Cinco razões que nos impedem de descobrir verdadeiro sentido na vida

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Cinco razões que nos impedem de descobrir verdadeiro sentido na vida

Nando Pereira

Fonte: www.dharmalog.com – clique e conheça

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O que nos faz encontrarmos nosso próprio caminho e sentido é apenas uma coisa: investigarmos profunda e verdadeiramente quem somos.

“A mais profunda forma de desespero é escolher ser outro que não si mesmo.”

 Soren Kierkegaard

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O significado de propósito e sentido de vida aqui está nos moldes dessa afirmação do filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard mas também lembra, talvez ainda mais, a máxima do clássico indiano Bhagavad Gita (cap III, v.35), que diz que “Mais vale cumprir o próprio dharma, ainda que de forma imperfeita, do que cumprir de maneira perfeita o dever de outrem”. A psicóloga Shelley Prevost, terapeuta do Lamp Post Group, listou cinco razões pelas quais “nos perdemos” no caminho e entramos nessa crise de não enxergar mais sentido ou propósito, num post publicado na revista Inc intitulado “5 Razões Pelas Quais A Maioria das Pessoas Nunca Descobre Seu Propósito”

A maior parte do texto está traduzido abaixo, com observações, comentários e links a respeito de cada item. Não é intenção apresentar a lista da Shelley como “a” lista de razões para isto ou aquilo, mas é uma visão interessante que pode adicionar aos passos do nosso (verdadeiro) caminho. Segundo o sábio indiano Sri Ramana Maharshi, o que nos faz encontrarmos nosso próprio caminho e sentido é apenas uma coisa: investigarmos profunda e verdadeiramente quem somos.

Eis a lista.

1. Você vive de fora pra dentro e não de dentro pra fora. 

Esse é o primeiro e o principal de todos eles. Os outros praticamente decorrem desse. Aqui está o conceito de Matrix, do filme de 1999. “Quem olha pra fora, sonha; quem olha pra dentro, acorda”, já disse Carl G. Jung.

Diz a Shelley Prevost no seu artigo:

“Desde a infância as pessoas são ensinadas a procurar outras pessoas para se guiarem. As normas sociais são uma parte importante da infância – você imagina como deve agir em relação aos outros — mas o problema começa quando você estende esse processo e inclui algo tão pessoal quanto o propósito da sua vida. Algumas pessoas tem nossa confiança e a capacidade de nos ajudar a encontrar nosso real propósito único. Se você é uma dessas pessoas que tem essas companhias, você tem sorte! Mas a maioria das pessoas, mesmo as bem intencionadas, escolhem nos colocar dentro de compartimentos que fazem mais sentido pra elas. Para ganhar a aprovação delas, você se dispõe a entrar dentro do compartimento. Para manter a aprovação delas, você aprende a negar seguidamente quem você é. Em situações demais você vive num roteiro de outra pessoa”. (Shelley Prevost)

2. Você procura uma carreira antes de ouvir seu chamado.

Esse na verdade é uma consequência do primeiro. No caso do propósito de vida, essa é a pior (consequência). Isso já foi muito bem tratado num vídeo do psiquiatra chileno Claudio Naranjo, onde ele diz que “É normal não encontrar sentido na vida quando se está muito condicionado pelo mundo” (22/09/2011). Já com 15, 16 ou 17 anos você já está sofrendo toda a pressão dos pais, amigos e da sociedade inteira por uma carreira definida e que, de preferência, dê um longo e financeiramente estável futuro.

Como diz o filósofo zen-budista Alan Watts (1915-1973) em um outro vídeo, “E se o dinheiro não fosse a finalidade?” (17/01/2013).

Diz a Shelley no artigo dela:

“Nossa sociedade reduziu o sucesso a uma lista de itens a serem preenchidos: formar-se no colégio, conseguir um(a) companheiro(a), ter filhos, sossegar num caminho profissional bem definido e ficar ali até que os cheques da aposentadoria comecem a chegar. Esse caminho bem costurado coloca as pessoas na direção do conformismo, não do propósito. Estamos tão ocupados evitando medos auto-impostos de não sermos suficientemente (preencha aqui alguma qualidade) – espertos o suficiente, criativos o suficiente, bonitos o suficiente – que raramente paramos e nos perguntamos “Estou feliz e satisfeito? E se não, o que eu deveria mudar?”

Encontrar seu propósito tem a ver com ouvir essa vontade interior. No livro “Deixe Sua Vida Falar” (Let Your Life Speak), Parker Palmer diz que deveríamos deixar nossa vida falar a nós, e não dizer à vida o que vamos fazer com ela. Um chamado é apaixonado e compulsivo. Começa com uma curiosidade (“Eu gostaria de tentar isso”) e então se transforma num mandato que você simplesmente não pode mudar. Um chamado não é um caminho fácil, e é por isso que a maioria de nós nunca o conhece. Tememos o esforço, a idiotice, o risco e o desconhecido. Então escolhemos uma carreira porque preenche os itens que fomos convencidos a preencher.” (Shelley Prevost)

3. Você odeia o silêncio.

Bom, não conheço muitas pessoas que realmente odeiam o silêncio, mas conheço muitas que “não suportam”. A justificativa geralmente é que o silêncio ou é angustiante ou uma perda de tempo. Aqui não há muita discussão, pois apenas no silêncio de si mesmo é que se descobre a essência da vida, e por mais subjetivo e deconhecido que isso possa parecer para um novato no mundo do silêncio, se não houver isso, não há muito o que fazer a respeito do aprofundamento em si mesmo. Apesar de algumas pessoas parecerem irem bem em suas carreiras sem silêncio, se você prestar atenção vai perceber que muitas delas cultivam o silêncio e os longos momentos contemplativos pessoais com bastante frequência, à sua maneira. A experiência de estar sentindo seu próprio propósito é calmante e satisfatória, inclui e se deleita no silêncio, enquanto que a experiência (ainda que externamente bem sucedida) de estar fora do seu caminho traz angústia e inquietação, coisa que o silêncio acentua e que, por isso, é rejeitada.

No texto da Shilley:

“Vivemos numa sociedade que não valoriza o silêncio. Valoriza a ação.

Mas viver sem silêncio é perigoso. Sem ele, você acaba acreditando que seu ego – e tudo que ele quer – é seu propósito. Se você imaginar bem esse cenário, sabe que ele não termina bem. Viva uma vida onde o Ego está no comando e você se encontrará o esgotamento – e uma questão esgotante: “Eu tenho uma ótima vida. Porque não estou satisfeito?”. O silêncio abafa o barulho e cria um espaço para a autenticidade aparecer. Em silêncio, você pode se perguntar como sua vida ou seu trabalho realmente está indo e pausar para esperar a resposta. Em silêncio, você dá tempo para que as informações da sua vida convirjam em algumas lições. Geralmente, entretanto, antes que as lições tenham tempo para penetrar você já foi para a próxima distração.” (Shelley Prevost)

4. Você não gosta do lado sombrio de si mesmo.

A não ser que você tenha nascido uma iluminado, o que neste caso não estaria lendo esse blog (rs), as chances de você não gostar ou não ter gostado da sua sombra são de 100%. O trabalho de conhecer e aceitar e crescer com o próprio lado sombrio é geralmente uma consequência do trabalho esmerado e profundo sobre si mesmo, seja em terapia, em meditação, em outras práticas, ou tudo isso junto. Aqui, de novo, aparece nossa cultura que não vê nenhum valor em não rejeitar ou em aceitar algo “ruim”, “negativo”, traços de fraqueza ou maldade ou escuridão. É a sombra, como definiu Carl G Jung.

