A PERDA DO SENTIDO HUMANITÁRIO


A PERDA DO SENTIDO HUMANITÁRIO

por Leonardo Maia


“Para onde se metamorfosearão as forças crescentes de desumanização na humanidade?”


Para onde se metamorfosearão estas forças de desumanização crescentes no Brasil e no mundo? Lembrando que esta série de publicações fazem parte da divulgação do evento: “As Sombras do Bolsonarismo sobre a Antroposofia”.

O enfraquecimento das forças do coração, a tendência à indiferença pelo outro e o egoísmo podem culminar na perda do sentido humanitário, inclusive no âmbito coletivo, onde o fanatismo pode se refletir em ódio, intolerância e violência – processo similar ao que ocorreu na Alemanha nazista.

Para onde se metamorfosearão estas forças de desumanização crescentes na humanidade?

Todos sabem da influência que uma representação como um presidente eleito pode ter sobre seus apoiadores e na mente coletiva. Deveríamos considerar o reflexo que uma representação pode gerar (e gera) na consciência de milhões de pessoas?

Devemos considerar também o poder das redes sociais, o volume de informações falsas e seu potencial de inflamação de sentimentos (Lúcifer) advindos que tais notícias podem causar na individualidade, seus efeitos e reflexos na perda do sentido humanitário como vemos crescente hoje: indiferença ao próximo e fanatismo que culminam em ódio, intolerância e violência.

É alimentado um fanatismo por propagando de que tudo que vai contra (ou mesmo questiona) as diretrizes ideológicas do governo é um “plano comunista”, “esquerdista” ou mesmo “satânico” e etc… que temos que erradicar, gerando um ódio explícito e intolerância. Hoje já temos inúmeros fanáticos com essa perspectiva alicerçada em suas consciências, odiando e querendo a eliminação de tais “comunistas” – processo muito similar ao da propaganda nazista.

* Indico a visita aos comentários de páginas e perfis bolsonaristas nas redes sociais como Terça Livre, Rodrigo Constantino, Olavo de Carvalho, da própria família Bolsonaro entre outros e verão o volume assustador de discursos de ódio, agressividade e intolerância.

Rudolf Steiner alertou para a intensificação do enfraquecimento das forças do coração no atual período: movimentos contrários aos impulsos e valores Crísticos, uma tendência ao desinteresse pelos semelhantes e por fim, generalização, unificação e hipótese para justificar tais movimentos: seres autômatos, desinteressados e indiferentes para com o outro e guiados por instintos inconscientes.

“Rudolf Steiner viu o período atual como um ponto culminante para a Antroposofia e como um tempo crucial para a humanidade, especialmente por conta das forças que atuam para impedir o homem de perceber que seu ego global é o Cristo Etérico: uma sociedade humana mergulhada em uma espécie de pesadelo totalitário: cientistas oligárquicos paternalistas, tecnocratas, líderes religiosos e seus subordinados na política, nas forças armadas e na mídia.” – The Advent of Ahriman

“Não há espaço na Antroposofia para forças de anti-amor e impulsos em direção ao sub-humano.”

Leonardo Maia


COMEÇA SEGUNDA FEIRA:

AS SOMBRAS DO BOLSONARISMO SOBRE A ANTROPOSOFIA

– Dois movimentos antagônicos –

Datas: 05 a 08 de julho
Horário: 19:30 às 21:30 (aproximadamente)
Valor total: R$ 200,00 (todos os encontros)
Informações e Inscrições: https://www.sympla.com.br/as-sombras-do-bolsonarismo-sobre-a-antroposofia__1254304


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Chave Pix – CPF: 026.322.796-07
Titular: Leonardo André Fonseca Maia




NEUTRALIDADE OU PASSIVIDADE INSTITUCIONAL?


NEUTRALIDADE OU PASSIVIDADE INSTITUCIONAL?

por Leonardo Maia


“Qual seria o papel das Instituições e dos antroposófos em relação ao propósito da Antroposofia e do próprio Rudolf Steiner diante da imagem do contexto atual?”


Nesta publicação faremos uma indagação do papel das Instituições e dos antroposófos em relação ao propósito da Antroposofia e do próprio Rudolf Steiner. Lembrando que esta série de publicações fazem parte da divulgação do evento: “As Sombras do Bolsonarismo sobre a Antroposofia”: https://www.sympla.com.br/as-sombras-do-bolsonarismo-sobre-a-antroposofia__1254304

Aqui existe um paradoxo, pois a própria neutralidade é um posicionamento político, o que é diferente de posicionamento partidário. Portanto, esta neutralidade, fundamentada na própria Antroposofia está correta. Porém, se transcendermos a visão polar, conseguimos a justificativa inversa: a saída da neutralidade em direção à ação de conscientização, ou seja, de deixar explícito os preceitos e fundamentos antroposóficos para que as ações e decisões individuais em liberdade sejam conscientes – que é um dos princípios mais fundamentais da própria Antroposofia.

Poderia o movimento antroposófico se posicionar contra os impulsos anti-Crísticos, ou de uma direção ideológica no contexto político e educacional que cerceie a liberdade espiritual, cultural e a própria liberdade de pensamento? Se posicionar firmemente e pontualmente contra a perseguição de opositores, contra a remoção de direitos e entraquecimento de instituições de direitos humanos, contra a destruição ambiental e indígena, contra a cultura da violência e do ódio?

“Todas a questões climatológicas, políticas ou sociais que surgem hoje exigem que sejamos ativos de uma forma sem precedentes. Há um século, Rudolf Steiner, como outros pensadores progressistas de sua época, reconheceu que o destino da Terra estava para ser determinado pelas ações dos seres humanos. Mas ele foi além e ensinou que mulheres e homens também têm a responsabilidade de desenvolver o mundo espiritual. O sucesso de nosso ativismo na Terra teria que ser apoiado por nossa atividade espiritual para ser verdadeiramente eficaz.” – Eugene Schwartz (sobre o ativismo espiritual de Rudolf Steiner)

Todos os aspectos que vão na direção contrária a filosofia Antroposófica ou caminho evolutivo proposto – no caso, alicerçado nos impulsos e valores Crísticos ou Solares – por si só se justificaria um posicionamento contrário, e além, pois o Impulso de Micael nos exige um posicionamento claro para a conscientização destes valores.

