SÉTIMA NOITE SANTA – 31 de dezembro


As 12 Noites Santas

SÉTIMA NOITE SANTA – 31 de dezembro

Texto: Edna Andrade
Narração: Mirna Grzich
Produção: Gabriel Lehto


A Virgem é a imagem terrestre da Alma Cósmica – Sofia, corresponde ao aspecto de nossa alma que permanece intocada pelas necessidades terrestres e que pode acolher e gerar o Espírito individualizado.


De novo temos o nascer do sol que anuncia o novo dia, e no final deste o cair da noite. Uma nova estrela brilha no céu emanando luz da Constelação da Virgem o portal do qual emanam as forças dos Kyriotetes, os Seres da Sabedoria, também chamados Domínios.

Na evolução, eles acordaram ao perceber a existência de outros Seres, para os quais criaram então o espaço do acolhimento. Estamos ainda no âmbito da segunda hierarquia, os Seres que acolhem e realizam os planos divinos.

As forças do Signo da Virgem configuraram o ventre, que é um aspecto físico do feminino que pode receber e gerar outro ser. A alma, a nossa vida interna também tem esta qualidade do feminino, de levar para dentro, de acolher no íntimo e de guardar a nossa essência, o nosso Eu.

A Virgem é a imagem terrestre da Alma cósmica, a Sofia, e ela é considerada virgem porque corresponde a um aspecto de nossa alma que permanece intocada pelas necessidades terrestres, e pode então acolher e gerar o Espírito individualizado em nós. Isto significa um estado de entrega e doação constantes, de cortesia e polidez.

Na sétima Noite Santa através do portal da Virgem recebemos os impulsos espirituais dos Kyriotetes, que são capacidades de criar o espaço para algo novo Ser gestado no íntimo, e de encontrar forças a partir do seu próprio interior, para fazer desabrochar a sua vida.

Nesta noite concentre-se, como faz a semente, na essência do que você quer realizar. Da região da Virgem, os Kyriotetes, Espíritos de Sabedoria, trazem a você a capacidade de encontrar forças a partir do seu próprio interior, para fazer desabrochar a sua vida.

Texto: Edna Andrade
Narração: Mirna Grzich
Produção: Gabriel Lehto


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SEXTA NOITE SANTA – 30 DE DEZEMBRO


As 12 Noites Santas

SEXTA NOITE SANTA – 30 DE DEZEMBRO

Texto: Edna Andrade
Narração: Mirna Grzich
Produção: Gabriel Lehto


Devemos aceitar nossas fraquezas para receber os impulsos espirituais para sua superação e transformação.


Temos o nascer do sol, a passagem de mais um dia e o cair da sexta Noite Santa. Uma nova estrela brilha no céu, irradiando da Constelação de Balança o portal através do qual emanam as forças espirituais dos Dynamis, também chamados de Virtudes, os Seres do Movimento! Continuamos no âmbito da segunda hierarquia.

Na evolução, os Dynamis acordaram ao perceber o que estava ocorrendo a sua volta, e atuaram criando um equilíbrio dinâmico, uma correta relação, uma permanente reciprocidade entre as coisas. Estar em desequilíbrio significa estar separado, não estar inserido na unicidade de todas as coisas. Suas forças configuraram a bacia, que é responsável pelo equilíbrio, no manter-se ereto.

No processo terapeutico biográfico, estudamos a expressão da Balança por volta dos 28 anos, que é o marco de mudanças entre as forças do passado que nos carregaram até aí e as forças do futuro que trazem a possibilidade de uma nova expressão da nossa individualidade através da nossa capacidade de transformar a herança da educação herdada.

Os Dynamis nos oferecem a possibilidade de colocar as influências do passado e as possibilidades do futuro, o dentro e o fora, os processos de fusão e de separação, em uma correta relação de reciprocidade, em um equilíbrio dinâmico.

Na sexta Noite Santa, através do portal da Balança, recebemos dos Dynamis, ou Virtudes, os impulsos espirituais para desenvolver o equilíbrio interior e conseguir conter as forças de dispersão, para que tenhamos uma vida coerente e harmoniosa.

