A Nova busca da Espiritualidade


A NOVA BUSCA DA ESPIRITUALIDADE

Alexander Boss


O materialismo criou a tecnologia, a indústria, e isso exige uma intensificação máxima das capacidades morais. Exige a capacidade de trabalhar juntos. A tecnologia oferece perigos ecológicos e isto exige um incremento nas capacidades morais. O materialismo que produziu este mundo não encerra em si as fontes para alimentar essas qualidades morais.


De onde provém esta busca? Aonde leva esta busca? Qual a diferença entre antiga e nova espiritualidade?

Os guardiães do Graal, os Templários, os Rosacruzes, os Teósofos, eram círculos pequenos de pessoas que trabalhavam na clandestinidade para a manutenção do espírito vivo em meio ao incremento do materialismo. A Bíblia profanou o Cristo reduzindo-o ao homem Jesus.

Estamos imersos em um drama com dois aspectos : um interior e outro exterior.

O INTERIOR: a alma não aguenta viver tendo por conteúdo o materialismo, ela não é capaz de se nutrir a partir de representações materialistas por muito tempo. Isso leva a tentativas de fuga para fugir do vazio, como o álcool, drogas, tv, sensações de todo tipo.
Por outro lado, o vazio dá margem à busca de um sentido, da espiritualidade.

O EXTERIOR: tem a ver com o fato de que os homens descobriram que o materialismo criou a tecnologia, a indústria, e isso exige uma intensificação máxima das capacidades morais. Exige a capacidade de trabalhar juntos. A tecnologia oferece perigos ecológicos e isto exige um incremento nas capacidades morais. O materialismo que produziu este mundo não encerra em si as fontes para alimentar essas qualidades morais. Essa realidade também pode levar as pessoas à busca de uma espiritualidade.

COMO DISCERNIR ENTRE UM VELHO E UM NOVO CAMINHO DA ESPIRITUALIDADE?

Critérios:

1º – tem a ver com consciência e liberdade ; um caminho para a nova espiritualidade só pode ocorrer se passar pelo portal do materialismo e para isso, precisamos intensificar o pensar claro e livre.

2º – tem a ver com o caminho através do limiar entre o mundo físico e o mundo espiritual.

3º – o caminho iniciático não deve nos levar para fora da Terra, mas sim nos tornar capazes de viver a vida.

Um novo caminho deve resolver os dois dramas descritos anteriormente : o interno e o externo. Novos pontos de vista devem ser produzidos para uma pedagogia, medicina, terapia, economia, agricultura, etc…

Uma espiritualidade a partir de individualidades que querem agir a partir do Espírito. Ela utiliza o homem inteiro nesse caminho. A nova espiritualidade em sua essência é profundamente cristã, porque conduz da morte à ressurreição através do portal do materialismo, não desvia dele, mas procura redimi-lo.

As Hierarquias Espirituais que eram as fontes da velha espiritualidade se recolheram para abrir espaço para a consciência autônoma do ser humano livre. Essas Hierarquias não conhecem a morte, apenas o ser Cristo que desceu para experimentar o portal da morte. Aquilo que os homens desenvolvem passando pelo materialismo é novo para as Hierarquias, um presente dos homens para os deuses.

Vivemos uma transição dramática que tem a ver com uma re-orientação abrangente da humanidade.

Alexander Boss


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Sorath e a fanatização e terrorização de massas


SORATH E A FANATIZAÇÃO E TERRORIZAÇÃO DE MASSAS

Leonardo Maia


“A marca da convenção republicana foi o medo. Do início ao fim, a determinação era alimentar o medo no eleitorado. Da China, dos imigrantes, do caos, da esquerda radical, do fim do sonho americanos, do socialismo. Sem base na realidade, nos fatos. Era só alimentar o medo.”

Marcelo Lins – Jornalista


O medo propagado pela mídia e, também, praticado pela própria sociedade, gera uma tendência à diminuição das relações humanas, gerando um receio e até antipatia. Isso tem impacto direto nas forças do coração, gerando um enorme volume de pessoas sem empatia para com o outro ser humano, principalmente para com aqueles que não me trazem benefícios diretos ou indiretos. Isto alimenta o ódio e a indiferença numa escala social, podendo acarretar no Impulso de eliminação de ameaças e higienização social.

Percebam a similaridade com a propaganda nazista* que alimentou o ódio aos judeus e minorias na Alemanha e culminou no Holocausto.

*Propaganda nazista é o termo que descreve a poderosa propaganda psicológica na Alemanha nazista, muitas das quais centradas em declarar que os judeus e outras minorias eram a fonte dos problemas econômicos da Alemanha.

“A culpa é da China, do comunismo/socialismo, da esquerda, dos imigrantes, dos negros, dos marginais (no sentido de marginalizados pela sociedade), dos imorais (artistas, LGBT, maconheiros e etc…), por conta deles entramos ou entraremos no caos social e na degradação dos valores conservadores.”

