A VERDADE INTERIOR


A VERDADE INTERIOR

Leonardo Maia


O que eu mais desejo é que tenhamos representantes com admiração e respeito com disposição devocional pela vida e pela dignidade de todos os seres humanos, e que esses impulsos sejam verdadeiros, permeados pelas suas verdades interiores: que tenham como opção o amor, a consciência, o respeito e a liberdade. E que se perguntem: como posso criar um ambiente propício para que tais qualidades também floresçam nos corações humanos?


Cada ser humano é a humanidade. Esse reconhecimento do divino e do sagrado no outro indivíduo é requisito para a próxima etapa da humanidade: respeito, dignidade, liberdade e amor ao próximo.

Rudolf Steiner disse: “Para conectar-se ao Espiritual, o homem deve buscar em seu ambiente e em suas vivências, o que lhe possa causar admiração e respeito com disposição devocional.”

Para mim, em essência, toda a vida é sagrada.

E para você? Quais são os valores que te despertam real interesse e vivem em seu coração e em seus atos? O discurso intelectualizado de nada vale se não é permeado pela verdade interior, o mesmo vale para a autoafirmação.

A Alma da Consciência nos traz um aspecto interessante: a consciência pontual, não posso criar um impulso para ocultar ou descaracterizar uma manifestação para satisfação do meu ego sem distorcer também os efeitos espelhados que reverberarão no meu próprio ser… pois cada fato traz a própria verdade em si.

Estamos no meio de uma tormenta ética, moral e espiritual… que tenhamos a calma interior para suportar e coragem para transcender o atual contexto.

“O que aparece aqui são as últimas convulsões de um mundo que perece: essa forte obsessão pelas forças do mal, amor ao mal.” – Rudolf Steiner (sobre o caráter ahrimânico do mundo)

Leonardo Maia


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Sobre a Alma da Consciência


SOBRE A ALMA DA CONSCIÊNCIA

Owen Barfield

Fonte: owenbarfield.org

Tradução Livre: Leonardo Maia


A tragédia do nosso tempo é que a consciência imaginativa-romântica está sendo minada. Na Alma da Consciência, experimentamos um vazio, do qual pode emergir um conhecimento de que a verdade reside na beleza e na imaginação.


Os seres humanos são um “microcosmo” que evolui de um “macrocosmo” e finalmente retornam a um “estado de unificação”.

Em nossa era, o Ego Humano operando através do Corpo Físico é a causa do nosso senso de separação.

O isolamento é mais completo no Corpo Físico e no estágio correspondente da Alma da Consciência, durante o qual o microcosmo é total e finalmente separado do macrocosmo.

Na Alma da Consciência, experimentamos um vazio, do qual pode emergir um conhecimento de que a verdade reside na beleza e na imaginação.

A tragédia do nosso tempo é que a consciência imaginativa-romântica está sendo minada. A antroposofia fornece uma saída; pode-se descobrir que a fonte da vida está dentro e não fora.

Em nosso tempo, o período de desenvolvimento nascente da Alma da Consciência está terminando, para que não confiemos mais na mera experiência. Em vez disso, há uma busca frenética por significado. Mas o significado só pode ser respondido pela Alma Racional apenas se o “interior/exterior” ou o “subjetivo/objetivo” é entendido em sua profundidade.

Isso porque, durante a passagem da humanidade por esse período, ocorreu a ação que resolveu o problema da subjetividade? A Encarnação de Cristo.

O significado entrou na Humanidade na era da Alma Racional, de modo que, na era da Alma da Consciência, poderemos descobrir esse significado por nós mesmos.

Owen Barfield


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O Sacrifício do Homem Moderno


O SACRIFÍCIO DO HOMEM MODERNO

Roberto Dertoni


Quando sacrificares a ti mesmo e com teu próprio calor te voltares para o próximo, estarás criando as substâncias que constituirão a nova vida social e a criação humana levará toda a existência um passo além no desenvolvimento.


Então, o Homem se levantou e caminhou até a sala onde costumava fazer suas orações. Se sentia desamparado e dirigiu sua voz à Deus, em tom acusatório:
– Porque deixastes que tudo chegasse aonde chegou? Porque me abandonastes errando para lá e para cá? Já não ouço mais Tua voz, que outrora me dirigia. Que sentido tenho eu para Ti? Sou, afinal, apenas peça de um jogo que Te entretem? Se foste Tu que me criaste, que acabe logo então com tudo!

Então, uma voz forte, vinda do alto, se fez ouvir:
– Assim como tu, oh Homem, a divindade também está em evolução: sacrifiquei a mim mesmo e, com meu próprio calor, criei o mundo e tudo o que nele habita. Toda substância que encontras a tua volta e que te compõe, resulta deste calor original da criação. E tu foste a parte mais trabalhosa e, ao mesmo tempo, a que justifica toda a criação. Fiz-te à minha imagem e semelhança!

