PEDAGOGIA WALDORF: 10 PRINCÍPIOS DA FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO DE RUDOLF STEINER


PEDAGOGIA WALDORF: 10 PRINCÍPIOS DA FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO DE RUDOLF STEINER

Redação GreenMe


“Que nossas crianças caminhem ao sol livres e seguras de si ao se posicionarem no mundo.”

Leonardo Maia


1. ANTROPOLOGIA EVOLUTIVA

De acordo com Steiner, a educação deve ser totalmente dedicada às necessidades do desenvolvimento da criança. Fala-se, neste caso, da antropologia evolutiva, que não busca a qualificação profissional e a produtividade econômica, como a educação vem sendo exigida e colocada desde a sociedade industrial. A criança, crescendo, vai aprender a compreender qual será o seu papel no mundo sem qualquer imposição dos pais, das escolas e da sociedade em geral.

2. A IMPORTÂNCIA DAS ARTES

Steiner acreditava que o aprendizado congitivo-intelectual não deveria ser predominante em relação às matérias artísticas, criativas e artesanais. Sendo assim, a pedagogia Waldorf dá bastante espaço para as artes em vez de se basear apenas no clássico estudo sobre os diferentes temas. Elementos artísticos e expressivos devem estar presente em cada aula. Fala-se de “educação artística”.

3. O AMOR PELA NATUREZA

A educação Waldorf ensina às crianças o amor à natureza e ao meio ambiente. Assim, o local ideal para a educação das crianças seria o ambiente rural, quase bucólico. A pedagogia Waldorf dá grande importância à agricultura e à origem dos alimentos, sendo muito valorizadas as agriculturas orgânica e biodinâmica.

4. INTELIGÊNCIA MANUAL

Os ensinamentos práticos da educação Waldorf estão ligados principalmente ao desempenho das tarefas manuais. As crianças, por exemplo, são incentivadas a participarem de oficinas criativas onde a importância da educação artística é dada através do ensino de atividades práticas, tais como o tricô. O trabalho manual tem um valor educativo elevado porque a coordenação mãos-olhos mantém o cérebro em grande atividade.

5. AS CRIANÇAS APRENDEM ATRAVÉS DE IMAGENS

Crianças em idade pré-escolar ainda não têm conceitos abstratos às suas questões filosóficas, por isso as imagens são muito importantes. A imaginação da criança é cultivada através das imagens que também estimulam a sua capacidade de representação. Os contos de fadas contados para as crianças são acompanhados por imagens ligadas ao mundo da fantasia. Imagens são usadas também para ensinar as crianças a escreverem e fazem parte do modo de falar do professor que usa, por exemplo, “um cadeado sobre a boca” em vez de dizerem ”façam silêncio”.

6. O PAPEL DOS CONTOS DE FADAS

Steiner argumentava que as crianças precisam dos contos de fadas. Ele ressaltava a importância de contar às crianças os contos populares, locais e do resto do mundo, porque os contos não apenas representam um patrimônio cultural inestimável, mas também porque representam um instrumento essencial para o crescimento das crianças, com suas histórias de obstáculos e provações que desenham as etapas da viagem que a criança terá de enfrentar na vida. Os contos de fadas dão conforto às crianças e contribuem para o desenvolvimento da imaginação e da compreensão das suas emoções.

7. AS BONECAS WALDORF

As bonecas Waldorf são feitas à mão, são macias e ajudam a criança a desenvolver a imaginação. A sua principal característica é a má definição de seus detalhes faciais pois a boneca precisa deixar espaço para a imaginação da criança. Desta forma, as crianças podem associar às bonecas, as emoções e expressões que elas preferirem. Para Waldorf as bonecas também são consideradas uma ferramenta importante para facilitar a criança no diálogo consigo mesma.

8. PEDAGOGIA CURATIVA

Steiner criou uma abordagem educativa original, a pedagogia curativa, que visa acompanhar o processo de evolução da criança e do adolescente, considerando as necessidades específicas de cada etapa do desenvolvimento e, principalmente, nos momentos em que estes se deparam com os obstáculos e as dificuldades da vida. Também chamada de educação terapêutica e terapia social, o método também considera as imperfeições físicas, psíquicas e espirituais dos indivíduos.

9. EMULAÇÃO E EXPERIMENTAÇÃO

As crianças aprendem por imitação, como quando imitam as atividades de seus pais, e através da experimentação, isto é, se passando em primeira pessoa pelas experiências, o tanto quanto possível.

