A Cruz do Cristo: a intercessão de amor incondicional


A CRUZ DO CRISTO:
A INTERCESSÃO DE AMOR INCONDICIONAL


A cruz do Cristo é um símbolo arquetípico de conexão e vida. A horizontal humana se encontra com a vertical divina, em uma intercessão de amor incondicional. Quanto mais aprofundamos a relação com Deus, mais nos aproximamos do humano. Quanto mais humanos somos e servimos à vida ofertando ao outro com alegria e compaixão o que temos para dar, mais nos conectamos ao divino. É através da humanidade e do homem que Deus é reconhecido e experienciado. É na relação com o humano que o sagrado se manifesta.


Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:


 AJUDE A MANTER A BIBLIOTECA NO AR:




A DEGRADAÇÃO DO EU


A DEGRADAÇÃO DO EU

Leonardo Maia


Ou despertamos, nos tornamos dignos do pensamento consciente e conectamos esse pensar ao coração ou então…


2020… deve ser uma explosão de fúria das forças retrógradas, só pode. Talvez porque a nova geração não vai ser complacente com certos valores e tentarão domá-los.

Das duas, uma: ou isso passa ou viveremos num mundo pós apocalíptico a la MAD MAX ou mesmo 1984 (George Orwell) – o que eu acredito ser improvável, porque essa agenda anti-comunista (entenda-se comunista todo e qualquer um que questione o sistema, o “pensamento retrógrado” e seus valores ou os dos meus “senhores”) é uma completa degradação cultural, espiritual, intelectual e humanitária, isso com uma sociedade com desenvolvimento tecnológico extremamente avançado, principalmente se equipararmos com o desenvolvimento da consciência coletiva. Isso sem contar com a desarmonia social e econômica gigantesca que atrapalha o desenvolvimento científico da sociedade como um todo…

As novas gerações não aceitarão tal degradação do EU – ações, pensamentos e sentimentos tão baixos, o desenvolvimento da consciência humana continuará na alma individual e a consciência planetária terá que acompanha-los, senão não teremos mais lugar aqui…

Ou despertamos, nos tornamos dignos do pensamento consciente e conectamos esse pensar ao coração ou então…

Leonardo Maia


Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:


 AJUDE A MANTER A BIBLIOTECA NO AR:




O Homem ideal


O HOMEM IDEAL

Rudolf Steiner

Fonte: Ciência Oculta


O Homem Ideal, está além de todas as tendências separatistas, busca a fraternidade universal. Possui o sentimento que essência humana mais profunda tem a mesma origem em todos, além dos interesses separatistas e genéricos.


Descrevemos as condições sob as quais a evolução da humanidade estava sujeita, desde o repovoamento da Terra durante o período lemurico. Vimos como a natureza anímica humana teve suas fontes em vários seres que, vindos de outros mundos, incorporaram os descendentes de antigos lêmures. A variedade racial é devido a isso. Quando as almas reencarnaram, manifestaram-se todos os tipos de interesses resultantes dos seus karmas. Enquanto isso acontecesse, o ideal de uma “humanidade universal” não poderia existir. O ponto de partida da humanidade foi a união, mas a evolução terrestre levou à diversidade.

Na figura de Cristo vivem as forças do sublime Ser Solar, e nessas forças é que cada eu humano encontrará sua origem e seu suporte … Quando o homem começou a entender – em princípio apenas mentalmente – que em Jesus Cristo se manifesta o Homem Ideal, além de todas as tendências separatistas, o cristianismo tornou-se o ideal de uma fraternidade universal. Surgiu o sentimento de que a essência humana mais profunda tem a mesma origem em todos, além dos interesses separatistas e genéricos. ”

Rudolf Steiner, A Ciência Oculta


Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:


 AJUDE A MANTER A BIBLIOTECA NO AR:




MATERNIDADE:TRANSCENDER O SI MESMO


MATERNIDADE:TRANSCENDER O SI MESMO

Leonardo Maia


A maternidade desperta uma força na mulher capaz transcender o si mesmo.


A maternidade desperta uma força na mulher capaz transcender o si mesmo. Uma devoção profunda manifesta-se. Mas existe algo oculto, o caminho anterior à maternidade, que transcende a consciência terrena da encarnação. Aquilo que não lembramos.

Por trás dela, pode existir um caminho de perdão, aceitação e amor, onde a devoção inconsciente pode se tornar uma devoção consciente através do reconhecimento mútuo entre mãe e filho construído ao decorrer da vida. Reconhecimento este capaz de curar as mais profundas das feridas, que podem ter suas raízes em tempos muito remotos: de caminhos, encontros e desencontros, erros e acertos de processos que estão além da consciência terrena desperta.

