Estímulo demais, concentração de menos


ESTÍMULO DEMAIS, CONCENTRAÇÃO DE MENOS

Fabiana Vajman

Fonte: www.paisqueeducam.com.br

estímulos


 “O excesso de estímulos sonoros, visuais, físicos e informativos impedem que a criança organize seus pensamentos e atitudes, diminui sua capacidade de concentração e percepção.”


Vivemos tempos frenéticos. A cada década que passa o modo de vida de dez anos atrás parece ficar mais distante: dez anos viraram trinta, e logo teremos a sensação de ter se passado cinquenta anos a cada cinco. E o mundo infantil foi atingido em cheio por essas mudanças: já não se educa (ou brinca, alimenta, veste, entretém, cuida, consola, protege, ampara e satisfaz) crianças como antigamente:

  • O iPad, por exemplo, já é companheiro imprescindível nas refeições de milhares de crianças;
  • Em muitas casas a(s) TV(s) fica(m) ligada(s) o tempo todo na programação infantil – naqueles canais cujo volume aumenta consideravelmente durante os comerciais – mesmo quando elas estão comendo com o iPad  à mesa;
  • Muitas e muitas crianças têm atividades extra curriculares pelo menos três vezes por semana, algumas somam mais de 50 horas semanais de atividades, entre escola, cursos, esportes e reforços escolares.
  • Existe em quase todas as casas uma profusão de brinquedos, aparelhos, recursos e pessoas disponíveis o tempo todo para garantir que a criança “aprenda coisas” e não “morra de tédio”;
  • As pré escolas têm o mesmo método de ensino dos cursos pré vestibulares.

Tudo está sendo feito para que, no final, possamos ocupar, aproveitar, espremer, sugar, potencializar, otimizar e, finalmente, capitalizar todo o tempo disponível para impor às nossas crianças uma preparação praticamente militar, visando seu “sucesso”. O ar nas casas onde essa preocupação é latente chega a ser denso, tamanha a pressão que as crianças sofrem por desenvolver uma boa competitividade.

Porém, o excesso de estímulos sonoros, visuais, físicos e informativos impedem que a criança organize seus pensamentos e atitudes, de verdade: fica tudo muito confuso e nebuloso, e as próprias informações se misturam fazendo com que a criança mal saiba descrever o que acabou de ouvir, ver ou fazer.

Além disso, aptidões que devem ser estimuladas estão sendo deixadas de lado:

  • crianças não sabem conversar
  • não olham nos olhos de seus interlocutores
  • não conseguem focar em uma brincadeira ou atividade de cada vez (na verdade a maioria sequer sabe brincar sem a orientação de um adulto!)
  • não conseguem ler um livro, por menor que seja.
  • não aceitam regras
  • não sabem o que é autoridade.
  • pior e principalmente: não sabem esperar.

Todas essas qualidades são fundamentais na construção de um ser humano íntegro, independente e pleno, e devem ser aprendidas em casa, em suas rotinas.

Precisamos pausar. Parar e olhar em volta. Colocar a mão na consciência, tirá-la um pouco da carteira, do telefone e do volante: estamos enlouquecendo nossas crianças, e as estamos impedindo de entender e saber lidar com seus tempos, seus desejos, suas qualidades e talentos. Estamos roubando o tempo precioso que nossos filhos tanto precisam para processar a quantidade enorme de informações e estímulos que nós e o mundo estamos lhes dando.

Calma, gente. Muita calma. Não corramos para cima da criança com um iPad na mão a cada vez que ela reclama ou achamos que ela está sofrendo de “tédio”. Não obriguemos a babá a ter um repertório mágico, que nem mesmo palhaços profissionais têm, para manter a criança entretida o tempo todo. O “tédio” nada mais é que a oportunidade de estarmos em contato conosco, de estimular o pensamento, a fantasia e a concentração.

Um lindo texto da cientista que virou mãe que postei na minha página recentemente fala disso com até mais propriedade que eu, embora ela creia que o mundo tá sofrendo de adultismo enquanto eu acredito fundamentalmente que sofremos de infantolatria. Mesmo discordante, sugiro a leitura, essa moça pensa a fundo antes de sair postando. E sugiro também que leiamos todos, pais ou não, “O Ócio Criativo” de Domenico di Masi, para que entendamos a importância do uso consciente do nosso tempo.

E já que resvalamos o assunto para a leitura: nossas crianças não leem mais. Muitos livros infantis estão disponíveis para tablets e iPads, cuja resposta é imediata ao menor estímulo e descaracteriza a principal função do livro: parar para ler, para fazer a mente respirar, aprender a juntar uma palavra com outra, paulatinamente formando frases e sentenças, e, finalmente, concluir um raciocínio ou uma estória.

Cerquem suas crianças de livros e leiam com elas, por amor. Deixem que se esparramem em almofadas e façam sua imaginação voar. O clima da casa também agradece,

Amor e gratidão


Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:


 AJUDE A BIBLIOTECA PARA 2020:

Meu filho pode ser diferente

Estamos com dificuldades para manter a Biblioteca, apoie o trabalho de difusão de conteúdos relevantes:

unlockQuero ajudar – clique aqui

linha

Meu filho pode ser diferente

isso não quer dizer que exista algum problema com ele

Cinthia Dalpino – Jornalista, escritora, mãe da Eva e da Aurora

diferente

 Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

“Algumas mães adoram comparar seus filhos aos outros. E a maioria das escolas incentivam isso – como se houvesse um padrão a ser seguido. A criança fora da curva é sempre vista com maus olhos. Dentro destas expectativas não correspondidas, algumas acabam sendo vítimas de preconceito. E começa aquele interminável sofrimento familiar. Como se a criança precisasse ser igual à todas as outras. O distraído que tem déficit de atenção, o hiperativo, o avoado, o que não consegue parar quieto, o lento que aprende devagar. Cada característica é rotulada como se a criança tivesse uma deficiência qualquer pela qual os pais são responsáveis. E como muitas escolas querem crianças que estejam quietas, fiquem paradas e sejam obedientes (assim como muitos pais, infelizmente), sem perceber suas necessidades individuais, o processo se torna extremamente difícil para a criança, que é obrigada a se enquadrar em um padrão. Na contramão dessa produção em série de crianças robôs, surge uma escola que acredita que cada criança é um indivíduo único e acolhe cada uma delas com suas características naturais: a Pedagogia Waldorf. “

linha

Algumas mães adoram comparar seus filhos aos outros. E a maioria das escolas incentivam isso – como se houvesse um padrão a ser seguido. A criança fora da curva é sempre vista com maus olhos.

Dentro destas expectativas não correspondidas, algumas acabam sendo vítimas de preconceito. E começa aquele interminável sofrimento familiar. Como se a criança precisasse ser igual à todas as outras.

O distraído que tem déficit de atenção, o hiperativo, o avoado, o que não consegue parar quieto, o lento que aprende devagar. Cada característica é rotulada como se a criança tivesse uma deficiência qualquer pela qual os pais são responsáveis. E como muitas escolas querem crianças que estejam quietas, fiquem paradas e sejam obedientes (assim como muitos pais, infelizmente), sem perceber suas necessidades individuais, o processo se torna extremamente difícil para a criança, que é obrigada a se enquadrar em um padrão.

Na contramão dessa produção em série de crianças robôs, surge uma escola que acredita que cada criança é um indivíduo único e acolhe cada uma delas com suas características naturais.

A filosofia da pedagogia Waldorf, baseada em ensinamentos de Rudolf Steiner tem tantas peculiaridades, que fica difícil enumerá-las em um só artigo. Mas talvez a que mais chame a atenção seja a maneira como lida com o desenvolvimento infantil.

E um dos maiores consensos entre professores Waldorf é que não existe uma criança que seja igual à outra. Primeiro porque cada uma vem de uma família, e têm um histórico único e particular, mas mesmo que venham da mesma barriga, duas crianças certamente serão diferentes em absolutamente tudo.

Por isso, cada um merece um olhar atento e diferenciado.

Numa época onde algumas escolas chamam os pais porque filhos são desatentos, ou tem ‘energia demais’, preocupando-os ao invés de acolhê-los, a escola Waldorf participa do processo, observando cada criança e suas características individuais, entendendo seus temperamentos e equilibrando-os na sala de aula. Direcionando a energia do colérico, colaborando para que o melancólico saia de seu universo particular, e trazendo o sanguíneo para a realidade enquanto o fleumático se diverte com os amigos.

Perceber o temperamento de cada criança é o primeiro passo para saber como lidar com ela.

Os quatro temperamentos

Fleumático : Sabe aquela criança que demora pra andar e falar, cuja mãe se preocupava demais acreditando que havia algum atraso no desenvolvimento?

Pode tratar-se de uma criança fleumática.

O fleumático geralmente é aquele que engatinha depois, anda mais tarde e demora pra falar, deixando os pais ansiosos.

Em contrapartida, um fleumático geralmente come muito bem e acaba ganhando formas mais arredondadas.

Os pais de uma criança com este temperamento devem saber esperar. Assim como um bom professor. Ela provavelmente deve gostar de brincar sozinha, mas é o tipo de temperamento que mais precisa de companhia de outras crianças.