– Então, porque sou tão mísero e errante?
– Para criares como teu criador, és dotado de livre arbítrio, o que enseja a possibilidade de errar. Mas é justamente com o erro que podes aprender e tomar para ti o teu próprio desenvolvimento.

– Mas, como falas em desenvolvimento se, com todo o desenvolvimento tecnológico empreendido, há tanta miséria e destruição?
– Não vês que o poder do desenvolvimento tecnológico, que tanto te esforçastes para alcançar, é dirigido por outras forças a quem te entregas?

– Devo então destruir tudo e me refugiar na Tua grande criação?
– Assim estarias renunciando a ti mesmo e deixando dirigir-te por forças que não as tuas.

– Não vejo solução para quem está no meio do redemoinho!
– A saída não deves buscar em esferas supra-humanas. Mas irás encontrá-la no teu semelhante, que sofre como tu. Quando dirigires tua atenção para o outro, para o ser humano ao teu lado, encontrarás dentro de ti as forças que te manterão num equilíbrio dinâmico no meio da tormenta e te permitirá ir em frente. Quando sacrificares a ti mesmo e com teu próprio calor te voltares para o próximo, estarás criando as substâncias que constituirão a nova vida social e a criação humana levará toda a existência um passo além no desenvolvimento.

– Mas, será que sou capaz deste sacrifício?
– Basta que te lembres daqueles momentos em que, mesmo estando digladiando no dia a dia para conquistardes posições, abristes teu coração e sofrestes com o sofrimento alheio, quando chorastes por um outro e não por ti, quando sorristes candidamente para um olhar estranho. Nestes momentos, em que o amor maior brotou de ti, mostrastes que tens a força para cumprir com o que está reservado para ti.


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Apanhei muito e não morri


APANHEI MUITO E NÃO MORRI

Fonte: Quartinho da Danny


Todo mundo precisa de uma infância que não precise ser curada mais tarde. Não normalize nem banalize o ciclo da agressão e violência.


Não morreu, mas enfrenta problemas no seu relacionamento com seus pais. Não consegue dizer “eu te amo” olhando nos olhos e essa frieza dói tanto que respinga na relação com seus filhos.

Não morreu, mas precisa curar sua infância na terapia e sente que seria mais amoroso(a) se tivesse recebido mais amor em vez de tapas.

Não morreu, mas se tornou uma pessoa violenta com seu companheiro(a) e com seus filhos.

Não morreu, mas naturaliza a violência e enxerga nela uma forma de educar.

Não morreu, mas pra esquecer se entrega a bebida, drogas ou precisa de antidepressivos. Não morreu, mas é inseguro(a) e confunde violência com afeto.

Todo mundo precisa de uma infância que não precise ser curada mais tarde.

Não basta não morrer.

Ninguém veio ao mundo pra ser sobrevivente.


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DISCIPLINA E AUTORIDADE NA PEDAGOGIA WALDORF


DISCIPLINA E AUTORIDADE NA PEDAGOGIA WALDORF

Anderson Paulino de Souza

Fonte: SAB – Sociedade Antroposófica no Brasil


O cultivo dos sentimentos transforma-se em firmeza de caráter; a obediência transforma-se em amor ao dever; o aprendizado das formas (disciplina*) transforma-se em segurança; o cumprimento de deveres transforma-se em integração social; e a veneração transforma-se em desejo de ser autônomo.


Respostas do professor Anderson Paulino de Souza em entrevista compartilhada à revista Nós da Escola, distribuída pela Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro:

QUAL O CONCEITO DE DISCIPLINA NA ESCOLA?

A disciplina na escola deveria ser vista como uma ação cuja finalidade é a de conduzir o homem a possuir autonomia. Não significa que essa liberdade já lhe seja outorgada durante esse período de preparo, ao contrário, acreditamos que o jovem e o adolescente têm de caminhar através de estágios de independência (diferentes entre si, conforme a idade), para amadurecerem e adquirirem a capacidade de autonomia (tomar a vida nas próprias mãos!); isso implica na capacidade de resistir à manipulação mental.

ONDE ESTÁ O PROBLEMA DA DISCIPLINA? NO ALUNO? NO PROFESSOR? NA ESCOLA? NA FAMÍLIA OU NA SOCIEDADE?