“A sombra é o lado da sua personalidade que você não quer que os outros vejam. Representa suas deficiências, suas falhas, suas motivações egoístas. A maioria de nós evita isso antes que qualquer um possa ver. Mas há uma coisa: a parte de você que é a mais escura tem a maior quantidade de coisas para lhe ensinar sobre seu propósito. Se descobrir seu propósito é realmente sobre auto-conhecimento, sua escuridão lhe mostra onde você mais precisa crescer. Mais importante ainda, mostra de quem você mais precisa aprender. É das pessoas que você menos gosta que você tem mais a aprender sobre si mesmo. Mas a maioria ignora o lado sombrio. Em vez disso, você busca relacionamentos confortáveis que reforcem as imagens gastas e obsoletas de si mesmo.” (Shelley Prevost)

5. Você ignora a mente inconsciente.

Diz a Shelley:

“No livro “The Social Animal”, David Brooks fala sobre o preconceito de nossa cultura que diz que “a mente consciente escreve a autobiografia da nossa espécie”. Assim como Brooks, acredito que nossa cultura tem um relativo desdém pela mente inconsciente e tudo que ela representa – emoções, intuição, impulsos e sensibilidades. Para descobrir nosso propósito, temos que estar confortáveis com nossa mente não-lógica. Você deve se acostumar em não ter as respostas. Você deve tolerar a ambiguidade e aceitar as lutas. Deve se permitir sentir – profundamente sentir. Planejar intelectualmente seu caminho em direção a uma vida com propósito não funcionará nunca. Mas isso é pedir demais para a maioria das pessoas. Elas vão negar, despistar, ridicularizar ou simplesmente ignorar. E essa é a razão pela qual a maioria de nós viverá sem saber qual o verdadeiro propósito.” (Shelley Prevost)

Parece lógico e sensato que deveríamos ter o controle de tudo (ou da maioria das coisas) e estarmos plenamente conscientes de todos os nossos passos e não sofrermos com fraquezas nem obstáculos. Mas a vida simplesmente não é assim. “Há muito mais coisa entre o céu e a Terra, Horácio, do que imagina vossa vã filosofia”, já dizia Shakespeare. E a mesma coisa vale nosso universo interior. O ser humano é uma manifestação da forças e energias múltiplas, dinâmicas e inteligentes, e reconhecer e viver isso é apenas um dos passos no caminho do auto-conhecimento e do próprio propósito. Não é a toa que várias técnicas terapêuticas levam em conta todo esse compêndio que a vida humana expressa, e é assim que entendem e curam e integram o ser em si mesmo.

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Convivendo com as perdas para aprender e crescer

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Convivendo com as perdas para aprender e crescer

Veronica Esteves de Carvalho

Fonte: www.ninguemcrescesozinho.com – clique e conheça

perdas

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“Pais jamais conseguirão poupar seus filhos das perdas, por mais que os amem. Não adianta amamentarem no peito por tempo indeterminado, deixarem a chupeta e mamadeira até que eles rejeitem e, nem mesmo, substituir brinquedos que quebram por outro ou deixarem as crianças ganharem no jogo e brincadeiras coletivas. Pais precisam estar juntos com seus filhos, sem enfatizar a perda como algo de cunho puramente negativo. Assim, estarão ensinando-os a encarar a vida de forma a aceitar as mudanças e as adversidades, sabendo entender o “sim” e o “não”, sem criar rotas de fuga e defesas mediante as mudanças e obstáculos que surgem no decorrer da vida, tornando-se mais fortes na juventude e vida adulta para lidar com as situações de perda.”

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Desde que o bebê nasce, ele já começa a experimentar as perdas, inerentes à vida.  Conforme vai crescendo, perde algumas condições que, gradativamente, o deixam mais “independente” em busca de certa autonomia: aprende a andar, falar, comer sozinho, etc. Se olharmos por esta vertente, perder significa amadurecer para uma nova fase; representa evolução e conquista.

Quando falamos de perdas, muitas vezes, estamos pontuando uma transformação e podemos ver seu saldo positivo. Perdas são necessárias para nosso desenvolvimento como um todo.

Em nossa sociedade, as perdas vêm carregadas de conotações negativas, por estar diretamente conectada com a ideia de morte, fim ou fracasso. Traz um significado de dor e sofrimento. Mas, todo fim é brindado com um começo, com a possibilidade de recontar uma história ou criar uma nova; representa algo novo e diferente. Talvez, o mais angustiante seja que, esse diferente nos remeta ao desconhecido, o que nos traz certa inquietação, que irá cessar  mediante um movimento (ação) em busca de segurança.

Pais jamais conseguirão poupar seus filhos das perdas, por mais que os amem. Não adianta amamentarem no peito por tempo indeterminado, deixarem a chupeta e mamadeira até que eles rejeitem e, nem mesmo, substituir brinquedos que quebram por outro ou deixarem as crianças ganharem no jogo e brincadeiras coletivas.

Pais também sentem a perda, não têm mais o bebê na família, ele está crescendo. Dependendo da conotação dada pelos pais e os sentimentos que as perdas remetem, torna-se difícil gerenciá-las diante dos filhos. Por exemplo: quem nunca ouviu mãe/pai angustiados relatarem sobre os primeiros dias de seu filho na escola, ou quando ele vai dormir pela primeira vez na casa de um amiguinho? Perder é se deparar com uma situação de crescimento, de mudança de estado, situação e condição. A criança ganha um novo mundo e a mãe/pai uma nova criança, que agora se relaciona com outras e aprende coisas novas.

Pais precisam estar juntos com seus filhos, sem enfatizar a perda como algo de cunho puramente negativo. Assim, estarão ensinando-os a encarar a vida de forma a aceitar as mudanças e as adversidades, sabendo entender o “sim” e o “não”, sem criar rotas de fuga e defesas mediante as mudanças e obstáculos que surgem no decorrer da vida, tornando-se mais fortes na juventude e vida adulta para lidar com as situações de perda.

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Egoísmo e altruísmo


EGOÍSMO E ALTRUÍSMO

Rudolf Steiner

Fonte: www.rudolfsteinerquotes.wordpress.com

altruísmo


Muito importante hoje, onde não basta ter respeito, exige-se que se compartilhe das mesmas ideias e concepções.

“Quando o altruísmo atua de tal forma que ele quer fazer todo mundo feliz de acordo apenas com suas próprias ideias, quando se quer imprimir seus pensamentos e sentimentos em todo o mundo  com toda sua força, e deseja adotar o axioma:
– Se você vai não ser meu irmão, eu vou quebrar sua cabeça –
então o altruísmo pode tornar-se muito egoísta.”

Rudolf Steiner


Sob certas circunstâncias, o que é chamado de amor pode, contudo, ser muito egoísta. A observação da vida irá mostrar como muitas vezes o que é chamado de amor pode ser egoísta. Mas um egoísmo estendido para além da pessoa também pode ser muito altruísta, ou seja, ele pode proteger, valorizar e cuidar do que lhe pertence.

Por exemplos como estes, meus queridos amigos, devemos aprender que a vida não pode ser parcelada de acordo com ideias. Nós podemos fazer sistemas muito bonitos de ideias como egoísmo e altruísmo. Mas os fatos irão rasgar tais sistemas em pedaços.

Quando o egoísmo estende seus interesses para o que está em seu entorno  e que ele considera isso como parte de si mesmo, e, assim, acalenta e cuida, torna-se então abnegação.

Quando o altruísmo atua de tal forma que ele quer fazer todo mundo feliz de acordo apenas com suas próprias ideias, quando se quer imprimir seus pensamentos e sentimentos em todo o mundo com toda sua força, e deseja adotar o axioma: “Se você vai não ser meu irmão, eu vou quebrar sua cabeça”, então o altruísmo pode tornar-se muito egoísta.

A realidade que vive nas forças e nos fatos não podem ser encerradas em ideias, e grande parte do que corre contra o progresso humano reside no fato de que, em cabeças imaturas e mentes imaturas, surge uma e outra vez a crença de que a realidade pode de alguma forma ser engarrafada em ideias.


