Arquivo mensais:outubro 2013

Hora de dormir, tempo de acordar

Hora de dormir, tempo de acordar

Eduardo Augusto

HP0001

 Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

Minha filha Clara de quatro anos dorme todos os dias quase à mesma hora. Desde de que ela nasceu, fomos desligando pouco a pouco a televisão. Até hoje, por volta das 21:30, horário que em que ela já está de banho tomado e com a barriguinha cheia, quase não há estímulos áudio-visuais em minha casa. Bem mais cedo a tv já está desligada ou, nem foi ligada na maioria das vezes. Procuramos brincar juntos sempre que possível e ao final do dia, contar histórias para ela. Aconteceu em diversos momentos, à noite, de a deixamos assistindo a algum desenho animado, e o resultado sempre foi uma hiperestimulação, interferindo de maneira considerável no seu sono.

Segundo a Antroposofia, ciência criada pelo filósofo austríaco, Rudolf Steiner, as crianças têm uma capacidade incrível de participar dos ritmos da natureza, por isso, normalmente são mais saudáveis e têm mais vitalidade que os adultos. Atualmente, vivemos em uma época em que se brinca muito menos, sobretudo ao ar livre. É comum, em milhões de lares, as crianças passarem horas na frente de um computador. Quase como um imã, elas são atraídas por uma tela que pisca sem cessar. Na minha percepção e de importantes especialistas, perde-se muito com isso, justamente porque, estamos deixando de dar a elas a oportunidade de serem crianças, de se movimentarem, de utilizarem seu corpo como extensão do próprio mundo. Nesse sentido, as brincadeiras de roda do passado, as contações de histórias eram e são qualitativamente melhores como elementos de formação para uma pedagogia mais ampla e certamente, menos restritiva e repetitiva. Devemos dar às nossas crianças, não somente uma boa alimentação farta em frutas, legumes, sementes, água, ar puro; como também e principalmente, o alimento espiritual da atenção, do cuidado e entender que o mundo para elas é um imenso campo de descobertas e possibilidades. Nessa cultura tão extrovertida desses dias atuais, faremos bem em cultivarmos nas crianças pausas e movimentos, de preferência, longe de computadores e televisores. Hora de dormir é hora de dormir, porque sempre haverá o tempo de acordar!

Dedico esse texto a todos os meus amigos da Antroposofia que tanto têm batalhado para que esta ciência chegue cada vez mais aos currículos escolares, lançando uma nova luz sobre o instigante fenômeno humano em sua formação.

linha

Ajude a Biblioteca a crescer: compartilhe este artigo no Facebook:

Clique na imagem – ajude a Biblioteca

Conheça nossa página do FACEBOOK e acesse vários artigos interessantes:

facebook-wallpaper-21551

As gaiolas das certezas

As gaiolas das certezas

parkeharrison3

 Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

“Somos assim: sonhamos o vôo mas tememos a altura . Para voar é preciso ter coragem para enfrentar o terror do vazio. Porque é só no vazio que o vôo acontece. O vazio é o espaço da liberdade, a ausência de certezas. Mas é isso o que tememos: o não ter certezas. Por isso trocamos o vôo por gaiolas. As gaiolas são o lugar onde onde as certezas moram.”

linha

Ajude a Biblioteca a crescer: compartilhe este artigo no Facebook:

Clique na imagem

Conheça nossa página do FACEBOOK e acesse vários artigos interessantes:

facebook-wallpaper-21551

A Consciência Feminina Moderna

 A Consciência Feminina Moderna

Karin Evelyn de Almeida e Joel Carlos de Almeida

capa klimt

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

“Um nobre exemplo torna fáceis as ações difíceis.” – Goethe

Quando analisamos os últimos 150 anos, podemos com certa facilidade observar, que o contexto da sociedade mudou radicalmente. No começo do século XX acontecem varias transformações importantíssimas em termos da evolução da consciência da humanidade.

Uma das grandes transformações é marcada pelo fim da ética coletiva e o começo da busca da ética individual. Até este momento as grandes autoridades religiosas e culturais orientavam os seres humanos a respeito dos seus valores vividos e também a respeito do papel social que cada ser humano cumpre. A passagem do século XIX para o século XX, marca este salto da consciência.

A 1ª guerra mundial e o desenvolvimento da técnica questionam profundamente toda conduta humana antiga. Primeiro o mundo ocidental ver seus valores humanos e sociais destruídos adiante dos acontecimentos inéditos que a 1ª guerra mundial provoca. Mal conseguindo lidar com este desafio, se abate a 2ª guerra mundial sobre a humanidade e infecta a com um profundo medo nas almas pela vivência da abertura do mal(executado pelas individualidades como Hitler, Stalin e Lenin) que é vivenciada nas almas sem condições de ser entendida.

Entre o começo da 1ª guerra mundial e no fim da 2ª guerra mundial, morrem 70 milhões de pessoas , com uma morte agressiva e na maioria das vezes absolutamente sem sentido. Fatos então nunca vivenciados pela humanidade ocidental depois de 1945 absolutamente desorientada em termos da ética humana e do papel e tarefa social do ser humano em cada encarnação.

Começa a busca dos novos horizontes com a emancipação das mulheres e a introdução das drogas em termos mundiais. Também olhamos para a descoberta do anticoncepcional e com isto a real possibilidade da emancipação sexual da mulher. Imensos horizontes se abrem e nas primeiras décadas parecem o começo da liberdade humana. Mas logo o ser humano descobre que usando estas possibilidades, sem antes ter conquistado a ética individual , se instala com imensa rapidez, em vez de ordem e harmonia o caos social.

Até hoje não foi possível de recuperar os danos sociais a respeito destes fatos. E, é claro, que os fatos aqui mencionados , precisavam maiores explicações que não  são possíveis neste breve artigo. De qualquer maneira todos nós seres humanos encontramo-nos hoje na situação de reconquistar individualmente e conscientemente valores humanos que são capazes de nos oferecer sentido para nossas vidas, como também se torna emergente que ambos os sexos, ou homem ou mulher, reconquistam a consciência de suas tarefas sociais para que esta sociedade humana se reestruture.

Com certeza todos os seres humanos do bem anseiam para esta conquista. E é muito bom que esta busca precisa ser individual e livre, de forma que o ser humano assuma esta tarefa em liberdade e com satisfação pessoal. Acontece que esta busca faz necessário um conhecimento maior do ser humano e do mundo.

A visão unilateral material não se mostrou eficaz suficiente para poder dar sentido da vida para o ser humano. Portanto é necessário ampliar o conhecimento individualmente no sentido anímico e espiritual e desta forma achar no próprio pensar a fonte de força que anima para esta reconstrução na sociedade humana no sentido maior.

Valores como confiança, amizade, fidelidade a propósitos e honestidade se mostram nesta busca com imprescindível. Como também se mostra importante a reconquista da compreensão especifica de uma encarnação feminina ou masculina nas suas possibilidades e tarefas diversas. Sem qualquer dúvida a Antroposofia oferece um conhecimento amplo a respeito da consciência social.

linha

Participe de um encontro sobre a Consciência Feminina:

consciência feminina

Ajude a Biblioteca a crescer: compartilhe este artigo no Facebook:

Clique na imagem

Conheça nossa página do FACEBOOK e acesse vários artigos interessantes:

facebook-wallpaper-21551

Simbologia Oculta – O 7º Trabalho de Hércules: A Captura do Touro de Creta

Simbologia Oculta – Os 12 Trabalhos de Hércules

Sétimo Trabalho: A Captura do Touro de Creta

Governar os Instintos

heracles14

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

O Touro de Creta: governar os instintos

Nesse trabalho, Hércules domou o furioso touro de Creta, ao qual eram
oferecidos jovens em sacrifício. Essa tarefa chama a atenção para o controle
dos instintos, especialmente da sexualidade. Hércules precisava manter o
animal vivo: tinha que domar e governar seu instinto, mas não matá-lo. Em um
mundo com tantos apelos eróticos e sensuais, esse é um desafio para todos, em
especial para os jovens.

Mitologia

No horizonte erguia-se a ilha onde vivia o touro que ele deveria capturar. O touro era guardado por um labirinto que desnorteava os homens mais audazes: o labirinto de Minos, Rei de Creta, guardião do touro.

Cruzando o oceano até à ilha ensolarada, Hércules iniciou a sua tarefa de
procurar o touro e conduzi-lo ao lugar sagrado onde habitam os homens de um só
olho, os Ciclopes.

De um lugar para o outro ele caçava o touro, seguindo a luz que brilhava na
testa do animal. Sozinho ele perseguiu-o, encurralou, capturou e montou, e
assim guiado pela luz, atravessou o oceano rumo à terra dos Ciclopes que eram
três e chamavam-se Brontes, Esterope e Arges.

É importante observar que Minos, Rei de Creta, o dono do touro sagrado, possuía
também o labirinto no qual o Minotauro vivia, e o labirinto tem sido sempre
símbolo da grande ilusão. A palavra “labirinto e o touro é um destacado símbolo
da grande ilusão. Estava separada do continente, e ilusão e confusão são
características do eu-separado, mas não da alma em seu próprio plano, onde as
realidades grupais e as verdades universais constituem o seu reino.

Para Hércules, o touro representava o desejo animal, e os muitos aspectos do
desejo no mundo da forma, a totalidade dos quais constitui a grande ilusão.

O discípulo, tal como Hércules, é uma unidade separada; separada do
continuente, símbolo do grupo, pelo mundo da ilusão e pelo labirinto em que
vive. O touro do desejo tem que ser capturado, domado e perseguido de um ponto
a outra da vida do eu-separado, até ao momento em que o aspirante possa fazer o
que Hércules conseguiu: montar o touro.

Montar um animal significa controlar. O Touro não é sacrificado, ele é montado
e dirigido, sob o domínio do homem.

Simbologia

Este trabalho está associado ao signo de Touro e a Escorpião. A consumação do trabalho é realizada em Touro, e o resultado da influência deste signo, é a glorificação da matéria
e a subsequente iluminação por seu intermédio.

Tudo o que atualmente impede a glória, que é a alma, e o esplendor que emana
de Deus dentro da forma, de brilhar em sua plenitude, é a matéria ou
aspecto-forma. Quando esta tiver sido consagrada, purificada e espiritualizada,
então a glória e a luz poderão realmente brilhar através dela.

Neste trabalho procura-se vencer o desejo, representado pelo dono da ilha, que
tem por alimento a fraqueza daqueles que se perdem, na tentativa de capturar o
Touro ou o corpo e que são comandados pelo ego.

Aqui o trabalho de resgate do submundo (Escorpião), representa as pessoas que
no passado ficaram ligadas ao desejo e que não trabalharam a forma mas sim a
sedução, que não materializaram e se apropriaram das vontades daqueles
igualmente dominados pelo ego e e pelo desejo. Ao trazer este desejo à
consciência e dominá-lo é ter o poder de vencer os vícios e as forças
negativas. pelo desejo. Ao trazer este desejo à consciência e dominá-lo é ter o
poder de vencer os vícios e as forças negativas.

Caminho de Iniciação

Capturar e domar o Touro de Creta foi o próximo Trabalho confiado à Hércules,
protótipo do Homem Solar. O Touro representa os mais profundos impulsos sexuais,
passionais, os quais devem ser contidos ou conduzidos de forma produtiva. Hércules
pôs-se à frente do animal, segurou-o pelos chifres com muito esforço e, após dominá-lo,
montou em seu dorso.

Prender o terrível animal das paixões mais arraigadas da mente humana é uma tarefa
gigantesca. Em contrapartida, o Céu de Júpiter é o Nirvana Superior, a morada dos Elohim, as Dominações do esoterismo cristão.

Na Primeira Montanha, o Iniciado deve eliminar da face visível de sua Lua pscicológica
os elementos ateístas e materialistas. Para isso, desce ao correspondente círculo infernal
atômico jupiteriano, onde Dante encontrou os blasfemos, os que odeiam a Deus, os hereges, os tiranos, os legisladores, os maus governantes, os líderes perversos, os maus servidores e todos aqueles que abusaram do poder.

Na Segunda Montanha, o Iniciado precisa descer oas infernos do planeta Júpiter e se defrontar com o terrível e descomunal Touro de Creta antes de poder subir ao correspondente Mundo Celeste, onde vivem os Elohim ou as Dominações, os Hermafroditas Divinos, o Adam-Kadmon, o Primeiro Júpiter.

Links para os Trabalhos Anteriores:

IMPORTANTE: Compartilhe este artigo no Facebook.

Clique na imagem – ajude a Biblioteca

Conheça nossa página do FACEBOOK e acesse vários artigos interessantes:

facebook-wallpaper-21551

Alfabetizar precocemente: empurrar a criança para o mundo adulto antes da hora

Alfabetizar precocemente: empurrar a criança para o mundo adulto antes da hora

Sueli Pecci Passerini

alfebetização precoce

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

“Crianças só tem uma infância, roube-as dela e elas a terão perdido para sempre”

linha

É possível alfabetizar uma criança com menos de 7, 6 ou até 5 anos de idade? Sim, é possível alfabetizar muito cedo uma criança. Mas será uma alfabetização significativa? Que comprometimentos podem advir do que entendemos como aceleração da alfabetização? Qual é o ganho efetivo para a criança?

Ouço muitas vezes no consultório os pais preocupados com o futuro caminho profissional definido pelo vestibular de seu filho ou filha de apenas 3, 4, 5 anos. Quando pergunto aos pais o que eles entendem do brincar de sua criança, geralmente respondem que é apenas um passatempo, exceto pelos jogos de raciocínio. Eles consideram importante preparar a sua criança para a vida, para a competição do mundo, para uma profissão que lhe dê “felicidade” – palavra quase sempre atrelada a “dinheiro”.

No entanto, se olhamos a criança quando ela está brincando, fantasiando, subindo em árvores ou correndo com outras crianças, verificamos um universo muito particular no qual ela desenvolve capacidades e uma confiança que, muitas vezes, não encontramos no universo dos adultos bem sucedidos.

É por esse motivo que nas escolas Waldorf nós defendemos que até pelo menos os 6 ou 7 anos a criança simplesmente… brinque. O tempo que alguns julgam que ela “perde” por não ser rapidamente alfabetizada, ela na verdade ganha, acumulando forças internas para poder enfrentar o mundo que às vezes tanto preocupa os adultos.

Há quase 100 anos da fundação da primeira escola Waldorf na Alemanha, baseada em uma concepção de mundo denominada de Antroposofia, elaborada por Rudolf Steiner, confiamos cada vez mais nos resultados dessa prática, hoje disseminada em mais de 3 mil instituições em todo o mundo (com cerca de 25 escolas no Brasil, e dezenas de jardins de infância) orientando educadores quanto a essa questão.

A antropologia antroposófica reconhece a importância do desenvolvimento físico, anímico e espiritual do ser humano em formação. Os sete primeiros anos da criança, por exemplo, representam uma fase de grande dispêndio de energia para preparar toda uma condição física. Isso se evidencia em um desenvolvimento neurológico e sensorial que tem sua expressão no domínio corporal, na linguagem oral, na fantasia, na inteligência.

Contudo, é na atividade do brincar que essas capacidades são desenvolvidas com alegria e seriedade, com atenção e responsabilidade, com segurança e confiança em um mundo bom, que não exige da criança além de suas possibilidades, ou seja, uma entrada precoce no mundo adulto. E alfabetizar precocemente significa empurrar a criança para o mundo adulto (para o qual ela não está preparada, portanto) antes da hora, um gasto de energia que poderá fazer falta na vida futura dela.

Em minha experiência docente, assim como psicopedagógica, sempre constato que, para uma criança pequena, o código alfabético é estéril, sem cor, sem beleza, pois é abstrato e desconhecido. Mesmo depois de alfabetizada, é o desenho que representa tão significativamente as suas vivências. Podemos verificar tal condição quando estudamos a escrita gráfica de nossos antepassados longínquos e a forma de comunicação de nossas crianças, o desenho. A escrita do povo egípcio, os hieróglifos, é a representação objetiva da realidade, ou seja, a re(a)presentação do mundo sensório pelo desenho. Mas quando em 3.000 a.C. surgiu a escrita fonética dos fenícios, ocorreu um distanciamento dessa forma de expressão, porque as letras não tem mais relação direta com os elementos do mundo circundante.

O desenho da criança é a forma de comunicação natural, semelhante aos antigos egípcios, que revela seu universo infantil com o código que lhe é caro e próprio. Quando a sua criança lhe mostra um desenho que tenha feito, ela está lhe contando como vê o mundo, como se sente, se está alegre ou triste. Não é só a escrita que é capaz disso. Nas escolas Waldorf a alfabetização pelo código fonético inicia-se pelo desenho, de forma lenta e gradual, a partir dos 6 1/2 ou 7 anos, mas o desenho e a pintura correm em paralelo por toda a escolaridade, como uma forma de comunicação tão importante quanto nossa linguagem escrita.

A pedagogia Waldorf pressupõe que o professor, realizador dessa pedagogia, conheça o ser humano em seu desenvolvimento geral, respeite o contexto sociocultural em que o aluno está inserido e sua individualidade, saiba organizar seu ensino privilegiando a brincadeira, o canto, a dança, para que a alfabetização (e qualquer outro conteúdo de ensino) tenha significado e seja efetiva.

O brincar da criança, seu desenho, sua imaginação e sua criatividade, fazem parte de seu aprendizado sobre o mundo e sobre si mesma. O brincar representa o princípio lúdico que embasa as atividades dinâmicas e artísticas e pode orientar toda a prática docente, mas que também dá significado ao ensino-aprendizado, pois pode expressar o motivo, assim como, o vínculo afetivo com o professor e com o conteúdo.

Termino com uma frase do filósofo Friedrich Schiller:

“O homem só brinca ou joga enquanto é homem no pleno sentido da palavra, e só é homem enquanto brinca ou joga”.

linha

Ajude a Biblioteca a crescer: compartilhe este artigo no Facebook:

Clique na imagem

linha

Conheça nossa página do FACEBOOK e acesse vários artigos interessantes:

facebook-wallpaper-21551

A Pedagogia Clínica Biográfica

 A Pedagogia Clínica Biográfica

 Josef David Yaari

Biografia Yaari

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

“Sim, é isso que devo fazer, é isso que eu sou!”

Ocorre a urgência!
O mundo, as empresas, iniciativas e muitos empreendimentos precisam de gente.
Há uma demanda de uma nova “escolagem”, no sentido de uma Renovação das “Escolas de Mistérios”, aquelas escolas existentes nas grandes culturas tradicionais que, antigamente, preparavam seus líderes e governadores. Atualmente essa “escolagem” exige ser eficaz, com a mesma profundidade destas escolas antigas, para a emancipação contemporânea do ser criativo em cada pessoa que seja, então, capaz de compreender e superar as questões afetivas e de contínuo desenvolvimento pessoal, junto com a realização sócio econômica e financeira, como participante ativo da expressão cultural/espiritual da comunidade.

O Mundo precisa seu “Princípio Ativo”! De sua forma única de ser.

Existe a necessidade de estabelecer essa nova iniciativa, essa nova “escolagem” para a conquista de nossa vocação. De ser firme, com os “pés no chão” a partir do “Si Mesmo” de cada um e não de algum personagem que serve ao estereótipo das “conservas culturais”!

