Arquivo mensais:dezembro 2013

A Magia do final do ano

A Magia do final do ano

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“É o despertar da mente superior, manas,  a inteligência livre das aparências,  ágil, eclética, capaz de ver com clareza a mesma verdade essencial em todas as boas religiões, ciências e filosofias.”

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O tempo é circular. Tudo o que ocorre ao longo dele é cíclico.  Cada final traz  um novo começo, e o modo como terminamos um ano das nossas vidas ajuda a definir como será, para nós,  o ano seguinte.

Um breve momento é resultado, e semente, de processos imensamente longos.   Segundo a filosofia esotérica, também cada ano que passa é um resumo de toda a nossa vida. O final de cada ciclo é oportuno para refletir sobre nossas vitórias e dificuldades, fazer um balanço – e renovar a decisão de  viver de maneira  sábia.

As quatro estações do ano correspondem de certo modo às quatro grandes etapas de uma vida humana. A segunda metade do inverno é a infância, que prepara a primavera da juventude. Por enquanto, tudo parece ajudar o nosso desenvolvimento pessoal: somos protegidos e educados, e as tendências da natureza conspiram a nosso favor.  Já na primavera e no verão, que correspondem ao período que vai da juventude à meia-idade, se dão os  grandes desafios e as principais realizações. Depois vem o outono, a primeira parte da velhice, quando é hora de recolher-se ao fundamental e de substituir com a sabedoria acumulada  a  força que falha cada dia mais. O ciclo termina com a  primeira metade do inverno, a  parte final da velhice. Esta é a época da grande renúncia,  da travessia de volta para o todo universal, de onde um dia viemos, e de onde no futuro  poderemos emergir novamente  para  uma outra forma de existência, sem nada lembrar  do ciclo anterior.

O que permite distinguir as quatro diferentes estações é o ciclo anual da distribuição da energia solar.  O sol é a grande fonte de vida material e espiritual em nosso planeta. O futuro de cada força vital depende diretamente da sua relação com ele. Muito mais que uma estrela física, o sol é na verdade o logos solar, a fonte espiritual de tudo o que ocorre em cada um dos seus planetas. Assim, o ciclo da luz solar em nosso planeta também constitui um mapa que assinala a longa jornada de cada alma humana,  com seus períodos de expansão e retração,  crescimento e decadência, morte e ressurreição.

“O ano místico”, escreveu o teosofista Gottfried de Purucker, “contém quatro pontos sazonais, e estas quatro estações, em seu ciclo,  simbolizam os principais eventos no progresso da alma imortal ao longo do caminho iniciático (de expansão da sabedoria). Primeiro, o solstício do inverno, que é chamado de Grande Nascimento e ocorre quando o aspirante faz com que nasça Deus dentro de si, e pelo menos durante algum tempo se mantém em unidade com o mundo divino em consciência e em sentimentos. Este é o nascimento do Buda interior, que surge do esplendor espiritual do sol, ou o nascimento do Cristo místico.”

A palavra solstício, de origem latina, significa “sol imóvel”. No momento máximo do verão, o solstício é o momento em que a luz do sol para de crescer, para voltar a diminuir, abrindo espaço para o outono. Já no auge do inverno, o solstício  indica o momento em que a luz do sol para de diminuir, para voltar a crescer, preparando a primavera. O solstício do inverno é o momento da noite mais longa do ano, a partir do qual o sol passa a recuperar forças. Daí a ideia de nascimento, ou renascimento.  No hemisfério norte, este evento astronômico corresponde ao período do  Natal, porque os  cristãos adotaram para si a antiga Festa do Sol da tradição pagã.

No hemisfério sul, o solstício de inverno corresponde às nossas festas juninas. Nelas, o fogo noturno simboliza a luz do sol vencendo a noite. A imagem corresponde à  primeira grande iniciação. Há  um nascimento espiritual depois de um  longo período probatório em que o buscador da verdade foi duramente testado pela vida. Desperta o Cristo interior, ou seja, a intuição espiritual, a luz de Buddhi. No Novo Testamento, Jesus fala  (para o bom entendedor) da primeira iniciação  ao ensinar: “Em verdade lhes digo que, se não mudarem, e não se tornarem como as crianças, de modo algum entrarão no Reino dos Céus” (Mateus 18: 3-4). A imagem é clara:  o iniciado do primeiro grau é puro como uma criança. O foco da sua consciência nasceu no nível do eu imortal. Sua consciência pode ser ainda como uma criança indefesa, vivendo precariamente e ameaçada por Herodes (o egoísmo circundante); mas já nasceu e está colocada no centro da vida concreta, iluminando todas as coisas.

O segundo grande momento da jornada evolutiva da alma  avançada é simbolizado astronomicamente pelo equinócio da primavera, em que o dia e a noite têm forças e dimensões iguais, durante a fase crescente da luz. A palavra “equinócio” também tem origem latina e significa “noite igual”. No Brasil, o equinócio da primavera abre em setembro  a estação em que tudo floresce.

A terceira etapa se abre com o solstício do verão, que corresponde, no hemisfério sul,  ao nosso  Natal.  Aqui a duração do dia chegou ao seu ponto máximo e começa a abrir caminho para o outono. O  último grande evento do ciclo  é o equinócio do outono, quando a noite alcança o mesmo tamanho do dia, a caminho do inverno que simboliza a morte. Cada inverno, por sua vez, dará lugar a  um novo renascimento.

A visão da jornada da alma humana imortal através de quatro grandes iniciações, até atingir a perfeição, é tão velha quanto a filosofia esotérica – e imensamente mais antiga que o cristianismo. Muitos séculos antes da era cristã,  a filosofia oriental já tinha nomes sânscritos para os estágios superiores do caminho espiritual. Uma quinta etapa, a “ressurreição de Cristo” é, na verdade,  o despertar   já no reino divino – do grande adepto, mahatma,  rishi ou sábio, que  teve sua condição humana “crucificada”, isto é,  se libertou da roda do renascimento obrigatório.  Esta é  a  quinta grande iniciação.

Vale a pena examinar o que ensina a tradição esotérica. A primeira grande iniciação, srotapatti, é marcada pela total ausência de egoísmo no coração do ser humano.  A humildade, simbolizada na linguagem cristã pela pobre manjedoura,  assinala a ausência de orgulho ou egocentrismo. A presença de vários animais em torno do menino Jesus simboliza a comunhão essencial do iniciado com todos os seres. As estrelas no céu mostram que esta unidade fundamental inclui o universo inteiro.  As forças poderosas mobilizadas para uma tentativa de frustrar o seu nascimento simbolizam as provações e testes que a alma deve vencer. Refletem, também, o fato de que uma grande iniciação é um momento de fragilidade e vulnerabilidade, do ponto de vista do mundo externo.

Já a segunda iniciação, sakridagamin, corresponde ao surgimento de um forte intelecto a serviço do coração. É o equinócio da primavera, que traz o predomínio crescente  da luz.  Na vida de Cristo,  corresponde ao momento em que o menino Jesus prega aos doutores no templo (Lucas, 2: 46-49). É o despertar da mente superior, manas,  a inteligência livre das aparências,  ágil, eclética, capaz de ver com clareza a mesma verdade essencial em todas as boas religiões, ciências e filosofias. Para o iniciado do segundo grau,  o pensamento positivo e a ação solidária surgem naturalmente do fato de que ele percebe,  sem qualquer esforço, o total domínio da  Lei do Equilíbrio sobre a realidade aparente, cujas numerosas armadilhas só enganam o ingênuo e o “astucioso”.  Se a primeira iniciação faz  enxergar toda vida do ponto de vista da bondade, a segunda coloca uma inteligência de grande poder a serviço do amor altruísta. É a primavera iluminando o mundo.

A terceira iniciação, anagamin, corresponde, como vimos,  ao solstício de verão. O sol chegou ao  auge e passa a preparar-se  para a sua grande renúncia. Na vida de Jesus, é a Transfiguração (Mateus, l7). Num alto monte, o rosto de Jesus “resplandece como o sol”. Em seguida, ele percebe todo o sofrimento que o futuro lhe reserva, sua própria morte e a ressurreição (Mt l7: 22-23). Ao assumir a iniciação anagamin, a alma toma uma firme decisão de ir até o final no doloroso sacrifício da sua condição humana, sabendo que o processo  culminará na crucificação da sua personalidade ou aniquilação do seu eu inferior, para que possa renascer no mundo divino.

A quarta iniciação, de arhat, corresponde astronomicamente ao equinócio de outono, e, na vida de Jesus, à crucificação. É a chegada da morte, ou inverno, o que possibilitará  o renascimento ou ressurreição além dos limites do universo conhecido. Aqui a alma morre definitivamente para as experiências do reino humano. A quinta iniciação, aseka, corresponde à ressurreição. O adepto, o mahatma, o rishi, o Imortal –  simbolizado por Jesus no Novo Testamento –  ressurge em um reino superior ao humano e  está livre do sofrimento tal como o conhecemos,  mas ainda guia nossas almas no caminho do bem.

Há pelo menos duas conclusões práticas a serem tiradas desta jornada mágica das almas mais evoluídas da nossa humanidade.

A primeira delas é que podemos preparar-nos desde já para metas divinas, mesmo que elas sejam distantes. Esta opção terá efeitos positivos imediatos em nossa vida. No momento atual da evolução humana,  os espiritualistas não-dogmáticos –  capazes de  aproveitar  o que há de melhor em diferentes  religiões, ciências e filosofias – podem preparar-se ativamente para a primeira grande iniciação. Mas não convém ter muita pressa. A ignorância espiritual só desaparece aos poucos, e o processo preliminar  requer, sem dúvida, várias vidas.

Segundo a filosofia esotérica, a alma humana não interrompe seu aprendizado espiritual ao final de uma única existência. Ela  renasce repetidamente para ganhar mais experiência e avançar em direção à luz, até  alcançar  a proficiência – o “adeptado” –  e completar o ciclo evolutivo do reino humano. A cada nova encarnação, o aprendizado espiritual é  retomado no ponto em que se interrompeu na vida anterior, embora  as circunstâncias externas possam ser completamente diversas. Depois haverá outra encarnação,  e  outra,  até as várias iniciações. Finalmente  virá a  libertação definitiva  das limitações humanas. Na visão integral e transcendente proposta pela filosofia esotérica,  a  vida no planeta Terra constitui uma única e grande onda evolucionária que faz parte da  vida mais ampla do cosmo. Em nosso  pequeno jardim planetário, as vidas  vegetais estão a caminho do reino animal. As almas dos animais estão a caminho do reino humano. Do mesmo modo,  nossas almas humanas avançam,  lentamente,  em direção ao  mundo divino. Assim é que circula  a luz divina  pelo universo, reciclando eternamente espírito e matéria.