Disse Rudolf Steiner:

“A Antroposofia não é um jogo ou uma mera teoria, é uma tarefa a ser cumprida pelo bem da evolução humana[…] […] Se tais almas autênticas, tais antropósofos puderem ser encontrados então um movimento ascendente e dinâmico surgirá. Se tais almas não aparecerem, então a decadência seguirá seu curso descendente inexorável… hoje a humanidade está diante de uma grande crise: ou verá toda a civilização desmoronar no abismo, ou então a espiritualidade levantará a civilização pelo poder do ímpeto de Micael, por meio do qual atua o ímpeto de Cristo, continuando, enriquecendo e sustentando-a.”

Observando o atual contexto, dentro da própria comunidade antroposófica, um grande volume de indivíduos apoiando impulsos contrários às indicações da Antroposofia e, inclusive, com pouca ou nenhuma compreensão da própria fundamentação (que realmente é de difícil compreensão – basta ver as argumentações e “xingamentos” nas abordagens relativas a tais questões), pergunto: diante da imagem do contexto atual e da perspectiva da Missão da Antroposofia segundo Rudolf Steiner, qual seria o papel das Instituições e dos próprios antroposófos?

Permitir que a inconsciência cresça e que caminhemos em direção ao abismo do reino sub-humano sob a justificativa neutralidade seria a forma correta de atuação? Cada um por si?

“O recente desenvolvimento do Goetheanum não está mais caminhando na direção certa; pior, está caminhando para uma direção que não pode ser considerada nem no espírito pretendido por Rudolf Steiner, nem no serviço à Antroposofia. Antes que seja tarde demais, essa direção deve ser alterada… caso contrário, o Goetheanum corre o risco de ser degradado à “insignificância espiritual” e de se tornar uma mera combinação de museu e centro de conferências.” – Sergei O. Prokofieff (“Crise na Sociedade Antroposófica”)

“Não há espaço na Antroposofia para forças de anti-amor e impulsos em direção ao sub-humano.”

Leonardo Maia


Últimos dias para inscrição:

AS SOMBRAS DO BOLSONARISMO SOBRE A ANTROPOSOFIA

– Dois movimentos antagônicos –

Datas: 05 a 08 de julho
Horário: 19:30 às 21:30 (aproximadamente)
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AHRIMAN E A ATUAL POLÍTICA GOVERNAMENTAL


AHRIMAN E A ATUAL POLÍTICA GOVERNAMENTAL

por Leonardo Maia


“A tarefa de hoje clama por unidade baseada no amor e no conhecimento – trabalhar com o arcanjo Micael e Cristo em face de Ahriman, do materialismo e da possibilidade de colapso social e decadência.”

– The Karma of Anthroposophy: Rudolf Steiner


Nesta publicação faremos uma analogia entre o governo Bolsonaro e os alertas da influência de Ahriman no ser humano e na humanidade segundo as perpectivas de Rudolf Steiner. Lembrando que esta série de publicações fazem parte da divulgação do evento: “As Sombras do Bolsonarismo sobre a Antroposofia”: https://www.sympla.com.br/as-sombras-do-bolsonarismo-sobre-a-antroposofia__1254304

Eis aqui algumas perspectivas de Rudolf Steiner para a influência de Ahriman na esfera sócio-cultural e sua analogia com o governo Bolsonaro:

1 – NACIONALISMO

Advento de Ahriman: nacionalismo antagônico baseado na etnia. O nacionalismo folclórico moderado era um princípio progressista no passado, mas o nacionalismo étnico de hoje é retrógrado e destrutivo.

Bolsonarismo: perceba o impulso nacionalista etnista se fortalecendo (Brasil acima de todos / os patriotas), ódio a imigrantes e um racismo crescente e explícito. Incitação ao ódio/xenofobia contra países como Cuba, Venezuela, China… e etc.

2 – POLÍTICA PARTIDÁRIA DOGMÁTICA

Advento de Ahriman: política partidária dogmática, gerando ódio e hostilidade decorrente da recusa em ver outros pontos de vista igualmente válidos, ou inválidos.

Bolsonarismo: ódio alimentado pelos grupos políticos no poder, tanto através de fake news quanto por interpretações dogmáticas recusando qualquer ponto de vista diferente e pejorando-os: tudo “comunista”, petista ou esquerdista. Inclusive com incitação à violência, perseguição e extermínio.

3 – SUBJUGAÇÃO DA VIDA CULTURAL AO PODER POLÍTICO E ECONÔMICO

Advento de Ahriman: a subjugação da vida cultural ao poder político e econômico – por exemplo, medicina, educação, pesquisa, jurisprudência criminal.

Bolsonarismo: areas como medicina, educação, pesquisa, cultura/arte entre outros sendo subjugado pelos poderes político e econômico – cortes nos fundos de desenvolvimento, imposição ideológica com censura, boicote e perseguição ideológica e religiosa. Indicação de fundamentalistas ideológicos e militares para cargos de chefia nas principais pastas.

4 – MECANIZAÇÃO E MILITARIZAÇÃO DO ESTADO POLÍTICO

Advento de Ahriman: a mecanização e militarização do estado político, vinculada por leis rígidas em todos os lugares, com pouco espaço para a livre iniciativa humana. Opressão e violência para suprimir o livre pensar e livre expressão.

Bolsonarismo: Mecanização do estado político e pouco espaço para a livre iniciativa: basta ver o ataque por meio de militares/tropas de choque à manifestações contrárias aos objetivos dos grupos políticos e econômicos, mesmo que tais manifestações sejam garantidas por Lei – inclusive com perseguição jurídica contra opositores. O que mostra a degradação do pensar a realidade viva, pois o “Estado Mínimo” é militarizado (vide a infestação de militares em cargos públicos) e inquisidor para com os deveres cerceando a liberdade, sob a justificativa que é para salvar a “nação” do próprio Estado, vinculando essa percepção de Estado Comunista/Socialista que toma os bens e subjuga a sociedade, que degrada os valores morais e tira a liberdade que iria ser imposto caso não haja uma ação imponente contra ele.

5 – NA VIDA COTIDIANA

Advento de Ahriman: filistinismo (costumes, hábitos e caráter, ou o modo de pensar que se manifesta como uma atitude anti-intelectual, que socialmente subestima e despreza a arte, o belo, o intelecto e a espiritualidade), tédio e alienação, falta de interesse pelo outro ser humano e mesmo no trabalho intelectual (Ahriman quer que o conhecimento seja desprovido de interesse e conexão humanos calorosos e não viva na alma humana.)