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Medicina antroposófica pode ser aliada à convencional e beneficiar grávidas e bebês

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Medicina antroposófica pode ser aliada à convencional e beneficiar grávidas e bebês

Ivonete Lucirio

Fonte: www.mulher.uol.com.br – clique e conheça

grávida

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“O nascimento de um filho faz a maioria dos pais repensarem seu estilo de vida: o motoqueiro troca as duas rodas por um carro quatro portas, mais seguro; o viciado em “junk food” passa a colocar orgânicos no carrinho do supermercado; os baladeiros curtem os momentos em casa. Essa tendência abrange os cuidados com a saúde e não é incomum que pai e mãe busquem alternativas à medicina convencional. Essa escolha pode acontecer ainda na gestação e, muitas vezes, recai sobre a medicina antroposófica.”

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O nascimento de um filho faz a maioria dos pais repensarem seu estilo de vida: o motoqueiro troca as duas rodas por um carro quatro portas, mais seguro; o viciado em “junk food” passa a colocar orgânicos no carrinho do supermercado; os baladeiros curtem os momentos em casa. Essa tendência abrange os cuidados com a saúde e não é incomum que pai e mãe busquem alternativas à medicina convencional. Essa escolha pode acontecer ainda na gestação e, muitas vezes, recai sobre a medicina antroposófica.

Segundo especialistas, os benefícios começam enquanto o bebê ainda está na barriga. “Um dos grandes dilemas da obstetrícia é fazer ou não a prescrição de medicamentos durante a gestação, pois existe o risco de má formação do feto”,  explica a ginecologista Mary Nakamura, do Núcleo de Medicina Antroposófica da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Na medicina antroposófica, não há esse risco por que os recursos farmacêuticos raramente tem contraindicação para as gestantes. “Usamos também formas naturais de tratamento como escalda-pés e técnicas de respiração”, explica ela.

As vantagens diretas para os bebês também são várias, de acordo com o pediatra Ricardo Ghelman, membro fundador do Núcleo de Medicina e Práticas Integrativas da Universidade Federal de São Paulo. “É possível, por exemplo, reduzir o uso de antibióticos em antiinflamatórios. E também melhorar o sono com medicamentos que não causam dependência”, explica o pediatra. Há ainda o emprego de terapias que não envolvem medicamentos, como compressas e banhos, que agem sobre a febre, dor de ouvido, falta de apetite. “Levamos em conta não apenas o sucesso imediato do tratamento, mas, também, a escolha da melhor opção para o desenvolvimento de um adulto saudável”, afirma o pediatra Antonio Carlos de Souza Aranha, da Clínica Tobias, em São Paulo.

A antroposofia

A medicina antroposófica faz parte de um conjunto de conhecimentos maior, a antroposofia, criada pelo austríaco Rudolf Steiner no início do século 1920, que envolve não apenas os cuidados com a saúde, mas, também, com a educação, a alimentação e o modo de viver de forma geral (leia mais sobre ele no quadro abaixo).

Mas a pessoa não precisa seguir todo o estilo de vida antroposófico para se beneficiar desse tipo de medicina, afirma diz Ghelman. Quem segue todos os preceitos da antroposofia, por exemplo, coloca o filho para estudar em uma escola que segue a pedagogia Waldorf, reduz praticamente a zero o tempo que eles passam em frente da televisão e do computador, e evita ao máximo o consumo de alimentos industrializados, preparando tudo em casa. Certamente é um estilo de vida saudável, mas difícil de ser seguido com a correria de hoje.

Alopatia e antroposofia

A medicina antroposófica inclui todo o repertório farmacêutico alopático, ministrado sempre que o médico julgar necessário. “Mas, preferencialmente, empregamos remédios naturais de origem mineral, vegetal ou animal”, diz Ricardo Ghelman. Engana-se quem pensa que a antroposofia é uma medicina marginal. Ela foi incluída à Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no Sistema Único de Saúde em 2006, por meio de uma portaria do Ministério da Saúde. Há 17 centros no Brasil em que médicos antroposóficos atendem pelo SUS e os medicamentos são reconhecidos pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Embora se valha de medicamentos diferentes, medicina alopática e antroposófica podem ser complementares. “Veja o caso de uma sinusite”, exemplifica Ghelman. “O emprego concomitante de medicamentos antroposóficos pode encurtar o tempo de uso do antibiótico convencional”.

As armas da medicina convencional são utilizadas sempre que necessário. É o caso das vacinas. “O que fazemos é orientar os pais quanto aos benefícios e riscos de cada uma separadamente para que possam ter mais consciência sobre a vacinação. Junto com a vacina, usamos medicamentos fitoterápicos ou dinamizados para estimular o sistema imunológico e evitar uma reação”, explica Ghelman.

Características do paciente são levadas em consideração

O principal diferencial da medicina antroposófica é considerar que cada paciente precisa de um tratamento específico de acordo com seu metabolismo e personalidade. A febre, por exemplo, é diferente para cada um, e não deve ser tratada com um antitérmico, de acordo com a antroposofia.

“Não seguimos procedimentos generalistas, que não levam em conta o indivíduo e sua realidade e apenas obedecem a uma conduta de massa”, explica o pediatra Antônio Carlos de Souza Aranha. Se essa for a opção para tratar do seu filho, é provável que o pediatra faça uma observação muito mais individualizada, levando em conta não apenas o físico, mas o temperamento e os estágios de desenvolvimento.

A temida febre

Não há pai de criança pequena que não passe por um susto quando a temperatura do bebê sobe. O primeiro impulso é fazê-la baixar rapidamente, mas essa nem sempre é a alternativa mais indicada. “Febre não é doença, mas um mecanismo de defesa do sistema imunológico”, diz o pediatra Antônio Carlos de Souza Aranha.

A temperatura aumenta a eficiência do organismo no combate a vírus e bactérias. Por isso, não deve ser baixada a qualquer custo. As pesquisas mais recentes mostram que as convulsões não são causadas por temperaturas corporais muito altas, acima de 39 graus, conforme se pensava. Mas pela variação muito rápida da temperatura corporal.

Por isso, na medicina antroposófica, o cuidado é baixar a febre somente quando ela causar mal-estar, e fazer isso aos poucos. “Normalmente, indicamos medicamentos que tem o objetivo de reduzir a temperatura lentamente”, conta o pediatra Ricardo Ghelman.

Compressas mornas com limão podem ser feitas nos pés e panturrilhas para aquecer o local –que costuma ficar gelado– e aumentar o conforto. “Caso a febre se eleve acima de 38,5, indicamos medicamentos convencionais”, diz Ghelman. Porém, em caso de febre, é importante falar com o pediatra.

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12º Trabalho de Hércules: A elevação da personalidade

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Os 12 Trabalhos de Hércules x O Caminho da Iniciação

12º Trabalho: A morte de Cérbero

12 trabalho de hercules

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“Valorizar as qualidades da alma. O desafio era descer ao inferno para vencer Cérbero, cão de três cabeças que guardava o Mundo Inferior. O herói agarrou o animal pelo pescoço e não o soltou até que concordasse em acompanhá-lo. Esse trabalho fala da imortalidade. Ensina que o corpo pode perder o viço, mas a alma deve irradiar cada vez mais a beleza construída ao longo dos anos. É um ensinamento importante para estes tempos, onde as pessoas colocam mais a sua consciência na mente, desejos e corpo físico. Essa consciência deve ser focalizada na alma. É na consciência da alma que entramos nos dois grandes signos universais de serviço à humanidade e este crescimento na capacidade de prestar serviço é a realização da alma.”

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Mitologia

O Mestre disse a Hércules: “Enfrentaste com êxito mil perigos. Hércules, e muitas consquistas foram feitas. A sabedoria e a força pertencem-te. Farás uso delas para salvar alguém em angústia, uma presa de imenso e infindável sofrimento?” e tocando gentimente a fronte de Hércules, diante de seu olho interno, surgiu uma visão.

Um homem jazia sobre uma rocha e gemia como se seu coração fosse partir-se. Suas mãos e pés estavam acorrentados; as fortes correntes que o prendiam estavam ligadas a anéis de ferro. Um abutre, feroz e audacioso, mantinha-se bicando o fígado da vítima; em consequência, uma corrente de sangue jorrava do seu flanco. O homem elevava suas mãos acorrentadas e clamava por socorro; mas suas palavras ecoavam em vão na desolação e eram engolidas pelo vento.