O problema está na forma como se vê o ser humano. Enquanto tomarmos por base a visão de que o ser humano não passa de um animal civilizado, incorreremos em erros óbvios. É justamente na medida em que supera, refina e sublima seus instintos, impondo sua espiritualidade àquilo que nele é apenas animalesco, que o homem se distingue do animal. O homem precisa de educação e esta poderá vir também por meio de atitudes disciplinares, não necessariamente repressivas, mas sim como impulso para sublimação ou correção de forças inatas ou pelo menos presentes na criança em dada situação.

Quando feita de acordo com o desenvolvimento do ser humano, na forma certa e na época certa de sua vida, a educação e a disciplina (obediência à autoridade) respondem e correspondem aos anseios superiores do eu humano.

OS PROFESSORES FALAM EM ALUNOS INDISCIPLINADOS, OS ALUNOS FALAM EM PROFESSORES BRAVOS. PODEMOS SAIR DESSE OLHAR MÚTUO, DEIXAR AS ACUSAÇÕES MÚTUAS E PENSAR NAS RESPONSABILIDADES DO CONVÍVIO ESCOLAR?

Parece-nos urgente trazer à consciência dos professores que liberdade e autoridade não formam necessariamente um antagonismo e sim que deveriam estar equilibradas, porém, equilibradas entre vários tipos de liberdade e autoridade, de acordo com a idade da criança. Se não me tomarem ao “pé da letra”, isto é, como sendo uma “receita de bolo”, para fins mais didáticos e práticos, poderia sugerir o que recomenda Rudolf Steiner, o fundador da Pedagogia Waldorf (1):

– 0 aos 7 anos: autoridade através do exemplo; direção absoluta.

– 7 aos 14 anos: autoridade natural baseada no amor, mão firme, mas, carinhosa; liberdade, ainda que orientada, nos sentimentos e na criatividade.

– 14 aos 21 anos: autoridade natural baseada nas qualidades pessoais (intelectuais, morais, etc.) do educador; liberdade e responsabilidade cada vez maiores.

– 21 em diante: plena liberdade e responsabilidade

“Em seu íntimo a criança quer ser compreendida, julgada, estimulada, eventualmente criticada. Quando pequena, quer sentir a segurança de ser guiada. Mas os adultos não querem, não sabem ou não podem fazê-lo… e dessa frustração nasce, em grande parte, o abismo entre as gerações.”

QUAIS SÃO OS ALUNOS VISTOS COMO INDISCIPLINADOS?

“A autodeterminação (ou, filosoficamente falando, o livre-arbítrio) é o fruto de um longo aprendizado. Trata-se de um longo processo de metamorfose. O cultivo dos sentimentos transforma-se em firmeza de caráter; a obediência transforma-se em amor ao dever; o aprendizado das formas (disciplina*) transforma-se em segurança; o cumprimento de deveres transforma-se em integração social; e a veneração transforma-se em desejo de ser autônomo.” (1) Logo, serão vistos como indisciplinados todos aqueles que foram conduzidos pelo caminho oposto, “visto que a permissividade traz o tédio; a carência de ideais, o cinismo; a falta de disciplina, a insegurança. Essas faltas criam um terrível vazio interior, e é neste que penetram, com maior facilidade, certas influências extremamente negativas, tendentes a desviar o homem de seu caminho.”

COMO OS EDUCADORES PODEM REPENSAR SEUS VALORES E SUA CULTURA PROFISSIONAL PARA TRABALHAR COM ALUNOS DAS CLASSES TIDAS COMO VIOLENTAS?

Reflitamos essa maravilhosa frase de Rudolf Lanz: “Se a educação for excessivamente rígida, teremos a revolta, a mentira, a hipocrisia e outras formas de autodefesa. Se for excessivamente frouxa, teremos o tédio, a falta de motivação e a atrofia das melhores forças.”(1) Lembro-me também das belas palavras de Rudolf Steiner, “Educamos comportando-nos de tal forma que a criança possa educar-se a si própria através do nosso comportamento.” (3)

Diante disso e, parafraseando a “fórmula steineriana”, sugerimos:

“Em primeiro lugar, que o professor atue sobre seus alunos, no todo e também nos detalhes, tanto pela espiritualização do seu ofício quanto pela maneira como pronuncia cada palavra e faz viver cada sentimento. Que o professor seja uma pessoa de iniciativa, estando presente em tudo o que faz na escola e em seu comportamento junto às crianças. Em segundo lugar, como professores devemos ter interesse por tudo o que existe no mundo e se refere ao homem. O professor deve ser uma pessoa aberta e interessada pelos assuntos mais relevantes e pelos mais irrelevantes referentes a cada criança. Deve ser interessado em toda a existência humana, presente e histórica. Em terceiro, o professor deve ser uma pessoa que, em seu íntimo, jamais venha a compactuar com a inverdade. Nosso ensino somente será uma expressão de verdade se almejarmos a verdade em nós mesmos. Por último, algo que é mais fácil de dizer do que pôr em prática, sendo, no entanto uma regra de ouro para a profissão de educador: o professor não deve ressecar nem azedar jamais. Não ressecar, nem azedar! Eis o que o professor deve pretender.”