Bolsonarismo: Costumes, hábitos e caráter, e modo de pensar manifestado-se com atitudes anti-intelectuais, desprezo pela a arte, pelo intelecto e pela espiritualidade (inclusive através da tentativa de imposição do dogma religioso neopentecostal na esfera política), alienação (vide fake news constantes como kit-gay, financiamento de ditaduras pelo BNDS e etc…), falta de interesse pelo próximo, desumanidade e agressividade (basta passar por algumas páginas e perfis nas redes sociais e ler os comentários: agressividade, ironia e incitação ao ódio constantes, além de apoio a ações de violência aos opositores), inclusive com o próprio Bolsonaro sendo contra os direitos humanos, favorável à tortura e a morte, negacionista e etc…

6 – ECONOMIA

Advento de Ahriman: aceitação cega das estatísticas e a crença de que a satisfação das necessidades econômicas por si só garantirá o bem-estar humano. A subjugação de todos os interesses vivos e humanos ao mecanismo desumano e impessoal de busca de lucros, à “pessoa artificial” da corporação.

Bolsonarismo: o poder econômico e político se situando acima da vida e dignidade humanas (pelo menos a bolsa subiu, temos que fazer um sacrifício em prol da economia e mesmo na pandemia – onde a economia tem mais importância que a vida humana: vão morrer alguns mas a economia não pode parar. O próprio desdém com as ciências humanas, removendo seus recursos em prol de áreas vinculadas mais diretamente ao projeto econômico ou de poder – como a esfera militar com a indicação de cargos de chefia e confiança.

7- RELIGIÃO

Advento de Ahriman: interpretação estreita e simplista dos Evangelhos, sem apreciação pela sabedoria oculta necessária para uma abordagem dos profundos mistérios do Ser Cristo.

Bolsonarismo: basta perceber o movimento evangélico neopentecostal atual tomando conta das mídias e do governo tentando impor uma visão cristã dogmática e manipulada promovendo ódio, desrespeito e extorsão (onde qualquer pessoa sensata percebe as incoerências e absurdos). Uma imagem completamente distorcida e inconsciente do mundo espiritual, que se reflete como valores invertidos dos ensinamentos Cristãos, como: adoração à morte, tortura, indiferença ao próximo, preconceitos, incitação ao ódio e a violência, perseguição a opositores e etc…

Aqui, ao analisarmos de forma sensata, consciente, sem fanatismo ou desonestidade intelectual, podemos observar que como o apoio a tal movimento no âmbito governamental fortalece e potencializa a atuação de forças contrárias à evolução humana – segundo a perspectiva de Rudolf Steiner e da Antroposofia – justificando inclusive a importância de tal abordagem.

Quem é estudante da Antroposofia sabe a importância e gravidade que Steiner dava a tal tema, considerando-o um dos principais desafios para a humanidade na atualidade.

“A tarefa de hoje clama por unidade baseada no amor e no conhecimento – trabalhar com o arcanjo Micael e Cristo em face de Ahriman, do materialismo e da possibilidade de colapso social e decadência.” – The Karma of Anthroposophy: Rudolf Steiner

“Não há espaço na Antroposofia para forças de anti-amor e impulsos em direção ao sub-humano.”

Leonardo Maia

Fontes de pesquisa:

Rudolf Steiner – GA 191, GA 346, GA 177.
Robert S. Mason – “The Advent of Ahriman”


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A FALÁCIA DE QUE POLÍTICA E ANTROPOSOFIA NÃO SE MISTURAM


A FALÁCIA DE QUE POLÍTICA E ANTROPOSOFIA NÃO SE MISTURAM

Leonardo Maia


“A ordem não pode surgir do caos até que as pessoas estejam prontas para dar lugar a essas importantes verdades em suas almas e também deixar que essas verdades entrem nas idéias que se aplicam ao mundo da política hoje.”

Rudolf Steiner – GA 177


A publicação de hoje é sobre o obscurecimento da verdade em um âmbito crítico – o mundo da política. Este ponto é de extrema relevância e também será tratado no evento “As Sombras do Bolsonarismo na Antroposofia”.

Rudolf Steiner alertava sobre o perigo das verdades da Ciência Espiritual não reverberassem no mundo da política e os principais representantes se tornassem veículos inconscientes para que forças destrutivas que manifestassem na humanidade.

“A ordem não pode surgir do caos até que as pessoas estejam prontas para dar lugar a essas importantes verdades em suas almas e também deixar que essas verdades entrem nas idéias que se aplicam ao mundo da política hoje.” – Rudolf Steiner (GA 177)

Neste outro trecho, ele pontua uma característica extremamente perigosa que permeia nossos líderes políticos e alertava para sua gravidade:

“Considere os sermões untuosos pregados nas igrejas – com os políticos agora realmente seguindo o exemplo desses sermões – e as noções banais que as pessoas têm do mundo espiritual, e você simplesmente não pode deixar de perceber o quão distante da realidade está a vaidade de muitas das principais figuras políticas de hoje. Compare os discursos de tais figuras importantes – suas vidas mostram que eles fazem tudo menos liderar e que são guiados por todos os tipos de forças das quais estão completamente inconscientes e que não são as forças certas – compare isso com o que é realmente necessário no tempo presente, e você perceberá a imensa gravidade da situação presente.” – Rudolf Steiner (GA 177)

Se fizermos uma analogia com o governo Bolsonaro, perceberemos sua relação com uma concepção simplista dos evangelhos e uma imagem completamente distorcida e inconsciente do mundo espiritual, que se reflete como valores invertidos dos ensinamentos Cristãos, como: adoração à morte, tortura, indiferença ao próximo, preconceitos, incitação ao ódio e a violência, perseguição a opositores e etc…

Steiner tinha enorme preocupação com isso, sabia do perigo da manifestação de forças destrutivas através da inconsciência coletiva e da atuação de grandes líderes inconscientes e seus reflexos em toda a humanidade – como guerras, violência, destruição de povos e da própria natureza (meio ambiente), cerceamento da liberdade e cultura e do livre pensar.

Essas forças estão cada vez mais intensas na humanidade e é preciso despertar as pessoas. Qualque pessoa sensata, amor e respeito ao próximo e com sentido humanitário alicerçado em seus corações descartariam a escolha pelo Bolsonarismo, porém essas forças estão tão intensas que muitos estão sucumbindo.