A visão desapareceu e o Mestre falou: “Aquele que viste acorrentado chama-se Prometeu. Ele sofre assim há muito tempo, e contudo, sendo imortal não pode morrer. Do céu ele roubou o fogo; por isso foi punido. O lugar de sua morada é conhecido por Inferno, o reino de Hades. Pede-se que seja o salvador de Prometeu, Hércules. Desce às profundezas e liberta-o do sofrimento.”

Hércules iniciou a sua viagem descendo sempre através das ligações dos mundos da forma. A atmosfera tornava-se cada vez mais pesada, e a escuridão crescia. Contudo, a sua vontade era firme. Essa descida longa demorou muito tempo e sozinho, mas não absolutamente só, ele vagueava, e quando ele procurou no seu íntimo ouviu a voz prateada da deusa da Sabedoria, Athena, e as palavras encorajadas de Hermes.

Por fim, dele chegou a um rio escuro e envenenado que as almas dos mortos tinham que cruzar. Uma moeda tinha de ser dada a Caronte, o barqueiro, para que ele as levasse para o outro lado.

O visitante da terra assustou Caronte que levou Hércules ao outro lado, sem lembrar-se de cobrar-lhe, Hércules penetrou o Hades, uma nevoenta e escura região onde as sombras, ou melhor, as conchas dos que haviam partido esvoaçavam. Quando Hércules percebeu a Medusa, com o seu cabelo encaracolado com serpentes sibilantes, ele tomou a espada e tentou atingi-la, mas não bateu senão no ar vazio.

Ele seguiu por caminhos labirínticos até chegar à corte do rei que governava o mundo subterrâneo, Hades. Este, inflexível, severo e com semblante ameaçador, sentava-se em seu negro trono quando Hércules se aproximou.

“Que procuras, um mortal vivo, em meus reinos?” Interpelou-o Hades.

Hércules disse, “Procuro libertar Prometeu”.

“O caminho está guardado pelo cão Cérbero, um cão com três grandes cabeças, cada uma com serpentes enroladas em torno”, replicou Hades.

“Se puderes derrotá-lo com tuas mãos vazias, um feito que ninguém jamais realizou, poderá libertar o sofredor Prometeu”.

Satisfeito com a resposta, Hércules prosseguiu até deparar-se com o cão de três cabeças e ouviu o seu feroz latido. Ameaçador, avançou para Hércules que agarrou a primeira cabeça e a manteve presa em seus braços enquanto o monstro se debatia. Finalmente a sua força cedeu e Hércules seguiu até encontrar Prometeu numa laje de pedra, em dores atrozes. Hércules partiu as correntes e libertou o sofredor.

Simbologia

Este trabalho está associado ao signo de Capricórnio/Cancer, que é um dos mais difíceis para se escrever e é o mais misterioso de todos os doze. Há dois portões de importância dominante: Cancer, no que erroneamente chamamos a vida, e Capricórnio, o portão para o reino espiritual.

Capricórnio, o portão através do qual nós finalmente passamos quando não mais nos identificamos com o lado forma da existência, mas nos tornamos identificados com o espírito. É isto que significa ser iniciado.

Um iniciado é uma pessoa que não põe mais a sua consciência na sua mente, ou desejos, ou corpo físico. Ele pode usá-los, se quiser; e fá-lo para ajudar toda a humanidade, mas não é neles que focaliza a sua consciência. Ele está focalizado no que chamamos a alma, que é aquele aspecto de nós mesmos que está livre da forma. É na consciência da alma que finalmente funcionamos em Capricórnio, conhecendo-nos como iniciados e entramos nos dois grandes signos universais de serviço à humanidade.

É em Capricórnio, o adulto que existe em nós que Hércules desce às profundezas do inferno, munido da compaixão de Cancer, para conseguir resgatar Prometeu.

O caminho da alma é exatamente o mesmo, é com profundo amor (Cancer) que necessitamos de descer às profundezas dos nossos infernos interiores, amá-los e resgatar em nós a nossa sombra, para podermos depois, escalar a montanha, que caracteriza Capricórnio, com o mesmo determinismo e firmeza com que descemos ao inferno.

Após cumprir a sua tarefa, o héroi regressa ao reino dos vivos e ali reencontra a sua alma e é-lhe mostrado que aquele foi o seu primeiro serviço em prol de um mundo melhor.
Enquanto nos pássaros de Estínfalo, Hércules ainda tinha mergulhado nos pântanos do inferno pessoal, é em Cérbero que o mergulho se dá no inferno coletivo.

Este crescimento na capacidade de prestar serviço é a realização da alma. Não se pode aprender por ‘ouvir dizer’, mas sim através da realização e vivendo as circunstâncias.

Acesse os trabalhos anteriores:

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11º Trabalho de Hércules: A Descoberta dos talentos e potenciais

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Os 12 Trabalhos de Hércules x O Caminho da Iniciação

11º Trabalho: Os pomos de ouro do jardim das Hespérides

11 trabalho de hercules

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“Agora como alma consciente é responsável pela sua própria sabedoria…”

Hércules teve que superar vários percalços para obter os frutos de ouro de uma árvore maravilhosa, que representam a força fecunda e criadora dos homens, protegidos por um dragão imortal. Assim como Hércules teve que ir aos extremos do mundo para descobrir esses frutos, nós também precisamos fazer uma viagem a nosso mundo interior para descobrir nossos talentos e potenciais, que são os pomos de ouro.

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Mitologia

Num longínquo país crescia a árvore sagrada, a árvore da sabedoria, que produzia as maçãs de ouro de Hespérides. Esse frutos eram desejados por todos os filhos dos homens que se reconheciam igualmente como filhos de Deus. Havia duas coisas que Hércules sabia sobre a árvore sagrada: que ela era carinhosamente cuidada por três belas donzelas e que um dragão de cem cabeças protegia as donzelas e a árvore.

Hércules pôs-se a caminho, cheio de confiança, seguro de si, de sua sabedoria e de sua força. Seguiu em direcção ao norte e percorreu a terra à procura da árvore sagrada, mas não a encontrou. Perguntava a todos os homens que encontrava, mas nenhum pode guiá-lo no caminho; nenhum conhecia o lugar.

O tempo passava e ele ainda procurava, vagando de um lado para o outro, frequentemente retornando sobre os próprios passos. Triste e desencorajado, ainda assim procurava por toda a parte. Não encontrando a árvore sagrada no caminho do norte, Hércules partiu para o sul e, no lugar da escuridão, continuou na sua busca. Sonhou com um rápido sucesso, mas Anteu, a serpente, atravessou-lhe o caminho e lutou com ele, vencendo-o a cada investida. “Ela guarda a árvore”, disse Hércules, “isto me disseram, portanto a árvore deve estar por perto. Preciso derrubar sua guarda e assim, destruindo-a, vencê-la e arrancar os frutos.”

Contudo, lutando com todas as forças, ele não as vencia. “Onde está o meu erro?” dizia Hércules. “Por que Anteu pode vencer-me? Mesmo quando criança destruí uma serpente em meu berço. Com as minhas próprias mãos a estrangulei. Porque fracasso agora?”

Lutando novamente com todo o seu poder, ele agarrou a serpente em suas mãos e levantou-a no ar, longe do chão. E conseguiu realizar seu intento. Feliz, confiante, seguro de si e com nova coragem, Hércules continuou em sua busca. Agora se voltou para o ocidente, e tomando essa direcção, encontrou o fracasso. Atirou-se ao grande teste sem pensar e por muito tempo o fracasso atrasou seus passos.