Se pudéssemos resumir tudo o que foi dito em apenas uma frase eu diria: exercitar cotidianamente o verdadeiro amor altruísta.


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A INFLUÊNCIA ASTRAL NO PENSAR


A INFLUÊNCIA ASTRAL NO PENSAR

Leonardo Maia


É importante a concepção de impulsos superiores, para que a concepção de hierarquia englobe a todos como uma espiral, e não como uma pirâmide até minha individualidade e meu objetivo particular. Impulsos superiores como: liberdade, respeito, amor ao próximo, altruísmo, empatia, criatividade, dignidade e etc… podem expandir tal espiral, englobando o caminho individual e conectando-o ao coletivo, ao da humanidade, e enriquecendo-o.


O impacto dos pensamentos e emoções no ambiente são de extrema relevância, principalmente quando pensamentos e emoções baixas são alimentadas em grupo: como agressividade, ódio, desprezo, ironia e etc… isso pode gerar preconceito de gênero, racial, religioso, cultural e, inclusive ideológico, podendo, inclusive, levar os indivíduos menos humanizados a atos de violência.

Existem pessoas com menos tendência a reflexão, com um pensar mais superficial, sem muita profundidade que tendem a reagir a tais impulsos de pensamento e emoção. Isto ocorre porque que podem estar mais conectados com o mundo material e impulsos mais primitivos do ser humano: tendem a pular de experiências sensoriais externas como de prazer, bem estar e conquistas materiais. Muitos também estão ocupados com um pensar mecanicista no âmbito do trabalho: trabalham muito e de forma mecânica que se desconectam de seus mundos interiores… no tempo livre tendem a entrar no estado passivo mental, absorvendo as informações e buscando o máximo de experiências sensórias prazerosas para si.

A sociedade moderna favorece ampliação da tendência a passividade mental: desde a infância com a educação mecanicista – onde o pensar crítico, ou por si próprio, é pouco valorizado e você é avaliado pela capacidade de absorção de informações prontas até o âmbito do adulto, da cobrança excessiva de longas jornadas de trabalho – principalmente aquelas não prazerosas, mecanicistas e que exigem demais do indivíduo, gerando um grande desgaste físico e mental. Em casa possuem as cobranças de sua estrutura familiar e no fim de semana acabam buscando um refúgio para sair desse estresse da mente, inclusive podem buscar aliviar-se através de entorpecentes como bebidas e outros… (vamos sair um pouco e se divertir, assistir tv e etc…), aliás o que é muito normal hoje em dia. Sobra muito pouco tempo e forças para pensar sobre si e muito menos sobre o outro, gerando uma forte tendência ao individualismo e egoísmo. Seu foco é quase que exclusivo em conquistas materiais e satisfação sensorial.

Esta passividade, tende a gerar pessoas pouco individualizadas, com pensamentos e tendências meio que padronizadas, pois absorvem os mesmos conteúdos e buscam as mesmas experiências.

Desta perspectiva, temos ainda a influência da propaganda, que estimula intensamente o consumismo e satisfação sensorial, como sexo, bebidas e diversão.

Muitas pessoas que têm as mente atadas ao pensamento coletivo tendem a fortalecer egrégoras de força astral que acabam influenciando grupos ainda maiores… inclusive algumas pessoas já com maior grau de individualidade, porém, devido ao contexto atual, com pouca força do EU para sobrepor tal influência.

É válido mencionar que esses grupos tendem a ter uma força coletiva mais perceptível pelo efeito “manada”, apesar de suas vontades (EU) estar enfraquecidas, porque em grupos de pessoas mais individualizadas, apesar do EU estar mais fortalecido, a conexão entre essas pessoas é feita de maneira consciente e não inconsciente. Existe uma necessidade no indivíduo de perceber sentido nessas conexões e isso tende a dificultar tal organização: qual o foco e direção? Pela maior complexidade e aprofundamento do seu pensar, tendem a criar caminhos mais sinuosos que muitas vezes divergem do caminho do outro. Ou seja, o processo de individuação ajuda na dispersão e dissolve a força de certos impulsos coletivos, principalmente quando o foco/objetivo não é claro ou comum (no sentido de comunhão de propósitos).

