PRIMEIRA NOITE SANTA – 25 de dezembro


As 12 Noites Santas

PRIMEIRA NOITE SANTA – 25 DE DEZEMBRO

Texto: Edna Andrade
Narração: Mirna Grzich
Produção: Gabriel Lehto


Tomar o destino nas próprias mãos é a condição básica para alcançar a liberdade, meta para a qual nos destinamos como seres individualizados.


Soam as 12 badaladas da meia noite anunciando o Natal. Vem a aurora, atravessamos o dia, cai a noite e uma luz se acende no céu irradiando um brilho que emana da Constelação de Peixes e ilumina a primeira vigília santa.

Estamos no primeiro degrau da escada que está assentada na esfera humana terrena, na dimensão da existência do Anthropos – o ser da liberdade.

A liberdade é uma das duas principais forças espirituais que nos foram destinadas a conquistar ao longo da vida. A outra força é o Amor, força espiritual que conquistamos ao final da escada.

A sabedoria antiga nos conta que foram as forças espirituais de Peixes que configuraram os pés humanos. Quando observamos os pés, verificamos que eles têm a forma de uma abóboda, que vai propiciar a verticalização da coluna e o andar ereto, primeiro grande aprendizado da vida. Quando criança nos arrastamos, engatinhamos e finalmente nos erguemos e nos apoiamos nos próprios pés, superando as forças da gravidade. Isso significa uma grande conquista, e a condição para o desenvolvimento do pensamento. O pensar é o que diferencia o Humano dos outros reinos da natureza.

Ao longo da vida seguidamente fazemos uma analogia íntima com este fato: “Andar nos meus próprios pés, saber por onde ando”, “Seguir os meus próprios passos”, “Não vou andar nos passos de ninguém”, são expressões de uma correta relação com a Terra e com o destino em termos de liberdade pessoal.

Nesta primeira Noite Santa recebemos da constelação de Peixes os impulsos para nos firmarmos nos nossos próprios pés e nos erguermos, que são as condições básicas para alcançar a liberdade individual, a meta para a qual nos destinamos, como seres individualizados.

Na madrugada ou ao amanhecer do dia 25, acenda uma vela. Deixe o silêncio e a devoção penetrarem na alma e a luz frágil da vela iluminar o seu espaço interno, e que na vivência do seu próprio Eu, a verdadeira luz solar do Eu do Cristo se faça presente.

Nesta noite, da região de Peixes, os sábios da Humanidade derramam suas bênçãos de sabedoria sobre você. Eles formam um círculo protetor a sua volta, emanando a força que você precisa para se firmar nos próprios pés e tomar seu destino nas próprias mãos. Abra os braços e as pernas formando com o próprio corpo uma estrela de cinco pontas e diga:

“Com firmeza eu ocupo meu lugar no mundo,
Com certeza eu caminho pela vida,
Com amor no íntimo do meu ser,
Com esperança em tudo que eu faço,
Com confiança no meu pensar,
Forças jorrem do meu coração.”

Texto: Edna Andrade
Narração: Mirna Grzich
Produção: Gabriel Lehto


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AS 12 NOITES SANTAS – INTRODUÇÃO


AS 12 NOITES SANTAS – INTRODUÇÃO

Texto: Edna Andrade
Narração: Mirna Grzich
Produção: Gabriel Lehto


“As 12 Noites Santas representam a escada de expansão da Consciência Divina em nós…”

Sergei Prokofieff


AS 12 NOITES SANTAS – INTRODUÇÃO

Segundo uma antiga tradição cristã, as Doze Noites Santas é o período que vai da noite de Natal até o dia de Reis.

Através da Luz Espiritual que brilha das estrelas do Zodíaco, as bênçãos divinas se derramam sobre aqueles que oram e vigiam. Os sonhos nestas noites se tornam mensageiros do Espírito!

Quando se acendeu no céu a estrela há muito tempo esperada, os Reis Magos iniciaram a jornada até a Criança que seria o novo Sol do Mundo. Após doze noites, consideradas sagradas a partir de então, eles puderam alcançá-la e ofertar o incenso, a mirra e o ouro, em nome de toda a Humanidade, acompanhados dos votos de que o Espírito Divino pudesse viver no pensar, sentir e querer humanos.

