AHRIMAN NOS TEMPOS MODERNOS


The Advent of Ahriman – parte 4:

AHRIMAN NOS TEMPOS MODERNOS

Robert S. Mason

Tradução Livre: Leonardo Maia

Fonte: http://www.anthroposophie.net/Ahriman/ahriman_old.htm


“A falta de percepção sensorial real (conexão real entre as pessoas e a natureza), fortalecida pelo vida contemporânea virtual e de trabalho e educação mecanizados, aliado ao enfraquecimento da capacidade de criação de imagens próprias e de fantasia (criatividade), culmina num pensar uniforme, mecânico e coletivo, mesmo que seja integrado a uma alta inteligência científica, gerando indivíduos mecanizados, sem individualidade guiado por instintos inconscientes: não livres.”


No presente, Quinta Época Cultural, a influência ahrimânica na cultura humana está atingindo um clímax. A revolução científica moderna, desde o século XV, tem sido inspirada em grande parte por Ahriman. Ele é o inspirador do materialismo amoral, ateu, mecanicista e o tipo de inteligência – astúcia, perspicácia e engenhosidade – que o acompanha.

A intenção para a Época atual (também chamada de “Época da Alma da Consciência”) é que a humanidade desenvolva uma consciência aumentada, juntamente com a individualidade e a liberdade espiritual que acompanham essa consciência. Ahriman se opõe a isso; ele quer que o homem viva dos instintos inconscientes como um animal não individualizado e impulsivo – inteligente, mas, mesmo assim, um animal. (Ahriman é o professor da mentira de que o Homem é um animal)

Para a mente moderna, pode parecer uma contradição dizer que Ahriman se opõe ao aumento da consciência, mas promove a inteligência e a ciência. Isso ocorre porque a mente moderna está tão imersa no que geralmente é considerado “pensamento científico” que quase não tem concepção da verdadeira natureza do pensamento consciente. (Steiner, especialmente em seu livro Filosofia da Liberdade [1894], tem sido nosso professor de pensamento real, mas a cultura intelectual geral ainda não aprendeu a lição.)

O fato é que o pensamento “científico” normal nesta Época, por mais inteligente que seja, dificilmente é consciente (possivelmente com algumas exceções relativamente raras em momentos de “insight” ou descoberta matemática). No tipo de consciência comum em nossa cultura “científica”, tornamo-nos conscientes apenas dos resultados fixos do pensamento, depois que ele é realizado; não somos (geralmente) conscientes do próprio processo de pensamento. E como é inconsciente, não é nossa ação livre; é automatizada.

Quando pensamos da maneira usual em nossa Época, somos autômatos sencientes, agindo por instinto. (Fato anteriormente oculto: esse pensamento instintivo na ampla cultura foi inspirado por Jeová por volta de 1840 dC. Desde então, ele foi inspirado por Ahriman, resultando na torrente de materialismo do século XIX, que, ajudado pelo enfraquecimento e afastamento do Espírito Popular Alemão afogou o romantismo positivo da vida na cultura.)

E é isso que Ahriman quer: ele quer eliminar todos os vestígios e todas as possibilidades de liberdade, de uma consciência humana livre e individualizada; ele quer que o homem não seja um indivíduo, mas apenas um membro de uma espécie geral da pseudo-humanidade, que ele seja um animal inteligente e ligado à terra, um “homúnculo”.

Como indicado, Ahriman é o inspirador do tipo mais extremo de materialismo “científico”: a doutrina de que não há espírito ou alma no mundo; que a própria vida não está de fato viva, mas é apenas um complexo de processos mecânicos; que a realidade é apenas quantitativa, que não existe realidade qualitativa; até mesmo que o “ser interior do homem” seja uma confluência de forças materiais.

No nível emocional, ele trabalha nos instintos subconscientes do ser humano, inspirando medo, ódio, desejo de poder e impulsos sexuais destrutivos.

No nível mental, ele inspira um pensamento rígido e automatizado – na frase de Steiner: pensando quase inteiramente sem pensamentos, mas pensando tremendamente forte na linguagem, nas palavras literais, que facilmente se tornam palavras vazias, que por sua vez se tornam mentiras. Esse pensamento “abstrato” é desprovido de qualquer atividade consciente e atividade anímica e desprovido também de qualquer conexão real com a experiência de vida, e cria uma consciência obscurecida sem luz, cor ou imagem.

Robert S. Mason

Atenção: Texto publicado em 1997 (3º ano do governo de 8 anos de Fernando Henrique Cardoso) em cima das colocações de Rudolf Steiner, falecido em 1925.

NOTA DE LEONARDO MAIA:

Pontos importantes a serem considerados:

Perceba que inteligência e consciência são dois aspectos diferentes. A influência de Ahriman contribui muito para um tipo de inteligência astuta, perspicaz e engenhosa porém mecanicista, autômata, exclusivamente materialista (ateísta) e sem desenvolvimento de uma consciência moral: ou seja, estimula o surgimento seres inteligentes porém imorais, sem perspectiva de desenvolvimento espiritual e não individualizados (então, sem Liberdade). Portanto o desenvolvimento de evolução da inteligência humana “pode” contrapor o desenvolvimento do próprio ser humano pela perspectiva da Consciência (Décima Hierarquia: ser da Liberdade e do Amor).

O homem passa a ser conduzido por impulsos instintivos inconscientes como um animal não individualizado e impulsivo, que pode gerar impulsos como medo, ódio, desejo de poder e impulsos sexuais destrutivos num ser dotado de extrema inteligência, perspicácia, astúcia e engenhosidade – que é exatamente onde nos encontramos hoje.

Ao mesmo tempo temos um impulso bidirecional bem interessante de ser observado: o movimento ateísta e os movimentos doutrinários religiosos. Apesar de polares, um acaba impulsionando o outro. A mente mecanicista e a inteligência perspicaz de muitos traz a simples capacidade de questionar tais movimentos doutrinários e suas incoerências – o que é extremamente saudável, porém, se aliado ao ressecamento da percepção sensorial e capacidade imagética, traz uma desconexão com a intuição superior, pode trazer uma negação completa ao Espírito. A própria matéria se torna seu “Deus” e a ciência sua “Bíblia”. Daí podemos ter a influência de “Ahriman” no desvio do curso natural da evolução humana – jogando estes seres no materialismo e mecanicismo autômato.