Nesta noite reconheça quais os pontos de equilíbrio de sua vida. Da região de Libra, os Dynamis, Espíritos do Movimento, trazem a você a capacidade para equilibrar na alma as forças de dispersão e ter uma vida coerente e harmoniosa.

Texto: Edna Andrade
Narração: Mirna Grzich
Produção e direção: Gabriel Lehto


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QUINTA NOITE SANTA – 29 DE DEZEMBRO


As 12 Noites Santas

QUINTA NOITE SANTA – 29 DE DEZEMBRO

Texto: Edna Andrade
Narração: Mirna Grzich
Produção: Gabriel Lehto


Devemos aceitar nossas fraquezas para receber os impulsos espirituais para sua superação e transformação.


Nasce de novo o sol, atravessamos um novo dia e cai a noite e uma nova estrela brilha no céu irradiando da Constelação de Escorpião através da qual emanam as forças espirituais dos Exusiai, os Seres da Forma, também chamados de Potestades ou Poderes. Agora atingimos o âmbito da segunda hierarquia.

Eles também foram seres de um estado evolutivo anterior tão avançados em seu processo que podem acolher os planos divinos e torná-los manifestos, de forma que haja uma concordância entre a esfera macrocósmica da consciência do Cosmos e o nosso sistema Solar, que é uma expressão microcósmica onde a nossa existência humana está inserida, onde acontece a nossa biografia, humana.

Os Exusiai estão envolvidos nos processos de criação de um novo ser, na transformação de uma forma em outra, na metamorfose constante da substância.

Na Bíblia eles são chamados de Elohins, e no corpo humano as forças de Escorpião configuraram os genitais a partir dos quais é possível a procriação ou seja, a criação de um novo ser físico.

Estamos no âmbito das forças sexuais, que são as forças que oscilam tanto para o egoísmo mais absoluto, aquilo que pode ser caracterizado como o mal, porque ao oferecer a possibilidade da maior satisfação imediata podem subjugar o humano ao nível do animalesco.

Mas que também trazem uma das maiores possibilidades para a superação do egoísmo e transcendência de forças. Se em Sagitário tínhamos a imagem de um cair e levantar constantes entre o animalesco e o humano, aqui temos a imagem de uma luta, na nossa vida interior, entre a morte e ressurreição.

E esta é uma luta muito individual, onde em liberdade oscilamos entre as sombras que obscurecem o nosso ser, os esconderijos onde vive o Escorpião venenoso, e as forças de expansão do Ser, representadas pela águia que se eleva às alturas e de lá contempla o Todo.

O Escorpião é então o signo das forças duplas, tanto destrutivas, retrógadas, que mudam constantemente de aparência e invadem a nossa alma trazendo caos à nossa vida, como é também portador de forças construtivas que têm a ver com transmutação constante e contínua superação, para que a substância divina, o Espírito, possa em nós ser plasmado de novo e sempre! No Apocalipse, esta característica de forças duplas é apresentada como a espada de dois gumes.

Nesta quinta Noite Santa, recebemos através do portal de Escorpião os impulsos espirituais dos Exusiai, ou Potestades, para aceitar por um lado as nossas fraquezas, e por outro lado receber os impulsos espirituais para a superação e transformação dessas forças.

Nesta noite procure ficar em paz consigo mesmo. Da região de Escorpião, os Exusiai, Espíritos da Forma, trazem a você a capacidade de renascer das crises e de todos os processos de perda, impotência, dor e desespero.

Texto: Edna Andrade
Narração: Mirna Grzich
Produção e direção: Gabriel Lehto


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QUARTA NOITE SANTA – 28 DE DEZEMBRO


As 12 Noites Santas

QUARTA NOITE SANTA – 28 DE DEZEMBRO

Texto: Edna Andrade
Narração: Mirna Grzich
Produção: Gabriel Lehto


Reavalie suas qualidades pessoais e sustente impulsos mais abrangentes que contenham metas espirituais.