Dos pés à cabeça podemos vivenciar a transformação, de pessoas terrenas e materialistas, em pessoas espiritualizadas, que olham o mundo com uma visão espiritual. Vislumbramos a escada de expansão da consciência, que ajuda a dar nascimento, no último degrau, ao Ser Divino em cada um de nós.

A cada Natal temos a chance de um novo nascimento. E a cada ano, a oportunidade de uma nova vida. Não podemos nos esquecer disso, pois precisamos urgentemente de forças espirituais, não apenas para cada um de nós individualmente, mas para toda a Humanidade.

Na meditação das noites santas, podemos colocar na alma as sementes da Esperança em relação aos doze meses do ano que entra. Meditando dos pés em direção à cabeça, podemos almejar a consolidação das forças do nosso ser e a transformação dessas forças em qualidades verdadeiramente humanas e sagradas.

As 12 badaladas da meia noite do Natal anunciam a vigília, que pode ser um preparo espiritual, como se as Noites Santas fôssem uma prévia dos 12 meses do ano que se inicia.

As inspirações recebidas das hierarquias espirituais nestas doze noites, através da meditação, injetam forças no desenvolvimento espiritual ao longo de todo o ano.

O Evangelho de Mateus nos remete aos mistérios espirituais da Antiguidade, etapa do desenvolvimento da humanidade na época do assentamento na região do Mediterrâneo, quando aqueles que eram iniciados desenvolviam a visão clarividente. Os corpos siderais eram vistos por eles como a manifestação de seres espirituais em atividade constante e contínua transmutação. A esse antigo estado de consciência clarividente está associado o surgimento da Astrologia, sabedoria baseada na analogia do movimento e posição dos astros com o destino humano. Ao fazermos a vigília das Noites Santas podemos retomar a jornada dos Reis Magos através da ligação com esta sabedoria, recebendo irradiações das 12 constelações do Zodíaco.

As hierarquias espirituais podem ser contempladas como esculturas, no portão sul da Catedral de Chartres, a mais importante catedral gótica da Idade Média. Neste portão, chamado de Portão da Transubstanciação, as hierarquias formam uma escada ascendente que representa o ensino espiritual.

O aluno vai de degrau em degrau se conectando a esses seres espirituais, que representam diferentes estados de Consciência. Neste aprendizado, o pensar e o sentir, integrados, se tornam órgãos de compreensão e de participação no mundo espiritual.

Os nomes das hierarquias se originaram de um manuscrito de Dionísio, o Aeropagita, que fundou a primeira escola esotérica cristã da Antiguidade. Dionísio, um iniciado nos antigos centros de mistérios gregos, renomeou os seres divinos, que eram chamados na Antiguidade como seres de Vênus, seres de Mercúrio e outros, a partir de uma revelação do Cristo feita a ele por Paulo de Damasco.

O Manuscrito escreve os nove níveis de seres divinos associados em grupos de três hierarquias que participaram da evolução da Terra e do ser humano.

A primeira hieraquia inclui os Serafins, Querubins e Tronos, que iniciaram a evolução.

Eles atuam a partir do divino, da esfera macrocósmica, que é denominada a esfera do Pai, de Deus, de Alá, do amor divino, do grande mistério, da doação cósmica. Eles são seres de um estado evolutivo anterior ao nosso, tão avançados em sua evolução que foram capazes de fazer fluir de si a sua própria substância, dando nascimento ao atual estado do nosso sistema solar.

A segunda hierarquia é formada pelos Kyriotetes, Dynamis e os Exusiai, ou Elohins. Eles também são chamados de Domínios, Virtudes e Potestades. Enquanto no processo de configuração do nosso Cosmos a primeira hierarquia atuou de fora, a segunda hierarquia, de dentro do processo, acolheu os planos divinos transformando-os em sabedoria, dando-lhes movimento e forma.

E por último a terceira hierarquia – os Arqueus, ou Principados, os Arcanjos e Anjos, próximos do ser humano, porque desenvolveram a sua essência nesta etapa evolutiva em que nós, Anthropos, nos encontramos, e na qual estamos destinados a nos tornar cocriadores da Evolução.