Por outro lado temos o movimento doutrinário religioso, onde não se questiona e induz a uma crença cega e, muitas vezes, incoerente. Isso leva o seguir de forma mecânica e autômata as indicações da “Doutrina”, sob interpretação de guias (mestres, pastores, padres e etc..) desviando-o do processo de individuação. Seguem cegamente e automaticamente as indicações de sua doutrina. O que pode gerar inconsistências nos discursos e ações e incoerência nítida para qualquer um que se proponha a questionar, podendo jogar indivíduo na negação da Alma e do Espírito (ateísmo).

Agora, o mesmo pode acontecer inclusive dentro da própria Antroposofia:

“No nível mental, ele inspira um pensamento rígido e automatizado – na frase de Steiner: pensando quase inteiramente sem pensamentos, mas pensando tremendamente forte na linguagem, nas palavras literais, que facilmente se tornam palavras vazias, que por sua vez se tornam mentiras. Esse pensamento “abstrato” é desprovido de qualquer atividade consciente e atividade anímica e desprovido também de qualquer conexão real com a experiência de vida, e cria uma consciência obscurecida.”

Perceba que quando falamos de Antroposofia sem conexão real com a experiência de vida criamos uma consciência obscurecida. Como discursar sobre a Bíblia e nas minhas ações e vivências seguir impulsos contrários aos seus ensinamentos.

O próprio processo da descrença na Antroposofia (uma espécie de ateísmo Antroposófico) surge na sociedade em relação a certas incoerências por parte de uma “Doutrinação Antroposófica” e desconexão real com a experiência de vida. Apoio a movimentos contrários aos Impulsos e Valores Crísticos, uma tendência ao desinteresse pelos semelhantes e por fim, generalização, unificação e hipótese justificam tais movimentos. Tal contexto, ao ser abarcado e ponderado pela inteligência perspicaz, pode gerar a percepção da incoerência, do “vazio das palavras” e desconexão com a realidade por parte desses “doutrinados” antroposóficos culminam numa desconfiança e descrença na própria Antroposofia.

O próprio impulso de negar o pensar sobre as questões atuais, mesmo que trazidas sob perspectiva por Steiner, sobre a atual Época e período, como por exemplo, o próprio “Advento de Ahriman”, para colocar um véu e obscurecer certos contextos coloca a Antroposofia dentro da perspectiva de Ahriman – mecanicista, desvinculada do Espírito Vivo, sob justificativas como, por exemplo, de que não devemos observar o contexto político sob a perspectiva Antroposófica, sendo que o próprio contexto político é um dos maiores veículos da influência de Ahriman no atual período…

A falta de percepção sensorial real (conexão real entre as pessoas e a natureza), fortalecida pelo vida contemporânea virtual e de trabalho e educação mecanizados, aliado ao enfraquecimento da capacidade de criação de imagens próprias e de fantasia (criatividade), fortalece o pensar uniforme, mecânico e coletivo, mesmo que seja integrado a uma alta inteligência científica, gerando indivíduos mecanizados, sem individualidade guiado por instintos inconscientes: não livres.

Por fim, a falta de contato anímico (uma alma toca a outra) gera indiferença e enfraquece as forças do coração: empatia e compaixão…

Seres autômatos inteligentes, perspicazes e engenhosos desinteressados e indiferentes para com seus semelhantes e guiados por instintos inconscientes.

INDICAÇÃO DE BIBLIOGRAFIA:

5 conferências de Lúcifer e Ahriman – GA 191
18 conferências do Apocalipse Moderno – GA 346

Disponíveis em  https://bvapremium.com.br/


QUER SABER MAIS SOBRE O ASSUNTO?

– O desenvolvimento do ser humano segundo a Antroposofia e seu prismas na sociedade moderna
– Conhecendo as forças de Lúcifer e Ahriman segundo a Antroposofia
– A perspectiva de Rudolf Steiner para o período atual
– A atuação das forças luciféricas e ahrimânicas no homem e na sociedade atual

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A BUSCA PELA ALMA BRASILEIRA E SUA MISSÃO DIANTE DA EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE


A BUSCA PELA ALMA BRASILEIRA E SUA MISSÃO DIANTE DA EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE

Leonardo Maia sobre conferências de Rudolf Steiner


O que devemos observar para chegar a chamada “quintessência” do povo brasileiro e descobrirmos qual sua missão diante da Evolução da Humanidade segundo a perspectiva Antroposófica?


Muito tem se falado das Almas do Povos, da Alma do Povo Brasileiro. Porém, para se chegar a uma perspectiva “antroposófica”, devemos considerar uma série da fatores e fundamentos da Ciência Espiritual para evitarmos quaisquer distorções ou parcialidades – algo muito comum quando se considera apenas alguns aspectos “convenientes” – sejam elas hereditárias, passionais, identitárias ou mesmo ideológicas.

A proposta da Antroposofia como “Ciência Espiritual” está vinculada não ao caráter de se provar com experimentos das ciências naturais vinculadas exclusivamente ao universo sensorial, mas na linearidade matemática de suas elaborações, mesmo que certos conceitos ainda sejam inacessíveis ao ser humano moderno atual, toda a linha de pensamento se revalida desde a base conceitual até as considerações finais de observação do objeto focal em todos seus aspectos e ralações: isso é o que Steiner chamava de “conscienciosidade científica” da Antroposofia.