Atravessamos mais um dia, cai a noite e uma nova luz brilha no céu irradiando da Constelação de Sagitário, de onde emanam as forças espirituais dos Arqueus, os Seres da Personalidade, também chamados de Principados. Isto significa que eles não só possuem um Eu como sabem que o possuem e através dessa consciência intensificada eles criam uma imagem de si no exterior. Eles projetam no exterior a força de sua luta interna que é a própria luta do centauro, do ser humano emancipado por um lado na sua inteligência mas por outro lado, em luta constante para superar suas forças animalescas, seus instintos selvagens, suas forças egoísticas.

Os Arqueus são considerados os Espíritos do Tempo porque essa luta é a própria luta do desenvolvimento humano no nosso tempo, abrangendo algo que ultrapassa todas as etnias e se torna uma influência cultural na nossa civilização.

Aqui a tarefa anterior dos Arcanjos, que era proteger a sabedoria cósmica das intenções egoístas é ampliada pelos Arqueus, estando expressa no desafio da nossa civilização moderna na luta entre o materialismo exacerbado e a preservação dos recursos naturais.

No portal sul da Catedral de Chartres, a escultura de Micael preside as 3 hierarquias. Rudolf Steiner constantemente se refere a ele como o Regente desta nossa Época, com a missão de dominar o Dragão, o ser mítico representado pelo nosso intelecto, quando a sabedoria cósmica é apropriada através da compreensão das leis, através da ciência natural e precisa ser colocada no mundo de forma mais ampla para o bem de todos. Tanto no aspecto pessoal de construção da personalidade como neste aspecto temporal, esta luta representa um cair e levantar constantes.

Nesta quarta Noite Santa recebemos através do Portal do Sagitário os impulsos espirituais dos Arqueus, também chamados de Principados, para o fortalecimento da personalidade, de forma que tenhamos forças de estabelecer e sustentar impulsos mais abrangentes na nossa vida que nos orientem para o futuro e que contenham metas espirituais para a nossa existência.

Nesta noite reavalie as suas qualidades pessoais. Da região de Sagitário, os Arqueus, Espíritos da Personalidade, lhe trarão as forças da inteligência que erguem você, que sustentam você, e apontam a direção do futuro. Eles injetam clareza no seu pensar para que você perceba e assuma o compromisso com o que há de melhor em você.

Texto: Edna Andrade
Narração: Mirna Grzich
Produção e direção: Gabriel Lehto

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TERCEIRA NOITE SANTA – 27 de dezembro


As 12 Noites Santas

TERCEIRA NOITE SANTA – 27 DE DEZEMBRO

Texto: Edna Andrade
Narração: Mirna Grzich
Produção: Gabriel Lehto


Anseie pelo bem de todos. Fortaleça sua personalidade através da expansão da luz e autonomia de sua inteligência.


Atravessamos mais um dia, cai a noite e uma nova luz brilha no céu irradiando da Constelação de Capricórnio o terceiro degrau nesta escada espiritual. Deste portal emanam para nós as forças espirituais dos Arcanjos. Os Arcanjos são denominados Seres da Luz.

Rudolf Steiner os descreve na Ciência Oculta como aqueles seres que durante a evolução acordaram ao enxergar o seu próprio reflexo no exterior. Quando eles doaram sua própria essência, essa sua essência era a própria Luz que se irradiou para os quatro cantos do universo.

A luz dos Arcanjos é representada hoje em nós pela nossa inteligência, que se irradia para o meio ambiente e se torna consciente de sua própria existência, para nós mesmos e para o mundo.

Os Arcanjos se tornaram, na evolução, guardiões da inteligência cósmica, com a missão de proteger o amor divino contido na Inteligência que criou e transformou tudo em sabedoria para o bem de todos.

Nesta terceira Noite Santa recebemos através do Portal da Constelação de Capricórnio os impulsos dos Arcanjos para o fortalecimento da nossa personalidade através da expansão da luz e autonomia da nossa inteligência.

Nesta noite anseie pelo bem de todos. Elevando a alma às alturas espirituais e unindo –se ao ser do Cristo, a visão do seu lugar no mundo e do que você precisa realizar se tornará mais clara. Da região de Capricórnio, os Arcanjos, espíritos das cosmovisões, trarão coragem para você alcançar suas metas.