Pode ser um reencontro para o perdão, reconhecimento e o amor.

A Maternidade é cura.

Leonardo Maia


Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:


 AJUDE A MANTER A BIBLIOTECA NO AR:




SORATH – A ANTÍPODA DOS IMPULSOS CRÍSTICOS


SORATH – A ANTÍPODA DOS IMPULSOS CRÍSTICOS

Compilação de textos por Leonardo Maia

Imagem: Gilmar – cartunista das cavernas


“Sorath luta contra a futura espiritualização da Terra. É o próprio inverso do amor; a anulação do sentido de humanidade. É o processo de involução levado a um extremo de contração na matéria.” 


Rudolf Steiner disse que Sorath é o ‘demônio do sol da Revelação’, um grande poder maligno que deve falar, muito mais poderoso que Lúcifer (הילל) ou Ahriman (A Mainra Mainiiu) e previu que, após a virada dos milênios, as pessoas espirituais seriam capazes ver o gênio do sol, a visão etérica de Cristo. Em resposta, Sorath fomentará a oposição através de homens que são possuídos por ele, que têm naturezas fortes, línguas arrebatadoras, fúria destrutiva em suas emoções e rostos, que externamente aparecem como os dos animais.

Rudolf Steiner viu o final do século XX como um ponto culminante para a antroposofia e como um tempo crucial para a humanidade, especialmente por conta das forças que atuam para impedir o homem de perceber que seu ego global é o Cristo Etérico: uma sociedade humana mergulhada em uma espécie de pesadelo totalitário: cientistas oligárquicos paternalistas, tecnocratas, líderes religiosos, empresários e seus subordinados na política, nas forças armadas e na mídia. A tarefa da 5ª época pós-atlante, a da Alma da Consciência – para os indivíduos desenvolverem sua autonomia, sua consciência de si mesmos como seres espirituais e aplicar sua capacidade de pensar de maneira ética – seria então completamente frustrada:

– A subjugação de todos os interesses vivos e humanos ao mecanismo desumano e impessoal de busca de lucros ou ao poder econômico e político – ambos se situando acima da vida e dignidade humanas.

– Nacionalismo antagônico baseado na etnia, retrógrado e destrutivo.

– Política partidária dogmática, gerando ódio e hostilidade.

– A subjugação da vida cultural ao poder político e econômico – por exemplo, medicina, educação, pesquisa, jurisprudência criminal.

– uma atitude anti-intelectual, que socialmente subestima e despreza a arte, o belo, o intelecto e a espiritualidade.

Percebem alguma similaridade com o contexto atual?

Compilação por Leonardo Maia

Fontes de pesquisa:

  • Aspects of the Occult Significance of the Year 1998 – lecture given in Stourbridge, England 27.2.1998 to members of the -Anthroposophical Society in Great Britain
  • The Incarnation of Ahriman – When and Where? (seminar in the Basel Stadthaus, Basel, Switzerland)
  • SORATH (סורת) – The Sun Demon
  • The Advent of Ahriman

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:


 AJUDE A MANTER A BIBLIOTECA NO AR:




Quem é o antropósofo?


QUEM É O ANTROPÓSOFO?

Daniel Hindes

Fonte: Palabra de Rudolf Steiner no Facebook

Tradução livre e nota: Leonardo Maia


“A concepção pelo EU e não pelo vislumbre: é o que exige a própria Antroposofia, pois é uma ciência para a Era da Consciência. Trazer a Luz para a manifestação do Espírito Vivo. Qualquer tentativa de desvincular a Ciência Espiritual com a vida real, com os fatos e acontecimentos do agora – que são o reflexo mais puro da manifestação do Espírito no tempo – é a caracterização da Antroposofia morta, estática e cristalizada em conceitos (Ahriman).” 


Quem, exatamente, se qualifica para o rótulo de ‘Antropósofo’? Essa questão pode ser abordada de vários ângulos, e a definição que você escolher dependerá da necessidade de seus motivos. Uma definição ampla poderia definir Antroposofista como alguém que encontra valor no trabalho de Steiner. Mas essa definição é muito ampla, pois incluiria muitas pessoas que poderiam discordar fundamentalmente de Steiner, apesar de, de alguma maneira, encontrar uma pequena parte de seu valioso trabalho.