Tudo alimentado pelas “fake news” e pela manipulação retórica persuasiva dos meios de comunicação e, principalmente, nas bolhas das redes sociais, onde um algoritmo me conecta com o meu próprio pensamento (que não é meu na realidade), criando uma rede de apoio ideológico mútuo que fortalece a polarização e gerando ondas gigantescas de sentimentos como indignação, medo, intolerância e ódio alimentados, principalmente, por essa manipulação retórica e mentiras (notícias e eventos falsos).

Mais uma vez, virão questionar, o que isso tem haver com a Antroposofia?

O recurso da fanatização e terrorização de massas é arma de Sorath que se utiliza do fanatismo e alienação luciférica e do medo, ódio, pedantismo e razão seca ahrimânicos contra os Impulsos Solares. Seus impulsos se intensificaram desde 1998 e é preparação para o Advento de Ahriman. E, em relação a tais influências, Steiner disse:

“Revelar os impulsos mais profundos que operam no tempo presente não é uma tarefa agradável, pois há pouca inclinação para entrar em tais assuntos com real fervor. Mas nossa época exige esse zelo onde quer que os assuntos da humanidade estejam em causa.” – Rudolf Steiner (GA 191 – Lúcifer e Ahriman, Dornach, 1st November, 1919)

por Leonardo Maia

FORJANDO A ARMADURA

“Nego-me a me submeter ao medo
que me tira a alegria de minha liberdade,
que não me deixa arriscar nada,
que me toma pequeno e mesquinho,
que me amarra,
que não me deixa ser direto e franco,
que me persegue, que ocupa negativamente minha imaginação,
que sempre pinta visões sombrias.

No entanto, não quero levantar barricadas por medo do medo.
Eu quero viver, e não quero encerrar-me.
Não quero ser amigável por ter medo de ser sincero.
Quero pisar firme porque estou seguro e não para encobrir meu medo.
E, quando me calo, quero fazê-lo por amor
e não por temer as consequências de minhas palavras.

Não quero acreditar em algo só pelo medo de não acreditar.
Não quero filosofar por medo que algo possa atingir-me de perto.
Não quero dobrar-me só porque tenho medo de não ser amável.
Não quero impor algo aos outros pelo medo de que possam impor algo a mim;
por medo de errar, não quero tomar-me inativo.

Não quero fugir de volta para o velho, o inaceitável,
por medo de não me sentir seguro no novo.
Não quero fazer-me de importante
porque tenho medo de que senão poderia ser ignorado.
Por convicção e amor, quero fazer o que faço e
deixar de fazer o que deixo de fazer.
Do medo quero arrancar o domínio e dá-lo ao amor.
E quero crer no reino que existe em mim.”

Rudolf Steiner


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OS CEREAIS E SUA RELAÇÃO COM O SER HUMANO


OS CEREAIS E SUA RELAÇÃO COM O SER HUMANO

Gudrun Burkhard


“O coração é luz condensada e é estimulado pela alimentação rica em luz.”

Rudolf Steiner


Cada cereal está relacionado a um planeta, um metal, um órgão, e um dia da semana.

O termo cereal provém de Ceres/Demétria (deusa grega).

O cereal ajuda o ser humano a erguer-se e adquirir a posição vertical. É ele o principal componente de nossa alimentação; tanto que o pão (trigo, centeio) se tornou o alimento mais importante da civilização ocidental, o arroz, da oriental, o milho para os povos andinos, e assim por diante.

Os cereais pertencem à família das Gramíneas (onde as forças do sol e da terra estão em equilíbrio). São mais de quatro mil espécies de gramíneas formando verdadeiros tapetes sobre a terra.

Suas raízes se unem ao elemento mineral silício (quartzo: o portador de luz entre os minerais); e suas hastes são como raios de luz condensados, duros, resistentes às tempestades e ao vento, lembrando a força de ereção do ser humano. R.Steiner:

“A haste é a continuidade dos raios solares indo em direção ao centro da terra”.

Os cereais fazem a perfeita síntese dos hidratos de carbono; o açúcar que flui para o grão é transformado em amido. Além do amido dos grãos, no processo de amadurecimento formam-se ricas proteínas vegetais, especialmente abaixo da cutícula, e se soubermos usar os grãos de forma a não desnaturá-los pelo tratamento, então teremos como alimento a fonte mais rica em hidratos de carbono, proteínas, vitaminas e sais minerais, em equilíbrio e permeados de forças solares.

ATUAÇÃO DOS CEREAIS NOS SERES HUMANOS

A silícea contida em sua raiz impregna todo cereal dando-lhe força de ereção e resistência, e possibilitando o cereal captar as forças da luz. Essa qualidade do cereal serve de intenso estímulo ao sistema nervoso central e aos órgãos dos sentidos. Segundo R.Steiner, os órgãos internos têm uma percepção mútua (que não vem à tona de nossa consciência) e é a silícea que regula essa percepção. Também a nossa pele, o órgão perceptivo que forma o limite do nosso corpo, é estimulada pela silícea.

