Seres espirituais e evolução terrena


The Advent of Ahriman – parte 2:

SERES ESPIRITUAIS E A EVOLUÇÃO TERRENA

Robert S. Mason

Tradução Livre: Leonardo Maia

Fonte: http://www.anthroposophie.net/Ahriman/ahriman_old.htm


“Quais os verdadeiros desafios, em termos evolutivos, nos deparamos hoje no âmbito individual e como humanidade?”

Sobre o texto: Apesar da complexidade e impalpabilidade de tais conceituações sobre a Evolução Terrena, muitas delas inacessíveis a nossa própria concepção, ela se fundamenta em antigos conhecimentos das Escolas de Mistérios e são essenciais para contextualização, nos próximos textos, do atual período e pontualmente, do momento presente para concepção dos processos e desafios que estamos vivenciando: no caso dessa sequência de traduções, do “Advento de Ahriman”, ponto crítico hoje.


Seguindo as comunicações dessa Ciência Espiritual, vou postular que os seres espirituais, conhecidos como “Anjos”, vivem invisivelmente (para nós, geralmente) e se envolvem nos assuntos terrestres. (Essa ideia vem ganhando aceitação na cultura geral nos últimos anos, com uma onda de interesse em anjos.) Também vou postular a existência de outros seres espirituais, mais altos e mais avançados que os Anjos, chamados de “Arcanjos” em teologia ou anjeologia. A pesquisa espiritual moderna (de Steiner), bem como a tradição antiga (de Dionísio, o Areópago, aluno de São Paulo) fala de pelo menos nove Ordens de Anjos e seres supra-angélicos que, juntos, são chamados de “Hierarquias” “, às vezes de “Coros dos Anjos”, ou às vezes os” Deuses “. (Outros seres ainda mais elevados não são discutidos aqui.) Alguns dos nomes dados às nove Hierarquias, em ordem crescente, são:

Anjos – Angeloi, Filhos do Crepúsculo, Filhos da Vida
Arcanjos – Archangeloi, Espíritos de Fogo, “Espíritos dos Povos/Nação”
Archai – singular “Arche”; Espíritos de Personalidade, Primeiros Primórdios, Principados, o “Espírito do Tempo” ou “Zeitgeist”
Exusiai – Espíritos de Forma, Poderes, Autoridades
Dynamis – Espíritos de Movimento, Poderes, Virtudes
Kyriotetes – Espíritos da Sabedoria, Domínios
Tronos – Espíritos da Vontade
Querubins – Espíritos da Harmonia
Serafins – Espíritos do Amor.

Esses espíritos não são todos “angelicais”, no sentido de “bons e santos”. Alguns, às vezes, se opõem à ordem mundial regular e correta. Ahriman (“o príncipe injusto deste mundo”) é um espírito de forma “atrasado”, trabalhando como um archai, opondo-se (em certo sentido) à boa ordem mundial.

No entanto, essa oposição não é puramente “má”, como discutirei abaixo. Como Ahriman é um espírito de oposição, podemos começar a entender sua natureza, entendendo a que ele se opõe: o plano de desenvolvimento terrestre e humano. Mas a situação não é tão simples quanto uma competição de dois lados; básico para a compreensão competente do processo mundial é o reconhecimento de pelo menos três tipos de influência espiritual sobre a evolução da humanidade e do cosmos.

Devemos deixar claro que essa “Evolução” é algo muito diferente do processo material aleatório, sem sentido, concebido pelos Darwinistas e teóricos afins. Quero dizer com “Evolução” um processo de desenvolvimento completamente intencional, cheio de pensamentos, iniciado e guiado por Seres Espirituais.

Os Deuses normais (as Hierarquias regulares) criam e nutrem a evolução do mundo e da humanidade, de modo a trazer a possibilidade de os Homens alcançarem o status de divindade como “Espíritos de Liberdade e Amor” – a Décima Hierarquia.

No estágio atual de evolução, o Homem progride através de períodos alternados de vidas terrenas e vidas puramente espirituais: nascimento, morte e reencarnação. Como o nome indica, essencial para o cumprimento da tarefa da humanidade é a realização da “liberdade”, significando não tanto liberdade política quanto liberdade espiritual – que os homens devem se tornar indivíduos independentes e únicos, agindo conscientemente como os criadores de suas próprias ações.