10. PROFESSORES SÃO EDUCADORES

Nas escolas Waldorf, os professores são verdadeiros educadores, particularmente nos primeiros oito anos de escola, durante os quais permanecem responsáveis pela mesma classe. Também é dada muita importância ao ensino de língua estrangeira a partir do primeiro ano da escola. O ensino das línguas é feito através de jogos, conversas e performances.

A pedagogia Waldorf é a abordagem educativa desenvolvida pelo filósofo alemão Rudolf Steiner a partir de 1919. As escolas Waldorf, também chamadas de escolas steinerianas, estão presentes em mais de 60 países e são consideradas um dos maiores movimentos educacionais independentes do mundo.

A abordagem educacional da escola Waldorf abrange o intervalo de idades entre a pré-escola e os dezoito anos. Rudolf Steiner, educador e filósofo, é o fundador da antroposofia, da medicina antroposófica e da pedagogia Wardolf.

As primeiras escolas de Steiner nasceram na Alemanha após a Primeira Guerra Mundial e a escola de Stuttgart serviu de modelo para as escolas Waldorf subsequentes.

por Redação GreenMe


 RECEBA NOSSA NEWSLETTER:


FAÇA UM PIX E AJUDE A MANTER A BIBLIOTECA NO AR:

Chave Pix – CPF: 026.322.796-07
Titular: Leonardo André Fonseca Maia




O PERDÃO E OS NÍVEIS DE CONSCIÊNCIA


O PERDÃO E OS NÍVEIS DE CONSCIÊNCIA

Leonardo Maia


“Amar é humano.
Sentir dor é humano.
Ainda assim amar, apesar da dor, é puro anjo. “

Mevlana Rumi


Todos nós, na longa jornada de autodesenvolvimento, cometemos erros, pecados, atrocidades e injustiças de inúmeras naturezas… mas a própria vida, no decorrer do caminho, nos levará ao encontro do arrependimento, com a lei eficaz de carma, ampliando nossa consciência para nos tornar melhores seres humanos.

Qualquer um que tenha uma busca consistente de autodesenvolvimento, ao olhar para si mesmo dentro do próprio caminho, poderá perceber com clareza este processo individual rumo à maturidade espiritual…

Aos que estão com a consciência mais elevada, perdoar a si mesmo é o grande desafio, pois estas pessoas acabam carregando a culpa de seus erros com um peso muito grande, pois sua visão parte da sua ação para o todo, e não do todo para mim, como nas pessoas ainda imaturas espiritualmente, que se identificam mais como vítimas, onde sua visão tende a culminar em si próprio. Para estas pessoas, seu desafio acaba sendo perdoar o outro, pois têm uma grande tendência à autocompassividade para com suas falhas e um julgamento voraz perante a falha alheia.

Lembre-se: todos erramos…

Muitas vezes, as pessoas têm dificuldade de perdoar quem não segue sua filosofia ou doutrina, mesmo que ela dite algo contrário, como a necessidade de perdoar o próximo… por estarem muito identificadas com uma consciência coletiva, não discernem muito bem o correto do errado, muitos agem instintivamente e conectados ao corpo de desejos, sua concepção de moralidade está vinculada às regras doutrinárias, legislações ou senso comum do grupo com o qual se identifica e etc… Se o grupo ou doutrina diz que é certo, é certo. Se diz que é errado, é errado.

Podemos perceber em que etapa de maturidade está a humanidade olhando para a consciência das pessoas como um todo:

Alguns na animalidade, estado mais primitivo da alma, mais identificados com os desejos e instintos, com consciências coletivas.

Existe um grupo mais humanizado, mas ainda muito identificado com o ego. Sua percepção tendem a partir do todo para o Eu, tende a culminar em si próprio.

Existe ainda os que os mais espiritualizados, mais conectados com o Espírito, que têm ciência que os impactos que a vida têm são reflexos de suas próprias ações e tendem a ponderar sua ação perante o todo.

O perdão deve surgir da conscientização da capacidade do ser humano de corrigir suas deficiências e se tornar uma pessoa melhor, de se arrepender de seus erros, ponderando o impacto de suas ações sobre si e sobre os outros. Não significa esquecer, mas transcender. Honrar o caminho de aprendizado que cada ser humano possui, inclusive nós mesmos, para aqueles que têm dificuldade de perdoar a si próprios de seus erros. Lembre-se, os atos podem ser imperdoáveis, mas o ser humano não.

Não conseguir perdoar é uma carga que nós acabamos carregando, da mágoa, do ódio, da culpa ou seja qual for o sentimento que os atos em si tenham causado em nós, sejam dos outros em relação a mim (perdoar o próximo) ou meus em relações aos outros (perdoar a si mesmo).

