Sorath e a fanatização e terrorização de massas


SORATH E A FANATIZAÇÃO E TERRORIZAÇÃO DE MASSAS

Leonardo Maia


“A marca da convenção republicana foi o medo. Do início ao fim, a determinação era alimentar o medo no eleitorado. Da China, dos imigrantes, do caos, da esquerda radical, do fim do sonho americanos, do socialismo. Sem base na realidade, nos fatos. Era só alimentar o medo.”

Marcelo Lins – Jornalista


O medo propagado pela mídia e, também, praticado pela própria sociedade, gera uma tendência à diminuição das relações humanas, gerando um receio e até antipatia. Isso tem impacto direto nas forças do coração, gerando um enorme volume de pessoas sem empatia para com o outro ser humano, principalmente para com aqueles que não me trazem benefícios diretos ou indiretos. Isto alimenta o ódio e a indiferença numa escala social, podendo acarretar no Impulso de eliminação de ameaças e higienização social.

Percebam a similaridade com a propaganda nazista* que alimentou o ódio aos judeus e minorias na Alemanha e culminou no Holocausto.

*Propaganda nazista é o termo que descreve a poderosa propaganda psicológica na Alemanha nazista, muitas das quais centradas em declarar que os judeus e outras minorias eram a fonte dos problemas econômicos da Alemanha.

“A culpa é da China, do comunismo/socialismo, da esquerda, dos imigrantes, dos negros, dos marginais (no sentido de marginalizados pela sociedade), dos imorais (artistas, LGBT, maconheiros e etc…), por conta deles entramos ou entraremos no caos social e na degradação dos valores conservadores.”

Tudo alimentado pelas “fake news” e pela manipulação retórica persuasiva dos meios de comunicação e, principalmente, nas bolhas das redes sociais, onde um algoritmo me conecta com o meu próprio pensamento (que não é meu na realidade), criando uma rede de apoio ideológico mútuo que fortalece a polarização e gerando ondas gigantescas de sentimentos como indignação, medo, intolerância e ódio alimentados, principalmente, por essa manipulação retórica e mentiras (notícias e eventos falsos).

Mais uma vez, virão questionar, o que isso tem haver com a Antroposofia?

O recurso da fanatização e terrorização de massas é arma de Sorath que se utiliza do fanatismo e alienação luciférica e do medo, ódio, pedantismo e razão seca ahrimânicos contra os Impulsos Solares. Seus impulsos se intensificaram desde 1998 e é preparação para o Advento de Ahriman. E, em relação a tais influências, Steiner disse:

“Revelar os impulsos mais profundos que operam no tempo presente não é uma tarefa agradável, pois há pouca inclinação para entrar em tais assuntos com real fervor. Mas nossa época exige esse zelo onde quer que os assuntos da humanidade estejam em causa.” – Rudolf Steiner (GA 191 – Lúcifer e Ahriman, Dornach, 1st November, 1919)

por Leonardo Maia

FORJANDO A ARMADURA

“Nego-me a me submeter ao medo
que me tira a alegria de minha liberdade,
que não me deixa arriscar nada,
que me toma pequeno e mesquinho,
que me amarra,
que não me deixa ser direto e franco,
que me persegue, que ocupa negativamente minha imaginação,
que sempre pinta visões sombrias.

No entanto, não quero levantar barricadas por medo do medo.
Eu quero viver, e não quero encerrar-me.
Não quero ser amigável por ter medo de ser sincero.
Quero pisar firme porque estou seguro e não para encobrir meu medo.
E, quando me calo, quero fazê-lo por amor
e não por temer as consequências de minhas palavras.

Não quero acreditar em algo só pelo medo de não acreditar.
Não quero filosofar por medo que algo possa atingir-me de perto.
Não quero dobrar-me só porque tenho medo de não ser amável.
Não quero impor algo aos outros pelo medo de que possam impor algo a mim;
por medo de errar, não quero tomar-me inativo.

Não quero fugir de volta para o velho, o inaceitável,
por medo de não me sentir seguro no novo.
Não quero fazer-me de importante
porque tenho medo de que senão poderia ser ignorado.
Por convicção e amor, quero fazer o que faço e
deixar de fazer o que deixo de fazer.
Do medo quero arrancar o domínio e dá-lo ao amor.
E quero crer no reino que existe em mim.”

Rudolf Steiner


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