Da mesma forma, definir como antroposófico quem é consumidor dos resultados práticos das idéias espirituais de Rudolf Steiner também é muito amplo, pois inclui quem compra regularmente Demeter, Weleda ou Dr. Hauschka, além de todos Pais Waldorf e qualquer pessoa que seja tratada em uma clínica antroposófica. Esses consumidores dificilmente podem ser chamados de “seguidores” de Rudolf Steiner. Para mim, um antroposofista é, no mínimo, alguém que estuda ativamente o trabalho de Steiner. Mas mesmo essa não é uma definição completa, pois vários críticos muito hostis possivelmente se encaixam nessa descrição também. Se uma pessoa é ou não um antroposofista, é uma questão de atitude interior em relação ao trabalho de Steiner enquanto o estuda ativamente. Se você sente um tipo de entusiasmo caloroso, faz parte do caminho para encontrar minha definição.

Outra maneira de abordar a questão seria: quem os antropósofos reconheceriam? Aqueles que se qualificam seriam aqueles que geralmente aceitam a maioria dos ensinamentos de Rudolf Steiner, ou pelo menos estão entre aqueles que não rejeitam ativamente partes significativas dele. Isso desqualifica aqueles que escolhem trechos do trabalho de Rudolf Steiner e criam sua própria filosofia de superioridade racial, pois, ao fazê-lo, rejeitam os princípios centrais de Steiner de tolerância racial, nacional, étnica e cultural.

Isso também desqualifica aqueles que passam por uma fase mais curta ou mais longa de suas vidas, na qual são partidários entusiásticos da Antroposofia, apenas para depois rejeitá-la, seja por negligência ou ativamente se voltando contra ela. Pode-se dizer que eles tiveram uma fase antroposófica em suas vidas, mas a descrição ‘Antropósofo’ não pode ser aplicada de maneira justa para descrever sua vida como um todo.

Se limitarmos nossa definição àqueles que demonstraram apoio entusiástico contínuo aos ensinamentos de Antroposofia e Rudolf Steiner, em sua totalidade e não apenas em partes, estaremos nos aproximando de uma definição justa de “Antropósofo”.

Daniel Hindes

Fonte: Palabra de Rudolf Steiner no Facebook

Tradução livre: Leonardo Maia

NOTA de Leonardo Maia:

Eu ainda acrescentaria um outro “antropósofo” a ser observado dentro desta reflexão: os que seguem cegamente tudo colocado por Steiner sem uma concepção real – configurando o aspecto doutrinário da Antroposofia. Isso não é desvalidar a conceituação de Steiner, mas sim, a validar a sua concepção pelo EU e não pelo vislumbre – que é o que exige a própria Antroposofia, pois é uma ciência para a Era da Consciência.

Essa tendência a seguir cegamente (inconscientemente) cada aspecto trazido por Steiner é um reflexo Ahrimânico, descrito inclusive por Steiner, onde as palavras se tornam literais e as pessoas se tornam incapazes de compreender o significado espiritual da Antroposofia, o que configura aquelas que trazem intelectualmente seus conceitos mas são incapazes de trazer vida ao Espiritual da “Ciência do Espírito”. Essa é a Antroposofia morta, estática e cristalizada em conceitos (Ahriman).

Este “Antropósofo” sabe tudo sobre Steiner e a Antroposofia, mas se torna incapaz de trazer sua Luz para a manifestação do Espírito Vivo – correlacionar a Ciência Espiritual com a vida real, com os fatos e acontecimentos do agora, que é o reflexo mais puro da manifestação do Espírito no tempo. Inclusive sua atuação no mundo se torna, muitas vezes, incoerente com a própria Antroposofia, pois ela se tornou apenas conceitual…


Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:


 AJUDE A MANTER A BIBLIOTECA NO AR:




A espiral da Fraternidade


A ESPIRAL DA FRATERNIDADE

Rudolf Steiner

Comentários de Leonardo Maia


“O amor fraterno atua por sobreposição: cada pequeno passo é a ampliação da espiral de amor. O Amor Universal é o religare – a sacramentação de toda a Manifestação, a conexão com o divino em nós.”


“As pessoas que trabalham juntas em uma espécie de fraternidade são magos, porque atraem seres superiores ao seu círculo. Quando alguém trabalha em comunidade a partir do amor fraternal, seres superiores efetivamente se manifestam.

Ao entregarmos-nos à fraternidade, esta doação de nós mesmos, este fundirmo-nos em uma totalidade resulta em um fortalecimento de nossos órgãos.

Logo, ao falar ou atuar como membros de tal comunidade, não é o humano individual que atua ou falar em nós, mas o Espírito da comunidade.