Os atos podem ser imperdoáveis, mas os seres humanos não.

Leonardo Maia


 RECEBA NOSSA NEWSLETTER:


FAÇA UM PIX E AJUDE A MANTER A BIBLIOTECA NO AR:

Chave Pix – CPF: 026.322.796-07
Titular: Leonardo André Fonseca Maia




VERSO DE MICAEL


VERSO DE MICAEL

Rudolf Steiner


Temos de erradicar da alma todo medo e terror que o futuro possa trazer ao homem.
Temos de adquirir serenidade em todos os sentimentos e sensações a respeito do futuro.
Temos de olhar para a frente com absoluta equanimidade para com tudo o que possa vir. E temos que pensar somente que tudo o que vier, nos será dado por uma direção mundial plena de sabedoria.
Isto é parte do que temos que aprender nesta era, a saber viver com pura confiança, sem qualquer segurança na existência, confiança na ajuda sempre presente do mundo espiritual.
Em verdade nada terá valor se a coragem nos faltar.
Disciplinemos nossa vontade, e busquemos o despertar interior, todas as manhas e todas as noites.

Rudolf Steiner


 RECEBA NOSSA NEWSLETTER:


FAÇA UM PIX E AJUDE A MANTER A BIBLIOTECA NO AR:

Chave Pix – CPF: 026.322.796-07
Titular: Leonardo André Fonseca Maia




RELATIVIZAÇÃO DA MORTE

ORÁCULO DA SENDA DO CONHECIMENTO – clique aqui


RELATIVIZAÇÃO DA MORTE

Milene Mizuta


“Quando foi que você se tornou essa pessoa que relativiza mortes? Já pensou sobre isso?”


Que dia foi esse, que uma escolha sua partidária te fez questionar-se sobre a invariável verdade de que uma morte é por essência algo difícil e trágico?

Quando foi que você passou a justificar a morte de alguém, que assim como você tem família, tinha sonhos, desejos e amigos, com índices econômicos, que sejamos sinceros, você conhece muito mal e nunca havia dado real importância pra eles?

Quando foi que você começou ignorar os fatos, mentir pra si mesmo, minimizar a dor alheia?

Quando foi que você perdeu o senso crítico por vergonha da opção que fez e em detrimento disso se defende com um discurso desumano, incipiente, raso e burro?

Quando foi que você trocou o “sinto muito” por “você está exagerando”?

Quando foi que você se tornou essa pessoa que se desumanizou?

Eu espero que você encontre esse momento, dê um passo atrás, resgate-se, e devolva pra você mesmo sua dignidade.

Te desejo isso pelo seu bem, porque quando tudo isso passar, você vai ter que olhar pra trás e ver qual foi sua contribuição num dos momentos mais dolorosos da nossa geração, e se você enxergar o tamanho da crueldade de suas ações, temo pela sua sanidade mental, porque olhar pra si mesmo e ver o monstro que você se tornou vai doer e fundo.

E mesmo que ninguém seja tão cruel com você, quanto você está sendo agora, ninguém vai poder te salvar de você mesmo, e suspeito que depois de minimizar a dor de uma morte humana, nem mesmo você seja capaz de fazer isso por você.

Para seu calvário você vai viver tendo matado, sem nem ao menos ter a misericórdia de ser acusado desse crime, você vai ter que passar o resto da vida, se escondendo de você.

Que alguma coisa te salve, porque eu tenho compaixão de você.

Milene Mizuta – Aconselhadora Biográfica, fundadora do programa Líder de Si


 RECEBA NOSSA NEWSLETTER:


FAÇA UM PIX E AJUDE A MANTER A BIBLIOTECA NO AR:

Chave Pix – CPF: 026.322.796-07
Titular: Leonardo André Fonseca Maia




CATÁSTROFE MORAL

ORÁCULO DA SENDA DO CONHECIMENTO – clique aqui


CATÁSTROFE MORAL

Rudolf Steiner – GA 346


“A separação do quinto período do sexto se mostrará mais como sendo no campo moral. Uma guerra de todos contra todos que eu já indiquei frequentemente, separará o quinto do sexto grande período terrestre, com uma grande catástrofe moral, todavia ligada a acontecimentos naturais, mas os acontecimentos naturais hão de regredir mais.”

Rudolf Steiner – GA 346


O arcanjo situado no número cinco começa o tempo da sua regência no quinto período pós-atlântico com forças oriundas das forças de Marte. Quando um período começa com as forças de Marte – isto já é até mesmo indicado na representação trivial -, então isto contém algo bélico.

