Sobre Fake News e sua influência na consciência individual e coletiva


SOBRE FAKE NEWS E SUA INFLUÊNCIA NA CONSCIÊNCIA INDIVIDUAL E COLETIVA

Leonardo Maia


A passividade mental imposta pela estrutura social contemporânea nos torna vítimas de pensamentos pré- estabelecidos que produzem certos sentimentos induzidos por manipulações e mentiras (fake news) com objetivos específicos. Esta influência tende a atingir pessoas com a vontade mais enfraquecida (EU), que agem como fanáticos pensando e agindo na direção e vetor da egrégora, inconscientemente. Porém, pessoas mais individualizadas, com uma Vontade (EU) mais forte, também podem sucumbir. Neste caso, justificam suas posições com desonestidade intelectual, falsas analogias e simetrias, argumentação conveniente – focal ou genérica (conforme lhes reafirma ou expõe suas incoerências) e mesmo, ataque ao interlocutor.


As emissoras de TV e mídias sociais são grandes formadoras de egrégoras que influenciam fortemente grupos de pessoas a pensar e agir na direção e vetores que as caracterizam.

“Egrégora provém do grego “egrégoroi” e designa a força gerada pelo somatório de energias físicas, emocionais e mentais de duas ou mais pessoas, quando se reúnem com qualquer finalidade. É uma força viva e que atua permanentemente na natureza.

São capazes de se desenvolver, ficarem complexas e de se metamorfosearem. Egrégora é como um filho coletivo, produzido pela interação das diferentes pessoas envolvidas. Se não conhecermos o fenômeno, as egrégoras vão sendo criadas a esmo e os seus criadores e simpatizantes tornam-se logo seus servos, já que são induzidos a pensar e agir sempre na direção dos vetores que caracterizaram a criação dessas entidades gregárias, como um vício.”

A grande questão é que a passividade mental imposta pela estrutura social contemporânea nos torna vítimas de pensamentos pré- estabelecidos que produzem certos sentimentos induzidos por manipulações e mentiras (fake news) com objetivos específicos.

A Vontade (EU) de grande camada da população se tornou tão enfraquecida que não consegue sobrepor tal influência.
Ela pode reverberar sentimentos e impulsos autômatos que eclodem diante da manifestação de tais pensamentos – o gatilho, geralmente, são mais informações pulverizadas nas próprias redes fortalecendo e alicerçando tal influência. Podem se tornar tão intensos que o indivíduo é incapaz de estar em si, ter coerência intelectual ou controle emocional, gerando reações inflamadas sem justificativa ou sensatez.

Esta influência tende a atingir pessoas com a vontade mais enfraquecida (EU), que agem como fanáticos pensando e agindo na direção e vetor da egrégora, inconscientemente. Esse fanatismo pode levá-los à crença cega, que irá defender com unhas e dentes, mesmo diante de quaisquer inconsistências ou inverdades comprovadas. Podendo levá-los a atos de violência, inclusive a tentativa de eliminar aquilo ou aqueles que confrontam suas ideias (que na verdade não são suas).

Porém, pessoas mais individualizadas, com uma Vontade (EU) mais forte, também podem sucumbir. Neste caso, justificam suas posições com desonestidade intelectual, falsas analogias e simetrias, argumentação conveniente – focal ou genérica (conforme lhes reafirma ou expõe suas incoerências) e mesmo, ataque ao interlocutor. Por não estarem completamente inconscientes (como no caso do fanático), esse aspecto revela uma conexão com uma moralidade inferior, pois têm consciência das inconsistências ideológicas que estão abraçando porém estão defendendo o próprio ego e interesses pessoais – diretos ou indiretos, inclusive podendo relativizar o mal.

Por isso as “fake news” não são mentirinhas inocentes nem mesmo liberdade de expressão, pois têm efeitos malignos direto no âmbito da consciência individual e coletiva, inclusive no caminho evolutivo da Humanidade. Tanto o subjugar da consciência individual no fanático, quanto a imoralidade abraçada pelos mais individualizados são correntes que distoam do Impulso da Liberdade e do Amor, o caminho para a Décima Hierarquia.

Leonardo Maia


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