4º Trabalho de Hércules: Reconhecer os limites e domínio dos impulsos

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Os 12 Trabalhos de Hércules x O Caminho da Iniciação

4º Trabalho: O Javali de Erimanto

 

javali

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“Foram necessários dois anos para Hércules capturar um javali feroz que devastava tudo por onde passava. Esse trabalho está relacionado ao aprendizado da vida em sociedade. “O javali é um monstro sem fronteiras que não respeita limites, é o símbolo vivo de todas as baixas paixões animais, a luxúria mais grosseira e devassa. Cada um de nós tem dentro de si essa fera, que é preciso dominar, aprendendo a reconhecer nosso espaço e o das outras pessoas. É um teste para vencer o egoísmo e a equilibrar os impulsos”.”

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Mitologia

Hércules é incumbido de capturar o Javali de Erimanto, sem contudo saber que este trabalho era na verdade uma dupla prova: a prova da amizade rara e da coragem destemida. Foi-lhe recomendado que procurasse pelo javali e Apolo que lhe deu um arco novo para usar, porém Hércules disse que não o levaria consigo, porque temia matar. Ele disse:

“Eu não o levarei comigo neste trabalho, pois temo matar. Deixo aqui o arco.”

E assim desarmado, a não ser por sua clava, ele escalou a montanha, procurando pelo javali e encontrando um espetáculo de medo e terror por toda a parte. Mais e mais ele subia e em determinada altura encontrou um amigo, Pholos, que fazia parte de um grupo de centauros, conhecidos dos deuses.

Eles pararam e conversaram e por algum tempo Hércules esqueceu-se do objetivo da sua busca. E Pholos convidou Hércules para furar um barril de vinho, que não era dele mas do grupo de centauros e que viera dos deuses, juntamente com a ordem de que eles jamais deveriam furar o barril, a não ser quando todos os centauros estivessem presentes, já que ele pertencia ao grupo. Mas Hércules e Pholos abriram-no na ausência dos seus irmãos, convidando Cherion, um outro sábio centauro, para se juntar a eles. Assim ele fez, e os três beberam e festejaram e se embebedaram-se e fizeram muito ruído que foi ouvido pelos outros centauros.

 Enraivecidos eles vieram e seguiu-se uma feroz batalha e uma vez mais Hércules fez-se mensageiro da morte e matou os seus amigos, a dupla de centauros com quem ele antes tinha bebido.

 E, enquanto os demais centauros com altos lamentos choravam as suas perdas, Hércules escapou novamente para as altas montanhas e reiniciou a sua busca pelo javali. Até aos limites das neves ele avançou, seguindo a pista do animal, mas não o encontrava. Depois de muito pensar, Hércules colocou uma armadilha habilidosamente oculta e esperou nas sombras pela chegada do javali.

Quando a aurora surgiu, o javali saiu da sua toca levado por uma fome atroz e caiu na armadilha de Hércules que, no tempo devido, libertou a fera selvagem, tornando-a prisioneira da sua habilidade. Ele lutou com o javali e domesticou-o, e fê-lo fazer o que lhe determinava e seguir para onde Hércules desejava.

Do pico nevado da alta montanha Hércules desceu, regozijando-se no caminho, levando adiante de si, montanha abaixo, o feroz, contudo domesticado javali. Pelas duas pernas traseiras ele conduziu o javali, e todos na montanha se riam ao ver o espectáculo. E todos os que encontrava Hércules, cantando e dançando pelo caminho, também riam ao ver a sua caminhada. E todos na cidade riram ao ver o espectáculo: o exausto javali e o homem cantando e rindo.

Quando reencontrou seu Mestre, este lhe disse: “O Trabalho foi completado. Medita sobre as lições do passado, reflecte sobre as provas. Por duas vezes mataste a quem amavas. Aprende porquê.”

Simbologia

Este trabalho está associado ao signo de Libra e Áries, onde a aprendizagem consiste na capacidade de manter o equilíbrio perante as adversidades (Libra), sendo capaz de manter as necessidades básicas atendidas (Áries).

Libra é o primeiro signo que não tem um símbolo humano ou animal, mas sustentando a balança, está a figura da Justiça – uma mulher com os olhos vendados. Ele apresenta-se com muitos paradoxos e extremos, dependendo de se o discípulo que se voltou conscientemente para o caminho de volta ao Criador segue o zodíaco segundo os ponteiros do relógio, ou no caminho inverso. Diz-se que é um interlúdio, comparável com a silenciosa escuta na meditação; um tempo de cobranças do passado.

Neste ponto percebemos como o equilíbrio dos pares de opostos deve ser atingido. A balança pode oscilar do preconceito até à injustiça ou julgamento; da dura estupidez à sabedoria entusiástica. Neste majestoso signo de equilíbrio e justiça nós verificamos que a prova termina numa explosão de riso, o único trabalho em que isso acontece.

Hércules conviveu, riu e cantou com os amigos, sendo que socializar é uma característica de Libra, e em vez de seguir a recomendação, de abrir o barril para o grupo, abriu-o para celebrar com um único centauro, procurando aqui um espelho, uma identificação com o outro. E embora estivesse determinado a não matar, o seu impulso, primeiro, de Áries, foi mais forte.

No entanto, Hércules conseguiu também entregar o javali ainda com vida e já domesticado, demonstrando que era possível domesticar o animal, devido à sua dedicação e delicadeza no trato, atributo natural de Libra.

Caminho de Iniciação

O Caminho de Iniciação considera o 3º Trabalho – A Captura da Corça Cerínia e o 4º Trabalho – O Javali de Erimanto como um só.

O céu de Vênus é a morada dos Principados. Esses vivem no Mundo Causal. O Iniciado que anela entrar nessa oculta morada interior, antes deve descer aos infernos de Vênus, e ali, como Hércules, capturar a Corça de Cerínia e o Negro Javali de Erimanto. Nesses dois símbolos vemos claramente a delicadeza e a brutalidade, o refinado e o tosco, a bela e a fera.

O Javali, perverso como poucos, é o símbolo vivo de todas as baixas paixões animais, a luxúria mais grosseira e devassa. Portanto, temos aí o contraste entre o denso e o sutil.

Mesmo após haver eliminado os defeitos do Mundo Astral Inferior e do Mundo Mental Inferior (as duas primeiras façanhas de Hércules), as “causas” desses defeitos continuam existindo. Essas causas são eliminadas durante os processos do terceiro e quarto Trabalhos de Hércules: a captura da Corça Cerínia e do Javali de Erimanto.

Se todos os defeitos têm origem sexual (não importa se os defeitos são refinados ou toscos), as maiores provas do Terceiro e Quarto Trabalhos consistem em resistir às tentações da carne, cujo drama foi ricamente descrito pelo patriarca gnóstico Santo Agostinho: Imenso é o número de delitos cujos gérmens causais devem ser eliminados nos infernos de Vênus.

Findo o Trabalho nos infernos do Mundo Causal, o Mundo de Tipheret, o Cristo Cósmico penetra no coração do Iniciado e este, cheio de êxtase, exclama: “Deixai vir a mim as criancinhas, porque delas é o Reino dos Céus…”

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Vincular uma tarefa ao seu destino


VINCULAR UMA TAREFA AO SEU DESTINO

Leonardo Maia – Desenvolvedor da Biblioteca da Antroposofia

tarefa ao destino2


 “Uma grande angústia tomou conta de mim, porque estava tão decepcionado? Porque acabei vinculando a tarefa ao meu destino… tomei como uma missão a ser realizada. Acreditei que todo esse conhecimento deveria integrar-se ao mundo. Que todos pudessem ter acesso a essa visão, que as crianças pudessem ter o direito de uma educação mais humana, que pudéssemos olhar para o outro de forma mais consciente e compassiva, que tivéssemos uma liberdade de pensamento conectada a valores mais elevados e altruístas…”


Este é um texto muito particular e reflete uma busca individual.

Desde muito cedo, tinha muitos questionamentos sobre a vida, comportamentos, valores, consciência e sobre a estrutura na qual navegamos socialmente. Eram questões como aquelas que guardamos em nossas almas, que não compartilhamos com qualquer um, que se tornam um segredo íntimo.

Essas questões me traziam muitas inquietações e meditava sobre o que era e como funcionava essa grande estrutura que mexia diretamente em algo muito profundo: a vida e nosso padrão de consciência.

Por que tantos aspectos de aparente desequilíbrio dentro de uma manifestação tão bela e fantástica que é a vida? Por que a dita “grande obra de Deus”, o homem, sua “imagem e semelhança” é um ser tão dual? Amor, compaixão, bondade, serviço e doação versus ódio, indiferença, ganância, egoísmo…

Lógico que essas inquietações continuam presentes, mas você aprende a guardá-las um pouco mais fundo, pois a vida segue e temos muitas responsabilidades, necessidades e sonhos. Então nos adequamos um pouco mais ao sistema e meio que aceitamos o que o mundo nos apresenta, buscando dentro dele as melhores opções que estejam mais próximas de nossos anseios.

Mas o que acontece se você não consegue se adaptar? Se suas inquietações continuam tirando seu sono, como se lhe dissessem algo ou mesmo cobrassem uma direção de atuação?

Como conseguir deitar a cabeça tranquilo no travesseiro sabendo que existem pessoas sofrendo às custas da falta de moralidade de outras, crianças passando fome enquanto alguns só se preocupam em aumentar suas fortunas custe o que custar? Governantes que se aproveitam de seus poderes privilegiados para favorecerem seus escolhidos ou apenas a si próprios, vendo suas posições como uma oportunidade para isso. Corporações envenenando nossa mente, nossa comida e nossa saúde, nos fazendo reféns para suprir nossas necessidades, pois somos educados para nos tornarmos dependentes de suas ofertas.

Pergunto, como se tornar insensível a tudo isso? Ou melhor, quero me tornar insensível a tudo isso?

Numa postura individualista talvez eu consiga, pois facilitaria o meu caminhar nesta sociedade tão complexa. Mas e se eu pensar no outro? Sair do egoísmo para o altruísmo? Se eu pensar nas crianças e nas futuras gerações? Em meus próprios filhos? Qual o mundo que gostaria de deixar para eles?