Ao olharmos para os sucessivos períodos culturais, estes estão subdivididos por importantes acontecimentos. E quando olhamos retrospectivamente para o acontecimento importante que separa o período precedente, o atlântico, do atual, o período pós-atlântico, o qual está situado como quinto período em seu quinto cultural, então nós temos o “dilúvio” como limite entre os dois, a destruição da antiga Atlântida e o surgimento de novas partes do mundo. Vivemos no quinto período pós-atlântico e uma sexta e uma sétima se lhe seguirão.

A catástrofe que nos separa do próximo grande período que acontecerá – após o quinto, o sexto e o sétimo período -, ela não será apenas um acontecimento de natureza tão exterior como foi a era glacial e como foi tudo que está indicado pelas narrações do dilúvio, porém a separação do quinto período do sexto se mostrará mais como sendo no campo moral. Uma guerra de todos contra todos que eu já indiquei frequentemente, separará o quinto do sexto grande período terrestre, com uma grande catástrofe moral, todavia ligada a acontecimentos naturais, mas os acontecimentos naturais hão de regredir mais.

Rudolf Steiner – GA 346 – Apocalipse Moderno Conferência VI

Tradução: Gerard Bannwart


 RECEBA NOSSA NEWSLETTER:


FAÇA UM PIX E AJUDE A MANTER A BIBLIOTECA NO AR:

Chave Pix – CPF: 026.322.796-07
Titular: Leonardo André Fonseca Maia




PANDEMIA: UMA PERSPECTIVA DO CARMA E DA MORALIDADE

ORÁCULO DA SENDA DO CONHECIMENTO – clique aqui


PANDEMIA: UMA PERSPECTIVA DO CARMA E DA MORALIDADE

Leonardo Maia


“O quão você verdadeiramente se importa com o próximo?”

Esse ponto é o que pesa na perspectiva de desenvolvimento da consciência humana da Antroposofia. E ele não é baseado em uma concepção pessoal conveniente, mas no sentido espiritual do Impulso Crístico.


Para termos uma maior clareza do contexto que vivenciamos atualmente, principalmente se quisermos sair da perspectiva da polarização política atual – sim, por incrível que possa parecer, as perspectivas e justificativas tradicionais da crise sanitária e econômica do país se divide a grosso modo entre a duas vertentes principais vinculadas aos espectros políticos de apoiadores do governo e a de opositores – vamos mergulhar em âmbitos trazidos pela perspectiva da Antroposofia como: liberdade, moralidade, consciência individual e social, carma individual e coletivo, indiferença e impulsos de amor, respeito, empatia superior (amor ao próximo) e sua própria perspectiva de desenvolvimento da consciência humana.

Para isso, vamos precisar fazer o exercício de tentar adentrar ao elemento vivo das palavras, um dos desafios apontados por Steiner para a atual Época do desenvolvimento da quinta raça pós-atlântica, a reconexão com o princípio espiritual das palavras, para não utilizarmos um sentido banalizado e conveniente para reafirmação de minhas próprias ideias, característica da atual época ahrimânica.

Tentaremos observar de duas perspectivas:

1- A perspectiva individual dentro da liberdade, moralidade, consciência e carma.

2 – A perspectiva coletiva, que é a manifestação no coletivo que transcende a individualidade, que é definido pelo coletivo das consciências em seus devidos pesos e pela atuação de forças espirituais de hierarquias maiores, inclusive da própria natureza.

Em relação à pandemia, no âmbito individual, não existe uma concepção de risco padronizada, ou seja, as pessoas não estão medindo o risco da mesma forma, nem mesmo dentro dos espectros políticos polares. Obviamente, é perceptível que, a grosso modo, os apoiadores do governo minimizam a gravidade do situação, inclusive por parte dos principais membros do próprio governo – como o presidente, o Ministro da Saúde entre outras autoridades, e do outro lado os opositores tem a concepção oposta e brigam por uma atuação mais veemente diante do caos sanitário e sua já protelada iminência pelo governo.

Aqui, obviamente, devemos ponderar que a concepção de risco é algo pessoal, e impossível de se imputar ao indivíduo, então partimos para a concepção moral. A pessoa deve sim ter a liberdade de pesar os riscos e decidir pela sua própria atuação, porém até o âmbito do espectro exclusivamente individual, pois além deste espectro surge a responsabilidade social, onde delimita-se agora uma perspectiva moral.

Aqui temos, de uma perspectiva antroposófica, o caminho de evolução da comunidade humana entre os espectros do egoísmo e do altruísmo.

