mais individualizadas, com uma Vontade (EU) mais forte, também podem sucumbir. Neste caso, justificam suas posições com desonestidade intelectual, falsas analogias e simetrias, argumentação conveniente – focal ou genérica (conforme lhes reafirma ou expõe suas incoerências) e mesmo, ataque ao interlocutor.


As emissoras de TV e mídias sociais são grandes formadoras de egrégoras que influenciam fortemente grupos de pessoas a pensar e agir na direção e vetores que as caracterizam.

“Egrégora provém do grego “egrégoroi” e designa a força gerada pelo somatório de energias físicas, emocionais e mentais de duas ou mais pessoas, quando se reúnem com qualquer finalidade. É uma força viva e que atua permanentemente na natureza.

São capazes de se desenvolver, ficarem complexas e de se metamorfosearem. Egrégora é como um filho coletivo, produzido pela interação das diferentes pessoas envolvidas. Se não conhecermos o fenômeno, as egrégoras vão sendo criadas a esmo e os seus criadores e simpatizantes tornam-se logo seus servos, já que são induzidos a pensar e agir sempre na direção dos vetores que caracterizaram a criação dessas entidades gregárias, como um vício.”

A grande questão é que a passividade mental imposta pela estrutura social contemporânea nos torna vítimas de pensamentos pré- estabelecidos que produzem certos sentimentos induzidos por manipulações e mentiras (fake news) com objetivos específicos.

A Vontade (EU) de grande camada da população se tornou tão enfraquecida que não consegue sobrepor tal influência.
Ela pode reverberar sentimentos e impulsos autômatos que eclodem diante da manifestação de tais pensamentos – o gatilho, geralmente, são mais informações pulverizadas nas próprias redes fortalecendo e alicerçando tal influência. Podem se tornar tão intensos que o indivíduo é incapaz de estar em si, ter coerência intelectual ou controle emocional, gerando reações inflamadas sem justificativa ou sensatez.

Esta influência tende a atingir pessoas com a vontade mais enfraquecida (EU), que agem como fanáticos pensando e agindo na direção e vetor da egrégora, inconscientemente. Esse fanatismo pode levá-los à crença cega, que irá defender com unhas e dentes, mesmo diante de quaisquer inconsistências ou inverdades comprovadas. Podendo levá-los a atos de violência, inclusive a tentativa de eliminar aquilo ou aqueles que confrontam suas ideias (que na verdade não são suas).

Porém, pessoas mais individualizadas, com uma Vontade (EU) mais forte, também podem sucumbir. Neste caso, justificam suas posições com desonestidade intelectual, falsas analogias e simetrias, argumentação conveniente – focal ou genérica (conforme lhes reafirma ou expõe suas incoerências) e mesmo, ataque ao interlocutor. Por não estarem completamente inconscientes (como no caso do fanático), esse aspecto revela uma conexão com uma moralidade inferior, pois têm consciência das inconsistências ideológicas que estão abraçando porém estão defendendo o próprio ego e interesses pessoais – diretos ou indiretos, inclusive podendo relativizar o mal.

Por isso as “fake news” não são mentirinhas inocentes nem mesmo liberdade de expressão, pois têm efeitos malignos direto no âmbito da consciência individual e coletiva, inclusive no caminho evolutivo da Humanidade. Tanto o subjugar da consciência individual no fanático, quanto a imoralidade abraçada pelos mais individualizados são correntes que distoam do Impulso da Liberdade e do Amor, o caminho para a Décima Hierarquia.

Leonardo Maia


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O HOMEM COLETIVO E O DINAMISMO INCONSCIENTE


O HOMEM COLETIVO E O DINAMISMO INCONSCIENTE

Leonardo Maia


No seio da massa, o homem desce inconscientemente a um nível moral e intelectual inferior, que sempre existe sob o limiar da consciência, desencadeando-se os dinamismos profundos do homem coletivo, podendo libertar as feras e demônios que dormitam no fundo de cada indivíduo.


Tanto Rudolf Steiner quanto Jung concordam sobre a questão da individualidade estar dissolvida nas etapas anteriores do desenvolvimento da humanidade, tema que tem profunda relevância nas antigas Escolas de Mistérios.

Mas existe o perigo do retrocesso dentro do caminho em direção a individuação, que pode levar a dissolução da individualidade dentro das mentes coletivas, algo que atua acima das capacidades do EU individual, acima da Vontade individual, que pode, inclusive, ser enfraquecido por inúmeros processos.