Chegar à Alma Brasileira e sua Missão diante da Evolução humana não é tarefa fácil, principalmente hoje, com a atuação de forças superiores da abafam o reflexo da quintaessência do povo brasileiro através da atuação de um Arcanjo Atrasado em toda a esfera humana – vide Ahriman, que tem potência de um Arqueu ou Espírito de Época podendo verdadeiramente subjugar a Alma dos Povos…

O que isso quer dizer? Que nossa consciência deve ser capaz de diferenciar o que é a atuação das diferentes Hierarquias na manifestação da expressão de um povo: do Arcanjo regular, do Arcanjo Atrasado, do Zeitgeist ou Espírito do Era regular e atrasado e até mesmo do Anjo atrasado (que possui capacidades latentes de Arcanjo) além, é claro, de considerar o caminho regular da Evolução Humana até aqui e suas perspectivas – segundo a Antroposofia (obviamente para se considerar tal perspectiva fundamentada na “Ciência Espiritual”, ou seja, uma perspectiva antroposófica).

Para contribuir com a busca pela nossa “Alma” e para o reconhecimento de nossa Missão diante da humanidade, estou disponibilizando no Núcleo de Pesquisa Antroposófico o ciclo de conferências “A MISSÃO DAS ALMAS DOS POVOS” – GA 121 de Rudolf Steiner. Já são 3 disponíveis e nas próximas semanas todas estarão incluídas.

É bem importante a leitura para uma concepção própria sem induções ou conveniências nas considerações. Eu, pessoalmente, sinto que o Brasil possui uma tarefa gigantesca e de extrema importância na Evolução da Humanidade, dentro de minhas próprias concepções. Que nos reencontremos…

Abaixo, deixo o resumo de conteúdos abordados na primeira leitura da Missão das Almas dos Povos.

CONTEÚDOS DA 1ª CONFERÊNCIA DA MISSÃO DA ALMA DOS POVOS:

“Anjos, Espíritos dos Povos e Espíritos da Época: sua parte na Evolução da Humanidade.”

– As regiões de conhecimento espiritual que estão realmente distantes do pensamento, sentimento e percepção do homem de hoje
– O desenvolvimento místico ou oculto até o estágio de “sem pátria”
– A atitude sem preconceitos em relação à nossa herança
– Os Espíritos dos Povos individuais: as raízes ocultas e do Espírito de cada povo e as contribuições individuais e concretas à missão coletiva da humanidade
– O corte da ligação com o solo nativo sem sacrificar sua herança
– A quintessência do povo e a relação harmoniosa com o elemento estável na evolução da humanidade
– A reunião dos homens no futuro próximo a fim de cumprir uma missão comum a toda a humanidade
– A compreensão de sua origem étnica: “o autoconhecimento do povo”
– A existência de seres inacessíveis à percepção sensorial
– Alma dos Povos ou Espírito do Povo: algo que se reconhece ser uma característica comum, peculiar a centenas e milhões de pessoas concentradas em uma determinada área geográfica
– O Espírito Popular como um Ser Espiritual sem manifestação externa perceptível aos sentidos comuns
– A quadrimembração do ser humano: o corpo físico, corpo etérico, corpo astral ou senciente e “eu” ou ego
– A atuação do EU sobre os três membros inferiores espiritualizando-os e transmutando-os: a Alma Senciente ou Alma das Sensações, a Alma do intelecto ou Alma da Mente e a Alma Espiritual ou Alma da Consciência
– A evolução constante do homem e seu caminho de desenvolvimento nas encarnações anteriores da Terra: a Antiga Lua, o Velho Sol e o Antigo Saturno
– Os seres das Hierarquias superiores: os Anjos, os Arcanjos e os Arqueus ou Archai e seus estágios humanos nas encarnações planetárias anteriores
– A atividade desses seres superiores
– O caminho do ser humano para o EU espiritual – Manas e a plena consciência do estado subconsciente experimentado durante o sono
– A necessidade da superação da consciência materialista
– A alma-grupo
– Os Espíritos dos Povos dirigentes da Terra e a Hierarquia dos Arcanjos
– Os atributos característicos desses povos como reflexo da Missão do Espírito do Povo/Espírito Popular/Espírito Folclórico
– O reconhecimento da missão desses Seres: os inspiradores das nações
– A nação como um grupo homogêneo de pessoas dirigido por um dos Arcanjos
– A Evolução dos Povos X Evolução da Humanidade – a Hierarquia Superior
– O Zeitgeist ou Espírito do Tempo / o Espírito da Era
– Os Espíritos da Época como Seres Espirituais Reais da Hierarquia dos Archai
– Os Archai e a Missão da Época
– O processo de Evolução rítmico – as revoluções cíclicas que se repetem em espiral
– Os intermediários entre os Espíritos dos Povos e o ser humano individual: os Anjos
– A atuação conjunta das Hierarquias na Evolução da Terra

Resumo e considerações pessoais por Leonardo Maia

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Última conferência publicada: Arcanjos e Espíritos do Tempo normais e anormais. Os Espíritos da Linguagem e dos dos modos de pensamento. (GA 121 – A Missão da Alma dos Povos, 08/06/1910)

Próxima conferência: A Vida Interior dos Espíritos dos Povos. A Formação das Raças (GA 121 – A Missão da Alma dos Povos, 09/06/1910)

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O REINO DA INFÂNCIA – Leitura 1


O REINO DA INFÂNCIA – Leitura 1

Rudolf Steiner

Resumo por Leonardo Maia


“O professor deve olhar para a criança com a mais profunda reverência, sabendo que aqui se encontra um ser cuja natureza é divina e o seu espírito desceu à terra. O essencial é que devemos saber disso, que devemos encher nossos corações com esse conhecimento e, a partir desse ponto inicial, empreender nosso trabalho como educadores…”


Esta é a tradução da primeira das sete conferências proferidas por Steiner em 1924 na Inglaterra. Conteúdo essencial para todos os interessados em aprofundar os conhecimentos sobre educação: o mais importante “uma educação da Alma”, a educação do ser humano no cerne, respeitando e acompanhando seus anos mais delicados corretamente.