Preparar-se para a primeira grande iniciação, srotapatti, é abrir terreno para o Natal Interior,  isto é, o nascimento de Cristo em nosso próprio coração. Porque, se não encontrarmos o Mestre dentro de nós, “é inútil procurar em outra parte”, como ensina o livro “Luz no Caminho” [2]. Este é o caminho da purificação. É desenvolver a humildade necessária para, primeiro, observar serenamente o movimento do egoísmo dentro de nós, e depois libertar-nos passo a passo do emaranhado de interesses e preocupações egocêntricos, colocando-nos a serviço da verdade e da justiça em todas as dimensões da vida. Assim,  aprendemos a identificar-nos com a vida maior e não com a vida pequena ou os impulsos animais de busca de segurança e fuga das expectativas de dor.

A segunda conclusão prática é que a história do Novo Testamento simboliza a vida de todos nós. De  certa forma, podemos viver  hoje, em  nossas vidas diárias,  amostras pequenas, mas poderosamente inspiradoras, do significado das cinco grandes iniciações. Os mistérios eternos estão sempre ao nosso lado, prontos para a eventualidade de despertarmos, e inspirando-nos em tudo o que é possível. Quem sabe se agora não é o momento?

Ao final de cada ano ou de cada etapa em nossas vidas, seja ela grande ou pequena, podemos fazer um inventário  e perguntar-nos pela nossa capacidade de nascer e renascer a cada dia como crianças livres do passado e  dos processos de  rancor, ódio, cobiça e outros sentimentos negativos. Como vive a criança divina em nosso interior? Ainda sabemos renascer?

É possível antecipar algo da segunda iniciação e avaliar, periodicamente, como anda nossa coragem de buscar a verdade, de olhar a realidade além das nossas opiniões e idéias fixas prediletas, de estudar coisas novas e abrir rumos renovadores à nossa vida intelectual, optando pela inteligência do coração e não pela astúcia da mente egoísta.   É possível, nos  aspectos da vida em que já podemos ver o anúncio do outono e do inverno, tomar uma firme decisão de renunciar a tudo o que não é de fato nosso, e a cooperar com a vida mesmo quando ela não nos beneficia dando coisas agradáveis, mas nos ensina pelo caminho do desapego e do sacrifício. Assim estaremos vivendo, hoje mesmo, uma parcela infinitamente pequena, mas útil, da terceira iniciação.

Podemos avaliar também as várias e dolorosas “crucificações” que já vivemos nesta vida. Quantos desesperos e derrotas? E quantas lições aprendidas? Qual nossa atitude quando experimentamos  crucificações,  traições e injustiças? Permanecemos no território da verdade, da ética e do amor altruísta?  E quantas vezes, depois da tempestade  e da cruz, veio a bonança da ressurreição? Quantas vezes uma nova etapa da vida, primaveril, cheia de promessas e potencialidades, abriu-se inesperadamente diante de nós, apenas porque havíamos sabido sofrer sem ódio ou desespero?  A ressurreição é um Natal em um nível mais elevado, assim como o Natal é a promessa da ressurreição total a que nossa alma terá direito um dia.

Por outro lado, o Natal ocorre pouco antes do Ano Novo. Essa proximidade parece refletir sincronicamente o fato de que o nascimento de uma nova consciência, mais sábia, sempre nos abre a possibilidade de um novo começo prático em nossas vidas. Assim, o melhor presépio está em nossos corações e mentes. É ali que acontece, a cada dia, o milagre do nascimento. E da iniciação.”

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As Doze Noites Santas – 7ª Noite Santa

As Doze Noites Santas

7ª Noite Santa

Texto: Edna Andrade / Narração: Mirna Grzich

Agradecimento especial a Gabriel Lehto

sophia

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“Na sétima Noite Santa através do portal da Virgem recebemos os impulsos espirituais dos Kyriotetes, que são capacidades de criar o espaço para algo novo Ser gestado no íntimo, e de encontrar  forças a partir do seu próprio interior, para fazer desabrochar a sua vida.”

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Sétima Noite Santa

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De novo temos o nascer do sol que anuncia o novo dia, e no final deste o cair da noite. Uma nova estrela brilha no céu emanando luz da Constelação da Virgem o portal do qual emanam as forças dos Kyriotetes, os Seres da Sabedoria, também chamados Domínios.

Na evolução, eles acordaram ao perceber a existência de outros Seres, para os quais criaram então o espaço do acolhimento. Estamos ainda no âmbito da segunda hierarquia,  os Seres que acolhem e realizam os planos divinos.

As forças do Signo da Virgem configuraram o ventre, que é um aspecto físico do feminino que pode receber e gerar outro ser. A alma, a nossa vida interna  também tem esta qualidade do feminino, de levar para dentro, de acolher no íntimo e de guardar a nossa essência, o nosso Eu.

A Virgem é a imagem terrestre da Alma cósmica, a Sofia, e ela é considerada virgem porque corresponde a um aspecto de nossa alma que permanece intocada pelas necessidades terrestres, e pode então acolher e gerar o Espírito individualizado em nós. Isto significa um estado de entrega e doação constantes, de cortesia e polidez.

Na sétima Noite Santa através do portal da Virgem recebemos os impulsos espirituais dos Kyriotetes, que são capacidades de criar o espaço para algo novo Ser gestado no íntimo, e de encontrar  forças a partir do seu próprio interior, para fazer desabrochar a sua vida.

Nesta noite concentre-se, como faz a semente, na essência do que você quer realizar. Da região da Virgem, os Kyriotetes, Espíritos de Sabedoria, trazem a você a capacidade de encontrar forças a partir do seu próprio interior, para fazer desabrochar a sua vida.

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As Doze Noites Santas – 6ª Noite Santa

As Doze Noites Santas

6ª Noite Santa

Texto: Edna Andrade / Narração: Mirna Grzich

Agradecimento especial a Gabriel Lehto

libra

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“Na sexta Noite Santa, através do portal da Balança, recebemos dos Dynamis, ou Virtudes, os impulsos espirituais para desenvolver o equilíbrio interior e conseguir conter as forças de dispersão para que tenhamos  uma vida coerente e harmoniosa.”

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Sexta Noite Santa

ouça a narrativa

Temos o nascer do sol, a passagem de mais um dia e o cair da sexta Noite Santa. Uma nova estrela brilha no céu, irradiando da Constelação de Balança o portal através do qual emanam as forças espirituais dos Dynamis, também chamados de Virtudes, os Seres do Movimento! Continuamos no âmbito da segunda hierarquia. Na evolução, os Dynamis acordaram ao perceber o que estava ocorrendo a sua volta, e atuaram criando um equilíbrio dinâmico, uma correta relação, uma permanente reciprocidade entre as coisas. Estar em desequilíbrio significa estar separado, não está inserido na unicidade de todas as coisas. Suas forças configuraram a bacia, que é responsável pelo equilíbrio no manter-se ereto.

No trabalho biográfico estudamos a expressão da Balança por volta dos 28 anos, que é o marco de mudanças entre as forças do passado que nos carregaram até aí e as forças do futuro que trazem a possibilidade de uma nova expressão da nossa individualidade através da nossa capacidade de transformar a herança da educação herdada.  Os Dynamis nos oferecem a possibilidade de colocar as influências do passado e as possibilidades do futuro, o dentro e o fora, os processos de fusão e de separação em uma correta relação de reciprocidade, em um equilíbrio dinâmico.

Na sexta Noite Santa, através do portal da Balança, recebemos dos Dynamis, ou Virtudes, os impulsos espirituais para desenvolver o equilíbrio interior e conseguir conter as forças de dispersão para que tenhamos  uma vida coerente e harmoniosa.

Nesta noite reconheça quais os pontos de equilíbrio de sua vida. Da região de Libra, os Dynamis, Espíritos do Movimento, trazem a você a capacidade para equilibrar na alma as forças de dispersão e ter uma vida coerente e harmoniosa.

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As Doze Noites Santas – 5ª Noite Santa

As Doze Noites Santas

5ª Noite Santa

Texto: Edna Andrade / Narração: Mirna Grzich

Agradecimento especial a Gabriel Lehto

elohim

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“Os Exusiai foram seres de um estado evolutivo anterior tão avançados em seu processo que podem acolher os planos divinos e torná-los manifestos, de forma que haja uma concordância entre a esfera macrocósmica da consciência do Cosmos e o nosso sistema Solar, que é uma expressão microcósmica onde a nossa existência humana está inserida, onde acontece a nossa biografia, humana.”

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Quinta Noite Santa

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Nasce de novo o sol, atravessamos um novo dia e cai a noite e uma nova estrela brilha no céu irradiando da Constelação de Escorpião através da qual emanam as forças espirituais dos Exusiai, os Seres da Forma, também chamados de Potestades ou Poderes. Agora atingimos o âmbito da segunda hierarquia. Eles também foram seres de um estado evolutivo anterior tão avançados em seu processo que podem acolher os planos divinos e torná-los manifestos, de forma que haja uma concordância entre a esfera macrocósmica da consciência do Cosmos e o nosso sistema Solar, que é uma expressão microcósmica onde a nossa existência humana está inserida, onde acontece a nossa biografia, humana.

Os Exusiai estão envolvidos nos processos de criação de um novo ser, na transformação de uma forma em outra, na metamorfose constante da substância.

Na Bíblia eles são chamados de Elohins,  e no corpo humano as forças de Escorpião configuraram os genitais a partir dos quais é possível a procriação ou seja, a criação de um novo ser físico.

Estamos no âmbito das forças sexuais, que são as forças que oscilam tanto para o egoísmo mais absoluto, aquilo que pode ser caracterizado como o mal, porque ao oferecer a possibilidade da maior satisfação imediata podem subjugar o humano ao nível do animalesco. Mas que também trazem uma das maiores possibilidades para a superação do egoísmo e transcendência de forças. Se em Sagitário tínhamos a imagem de um cair e levantar constantes entre o animalesco e o humano, aqui temos a imagem de uma luta, na nossa vida interior, entre a morte e  ressurreição. E esta é uma luta muito individual, onde em liberdade oscilamos entre as sombras que obscurecem o nosso ser, os esconderijos onde vive o Escorpião venenoso, e as forças de expansão do Ser, representadas pela águia que se eleva às alturas e de lá contempla o Todo.