Aos poucos, quando sentir o impulso de sair de sua casca, vai ganhando musculatura mais firme e ganhando interesse pelas coisas.

Sanguíneo:  Aquela criança saltitante que parece flutuar, não fixa a atenção em nada por muito tempo, é um bocado distraída e parece nunca se cansar certamente tem o temperamento sanguíneo.

Com a alma sempre vibrante, a criança sanguínea é daquelas que alguns dizem que ‘não consegue se concentrar em nada’ e parece aérea na maior parte do tempo. Mas essa é apenas uma característica. Não um defeito.

Um sanguineo numa escola onde o obriguem a se concentrar é uma verdadeira tortura. Ele simplesmente não consegue fazer isso. Ficará estressado e possivelmente doente.

Ao contrário da criança fleumática, a sanguínea prefere alimentos mais leves que não dificultem seus movimentos ininterruptos.

Colérico:  E aquela criança que quer fazer valer sua vontade? Se nega a obedecer e vence pela firmeza?

O pequeno colérico gosta de fazer as coisas sem ajuda dos adultos. É cheio de vontade, firme, e não sabe o que fazer com tanta energia. Por isso muitas vezes esperneiam, chutam e deixam os pais de cabelo em pé.

Na escola Waldorf, os professores tendem a domar crianças com esse temperamento contando histórias que incitem a coragem e ousadia. Para que usem essa energia de maneira adequada. Além disso, são incentivados a usarem a força e movimentos.

Melancólico:  Aquela criança mais introvertida, que vive escondida, brinca sozinha como ninguém e parece sentir o peso do mundo não é deprimida ou precisa de cuidados especiais. Ela é simplesmente de temperamento melancólico.

Esta criança é mais sensível que as outras e guarda todos os sentimentos para si, relembrando-os sem parar. Quando um adulto conquista sua confiança, ela sai da concha e se abre. Assim como qualquer outro temperamento, não é preciso corrigi-lo, mas evitar que entre em desequilíbrio extremo. Segundo Steiner, um adulto que conservasse sua melancolia teria tendência depressiva, assim como a energia do colérico deve ser direcionada para que não saia disparando pra todos os lados.

O melancólico gosta de cuidar. Isso faz com que seu sofrimento interno diminua. O temperamento melancólico é o extremo oposto do sanguíneo. A criança gosta de se isolar e criar um universo dentro de si.

Conheça a Pedagogia Waldorf – clique aqui

linha

Estamos com dificuldades para manter a Biblioteca, apoie o trabalho de difusão de conteúdos relevantes:

unlockQuero ajudar – clique aqui

linha

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:

Bom exemplo é a melhor forma de educar

Você acha relevante a divulgação e o acesso a estes conteúdos?
Precisamos de ajuda para o desenvolvimento do trabalho:

unlockFaça a diferença: Quero ajudar – clique aqui

linha

Bom exemplo é a melhor forma de educar

Rafaela Carrilho
1620796_10203594403407433_1518634417_n

 Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

A conduta dos filhos depende dos exemplos que elas recebem dos adultos. Não adianta um pai dizer ao filho que ele não deve mentir, porque mentir é feio, e quando o telefone tocar em casa, pedir para dizer que ele não está. A criança pode ouvir que é muito ruim o desperdício, mas se ela vê os pais desperdiçando comida, ou deixando o chuveiro ligado durante muito tempo, ela  aprende o contrário pela assimilação do exemplo. uma criança pequena não tem ideia do que é justo ou injusto, mas ela imita os modos de conduta dos pais. Portanto, “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”, não funciona.

linha

Para uma criança viver bem, entre outras coisas, ela precisa de limites. Isso tem tudo a ver com os valores que os pais transmitem  na criação. A conduta dos filhos depende dos exemplos que elas recebem dos adultos. Principalmente para os menores, é ineficaz explicar conceitos teóricos, como ética, mas é fundamental praticar valores como convivência, respeito ao próximo, capacidade de partilhar e de falar a verdade.

Esse foi o tema da palestra do filósofo e educador Mario Sergio Cortella, “Como construir uma convivência mais ética no nosso dia a dia? Reflexões urgentes para pais, docentes e educadores”, baseada em seu novo livro, “Educação, Convivência e Ética”, da Cortez Editora. O evento aconteceu ontem, 16/04, no Colégio Visconde de Porto Seguro, no Morumbi.

Mesmo que não haja uma clareza tão grande sobre o que é certo e o que é errado, crianças observam e são influenciadas pelas posturas de pais e educadores. Em entrevista concedida a Pais&Filhos, Cortella explica que ética não é uma questão de estabelecer um código sobre o que é adequado e o que não é, mas um reflexão a respeito do porquê você faz aquilo que faz. Ou seja, é necessário pensar se o que fazemos é bom para nós e para outros ou se é bom para nós e prejudica os outros. “É preciso formar pessoas na vida que entendam que ser decente não traz todas as vantagens que quem não é decente obtém imediatamente, mas que traz muitas outras que persistem no tempo, e que o indecente não conquista”, acrescenta o filósofo.

Para Cortella, os pais desta geração não estão passando para as crianças a noção do esforço e isso é prejudicial para a formação dos filhos: “se uma criança não foi formada aprendendo a valorizar a ideia de esforço, ela vai achar que as coisas acontecem como mágica, que não é preciso correr atrás de nada”.

A importância do bom exemplo

Você provavelmente já ouviu ou até falou a seguinte frase: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Porém, quando se trata de educação, na prática isso não funciona. Não adianta um pai dizer ao filho que ele não deve mentir, porque mentir é feio, e quando o telefone tocar em casa, pedir para dizer que ele não está. A criança pode ouvir que é muito ruim o desperdício, mas se ela vê os pais desperdiçando comida, ou deixando o chuveiro ligado durante muito tempo, ela  aprende o contrário pela assimilação do exemplo.

Cortella explica que uma criança pequena não tem ideia do que é justo ou injusto, mas ela imita os modos de conduta dos pais. E, sobre a importância da boa educação, acrescenta: “O mundo que vamos deixar para nossos filhos depende muito dos filhos que vamos deixar para esse mundo”.

Papel da escola

É essencial a parceria da família com a escola, pois a primeira é apoiada pela segunda na educação dos filhos. Muita gente confunde educação com escolarização, mas a escolarização é apenas um pedaço da educação. Por isso, não há uma parte da formação que seja exclusiva dos pais sem o apoio da escola, assim como não há uma obrigação que seja somente da escola.

Cabe a escolas inteligentes formar parcerias com as famílias, e cabe às famílias procurar essa parceria nas escolas. Embora sejam instituições diferentes, a criança é a mesma. Por isso, o importante não é dividir a educação entre elas, mas sim repartir. Os professores também introduzem valores éticos na escola, por meio de exemplos e incentivos, como mostrar que não se deve pegar o que não lhe pertence, ou de não admitir que uma criança pratique o sofrimento de outra.

Conheça a Pedagogia Waldorf  – clique aqui

linha

Você acha relevante a divulgação e o acesso a estes conteúdos?
Precisamos de ajuda para o desenvolvimento do trabalho:

unlockFaça a diferença: Quero ajudar – clique aqui

linha

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:

Como a Educação musical ajuda no aprendizado de leitura e escrita

Você acha relevante a divulgação e o acesso a estes conteúdos?
Precisamos de ajuda para o desenvolvimento do trabalho:

unlockFaça a diferença: Quero ajudar – clique aqui

linha

Como a Educação musical ajuda no aprendizado de leitura e escrita

Isadora Bertolini

Fonte: www.educarparacrescer.abril.com.br – clique e conheça

sing

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

“Estamos gastando milhões em remédios para ajudar as crianças a se concentrarem, e aqui temos uma intervenção não-farmacológica que muitos com dificuldades de aprendizado se dedicam fora da escola, que funciona. Aprender música aparentemente remodela o cérebro das crianças de modo a facilitar e melhorar a habilidade de aprender a escrever. A música, além de contribuir para o apuramento estético e ser um regulador emocional, tem grandes efeitos no desenvolvimento de certos mecanismos de pensamento. Os músicos mostraram maior desenvoltura para otimizar o processo de estudo, tendo mais autocontrole do aprendizado individual.”

linha

linha

Você acha relevante a divulgação e o acesso a estes conteúdos?
Precisamos de ajuda para o desenvolvimento do trabalho:

unlockFaça a diferença: Quero ajudar – clique aqui

linha

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:

Contos de fadas: Todos os contos dos Irmãos Grimm

Você acha relevante a divulgação e o acesso a estes conteúdos?
Precisamos de ajuda para o desenvolvimento do trabalho:

unlockFaça a diferença: Quero ajudar – clique aqui

linha

Todos os contos dos Irmãos Grimm

irmaos-grimm

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

“As crianças não se cansam de ouvir histórias de contos de fadas que começam “Era uma vez…” e terminam com “viveram felizes para sempre”. Essa idéia cria a esperança de que as coisas na vida podem dar certo e elas podem ter sucesso em suas dificuldades.

A história dos contos de fadas a ajuda a lidar com as dificuldades do seu dia-a-dia, como: rivalidade entre irmãos, inveja, medo, relação com os pais, inferioridade, vingança, etc., e por isso elas pedem para ler diversas vezes a mesma história.