Nesta conferência ele traz a necessidade de uma reforma educacional, levando em conto o ser humano integral: o conhecimento do homem no corpo, alma e espírito. Steiner comenta sobre o avanço e profundidade alcançado no conhecimento do âmbito físico, do corpo do ser humano, através da Biologia, Fisiologia e Anatomia, mas do diletantismo (percepção desapurado) dos âmbitos do pensar, sentir e querer.

Ele alerta sobre a dificuldade de falar sobre as realidades da alma da mesma forma que se pode falar sobre as realidades do corpo, de modo que, os professores de crianças estão completamente desamparados. Steiner diz que o conhecimento do ser humano deve ser a base do trabalho de um professor e que a Antroposofia pode ajudar os homens a adquirir esse conhecimento do homem.

Steiner critica a educação e modo de vida impraticável que foi implantado na sociedade contemporânea, ele diz:

“A “vida prática” de hoje é absolutamente impraticável em todas as suas formas. Isso só será percebido quando uma quantidade crescente de elementos destrutivos entrarem em nossa civilização e a desintegrarem. Na verdade, a Guerra Mundial surgiu a partir deste pensamento impraticável, mas isso foi apenas uma introdução. O ponto agora em jogo é que as pessoas não devem mais permanecer adormecidas, mais particularmente no domínio do ensino e da educação. Nossa tarefa é introduzir uma educação que cuide de todo o homem, corpo, alma e espírito; e estes três princípios devem ser conhecidos e reconhecidos.”

De fato, nossa educação é fundamentada na necessidade do sistema atual e não na necessidade do homem em si para seu melhor desenvolvimento e evolução. Somos educados para nos tornarmos excelentes engrenagens, mas isso nos custa a harmonia como indivíduo e como sociedade: apesar de todo avanço científico, tecnológico e industrial presenciamos ainda um contexto negativo em relação à humanidade e ao planeta, resultado da atual época extremamente materialista.

Esta primeira conferência traz aspectos como a necessidade de considerar a vida como um todo: A vida como um todo é uma unidade, e devemos não apenas considerar a criança, mas toda a vida; devemos olhar para todo o ser humano, por exemplo: uma pessoa sofrendo de terrível esclerose ou endurecimento arterial pode ser o resultado de ter sobrecarregado a memória da criança quando tinha oito ou nove anos de idade. Devemos saber qual será o resultado, quarenta ou cinquenta anos depois, de nossa administração da criança

Fala também da importância da correta concepção da vida do homem como um todo conectado, percebermos quão diferentes são as distintas idades e que sua alma possa se expandir juntamente com os conceitos apreendidos.

Steiner descreve a adaptação do espírito ao corpo da criança, herdado de seus pais e que é totalmente transformado durante o primeiro setênio (até a troca dos dentes) e da dificuldade que o ambiente físico traz, principalmente pela diferença em relação a sua vida pré-terrena.

Descreve que na vida entre a morte e um novo nascimento, os interesses do homem concentram-se quase inteiramente em sua vida espiritual interna. O indivíduo constrói seu karma de acordo com as experiências de vidas terrenas anteriores e isso se desenvolve de acordo com sua vida interior do espírito. Esse interesse que ele assume está muito longe de qualquer qualidade terrena. O que se experimenta é viver em seu ambiente e consigo mesmo. O mundo inteiro é então nosso ser interior e não há distinções como o mundo exterior e interior. Então, nos primeiros sete anos de vida, uma criança aprende a andar, a falar e a pensar, da mesma forma de antes de descer à terra: criança se funde com o mundo como se fosse ele. Tudo o que a criança desfruta deve viver e ser como se fosse sua própria natureza interna.

Somente depois da troca dos dentes o anseio pelo conhecimento começam a se manifestar: agora você deve perceber o modo como a criança começa a fazer perguntas:

“O que é isso? O que as estrelas veem? Por que as estrelas estão no céu? Por que você tem um nariz torto, vovô?”

Então Steiner traz a necessidade, neste ponto, da educação das crianças ser direcionada artisticamente. O elemento artístico deve estar em tudo. Mas não pelo intelecto e raciocínio puro, mas pela fantasia – que este seria o alimento anímico do ser humano nesta etapa de seu desenvolvimento.

Leitura essencial para todo educador: pais, mães, professores e todos que tem contado com a infância.

Resumo e considerações pessoais por Leonardo Maia

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Última conferência publicada: Anjos, Espíritos dos Povos e Espíritos do Tempo (GA 121 – A Missão da Alma dos Povos, 07/06/1910)

Próxima conferência: Arcanjos e Espíritos do Tempo normais e anormais. Os Espíritos da Linguagem e dos dos modos de pensamento. (GA 121 – A Missão da Alma dos Povos, 08/06/1910)

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CADA TEMPO PEDE UMA ATUAÇÃO ESPECÍFICA


CADA TEMPO PEDE UMA ATUAÇÃO ESPECÍFICA

Leonardo Maia


O “ódio nacional entre as nações” se interiorizou para dentro das próprias Nações, algo como uma manifestação microcósmica da “Guerra de Todos contra Todos”. A polarização refletida hoje – principalmente política – é como uma interiorização do conflito entre as nações para dentro de si mesmas. Uma guerra entre seus próprios povos…


Steiner, através da Antroposofia, sempre alertou sobre o fato da “observação da realidade viva”, pois a dinâmica do cosmos e da evolução metamorfoseiam os processos no tempo, portanto, as forças que atuam com maior intensidade variam a cada momento ou época.

Dessa “integração entre o pensamento e a realidade objetiva” é que somos capazes de ter uma atuação mais consciente, com “presença de Espírito”.

Com essa perspectiva podemos observar que, na época de Steiner, ele estava profundamente preocupado com um impulso crescente do “ódio nacional entre as nações”, o qual culminou na 2ª Guerra Mundial e no Holocausto. Que metamorfoses teria sofrido tal impulso na atualidade?

Vou colocar dois aspectos que valem a pena ser analisados: um de expansão e outro de interiorização. Sabe-se que existem seres que atuam na esfera da Nação, dos Povos, os chamados por Steiner de “Folk Spirits” que são da Hierarquia dos Arcanjos.