Este é o segredo para o progresso da humanidade do futuro, trabalhar através de comunidades.”

Rudolf Steiner – A fraternidade e a luta pela existência

Nota por Leonardo Maia:

Lembrando que o amor fraterno atua por sobreposição:

Do amor egoísta (a mim mesmo) para o amor exclusivo à pequena família/pequeno grupo, para o amor à tribo/nação, para o amor à toda comunidade humana e para o Amor Universal – à toda a Manifestação.

Cada pequeno passo é a ampliação da espiral de amor.

O Amor Universal é o religare – a sacramentação de toda a Manifestação, a conexão com o divino em nós. Lembrando que a Manifestação está além da perspectiva material físico/sensorial.


Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:


 AJUDE A MANTER A BIBLIOTECA NO AR:




MOVIMENTO INTERROMPIDO


A INFLUÊNCIA DO MOVIMENTO INTERROMPIDO EM DIREÇÃO AOS PAIS

Constelação Familiar de Bert Hellinger

Fonte: IEVS – Instituto de Estudos Viver Sistêmico


“Quando crianças, nosso foco maior de segurança são nossos pais. Nesta presença, aquilo que nos dá medo ou insegurança perde a força. Uma sensação de abandono,  pode se tornar uma marca interna e acompanhar todos os seus movimentos durante a vida, em relação à sua família, seus relacionamentos, seu trabalho e a vida em si. Seja um porto seguro, esteja presente. ”


Tudo aquilo que acontece conosco têm a capacidade de criar imagens internas que nos influenciam por toda a vida, principalmente quando não conseguimos digerir e integrar aquelas experiências que foram difíceis.

Essa é uma realidade que também acontece na nossa fase adulta. Porém, quando isso acontece quando somos crianças, as sensações e sentimentos que resultam dela parecem ainda mais fortes. Nessa fase, nosso sistema físico e neurológico ainda está em formação e somos mais dependentes do meio e de nossa família para processar nossas experiências. E dependendo do grau de dificuldade do acontecimento, pode ser “demais” para uma criança.

Esse acontecimentos difíceis podem ser chamados de traumas. O movimento interrompido em direção à mãe e ao pai é um tipo deles.

Peter Levine descreve que trauma é tudo aquilo que aconteceu cedo demais, rápido demais ou forte demais. Isso significa que um trauma pode ser um evento que, para aqueles que olham de fora, aparenta ser “pequeno”.

Trauma é tudo aquilo que aconteceu cedo demais, rápido demais ou forte demais.

Porém, para uma pessoa (ou criança) que ainda não estava preparada para enfrentar certo acontecimento, como por exemplo uma ausência prolongada da mãe e que fez surgir nela a sensação de abandono, isso se torna uma marca interna que pode acompanhar todos os seus movimentos durante a vida, em relação à sua família, seus relacionamentos, seu trabalho e a vida em si.

O QUE SÃO MOVIMENTOS INTERROMPIDOS?

Quando crianças, nosso foco maior de segurança são os nossos pais. Nós precisamos deles e da segurança que eles nos proporcionam para experimentar o mundo que nos cerca.

Quando experienciamos algum perigo, ainda na infância, a primeira coisa que procuramos é o olhar e a presença de nossos pais, e em especial, nossa mãe. Neste encontro e nesta presença, aquilo que nos dá medo perde força, e seguimos nosso crescimento aproveitando da segurança que eles nos oferecem.

Movimentos interrompidos “acontecem” quando buscamos esta segurança e não encontramos, seja por uma ausência momentânea ou prolongada, por um mal entendido ou por um abandono de fato.

Nestas situações nós, enquanto crianças, experienciamos a sensação de estarmos sozinhos, sem nosso porto de segurança. Sentimos que estamos correndo risco de vida. E isto gera um forte impacto em nosso inconsciente.

A dinâmica que atua neste momento é de uma forte desconfiança da criança em relação aos pais. E como mecanismo de defesa contra esse sentimento, ela impede que novos movimentos de confiança sejam feitos em relação à eles. Uma decisão inconsciente, que Bert chama de movimento interrompido.

A INTERRUPÇÃO

O que acontece é que a criança evita construir um caminho de confiança em relação aos pais como forma de evitar a dor que ele sentiu ao experienciar o abandono. A sutileza aqui é que geralmente a sensação de abandono não está calcada em um verdadeiro movimento de abandono pelos pais, mas que a criança sentiu dessa forma.