Rudolf Steiner, filosofo alemão que revelou a Antroposofia ao mundo, chamava a atenção para o fato de que o homem autoconsciente deveria reaprender a vivenciar as hierarquias na sua vida interna como realidades.

Ele diz que esses seres espirituais vêm ao nosso encontro quando nos preparamos para conhecê-los, e falarão à nossa alma primeiramente como pensamentos e sentimentos, e só então os perceberemos como realidades!

Sergei Prokofieff, um dos dirigentes mundiais da Antroposofia, descreveu o ensino espiritual de Chartres na tradição da vigília das 12 noites santas.

Ele delineia a escada de expansão da consciência, que ajuda a dar nascimento, no último degrau, ao Ser Divino em cada um de nós.

Prokofieff faz uma analogia entre este caminho de transformação e o processo de desenvolvimento descrito por Rudolf Steiner como o caminho de Jesus a Cristo.

Jesus nasce como a criança arquetípica, destinada a se desenvolver como um Ser Humano, de tal forma que possa acolher em si o Eu do Cosmo, no Batismo do Jordão. Este acontecimento místico derramará sua influência por sobre toda a história da Humanidade, como um grande arquétipo de desenvolvimento espiritual.

Texto: Edna Andrade
Narração: Mirna Grzich
Produção: Gabriel Lehto


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UM PEQUENO PASSO


UM PEQUENO PASSO

Leonardo Maia


Desejo à todos neste Natal um pequeno passo: que nossas certezas intransigentes não sobreponham nossa capacidade de amar ao próximo.


O evento central da Era da Terra ocorreu durante a época greco-romana, na Palestina. Era a encarnação de um Ser Espiritual muito elevado, chamado de “Cristo”, o Ser Solar – culminando nos eventos que cercavam a Crucificação: o “Mistério de Gólgota”. Este evento foi o ponto de virada da evolução da Terra, da descida do espírito à matéria, em direção à ascensão de volta ao Espírito, com os frutos obtidos da estada na matéria.

A encarnação de Cristo criou um momento decisivo, pois toda a evolução gira em torno deste evento central.

Sua doação é a forma do “EU” humano (consciência do EU) ao homem no ponto de virada do tempo. O ego aperfeiçoado de Cristo agora existe em uma forma etérica no reino suprassensível e pode se replicar para aqueles que desejam assumir esta forma perfeita.

Embora a humanidade como um todo ainda leve algum tempo para assumir o veículo aperfeiçoado da consciência Crística, já existem algumas almas mais avançadas neste processo que contribuirão com o alicerçamento do EU Crístico na entidade humana.

Desejo à todos neste Natal um pequeno passo: que nossas certezas intransigentes não sobreponham nossa capacidade de amar ao próximo.

Leonardo Maia


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NATAL – TEMPO DE CONCILIAÇÃO E FRATERNIDADE


NATAL – TEMPO DE CONCILIAÇÃO E FRATERNIDADE

Leonardo Maia


Seríamos capazes de superar a intolerância e divergências e caminhar juntos em direção a um propósito maior comum: a dignificação de todos os seres humanos?


Num momento em que estamos permeados pelo Espírito Natalino, onde sobram votos de paz, respeito e fraternidade e um sentimento de amor se faz presente em muitas almas, faço a pergunta: quão verdadeiro é este impulso fraterno universal em seu coração?

Percebemos que nosso amor universal não é tão universal assim no momento em que aqueles que estão fora do meu espectro de tolerância e acolhimento despertam em meu ser sentimentos baixos e obscuros que surgem na mera divergência de opinião e ideológica.

Hoje, acredito que nosso maior desafio é percebemos o sentimento de perdão e compaixão para com aqueles que estão mergulhados no obscurantismo, nas correntes de mentiras que alimentam sentimentos de ódio e indiferença para com o próximo, que perderam suas forças do coração.

Estes são os pobres que mais precisam de nós, porque se tornaram pobres de Espírito. Isso não invalida a luta contra a violência, luta pela dignificação do outro ser humano, pelo respeito ao caminho individual, pela justiça social e etc… pois é essencial o despertar da consciência e auto-responsabilidade.