Por isso é importante a concepção de impulsos superiores, para que a concepção de hierarquia englobe a todos como uma espiral, e não como uma pirâmide até a minha individualidade e meu objetivo particular. Impulsos superiores como: liberdade, respeito, amor ao próximo, altruísmo, empatia, criatividade, dignidade e etc… podem expandir tal espiral, englobando o caminho individual e conectando-o ao coletivo, ao da humanidade, e enriquecendo-o.

Podemos acompanhar o crescimento da influência astral alimentada por sentimentos baixos em um grande volume de pessoas, que ainda possuem um véu e respondem a tais influências com sentimentos baixos, agressividade, violência e etc… manipuladas por grupos com interesses egoístas e escusos. Tais sentimentos são alimentados por mentiras (fake news), principalmente nas redes sociais e grupos de whatsapp… e a tendência é o não pensar, por isso podemos ver o crescimento de impulsos contra a ciência, a educação, a cultura, a liberdade e etc… um fanatismo cego e crescente que tende a eliminar os que nadam fora da corrente (da nossa ideologia).

É próprio não pensar é o que gera paradoxos como pedir a morte e violência e se dizer Cristão e “de bem”. Escolher alguém que tem como herói um torturador e chamá-lo de enviado de Deus. Pedir intervenção militar e criticar a ação da polícia ao ter sua manifestação reprimida. Acusar e defender sem fundamento, apenas pela crença – muitas alimentadas constantemente por fake news bombardeadas a todo o tempo em suas redes (é verdadeiramente uma lavagem cerebral). O EU se tornou tão enfraquecido que apenas reage ao sentimento plantado em suas consciências, são incapazes de reflexão ponderada ou mesmo se libertar de tal condição. Inclusive, esta texto será acusado de comunista – pois todos que saem desta corrente coletiva o serão: queimem-no na fogueira ou crucifiquem-no!!!

Leonardo Maia


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A terceira guerra mundial chegou e não nos demos conta


A TERCEIRA GUERRA CHEGOU E NÃO NOS DEMOS CONTA

Adriana Giampietro


Quando tudo passar, olhe pra essa quarentena e veja que ela foi apenas o tempo de incubação, que você precisou para renascer.


Eu nasci poucos anos depois do fim da última grande guerra, e desde pequeno ouço falar que a Terceira Guerra Mundial provavelmente iria dizimar grande parte da raça humana. Acho que chegamos nela e nem nos demos conta disso.

A diferença é que eu, na minha inocência, acreditava que seria uma briga de algum país rico,contra outro país rico, em busca de alguma riqueza maior ainda.Que esses países inventariam bombas terríveis e com toda força bélica iriam demonstrar quem era o mais forte… Errei… Errei feio…

Descobri que o país mais forte na terceira guerra mundial, não é o que tem mais armas de fogo. Não é o que investiu em força bélica, ou armamento nuclear. O país que vai ganhar a guerra é aquele que soube investir na ciência, na saúde e em sua infraestrutura hospitalar, porque o inimigo não morre com um tiro, ele é invisível. Mas, em uma coisa eu estava certa… Muitos vão morrer.

Essa guerra está aí para inverter valores. Veja: o petróleo, sem consumo, não vale nada, não é mais ouro negro como sempre disseram… O ouro hoje é em gel, e transparente… E só serve pra desinfetar.

Shoppings fechados, lojas desertas. Pra que comprar, se ninguém vai ver a bota nova comprada na loja cara logo no lançamento da Coleção outono-inverno?

Carros caros que não saem das garagens. Viagens desmarcadas. A Disney perdeu o encanto e o Donald, dessa vez o Trump, pede para que os americanos fiquem em casa.Em todas as línguas a palavra mais falada é essa mesmo “casa”… Que ganha um novo significado, além de morada vira “abrigo”.

A muralha da China não impediu que o vírus se espalhasse. Deixamos todo o trabalho em cima das mesas e de um dia para o outro, tudo parou…

Tenho a sensação de que não me despedi de ninguém… Fico imaginando que eu não posso perder ninguém, nem ir embora desse mundo sem me despedir. Será que abracei o suficiente? Será que disse a todos o quanto eu os amo.Não sei… Essa Guerra me deixou sem chão, verdades tão óbvias apareceram e quebraram paradigmas.

Precisou que o mundo parasse e o vírus ameaçasse nossa sobrevivência para que os pais percebessem que educação se faz em casa. E que escolas são centros de socialização. Que ensinar não é fácil e que professores são muito mais heróis do que aqueles que o cinema mostra.Que os mitos estão nos hospitais, de máscaras e sem condições de trabalho e não no Planalto onde a idiotização das pessoas toma forma humana e sem escrúpulos.