O que é vocação?

Neste caso é o chamado para participar realmente da contínua criação de novos universos como realização prática de uma profunda mudança na vida pessoal, afetiva, profissional e social, por uma permanente inserção criativa na vida econômico/financeira, jurídica/política e cultural/espiritual.
Porque estamos aqui para ser mais!
No entanto, os “vendedores de crenças” perceberam que uma “explicação” simplória agrada muito mais à grande maioria e por isso, dá muito poder. Assim, indo ao encontro dos medrosos, preguiçosos ou omissos, vendem ideologias e doutrinas que propõem a felicidade desde que as pessoas se mantenham devidamente “comportadas” e consumidoras fiéis do mercado instituído por estes poderosos.
Porque mesmo no maior sufoco, sentimos, no âmago de nosso mais profundo querer, o “princípio ativo”, o “Si Mesmo” que participa da co-criação das coisas e do mundo. E este “princípio ativo” sempre quer, sempre busca…
Porque uma das coisas mais difíceis é eu, meu ser inteiro, poder incorporar-se plenamente neste mundo!

A proposta da Pedagogia Clínica Biográfica é colaborar justamente para que ocorra esta libertação ou emancipação ontológica. É isso: a emancipação de todo o meu ser, no mundo, sobre o chão, o que só acontece quanto o que estou chamando de “princípio ativo” emerge, vem à tona em sua plena expressão.

A Pedagogia Clínica Biográfica é uma proposta pedagógico-terapêutica, fundamentada na Antroposofia, que une as práticas clínicas da psicologia, do psicodrama, psicanálise e das diversas atividades de educação continuada e terapias complementares num ato único que propõe:

• Firmar a harmonia entre a convivência social expressa na horizontalidade (ou seja, numa relação de igualdade e fraternidade entre as pessoas).
• A contínua ascensão para o crescimento pleno, a verticalidade (ou seja, o permanente auto-desenvolvimento).
• O acompanhamento e “escolagem”, personalizados, como realização da liberdade pela prática da mais plena possível inserção criativa na vida econômico-financeira, jurídica e cultural/espiritual.
• Encontrar a trilha única para cada pessoa em sua atuação;
• Superar as questões referentes à vida afetiva, casamento, educação dos filhos, futuro familiar;
• Solucionar os motivos das angústias, depressão, solidão, tristezas…
• O encontro entre as pessoas como exercício de interatividade criativa.

Austeridade não assumida se transforma em Tristeza.
A maioria de nós segue um caminho que vai da infância com toda sua amplitude e infinitas possibilidades, para mais tarde, no processo de concretização de nossa vida, focalizar alguns aspectos e, daí fazer as escolhas de alguns tipos, máscaras ou personalidades. Mas raramente essas escolhas são expressão daquilo que queremos de verdade.
Por que isso acontece?

Tornamo-nos brincalhões ou realizadores de grandes empreendimentos que, no entanto, na maioria dos casos, multiplicam nossas mazelas e imaturidade.
E depois dos 40 ou 50 anos de idade somos acometidos de uma indisfarçável tristeza que vai sendo “maquiada” com as muitas formas de fuga apresentadas pela nossa sociedade: busca desenfreada de imagens “sensacionais” com a ajuda da televisão e computadores, jogos, drogas, sexo descompromissado, viagens, cursos que não mudam nada em nós, etc. etc.

E vamos percebendo que todas essas escolhas são feitas para que não entremos em contato com nós mesmos, fugindo de nossos sentimentos. Realizamos acomodações que achamos serem as melhores possíveis, mas… Há momentos na vida em que nos deparamos com uma revelação que nos leva a um total sentimento de urgência e dizemos a nós mesmos:
Sim, é isso que devo fazer, é isso que eu sou! Pois… a austeridade assumida leva ao Ser (de verdade), um acontecer como fato que produz experiências extraordinárias. São, na verdade metaformas, ou seja, formas que vão além do senso comum, porque os segredos só se revelam quando nos liberamos das ideologias, crenças ou doutrinas realizando-nos como artistas que moldam novos nomes, novas formas e novos universos!

Mas, então, que passos, somos chamados a dar para chegarmos a isso?
Porque manter a consciência mediana em nome da estabilidade e da adequação?
O que significa ou o que estabelece a real credibilidade?
O casamento e a família, como hoje elaboramos, fazem sentido?
Qual é o formato, a decisão que é esperada de cada um de nós?
É maduro manter um “status quo” de um casamento, de uma família ou de uma atividade profissional, como aparentemente sólidos e estáveis?
É maduro eleger produtos ou possibilidades, formatos sociais ou instituições, elaborados para a “satisfação” imediata de nossas carências?
Para que acomodar-se numa vida incômoda?
Qual é o caminho que preserva a contínua emergência e atuação de nossa plena potência?

Este trabalho visa responder a estes desafios e trabalhar exatamente para que ocorra essa “emergência da plena potência” e sua manutenção em nível da excelência.

Conceituando

Pedagogia é a ciência que estuda o processo de ensino e aprendizagem compreendendo-se este processo como sendo o acompanhamento mútuo do docente junto ao discente. Na origem (Grécia) o pedagogo era o escravo que acompanhava o menino nos exercícios e lições além de levá-lo e buscá-lo na academia. O papel do pedagogo é estimular, provocar a curiosidade e a busca da maior percepção e ampliação da consciência. Nesta atividade este pedagogo também apreende e, então, com esta dinâmica, docentes e discentes compartilham um caminho de auto desenvolvimento, conhecimento e ações que se esperam criativas e inovadoras. É importante salientar que a Pedagogia é uma ciência que não deve ser confundida com a Ciência da Comunicação (Jornalismo, Rádio, TV, etc.), porque a comunicação é apenas uma das ferramentas do ato pedagógico. E outro aspecto é que o termo “pedagogia” se refere à educação de crianças até o final da adolescência. Mas hoje este substantivo se tornou sinônimo de educação em seu sentido geral, abrangendo todas as idades.

Clínica tem o significado de uma dedicação mais concentrada, voltada à cada pessoa que se disponibiliza a ser cuidada. Na origem (Grécia), “klinè” é estar deitado, em repouso, entendendo-se que a pessoa está aberta à ação do outro.
A Clínica Médica, a Psicologia Clínica e mais recentemente a Filosofia Clínica são respostas à demanda deste que se coloca disponível à ação do outro. A visão baseada numa patogenia, no sofrimento e na doença é um lamentável desvio cultural. Na origem todas estas atividades estavam voltadas para uma ação “Higiênica”, buscando a salutogenia no sentido de cada pessoa depurar o “melhor” de si, seu “Princípio Ativo”. Nesse sentido falar em Clínica é falar de atuação saudável, concentrada para fazer emergir o melhor de cada ser.
Outro aspecto importantíssimo é compreender que a ação filosófica ou psicológica é de reflexão, meditação e busca de compreensão que, sem desqualificar a ação de psicólogos ou outros terapeutas, resulta invariavelmente numa atuação pedagógica clínica de caráter terapêutico. Estou, com essa consideração, clareando o modo de atuação. O aconselhamento, a escuta terapêutica ou as outras atuações normalmente consideradas “psicológicas” já são práticas de caráter pedagógico terapêutico. Além disso, há a importantíssima contribuição clínica dos fisioterapeutas, osteopatas, quiropráticos, massagistas e enfermeiros que tem conhecimentos e técnicas específicas de grande valor para liberar os caminhos do ser humano. Há então na Pedagogia Clínica Biográfica o espaço para o “setting” pedagógico e para o “setting” terapêutico!

Biográfica é a referência à descrição de um percurso global de uma vida – uma biografia – no sentido de relato o mais detalhado possível dos fatos que compõem uma história de vida. No entanto, como já dito, sabemos que toda história tem possibilidades de ser descrita de infinitas maneiras diferentes e, então, é preciso todo o cuidado para que a imagem de uma vida seja elaborada depois de várias formas de descrição pelo uso das mais diversas linguagens (falada, escrita, pintura, desenho, modelagem, teatralização, música, dança, etc.) além de muitos relatos do próprio biografado e de outras pessoas.

As quatro colunas mestras da Pedagogia Clínica Biográfica
(com seus desdobramentos e temas transversais)

Por uma constante pesquisa feita por nós (Elaborando uma “Meta-Epistème”, com base na Poética e no Goetheanismo), delineamos as seguintes colunas mestras, para nossas atividades:

1. O ritmo dinâmico entre setênios e nonênios:
Apreender com a própria biografia as leis inerentes às fases da vida

2. Os Campos Emocionais (Constelações Familiares e Profissionais) nos quais se desenrolam as biografias:
Compreender as forças que atuam, em geral de maneira inconsciente, na “constelação” em que vivemos e que determinam nossa forma de ganhar dinheiro, nossos comportamentos, relacionamentos afetivos e profissionais

3. Os “núcleos parasitas” nos níveis físico, psicológico e espiritual:
Identificar estruturas resistentes que estão nas fibras musculares e na psique, liberando-nos de comportamentos que sempre se repetem e chegam a constituir “Identidades Automáticas”

4. A Superação:
Atendendo as atuais exigências do rigor acadêmico, são exercitados processos das antigas “Escolas Iniciáticas” que levam à vivência de um “estado extraordinário” que é a excelência no fazer e no conviver consigo mesmo e com a comunidade

linha

“É chegado o tempo em que tudo que reunimos de conhecimento e experiências não é suficiente para irmos adiante sem o próprio desenvolvimento.
Cada pessoa é chamada a se perfazer continuamente.
Este é o fundamento dos guerreiros!
Todos objetivos podem ser atingidos a partir desta base.”

linha

Participe de um Trabalho fundamentado na Pedagogia Clínica Biográfica , em São Paulo, oportunidade com valores sociais:

Flyer_encontros_na_sede_de_São_Paulo

Temas e Atividades:

  • Biografia e Alquimia do Encontro – Introdução global
  • Imagem Global do ser humano e sua evolução
  • Panorama Biográfico: vindo do passado, firmando o presente e visando o futuro
  • O Momento Atual, a Agenda do Eu e a Agenda Oculta, os “Núcleos Parasitas”
  • Abertura dos Campos Emocionais (Constelações) e Retrospectiva Fotográfica
  • Elaboração e Apresentação de uma Proposta de Vida

Local: Instituto Veredas Prolíbera
Endereço: Rua da Fraternidade 130, Santo Amaro – São Paulo/SP
Inscrições: paulacolen@prolibera.com.br / josef@prolibera.com.br
Telefones: (11) 9 5990-2671 / (11) 9 8309-1183

Ajude a Biblioteca a crescer: compartilhe este artigo no Facebook:

Clique na imagem

Conheça nossa página do FACEBOOK e acesse vários artigos interessantes:

facebook-wallpaper-21551

Apostila do Módulo de Temperamentos e Qualidades Planetárias

Lançamento de apostila para download gratuito:

Temperamentos e Qualidades Planetárias – Curso Líder de Si

Desenvolvida por Milene Mizuta

Clique na imagem e acesse – ou cadastre-se aqui!!!

Após cadastrar-se, seguir para textos / livros no menu principal e clicar na apostila desejada

capa Temperamentos

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

Conteúdos:

Temperamentos

  • Melancólico
  • Fleumático
  • Sanguíneo
  • Colérico

Tipos Anímicos

  • Tipo Lunar ou Sonhador
  • Tipo Saturno ou Autoconsciente
  • Tipo Mercurial ou Inovador/Flexível
  • Tipo Jupiteriano ou Dominante
  • Tipo Venusiano ou Estético
  • Tipo Marte ou Agressivo
  • Tipo Solar ou Radiante

Participe de uma turma do curso Líder de Si:

Próximas Turmas:

Vinhedo/SP - início fev/2014
Curitiba - início fev/2014
Florianópolis - data à definir

Informações: contato@liderdesi.com.br

IMPORTANTE: Compartilhe este artigo no Facebook.

Clique na imagem – ajude a Biblioteca

Conheça nossa página do FACEBOOK e acesse vários artigos interessantes:

facebook-wallpaper-21551

Simbologia Oculta – O 6º Trabalho de Hércules: Morte das Aves do Lago Estínfale

Simbologia Oculta – Os 12 Trabalhos de Hércules

Sexto Trabalho: Morte das Aves do Lago Estínfale

Recuperar a Lucidez – reconhecer e usar a intuição

aves hércules

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

Os Pássaros do lago Estínfalo: Recuperar a lucidez

Para derrotar aves antropófagas que tinham penas de bronze e as lançavam como
flechas, Hércules atordoou-as com o som ensurdecedor de um címbalo. O teste de
Hércules é igual ao de qualquer um de nós: conseguir reconhecer e usar a
intuição. Os pássaros simbolizam a falta de lucidez e o som é nossa voz
interior. O trabalho em excesso, a pressa e o estresse são pássaros que nos
atordoam. O antídoto para essa situação é nos aquietarmos para ouvir o que
verdadeiramente queremos fazer.

Mitologia

Era tempo de mudar o seu caminho. Desta vez Hércules teria que procurar no pântano de Estínfalo, lugar de habitação dos pássaros destruidores e descobrir a forma de os espantar desta sua morada.

O mestre disse-lhe “A chama que brilha além da mente revela a direção certa”. Após longa procura, conseguiu encontrar o fétido pantanal e os barulhentos ameaçadores pássaros.
Cada pássaro tinha um bico de ferro, afiado como uma espada. As penas pareciam dardos de aço que ao caírem poderiam cortar ao meio a cabeça de quem por ali passasse. As suas garras eram igualmente ferozes.

Ao verem-no três pássaros se lhe dirigiram ao que ele ripostou com a sua clava, fazendo cair no chão duas penas. Parado à beira do pântano pensava em como livrar-se dos terríveis pássaros. Pensou em setas, em armadilhas no pântano e lembrou-se então do conselho que recebera “A chama que brilha além da mente revela a direção certa” e refletindo longamente lembrou-se de dois pratos de bronze que possuía e que emitiam um som estridente, não terreno; um som áspero e penetrante capaz de acordar os mortos. Até para si próprio o som se torna intolerável.

Aguardando pela noite, em que os pássaros estariam todos pousados, tocou os pratos aguda e repetidamente. Assustados e perturbados por ruído tão monstruoso, os pássaros levantaram voo guinchando e, fugindo para nunca mais voltar.

Simbologia

Este trabalho está associado a Sagitário e Gêmeos. O ruído dos pássaros é associado ao excesso de comunicação e expressão do signo de gêmeos, e que os pássaros utilizam para devastar a região. Em Sagitário, o arqueiro, bem como em Escorpião, Hércules assumiu e completou o trabalho iniciado em Áries. Em Áries, ele lidava com o pensamento, enquanto em Sagitário, ele já demonstra completo controle do pensamento e da palavra. No momento em que nos libertamos da ilusão, entramos em Sagitário e vemos o objetivo. Nós nunca o víramos antes, porque o-entre-nós-e-o-objetivo, encontram-se sempre os pensamentos-forma que nos impedem de vê-lo, ou seja, não conseguimos ver as nossas metas.

Sagitário é o signo preparatório para Capricórnio, e por vezes chamado de “o signo do silêncio”, porque esta é a lição de Sagitário: restrição da fala através do controle do pensamento porque depois de abandonar o uso das formas comuns da fala, tais como falar da vida alheia, então será preciso aprender a silenciar sobre a vida da alma. O reto uso do pensamento, o calar-se e a consequente inofensividade do plano físico, resultam na libertação; pois nós somos conservados na unidade humana não por alguma força externa que nos mantenha ali, mas pelo que nós mesmos temos dito e feito. No momento em que não mantivermos mais relações erradas com as pessoas pelas coisas que dissermos quando deveríamos ter ficado calados, no momento em que paramos de pensar sobre as pessoas, coisas que não deveríamos pensar, pouco a pouco aqueles laços que nos prendem à existência planetária são rompidos, ficamos livres e escalamos a Montanha como o bode em Capricórnio. Em Sagitário, o primeiro dos grandes signos universais, vemos a verdade como o todo quando usamos as flechas do pensamento correto. Todas as várias verdades formam uma verdade; é disso que nos damos conta em Sagitário.

Caminho de Iniciação

Esta Esfera Celeste corresponde ao Mundo de Atman, o Mundo do Espírito Puro, a morada das Virtudes, Hércules foi a caça e à morte das aves que viviam no Lago de Estínfale. Essas aves possuíam poderosos bicos de aço e penas de bronze e se alimentavam dos frutos da terra. Eram tão numerosas que ao voarem juntas, encobriam o Sol.

Este Trabalho está relacionado ao Senhor da Magia Prática. Essas aves são as mesmas harpias mencionadas por Virgílio. De um modo geral, as harpias são bruxas, “jinas negros”.

Na Primeira Montanha, o Iniciado precisa descer à Esfera de Marte, onde imperam os eus da violência, do ódio, da guerra, da luta, das armas, das brigas, das iras, vinganças, rancores e etc… Nessas esferas, os brigam entre si, um querendo matar o outro e uns odiando os outros.

Na Segunda Montanha é preciso descer aos Infernos do planeta Marte para ali aniquilar os elementos psicológicos relacionados à magia negra, à feitiçaria, à bruxaria. Ainda que muitos atualmente não se lembrem de nada, ainda que muitos não dêem a menor importância aos assuntos de magia e bruxaria, ainda que muitos se julguem “santos e piedosos”, dentro de si levam muitos átomos negros ligados à bruxaria e às artes tenebrosas.

Livrar-se dessa carga é preciso quando se quer subir ao Céu de Marte, a morada de Atman, o Mundo das Virtudes, um mundo que está além da mente e dos afetos. No Mundo de Atman, a percepção das coisas é total, perfeita, íntegra e objetiva, porque ali reinam as matemáticas e os conceitos exatos.

Links para os Trabalhos Anteriores:

IMPORTANTE: Compartilhe este artigo no Facebook.

Clique na imagem – ajude a Biblioteca

Conheça nossa página do FACEBOOK e acesse vários artigos interessantes:

facebook-wallpaper-21551

Mais laço menos nó – Líder de Si

Mais laço menos nó – Líder de Si

Milene Mizuta

ABRAAR1

Coloque a hashtag #maislaçomenosnó em suas postagens no facebook e no instagram até o dia 30 de outubro.
Os atuais participantes do Curso Líder de Si vão escolher a melhor postagem que poderá participar de um módulo do Curso Líder de Si gratuitamente na cidade que escolher.

