SERES ESPIRITUAIS: LÚCIFER E AHRIMAN


The Advent of Ahriman – parte 3:

SERES ESPIRITUAIS: LÚCIFER E AHRIMAN

Robert S. Mason

Tradução Livre: Leonardo Maia

Fonte: http://www.anthroposophie.net/Ahriman/ahriman_old.htm


“O pensamento coletivo imposto por doutrinas fundamentalistas, por uma educação que coíbe o livre pensar, ou por ideologias de imposição ou mesmo militarização enfraquece o EU individual que é o caminho para a Liberdade e a corrente natural de evolução Cósmica do homem, o ser da “Liberdade e do Amor” – a Décima Hierarquia.

Qualquer perseguição imposta ao Livre Pensamento, sob justificativa de “moral, “valores da família” ou mesmo por fundamentalismo religioso e ideológico, enfraquece o Eu e cristaliza as forças vivas. Jogando o ser humano na esfera da matéria e obscurantismo.”


O evento central da Era da Terra ocorreu durante a época greco-romana, na Palestina. Era a encarnação de um Ser espiritual muito elevado, chamado de “Cristo” – culminando nos eventos que cercavam a Crucificação: o “Mistério de Gólgata”. Este evento foi o ponto de virada (“the turning-point”) da evolução da Terra, da descida do espírito à matéria, em direção à ascensão de volta ao espírito, com os frutos obtidos da estada na matéria.

(O próprio Steiner não começou com uma visão cristã do mundo. Ele, de maneira independente e inesperada, redescobriu o “fato místico” do cristianismo durante o curso de suas experiências clarividentes conscientemente.)

Além dos deuses normais, uma série de seres espirituais anormais, chamados “luciféricos”, também influencia a evolução terrestre. Em certo sentido, eles se opõem aos planos normais dos “deuses” para a evolução. Os seres luciféricos tentam desviar a humanidade da evolução normal da Terra para o seu próprio cosmo psíquico-espiritual anormal de luz.

Na alma humana, eles inspiram orgulho, egoísmo, desinteresse pelos semelhantes, emocionalismo ardente, subjetividade, fantasia e alucinação. No intelecto humano, eles inspiram generalização, unificação, hipótese e construção de quadros imaginativos além da realidade.

A fala e o pensamento humanos são de origem luciférica; o mesmo acontece com a autoconsciência humana e a capacidade de independência e rebelião contra a ordem mundial dos deuses normais. Além disso, a suscetibilidade à doença se originou da influência luciférica.

Um ser espiritual elevado, em certo sentido o líder do exército luciferico, o próprio “Lúcifer”, encarnou em um corpo humano, na região da China, no Terceiro Milênio aC. Este evento trouxe uma revolução na consciência humana.

Antes disso, os homens não podiam usar os órgãos do intelecto e viviam por uma espécie de instinto. Lúcifer foi o primeiro a compreender pelo intelecto a sabedoria dos mistérios até então revelados pelos deuses à humanidade por outras formas de consciência. Os efeitos dessa encarnação inspiraram a sabedoria da cultura pagã, até a Gnose do início dos séculos dC, e se prolongaram até o início do século XIX. Essa sabedoria não deve ser considerada falsa em si mesma; é boa ou ruim, dependendo de quem a possui e para que fins é usada. Os grandes iniciados pagãos decidiram entrar na influência luciférica e transformá-la no bem da humanidade.

Somente através da influência luciferica a humanidade se elevou acima do status de infantilidade.

(Além da cultura pagã da sabedoria da natureza, estava a cultura hebraica, que [de certo modo] separava o homem da natureza e preparava uma corrente hereditária para fornecer um corpo para a encarnação de Cristo. Na cultura pagã, o homem sentiu-se membro do cosmos estrelado, sem o que agora conhecemos como impulsos morais. Os impulsos morais na alma humana foram preparados pelo hebraísmo e promovidos pelo cristianismo. O cristianismo também é um ponto culminante e cumprimento da sabedoria pagã. Aqui “Cristianismo” significa não tanto uma “religião organizada”, mas os atos e a influência contínua do Ser-Cristo e de seus veículos/anfitriões, não necessariamente confinados a organizações religiosas formais.)

Uma terceira influência espiritual que trabalha na evolução humana e terrena é a Ahrimânica. A intenção de Ahriman e seus veículos é congelar a Terra em completa rigidez, para que não passe para as eras de Júpiter, Vênus e Vulcano, e fazer do Homem um ser inteiramente terrestre – não individualizado, não-livre e divorciado do cosmos dos deuses normais. A tendência ahrimânica essencial é se materializar; cristalizar; escurecer; silenciar; trazer forças vivas e móveis para uma forma fixa – em outras palavras, matar o que está vivo.

Essa tendência em si mesma, dentro de limites adequados, não é má; a morte e o mundo material são necessários para o plano regular dos deuses de desenvolvimento humano e cósmico. A tendência ahrimânica é má apenas quando excede os limites adequados, quando atinge o que deveria estar vivo – e Ahriman tenta exceder os limites adequados.