Utilizando os pensamentos mágicos das personagens, a criança fica aliviada por sentir raiva e ter outros sentimentos destrutivos em relação a uma bruxa malvada, sentir medo de um lobo voraz ou orgulho de um príncipe que consegue salvar a princesa e chega a um final feliz.

Como na vida, nos contos de fadas, o medo gerado por uma punição é fator limitador de crimes, por essa razão é que nas histórias, as pessoas más sempre perdem, tornando o herói ou a heroína mais atraente para criança.

As crianças se identificam com a coragem do príncipe, a sabedoria do rei, a fragilidade da princesa e a maldade da bruxa. Todos nós temos estas características em diversas situações de nossa vida.

Uma história prende a atenção, desperta a curiosidade, a imaginação e a criatividade, promove o enriquecimento na vida interior da criança, auxiliando-a a entender melhor as suas emoções. Assim como nas brincadeiras, as fantasias e os contos de fadas têm um papel importante no seu desenvolvimento emocional.”

Roberta Barbero Gabriotti

 Caso tenha cadastro na Biblioteca:

Contos e lendas – clique aqui

linha

Você acha relevante a divulgação e o acesso a estes conteúdos?
Precisamos de ajuda para o desenvolvimento do trabalho:

unlockFaça a diferença: Quero ajudar – clique aqui

linha

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:

Brinquedos simples

Você acha relevante a divulgação e o acesso a estes conteúdos?
Precisamos de ajuda para o desenvolvimento do trabalho:

unlockQuero ajudar – clique aqui

linha

Brinquedos simples

Lilian de Almeida Pereira

Fonte: Perfil da Vovó Lupo no Facebook – clique e conheça

brinquedo simples

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

“Quanto mais simples for o seu brinquedo, mais a criança se tornará ativa em sua fantasia. Este movimento interior da fantasia é tão importante para a criança como o movimento de seu corpo físico. Quando damos uma boneca perfeita para ela (que pisca os olhos, ri, chora, fala etc…), atrofiamos a sua fantasia, e prejudicamos o seu desenvolvimento físico, cognitivo e emocional.”

linha

A importância da boneca na vida infantil

A origem da boneca é tão antiga quanto a história do homem e provavelmente as suas primeiras aparições foram na Pré-História. Elas passaram a ser vistas como brinquedos infantis no século XVIII, sendo fabricadas a partir de então, em maiores quantidades.

No entanto, as bonecas atravessaram épocas e civilizações, representando valores humanos, históricos e culturais importantes.

Atualmente, nos deparamos com inúmeras distorções quanto à oferta de bonecas para crianças, pois, as mais vendidas não representam crianças, mas sim adultos. Por outro lado os materiais sintéticos (plásticos, borrachas, etc), que são utilizados na construção dessas bonecas, não estimulam as forças da fantasia da criança, eles não existem na natureza, por isso são frios, e ainda não oferecem nenhum valor construtivo para o desenvolvimento infantil.

Como educadores e pais, devemos nos questionar: O que pretendemos com as nossas crianças, e que valores queremos transmitir a elas? Qual a verdadeira função do brinquedo? Quais critérios escolhemos para presentear nossos filhos?

Na Pedagogia Waldorf, encontramos algumas questões significativas sobre esse assunto, destacando como exemplo a importância da simplicidade dos brinquedos que possibilita à criança ter uma fantasia mais rica e uma imaginação criadora. Outro aspecto relevante a ser abordado se refere aos tipos de bonecas e ao processo evolutivo da criança, ou seja, ela deve brincar com bonecas adequadas à sua faixa etária, respeitando as suas necessidades anímicas.

A boneca para a criança é um espelho do seu ser, é uma amiga muito próxima do seu coração, pois sempre a acompanha em todos os seus momentos, seja nas brincadeiras, nas tristezas e alegrias, na cama ao dormir, por esse motivo a criança estabelece uma relação de imenso valor para com a boneca, e isso não ocorre com outros brinquedos.

A criança precisa vivenciar diferentes tipos de materiais naturais como: lã de carneiro, feltro, malha de algodão, etc. Na verdade, estes materiais são vivos e despertam calor, segurança. Isto ela pode aprender com este tipo de boneca.

Assim, uma boneca elaborada a partir dessas concepções, possibilita à criança cultivar o seu próprio ser. Oferecer à criança, brinquedos confeccionados com respeito e qualidade é um gesto de amor que certamente deixará boas sementes para o adulto que virá.

“A boneca é a imagem do ser humano. A criança a imita e se identifica com ela. Isto sempre temos de ter em mente quando fazemos ou compramos uma boneca para ela”.

(Renate Keller – Pedagoga)

A boneca na mão de uma criança (segundo considerações do filósofo e cientista austríaco Rudolf Steiner), é para ela um espelho de seu ser e de seu processo evolutivo.

Quanto mais simples for o seu brinquedo, mais a criança se tornará ativa em sua fantasia. Este movimento interior da fantasia, é tão importante para a criança como o movimento de seu corpo físico. Quando damos uma boneca perfeita para ela (que pisca os olhos, ri, chora, etc…), atrofiamos a sua fantasia, e prejudicamos o seu desenvolvimento físico, cognitivo e emocional.

Para Rudolf Steiner, “tudo que a criança realmente precisa está contido na boneca feita de pano com um par de manchas de tinta. Na criança, trabalha uma força plástica interna. Tudo o que vem do meio ambiente se transporta para um processo formativo interior, e também para a formação de órgãos.”

Com isto, Steiner afirma que o meio ambiente no qual a criança vivencia o seu processo de crescimento, com todas as suas características, sejam elas de que natureza forem, interfere no seu desenvolvimento físico e psíquico. Por esse motivo, a importância de brinquedos que estimulem as forças da fantasia da criança, e que possibilitem a elas, ricas vivências sensórias. No entanto, estas bonecas são confeccionadas à mão, suas feições são apenas sugeridas (olhos, boca), e enchidas com lã de carneiro.

Como o ser humano é composto na sua diversidade de três elementos (cabeça, tronco e membros), estas bonecas também apresentam estas características bem definidas.

Na verdade, a forma humana representa a totalidade da missão do ser humano, e assim, a criança poderá através dessa boneca, conviver com a verdade e com as relações humanas.

Você acha relevante a divulgação e o acesso a estes conteúdos?
Precisamos de ajuda para o desenvolvimento do trabalho:

unlockQuero ajudar – clique aqui

linha

Dê apenas brinquedos educativos para seus filhos:

newsletter ABRIL 2

linha

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:

Os 9 Setênios – Antroposofia


OS 9 SETÊNIOS

Eliane Utescher

Fonte: Comunidade Vovó Lupo no Facebook – clique e conheça

biografia


“Através do conhecimento do caminho biográfico do ser humano podemos ter mais consciência do nosso processo individual dentro que cada etapa da vida.”


Primeiro Setênio – 0 a 7 anos

É na primeira infância, mais precisamente durante os primeiros 7 anos, que as forças da individualidade estão localizadas na cabeça, e a tarefa neste período, é crescer, desenvolver os órgãos físicos que estão sendo formados, independizar o pólo superior do corpo, do pensar.

Com o nascimento, tem início o trabalho da individualidade, daquele ser cósmico que começará uma vida terrestre de transformação do invólucro corpóreo recebido dos pais, apto às suas necessidades. Portanto, neste período, a individualidade se ocupará em se apropriar do corpo herdado, moldando-o e reestruturando-o conforme suas peculiaridades interiores.

A criança, por assim dizer, reforma, refina seu instrumento físico, que é a corporalidade. Essa transmutação significa, aos poucos, eliminação das substâncias herdadas, desde as células mais microscópicas, que se tornam cada vez mais individualizadas, até os dentes, que são as mais duras do corpo, quando no final dessa etapa, a criança perde a dentição de leite, substituindo-a pela permanente, que é aquela que construiu a partir de sua interioridade.

Olhando, para os nossos sentidos, que, com exceção do tato que permeia todo o corpo, estão localizados na cabeça, podemos ter uma idéia dos aspectos que devem ser cuidados neste período inicial, para que a criança possa gostar de estar na Terra, dentro de seu próprio corpo.

Assim, para a construção do corpo físico de forma equilibrada, a criança deveria ter vivências permeadas por situações e circunstâncias que a levassem a perceber que o mundo é bom.

À essa criança, deveriam ser providas oportunidades de movimento livre no espaço, na medida em que vai se apropriando dele ao longo de seu desenvolvimento, desde possibilitar o engatinhar quando é bebê, até trepar em árvores e correr no campo quando é maior.

É por experimentação que a criança aprende, por tentativa e erro, e pelo princípio da imitação. O que não queremos que ela faça, não deveríamos também fazer, pois ela seguramente imitará gestos, fala, atitude dos adultos ao seu redor.

Rapidamente as faculdades humanas vão sendo adquiridas, quando, aos 3 anos a criança já conquistou o espaço físico com o andar, o espaço social com o falar, e o espaço espiritual, com o pensar.

Em síntese, neste primeiro setênio os princípios são :

· imitação

· bondade

· órgãos dos sentidos

· desenvolvimento do pensar

· processo de individuação física

Segundo Setênio – 7 a 14 anos

Ao final do processo anterior, do 1o. setênio, as forças que estavam na cabeça se libertam e migram para a região do meio do corpo.