No egoísmo: onde o indivíduo pode pensar somente no meu bem-estar e autoafirmação egoísta da liberdade de ação e ideias – digo onde o espectro da liberdade de ação tem efeitos diretos no âmbito social, ou seja, transcende o âmbito individual e tem efeitos no coletivo, neste caso, negativos. Este é um reflexo da moralidade individual – no caso, imoralidade.

No altruísmo: o indivíduo pondera o limite de sua liberdade até o âmbito da individualidade, onde os efeitos das suas ações não transcendem o espectro pessoal em possíveis efeitos negativos, apenas no que pode e deve ser positivo conscientemente: “As minhas ações e decisões são boas para mim, para o próximo e para o mundo?”. Naquilo que é do espectro exclusivamente pessoal, eu tenho plena liberdade. Aqui temos outro espectro da moralidade individual.

É válido observar que estes dois espectros da moralidade – do egoísmo e do altruísmo – transcendem a posição pessoal na polarização política pois observamos, por exemplo, apoiadores do governo lutando para não usar máscaras e opositores aglomerados em festas e praia mesmo sabendo que estão colocando terceiros em risco. Num, a inconsciência ou concepção própria do nível de risco, tem efeitos em terceiros e no outro, a necessidade de auto-satisfação egoísta – como liberdade de me divertir – transcende o espectro pessoal de risco. Ou, seja, em ambos os casos coloco outros em risco por egoísmo – muitos são obrigados a se expor pela necessidade de estar trabalhando e gerando capital para auto sustento, como garçons, ambulantes nas praias, funcionários de estabelecimentos, professores (no caso de abertura presencial das escolas e etc…).

Aqui ainda temos o aspecto da inconsciência da situação onde, em determinados grupos, são disseminadas informações falsas distorcendo a noção pessoal de gravidade da situação, aumentando o impacto negativo social.

Outro aspecto relevante é o da indiferença. Esse é um dos pontos mais alertados por Steiner para a atual época e que tem relação direta com a evolução da consciência humana. Steiner alertou sobre a influência de Ahriman nas forças do coração humano e isso teria influência direta no princípio da indiferença ao sofrimento alheio. Não vou adentrar sobre a influência de Ahriman, porém é perceptiva a indiferença com o sofrimento das famílias, com a banalização da vida humana, principalmente daqueles que estão fora do meu espectro social e da minha pequena família, que se tornam apenas números.

A Antroposofia traz o perspectivas de duas correntes da humanidade para o futuro, a humanidade superior e a sub-humana. A humanidade superior é aquele que possui a semente da empatia superior, que verdadeiramente se importa com o próximo e acata o sofrimento do outro como seu próprio. Na humanidade sub-humana o que movimenta é a auto-satisfação movida por impulsos inferiores, principalmente do âmbito da Alma das Sensações. Novamente a grosso modo: a humanidade altruísta e a humanidade egoísta.

Ainda temos o aspecto do carma coletivo e individual: as decisões individuais geram carma individual, independente das decisões se basearem em ilusões, falsas simetrias e análises, ou mesmo inconsciência com boa intenção- o carma é um veículo de consciência.

Já no aspecto coletivo, o contexto acaba transcendendo o espectro pessoal, por exemplo a própria pandemia é uma carma coletivo, pois todos estamos, dentro de nossas próprias perspectivas e contextos, mergulhados dentro dela. Ele geralmente tem um aspecto superior, espiritual, que se manifesta como veículo de transformação do âmbito coletivo ao qual estamos vinculados. Ele se metamorfoseia no caminho até o próprio indivíduo, por exemplo:

– A pandemia é mundial – como reflexo de uma manifestação global.
– Os efeitos no Brasil sofre efeitos diretamente ligadas à Alma brasileira e seu próprio caminho de evolução, que tem impacto na vida de todos os brasileiros – tem influência da cultura, estrutura social local, consciência dos brasileiros como nação e comunidade e etc…(por exemplo, a condução governamental que se reflete na melhor ou pior situação do país diante do caos sanitário e econômico é fruto da própria nação)
– Os efeitos locais, como em Manaus por exemplo, caminhando até os efeitos na pequena família (meu pai morreu de Covid), até atingir o âmbito individual (EU estou com COVID).

A percepção do caminho do carma individual/coletivo pode ficar mais clara com dois exemplos:

1 – Individual: fui para a balada e peguei COVID ou mandei meu filho para a escola em pleno auge da pandemia e ele pegou COVID.