Ela carrega este sentimento durante sua vida e geralmente este movimento somente se restaura através de um trabalho terapêutico ou de autoconhecimento. Isso porque a experiência emocional é tão forte na infância, e tão instintiva, que isto fica impresso no seu inconsciente, bloqueando outros movimentos de vida.

“Quando alguém que tenha sofrido a interrupção de um movimento precoce vai ao encontro de outra pessoa, digamos, de um parceiro, a lembrança daquela interrupção torna a aflorar, mesmo que apenas como memória corporal inconsciente. Então a pessoa torna a interromper o movimento, no mesmo ponto em que o interrompeu da primeira vez.” Bert Hellinger, no livro “Ordens do amor.”

A citação acima explica um dos principais exemplos de como nossas experiências na infância acabam por influenciar toda nossa vida, quando não nos dispomos a olhar para elas e buscar uma reconciliação com o que atua em nós.

ATRAVÉS DOS PAIS

Hellinger fala que quando vivenciamos esta dinâmica do movimento interrompido, a melhor forma que temos de buscar uma solução é através de nossa mãe, porque é geralmente a ela que este movimento é dirigido.

Ele orienta como podemos restabelecer este contato quando houve um movimento interrompido:

“Com crianças pequenas a mãe ainda consegue isso facilmente. Ela toma o filho nos braços, aperta-o amorosamente contra si e o mantêm pelo tempo necessário, até que esse amor, que tinha se transformado em raiva e tristeza, flua de novo abertamente para ela.” Bert Hellinger.

Com filhos adultos, Hellinger diz que também é possível uma mãe ajudar seu filho, porém é necessário que se regrida em suas sensações e emoções à época onde a interrupção do movimento aconteceu. Esta é uma sutileza que exige de ambos que se permitam retornar a um momento que para a criança foi doloroso, e que ainda reside no adulto que ele se tornou.

Quando o pai ou a mãe não estão mais disponíveis, pode ser trabalhado através de um processo terapêutico, por exemplo.

E QUANDO HÁ RESISTÊNCIA

Algumas vezes, os filhos resistem a estabelecer este movimento, seja por medo, seja por arrogância. Nestes casos, uma profunda reverência do filho aos seus pais ajuda a aliviar a rigidez desta resistência.

A reverência profunda é um movimento que atua no interior do adulto.

Reverenciar é um ato de reconhecimento de seu lugar em relação ao fluxo de vida que vem de seus pais. E ainda que de nada adianta dobrar-se fisicamente diante dos pais se isso não vier acompanhado de uma postura interna verdadeira, os efeitos são mais fortes quando se faz de forma visível e audível.

O que percebemos na grande maioria das constelações que conduzimos é que é isto que a criança/filho deseja. Muitas vezes, ele está apenas perdido no sentimento de medo e abandono que sentiu ao experienciar estes acontecimentos na infância.

Constelação Familiar de Bert Hellinger


Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:


 AJUDE A MANTER A BIBLIOTECA NO AR:




Os grandes contra os pequenos


OS GRANDES CONTRA OS PEQUENOS

Rubem Alves

Fonte: A grande arte de ser feliz


“Há adulto que tortura criança e chama de educação”

Rubem Alves


Vou contar uma estória que aconteceu de verdade. Sobre um menininho de oito anos, meu amigo. Passei, por acaso, na cidade onde ele mora. O avião chegou tarde. Seus pais foram me esperar no aeroporto. Enquanto íamos para casa perguntei:

– Então, e o Gui, como vai?

– Ah! Sua mãe me segredou, preocupada. Não vai bem, não. Na escola. O orientador educacional nos chamou. Problemas de aprendizagem, desatenção, cabeça voando, incapacidade de concentração. Até nos mandou para um psicólogo.

Fiquei surpreso. O Gui sempre me parecera um menininho alegre, curioso, feliz. O que teria acontecido?

Sua mãe continuou:

– O psicólogo pediu um eletroencéfalo…

Aí me assustei. Imaginei que o Gui deveria ter tido alguma perturbação neurológica grave, algum desmaio, convulsão…

– Não, não teve nada – a mãe me tranqüilizou. Mas o psicólogo pediu… Nunca se sabe… Até ele não aceitou o exame no lugar onde mandamos fazer. Pediu outro…

Fiquei imaginando o que deveria estar se passando na cabeça do Gui, pai e mãe indo conversar com orientador, entrevista com o psicólogo, depois aquela mesa, fios ligados à cabeça. Claro que alguma coisa deveria estar muito errada com ele. Tendo visto tantos desenhos de ficção científica na TV, é provável que ele tivesse pensado que, quando a máquina fosse ligada, os seus olhos iriam acender e piscar como luzinhas de diversões eletrônicas…

Quando acordei, no dia seguinte, estranhei. Não vi o Gui lá pela casa. Mas era sábado, dia lindo, céu azul. Com certeza estaria longe, empinando uma pipa, jogando bolinhas de gude, rodando pião, brincando com a meninada. Dia bom para vadiar, coisa abençoada para quem pode. Pelo menos é isto que aprendi dos textos sagrados, que o Criador, depois de fazer tudo, no sábado parou, sorriu e ficou feliz…

– Não, ele está estudando.