A criança vai acordando de cima para baixo, na direção da cabeça aos pés, e, nesta fase agora, coração e pulmão são os órgãos que ancoram o processo respiratório com o mundo.

O elemento do movimento de interiorização e exteriorização pauta a dinâmica desses órgãos e a relação da criança com o mundo.

Ela já não é mais um grande A, aberta para o mundo que a impregna, mas agora já possui uma interioridade maior e necessita de um elo de ligação entre o mundo de fora e o seu, interno.

O papel do adulto, pais e professores, tem uma grande influência neste período, pois é através dele, da autoridade que ela necessita e que eles possuem, que a criança receberá a imagem do mundo.

Portanto, os valores e ideais que o adulto possui pode beneficiar ou prejudicar a formação e visão do mundo infantil.

Se a autoridade é excessiva pode gerar uma maior inspiração do que expiração, desequilibrando o ritmo, e isso pode levar desde a uma timidez no futuro, à introversão, ou quadros somáticos de asma, etc.

Se, por outro lado, há falta de autoridade, se ela é insuficiente para o estabelecimento de normas tão essenciais neste período, a expiração maior pode conduzir à extroversão exagerada, que leva a criança a desconhecer seu limite e o do outro, até quadros mais histéricos, de dissolução da identidade.

Esses elementos precisam estar em harmonia para nos sentirmos bem e, se na fase correspondente à esses acontecimentos isto não ocorreu, é introduzindo o ritmo na vida do presente que se resgata o equilíbrio.

Assim como as normas, os hábitos estão sendo absorvidos, e portanto, a dosagem entre uma educação muito rígida ou muito liberal, deveria ser observada, pois tanto a imposição quanto a ausência de valores pode impedir um desenvolvimento sadio.

Nesta fase, onde o sentir está sendo tecido, a fantasia é muito importante, e daí a qualidade de imagens que a criança pode entrar em contato é fundamental; situações onde ela pode criar, como ouvindo estórias infantis, contos de fadas, ou mesmo brincar com brinquedos que promovam a sua participação, é muito diferente daquelas onde, por exemplo, ela é mera expectadora, como no caso da televisão, ou de jogos e brincadeiras que não estimulem a sua criação, com brinquedos prontos, acabados, sintéticos.

Arte e religião são também fundamentais para a alma da criança que anseia por veneração. Assim, tanto o mundo artístico quanto o religioso são ricos em possibilidades para fazer fluir a alma infantil para o mundo. Como há uma busca natural pela beleza e pela fé, vivências do belo são fundamentais para um respirar com o mundo, assim como o desejo pela ligação com uma qualidade superior, elevada e espiritualizada consigo mesmo e com a vida.

É então que, no meio desta fase, o sentimento de diferenciação, por assim dizer, se estabelece fortemente, e a criança percebe com verdadeiro sentimento e uma espécie de dor, que existem diferenças: de educação entre si e os irmãos, diferenças de tratamento entre as pessoas, de raça, religião, cultura, enfim, situações onde ela se dá conta de que o mundo não é igual para todo mundo, que a lei não é a mesma para todos.

É, na verdade, um profundo despertar do sentimento próprio.

Terceiro Setênio – 14 a 21 anos

Seguindo o sentido descendente das forças que do Cosmo vão se encarnando na Terra, neste período elas chegam aos membros; passaram da cabeça ao peito, e agora acordam e se localizam nos membros, no sistema metabólico motor.

Se observamos a postura da criança pequena, percebemos que ela anda meio que suspensa, pendurada; depois, um pouco maior, ela pula, e na adolescência, se arrasta, e neste caminho da humanização, aos poucos conquista a postura ereta.

Então, da mesma forma que o princípio da imitação regia a criança de 0 a 7 anos, o princípio da autoridade de 7 a 14 anos, agora o princípio da liberdade é o regente.

O processo de metamorfose do ser humano o leva agora a necessitar do aprendizado através da liberdade, onde vivências da verdade são fundamentais – assim como a vivência do bom no 1o. setênio, e do belo no 2o. setênio.

A sociedade agora desempenhará um papel mais preponderante, assim como no passado o foram a família e a escola. É sempre uma ampliação da atuação de elementos, e não uma exclusão daqueles que já foram prioritários.

O jovem necessita de um espaço libertador externo e interno, pois nesta fase, vivenciará uma grande tensão, uma luta entre as forças cósmicas e terrestres, onde no palco está em jogo a sua identidade. É natural que, na busca de si mesmo, ele rompa com os esquemas vigentes em casa, na escola e na sociedade, e a forma, nesta época, é através de crítica, em movimentos abruptos e acusativos, sendo muito pouco provável um processo harmonioso.

O adolescente vivencia o âmago de seu ser, e o impulso da vontade, da ação é que vigora – por as coisas para fora é a palavra de ordem. Espinhas e desejos saem em borbotões, ele quer dar a sua opinião em tudo, modificar o mundo, reformar a família, os hábitos e costumes vigentes.

É uma força interior que quer se expandir no mundo, e a maneira de lidar com ela é através do diálogo, do encontro, da troca de opiniões, onde o jovem pode expor seus pensamentos e sentimentos, assim como ouvir seu ressoar no mundo.

No centro da luta entre estas forças, o adolescente vivencia duas polaridades intrigantes: o desejo por um mundo ideal, que corresponda ao que ele enxerga de mais puro na imagem do ser humano, e o desejo pelas coisas mais terrestres, que atuam de forma incisiva sobre sua sexualidade pelos prazeres terrenos, os prazeres da carne.

Ele busca no mundo representações desta vivência ideal e mundana ao mesmo tempo, ele tem sede espiritual e física.

E assim, fica então vulnerável a todas as espécies de filosofias, na esperança de encontrar aquela que corresponda à sua realidade interna – é nesse período que precisa romper com as crenças familiares, ou, pelo menos, questionar as existentes; se os pais são católicos, ele buscará o espiritismo, protestantismo, budismo, e vice-versa, do mesmo jeito que fará com a comida, com a roupa, com a postura, com os gestos.

As drogas representam, nesta época, uma possibilidade de encontro com este mundo idealizado, ou fuga da angústia de não poder encontrá-lo. É importante que saibamos que é uma fase extremamente difícil, onde o adolescente precisa negar e se opor, para que, a partir da percepção do que não é, encontrar-se a si mesmo. Não sabe que ao longo de toda a sua vida buscará, de formas diferentes, a mesma coisa, e que as pessoas que o cercam, e que percebe como sendo tão prontas e acabadas, vivem o mesmo conflito.

O ‘nó lunar’ aos 18 ½ anos, quando o sol e a lua se encontram na mesma configuração do nascimento, propicia uma abertura, uma ligação cósmico terrestre, que nos dispõe a vislumbrarmos o real sentido de nosso destino.

É a partir desta idade que começamos a ter um pensamento mais autônomo, ainda que, nesta época, acreditemos estar amadurecidos para efetuar julgamentos.

Há também o questionamento profissional, quando o jovem se pergunta sobre seu caminho e escolhas.

A opção entre o que lhe foi imposto e o que quer, cria rupturas. Buscar a si mesmo e descobrir o que é seu, o que é do outro, o que pode ser compartilhado, propicia ao jovem conhecer novas paragens e alargar seu horizonte antes de completar a idéia e impressão sobre si mesmo, que aos 21 anos se realizará com mais firmeza.

Quarto Setênio – 21 a 28 anos

Retomando a idéia do homem como cidadão de dois mundos, o celeste e o terrestre, e a vida como uma conversa, um encontro destas duas forças, chega-se aos 21 anos de vida com o fim da fase do crescimento corporal, e princípio da auto-educação.

Aqui, de uma forma geral, as forças completaram e estiveram a serviço do desenvolvimento físico, e o homem emancipa-se de uma educação herdada; ele chega nesta idade com um patrimônio: um corpo adulto e uma estória pessoal, familiar, escolar.

Aos 21 anos, a entidade psíquica individual, o “Eu” começa realmente a se formar. Uma parte supra-sensível do ser humano, mais exterior, é desperta, acordada, e é aquela que está em contato com o mundo exterior – e por isso mesmo, muito mais impressionável por ele.

O ser humano, nesta fase, depende muito da aprovação de fora, e funciona em altos e baixos, deixando-se influenciar pelo externo, e a luta é não se deixar impregnar demasiadamente, paralisar ou impedir-se de viver emoções – neste período a vida está para isto. São momentos fortes, onde temos que pesar e refletir sobre o que herdamos, olhar para o que ganhamos e o que temos, e avaliar deste patamar o que serve aos nossos propósitos de vida, o que devemos incrementar e do que podemos abrir mão – valores que nos serviam até então, mas que a partir de agora podem impedir nossa própria evolução, assim como uma roupa fora de moda, que não combina ou não cabe mais.

Em olhando o que recebemos, devemos avaliar o que pode e o que deve ser mudado em favor do nosso próprio caminhar.

Temos que ter a flexibilidade e habilidade para nos despojarmos daquilo que não nos identificamos mais, da mesma forma como temos que nos reconciliar com o que não dá muito para mudar, por exemplo, com a constituição física. Na verdade, esse é o começo de um processo que vamos depurar a vida inteira.