O Escorpião é então o signo das forças duplas, tanto destrutivas, retrógadas, que mudam constantemente de aparência e invadem a nossa alma trazendo caos à nossa vida, como é também portador de forças construtivas que têm a ver com transmutação constante e contínua superação, para que a substância divina, o Espírito, possa em nós ser plasmado de novo e sempre! No apocalipse esta característica de forças duplas é apresentada como a espada de dois gumes.

Nesta quinta Noite Santa, recebemos através do portal de Escorpião os impulsos espirituais dos Exusiai, ou Potestades, para aceitar por um lado as nossas fraquezas, e por outro lado receber os impulsos espirituais para a superação e transformação dessas forças.

Nesta noite procure ficar em paz consigo mesmo. Da região de Escorpião, os Exusiai, Espíritos da Forma, lhe trazem a capacidade de renascer das crises e de todos os processos de perda, impotência, dor e desespero.

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As Doze Noites Santas: 4ª Noite Santa – Constelação de Sagitário

 As Doze Noites Santas

4ª Noite Santa – Constelação de Sagitário

Texto: Edna Andrade / Narração: Mirna Grzich

Fonte: www.noitessantas.com.br – clique e conheça

centauro

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“Nesta quarta Noite Santa recebemos através do Portal do Sagitário os impulsos espirituais dos Arqueus, também chamados de Principados, para o fortalecimento da personalidade, de forma que tenhamos forças de estabelecer e sustentar  impulsos mais abrangentes na nossa vida que nos orientem para o futuro e que contenham metas espirituais para  a nossa existência.”

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Quarta Noite Santa

Atravessamos mais um dia, cai a noite e uma nova luz brilha no céu irradiando da Constelação de Sagitário, de onde emanam as forças espirituais dos Arqueus, os Seres da Personalidade, também chamados de Principados. Isto significa que eles não só possuem um Eu como sabem que o possuem e através dessa consciência intensificada  eles criam uma imagem de si no exterior. Eles projetam no exterior a força de sua luta interna que é a própria luta do centauro, do ser humano emancipado por um lado na sua inteligência mas por outro lado, em luta constante para superar suas forças animalescas, seus instintos selvagens, suas forças egoísticas.

Os Arqueus são considerados os Espíritos do Tempo porque essa luta é a própria luta do desenvolvimento humano no nosso tempo, abrangendo algo que ultrapassa todas as etnias e se torna uma influência cultural na nossa civilização.

Aqui a tarefa anterior dos Arcanjos, que era proteger a sabedoria cósmica das intenções egoístas é ampliada  pelos Arqueus, estando expressa no desafio da nossa civilização moderna na luta entre o materialismo exacerbado e a preservação dos recursos naturais.

No portal sul da Catedral de Chartres, a escultura de Micael preside as 3 hierarquias. Rudolf Steiner constantemente se refere a ele como  o Regente desta nossa Época,  com a missão de dominar o Dragão, o ser mítico representado pelo nosso intelecto, quando a sabedoria cósmica é apropriada através da compreensão das leis, através da ciência natural e precisa ser colocada no mundo de forma mais ampla para o bem de todos. Tanto no aspecto pessoal de construção da personalidade como neste aspecto  temporal, esta luta representa um cair e levantar constantes.

Nesta quarta Noite Santa recebemos através do Portal do Sagitário os impulsos espirituais dos Arqueus, também chamados de Principados, para o fortalecimento da personalidade, de forma que tenhamos forças de estabelecer e sustentar  impulsos mais abrangentes na nossa vida que nos orientem para o futuro e que contenham metas espirituais para  a nossa existência.

Nesta noite reavalie as suas qualidades pessoais. Da região de Sagitário, os Arqueus, Espíritos da Personalidade, lhe trarão as forças da inteligência que erguem você,  que sustentam você, e apontam a direção do futuro. Eles injetam clareza no seu pensar para que você perceba e assuma o compromisso com o que há de melhor em você.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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As Doze Noites Santas: 3ª Noite Santa – Constelação de Capricórnio

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3ª Noite Santa – Constelação de Capricórnio

Texto: Edna Andrade / Narração: Mirna Grzich

Fonte: www.noitessantas.com.br – clique e conheça

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“Nesta terceira Noite Santa recebemos através do Portal da Constelação de Capricórnio os impulsos dos Arcanjos para o fortalecimento da nossa personalidade através da expansão da luz e autonomia da nossa inteligência.”

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Terceira Noite Santa

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Atravessamos mais um dia, cai a noite e uma nova luz brilha no céu irradiando da Constelação de Capricórnio o terceiro degrau nesta escada espiritual. Deste portal emanam para nós as forças espirituais dos Arcanjos. Os Arcanjos são denominados Seres da Luz.

Rudolf Steiner os descreve na Ciência Oculta como aqueles seres que durante a evolução acordaram ao enxergar o seu próprio reflexo no exterior. Quando eles doaram sua própria essência, essa sua essência era a própria Luz  que se irradiou para os quatro cantos do universo.

A  luz dos Arcanjos é representada hoje em nós pela nossa inteligência, que se irradia para o meio ambiente e se torna consciente de sua própria existência, para nós mesmos e para o mundo.

Os Arcanjos se tornaram, na evolução, guardiões da inteligência cósmica, com a missão de proteger o amor divino contido na Inteligência que criou  e transformou tudo em sabedoria para o bem de todos.

Nesta terceira Noite Santa recebemos através do Portal da Constelação de Capricórnio os impulsos dos Arcanjos para o fortalecimento da nossa personalidade através da expansão da luz e autonomia da nossa inteligência.

Nesta noite anseie pelo bem de todos. Elevando a alma às alturas espirituais e unindo –se ao ser do Cristo, a visão do seu lugar no mundo e do que você precisa realizar se tornará mais clara. Da região de Capricórnio, os Arcanjos, espíritos das cosmovisões,  trarão coragem para você alcançar suas metas.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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As Doze Noites Santas: 2ª Noite Santa – Constelação de Aquário

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2ª Noite Santa – Constelação de Aquário

Texto: Edna Andrade / Narração: Mirna Grzich

Fonte: www.noitessantas.com.br – clique e conheça

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“Nesta segunda Noite Santa recebemos através do Portal da Constelação de Aquário os impulsos para que possamos enxergar e permanecer fiéis aos nossos ideais. Os nossos ideais iluminam e protegem o nosso  caminho e apontam para onde devemos seguir.”

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Segunda Noite Santa

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Nasce o Sol, atravessamos o segundo dia, cai a noite e uma nova luz brilha no céu irradiando da Constelação de Aquário o segundo degrau desta escada espiritual. Deste portal emanam para nós as forças espirituais dos Anjos.

Os anjos são representados pela figura de um ser que derrama a água, o símbolo da vida, e  assim eles também são chamados de “Filhos da Vida”.

Eles são os seres espirituais imediatamente superiores a nós, mantendo conosco uma relação próxima. Os encontramos logo cedo no nascimento, quando “parecemos anjos”, nosso corpo vital ainda muito latente, cheio de vida.

Na nossa infância eles são chamados de “Anjo da Guarda”. São representados em todas as culturas protegendo uma criança dos perigos, sendo o seu guia e como guia permanecem ao longo de toda a vida.

Quando estamos em dúvida em relação a que caminho seguir,   “Perguntamos a nosso anjo da guarda” sobre qual decisão tomar.

Na vida adulta ele se transforma em nosso Guia Espiritual, nosso verdadeiro Self . “Assim deverás ser” nos fala no íntimo, transmutando continuamente forças vitais em forças de consciência, fazendo surgir nos pensamentos as imagens orientadoras para a nossa vida.

Nesta segunda Noite Santa recebemos através do Portal da Constelação de Aquário os impulsos dos Anjos para que possamos enxergar e permanecer fiéis aos nossos ideais. Os nossos ideais iluminam e protegem o nosso  caminho e apontam para onde devemos seguir.

Nesta noite pense no que você quer alcançar neste ano que se inicia e olhe também para o seu estado de saúde. Da região de Aquário, o Anjo que tem sido o seu Guia Espiritual através de suas sucessivas vidas, irá iluminar suas metas individuais para este ano que se inicia. Ele também vai fortalecer a qualidade pessoal para você se tornar o agente da sua própria saúde.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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As Doze Noites Santas

As Doze Noites Santas

Introdução

Texto: Edna Andrade / Narração: Mirna Grzich

Fonte: www.noitessantas.com.br – clique e conheça

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“O primeiro degrau da escada se assenta na esfera humana terrena e cada degrau nos leva gradualmente à esfera macrocósmica, à esfera divina. Prokofieff faz uma analogia entre este caminho de transformação e o processo de desenvolvimento descrito por R. Steiner como o caminho de Jesus a Cristo. Jesus nasce como a criança arquetípica destinada a se desenvolver como um ser humano de tal forma que possa acolher em si o Eu do Cosmo no Batismo do Jordão. Este acontecimento místico  derramará sua influência por sobre toda a história humanidade como um grande arquétipo de desenvolvimento espiritual.”

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Introdução

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É o assim denominado período que vai da noite de Natal (dia 25 de dezembro) até a noite anterior ao dia dos Reis (5 de janeiro), quando, segundo a antiga tradição cristã,  bençãos divinas se derramam sobre nós através dos portais das 12 constelações do Zodíaco, o cinturão de estrelas em volta do espaço sideral no qual existimos.

As 12 badaladas da meia noite do Natal anunciam a vigília que é um preparo espiritual, como se as Noites Santas fossem uma prévia dos 12 meses do ano que se inicia.

As virtudes recebidas das hierarquias espirituais nesta época, através da meditação, injetam suas forças no nosso desenvolvimento espiritual ao longo do novo ano.

Uma atenção especial deveria ser dada aos sonhos como mensageiros do espírito.

A tradição das 12 Noites Santas e o Zodíaco

Podemos associar esta tradição à sabedoria antiga do Oriente através do relato da Jornada dos Reis Magos do Evangelho de Mateus. 2.2 a 10 Na noite em que nasceu o Salvador, uma estrela se iluminou e este era o sinal há muito esperado pelos Iniciados do Oriente, que durante 12 noites seguintes seguiram o brilho da estrela que os precedia até alcançar a criança que havia sido  anunciada como o Messias.