Bom, este turbilhão de sentimentos e questionamentos faz parte de mim e me pergunto: qual é a minha missão, a minha tarefa? Qual o meu destino?

Há alguns anos, conheci a Antroposofia e a Pedagogia Waldorf. Fiquei fascinado pela profundidade e elevação de sua abordagem, mas principalmente por algo fantástico dentro dela: ela transcendia o mundo das ideias chegando a uma esfera de atuação no mundo.

E mais, ela não se encerra em si mesma, muito pelo contrário, ela expande os horizontes e é integradora, fazendo com que percebamos aspectos que não estamos acostumados a ver. De sua abordagem surgiram novas visões em inúmeras áreas como: pedagogia, medicina, agricultura, arquitetura, economia, música, artes em geral, história, gestão, desenvolvimento humano entre outras.

Mas por quê este conhecimento tão elevado está restrito a um número tão pequeno de pessoas? Até mesmo as professores Waldorf, estudantes e pesquisadores da área têm enorme dificuldade de acesso a estes conteúdos…

Então, em uma de minhas noites mal dormidas me surgiu uma inspiração: a criação de uma Biblioteca Virtual da Antroposofia. Me parecia uma grande ideia, facilitar o acesso a esse rico material iria definitivamente ter um impacto positivo na forma de pensar contemporânea.

Mas o que me parecia uma ideia tão boa, logo se apresentou como um grande desafio. Escrevi um projeto e conseguia aprovação pela Lei Rouanet pelo artigo 18 – onde as empresas poderiam abater 100% do dinheiro investido em impostos. Mas para minha surpresa, ninguém se interessou. O projeto perdeu o prazo de captação e eu perdi meu rumo…

Uma grande angústia tomou conta de mim, porque estava tão decepcionado? Porque acabei vinculando a tarefa ao meu destino… tomei como uma missão a ser realizada. Acreditei que todo esse conhecimento deveria integrar-se ao mundo. Que todos pudessem ter acesso a essa visão, que as crianças pudessem ter o direito de uma educação mais humana, que pudéssemos olhar para o outro de forma mais consciente e compassiva, que tivéssemos uma liberdade de pensamento conectada a valores mais elevados e altruístas.

E  como disse Aristóteles:

“Onde meus talentos e paixões encontram as necessidades do mundo, lá está meu caminho, meu lugar.”

Então resolvi fazer por mim mesmo, criar uma estrutura e começar a desenvolver o projeto da Biblioteca Virtual da Antroposofia.

Biblioteca da Antroposofia – Página do Facebook

Biblioteca da Antroposofia – site

Apesar de todas as dificuldades, ela está acontecendo e crescendo. Parece ser verdade o que outro filósofo, o alemão Johann Wolfgang von Goethe disse:

“No momento em que nos comprometemos, a providência divina também se põe em movimento. Todo um fluir de acontecimentos surge ao nosso favor. Como resultado da atitude, seguem todas as formas imprevistas de coincidências, encontros e ajuda, que nenhum ser humano jamais poderia ter sonhado encontrar. Qualquer coisa que você possa fazer ou sonhar, você pode começar. A coragem contém em si mesma, o poder, o gênio e a magia.”

Hoje a Biblioteca possui mais de 175.000 seguidores em sua página no Facebook e um grande volume de visualizações de seus artigos. Se tornou uma das grandes divulgadoras da Antroposofia e da Pedagogia Waldorf e passo a passo vai caminhando em direção ao seu propósito.

Cada vez mais pessoas estão descobrindo a Antroposofia e a Pedagogia Waldorf, as escolas waldorf estão recebendo mais alunos, novas iniciativas surgindo, os pais estão cada vez mais preocupados com o bem estar e o desenvolvimento de seus filhos do que com suas futuras carreiras, os profissionais com visão antroposófica estão sendo mais procurados e isso tem um impacto direto na consciência da sociedade.

Há um longo caminho a percorrer? Sim, e os desafios continuam… muitas vezes me sinto só e angustiado, sem força, me sentindo incapaz de continuar perante as dificuldades. Mas existe um sonho por trás disso tudo e como disse Fernando Pessoa:

“Matar o sonho é matarmo-nos. É mutilar a nossa alma. O sonho é o que temos de realmente nosso, impenetravelmente e inexpugnavelmente nosso.”

Por isso continuo. Por isso faço o apelo para as pessoas que veem uma luz e percebem a importância deste trabalho, que ajudem participando da campanha de captação de verba mensal:

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“Que o meu pensar seja claro, verdadeiro, sem julgamento, ponderado. Que meu sentir seja aquecido, amoroso, com compaixão pelo outro, trazendo a verdade do amor latente em si. Que minha ação seja fiel a uma causa, apaziguadora. Que eu possua a virtude de fazer o bem. Que eu possa ajudar ao outro ser humano e acompanhá-lo. Que eu desenvolva o sentido humanitário e colocar a minha força à disposição da humanidade. Que eu Ilumine com sabedoria os lados negativos ou sombras. Que eu possa ajudar o outro a encontrar suas metas e realizá-las. Que eu acompanhe o destino do outro, ajude-o a encontrar os lados positivos da vida para aproveitar, para um todo maior, as qualidades positivas de cada um.”


ESTAMOS DE VOLTA!!!

A base e os conteúdos estão disponíveis novamente. 

Após o ocorrido, resolvi fazer uma campanha para abrir o acesso e enviar os todos os conteúdos para todos os usuários da Biblioteca. Para isso precisamos de 150 doadores de R$ 50,00 mensais. Se você acha esse trabalho importante e quer ajudar:


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3º Trabalho de Hércules: A paciência e o esforço na consecução da delicadeza e da sensibilidade sublime

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Os 12 Trabalhos de Hércules x O Caminho da Iniciação

3º Trabalho: A Captura Corça Cerínia

 

artemis

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“A missão de Hércules era capturar viva uma corça extremamente veloz, com chifres de ouro e cascos de bronze, que pertencia a Ártemis, deusa da caça. Orientado por Atena, o herói dominou o animal sagrado segurando-o pelos chifres. “Os chifres representam a iluminação, e os cascos de bronze, o mundo material. O aprendizado nesse trabalho é substituir os impulsos por qualidades mais nobres, como sabedoria, delicadeza e paciência.”

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Mitologia

Hércules foi incumbido de capturar a corsa com galhada de ouro e pés de bronze. Olhando ao redor de si, viu que ao longe, erguia-se o Templo do Deus-Sol. No alto de uma colina próxima viu o esguio cervo, objecto de seu quarto trabalho.

Foi então que Ártemis, que tem a sua morada na lua, disse a Hércules, em tom de advertência: “A corça é minha, portanto não toque nela. Por longos anos eu a alimentei e cuidei dela. O cervo é meu e meu deve permanecer.”

Então, de um salto surgiu Diana, a caçadora dos céus, a filha do sol. Pés calçados de sandálias, em passos largos movendo-se em direção ao cervo, também ela reclamou a sua posse. “Não, Ártemis, belíssima donzela, não; o cervo é meu e meu deve permanecer”, disse ela, “Até hoje ele era jovem demais, mas agora ele pode ser útil. A corça de galhada de ouro é minha, e minha permanecerá.”

Hércules observava e ouvia a disputa e perguntava-se porque as donzelas lutavam pela posse da corça. Uma outra voz atingiu-lhe os ouvidos, uma voz de comando que dizia: “A corça não pertence a nenhuma das duas donzelas, oh Hércules, mas sim ao Deus cujo santuário podes ver sobre aquele monte distante. Salva-a, e leva-a para a segurança do santuário e deixa-a lá. Coisa simples de se fazer, oh filho do homem, contudo, e reflete bem sobre as minhas palavras; sendo tu um filho de Deus, deves ir à sua procura e agarrar a corça. Vai.”

De um salto Hércules lançou-se à caçada que o esperava. À distância, as donzelas em disputa tudo observavam. Ártemis, a bela, apoiada na lua e Diana, a bela caçadora dos bosques de Deus, seguiam os movimentos da corça e, quando surgia uma oportunidade, ambas iludiam Hércules, procurando anular os seus esforços. Ele perseguiu a corça de um ponto a outro e cada uma delas subtilmente o enganava. E assim o fizeram muitas e muitas vezes.

Durante um ano inteiro, o filho do homem que é um filho de Deus, seguiu a corça por toda a parte, captando rápidos vislumbre de sua forma, apenas para descobrir que ela desaparecer na segurança dos densos bosques.

Correndo de uma colina para outra, de bosque em bosque, Hércules a perseguiu até à margem de uma tranquila lagoa, estendida sobre a relva ainda não pisada, ele viu-a a dormir, exausta pela fuga. Com passos silenciosos, mão estendida e olhar firme, ele lançou uma flecha, ferindo-a no pé.

Reunindo toda a vontade que estava possuído, aproximou-se da corça, e ainda assim, ela não se moveu. Assim, ele foi até ela, tomou-a nos braços, e enlaçou-a junto ao seu coração, enquanto Ártemis e a bela Diana o observavam. “Terminou a busca”, bradou ele, “Para a escuridão do norte fui levado e não encontrei a corça. Lutei para abrir meu caminho através de cerradas, profundas matas, mas não encontrei a corça; e por lúgubres planícies e áridas regiões e selvagens desertos eu persegui a corça, e ainda assim não a encontrei. A cada ponto alcançado, as donzelas desviavam meus passos, porém eu persisti, e agora a corça é minha! A corça é minha!”

“Não, não é, oh Hércules”, disse a voz do Senhor, “A corça não pertence a um filho do homem, mesmo embora sendo um filho de Deus. Carrega a corça para aquele distante santuário onde habitam os filhos de Deus e deixa-a lá com eles.”

“Porque tem que ser assim, oh Senhor? A corça minha; minha, porque muito peregrinei à sua procura, e mais uma vez minha, porque a carrego junto ao coração.”

“E não és tu um filho de Deus, embora um filho do homem? E não é o santuário também a tua morda? E não compartilhas tu da vida de todos aqueles que lá habitam? Leva para o santuário de Deus a corça sagrada, e deixa-a lá, oh filho de Deus.”