A sabedoria oculta, redescoberta e tornada pública por Steiner (e bastante simplificada aqui), explica essa evolução como sendo criada e guiada por sete grandes eras cósmicas. Agora estamos na quarta grande era, chamada Idade da “Terra”. (Os nomes de todas as idades aqui são dados em ordem de sucessão.) As três idades anteriores são chamadas de “Saturno”, “Sol” e “Lua”.

Novamente, essas são eras passadas de desenvolvimento cósmico, que não devem ser confundidas com os corpos celestes atuais com os mesmos nomes. O mesmo vale para as três eras futuras: “Júpiter”, “Vênus” e “Vulcano”. A grande Era da Terra compreende sete eras menores, das quais estamos na quinta. Esses cinco são chamados de “Polar”, “Hiperbória”, “Lemúria”, “Atlântica” e “Pós-Atlântica”. E a Era Pós-Atlântica compreende sete épocas culturais, das quais, novamente, estamos na quinta. Os quatro anteriores são chamados de “Índica”, “Persa”, “Egípcio-caldaica” e “greco-romana”.

A história registrada começa apenas com a época Egípcio-caldaica; o que é geralmente conhecido da cultura Índica e Persa antiga deriva de registros feitos na Terceira Época (Egípcio-caldaica). Esses nomes de épocas não significam que nada de importante estava acontecendo em outras regiões da Terra, mas que os impulsos evolutivos arquetípicos da época estavam centrados nas regiões designadas.

As épocas duram aproximadamente 2160 anos; e a atual, quinta época Pós-Atlântica começou por volta de 1413 dC. Essas épocas também não são consideradas nitidamente diferenciadas; as transições acontecem gradualmente, os desenvolvimentos futuros são preparados com antecedência e as influências passadas permanecem depois.

Nota: Esse relato é ridiculamente simplificado, com o objetivo de fornecer uma estrutura conceitual simples para este ensaio. Para ter uma leve idéia de quão simplificado, considere que no Antigo Saturno o “espaço” não existia; “tempo”, paradoxalmente, “começou” apenas nessa Época; e o único fenômeno quase sensorial era uma espécie de substância térmica.

As condições no Antigo Saturno eram tão vastamente diferentes das condições terrenas que podemos apenas sutilmente imaginá-las. De fato, talvez melhor do que tentar apenas imaginar o Velho Saturno como uma existência física, seria conceber esse “calor” como apenas uma aparência externa do “calor da alma” dos Deuses Criadores. A realidade básica são seres espirituais e seus atos.

O “começo” pode ser retratado da seguinte maneira: os Tronos ofereceram como sacrifício parte de seu próprio ser aos Querubins; o calor desse sacrifício devocional subiu como fumaça, e dessa fumaça ardente nasceu os Archai – os Espíritos do Tempo.

Assim: um ato sacramental e criativo dos Seres sagrados, visto “externamente” como “calor” e o “começo dos tempos”. Podemos abordar adequadamente esses Mistérios Sagrados (tornados públicos apenas em nossos dias) com atividade interior reverente, invocando imagens internas imbuídas de sentimento devocional de respeito até mesmo por nossa existência física como um presente da substância do próprio “Deus”.

E, novamente, isso é apenas para dar a mais vaga concepção desses fatos tremendos e afastar-se da nossa imaginação materialista usual. As condições apenas muito gradualmente, ao longo de eras inconcebíveis, se aproximaram das do presente. Por exemplo, uma espécie de “espaço” passou a existir apenas no Velho Sol, e assim por diante. Sempre, a realidade “por trás” das “aparências exteriores” é: seres espirituais e suas ações.

Robert S. Mason

Nota de Leonardo Maia: Apesar da complexidade e impalpabilidade de tais conceituações sobre a Evolução Terrena, muitas delas inacessíveis a nossa própria concepção, ela se fundamenta em antigos conhecimentos das Escolas de Mistérios e são compartilhadas por inúmeras linhas esotéricas com pequenas diferenças. O importante é apenas vislumbrar a base evolutiva (Cosmogênese) Antroposófica para contextualização, nos próximos textos, do atual período e pontualmente, do momento presente para concepção dos processos e desafios que estamos vivenciando: no caso desse sequência de traduções, do “Advento de Ahriman”, ponto crítico hoje.

Link para a parte 1: http://www.antroposofy.com.br/forum/espirito-e-alma/


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