Resgatando o Sagrado na Educação

RESGATANDO O SAGRADO NA EDUCAÇÃO

Lilian De Almeida Sá

Fonte: www.alumiar.com – clique e conheça

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“Sim, reconhecer o sagrado em nós, olhar com o coração para as crianças e jovens, e vermos a sua inteireza humana (bio-psico-sócio-espiritual), observar o não visível, estar atento às percepções e à profundidade do sentido da existência humana. Desta forma, podemos celebrar o sagrado na educação, e nutrir o nosso ser com experiências provindas da dimensão mais viva e intocável de nós mesmos: a essência…”

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“O educador não educa pelo que ensina, mas pelo que ele próprio é.” – (Caroline von Heydebrand)

O tempo urge!

Neste momento de muitas mudanças coletivas e individuais, é preciso estar conectado ao nosso ser interior, e ouvir a voz do coração…

Reconhecer o sagrado em nós…

Vivemos seguramente um momento de profunda transformação na educação, onde as boas novas convidam-nos a falar de amor, desejo, alegria e inteireza humana. Esta jornada convida a todos os que acreditam na essência divina, na auto-educação e na coragem de Ser…

Pretendo aqui escrever e expressar, o que minha alma sente como educadora, e dessa forma partilhar com simplicidade, o que realmente vivencio no meu tempo presente.

Sim, o tempo presente! Não podemos mais viver no passado ou no futuro, e nem culpar pessoas, instituições e governos. Faço jus, as palavras de Gandhi: “Seja a mudança que você quer ver no mundo”.
Penso que resgatar o sagrado na educação não significa estar a serviço da religiosidade, e nem de nenhuma instituição religiosa, mas trata-se de descobrir a grandeza do ser humano, sua significação, como afirma Gusdorf: “A obra fundamental do homem é ele mesmo e as realizações exteriores são apenas confirmações dessa obra-prima fundamental que para o homem digno desse nome é a edificação de si mesmo”.

Na verdade, isso não quer dizer implantar novos currículos no ensino, aulas de religião nas escolas, e nem tampouco elaborar novas legislações, mas dependerá de um processo interior espontâneo, a ser desenvolvido pelo educador, ou seja, ele necessita resgatar o sagrado, olhar para si mesmo, para educar então, de uma forma humana e íntegra. Muitos deles estão ainda a serviço da competição, da intelectualidade, do individualismo, e desprezam a visão integral do ser humano, e o que temos visto na maioria das vezes são “cegos conduzindo cegos…”

Porém, o tempo urge!

A violência e o caos social dominam, porque também perdemos o contato com o sagrado… Nossas crianças sofrem inúmeras violências na alma, as “dificuldades de aprendizagens” crescem assustadoramente, os pais estão confusos, e muitas famílias permanecem doentes. Para onde caminhamos?
Ao mesmo tempo, que estamos no caos, também estamos tendo a oportunidade de rever nossos conceitos, nossas histórias de vida, enfim, estamos com livre acesso as mudanças, a cura genuína, a ampliação da consciência…

Muitas linhas pedagógicas surgiram ao longo do tempo, e através de seus ensinamentos favorecem a unicidade do ser humano do sagrado, como as escolas Waldorf, a Escola da Ponte, as escolas Sathya Sai (fundamentadas nos ensinamentos de Sai Baba), dentre outras.

Rudorf Steiner (1995), precursor da Pedagogia Waldorf, nos diz: “A pedagogia não pode ser uma ciência – deve ser uma arte. E onde existe uma arte que se possa aprender sem viver constantemente em sentimentos? No entanto, os sentimentos nos quais é preciso viver para exercer aquela grande arte à pedagogia, esses sentimentos que é preciso ter com vistas à pedagogia, só se acendem pela observação do Macrocosmo e sua relação com o homem. A vida dos sentimentos aperfeiçoa-se também quando o jovem se aprofunda nos mistérios e belezas da natureza. O importante é cultivar o sentido do belo e despertar a sensibilidade. Se o homem não se sentir unido a algo divino-espiritual por meio de laços seguros, sua vontade e seu caráter permanecerão inseguros, desintegrados e doentios”.