O relato do Evangelho de Mateus nos remete para os mistérios espirituais da antiguidade, etapa do desenvolvimento da humanidade da época do assentamento na região do Mediterrâneo quando aqueles que eram iniciados desenvolviam a visão clarividente através da qual, o que hoje é considerado pela astronomia como corpos siderais, eram vistos por eles como a manifestação de seres espirituais em atividade constante e transmutação contínua.

A este antigo estado de consciência clarividente está associado o surgimento da astrologia, esta sabedoria baseada na analogia do movimento e posição dos astros com o destino humano. Ao fazermos a vigília das Noites Santas podemos retomar a jornada dos Reis Magos através da ligação interior com este sabedoria a respeito das 12 constelações do Zodíaco.

Quem são os seres que vamos encontrar na jornada das 12 Noites Santas?

Rudolf Steiner refere-se às hierarquias espirituais em muitas de suas palestras. Inicialmente ele lhes dedica um capítulo na Ciência Oculta (1905) descrevendo a atuação delas na evolução do universo e do ser humano.

As nove hierarquias espirituais podem ser contempladas  como esculturas no portão sul da Catedral de Chartres desde o século XIII. Chartres foi a mais importante catedral gótica da idade média e neste portão, chamado de Portão da Transubstanciação, as hierarquias formam uma escada ascendente que representa o ensino espiritual da Escola de Chartres. O aluno deveria, de degrau em degrau (gradualmente), adquirir consciência destes seres espirituais que representavam diferentes estados de consciência.

Neste aprendizado o pensamento era considerado um instrumento necessário para a percepção do espiritual desde que fosse casado com a vivência dos sentimentos e assim tornavam-se ambos, pensar e sentir, órgãos de compreensão e de participação no mundo espiritual.

Os nomes das hierarquias se originaram de um manuscrito de Dionísio, o Aeropagita que fundou a primeira escola esotérica cristã da antiguidade. Dionísio, um iniciado dos antigos centros de mistérios gregos,  renomeou os seres divinos que era chamados como os seres de Vênus, os seres de Mercúrio,etc.. a partir da revelação do Cristo feita a ele por Paulo de Damasco em Atenas.

O manuscrito sobreviveu ao longo de séculos até ir parar em Chartres e é intitulado: “Os Nomes divinos e a Teologia Mística”, descrevendo dramaticamente os nove níveis de seres divinos associados em grupos de três hierarquias que participaram da evolução da terra e do ser humano.

A primeira hieraquia inclui os Serafins, Querubins e Tronos que iniciaram a evolução estando tanto no seu início como no seu fim – no Alfa e no Omega, Eles atuam a partir do divino, da esfera macrocósmica que é denominada como a esfera do Pai, de Deus, de Alá, do amor divino, da doação cósmica. Eles são seres de um estado evolutivo anterior ao nosso, tão avançados em sua evolução que foram capazes de fazer fluir de si a sua própria substância dando nascimento ao atual estado do nosso sistema solar.

A segunda hierarquia é formada pelos Kyriotetes, Dynamis e os Exusiai.

Enquanto no processo de configuração do nosso Cosmos a primeira hierarquia atuou de fora, eles, de dentro do processo, acolheram os planos divinos transformando-os em sabedoria, dando-lhe movimento e  forma.

E por último a terceira hierarquia, os Arqueus, Arcanjos e Anjos próximos ao seu humano porque desenvolveram a sua essência nesta etapa evolutiva em que nós, Anthropos, nos encontramos e na qual estamos destinados a nos tornar co-criadores da evolução…

  • Primeira Hierarquia -  Serafins, Querubins e Tronos
  • Segunda Hierarquia – Kyriotetes, Dynamis e os Exusiai
  • Terceira Hierarquia – Arqueus, Arcanjos e Anjos

Já nos últimos anos de sua vida, em uma palestra intitulada a Palavra Cósmica e o Homem Individual (2/05/1923) ,  Rudolf Steiner chama a atenção para o fato de que o homem auto consciente deveria  re-aprender a vivenciar as hierarquias na sua vida interna como realidades.

Nesta palestra ele diz que estes seres espirituais vem ao nosso encontro quando nos preparamos para conhecê-los e falarão à nossa alma primeiramente como pensamentos e sentimentos, e só depois então o perceberemos como realidades.

Em um texto intitulado “O Zodíaco e as Hierarquias Espirituais”, Sergej Prokofieff, atualmente um dos dirigentes mundiais da Antroposofia, inspirado por diversas palestras de Rudolf Steiner,  descreve o ensino espiritual de Chartres  nesta tradição da vigília das 12 noites santas.

Ele delineia a escada de expansão da consciência que ajuda a dar nascimento, no último degrau, ao ser divino em cada um de nós.

O primeiro degrau da escada se assenta na esfera humana terrena e cada degrau nos leva gradualmente à esfera macrocósmica, à esfera divina.

Prokofieff faz uma analogia entre este caminho de transformação e o processo de desenvolvimento descrito por R. Steiner como o caminho de Jesus a Cristo.

Jesus nasce como a criança arquetípica destinada a se desenvolver como um ser humano de tal forma que possa acolher em si o Eu do Cosmo no Batismo do Jordão.

Este acontecimento místico  derramará sua influência por sobre toda a história humanidade como um grande arquétipo de desenvolvimento espiritual.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Mensagem de Natal

Mensagem de Natal

Rudolf Steiner

Natal

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“Só quando conseguirmos atuar juntos, com amor,
nas grandes tarefas, entenderemos o Natal.”

Rudolf Steiner

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Imaginemo-nos ajoelhados diante da manjedoura. Levemos à criança do Natal aquelas oferendas oriundas do conhecimento, fazendo o extraordinário permear nossas almas, para que a humanidade moderna possa realizar as tarefas que a conduzem da barbárie a uma civilização verdadeiramente nova.

No entanto, é necessário para isto, que em nossos círculos, entre nós, um ajude o outro em verdadeiro amor; que se formem reais comunidades das almas, que suma de nossas fileiras todo tipo de ciúme e inveja, que não olhemos uns para os outros, mas sim, que todos unidos dirijamo-nos a uma única meta.

Isso faz parte do segredo que a criança natalina trouxe ao mundo: que seja possível dirigir-se a uma meta comum, sem que os homens tenham desarmonia entre si, pois que a meta comum significa união em harmonia. E a paz do Natal deveria luzir como uma luz da paz, como luz que poderá trazer a paz exterior porque antes espalhava a paz interior sobre os corações humanos. Deveríamos ser capazes de nos dizer o seguinte: Só quando conseguirmos atuar juntos, com amor, nas grandes tarefas, entenderemos o Natal.

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Silêncio

O Silêncio

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“Da árvore do silêncio pende seu fruto, a paz”

Arthur Schopenhauer

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Nós os índios, conhecemos o silêncio.  Não temos medo dele.  Na verdade, para nós ele é mais poderoso do que as palavras.  Nossos ancestrais foram educados nas maneiras do silêncio e eles nos transmitiram esse conhecimento.

“Observa, escuta, e logo atua”, nos diziam.  Esta é a maneira correta de viver. Observa os animais para ver como cuidam se seus filhotes.  Observa os anciões para ver como se comportam.  Observa o homem branco para ver o que querem.  Sempre observa primeiro, com o coração e a mente quietos, e então aprenderás. Quanto tiveres observado o suficiente, então poderás atuar.

Com vocês, brancos, é o contrário. Vocês aprendem falando.  Dão prêmios às crianças que falam mais na escola.  Em suas festas, todos tratam de falar. No trabalho estão sempre tendo reuniões nas quais todos interrompem a todos, e todos falam cinco, dez, cem vezes.  E chamam isso de “resolver um problema”.  Quando estão numa habitação e há silêncio, ficam nervosos.  Precisam  preencher o espaço com sons.  Então, falam compulsivamente, mesmo antes de saber o que vão dizer. Vocês gostam de discutir.   Nem sequer permitem que o outro termine uma frase.  Sempre interrompem. Para nós isso é muito desrespeitoso e muito estúpido, inclusive.

Se começas a falar, eu não vou te interromper.  Te escutarei.  Talvez deixe de escutá-lo se não gostar do que estás dizendo.  Mas não vou interromper-te. Quando terminares, tomarei minha decisão sobre o que disseste, mas não te direi se não estou de acordo, a menos que seja importante. Do contrário, simplesmente ficarei calado e me afastarei.  Terás dito o que preciso saber.  Não há mais nada a dizer.  Mas isso não é suficiente para a maioria de vocês.

Deveríamos pensar nas suas palavras como se fossem sementes.  Deveriam plantá-las, e permiti-las crescer em silêncio.  Nossos ancestrais nos ensinaram que a terra está sempre nos falando, e que devemos ficar em silêncio para escutá-la. Existem muitas vozes além das nossas.  Muitas vozes. Só vamos escutá-las em silêncio.

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O materialismo do Papai Noel e a espiritualidade

O materialismo do Papai Noel e a espiritualidade do Menino Jesus

Leonardo Boff

Fonte: leonardoboff.com – clique aqui e conheço

jardim waldorf

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“Olha para o que busca, pois o que buscamos fora é reflexo do que buscamos dentro.”

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Um dia, o Filho de Deus quis saber como andavam as crianças que outrora, quando andou entre nós,“as tocaca e as abençoava” e que dissera:”deixai vir a mim as criancinhas porque delas é o Reino de Deus”(Lucas 18, 15-16).

À semelhança dos mitos antigos, montou num raio celeste e chegou à Terra, umas semanas antes do Natal. Assumiu a forma de um gari que limpava as ruas. Assim podia ver melhor os passantes, as lojas todas iluminadas e cheias de objetos embrulhados para presentes e principalmente seus irmãos e irmãs menores que perambulavam por aí, mal vestidos e muitos com forme, pedindo esmolas. Entristeceu-se sobremaneira, porque verificou que quase ninguém seguira as palavras que deixou ditas:”quem receber qualquer uma destas crianças em meu nome é a mim que recebe”(Marcos 9,37).

E viu também que já ninguém falava do Menino Jesus que vinha, escondido, trazer na noite de Natal, presentes para todas as crianças. O seu lugar foi ocupado por um velhinho bonachão, vestido de vermelho com um saco às costas e com longas barbas que toda hora grita bobamente:”Oh, Oh, Oh…olhem o Papai Noel aqui”. Sim, pelas ruas e dentro das grandes lojas lá estava ele, abraçando crianças e tirando do saco presentes que os pais os haviam comprado e colocado lá dentro. Diz-se que  veio de longe, da Finlândia, montado num trenó puxado por renas. As pessoas haviam esquecido de outro velhinho, este verdadeiramente bom: São Nicolau. De família rica, dava pelo Natal presentes às crianças pobres dizendo que era o Menino Jesus que lhes estava enviando. Disso tudo ninguem falava. Só se falava do Papai Noel, inventado há mais de cem anos.