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

Olhe para o laço do seu cadarço
Quando foi a última vez que você se perguntou:
Como eu aprendi a dar esse laço?
Quando foi que te ensinaram a dar laço dessa forma?
Já tentou fazer diferente?
Sem perceber esse laço virou nó…
Virou nó porque você nunca se perguntou se existe outa forma de fazer essa mesma coisa.
Transformamos diariamente laços em nós.
Laços são seguros e podem ser soltos a qualquer momento.
Nós nos aprisionam e só com muito esforço conseguimos soltá-los.
Quando foi que você transformou o laço do ter uma companhia em nó do ser feliz para sempre?
Quando foi que você transformou o laço do compromisso do fazer o melhor que pode no nó de ser o melhor?
Quando foi que você transformou o laço do construir algo diariamente no nó do trabalho por dinheiro?
Quando foi que você transformou o laço do ser no nó do ter?
Quando foi que você transformou o laço do compromisso no nó da gravata?
Quando foi que seus laços de vínculos viraram nós que você não consegue se soltar?
Quando foi que sua vida se aprisionou aos nós das metas, do “pra ontem”, do trabalho é mais importante e soltou todos os laços como ver os filhos crescer, caminhar no final de tarde, do tempo ao lado de quem se ama?
Quando foi que você soltou o laço que você tinha com você?
Nós e construir laços exigem coragem.
Porque laços se soltam a todo momento, laços exigem atenção para que sejam amarrados novemente, sempre, sempre…
Nós não precisam ser reconstruídos, mas muitas vezes, para nos livrarmos dele, precisamos cortá-lo, nunca mais são recuperados.
Pessoas precisam de vínculo e não convenções.
O mundo precisa de compreensão e não julgamento.
O mundo precisa de laços e não de nós.
O mundo precisa de gente que enfrenta seus nós e transforma-os em laços.
Ser livre e estar preso é como o laço, existem dois lados da fita para serem puxados, qualquer um pode fazer a qualquer momento.
A confiança é na fita, que continua ali e que sempre dará lugares para mais laços, novos e diferentes.
Distantes daqueles inclusive que você aprendeu.
Liberte-se como diz Quintana:
Quando virou nó, deixou de ser laço.

Campanha: Lider de Si – #maislaçomenosnó

Lembre-se, para ajudar o desenvolvimento do trabalho, compartilhe as postagens no Facebook:

Clique na imagem – ajude a Biblioteca

Conheça nossa página do FACEBOOK e acesse vários artigos interessantes:

facebook-wallpaper-21551

Atuação com leveza e presença de Espírito – Vivenciar com plenitude o momento presente

Atuação com leveza e presença de Espírito

Vivenciar com plenitude o momento presente

borboletas

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

“Algumas pessoas são tão leves e doces, que sua presença nos faz sentir como se borboletas abrissem um caminho na sua chegada”

Rose Ponce

Vivemos hoje um momento do atual contexto social onde o estresse, a correria e a cobrança são muito comuns na vida da maioria das pessoas. Muitas pessoas estão constantemente preocupadas (pré ocupadas) com o que passou e com o que virá…
Esta preocupação não permite que nós estejamos íntegros no momento presente, com Presença de Espírito.

Esta Presença de Espírito que nos permite a expressão individual e a real percepção do que esta acontecendo, do que a vida está nos ensinando…

Não estamos aqui à passeio, apesar de muitas vezes estarmos perdidos, sem saber o que realmente estamos buscando – puro reflexo da nossa falta de Presença de Espírito. Passamos a buscar a satisfação em prazeres momentâneos e imediatos, pequenos vícios (ou grandes), satisfação dos instintos básicos – gula ou prazer sexual por exemplo, aquisição de bens materiais e até mesmo subjugando pessoas para nos sentirmos mais “importantes” ou “superiores”…

Sem a Presença de Espírito, não conseguimos “vivenciar com plenitude o momento presente”, para assim atingirmos um estado de apreciação. Este estado de apreciação, possui uma inteligência sutil e superior, que alimenta nossa alma e eleva nosso Espírito, fazendo-nos absorver a essência do que estamos vivenciando. Ele não requer esforço físico, mas abertura e disponibilidade.

Como viver com leveza, se estamos cheios por dentro?
Cheios de problemas, cheios de angústias, mágoas, insatisfações, expectativas e necessidades – talvez seja por isso que nós gostamos tanto de falar e temos dificuldade em ouvir, parece que estamos tão cheios de questões que precisamos nos esvaziar… ou implodimos - esta implosão pode se manifestar como uma depressão ou até mesmo um câncer). Nossa mente passa a estar ocupada 24 horas e além do peso que a vida passa a nos trazer, não sobra espaço para nós mesmos, muito menos para o novo.

Parece que uma força coloca nossa sociedade neste contexto atual, talvez para tomarmos consciência de algum processo específico para continuarmos em nossa longa jornada de autodesenvolvimento…

IMPORTANTE: Compartilhe este artigo no Facebook.

Clique na imagem – ajude a Biblioteca

Conheça nossa página do FACEBOOK e acesse vários artigos interessantes:

facebook-wallpaper-21551

Do que vale olhar sem ver?

Paisagismo Biodinâmico

Manfred Osterroht

paisagismo 1

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

“Do que vale olhar sem ver?” – Goethe

Paisagismo Biodinâmico, o que será?

Quando comecei a projetar e revitalizar jardins (e áreas maiores também), logo percebi o quanto minhas vivências na agricultura biodinâmica ajudavam a encontrar soluções de longo prazo, sustentáveis e ao mesmo tempo estéticas. Então percebi que por trás de minhas decisões estava o diagnóstico. Me dei conta que eu o fazia aos poucos, sem pressa de mostrar ao cliente que já tinha encontrado uma solução, era uma elaboração segundo o Goetheanismo.

Queria ser fiel ao principio de fazer jardins para o gosto e as preferências do cliente e não para mim. Não demorou e passei a dar valor redobrado à primeira fase, ao diagnóstico dos usuários e do local.

E logo o método dos quatro passos se mostrou o mais eficiente:

  1. Colher os fatos e descrevê-los na riqueza de suas nuances.
  2. Unir os fatos e encontrar os processos aos quais pertencem.
  3. Relevar os processos até compreender quais são os mais essenciais.
  4. Escolher o arquétipo dentre os processos relevados, como se fosse um símbolo.

Só agora, partindo dos arquétipos encontrados, é possível projetar o jardim com mínimas chances de vir ao encontro do que o cliente pensa, deseja e quer. Subitamente estamos diante do homem trimembrado. O que o cliente nos diz, é apenas 1/3 de sua demanda. Temos que nos dedicar a ele o suficiente para percebermos suas preferências, aquilo que é expresso pelo sentimento. E ganhar sua confiança para que relate suas utopias, seu projeto maior.

Então, finalmente, podemos nos dedicar à base física onde será implantado o jardim. O relevo, a declividade, o caminho das águas pluviais, o clima, as rochas, tudo junto compõem uma primeira imagem. Em seguida olhamos atentamente para aquilo que as plantas expressam em toda redondeza. Deste ponto de vista, toda planta é indicadora, revela em porte, vigor, cores e brilho como consegue lidar com todo ambiente ao longo do ano. Juntos, relevo, solo e plantas estão sempre indicando de que forma um jardim consegue ser mais ecológico e verdadeiramente adequado (sustentável).

Agora é só unir o diagnóstico do usuário com as demandas ambientais e dar asas à criatividade. Bom, resta saber como alçar isto que chamamos de criatividade. Eis a outra metade de um bom projeto…

Participe de um curso de Paisagismo Biodinâmico, em São Paulo:

paisagismo 3

IMPORTANTE: Compartilhe este artigo no Facebook.

Clique na imagem – ajude a Biblioteca

Conheça nossa página do FACEBOOK e acesse vários artigos interessantes:

facebook-wallpaper-21551

Simbologia Oculta – O 5º Trabalho de Hércules: A Limpeza dos Estábulos de Áugias

Simbologia Oculta – Os 12 Trabalhos de Hércules

Quinto Trabalho: A Limpeza dos Estábulos de Áugias

Purificação dos Sentimentos

Hercules_limpia los establos de Augias_

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

Os Estábulos de Áugias: O serviço de limpeza e purificação

Hércules se ofereceu para limpar em um só dia os currais imundos de um rei que
possuía um rebanho numeroso – Augias, filho de Poseidom. Eles continham três mil bois e que há trinta anos não eram limpos. Estavam tão fedorentos que exalavam um gás mortal. Desviando dois rios para os estábulos, Hércules  cumpriu a promessa, que parecia impossível. Nossa sujeira acumulada é composta por raiva, angústia e emoções negativas. “Para fazer uma limpeza interior, devemos observar diariamente e com honestidade a qualidade de nossas reações e emoções”

Mitologia

O Mestre chamou Hércules e disse: “Por muito tempo perseguiste a luz que tremeluzia, primeiro de maneira incerta, depois aumentando até tornar-se um firme farol, e agora brilha para ti como um sol brilhante. Agora volta tuas costas para o brilho, inverte os teus passos; volta para aqueles para quem a luz é apenas um ponto de transição e ajuda-os a fazê-la crescer. Dirige teus passos para Augias, cujo reino deve ser limpo do antigo mal.”

E Hércules saiu à procura de Augias, o rei. Quando ele se aproximou do reino onde Augias governava, um terrível mau cheiro fê-lo quase desmaiar. Durante anos, ele ficou sabendo, o Rei Augias jamais fizera limpar o excremento que o seu gado deixava nos estábulos reais. Então os pastos estavam tão adubados que nenhuma colheita crescia. Em consequência, a pestilência varria o país, devastando vidas humanas.

Hércules dirigiu-se para o palácio e procurou pelo próprio Augias. Informado de que Hércules vinha limpar os fétidos estábulos, Augias confessou a sua dúvida e descrença dizendo: “Dizeis que farás esta imensa tarefa sem recompensa? Não confio naqueles que anunciam tais bazófias. Hás-de ter algum plano astucioso que arquitetaste, oh Hércules, para me roubar o trono. Jamais ouvi de homens que procuram servir ao mundo sem recompensa. Nunca ouvi.

A esta altura, contudo, eu de bom grado acolheria qualquer tolo que procurasse ajudar. Mas deve ser feito um trato, para que não zombem de mim como sendo um rei bobo. Se tu, em um único dia, fizeres o que prometeste, um décimo de todo o meu rebanho será teu; mas se fracassares, tua vida e teus bens estarão em minhas mãos. Não penso que possas cumprir tuas bazófias, mas podes tentar”

Hércules então deixou o rei. Ele vagou pela pestilenta área, e viu uma carroça passar empilhada com cadáveres, as vítimas da pestilência. Dois rios, ele observou, o Alfeu e o Peneu, fluíam mansamente pela vizinhança. Sentado à beira de um deles, a resposta a este problema veio-lhe à mente como um relâmpago. Com determinação e força ele trabalhou. Com enorme esforço ele conseguiu desviar ambas as correntes dos cursos seguidos por séculos. Ele fez com que o Alfeu e o Peneu derivassem as suas águas através dos estábulos e aceleradas limparam a imundície por tanto tempo acumulada. O reino foi limpo de toda a sua fétida treva. Num único dia foi cumprida a tarefa impossível.

Quando Hércules, bastante satisfeito com o resultado, voltou a Augias, este último franziu a testa e disse: “Conseguiste êxito com um truque”, berrou de raiva o Rei Augias. “Os rios fizeram o trabalho, não tu. Foi uma manobra para me tirar meu gado, uma conspiração contra o meu trono. Não terás uma recompensa. Vais, sai daqui ou mandarei decapitar a tua cabeça!”

O enraivecido rei assim baniu Hércules, e proibiu-o de voltar ao seu reino, sob pena de morte imediata. Hércules cumpriu a tarefa que lhe fora dada e voltou ao Mestre, que disse: “Tu tornaste-te um servidor mundial. Avançaste ao recuares; vieste à Casa da Luz por um outro caminho, gastaste a tua luz para que a luz dos outros pudesse brilhar. A jóia que o Trabalho dá é tua para sempre”.

Simbologia

Em Augias, o trabalho é feito pelo eixo Aquário/Leão, em que com a sua lâmpada acesa (Leão) através do serviço altruísta e alinhamento com os níveis superiores de consciência (Aquario), que Hércules deve levar a luz aos outros, pois é a partir do momento em que a luz se acende na consciência que o Homem deixa de ter possibilidade de voltar às trevas do mundo.

É aqui que Hércules deixa de prestar atenção a si mesmo (Aquário), indo ao encontro dos que ainda não acenderam a sua própria luz.

Quando Hércules se dirige ao reino de Áugias, simbolizado pelo Leão e a propriedade, o domínio, o poder e a arrogância demonstrado pelo Rei, sente o cheiro, acumulado de tempos imemoriais, desse mesmo preconceito. Sem se sentir intimidado por estar a prestar um serviço à humanidade apesar do desprezo do rei e o seu descrédito naqueles que prestam serviço desinteressado, Hércules levou a cabo a sua tarefa e acaba por se retirar em silêncio após as palavras de medo de perda de poder do próprio rei.

Mas Hércules já sabe que as únicas contas a prestar são a Deus. E que usando a sua intuição e a sua própria luz (Leão em equilíbrio), trazendo luz àqueles que não a viam, são um presente de Aquário para as forças retrógradas e provisórias que representa este rei no seu reino.

Hércules sendo o iniciado, deveria fazer três coisas, que podem ser resumidas como as características principais de todos os verdadeiros iniciados. Se não estiverem presentes em alguma medida, o homem não é um iniciado.

A primeira é o serviço impessoal, que não é o serviço que prestamos porque nos dizem que o serviço é um caminho de libertação, mas o serviço prestado porque a nossa já não é mais centrada em nós mesmos. Não estamos mais interessados em nós mesmos e sim na nossa consciência, que sendo universal nada há a fazer, senão assimilar os problemas dos nossos semelhantes e ajudá-los. Para o verdadeiro iniciado, isso não representa esforço.

A segunda é o trabalho grupal que é permanecer sozinho espiritualmente na manipulação dos assuntos pessoais, esquecendo completamente de si mesmo no bem-estar do particular segmento da humanidade ao qual está associado.

A terceira é o auto-sacrifício que significa tornar o ego sagrado. Isto lida com o ego do grupo e o ego do individúo; esse é o trabalho do iniciado.

Caminho de Iniciação

Todo Adepto que anela conquistar a morada das Potesdades, o Mundo Institucional, terá que limpar seus estábulos interiores, descendo aos infernos do Sol. Nesses estábulos (nosso subconsciente) vivem recolhidos os rebanhos (animais que personificam os milhares de egos de nossa mente) do Rei da Élida; dentre deles, os doze touros (karma zodiacal) que haviam acumulado ali enorme volume de sujeira.

Nos relatos mitológicos, Hércules cumpriu essa tarefa desviando o curso das águas de um rio, que fluía nas proximidades, para dentro dos estábulos (desviou o fluxo das energias sexuais), e com isso logrou cumprir tal tarefa que parecia impossível, devido ao curto tempo que lhe haviam dado para fazer tal limpeza. N alquimia sexual temos a ciência que ensina a desviar a corrente da energia sexual e também para acelerar o trabalho.

Aqueles que se esquecem de sua Divina Mãe não passam nessa prova. Todo o fluxo de amor deve ser entregue a Ela. Na prática, vemos as pessoas apaixonadas e enamoradas pelas coisas materiais, atraídas por aparências, enfeitiçadas pelos caprichos do amor mundano e das relações entre homens e mulheres. Nem remotamente as pessoas se lembram da divindade durante o diário viver. Infeliz daquele que não compreender os Mistérios do Eterno Feminino de Deus… jamais logrará alcançar a Região onde moram os Principados.

Links para os Trabalhos Anteriores:

IMPORTANTE: Compartilhe este artigo no Facebook.

Clique na imagem – ajude a Biblioteca

Conheça nossa página do FACEBOOK e acesse vários artigos interessantes:

facebook-wallpaper-21551

Gente que come flor…

Gente que come flor…

come flor 3

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

“A beleza ideal está na simplicidade calma e serena.”

Goethe

Todos recebemos um diamante bruto que vive em nosso coração, a nossa Alma individual. Nossa tarefa é lapidá-lo para que seu brilho reflita em tudo e todos que estão em nossa volta, desde o mais sutil pensamento até a mais concreta das ações.

IMPORTANTE: Compartilhe este artigo no Facebook.

Clique na imagem – ajude a Biblioteca

Conheça nossa página do FACEBOOK e acesse vários artigos interessantes:

facebook-wallpaper-21551

Arquitetura Orgânica

A CRIATIVIDADE NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE PROJETOS DE ARQUITETURA

Michael Moesch

Goetheanum_Dornach

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

Introdução

Considerando o contexto geral da arquitetura vem-me uma imagem que inicialmente abarca dois aspectos essenciais, que até poderiam, de um determinado ponto de vista, serem interpretados opostos entre si.

Com o intuito de clarear o processo de desenvolvimento da criatividade de projetos arquitetônicos, proponho o aprofundamento quanto a seus conteúdos e também ampliação do debate sobre este tema. Podemos perceber na atualidade uma tendência, sua origem na discussão no meio arquitetônico, data de décadas atrás, que se preocupa com o discernimento analítico do processo projetual.

Em resumo poderíamos caracterizar esta tendência com o ‘fazer da arte uma ciência’. De fato constatamos que grande parcela da atual produção arquitetônica de uma ou de outra forma aniquilou a arte de seu contexto.

A arquitetura sempre foi considerada a mãe das artes, sem ela as outras não teriam o espaço necessário para suas manifestações, tal como o museu para as artes plásticas, o teatro para as artes cênicas, musica, ópera e dança e assim por diante. Em contrapartida podemos usufruir também de propostas em que a questão artística e todo o seu meio processual é abordada como fundamento para o desenvolvimento de qualidades correspondentes a ela.

Busca-se esclarecer formas e critérios para o desenvolvimento de qualidades e capacidades profissionais que levam à criação no âmbito da arquitetura. No âmbito da ciência psicológica podemos também tomar conhecimento que o ser humano está dupla- e diretamente envolvido na questão em discussão. São Homens que projetam, são Homens os usuários e futuros usuários de todo e qualquer espaço construído. Sendo assim, com a intenção de nortear a conscientização da temática do título deste ensaio, poderíamos certamente resumir a complexidade do processo criativo em três itens básicos:

- a Ciência
- a Arte
- o Homem

Através da ciência temos acesso ao mensurável, às quantificações. O objetivo da ciência é de fato discernir, separar ou até discriminar para melhor compreensão do objeto de estudo. Em se tratando do processo projetual a análise meticulosa dos fatos que envolvem o problema inicialmente, é essencial para a posterior fase criativa.

Dados numéricos, tamanhos de áreas e as somas totais, mas também o conhecimento técnico que envolve a execução da obra, engloba o escopo do item ciência. Para tal necessitamos e empregamos nossas capacidades racionais e intelectuais. Na ciência a criatividade leva às descobertas inusitadas, às invenções, que por sua vez resultam em tudo que conhecemos no âmbito da tecnologia.

Na arte por sua vez, precisamos despertar outras qualidades para termos acesso à questão da criatividade dentro de seu contexto. O Homem é por definição um ser criativo. Ele é criativo também nas realizações de suas ações. Ele não somente se expressa através da criatividade nas mais diversas áreas artísticas, mas também necessita do contexto artístico para o seu desenvolvimento pleno e condizente com sua natureza intrínseca. Confrontamo-nos aqui com a pergunta:

Como podemos desenvolver sensibilidade artística e como podemos nos inserir no processo de criação das artes?