Porém, a mágoa se mostra superior a nossas capacidades de perdão e amor – na menor das discordâncias, é liberada toda uma torrente de sentimentos áridos que se mostravam represados em nossas almas. E meus julgamentos e condenações são incontestáveis e vorazes, mostrando quão frágil e sutil, até mesmo irreal, é minha capacidade de amor altruísta e fraterno.

Identificação e parcialidade se tornaram necessidade de minha autoafirmação e nessa fragilidade, forças adversas atuam para alimentar um embate constante contra tudo e contra todos que fogem do meu delimitado espectro ideológico, onde meu ego se aprisionou. O embate e intolerância se manifesta naquilo que não se expressa na satisfação da certeza do meu ego: o verdadeiro caminho que todos devem seguir, porque eu sei a verdade. Então a desarmonia se faz presente até mesmo entre aqueles que tem uma busca autêntica em prol da dignificação de todos os seres humanos.

Em verdade, eu amo apenas aqueles que me reafirmam. Sequer sou capaz de perceber a moralidade e mesmo a força do coração daqueles que fogem das minhas concepções, pois “Eu sou o Caminho e a Verdade.”

“O amor é superior à opinião. Se as pessoas se amam, as mais variadas opiniões podem ser conciliadas(…) esta é uma das tarefas mais importantes para a humanidade hoje e no futuro: que os homens aprendam a conviver e se entendam. Se essa comunhão humana não for alcançada, toda conversa sobre desenvolvimento oculto é vazia.” – Rudolf Steiner

Por Leonardo Maia


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A Estrela dos Três Reis Magos


A ESTRELA DOS TRÊS REIS MAGOS


Observe as estrelas. Quando vir nascer uma nova estrela, Ele terá se tornado um ser humano na Terra.


Cristo emana aos homens a força do Amor celeste. O Arcanjo Micael emana a força para realizar os desígnios espirituais. Das estrelas, os anjos inspiram, nos homens, pensamentos superiores.

Dessa maneira, fluem dos céus para a Terra : Verdade, Amor e Força de vontade.

”Observe as estrelas. O Filho de Deus se aproxima. Quando vir nascer uma nova estrela, Ele terá se tornado um ser humano na Terra. Tudo quanto vocês perderam, a pura Verdade, o Amor celeste, a Vontade divina, Ele quer trazer para todos e erradicar a névoa cinzenta que separa vocês de todos os outros seres que habitam o céu e também daqueles que habitam a Terra.”

Trecho do conto “A Estrela dos três Reis Magos”

“Se quisermos festejar o Natal
De modo cristão, deverá existir
Em nós próprios um Pastor e um Rei.

Um Pastor que ouve o que outras
Pessoas não ouvem, e que
Com todas as formas de dedicação
More logo abaixo do céu estrelado;
A esse Pastor, anjos anseiam por
Revelar-se.

E um Rei que distribua dádivas;
Que não se deixa guiar por nada mais
A não ser pela estrela das alturas.
E que se põe a caminho,
Para ofertar todas as suas dádivas
Ao pé de uma manjedoura.

Mas além do Pastor e do Rei
Deverá existir também em nós, uma
Criança
Que quer nascer agora!”

Rudolf Steiner


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PENSAMENTOS CÓSMICOS


PENSAMENTOS CÓSMICOS

Rudolf Steiner – GA 40

Tradução: Valdemar Setzer


Há pouco valor em conhecer os minerais, plantas e animais, a menos que você encontre as estrelas trabalhando em cada um deles.

Rudolf Steiner


No meu pensar vivem pensamentos cósmicos,
Em meu sentir tecem potências cósmicas,
Em meu querer atuam seres do querer.

Eu quero reconhecer-me
Em pensamentos cósmicos,
Eu quero vivenciar-me
Em potências cósmicas,
Eu quero criar-me
Em seres do querer.

Assim eu não termino nos limites do cosmo
E nem nas amplidões do espaço,
Eu começo nos limites do cosmo
E nas amplidões do espaço
E termino finalmente em mim,
Reconhecendo-me em mim.