Então, para o santuário sagrado de Micenas, levou Hércules a corça; carregou-a para o centro do lugar santo e lá a depositou. E ao deitá-la lá diante do Senhor, notou o ferimento em seu pé, a ferida causada pela flecha do arco que ele possuíra e usara. A corça era sua por direito de caça. A corça era sua por direito de habilidade e destreza do seu braço. “Portanto, a corça é duplamente minha”, disse ele.

Porém, Ártemis, que se encontrava no pátio externo do sagrado lugar ouviu seu brado de vitória e disse: “Não, não é. A corça é minha, e sempre foi minha. Eu vi a sua forma, refletida na água; eu ouvi seus passos pelos caminhos da terra; eu sei que a corça é minha, pois todas as formas são minhas.”

Do lugar sagrado, falou o Deus-Sol. “A corça é minha, não tua, oh Ártemis, não podes entrar aqui, mas sabes que eu digo a verdade. Diana, a bela caçadora do Senhor, pode entrar por um momento e contar-te o que vê.” A caçadora do Senhor entrou por um momento no santuário e viu a forma daquilo que fora a corça, jazendo diante do altar, parecendo morta. E com tristeza ela disse: “Mas se seu espírito permanece contigo, oh grande Apolo, nobre filho de Deus, então sabes que a corça está morta. A corça está morta pelo homem que é um filho do homem, embora seja um filho de Deus. Porque pode ele passar para dentro do santuário enquanto nós esperamos pela corça lá fora?”

“Porque ele carregou a corça em seus braços, junto ao coração, e a corça encontra repouso no lugar sagrado, e também o homem. Todos os homens são meus. A corça é igualmente minha; não vossa, nem do homem mas minha.”

Hércules diz então ao Mestre: “Cumpri a tarefa indicada. Foi simples, a ser pelo longo tempo gasto e o cansaço da busca. Não dei ouvidos àqueles que faziam exigências, nem vacilei no Caminho. A corça está no lugar sagrado, junto ao coração de Deus, da mesma forma que, na hora da necessidade, está também junto ao meu coração.”

“Vai olhar de novo, oh Hércules, meu filho”. E Hércules obedeceu. Ao longe se descortinavam os belos contornos da região e no horizonte distante erguia-se o templo do Senhor, o santuário do Deus-Sol. E numa colina próxima via-se uma esguia corça.
“Realizei a prova, oh Mestre? A corça está de volta sobre a colina, onde eu a vi anteriormente.”

E o mestre respondeu: “Muitas e muitas vezes precisam todos os filhos dos homens, que são os filhos de Deus, sair em busca da corça de cornos de ouro e carregá-la para o lugar sagrado; muitas e muitas vezes. O quarto trabalho está terminado, e devido à natureza da prova e devido à natureza da corça, a busca tem que ser frequente e não te esqueças disto: medita sobre a lição aprendida.”

Simbologia

Essa corça, era uma das cinco que Artemis encontrou no monte Liceu. Quatro a deusa atrelou em seu carro e a quinta, a poderosa Hera conduziu para o monte Cerinia, com o fito de servir a seus intentos contra Hércules.

Consagrada à irmã gêmea de Apolo, esse animal, cujos pés eram de bronze e os cornos de ouro, trazia a marca do sagrado e, portanto, não podia ser morta. Mais pesada que um touro, se bem que rapidíssima, o herói, que deveria trazê-la viva a Euristeu, perseguiu-a durante um ano.

Já exausto, o animal buscou refúgio no monte Artemísion, mas, sem lhe dar tréguas, Hércules continuou na caçada.

Hércules seguiu a corça em direção ao norte, através da Ístria, chegando ao país dos Hiperbóreos, onde, na Ilha dos Bem-Aventurados, foi acolhido por Artemis.

A interpretação é uma antecipação da única tarefa realmente importante do herói, sua liberação interior. Sua estupenda vitória, após um ano de tenaz perseguição, apossando-se da corça de cornos de ouro e pés de bronze, tendo chegado ao norte e ao céu eternamente azul dos Hiperbóreos, configura a busca da sabedoria, tão dificil de se conseguir.

O simbolismo dos pés de bronze há que ser interpretado a partir do próprio metal. Enquanto sagrado, o bronze isola o animal do mundo profano, mas, enquanto pesado, o escraviza à terra.

Têm-se aí os dois aspectos fundamentais da interpretação: o diurno e o noturno dessa corça. Seu lado puro e virginal é bem acentuado, mas o peso do metal poderá pervertê-la, fazendo-a apegar-se a desejos grosseiros, que lhe impedem qualquer vôo mais alto.

A corça, como o cordeiro, simboliza uma qualidade do espírito, que se contrapõe à agressividade dominadora. Os pés de bronze, quando aplicados à sublimidade, configuram a força da alma.

A imagem traduz a paciência e o esforço na consecução da delicadeza e da sensibilidade sublime, especificando, igualmente, que essa mesma sensibilidade representada pela corça, embora se oponha à violência, possui um vigor capaz de preservá-la de toda e qualquer fraqueza espiritual.

Caminho de Iniciação

O Caminho de Iniciação considera o 3º Trabalho – A Captura da Corça Cerínia e o 4º Trabalho – O Javali de Erimanto como um só.

O céu de Vênus é a morada dos Principados. Esses vivem no Mundo Causal. O Iniciado que anela entrar nessa oculta morada interior, antes dve descer aos infernos de Vênus, e ali, como Hércules, capturar a Corça de Cerínia e o Negro Javali de Erimanto. Nesses dois símbolos vemos claramente a delicadeza e a brutalidade, o refinado e o tosco, a bela e a fera.

O Javali, perverso como poucos, é o símbolo vivo de todas as baixas paixões animais, a luxúria mais grosseira e devassa. Portanto, temos aí o contraste entre o denso e o sutil.

Mesmo após haver eliminado os defeitos do Mundo Astral Inferior e do Mundo Mental Inferior (as duas primeiras façanhas de Hércules), as “causas” desses defeitos continuam existindo. Essas causas são eliminadas durante os processos do terceiro e quarto Trabalhos de Hércules: a captura da Corça Cerínia e do Javali de Erimanto.

Se todos os defeitos têm origem sexual (não importa se os defeitos são refinados ou toscos), as maiores provas do Terceiro e Quarto Trabalhos consistem em resistir às tentações da carne, cujo drama foi ricamente descrito pelo patriarca gnóstico Santo Agostinho: Imenso é o número de delitos cujos gérmens causais devem ser eliminados nos infernos de Vênus.

Findo o Trabalho nos infernos do Mundo Causal, o Mundo de Tipheret, o Cristo Cósmico penetra no coração do Iniciado e este, cheio de êxtase, exclama: “Deixai vir a mim as criancinhas, porque delas é o Reino dos Céus…”

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Tempos de crise – A busca pela luz interior

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Tempos de crise – A busca pela luz interior

O Conto da Menina da Lanterna e sua simbologia

Cinthia Dalpino

menina da lanterna

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“Em tempos de crise, onde pessoas se veem desesperadas às voltas com problemas financeiros, de saúde, relacionamento ou simplesmente passam por aquela ‘noite escura da alma’, na qual as dúvidas são maiores que as certezas, todos se perguntam de onde extrair forças para superar momentos difíceis. Vemos nos outros os problemas, acreditamos que ninguém pode nos acudir e nos sentimos sozinhos e incompreendidos em nossas aflições, não conseguimos lutar nem mesmo com nossos instintos mais primitivos. Mas lembre-se, cada caminho é sagrado. Mesmo em momentos nos quais o tormento parece nos derrubar, podemos buscar essa luz interior. Ela existe dentro de cada um de nós. Que busquemos dentro de nós aquela força vital, poderosa, que nos move e impulsiona para que tenhamos clareza no pensar, certeza no agir e possamos espalhar a força do amor.”

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Existe uma história muito popular representada nas escolas Waldorf de todo o mundo, cujo conteúdo pode nos servir de aprendizado.

A história da menina da lanterna

Para quem não conhece, essa é uma história na qual uma menina, depois de ver um vento teimoso apagar sua lanterna, procura ajuda para acender novamente sua chama, mas não encontra. Em princípio, encontra animais para os quais pede auxílio (que representam nossos instintos básicos) o ouriço, que não deixa ninguém chegar perto, o urso preguiçoso, preocupado em hibernar, e a astuta raposa, envolvida demais com seus próprios interesses.

Nenhum deles pode ajudá-la. Assim, a menina permanece na escuridão.

Depois, encontra uma fiandeira, o sapateiro e uma menina que leva uma bola. Os três também estão ocupados demais para solucionar seu problema.

Quando se recolhe, e pede ajuda às estrelas, ela adormece e, quando acorda, sua lanterna está acesa. O Sol a ajudou.

A menina da lanterna se transforma, e ilumina os caminhos de quem estiver ao seu redor, retornando pelo mesmo caminho, auxiliando generosamente aqueles que precisam de sua luz.

Profunda e cheia de significados, o conto é interpretado de várias maneiras.

Ano a ano, as crianças repetem a história e a vivenciam, tirando lições.

Para os pais, pode ser um profundo aprendizado. Principalmente em tempos de crise, onde pessoas se veem desesperadas às voltas com problemas financeiros, de saúde, relacionamento ou simplesmente passam por aquela ‘noite escura da alma’, na qual as dúvidas são maiores que as certezas, e todos se perguntam de onde extrair forças para superar momentos difíceis.

No olho do furacão é difícil encontrar respostas.

Vemos nos outros os problemas, acreditamos que ninguém pode nos acudir e nos sentimos sozinhos e incompreendidos em nossas aflições. Todos parecem estar ocupados demais tentando lidar com suas próprias batalhas. Projetamos nos outros nossos fantasmas e sombras e não conseguimos lutar nem mesmo com nossos instintos mais primitivos.

Tentamos, aos trancos e barrancos, tatear no escuro, procurando uma ideia, uma palavra, uma chave que possa modificar aquela realidade que parece indissolúvel.

Em vão.

Então, num momento de recolhimento e oração, percebemos que precisamos acender a nossa própria chama. Nossa sobrevivência depende disso. Que busquemos dentro de nós aquela força vital, poderosa, que nos move e impulsiona para que tenhamos clareza no pensar, certeza no agir e possamos espalhar a força do amor.