Todo metabolismo é incentivado pelos grãos de cereais. Sua alta taxa de hidrato de carbono é transformada em amido e glicose. Ao nível do sistema metabólico-motor os açúcares são muito necessários para fortalecer os músculos. A queima do açúcar produz o calor necessário para o trabalho muscular.

A essência da alimentação é a ativação do organismo, e são, sobretudo os cereais, que atendem a essa necessidade: os dentes são ativados na mastigação; o peristaltismo do estômago e do intestinos são ativados pelas películas dos cereais, que contém vitaminas, proteínas, sais e semi-celulose.

Ao nível do sistema rítmico, os cereais desempenham um papel importante, fortificando o coração e o pulmão. O magnésio encontrado na película atua sobre o coração organizando os ritmos cardíacos. Também o ferro encontrado no grão em abundância é importante para o sangue e para a oxigenação. R.Steiner salientou:

”O coração é luz condensada e é estimulado pela alimentação rica em luz”.

TRIGO:

Planeta: Sol
Metal: Ouro
Órgão: Coração
Elemento: Terra
Dia: Domingo

É considerado o mais nobre dos cereais. Tem preferência por solos ricos em cálcio e para amadurecer precisa de luz e calor. Contém quase todos os minerais, oligoelementos e vitaminas, especialmente do complexo B. O cálcio é o mineral mais abundante no trigo, dando assim uma ligação com a terra, e atuando especialmente sobre o corpo físico.
É um cereal harmonizador. Sendo um grão solar atua sobre o coração, harmonizando nossas forças. Por outro lado, atua sobre os processos neuro-sensoriais, especialmente através dos minerais do complexo B das camadas periféricas. É o alimento ideal para o ‘pensador’. Atua também na parte metabólica, dando força aos nossos membros.

ARROZ:

Planeta: Lua
Metal: Prata
Órgão: Cérebro, órgãos dos sentidos e pele
Elemento: Terra
Dia: Segunda-feira

Para o seu cultivo necessita de calor e luz, mas a água o protege de um endurecimento excessivo. A água, sua seiva, que está sobre a influência da lua, faz do arroz um cereal que contém em si essas forças vitalizantes.

Pela profunda ligação da raiz com a água, através da ingestão de arroz, os fluidos do corpo são postos em movimento e o excesso de líquidos é eliminado.

Sendo pouco ligado à terra e aos elementos minerais, o arroz tem uma ação anabolizante, atuando mais intensamente sobre o sistema metabólico-motor.

CEVADA:

Planeta: Marte
Metal: Ferro
Órgão: Vesícula Biliar
Elemento: Ar
Dia: Terça-feira

A silícea é o elemento mineral mais importante que permeia o grão da cevada.

No organismo humano os processos de silícea são encontrados principalmente, nos tecidos conjuntivos, tendões, discos intervertebrais e coluna. Também os encontramos na pele, que é um verdadeiro manto de silícea para nosso organismo. A percepção sensorial e a atividade pensante do nosso cérebro são estimuladas pela silícea; é o processo de luz que aí atua. Poder-se-ia dizer que a cevada é o alimento dos filósofos. Os processos de formação dos açúcares, no caso a maltose, atuam no sangue, sobre o movimento e sobre nossa musculatura. Incentivam o metabolismo, nossa esfera da ação ou volição, é o processo de calor. Em virtude desse fato, poder-se-ia dizer que a cevada também dá forças aos guerreiros.

PAINÇO:

Planeta: Mercúrio
Metal: Mercúrio
Órgão: Pulmão / Bexiga
Elemento: Ar
Dia: Quarta-feira

Desenvolvendo-se em clima quente e seco, o grão interioriza um intenso processo de silícea (luz), atuando sobre a pele e o sistema neuro-sensorial. Este grão está totalmente desprovido de cálcio. Ativa o sistema metabólico pelo processo de calor interiorizado, sendo uma excelente combinação com o leite (que contém o cálcio que lhe falta). Neste caso ativa o metabolismo e o aquece por dentro. Em virtude do flúor que contém, é um bom preventivo da cárie.

CENTEIO:

Planeta: Júpiter
Metal: Estanho
Órgão: Fígado
Elemento: Água
Dia: Quinta-feira

Devido ao profundo enraizamento, ao longo ciclo de amadurecimento, e ao alto teor de silícea, tem ação intensa sobre as forças plasmadoras do organismo que partem da cabeça. Essa ação mineralizante se prolonga até o esqueleto e juntas. Fornece ao ser humano a força de ereção e fortifica o tecido conjuntivo. Também atua sobre a musculatura. O centeio contem elevado teor de potássio, sendo importante a sua relação com o fígado e com a regulagem de todo metabolismo hídrico. Também para o cardíaco, que necessita de potássio, é um alimento recomendável.