Se você aprendeu com a sabedoria dos mais velhos, sorte a sua, o mundo depois desse tsunami será mais jovem, com menos rugas e menos sábio… Ou talvez a sabedoria apareça nesse tempo, desde que ele sirva para entendermos que viagens foram canceladas porque a grande viagem que deve ser feita é pra dentro de nós mesmos. Para que você entenda que o importante não são os custos, mas os valores.

Que essa guerra sirva pra que você reveja seus conceitos, entenda que rico é o trabalhador, sem ele não existe riqueza. Que sem o homem a natureza é mais feliz e o céu mais azul. Que amigos usam a tecnologia pra se fazer perto e que não existe distância para aqueles que se amam. Que vencer uma guerra no sofá é uma benção e está em suas mãos. Sua casa é sua trincheira e na terceira guerra mundial a granada mais perigosa é água e sabão.

E quando passar, olhe pra essa quarentena e veja que ela foi apenas o tempo de incubação, que você precisou para renascer.

Adriana Giampietro


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Cuida das tuas sementes interiores


CUIDA DAS TUAS SEMENTES INTERIORES

Do mural de Zen-Toyo


Cuida das tuas sementes interiores, dos teus desejos, das tuas intenções, dos teus ideais…


Mestre, como posso enfrentar o isolamento?⁣

Limpa a tua casa. A fundo. Em cada canto. Mesmo os que nunca sentiste a coragem e a paciência para limpar. Torna a tua casa brilhante e bem cuidada. Remove poeira, teias de aranha, impurezas. Mesmo no lugar mais oculto.⁣ A tua casa representa-te: se cuidas dela, também te cuidas. ⁣

– Mestre, mas o tempo é longo. Depois de cuidar de mim na minha casa, como posso viver o isolamento?

-Conserta o que pode ser corrigido e remove o que não precisas mais. Dedica-te à colcha de retalhos, cose o início das calças, costura bem as bordas desgastadas dos vestidos, restaura uma peça de mobiliário, repara tudo o que vale a pena reparar. O resto, deita fora. Com gratidão. E com a consciência de que o seu ciclo terminou. ⁣
Consertar e remover o que está fora de ti permite corrigir ou remover o que está por dentro. ⁣

– Mestre e depois o quê? O que posso fazer o tempo todo sozinho? ⁣

-Semeia. Até uma pequena semente num vaso. Cuida de uma planta, rega-a todos os dias, fala com ela, dá um nome, remove as folhas secas e as ervas daninhas que podem sufocá-la e roubar energia vital preciosa. ⁣

É uma maneira de cuidar das tuas sementes interiores, dos teus desejos, das tuas intenções, dos teus ideais. ⁣

-Mestre e se o vazio vier visitar-me? … Se vier o medo da doença e da morte? ⁣

-Fala com eles. Prepara a mesa para eles também, reserva um lugar para cada um dos teus medos. Convida-os para jantar contigo. E pergunta-lhes por que vieram de tão longe para a tua casa. Que mensagem eles te querem trazer. O que eles te querem comunicar. ⁣

– Mestre, acho que não posso fazer isso … ⁣

– A tua questão não é isolar os problemas, mas o medo de enfrentar os teus dragões internos, aqueles que sempre quiseste afastar de ti. Agora não podes fugir. Olha nos olhos deles, ouve e descobrirás que te colocaram contra a parede. Eles isolaram-te para que pudessem falar contigo. ⁣Como as sementes que só podem brotar se estiverem sozinhas. ⁣

Do mural de Zen-Toyo


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O DOMÍNIO OCULTO SOBRE O HOMEM ORDINÁRIO


O DOMÍNIO OCULTO SOBRE O HOMEM ORDINÁRIO

Leonardo Maia


Devemos educar a humanidade para o dever da verdade, para o sentimento de humanidade e para as ações do coração… do amor como força viva.

“Na esfera da moralidade, a Antroposofia deve ser um educador da humanidade para o dever da verdade… os antropósofos não devem considerar moral quando uma pessoa diz que é meramente incorreto uma inverdade que disse de boa fé.” – Rudolf Steiner


Como trazido ontem, Steiner diz que o “homem ordinário” não age, nem pensa, nem sente de maneira arbitrária. Um pensamento definido evoca regularmente um sentimento ou uma vontade.

No curso do desenvolvimento superior de uma pessoa ele se liberta desta imposição do pensamento: nenhum impulso leva-o do pensamento para a ação se ele não o abrigar voluntariamente. Ele pode agora ficar completamente sem sentir diante de um objeto que, antes de seu treinamento, o teria enchido de amor ardente ou ódio violento.