Primeiro vamos considerar a metamorfose desse impulso do “ódio nacional entre as nações”: ele se interiorizou para dentro das próprias Nações, algo como uma manifestação microcósmica da “Guerra de Todos contra Todos”. A polarização refletida hoje -principalmente política – é como uma interiorização do conflito entre as nações para dentro de si mesmas. Uma guerra entre seus próprios povos… por enquanto ideológica, porém com eclosões que demonstram uma potencialidade para manifestação física.

No aspecto de expansão, observe que tal polarização e conflito interno está acontecendo em praticamente todas as nações, principalmente nas nações com as características políticas, sociais e econômicas contemporâneas. Algo como um conflito interno nacional globalizado, com as mesmas características em todos os lugares .

Aqui, vale mencionar que Ahriman é da Hierarquia dos Arcanjos atrasado, ou seja, possui certas potencialidades de um Arqueu, que o capacita para uma atuação mais vigorosa no ser humano na esfera da coletividade. Perceba que as características da polarização são padronizadas, apenas com fracas nuances da Alma do Povo singular, ou seja, o impulso mais elevado, de maior influência e que culmina na polarização ideológica e social é o mesmo sobrepondo até mesmo, as características da Alma do Povo individual, subjugando o Arcanjo regular (vide a globalização).

Por outro lado, temos a atuação de Lúcifer, que é da esfera dos Anjos e também atrasado, ou seja, possui algumas potencialidades da Hierarquia dos Arcanjos. A atuação da Hierarquia dos Anjos é na esfera individual, onde na característica de Lúcifer, estimularia nossa desconexão com a realidade terrena, impulsionando nossa consciência individual para fora da Terra. E sua potência Arcangélica, o torna passível de atuação coletiva, ou seja, ele atua nas consciências individuais de todos os seres humanos.

Cada tempo pede uma ação específica. Aqui eu trouxe uma observação pessoal da metamorfose do impulso do “ódio nacional entre as nações” para a polarização política e social globalizada.

Que caminho deveríamos tomar? O que poderia ser feito?

Bom, segundo a perspectiva da evolução da humanidade segunda a Antroposofia, temos que ter uma atuação consciente na atual época (Era da Consciência) conectada aos Impulsos Crísticos. Mas não se trata de um discurso intectual, mas de uma atuação e pensamentos vivos, conscientes. Os seres humanos que seguirem no caminho regular da evolução, trarão em si, na próxima encarnação terrestre (Júpiter) o sentimento de empatia superior enquanto a humanidade atrasada será egoísta, indiferente ao sofrimento alheio e animalizada.

Sempre que absorvermos um pensamento, contemplarmos a realidade e, principalmente, atuar no mundo devemos perguntar se aquilo que emerge do nosso íntimo busca a dignificação de todos os seres humanos e está permeado do amor ao próximo e à humanidade como um todo ou não, esta será a indicação do caminho que estamos tomando.

Valorizo a vida?
Respeito o próximo?
Meu conceito de liberdade está atrelado ao bem coletivo ou ao apenas ao meu ideal egoísta?

“Minhas ações e decisões são boas para mim, para o próximo e para o mundo?”

Leonardo Maia

BIBLIOGRAFIA INDICADA:

GA 121 – A Missão da Alma dos Povos (leituras 1 e 2)
GA 191 – Lúcifer e Ahriman
GA 346 – Apocalipse Moderno

Disponíveis no NÚCLEO DE PESQUISA ANTROPOSÓFICO:

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NÚCLEO DE PESQUISA ANTROPOSÓFICO:

Última conferência publicada: O Ser Humano como Ser de Vontade (GA 191 – Lúcifer e Ahriman, 09/11/1919)

Próxima conferência: Anjos, Espíritos dos Povos e Espíritos do Tempo (GA 121 – A Missão da Alma dos Povos, 07/06/1910)

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RUDOLF STEINER E O CÍRCULO SECRETO DOS DOZE


RUDOLF STEINER E O CÍRCULO SECRETO DOS DOZE

Giorgio Tarditi Spagnoli

Resumo e considerações pessoais por Leonardo Maia


“A convocação ritual de Christian Rosenkreutz teria sido o clímax onde os 12 iniciados canalizaram a sabedoria oculta permitindo assim que o Cristo Etérico se manifestasse através do representante da humanidade no centro. Steiner acreditava que o ritual do Círculo dos 12 poderia trazer a Europa a uma nova era na qual o conhecimento científico e espiritual seriam um, impedindo o “ódio nacional entre as nações”. Como o chamado espiritual não foi cumprido pelos humanos, sua terrível contra-imagem, sua sombra, se materializou: tivemos o rompimento da Segunda Guerra Mundial e o horror dos campos de concentração. Na época Steiner considerou que caso a chance fosse perdida, o chamado do mundo espiritual recuaria e esperaria por um tempo melhor em torno de 100-120 anos, ou seja, em torno de nosso tempo, na janela entre 2014-2024.”


Esta tradução traz uma história pouco conhecida que tem sido transmitida em alguns círculos antroposóficos que o autor considera relevante .

Logo após a fundação da Mystica Aeterna (loja da sociedade oculta OTO – Ordo Templi Orientis licenciada para Rudolf Steiner), em 1906, Steiner queria compor um Círculo Interno de 12 Adeptos: eles teriam sido selecionados entre a nata dos membros europeus.

Este texto traz as questões e propósito da formação do círculo secreto. O autor coloca que sua exposição pode ser o ponto chave onde muitos cenários esotéricos podem ser revelados. É importante salientar também que Steiner considerou que o mesmo cenário Espiritual esperaria por um tempo melhor em torno de 100-120 anos (ou seja, em torno de nosso tempo, agora na janela entre 2014-2024).

O ponto focal fica em cima da “Sabedoria Rosacruz”, de onde Heindel se inspirou para sua obra “Conceito Rosacruz do Cosmos”- inclusive dedicou essa obra a Rudolf Steiner.