Talvez, o que nos falte em momentos de crise, é a sabedoria da menina da lanterna, que nunca perde a esperança. Nos momentos mais duros, enfrenta seus piores fantasmas – externos e internos – e procura reacender a própria chama.

Se você está num momento onde precisa de luz, em busca de um caminho a seguir, talvez a solução seja seguir o exemplo da menina. Escutar o chamado da sua alma e aquietar a mente, pedindo auxílio aos céus, para que a fé brote dentro de seu coração novamente.

Cada caminho é sagrado. Mesmo em momentos nos quais o tormento parece nos derrubar, podemos buscar essa força. Ela existe dentro de cada um de nós.

Todos somos meninas da lanterna. Hora em busca de luz, hora sendo luz na escuridão.

Acesse o conto completo – A menina da lanterna

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Conto: A menina da lanterna

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A menina da lanterna

menina da lanterna2

Era uma vez uma menina que carregava alegremente sua lanterna pelas ruas. De repente chegou o vento e com grande ímpeto apagou a lanterna da menina.

Ah! Exclamou a menina. – Quem poderá reacender a minha lanterna? Olhou para todos os lados, mas não achou ninguém. Apareceu, então, uma animal muito estranho, com espinhos nas costas, de olhos vivos, que corria e se escondia muito ligeiro pelas pedras. Era um ouriço.

Querido ouriço! Exclamou a menina, – O vento apagou a minha luz. Será que você não sabe quem poderia acender a minha lanterna? E o ouriço disse a ela que não sabia, que perguntasse a outro, pois precisava ir pra casa cuidar dos filhos.

A menina continuou caminhando e encontrou-se com um urso, que caminhava lentamente. Ele tinha uma cabeça enorme e um corpo pesado e desajeitado, e grunhia e resmungava.

Querido urso, falou a menina, – O vendo apagou a minha luz. Será que você não sabe quem poderá acender a minha lanterna? E o urso da floresta disse a ela que não sabia, que perguntasse a outro, pois estava com sono e ia dormir e repousar.

Surgiu então uma raposa, que estava caçando na floresta e se esgueirava entre o capim. Espantada, a raposa levantou seu focinho e, farejando, descobriu-a e mandou que voltasse pra casa, porque a menina espantava os ratinhos. Com tristeza, a menina percebeu que ninguém queria ajudá-la. Sentou-se sobre uma pedra e chorou.

Neste momento surgiram estrelas que lhe disseram pra ir perguntar ao sol, pois ele concerteza poderia ajudá-la.

Depois de ouvir o conselho das estrelas, a menina criou coragem para continuar o seu caminho.

Finalmente chegou a uma casinha, dentro da qual avistou uma mulher muito velha, sentada, fiando sua roca. A menina abriu a porta e cumprimentou a velha.

– Bom dia querida vovó – disse ela

– Bom dia, respondeu a velha.

A menina perguntou se ela conhecia o caminho até o Sol e se queria ir com ela, mas a velha disse que não podia acompanhá-la porque ela fiava sem cessar e sua roca não podia parar. Mas pediu a menina que comesse alguns biscoitos e descansasse um pouco, pois o caminho era muito longo. A menina entrou na casinha e sentou-se para descansar. Pouco depois, pegou sua lanterna a continuou a caminhada.

Mais pra frente encontrou outra casinha no seu caminho, a casa do sapateiro. Ele estava consertando muitos sapatos. A menina abriu a porta a cumprimentou-o. Perguntou, então se ele conhecia o caminho até o Sol e se queria ir com ela procurá-lo. Ele disse que não podia acompanhá-la, pois tinha muitos sapatos para consertar. Deixou que ela descansasse um pouco, pois sabia que o caminho era longo. A menina entrou e sentou-se para descansar. Depois pegou sua lanterna e continuou a caminhada.

Bem longe avistou uma montanha muito alta. Com certeza, o Sol mora lá em cima – pensou a menina e pôs-se a correr, rápida como uma corsa. No meio do caminho, encontrou uma criança que brincava com uma bola. Chamou-a para que fosse com ela até o Sol, mas a criança nem responde. Preferiu brincar com sua bola e afastou-se saltitando pelos campos.

Então a menina da lanterna continuou sozinha o seu caminho

Foi subindo pela encosta da montanha. Quando chegou ao topo, não encontrou o Sol.

– Vou esperar aqui até o Sol chegar – pensou a menina, e sentou-se na terra.

Como estivesse muito cansada de sua longa caminhada, seus olhos se fecharam e ela adormeceu.

O Sol já tinha avistado a menina há muito tempo. Quando chegou a noite ele desceu até a menina e acendeu a sua lanterna.

Depois que o sol voltou para o céu, a menina acordou.

– Oh! A minha lanterna está acessa! – exclamou, e com um salto pôs-se alegremente a caminho.

Na volta, reencontrou a criança da bola, que lhe disse ter perdido a bola, não conseguindo encontrá-la por causa do escuro. As duas crianças procuraram então a bola. Após encontrá-la, a criança afastou-se alegremente.

A menina da lanterna continuou seu caminho até o vale e chegou à casa do sapateiro, que estava muito triste na sua oficina.

Quando viu a menina, disse-lhe que seu fogo tinha apagado e suas mãos estavam frias, não podendo, portanto, trabalhar mais. A menina acendeu a lanterna do artesão, que agradeceu, aqueceu as mãos e pôde martelar e costurar seus sapatos.

A menina continuou lentamente a sua caminhada pela floresta e chegou ao casebre da velha. Seu quartinho estava escuro. Sua luz tinha se consumido e ela não podia mais fiar. A menina acendeu nova luz e a velha agradeceu, e logo sua roda girou, fiando, fiando sem cessar.

Depois de algum tempo,a menina chegou ao campo e todos os animais acordaram com o brilho da lanterna. A raposinha, ofuscada, farejou para descobrir de onde vinha tanta luz. O urso bocejou, grunhiu e, tropeçando desajeitado, foi atrás da menina. O ouriço, muito curioso, aproximou-se dela e perguntou de onde vinha aquele vaga-lume gigante. Assim a menina voltou feliz pra casa.

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2º Trabalho de Hércules: O Controle e superação dos desejos

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Os 12 Trabalhos de Hércules x O Caminho da Iniciação

2º Trabalho: A Hidra de Lerna

 

Hidra de lerna

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“Hércules teve de destruir um monstro de nove cabeças que soltavam fogo: oito renasciam quando cortadas e a nona era imortal. O herói decepou as oito cabeças enquanto um amigo as cauterizava com fogo. A nona foi enterrada, mas vigiada eternamente por Hércules. “As cabeças simbolizam os vícios. Lutamos contra eles, mas, como são imortais, se não estivermos atentos, renascem. Além dos vícios físicos, como drogas e álcool, temos de combater os vícios éticos, como a ganância.”

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Mitologia

Conta a lenda que na antiga terra de Argos ocorreu uma seca. Amímona que reinava nessas terras, procurou a ajuda de Netuno. Este recomendou que se batesse numa rocha, e quando isto foi feito, começaram a correr três correntes cristalinas; mas logo uma hidra fez ali a sua morada.

O mestre disse a Hércules: “Para além do Rio Amímona, fica o fétido pântano de Lerna, onde está a hidra, uma praga para as redondezas. Nove cabeças tem esta criatura, e uma delas é imortal. Prepara-te para lutar com essa asquerosa fera e não penses que os meios comuns serão de valia; se uma cabeça for destruída, duas aparecerão em seu lugar.”

Hércules estava ansioso e antes de partir, seu Mestre ainda lhe disse: “Uma palavra de aconselhamentos só posso dar. Nós nos elevamos, nos ajoelhando; conquistamos, nos rendendo; ganhamos, dando. Vai, oh filho de Deus e filho do homem, e conquista.”

Chegando ao estagnado pântano de Lerna, que era um charco que desanimava quem dele se aproximasse e cujo mau cheiro poluía toda a atmosfera em um raio de sete milhas; Hércules teve que fazer uma pausa pois o simples odor por pouco o derrotava. As areias movediças eram uma ameaça e mais uma vez Hércules rapidamente retirou seu pé para não ser sugado para dentro da terra que cedia. Finalmente ele descobriu onde se ocultava a hidra.

Numa caverna de noite perpétua vivia a fera, porém não se mostrava e Hércules inutilmente vigiava. Recorrendo a um estratagema, ele embebeu suas setas em piche ardente e as despejou directamente para o interior da caverna onde habitava a horrenda fera. Uma enorme agitação se seguiu e a hidra com as suas nove e zangadas cabeças emergiu, chicoteando a água e a lama furiosamente. Com três braças de altura, algo tão feio como se tivesse sido feito de todos os piores pensamentos concebidos desde o começo dos tempos. A hidra atacou, procurando envolver os pés de Hércules que saltou e lhe deu um golpe tão severo que logo decepou uma das cabeças, mas mal a horrorosa cabeça tocou o solo, duas cresceram em seu lugar. Repetidamente Hércules atacou o monstro, mas ele ficava cada vez mais forte. Então Hércules lembrou-se das palavras do Mestre: “nós nos levantamos ajoelhando”.

Pondo de lado a sua clava, Hércules se ajoelhou, agarrou a hidra com suas mãos nuas e ergueu-a. Suspensa no ar, a sua força diminuiu. De joelhos, então, ela sustentou a hidra no alto, acima dele, para que o ar purificado e a luz pudessem surtir o seu efeito. O monstro, forte na escuridão e no lodo, logo perdeu a sua força quando os raios do sol e o toque do vento o atingiram. As nove cabeças caíram, mas somente quando elas jaziam sem vida Hércules percebeu a cabeça mística que era imortal. Ele decepou essa cabeça e a enterrou, ainda sibilante, sob uma rocha.

Simbologia

Hércules foi incumbido de doze trabalhos, dentre eles, matar Hidra, o monstro de nove cabeças que trazia pânico à cidade de Lerna. Mas antes de enfrentar o monstro, Hércules recebe uma mensagem de seu mentor: – ” É ajoelhando que nos levantamos; é nos rendendo que conquistamos; é desistindo de algo que o ganhamos”.

Hércules parte em busca do monstro que se esconde numa caverna escura, de noite perpétua, à margem de um pântano de águas estagnadas; e simboliza uma parte de nós que permanece oculta e resiste à iluminação.