2 – Pandemia mundial, moro no Brasil, o governo negligencia a gravidade do problema, na crise econômica sou obrigado a trabalhar, pego COVID, moro em Manaus, não tem oxigênio, sou um dos 260.000 que morrem.

Um está diretamente conectado ao outro… pois o princípio de ambos é a manifestação pandêmica – a principal diferença está na decisão consciente do risco e da obrigação de se arriscar diante de outros aspectos sofrendo pela imoralidade de outros e do próprio caminho coletivo cósmico.

Existem uma série de outros fatores que podem ser observados, para um aprofundamento ainda maior da questão, porém um aspecto que deve ficar explícito na própria consciência é:

“O quão você verdadeiramente se importa com o próximo?”

Esse ponto é o que pesa na perspectiva de desenvolvimento da consciência humana da Antroposofia. E ele não é baseado em uma concepção pessoal conveniente, mas no sentido espiritual do Impulso Crístico.

Leonardo Maia


 RECEBA NOSSA NEWSLETTER:


FAÇA UM PIX E AJUDE A MANTER A BIBLIOTECA NO AR:

Chave Pix – CPF: 026.322.796-07
Titular: Leonardo André Fonseca Maia




OS LAÇOS ESPIRITUAIS DOS RELACIONAMENTOS DE VIDAS ANTERIORES

ORÁCULO DA SENDA DO CONHECIMENTO – clique aqui


OS LAÇOS ESPIRITUAIS DOS RELACIONAMENTOS DE VIDAS ANTERIORES

Rudolf Steiner – GA 272

Tradução livre: Leonardo Maia


“É apenas uma questão de evolução até que as pessoas se lembrem de suas experiências terrestres anteriores e do que viveram nas antigas vidas terrestres e condições de existência.”

Rudolf Steiner


Hoje em dia, os hereges não são tratados como eles costumavam ser. Eles não acabam sendo queimados na estaca, mas são vistos em vez disso como tolos e sonhadores cujas palavras são apenas o produto de uma imaginação caprichosa. Eles são ridicularizados e, a partir do alto tribunal de julgamento científico, eles são informados de que o que eles têm a dizer não pode ser harmonizado com a ciência genuína. Mas as pessoas que fazem tudo isso não estão conscientes de que a verdadeira e genuína ciência é precisamente o que demanda essa verdade.

E agora podemos citar centenas e centenas de verdades que nos mostram como a ciência espiritual pode iluminar a vida ao mostrar que existe um núcleo imortal nos seres humanos que transcendo o portal da morte e se eleva aos mundos espirituais. Quando cumpre sua missão, retorna à existência física para reunir novas experiências que, então, são levadas pós morte para os mundos espirituais.

Veríamos como os laços estabelecidos entre uma pessoa e outra, de alma para alma em todas as áreas da vida, as atrações do coração que passam de alma para alma e das quais não há explicação, podem ser explicadas pelo fato de que eles foram formadas através de relacionamentos em vidas anteriores. Também veríamos que os laços espirituais que formamos hoje também não chegam ao fim quando a morte nos eleva da nossa existência terrena. Em vez disso, o que se move de alma para alma como um vínculo da vida é tão imortal quanto a própria alma humana; continua a viver com a alma enquanto esta passa pelo mundo espiritual, e voltará a viver em outras futuras relações terrestres e novas encarnações. É apenas uma questão de evolução até que as pessoas se lembrem de suas experiências terrestres anteriores e do que viveram nas antigas vidas terrestres e condições de existência.

Rudolf Steiner – GA 272 – Strasbourg , 2 de janeiro de 1910

Tradução livre: Leonardo Maia


 RECEBA NOSSA NEWSLETTER:


FAÇA UM PIX E AJUDE A MANTER A BIBLIOTECA NO AR:

Chave Pix – CPF: 026.322.796-07
Titular: Leonardo André Fonseca Maia




A OITAVA ESFERA

ORÁCULO DA SENDA DO CONHECIMENTO – clique aqui


A OITAVA ESFERA

Rudolf Steiner – GA 93

Tradução livre: Leonardo Maia


Quando um ser humano dá uso à sua vida na Terra com o único propósito de dar satisfação a si mesmo, na única experiência de intensificar o seu próprio ego egoísta ele se desvia da corrente da evolução contínua do Homem.

Rudolf Steiner


Um ser pode apegar-se àquilo que deve ser deixado para trás como resíduo. Algo da terra será descartado e está destinado a tornar-se o que é hoje a lua. Isto deve ser superado pelo homem.