Essas forças destrutivas, fortalecidas pela inconsciência coletiva, vão ter efeito sobre milhões de pessoas e na evolução regular da Terra. Rudolf Steiner alertava para a gravidade disso, porém temos pessoas que afirmam que a Ciência Espiritual (Antroposofia) e Política não se misturam, elas lavam a mão para tudo isso e obscurecem a verdade, contradizendo as próprias afirmações de Rudolf Steiner e suas preocupações.

“Somente se você aplicar uma reflexão profunda e madura sobre as correntes ahrimânicas você será capaz de compreender a gravidade da situação presente.” – Rudolf Steiner, GA 191

Por quê isso está acontecendo? Me vem duas possibilidades: ocultação de incoerências pessoais ou uma “política de boa vizinhança”, para criar uma “pseudo-harmonia” nas pequenas comunidades antroposóficas, digo “pseudo-harmonia” porque ela é criada por um aspecto de inconsciência – não observação da realidade política e pessoal que se manisfestará posteriormente como desarmonia pela atuação inconsciente. Em outras palavras, abandonando as pessoas na inconsciência em direção ao abismo do reino sub-humano.

“É claro que é mais esforço lidar com a realidade do que discursar incessantemente sobre a harmonia do mundo e o amor da humanidade. A Antroposofia não existe para fazer as pessoas dormirem, mas para despertá-las realmente. Vivemos numa época em que é preciso que as pessoas acordem.” – Rudolf Steiner

Pergunto: porque querem deixar as pessoas dormindo?

“Um momento de despertar só acontece quando as pessoas começam a se sentir embaraçadas com as políticas possíveis hoje.” – Rudolf Steiner

“Não há espaço na Antroposofia para forças de anti-amor e impulsos em direção ao sub-humano.”

Leonardo Maia


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AS SOMBRAS DO BOLSONARISMO SOBRE A ANTROPOSOFIA

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A ANTROPOSOFIA É DE DIREITA OU DE ESQUERDA?


A ANTROPOSOFIA É DE DIREITA OU DE ESQUERDA?

Leonardo Maia


“Se alguém declara suas opiniões de forma clara e positiva: qual é a necessidade de designar essas palavras com uma palavra conveniente?”

Rudolf Steiner


Hoje a publicação é sobre alguns dos questionamentos mais frequentes: se a Antroposofia é de esquerda ou direita, sobre o Comunismo, Marxismo e Socialismo e sobre “Lula e o PT” – vale lembrar que esta é uma série de publicações de temas que serão abordados no evento “A SOMBRA DO BOLSONARISMO NA ANTROPOSOFIA” – de 5 a 8 de julho (vamos entrar na última semana para inscrições).

A ANTROPOSOFIA É DE DIREITA OU DE ESQUERDA?

Para responder esta pergunta, primeiramente temos que abordar a questão das “designações coletivas” versus “a individualidade”.

É interessante fazer uma observação das designações cristalizadas que rotulam de forma genérica e superficial as formas multifacetadas do pensamento individual, como alertado por Steiner, pois tais generalizações reproduzem de forma imprecisa a individualidade, pois a dissolve em um movimento/pensamento coletivo.

“Se alguém declara suas opiniões de forma clara e positiva: qual é a necessidade de designar essas palavras com uma palavra conveniente?” – Rudolf Steiner

Rudolf Steiner fez essa afirmação quando justificou o porquê não utilizava o termo “anarquismo individualista” ou “anarquismo teórico” para sua visão de mundo, porém afirmou: “… se o termo “anarquista individualista é aplicável a mim, eu teria que responder com um “SIM” incondicional…”

Então, voltando a questão da direita e da esquerda, já pontuando que são conceitos genéricos, percebe-se que a Antroposofia transcende este conceito. Então a pergunta seria invertida: “que ideais e ações da direita ou da esquerda vão ao encontro da Antroposofia?”.

Acredito que aí reside a maior confusão. Toda a justificativa e fundamentação para reflexões deve utilizar-se dessa premissa, o movimento partidário pode ir ao encontro pela perspectiva Antroposófica se tratar de um princípio superior.

Outro aspecto é a distorção e generalização dessas polaridades ideológicas, portanto analisa-se o pontual, esse aspecto ou ação governamental da direita ou esse aspecto ou ação governamental da esquerda e etc… Cada aspecto deve ser analisado e argumentado elevando-se o pensamento à esfera do propósito maior no qual reside o ser “Antroposofia”. Tanto a esquerda quanto a direita podem ir contra ou a favor desse propósito.

A RETÓRICA ANTI-MARXISTA/SOCIALISTA/COMUNISTA

Sobre a retórica anti-Marxista/Socialista dos bolsonaristas, o que dever ser considerado pontualmente é que questionamentos vinculados aos valores e moralidade, através do impulso humanista e altruísta em relação ao atual governo, aspectos básicos da Antroposofia e de suas indicações, são vinculados por estes ao socialismo, comunismo, partidarismo, marxismo ou esquerdismo e etc… ao adjetivarem tais questionamentos dessa forma, criam esta retórica anti-marxista/socialista fundamentada na Antroposofia (ou não) para rebater tais questionamentos (que são em essencia vinculados à valores e moralidade como humanismo, altruísmo e liberdade).

Daí, suge um paradoxo: como questionamentos sobre valores e moralidade solares podem ser vinculados à tais movimentos para então rebatê-los? Então surge uma perspectiva de que na mente de quem as confronta existe, mesmo que inconscientem uma ideia relacionamendo tais impulsos solares à tais ideologias, ou seja, às próprias indicações da Antroposofia – mesmo que, por hipótese, elas sequer existam.

Sobre a acusação da criação de um Estado, agenda ou doutrinação comunista pergunto: como um movimento que pede a eliminação da força, violência e autoridade cega, que questiona a imposição do Estado, que é contra o militarismo – essencial para imposição de ditaduras, que é a favor do livre pensamento, contrário ao fundamentalismo religioso e ideológico pode gerar uma Ditadura Comunista?

Em suas narrativas, qualquer um que questione o governo ou se guie por outra direção quer implementar o comunismo assassino que toma os bens privados e a liberdade nos levando à miséria e a uma ditadura… e, para nos salvar, eles tomam nossa liberdade suprimindo a livre expressão e o livre pensar – através do Estado e do militarismo – e nos impõem suas agendas, perseguindo e eliminado opositores e todos os questionamentos.