Representa o nosso interior ruim, nossas paixões e defeitos, ambições e vícios, o que existe de ruim dentro do nosso mundo interior. Enquanto a hidra, que representa esse monstro interior, não for dominada, enquanto nossas vaidades, futilidades e ostentações não forem dominadas, as cabeças continuam crescendo cada vez mais.

Hércules chega ao covil da Hidra e atira flechas flamejantes ao esconderijo do monstro. Indignada, Hidra emerge do seu covil com ímpeto vingativo – da mesma forma, também nos sentimos assim quando situações nos obrigam a confrontar a besta que existe em nós ou a besta que existe nas pessoas à nossa volta.

Hércules tenta esmagar as cabeças de Hidra mas cada vez que corta uma cabeça outras surgem – da mesma forma quando tentamos destruir nossas emoções bestiais, elas continuam aparecendo. Finalmente Hércules se lembra da mensagem de seu mentor: “é se ajoelhando que nos levantamos”.

Hércules se ajoelha no pântano e levanta o monstro á luz do dia e ela perde seu poder. Então ele corta-lhe as cabeças que não renascem mais. Porém nada disso acontece, senão enfrentarmos o lado bestial que vive em todos nós.

Caminho de Iniciação

A segunda tarefa encomendada à Hércules foi matar a Hidra de Lerna, o monstro simbólico de origem imortal dotado de nove cabeças ameaçadoras que voltavam a nascer logo após serem decepadas. A Hidra polifacética representa a mente e seus defeitos psicológicos. Quando o Iniciado que subir à Morada dos Arcanjos – o Plano Mental Superior – primeiro deve descer aos infernos de Mercúrio.

Como diz o mito, sempre que Hércules cortava uma das cabeças da Hidra, ela voltava a brotar, tornando a tarefa impossível. Assim como Arjuna é auxiliado por Krishna, também Hércules é auxiliado por Iolau (IAO, IEÚ ou JEÚ) – o qual aconselha Hércules a queimar as cabeças após cortá-las para não renascerem. Isso quer dizer que não basta compreender um defeito; é preciso ir além e capturar o profundo significado do mesmo; do contrário, eles voltam a renascer.

Os defeitos psicológicos eliminados nos infernos da Lua, o Astral Inferior, certamente possuem ramificações nos mais diversos níveis mentais. Eliminar as cabeças da Hidra da Mente é possível quando, após decepá-las forem cauterizadas com o fogo da alquimia sexual. Portanto, compreendido um defeito, deve-se durante o ato alquímico suplicar à Divina Mãe para Ela elimina-lo até suas raízes mais profundas. Goethe, nesses momentos exclamava:

“Virgem pura no mais belo sentido
Mãe digna de veneração
Rainha eleita por nós
de condição igual aos Deuses”.

Anelando morrer em si mesmo, durantes as Bodas Alquímicas, o iniciado alemão exclamava:

“Flechas transpassai-me;
lanças, submetei-me;
maçãs, feri-me.
Tudo desapareça,
desvaneça-se tudo.
Brilhe a estrela perene,
foco do eterno amor.”

“… sempre procedi de forma muito parecida; e a Hidra, pouco a pouco, lentamente, foi perdendo cada uma de suas abomináveis cabeças”. “… em nome da Verdade, confesso francamente que sem o auxílio da minha Mãe Adorável jamais teria eliminado radicalmente a Hidra de Lerna (meus defeitos psicológicos) no subconsciente intelectual”. – Samael Aun Weor

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Pais que “terceirizam” os filhos

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Pais que “terceirizam” os filhos

Suzel Tunes e Thaís Macena

Fonte: www.mulher.uol.com.br – clique e conheça

tchau

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“Trabalho demais, o trânsito caótico e até mesmo desinteresse têm roubado momentos preciosos de convivência entre pais e filhos. Pais e mães têm se afastado do cuidado, deixando que todo trabalho seja feito por terceiros. É cada vez mais comum buscar escolas de período integral, babás assumindo praticamente todas as responsabilidades pelos cuidados com um filho que não é delas, desde a saída da maternidade. Há pesquisas inglesas em que os cientistas acompanham as crianças durante 20, 30 anos. Esses estudos mostram que a ausência de afeto nos primeiros anos de vida se traduz em dificuldades de relacionamento social, problemas de aprendizado, hiperatividade e agressividade.”

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Os pais devem delegar a babás funções mais operacionais e reservar mais tempo de convívio com a criança

Durante quatro anos e meio, a babá Luiza*, 30 anos, trabalhou na casa de um empresário paulista. Tinha sob sua responsabilidade um bebê de um ano e seis meses e outro de apenas seis meses. Dormia no emprego e, no começo, tirava folga a cada 15 dias. Até que percebeu que suas ausências não faziam bem às crianças.

“Elas eram muito apegadas a mim. Quando eu saía, não tomavam nem banho. O pai era atencioso, mas não tinha tempo de ficar com elas. Já a mãe não tinha mesmo vontade de ficar com os filhos. Uma vez, ela estava lendo uma revista e não viu quando o mais novo comeu uma lâmpada de pisca-pisca da árvore de Natal. Outra vez, deixou os dois sozinhos na sala e, quando se deu conta, o mais velho estava pendurado na sacada”, diz. Desde esse dia, a babá optou por diminuir suas folgas.

A situação vivida por Luiza é frequente no cotidiano das profissionais que tomam conta de crianças. É cada vez mais comum encontrar babás –algumas altamente qualificadas, com domínio do inglês e salários entre R$ 2.000 e R$ 8.000– assumindo praticamente todas as responsabilidades pelos cuidados com um filho que não é delas, desde a saída da maternidade.

O pediatra José Martins Filho, professor convidado do programa de pós-graduação em saúde da criança e do adolescente da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), chama o fenômeno de “terceirização das crianças”, tema de um de seus livros, lançado pela Editora Papirus.

Martins Filho destaca que o fenômeno não se restringe às classes mais altas. Trabalho demais e o trânsito caótico têm roubado momentos preciosos de convivência entre pais e filhos, em todos os setores da sociedade.

O pediatra é contundente. Para ele, parte da violência sofrida pela sociedade atual é devida à falta de construção de vínculos afetivos entre os familiares próximos.

“Há pesquisas inglesas em que os cientistas acompanham as crianças durante 20, 30 anos. Esses estudos mostram que a ausência de afeto nos primeiros anos de vida se traduz em dificuldades de relacionamento social, problemas de aprendizado, hiperatividade e agressividade. Por isso é que, em alguns países, a licença-maternidade é de dois anos e não apenas de quatro meses”, afirma.

Para a psicóloga Maria Tereza Maldonado, especialista pela PUC (Pontifícia Universidade Católica) do Rio de Janeiro e membro da Associação Brasileira de Terapia Familiar, é no cuidado diário –trocar fralda, amamentar, acalentar, brincar etc.– que se constroem os vínculos de afeto.

“Pais e mães têm se afastado do cuidado, deixando que todo trabalho seja feito por terceiros. Mas essas tarefas significam construção de vínculo. Quando elas são delegadas a outra pessoa, esvazia-se essa construção.”

A psicóloga Ceres Alves de Araújo, professora da PUC de São Paulo, tem a mesma opinião. “Já conheci famílias que tinham babás em três turnos, de forma que a criança nunca ficava sozinha com os pais”, diz. Ela observa que muitos adultos, simplesmente, não têm paciência para cuidar de suas crianças, mesmo quando estão em casa.

“Sobretudo entre dois e cinco anos, os filhos exigem muito dos pais. Nessa fase, são muito comuns as birras, e os pais precisam impor limites até para proteger a criança de situações perigosas. Só que impor limites não é uma tarefa das mais fáceis ou prazerosas”, afirma.

Márcia*, 19, trabalhou apenas nove meses como babá de uma criança de três anos. Ela desistiu porque grande parte da responsabilidade pelos cuidados e até pela educação da criança foram delegados a ela.

“Eu praticamente era a mãe da criança. E os dois salários mínimos que recebia eram uma remuneração baixa demais para o tamanho da responsabilidade que tinha e para a carga de trabalho enorme, que incluía até viagens com a família. Quase não tinha folgas”, diz.

Rose*, 25, babá de uma menina de seis anos, conta que, da mesma forma que a colega, assume papéis que ela considera serem dos pais.

“Passo mais tempo com a menina do que a própria família dela. Chego às 9h e dou o café. Depois, levo para as aulas de esportes, dou almoço e, do clube mesmo, vamos direto para a escola. Ela só volta da escola às 18h, sou eu quem busca. Dou banho, jantar e depois brinco um pouco com ela. Também sou eu que a ajudo a fazer lição, que levo para as festinhas de aniversário e para brincar com as amiguinhas”, diz Rose. Apesar da atenção constante, ela nota que, às vezes, a garotinha fica carente. “A mãe viaja bastante a trabalho”, explica a babá.

Sinais de alerta

Manhas, birras, irritabilidade. Para a psicóloga Maria Tereza Maldonado, é fácil identificar uma criança que está pedindo mais tempo de convívio com os pais. “Ela gruda neles assim que chegam em casa. Ou, então, exige um monte de coisas e não se satisfaz com nada. Acorda seguidamente à noite, que é quando ela sabe que os pais estão em casa.” Há também crianças que apresentam franca rejeição aos pais ou ainda um forte apego à babá.

A profissional Meire*, 20, viveu a experiência de tomar conta de uma criança que se tornou, de certa forma, dependente dela, tamanho o apego. Meire cuidou de um menino de seis anos, que classifica como dono de um temperamento difícil.

Diagnosticado com depressão, o garoto recebia atendimento psicológico e tomava remédios controlados, que a babá administrava regularmente. Durante um ano, Meire passou todos os dias e as noites com o garoto, inclusive nos finais de semana. Depois desse período, quando decidiu tirar férias, o menino, mesmo sob tratamento, teve rompantes de agressividade.

“Ele não conseguia entender por que uma babá precisava de férias. Estava muito ligado a mim”, conta Meire.