Mas alguém pode estar ligado a isto e unir-se. Uma pessoa que está muito ligada aos prazeres sensoriais, aos baixos instintos, se envolve muito mais poderosamente com o que se converterá em resíduo. Isto acontecerá quando o número 666 for cumprido, o número da besta. Então terá chegado o momento em que a Terra pode ser desviada da sua evolução planetária.

Se, de alguma forma, o homem se envolveu demasiado com as forças dos sentidos que agora se retiram, se se envolveu demasiado com elas e não encontrou o modo de se envolver com aquilo que terá uma continuação na próxima etapa, irá desviar-se junto com os resíduos e se tornará um habitante do mesmo, tal como aconteceu com os habitantes da Lua Atual.

Aqui temos o conceito da 8 ª esfera. A humanidade tem de passar por sete esferas. As sete evoluções planetárias correspondem aos sete corpos:

Antigo Saturno – corpo físico
Antigo sol – corpo etérico
Antiga Lua – corpo astral
Terra – ego
Futuro Júpiter – manas
Futura Vênus – budhi
Futuro Vulcano – Atma

Além disso, temos uma oitava etapa, na qual se reúne tudo aquilo que não pode estabelecer nenhuma ligação com a evolução contínua. Quando um ser humano dá uso à sua vida na Terra com o único propósito de dar satisfação a si mesmo, na única experiência de intensificar o seu próprio ego egoísta, esta atitude leva-o, no Devacán, ao estado de Avitchi. Eventualmente, todos os homens Avitchi passam a ser habitantes da 8 ª esfera. O resto dos seres humanos habitarão a corrente da evolução contínua. Foi a partir deste conceito que as religiões formaram a doutrina do inferno.”

Rudolf Steiner, bases do esoterismo, GA 93

Tradução: Leonardo Maia


 RECEBA NOSSA NEWSLETTER:


FAÇA UM PIX E AJUDE A MANTER A BIBLIOTECA NO AR:

Chave Pix – CPF: 026.322.796-07
Titular: Leonardo André Fonseca Maia




ANCESTRALIDADE, INDIVIDUALIDADE, CARMA E REENCARNAÇÃO

ORÁCULO DA SENDA DO CONHECIMENTO – clique aqui


ANCESTRALIDADE, INDIVIDUALIDADE, CARMA E REENCARNAÇÃO

Leonardo Maia


O Eu transita entre raças, povos, tribos, nações, gêneros os quais oferecem as ferramentas para o melhor desenvolvimento do EU – essa entidade livre e única. No EU estão contidas vivências de todos os povos, o caminho para Pentecostes exige esta correta compreensão.


Um dos grandes desafios para compreensão do carma é a correta compreensão do EU ou da individualidade. Para darmos alguns passos nesta direção precisamos adentrar o aspecto da ancestralidade e diferenciarmos os caminhos do invólucro físico humano e do EU espiritual.

O Eu encarna no plano material através do corpo físico, mas estes têm caminhos anteriores diferentes.

O corpo físico é o fruto de uma corrente hereditária genética que recebe o EU espiritual. A ancestralidade do invólucro físico é relacionada à família, raça, tribo, nação e etc, que possui um caminho completamente independente do EU.

Do outro lado, a ancestralidade do EU é o caminho que ele percorreu nas suas vivências terrenas através de suas encarnações. Ou seja, o verdadeiro Eu é o fruto das vivências nas múltiplas encarnações da vida física, o qual é capaz de integrar caminhos múltiplos da ancestralidade física.

O que é isso quer dizer? Que o EU não são os antepassados, a sua raça, nem seu povo, ele transcende essa limitação – que pertence exclusivamente ao invólucro físico. O Eu transita entra raças, povos, tribos, nações, gêneros os quais oferecem as ferramentas para o melhor desenvolvimento do EU – essa entidade livre e única.

Um influencia o outro, ou seja, somos o fruto da integração do EU com a ancestralidade física da atual encarnação: quanto mais desenvolvido, o indivíduo se torna capaz de superar as imposições genéticas do invólucro físico, e se torna uma expressão mais pura do seu verdadeiro EU. Por outro lado, aqueles que tem o EU fraco, tendem mais a seguir padrões impostos pela corrente hereditária, pelo contexto social e cultural.

O invólucro físico atua como um prisma para manifestação do EU, porém o EU é completamente independente da “ancestralidade” deste invólucro e sua relação está diretamente ligada ao propósito e ao carma do indivíduo.