AVEIA:

Planeta: Vênus
Metal: Cobre
Órgão: Rim/Intestino
Elemento: Fogo
Dia: Sexta-feira

Por ser de fácil digestão é o cereal adequado para a alimentação da primeira infância.
Seu alto grau de gordura (6,7g) é formado principalmente pelo ácido linólico, não ocasionando problemas relativos ao colesterol, ajudando a proteger o coração e a circulação contra a arteriosclerose. É rica em cálcio, ferro, magnésio, beneficiando assim os ossos, sangue e coração. É rica em complexo B (para o sistema nervoso) e vitamina E (para a reprodução). É o alimento dos esportistas por fortalecer a musculatura.

MILHO:

Planeta: Saturno
Metal: Chumbo
Órgão: Esqueleto/Medula Óssea
Elemento: Fogo
Dia: Sábado

Quanto à estrutura, o milho é o mais terrestre dos cereais e seus produtos alimentares são pesados e ‘endurecedores’. Contém carotina (pró-vitamina A) que lhe dá a coloração amarela. Seu teor de açúcar é elevado, especialmente antes de atingir a maturidade. Por conter alto teor de hidrato de carbono o valor nutritivo do milho proporciona especialmente força muscular e resistência.

Quantos aos temperamentos, o melancólico e o fleumático se beneficiariam com a aveia (fogo) e cevada (ar e luz). Os sanguíneos e coléricos, mais com o trigo e o centeio (terra e água).

Gudrun Burkhard


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Cristianismo: Obscurecimento X Ascensão


CRISTIANISMO: OBSCURECIMENTO X ASCENSÃO

Rudolf Steiner – GA 100

Tradução livre e nota: Leonardo Maia


Segundo Rudolf Steiner, na quinta era da civilização, o Cristianismo tem que resistir aos mais severos testes, pois pensamento materialista obscurece e esconde as verdades espirituais do Cristianismo – como pode ser observado em vários aspectos do fundamentalismo religioso hoje. A ilusão luciférica alicerçada no fanatismo fundamentalista é uma das formas pelas quais a cultura arimânica é promovida e é missão da Antroposofia iluminar os verdadeiros impulsos Solares (Crísticos) preparando o caminho para a re-espiritualização da humanidade. Isto não pode ser obscurecido nem relativizado. Pergunte a si mesmo com honestidade: Como entusiasta da Antroposofia, minhas ações e decisões fortalecem os impulsos fundamentalistas religiosos direta ou indiretamente?

Leonardo Maia


Na quinta era da civilização, em que vivemos agora, o homem foi ainda mais longe no domínio do mundo exterior. Em nossa época, o Espírito desceu mais profundamente na matéria. Essa descida tinha que acontecer se a humanidade quisesse progredir; somente quando o Espírito desceu totalmente à matéria pode começar seu “reascent” (voltar a ascender). Em nossa época, temos um grande desenvolvimento da ciência e com sua ajuda podemos controlar as várias forças da natureza. Nos tempos antigos, quando os homens moíam o milho da maneira mais primitiva entre duas pedras, eles não precisavam despender muito poder mental para satisfazer suas necessidades simples, mas as coisas agora são bem diferentes. Pense no imenso gasto de esforço mental necessário para satisfazer as necessidades materiais do homem moderno. Temos locomotivas, navios a vapor, telefones, luz elétrica. Uma quantidade imensa de poder mental foi incorporada à matéria nessas coisas, mas os interesses espirituais dos homens aqui passam inteiramente para segundo plano. Assim, vemos que todo o desenvolvimento da humanidade na Época pós-Atlante significou uma descida do espírito humano à matéria. Mas o propósito dessa descida é a conquista da matéria, esse grande oponente do Espírito; pois após a descida mais profunda, uma ascensão à vida espiritual consciente deve começar agora.

É o poder do Cristianismo que deve promover a ascensão. A estrela do cristianismo apareceu na quarta era da civilização, muito antes de o ponto mais profundo da curva descendente ser alcançado. Cristo Jesus apareceu como a grande Personalidade que trouxe à humanidade o poder que mais tarde a capacitaria a se elevar ao Espírito. Todas as idades anteriores da civilização também podem ser vistas como uma preparação para o Cristianismo. Na quinta era da civilização, o Cristianismo tem que resistir aos mais severos testes, pois o pensamento materialista obscurece e esconde as verdades espirituais do Cristianismo. Na sexta era, o Cristianismo unirá a humanidade em um grande vínculo de fraternidade, e a Ciência Espiritual ou Antroposofia deve ser vista como o mensageiro desta era vindoura, pois está preparando o caminho para a espiritualização da humanidade. Os ensinamentos dados à humanidade no Cristianismo são tão profundos, tão cheios de sabedoria, que nenhuma religião do futuro será capaz de substituir ou suplantar o Cristianismo. Será possível para o Cristianismo se adaptar a todas as formas de civilização no futuro.