Esse domínio se deve ao desenvolvimento gradativo do EU, onde começa a tomar as rédeas de seu destino em mãos e caminhar em direção à Liberdade. Este é, como dito, um processo gradual. Começamos a ter domínio sobre certos impulsos e outros ainda nos dominam, ainda perdemos o controle e temos dinâmicas automatizadas – impulsos automáticos ao serem desenvolvidos certos pensamentos ou sentimentos.

Nas pessoas com alto grau de desenvolvimento, o domínio de seus impulsos é mais amplo e consciente, reflexo de um EU mais forte – essas pessoas apresentam características, em diferentes graus, porém consistentes da chamada “calma interior” e “auto-controle”, conseguindo se colocar acima de inúmeros impulsos instintivos e mantendo também um discernimento mais pontual, devido ao que podemos chamar de presença de Espírito (EU). No pensar, clareza. No sentir, cordialidade. No querer, prudência.

Já no “homem ordinário”, sua tendência maior é de reação aos pensamentos e sentimentos, impulsos inferiores de paixão e ódio dominam o seu ser. Possui um EU mais fraco e está mais propenso a se submeter aos instintos primitivos. Tende também à generalização e aos pensamentos e impulsos coletivos, vinculados, principalmente, aos sentimentos de simpatia e antipatia, principalmente em ambiente onde estes impulsos tomam força coletiva muito grande e subjugam seu fraco ou quase inexistente EU, podendo acarretar em diversos graus de fanatismo – fé cega, agressividade e bestialização. Suas reações são de âmbito extremamente superficiais, como se vivessem em inflamação… incapazes de discernimento focal ou sequer correto. Também tendem a responder cegamente à influências das correntes hereditárias, nacionalistas e de grupos, se tornando incapazes de justificativas ponderadas, com grande impulso à agressividade, passionalidade – ódio e paixão cegas, violência, desconexão com a realidade.

Quanto mais desenvolvido o EU, maior a tendência ao discernimento focal e menor a tendência à generalização.

O desafio do homem mais individualizado é o desenvolvimento moral: a força do pensar próprio, que nasce do verdadeiro querer livre e firme, é consagrado pela força do coração acalentado por princípios elevados como: respeito, amor ao próximo, sentimento de humanidade e dignificação da Terra e de todo ser humano. Steiner indica: No pensar, clareza. No sentir, cordialidade. No querer, prudência.

Porém, nem todo ser individualizado está, dentro de sua liberdade, permeado de tais impulsos. Podendo se tornar agentes de forças adversas ao desenvolvimento da humanidade, inclusive impulsionando sua evolução para o caminho retrógrado… Rudolf Steiner sempre alertou sobre o perigo de tais influências tanto no âmbito individual como coletivo e a necessidade de seu combate através de um Impulso Solar, como ele menciona já estar em atividade há algum tempo na evolução da humanidade.

Hoje, é perceptivo que existe um movimento que alicerça sentimentos relacionados à grupos, movimentos ou indivíduos específicos, principalmente se utilizando do alcance e impacto das grandes mídias – TV, redes sociais e, podemos incluir também, várias doutrinas/igrejas contemporâneas, no pensar coletivo através de inverdades e informações manipuladas.

O uso de Fake News em tais redes alicerçam certos sentimentos que acarretam em específicas reações automatizadas nas almas predispostas por uma relações de simpatia/antipatia construídas externamente por indução. Esse artifício se beneficia do impulso primitivo das “homens ordinários” que, são como que mantidos em tais estados pela excitação de seus desejos inferiores e do distanciamento de sua capacidade crítica através da doutrinação em inúmeros âmbitos: educacional, cultural, social, hereditária, religiosa, nacionalista: diminuindo sua capacidade de pensar por si próprio e criando fortes egrégoras de pensamento coletivo manipulados, que subjugam facilmente tais indivíduos.

Isto pode gerar seres degenerados com atraso anímico, guiados pelas paixões e instintos baixos, com forte tendência à agressividade e fanatismo, vinculando suas buscas quase que exclusivamente à experiências sensoriais de prazer e conquistas materiais sem uma perspectiva de desenvolvimento moral, apenas, em alguns casos, desenvolvimento científico-intelectual, desvinculados das forças do coração e do sentimento de humanidade.

Steiner trouxe: “Na esfera da moralidade, a Antroposofia deve ser um educador da humanidade para o dever da verdade… os antropósofos não devem considerar moral quando uma pessoa diz que é meramente incorreto uma inverdade que disse de boa fé.”

Leonardo Maia


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OS TRÊS PODERES DA ALMA


OS TRÊS PODERES DA ALMA:
PENSAMENTO, SENTIMENTO E VONTADE

Resumo e considerações: Leonardo Maia

Fonte: Iniciação e seus resultados – Rudolf Steiner


Aquele que tenta se retirar das tarefas sagradas da Terra e fugir para outro mundo pode ter certeza de que nunca alcança seu objetivo. O homem transforma a terra, implantando nela aquilo que descobriu no mundo espiritual, e essa é a sua tarefa.