O ser humano perde a capacidade de discernimento e perspectiva individual e atua conforme o fluxo coletivo, sendo incapaz de discernir inclusive, entre o bem e o mal, atuando conforme essas forças coletivas o impulsionam dentro de suas ações no mundo.

Disse Carl Gustav Jung:

“O homem tem, de fato, motivos suficientes para temer as forças impessoais que se acham ocultas em seu inconsciente. Encontramo-nos numa feliz inconsciência, uma vez que tais forças jamais, ou pelo menos quase nunca, se manifestam em nossas ações pessoais e em situações normais. Por outro lado, quando as pessoas se reúnem em grande número, transformam-se em turba desordenada, desencadeando-se os dinamismos profundos do homem coletivo: as feras e demônios dormitam no fundo de cada indivíduo, convertendo-o em artícula da massa. No seio da massa, o homem desce inconscientemente a um nível moral e intelectual inferior, que sempre existe sob o limiar da consciência, e o inconsciente está sempre pronto para irromper, logo que acorra a formação e atração de uma massa…

…Quanto mais retrocedermos na história, tanto mais veremos a personalidade desaparecendo sob o manto da coletividade. E quando chegamos à psicologia primitiva, nem vestígios encontramos do conceito de indivíduo. Em vez de individualidade, só acharemos relacionamento coletivo ou “participação mística” (participation mystique)… O que entendemos sob o conceito de “indivíduo” é uma aquisição relativamente nova na história do pensamento e cultura humanos.”

Vale muito relacionar tais colocações de Jung com as “Encarnações Planetárias”, principalmente no que se trata da encarnação anterior (Antiga Lua) e a atual (Terra). Em relação à individualidade (EU), Steiner também alertou que o enfraquecimento da Vontade sob atuação de certas forças adversas, tende a jogar o indivíduo em dinamismos do homem coletivo que inconscientemente pode descer a um nível moral e intelectual inferior.

Leonardo Maia


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Desígnios da humanidade


DESÍGNIOS DA HUMANIDADE

Rudolf Steiner


O egoísmo nos leva a considerar apenas o que nos convém, o resto é descartável ou indiferente…


“Hoje em dia tudo deixa a humanidade impassível. Os fatos mais importantes, de mais alcance e mais incisivos, são vistos como mera sensação. Não têm efeito suficiente para abalar as pessoas. Assim, por melhores democracias e parlamentos que as pessoas tenham, quando elas se reúnem nos parlamentos o destino da humanidade não se faz presente, pois a maioria das pessoas que foram eleitas, para lá atuarem, não estão imbuídas dos desígnios da humanidade.”

“Quando não temos interesse suficiente no mundo que nos rodeia, então somos jogados de volta em nós mesmos. Devemos dizer que se olharmos os principais danos criados pela civilização moderna, eles surgem principalmente porque as pessoas estão muito preocupadas consigo mesmas e geralmente não despendem parte suficiente do tempo disponível preocupadas com o mundo, mas ocupam-se com o que sentem e com o que lhes dá dor…”

Rudolf Steiner


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CONFIANÇA PRIMORDIAL E PLENA ENTREGA AO MEIO CIRCUNDANTE


CONFIANÇA PRIMORDIAL E PLENA ENTREGA AO MEIO CIRCUNDANTE

Compilado de conteúdos por Leonardo Maia


A coerência do adulto entre o pensar, o sentir e sua ação no mundo fortalecerá a confiança primordial e plena entrega da criança pequena: a certeza de que o mundo é bom, confiável e digno de ser imitado.”


A “religiosidade corpórea” segundo Steiner, a entrega plena da criança pequena, é a certeza de que o mundo é bom, confiável e digno de ser imitado. A coerência do adulto entre o sentir, o seu pensar e a sua ação no mundo fortalecerá essa entrega e confiança na vida: essa religiosidade reverberará pelo resto de suas vidas.

Na primeira época da vida, o corpo da criança se comporta de maneira natural-religiosa em relação ao ambiente que a circunda: ela vem com a certeza de que o mundo é bom, confiável e digno de ser imitado. Isto retrocede para dentro do anímico depois, quando o corpo se emancipa, e precisamos então re-despertar, no anímico-espiritual, essa devoção e entrega ao ambiente que a circunda.