Tão triste como ver crianças abandonadas nas ruas, foi perceber como elas eram enganadas, seduzidas pelas luzes e pelo brilho dos presentes, dos brinquedos e de mil outros objetos que os pais e as mães costumam comprar como presentes para serem distribuidos por ocasião da ceia do Natal.

Propagandas se gritam em voz alta, muitas enganosas, suscitando o desejo nas crianças que depois correm para os pais, suplicando-lhes para que comprem o que viram. O Menino Jesus travestido de gari, deu-se conta de que aquilo que os anjos cantaram de noite pelos campos de Belém”eis que vos anuncio uma alegria para todo o povo porque nasceu-vos hoje um Salvador…glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa-vontade”(Lucas 2, 10-14) não significava mais nada. O amor tinham sido substituído pelos objetos e a jovialidade de Deus que se fez criança, tinha desaparecido em nome do prazer de consumir.

Triste, tomou outro raio celeste e antes de voltar ao céu deixou escrita uma cartinha para as crianças. Foi encontrada debaixo da porta das casas e especialmente dos casebres dos morros da cidade, chamadas de favelas. Ai o Menino Jesus escreveu:

Meus queridos irmãozinhos e irmãzinhas,

Se vocês olhando o presépio e virem lá o Menino Jesus e se encherem de fé de que ele é o Filho de Deus Pai  que se fez um menino, menino qual um de nós e que Ele é o Deus-irmão que está sempre conosco,

Se vocês conseguirem ver nos outros meninos e meninas, especialmente nos pobrezinhos, a presenca escondida do Menino Jesus nascendo dentro deles.

Se vocês fizerem renascer a criança escondida no seus pais e nas pessoas adultas para que surja nelas o amor, a ternura, o carinho, o cuidado e a amizade  no lugar de muitos presentes.

Se vocês ao olharem para o presépio descobrirem Jesus pobremente vestido, quase nuzinho e lembrarem de tantas crianças igualmente pobres e mal vestidas e sofrerem no fundo do coração por esta situação desumana e se decidirem já agora, quando grandes, mudar estas coisas para que nunca mais haja crianças chorando de fome e de frio,

Se vocês repararem nos três reis magos com os presentes para o Menino Jesus e pensarem que até os reis, os grandes deste mundo e os sábios reconheceram a grandeza escondida desse pequeno Menino que choraminga em cima das palhinhas,

Se vocês, ao verem no presépio todos aqueles animais, como as ovelhas, o boi e a vaquinha pensarem que o universo inteiro é também iluminado pela Menino Jesus e que todos, galáxias, estrelas, sois, a Terra  e outros seres da natureza e nós mesmos formamos a grande Casa de Deus,

Se vocês olharem para o alto e virem a astrela com sua cauda e recordarem que sempre há uma Estrela como a de Belém sobre vocês,  iluminando-os e mostrando-lhes os melhores caminhos,

Se vocês  aguçarem bem os ouvidos e escutarem a partir dos sentidos interiores, uma música celestial como aquela dos anjos nos campos de Belém que anunciavam paz na terra,

Então saibam que sou eu, o Menino Jesus, que  está chegando de novo e renovando o Natal. Estarei sempre perto de vocês, caminhando com vocês, chorando com vocês e brincando com vocês até aquele dia em que chegaremos todos, humanidade e universo, à Casa do Pai e Mãe de infinita bondade para sermos juntos eternamente felizes como uma grande família reunida.

Belém, 25 de dezembro do ano 1.

Assinado: Menino Jesus

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Um Natal simples…

3 logos

desejam à todos

Um Natal simples…

Feliz Natal

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“O saber a gente aprende com os mestres e os livros. A sabedoria, se aprende é com a vida e com os humildes…”

Cora Coralina

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Agradecemos todo apoio e carinho que recebemos nestes 10 meses desde o lançamento da Biblioteca Virtual da Antroposofia:

  • 1.113.600 acessos
  • 20.150 seguidores na página social do Facebook
  • 11.000 cadastrados no site

Esperamos trazer muitos conteúdos e novidades em 2014 para continuar nosso proposta de elevação do pensamento e ampliação da consciência individual e da humanidade como um todo.

“Acreditamos na força do Amor como atuação.”

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Seja louco para ser feliz sem nenhuma razão

Seja louco para ser feliz sem nenhuma razão

Osho

Seja louco

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“Às vezes as pessoas ouvem quem fala e não o que é dito.”

Anônimo

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A menos que seja feliz simplesmente feliz sem razão alguma, a menos que seja suficientemente louco para ser feliz sem qualquer razão, não será feliz nunca. Sempre encontrará algo destruindo a sua felicidade. Sempre achará que existe algo faltando, e isso que está faltando se tornará novamente um devaneio da mente.

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Espírito natalino e consumismo exacerbado

Espírito natalino e consumismo exacerbado

Jaciara Itaim

Fonte: www.cartamaior.com.br

consumismo

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“O espírito natalino desnuda a realidade mais cruel do modelo no qual estamos sendo conduzidos. Não basta só o consumo. É necessário o consumismo exacerbado.”

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A chegada do mês de dezembro reproduz a cada ano cenas que poderiam ser consideradas completamente irracionais por algum alienígena que se aproximasse de nosso País. Estamos em pleno final de ano, auge do verão aqui no hemisfério sul, com temperaturas bastante elevadas. No entanto, os ambientes todos estão tomados por indivíduos fantasiados com roupas pesadas e quentes, imitando a figura emblemática e mitológica do Papai Noel.

A tentativa é de reproduzir o contexto da Lapônia, uma província da Finlândia, onde as temperaturas podem atingir mínimas de -20° C nessa época do ano.Vem daí então o imaginário da neve, do pinheirinho, do trenó com as renas e tudo o mais que cerca o ambiente de Natal. Estranho sincretismo esse que conseguiu unir as tradições bíblicas que envolvem o nascimento de Jesus às estórias fantásticas do velhinho barbudo do norte europeu em um território equatorial e do outro lado do Oceano Atlântico. A tradição dos presentes – que remonta, na verdade, à chegada dos reis magos no dia 6 de janeiro – foi sendo aos poucos substituída pela pressão social em torno da oferta dos presentes no próprio dia do nascimento do menino Jesus.

Consumir, consumir, consumir e oferecer

Assim, o espírito natalino se converteu à sanha das compras e das aquisições. Festejar o Natal passou a ser sinônimo de desejo de consumo, impulso expresso por todos – desde as crianças até os adultos de todas as idades e gerações. As cartas ingênuas à entidade desconhecida de barriga grande e barbas brancas, as trocas de presentes no ambiente de trabalho, as festas familiares com as encomendas acertadas previamente ou sob efeito surpresa do amigo-secreto. Pouco importa a forma, uma vez que o essencial é um elemento apriorístico: o consumo.

É importante reconhecer que a realidade brasileira é pródiga na criação e na ampla aceitação social de datas “comemorativas”, onde o foco é sempre o presentear outrem por meio de compras. Apesar de o Natal ocupar, de longe, o primeiro lugar em importância e em faturamento, na seqüência surgem outros momentos que são utilizados para que a indústria e o comércio esquentem seus motores ao longo do ano. É o caso do Dia das Mães, Dia dos Namorados, Dia das Crianças e Dia dos Pais, para citar alguns exemplos. Para além das questões de natureza cultural e de sociabilização, a grande marca deixada pelas organizações que constituem a nossa formação capitalista relaciona-se ao verbo comprar. Ou seja, transformar esse misto de desejo e de imposição social em circulação de mercadoria, em movimentação acelerada de valores de troca e de valores de uso.

Nesse aspecto, ganha relevância o papel desempenhado pelas estruturas de propaganda e marketing. Trata-se da criação de necessidades sociais e culturais de forma artificial e exógena, em processos onde os indivíduos se sintam motivados a desenvolver determinadas ações ou a adotar certos comportamentos em nome de uma espécie de “unanimidade construída”. O verdadeiro bombardeio a que estamos todos submetidos por várias semanas antes mesmo da data da ceia tem uma mensagem muito clara. Natal feliz é Natal com presente. Quem não recebe nada comprado na data deve se sentir menosprezado ou desprezado por aqueles que o cerca. Quem se atreve a não comprar presentes para oferecer não merece o carinho nem o bem querer de seus pares. A comemoração é fortemente carregada do elemento simbólico: o querer é avaliado a partir da quantidade, da exuberância e dos preços.

A criação das necessidades e a generalização das compras

Vale recordar, por outro lado, a importância adquirida por uma forma muito especial, em meio à multiplicidade de estratégias mercadológicas: a publicidade dirigida ao público infantil. Apesar da festa não ser dirigida apenas às crianças, o foco recai sobre essa parcela expressiva da população, que termina por exercer influência significativa sobre as decisões das famílias no período. Ainda que os espaços de tangência entre a ética e a legalidade estejam presentes em todo o tipo de propaganda, no caso específico do universo infantil a situação é ainda mais escabrosa. São pessoas ainda em processo de formação e amadurecimento, sem quase nenhuma capacidade de discernimento entre o necessário e o supérfluo, entre o real e a fantasia, com pouca referência a respeito de preços e capacidade de aquisição. Ou seja, é o caso típico de atividade que deve ser proibida por lei – em razão de seus reconhecidos efeitos nocivos para o conjunto da sociedade – e não ser liberada em nome da liberdade do mercado e da possibilidade de amplo de acesso à informação.

O padrão civilizatório hegemônico nos tempos atuais determina que a conquista da felicidade e a vigência do bem estar estão intimamente associados à capacidade do indivíduo ter e comprar. A posse dos bens é elemento sempre martelado pelos meios de comunicação, a todo momento associada à imagem da pujança, da beleza e do amor. Quem tem, pode. Quem tem mais, pode mais. Quem tem mais caro, pode ainda muito mais. Ocorre que na sociedade capitalista, a tendência é a da generalização das relações mercantis. Assim, via de regra, para se ter algo é necessário processar o ato da compra. A relação de troca se realiza por meio do equivalente geral, o dinheiro. E para os que ainda não reúnem as condições de recursos para a compra do presente desejado, o sistema oferece o instrumento mágico que permite a antecipação do consumo: o crédito.