Em se tratando do desenvolvimento de projetos arquitetônicos, qual seria o papel da capacidade criativa do profissional, qual seria o papel da arte? A arte tem uma dupla função: ela permeia o processo criativo, mas também é meio de expressão, portanto uma linguagem anímica entre obra e observador. A arte torna-se manifesto quando contemplada. A contemplação artística desvenda qualidades outras se comparadas às que adquirimos na análise científica.

O desenvolvimento de um projeto de arquitetura exige, por parte dos profissionais da área, no mínimo de um conhecimento básico da imagem do Homem. Só assim será possível atender às suas necessidades de bem estar e de desenvolvimento. É esta, a responsabilidade dos profissionais ligados à construção civil frente aos usuários de suas obras.

De outro lado também é necessário clarear objetivos individuais dos profissionais da área para com a arquitetura e traçar caminhos que possibilitem inclusive as habilidades artísticas. Para o seu pleno desenvolvimento a arquitetura apela, por parte do arquiteto, à manifestação conjunta da arte e da ciência. J. W. Goethe expõe em um pensamento um possível elo entre a ciência e a arte:

‘Ao observarmos intensamente, de forma contemplativa um objeto da natureza dentro de seu contexto de vida, emerge da alma uma vontade irresistível de se expressar na arte’.

Com a intenção de resgatar, de um lado, e onde presente, fortalecer a manifestação da arte na arquitetura, apresento em seguir proposta de processo de desenvolvimento de projeto que contempla a conscientização do processo criativo. Para sua melhor compreensão este processo pode ser pensado em três etapas, a formação de imagem, o desenvolvimento do projeto e a execução da obra. Quanto à última, ela não será abordada no contexto deste ensaio. É pertinente observar que não existe arquitetura no papel, na tela do computador.

A arquitetura é obra concluída, executada. Se na execução da obra as decisões a serem tomadas considerarem o espírito da proposta projetual, evidentemente se agregará à qualidade final do contexto geral da referida obra arquitetônica.

Formação de imagem

Desenvolvido pelo ORTA-Atelier em Delft, Holanda, este processo antecede o projeto e tem como intuito ampliar a gama de subsídios e informações necessários para a criação no contexto arquitetônico. A análise e observação de dados (ciência), mas também a contemplação de fenômenos (arte) configura e permeia esta fase do processo.

A idéia da formação de imagem se baseia também na preocupação de um envolvimento mais amplo e profundo por parte dos futuros usuários da obra no processo projetual arquitetônico. Não construímos para nós arquitetos, tão pouco para os críticos da arte e sim para pessoas que buscam no espaço construído, qualidades adicionais e de apoio ao desenvolvimento individual e social.

É essencial a análise de questões práticas e de funcionalidade no sentido de atender às necessidades materiais dos usuários. Mas a arquitetura também pode abarcar qualidades estas, que se referem ao ambiente propriamente dito, ao volume em relação ao seu entorno, sempre em relação, e estabelecendo sua identificação quanto à função e seu contexto.

Visando possibilitar o levantamento destes conteúdos que fomentam o projeto arquitetônico propõem-se reuniões de trabalho entre os projetistas e futuros usuários abordando os seguintes temas:

  • Qualidade de ambiente: É necessária e pertinente a participação ativa dos envolvidos no processo. Este tema consiste em caracterizar e descrever o ambiente interno evitando-se a contribuição de propostas de soluções arquitetônicas ou representações empáticas quanto às definições de espaços. É oportuna a comparação de ambientes para melhor caracteriza-los. Norteia a evolução do tema, a busca de imagens que caracterizam qualidades de ambientes que apóiem o bem estar individual e social. Assim também fazem parte deste escopo as qualidades que estimulam a atividade a ser exercida no futuro espaço. O engajamento individual no processo é essencial mesmo existindo as vezes, por parte de alguns participantes certa inibição quanto às suas expressões de vivências e experiências. O objetivo básico consiste em caracterizar conjuntamente, sempre com orientação do arquiteto, os ambientes ainda não materializados.
  • Quantificação e prática de uso: Este tema se assemelha às reuniões iniciais que todos nós conhecemos, entre cliente e arquiteto. A análise visa a medida e tamanho de áreas, partindo do uso (praticidade) dos futuros espaços. São abordadas as questões que tratam das atividades do ponto de vista prático e o sequenciamento das mesmas classificando e ordenando os fatores mensuráveis do contexto da futura obra. Em situações complexas esta fase pode ser estendida e complementada com a participação de outros profissionais da área para discernimento de processos e fatores paralelos. O objetivo deste levantamento é o programa de áreas, o organograma e similares que delimitam e definem as questões práticas de uso, visando sempre otimização de desempenho da futura obra.
  • Biografia da moradia: Toda pessoa adulta provida de maturidade civil teve inúmeras experiências com o espaço construído, a arquitetura e no contexto maior, o urbanismo. Visto a tipologia da obra a ser projetada estas experiências, as mais significativas, podem contribuir e complementar a imagem da futura obra. São as experiências inusitadas, as especificas que muitas vezes caracterizam uma relação que temos por natureza com a arquitetura. Estas vivências podem ser consideradas e fomentam a substância que servirá como fonte de inspiração do futuro projeto.
  • Fenomenologia do entorno: Cada lugar, cada sítio tem sua característica intrínseca. A região montanhosa da Serra, o cerrado paulista, a Mata Atlântica o litoral, mas também regiões urbanas, o contexto de uma rua, enfim qualquer que seja o terreno, sua configuração, as relações existentes em seu entorno e a qualidade própria do lugar, podem incrementar a imagem que fundamenta o partido do projeto. Também na abordagem deste tema, é de suma importância a colocação e contribuição individual dos participantes, tomando sempre como base à contemplação de fenômenos existentes no terreno e seu arredor. Por que a escolha deste local? Qual é a ligação que tenho com o local? Na atitude artística damos condições diferenciadas de diálogo, de relacionamento. Partindo das características do terreno questionar um eventual gesto, os movimentos e as proporções do futuro volume a ser inserido no terreno.

Assim encerra-se, em termos gerais, o processo de formação de imagem. Alem das conversas de forma contributiva (sem a intenção de medir a força de convencimento de idéias), métodos não verbais, como desenhos ou até trabalhos em argila enriquecem a formação de imagem. Até este momento ainda não existe delimitação definitiva de soluções arquitetônicas. Tem-se como resultado de pesquisa relatórios de dimensionamento de áreas, organogramas e as delimitações e restrições referentes ao terreno. Paralelamente percebe-se como fruto do processo uma imagem conjunta que caracteriza em qualidades, ambientes e volume, que futuramente pode ser materializada em arquitetura. Este processo também propiciou condições para que o arquiteto possa adentrar na situação particular do usuário, e este por sua vez compartilhar com o processo criativo da arquitetura.

Em situações de projetos em áreas urbanas o arquiteto inicia, paralelamente ao processo de formação de imagem, analise e levantamento de restrições, ocupação de solo e demais questões legais que se referem à situação em questão. Estas e outras responsabilidades do profissional envolvido no processo não fazem parte do escopo desta proposta de trabalho por serem consideradas necessárias, independentemente do encaminhamento dado ao projeto. Quanto às situações de empreendimentos mais complexos pressupõem-se a participação ativa também de outros profissionais, tanto no processo de formação de imagem como também no desenvolvimento do projeto propriamente dito.

Desenvolvimento de Projeto

Uma vez encerrada a fase de formação de imagem dá-se inicio ao desenvolvimento do projeto de arquitetura. Durante este processo existe uma troca constante de informações, idéias e definições arquitetônicas, sempre respaldadas no conteúdo intrínseco resultante da formação de imagem.

A participação do usuário é ativa também nesta fase. Em termos gerais caracteriza-se um desvendar da arquitetura em etapas. O inicio é o que denominamos de partido, ou ideia básica do projeto. A sequência de etapas depende do projeto.

Existe porem sempre alternâncias entre estudos no papel, em forma de croquis e estudos tridimensionais, em argila, plastilina ou cartolina. Paulatinamente o projeto emerge da substancia adquirida no processo de formação de imagem. De etapa para etapa os contornos do volume definem-se, a planta baixa adquire forma e gesto, atendendo às exigências práticas e qualitativas dos ambientes propostos. As fotos abaixo esclarecem o contexto deste trabalho até a fase do anteprojeto.

Conclusão

Para desvendar o mistério da criação da arte pelo homem é necessário deslocarmos a nossa observação e abordagem de conhecimento, predominantemente racional e analítico. Nas palavras de Antoine de Saint-Exupéri em seu livro O Pequeno Príncipe: ‘Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos‘.

O que de fato está sendo solicitado para adquirirmos a compreensão mais ampla e profunda do tema deste ensaio é uma real vivencia da arte e concomitantemente o desenvolvimento de sensibilidade e capacitação artística. Isto somente é possível no fazer, na ação que resulta em arte. A ciência leva o homem ao conhecimento. Porem, ela tem suas limitações. Neste contexto J. W. Goethe escreve:

“A arte é conhecimento, pois todos as outras formas de conhecimento, tomadas em conjunto, não constituem um conhecimento completo do mundo, arte, -criatividade- deve ser adicionada ao que é conhecido abstratamente (ciência) se quisermos atingir um conhecimento universal.”

Na atividade artística percebemos que não somente os sentidos e o pensar são ferramentas para adquirir conhecimento, mas que também as mãos, que de fato criam, são permeadas de sabedoria, de inteligência, qual necessária para todo processo criativo. A semente de um vegetal condensa dentro de um espaço minúsculo, forma e beleza, que pode ser desvendada depositando-a na terra.

A ideia contida na semente se manifesta ao ser plantada. A força expressa no crescimento e desenvolvimento desta planta se assemelha às forças necessárias na criação da arte, no desvendar de uma ideia em forma, organização e estruturação. V. Setzer em seu ensaio, O Computador como Instrumento de Anti-Arte, declara:

“A ciência é ideia tornada conceito, a arte é ideia tornada objeto. Ambas têm a mesma origem, a primeira é assimilada pelo pensamento, a segunda vivenciada pelos sentidos.”

A arquitetura ora precisa da abordagem cientifica, ora da artística para que ela possa manifestar-se em sua plena magnitude.

Participe: Curso de Design e Arquitetura Orgânica

 Going over the Edge – Design e Arquitetura na curva da aprendizagem

Arquitetura Orgânica

Coordenação de Keith Struthers e Shannon Flynn
.

Ilhabela – 8, 9 e 10 de Novembro (imersão)

Local: Fazenda Retiro – Rua do Retiro II, 830 Cocaia Ilhabela -SP
Valor com hospedagem: R$ 1.200,00 – hospedagem, alimentação e materiais
Valor sem hospedagem: R$ 1.000,00 – alimentação e materiais

São Paulo – 15, 16 e 17 de Novembro (das 8:30 às 18:00)

Local: SAB Espaço Cultural Rudolf Steiner – Rua da Fraternidade, 156, Alto da Boa Vista São Paulo/SP
Valor: R$ 700,00 – café e materiais incluídos. Almoço à parte.
Contato: contatonaturalab@gmail.com
Tel: (12) 98138.6320 – Gabriel / (12) 98272.0658 –  Bruna

IMPORTANTE: Compartilhe este artigo no Facebook.

Clique na imagem – ajude a Biblioteca

Conheça nossa página do FACEBOOK e acesse vários artigos interessantes:

facebook-wallpaper-21551

Apostila do Módulo de Biografia Humana do curso Líder de Si

 Lançamento de apostila para download gratuito:

Módulo de Biografia Humana do curso Líder de Si.

Desenvolvida por Milene Mizuta e Gudrun Burkhard

Clique na imagem e acesse – ou cadastre-se aqui!!!

capa Apostila Biografia

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

Conteúdos:

Primeiro Setênio – 0 aos 7 anos: A Constituição Física do Indivíduo
“Crianças só tem uma infância, roube-as dela e elas a terão perdido para sempre”

Segundo Setênio – 7 aos 14 anos: O nascimento do sentimento
“A imaginação é mais importante que o conhecimento” – Alberto Einstein

Terceiro Setênio – 14 aos 21 anos: O nascimento da identidade
” O mais tolo de todos os erros ocorre quando jovens inteligentes acreditam perder a originalidade ao reconhecer a verdade já reconhecida por outros.” – Goethe

Quarto Setênio – 21 aos 28 anos: Experimentar o mundo
“Nos olhos do jovem arde a chama, nos olhos do velho brilha a luz.” –Victor Hugo

Quinto Setênio – 28 ao 35 anos: Tornar-se homem, Tornar-se Mulher
“A vida é a arte do encontro, mesmo havendo tanto desencontro pela vida” – Vinícius de Moraes

Sexto Setênio – 35 aos 42 anos: O Essencial
“Homem torna-se essencial, pois se o mundo parar, o acaso desaparece e só o essencial permanece” – Angelus Silesius

Sétimo Setênio – 42 aos 49 anos: A Nova Visão
“Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro acorda” –Carl Jung

Oitavo Setênio – 49 aos 56 anos: Eu ouço o mundo
“Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido. – Fernando Pessoa

Nono Setênio -  56 aos 63 anos: Eu intuo o mundo
“Possuir é perder. Sentir sem possuir é guardar, porque é extrair de uma coisa a sua essência.. – Fernando Pessoa”

 Participe de uma turma do curso Líder de Si:

Próximas Turmas:

Vinhedo/SP - início fev/2014
Curitiba - início fev/2014
Florianópolis - data à definir

Informações: contato@liderdesi.com.br

IMPORTANTE: Compartilhe este artigo no Facebook.

Clique na imagem – ajude a Biblioteca

Conheça nossa página do FACEBOOK e acesse vários artigos interessantes:

facebook-wallpaper-21551

Simbologia Oculta – O 4º Trabalho de Hércules: A Captura do Javali de Erimanto

Simbologia Oculta – Os 12 Trabalhos de Hércules

Quarto Trabalho: A Captura do Javali de Erimanto

Respeito aos limites e domínio dos impulsos

Javali de Erimanto

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

O Javali de Erimanto: reconhecer os limites e domínio dos impulsos

Foram necessários dois anos para Hércules capturar um javali feroz que devastava
tudo por onde passava. Esse trabalho está relacionado ao aprendizado da vida em
sociedade. “O javali é um monstro sem fronteiras, que não respeita limites. Cada um de nós tem dentro de si essa fera, que é preciso dominar, aprendendo a reconhecer nosso espaço e o das outras pessoas. É um teste para vencer o egoísmo e a equilibrar os impulsos”.

Mitologia

Hércules é incumbido de capturar o Javali de Erimanto, sem contudo saber que este trabalho era na verdade uma dupla prova: a prova da amizade rara e da coragem destemida. Foi-lhe recomendado que procurasse pelo javali e Apolo que lhe deu um arco novo para usar, porém Hércules disse que não o levaria consigo, porque temia matar. Ele disse:

“Eu não o levarei comigo neste trabalho, pois temo matar. Deixo aqui o arco.”

E assim desarmado, a não ser por sua clava, ele escalou a montanha, procurando pelo javali e encontrando um espetáculo de medo e terror por toda a parte. Mais e mais ele subia e em determinada altura encontrou um amigo, Pholos, que fazia parte de um grupo de centauros, conhecidos dos deuses.

Eles pararam e conversaram e por algum tempo Hércules esqueceu-se do objetivo da sua busca. E Pholos convidou Hércules para furar um barril de vinho, que não era dele mas do grupo de centauros e que viera dos deuses, juntamente com a ordem de que eles jamais deveriam furar o barril, a não ser quando todos os centauros estivessem presentes, já que ele pertencia ao grupo. Mas Hércules e Pholos abriram-no na ausência dos seus irmãos, convidando Cherion, um outro sábio centauro, para se juntar a eles. Assim ele fez, e os três beberam e festejaram e se embebedaram-se e fizeram muito ruído que foi ouvido pelos outros centauros.

 Enraivecidos eles vieram e seguiu-se uma feroz batalha e uma vez mais Hércules fez-se mensageiro da morte e matou os seus amigos, a dupla de centauros com quem ele antes tinha bebido.

 E, enquanto os demais centauros com altos lamentos choravam as suas perdas, Hércules escapou novamente para as altas montanhas e reiniciou a sua busca pelo javali. Até aos limites das neves ele avançou, seguindo a pista do animal, mas não o encontrava. Depois de muito pensar, Hércules colocou uma armadilha habilidosamente oculta e esperou nas sombras pela chegada do javali.

Quando a aurora surgiu, o javali saiu da sua toca levado por uma fome atroz e caiu na armadilha de Hércules que, no tempo devido, libertou a fera selvagem, tornando-a prisioneira da sua habilidade. Ele lutou com o javali e domesticou-o, e fê-lo fazer o que lhe determinava e seguir para onde Hércules desejava.

Do pico nevado da alta montanha Hércules desceu, regozijando-se no caminho, levando adiante de si, montanha abaixo, o feroz, contudo domesticado javali. Pelas duas pernas traseiras ele conduziu o javali, e todos na montanha se riam ao ver o espectáculo. E todos os que encontrava Hércules, cantando e dançando pelo caminho, também riam ao ver a sua caminhada. E todos na cidade riram ao ver o espectáculo: o exausto javali e o homem cantando e rindo.

Quando reencontrou seu Mestre, este lhe disse: “O Trabalho foi completado. Medita sobre as lições do passado, reflecte sobre as provas. Por duas vezes mataste a quem amavas. Aprende porquê.”

Simbologia

Este trabalho está associado ao signo de Libra e Áries, onde a aprendizagem consiste na capacidade de manter o equilíbrio perante as adversidades (Libra), sendo capaz de manter as necessidades básicas atendidas (Áries).

Libra é o primeiro signo que não tem um símbolo humano ou animal, mas sustentando a balança, está a figura da Justiça – uma mulher com os olhos vendados. Ele apresenta-se com muitos paradoxos e extremos, dependendo de se o discípulo que se voltou conscientemente para o caminho de volta ao Criador segue o zodíaco segundo os ponteiros do relógio, ou no caminho inverso. Diz-se que é um interlúdio, comparável com a silenciosa escuta na meditação; um tempo de cobranças do passado.

Neste ponto percebemos como o equilíbrio dos pares de opostos deve ser atingido. A balança pode oscilar do preconceito até à injustiça ou julgamento; da dura estupidez à sabedoria entusiástica. Neste majestoso signo de equilíbrio e justiça nós verificamos que a prova termina numa explosão de riso, o único trabalho em que isso acontece.

Hércules conviveu, riu e cantou com os amigos, sendo que socializar é uma característica de Libra, e em vez de seguir a recomendação, de abrir o barril para o grupo, abriu-o para celebrar com um único centauro, procurando aqui um espelho, uma identificação com o outro. E embora estivesse determinado a não matar, o seu impulso, primeiro, de Áries, foi mais forte.

No entanto, Hércules conseguiu também entregar o javali ainda com vida e já domesticado, demonstrando que era possível domesticar o animal, devido à sua dedicação e delicadeza no trato, atributo natural de Libra.

Caminho de Iniciação

O Caminho de Iniciação considera o 3º Trabalho – A Captura da Corça Cerínia e o 4º Trabalho – O Javali de Erimanto como um só.