Foi aí que comecei a ficar preocupado. Assentadinho, no quarto, livro aberto à sua frente. Nem veio me dar um abraço. Ficou lá, com o livro. Cheguei perto e começamos a conversar. E ele logo entrou na coisa que o afligia:

– É, tenho de fazer quinze pontos, porque se não fizer fico de recuperação. E isto é ruim, estraga as férias…

Lembrei-me logo do ratinho preso na caixa. Se pular alto que chegue, ganha comida. Se falhar, leva um choque… O seu pêlo fica arrepiado de pavor, com medo do fracasso. Ficou doente. Fizeram-no doente.

Eu não sabia o que é que os tais quinze pontos significavam. Mas compreendi logo que eles eram o limite abaixo do qual vinha o choque. O Gui já aprendera lições não ensinadas: que o tempo se divide em tempo de aflição e tempo de alegria, escola e férias, dor e prazer… E a professora ainda queria que ele se concentrasse, e gostasse da coisa… Mas como? A cabecinha dele estava longe, o tempo todo, pensando em como seria boa a vida se a escola também fosse coisa gostosa. Desatenção na criança não quer dizer que ela tenha dificuldades de aprendizagem. Quer dizer que há alguma coisa errada com a escola, e que a criança ainda não se dobrou, recusando-se a ser domesticada…

Continuamos a conversa e ele começou a falar de uma forma estranha, que eu nunca ouvira antes. Vocês podem imaginar uma criança de oito anos falando em aclive e declive?

Pois é, não agüentei e interrompi:

– Que é isto, Gui? Por que é que você não fala morro abaixo e morro acima?

– Mas a professora disse…

Compreendi então. A pinoquização já se iniciara. Um menininho de carne e osso já não usava mais suas próprias palavras. Repetia o que a professora dissera…

Fiquei pensando em quem é que estava doente: o menino ou a escola…

Claro que o ratinho tem que ficar de pêlo arrepiado. Pois o choque vem… E eu pergunto se não está mais doente ainda quem dá o choque. Surpreendi-me com esta enorme e perversa conspiração entre a direção das escolas, os orientadores, os psicólogos. Todos unidos, contra a criança. O orientador, coitado, não tem alternativas. Se se aliar à criança, perde o emprego. Ele é o ideólogo da instituição, encarregado de convencer os pais, por meio de uma linguagem técnica, de que tudo vai bem com a escola e de que é melhor que eles cuidem da criança.

– Até que ela não é má. Só está tendo problemas. Seria bom levá-la a um psicólogo…

O psicólogo, por sua vez, fica atrapalhado. Que é que vai fazer? Desautorizar o diagnóstico de uma rara fonte de clientes? É melhor fazer um eletro. Fios e gráficos dão sempre um ar de respeitabilidade científica a tudo…

Lembrei-me da velhíssima estória do cliente que chegava ao analista e dizia:

– Doutor, tem um jacaré debaixo da minha cama!

– Sua cama não está na beirada da lagoa, está? Então não há jacaré nenhum debaixo da sua cama. Volte para casa, durma bem…

E assim foi, semana após semana, até que o tal cliente não mais voltou. O analista ficou feliz. O tipo devia ter-se curado da estranha alucinação. Até que, um dia, encontrou-se na rua com um amigo do homem do jacaré.

– Então, e o fulano, como vai? Sarou de tudo?