A intermediação da esfera financeira ajuda a completar o ciclo da realização do capital, com a garantia de que o consumo se efetive mesmo na ausência dos recursos monetários no momento da aquisição do bem. Isso porque o modelo envolvido na dinâmica do capitalismo pressupõe a produção e a venda das mercadorias de forma contínua, sempre em escala crescente, para promover a acumulação concentrada de riqueza.

Esmagamento do espaço para práticas de sustentabilidade

De forma geral, a lógica que orienta a ação da empresa privada é a da maximização do lucro no curto prazo, sem nenhuma perspectiva de médio e longo prazo. No jogo pesado das disputas por novas fatias de mercado não existe muito espaço para a noção da sustentabilidade. Pouco importa se ela se refere ao aspecto econômico, ao elemento social ou à sua dimensão ambiental. Assim, o que interessa na “racionalidade” inerente ao processo de acumulação de capital é o crescimento do consumo em toda e qualquer escala.

Portanto, a mudança comportamental envolvendo inovações como “consumo consciente” ou “processos sustentáveis” só se viabilizam com a entrada em cena das políticas públicas, proibindo determinadas ações ou estimulando outras alternativas. A lógica pura do capital, atuando com plena liberdade, combina uma dialética de criação e destruição em sua própria essência.

Assim, o que todos verificamos à nossa volta com a aproximação do espírito natalino é a cristalização mais evidente da forma de funcionamento da economia capitalista. Nas sociedades hegemonizadas pelo padrão civilizatório do mundo ocidental, o mês de dezembro radicaliza e potencializa o comportamento social que assegura a reprodução ampliada dessa forma particular de organização social e econômica. Não basta um Natal que seja marcado apenas pelo espírito da solidariedade e pelo sentimento da fraternidade. O período das festas deve ser o momento do consumo, por excelência.

Os ingredientes que contribuem para manter esse gigante em movimento são introduzidos de forma crescente ao longo do processo. Isso significa a incorporação crescente de bilhões de novos agentes no mercado consumidor e a generalização do acesso às compras em escala global. Além disso, torna-se necessário avançar bastante nos processos envolvendo a chamada “obsolescência programada”, de forma a garantir a continuidade do ciclo de consumo por meio da redução da vida útil dos produtos. A propaganda também joga um papel essencial, ao incutir nos indivíduos valores e desejos que estão muito distantes das necessidades, digamos, mais reais e concretas.

Em suma, não é mais suficiente que as pessoas exerçam sua função de compradores finais de bens e serviços. O espírito natalino desnuda a realidade mais cruel do modelo no qual estamos sendo conduzidos. Não basta apenas o consumo. Faz-se necessário o consumismo exacerbado.

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O Povo Dourado Somos Todos Nós

O Povo Dourado Somos Todos Nós

povo dourado

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“Ah-ah-ah-ah!
Doce paz
Ah-ah-ah-ah!
Lar feliz
Ah-ah-ah-ah!
Como é bom viver assim
A cantar
Ah! Ah! Ah! Ah!
Sou feliz.”

O Guarani – Carlos Gomes

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Filme revela um encontro mágico entre um conto tupi-guarani e uma orquestra de jovens alemães: Um Conto Tupi Guarani sobre a Criação do Mundo. Uma orquestra de jovens alemães. Um encontro musical, social e cultural.  É o poder do mito  transpondo a barreira linguística através da Música.

Esta é uma campanha para captação de fundos para finalização do filme. Através do site: bemfeitoria.com

Meus parabéns aos idealizadores e diretores do projeto:

  • Daniela Perente
  • Cecilia Engels
  • Felipe Kurc

Contribua com um  pequenos apoios à partir de R$ 15,00, caso não atinja o valor idealizado, o dinheiro é devolvido. Clique aqui e ajude a realização deste importante trabalho:

benfeitoria- clique na imagem -

Assista o Trailer:

Acompanhamos por três dias a convivência entre jovens alemães e jovens das comunidades de São Paulo e de Itapecirica da Serra. O filme conecta os aspectos subjetivos deste encontro. Após terem contato com o mito tupi guarani  “A Criação do Mundo – a Voz do Trovão” resgatado pelo empreendedor social Kaká Werá, o casal alemão Sylvia Vogele e Winfried Vogele, euritmista e maestro, se inspiraram a criar a obra sinfônica e teatral “A Voz da Criação”. Trabalharam durante um ano ensaiando com os alunos da escola antroposófica da cidade Kleinberg na Alemanha. Após 6 meses de apresentações no país, a orquestra, com a ajuda da Associação Monte Azul, articulou sua vinda ao Brasil.

Os jovens alemães e brasileiros se reuniram pela primeira vez com a missão de amalgamar seus talentos e apresentar “A Voz da Criação, interpretada pela Orquestra jovem da Alemanha Sinfo Piccolo e Camerata Monte Azul com prólogo criado e apresentado pelo grupo Arapoty Cultural de Itapecerica da Serra, acompanhados pelo grupo de euritimistas da Escola Rudolf Steiner de São Paulo.

O documentário traça sua trajetória seguindo os passos deste encontro, a interação social entre culturas tão diferentes, onde a comunicação se deu a partir da musica, dança e o entendimento similar sobre criação da vida do ponto de vista mito tupi guarani e da antroposofia.  Assim o filme propõe reflexões sobre o poder do mito, educação antroposófica, os processos criativos, as mesclas culturais e sociais.

Usando linguagem audiovisual ”O Povo Dourado Somos Todos Nós” quer preservar a magia deste acontecimento para que ela seja inspiradora também para outras pessoas, outras instituições educacionais, sociais e culturais. O conteúdo abordado nas entrevistas, ao longo do filme, tem um grande valor de transmissão de conhecimento mítico, artístico, cultural, humano, inter-cultural, antroposófico e educacional.

Um momento significativo e simbólico gerador de novas reflexões e ideias.

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O Ser Humano como Sinfonia das Forças Universais – 3ª conferência

Lançamento de Tradução de Rudolf Steiner gratuita para download:

O Ser Humano como Sinfonia das Forças Universais

3ª conferência – 21 de outubro de 1923

Tradução: Gerard Bannwart

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“Sombra de árvore – Até mesmo a companhia de uma borboleta
É karma de uma vida anterior.”

Issa

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Capítulo 1

A interconexão das relações cósmicas

Das relações terrestre e dos animais com o Ser Humano

3ª Conferência – 21 de outubro de 1923

Traduzido por Gerard Bannwart

Temas:

  • A substância física da terra e a substância espiritual da alma
  • Forças espirituais e físico-terrenas
  • O ser humano como ser espiritual e fisicamente substancial e como ser dinâmico
  • O endividamento cármico do ser humano para com a Terra
  • A compensação através das entidades cósmicas
  • O segredo das forças zodiacais que se configuram nos animais
  • O enigma cósmico da tríade animal

Caso tenha cadastro na Biblioteca – acesse o texto, clique aqui…

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Arquivo Rudolf Steiner em português

(Rudolf Steiner´s Archive – portuguese)

Com apoio de novos colaboradores, estaremos lançando traduções e re-traduções dos textos e conferências de Rudolf Steiner.
Caso queira colaborar e tenha algum conhecimento da Antroposofia e sua linguagem, cadastre-se e ajude com pequenas traduções.

Arquivo Rudolf Steiner – cadastro de colaborador (clique aqui…)

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Polaridades

Polaridades

Omraam Mikhaël Aïvanhov

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“Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal.”

Friedrich Nietzsche

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A virtude e o vício, a força e a fraqueza, a beleza e a fealdade, são diferentes aspectos do bem e do mal que vemos manifestarem-se por toda a parte.

Mas, em vez de aprenderem como hão-de comportar-se com estes dois pólos da unidade, os humanos estão sempre a perguntar por que é que Deus permite que o mal exista.

Eles devem parar de colocar esta interrogação e compreender que o bem e o mal estão intimamente ligados, pois, enquanto pólos complementares, têm questões a tratar em conjunto.

A nossa existência na terra é inteiramente condicionada pela alternância dos dias e das noites, e esta alternância que regula a vida de toda a Natureza também regula a nossa vida física e a nossa vida psíquica.

Não saberíamos o que é a luz se as trevas não existissem, nem o que são a sabedoria, a justiça, a beleza, a alegria, se não tivéssemos de nos defrontar com a idiotice, a injustiça, a fealdade e a tristeza. É da comparação e do confronto que nasce a compreensão. Se os contrários não existissem, viveríamos na indiferenciação.

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Comunicado: Propósitos e valores

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Comunicados sobre a Biblioteca Virtual da Antroposofia

coração de pedra

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“Estudar é polir a pedra preciosa; cultivando o espírito, purificamo-lo.”

Confúcio

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Temos tidos alguns questionamentos quanto ao trabalho e conteúdos disponibilizados pela Biblioteca. Gostaria de esclarecer:

  • A Biblioteca tem como alicerce a Antroposofia, mas não como Doutrina.
  • Valoriza todo pensamento cultivado com direção e valores elevados, conectados ao propósito de elevação de pensamento e ampliação da consciência individual e da humanidade como um todo.
  • Nem todos os artigos vem exclusivamente da Antroposofia, pois não negamos que todos tem a capacidade de acesso a Verdade e não apenas quem advém da Antroposofia.
  • Não vamos desvalorizar as pessoas não vinculadas à Antroposofia por preconceito, independente se falam de Amor, Respeito, Altruísmo – pois vai contra os próprios propósitos da Antroposofia
  • Temos a intenção de integrar o profundo pensamento da Antroposofia no mundo que ela mesmo busca, pois se negamos o mundo e tentamos impor nossa verdade, não existe integração, nem desenvolvimento, nem transformação.
  • Acreditamos que as pessoas devam conceber a Verdade à partir de si próprias, não por imposição, por medo ou porque foi o Steiner, Buddha ou Cristo que falou, pois isso vai contra a própria Alma da Consciência.
  • A Biblioteca continuará a disponibilizar os conteúdos e fazer com que a Antroposofia esteja ativa e integrada no mundo.
  • Acreditamos na força do Amor como atuação.
  • Devemos integrar o pensar ao coração, pois de nada adianta termos muito conhecimento e um coração de pedra.

Gostaria de salientar que as pessoas têm direito e liberdade de concordar ou não com a proposta da Biblioteca e que respeito a posição e atuação das Instituições e pessoas vinculadas a Antroposofia.