Lá ele encontrou Busiris, o grande arqui-enganador, filho das águas e parente de Poseidon. Seu trabalho é trazer a ilusão aos filhos dos homens através de palavras de aparente sabedoria. Ele afirma conhecer a verdade e rapidamente eles acreditam. Ele diz belas palavras: “Eu sou o mestre. A mim é dado o conhecimento da verdade, aceita o meu modo de vida. Só eu sei, ninguém mais. Minha verdade é correta. Qualquer outra verdade é errónea e falsa. Fica comigo e salva-te.” E Hércules obedeceu: e a cada dia enfraquecia em seu anterior caminho, a sua vontade estava minada. Ele amava Busiris e aceitava tudo o que ele dizia, tornando-se cada vez mais fraco, até que chegou o dia que o seu amado mestre o amarrou a um altar e lá o manteve um ano inteiro.

Repentinamente, um dia, quando lutava por se libertar, e lentamente começava a perceber quem Busiris realmente era, palavras que ouvira há muito tempo vieram-lhe à mente: “A verdade está dentro de ti mesmo. . No teu interior há um poder mais elevado, força e sabedoria. Volta-te para o teu interior e evoca a força que existe, o poder que é a herança de todos os homens que são filhos de Deus.”

Com a força que é a força de todos os filhos de Deus, ele rompeu as amarras, agarrou o falso mestre e prendeu-o no altar em seu lugar.

Não disse uma palavra, apenas deixou-o lá para que aprendesse. Mais contido, embora cheio de indagações Hércules percorreu longas distâncias sem rumo certo, prosseguindo em sua busca.

Aprendera muito durante o ano que passara preso ao altar e agora percorria o Caminho com maior sabedoria. Por todos os caminhos a busca prosseguiu; de norte a sul e de leste a oeste foi procurada a árvore, mas não encontrada. Até que um dia, esgotado pelo medo e pela longa viagem, ele ouviu, de um peregrino que passava no caminho, rumores de que, perto de uma montanha distante a árvore seria encontrada, a primeira afirmação verdadeira que lhe fora feita até então.

Assim, ele retrocedeu sobre seus passos em direção às altas montanhas do leste, e num certo dia, brilhante e ensolarado, ele viu o objeto da sua busca e então apressou o passo. “Agora tocarei a árvore sagrada”, gritou alegre, “montarei o dragão que a guarda; e verei as belas renomadas virgens, e colherei as maçãs.”

Mas novamente foi detido por um sentimento de profunda tristeza. À sua frente estava Atlas, cambaleante sob o peso do mundo às suas costas. Sua face estava vincada pelo sofrimento; seus membros vergados pela dor; seus olhos cerrados em agonia; ele não pedia auxílio; ele não viu Hércules; apenas lá estava, curvado pela dor, pelo peso do mundo. Trémulo, Hércules observava e avaliava o quanto havia de peso e de dor. E esqueceu sua busca.

A árvore sagrada e as maçãs desapareceram de sua mente; ele só pensava em como ajudar o gigante rapidamente. Correu para ele e animadamente retirou a carga dos ombros de seu irmão, passou-a para suas próprias costas, aguentando ele mesmo a carga dos mundos.

Cerrou os olhos, enrijecendo os músculos sob o esforço e então eis que a carga se desprendeu e lá estava ele livre, como Atlas.

Diante dele, as mãos estendidas num gesto de amor, o gigante ofereceu a Hércules as maçãs de ouro. Era o fim da busca. As virgens trouxeram mais maçãs de ouro e também as depositaram em suas mãos e Aegle, a bela virgem que é a glória do sol poente, disse-lhe:

“O Caminho que traz a nós é sempre marcado pelo serviço. Atos de amor são sinalizações do Caminho.”

Então Eritéia, a guardiã do portão que todos devem atravessar antes de se apresentarem diante do Criador, deu-lhe uma maçã na qual estava inscrita em luz a palavra de ouro: SERVIÇO.

“Lembra-te disto” disse ela “jamais te esqueças.” Por ultimo veio Héspero, a maravilha da estrela vespertina, que com clareza e amor disse: “Vai e serve, e a partir de hoje e para sempre, palmilha o caminho de todos os servidores do mundo.”

“Então eu devolvo estas maçãs para aqueles que virão”, disse Hércules, e retomou ao lugar de onde viera. Então ele ouviu a voz de seu Mestre, que lhe falava pela primeira vez desde que iniciara o Caminho: “Não houve retardamento. A regra que acelera todo o sucesso na senda escolhida é Aprender a servir”.

Simbologia

Em Peixes/Virgem, Hércules termina um grande ciclo de realizações que marcam este trabalho, no signo de Gêmeos e Sagitário, é relacionado com o trabalho ativo do aspirante no plano físico à proporção que ele chega a uma compreensão de si mesmo.

Antes que este trabalho ativo se torne possível, deve haver um ciclo de pensamento interior e anseio místico; a aspiração à visão é um processo subjetivo desenvolvido, talvez por longo tempo, antes que o homem, no plano físico, comece o trabalho de unificação da alma e corpo. Este é o tema deste trabalho. É neste plano físico de realização, e no trabalho de obter as maçãs de ouro da sabedoria, que a prova real da sinceridade do aspirante tem lugar.

Um anseio de ser bom, um profundo desejo de averiguar os fatos da vida espiritual, esforços para auto-disciplina, oração e meditação, precedem quase que inevitavelmente, este real e tenaz esforço. O visionário (Sagitário) precisa tornar-se um homem de ação; o desejo tem que ser trazido para o mundo da concretização, e é nisto que consiste a prova de Gêmeos.

O plano físico é o lugar onde se obtém a experiência e onde as causas, que foram iniciadas no mundo do esforço mental, têm que se manifestar e alcançar objetividade. É também o lugar onde o mecanismo de contato se desenvolve, onde, pouco a pouco, os cinco sentidos abrem ao ser humano, novos campos de percepção e lhe oferecem novas esferas de conquistas e realização. É o lugar, portanto, onde conhecimento é obtido, e onde esse conhecimento tem que ser transmutado em sabedoria.

Conhecimento é a busca do sentido, enquanto que sabedoria é o onisciente e sintético conhecimento da alma. Contudo, sem compreensão na aplicação do conhecimento, nós perecemos; pois compreensão é a aplicação do conhecimento sob a luz da sabedoria aos problemas da vida e à conquista da meta.

Neste trabalho, Hércules defronta-se com a tremenda tarefa de aproximar os dois pólos do seu ser e de coordenar, ou unificar, alma e corpo, de modo que a dualidade de lugar à unidade e os pares de oposto se mesclem. É através das virgens que o serviço altruísta é cumprido, pois foi este mesmo que o conduziu até elas, pois elas representavam o seu alinhamento na tridimensionalidade.

Agora como alma consciente é responsável pela sua própria sabedoria…

Acesse os trabalhos anteriores:

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Sobre a hipnose da televisão

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Sobre a hipnose da televisão

Eckhart Tolle

tv hipnose

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“Embora a mente possa ficar sem produzir nenhum pensamento por um bom tempo, ela permanece ligada à atividade do pensamento do programa que está sendo exibido. Mantém-se associada à versão televisiva da mente coletiva e segue absorvendo seus pensamentos. Portanto, quando estamos vendo televisão, nossa tendência é cair abaixo do nível do pensamento, e não nos posicionarmos acima dele. É por isso que a televisão se presta à manipulação da “opinião pública”, nos prende no estado de inconsciência receptiva. Seus pensamentos se tornam nossos pensamentos.”

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“Para um número significativo de pessoas, ver televisão é algo “relaxante”. Observe a si mesmo e verá que, quanto mais tempo sua atenção permanece tomada pela tela, mais sua atividade intelectual se mantém suspensa.

Assim, por longos períodos você estará assistindo a atrações como programas de entrevistas, jogos, shows de variedades, quadros de humor e até mesmo a anúncios sem que quase nenhum pensamento seja gerado pela sua mente.

Você não apenas deixa de se lembrar dos seus problemas como se torna livre de si mesmo por um tempo – e o que poderia ser mais relaxante do que isso?

Então ver televisão cria o espaço interior?