O céu de Vênus é a morada dos Principados. Esses vivem no Mundo Causal. O Iniciado que anela entrar nessa oculta morada interior, antes dve descer aos infernos de Vênus, e ali, como Hércules, capturar a Corça de Cerínia e o Negro Javali de Erimanto. Nesses dois símbolos vemos claramente a delicadeza e a brutalidade, o refinado e o tosco, a bela e a fera.

O Javali, perverso como poucos, é o símbolo vivo de todas as baixas paixões animais, a luxúria mais grosseira e devassa. Portanto, temos aí o contraste entre o denso e o sutil.

Mesmo após haver eliminado os defeitos do Mundo Astral Inferior e do Mundo Mental Inferior (as duas primeiras façanhas de Hércules), as “causas” desses defeitos continuam existindo. Essas causas são eliminadas durante os processos do terceiro e quarto Trabalhos de Hércules: a captura da Corça Cerínia e do Javali de Erimanto.

Se todos os defeitos têm origem sexual (não importa se os defeitos são refinados ou toscos), as maiores provas do Terceiro e Quarto Trabalhos consistem em resistir às tentações da carne, cujo drama foi ricamente descrito pelo patriarca gnóstico Santo Agostinho: Imenso é o número de delitos cujos gérmens causais devem ser eliminados nos infernos de Vênus.

Findo o Trabalho nos infernos do Mundo Causal, o Mundo de Tipheret, o Cristo Cósmico penetra no coração do Iniciado e este, cheio de êxtase, exclama: “Deixai vir a mim as criancinhas, porque delas é o Reino dos Céus…”

IMPORTANTE: Compartilhe este artigo no Facebook.

Clique na imagem – ajude a Biblioteca

Conheça nossa página do FACEBOOK e acesse vários artigos interessantes:

facebook-wallpaper-21551

Simbologia Oculta – O 3º Trabalho de Hércules: A Captura da Corça Cerínia

Simbologia Oculta – Os 12 Trabalhos de Hércules

Terceiro Trabalho: A Captura Corça Cerínia

A paciência e o esforço na consecução da delicadeza e da sensibilidade sublime

corça

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

A Captura da Corça Cerínia – Cultivar a Delicadeza

A missão de Hércules era capturar viva uma corça extremamente veloz, com chifres
de ouro e cascos de bronze, que pertencia a Ártemis, deusa da caça. Orientado
por Atena, o herói dominou o animal sagrado segurando-o pelos chifres. “Os
chifres representam a iluminação, e os cascos de bronze, o mundo material. O
aprendizado nesse trabalho é substituir os impulsos por qualidades mais nobres,
como sabedoria, delicadeza e paciência”

Mitologia

Hércules foi incumbido de capturar a corsa com galhada de ouro e pés de bronze. Olhando ao redor de si, viu que ao longe, erguia-se o Templo do Deus-Sol. No alto de uma colina próxima viu o esguio cervo, objecto de seu quarto trabalho.

Foi então que Ártemis, que tem a sua morada na lua, disse a Hércules, em tom de advertência: “A corça é minha, portanto não toque nela. Por longos anos eu a alimentei e cuidei dela. O cervo é meu e meu deve permanecer.”

Então, de um salto surgiu Diana, a caçadora dos céus, a filha do sol. Pés calçados de sandálias, em passos largos movendo-se em direção ao cervo, também ela reclamou a sua posse. “Não, Ártemis, belíssima donzela, não; o cervo é meu e meu deve permanecer”, disse ela, “Até hoje ele era jovem demais, mas agora ele pode ser útil. A corça de galhada de ouro é minha, e minha permanecerá.”

Hércules observava e ouvia a disputa e perguntava-se porque as donzelas lutavam pela posse da corça. Uma outra voz atingiu-lhe os ouvidos, uma voz de comando que dizia: “A corça não pertence a nenhuma das duas donzelas, oh Hércules, mas sim ao Deus cujo santuário podes ver sobre aquele monte distante. Salva-a, e leva-a para a segurança do santuário e deixa-a lá. Coisa simples de se fazer, oh filho do homem, contudo, e reflete bem sobre as minhas palavras; sendo tu um filho de Deus, deves ir à sua procura e agarrar a corça. Vai.”

De um salto Hércules lançou-se à caçada que o esperava. À distância, as donzelas em disputa tudo observavam. Ártemis, a bela, apoiada na lua e Diana, a bela caçadora dos bosques de Deus, seguiam os movimentos da corça e, quando surgia uma oportunidade, ambas iludiam Hércules, procurando anular os seus esforços. Ele perseguiu a corça de um ponto a outro e cada uma delas subtilmente o enganava. E assim o fizeram muitas e muitas vezes.

Durante um ano inteiro, o filho do homem que é um filho de Deus, seguiu a corça por toda a parte, captando rápidos vislumbre de sua forma, apenas para descobrir que ela desaparecer na segurança dos densos bosques.

Correndo de uma colina para outra, de bosque em bosque, Hércules a perseguiu até à margem de uma tranquila lagoa, estendida sobre a relva ainda não pisada, ele viu-a a dormir, exausta pela fuga. Com passos silenciosos, mão estendida e olhar firme, ele lançou uma flecha, ferindo-a no pé.

Reunindo toda a vontade que estava possuído, aproximou-se da corça, e ainda assim, ela não se moveu. Assim, ele foi até ela, tomou-a nos braços, e enlaçou-a junto ao seu coração, enquanto Ártemis e a bela Diana o observavam. “Terminou a busca”, bradou ele, “Para a escuridão do norte fui levado e não encontrei a corça. Lutei para abrir meu caminho através de cerradas, profundas matas, mas não encontrei a corça; e por lúgubres planícies e áridas regiões e selvagens desertos eu persegui a corça, e ainda assim não a encontrei. A cada ponto alcançado, as donzelas desviavam meus passos, porém eu persisti, e agora a corça é minha! A corça é minha!”

“Não, não é, oh Hércules”, disse a voz do Senhor, “A corça não pertence a um filho do homem, mesmo embora sendo um filho de Deus. Carrega a corça para aquele distante santuário onde habitam os filhos de Deus e deixa-a lá com eles.”

“Porque tem que ser assim, oh Senhor? A corça minha; minha, porque muito peregrinei à sua procura, e mais uma vez minha, porque a carrego junto ao coração.”

“E não és tu um filho de Deus, embora um filho do homem? E não é o santuário também a tua morda? E não compartilhas tu da vida de todos aqueles que lá habitam? Leva para o santuário de Deus a corça sagrada, e deixa-a lá, oh filho de Deus.”

Então, para o santuário sagrado de Micenas, levou Hércules a corça; carregou-a para o centro do lugar santo e lá a depositou. E ao deitá-la lá diante do Senhor, notou o ferimento em seu pé, a ferida causada pela flecha do arco que ele possuíra e usara. A corça era sua por direito de caça. A corça era sua por direito de habilidade e destreza do seu braço. “Portanto, a corça é duplamente minha”, disse ele.

Porém, Ártemis, que se encontrava no pátio externo do sagrado lugar ouviu seu brado de vitória e disse: “Não, não é. A corça é minha, e sempre foi minha. Eu vi a sua forma, refletida na água; eu ouvi seus passos pelos caminhos da terra; eu sei que a corça é minha, pois todas as formas são minhas.”

Do lugar sagrado, falou o Deus-Sol. “A corça é minha, não tua, oh Ártemis, não podes entrar aqui, mas sabes que eu digo a verdade. Diana, a bela caçadora do Senhor, pode entrar por um momento e contar-te o que vê.” A caçadora do Senhor entrou por um momento no santuário e viu a forma daquilo que fora a corça, jazendo diante do altar, parecendo morta. E com tristeza ela disse: “Mas se seu espírito permanece contigo, oh grande Apolo, nobre filho de Deus, então sabes que a corça está morta. A corça está morta pelo homem que é um filho do homem, embora seja um filho de Deus. Porque pode ele passar para dentro do santuário enquanto nós esperamos pela corça lá fora?”

“Porque ele carregou a corça em seus braços, junto ao coração, e a corça encontra repouso no lugar sagrado, e também o homem. Todos os homens são meus. A corça é igualmente minha; não vossa, nem do homem mas minha.”

Hércules diz então ao Mestre: “Cumpri a tarefa indicada. Foi simples, a ser pelo longo tempo gasto e o cansaço da busca. Não dei ouvidos àqueles que faziam exigências, nem vacilei no Caminho. A corça está no lugar sagrado, junto ao coração de Deus, da mesma forma que, na hora da necessidade, está também junto ao meu coração.”

“Vai olhar de novo, oh Hércules, meu filho”. E Hércules obedeceu. Ao longe se descortinavam os belos contornos da região e no horizonte distante erguia-se o templo do Senhor, o santuário do Deus-Sol. E numa colina próxima via-se uma esguia corça.
“Realizei a prova, oh Mestre? A corça está de volta sobre a colina, onde eu a vi anteriormente.”

E o mestre respondeu: “Muitas e muitas vezes precisam todos os filhos dos homens, que são os filhos de Deus, sair em busca da corça de cornos de ouro e carregá-la para o lugar sagrado; muitas e muitas vezes. O quarto trabalho está terminado, e devido à natureza da prova e devido à natureza da corça, a busca tem que ser frequente e não te esqueças disto: medita sobre a lição aprendida.”

Simbologia

Essa corça, era uma das cinco que Artemis encontrou no monte Liceu. Quatro a deusa atrelou em seu carro e a quinta, a poderosa Hera conduziu para o monte Cerinia, com o fito de servir a seus intentos contra Hércules.

Consagrada à irmã gêmea de Apolo, esse animal, cujos pés eram de bronze e os cornos de ouro, trazia a marca do sagrado e, portanto, não podia ser morta. Mais pesada que um touro, se bem que rapidíssima, o herói, que deveria trazê-la viva a Euristeu, perseguiu-a durante um ano.

Já exausto, o animal buscou refúgio no monte Artemísion, mas, sem lhe dar tréguas, Hércules continuou na caçada.

Hércules seguiu a corça em direção ao norte, através da Ístria, chegando ao país dos Hiperbóreos, onde, na Ilha dos Bem-Aventurados, foi acolhido por Artemis.

A interpretação é uma antecipação da única tarefa realmente importante do herói, sua liberação interior. Sua estupenda vitória, após um ano de tenaz perseguição, apossando-se da corça de cornos de ouro e pés de bronze, tendo chegado ao norte e ao céu eternamente azul dos Hiperbóreos, configura a busca da sabedoria, tão dificil de se conseguir.

O simbolismo dos pés de bronze há que ser interpretado a partir do próprio metal. Enquanto sagrado, o bronze isola o animal do mundo profano, mas, enquanto pesado, o escraviza à terra.

Têm-se aí os dois aspectos fundamentais da interpretação: o diurno e o noturno dessa corça. Seu lado puro e virginal é bem acentuado, mas o peso do metal poderá pervertê-la, fazendo-a apegar-se a desejos grosseiros, que lhe impedem qualquer vôo mais alto.

A corça, como o cordeiro, simboliza uma qualidade do espírito, que se contrapõe à agressividade dominadora. Os pés de bronze, quando aplicados à sublimidade, configuram a força da alma.

A imagem traduz a paciência e o esforço na consecução da delicadeza e da sensibilidade sublime, especificando, igualmente, que essa mesma sensibilidade representada pela corça, embora se oponha à violência, possui um vigor capaz de preservá-la de toda e qualquer fraqueza espiritual.

Caminho de Iniciação

O Caminho de Iniciação considera o 3º Trabalho – A Captura da Corça Cerínia e o 4º Trabalho – O Javali de Erimanto como um só.

O céu de Vênus é a morada dos Principados. Esses vivem no Mundo Causal. O Iniciado que anela entrar nessa oculta morada interior, antes dve descer aos infernos de Vênus, e ali, como Hércules, capturar a Corça de Cerínia e o Negro Javali de Erimanto. Nesses dois símbolos vemos claramente a delicadeza e a brutalidade, o refinado e o tosco, a bela e a fera.

O Javali, perverso como poucos, é o símbolo vivo de todas as baixas paixões animais, a luxúria mais grosseira e devassa. Portanto, temos aí o contraste entre o denso e o sutil.

Mesmo após haver eliminado os defeitos do Mundo Astral Inferior e do Mundo Mental Inferior (as duas primeiras façanhas de Hércules), as “causas” desses defeitos continuam existindo. Essas causas são eliminadas durante os processos do terceiro e quarto Trabalhos de Hércules: a captura da Corça Cerínia e do Javali de Erimanto.

Se todos os defeitos têm origem sexual (não importa se os defeitos são refinados ou toscos), as maiores provas do Terceiro e Quarto Trabalhos consistem em resistir às tentações da carne, cujo drama foi ricamente descrito pelo patriarca gnóstico Santo Agostinho: Imenso é o número de delitos cujos gérmens causais devem ser eliminados nos infernos de Vênus.

Findo o Trabalho nos infernos do Mundo Causal, o Mundo de Tipheret, o Cristo Cósmico penetra no coração do Iniciado e este, cheio de êxtase, exclama: “Deixai vir a mim as criancinhas, porque delas é o Reino dos Céus…”

IMPORTANTE: Compartilhe este artigo no Facebook.

Clique na imagem – ajude a Biblioteca

Conheça nossa página do FACEBOOK e acesse vários artigos interessantes:

facebook-wallpaper-21551

Criança quer presente ou presença?

Criança quer presente ou presença?

 Ananda Eluf – Professora de Música, Musicoterapeuta e regente do coral Cora Coral

dia das crias

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

“Dar algo de presente é uma forma de se entregar à outra pessoa. Esteja disponível, torne seu filho o seu compromisso mais importante e faça com que ele possa lembrar-se desses momentos e contá-los aos seus netos com o mesmo brilho nos olhos!”

linha

O dia das crianças está chegando e distraídos, muitas vezes uma pergunta nos surpreende:

“- Mãe, Pai, o que eu vou ganhar?”

…ou até mesmo nos pegamos refletindo no que poderíamos dar de presente para nossos filhos. Ganhamos deles, presentes preciosos todos os dias, desde que nasceram: um sorriso, um abraço, um desenho, um carinho, uma flor, uma folha seca, uma pitanga bem vermelhinha que foi escolhida com muito amor (e às vezes pegada com muito esforço!)

No tempo da minha avó, a criança ganhava uma boneca, uma bola e aquele era o presente do ano! Nas festas de aniversário, as crianças brincavam de pega-pega, esconde-esconde, roubar doce da mesa e se divertiam muito sem precisar de animadores, filmes, pula-pula ou piscina de bolinhas… essas e outras histórias não me canso de escutar, sentada com minha avó, vendo sempre seus olhinhos brilharem.

Dar algo de presente é uma forma de  se entregar à outra pessoa. Esteja disponível, torne seu filho o seu compromisso mais importante e faça com que ele possa lembrar-se desses momentos e contá-los aos seus netos com o mesmo brilho nos olhos!

linha

Oportunidade – Cora Coral

Cora Coral 4

linha

Ajude a Biblioteca a desenvolver seu trabalho, faça uma doação:

“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

linha

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:

Simbologia Oculta – O 2º Trabalho de Hércules: A Hidra de Lerna

Os 12 Trabalhos de Hércules x O Caminho da Iniciação

Simbologia Oculta – Os 12 Trabalhos de Hércules

Segundo Trabalho: A Hidra de Lerna

O Controle e superação dos desejos. A sua maior prova..

Hidra 1

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

A Hidra de Lerna – Combate aos Vícios

Hércules teve de destruir um monstro de nove cabeças que soltavam fogo: oito renasciam
quando cortadas e a nona era imortal. O herói decepou as oito cabeças enquanto
um amigo as cauterizava com fogo. A nona foi enterrada, mas vigiada eternamente
por Hércules. “As cabeças simbolizam os vícios. Lutamos contra eles, mas, como
são imortais, se não estivermos atentos, renascem. Além dos vícios físicos,
como drogas e álcool, temos de combater os vícios éticos, como a ganância”

Mitologia

Conta a lenda que na antiga terra de Argos ocorreu uma seca. Amímona que reinava nessas terras, procurou a ajuda de Netuno. Este recomendou que se batesse numa rocha, e quando isto foi feito, começaram a correr três correntes cristalinas; mas logo uma hidra fez ali a sua morada.

O mestre disse a Hércules: “Para além do Rio Amímona, fica o fétido pântano de Lerna, onde está a hidra, uma praga para as redondezas. Nove cabeças tem esta criatura, e uma delas é imortal. Prepara-te para lutar com essa asquerosa fera e não penses que os meios comuns serão de valia; se uma cabeça for destruída, duas aparecerão em seu lugar.”

Hércules estava ansioso e antes de partir, seu Mestre ainda lhe disse: “Uma palavra de aconselhamentos só posso dar. Nós nos elevamos, nos ajoelhando; conquistamos, nos rendendo; ganhamos, dando. Vai, oh filho de Deus e filho do homem, e conquista.”

Chegando ao estagnado pântano de Lerna, que era um charco que desanimava quem dele se aproximasse e cujo mau cheiro poluía toda a atmosfera em um raio de sete milhas; Hércules teve que fazer uma pausa pois o simples odor por pouco o derrotava. As areias movediças eram uma ameaça e mais uma vez Hércules rapidamente retirou seu pé para não ser sugado para dentro da terra que cedia. Finalmente ele descobriu onde se ocultava a hidra.

Numa caverna de noite perpétua vivia a fera, porém não se mostrava e Hércules inutilmente vigiava. Recorrendo a um estratagema, ele embebeu suas setas em piche ardente e as despejou directamente para o interior da caverna onde habitava a horrenda fera. Uma enorme agitação se seguiu e a hidra com as suas nove e zangadas cabeças emergiu, chicoteando a água e a lama furiosamente. Com três braças de altura, algo tão feio como se tivesse sido feito de todos os piores pensamentos concebidos desde o começo dos tempos. A hidra atacou, procurando envolver os pés de Hércules que saltou e lhe deu um golpe tão severo que logo decepou uma das cabeças, mas mal a horrorosa cabeça tocou o solo, duas cresceram em seu lugar. Repetidamente Hércules atacou o monstro, mas ele ficava cada vez mais forte. Então Hércules lembrou-se das palavras do Mestre: “nós nos levantamos ajoelhando”.

Pondo de lado a sua clava, Hércules se ajoelhou, agarrou a hidra com suas mãos nuas e ergueu-a. Suspensa no ar, a sua força diminuiu. De joelhos, então, ela sustentou a hidra no alto, acima dele, para que o ar purificado e a luz pudessem surtir o seu efeito. O monstro, forte na escuridão e no lodo, logo perdeu a sua força quando os raios do sol e o toque do vento o atingiram. As nove cabeças caíram, mas somente quando elas jaziam sem vida Hércules percebeu a cabeça mística que era imortal. Ele decepou essa cabeça e a enterrou, ainda sibilante, sob uma rocha.

Simbologia

Hércules foi incumbido de doze trabalhos, dentre eles, matar Hidra, o monstro de nove cabeças que trazia pânico à cidade de Lerna. Mas antes de enfrentar o monstro, Hércules recebe uma mensagem de seu mentor: – ” É ajoelhando que nos levantamos; é nos rendendo que conquistamos; é desistindo de algo que o ganhamos”.