Explica que a divisão entre Mystica Aeterna Rosicrucianism e a fundação da Sociedade Antroposófica está na origem da alegação de Heindel de ser o “representante escolhido do Irmão Maior Rosacruz”: o rito da Fraternidade Rosacruz não é antroposófico, já que Steiner fundou a Sociedade Antroposófica apenas em 1912 como portador externo do Rosacrucianismo da Mystica Aeterna – mas, na verdade, é baseado no Rosacrucianismo de Steiner.

Descreve alguns processos cruciais em relação a figura central de Christian Rozenkreutz, desde a descrição de uma importante encarnação anterior em um esconderijo dos templários, um castelo na Áustria, onde recebeu instrução de 12 homens sábios – que possuíam em si a sabedoria oculta do místico 7 + 5: Sete Oráculos Atlantes e a sabedoria oculta das cinco épocas culturais. Ele devolveu toda a sabedoria oculta de uma nova maneira, não como conhecimento aprendido, mas diretamente como pensamentos vindos do coração, pensamentos do coração: pensamento (Cruz) e sentimento (Rosa) se uniram na história da humanidade, e a subsequente encarnação foi então a personalidade conhecida pelo nome simbólico de Christian Rosenkreutz.

A iniciação mística dos 12 foi, por sua vez, um eco dos 12 Cavaleiros da Távola Redonda em torno do Santo Graal e de Parsifal, o Portador do Graal. Então vemos que Steiner queria compor o Círculo dos 12 a fim de convocar Christian Rosenkreutz através de um ritual teúrgico: ele acreditava que o ritual do Círculo dos 12 poderia trazer a Europa a uma nova era na qual o conhecimento científico e espiritual seriam um, impedindo o ódio nacional entre as nações.

Ele descreve o propósito inicial do primeiro Goetheanum: o Primeiro Goetheanum não era uma instituição cultural, como o segundo é agora, o primeiro Goetheanum era um enorme templo ocidental de Mistério, mas uma vez que o edifício não resolveu sua função sagrada, ele passou para plano etérico através do fogo.

A convocação ritual de Christian Rosenkreutz teria sido o clímax onde os 12 canalizaram a sabedoria oculta permitindo assim que o Cristo Etérico se manifestasse através do representante da humanidade no centro. Os membros selecionados, se estivessem espiritualmente preparados, alcançariam então a visão do Cristo Etérico de um modo novo, livre e consciente: O próprio Steiner deveria ser iluminado por Christian Rosenkreutz, sendo o décimo terceiro no meio do círculo dos 12, enquanto os 12 detinham o grau IX de “Epopt of the Illuminati”, Steiner tinha o grau X de Rex Summus.

Mas isso não aconteceu e em vez de ter a visão do Cristo Etérico através da convocação teúrgica de Christian Rosenkreuz por volta de 1933, tivemos o rompimento da Segunda Guerra Mundial e o horror dos campos de concentração: a sombra do chamado espiritual ignorado materializou-se.

Na época Steiner considerou que a chance poderia ser perdida, e assim o mundo espiritual chamado recuaria e esperaria por um tempo melhor em torno de 100-120 anos, ou seja, em torno de nosso tempo, na janela entre 2014-2024.

O autor também aborda o impulso pelo retorno ao núcleo esotérico de Elizabeth Vreede e Ita Wegman no passado e de Peter Tradowsky e Judith von Halle agora. “Mas eles sofreram o mesmo destino: todos foram tristemente expulsos pelos antroposofistas mais dogmáticos no comando do Goetheanum.”

Texto original do antropósofo italiano Giorgio Tarditi Spagnoli publicado pela Rosicrucian Tradition. Muito interessante que vale a leitura.

Resumo e considerações pessoais por Leonardo Maia

A tradução completa do texto original pode ser encontrado no NÚCLEO DE PESQUISA ANTROPOSÓFICO na seção de textos de outros autores:

Título: Rudolf Steiner e o Círculo Secreto dos Doze
Autor: Giorgio Tarditi Spagnoli

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NÚCLEO DE PESQUISA ANTROPOSÓFICO:

Última conferência publicada: A Origem Luciférica da Antiga Sabedoria – Ahrimanização (GA 191 – Lúcifer e Ahriman, 15/11/1919)

Próxima conferência: O Ser Humano como Ser de Vontade (GA 191 – Lúcifer e Ahriman, 09/11/1919)

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OS EFEITOS DOS MISTÉRIOS ATLANTES NA AMÉRICA E NA ÁSIA


OS EFEITOS DOS MISTÉRIOS ATLANTES NA AMÉRICA E NA ÁSIA

Rudolf Steiner – GA 171


“O ser humano jamais pode chegar a uma verdadeira vida interior que seja boa, correta, e forte, sem que tenha o mais cálido interesse por outros seres humanos. Toda vida interior permanecerá falsa, continuará sendo uma tentativa, se não caminhar junto com um interesse amoroso pelas singularidades dos outros seres humanos.”

Rudolf Steiner – GA 171


Para adentrar os aspectos mais profundos e ocultos dos processos atuais que vivemos, é realmente essencial a observação das forças que atuam no processo evolutivo do ser humano e também o caminho desta evolução – como enfatizou Rudolf Steiner.

Esta conferência traz alguns processos das forças que atuaram no Leste (Ásia) e Oeste (América) em direção à Europa antes do Mistério do Gólgota e que possui efeitos evidentes na atualidade. Além de interessante, é uma leitura importantíssma, principalmente para ajudar a remover o véu que impede a nossa compreensão do processo que estamos vivenciando.