Isto, nós o conseguimos ao desenvolver, na criança, um sentimento, para aquilo que lhe transmitimos em contos de fadas e lendas durante o segundo setênio. Trata-se, antes de tudo, de tentarmos despertar nela o sentimento da gratidão pela existência, pelas belezas que o mundo oferece. Se estivermos em posição de despertar a gratidão, esta passará, pouco a pouco, para o sentimento do amor. A partir disto, a moral se desenvolverá.

Desse modo, é possível que haja a consolidação da ‘confiança primordial’: calma, paz, devoção, veneração e uma segurança interior desde isso não signifique ensinar à criança quaisquer ‘preceitos morais’: a coerência entre o sentir, o pensar e a ação do adulto no mundo trará confiança e fortalecerá este ser.

Quando, em diferentes situações do dia a dia, conseguimos com nosso esforço e consciência nos apropriarmos dos sentimentos de gratidão, respeito e veneração, estamos ensinando à criança como lidar com o mundo de forma verdadeira e amorosa. A busca do adulto pela autoeducação, o esforço diário para superar as suas dificuldades, é o que alimenta a alma da criança com sentimentos nobres.

Vale ressaltar que o dogma moral, sem correlação com a verdade interior, muito comum hoje em dia nas doutrinas, onde o discurso é um, porém não permeia o pensar, o sentir e a ação dos indivíduos, ou gera uma aversão à própria religiosidade (ateísmo) ou fanatismo cego, onde a doutrina permeia uma “crença oculta” coletiva que não permeia o indivíduo no pensar, no sentir e no querer, gerando a atual hipocrisia e incoerência de valores entre o que acredito e prego (cegamente) e o que faço. Isto pode ser verificado em inúmeras doutrinas, porém não expressa o impacto oculto real que o contato com uma doutrina pode produzir no indivíduo, tanto positivamente quanto negativamente, dependendo das circunstância, pois cabe ao adulto, consciente e desperto, através do seu autodesenvolvimento, reaproximar-se da essência espiritual e religar-se.

Compilação de conteúdos por Leonardo Maia


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Ambiente escolar desfavorável


AMBIENTE ESCOLAR DESFAVORÁVEL

Hidrafil – via Wikimedia Commons

Fonte: Medium Brasil


Ambiente escolar totalmente desfavorável, foco na memória e não na habilidade de pensar, inibição da criatividade, conteúdos nem sempre relevantes, padronização do ensino:

“Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.”

Rubem Alves


Os problemas enfrentados pelas gerações atuais são cada vez mais dinâmicos. O mundo muda rapidamente e, para transpor seus novos desafios, cresce a demanda por pessoas que realmente pensem. Pessoas capazes de olhar para os problemas e imaginar soluções. Capazes de criar, inovar e reinventar. Pessoas que construam a mudança que o mundo precisa. Contraditoriamente, logo nos primeiros anos de vida, inserimos as crianças em um sistema educacional que tenta convertê-las em adultos consumidores, e não criadores de conhecimento. Adultos que deixam seus talentos de lado para se tornarem simplesmente medianos. Colocamos as crianças em um ambiente há muito tempo ultrapassado e esperamos que ele proporcione a elas alguma educação.

Eis algumas razões pelas quais o modelo educacional vigente é obsoleto e quais são as sequelas que ele deixa em cada um que passa por ele.

AMBIENTE ESCOLAR TOTALMENTE DESFAVORÁVEL

Conforme observado pelo especialista em educação Ken Robinson, as escolas são indústrias. Essa afirmação talvez não seja tão imediata, mas pare para pensar. As escolas agrupam os alunos em turmas, que nada mais são do que lotes. Em uma sala de aula, cada lote passa por uma rotina repetitiva, na qual profissionais especializados — os professores — desempenham seus papeis de maneira bem segmentada — cada um ensinando o conteúdo específico que lhe cabe, mesmo que na verdade todo o conhecimento esteja entrelaçado, e não dividido em disciplinas. Sirenes tocam indicando que é hora da aula atual ser interrompida para dar lugar à próxima. Após vários anos de repetições diárias desse ciclo, os alunos recebem o rótulo de “formados”, o que indica que o lote está pronto para ir para o mercado.

Infelizmente, não para por aí. Além de uma fábrica, as escolas também possuem características de um presídio. Elas cerceiam a liberdade dos alunos. Todos têm hora para entrar, hora para ir para o pátio e hora para sair. Há inspetores vigiando os estudantes e uma série de punições — advertências, suspensões e expulsões — para os que tiverem mau comportamento.