Hércules parte em busca do monstro que se esconde numa caverna escura, de noite perpétua, à margem de um pântano de águas estagnadas; e simboliza uma parte de nós que permanece oculta e resiste à iluminação.

Representa o nosso interior ruim, nossas paixões e defeitos, ambições e vícios, o que existe de ruim dentro do nosso mundo interior. Enquanto a hidra, que representa esse monstro interior, não for dominada, enquanto nossas vaidades, futilidades e ostentações não forem dominadas, as cabeças continuam crescendo cada vez mais.

Hércules chega ao covil da Hidra e atira flechas flamejantes ao esconderijo do monstro. Indignada, Hidra emerge do seu covil com ímpeto vingativo – da mesma forma, também nos sentimos assim quando situações nos obrigam a confrontar a besta que existe em nós ou a besta que existe nas pessoas à nossa volta.

Hércules tenta esmagar as cabeças de Hidra mas cada vez que corta uma cabeça outras surgem – da mesma forma quando tentamos destruir nossas emoções bestiais, elas continuam aparecendo. Finalmente Hércules se lembra da mensagem de seu mentor: “é se ajoelhando que nos levantamos”.

Hércules se ajoelha no pântano e levanta o monstro á luz do dia e ela perde seu poder. Então ele corta-lhe as cabeças que não renascem mais. Porém nada disso acontece, senão enfrentarmos o lado bestial que vive em todos nós.

Caminho de Iniciação

A segunda tarefa encomendada à Hércules foi matar a Hidra de Lerna, o monstro simbólico de origem imortal dotado de nove cabeças ameaçadoras que voltavam a nascer logo após serem decepadas. A Hidra polifacética representa a mente e seus defeitos psicológicos. Quando o Iniciado que subir à Morada dos Arcanjos – o Plano Mental Superior – primeiro deve descer aos infernos de Mercúrio.

Como diz o mito, sempre que Hércules cortava uma das cabeças da Hidra, ela voltava a brotar, tornando a tarefa impossível. Assim como Arjuna é auxiliado por Krishna, também Hércules é auxiliado por Iolau (IAO, IEÚ ou JEÚ) – o qual aconselha Hérculesa queimar as cabeças após cortá-las para não renascerem. Isso quer dizer que não basta compreender um defeito; é preciso ir além e capturar o profundo significado do mesmo; do contrário, eles voltam a renascer.

Os defeitos psicológicos eliminados nos infernos da Lua, o Astral Inferior, certamente possuem ramificações nos mais diversos níveis mentais. Eliminar as cabeças da Hidra da Mente é possível quando, após decepá-las forem cauterizadas com o fogo da alquimia sexual. Portanto, compreendido um defeito, deve-se durante o ato alquímico suplicar à Divina Mãe para Ela elimina-lo até suas raízes mais profundas. Goethe, nesses momentos exclamava:

“Virgem pura no mais belo sentido
Mãe digna de veneração
Rainha eleita por nós
de condição igual aos Deuses”.

Anelando morrer em si mesmo, durantes as Bodas Alquímicas, o iniciado alemão exclamava:

“Flechas transpassai-me;
lanças, submetei-me;
maçãs, feri-me.
Tudo desapareça,
desvaneça-se tudo.
Brilhe a estrela perene,
foco do eterno amor.”

“… sempre procedi de forma muito parecida; e a Hidra, pouco a pouco, lentamente, foi perdendo cada uma de suas abomináveis cabeças”. – Samael Aun Weor

“… em nome da Verdade, confesso francamente que sem o auxílio da minha Mãe Adorável jamais teria eliminado radicalmente a Hidra de Lerna (meus defeitos psicológicos) no subconsciente intelectual”. – Samael Aun Weor

IMPORTANTE: Compartilhe este artigo no Facebook.

Clique na imagem – ajude a Biblioteca

Conheça nossa página do FACEBOOK e acesse vários artigos interessantes:

facebook-wallpaper-21551

Simbologia Oculta – O 1º Trabalho de Hércules: A Morte do Leão de Neméia

Simbologia Oculta – Os 12 Trabalhos de Hércules

Primeiro Trabalho: A Morte do Leão de Neméia

Aprender a utilizar o poder e a coragem

heracles-slays-the-lion-of-nemea

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

O Leão de Neméia –  o aperfeiçoamento começa dentro de nós

O desafio de Hércules foi vencer um leão de pele invulnerável, que devastava rebanhos e devorava todos os que tentavam matá-lo. Aconselhado por Atena, deusa da sabedoria, a não usar a força, o herói estrangula a fera em sua caverna. “Nesse teste, Hércules ensina que a luta pelo aperfeiçoamento começa dentro de nós. Os leões de hoje são a violência e a agressividade e o desafio é buscar a harmonia, procurando antes de mais nada nossos recursos internos”

Mitologia

Na cidade de Neméia vivia no fundo de uma caverna um leão terrível, concebido por Selene uma temida feiticeira. Querendo vingar-se dos habitantes da cidade que a haviam expulsado, fêz surgir esta terrível criatura. Cobrindo a pele do leão com uma poção mágica, a criatura se tornou indestrutível, sendo incapaz de ser transpassada por qualquer arma criada pelos homens. Quando saía da caverna, devorava os habitantes de Neméia. Assim padecia a cidade com a fúria de Selena.

No Olimpo vários heróis eram instruídos pelo centauro Quíron e dentre eles se destacava Hércules, um dos filhos de Zeus. Percebendo sua bravura, lealdade e dignidade apesar de seu orgulho, Zeus resolveu iniciar Hércules nos mistérios do Olimpo, escrevendo com letras de fogo em uma folha de ouro, as 12 tarefas.

O primeiro trabalho iniciático seria matar o Leão de Neméia. Indo em direção a Neméia, Hércules tentou entender o motivo desta tarefa tão simples. Ao encontrar a caverna, Hércules entrou decidido a matar a criatura com inúmeras armas. Ao se aproximar do fundo da caverna, ele percebeu o leão vindo lentamente em sua direção. O Leão era enorme e fixando o olhar em Hércules, com seus olhos  brilhantes e enigmáticos, Hércules foi surpreendido pelo ataque do leão travando com ele uma batalha terrível.

Hércules fugiu da caverna assustado mas resolveu retornar com suas armas, porém percebeu que elas não serviam para matar o leão. Mais uma vez ele foi surpreendido pelo ataque feroz do monstro e fugiu. Fora da caverna Hércules refletiu sobre a tarefa e decidiu enfrentar o leão sem armas, talvez fosse essa a tarefa: usar sua razão em lugar de sua força.

Aproximando-se do fundo da caverna viu novamente o leão se aproximando e fixando seu olhar em Hércules. Surpreso, Hércules viu que o brilho nos olhos do leão era um espelho que refletia sua imagem. Ferozmente o leão avançava contra Hércules. Depois de uma longa luta, Hércules estrangulou o leão que caiu morto.

Levando seu corpo para fora da caverna, Hércules viu o tamanho real do animal, que não lhe parecia tão grande assim. Resolveu olhar mais uma vez em seus olhos e viu que nada havia lá dentro. Ele havia conseguido vencer a si mesmo e ao seu orgulho. Arrancou o pelo do animal e dela fez uma túnica, que o tornou indestrutível. E com a cabeça fez um capacete, que passou a usar em todas as outras tarefas, para sempre se lembrar que a força nunca deveria superar a razão.

Simbologia

A luta de Héracles ou Hércules com as feras representa a constante luta que temos para conter a fera que mora dentro de nós, ao mesmo tempo que preservamos nosso instinto vital e criativo. O leão está sempre associado à realeza e, mesmo em sua forma destrutiva, é o rei dos animais, egocêntrico e selvagem, o princípio infantil. Dessa forma, sempre que derrotamos e vestimos a pele do leão, as opiniões dos outros que antes nos intimidavam, já não tem mais valor pois estamos vestidos com uma poderosa couraça, nossa própria identidade.

No entanto, por mais heróica que seja, a pele do leão sempre representa o egocentrismo, a dificuldade de lidar com a frustração e com a raiva contida. Não sabemos lidar com a frustração por não conseguirmos o que queremos, pela auto-importância inflamada e o orgulho desmedido. Entretanto quando dominamos essa fera que mora em nós, podemos utilizá-la de forma construtiva. As conquistas e vitórias exigem que deixemos para trás as couraças, que carregam uma alma sem paixão.

Caminho de Iniciação

O Leão de Neméia é a viva alegoria das variadas e incontáveis forças instintivas e passionais existentes nos infernos da Lua (o Astral Inferior). Morto o Leão de Neméia, deve o adepto desintegrar sucessivamente o Demônio do Desejos (Judas), o Demônio da Mente (Pilatos) e, por fim, o Adepto prossegue seus trabalhos nesses infernos libertando partes de sua Consciência aprisionadas nos átomos do Demônio de Má Vontade (Caifás), que é o mais detestável dos três.

Esses três demônios são as três Fúrias dos Mistérios Buddhistas; em seu conjunto formam o Dragão das Trevas do Apocalipse de São João. No Apocalipse, o Dragão das Trevas é representado como um monstro de sete cabeças. Essas sete cabeças são os sete pecados capitais, portanto, o Leão de Neméia é o símbolo de todas essas forças diabólicas que vivem nos infernos da Lua psicológica.

Todo o trabalho de desintegração dos demônios que vivem nesses infernos planetários é executado pela Mãe Divina Individual. “Que teria sido de mim sem o auxílio de minha Divina Mãe Kundalini”, exclama Samael Aun Weor. “Desde o fundo do abismo chamava por minha mãe, e ela surgia empunhando a Lança de Eros…”. “Afortunadamente soube aproveitar ao máximo o coitus reservatus, para fazer minhas súplicas a Devi Kundalini”, diz Samael falando de seu próprio processo na Segunda Montanha (Caminho de Iniciação).

Terminado o Primeiro Trabalho de Hércules, o Iniciado ganha direito de ingressar no Céu da Lua, a morada dos Anjos, o Astral Superior. Ao término dos trabalhos nos infernos da Lua, o iniciado une-se com sua Buddhi. Esclarecemos: na Sexta Iniciação Maior, Buddhi nasce dentro do Iniciado. Mas ainda não ocorrem as núpcias, a união entre Manas e Buddhi, o que só ocorre ao fim do Primeiro Trabalho de Hércules interno, viva alegoria de Manas.

“Descer ao Inferno é fácil: difícil é retornar depois”, adverte a Sabedoria Oculta. A última etapa do trabalho nessas regiões inferiores é acabar com as bestas secundárias, expulsar as malignas inteligências de suas moradas nucleares. Quando esses átomos ficam livres dessas inteligências diabólicas, convertem-se em veículo de inteligências luminosas. Por isso dizemos que:

“O Cristo não desce aos infernos para destruir, se não para redimir.”

Resumindo, para subir ao Céu Lunar, Morada dos Anjos, e celebrar as núpcias com nossa Noiva Imortal (Buddhi), antes é preciso descer ao correspondente inferno lunar com o intuito de dominar e eliminar todas as paixões animais, instintos bestiais, desejos, medos, processos passionais,  a má vontade, a Besta de Sete Cabeças, enfim, transformar as águas pestilentas e negras em águas claras, limpas e transparentes. Trata-se de uma tarefa multifacetada porque incontáveis são os defeitos de natureza emocional, sentimental e instintiva que vivem nessa esfera inferior, especialmente nossos defeitos mais antigos; por isso, são de difícil eliminação; sempre surgem como monstros gigantescos e milenares diante da visão interna. Na Segunda Montanha (Caminho de Iniciação), a paciência e a serenidade precisam ser elevadas a infinitos graus porque o trabalho se torna extremamente delicado e sutil.

IMPORTANTE: Compartilhe este artigo no Facebook.

Clique na imagem – ajude a Biblioteca

Conheça nossa página do FACEBOOK e acesse vários artigos interessantes:

facebook-wallpaper-21551

Perguntas Norteadoras para cada Setênio da Biografia Humana

Perguntas Norteadoras para cada Setênio da Biografia Humana

Apostila do curso Líder de Si – Módulo de Biografia Humana

Milene Mizuta

 3

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

Perguntas Norteadoras para o Primeiro Setênio

  • Qual foi a minha primeira lembrança?
  • Como era a casa, o lar, as pessoas e os ambientes que você morava nessa época?
  • Qual era a sua relação com pai, mãe, irmãos, avós. Moravam todos juntos na mesma casa?
  • Quais eram seus brinquedos ou brincadeiras?
  • Havia aconchego no seu lar?

Perguntas Norteadoras para o Segundo Setênio

  • Com que idade você ingressou na escola?
  • Com que idade foi alfabetizado?
  • Lembra-se dos professores e matérias prediletas?
  • Quais foram os conceitos normas e costume que recebeu naquela época?
  • Tinha atividades artísticas?
  • Praticava esporte? Fazia excursões? Tinha contato com a natureza?
  • Como eram as férias?
  • Algum fato marcante aos 9 anos? Algum marcante aos 12?
  • Nessa fase teve algum vislumbre da profissão?
  • Quando entrou na puberdade como lidou com as mudanças corpóreas?

Perguntas Norteadoras para o Terceiro Setênio

  • Como foi o desenvolvimento da personalidade naquela época?
  • Teve seu espaço físico e anímico?
  • Como foi sua escolha profissional? Foi respeitado?
  • Quais eram os seus ideais?
  • Que pessoas influenciaram você positivamente e negativamente?
    Quais responsabilidades teve que assumir na época?
  • Precisou trabalhar ou pode investir na sua formação profissional?
    Como eram os relacionamentos com o sexo oposto?
  • Como era o relacionamento com seus pais?

Perguntas Norteadoras para o Quarto Setênio

  • Escolhi a profissão certa?
  • Tive oportunidade de vivenciar várias situações de trabalho?
  • Vivenciar várias experiências profissionais?
  • Tive um bom chefe?
  • Que papéis assumi?
  • Consegui colocar meus ideais em prática?
  • Quais talentos e aptidões deixei para trás?
  • Como escolhi meu parceiro?
  • Consegui uma boa relação com o mundo, com a organização de trabalho com a família e comigo mesmo?
  • Quais minhas habilidades técnicas?

Perguntas Norteadoras para o Quinto Setênio

  • A minha individualidade pode se desenvolver bem? Pode se expressar?
  • Eu me senti oprimida ou oprimia alguém?
  • Encontrei meu local de atuação?
  • Sentia-me valorizado? Em que sentia minha valorização?
  • Quais os encontros que tive, marcantes, entre os 30 e 33 anos?
  • Ocorreu alguma modificação importante em minha vida nessa fase?

Perguntas Norteadoras para o Sexto Setênio

  • Acrescentaram-se novo valores a minha vida?
  • Consegui fazer transformações em minha vida em função desse novos valores?
  • Senti uma modificação essencial, por volta dos 37 anos?
  • Estou encontrando minha missão de vida? Estou a caminho dela?
  • Encontrei e aceitei minha questão básica de vida?
  • Como os outros me vêem? Como vejo a mim mesmo?
  • Que ilusões sobre mim mesmo tive que desmantelar?

Perguntas Norteadoras para o Sétimo Setênio

  • Estou desenvolvendo alguma criatividade nova? Em que área?
  • Estou procurando ou já encontrei um novo hobby para esta fase?
  • O que eu deixei para trás de aptidões, potenciais e talentos que agora posso e quero resgatar?
  • No meu trabalho, estou preocupado com os meus sucessores?
  • Tenho conseguido doar meus frutos maduros? Para quem?
  • Como esta meu casamento? Meu relacionamento? A relação com meus filhos?

Perguntas Norteadoras para o Oitavo Setênio

  • Consegui encontrar um novo ritmo de vida?
  • Como esta meu ritmo anual, mensal, semanal e diário?
  • Quais são os galhos secos da minha árvore que tenho que cortar para que novos brotos possam nascer?

Perguntas Norteadoras para o Nono Setênio

  • Como eu vejo a minha biografia na sua totalidade?
  • O que eu consegui realizar?
  • Há ainda tarefas que eu gostaria de completar, ou há outras a realizar?
  • Como eu lido com meus empecilhos físicos ou doenças (se é que tenho alguma)?
  • Como estou cuidando do corpo, da memória, dos órgãos dos sentidos?
  • Existem relacionamentos que não foram absorvidos ou que tenham ficado com questões em aberto?
  • Como está a questão dos meus bens?
  • Como esta a questão da aposentadoria?
  • Tenho momentos de graça, sentimento de gratidão e alegria?
  • Sou capaz de perdoar?

Olhe agora para o grande panorama de sua vida e pergunte-se:

  • O que se repete sempre na minha biografia?
  • Há em minha história de vida coisas supérfluas, que gostaria de desfazer?
  • Como devo agir para livrar-me delas?
  • Qual o primeiro passo que darei em direção a minha mudança?

Escreva um passo nos âmbitos profissional e pessoal você dará em direção a sua mudança de futuro, colocando-os em ordem de realização e prazo em que serão cumpridos. Lembre-se toda meta deve ser:

  • Mensurável (Quanto)
  • Específica (O que)
  • Tempo / Prazo (Quando)
  • Ação alcançável (Como)
  • Significado pessoal (Porque)

IMPORTANTE: Compartilhe este artigo no Facebook.

Clique na imagem – ajude a Biblioteca

Conheça nossa página do FACEBOOK e acesse vários artigos interessantes:

facebook-wallpaper-21551

Os 12 Trabalhos de Hércules x O Caminho da Iniciação

Os 12 Trabalhos de Hércules x O Caminho da Iniciação

Hércules: o Herói dentro de cada um

hercules-on-the-pyre-1617

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

“Hércules é o herói que alegoriza o Homem Autêntico – o Auto realizado. Somente o Herói Solar pode realizar tal tarefa, valente e destemido, onde vive a personificação do Cristo Íntimo.”

Ao estudarmos as narrativas de Hércules e seus Doze Trabalhos, inclusive correlacionando-os com a passagem através dos Doze Signos do Zodíaco, podemos abordar a questão do ponto de vista do aspirante espiritual ou iniciado, individualmente, ou do plano da humanidade como um todo.

As provas a que Hércules se submeteu podem ser enfrentadas por milhares de indivíduos que trilham o caminho do desenvolvimento espiritual consciente e da iniciação.

Cada um de nós é um Hércules em embrião; os trabalhos, que ontem foram de Hércules, são de toda a humanidade, ou pelo menos de todos aqueles que mantêm as rédeas de sua evolução em mãos, tendo em vista a iluminação espiritual.

Os trabalhos de Hércules demonstram o caminho que aguarda o aspirante espiritual sincero, aquele estágio do buscador espiritual inteligente, onde, tendo desenvolvido a mente e coordenado suas habilidades mentais, emocionais e físicas, esgotou os interesses no mundo fenomênico e procura expandir sua consciência. Esse estágio sempre foi expresso pelos indivíduos mais evoluídos de todos os tempos.

Enquanto escalamos a montanha da verdadeira Iniciação, vamos eliminando todo medo e aprendendo a controlar as forças inerentes à natureza humana, até que possamos nos tornar um servidor da humanidade, eliminando a competição e os objetivos egoístas.