Texto: Edna Andrade
Narração: Mirna Grzich
Produção: Gabriel Lehto


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SEGUNDA NOITE SANTA – 26 de dezembro


As 12 Noites Santas

SEGUNDA NOITE SANTA – 26 DE DEZEMBRO

Texto: Edna Andrade
Narração: Mirna Grzich
Produção: Gabriel Lehto


Devemos enxergar e permanecer fiéis aos nossos ideais, que apontam para onde devemos seguir.


Nasce o Sol, atravessamos o segundo dia, cai a noite e uma nova luz brilha no céu irradiando da Constelação de Aquário o segundo degrau desta escada espiritual. Deste portal emanam para nós as forças espirituais dos Anjos.

Os anjos são representados pela figura de um ser que derrama a água, o símbolo da vida, e assim eles também são chamados de “Filhos da Vida”.

Eles são os seres espirituais imediatamente superiores a nós, mantendo conosco uma relação próxima. Os encontramos logo cedo no nascimento, quando “parecemos anjos”, nosso corpo vital ainda muito latente, cheio de vida.

Na nossa infância eles são chamados de “Anjo da Guarda”. São representados em todas as culturas protegendo uma criança dos perigos, sendo o seu guia e como guia permanecem ao longo de toda a vida.

Quando estamos em dúvida em relação a que caminho seguir, “Perguntamos a nosso anjo da guarda” sobre qual decisão tomar.

Na vida adulta ele se transforma em nosso Guia Espiritual, nosso verdadeiro Self . “Assim deverás ser” nos fala no íntimo, transmutando contínuamente forças vitais em forças de consciência, fazendo surgir nos pensamentos as imagens orientadoras para a nossa vida.

Nesta segunda Noite Santa recebemos através do Portal da Constelação de Aquário os impulsos dos Anjos para que possamos enxergar e permanecer fiéis aos nossos ideais. Os nossos ideais iluminam e protegem o nosso caminho e apontam para onde devemos seguir.

Nesta noite pense no que você quer alcançar neste ano que se inicia e olhe também para o seu estado de saúde. Da região de Aquário, o Anjo que tem sido o seu Guia Espiritual através de suas sucessivas vidas, irá iluminar suas metas individuais para este ano que se inicia. Ele também vai fortalecer a qualidade pessoal para você se tornar o agente da sua própria saúde.

Texto: Edna Andrade
Narração: Mirna Grzich
Produção: Gabriel Lehto


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PRIMEIRA NOITE SANTA – 25 de dezembro


As 12 Noites Santas

PRIMEIRA NOITE SANTA – 25 DE DEZEMBRO

Texto: Edna Andrade
Narração: Mirna Grzich
Produção: Gabriel Lehto


Tomar o destino nas próprias mãos é a condição básica para alcançar a liberdade, meta para a qual nos destinamos como seres individualizados.


Soam as 12 badaladas da meia noite anunciando o Natal. Vem a aurora, atravessamos o dia, cai a noite e uma luz se acende no céu irradiando um brilho que emana da Constelação de Peixes e ilumina a primeira vigília santa.

Estamos no primeiro degrau da escada que está assentada na esfera humana terrena, na dimensão da existência do Anthropos – o ser da liberdade.

A liberdade é uma das duas principais forças espirituais que nos foram destinadas a conquistar ao longo da vida. A outra força é o Amor, força espiritual que conquistamos ao final da escada.

A sabedoria antiga nos conta que foram as forças espirituais de Peixes que configuraram os pés humanos. Quando observamos os pés, verificamos que eles têm a forma de uma abóboda, que vai propiciar a verticalização da coluna e o andar ereto, primeiro grande aprendizado da vida. Quando criança nos arrastamos, engatinhamos e finalmente nos erguemos e nos apoiamos nos próprios pés, superando as forças da gravidade. Isso significa uma grande conquista, e a condição para o desenvolvimento do pensamento. O pensar é o que diferencia o Humano dos outros reinos da natureza.

Ao longo da vida seguidamente fazemos uma analogia íntima com este fato: “Andar nos meus próprios pés, saber por onde ando”, “Seguir os meus próprios passos”, “Não vou andar nos passos de ninguém”, são expressões de uma correta relação com a Terra e com o destino em termos de liberdade pessoal.