Esse conjunto de medidas faz com que as escolas suprimam o desejo de aprender, ao invés de despertar a curiosidade e estimular a inteligência. Tomo emprestada a metáfora do fascinante educador Rubem Alves, afirmando que a maioria das escolas são gaiolas, quando na verdade deveriam ser asas.

“Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.” – Rubem Alves

A ESCOLA DE CINCO DÉCADAS ATRÁS E A ESCOLA DE HOJE: POUCA COISA MUDOU

O modus operandi que norteia o funcionamento de praticamente todas as escolas é o mesmo há muitas décadas. As poucas mudanças que aconteceram não foram de caráter educacional, e sim cultural, como o surgimento das escolas mistas e o fim dos internatos. Fora isso, as escolas em que você estudou seguem os mesmos paradigmas das escolas em que seus avós estudaram. Salas de aula, lousas, cadernos e a velha relação dual: “o professor ensina e o aluno aprende”.

FOCO NA MEMÓRIA, E NÃO NA HABILIDADE DE PENSAR

Ao invés de ensiná-los a pensar, as escolas apenas obrigam os alunos a digerir grandes quantidades de informações. Transmite-se o conhecimento em aulas puramente expositivas. Posteriormente, o conteúdo é cobrado em provas, que são a forma que as escolas encontraram para avaliar se os alunos realmente aprenderam. Isso é bastante curioso, porque as provas, em geral, exigem que os alunos apenas reproduzam o que lhes foi “ensinado”, e não que desenvolvam seu raciocínio, senso crítico e a habilidade de relacionar fatos para tirar conclusões. Basicamente, na escola, os alunos são treinados para memorizar informações e despejá-las em avaliações escritas.

INIBIÇÃO DA CRIATIVIDADE

As escolas instituem desde o começo que serão feitas perguntas, e que cada pergunta admite apenas uma resposta correta. Se o aluno não responde exatamente o que lhe foi ensinado, ele errou. E é bom que não erre muitas vezes. Caso contrário, ele não passará de ano. O aluno aprende que ele não tem liberdade para pensar fora da caixa.

CONTEÚDOS NEM SEMPRE RELEVANTES

O cenário em uma sala de aula é, quase sempre, o mesmo: alunos sentados durante várias horas anotando o que o professor ensina. Não importa se o assunto lhes interessa ou se terá utilidade no futuro. Na verdade, a escolas desperdiçam boa parte do tempo e da energia dos alunos com assuntos desnecessários, quando poderiam estar desenvolvendo habilidades relevantes para a vida pessoal e profissional.

As escolas ensinam que a democracia surgiu na Grécia Antiga, mas não despertam nos alunos o pensamento crítico para avaliar o nosso cenário político e tomar melhores decisões. As escolas ensinam conhecimentos matemáticos nada triviais, como logaritmos, mas não instruem sobre noções básicas de economia ou finanças pessoais. As escola ensinam o que são dígrafos e sujeitos desinenciais, mas não formam pessoas que saibam utilizar bem a linguagem na hora de se comunicar com clareza.

PADRONIZAÇÃO DO ENSINO

O ensino é o mesmo para todos. Um aluno que se interessa mais por uma determinada área não tem, dentro da maioria das escolas, a oportunidade de se aprofundar nela. Alunos com capacidades e interesses distintos são agrupados simplesmente por terem idades iguais, freando o desenvolvimento dos que têm mais facilidade e ignorando as necessidades especiais dos que possuem dificuldades. Além disso, as escolas conduzem o ensino sempre da mesma maneira, ignorando o fato de que cada aluno se adapta melhor a um tipo de aprendizado: visual, auditivo, cinestésico, entre outros.

Ao passar por todas as falhas desse modelo educacional, as crianças não ficam ilesas de suas consequências: redução da capacidade criativa, desprezo pelo ato de estudar, pouca habilidade para pensar por si próprias, estresse e acúmulo de muitas informações dispensáveis.

É por isso que já passa da hora das escolas serem reinventadas. Ao invés de doutrinar os alunos para se tornarem cidadãos obedientes e passivos, elas precisam estimulá-los a pensar de maneira inovadora e lidar com problemas reais — que são muito diferentes de um enunciado aguardando uma resposta decorada. Quando isso acontecer, chegaremos ao cerne da resolução de boa parte dos problemas contemporâneos.

E, quiçá, de uma verdadeira revolução.

“A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.” — Nelson Mandela


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