Com o “EU” mais livre do trabalho no corpo físico, e agora ocupado com a constituição da alma, temos então maior distanciamento daquele, e por isso podemos vê-lo deste novo ângulo.

Portanto, concretamente nesta fase, podemos estar:

-procurando emprego

-terminando a faculdade

-namorando /noivando /casando

-iniciando nova constituição familiar

-tendo filhos

-estabelecendo as bases para a sobrevivência financeira

Quinto Setênio – 28 a 35 anos

A fase do 5o. setênio começa com uma das grandes crises na vida, por volta dos 28 anos, onde somos reivindicados a uma emancipação da imagem que até então tínhamos de nós mesmos, da nossa própria vida, dos nossos talentos, enfim, da nossa identidade.

A sensação anterior de ser dono do mundo sofre um abalo e o que toma o seu lugar, é uma sensação de angústia, de vazio, de desconhecimento de si mesmo, e insatisfação. Sentimo-nos impotentes nesta passagem da juventude para a maturidade, de um viver mais impulsivo para um viver mais sério, responsável.

Temos a sensação de que nada que aprendemos ou fizemos, tem muito mais valor, sentimo-nos incapazes de termos idéias, e começamos a viver ao nível da alma um tipo de espelhamento, o mesmo sofrimento vivido no corpo físico enquanto adolescentes até 14 anos.

Vivemos intensamente a influência dos ritmos cósmicos, que na verdade, buscam conectar-nos e alinhar-nos com nossa real intenção pré-natal.

Temos então o 30o ano, que coincide com a passagem das forças de Saturno e nos cobra estrutura, bases, pilares, e no corpo, corresponde aos nossos ossos, o que há de mais duro no organismo humano.

Temos, logo após, o 31 ½ ano, que corresponde à metade do 63o. ano de vida, marca final das atuações planetárias e zodiacais. Depois dessa idade, ficamos mais livres.

E para completar, o 33o. ano, que pontua o máximo de encarnação do homem na Terra, e ano da morte de Cristo. Sentimos o sofrimento da densidade, do espírito aprisionado na matéria, da via crucis.

Em verdade, a vivência desse período é sentida como uma morte e, realmente, para podermos nos individualizar e tornarmo-nos autônomos, precisam morrer valores que não mais correspondam ao “EU” verdadeiro, para que o ego dê lugar à esta individualidade, esteja a seu serviço, evolua, se integre a ela.

O sentimento de ressurreição ocorre quando, passando pelas provações, percebemo-nos mais inteiros e vivendo de acordo com um código de leis mais próprio, uma renovação moral a partir de uma maior interiorização, uma libertação do velho e disposição para o novo.

Portanto, concretamente nesta fase podemos estar:

-tendo crises no casamento, fazendo separações ou novas uniões.

-tendo rupturas no trabalho ou vendo-o sob novas perspectivas

-buscando o isolamento

-trocando o círculo da amizades

Sexto Setênio – 35 a 42 anos

· Relação com a Essência no mundo / No outro / Em si

· Mais capacidade de julgamento

· Desgaste físico x Maturidade Psíquica

· Conquista de mundo material

· O desafio é encontrar valores espirituais

· A pergunta é: como é que encontro o caminho para a essência do mundo e para a minha própria essência?

Chegamos aos 35 anos e entramos na formação da alma da consciência, última fase do desenvolvimento da alma propriamente dita, onde o Eu adentra mais profundamente na corporalidade supra-sensível. E nesse sucessivo despertar da alma, sentímo-nos levados a uma busca ao essencial no mundo, no outro, em nós mesmos.

O mundo material teve já suas conquistas, construímos uma carreira, relações, família e, de repente, atentamos para a importância do mais recôndito nos seres ao nosso redor, no sentido do que fizemos, nas leis que regem o mundo.

A vida exige que demos um passo do anímico ao espiritual, e, como as forças atuam no pólo superior do corpo, sentimos que conseguimos ver mais verdadeiramente do que até então, a real natureza das coisas.

A capacidade de julgamento aumenta e se torna mais livre dos invólucros superficiais, que a visão das fases anteriores possuía.

Vivencia-se um novo nascimento, precedido pela morte e o vazio dos velhos princípios. Reinicia um período de percepção dos limites e aceitação de si mesmo. Nos tornamos mais disponíveis para o mundo, porque deixamos gradativamente de nos ocupar conosco mesmos. É o desabrochar do desenvolvimento espiritual que chega quando o homem vai chegando aos 40 anos e ele se questiona se há ainda algo de novo que possa ser vivido. Começa a se perguntar sobre sua missão na vida. Sente aos poucos que algo está por vir, e acontece um verdadeiro renascimento, quando se julgava tudo pronto e definido.

A aceitação do desgaste físico, e a busca de um ritmo adequado se faz necessário para que a consciência se amplie em todas as direções.

A relação com a vida é mais intensa, lapidada e autêntica, e é grande a possibilidade de vivência como ser espiritual, de se reconhecer como entidade espiritual incorporada.

Sétimo Setênio – 42 a 49 anos

Como um novo recomeço, a entrada nesta fase traz a vivência interna de que algo novo necessariamente há de vir.

Percebe-se que, como está, não dá para ficar ou continuar, e que a vida dá sinais de grande mudanças, as pessoas sentem algo de novo em si.

O princípio desta fase coincide com o final do período mais quente e ensolarado da vida, a saber, os últimos 20 anos; os próximos setênios correspondem ao desenvolvimento da natureza espiritual do homem, assim como o período anterior ao desenvolvimento da alma, e o primeiro, ao desenvolvimento físico.

A entrada nos 40 traz, quase que inevitavelmente, uma crise existencial, e como é uma fase que espelha fisiologicamente os 14 – 21 anos, vários fatores da adolescência influenciam nesta época. Eclode uma necessidade de rejuvenescimento que pode tomar as mais variadas formas na mulher e no homem.

A desvitalização do corpo físico gera medos reais do envelhecimento e da morte. As mulheres, próximas da menopausa, percebem que o corpo não é mais rijo como antes, que o rosto fica enrugado de um jeito difícil de dissimular, e então as plásticas imperam. Os homens sentem que as pernas afinaram, que a barriga cresceu muito, e então o cooper e as academias de ginástica e musculação desempenham seu papel.

A preocupação com a perda da beleza física e da sexualidade existe, podemos cuidar de manter o corpo bonito e sadio porque é ele o instrumento espiritual na Terra, mas os artifícios para a manutenção física não deveriam impedir ou tomar o lugar da beleza interior.

As forças desprendidas dos órgãos sexuais e da reprodução podem ser metamorfoseadas em criatividade, o elemento central dessa fase, imagens criadoras, renovadoras.

Além dos artifícios para a manutenção do corpo físico, existem também os artifícios que emergem como saída para a manutenção da vida emocional, que são o álcool e a cocaína.

Com a sensação de perda de força e de morte, o ser humano, nesta etapa da vida, pode ter muitas depressões e se apegar ao que é velho e conhecido no trabalho, nas relações familiares e pessoais, numa tentativa de manter intacto o que já têm.

As mudanças que a vida pede, geram muitas inseguranças que impedem o indivíduo de abrir mão do que é velho, como valores, preconceitos, papéis, e ir de encontro ao renascimento que o espera.
É com muita dificuldade e sofrimento que esta etapa é transposta para conseguirmos vislumbrar os frutos que possuímos para doar.

A resistência a mudanças impede o indivíduo de desenvolver talentos que ficaram para traz, tesouros que ficaram escondidos, e reativá-los.

E para complicar a falta e os excessos desta fase, há a questão do sósia, da sombra, daquilo que encarna no parceiro, no patrão, nos filhos, enfim, que é tão difícil de lidar, porque está diretamente ligado aos aspectos pessoais não resolvidos, não integrados.

As forças do sósia se tornam extremamente intensas em torno dos 40 anos. São aspectos para os quais somos levados a hostilizar, ou nos identificar cegamente, por uma força que se ergue em nós. Em geral, nos confrontamos com o sósia do outro, já que a própria sombra é difícil de ver.

Assim, grandes confusões, agressões e descasamentos acontecem, porque as relações ficam contaminadas por aquilo que se vê no outro, que é profundamente unilateral – algo expurgado daquilo em nós que não admitimos, não conseguimos lidar, mais o do outro.

Projetamos nossos aspectos indesejáveis e/ou renegados no outro, e somos vulneráveis à sua sombra – seus vícios, manias, defeitos, enfim.

Se não trabalharmos conscientemente na relação, e procurarmos ver a essência do outro, sua inteireza, o sósia, ou seja, a soma de todas as qualidade negativas comanda.

Temos que nos esforçar para integrarmos nossa sombra à nossa personalidade, e não alimentá-la, deixando que a força da raiva, da inveja, do desprezo, dominem a situação.

Há que se desenvolver muita calma interior!

Devemos ter em mente que tudo o que fazemos contra a vontade é alimento para o sósia.

E fica, então, difícil reconhecer nele uma oportunidade para a transformação de seu conteúdo.

A sombra e a luz são condições inerentes à existência humana, e uma, certamente, não existe sem a outra na vida terrena.