Ao se aprofundar nos Doze Trabalhos de Hércules, torna-se claro qual deve ser a conduta de cada aspirante e iniciado no Caminho do Discipulado e da Iniciação Real. Um grande desafio é trazer, para nosso dia a dia hoje, novas maneiras de expressar e vivenciar as velhas verdades contidas nestes mitos, de forma a ajudar as velhas fórmulas para o desenvolvimento espiritual a adquirirem nova e pulsante vida para nós.

Este é o desafio de sempre atualizar a luta humana para se superar a natureza animal, fazer desabrochar a natureza humana e revelar a natureza divina oculta em cada um de nós, o que está tão bem configurado nos Trabalhos de Héracles.

Os Doze Trabalhos de Hércules oferecem um quadro sintético do progresso da alma, indo da ignorância à sabedoria, do desejo material à conquista espiritual, de tal modo que o fim possa ser visualizado a partir do início, e a cooperação inteligente com o propósito da alma substitua o esforço feito às cegas.

Verifica-se que a história das dramáticas experiências desse grande e venerável Filho de Deus, Hércules ou Héracles, serviria justamente para focalizar qualquer uma das faces da vida o aspirante espiritual em seu esforço para expansão da consciência e realização espiritual.

Este tema é tão rico e profundo, que todos nós, lutando em nossa atual vida moderna, podemos aplicar a nós mesmos os testes e provas, os fracassos e as conquistas desta figura heróica que lutou valorosamente para atingir a mesma meta que nós almejamos.

Através da cuidadosa e reflexiva leitura deste mito, talvez possam ser despertados na mente do buscador espiritual um novo interesse e um impulso renovado, pois diante de um tal quadro do desenvolvimento e do destino especial do homem, ele pode querer prosseguir com redobrada coragem e determinação na Senda.

Em sua narrativa mítica, podemos acompanhar como Hércules se esforçou e desempenhou o papel de buscador espiritual. Neste Caminho, ele desembaraçou-se de certas tarefas, de natureza simbólica, e viveu certos episódios e acontecimentos que retratam, em qualquer época, a natureza do treinamento e das realizações que caracterizam o homem que se aproxima da libertação pela senda iniciática.

Ele representa um filho de Deus encarnado, mas ainda imperfeito, que definitivamente toma em suas mãos a natureza inferior e, voluntariamente, submete-a a disciplina que finalmente fará emergir o divino. É a partir do ser humano falível, mas que é sinceramente dedicado, inteligentemente consciente do trabalho a ser realizado, que se forma um iniciado ou um Adepto.

Duas grandes e dramáticas histórias têm sido conservadas diante dos olhos dos homens ao longo do tempo. Nos Doze Trabalhos de Hércules, o Caminho da Iniciação é retratado e suas experiências, preparatórias e que conduzem ao grande ciclo de iniciações, podem ser reconhecidas pelo homem que sinceramente aspira a este Caminho. Na vida e obra de Jesus Cristo, radiante e perfeito Filho de Deus, o Reparador, que penetrou o véu por nós, deixando-nos o exemplo para que seguíssemos seus passos, temos retratadas as etapas do Caminho Iniciático de Libertação ou Regeneração e Reintegração, que são os episódios culminantes para os quais os Doze Trabalhos preparam o discípulo.

O oráculo falou e suas palavras ressoam através das eras:

 ”Homem, conhece-te a ti mesmo.”

Este conhecimento é a mais importante realização no caminho do discipulado e a recompensa de todo o trabalho de Hércules. Sem este conhecimento, não se pode avançar seguramente na senda da Iniciação. Somente assim, o homem pode-se encaminhar firmemente para tornar-se definitivamente auto-consciente e intencionalmente se impõe a vontade da alma – que é essencialmente a vontade de Deus – sobre sua natureza inferior.

Neste caminho, o indivíduo submete-se a um trabalho sobre si mesmo que demanda esforço e dedicação, pureza de coração e caridade, para que a flor da alma possa desabrochar mais rapidamente.

Simbolicamente, é uma obra onde um solvente psíquico (psique = alma) consome toda escória e deixa apenas o ouro puro. É um processo de refinamento, sublimação e de transmutação, continuamente levado adiante até finalmente se alcançar o Monte da Transfiguração e da Iluminação.

Em suma, trata-se de alquimia superior. Os Doze Trabalhos demonstram exatamente este caminho acima, onde os mistérios ocultos e as forças latentes nos seres humanos são descobertos e têm de ser utilizados de maneira divina e de acordo com o divino propósito sabiamente entendido.  Quando são utilizados desta maneira, o iniciado vê-se em sintonia com energias e poderes divinos similares, que sustentam as operações do mundo natural.

Torna-se, assim, um trabalhador sob o plano de evolução e um cooperador com aquela “nuvem de testemunhas”, a Igreja Invisível do Cristo, que através do poder de sua supervisão, e do resultado de sua realização, engloba hierarquias espirituais por meio das quais a Vida Una guia a humanidade para sua gloriosa consumação.

Essa é a meta da série de trabalhos de Hércules, e com essa meta, a humanidade como um todo alcançará sua conquista espiritual grupal através das múltiplas perfeições individuais. Outra grande e sábia maneira de se enxergar este mito é apresentá-lo como um aspecto especial da Astrologia.

Acompanhamos a história de Hércules à proporção que ele percorre os doze signos do Zodíaco. Ele expressou, uma a uma, as características de cada signo, e em cada um, ele conquistou um novo conhecimento de si mesmo, e através desse conhecimento, demonstrou o poder do signo e adquiriu os dons que o signo confere.

Em cada signo, vamos encontrá-lo superando suas próprias tendências naturais, controlando e governando seu próprio destino, e demonstrando o fato de que astros predispõem, mas não controlam. Esta visão astrológica do mito é uma apresentação sintética dos acontecimentos cósmicos que se refletem em nossa vida planetária, na vida da humanidade como um todo, e na vida do indivíduo, o qual é sempre o microcosmo do macrocosmo.

Este estudo fornece indicações claras para a compreensão dos propósitos de Deus para a evolução do mundo e do homem. Somente a consciência de que somos partes integrantes de um Todo maior e o conhecimento da divina totalidade, pode revelar o propósito mais vasto.

Hércules representou astrologicamente a história de vida de cada aspirante espiritual e iniciado, e demonstrou o papel que a unidade deve desempenhar na Obra eterna. A analogia astrológica dos Doze Trabalhos de Hércules diz respeito aos doze tipos de energias por meio dos quais a consciência da Realidade divina é obtida.

Através da superação da forma e da subjugação do homem inferior, é-nos mostrado um quadro do desenrolar da auto-realização divina. Hércules, em seu corpo físico, embaraçado e limitado pelas tendências a ele conferidas pelo signo no qual ele cumpria sua tarefa, alcançou a compreensão da sua própria divindade essencial.

As provas a que Hércules voluntariamente se submeteu, e os trabalhos a que, às vezes impensadamente, atirou-se, são aqueles possíveis para muitos de nós ainda hoje. É evidente que, curiosamente, vários detalhes da sua dramática, e às vezes divertida, história dos seus esforços de ascensão podem ser aplicáveis em nossas vidas modernas.

Cada um de nós é mesmo um Hércules em embrião, deparando-nos com idênticos trabalhos; cada um de nós tem a mesma meta a conquistar e o mesmo círculo do Zodíaco a abranger. Hércules aprende a lição de que agarrar-se a qualquer coisa do eu separado não faz parte da missão de um filho de Deus.

Ele descobre que é um indivíduo, apenas para descobrir que o individualismo deve ser sabiamente sacrificado pelo bem do grupo. Ele descobre também que a ambição egoísta não tem lugar na vida do aspirante espiritual que está em busca de libertação dos ciclos recorrentes de existência e da constante crucificação na cruz da matéria.

As características do homem imerso na vida da forma e sob o domínio da matéria são o medo, o individualismo, a competição e a cobiça. Estes têm de ceder lugar à confiança espiritual, à cooperação, à consciência grupal e ao altruísmo.

Esta é a lição que Hércules traz; esta é a demonstração da vida de Deus que está sendo trazida à operação no processo criativo, e que floresce, de maneira sempre mais bela, a cada volta que a vida de Deus faz em torno do Zodíaco.

Esta é a história do Cristo cósmico, crucificado na Cruz Fixa dos céus; esta é a história do Cristo histórico, apresentada nos Evangelhos e representada, na Palestina, há dois mil anos; esta é a história do Cristo individual, crucificado na cruz da matéria e encarnado em cada ser humano.

Este é a história de nosso sistema solar, a história de nosso planeta, a história do ser humano. Assim, ao admirarmos os estrelados céus acima de nós, temos eternamente representado para nós este drama magnífico, o qual é detalhadamente explicado ao homem pelos Doze Trabalhos de Hércules.

Nos próximos posts falaremos um pouco de cada tarefa…

IMPORTANTE: Compartilhe este artigo no Facebook.

Clique na imagem – ajude a Biblioteca

Conheça nossa página do FACEBOOK e acesse vários artigos interessantes:

facebook-wallpaper-21551

A RESPOSTA CERTA

A RESPOSTA CERTA

Chico Xavier

a melhor resposta

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

Para o sarcasmo é caridade em forma de silêncio.
Para a calúnia, a resposta é caridade em forma de perdão.
Para o egoísmo, a resposta é caridade em forma de renúncia.
Para o fanatismo, a resposta é caridade em forma de tolerância.
Para a ingratidão, a resposta é caridade em forma de esquecimento.
Para a preguiça, a resposta é caridade em forma de trabalho.
Para a tentação, a resposta é caridade em forma de resistência.
Para a ignorância, a resposta é caridade em forma de educação.
Para a violência, a resposta é caridade em forma de brandura.
Para o crime, a resposta é caridade em forma de socorro às vítimas da delinqüência.
Para as trevas, a resposta é caridade em forma de luz.
Para todas as atividades inferiores, a resposta é caridade em auxílio à criação do melhor.
Em qualquer problema no caminho da vida,
a resposta cristã será sempre desfazer a força do mal pela força do bem.

IMPORTANTE: Compartilhe este artigo no Facebook.

Clique na imagem – ajude a Biblioteca

Conheça nossa página do FACEBOOK e acesse vários artigos interessantes:

facebook-wallpaper-21551

O Amor

O Amor

Amor

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine.
Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanhas, se não tiver amor, nada serei.
Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me valerá.

O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor.
O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca perece; mas as profecias desaparecerão, as línguas cessarão, o conhecimento passará.
Pois em parte conhecemos e em parte profetizamos; quando, porém, vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá.

Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino.
Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas, então, veremos face a face. Agora conheço em parte; então, conhecerei plenamente, da mesma forma como sou plenamente conhecido. Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor.

IMPORTANTE: Compartilhe este artigo no Facebook.

Clique na imagem – ajude a Biblioteca

Conheça nossa página do FACEBOOK e acesse vários artigos interessantes:

facebook-wallpaper-21551

A Consciência da Força Interior

A Consciência da Força Interior

Robert-and-Shana-ParkeHarrison_393

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

“Quando somos conscientes da nossa força interior, circunstâncias difíceis parecem muito fáceis de atravessar. Nada parece ser impossível. Nada parece ser um grande obstáculo. É a força interior que permite uma travessia fácil e rápida sobre as situações difíceis e desafiadoras da vida. Quando temos a capacidade de voar, ou seja, de ir além das situações, não experimentamos as escravidões provocadas por elas. Quando estamos lá em cima, tudo que está abaixo parece muito pequeno e insignificante. Nessa posição somos inabaláveis.”

IMPORTANTE: Compartilhe este artigo no Facebook

Clique na imagem – ajude a Biblioteca

Conheça nossa página do FACEBOOK e acesse vários artigos interessantes:

facebook-wallpaper-21551

DESAFIOS AOS PAIS CONTEMPORÂNEOS – parte 5

O Exercício da Maternidade/Paternidade Atenta

DESAFIOS AOS PAIS CONTEMPORÂNEOS – parte 5

Ana Paula Cury

Image055

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

A maternidade/paternidade atenta é uma convocação para o despertar de uma nova consciência e uma nova intencionalidade para as possibilidades, benefícios e desafios da tarefa de criar os filhos. Esta consciência, que vem a ser atenção consciente, pode levar à compreensão mais profunda de nossos filhos e de nós mesmos.

A atenção tem o potencial de penetrar no fundo das aparências e comportamentos e nos permitir enxergar mais claramente e agir com mais sabedoria e compaixão. Esta pode ser uma prática regeneradora e transformadora.

Neste caminho, muitas vezes nossos filhos são como mestres, eternamente desafiadores, sempre nos oferecendo oportunidades de fazer o trabalho interno de compreender quem somos e quem eles são, para que possamos estar em contato com o que é realmente importante e lhes dar aquilo de que necessitam a fim de desvelar todo seu potencial. Ao longo desse processo, podemos descobrir que esta consciência permanente pode nos liberar de alguns hábitos de percepção e relacionamento mais limitadores, as camisas de força e as prisões mentais que adquirimos ou construímos para nós mesmos.

Quanto mais conseguirmos ter em mente a beleza e completude intrínsecas de nossos filhos, especialmente nos momentos em que isso nos é mais difícil, tanto mais aprofundaremos nossa capacidade de agir atentamente.

Esses nossos “professores” certamente nos oferecerão inúmeros momentos de maravilhamento e felicidade, e oportunidades para os sentimentos mais profundos de ligação e amor. E também evocarão nossas inseguranças, testarão nossos limites, tocarão aqueles nossos pontos que temos medo de tocar. Estão sempre como um espelho para que nos olhemos. Se estivermos dispostos a prestar atenção, eles nos mostrarão o melhor da vida, inclusive seu mistério, enquanto compartilhamos esta jornada com eles.

Para colocarmos essa atenção consciente em nosso relacionamento com nossos filhos, é bom saber algo sobre ela: Essa atenção significa uma consciência permanente desprovida de crítica. É algo que desenvolvemos cultivando a capacidade de nos concentrar, intencionalmente, no momento presente, e manter essa concentração da melhor forma possível.

Em geral, vivemos a maior parte do tempo ligados no piloto automático, sem dar importância a muitas coisas importantes ou deixando-as passar totalmente despercebidas, e julgando tudo o que experimentamos a partir de opiniões apressadas e muitas vezes não ponderadas, baseadas no que gostamos ou deixamos de gostar, no que queremos ou deixamos de querer.

A atenção consciente nos oferece um meio para nos concentrarmos no que quer que estejamos fazendo a cada momento, e com isso, enxergarmos uma realidade mais profunda por trás do véu de nossos gestos e pensamentos automáticos.

A atenção consciente sempre esteve no cerne de todos os caminhos de desenvolvimento espiritual. Ela é uma disciplina meditativa. É interessante observar como no vocabulário grego existe uma grande proximidade entre as palavrasproseuchè – oração eprosochè – atenção. Como diz LeLoup, um homem atento é já um homem que ora; “nesse caso, a oração não é outra coisa senão a atenção do coração à Presença Una que transforma cada coisa em um presente; um reconhecimento agudo e terno daquele que É em tudo o que é…”

Malebranche também disse: “A atenção é a prece natural da alma”.

E agora até mesmo a neurociência reconhece estas relações entre oração/meditação e atenção através de estudos por ressonância magnética que demonstram uma maior ativação de áreas do cérebro relacionadas com a função atenção em estados meditativos e seus efeitos sobre a saúde.

Não é um acaso se os antigos terapeutas eram chamados grandes vigilantes; os monges também se juntaram a eles nesse labor e é desta atenção que é extraído seu conhecimento e louvor. Aliás, a atenção constitui o momento único em que a inteligência e o coração podem estar juntos.

Diádoco de Fótice convida incessantemente a prestar atenção; disso, os manuscritos de sua obra revelam: “Quando um psiquismo (psichè) começa a se purificar pela intensidade de sua atenção, nesse caso, como se fosse um verdadeiro remédio de vida, ele sente o frêmito divino que o queima”.

Aqui, a atenção é considerada como um remédio; trata-se do retorno ao Real. A atenção é exatamente este caminho de retorno: ela faz-nos voltar desse esquecimento do Ser; ainda mais, ela faz-nos sair do inferno que é a ausência de misericórdia.

“… A atenção é neste caso, outro nome para dizer Amor, quando este não se contenta com emoções ou boas vontades, mas torna-se o exercício cotidiano de um encontro com o que é, com o que somos.

Através dos labirintos de nossas preocupações, seria necessário conservarmos um fio de feliz vigilância. Sem essa vigilância, como poderíamos reconhecer a Presença Una, sob suas múltiplas formas, e degustar seu sabor (sapienza)? Como poderíamos cuidar do Ser?”

O exercício da educação atenta envolve ter em mente o que é verdadeiramente importante enquanto estamos executando as atividades do dia-a-dia com nossas crianças. Na maior parte do tempo, podemos achar que precisamos nos lembrar do que é isso, ou mesmo admitir que não o sabemos naquele momento, pois é fácil perder o fio do sentido e o rumo de nossas vidas. Mas mesmo nos momentos mais difíceis e às vezes terríveis que enfrentamos como educadores, podemos cuidadosamente recuar e começar de novo, perguntando-nos como se pela primeira vez, e vendo com novos olhos: “O que é verdadeiramente importante aqui?”

De fato, ser atento na educação de crianças significa ver se podemos lembrar-nos de colocar este tipo de concentração, abertura e sabedoria em todos os momentos que temos com elas. E para isto, é preciso aprender a ficar em silêncio dentro de nós mesmos. Na quietude, estamos mais preparados para enxergar além do tumulto, nebulosidade e reatividade endêmicos em nossas mentes, nos quais freqüentemente nos enredamos, e assim, desenvolver a lucidez, a calma e a percepção, aproveitando essas coisas diretamente em nosso trabalho com nossas crianças.

Como todo mundo, nós temos nossas necessidades e desejos, assim como as crianças. E tanto em aspectos importantes como em aspectos banais, estas necessidades podem ser muito diferentes e até conflitantes. E este choque de necessidades, especialmente se estamos estressados, sobrecarregados e esgotados, pode se tornar num cabo de guerra, uma competição, um medir forças para ver quem sai ganhando.

Ao invés de competir com as crianças, os educadores atentos desenvolvem uma consciência, exatamente em momentos assim, de como nossas necessidades são interdependentes. O bem-estar das crianças afeta o nosso, e o nosso afeta o deles. Isto é, se eles não estão bem nós sofremos, e se não estamos bem, eles sofrem.

Isto significa que temos de estar sempre trabalhando para perceber as necessidades deles assim como as nossas, tanto emocionais quanto físicas, e, dependendo da idade deles, dialogar e chegar a acordos com eles e internamente conosco, para que todo mundo consiga um pouco daquilo de que mais necessita. Pela qualidade de nossa presença, nosso compromisso com eles é sentido, mesmo nas horas mais difíceis. E com o tempo, podemos fazer escolhas mais ditadas por essa ligação sincera, o que certamente envolverá mais bondade e sabedoria.