Rudolf Steiner – GA 100

NOTA DE LEONARDO MAIA:

Segundo Rudolf Steiner, na quinta era da civilização, o Cristianismo tem que resistir aos mais severos testes, pois pensamento materialista obscurece e esconde as verdades espirituais do Cristianismo – como pode ser observado em vários aspectos do fundamentalismo religioso hoje. A ilusão luciférica alicerçada no fanatismo fundamentalista é uma das formas pelas quais a cultura arimânica é promovida e é missão da Antroposofia iluminar os verdadeiros impulsos Solares (Crísticos) preparando o caminho para a re-espiritualização da humanidade. Isto não pode ser obscurecido nem relativizado. Pergunte a si mesmo com honestidade: Como entusiasta da Antroposofia, minhas ações e decisões fortalecem os Impulsos fundamentalistas religiosos direta ou indiretamente?


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A EVOLUÇÃO DO INTELECTO


A EVOLUÇÃO DO INTELECTO

Rudolf Steiner

Tradução livre e nota: Leonardo Maia


“A coragem de trazer esses anseios à superfície está em grande parte faltando. Somente se você aplicar uma reflexão profunda e madura ao que foi dito nessas palestras sobre as correntes arimânicas, você será capaz de apreender a gravidade da situação presente.”

Rudolf Steiner – Lúcifer e Ahriman (5 palestras proferidas em novembro de 1919)


Mesmo quando, há muito tempo, o ser humano, como um “homem metabólico”, foi submetido à força da gravidade terrestre, ele estava se adaptando como um “homem cefálico” para a existência cósmica. Com efeito, o intelecto começou a evoluir. As antigas imagens clarividentes foram densificadas na forma de consciência intelectual, até a época do quarto século depois de Cristo. Foi então que, pela primeira vez, o intelecto humano começou a mergulhar na escuridão. Este processo tem se acelerado cada vez mais rápido desde o século XV, e hoje, embora o intelecto seja uma faculdade totalmente espiritual do homem, sua existência não tem mais raízes na realidade. Tem apenas uma imagem existencial. Quando o homem de hoje pensa com seu intelecto e com a faculdade da razão, seus pensamentos não estão absolutamente arraigados na realidade. Cada vez mais ele se move para uma existência sombria, que atingiu seu clímax durante o século XIX. Hoje o homem carece totalmente de senso de realidade. Ele vive dentro de um elemento espiritual, mas ao mesmo tempo é um materialista. Seus pensamentos – que são espirituais, mas ainda não mais do que sombras de pensamentos verdadeiros – são direcionados exclusivamente à existência material.

Assim, o segundo grande processo ou evento foi que o homem se tornou mais espiritual. Mas uma substância espiritual que derivava da matéria, não mais da alma. Sua natureza se tornou mais espiritual, mas com suas faculdades espirituais ele pensa apenas na existência material.

Rudolf Steiner (GA204: Uma imagem da Terra – Evolução no futuro)

NOTA DE LEONARDO MAIA

Vale pontuar que o desenvolvimento do intelecto, que nos permitiu a auto-consciência, foi inspiração de seres luciféricos e que junto com os impulsos da sabedoria veio um impulso moral, os princípios morais, a ética necessária a esses homens antigamente estavam contidos nesta sabedoria luciférica (Encarnação de Lúcifer – 3000 AC).

“Na verdade, foi através da cultura hebraica que o elemento moral foi inculcado pela primeira vez na humanidade. No paganismo, o elemento moral não ocupava um lugar separado e à parte; esta cultura pagã era tal que o homem se sentia um membro de todo o cosmos.” – Rudolf Steiner (Lúcifer e Ahriman)

Agora, com o desenvolvimento da individualidade, o ser humano deve, por seus próprios esforços desenvolver sua moralidade em liberdade, em autonomia (capacidade da vontade humana de se autodeterminar), através do pensar próprio.

Porém, após o século IV depois de Cristo o intelecto humano começou a mergulhar na escuridão. E, segundo Steiner, como indica a publicação, este processo tem se acelerado cada vez mais rápido desde o século XV, e hoje, embora o intelecto seja uma faculdade totalmente espiritual do homem, sua existência não tem mais raízes na realidade. Este impulso é influência de Ahriman que prepara sua existência terrena.

“Aqueles que ainda não reconhecem a gravidade da situação atual no mundo também estão, de certo modo, ajudando a preparar para a encarnação de Ahriman. A encarnação arimânica será grandemente promovida se os homens falharem em estabelecer uma vida espiritual livre e independente e permitir que ela permaneça enredada na vida econômica ou política*… mas ainda hoje existe uma forte tendência para ocultar estes fatos. A grande maioria das pessoas lança um véu sobre essas coisas; recusam-se a vê-los como realmente são e se deixam enganar por palavras que não têm ligação com a realidade. E muitas vezes, esforços para fugir da realidade são descritos como ‘honestos’ e ‘bem intencionados’.” – Rudolf Steiner (Lúcifer e Ahriman)

* Percebam no próprio âmbito político atual a influência do nacionalismo e fundamentalismo religioso. E a tendência, inclusive dentro da própria Antroposofia, de se lançar um véu sobre os fatos. Ahriman impele as pessoas ao ódio, à intolerância e separatismo (político e religioso) e isto pode ser observado de forma clara hoje na sociedade.