Oitavo Setênio – 49 a 56 anos

A entrada nos 50 anos equivale à época mediana do desenvolvimento do espírito, e por isso mesmo, para aquele que vive espiritualmente, a mais tranquila e produtiva da vida.

As forças, que na fase anterior estavam se desprendendo da região metabólica e dos órgãos correspondentes, estão agora se libertando da área mediana do corpo, coração e pulmão, e se dispondo para uma moralidade e uma ética de qualidade superior, refinada, mais humanizada.

É a época da vida denominada jupteriana, pois possibilita uma visão mais ampla e geral da própria estória, do desenvolvimento da humanidade, do sentido das coisas, da existência.

Os valores pessoais deveriam agora dar lugar a valores mais humanitários, e a preocupação se concentrar na família universal e não apenas na individual.

Dependendo da evolução do ego do indivíduo, ele pode dispor da sua sabedoria para o mundo, ou continuar apegado às próprias necessidades ou às do grupo familiar, desconhecendo a maravilha que é colocar seu patrimônio interior a serviço do mundo.

É a fase do pai e da mãe universal.

Como esta fase espelha fisiologicamente o setênio 7 a 14 anos, o elemento do ritmo tem de ser priorizado, e os órgãos rítmicos, assim como o ritmo cotidiano, têm de ser cuidados, preservados e respeitados.

É comum o aparecimento de problemas respiratórios, principalmente se a relação respiratória com o mundo foi difícil na pré puberdade; stress e enfarte também ocorrem.

Deve-se procurar um novo ritmo biológico mais adequado às características físico emocionais.

A vida nos ensina nesta época uma nova audição, temos a possibilidade de ouvir a voz do coração para esta renovação ético / moral que agora é propícia.

No concreto, neste período ocorrem as aposentadorias, o que por sua vez traz o sentimento de inutilidade e vazio.

Há que se preparar para esse momento e refletir no que se fará após, planejar a vida para o depois desse acontecimento, afim de não ser uma passagem muito brusca que pode assustar e levar o indivíduo a exceder no trabalho para ainda se sentir útil e não velho, impotente, incapaz.

A sociedade como um todo ainda valoriza muito a força biológica e não tem olhos e condições de discernimento para as capacidades de liderar dos 50 anos, e, sobretudo, de abençoar, principalmente aqueles que puderam, entre 7 e 14 anos, aprender a venerar.

Nono Setênio – 56 a 63 anos

Os mesmos órgãos dos sentidos que foram as portas para a entrada na vida terrestre no 1º setênio, vão, aos poucos, se tornando portas de saída; não se vê, nem se ouve tão bem como antigamente, o paladar já não consegue sentir direito o gosto dos alimentos, os cheiros e as texturas não são mais sentidos tão intensamente.

A vida começa a dar sinais de que o ser humano têm agora que ir-se voltando para dentro de si mesmo, internalizar-se, desenvolver os sentidos espirituais.

O portal de comunicação com o mundo externo começa a se fechar.

Como um eremita, a partir desta fase, necessitamos da auto reflexão na busca da nossa essência, para o desenvolvimento de intuições a partir da força do amor que torna-se então a representante do verdadeiro e supremo conhecimento.

O 56º ano de vida traz uma brusca mudança que é sempre crítica, pois penetra-se numa esfera onde tudo parece ter que morrer para depois ressuscitar de uma forma muito sofrida.

Por vezes tem-se a sensação de fracasso de tudo aquilo que se desejou, e que nada do que se almejou foi alcançado.

Questiona-se muito o que se realizou no passado, e se torna importante avaliar o que ainda deseja realizar, o que pode e o que não pode mais ser realizado pela própria condição desvitalizadora, pelo tempo.

Certos cuidados se fazem muito importante, como a estimulação da memória, mudanças de hábitos, recursos criativos.

O trabalho é importante na vida, mas não deve ser a única fonte de realização pessoal. Pessoas excessivamente voltadas para o trabalho tornam-se resistentes às mudanças, perdem a visão global, sentem-se ameaçadas e, muitas vezes, são menos produtivas e criativas do que aquelas que possuem outras fontes de realização.

Aquelas que, além do trabalho, lecionam, tocam algum instrumento, freqüentam outras atividades e amigos, realizam viagens com certa dose de aventura, se dedicam a um hobby, praticam esporte, escrevem textos, crônicas ou livros, enfim, são pessoas com uma visão do mundo, de seu trabalho e da própria vida muito mais rica e feliz.

Caminhando para a terceira idade, e mais livre dos compromissos da 1ª e da 2ª, temos a chance de rever o que ficou de lado e que, com frequência, dá novo sentido à vida. Entregar-se ao que pede para ser vivido com satisfação, de maneira renovada, e ao mesmo tempo, livrar-se do inútil e supérfluo que se carrega por hábito.

Inclusive de preconceitos, pois vivemos em uma época com tantos recursos para a renovação do corpo e da alma, que deveríamos fazer bom uso do livre arbítrio e decidir que rumo tomar no caminho do amor, do encontro com outros seres humanos, da alegria de viver.

Como tudo no Universo está em constante transformação, e nada é estável e permanente, somente existe possibilidade de evolução onde há possibilidade de mudança.

Após os 63 anos, o ser humano vai, cada vez mais se libertando das leis e ritmos do destino.

O envelhecer vai chegando com o florescimento interno que é percebido no olhar do idoso que vive muito mais em uma realidade supra sensível do que sensível – para além dos sentidos.

O corpo vai ficando mais leve e transparente, o espírito se torna mais visível, os “avós” irradiam aquela força onde o sol interior consegue aparecer.


APOIE ESTE TRABALHO:


Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:

Como as escolas podem transformar crianças em adultos medíocres

Você acha relevante a divulgação e o acesso a estes conteúdos?
Precisamos de ajuda para o desenvolvimento do trabalho:

unlockQuero ajudar – clique aqui

linha

Como as escolas transformam crianças em adultos medíocres

Hidrafil

Fonte: Medium Brasil – clique e conheça

mediocre

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

“Uma reflexão acerca do sistema educacional que desperdiça talentos e faz do estudo um desprazer: Assim como em uma indústria, as escolas agrupam os seus alunos em lotes: as chamadas turmas. Em uma sala de aula, cada lote passa por uma rotina repetitiva, na qual profissionais especializados — os professores — desempenham seus papeis de maneira departamentalizada, ensinando conteúdos isoladamente, mesmo que na verdade todo o conhecimento esteja entrelaçado, e não segmentado em pacotes de disciplinas. Sirenes tocam indicando que é hora da aula atual ser interrompida para dar lugar à próxima. Quando os alunos já passaram por vários anos de repetições diárias desse ciclo, recebem o rótulo de “formados”, o que significa que o lote está pronto para ir para o mercado. As escolas os obrigam a digerir grandes quantidades de informações. Em aulas puramente expositivas, transmite-se o o conteúdo, que, posteriormente, é cobrado em uma prova. As escolas instituem desde o começo que serão feitas perguntas, e que cada pergunta admite apenas uma resposta correta. Se o aluno não responde exatamente o que lhe foi ensinado, ele errou. E é bom que não erre muitas vezes. Caso contrário, ele não passará de ano. O aluno aprende que ele não tem liberdade para pensar fora da caixa.”

linha

O mundo muda cada vez mais rapidamente. Para transpor os novos desafios, precisa-se, mais do que nunca, de pessoas que pensem criticamente e ajam proativamente. Pessoas capazes de olhar para os problemas e conceber soluções. Capazes de analisar, inovar, criar e reinventar.

Contraditoriamente, não é esse tipo de pessoas que estamos formando.

Logo nos primeiros anos de vida, inserimos as crianças em um sistema educacional que as converte em adultos consumidores, e não criadores de conhecimento. Adultos que deixam de explorar seus talentos para se enquadrar em padrões medianos. Adultos que tiveram sua criatividade tolhida e seu pensamento crítico inibido. Adultos que não buscam ideias e conhecimentos por conta própria.

Eis algumas razões pelas quais o modelo educacional vigente é obsoleto e as sequelas deixadas em cada um que passa por ele.

Ambiente escolar totalmente desfavorável

As escolas são indústrias. Essa metáfora de Ken Robinson, um dos grandes especialistas em educação da atualidade, talvez seja a que melhor descreve o funcionamento da esmagadora maioria das escolas ao redor do mundo.

Assim como em uma indústria, as escolas agrupam os seus alunos em lotes: as chamadas turmas. Em uma sala de aula, cada lote passa por uma rotina repetitiva, na qual profissionais especializados — os professores — desempenham seus papeis de maneira departamentalizada, ensinando conteúdos isoladamente, mesmo que na verdade todo o conhecimento esteja entrelaçado, e não segmentado em pacotes de disciplinas. Sirenes tocam indicando que é hora da aula atual ser interrompida para dar lugar à próxima. Quando os alunos já passaram por vários anos de repetições diárias desse ciclo, recebem o rótulo de “formados”, o que significa que o lote está pronto para ir para o mercado.

Infelizmente, não para por aí. Além de fábricas, as escolas também possuem características de presídios. Elas cerceiam a liberdade dos alunos. Todos têm hora para entrar, hora para ir para o pátio e hora para sair. Há inspetores vigiando os estudantes e punições — advertências, suspensões, expulsões — para os que tiverem mau comportamento.