Agradeço profundamente aos que acreditam no trabalho que vem sendo desenvolvido. Gostaria de reforçar também que:

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Eu, Leonardo Maia, assumo a iniciativa e total responsabilidade pelo trabalho desenvolvido pela

Biblioteca Virtual da Antroposofia

Todos os conteúdos são baseados na minha visão e opinião em cima da Antroposofia e das de meus colaboradores.

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Micael simboliza a força de atuação (não apenas a Sabedoria) do Amor em nossa época. O Arcanjo é alimentado pelas Vontades e quem atuar em consonância com sua missão, perceberá a força do grupo atuando em si, a fusão de suas vontades. A soma das Vontades dos que atuam no grupo, pode induzir outras pessoas a atuar conforme valores específicos do grupo, com os quais têm consonância.

“Ousadia contém genialidade, poder e magia.”

Goethe

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A música como impulso para a liberdade

A música como impulso para a liberdade – parte 1

Bettina Irene Happ Dietrich

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“A música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende.”

Arthur Schopenhauer

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Quando observamos os acontecimentos da história, podemos reparar que a música sempre esteve presente em situações de repressão, de guerra, de grande sofrimento, de revolução, de rebeldia. Seja nas revoluções, no movimento dos escravos, na época de repressão no Brasil e em outros países, no movimento “Flower Power”, etc. A música sempre consolava, impulsionava, encorajava e fortalecia. Poderia até deixar os “inimigos” com medo. Mas não precisamos olhar somente na história para observar este fenômeno. Se pensamos em nossa própria vida encontramos este mesmo fenômeno, só precisamos nos lembrar da nossa adolescência.

Quantas vezes a música era nosso consolo, nosso forte, aquilo que expressava que sentíamos, o que nos tocava, o que acreditávamos e o que vivíamos.
Quando entramos em crise, a música pode ser uma âncora e um impulso para fazer mudanças e/ou nos equilibrar. Através da música podemos deflagrar processos de cura, de auto-superação. Libertamo-nos dos nossos próprios impedimentos, das nossas limitações, deixamos para trás o que não serve mais. Podemos nos superar e superar situações difíceis e hostis com a ajuda da música. Descobrimos assim a música como um caminho de cura, de cura para o individuo e para o social.

Com estas reflexões podemos compreender o conceito da liberdade de forma ampliada. Libertar-se de situações de repressão, libertar-se das próprias dificuldades, libertar-se dos próprios impedimentos, libertar-se das doenças. Compreendemos a liberdade como um processo de transformação e de superação em vários âmbitos.

Eu dou aula de música numa instituição que atende pessoas com deficiência. Lá se mostra claramente a atuação construtiva que a música pode ter. Todos vivenciam a aula com muita alegria e chegam muitas vezes em resultados surpreendentes. Uma das atendidas não se comunica verbalmente, ela sabe falar, mas não se utiliza disso. Nas aulas ela sempre canta, participa em todos os exercícios e fica muito feliz com isso. Teve momentos nos quais ela conseguiu levar um pouco dessa maior abertura para o dia a dia e começou a se expressar verbalmente.

Um outro atendido que vive constantemente na periferia – não consegue se concentrar, não tem limite nenhum – descobriu a cantele. Através do tocar ele pôde ter a vivencia da concentração, do centramento e mesmo na vida diária está agora mais contido.

Eu poderia citar vários destes exemplos. Olhando para eles a música até parece ter uma atuação mágica. Mas o que é que acontece? O que é a música? Porque ela atua tanto? De onde ela vem?

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Apostila: O Processo Vivo

Lançamento de apostila para download gratuito:

O Processo Vivo

Milene Mizuta

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“Os dicionários apresentam a palavra entusiasmo como palavra de origem grega composta dos termos En Teós que na antigüidade, significava exaltação ou arrebatamento extraordinário daqueles que estavam sob inspiração divina..”

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Temas:

  • Trimembração nos processos vitais do ser humano
  • Processos conscientes, semiconscientes e inconscientes
  • Armadilha do pensar
  • Armadilha do agir
  • Armadilha do pensar e do agir
  • Andragogia e entusiasmo
  • As características do Líder

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Próximas Turmas:

Vinhedo/SP - início fev/2014
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Florianópolis - data à definir

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Parsifal e o caminho do Graal

Parsifal e o caminho do Graal

O papel do pensamento e do sentimento na Meditação

Bodo von Plato

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“O que importa afinal, viver ou saber que se está vivendo?”

Clarice Lispector

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Na lenda do Graal existe um primeiro momento onde Parsifal se encontra com o rei ferido. Ele estava em busca do espírito e, com a educação mais nobre que possuía, encontra um ser humano ferido. Essa educação toda vale para o espírito através do mundo, mas perante o rei ferido, não vale mais nada. O rei Amfortas é a imagem do ser humano em si que se feriu. Qual seu sofrimento ? Parsifal não sabia e não perguntou.

Com o conhecimento da humanidade até aquele ponto, não havia como perguntar sobre a ferida da relação entre o corpo e o espírito, entre a corporalidade e a espiritualidade. Apenas a alma é capaz de curar esse ferimento, e essa alma só pode atuar em conjunto com outra alma. O Graal não era capaz de curar essa ferida espiritualmente incurável, mas, através da pergunta da alma que se comove, a cura se torna possível. Se torna possível mediante a compaixão e o encontro das almas , da conexão das almas através da pergunta.

Há mais ou menos 100 anos houve um acontecimento na Europa que teve um impacto importante para todo o século XX ,fato este sem o qual o século XXI não teria encontrado a si mesmo. A identidade do século XX se define neste momento, entre 1912 e 1915. Isso a que me refiro foi a publicação da obra mais importante de Franz Kafka “A Metamorfose”.

Ela retrata a estória de um ser humano que acorda pela manhã com a consciência de si mesmo, mas o seu corpo não é mais humano e sim o corpo de um inseto, uma espécie de besouro, um escaravelho. O ser humano que perde a sua aparência humana, não é mais considerado humano. Mas essa estória revela que não somos humanos pela nossa aparência, mas sim na medida em que somos reconhecidos como humanos por outros seres humanos. Ela revela como somos dependentes da percepção dos outros.

Antigamente dependíamos apenas de Deus e da natureza, mas a partir de Kafka nos é mostrado o raiar de uma nova era onde não dependemos só de Deus e da natureza, mas de outro ser humano.

Quanto mais as pessoas ficam inteligentes mais se criticam, e seria bem mais interessante se os homens deixassem valer a diversidade da diferença. A tolerância deveria ser uma atitude passageira e o que deveria se colocar no lugar dela é o reconhecimento – apenas ele torna o ser humano, humano. Os sentimentos que são evocados quando somos reconhecidos e compreendidos nos dá a medida de que seres humanos precisam de seres humanos.

Todos nós, de uma certa maneira, somos especialistas em sermos seres humanos, mas isso não basta, ainda que vemos como algumas pessoas se tornam os modelos de humanos para nós, como p.ex Nelson Mandela, Gandhi, Martin Luther King. São pessoas que conseguem viver suas vidas para além do limite do particular, e com isso ajudam outros a descobrir e reforçar o humano em nós. Será que podemos defini-los como especialistas enquanto seres humanos ? Acho que é mais o contrario disso, eles conseguiram enxergar não o específico, mas o que vive no ser humano como humano. E Meditação é esse humano se revelando em cada ser humano.

Antigamente a meditação era um caminho que possibilitava a conexão com uma realidade espiritual, mas agora, é um caminho para que o ser humano possa reconhecer o humano em outro ser humano para além de todas as ideologias e de tudo o que é religioso. O tornar-se humano no ser humano é o caminho da Meditação e em seu centro se encontra o tornar-se um ser humano que, por disposição, já se é.

O ser humano se encontra em um limiar existencial, mas no exato momento em que começa a se perguntar “quem sou eu enquanto ser humano ?”, começa um novo destino. Até então, valeu um destino que o conduziu, mas a partir de agora o que valerá é até onde pode carregar o seu próprio destino. A partir da pergunta “Quem sou eu ?”, se o ser humano não age, principia um processo de desumanização. Os genocídios por convicções religiosas demonstram isso. A humanidade conheceu excessos de desumanização no século XX, a estória do Kafka é o que ela vivenciou até então.

O que será que o ser humano precisa quando começa a carregar seu próprio destino ? O que ele precisa quando se faz a pergunta “ Homem, reconheça a si mesmo ?”. A partir do momento que não se é mais carregado pelo destino, e sim que o carrega, o homem percebe que não consegue fazer isso sozinho, toda a educação não o ajuda nisso, ele precisa de outros seres humanos que o queiram enxergar, que o reconheçam. E para que se torne uno o ato de ser reconhecido, para que um e outro se torne um, é necessário uma nova unidade criativa, a união do sacerdote e do ferreiro. E isso se torna o centro de experiência Crística.

No Evangelho de João cap. V isso é descrito quando o Cristo diz que seus discípulos não são mais seus serviçais, mas se tornaram seus amigos. Esse é o momento de nascimento de uma nova união de seres humanos.

Gostaria de abordar agora algumas qualidades fundamentais que são experiências que gostariam de se tornar valores, em outras palavras, trazer o esboço de um novo ensinamento das virtudes, qualidades do humano universal que só são possíveis de experienciar na relação com seres humanos. Isso não dá para ser deduzido de forma apenas filosófica, é preciso ter-se a experiência humana compartilhada na própria vida, e ela tem que ser recíproca.

São sete experiências, qualidades que podem se tornar virtudes:

1 – Respeito perante a solidão

O homem moderno autoconsciente é solitário, ele tem esta espécie de saudade de se inteirar com a solidão, o Eu é solitário, a amizade não serve para superá-la, mas sim para se tornar guardiã da solidão do outro.

2 – O outro sempre permanecerá um enigma

Quanto mais eu compreendo e reconheço o outro, mais ele se torna enigmático, é a consciência de si mesmo a partir da alteridade, o si próprio se reconhece a si mesmo, mas o autoconsciente sempre vai ser permeado pelo estranho, não existe caminho de volta para o paraíso, o estranho é o que é verdadeiramente familiar.

3 – A evidência

Esta qualidade tem um papel importante na amizade, o amigo não precisa se explicar ao amigo, este se torna visível e evidente, o que se reconhece não precisa de explicação ; nesse ponto, a amizade vai além do mero reconhecimento, ela nos torna capazes de reconhecer mais o outro do que a nós mesmos. Essa evidencia é o testemunho do humano no outro e a partir daí começa o seguinte processo : o outro carrega comigo o meu destino e isso é o que transforma a minha vida.