“E O LULA, E O PT?”

Aqui adentramos uma esfera inferior de abordagem – a acusação na esfera jurídica: corrupção, empreiteiras, compra de deputados, Petrobrás… numa concepção polar de acusações que podem ser efetuadas de ambos os lados, como por exemplo, os laranjas da família Bolsonaro (rachadinhas), Queiroz, enriquecimento ilícito de toda a família Bolsonaro, nepotismo, ligação com as milícias, inclusive como possível prevaricação no contexto exposto na CPI, ontem mesmo, em relação às vacinas que pode ter tido como reflexo direto na morte de milhares de brasileiros pela pandemia.

Estas questões devem ser abordadas sim, mas numa esfera jurídica investigativa e imparcial (igualdade jurídica) em busca da verdade e da justiça. A observação pela perspectiva antroposófica deveria se ater a isso e ao que está em em outro âmbito de hierarquia: os apectos que convergem diretamente com o caminho oposto à perspectiva de evolução do ser humano segundo a Antroposofia, no caso, cerceamento do pensar livre, enfraquecimento das forças do coração, xenofobia, incitação ao ódio, adoração à morte e etc…

Ouro aspecto relevante é o da consciência ou inconsciência de valores: a maioria dos apoiadores do Lula e do PT acreditam que ele foi bom ou seria bom para o país e para si próprio – o que os coloca dentro do mesmo espectro de liberdade dos apoiadores e eleitores do Bolsonaro. Nas questões jurídicas ficamos em um duelo polar de acusações cujos juízos não são consensoe dependem de investigações… porém é na afirmação de valores que se refletem numa moralidade inferior.

Mesmo que afirmem que Lula é pior que Bolsonaro, tem piores valores e intenções e etc, isso são apenas acusações ao contrário dos valores de Bolsonaro, que são afirmados por ele próprio. Então, mesmo considerando a possibilidade que tais acusações possam ser verdadeiras, seus apoiadores o escolheram por acreditarem no oposto, já no caso de Bolsonaro, a afirmação de valores não seria uma acusação, pois são valores declarados por ele próprio.

Então, no caso de Bolsonaro, a sua escolha como representação para chefiar uma nação representa um aspecto de decisaõa consciente por tais valores e não inconsciente no caso de quem escolheria por Lula – “caso” (trago como hipótese) ele tivesse valores iguais ou piores que os do Bolsonaro, pois neste caso estariam sendo enganados e acreditando que ele seria bom por um aspecto Luciférico – não que isso também não possa ocorre no caso dos eleitores de Bolsonaro.

Esse aspecto da consciência ou inconsciência no neste âmbito dos valores no meio antroposófico é para se questionar sim e extremamente relevante. Um ponto importante a ser considerado tb é que ter votado ou apoiar Bolsonaro não faz ninguém mau necessariamente, mas existe um processo na alma que pode fazer o indivíduo relativizar o mal, nesse caso é extremamente perigoso pois faz o indivíduo descer a im nível moral inferior, inclusive gerando reflexos nas suas forças do coração e sentido humanitário – gerando uma indiferença com o próximo, ou seja, uma caminho para o reino sub-humano.

Não há espaço na Antroposofia para forças de anti-amor e impulsos em direção ao sub-humano.

Leonardo Maia


ESTAMOS PERTO DO ENCERRAMENTO DAS INSCRIÇÕES – Participe do evento:

AS SOMBRAS DO BOLSONARISMO SOBRE A ANTROPOSOFIA

– Dois movimentos antagônicos –

Datas: 05 a 08 de julho
Horário: 19:30 às 21:30 (aproximadamente)
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A ESCOLHA CONSCIENTE E INCONSCIENTE POR IMPULSOS ANTI-CRÍSTICOS


A ESCOLHA CONSCIENTE E INCONSCIENTE POR IMPULSOS ANTI-CRÍSTICOS

Leonardo Maia


“Existem duas vertentes possíveis para o apoio ao preceitos “anti-antroposóficos“ do Bolsonarismo: inconsciência ou decisão consciente pelo caminho oposto ao indicado pela Antroposofia.“


A escolha consciente ou inconsciente por impulsos anti-Crísticos e anti-Antroposóficos na representação governamental é o tema da publicação de hoje da série “As Sombras do Bolsonarismo na Antroposofia” – evento de 5 a 8 de julho.

Existem duas justificativas possíveis para o apoio aos preceitos “anti-antroposóficos“ do Bolsonarismo: inconsciência ou decisão consciente pelo caminho oposto ao indicado pela Antroposofia.

Se eu aderir ao movimento e não concebi um sentido para isso, não estou atuando à luz da minha própria consciência, estou caminhando junto com as forças coletivas no sentido contrário da consciência individual, para sua dissolução no coletivo (forças luciférias e ahrimânicas – inconsciência)

Se eu reflito e decido dentro da minha própria concepção, ponderando todos os impactos da minha decisão e ação (em mim mesmo, nos outros e no mundo), estou atuando a partir da Alma da Consciência. “Tem um sentido e propósito a minha escolha?”

Na questão da inconsciência, nosso papel seria despertar a consciência para que nossas escolhas sejam livres porém conscientes do caminho que queremos tomar.

Na escolha consciente em liberdade, deve ficar claro se tal posicionamento vai na direção contrária ou análoga à proposta e indicações da Antroposofia – no caso, em direção aos Impulsos Crísticos ou Solares, o reconhecimento do bem e do mal.

Considerando a perspectiva do pensamento vivo e da observação dos fatos e da realidade para uma atuação consciente no mundo, vamos considerar algumas declarações e atuações de Jair Bolsonaro durante sua jornada política:

– “Sou favorável à tortura. Tu sabe disso…”
– “Grupos de extermínio são bem vindos.”
– “Minha especialidade é matar.”
– Direitos humanos: esterco da vagabundagem. (Posando para foto com esta mensagem na camisa)
– “Morreram poucos. A PM tinha que ter matado mil” – Sobre o massacre do Carandiru (1992)
– “Pena que a cavalaria brasileira não tenha sido tão eficiente quanto a americana, que exterminou os índios” – Correio Brasiliense, 12 de abril de 1998
– “Não existe essa história de Estado Laico, não. O Estado é Cristão. As minorias tem que se curvar às maiorias. As minorias se adequam ou simplesmente desaparecem.”
– “O filho começa a ficar assim meio gayzinho, leva um coro, ele muda o comportamento.”
– “Para mim é a morte. Prefiro que morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí.”
– “A escória do mundo está chegando ao Brasil…” – em relação aos imigrantes
– “Vou botar um ponto final em todos os ativismos no Brasil.”
– “Eu espero que acabe hoje, infartada ou com câncer.” – Sobre o mandato de Dilma Rousseff (2015)
– “Ai… estou com covid…” (em tom de sarcasmo ironizando a pandemia – que já matou mais de 500.000 brasileiros)

Isto entre inúmeras outras manifestações. Aqui percebemos uma clara manifestação de impulsos e valores anti-Crísticos e anti-antroposóficos.