– Mas o senhor não soube do acontecido? Ele foi comido por um jacaré que morava debaixo da sua cama…

Há muitas escolas que não passam de jacarés. Devoram as crianças em nome do rigor, de ensino apertado, de boa base, de preparo para o vestibular. É com essa propaganda que elas convencem os pais e cobram mais caro… Mas, e a infância? E o dia que não se repetirá nunca mais? E os sonos freqüentados por pesadelos de quinze pontos, recuperação, férias perdidas e palavras de ventríloquo? Escolas- jacarés, que as crianças têm de freqüentar, e quando começam a demonstrar sinais de pavor diante do bicho, tratam logo de dizer que o bicho vai muito bem, obrigado, que é a criança que está tendo problemas, um foco cerebral com certeza, neurologista, psicólogo, psicanalista, e os pais vão, de angústia em angústia, gastando dinheiro, querendo o melhor para o filho…

Quanto a mim, considero que isso não passa de crueldade dos grandes contra os pequenos. Torturá-los agora, em benefício daquilo que eles poderão ser, um dia, se caírem nas armadilhas que os desejos dos grandes para eles armam…

Não, Gui, fique tranquilo. Está tudo certinho com você. São os outros que deveriam ser ligados a fios elétricos até que os seus olhos piscassem como se fossem lâmpadas de brinquedos eletrônicos…

Rubem Alves


Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:


 AJUDE A MANTER A BIBLIOTECA NO AR:




EU TAMBÉM ESTOU CANSADO…


HOJE EU ESTOU CANSADO…

Texto do Dr. Adriano Vendimiatti – médico emergencista

Fonte: https://www.facebook.com/adriano.vendimiatti

Comentários de Leonardo Maia


Os números estão virando pessoas conhecidas… e daí? E daí sim, todo mundo vai ter uma tragédia para chamar de sua.


Deixo aqui o relato do Dr. Adriano Vendimiatti – médico emergencista, cujo perfil é verdadeiro:

“Hoje eu estou cansado.

Atendi no setor próprio para gripe/Covid o dia todo. Pessoal chama de “gripário”. Devo ter mandado para casa pelo menos 20 pacientes que com certeza estão com Coronavírus, 5 deles colegas da saúde.
O serviço não é pesado, mas estou moído, com dores nas costas que não passam.

Sabe por que?

Estou cansado de dizer aos pacientes que não podemos testa-los. Que eles terão de conviver com o medo e a insegurança por mais duas semanas até os sintomas cessarem, sendo bombardeados todos os dias com noticias de mortes e sequelas, sempre se perguntando “eu sou o próximo?”.

Cansado de não ter o que prescrever, de ter de responder perguntas e mais perguntas sobre cloroquina, annita e anticoagulantes, perguntas essas que nem eu nem ninguém tem a resposta ainda. E para cada paciente que eu prescrevo algo sempre fica o medo ou o remorso de não saber se pequei por excesso ou por falta.

Cansado de ver os números aumentarem. De a cada dia mais e mais leitos “normais” serem convertidos em leitos Covid, sabendo que um dia não vai ter onde colocar esses pacientes.

Cansado da descrença de pacientes e colegas, que ainda hoje dizem que exageramos nas medidas, que a mídia aumenta, que governador infla estatística para derrubar o presidente, que estão falsificando atestado de óbito, que no final não vai ser tão ruim assim.

Cansado também de gente dentro e fora do hospital tirando sarro de que tem pronto-socorro vazio, sem entender que não deixamos os covids no ps, e que se o isolamento social funciona tem menos acidentes, brigas, etc, e por isso o ps está “vazio”.

E cansado de dizer que se tivéssemos em dias “normais” a saúde já teria colapsado.

Cansado de combater fake news, aqui, nos grupos de WhatsApp, nas conversas, até mesmo nas consultas, repetindo inutilmente o mantra “pesquise antes de postar”.

Cansado de ter de me paramentar inteiro como se fosse para guerra (na verdade, estou indo) tendo que passar sede ou segurar para ir no banheiro porque quando tiramos o EPI é que corremos o maior risco de se contaminar.

Cansado também de não saber até quando vamos ter os EPIs.

E, por último, cansado de não saber quando eu vou pegar (porque eu vou) nem de como vai ser, se vai ser grave, se vou ser entubado, se vou sobreviver. Pior do que tudo, se vou passar isso para a minha família, para quem eu amo.

O Brasil, subnotificado, sem testes, colhendo exames só de quem é internado (e ás vezes perdendo esses exames por mal transporte ou mal armazenamento), o Brasil que está a cegas, que não sabe quantos casos tem de verdade, contabilizou 70.000 casos (5.000 só hoje) com 5.000 mortes, 400 hoje. Mais mortes que a China, mais mortes por dia que Itália, França ou Espanha.

Mas, como somos 230 milhões, você não vai sentir isso na pele. Mesmo que fossem 700.000 casos e 50.000 mortes a grande chance de você não ter pego ou ninguém da sua família. Mas um dia vai ser 1 milhão, 10, 20. E daí sim todo mundo vai ter uma tragédia para chamar de sua.