Nesta primeira Noite Santa recebemos da constelação de Peixes os impulsos para nos firmarmos nos nossos próprios pés e nos erguermos, que são as condições básicas para alcançar a liberdade individual, a meta para a qual nos destinamos, como seres individualizados.

Na madrugada ou ao amanhecer do dia 25, acenda uma vela. Deixe o silêncio e a devoção penetrarem na alma e a luz frágil da vela iluminar o seu espaço interno, e que na vivência do seu próprio Eu, a verdadeira luz solar do Eu do Cristo se faça presente.

Nesta noite, da região de Peixes, os sábios da Humanidade derramam suas bênçãos de sabedoria sobre você. Eles formam um círculo protetor a sua volta, emanando a força que você precisa para se firmar nos próprios pés e tomar seu destino nas próprias mãos. Abra os braços e as pernas formando com o próprio corpo uma estrela de cinco pontas e diga:

“Com firmeza eu ocupo meu lugar no mundo,
Com certeza eu caminho pela vida,
Com amor no íntimo do meu ser,
Com esperança em tudo que eu faço,
Com confiança no meu pensar,
Forças jorrem do meu coração.”

Texto: Edna Andrade
Narração: Mirna Grzich
Produção: Gabriel Lehto


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Titular: Leonardo André Fonseca Maia




AS 12 NOITES SANTAS – INTRODUÇÃO


AS 12 NOITES SANTAS – INTRODUÇÃO

Texto: Edna Andrade
Narração: Mirna Grzich
Produção: Gabriel Lehto


“As 12 Noites Santas representam a escada de expansão da Consciência Divina em nós…”

Sergei Prokofieff


AS 12 NOITES SANTAS – INTRODUÇÃO

Segundo uma antiga tradição cristã, as Doze Noites Santas é o período que vai da noite de Natal até o dia de Reis.

Através da Luz Espiritual que brilha das estrelas do Zodíaco, as bênçãos divinas se derramam sobre aqueles que oram e vigiam. Os sonhos nestas noites se tornam mensageiros do Espírito!

Quando se acendeu no céu a estrela há muito tempo esperada, os Reis Magos iniciaram a jornada até a Criança que seria o novo Sol do Mundo. Após doze noites, consideradas sagradas a partir de então, eles puderam alcançá-la e ofertar o incenso, a mirra e o ouro, em nome de toda a Humanidade, acompanhados dos votos de que o Espírito Divino pudesse viver no pensar, sentir e querer humanos.

Dos pés à cabeça podemos vivenciar a transformação, de pessoas terrenas e materialistas, em pessoas espiritualizadas, que olham o mundo com uma visão espiritual. Vislumbramos a escada de expansão da consciência, que ajuda a dar nascimento, no último degrau, ao Ser Divino em cada um de nós.

A cada Natal temos a chance de um novo nascimento. E a cada ano, a oportunidade de uma nova vida. Não podemos nos esquecer disso, pois precisamos urgentemente de forças espirituais, não apenas para cada um de nós individualmente, mas para toda a Humanidade.

Na meditação das noites santas, podemos colocar na alma as sementes da Esperança em relação aos doze meses do ano que entra. Meditando dos pés em direção à cabeça, podemos almejar a consolidação das forças do nosso ser e a transformação dessas forças em qualidades verdadeiramente humanas e sagradas.

As 12 badaladas da meia noite do Natal anunciam a vigília, que pode ser um preparo espiritual, como se as Noites Santas fôssem uma prévia dos 12 meses do ano que se inicia.

As inspirações recebidas das hierarquias espirituais nestas doze noites, através da meditação, injetam forças no desenvolvimento espiritual ao longo de todo o ano.