“Se um apelo for feito hoje às relações nacionais (nacionalismo), raciais (supremacia racial) e semelhantes, às relações que surgem do intelecto e não do espírito, então a desarmonia entre a humanidade será intensificada. E é essa desarmonia entre a humanidade que o poder Ahrimanico pode colocar em uso especial. Chauvinismo (termo dado a todo tipo de opinião exacerbada, tendenciosa ou agressiva em favor de um país, grupo ou ideia), patriotismo pervertido em todas as formas – este é o material com o qual Ahriman construirá exatamente o que precisa.” – Rudolf Steiner (Lúcifer e Ahriman)

Aspectos da alertados para a influência de Ahriman para a atual época: orgulho (1), egoísmo, desinteresse pelos semelhantes (2), emocionalismo ardente (3), subjetividade, fantasia e alucinação (4). No intelecto humano, eles inspiram generalização, unificação, hipótese (5) e construção de quadros imaginativos além da realidade (6).

O Egoísmo e desinteresse pelos semelhantes (2) justifica qualquer ação contra as pessoas (como quebra de direitos, liberdade de ação e pensamento até mesmo culminando em violência e extermínio). E este emocionalismo ardente (3) gera um ódio ou uma paixão descontrolados (por exemplo: ódio ao comunismo, outras religiões e ideologias e paixão pelo “patriotismo nacionalista”, “conservadorismo” e “fundamentalismo religioso” alimentados por uma subjetividade, fantasia e alucinação (4) (por exemplo: fake news, teorias infundadas e fantasiosas e luta contra um inimigo imaginário – os “contrários aos preceitos de Jesus” ou “os comunistas” ou “contrários aos valores morais e da família” por exemplo), sendo que qualquer questionamento às suas ideologias nos coloca dentro dessas categorias subjetivas por generalização, unificação e hipótese (5) (seu comunista, esquerdista, imoral e etc…). Ou seja, lutam com fervor contra tudo isso dentro de quadros imaginativos fora da realidade (6). Ainda temos o Orgulho (1) que dificulta a sensatez e abertura para diálogo e argumentação, pois tudo tende a gerar a reação emocional ardente (3), seja no “ódio” ou na “paixão” cegas.

“A coragem de trazer esses anseios à superfície está em grande parte faltando. Apenas pense qual poderia ser o efeito de um conhecimento como o da futura encarnação de Ahriman, que está se preparando para isso pelos meios que descrevi. É essencial nos informarmos objetivamente sobre essas coisas, a fim de que possamos tomar uma posição correta em relação ao que está acontecendo ao nosso redor no caminho de preparação para a encarnação de Ahriman. Somente se você aplicar uma reflexão profunda e madura ao que foi dito nessas palestras sobre as correntes arimânicas, você será capaz de apreender a gravidade da situação presente.” – Rudolf Steiner (Lúcifer e Ahriman)


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OS MERAMENTE DEVOTOS DA CIÊNCIA ESPIRITUAL


OS MERAMENTE DEVOTOS DA CIÊNCIA ESPIRITUAL

Rudolf Steiner – GA 188

Tradução livre: Leonardo Maia


“O impulso do amor deve ultrapassar o núcleo da intelectualidade (Ahriman) e toda ordem fantasiosa (Lúcifer) e permear verdadeiramente a Alma individual em sua ação no mundo…


Aqueles que são meramente devotos, até devotos na ciência espiritual, são tão responsáveis pelas catástrofes do tempo presente quanto os capitalistas com suas atitudes e mentalidade materialistas.

O capitalismo extremo tem, portanto, de um lado, essa vida moral-espiritual terrivelmente abstrata, que busca separar-se inteiramente de todas as realidades externas da existência. Há, no entanto, outra atitude na vida moderna que exerceu uma influência tão maligna quanto, como o capitalismo materialista, que é aquela atitude que induz as pessoas a dizer:

“O que eu me importo com Ahriman! Deixe Ahriman ser Ahriman; Eu me dedico aos impulsos do meu íntimo da alma, me entrego ao mundo espiritual. Busco o mundo espiritual dentro de meu próprio ser; meu principal interesse é a alma e suas preocupações. O que me importa com as coisas Ahrimanicas, como crédito, dinheiro, renda e propriedade? O que me importa a diferença entre lucro e ativos, etc? Eu cuido das coisas que dizem respeito à minha alma!”

Mas assim como o homem une dentro de si corpo, alma e espírito, que estão ligados durante a vida entre o nascimento e a morte, os impulsos que podemos encontrar através da estrutura mais íntima de nossa alma estão ligados, na vida física externa, com os impulsos contidos em a ordem econômica externa.

Aqueles que são meramente devotos, até devotos na ciência espiritual, são tão responsáveis pelas catástrofes do tempo presente quanto os capitalistas com suas atitudes e mentalidade materialistas; eles são tão culpados quanto os capitalistas, pelo fato de que encerram as verdades científico-espirituais dentro de seus próprios limites abstratos e não estão dispostos a permear a realidade cotidiana com pensamentos penetrantes.