Porém, segundo os especialistas, o envolvimento afetivo das crianças com suas cuidadoras não é necessariamente um problema. Afinal, é importante que, na primeira infância, as crianças tenham a oportunidade de desenvolver vínculos afetivos sólidos com um adulto, seja ele parente ou não.

A psicóloga Ceres Araújo lembra que as famílias sempre contaram com ajuda no cuidado com os filhos. “Avós e tias cuidavam das crianças quando as mães precisavam trabalhar. A novidade dos tempos atuais é ter pessoas estranhas à família exercendo esse papel”, afirma.

Parceria que funciona

Quando há um diálogo franco entre os pais e a babá, o ambiente se torna muito mais saudável para a criança. “Uma questão crucial, a meu ver, é que os pais consigam estabelecer uma relação de confiança com a babá. Se isso ocorre, todo mundo sai ganhando”, diz a psicóloga Sheila Skitnevsky Finger, doutora pela Escola Superior de Psicologia Profissional de Massachusetts, em Boston, nos Estados Unidos, e fundadora do Instituto Mãe Pessoa, especializado na capacitação de educadores e orientação de famílias.

A psicóloga não gosta de usar o termo “terceirização”. Ela diz que a palavra traz, em si, uma carga pejorativa, um julgamento aos pais que precisam contar com a ajuda de outras pessoas para tomarem conta de seus filhos. Para Sheila, é muito saudável que pais e mães tenham trabalho ou outros projetos para desenvolverem além do âmbito doméstico. “O modelo de mãe todo dia em casa não funciona mais em nossos tempos”, afirma.

Um caminho é estabelecer com a babá uma parceria que garanta momentos de privacidade só entre a criança e seus pais. Sempre que possível, aconselha Maria Tereza, os pais devem destinar à empregada o maior número possível de funções operacionais, ou seja, que tenham relação com a criança, mas não necessariamente impliquem contato direto com ela.

E para os pais que chegarem à conclusão de que talvez tenham delegado funções demais a uma terceira pessoa, a orientação é tentar estabelecer mudanças na dinâmica de cuidado, mas nunca de forma abrupta e sempre observando as reações da criança.

“Retomar o vínculo é sempre possível, mas é preciso querer e, acima de tudo, respeitar o tempo da criança”, afirma Sheila. Flexibilizar horários de trabalho nem sempre é uma solução possível, embora desejável.

Mas o importante mesmo é valorizar o tempo livre com a criança. “Quando chegar em casa, desligue TV, celular e Facebook e crie um tempo de convívio com o seu filho, reserve algumas horas na sua agenda só para ele”, diz Maria Tereza.

* Os nomes foram trocados para preservar a privacidade das entrevistadas.

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1º Trabalho de Hércules: o aperfeiçoamento começa dentro de nós

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Os 12 Trabalhos de Hércules x O Caminho da Iniciação

1º Trabalho: A Morte do Leão de Neméia

 

leão de nemeia

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“Descer ao Inferno é fácil: difícil é retornar depois”

O desafio de Hércules foi vencer um leão de pele invulnerável, que devastava rebanhos e devorava todos os que tentavam matá-lo. Aconselhado por Atena, deusa da sabedoria, a não usar a força, o herói estrangula a fera em sua caverna. Nesse teste, Hércules ensina que a luta pelo aperfeiçoamento começa dentro de nós. Os leões de hoje são a violência e a agressividade e o desafio é buscar a harmonia, procurando antes de mais nada nossos recursos internos.

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Mitologia

Na cidade de Neméia vivia no fundo de uma caverna um leão terrível, concebido por Selene uma temida feiticeira. Querendo vingar-se dos habitantes da cidade que a haviam expulsado, fêz surgir esta terrível criatura. Cobrindo a pele do leão com uma poção mágica, a criatura se tornou indestrutível, sendo incapaz de ser transpassada por qualquer arma criada pelos homens. Quando saía da caverna, devorava os habitantes de Neméia. Assim padecia a cidade com a fúria de Selena.

No Olimpo vários heróis eram instruídos pelo centauro Quíron e dentre eles se destacava Hércules, um dos filhos de Zeus. Percebendo sua bravura, lealdade e dignidade apesar de seu orgulho, Zeus resolveu iniciar Hércules nos mistérios do Olimpo, escrevendo com letras de fogo em uma folha de ouro, as 12 tarefas.

O primeiro trabalho iniciático seria matar o Leão de Neméia. Indo em direção a Neméia, Hércules tentou entender o motivo desta tarefa tão simples. Ao encontrar a caverna, Hércules entrou decidido a matar a criatura com inúmeras armas. Ao se aproximar do fundo da caverna, ele percebeu o leão vindo lentamente em sua direção. O Leão era enorme e fixando o olhar em Hércules, com seus olhos  brilhantes e enigmáticos, Hércules foi surpreendido pelo ataque do leão travando com ele uma batalha terrível.

Hércules fugiu da caverna assustado mas resolveu retornar com suas armas, porém percebeu que elas não serviam para matar o leão. Mais uma vez ele foi surpreendido pelo ataque feroz do monstro e fugiu. Fora da caverna Hércules refletiu sobre a tarefa e decidiu enfrentar o leão sem armas, talvez fosse essa a tarefa: usar sua razão em lugar de sua força.

Aproximando-se do fundo da caverna viu novamente o leão se aproximando e fixando seu olhar em Hércules. Surpreso, Hércules viu que o brilho nos olhos do leão era um espelho que refletia sua imagem. Ferozmente o leão avançava contra Hércules. Depois de uma longa luta, Hércules estrangulou o leão que caiu morto.

Levando seu corpo para fora da caverna, Hércules viu o tamanho real do animal, que não lhe parecia tão grande assim. Resolveu olhar mais uma vez em seus olhos e viu que nada havia lá dentro. Ele havia conseguido vencer a si mesmo e ao seu orgulho. Arrancou o pelo do animal e dela fez uma túnica, que o tornou indestrutível. E com a cabeça fez um capacete, que passou a usar em todas as outras tarefas, para sempre se lembrar que a força nunca deveria superar a razão.

Simbologia

A luta de Héracles ou Hércules com as feras representa a constante luta que temos para conter a fera que mora dentro de nós, ao mesmo tempo que preservamos nosso instinto vital e criativo. O leão está sempre associado à realeza e, mesmo em sua forma destrutiva, é o rei dos animais, egocêntrico e selvagem, o princípio infantil. Dessa forma, sempre que derrotamos e vestimos a pele do leão, as opiniões dos outros que antes nos intimidavam, já não tem mais valor pois estamos vestidos com uma poderosa couraça, nossa própria identidade.

No entanto, por mais heróica que seja, a pele do leão sempre representa o egocentrismo, a dificuldade de lidar com a frustração e com a raiva contida. Não sabemos lidar com a frustração por não conseguirmos o que queremos, pela auto-importância inflamada e o orgulho desmedido. Entretanto quando dominamos essa fera que mora em nós, podemos utilizá-la de forma construtiva. As conquistas e vitórias exigem que deixemos para trás as couraças, que carregam uma alma sem paixão.

Caminho de Iniciação

O Leão de Neméia é a viva alegoria das variadas e incontáveis forças instintivas e passionais existentes nos infernos da Lua (o Astral Inferior). Morto o Leão de Neméia, deve o adepto desintegrar sucessivamente o Demônio do Desejos (Judas), o Demônio da Mente (Pilatos) e, por fim, o Adepto prossegue seus trabalhos nesses infernos libertando partes de sua Consciência aprisionadas nos átomos do Demônio de Má Vontade (Caifás), que é o mais detestável dos três.

Esses três demônios são as três Fúrias dos Mistérios Buddhistas; em seu conjunto formam o Dragão das Trevas do Apocalipse de São João. No Apocalipse, o Dragão das Trevas é representado como um monstro de sete cabeças. Essas sete cabeças são os sete pecados capitais, portanto, o Leão de Neméia é o símbolo de todas essas forças diabólicas que vivem nos infernos da Lua psicológica.

Todo o trabalho de desintegração dos demônios que vivem nesses infernos planetários é executado pela Mãe Divina Individual. “Que teria sido de mim sem o auxílio de minha Divina Mãe Kundalini”, exclama Samael Aun Weor. “Desde o fundo do abismo chamava por minha mãe, e ela surgia empunhando a Lança de Eros…”. “Afortunadamente soube aproveitar ao máximo o coitus reservatus, para fazer minhas súplicas a Devi Kundalini”, diz Samael falando de seu próprio processo na Segunda Montanha (Caminho de Iniciação).

Terminado o Primeiro Trabalho de Hércules, o Iniciado ganha direito de ingressar no Céu da Lua, a morada dos Anjos, o Astral Superior. Ao término dos trabalhos nos infernos da Lua, o iniciado une-se com sua Buddhi. Esclarecemos: na Sexta Iniciação Maior, Buddhi nasce dentro do Iniciado. Mas ainda não ocorrem as núpcias, a união entre Manas e Buddhi, o que só ocorre ao fim do Primeiro Trabalho de Hércules interno, viva alegoria de Manas.

“Descer ao Inferno é fácil: difícil é retornar depois”, adverte a Sabedoria Oculta. A última etapa do trabalho nessas regiões inferiores é acabar com as bestas secundárias, expulsar as malignas inteligências de suas moradas nucleares. Quando esses átomos ficam livres dessas inteligências diabólicas, convertem-se em veículo de inteligências luminosas. Por isso dizemos que:

“O Cristo não desce aos infernos para destruir, se não para redimir.”

Resumindo, para subir ao Céu Lunar, Morada dos Anjos, e celebrar as núpcias com nossa Noiva Imortal (Buddhi), antes é preciso descer ao correspondente inferno lunar com o intuito de dominar e eliminar todas as paixões animais, instintos bestiais, desejos, medos, processos passionais,  a má vontade, a Besta de Sete Cabeças, enfim, transformar as águas pestilentas e negras em águas claras, limpas e transparentes. Trata-se de uma tarefa multifacetada porque incontáveis são os defeitos de natureza emocional, sentimental e instintiva que vivem nessa esfera inferior, especialmente nossos defeitos mais antigos; por isso, são de difícil eliminação; sempre surgem como monstros gigantescos e milenares diante da visão interna. Na Segunda Montanha (Caminho de Iniciação), a paciência e a serenidade precisam ser elevadas a infinitos graus porque o trabalho se torna extremamente delicado e sutil.