O Evangelho de Mateus nos remete aos mistérios espirituais da Antiguidade, etapa do desenvolvimento da humanidade na época do assentamento na região do Mediterrâneo, quando aqueles que eram iniciados desenvolviam a visão clarividente. Os corpos siderais eram vistos por eles como a manifestação de seres espirituais em atividade constante e contínua transmutação. A esse antigo estado de consciência clarividente está associado o surgimento da Astrologia, sabedoria baseada na analogia do movimento e posição dos astros com o destino humano. Ao fazermos a vigília das Noites Santas podemos retomar a jornada dos Reis Magos através da ligação com esta sabedoria, recebendo irradiações das 12 constelações do Zodíaco.

As hierarquias espirituais podem ser contempladas como esculturas, no portão sul da Catedral de Chartres, a mais importante catedral gótica da Idade Média. Neste portão, chamado de Portão da Transubstanciação, as hierarquias formam uma escada ascendente que representa o ensino espiritual.

O aluno vai de degrau em degrau se conectando a esses seres espirituais, que representam diferentes estados de Consciência. Neste aprendizado, o pensar e o sentir, integrados, se tornam órgãos de compreensão e de participação no mundo espiritual.

Os nomes das hierarquias se originaram de um manuscrito de Dionísio, o Aeropagita, que fundou a primeira escola esotérica cristã da Antiguidade. Dionísio, um iniciado nos antigos centros de mistérios gregos, renomeou os seres divinos, que eram chamados na Antiguidade como seres de Vênus, seres de Mercúrio e outros, a partir de uma revelação do Cristo feita a ele por Paulo de Damasco.

O Manuscrito escreve os nove níveis de seres divinos associados em grupos de três hierarquias que participaram da evolução da Terra e do ser humano.

A primeira hieraquia inclui os Serafins, Querubins e Tronos, que iniciaram a evolução.

Eles atuam a partir do divino, da esfera macrocósmica, que é denominada a esfera do Pai, de Deus, de Alá, do amor divino, do grande mistério, da doação cósmica. Eles são seres de um estado evolutivo anterior ao nosso, tão avançados em sua evolução que foram capazes de fazer fluir de si a sua própria substância, dando nascimento ao atual estado do nosso sistema solar.

A segunda hierarquia é formada pelos Kyriotetes, Dynamis e os Exusiai, ou Elohins. Eles também são chamados de Domínios, Virtudes e Potestades. Enquanto no processo de configuração do nosso Cosmos a primeira hierarquia atuou de fora, a segunda hierarquia, de dentro do processo, acolheu os planos divinos transformando-os em sabedoria, dando-lhes movimento e forma.

E por último a terceira hierarquia – os Arqueus, ou Principados, os Arcanjos e Anjos, próximos do ser humano, porque desenvolveram a sua essência nesta etapa evolutiva em que nós, Anthropos, nos encontramos, e na qual estamos destinados a nos tornar cocriadores da Evolução.

Rudolf Steiner, filosofo alemão que revelou a Antroposofia ao mundo, chamava a atenção para o fato de que o homem autoconsciente deveria reaprender a vivenciar as hierarquias na sua vida interna como realidades.

Ele diz que esses seres espirituais vêm ao nosso encontro quando nos preparamos para conhecê-los, e falarão à nossa alma primeiramente como pensamentos e sentimentos, e só então os perceberemos como realidades!

Sergei Prokofieff, um dos dirigentes mundiais da Antroposofia, descreveu o ensino espiritual de Chartres na tradição da vigília das 12 noites santas.

Ele delineia a escada de expansão da consciência, que ajuda a dar nascimento, no último degrau, ao Ser Divino em cada um de nós.

Prokofieff faz uma analogia entre este caminho de transformação e o processo de desenvolvimento descrito por Rudolf Steiner como o caminho de Jesus a Cristo.

Jesus nasce como a criança arquetípica, destinada a se desenvolver como um Ser Humano, de tal forma que possa acolher em si o Eu do Cosmo, no Batismo do Jordão. Este acontecimento místico derramará sua influência por sobre toda a história da Humanidade, como um grande arquétipo de desenvolvimento espiritual.

Texto: Edna Andrade
Narração: Mirna Grzich
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UM PEQUENO PASSO


UM PEQUENO PASSO

Leonardo Maia


Desejo à todos neste Natal um pequeno passo: que nossas certezas intransigentes não sobreponham nossa capacidade de amar ao próximo.