Será que isso nos faz entrar no estado de presença?

Infelizmente, não é o que acontece. Embora a mente possa ficar sem produzir nenhum pensamento por um bom tempo, ela permanece ligada à atividade do pensamento do programa que está sendo exibido. Mantém-se associada à versão televisiva da mente coletiva e segue absorvendo seus pensamentos.

Sua inatividade é apenas no sentido de que ela não está gerando pensamentos. No entanto, continua assimilando os pensamentos e as imagens que chegam à tela. Isso induz um estado passivo semelhante ao transe, que aumenta a suscetibilidade, e não é diferente da hipnose. É por isso que a televisão se presta à manipulação da “opinião pública”, como é do conhecimento de políticos, de grupos que defendem interesses específicos e de anunciantes – eles gastam fortunas para nos prender no estado de inconsciência receptiva. Querem que seus pensamentos se tornem nossos pensamentos e, em geral, conseguem.

Portanto, quando estamos vendo televisão, nossa tendência é cair abaixo do nível do pensamento, e não nos posicionarmos acima dele. A TV tem isso em comum com o álcool e com determinadas drogas. Embora ela nos proporcione um pouco de alívio em relação à mente, mais uma vez pagamos um preço alto: a perda da consciência. Assim como as drogas, essa distração tem uma grande capacidade de viciar.

Procuramos o controle remoto para mudar de canal e, em vez disso, nos vemos percorrendo todas as emissoras. Meia hora ou uma hora mais tarde, ainda estamos ali, passeando pelos canais. O botão de desligar é o único que nosso dedo parece incapaz de apertar.

Continuamos olhando para a tela. Porém, normalmente não porque algo significativo tenha chamado nossa atenção, e sim porque não há nada interessante sendo transmitido.

Depois que somos fisgados, quanto mais trivial e mais sem sentido é a atração, mais intenso se torna nosso vício. Se isso fosse estimulante para o pensamento, motivaria nossa mente a pensar por si mesma de novo, o que é algo mais consciente e, portanto, preferível a um transe induzido pela televisão. Dessa forma, nossa atenção deixaria de ser prisioneira das imagens da tela.

O conteúdo da programação, caso apresente alguma qualidade, pode até certo ponto neutralizar, e algumas vezes até mesmo desfazer, o efeito hipnótico e entorpecedor da TV. Existem determinados programas que são de uma utilidade extrema para muitas pessoas – mudam sua vida para melhor, abrem seu coração, fazem com que se tornem mais conscientes. Há também algumas atrações humorísticas que acabam sendo espirituais, mesmo que não tenham essa intenção, por mostrarem uma versão caricata da insensatez humana e do ego. Elas nos ensinam a não levar nada muito a sério, a permitir um pouco mais de descontração e leveza na nossa vida. E, acima de tudo, nos ensinam isso enquanto nos fazem rir. O riso tem uma extraordinária capacidade de liberar e curar.

Contudo, a maior parte do que é exibido na televisão ainda está nas mãos de pessoas que são totalmente dominadas pelo ego. Assim, a intenção oculta da TV é nos controlar nos colocando para dormir, isto é, deixando-nos inconscientes. Evite assistir a programas e anúncios que o agridam com uma rápida sucessão de imagens que mudam a cada dois ou três segundos ou menos.

O hábito de assistir à televisão em excesso e essas atrações em particular são duas causas importantes do transtorno de déficit de atenção, um distúrbio mental que vem afetando milhões de crianças em todo o mundo. A atenção deficiente, de curta duração, torna todos os nossos relacionamentos e percepções superficiais e insatisfatórios. Qualquer coisa que façamos nesse estado, qualquer ação que executemos, carece de qualidade, pois a qualidade requer atenção.

O hábito de ver televisão com freqüência e por longos períodos não só nos deixa inconscientes como induz a passividade e drena toda a nossa energia. Portanto, em vez de assistir à TV ao acaso, escolha os programas que despertam seu interesse. Enquanto estiver diante dela, procure sentir a vívida atividade dentro do seu corpo – faça isso toda vez que se lembrar. De vez em quando, tome consciência da sua respiração. Desvie os olhos da tela em intervalos regulares, pois isso evitará que ela se aposse completamente do seu sentido visual. Não ajuste o volume acima do necessário para que a televisão não o domine no nível auditivo. Tire o som durante os intervalos. Procure não dormir logo após desligar o aparelho ou, ainda pior, adormecer com ele ligado.”

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Andar, falar e pensar

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Andar, falar e pensar

Vanessa Serra

Fonte: www.falandoemeducacao.com.br – clique e conheça

andar

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“Ao aprender a ANDAR, a FALAR e a PENSAR, o caminho para os outros aprendizados está esboçado. O desenvolvimento saudável destes três aspectos da vida humana é um vislumbre de um ser humano que está se formando e um dia será capaz de exercer sua autonomia no mundo, com liberdade de movimento de expressão e de raciocínio. Um ser humano livre.”

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São incontáveis os aprendizados que temos ao longo da vida. Vários deles são fundamentais para sermos identificados como seres humanos. Nos três primeiros anos de vida, estes aprendizados borbulham e servem como alicerce para tudo que será aprendido ao longo da vida.

A busca pela posição ereta exige um ano de trabalho árduo desde o nascimento. A liberdade para explorar ambientes e a percepção da confiança dos adultos que cercam a criança propiciam seu fortalecimento físico e emocional para arriscar-se diante desse primeiro grande desafio. A habilidade motora sem dúvida é imprescindível, mas sem a confiança, passada pelos pais de forma silenciosa e amorosa, a criança não teria coragem para enfrentar o mundo e locomover-se sobre dois membros.

O desenvolvimento neurológico-motor (físico, portanto) se dá de forma crânio-caudal: a criança firma o pescoço, o tronco (pode então rolar e sentar), as pernas (engatinhar) e fica em pé. Ao ANDAR, ela tem as mãos livres para atuar no mundo e com a postura ereta, o posicionamento da laringe, pulmões e cavidade oral permite que alcance outro aprendizado fundamental à identidade humana: o FALAR.

A fala abre as portas para o mundo da comunicação e das relações humanas. A função social da fala se inicia assim que a criança nasce, com o choro e o desenvolvimento mecânico tem início com a amamentação: a sucção é o primeiro e mais completo exercício para o fortalecimento da musculatura oro-facial.

Com alguns meses, o bebê já começa a “experimentar” os movimentos sonorizados com a boca. Nessa fase, o balbucio, ela consegue realizar todos os sons de todos os idiomas. Com o desenvolvimento cognitivo, a criança fica mais atenta ao seu redor e começa a imitar os sons que ouve, ainda sem intenção comunicativa.

A imitação não se limita aos fonemas: a criança imita a prosódia e a melodia da fala do adulto, entonações, sotaques, expressões faciais, velocidade de fala, etc. Nesse período, portanto, é fundamental que ela receba um bom modelo de fala, tanto físico, com a articulação correta dos fonemas, cognitivo, com o uso correto da gramática e emocional, com o tom de voz condizente com o conteúdo da fala e esta soando de forma verdadeira, sem infantilizações e “mentiras brancas”, pois rapidamente ela começa a perceber pequenas incoerências e inverdades e forma, assim, sua rede de confiança.

Assim como para o desenvolvimento do andar existe um critério físico-muscular (crânio-caudal), a tonificação da musculatura oro-facial segue o critério antero-posterior. A criança domina inicialmente o controle muscular dos lábios e é capaz de produzir os fonemas chamados labiais (/p/, /b/ e /m/). Não é coincidência que as primeiras palavras do universo infantil ao redor do mundo sejam com esses fonemas. Esse controle se inicia por volta dos 18 meses de vida e ocorre gradual e sucessivamente (com fonemas labio-dentais, alveolares e palatais) até por volta dos 4 ou 5 anos de idade (dependendo do sexo, sociabilização, exigência do ambiente, etc), com a aquisição do grupo consonantal com R.