Este fato repetidamente me induziu a dizer que o movimento espiritual antroposófico não deve ser considerado como algo que lhe dá a oportunidade de ouvir os sermões da tarde de domingo, que acariciam a alma porque falam de uma vida eterna, e assim por diante, mas o movimento antroposófico deve ser tomado como um caminho que nos permite enfrentar de forma real e concreta os problemas modernos da vida, os problemas candentes do presente.

Um dos primeiros requisitos é este: compreender de onde devemos partir, e que tudo será inútil a menos que as pessoas encontrem acesso a uma forma de pensar realmente não prejudicada.

Rudolf Steiner (GA 188 -The Separation of the Moral-Spiritual Life From the External Realities of Existence)

Tradução Livre: Leonardo Maia

NOTA DE LEONARDO MAIA: 

Deixo o texto para reflexão àqueles que criticam os meus questionamentos – que são fundamentados na Antroposofia – sobre os contextos sociais e políticos atuais e para aqueles que insistem em obscurecer a percepção da atuação de certas forças adversas hoje na sociedade, criando um ambiente dentro da própria Antroposofia de meros devotos da Ciência Espiritual.

Texto da GA 188: A separação da vida Moral e Espiritual das realidades externas da existência.


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Separando o joio do trigo


SEPARANDO O JOIO DO TRIGO

Leonardo Maia


“O impulso do amor deve ultrapassar o núcleo da intelectualidade (Ahriman) e toda ordem fantasiosa (Lúcifer) e permear verdadeiramente a Alma individual em sua ação no mundo…


O sentimento de empatia real com o próximo é uma perspectiva de desenvolvimento da alma humana individual, segundo o caminho da Antroposofia de Rudolf Steiner.

As atitudes sinceras, que partem verdadeiramente das forças do coração, de cuidado e apoio ao que é humano, é o alicerçamento do impulso plantado na Alma Humana por Cristo: o amor como força viva.

Este impulso do amor deve ultrapassar o núcleo da intelectualidade (Ahriman) e toda ordem fantasiosa (Lúcifer) e permear verdadeiramente a Alma individual em sua ação no mundo…

Aqui separa-se o joio do trigo. O ser altruísta é o indivíduo que dá este passo: minhas ações, decisões e impulsos são bons para mim, para o outro e para o mundo?

Leonardo Maia


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Indignação Saudável


INDIGNAÇÃO SAUDÁVEL

Rudolf Steiner – Contradições da evolução da humanidade

Publicado originalmente por: Palabra de Rudolf Steiner

Tradução Livre: Leonardo Maia


“A esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem; a indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las.”


Hoje devemos repetir que ter uma indignação saudável para com os insanos deve constituir o ponto de partida para fazer nascer o entusiasmo para com as novas verdades indispensáveis.

Agora, inflamar o sistema nervoso em hibernação com energia é ainda mais necessário do que comunicar verdades aos homens.

Energia ardente, isso serve aos homens de hoje, não o sono místico.
Não anseio pela quietude mística, mas por servir ao espiritual, isso serve hoje.

A conexão com o divino deve ser buscada em ação, não em preguiça e conforto místicos.

Rudolf Steiner – “Contradições da evolução da humanidade”

NOTA DE LEONARDO MAIA:

Recebi relatos e questionamentos sobre a importância de aceitar as manifestações do mal e permitir sua atuação sem a necessidade de dar importância desmensurada, no caso da Biblioteca, em relação à influência do Bolsonarismo na sociedade e na própria Antroposofia,  pois faz parte de um processo maior que deve ser vivenciado como desenvolvimento da própria humanidade – como aspecto de carma, desenvolvimento pessoal e coletivo através da tomada de consciência.

Acredito também nisso, porém ter essa consciência para com certos processos deve ser um impulso para a ação  – energia ardente, e não para a passividade (quietude, preguiça e confortos místicos como cita Rudolf Steiner).

Fica também a sombra se tal passividade e desinteresse por tais questões não seria uma justificativa para ocultar a influência real de tal processo no meio antroposófico ou para evitar conflitos internos, ou mesmo para evitar a exposição de incoerências a nível pessoal.

Inclusive me surgiu a seguinte indagação: o que seria do mundo se o nazismo fosse aceito como processo necessário dentro desta perspectiva da passividade mística? Ou tal passividade mística é uma conveniência que deve ser abarcada quando nos convém?

Acho que a resposta está clara neste pequeno trecho de Rudolf Steiner.


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O valor humano, a dignidade e a cooperação fraternal


O VALOR HUMANO, A DIGNIDADE E A COOPERAÇÃO FRATERNAL

Carlos Adrian Villegas


É uma pena que valores universais como humanismo, cooperação fraternal e o trabalho social em busca da dignidade de todos os indivíduos e sua atuação sejam vinculados ao Socialismo, Marxismo, Comunismo ou genericamente, esquerdismo, inclusive dentro da própria Antroposofia, de forma tão intensa e distorcida, pois estes são os valores indicados por Rudolf Steiner como base da missão em comum a ser cumprida pelo trabalho humano social e fraterno.