O evento central da Era da Terra ocorreu durante a época greco-romana, na Palestina. Era a encarnação de um Ser Espiritual muito elevado, chamado de “Cristo”, o Ser Solar – culminando nos eventos que cercavam a Crucificação: o “Mistério de Gólgota”. Este evento foi o ponto de virada da evolução da Terra, da descida do espírito à matéria, em direção à ascensão de volta ao Espírito, com os frutos obtidos da estada na matéria.

A encarnação de Cristo criou um momento decisivo, pois toda a evolução gira em torno deste evento central.

Sua doação é a forma do “EU” humano (consciência do EU) ao homem no ponto de virada do tempo. O ego aperfeiçoado de Cristo agora existe em uma forma etérica no reino suprassensível e pode se replicar para aqueles que desejam assumir esta forma perfeita.

Embora a humanidade como um todo ainda leve algum tempo para assumir o veículo aperfeiçoado da consciência Crística, já existem algumas almas mais avançadas neste processo que contribuirão com o alicerçamento do EU Crístico na entidade humana.

Desejo à todos neste Natal um pequeno passo: que nossas certezas intransigentes não sobreponham nossa capacidade de amar ao próximo.

Leonardo Maia


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NATAL – TEMPO DE CONCILIAÇÃO E FRATERNIDADE


NATAL – TEMPO DE CONCILIAÇÃO E FRATERNIDADE

Leonardo Maia


Seríamos capazes de superar a intolerância e divergências e caminhar juntos em direção a um propósito maior comum: a dignificação de todos os seres humanos?


Num momento em que estamos permeados pelo Espírito Natalino, onde sobram votos de paz, respeito e fraternidade e um sentimento de amor se faz presente em muitas almas, faço a pergunta: quão verdadeiro é este impulso fraterno universal em seu coração?

Percebemos que nosso amor universal não é tão universal assim no momento em que aqueles que estão fora do meu espectro de tolerância e acolhimento despertam em meu ser sentimentos baixos e obscuros que surgem na mera divergência de opinião e ideológica.

Hoje, acredito que nosso maior desafio é percebemos o sentimento de perdão e compaixão para com aqueles que estão mergulhados no obscurantismo, nas correntes de mentiras que alimentam sentimentos de ódio e indiferença para com o próximo, que perderam suas forças do coração.

Estes são os pobres que mais precisam de nós, porque se tornaram pobres de Espírito. Isso não invalida a luta contra a violência, luta pela dignificação do outro ser humano, pelo respeito ao caminho individual, pela justiça social e etc… pois é essencial o despertar da consciência e auto-responsabilidade.

Porém, a mágoa se mostra superior a nossas capacidades de perdão e amor – na menor das discordâncias, é liberada toda uma torrente de sentimentos áridos que se mostravam represados em nossas almas. E meus julgamentos e condenações são incontestáveis e vorazes, mostrando quão frágil e sutil, até mesmo irreal, é minha capacidade de amor altruísta e fraterno.

Identificação e parcialidade se tornaram necessidade de minha autoafirmação e nessa fragilidade, forças adversas atuam para alimentar um embate constante contra tudo e contra todos que fogem do meu delimitado espectro ideológico, onde meu ego se aprisionou. O embate e intolerância se manifesta naquilo que não se expressa na satisfação da certeza do meu ego: o verdadeiro caminho que todos devem seguir, porque eu sei a verdade. Então a desarmonia se faz presente até mesmo entre aqueles que tem uma busca autêntica em prol da dignificação de todos os seres humanos.

Em verdade, eu amo apenas aqueles que me reafirmam. Sequer sou capaz de perceber a moralidade e mesmo a força do coração daqueles que fogem das minhas concepções, pois “Eu sou o Caminho e a Verdade.”

“O amor é superior à opinião. Se as pessoas se amam, as mais variadas opiniões podem ser conciliadas(…) esta é uma das tarefas mais importantes para a humanidade hoje e no futuro: que os homens aprendam a conviver e se entendam. Se essa comunhão humana não for alcançada, toda conversa sobre desenvolvimento oculto é vazia.” – Rudolf Steiner

Por Leonardo Maia


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