Portanto a escolha consciente por tais impulsos e valores anti-Crísticos e anti-antroposóficos no meio antroposófico gera a uma “incoerência anímica” onde os conteúdos e indicações da Ciência Espiritual não reverberam no interior da alma humana. Podendo culminar, inclusive, numa moralidade inferior, refletida num sentimento de desumanidade e relativização do mal (vide forças adversas).

Também a perspectiva de separar ou ocultar esses aspectos da realidade viva (fatos) e de seus impactos na evolução humana, mesmo que alertados por Steiner sobre atuação das forças adversas neste período da humanidade, gera o aspecto colocado no artigo anterior de uma “Antroposofia conveniente”, uma dissolução da própria Antroposofia ou mesmo que tais alertas de Rudolf Steiner seriam mero misticismo doutrinário ou irrelevantes.

“Somente se você aplicar uma reflexão profunda e madura sobre as correntes ahrimânicas você será capaz de compreender a gravidade da situação presente.” – Rudolf Steiner, GA 191 – Lúcifer e Ahriman (01/set/1919)

Inclusive, nas próximas publicações, trarei as perspectivas e alertas de Rudolf Steiner para a atuação das correntes ahrimânicas na atualidade e farei uma analogia com a direção ideológica e política do governo Bolsonaro.

Não há espaço na Antroposofia para forças de anti-amor e impulsos em direção ao sub-humano.

Leonardo Maia


Participe do evento:

AS SOMBRAS DO BOLSONARISMO SOBRE A ANTROPOSOFIA

– Dois movimentos antagônicos –

Datas: 05 a 08 de julho
Horário: 19:30 às 21:30 (aproximadamente)
Valor total: R$ 200,00 (todos os encontros)
Informações e Inscrições: https://www.sympla.com.br/as-sombras-do-bolsonarismo-sobre-a-antroposofia__1254304


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Titular: Leonardo André Fonseca Maia




“ATEÍSMO ANTROPOSÓFICO” E A “ANTROPOSOFIA CONVENIENTE”


“ATEÍSMO ANTROPOSÓFICO” E A “ANTROPOSOFIA CONVENIENTE”

Leonardo Maia


“Movimentos contrários aos impulsos e Valores Crísticos, uma tendência ao desinteresse pelos semelhantes entre outras manifestações que, ao abarcadas e ponderadas pela inteligência perspicaz – característica da nossa “época” ahrimânica, pode gerar a percepção da incoerência, do “vazio das palavras” e desconexão com a realidade e levar o indivíduo a tal ponto: a descrença na Antroposofia.“


A fragmentação e distorção da Antroposofia é o tema escolhido hoje, que faz parte do evento “As Sombras do Bolsonarismo na Antroposofia” que é de extrema relevância.

Uma espécie de “ateísmo antroposófico” tem surgido em relação a certas incoerências por parte de uma “doutrinação antroposófica” e deconexão real com a experiência de vida.

Movimentos contrários aos impulsos e Valores Crísticos, uma tendência ao desinteresse pelos semelhantes entre outras manifestações que, ao abarcadas e ponderadas pela inteligência perspicaz – característica da nossa “época” ahrimânica, pode gerar a percepção da incoerência, do “vazio das palavras” e desconexão com a realidade e levar o indivíduo a tal ponto: a descrença na Antroposofia.

Dentro do próprio meio antroposófico surgem movimentos de ceticismo espiritual: uma descrença nos conteúdos suprassensíveis trazidos por Rudolf Steiner e uma “concepção conveniente” de seus fundamentos para com suas próprias ideologias e simpatias, ou seja, apenas validando os aspectos que reafirmam minhas simpatias identitárias, inclusive com afirmações de racismo, eugenia, misticismo doutrinário e etc por parte de Rudolf Steiner.

Isso acaba gerando várias “antroposofias convenientes”, distorcidas e fragmentadas, inclusive dentro das instituições.

“Não há espaço na Antroposofia para forças de anti-amor e impulsos em direção ao sub-humano.”

Leonardo Maia


Participe do evento:

AS SOMBRAS DO BOLSONARISMO SOBRE A ANTROPOSOFIA

– Dois movimentos antagônicos –

Datas: 05 a 08 de julho
Horário: 19:30 às 21:30 (aproximadamente)
Valor total: R$ 200,00 (todos os encontros)
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A PSEUDO-LIBERDADE


A PSEUDO-LIBERDADE

Leonardo Maia


“Na minha opinião, simplesmente abandonou-se as pessoas em direção ao precipício do “Reino sub-humano”. Algo como: cada um tem a liberdade para se jogar… Mesmo que estejam de olhos vendados, sequer acordadas, numa completa inconsciência. Essa postura de abandono na inconsciência não me parece satisfatória.“


O ponto a ser tratado no evento “As Sombras do Bolsonarismo na Antroposofia” que será publicado hoje é sobre a liberdade, que tem sido um dos pontos centrais em várias discussões sobre o tema.

Muitos antropósofos bolsonaristas justificam na liberdade pessoal a decisão de suas escolhas e, obviamente, isto está dentro dos preceitos da Antroposofia – justificativa utilizada, inclusive, para a posição de “neutralidade” de muitas Instituições.

Realmente, este é um aspecto fundamental da Antroposofia e faz parte da sua perspectiva do processo de evolução do ser humano. Porém, a liberdade da perspectiva antroposófica está atrelada ao conceito de decisão, consciência e moralidade – inclusive atrelada a conceitos claros como do bem e do mal.

