Vícios, prazer e materialidade


VÍCIOS, PRAZER E MATERIALIDADE

condensado de textos por Leonardo Maia


Você percebe um sentido real na sua vida ou apenas busca conquistas materiais e espasmos de prazer?


Os vícios estão em todos os lugares, e não se trata só de drogas, mas também da influencia direta do mercado em nossas vidas.

Somos estimulados aos prazeres fortuitos, e nos viciamos porque somos infelizes. O Mercado vende prazeres, satisfações, fés, ele nos estimula a compulsão porque é economicamente mais rentável ter uma massa de pessoas viciadas-consumidoras. Comemos desregradamente, sexualiza-se qualquer coisa, competimos por status, poder, dinheiro. Inflamamos nossa raiva e cedemos as ideologias de ódio, trabalhamos cada vez mais para comprar nosso conforto, acumulamos a matéria para um futuro utópico e no fim, alimentamos ainda mais nossas fraquezas e o Mercado que não está interessado em nosso bem estar e saúde, mas sim em vender.

Disse Steiner:

“Todas as almas materialistas indiferentes à compreensão do mundo espiritual, todas elas são Tântalos*.

Assim, diante de cada instante da sua vida sentem: para que eu fiz isso ou aquilo? Observem que rapidamente vem um desses espíritos destrutivos e arrebatam-no, deixando-os com a sensação: “na verdade eu fiz em vão”. Naturalmente, tudo isso é ilusão, mas as almas sofrem as angústias de Tântalo* porque os espíritos destrutivos fazem-se perto. Uma vez que não souberam adquirir compreensão, não podem reconhecer que toda a nossa vida terrena desde o nascimento até à morte, não teria sentido se não fosse compenetrada pelos Espíritos das Hierarquias Superiores; mas em sua retrospecção, não podem perceber a atuação desses espíritos hierárquicos, e é por isso que tudo lhes parece desprovida de sentido.”

* Tântalo: Na mitologia grega, Tântalo foi um mitológico rei da Frígia. Certa vez, ousando testar a omnisciência dos deuses, roubou os manjares divinos e serviu-lhes a carne do próprio filho Pélope num festim. Como castigo foi lançado ao Tártaro, onde, num vale abundante em vegetação e água, foi sentenciado a não poder saciar sua fome e sede, visto que, ao aproximar-se da água esta escoava e ao erguer-se para colher os frutos das árvores, os ramos moviam-se para longe de seu alcance sob a força do vento. A expressão suplício de Tântalo refere-se ao sofrimento daquele que deseja algo aparentemente próximo, porém, inalcançável, a exemplo do ditado popular “Tão perto e, ainda assim, tão longe”.


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