Mas, quer saber? Estou cansado de dizer isso também.”

Dr. Adriano Vendimiatti – médico emergencista (O perfil pode ser verificado no link da fonte)

Feia demais a situação em que nos colocaram, do ponto de vista ético, moral e social… e pior, a oposição a este governo fica lutando contra barbáries e absurdos, além de tentar expor as sujeiras, mentiras e manipulações que eles ficam fazendo, ou seja, não existe um movimento de governança, existe basicamente uma luta. Eles querem imputar uma ideia que todos são comunistas e querem roubar nossos bens, criar uma ditadura autoritária, roubar, destruir valores morais e cristãos para impor uma agenda econômica que os beneficia e seus financiadores, além de seus fanatismos pessoais – os quais alimentam ódio, preconceitos, ignorância, desrespeito, violência e etc contra vários grupos: Comunista é o novo negro, judeu, gay, bruxa, pagão, muçulmano e etc… no sentido do preconceito e marginalização, ou até mesmo, bem além, no sentido de extermínio. Têm como inimigos os educadores, os artistas, a cultura, os pensadores, os cientistas, os ativistas sociais, os humanistas… (tudo comunista).

E, infelizmente, temos várias pessoas, uma grande massa, que são suscetíveis à tais ideias e ideais… ou mesmo que se identificaram com elas, e então encontraram forças e apoio para “sair do armário”. Estas são as subconsciências que estão alimentando os impulsos que degradam os valores e as perspectivas da humanidade.

Esta semana o Governo Bolsonaro excluiu humanas de edital de bolsas de iniciação científica, ou seja, estudantes de graduação de áreas como educação, direito, economia, ciências sociais e filosofia não poderão acessar as 25 mil bolsas oferecidas. Por que? Porque tudo que pode se opor à ideologia do governo deve ser combatido. Já trouxe aqui o pensamento do Ministro da Educação, demostrado em uma resposta a um estudante de filosofia que perguntou sobre o corte de bolsas da área de humanas:

“Neném ficou bravo? Acabou a mamadeira? Tira o alargador da orelha, toma um banho, arruma um trabalho e você pode estudar o “lixo” que quiser! COM O SEU DINHEIRO! Não com o dinheiro dos nossos impostos.” – Ministro da Educação Abraham Weintraub (Twitter)

Detalhe que esse “lixo” que ele menciona são as ciências humanas e, no caso específico, filosofia.

Um Ministro da Educação que é contra o pensamento… que pejora as ciências humanas. Aliás, este é o perfil da grande maioria dos escolhidos do governo. Os artistas são vagabundos que querem mamar nas “tetas do governo”. Assim como ativistas sociais, ambientais, ongs e etc…. os professores são doutrinadores e todos são inimigos.

E para os antropósofos que apoiam o governo, deixo aqui uma revelação: isto não é Antroposofia, aliás vai totalmente contra tudo que Rudolf Steiner trouxe. E não adianta falar de comunismo e socialismo, ou Lula e PT, isto é sobre altruísmo, compaixão, reverência à vida, dignidade do próximo, respeito, liberdade, consciência (pensar por si) e acima de tudo: Amor.

Cada dia é uma mentira nova espalhada nas redes por robôs, para dissolver a percepção da realidade e alicerçar intrigas e mentiras nestas subconsciências que os apoiam…

Por exemplo, esta semana, Christopher Bouzy, o criador do BotSentinel – sistema de verificação de hashtags alimentadas e movimentadas por robôs e contas inautênticas no TWITTER – se diz surpreso com o volume de tags bolsonaristas movimentadas por robôs…

Essa difusão de mentiras ocorre sistematicamente para manipular as subconsciências e gerar movimentos específicos para a manutenção de suas agendas e o volume é gigantesco, além de ser foco quase que exclusivo de um grande volume de funcionários do governo (inclusive filhos do presidente) para doutrinar a população com suas ideias e inverdades, funcionários estes que deveriam estar buscando soluções para os problemas reais do país.

Agora me perguntem, o que isso tem a ver com Antroposofia? Eu respondo com toda a segurança: tudo. A Antroposofia foi criada com uma perspectiva de ajudar no caminho para o futuro da humanidade e sua evolução e isto que está ocorrendo vai contra tudo que ela coloca.

Eu também estou cansado…

Leonardo Maia


Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:


 AJUDE A MANTER A BIBLIOTECA NO AR:




CLOSE
CLOSE