Portanto a colocação da liberdade pessoal de escolha é correta, porém a conscientização das escolhas, ações e decisões é premissa básica do processo evolutivo sob a perspectiva da Antroposofia – a “Ciência Espiritual”. Para se alcançar essa consciência é preciso refletir profundamente sobre os temas e fatos do mundo para conscientização – portanto, isso valida toda e qualquer reflexão sobre tais escolhas sob a perspectiva antroposófica, assim como a decisão pessoal livre e consciente de escolher pelo bem ou pelo mal.

Este aspecto porém não valida nenhuma ação de obscurecimento da consciência, ou seja, de se abafar ou silenciar qualquer tentativa de se iluminar a concepção da realidade que guiará nossas decisões e escolhas.

Na minha opinião, simplesmente abandonou-se as pessoas em direção ao precipício do “Reino sub-humano”. Algo como: cada um tem a liberdade para se jogar… Mesmo que estejam de olhos vendados, sequer acordadas, numa completa inconsciência. Essa postura de abandono na inconsciência não me parece satisfatória.

Esta justificativa baseada nesta “pseudo-liberdade” está mais atrelada ao conceito de Aleister Crowley (“Faça o que tu queres pois é tudo da Lei”) e do conceito do “Ubermensh” (o Além-Homem) de Nietzsche – onde o homem não deve se submeter a dogmas morais e valores como compaixão, altruísmo, bondade, justiça só seriam adequados aos homens fracos: “a Moral dos Escravos”.

Já a Antroposofia busca um desenvolvimento moral que deve ser feito pessoalmente, fundamentado no conhecimento da essência do ser humano e do universo – portanto consciente. Para ela, o desenvolvimento moral baseado em um amor altruísta é a missão do ser humano na presente Terra. As atitudes morais devem preservar a liberdade individual, isto é, não devem ser baseadas em imposições exteriores de mandamentos, dogmas e leis, mas irradiar do amor e do conhecimentos individuais em plena liberdade:

“Minhas escolhas, ações e decisões são boas para mim, para o outro e para o mundo?”

Vale lembrar que a liberdade, sob este conceito, não foi alcançada, mas seria o objetivo do ser humano – a Décima Hierarquia, o Ser da Liberdade e do Amor.

Ler as centenas de comentários nesta sequência preparatória para o evento “As Sombras do Bolsonarismo na Antroposofia” demonstra enorme inconsciência dos próprios fundamentos da Antroposofia e da realidade, defendendo valores anti-Crísticos e, consequentemente, anti-antroposóficos, numa luta contra o PT, o contra o Comunismo e etc… chegando a ponto de, dentro das comunidades antroposóficas, termos pessoas dizendo que Ustra – reconhecido e condenado por tortura – é um herói, apologias a violência e a morte, inclusive, culminando no afastamente de pessoas do ambiente antroposófico, pois o volume de pessoas com essas perspectiva é enorme.

Então pergunto: quem nós abandonaremos na inconsciência em direção ao abismo do reino sub-humano sob a justificativa desta “pseudo-liberdade”?

“Não há espaço na Antroposofia para forças de anti-amor e impulsos em direção ao sub-humano.”

Leonardo Maia


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AS SOMBRAS DO BOLSONARISMO SOBRE A ANTROPOSOFIA

– Dois movimentos antagônicos –

Datas: 05 a 08 de julho
Horário: 19:30 às 21:30 (aproximadamente)
Valor total: R$ 200,00 (todos os encontros)
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INCOERÊNCIA ANÍMICA


INCOERÊNCIA ANÍMICA

Leonardo Maia


“E surge a pergunta: falam de Impulsos Crísticos, altruísmo, empatia, amor altruísta, sacralidade da vida e etc, mas apoiam, como representante máximo de uma nação, alguém que tem como herói um torturador?“


Outro ponto que será abordado no evento “A Sombra do Bolsonarismo na Antroposofia” para clarear e expor a importância de algumas questões que tem surgido. Hoje falaremos da incoerência anímica e disposição devocional – que podem refletir em uma mera conceituação estática e intelectualizada dos textos trazidos por Steiner – desvinculada da vivência anímica.

Todos os questionamentos relacionados a este tema específico – o âmbito político – não podem ser transformados em tabu, pois o contexto pode criar uma neblina em cima da realidade. Este é um aspecto extremamente relevante tanto para a realidade humana atual (material e espiritual) quanto para a própria Antroposofia, que passa a ser apresentada sob uma perspectiva meramente conceitual, fora da vivência anímica, desvinculada das forças que emanam do coração.

Muitas pessoas me perguntam: “como pode pessoas do meio Antroposófico apoiarem Bolsonaro? Falam de Impulsos Crísticos, altruísmo, empatia, amor altruísta, sacralidade da vida e etc, mas apoiam, como representante máximo de uma nação, alguém que tem como herói um torturador? A Antroposofia não é verdadeira…”. E eu concordo com eles, “essa Antroposofia” não é, pois se ela não reverbera no coração humano, na alma individual, passe a ser apenas uma conceituação estática e intelectualizada dos textos trazidos por Steiner.

Steiner disse que a Antroposofia surgirá no indivíduo como uma necessidade do coração e do sentimento. Que para conectar-se ao Espiritual, ele deveria buscar em seu ambiente e em suas vivências, o que lhe possa causar admiração e respeito com disposição devocional. Pergunto, o que tem causado admiração e respeito com disposição devocional aos Antropósofos apoiadores de Bolsonaro?

“Não há espaço na Antroposofia para forças de anti-amor e impulsos em direção ao sub-humano.”

Leonardo Maia


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AS SOMBRAS DO BOLSONARISMO SOBRE A ANTROPOSOFIA

– Dois movimentos antagônicos –

Datas: 05 a 08 de julho
Horário: 19:30 às 21:30 (aproximadamente)
Valor total: R$ 200,00 (todos os encontros)
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A HIERARQUIA DE DISCORDÂNCIA DE PAUL GRAHAM E A ALMA DA CONSCIÊNCIA


A HIERARQUIA DE DISCORDÂNCIA DE PAUL GRAHAM E A ALMA DA CONSCIÊNCIA

Leonardo Maia


“O objetivo do argumento, ou da discussão, não deve ser vitória, mas progresso.“

Joseph Joubert


Eu me propus a fazer pequenas publicações em cima de pontos que serão abordados no evento “A Sombra do Bolsonarismo na Antroposofia”, para clarear e expor a importância de algumas de suas questões. Uma delas é sobre a relação da “Hierarquia da Discordância de Paul Graham” e a “Alma da Consciência” da Antroposofia – que será um dos pontos de partida para evolução do evento.