Rudolf Steiner – GA 40

Tradução: Valdemar Setzer


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ISSO É ÁGUA VIVA


ISSO É ÁGUA VIVA

Kjell Arman


Na terra e no cosmos, o princípio da vida é representado por uma espiral, um movimento incessante num mundo estelar que se cria e se destrói em contração e expansão, sempre sujeito à alternância de espiral e caos.


Quando encontramos água na natureza, podemos beber desde que seja água corrente, pois a estagnada pode ser perigosa. A água mantem-se “saudável” se correr, mas “doente” quando estagna. Além disso, um rio que serpenteia em curvas tem uma grande capacidade de digerir os resíduos e o lixo que lhe chegam, mantendo-se ainda limpo e fresco. Um canal artificial e reto carece dessa capacidade.

Parece ser característico da água o fato de querer mover-se e fluir serpenteando, produzindo funis onde ascende e desce, girando em espirais, alternando a contração com a expansão. Também no mar observamos essa rotação rítmica nas ondas, onde a água se levanta e cai, influenciada então pelo vento e pela lua.

Se queremos influenciar os processos vivos neste caso, a água de uma forma harmoniosa e natural, devemos estudar a natureza e nos acomodar às suas leis. Por isso, o removido dos preparados biodinâmicos é feito em um sentido, originando um funil, e depois no contrário. Assim se produz o movimento da água na natureza.

Não só a água tende a se mover assim. Na terra e no cosmos, o princípio da vida é representado por uma espiral, movimento incessante que podemos observar na sucessão das folhas no caule, na flor de girassol, em cada abacaxi, no cabelo da cabeça , num mundo estelar que se cria e se destrói em contração e expansão, sempre sujeito à alternância de espiral e caos.

Kjell Arman


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INFUNDI-LHE NA ALMA O AMOR


INFUNDI-LHE NA ALMA O AMOR

Dom Helder Câmara


Não ensines a teu filho que as estrelas
Não são do tamanho que parecem ter:
Maiores do que a terra!
São lâmpadas que os anjos acendem todos os dias
Assim que o sol começa a escurecer…

Não diga a teu filho
Que as asas dos anjos
Só existem na imaginação
Já vi meu anjo em sonho e posso jurar
Que ele tem asas claras
Que até parecem feitas de luz.

Não encha a cabeça do teu filho
Ensinando-lhe hipóteses precárias
Que amanhã de nada servirão.
Povoa de beleza
O olhar inocente do teu filho.

Dá-lhe uma provisão de bondade
Que chegue para a marcha da vida.
Infundi-lhe na alma o amor de Deus
E tudo mais por acréscimo ele terá.

Dom Helder Câmara


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O RECONHECIMENTO DE NOSSA ORIGEM ESPIRITUAL COMUM


O RECONHECIMENTO DE NOSSA ORIGEM ESPIRITUAL COMUM

Rudolf Steiner


Deveríamos dizer que a amplitude do ser humano desaparece no corpo, o Homem se perde em seu corpo com a vida física aqui na Terra para, na morte, reencontrar-se no Espírito. Para adquirir certas aptidões, o ser anímico-espiritual precisa como que enterrar-se temporariamente no corpo físico e passar pelas experiências que unicamente a existência física lhe oferece.

Rudolf Steiner


Neste momento de comemoração natalina, lembramos as seguintes palavras ditas por Cristo que nos sinalizam o pensamento do Natal:

“Se não vos tomardes como as crianças não podereis entrar no Reino dos Céus”.

Claro que aqui não se trata de adotar uma infantilidade que nega o caráter misterioso do pensamento do Natal e vulgarizá-lo com músicas triviais sobre o menininho Jesus Cristinho, como acontece em nossos dias, dominados pelo materialismo. Estas palavras nos indicam grandes impulsos que permeavam a evolução da humanidade.

Quando o Homem entra no mundo como criança ele vem diretamente do mundo espiritual. O que acontece na vida física, a concepção, o crescimento do corpo físico é o que envolve, veste, o acontecimento que pode ser designado como a transferência da essência humana mais profunda do mundo espiritual para o corpo físico. O ser humano abandona o mundo espiritual e penetra num corpo físico para que possa vivenciar as coisas que só no mundo físico podem ser realizadas.