Enquanto isso, ocorre paralelamente outro desenvolvimento que podemos, erroneamente, considerar como sendo o mesmo: o desenvolvimento da Linguagem. Quando a fala deixa de ser exclusivamente mecânica e passa a ter uma função comunicativa, tem início o desenvolvimento da Linguagem Oral. Nesse momento, podemos considerar que a criança está começando a PENSAR. A fala, que até então era solta e fragmentada começa a se organizar. A criança consegue nomear seres e objetos (usa inicialmente apenas substantivos), mesmo que seja através de onomatopeias (piu piu, au au) por categorias (todas as aves são “piu piu”). Com o tempo, as nomeaçaes ficam mais específicas (“piu piu” e “co cá”) até chegar aos substantivos propriamente ditos. Nesse percurso, começa a reconhecer açaes (usa verbos) e então, qualifica os substantivos (uso de adjetivos). Nessa fase, o vocabulário da criança costuma aumentar significativamente, podendo passar de 50 a 300 vocábulos num período de 6 meses.

Agora, por volta dos 36 meses de idade, ela consegue formar frases e conforme seu pensamento vai se organizando mais, as frases vão ficando mais complexas e, também por volta dos 4 ou 5 anos de idade, ela é capaz de se fazer entender por qualquer adulto. Aqui a diferenciação entre os sexos costuma ser significativa: as meninas falam de forma organizada mais cedo que os meninos.

Ao aprender a ANDAR, a FALAR e a PENSAR, o caminho para os outros aprendizados está esboçado. O desenvolvimento saudável destes três aspectos da vida humana é um vislumbre de um ser humano que está se formando e um dia será capaz de exercer sua autonomia no mundo, com liberdade de movimento de expressão e de raciocínio. Um ser humano livre.

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10º Trabalho de Hércules: A transcendência da animalidade e da matéria

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Os 12 Trabalhos de Hércules x O Caminho da Iniciação

10º Trabalho: O Gado Vermelho de Gerião

10 trabalho hercules

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“Hércules empreendeu uma grande viagem para derrotar o rei Gerião e se apoderar de seus bois. Enfrentou também o gigante Anteu, invencível porque, cada vez que tocava a terra, recobrava as forças. Para derrotá-lo, ergueu-o no ar. Essa é uma lição de desapego, sobre derrotar a cobiça e o materialismo. Gerião e os bois simbolizam as posses. A verdadeira riqueza, que é eterna, está dentro de nós. São nossos sentimentos e valores.”

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Mitologia

O Mestre chamou Hércules e disse-lhe: Vai até aquele lugar sombrio chamado Eritéia, onde a Grande Ilusão está entronizada; onde Gerião, o monstro de três cabeças, três corpos e seis mãos, é rei e senhor. À margem da lei ele mantém um rebanho de gado vermelho escuro. De Eritéia deves trazer até a nossa Sagrada Cidade, este rebanho. Cuidado com Euritião, o pastor, e seu cão de duas cabeças Ortus.” E depois de uma pausa continuou: “Mais um aviso posso dar. Invoca a ajuda de Hélio.”

Hércules partiu e no templo, fez oferendas a Hélio, o deus do fogo e do sol. Por sete dias Hércules meditou, e depois mereceu dele um favor. Um cálice dourado caiu no chão aos seus pés. Ele sentiu no seu íntimo que esse objeto brilhante o capacitaria a cruzar os mares para alcançar o país de Eritéia. E assim foi. Sob a segura proteção do cálice dourado, ele velejou pelos mares agitados até chegar a Eritéia.

Numa praia naquele país distante, Hércules desembarcou. Não muito longe dali ele chegou a um pasto onde o gado vermelho escuro pastava. Era guardado pelo pastor Euritião e o cão de duas cabeças, Ortus.
Quando Hércules se aproximou, o cão lançou-se como uma flecha para ele, rosnando ferozmente, tentando alcançá-lo. Com um golpe decisivo Hércules derrubou o monstro. Então, Euritião amedrontado pelo bravo guerreiro que estava diante dele, suplicou que a sua vida fosse poupada. Hércules concedeu-lhe o pedido. Conduzindo o gado vermelho-sangue adiante dele, Hércules voltou a sua face para a Cidade Sagrada. Ainda não estava muito longe daquelas pastagens quando percebeu que o monstro Gerião vinha em louca perseguição. Logo Gerião e Hércules estavam face-a-face. Exalando fogo e chamas de todas as três cabeças simultaneamente, o monstro avançou sobre ele. Esticando bem o seu arco, Hércules lançou uma flecha que parecia queimar o ar e que atingiu o monstro no seu flanco. Tamanho foi o ímpeto com que fora lançada, que todos os três corpos de Gerião foram perfurados. Com um guincho desesperado, o monstro oscilou, depois caiu, para nunca mais se levantar.

Hércules conduziu, então o lustroso gado para a Cidade Sagrada. Difícil foi a tarefa. Volta e meia alguns bois se desgarravam e Hércules deixava o rebanho para procurar aquelas cabeças que se perdiam. Através dos Alpes ele conduziu o seu rebanho até Halia. Onde quer que o mal tivesse triunfado, ele golpeava as forças do mal com golpes mortais, e corrigia a balança em favor da justiça. Quando Eryx, o lutador, o desafiou, Hércules o derrubou tão vigorosamente que ele permaneceu caído.

Novamente quando o gigante Alcioneu lançou sobre Hércules, uma rocha que pesava uma tonelada, este último a deteve com a sua clava e a mandou de volta, matando o seu agressor.

Às vezes ele perdia o seu rumo, mas sempre se voltava, refazia os seus passos, e prosseguia. Embora exausto por este cansativo trabalho, Hércules por fim voltou. Quando chegou, o Mestre que o esperava, disse-lhe: “A joia da imortalidade pertence-te. Por este Trabalho tu superaste o humano e te revestiste do divino. No firmamento estrelado o teu nome será inscrito, um símbolo para os batalhadores filhos dos homens, de seu imortal destino. Os trabalhos humanos estão encerrados, tua tarefa Cósmica começa”.

Simbologia

Em Peixes/Virgem, Hércules termina um grande ciclo de realizações que marcam a sua libertação das formas terrestres e da maioria dos apegos que prendem os homens à roda de reencarnações.
É aqui que o homem crítico e rígido do passado aprende a ter fé.

Hércules tem que conduzir o rebanho de gado vermelho-sangue (representa a quinta raça) para fora das terras da ilusão até à Cidade Sagrada. Para desempenhar a sua tarefa, é advertido de que deverá invocar Hélio – Deus do sol, senhor da luz e da consciência, que só se consegue encontrar nos planos interiores do ser.

Aqui ficamos a saber, que a união da consciência cósmica com a terrestre, e o apelo a esse deus interior que existe dentro de todos nós, é imprescindível para enfrentar tarefas que exigem um esforço maior. Hércules medita em consciência, na sua essência repleta de luz, que significa a busca de Peixes, ser que vem ao mundo para compreender a própria essência e para se revelar como fé.

Como resultado da sua meditação, recebe o Santo Graal – cálice dourado – depósito de toda a sabedoria.

É com a frieza de Virgem que Hércules consegue enfrentar Gerião, mas esta frieza levada ao extremo pode revelar-se em tirania, daí que o bom senso demonstra bem o signo de Peixes em equilíbrio. O lutador com que Hércules se debate, mostra a raiva contida de peixes e falta de firmeza na sua própria colocação e ação no mundo; e o ter que abandonar momentaneamente o rebanho para ir apanhar algum boi desgarrado, demonstra também a dificuldade que o signo de peixes sente com os imprevistos.

Quando chega à cidade sagrada e ouve “A joia da imortalidade pertence-te. Por este Trabalho tu superaste o humano e te revestiste do divino. De volta ao lar viestes, para não mais partires. No firmamento estrelado o teu nome será inscrito, um símbolo para os batalhadores filhos dos homens, de seu imortal destino. Os trabalhos humanos estão encerrados, tua tarefa Cósmica começa”, aprende finalmente que necessitava de ter coragem e fé para ver tudo o que viu, e que estes valores são o seu legado para os seus irmãos. E para o conseguir, o homem tem que tirar o seu Cristo da cruz e caminhar ao seu lado.