É interessante observar que, ao fazer o lançamento do evento ontem, já houve uma enxurrada de comentários, tanto apoiando quanto criticando o evento – o que já era esperado, o que mostra que é um assunto relevante e que o tema realmente se faz necessário.

Porém, ao observar a qualidade das discordâncias, reverberou algo que já era explícito em outras publicações sobre o tema – a qualidade da argumentação contrária. Justamente por ser algo previsível, já inclui na introdução essa relação da “Hierarquia da Discordância de Paul Graham” e a “Alma da Consciência” da Antroposofia para elevação da qualidade do pensamento que aplicaremos durante o evento – ou seja, a devida argumentação e fundamentação ao que será abordado, além, é claro, do respeito ao contra-argumento.

Deve ser compreendido que não existe a minha necessidade de estar certo, mas da necessidade de busca pelo esclarecimento de questões e incoerências que estão se manifestando no âmbito da comunidade antroposófica.

“O objetivo do argumento, ou da discussão, não deve ser vitória, mas progresso.“ – Joseph Joubert

HIERARQUIA DE DISCORDÂNCIA DE PAUL GRAHAM

NÍVEL 1 – DESRESPEITO E XINGAMENTO: puro xingamento e nada mais. Usa a grosseria para se posicionar contra sem elaborar.

NÍVEL 2 – AD HOMINEM: ao invés de discordar do ponto principal prefere atacar o autor.

NÍVEL 3 – ESCRITA / RESPOSTA AO TOM: critica o estilo da escrita sem justificar e sem analisar o ponto central. Ataca a forma do discurso e não o seu conteúdo.

NÍVEL 4 – DO CONTRA: se coloca contrário mas sem justificativas e/ou raciocínio. Consiste na mera afirmação de uma ideia contrária à do texto original. (“Isto é muito ruim.”)

NÍVEL 5 – CONTRA-ARGUMENTAÇÃO: contradiz o que foi dito com justificativas e raciocínio. É uma forma de discordância superior às anteriores, e com maior potencial para afetar positivamente a discussão em alguns casos. Consiste em uma forma mais sofisticada de contradição, onde além de confrontar o conteúdo da proposição original, também são apresentados argumentos sólidos e logicamente sustentáveis como embasamento.

NÍVEL 6 – REFUTAÇÃO DE TRECHO: É um nível onde há contribuição real ao debate, e consiste em uma evolução do contra-argumento. Mas agora, atacando um ponto relevante da ideia original e que de fato tenha sido defendido pelo autor.

NÍVEL 7 – REFUTAÇÃO DO PONTO CENTRAL: Esse é o nível máximo de discordância, onde a refutação tem como alvo o ponto central da ideia defendida pelo autor original. Uma vez refutado o ponto central, toda a argumentação precisa ser abandonada ou revista, levando a discussão a níveis cada vez mais altos e gerando aprendizado.

Aqui, ao subirmos os níveis da Hierarquia de Discordância de Paul Graham, podemos perceber um caminho similar ao proposto pela Antroposofia em direção à Alma da Consciência – onde se faz clara a necessidade da superação dos aspectos inferiores da Alma Humana para uma busca autêntica e honesta em direção à Verdade.

Observe que quanto mais inferior o nível da Hierarquia, menos consciência existe em relação ao que está sendo discutido ou abordado, onde geralmente se refletem aspectos como pessoalidade, simpatia/antipatia, parcialidade, necessidade de auto-afirmação pessoal (egocentrismo), incapacidade de observar ou pensar (e compreender) o que está sendo abordado e etc…

Nos níveis inferiores, estou mergulhado na inconsciência em relação ao tema ou me recuso a aceitar a Verdade (por necessidade do ego inferior). Em ambos posso me tornar veículo de Forças Adversas, tanto na perspectiva de me tornar veículo inconsciente ou mesmo por conscientemente ignorar aspectos da realidade pela não aceitação da Verdade que confronta as minhas necessidades pessoais ou de auto-afirmação (certezas intransigentes e imperativas).

Em relação a divulgação do evento, recebi inúmeros xingamentos, memes e ironias. Questionamentos relacionados a minha pessoa e depreciação da minha própria individualidade, sem sequer me conhecer. Posicionamentos contrários sem justificativas ou raciocínio, inclusive sem o conhecimento da argumentação e fundamentação aplicadas aos temas a serem trazidos, pois se tratava apenas da exposição dos elementos que serão abordados.

Inclusive, muito próximo das próprias manifestações argumentativas do próprio presidente Bolsonaro.

Xingamentos, desrespeito, julgamentos inconscientes do conteúdo, negação da própria necessidade de esclarecimento das questões oferecidas, “argumento de autoridade” (carteiradas antroposóficas do tipo “eu tenho 30 anos de Antroposofia” como argumento para depreciar o evento), falsas acusações do tipo “comunista, petista e etc”, argumentações do tipo: “e o PT? e o Lula” ou “Steiner deve estar se revirando no túmulo” entre outras manifestações e, inclusive, tentativa de invalidar ou evitar a abordagem do tema, criando uma observação parcial e conveniente da realidade ou de sua não observação (vide Lúcifer).

Outra característica foi a inflamação típica que acompanha tais comentários, muitos utilizam caixa alta (letras maísculas – como se estivessem gritando) e, são incapazes de argumentar e fundamentar, apenas reafirmar suas certezas ou tentar desvalidar ou desautenticar o impulso em direção à consciência que se busca – obviamente a exposição de incoerências pessoais ou fanatismo gera uma inflamação emocional (Lúcifer) que contrapõe a “calma interior” necessária para um pensar e o elucidar das questões de forma superior.

O importante, porém, é a observação de que este impulso é uma busca pelo esclarecimento de dúvidas e questões que estão permeando muitas pessoas e que refletem, tanto na busca sincera pela dignidade e florescimento de todos os seres humanos quanto de seus efeitos na própria comunidade antroposófica.

Pergunto: analisando com honestidade intelectual e obeservando esta relação da “Hierarquia da Discordância de Paul Graham” e a “Alma da Consciência” da Antroposofia, é este tipo de pensamento e interação a que se propõe a Antroposofia, a Ciência Espiritual de Rudolf Steiner?

“Não há espaço na Antroposofia para forças de anti-amor e impulsos em direção ao sub-humano.”

Leonardo Maia


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