Novamente, a realidade básica do mundo são seres espirituais e suas ações, mas Ahriman promove a ilusão, a mentira, de que o que importa é a realidade básica, ou que essa seria a única realidade. De fato, os espíritos ahrimânicos, não os “átomos” ou as “partículas últimas”, são a realidade por trás do mundo aparentemente material. Ahriman vive por trás das mentiras; ele é um espírito de inverdades, o “Pai das Mentiras”.

Robert S. Mason

Atenção: Texto publicado em 1997 (2º ano do governo de 8 anos de Fernando Henrique Cardoso) em cima das colocações de Rudolf Steiner, falecido em 1925.

NOTA DE LEONARDO MAIA:

Percebam que este aspecto das Forças Luciféricas é de extrema relevância hoje:

“Na alma humana, eles inspiram orgulho (1), egoísmo, desinteresse pelos semelhantes (2), emocionalismo ardente (3), subjetividade, fantasia e alucinação (4). No intelecto humano, eles inspiram generalização, unificação, hipótese (5) e construção de quadros imaginativos além da realidade (6).”

Esse aspecto pode ser constatado hoje em muitas frentes e indivíduos. O Egoísmo e desinteresse pelos semelhantes (2) justifica qualquer ação contra as pessoas (como quebra de direitos, liberdade de ação e pensamento até mesmo culminando em violência e extermínio). E este emocionalismo ardente (3) gera um ódio ou uma paixão descontrolados (por exemplo: ódio ao comunismo, outras religiões e ideologias e paixão pelo “patriotismo nacionalista”, “conservadorismo” e “fundamentalismo religioso” alimentados por uma subjetividade, fantasia e alucinação (4) (por exemplo: fake news, teorias infundadas e fantasiosas e luta contra um inimigo imaginário – os “contrários aos preceitos de Jesus” ou “os comunistas” ou “contrários aos valores morais e da família” por exemplo), sendo que qualquer questionamento às suas ideologias nos coloca dentro dessas categorias subjetivas por generalização, unificação e hipótese (5) (seu comunista, esquerdista, imoral e etc…). Ou seja, lutam com fervor contra tudo isso dentro de quadros imaginativos fora da realidade (6). Ainda temos o Orgulho (1) que dificulta a sensatez e abertura para diálogo e argumentação, pois tudo tende a gerar a reação emocional ardente (3), seja no “ódio” ou na “paixão” cegas.

Sobre a influência de Ahriman temos:

“Fazer do Homem um ser inteiramente terrestre – não individualizado, não-livre e divorciado do cosmos dos deuses normais. A tendência ahrimânica essencial é se materializar; cristalizar; escurecer; silenciar; trazer forças vivas e móveis para uma forma fixa – em outras palavras, matar o que está vivo.”

O pensamento coletivo imposto por doutrinas fundamentalistas, por uma educação que coíbe o livre pensar, ou por ideologias de imposição ou mesmo militarização enfraquece o EU individual que é o caminho para a Liberdade e a corrente natural de evolução Cósmica do homem, o ser da “Liberdade e do Amor” – a Décima Hierarquia.

Qualquer perseguição imposta ao Livre Pensamento, sob justificativa de “moral, “valores da família” ou mesmo por fundamentalismo religioso e ideológico, enfraquece o Eu e cristaliza as forças vivas. Jogando o ser humano na esfera da matéria e obscurantismo.

CONTINUA PARTE 4 em breve: “Ahriman nos tempos modernos”

Link para a parte 1: ESPÍRITO E ALMA

Link para a parte 2: SERES ESPIRITUAIS E EVOLUÇÃO TERRENA

QUER SABER MAIS SOBRE O ASSUNTO?

DIA 13 DE AGOSTO, PALESTRA ONLINE:

“A pior peste não é que mata os corpos, mas que desnuda as almas, e esse espetáculo costuma ser horroroso.” – Albert Camus

Temas abordados:

– Encarnação planetária atual: Terra – desenvolvimento do EU/ consciência de si mesmo;
– Desenvolvimento gradual do ser humano: biografia, reencarnação e carma;
– O homem primitivo, o homem mediano e o homem evoluído;
– O ego e o caminho para o altruísmo;
– Liberdade, desenvolvimento moral e o Amor Universal;
– A estruturação social;
– Síndrome do pensamento acelerado: excesso de informações, tecnologia e a compressão temporal;
– Mecanização e automatização do pensar;
– Isolamento anímico e as relações sociais superficiais;
– A formação de bolhas nas redes sociais, as fake news e a falsa propaganda;
– As egrégoras de medo e ódio e seus impactos no pensar e sentir humanos;
– Os dogmas morais e o fanatismo cego;
– O fanático X o desonesto intelectual;
– A consciência pontual e o pensar vivo (espiritual);

Palestra em formato de slides com comentários.
Linguagem simples e acessível.
Sem técnicas de convencimento ou doutrinação, buscando apenas coerência na linha de causalidade por reflexão.

“Não há religião superior à verdade.” – Helena Blavatsky

Data: 13 de agosto – quinta feira às 20h
Valor: R$ 60,00
Vagas limitadas!!!

Devido a solicitações das Instituições, quero colocar que minhas opiniões não refletem necessariamente posições da Antroposofia, das instituições antroposóficas e da Sociedade Antroposófica no Brasil ou a Geral.


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