No seu cerne, o Homem oriundo do mundo espiritual e nos primeiros estágios da sua existência terrestre (infância), ainda está livre da ilusão do materialismo. Nos primeiros anos, a criança como que anuncia que ela vem de um outro mundo. Quem pode discernir, sente que na maneira de ser da criança pequena revelam-se efeitos de vivências anteriores no mundo espiritual.

Influenciada pelo materialismo existe a opinião bastante trivial de que o Homem desenvolve pouco a pouco o seu Eu na vida, do nascimento até a morte. É uma forma limitada de pensar que não condiz com a imagem do verdadeiro Eu que parte de uma existência puramente espiritual e se veste com o envoltório físico. Devemos saber que, á medida que o Homem cresce, o seu Eu verdadeiro parece sumir, tornando-se menos visível, fazendo com que aquilo que se desenvolve numa existência entre o nascimento e a morte seja apenas uma imagem espelhada de ocorrências espirituais, um reflexo morto de uma vida superior.

Deveríamos dizer que desaparece no corpo a amplitude do ser humano, o Homem se perde em seu corpo com a vida física aqui na Terra para, na morte, reencontrar-se no espírito.

Quem desconhece esta realidade, dirá que a criança é incompleta e o seu Eu, partindo das profundidades indefinidas, vai evoluindo passo a passo á maior perfeição. Assim não pode falar quem estuda a Ciência Espiritual, quem liberta a consciência presa nas ilusões causadas pelo materialismo que continua reinando na índole dos nossos tempos.

Para adquirir certas aptidões, o ser anímico-espiritual precisa como que enterrar-se temporariamente no corpo físico e passar pelas experiências que unicamente a existência física lhe oferece.

Para que nos lembremos sempre da nossa origem espiritual, para que nos fortifique o pensamento – nós viemos do mundo espiritual, para o mundo físico, para isto brilha o pilar luminoso do pensamento natalino em nossos sentimentos cristãos. Este pensamento deve ganhar força na evolução espiritual futura da humanidade. Assim, o festejar do Natal será uma fonte onde a humanidade recebe a vitalização para sua existência terrestre, porque de forma correta é lembrada da sua origem espiritual. Que isto hoje ainda não ocorra de forma generalizada, está ligado a um fator da evolução histórica da humanidade. Verdades necessárias para o progresso humano nem sempre aparecem da forma certa ou na época certa. Por isso, as verdades devem ser avaliadas em relação á época correta e á luz correta em que entraram na evolução humana.

Assim conhecemos entre outros o conceito da igualdade de todos os Homens (onde sua origem comum, espiritual, abarca toda humanidade) que é um pensamento cristão, capaz de ser aprofundado enormemente, mas que ainda não assumiu em nossa vida uma forma definida.

Rudolf Steiner – Basiléia, 22/dez/1918

Tradução: Leonore Berlalot


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A ÁRVORE DE NATAL


A ÁRVORE DE NATAL

Tiziano Bellucc


Se você, como por magia, puder levar à alma tudo o que da infância ainda é inocente e livre das tentações da vida, obterá uma imagem da alma humana antes das encarnações terrenas começarem”.

Rudolf Steiner


O pinheiro para os antigos Celtas era a árvore cósmica, divina protetora do dia de Yule (21-22 de dezembro, Solstício de inverno).

O pinheiro, uma árvore conífera, definido como instrumento de comunicação entre o firmamento e a terra, representava a aspiração humana à busca interior.

Os povos dos países escandinavos e germânicos, como tradição, pouco antes do Solstício de Inverno se deslocavam à floresta para cortar um pinheiro como rito propiciatório; trazido para dentro de casa, era decorado com guirlandas e doces: um ancestral da nossa Árvore de Natal.

Que essas luzes da árvore de natal nos digam:

′′O que quer que aconteça com você, o que quer que possa te atormentar, tudo que possa te arrastar para longe das esferas luminosas do Espírito, lembre-se em você de sua origem divina. Se você reconhecer essa força íntima da sua alma, você pode ter fé que a conquista das alturas está ao seu alcance. Se você, como por magia, puder levar à alma tudo o que da infância ainda é inocente e livre das tentações da vida, obterá uma imagem da alma humana antes das encarnações terrenas começarem”. – Rudolf Steiner

Tiziano Bellucci


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