Não tenho dúvidas de que o resgate da sensibilidade é tarefa inadiável na prática educativa atual, e de que o verdadeiro aprendizado se dará quando o aluno for iniciado na verdade de si mesmo.

Vivemos um tempo de busca do sentido e da significação.
Podemos simplesmente, retomar o lugar do ser humano como entidade capaz de autotransformação…
Pausa para refletir e silenciar…

“Todos devem praticar os Valores Humanos, como sendo a meta de um verdadeiro ser humano. Quando um ser humano declara ser um homem, esta é somente uma verdade parcial. Ele deve também declarar que não é um animal. Eliminar as características animais e praticar os Valores Humanos irá torná-lo um ser humano completo”.

Sai Baba

Creio que a consciência de um processo autotransformador é um dos aspectos fundamentais de uma nova educação. Através desta jornada, podemos vivenciar as boas-novas, e assim falarmos de amor, respeito, alegria, inteireza humana…

É tempo de viver o despertar do propósito de Valores Humanos, retomar a beleza dos vínculos afetivos e do potencial criador em nós, e mediante estes processos, “tomarmos posse” da real grandeza que verdadeiramente somos.

Sai Baba (1999) nos afirma, que Valores Humanos podem ser compreendidos como o conjunto de virtudes que compõem a essência do ser humano, independente de crença, religião, ideologia e etc. Estes valores, (Amor, Paz, Verdade, Retidão, Não-violência), permitem ao ser humano manifestar sua divindade, revelando o que há de melhor dentro de si.

Desta forma: Verdade é aquilo que deve ser dito;

Retidão é o que deve ser praticado;

Paz é o que deve preencher a mente;

Amor é o que deve se expandir dentro de nós;

Não-violência é o que devemos ser plenamente.

Na verdade, os Valores Humanos são ferramentas indispensáveis para as transformações necessárias no processo educativo atual, e posteriormente na vida de crianças e jovens. Acrescenta, Sai Baba (1999), direcionado aos professores: “Não imaginem que seu serviço às crianças é para o bem delas, é igualmente para o seu próprio bem.

Vocês lidam com crianças, seu crescimento e amadurecimento. Devem estar atentos a esta preciosidade e à necessidade de expressar isto em seus atos. As crianças são lamparinas que podem iluminar o caminho da nação. A primeira tarefa dos professores é o cultivo das virtudes no coração de seus pupilos. Professor e aluno. Ambos imergirão na alegria somente quando o amor, que não espera retorno, possa uni-los”.

Considero também, de extrema importância na busca do sagrado, olharmos para o momento presente, o aqui e o agora, visando impedir a desintegração da nossa essência, pois na grande maioria das vezes, estamos fazendo algo e ao mesmo tempo, pensando no que faremos logo depois. Isto fragmenta o nosso ser (pensamento, coração e ação), e nos afasta do contato genuíno com a essência.

Hoje, mais do que nunca, precisamos de colo, abraços, carinho, e mãos dadas sinceras, e não mais de contatos formais, distantes e rápidos. Para resgatarmos nossa Essência, necessitamos de caminhar rumo a criatividade, ao Ser criador, presentes nas cores, pincéis, papéis, presentes no barro, nas palavras, tintas e fios de lãs… Cuidarmos do sentido lúdico da existência, que é o contato com o nosso brincar (nossa criança interior), e conseqüentemente, favorecer o brincar simples e espontâneo de nossas crianças, seja, nas escolas, consultórios e espaços recreativos. Em suma, é especialmente oportuno, ressaltar a importância da saúde do educador de maneira integral, para então possibilitar o equilíbrio nas suas ações, através do amor, da retidão, e da paz. Penso, que um tempo novo vem chegando, e com ele, inúmeras jornadas internas e curativas. Precisamos curar nossas feridas, e sermos o que verdadeiramente deveríamos ser, e não o que a sociedade, ou o sistema educacional “velho”, quer que sejamos…

Sim, reconhecer o sagrado em nós, olhar com o coração para as crianças e jovens, e vermos a sua inteireza humana (bio-psico-sócio-espiritual), observar o não visível, estar atento às percepções e à profundidade do sentido da existência humana. Desta forma, podemos celebrar o sagrado na educação, e nutrir o nosso ser com experiências provindas da dimensão mais viva e intocável de nós mesmos: a essência…

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