O homem ordinário não age, nem pensa, nem sente, de maneira arbitrária. Se uma idéia particular surge em sua mente, então, de acordo com as leis naturais, surge um certo sentimento está ligado a ela, então é seguido por uma resolução da vontade que está igualmente conectada a ela de acordo com certas leis superiores. Um pensamento definido evoca regularmente um sentimento ou uma vontade.

No curso do desenvolvimento superior de uma pessoa, os fios que conectam esses três princípios entre si são separados. A princípio, essa ruptura ocorre apenas em relação ao organismo mais fino da alma; mas em um estágio ainda mais elevado, a separação se estende também ao corpo físico. Os órgãos do pensamento, do sentimento e da vontade permanecem, então, completamente livres em si mesmos, e sua conexão não é mais mantida por uma lei inata neles, mas deve agora ser cuidada pela crescente consciência mais elevada do indivíduo.

Essa, então, é a mudança que o estudante oculto observa vindo sobre si mesmo – de que não há mais uma conexão entre um pensamento e um sentimento, ou um sentimento e uma vontade, exceto quando ele mesmo cria a conexão. Nenhum impulso leva-o do pensamento para a ação se ele não o abrigar voluntariamente.

Ele pode agora ficar completamente sem sentir diante de um objeto que, antes de seu treinamento, o teria enchido de amor ardente ou ódio violento; Da mesma forma, ele pode permanecer sem ação diante de um pensamento que, até então, o teria estimulado a agir como se por si só. Ele pode executar atos por um esforço da vontade, onde nenhuma causa remota seria visível para uma pessoa que não tenha passado pela escola ocultista. A maior aquisição que o estudante oculto herda é a obtenção do domínio completo sobre os fios de conexão dos três poderes da alma; contudo, simultaneamente, essas conexões são colocadas inteiramente sob sua própria responsabilidade.

Três formas de erro contra as quais o estudante de ocultismo deve ser aconselhado: excesso de ação, excesso de sentimento e uma busca fria e sem amor pela sabedoria.

EXCESSO DE AÇÃO:

Em uma pessoa com força de vontade, por exemplo, trabalho sobre o pensar e o sentir por essas leis para equalizar tudo e evitar que o excesso de vontade caia em uma espécie de degeneração. Se tal pessoa, no entanto, adotasse um treinamento oculto, a influência dada pela lei do pensamento e do sentimento sobre a vontade monstruosa, descontrolada e opressiva cessaria completamente. Se, então, o indivíduo não tiver levado seu controle da consciência superior a ponto de poder invocar a desejável harmonia para si mesmo, a vontade continuará sua própria maneira desenfreada e repetidamente a subjugar seu possuidor. Pensamento e sentimento passam à completa debilidade; e o indivíduo é chicoteado como um escravo por sua própria vontade dominadora. Uma natureza violenta que corre de uma ação desgovernada para outra é o resultado.

EXCESSO DE SENTIMENTO

Segue-se um segundo desvio se a sensação perder seu freio apropriado da mesma maneira extrema. Uma pessoa que se curva em adoração perante o outro pode facilmente entregar-se a uma dependência ilimitada, até que seu próprio pensamento e vontade sejam arruinados. No lugar do conhecimento superior, um vazio e uma fraqueza miseráveis se tornariam o destino de tal pessoa. Mais uma vez, em um caso em que o sentimento é predominantemente preponderante, uma natureza demasiadamente cedida à piedade e à aspiração religiosa pode cair na extravagância religiosa que o carrega.

EXCESSO DE PENSAR – uma busca fria e sem amor pela sabedoria

O terceiro mal é encontrado onde o pensamento é muito proeminente, pois então pode resultar uma natureza contemplativa hostil à vida e fechada dentro de si. Para tais pessoas, o mundo só parece ter algum significado, na medida em que lhes oferece objetos para a satisfação de sua sede ilimitada de sabedoria. Eles nunca são impelidos por um pensamento, seja para um sentimento ou para um feito. Eles são vistos como pessoas frias e insensíveis. Eles fogem de todos os contatos com as coisas da vida cotidiana, como de algo que os leva para a aversão, ou que perdeu todo o sentido para eles.

Por esta razão, o estudante não deve omitir nada que lhe assegure um controle duradouro sobre toda a sua natureza, promovendo uma completa harmonia em si mesmo.

Resumo e considerações: Leonardo Maia

Fonte: Iniciação e seus resultados – Rudolf Steiner


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