Esse conjunto de medidas faz com que as escolas suprimam o desejo de aprender, ao invés de despertar a curiosidade e estimular a inteligência. Tomando emprestada a metáfora do fascinante educador Rubem Alves, pode-se concluir que as escolas, em sua maioria, são gaiolas, quando na verdade deveriam ser asas.

O modus operandi que norteia o funcionamento de praticamente todas as escolas é o mesmo há muitas décadas. As poucas mudanças que aconteceram não foram de caráter educacional, e sim cultural, como o surgimento das escolas mistas e o fim dos internatos. Fora isso, as escolas em que você estudou seguem os mesmos paradigmas das escolas em que seus avós estudaram. Salas de aula, lousas, cadernos e a velha relação dual: “o professor ensina e o aluno aprende”.

Foco na memória, e não na habilidade de pensar

Ao invés de ensinar os alunos a pensar, as escolas os obrigam a digerir grandes quantidades de informações. Em aulas puramente expositivas, transmite-se o o conteúdo, que, posteriormente, é cobrado em uma prova— a maneira que as escolas encontraram para mensurar o aprendizado. Isso é bastante curioso, porque as provas, em geral, exigem que os alunos apenas reproduzam o que lhes foi “ensinado”, e não que desenvolvam seu raciocínio, senso crítico e a habilidade de relacionar fatos para tirar conclusões. Basicamente, na escola, os alunos são treinados para memorizar informações e despejá-las em avaliações escritas.

Inibição da criatividade

As escolas instituem desde o começo que serão feitas perguntas, e que cada pergunta admite apenas uma resposta correta. Se o aluno não responde exatamente o que lhe foi ensinado, ele errou. E é bom que não erre muitas vezes. Caso contrário, ele não passará de ano. O aluno aprende que ele não tem liberdade para pensar fora da caixa.

Conteúdos nem sempre relevantes

O cenário em uma sala de aula é, quase sempre, o mesmo: alunos sentados durante várias horas anotando o que o professor ensina. Não importa se o assunto lhes interessa ou se terá utilidade no futuro. Na verdade, as escolas desperdiçam boa parte do tempo e da energia dos alunos com assuntos desnecessários, quando poderiam estar desenvolvendo habilidades relevantes para a vida pessoal e profissional.

As escolas ensinam que a democracia surgiu na Grécia Antiga, mas não despertam nos alunos o pensamento crítico para avaliar o nosso cenário político e tomar melhores decisões. As escolas ensinam equações de segundo grau e logaritmos, mas não instruem sobre noções básicas de economia ou finanças pessoais. As escola ensinam o que são dígrafos e sujeitos desinenciais, mas não formam pessoas que saibam explorar os recursos da linguagem na hora de se comunicar com clareza.

Padronização do ensino

O ensino é o mesmo para todos. Um aluno que se interessa mais por uma determinada área não tem, dentro da maioria das escolas, a oportunidade de se aprofundar nela. Alunos com capacidades e interesses distintos são agrupados simplesmente por terem idades iguais, freando o desenvolvimento dos que têm mais facilidade e ignorando as necessidades especiais dos que possuem dificuldades. Além disso, as escolas conduzem o ensino sempre da mesma maneira, ignorando o fato de que cada aluno se adapta melhor a um tipo de aprendizado: visual, auditivo, cinestésico, entre outros.

Ao passar por todas as falhas desse modelo educacional, as crianças não ficam ilesas de suas consequências: redução da capacidade criativa, desprezo pelo ato de estudar, pouca habilidade para pensar por si próprias, estresse e acúmulo de muitas informações dispensáveis.

O mundo mudou, mas as escolas continuam presas a décadas atrás. Ao invés de doutrinar os alunos para se tornarem cidadãos obedientes e passivos, elas precisam estimulá-los a pensar de maneira inovadora e lidar com problemas reais — que são muito diferentes de um enunciado aguardando uma resposta decorada. Quando isso acontecer, chegaremos ao cerne da resolução de boa parte dos problemas contemporâneos.

E, quiçá, de uma verdadeira revolução:

Conheça a Pedagogia Waldorf – clique aqui

linha

Você acha relevante a divulgação e o acesso a estes conteúdos?
Precisamos de ajuda para o desenvolvimento do trabalho:

unlockQuero ajudar – clique aqui

linha

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:

Criança precisa de natureza

Conheça o Projeto da Biblioteca:

unlockConheça o nosso Unlock e ajude – clique aqui

linha

Criança precisa de natureza

Giuliana Capello

Fonte: www.planetasustentavel.abril.com.br – clique aqui e conheça

natureza 2

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

“Brincar na natureza é muito sensorial, primitivo (no melhor sentido do termo), intuitivo. Criança precisa de natureza, muita natureza. Precisa pisar na terra, tomar chuva sem medo de resfriado, subir em árvore para pegar fruta, ficar feliz (e não assustada) ao ver uma minhoca. Isso faz toda a diferença mais tarde, pode ter certeza disso. Que me desculpem os arquitetos e engenheiros desses grandes condomínios residenciais, mas crianças não vivem só de brinquedoteca, salão de festas e espaço teen. Brincar ao ar livre, em parques, por exemplo, é fundamental e pode até combater uma série de doenças provocadas, digamos assim, pela falta de natureza. Você deve conhecer algumas crianças que só frequentam apartamentos e shopping centers, não? E tudo de carro, não é? Pois então, pode observar: muitas sofrem de estresse, vivem com alergias estranhas, têm medo de andar descalças e sentem nojo de mexer na terra…”

linha

Que me desculpem os arquitetos e engenheiros desses grandes condomínios residenciais, mas crianças não vivem só de brinquedoteca, salão de festas e espaço teen. Brincar ao ar livre, em parques, por exemplo, é fundamental e pode até combater uma série de doenças provocadas, digamos assim, pela falta de natureza. Você deve conhecer algumas crianças que só frequentam apartamentos e shopping centers, não? E tudo de carro, não é? Pois então, pode observar: muitas sofrem de estresse, vivem com alergias estranhas, têm medo de andar descalças e sentem nojo de mexer na terra…

Dos adultos de hoje que não veem graça numa cachoeira, fazem de tudo para não ficar longe dos centros urbanos e, por fim, não se interessam minimamente pelas questões socioambientais tão cruciais do nosso tempo, boa parte teve, provavelmente, uma infância sem natureza. Não é psicologia de botequim, não. Estou falando de gente que conheço, com quem já trabalhei ou estudei, gente que fez ou faz parte do meu círculo social – e que diz sem constrangimento algum que gosta de tudo asfaltadinho, sem terra para sujar os pés ou os pneus do carro novo…

Falar em educação ambiental para esse pessoal é um desafio e tanto, porque a sensação de pertencimento, de ser parte de um lugar (e querer, por isso, cuidar dele) não faz muito sentido. O que é meio ambiente para essa turma? Talvez a Amazônia ou o Pantanal, lugares remotos e muito distantes (em todos os sentidos) de sua realidade de prédios altos, elevadores, metrô e outras caixinhas apertadas – tão comuns nas cidades que ninguém mais se lembra delas.

Criança precisa de natureza, muita natureza. Precisa pisar na terra, tomar chuva sem medo de resfriado, subir em árvore para pegar fruta, ficar feliz (e não assustada) ao ver uma minhoca. Isso faz toda a diferença mais tarde, pode ter certeza disso.

Um amigo muito querido mantém há anos um acampamento infantil com uma proposta bem natureba, que inclui fazer yoga pelas manhãs, trabalhar na horta, fazer casinha de pau-a-pique, nadar no lago (e, para isso, aprender a encarar o lodo sem gritos de desespero), meditar ouvindo os passarinhos. Diz ele que as crianças adoram porque quase tudo é novidade…

Brincar na natureza é muito sensorial, primitivo (no melhor sentido do termo), intuitivo. Mas é preciso vencer as primeiras resistências (dos pais, na maioria das vezes) para somente depois conseguir curtir sem ficar pensando em não sujar a roupa ou não sentar em formigueiro.

Aqui na ecovila, já vi criança de todo jeito. Lembro-me de um menino de uns dez anos que, quando os pais vinham passar o fim de semana, ele se trancava no único quarto com tv e passava o tempo inteiro assistindo Guerra nas Estrelas, sem ver o sol ou a lua, só comendo salgadinho de saquinho. Tem também as que ficam agarradas aos pais, morrendo de vontade de brincar no enorme balanço da araucária, esperando qualquer sinal deles que diga: “pode ir que é seguro”.

Criança que costumo chamar de mais saudável – porque tem energia e entusiasmo para experimentar a vida sem tantos medos – infelizmente, são as mesmas que, nas cidades, são medicadas após o diagnóstico de hiperativas ou com déficit de atenção. Sem palavras.

Para nosso consolo, há aquelas que – ufa! – quebram as regras, mal chegam e logo tiram o sapato, se enfiam no mato, entram em outra atmosfera – simplesmente se encontram. (Hoje em dia devia ser obrigatório oferecer oportunidades para as crianças terem um tempo na natureza, algo como escovar os dentes ou estudar português.)

