Citações

O REINO DA INFÂNCIA – Leitura 1


O REINO DA INFÂNCIA – Leitura 1

Rudolf Steiner

Resumo por Leonardo Maia


“O professor deve olhar para a criança com a mais profunda reverência, sabendo que aqui se encontra um ser cuja natureza é divina e o seu espírito desceu à terra. O essencial é que devemos saber disso, que devemos encher nossos corações com esse conhecimento e, a partir desse ponto inicial, empreender nosso trabalho como educadores…”


Esta é a tradução da primeira das sete conferências proferidas por Steiner em 1924 na Inglaterra. Conteúdo essencial para todos os interessados em aprofundar os conhecimentos sobre educação: o mais importante “uma educação da Alma”, a educação do ser humano no cerne, respeitando e acompanhando seus anos mais delicados corretamente.

Nesta conferência ele traz a necessidade de uma reforma educacional, levando em conto o ser humano integral: o conhecimento do homem no corpo, alma e espírito. Steiner comenta sobre o avanço e profundidade alcançado no conhecimento do âmbito físico, do corpo do ser humano, através da Biologia, Fisiologia e Anatomia, mas do diletantismo (percepção desapurado) dos âmbitos do pensar, sentir e querer.

Ele alerta sobre a dificuldade de falar sobre as realidades da alma da mesma forma que se pode falar sobre as realidades do corpo, de modo que, os professores de crianças estão completamente desamparados. Steiner diz que o conhecimento do ser humano deve ser a base do trabalho de um professor e que a Antroposofia pode ajudar os homens a adquirir esse conhecimento do homem.

Steiner critica a educação e modo de vida impraticável que foi implantado na sociedade contemporânea, ele diz:

“A “vida prática” de hoje é absolutamente impraticável em todas as suas formas. Isso só será percebido quando uma quantidade crescente de elementos destrutivos entrarem em nossa civilização e a desintegrarem. Na verdade, a Guerra Mundial surgiu a partir deste pensamento impraticável, mas isso foi apenas uma introdução. O ponto agora em jogo é que as pessoas não devem mais permanecer adormecidas, mais particularmente no domínio do ensino e da educação. Nossa tarefa é introduzir uma educação que cuide de todo o homem, corpo, alma e espírito; e estes três princípios devem ser conhecidos e reconhecidos.”

De fato, nossa educação é fundamentada na necessidade do sistema atual e não na necessidade do homem em si para seu melhor desenvolvimento e evolução. Somos educados para nos tornarmos excelentes engrenagens, mas isso nos custa a harmonia como indivíduo e como sociedade: apesar de todo avanço científico, tecnológico e industrial presenciamos ainda um contexto negativo em relação à humanidade e ao planeta, resultado da atual época extremamente materialista.

Esta primeira conferência traz aspectos como a necessidade de considerar a vida como um todo: A vida como um todo é uma unidade, e devemos não apenas considerar a criança, mas toda a vida; devemos olhar para todo o ser humano, por exemplo: uma pessoa sofrendo de terrível esclerose ou endurecimento arterial pode ser o resultado de ter sobrecarregado a memória da criança quando tinha oito ou nove anos de idade. Devemos saber qual será o resultado, quarenta ou cinquenta anos depois, de nossa administração da criança

Fala também da importância da correta concepção da vida do homem como um todo conectado, percebermos quão diferentes são as distintas idades e que sua alma possa se expandir juntamente com os conceitos apreendidos.

Steiner descreve a adaptação do espírito ao corpo da criança, herdado de seus pais e que é totalmente transformado durante o primeiro setênio (até a troca dos dentes) e da dificuldade que o ambiente físico traz, principalmente pela diferença em relação a sua vida pré-terrena.

Descreve que na vida entre a morte e um novo nascimento, os interesses do homem concentram-se quase inteiramente em sua vida espiritual interna. O indivíduo constrói seu karma de acordo com as experiências de vidas terrenas anteriores e isso se desenvolve de acordo com sua vida interior do espírito. Esse interesse que ele assume está muito longe de qualquer qualidade terrena. O que se experimenta é viver em seu ambiente e consigo mesmo. O mundo inteiro é então nosso ser interior e não há distinções como o mundo exterior e interior. Então, nos primeiros sete anos de vida, uma criança aprende a andar, a falar e a pensar, da mesma forma de antes de descer à terra: criança se funde com o mundo como se fosse ele. Tudo o que a criança desfruta deve viver e ser como se fosse sua própria natureza interna.

Somente depois da troca dos dentes o anseio pelo conhecimento começam a se manifestar: agora você deve perceber o modo como a criança começa a fazer perguntas:

“O que é isso? O que as estrelas veem? Por que as estrelas estão no céu? Por que você tem um nariz torto, vovô?”

Então Steiner traz a necessidade, neste ponto, da educação das crianças ser direcionada artisticamente. O elemento artístico deve estar em tudo. Mas não pelo intelecto e raciocínio puro, mas pela fantasia – que este seria o alimento anímico do ser humano nesta etapa de seu desenvolvimento.

Leitura essencial para todo educador: pais, mães, professores e todos que tem contado com a infância.

Resumo e considerações pessoais por Leonardo Maia

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Última conferência publicada: Anjos, Espíritos dos Povos e Espíritos do Tempo (GA 121 – A Missão da Alma dos Povos, 07/06/1910)

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Titular: Leonardo André Fonseca Maia