Resumo da conferência:

– A importância da Ciência Espiritual na busca do conhecimento e da verdade para o homem moderno.
– O acovardamento do homem moderno diante das verdades não agradáveis.
– A evolução da quinta era pós-atlântica e o desenvolvimento das imaginações livres no pensar e no agir.
– O véu de proteção sensorial com relação aos mundos sub-sensoriais e supra-sensoriais
– Os impulsos eruptivos da humanidade moderna.
– A ingenuidade onde desenvolvem-se as aptidões das quais necessitamos na atual quinta era pós-atlântica.
– O desenvolvimento inconsciente da maioria das pessoas.
– A Ciência Espiritual e o caminho de desenvolvimento consciente.
– As tempestades das forças arimânicas para a nossa quinta era pós-atlântica.
– Os impulsos ocultos na vida moderna normal.
– A peculiaridade da população da América pré-descobrimento.
– O culto ao espírito descendente do grande espírito da Atlântida.
– A poderosa entidade Taotl e seu caráter arimânico.
– O propósito de entorpecer a vida terrestre e mecaniza-la para estabelecimento do planeta luciférico.
– A expulsão das almas humanas da vida terrena.
– O Reino da Morte – o extermínio de qualquer autonomia e de qualquer sensação anímica.
– O reino terrestre completamente mecanizado.
– A disposição anímica dos iniciados de Taotl e sua inclinação em direção ao reino mecânico e entorpecido da morte.
– A iniciação da morte da Taotl através de assassinatos sucessivos.
– A ligação oculta entre o assassinado e o iniciado.
– O impulso arimânico pela extinção do o sentido pela bondade para interrupção da evolução da Terra.
– Os mistérios de Tetscatlipoca.
– O aspecto exotérico dos ensinamentos de Tetscatlipoca e o aspecto esotérico dos ensinamentos de Taotl.
– Quetsacoatl – o espírito opositor de Tetscatlipoca.
– O nascimento de Vitsliputsli de uma virgem no México no ano 1.
– A encarnação de um alto iniciado de Taotl no mesmo período de Vitsliputsli: um dos maiores magos negros que a Terra já viu.
– A batalha de três anos entre Vitsliputsli e o Mago Negro de Taotl.
– A crucificação do Mago de Taotl – aquele poderia dar tal o golpe na subseqüente evolução terrestre humana.
– A redenção das Almas que seguiriam Lúcifer e deixariam a Terra.
– A presença no mundo etérico dos impulsos de Taotl hoje.
– Os fracos ecos de Taotl no assassinato de europeus que chegaram ao México após a descoberta da América.
– Vitsliputsli – um ser solar que nasceu de uma virgem como o contemporâneo desconhecido do mistério do Gólgota no Hemisfério Ocidental.
– Os grandes perigos e forças que espreitam o inconsciente do homem moderno.
– A obra “Vida de Jesus” de Ernest Renan e a contemplação exclusivamente externa da figura histórica de Jesus Cristo.
– O impulso básico da contemplação primordial dos fenômenos: o mundo externo visto sem que o interno seja excitado de nenhuma maneira.
– A percepção dos homens seguindo exclusivamente o aspecto externo da realidade, anulando o seu anímico – seu mundo interior.
– O princípio nacionalista e o separativismo na realidade exterior.
– O impulso básico oposto: a contemplação exclusiva dos aspectos anímicos interiores excluindo a vivência exterior.
– O separativismo através do mergulho no próprio interior por cada ser humano.
– A não percepção dos seres humanos existentes ao seu redor, o desejo de viver apenas na sua própria morada anímica e a incapacidade de perceber o outro ser humano em sua singularidade.
– A tendência extremista polar da humanidade moderna.
– A Antroposofia e o caminho do meio: todo o externo deve inflamar o auto-reconhecimento e o interno deve ensinar reconhecimento da realidade externa do mundo.
– O impulso da Sociedade como ideal de serviço à humanidade.
– O dever de unir-mo-nos para prestar o serviço da verdade no interesse da evolução da humanidade.

Resumo dos conteúdos da conferência “Os impulsos ocultos da evolução – Terceira Conferência: Os efeitos dos Mistérios Atlantes na América e na Ásia” de 18 de setembro de 1916 – GA 171

Conferência disponível no Núcleo de Pesquisa Antroposófico:

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NÚCLEO DE PESQUISA ANTROPOSÓFICO:

Última conferência publicada: A encarnação de Lúcifer e Ahriman: Passado Luciférico e Futuro Ahrimânico (GA 191 – Lúcifer e Ahriman, 04/11/1919)

Próxima conferência: A Origem Luciférica da Antiga Sabedoria – Ahrimanização (GA 191 – Lúcifer e Ahriman, 15/11/1919)

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LÚCIFER E AHRIMAN NA ATUALIDADE


LÚCIFER E AHRIMAN NA ATUALIDADE

Leonardo Maia


“É essencial nos informarmos objetivamente sobre essas coisas, a fim de que possamos tomar uma posição correta em relação ao que está acontecendo ao nosso redor no caminho de preparação para a encarnação de Ahriman. Somente se você aplicar uma reflexão profunda e madura ao que foi dito nessas palestras sobre as correntes arimânicas, você será capaz de apreender a gravidade da situação presente. A coragem de trazer esses anseios à superfície está, em grande parte, faltando.”

Rudolf Steiner, GA 191 – Lúcifer e Ahriman (01/set/1919)


Ao observarmos com calma interior, livres de passionalidades ou busca por autoafirmação ideológica, conseguimos reconhecer inúmeros aspectos, trazidos por Rudolf Steiner, das influências de Lúcifer e Ahriman na atualidade – 5ª Epoca Cultural Pós-Atlântica.

Muitos de nós devemos estar nos perguntando: o que está acontecendo com as pessoas? Desumanidade crescente, egoísmo, ódio, negacionismo, fanatismo, desinteresse pelo próximo e etc…

O tema é de extrema importância e de fácil percepção à luz da realidade atual. Por isso estou disponibilizando as traduções das conferências de Ahriman e Lúcifer no Núcleo de Pesquisa e aqui deixo algumas considerações para ponderação.

Sobre a influência de Lúcifer temos:

– Egoísmo e desinteresse pelos semelhantes que justifica qualquer ação contra as pessoas (como quebra de direitos, liberdade de ação e pensamento até mesmo culminando em violência e extermínio).