Links para os trabalhos anteriores:

Hércules: o Herói dentro de cada um

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Os pilares da boa educação

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Os pilares da boa educação

Carolina Tarrío

Fonte: www.educarparacrescer.abril.com.br – clique e conheça

pilares

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“Se um dia o pai ou a mãe dizem não para determinado comportamento ou vontade da criança, e no outro, porque estão cansados ou porque não querem encarar uma briga, eles cedem, os filhos se confundem. Com o tempo, as crianças passam a usar essa falta de consistência a seu favor. Procuram ora o pai, ora a mãe (o que for mais “mole”) para pedir coisas, insistem até eles capitularem ou fazem birras intermináveis e a vida começa a ficar difícil. É preciso ter coerência, evitar o duplo comando e estabelecer regras claras. Crianças em fase de desenvolvimento cognitivo, físico e emocional precisam de contorno, de rotina para entender o mundo até se estruturarem e saberem o que podem e o que não. Até mesmo para poder transgredir, se isso em algum momento for necessário, os limites precisam estar explícitos.”

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Educar não é fácil, mas algumas atitudes ajudam a construir uma relação de respeito e confiança.

Você vai passear com seu filho, na melhor das boas intenções. Em pouco tempo, o que era para ser uma saída gostosa, se transforma em um inferno de “quero isso, quero aquilo!”, em um bico que se alonga e numa manha sem fim. Vamos ser sinceros: quem nunca teve vontade de gritar a plenos pulmões ou sumir quando essas cenas acontecem? Quem nunca foi dormir desanimado após um dia de lida e embate com as crianças? Atire a primeira pedra quem jamais ficou em dúvida sobre o que fazer, dizer ou como se comportar quando o assunto é educa-las.

Bom, um manual, sentimos muito, não existe. Até porque cada criança é diferente e cada pai e mãe, também. Cada um tem sua personalidade, seus limites, sua tolerância. Mas é possível, sim, identificar algumas atitudes que facilitam a tarefa e deixam o terreno da educação mais fértil e menos escorregadio.

“Se um dia o pai ou a mãe dizem não para determinado comportamento ou vontade da criança, e no outro, porque estão cansados ou porque não querem encarar uma briga, eles cedem, os filhos se confundem”, diz a terapeuta de casal e família Magdalena Ramos, autora do livro E Agora, o que Fazer? A Difícil Arte de Criar os Filhos. Com o tempo, as crianças passam a usar essa falta de consistência a seu favor. Procuram ora o pai, ora a mãe (o que for mais “mole”) para pedir coisas, insistem até eles capitularem ou fazem birras intermináveis e a vida começa a ficar difícil. “É preciso ter coerência, evitar o duplo comando e estabelecer regras claras. Crianças em fase de desenvolvimento cognitivo, físico e emocional precisam de contorno, de rotina para entender o mundo até se estruturarem e saberem o que podem e o que não”, explica Lais Fontenelle, psicóloga e consultora do Instituto Alana, que trabalha em prol da infância. “Até mesmo para poder transgredir, se isso em algum momento for necessário, os limites precisam estar explícitos”, diz.

Quer entender, além da coerência, que outras atitudes formam a base de uma boa educação? Confira nossa lista. As chaves para que a educação funcione:

Afeto

“A educação precisa estar baseada em um relacionamento. Dificilmente uma criança vai respeitar ou aceitar limites e regras de quem nada tem a ver com ela”, diz Magdalena Ramos. Ou seja, para que exista respeito, para que haja obediência, é preciso construir, antes de tudo, um vínculo, uma base de carinho e cuidado. E, nesse sentido, pais e mães precisam estar preparados para a dedicação e o trabalho que educar uma criança exige. “A função materna é imprescindível para o desenvolvimento físico, cognitivo e emocional das crianças, principalmente nos dois primeiros anos de vida. E essa função não pode ser terceirizada, delegada a motoristas, babás, enfermeiros…”, diz Lais Fontenelle. “Para exercê-la, a mulher tem de saber que vai abrir mão de certas coisas, como sono ou horas de trabalho, e precisa estar disposta a isso.”

Exemplo

As crianças, infelizmente, não aprendem o que a gente diz que deveriam. Elas aprendem por observação, por experimentação, vão testando diferentes situações e reagindo aos climas e ambientes à sua volta. Portanto, se você pretende ensinar algo, exerça-o primeiro. “Vejo sempre crianças no parquinho que acabaram de ganhar um brinquedo novo, entusiasmadíssimas. Aí, quando outro menino quer brincar, a mãe exige que seu filho o empreste. Será que esse é justamente o momento de ensinar a criança a ser generosa? De passar esse valor? A mãe, por acaso, empresta seu smartfone novinho, no qual vive grudada, para qualquer um? É preciso tomar cuidado para não cair num discurso vazio”, diz Lais Fontenelle. Tente prestar atenção ao momento da criança e, principalmente, não faça o que você não quer que ela repita!

Limites

“Crianças precisam ouvir ‘não’. Aprender a conviver é entender que existem limites. Dar esses limites a uma criança é fazer um bem a ela”, diz Lais. Você já entendeu que sua liberdade termina quando começa a do outro, não é? Pois o seu filho ainda precisa aprender. “Muitas vezes, os pais passam pouco tempo com os filhos e não querem gastar esses momentos repreendendo-os ou dizendo não”, conta Magdalena Ramos. Mas, para o próprio bem das crianças, elas precisam saber que certos pontos não são negociáveis. E que esses limites existem para protege-las. Não é preciso brigar por tudo, ser inflexível, mas há questões essenciais, como ter um bom sono, manter uma boa alimentação, seguir uma rotina, principalmente nos primeiros anos. Também não se pode negociar com os valores que são caros à família. Nesses casos, a saída é manter-se firme. E se a birra vier, paciência, aguente o tranco. “Principalmente quando se trata de crianças menores, a correção, a bronca ou o castigo tem de ser aplicados quando o fato aconteceu. Uma criança de 2, 3 anos não entende um castigo que só vai ser aplicado no dia seguinte nem conecta o que fez a ameaças do tipo ‘você vai ver quando seu pai chegar’”, diz Magdalena. Tente agir logo que o problema acontece.

Respeito

As crianças costumam perceber muito bem os estados de ânimo de pai e mãe e os climas da família. Elas podem não possuir um repertório muito grande para se comunicar ainda, mas de bobas, não têm nada. Por isso, se algo está acontecendo, é melhor jogar limpo. “Se houver algum assunto que ela não pode saber, diga simplesmente que você está chateada ou nervosa por algo que é de adultos, que nada tem a ver com ela, mas não invente mentiras”, aconselha Magdalena. E, quando eles perguntarem sobre algo cabeludo, tente responder levando em conta a idade da criança, sem precisar fazer um enorme discurso, dando mais informação da que foi solicitada, nem podando a curiosidade ou repelindo a pergunta. “Dar a uma criança uma explicação enorme, que ela não pode assimilar ou entender, gera ansiedade, angústia. E, ao contrário, impedi-la de saber ou de realizar coisas que ela já é capaz, também a tolhe, a desanima. É preciso acompanhar o crescimento dos filhos, respeitar suas diferentes fases e ir dosando nossas respostas e permissões.”

Estímulo

É importante valorizar os esforços da criança, ajuda-la a reconhecer seus pontos fortes, a melhorar. Seja nos estudos ou no comportamento, suas conquistas merecem ser valorizadas. “Não se trata de elogiar qualquer coisa que a criança faça, porque aí o discurso fica vazio. Mas se ela foi tenaz, se ela se aplicou, se houve um esforço, é importante reconhecê-lo, celebrá-lo”, diz Magdalena Ramos. Muitas vezes, os pais falam com os filhos em um tom ríspido, desvalorizando suas opiniões. “Se a criança disse algo inadequado, tente entender de onde isso surgiu, escute seu raciocínio e explique o que for necessário, mas não a desqualifique. É sendo ouvida e guiada que ela vai construindo sua auto-confiança e sua argumentação.”

Aceitação

Você passa 9 meses (ou mais!) imaginando como será seu filho e, muitas vezes, aquele cenário que foi sonhado, projetado, não se realiza. Aliás, na maioria das vezes! Só que não adianta querer moldar um filho ao nosso desejo. Podemos ajudá-los, incentivá-los, educá-los, mas eles têm seus talentos, sua personalidade, seu jeito de ser. “É preciso reconhecer e valorizar os talentos de cada um, sem ficar comparando um filho com outro ou com outras crianças”, diz Magdalena. Em algumas famílias, determinadas aptidões são extremamente valorizadas e aí, se o filho ‘falha’ ou não se interessa por esses mesmos temas, acaba não sendo aceito ou sentindo-se incapaz. “Seu filho pode não ser bom administrador mas ser ótimo fotógrafo ou cozinheiro. Pode não gostar tanto de esportes como o pai mas ter outros talentos, manuais, por exemplo. Não dá para eleger um filho (real ou imaginário) como modelo e desconsiderar os outros”, alerta Magdalena.

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Hércules: o Herói dentro de cada um

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Os 12 Trabalhos de Hércules x O Caminho da Iniciação

Hércules: o Herói dentro de cada um

 

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“Ao estudarmos as narrativas de Hércules e seus Doze Trabalhos, inclusive correlacionando-os com a passagem através dos Doze Signos do Zodíaco, podemos abordar a questão do ponto de vista do aspirante espiritual ou iniciado, individualmente, ou do plano da humanidade como um todo. As provas a que Hércules se submeteu podem ser enfrentadas por milhares de indivíduos que trilham o caminho do desenvolvimento espiritual consciente e da iniciação. Cada um de nós é um Hércules em embrião; os trabalhos, que ontem foram de Hércules, são de toda a humanidade, ou pelo menos de todos aqueles que mantêm as rédeas de sua evolução em mãos, tendo em vista a iluminação espiritual. Doze Trabalhos de Hércules oferecem um quadro sintético do progresso da alma, indo da ignorância à sabedoria, do desejo material à conquista espiritual. Hércules é o herói que alegoriza o Homem Autêntico – o Auto realizado.”