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9º Trabalho de Hércules: A Coragem de Ser Autêntico

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Os 12 Trabalhos de Hércules x O Caminho da Iniciação

9º Trabalho: O Cinturão de Hipólita

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“A missão do herói era conseguir o cinturão da rainha das amazonas, mulheres conhecidas por sua bravura. Mas não poderia obtê-lo pela força: precisaria ganhá-lo conquistando o coração da guerreira. Esse trabalho fala sobre a importância de construirmos laços afetivos duradouros. Ensina que a arte de conquistar uma pessoa não se faz pela força nem criando ilusões e falsas aparências, mas pelo respeito ao outro e pela coragem de mostrar quem verdadeiramente somos.”

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Mitologia

Este trabalho leva Hércules até às praias onde vivia a grande rainha, que reinava sobre todas as mulheres do mundo conhecido. Elas eram suas vassalas e guerreiras ousadas. Nesse reino não havia homens, só as mulheres reunidas em torno da sua rainha, Hipólita.

A ela pertencia o cinturão que lhe fora dado por Vênus, a rainha do Amor. Aquele cinturão era um símbolo da unidade conquistada através da luta, do conflito, da aspiração, da maternidade e da sagrada Criança para quem toda a vida humana está verdadeiramente voltada.

“Ouvi dizer”, disse Hipólita às guerreiras, “que está a caminho um guerreiro cujo nome é Hércules, um filho do homem e no entanto um filho de Deus; a ele eu devo entregar este cinturão que eu uso. Deverei obedecer a ordem, oh Amazonas, ou deveremos combater a palavra de Deus?” Enquanto as Amazonas refletiam sobre o problema, foi passada uma informação, dizendo que ele se havia adiantado e estava lá, esperando para tomar o sagrado cinturão da rainha guerreira.

Hipólita dirigiu-se ao encontro de Hércules. Ele lutou com ela, combateu-a, e não ouviu as palavras sensatas que ela procurava dizer. Arrancou-lhe o cinturão, somente para deparar-se com as mãos dela estendidas e lhe oferecendo a dádiva, oferecendo o símbolo da unidade e amor, de sacrifício e fé.

Entretanto, tomando-o, ele, matou quem lhe dera o que ele exigira. E enquanto estava ao lado da rainha agonizante, consternado pelo que fizera, ele ouviu a voz do mestre que dizia: “Meu filho, por que matar aquilo que é necessário, próximo e caro? Por que matar a quem você ama, a doadora das boas dádivas, guardiã do que é possível? Por que matar a mãe da Criança sagrada?

Novamente registramos um fracasso. Novamente você não compreendeu. Ou redimirá este momento, ou não mais verá a minha face.”

Hércules partiu em silêncio deixando as mulheres lamentando a perda da liderança e do amor. Quando ele chegou às costas do grande mar, perto da praia rochosa, ele viu um monstro das profundezas trazendo presa em suas mandíbulas a pobre Hesione. Os seus gritos e suspiros elevavam-se aos céus e feriram os ouvidos de Hércules, perdido em remorsos e sem saber que caminho seguir. Dirigiu-se prontamente em sua ajuda quando ela desapareceu nas cavernosas entranhas da serpente marinha.

Esquecendo-se de si mesmo, Hércules nadou até o monstro e desceu até o fundo do seu estômago onde encontrou Hesione. Com a sua mão esquerda ele agarrou-a e segurou-a junto a si, enquanto com a sua espada se esforçou para abrir caminho para fora do ventre da serpente até a luz do dia. E assim ele salvou-a, equilibrando seu feito anterior de morte.
Pois assim é a vida: um ato de morte, um ato de vida, e assim os filhos dos homens, que são filhos de Deus, aprendem a sabedoria, o equilíbrio e o caminho para andar com Deus.

Simbologia

Este trabalho está associado à Virgem, signo onde a consciência de Cristo é concebida e nutrida através do período de gestação até que por fim em Peixes, o signo oposto, o salvador mundial nasce.

Note-se que nos dois Trabalhos onde Hércules vence, na verdade, são os dois onde ele se saiu mal justamente com os seus opostos, femininos (as éguas bravias e a rainha das Amazonas).

Assim a guerra entre os sexos é de origem antiga, na verdade, está inerente na dualidade da humanidade. O Leão é o rei dos animais. Nele alcançamos a personalidade integrada; mas em Virgem é dado o primeiro passo para a espiritualidade, a alma é chamada de filho da mente, e Virgem é regida por Mercúrio, que leva a energia da mente.

É em virgem que, o mau uso da matéria representa o maior erro de toda a peregrinação de Hércules: atentar contra o Espírito Santo; quando ele não compreendeu que a rainha das Amazonas devia ser redimida pela unidade, e não morta, e foi aí que ele sentiu a dor do signo de Peixes, diante do sofrimento humano provocado pela violência e pela agressividade, criada muitas vezes pela falta de diálogo ou até mesmo de compreensão.

O cinto é o símbolo da união e do amor, e ele mata quem lho quisera entregar por amor a Deus. Aqui o herói é abatido pela depressão e pena que sente de si mesmo, característica de Peixes.

Ao salvar Hesione da boca do monstro, Hércules compreende que tudo o que se faz, se reflete no universo eternamente, e que para que o ser pare de sofrer, deve compreender que a dor é uma forma de redenção e aprendizagem que nos conduz ao crescimento. Que a aceitação da imperfeição do mundo é um caminho para atingir a perfeição.

Enquanto nos martirizamos com a culpa do mal feito, não assumimos a responsabilidade dos erros, mas quando aceitamos esta responsabilidade, transformamos esta dor em atitude, fazemos o bem e libertamo-nos das amarras do sofrimento. É neste momento e com esta tomada de consciência que passamos do trabalho ao serviço à humanidade.

Caminho de Iniciação

Na Mitologia Esotérica, o Nono Trabalho de Hércules corresponde à conquista do Cinto de Ouro de Hipólita – a Rainha das Amazonas – viva alegoria do aspecto psíquico feminino oculto e mais delicado de nossa íntima natureza.

Durante este trabalho, o Iniciado é atacado naquilo que ele tem de mais fraco: o sexo. As Amazonas, suscitadas por Hera (um dos aspectos de nossa Mãe Divina), assediam com seus encantos femininos o caminhante que adentra seus domínios; usam de todas as artimanhas da sedução para infligir fatal derrota ao nobre e valente guerreiro que está prestes a conquistar sua rainha com seu precioso cinto, uma vez que o cinto sem a rainha não possui nenhuma beleza…

Mas infeliz do Hércules que se deixa cair ou seduzir por essas beldades dotadas de beleza enfeitiçadora. Apoderar-se do Cinto de Hipólita consiste, justamente, em não se deixar seduzir ou cair sob o hipnotismo de tais provocações sexuais femininas; significa dominar totalmente os sentidos, a mente e as sensações físicas e psíquicas. O Hércules que tem total domínio sobre si acaba conquistando a Rainha das Amazonas, não pela força, mas pelo amor, pelo respeito e pela veneração ao Feminino Cósmico.

Netuno é o Senhor da Magia. Portanto, torna-se evidente que o inferno de Netuno é habitado pelos magos negros mais terríveis e pela magas tenebrosas de beleza fatal e maligna.

Durante este Trabalho, o alegórico Castelo do tenebroso Klingsor, autêntico templo de magia negra, deve ser totalmente destruído. Quando o castelo cair em pedaços, o Iniciado, vencedor da terrível batalha contra si mesmo, ganha o direito de ingressar no  Céu do Senhor Netuno, o Empíreo, a região dos Serafins, criaturas do amor e expressões diretas da Unidade Divina.

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Titular: Leonardo André Fonseca Maia

 
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