Consideramos o trabalho dos educadores uma responsabilidade sagrada. Em geral, espera-se dos pais e educadores que sejam nada menos que protetores, nutridores, confortadores, professores, guias, companheiros, modelos e fontes de amor e aceitação incondicionais. Bem sabemos que não conseguimos corresponder totalmente a isso. Mas se pudermos ter em mente essa concepção desse trabalho como uma responsabilidade sagrada, e colocarmos um pouco de atenção no processo à medida que ele se desenvolve, é muito mais provável que nossas respostas sejam guiadas por uma consciência do que esse momento, ou esse menino ou menina _ nesse estágio de sua vida _ está nos pedindo, com seu ser e seu comportamento. Estando à altura desse desafio, podemos não apenas acabar fazendo o que é melhor para eles, mas também revelar e passar a conhecer o que temos de melhor e de mais profundo.

A educação atenta requer o reconhecimento e identificação dos desafios que enfrentamos diariamente na tentativa de fazer um trabalho consciente como educadores. Neste exercício de atenção, a consciência tem de ser inclusiva. Quer dizer, tem de incluir o reconhecimento de nossas próprias frustrações, inseguranças e defeitos, nossos limites e limitações, e até nossos sentimentos mais sombrios e destrutivos, e as maneiras como podemos nos sentir esmagados ou desfeitos. Desafia-nos a trabalhar essas questões de forma consciente e sistemática.

Assumir uma tarefa destas é pedir muito de nós mesmos. Pois em diversos aspectos somos produtos e, às vezes, em maior ou menor grau, prisioneiros dos fatos e circunstâncias de nossa infância. Já que a infância molda significativamente nossa visão de mundo e de nós mesmos, nossas histórias inevitavelmente moldarão nossa visão de nossas crianças e “do que eles merecem” ou de como devem ser tratados, ensinados e socializados. Mesmo que às vezes não percebamos, somos muito apegados às nossas visões, sejam elas quais forem, como se estivéssemos dominados por encantos poderosos. Só quando percebemos esta característica é que podemos aproveitar o que houve de bom, positivo e enriquecedor no modo como fomos educados , e superar os aspectos que podem ter sido destrutivos e limitadores.

Para aqueles de nós que tiveram de se fechar, de não ver, de suprimir os sentimentos para sobreviver à própria infância, tornar-se mais atento pode ser especialmente difícil e doloroso. Nessas horas, em que somos governados por nossos antigos demônios, em que vêm à tona crenças prejudiciais, padrões destrutivos e pesadelos de nossa infância, e somos atormentados por sentimentos negros e achamos que as coisas são ou pretas ou brancas, é complicadíssimo parar e ver as coisas com novos olhos.

Mas o que conta não é a perfeição de resultados, e sim, a qualidade do esforço, o sentido de compromisso. A educação atenta é um processo contínuo de aprofundamento e refinamento da consciência e da habilidade de estarmos presentes e agir com sabedoria. Não é uma tentativa de atingir objetivos ou resultados fixos, por melhores que sejam. Uma parte importante deste processo é justamente sermos compassivos conosco mesmos. Isto significa enxergar e aceitar nossas limitações, cegueiras, nossa humanidade, falibilidade, e trabalhar com estas deficiências de forma atenta, procurando fazer o melhor possível.

Agora, é preciso que se diga, este é um trabalho para quem se interessa, de verdade, pelo bem-estar e qualidade de vida das crianças. É para quem realmente quer demonstrar amor através de seu ser e de seus atos cotidianos. Não é provável que possamos fazer isto se não tivermos esta motivação como ponto de partida. Assim, antes que vocês me perguntem “Como podemos fazer isso?” eu preciso perguntar: Vocês querem fazer isto? Por que se não formos pessoas autênticas e em contato com a totalidade dos sentimentos que experimentamos, não avançaremos neste caminho. Como todos nós sabemos, há poucas respostas fáceis ou soluções simples no que diz respeito à educação de seres humanos. Por outro lado, não se trata tanto de resultados perfeitos, e sim, de amor em ação. De compromisso assumido em amor. De decidir o que se quer e ser fiel a tal propósito com o melhor de nossas forças.

“O compromisso de educar nossos filhos é uma tarefa Sagrada”

IMPORTANTE: Compartilhe este artigo no Facebook.

Clique na imagem – ajude a Biblioteca

Conheça nossa página do FACEBOOK e acesse vários artigos interessantes:

facebook-wallpaper-21551

DESAFIOS AOS PAIS CONTEMPORÂNEOS – parte 4

Auto desenvolvimento no passado e no presente

DESAFIOS AOS PAIS CONTEMPORÂNEOS – parte 4

Ana Paula Cury

desafio para os pais 5

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

Em tempos antigos, na infância da humanidade, o homem foi guiado, a princípio, diretamente por seres espirituais, e mais tarde por líderes espirituais que estavam abertos à inspiração e direção de seres mais elevados. Estes que se converteram em guias de seus semelhantes, desenvolveram a capacidade para isso nos assim chamados locais de mistérios. Um longo e rigoroso aprendizado levava por fim à chamada iniciação – o coroamento de um processo que despertava gradual e progressivamente capacidades de percepção supra-sensível, permitindo-lhes conhecer as diretrizes a partir das quais se devia realizar o esplendor de uma época cultural.

Rudolf Steiner descreve todos os mistérios pré-cristãos como sendo mistérios da sabedoria. Todos os conteúdos destes mistérios estavam direcionados no sentido de proporcionar ao discípulo um acesso à sabedoria oculta da qual surgira toda a Criação. A antiga iniciação estava orientada para o passado – ela buscava uma volta à fonte da qual fluiu a sabedoria inerente a toda a natureza e obra divina. E assim, recebendo o que emanava dos deuses como sabedoria, estes líderes podiam ordenar toda a vida social e cultural impulsionando seus semelhantes conforme o que cabia realizar para cumprir a meta daquele estágio evolutivo.

Hoje, já não é tempo de se confiar e deixar-se guiar por uma autoridade externa. O ponto de partida para o ser humano é sua capacidade intelectual altamente desenvolvida. O pensar claro, autônomo, em que o eu vivencia a si mesmo. Ele pode, em liberdade, tomar nas mãos o próprio desenvolvimento, formar seu próprio mundo social e até transformar a natureza. Nesta época o ser humano é convocado para o empreendedorismo, para a tomada de iniciativas, para assumir responsabilidade pessoal. Para a atividade como artista (que de modo criativo, forma algo novo). Essas mencionadas características têm em comum a ação, o colocar em ação a vontade própria.

Desse ponto de vista, é compreensível que Rudolf Steiner tenha falado sobre os novos mistérios como mistérios da vontade. Os antigos mistérios da sabedoria entraram em decadência e perderam sua força inspiradora no decorrer da evolução. O que antes era ainda revelação viva morreu na tradição e no dogmatismo. Se antes todas as áreas da vida possuíam uma orientação espiritual com uma qualidade que reintegrava o homem à sua origem, à sua essência, com o início da época moderna e a ruptura da consciência que passa a ser orientada para o mundo sensorial exterior, a orientação espiritual se perdeu. A cultura já não é mais inspirada pelos centros de mistérios, onde se abrigava a antiga espiritualidade; ela recebe seu conteúdo daquilo que as pessoas, por suas próprias forças, desenvolvem em termos de ideias. Em certo sentido, os centros de pesquisa das universidades assumiram a direção que outrora era dada pelos antigos mistérios. Eles indicam com sua ciência – e com a continuação desta: a técnica – a direção da sociedade.

Sem uma nova orientação para o espiritual, esse desenvolvimento nos conduziu a um materialismo cada vez maior. “A combinação de ciência e máquinas ameaçará a civilização com três formas de destruição se não nos unirmos o suficiente e nos voltarmos para o supra-sensível.” disse Steiner. Estas são as coisas que têm tido um efeito progressivamente intenso desde meados do século XV e estão agora roubando aos seres humanos sua própria humanidade. Se as pessoas levarem o pensamento mecanicista e a indústria ao que resta da vida, então seus espíritos tornar-se-ão mecanizados, suas almas dormentes e vegetabilizadas, e seus corpos animalizados.”

Ele considerou sua tarefa indicar caminhos para essa nova orientação rumo ao espiritual. Mas agora não mediante uma volta ao passado, e sim graças a uma vontade espiritual para o futuro.

Em toda parte onde respostas para perguntas desta época são procuradas com base na Antroposofia, essa vontade espiritual é despertada. Ali os novos mistérios se tornam atuais, e são mistérios da vontade.

As provas iniciáticas que pertencem a este caminho de aprendizado nesses mistérios não sucedem em templos secretos e distantes, e sim na vida diária, em todo contexto em que se age e onde tem lugar o relacionamento com outras pessoas: na família, no trabalho, no trânsito, na vida comercial, etc. Em todas essas situações de vida a coragem é exigida, e passos são dados em direção a uma iniciação da vontade.

Resta-nos agora indagar, como o despertar para a busca de um caminho interior no qual se procure cultivar a própria essência, a própria espiritualidade se relaciona com a tarefa de educar os filhos?

Toda educação é autoeducação, e nós na qualidade de professores e educadores, em realidade formamos apenas  o ambiente em que a criança se educa a si mesma. Devemos propiciar-lhe o ambiente mais favorável possível, para que junto à nós ela se eduque da maneira como deve ser educada por seu destino interior.” Rudolf Steiner

 

Para sermos pais conscienciosos, precisamos fazer um trabalho interior conosco mesmos aliado ao trabalho exterior de criar e proteger nossas crianças. O conselho técnico que podemos aprender nos livros para nos ajudar no trabalho exterior precisa ser complementado por uma autoridade interna que só podemos cultivar e conquistar em nós mesmos por meio da lapidação de nossa experiência pessoal. Esta autoridade interna só se desenvolve quando nos damos conta de que, apesar de todos os acontecimentos que escapam ao nosso controle, continuamos sendo primordialmente através das escolhas que fazemos em razão desses fatos, e através do que partiu de nós mesmos, os autores de nossas vidas. Ao perceber isso, podemos acabar reconhecendo o quanto é importante para nossos filhos e nós mesmos assumir responsabilidade pela forma como vivemos nossa vida e pelas consequências das escolhas que fazemos.

A autoridade e autenticidade interiores podem ser extraordinariamente desenvolvidas se fizermos esse trabalho interior. Nossa autenticidade e nossa sabedoria aumentam quando estamos conscientes das coisas que fazemos. Quando temos nossa atenção presente em cada pensamento, ato ou palavra. Com o tempo, podemos aprender a conhecer mais profundamente cada um de nossos filhos e saber o que precisam e tomar a iniciativa de descobrir formas apropriadas de educá-los promovendo seu crescimento em todos os sentidos. Também podemos aprender a interpretar os sinais diversos e muitas vezes enigmáticos que ás vezes eles nos enviam através de seu comportamento e confiar em nossa capacidade de encontrar uma maneira adequada de agir. Atenção, exame e consideração constantes são essenciais neste caminho.

Podemos nos tornar pais intencional ou inadvertidamente, mas, seja como for, a paternidade e a maternidade são uma vocação. Na realidade, trata-se de nada menos que uma disciplina espiritual rigorosa – a busca do ideal de realização do que há de mais profundo e verdadeiro em nossa natureza como seres humanos. O simples fato de nos tornarmos pais é um estímulo contínuo para a manifestação do que temos em nós de melhor, mais amoroso, sábio e carinhoso, para sermos as melhores pessoas que pudermos ser.

Lidar com filhos anuncia todo um conjunto novo de solicitações e mudanças em nossas vidas, exigindo que renunciemos a muitas coisas conhecidas e que assumamos outras tantas desconhecidas. Em geral contamos apenas com a bagagem que trazemos de nossa infância, tanto a positiva quanto a negativa, para enfrentar o território desconhecido de ter filhos e educá-los.

E assim como na vida quando nos vemos diante de pressões familiares, sociais e culturais para observar normas em geral tácitas e inconscientes, e de todas as tensões inerentes ao exercício da paternidade, apesar de nossas melhores intenções e do amor que sentimos por eles, muitas vezes estamos ligados no piloto automático. Além disso, quanto maior for nossa preocupação com o tempo, a nossa pressa, tanto menor será o nosso contato com a riqueza, o viço do momento presente Esse momento pode parecer demasiado comum, rotineiro ou fugaz para merecer atenção, e vivendo assim, facilmente caímos na armadilha do automatismo ilusório, enquanto mantemos a crença de que tudo o que fazemos por eles é certo.

Uma atuação automática, não permeada pela atenção consciente pode causar danos profundos ao desenvolvimento da criança. A atitude inconsciente em relação à educação dos filhos também conspira para deter nosso crescimento potencial como pais. Essa inconsciência traz, muitas vezes, tristeza, oportunidades perdidas, sofrimento, ressentimento, censura, sentimentos de autodesvalorização, e outras coisas mais. Se formos capazes de permanecer despertos para os desafios e a vocação da paternidade/maternidade, isso não precisa acontecer. Ao contrário, podemos usar todas as ocasiões que surgirem com nossos filhos para derrubar barreiras em nossas próprias mentes, para enxergar com mais clareza dentro de nós mesmos e estar presentes para eles de modo mais efetivo.

Um dos grandes desafios de se educar filhos em nossa época vem do fato de vivermos numa cultura que não valoriza muito o ofício da maternidade como trabalho válido e honrado. Considera-se perfeitamente aceitável as pessoas dedicarem-se integralmente às suas carreiras ou às suas relações, ou círculos sociais, mas há bem pouco apoio, às vezes até críticas veladas ou mesmo abertas à postura de quem escolhe dedicar-se aos filhos.

A sociedade como um todo, com seus valores e instituições que moldam e ao mesmo tempo refletem o microcosmo de nossas mentes e valores individuais,contribui muito para desvalorizar o trabalho de educação das crianças. Quem recebe os maiores salários no país? Certamente não quem trabalha em creches, nem os professores, cujo trabalho tanto apóia a tarefa dos pais. Onde estão os exemplos, as redes de apoio, o trabalho compartilhado e o trabalho em meio expediente para mães e pais que não se contentam em ficar apenas umas poucas semanas com seus filhos recém-nascidos em casa? Onde estão os subsídios para jovens pais, os cursos de pais, programas adequados de licença paternidade e maternidade, que, por sua prevalência, nos mostram que o trabalho de educar os filhos é da maior importância e é altamente valorizado pela sociedade?

Certamente há coisas boas e razões para se ter esperança. Há também quem veja sua função de pai/mãe como uma missão sagrada, e encontra maneiras criativas e calorosas de orientar seus filhos e cuidar deles, muitas vezes enfrentando grandes obstáculos e dificuldades. Existem também os que se ocupam em criar programas e serviços de orientação às famílias, oferecer conhecimento, alternativas saudáveis de recreação, e assim por diante.

Mas os problemas são desconcertantes e estão criando um ambiente social em que é cada vez mais difícil para as famílias educar filhos saudáveis. Manifestações tangíveis e diárias de amor, apoio, energia e interesse por parte de adultos de carne e osso e respeitados estão-se tornando cada vez mais raras hoje em dia.

Porém, se de um lado somos sujeitos a grandes forças sociais que moldam nossas vidas e as vidas de nossos filhos, por outro, também temos a capacidade como indivíduos de escolher conscientemente como vamos nos relacionar com as circunstâncias e com a era em que vivemos. Todos nós temos o potencial para traçar nossos caminhos, para viver com mais atenção e intencionalidade, e para tentar ver e honrar as profundas necessidades espirituais de nossos filhos e as nossas da melhor forma possível. Traçar um caminho como esse para nós fica mais fácil quando temos uma estrutura maior como parâmetro e entendemos o que estamos fazendo e o que precisa ser feito – uma estrutura que pode nos ajudar no caminho, mesmo que as coisas estejam sempre mudando e nossos próximos passos nem sempre sejam evidentes. O conhecimento científico-espiritual pode fornecer parte desta estrutura. A atenção pode complementá-lo.

Uma relação atenta com a integridade de nossa vida – isto é, com as nossas experiências interiores e exteriores – é uma alternativa profundamente positiva e prática ao modo de operação no piloto automático que adotamos tantas vezes sem sequer perceber. Isso é particularmente importante para nós pais, enquanto fazemos malabarismos para tentar atender a todas as exigências do dia-a-dia e trabalhamos para sustentar nossos filhos e lhes dar aquilo de que precisam num mundo cada vez mais desgastante e complexo.

IMPORTANTE: Compartilhe este artigo no Facebook.

Clique na imagem – ajude a Biblioteca

Conheça nossa página do FACEBOOK e acesse vários artigos interessantes:

facebook-wallpaper-21551

DESAFIOS AOS PAIS CONTEMPORÂNEOS – parte 3

A Família – o início de nossa jornada humana

DESAFIOS  AOS PAIS CONTEMPORÂNEOS – parte 3

Ana Paula Cury

desafio para os pais 4

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

“Amar e educar os filhos, não apenas criá-los, comporta uma enorme gama de ações. Ações que muitas vezes têm sido delegadas, terceirizadas com sérias consequências. A família sempre foi o lugar não apenas do ninho, do abrigo, mas, sobretudo o lugar primeiro da educação, ali onde os seres humanos são iniciados à sua própria humanidade e à humanidade dos seus semelhantes.

Essa passagem da condição animal à condição humana implica em uma atenção cotidiana, uma vigilância e escultura das personalidades, sem a qual a condição animal prevalece, com suas cargas instintivas agressivas e sua ignorância do que chamamos civilização. ”( Rosiska Darci)

Essa escultura sempre foi primordialmente uma arte feminina porque requer qualidades que são atributos arquetipicamente femininos, e aqueles que se dedicarem a esta arte deverão ter desenvolvidas ou em desenvolvimento tais virtudes, sejam eles homens ou mulheres, todos ocupados em trabalhar a “argila humana”.

Iniciar nossos filhos à sua própria humanidade, contudo, é algo que só podemos fazer se formos a um só tempo o barro a ser moldado e artesãos do que estamos potencialmente destinados a ser ou que sonhamos ser. O que caracteriza o ser humano é justamente o fato de que não foi criado perfeitamente pronto e acabado. A afirmação de sua dignidade está precisamente em se elevar acima de sua natureza inferior e a transformar a serviço de algo maior e mais nobre, a dimensão ideal, espiritual do ser. Em sua filosofia da Liberdade, diz Steiner:

“Existe no homem a possibilidade de se transformar, assim como a semente da planta contém em si a possibilidade de evoluir para uma planta completa. A planta se desenvolverá em função da lei que lhe é inerente; o homem permanece em seu estado imperfeito, a menos que assuma a si mesmo como uma matéria a ser transformada por força própria. A natureza faz do homem um mero ser natural; a sociedade, um ser que age conforme leis; um ser livre somente ele pode fazer de si mesmo. A natureza abandona o homem em determinado estado de sua evolução; a sociedade o conduz alguns passos adiante; o último aperfeiçoamento somente ele pode dar a si próprio”.

O homem não recebe sua qualidade humana como dádiva, mas tem que forjá-la, tem que conquistá-la.  E esta conquista se dá ao longo de um caminho de auto desenvolvimento.

IMPORTANTE: Compartilhe este artigo no Facebook.

Clique na imagem – ajude a Biblioteca

Conheça nossa página do FACEBOOK e acesse vários artigos interessantes:

facebook-wallpaper-21551