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Ao estudarmos as narrativas de Hércules e seus Doze Trabalhos, inclusive correlacionando-os com a passagem através dos Doze Signos do Zodíaco, podemos abordar a questão do ponto de vista do aspirante espiritual ou iniciado, individualmente, ou do plano da humanidade como um todo.

As provas a que Hércules se submeteu podem ser enfrentadas por milhares de indivíduos que trilham o caminho do desenvolvimento espiritual consciente e da iniciação.

Cada um de nós é um Hércules em embrião; os trabalhos, que ontem foram de Hércules, são de toda a humanidade, ou pelo menos de todos aqueles que mantêm as rédeas de sua evolução em mãos, tendo em vista a iluminação espiritual.

Os trabalhos de Hércules demonstram o caminho que aguarda o aspirante espiritual sincero, aquele estágio do buscador espiritual inteligente, onde, tendo desenvolvido a mente e coordenado suas habilidades mentais, emocionais e físicas, esgotou os interesses no mundo fenomênico e procura expandir sua consciência. Esse estágio sempre foi expresso pelos indivíduos mais evoluídos de todos os tempos.

Enquanto escalamos a montanha da verdadeira Iniciação, vamos eliminando todo medo e aprendendo a controlar as forças inerentes à natureza humana, até que possamos nos tornar um servidor da humanidade, eliminando a competição e os objetivos egoístas.

Ao se aprofundar nos Doze Trabalhos de Hércules, torna-se claro qual deve ser a conduta de cada aspirante e iniciado no Caminho do Discipulado e da Iniciação Real. Um grande desafio é trazer, para nosso dia a dia hoje, novas maneiras de expressar e vivenciar as velhas verdades contidas nestes mitos, de forma a ajudar as velhas fórmulas para o desenvolvimento espiritual a adquirirem nova e pulsante vida para nós.

Este é o desafio de sempre atualizar a luta humana para se superar a natureza animal, fazer desabrochar a natureza humana e revelar a natureza divina oculta em cada um de nós, o que está tão bem configurado nos Trabalhos de Héracles.

Os Doze Trabalhos de Hércules oferecem um quadro sintético do progresso da alma, indo da ignorância à sabedoria, do desejo material à conquista espiritual, de tal modo que o fim possa ser visualizado a partir do início, e a cooperação inteligente com o propósito da alma substitua o esforço feito às cegas.

Verifica-se que a história das dramáticas experiências desse grande e venerável Filho de Deus, Hércules ou Héracles, serviria justamente para focalizar qualquer uma das faces da vida o aspirante espiritual em seu esforço para expansão da consciência e realização espiritual.

Este tema é tão rico e profundo, que todos nós, lutando em nossa atual vida moderna, podemos aplicar a nós mesmos os testes e provas, os fracassos e as conquistas desta figura heróica que lutou valorosamente para atingir a mesma meta que nós almejamos.

Através da cuidadosa e reflexiva leitura deste mito, talvez possam ser despertados na mente do buscador espiritual um novo interesse e um impulso renovado, pois diante de um tal quadro do desenvolvimento e do destino especial do homem, ele pode querer prosseguir com redobrada coragem e determinação na Senda.

Em sua narrativa mítica, podemos acompanhar como Hércules se esforçou e desempenhou o papel de buscador espiritual. Neste Caminho, ele desembaraçou-se de certas tarefas, de natureza simbólica, e viveu certos episódios e acontecimentos que retratam, em qualquer época, a natureza do treinamento e das realizações que caracterizam o homem que se aproxima da libertação pela senda iniciática.

Ele representa um filho de Deus encarnado, mas ainda imperfeito, que definitivamente toma em suas mãos a natureza inferior e, voluntariamente, submete-a a disciplina que finalmente fará emergir o divino. É a partir do ser humano falível, mas que é sinceramente dedicado, inteligentemente consciente do trabalho a ser realizado, que se forma um iniciado ou um Adepto.

Duas grandes e dramáticas histórias têm sido conservadas diante dos olhos dos homens ao longo do tempo. Nos Doze Trabalhos de Hércules, o Caminho da Iniciação é retratado e suas experiências, preparatórias e que conduzem ao grande ciclo de iniciações, podem ser reconhecidas pelo homem que sinceramente aspira a este Caminho. Na vida e obra de Jesus Cristo, radiante e perfeito Filho de Deus, o Reparador, que penetrou o véu por nós, deixando-nos o exemplo para que seguíssemos seus passos, temos retratadas as etapas do Caminho Iniciático de Libertação ou Regeneração e Reintegração, que são os episódios culminantes para os quais os Doze Trabalhos preparam o discípulo.

O oráculo falou e suas palavras ressoam através das eras:

“Homem, conhece-te a ti mesmo.”

Este conhecimento é a mais importante realização no caminho do discipulado e a recompensa de todo o trabalho de Hércules. Sem este conhecimento, não se pode avançar seguramente na senda da Iniciação. Somente assim, o homem pode-se encaminhar firmemente para tornar-se definitivamente auto-consciente e intencionalmente se impõe a vontade da alma – que é essencialmente a vontade de Deus – sobre sua natureza inferior.

Neste caminho, o indivíduo submete-se a um trabalho sobre si mesmo que demanda esforço e dedicação, pureza de coração e caridade, para que a flor da alma possa desabrochar mais rapidamente.

Simbolicamente, é uma obra onde um solvente psíquico (psique = alma) consome toda escória e deixa apenas o ouro puro. É um processo de refinamento, sublimação e de transmutação, continuamente levado adiante até finalmente se alcançar o Monte da Transfiguração e da Iluminação.

Em suma, trata-se de alquimia superior. Os Doze Trabalhos demonstram exatamente este caminho acima, onde os mistérios ocultos e as forças latentes nos seres humanos são descobertos e têm de ser utilizados de maneira divina e de acordo com o divino propósito sabiamente entendido.  Quando são utilizados desta maneira, o iniciado vê-se em sintonia com energias e poderes divinos similares, que sustentam as operações do mundo natural.

Torna-se, assim, um trabalhador sob o plano de evolução e um cooperador com aquela “nuvem de testemunhas”, a Igreja Invisível do Cristo, que através do poder de sua supervisão, e do resultado de sua realização, engloba hierarquias espirituais por meio das quais a Vida Una guia a humanidade para sua gloriosa consumação.

Essa é a meta da série de trabalhos de Hércules, e com essa meta, a humanidade como um todo alcançará sua conquista espiritual grupal através das múltiplas perfeições individuais. Outra grande e sábia maneira de se enxergar este mito é apresentá-lo como um aspecto especial da Astrologia.

Acompanhamos a história de Hércules à proporção que ele percorre os doze signos do Zodíaco. Ele expressou, uma a uma, as características de cada signo, e em cada um, ele conquistou um novo conhecimento de si mesmo, e através desse conhecimento, demonstrou o poder do signo e adquiriu os dons que o signo confere.

Em cada signo, vamos encontrá-lo superando suas próprias tendências naturais, controlando e governando seu próprio destino, e demonstrando o fato de que astros predispõem, mas não controlam. Esta visão astrológica do mito é uma apresentação sintética dos acontecimentos cósmicos que se refletem em nossa vida planetária, na vida da humanidade como um todo, e na vida do indivíduo, o qual é sempre o microcosmo do macrocosmo.

Este estudo fornece indicações claras para a compreensão dos propósitos de Deus para a evolução do mundo e do homem. Somente a consciência de que somos partes integrantes de um Todo maior e o conhecimento da divina totalidade, pode revelar o propósito mais vasto.

Hércules representou astrologicamente a história de vida de cada aspirante espiritual e iniciado, e demonstrou o papel que a unidade deve desempenhar na Obra eterna. A analogia astrológica dos Doze Trabalhos de Hércules diz respeito aos doze tipos de energias por meio dos quais a consciência da Realidade divina é obtida.

Através da superação da forma e da subjugação do homem inferior, é-nos mostrado um quadro do desenrolar da auto-realização divina. Hércules, em seu corpo físico, embaraçado e limitado pelas tendências a ele conferidas pelo signo no qual ele cumpria sua tarefa, alcançou a compreensão da sua própria divindade essencial.

As provas a que Hércules voluntariamente se submeteu, e os trabalhos a que, às vezes impensadamente, atirou-se, são aqueles possíveis para muitos de nós ainda hoje. É evidente que, curiosamente, vários detalhes da sua dramática, e às vezes divertida, história dos seus esforços de ascensão podem ser aplicáveis em nossas vidas modernas.

Cada um de nós é mesmo um Hércules em embrião, deparando-nos com idênticos trabalhos; cada um de nós tem a mesma meta a conquistar e o mesmo círculo do Zodíaco a abranger. Hércules aprende a lição de que agarrar-se a qualquer coisa do eu separado não faz parte da missão de um filho de Deus.

Ele descobre que é um indivíduo, apenas para descobrir que o individualismo deve ser sabiamente sacrificado pelo bem do grupo. Ele descobre também que a ambição egoísta não tem lugar na vida do aspirante espiritual que está em busca de libertação dos ciclos recorrentes de existência e da constante crucificação na cruz da matéria.

As características do homem imerso na vida da forma e sob o domínio da matéria são o medo, o individualismo, a competição e a cobiça. Estes têm de ceder lugar à confiança espiritual, à cooperação, à consciência grupal e ao altruísmo.

Esta é a lição que Hércules traz; esta é a demonstração da vida de Deus que está sendo trazida à operação no processo criativo, e que floresce, de maneira sempre mais bela, a cada volta que a vida de Deus faz em torno do Zodíaco.

Esta é a história do Cristo cósmico, crucificado na Cruz Fixa dos céus; esta é a história do Cristo histórico, apresentada nos Evangelhos e representada, na Palestina, há dois mil anos; esta é a história do Cristo individual, crucificado na cruz da matéria e encarnado em cada ser humano.

Este é a história de nosso sistema solar, a história de nosso planeta, a história do ser humano. Assim, ao admirarmos os estrelados céus acima de nós, temos eternamente representado para nós este drama magnífico, o qual é detalhadamente explicado ao homem pelos Doze Trabalhos de Hércules.

Nos próximos posts falaremos um pouco de cada tarefa…

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Titular: Leonardo André Fonseca Maia

 
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