Sábado passado, recebemos na ecovila um grupo de 13 crianças e adolescentes que são de um abrigo da cidade. Estão lá porque ficaram órfãos ou porque os pais perderam sua guarda por problemas com drogas ou violência doméstica. Eu não conhecia as crianças, não sabia ao certo a faixa etária, nada, nada. E fui escalada para fazer umas atividades com elas no pomar ou na praça. Levei um tempo pensando em que brincadeiras propor, em como adequá-las da melhor maneira possível. Até que me fiz a pergunta: adequar a quem, ao quê? São crianças, certo? Simplesmente crianças. E precisam de natureza. Pronto, foi o que oferecemos a elas: um lugar aberto para brincar, cercado de gente que voluntariamente veio ajudar a cuidar, com afeto e carinho de coração.

A visita delas foi linda, marcante para todos nós. Gerou muita reflexão sobre o estado das nossas famílias, os desafios sociais, a adoção como gesto de profundo amor, a necessidade de uma escola mais perto. Onde entra a educação ambiental nisso tudo? Em tudo, oras! No caso delas, que moram numa casa pequena e sem quintal ou mesmo um pátio interno, ter espaço para brincar sentindo o calor do sol e a brisa fresca foi algo raro, incomum. Nossos mundos não se cruzaram por acaso e é por isso que queremos, agora, tornar essas visitas frequentes, mensais ou quinzenais ou sei lá. Será uma boa troca: nós oferecemos o lugar; elas nos dão a oportunidade de sermos criança outra vez – e na natureza.

linha

Conheça o Projeto da Biblioteca:

unlockConheça o nosso Unlock e ajude – clique aqui

linha

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:

Crianças que dormem tarde

Conheça o Projeto da Biblioteca:

unlockConheça o nosso Unlock e ajude – clique aqui

linha

Crianças que dormem tarde

Dr. Belisário

Fonte: www.napracinha.com.br – clique e conheça

sono 2

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

“A falta de sono prejudica a concentração, a capacidade de reter o conhecimento, o entusiasmo e o humor. Para mudar a maneira de dormir de um bebê de três meses, leva-se dois dias. De seis meses, quatro dias. Já uma criança de sete anos, por exemplo, vai demorar três meses para aceitar dormir de forma diferente. E será sob muito protesto. Porque afinal de contas, por que só ela tem que dormir cedo, enquanto as colegas não têm essa regra em casa? E como ela vai participar das conversas no recreio se não está assistindo ao Big Brother?”

linha

“Menino, vai dormir, se não você não cresce!” Alguém ouviu essa frase quando criança? Eu costumava escutar, assim como meus irmãos. Sempre achei que fosse apenas uma maneira intimidadora para que eu deitasse e acordasse cedo sem reclamações.

Acontece que o tal dormir cedo, de fato faz muita diferença no crescimento e desenvolvimento das crianças, segundo Dr. Belisário, psiquiatra pediátrico, que ministrou importante palestra ontem à noite, à convite da Dra Filó, na Paróquia Nossa Senhora Rainha, no Belvedere.

Fui conferir e me impressionou a quantidade de mães e pais reunidos. Tinha gente sentada no chão, nas escadas, nas janelas. Um sem número de pessoas interessadas nesse assunto que tem afetado a maioria das famílias de hoje. De fato, nossos hábitos mudaram e ir para a cama antes das 21h não é uma realidade muito comum nas casas brasileiras.

Acontece, que isso tem influenciado diretamente o futuro das crianças, que estão ficando mais baixas, mais desatentas, mais ansiosas e com diferentes transtornos, enchendo os consultórios. Mas nem sempre foi assim. Dr. Belisário resgatou da lembrança de muitos pais que ali estavam a famosa propaganda dos cobertores Parahyba. Muitos podem não ter assistido na época (eu nem era nascida ainda!). Mas a música quase todos conhecem: “tá na hora de dormir, não espere a mamãe mandar…”

E sabe que horas era exibida essa propaganda na TV? Às sete horas da noite, minha gente! Nesse horário, muitas vezes eu nem saí do trabalho ainda e minha filha chegou há pouco tempo em casa.

É possível mudar esses hábitos?

Não é fácil. Segundo o psiquiatra, para mudar a maneira de dormir de um bebê de três meses, leva-se dois dias. De seis meses, quatro dias. Já uma criança de sete anos, por exemplo, vai demorar três meses para aceitar dormir de forma diferente. E será sob muito protesto. Porque afinal de contas, por que só ela tem que dormir cedo, enquanto as colegas não têm essa regra em casa? E como ela vai participar das conversas no recreio se não está assistindo ao Big Brother…!?

As mães também sofrem com essa pressão social. Se nos ausentamos um pouco mais cedo de algum programa social para colocar a prole na cama: mas ela jáááá vai dormir? E quando o telefone toca em casa, às 21h30, e a gente atende falando com um tom mais baixo, porque a casa está adormecendo – “êta povo que dorme cedo nessa casa!”. Acaba gerando estranhamento, não tem jeito.

Mas por mais complicado que seja, parece que a solução passa por aí. Para mudar os hábitos de sono de uma criança, é importante mudar os hábitos da família. Ela não vai aceitar dormir cedo se perceber toda a casa funcionando, luzes acesas, TV ligada e só ela tendo que se deitar. Portanto, a orientação do psiquiatra, nesses casos, é uma só: ler histórias, preparar o ambiente e desligar as luzes da casa. Sim, todas as luzes.

E a mudança de hábitos passa até mesmo pelo projeto de iluminação dos apartamentos, especialmente nas salas e nos quartos. Nada de luzes brancas, por favor! Uma casa precisa de luzes amarelas, que relaxam e auxiliam na chegada do sono. Segundo Dr. Belisário, a luz branca emite uma onda azul que atua diretamente nas mitocôndrias da nossa retina, inibindo o hormônio do sono, a melatonina.

E é a mesma luz que sai dos aparelhos eletrônicos. Celular e iPad antes de dormir, nas palavras do psiquiatra, é uma desgraça. Isso inclui também os pais. O whatsapp, que não para de funcionar mesmo de madrugada, é um grande vilão, despertando as pessoas. Ainda que você durma depois de ler uma mensagem, certamente você dormiria melhor se não tivesse lido. Acordar de madrugada e “dar uma checada” só prejudica o sono que deveria vir depois. E o efeito de aguardar a resposta de alguém no aplicativo age no mesmo lugar, dentro do cérebro, em que a maconha e a cocaína atuam. Daí as insônias, as ansiedades. Confesso que me impressionou tudo que foi dito ali, com tanta explicação científica.

Vou tentar esclarecer de uma forma simples (perdoem-me se eu não me aprofundar nas explicações, mas deixo para o vídeo que deve ser lançado pela paróquia em breve e no qual o psiquiatra tem todo o repertório sobre o assunto): as crianças precisam dormir cedo por um simples motivo: o hormônio do crescimento age sempre às 00h30 em quase todas as pessoas. Mas atua no quarto estágio do sono. Desta forma, se a criança vai para a cama às 22h, 23h, o hormônio terá muito menos tempo de atuação, prejudicando o seu crescimento.

O psiquiatra também exibiu imagens do cérebro de crianças que dormiram cedo e outras que dormiram tarde antes de uma prova de matemática. Os primeiros têm várias áreas do cérebro destacadas, em atividade, e os segundos, uma parte pequena. Possivelmente, os que dormiram mal vão se lembrar menos do que estudaram do que a outra criança.

Aqueles meninos e meninas que adquirirem um bom hábito de sono desde cedo, vão se tornar adultos com menos propensão de ter outras doenças, como o Alzheimer, que tem afetado um número cada vez maior de pessoas. Segundo o psiquiatra, apenas duas coisas realmente retardam essa doença: exercícios físicos e sono. Quanto mais, melhor. Aliás, repetiu-se infinitamente na palestra o quanto os exercícios físicos fazem diferença para o sono das crianças. Uma das boas coisas que os pais podem fazer pelos filhos é colocá-los para participar de esportes desde cedo. “Criança que faz exercício antes de dormir, dorme muito melhor”, insistiu muito o psiquiatra na palestra.

O encontro seguiu com muitas perguntas dos pais, ansiosos em entender como corrigir problemas, muitos também querendo enxergar melhor a relação do TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) com a falta de sono. Dr. Belisário frisou sobre a quantidade de prescrição de ritalina estar diretamente ligada à má qualidade de sono das crianças.

Ao final, voltei para casa com o marido pensando em estratégias para melhorar a qualidade de sono da nossa família. Trocar as lâmpadas, incentivar ainda mais o esporte, e, passando pelo que já apoiamos nessa praça – assumir ainda mais a família como nossa mais importante tarefa. Trabalhamos como loucos e esquecemos que não estamos numa corrida, estamos com uma missão: fazer da nossa casa o melhor lugar pra se viver. Fazer da nossa família um ninho de cuidado que permita que crianças felizes tornem-se adultos seguros, realizados e saudáveis – física e psicologicamente.

A gente consegue, vai. Vamos seguir caminhando 🙂

linha

Conheça o Projeto da Biblioteca:

unlockConheça o nosso Unlock e ajude – clique aqui

linha

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:

Faça um PIX para a Biblioteca:

Chave PIX - CPF: 026.322.796-07

Titular: Leonardo André Fonseca Maia

 
Holler Box