– Emocionalismo ardente gera um ódio ou uma paixão descontrolados (por exemplo: paixão pelo patriotismo nacionalista, fundamentalismo religioso ou mesmo paixão ideológica)

– Subjetividade, fantasia e alucinação – por exemplo: fake news, teorias infundadas e fantasiosas e luta contra um inimigo imaginário – os “contrários aos preceitos de Jesus” ou “os comunistas” ou “contrários aos valores morais e da família” por exemplo.

– Generalização, unificação e hipótese: qualquer questionamento às suas ideologias nos coloca dentro de categorias subjetivas hipotéticas e genéricas.

– Orgulho, insensatez e falta de abertura para diálogo e argumentação, pois tudo tende a gerar a reação emocional ardente, seja no “ódio” ou na “paixão” cegas.

Sobre a influência de Ahriman temos:

– Pensamento coletivo imposto por doutrinas fundamentalistas, por uma educação que coíbe o livre pensar, por ideologias de imposição e militarização que enfraquecem o EU individual.

– Impulso nacionalista etnista: ódio a imigrantes e um racismo crescente e explícito.

– Política partidária dogmática, gerando ódio e hostilidade decorrente da recusa em ver outros pontos de vista igualmente válidos (ou inválidos).

– A subjugação da vida cultural ao poder político e econômico – por exemplo, medicina, educação, pesquisa, jurisprudência criminal e etc…

– Nas ciências sociais: aceitação cega das estatísticas e a crença de que a satisfação das necessidades econômicas por si só garantirá o bem-estar humano.

– Na economia: a subjugação de todos os interesses vivos e humanos ao mecanismo desumano e impessoal de busca de lucros, à “pessoa artificial” da corporação, à Bolsa de Valores…

– O ódio alimentado por grupos políticos no poder, tanto através de mentiras (vide Fake News) quanto por interpretações dogmáticas recusando qualquer ponto de vista diferente e pejorando-os.

– Áreas como medicina, educação, pesquisa, cultura/arte entre outros sendo subjugado pelos poderes político e econômico (vide crise do Ministério da Saúde atual – militarizada e subjugada aos interesses políticos e econômicos, desvalorização dos Centros de Ciência e Pesquisa e o cunho ideológico-partidário da atual Secretaria de Cultura – contrário ao impulso de Liberdade Cultural).

– Militarização do Estado.

– Costumes, hábitos e caráter, e modo de pensar anti-intelectual, desprezo pela a arte, pelo intelecto e pela espiritualidade gerando alienação.

– Falta de interesse pelo próximo, desumanidade e agressividade.

– Imposição de dogmas religiosos na esfera política.

– Mecanização da vida e padronização de comportamentos.

Espero que você observe a realidade à nossa volta, pondere sobre os aspectos descritos acima e também seja capaz de “apreender a gravidade da situação presente”.

por Leonardo Maia

Acesse as conferências de Rudolf Steiner sobre “LÚCIFER E AHRIMAN” no Núcleo de Pesquisa Antroposófico:

Leitura 1: “A Encarnação de Lúcifer na Ásia no Terceiro Milênio AC” – GA 191 (01/set/1919)
Leitura 2: “A preparação de Ahriman para sua futura encarnação” – GA 191 (02/set/1919)

Próxima conferência a ser disponibilizada esta semana:

Leitura 3: “A encarnação de Lúcifer e Ahriman: passado Luciférico e futuro Ahrimânico” – GA 193 (04/nov/1919)

NÚCLEO DE PESQUISA ANTROPOSÓFICO – clique aqui


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EU SOU O ELEMENTO DECISIVO


EU SOU O ELEMENTO DECISIVO

Goethe – Fausto


“Cheguei à conclusão assustadora de que sou o elemento decisivo.
É a minha abordagem pessoal que cria o ambiente.
É o meu humor diário que faz o tempo.
Possuo o tremendo poder de tornar a vida miserável ou prazerosa.
Posso ser uma ferramenta de tortura ou um instrumento de inspiração;
Posso humilhar ou dar humor, machucar ou curar;
Em todas as situações, é a minha resposta que decide se uma crise é agravada ou amortecida, se uma pessoa é humanizada ou desumanizada.
Se tratamos as pessoas como elas são, nós as tornamos piores.
Se tratamos as pessoas como elas deveriam ser, nós as ajudamos a se tornar o que elas são capazes de se tornar.”

Goethe – Fausto


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O QUE O MUNDO PRECISA AGORA É DA ANTROPOSOFIA


O QUE O MUNDO PRECISA AGORA É DA ANTROPOSOFIA

Larry Clark em 11 de março de  2021


“Os meramente devotos são os que encerram as verdades científico-espirituais dentro de seus próprios limites abstratos e não estão dispostos a permear a realidade cotidiana com pensamentos penetrantes.”

Rudolf Steiner


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A CONEXÃO COM A EXISTÊNCIA PRÉ-TERRENA


A CONEXÃO COM A EXISTÊNCIA PRÉ-TERRENA

Rudolf Steiner – GA 220


“Uma cidade puramente industrial é uma morada adequada para os seres demoníacos que gostariam de fazer o homem esquecer sua existência pré-terrena no reino do espírito.”

Rudolf Steiner


“Um sentimento genuíno pela beleza cria um elo que nos liga aqui, na própria vida terrena, mais uma vez com a existência pré-terrena. Nunca devemos subestimar a importância da beleza na educação e na cultura exterior.

Uma civilização que se enche de máquinas feias, com chaminés e fumaça, e dispensa a beleza, é um mundo que não se esforça para forjar um elo entre o homem e a existência pré-terrena; na verdade, isso o separa. Não por analogia, mas puramente na verdade podemos dizer:

Uma cidade puramente industrial é uma morada adequada para os seres demoníacos que gostariam de fazer o homem esquecer sua existência pré-terrena no reino do espírito.”

Rudolf Steiner – GA 220, 19 de janeiro de 1923

Tradução livre: Leonardo Maia


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