Leonardo Maia


Na verdade, com a publicação, no início deste século, da lei social fundamental, Rudolf Steiner tinha se antecipado muito à sua época, pois ainda nos nossos dias, ao hábito de pensar da maioria dos nossos contemporâneos, é bastante difícil livrar-se do pensamento materialista sobre o caráter e o significado do trabalho humano, na sua relação com o bem-estar geral.

Para compreendê-lo corretamente, há que se ter em conta a vida e a missão terrena do ser humano, nos seus três aspectos essenciais:

1. O ser humano nasce, não como uma alma indefinida, mas com predisposições bem determinadas que cada indivíduo traz de vidas terrestres anteriores, dotes que por educação e novas experiências lhe conferem as capacidades – físicas e espirituais – com que cada um contribui para cumprir com a missão específica do seu povo ou comunidade. Estas capacidades são o sinônimo do valor humano.

2. Perante o divino e a lei, todos os homens e mulheres são iguais, sem prejuízo das suas outras qualidades e faculdades individuais, e nesta igualdade perante a lei e em consideração do estritamente humano, falamos da dignidade humana.

3. A terra, como o cenário da vida, o campo de trabalho e a evolução da humanidade, pertence, originalmente, a todos por igual; e todos, por igual, são chamados a cooperar fraternalmente para criar, com base no que a natureza oferece, os bens, incluindo os espirituais, para satisfazer as necessidades vitais de todos. Esta missão em comum é cumprida pelo trabalho humano social e fraterno.

PARÁGRAFO 5 da introdução do livro de Steiner – a nova ordem social:

“As Escolas Waldorf tratam com a comunidade escolar de realizar estes aspectos numa economia fraternal, uma igualdade política entre educadores e famílias. Uma liberdade no valor humano, de criar o currículo de acordo com as necessidades e potencialidades que cada criança traz à sociedade.”

Carlos Adrian Villegas


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Os três excessos


OS TRÊS EXCESSOS

Leonardo Maia

Fonte de pesquisa: Rudolf Steiner – Iniciação e seus resultados


“O ser humano não deve omitir nada que lhe assegure um controle duradouro sobre toda a sua natureza, promovendo uma completa harmonia em si mesmo.”


Três formas de erro contra as quais o estudante de ocultismo deve ser aconselhado: excesso de ação, excesso de sentimento e uma busca fria e sem amor pela sabedoria.

EXCESSO DE AÇÃO:

Em uma pessoa com força de vontade, por exemplo, trabalho sobre o pensar e o sentir por essas leis para equalizar tudo e evitar que o excesso de vontade caia em uma espécie de degeneração. Se tal pessoa, no entanto, adotasse um treinamento oculto, a influência dada pela lei do pensamento e do sentimento sobre a vontade monstruosa, descontrolada e opressiva cessaria completamente. Se, então, o indivíduo não tiver levado seu controle da consciência superior a ponto de poder invocar a desejável harmonia para si mesmo, a vontade continuará sua própria maneira desenfreada e repetidamente a subjugar seu possuidor. Pensamento e sentimento passam à completa debilidade; e o indivíduo é chicoteado como um escravo por sua própria vontade dominadora. Uma natureza violenta que corre de uma ação desgovernada para outra é o resultado.

EXCESSO DE SENTIMENTO:

Segue-se um segundo desvio se a sensação perder seu freio apropriado da mesma maneira extrema. Uma pessoa que se curva em adoração perante o outro pode facilmente entregar-se a uma dependência ilimitada, até que seu próprio pensamento e vontade sejam arruinados. No lugar do conhecimento superior, um vazio e uma fraqueza miseráveis se tornariam o destino de tal pessoa. Mais uma vez, em um caso em que o sentimento é predominantemente preponderante, uma natureza demasiadamente cedida à piedade e à aspiração religiosa pode cair na extravagância religiosa que o carrega.

EXCESSO DE PENSARuma busca fria e sem amor pela sabedoria:

O terceiro mal é encontrado onde o pensamento é muito proeminente, pois então pode resultar uma natureza contemplativa hostil à vida e fechada dentro de si. Para tais pessoas, o mundo só parece ter algum significado, na medida em que lhes oferece objetos para a satisfação de sua sede ilimitada de sabedoria. Eles nunca são impelidos por um pensamento, seja para um sentimento ou para um feito. Eles são vistos como pessoas frias e insensíveis. Eles fogem de todos os contatos com as coisas da vida cotidiana, como de algo que os leva para a aversão, ou que perdeu todo o sentido para eles.

Por esta razão, o estudante não deve omitir nada que lhe assegure um controle duradouro sobre toda a sua natureza, promovendo uma completa harmonia em si mesmo.

Leonardo Maia

Fonte de pesquisa: Rudolf Steiner – Iniciação e seus resultados


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