Ou seja, o EU nasce em famílias diferentes, raças diferentes, povos diferentes, nações diferentes. O EU não é Europeu, africano, americano ou asiático, ele é “sem pátria’ ou universal, cosmopolita. Qualquer tentativa de se apropriar da corrente ancestral física para julgamento do indivíduo é equivocada e inconsciente.

O indivíduo responde exclusivamente ao carma a tudo que transcende o espectro da encarnação.

No EU estão contidas vivências de todos os povos, o caminho para Pentecostes exige esta correta compreensão.

Leonardo Maia


 RECEBA NOSSA NEWSLETTER:


FAÇA UM PIX E AJUDE A MANTER A BIBLIOTECA NO AR:

Chave Pix – CPF: 026.322.796-07
Titular: Leonardo André Fonseca Maia




A NOVA BUSCA DA ESPIRITUALIDADE

ORÁCULO DA SENDA DO CONHECIMENTO – clique aqui


A NOVA BUSCA DA ESPIRITUALIDADE

Alexander Boss

Silhouette of woman against starry sky meditating in lotus pose

O materialismo criou a tecnologia, a indústria, e isso exige uma intensificação máxima das capacidades morais. Exige a capacidade de trabalhar juntos. A tecnologia oferece perigos ecológicos e isto exige um incremento nas capacidades morais. O materialismo que produziu este mundo não encerra em si as fontes para alimentar essas qualidades morais.


De onde provém esta busca? Aonde leva esta busca? Qual a diferença entre antiga e nova espiritualidade?

Os guardiães do Graal, os Templários, os Rosacruzes, os Teósofos, eram círculos pequenos de pessoas que trabalhavam na clandestinidade para a manutenção do espírito vivo em meio ao incremento do materialismo. A Bíblia profanou o Cristo reduzindo-o ao homem Jesus.

Estamos imersos em um drama com dois aspectos : um interior e outro exterior.

O INTERIOR: a alma não aguenta viver tendo por conteúdo o materialismo, ela não é capaz de se nutrir a partir de representações materialistas por muito tempo. Isso leva a tentativas de fuga para fugir do vazio, como o álcool, drogas, tv, sensações de todo tipo.
Por outro lado, o vazio dá margem à busca de um sentido, da espiritualidade.

O EXTERIOR: tem a ver com o fato de que os homens descobriram que o materialismo criou a tecnologia, a indústria, e isso exige uma intensificação máxima das capacidades morais. Exige a capacidade de trabalhar juntos. A tecnologia oferece perigos ecológicos e isto exige um incremento nas capacidades morais. O materialismo que produziu este mundo não encerra em si as fontes para alimentar essas qualidades morais. Essa realidade também pode levar as pessoas à busca de uma espiritualidade.

COMO DISCERNIR ENTRE UM VELHO E UM NOVO CAMINHO DA ESPIRITUALIDADE?

Critérios:

1º – tem a ver com consciência e liberdade ; um caminho para a nova espiritualidade só pode ocorrer se passar pelo portal do materialismo e para isso, precisamos intensificar o pensar claro e livre.

2º – tem a ver com o caminho através do limiar entre o mundo físico e o mundo espiritual.

3º – o caminho iniciático não deve nos levar para fora da Terra, mas sim nos tornar capazes de viver a vida.

Um novo caminho deve resolver os dois dramas descritos anteriormente : o interno e o externo. Novos pontos de vista devem ser produzidos para uma pedagogia, medicina, terapia, economia, agricultura, etc…

Uma espiritualidade a partir de individualidades que querem agir a partir do Espírito. Ela utiliza o homem inteiro nesse caminho. A nova espiritualidade em sua essência é profundamente cristã, porque conduz da morte à ressurreição através do portal do materialismo, não desvia dele, mas procura redimi-lo.

As Hierarquias Espirituais que eram as fontes da velha espiritualidade se recolheram para abrir espaço para a consciência autônoma do ser humano livre. Essas Hierarquias não conhecem a morte, apenas o ser Cristo que desceu para experimentar o portal da morte. Aquilo que os homens desenvolvem passando pelo materialismo é novo para as Hierarquias, um presente dos homens para os deuses.

Vivemos uma transição dramática que tem a ver com uma re-orientação abrangente da humanidade.

Alexander Boss


 RECEBA NOSSA NEWSLETTER:


FAÇA UM PIX E AJUDE A MANTER A BIBLIOTECA NO AR:

Chave Pix – CPF: 026.322.796-07
Titular: Leonardo André Fonseca Maia




Faça um PIX para a Biblioteca:

Chave PIX - CPF: 026.322.796-07

Titular: Leonardo André Fonseca Maia

 
Holler Box