4 – A capacidade de se deixar impressionar

Todas as qualidades anteriores são uma preparação para esta que é a mais difícil, pois ela é trazida de fora, ela pode acontecer ou não; o decisivo é a pessoa que fala algo que nos impressiona. Quando prestamos atenção àquilo que nos move, isso gera alguma impressão em nós, e pode nem sempre ser algo agradável. Esse quarto ponto é onde a simpatia e a antipatia se tornam mensageiros para alguma coisa que vai muito além.

5 – Amar as contradições

Essa é uma qualidade totalmente nova, seria muito idealista negar as contradições. Porque será que a cultura dos poetas e dos músicos se tornou atuante nos genocídios e destruições ? Porque compasso e Mozart não se excluem de maneira nenhuma. O supremo bem e o supremo mal pertencem um ao outro. Quem acha que só se dirige ao bem, se dirige à uma ilusão. Se aceitamos a contradição como fato dado, deixamos de aplicar uma ética normativa, e passamos a nos aproximar de uma postura amante e compreensiva dos erros dos outros.

Segundo R. Steiner “Quanto maior a faculdade de consciência no ser humano, maior a sua inclinação para o mal”. Quanto mais consciente de si mesmo, mais o homem tem que aprender a desenvolver o manejo das diferenças, e nisso somos dependentes dos outros seres humanos. Quanto mais consciência, mais contradição, é necessário termos amigos que compreendam isso.

6 – Assimetria nas relações

Toda amizade é assimétrica, não existe justiça nela, senão não seria amizade. Um dá algo para o outro, o outro dá outra coisa, isso é muito diverso ; um relacionamento real e verdadeiro entre individualidades é assimétrico.

7 – A verdade se transforma em veracidade

O antigo ensinamento das virtudes platônicas se transforma, em um ensino moderno, no suscitar do próprio Eu na face do amigo ; a qualidade subjacente é a liberdade que vive no amor ao agir permanente. Permitir viver no amor ao agir, e deixar na compreensão da vontade do outro. Isso é o cerne de uma nova ética, essa ética meditativa que surge na face do outro, esse outro que, através da amizade, se torna para mim o mundo espiritual. Esse mundo espiritual não vive no além, em um lugar distante, mas no ser humano que eu reconheço.

Finalmente, na meditação não existe um ensino linear de causalidade, pois não é porque se medita isso ou aquilo que a coisa vai acontecer, mas a meditação é sua própria pré condição e conseqüência. O Eu humano é do mesmo jeito. As 7 qualidades são pré requisito e conseqüência, e assim, dessa maneira, abandonamos o pensamento causa / efeito.

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Oportunidade:

O CAMINHO DO GRAAL NOS DIAS ATUAIS

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Em tempo algum esse assunto dos mistérios foi tão antigo e tão atual, sabemos de várias correntes que no passar dos séculos tiveram sua vez de carregar verdades espirituais, mesmo que sejam de forma imaginativa, como nos mitos e lendas, para que não se perdessem os fundamentos da ligação do mundo terreno com o mundo celeste.

Agora, cabe a nós tentar através de estudos nos aprofundar e reconhecer a corrente da qual fazemos parte e que na Antroposofia encontramos um solo firme para que nos encontremos e possamos caminhar trilhando o caminho crístico de volta à Pátria celeste. Pois, através do que Rudolf Steiner e outros autores nos legaram como conhecimento dos mundos espirituais podemos vislumbrar o futuro da evolução humana com compreensão do passado, para que façamos o presente da humanidade e assim construir o futuro.

A proposta deste trabalho nasceu da busca pelo espiritual nos tempos atuais, em que temos tantas informações e possibilidades de exercitar a liberdade de escolhas. O tema que carrega o nome Graal será visto de várias formas, tempos e lugares por onde os mistérios antigos permearam o Mistério do Gólgota e juntos trilharemos o caminho de Parsifal.

Programa e cronograma – clique aqui…
Descrição da Viagem – clique aqui…

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A Saúde nos vários âmbitos do Ser Humano

A Saúde nos vários âmbitos do Ser Humano

Dicas de Saúde pela Antroposofia

Priscila Esteves

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“Justamente no instante em que nos tornamos cientes de nossa dignidade humana e sentimos que não podemos existir como seres dominados pela necessidade, elevamo-nos substancialmente a um mundo totalmente diferente do natural.”

Rudolf Steiner

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Aqui vão algumas dicas para quem quer viver mais  e melhor! Cuide bem desse precioso recurso que é a sua saúde. Para  orientações individualizadas procure o seu médico antroposófico.

O primeiro setênio

O primeiro setênio é fundamental, pois é quando as forças vitais  estão trabalhando profundamente no corpo infantil, que multiplica em  muitas vezes seu tamanho inicial, desde o nascimento. Assim, a primeira  dica é adotar o aleitamento materno. O leite materno, além de ser o mais  específico e equilibrado, contém as forças etéricas protetoras da mãe e  reforça o vínculo de afeto tão essencial nessa fase. Em torno dos sete  anos as forças vitais se metamorfoseiam em forças do pensar e a criança  fica pronta para um aprendizado lógico. Devemos evitar que essas forças  sejam desviadas de seu trabalho sobre o corpo nos primeiros anos de  vida, antecipando a intelectualização das crianças. Uma alfabetização  precoce ou dirigida erroneamente desvia as forças etéricas do corpo para  o “pensar”. Como conseqüência, futuramente podemos ter adultos  desvitalizados e que adoecem facilmente. Durante o primeiro setênio é  importante sentir que o mundo é bom: calor, nutrição, favorecer o  desenvolvimento neuropsicomotor através de brinquedos pedagógicos, de  histórias, muitas brincadeiras e fantasias. Assim, tudo que pudermos  fazer para proteger e fortalecer essas forças vitais durante o começo da  vida significará um trabalho preventivo para a saúde até o último  setênio.

Ritmo

Nosso corpo vital ou etérico, a nossa parte planta (vide  “Quadrimembração” nesta seção) precisa de um ritmo bem de funcionar  adequadamente. É importante criar ritmos diários, semanais e até anuais,  equilibrando o sono necessário com as atividades diurnas, o trabalho  com os períodos de descanso e lazer, os períodos de trabalho externo com  períodos de atividades em casa. O nosso sistema rítmico trabalha  forçado e pode adoecer quando vivemos de maneira caótica e acelerada.

Calor

Procure conservar o calor do corpo, especialmente nos pés,  abdome, pescoço e costas. O nosso Eu atua através do calor corporal  ativando nosso sistema imunológico, o funcionamento hormonal e  metabólico. Mesmo vivendo em um país tropical como o Brasil, precisamos  observar esse cuidado com a saúde, especialmente com roupas que expõem  muito o corpo. Sabe-se hoje que o calor corporal é um grande aliado na  prevenção do câncer e de muitas outras doenças crônicas. Faça  escalda-pés com água bem aquecida, quando sentir que eles estão muito  frios ou coloque uma bolsa com água aquecida sobre a região do abdome  antes de dormir.

Movimentos

Nós precisamos de movimento tanto quanto de sono ou boa  alimentação. O ideal é buscar atividades que respeitem nossa  constituição física, idade e gosto pessoal, sem sobrecarregar o aparelho  músculo-esquelético e o sistema cárdio-respiratório. Uma orientação  especializada pode ser necessária. Caminhar é um ótimo exercício, mas  outras atividades também podem e devem estar presentes, como nadar e  dançar. O intuito aqui não é a busca neurótica da sociedade  contemporânea por “manter a forma”, mas sim, vivenciar o prazer do  movimento – natural para o corpo. Se essas atividades podem ser  desfrutadas próximo à natureza, como praças, parques, praias ou campo,  melhor ainda.

Alimentação

Procure fazer as refeições sempre nos mesmos horários,  variando o cardápio para evitar a monotonia alimentar. O corpo etérico  da Terra nos presenteou com uma enorme variedade de legumes, verduras,  cereais e frutos. A planta também é trimembrada em raiz  (neurossensorial), folhas (rítmico) e frutos/flores (metabólico). Dê  preferência aos produtos orgânicos ou biodinâmicos. Coma carnes e  enlatados com moderação. Hoje já conhecemos amplamente os malefícios  provocados por agrotóxicos, hormônios e medicamentos adicionados aos  produtos animais. O nosso estômago não tem relógio, mas nosso corpo tem  um ritmo próprio, conhecido com “circadiano”, que regula o pico de  atividade de cada órgão. Assim, a nossa vesícula biliar está mais ativa  pela manhã, até as três horas da tarde – nesse período, ela ajudará na  digestão de alimentos “mais pesados”, ricos em gorduras. Em  contrapartida, o fígado está mais ativo depois das três da tarde, quando  assimilará melhor os alimentos doces.

Cultivo do sentir através de relações harmoniosas e de atividades  artísticas

O nosso sistema rítmico, especialmente o nosso coração  anímico, precisa ser alimentado com bons sentimentos acerca da vida  (esperança, confiança, tranqüilidade, solidariedade e alegria) para que  possa manter nossa saúde em equilíbrio. Precisamos exercitar nossa  criatividade e vivenciar a beleza da vida, freqüentemente possível  através de atividades artísticas (música, pintura, desenho e trabalhos  manuais). Momentos simples de troca afetiva como o que passamos com as  pessoas queridas ou de contemplação da natureza também alimentam o nosso  coração.

Cultivo da vida espiritual

Nosso Eu, nossa parcela mais sutil e  individual, precisa ser alimentada, tanto quanto nosso corpo. Algumas  pessoas encontram o caminho para essa relação com a sua essência  espiritual através de uma vivência religiosa regular ou de meditações. Para outras pessoas,  a contemplação da natureza, a música ou as artes plásticas são também  formas de alimentar o espírito.

Referências: ABMA – Associação Brasileira de Medicina Antroposófica

Fonte: Saúde Verde Limão – por Priscila Esteves

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O Ser Humano como Sinfonia das Forças Universais – 2ª conferência

Lançamento de Tradução de Rudolf Steiner gratuita para download:

O Ser Humano como Sinfonia das Forças Universais

2ª conferência - 20 de outubro de 1923

Tradução: Gerard Bannwart

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“Acordar para quem você é
requer desapego de quem você imagina ser.”

Alan Watts

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Capítulo 1

A interconexão das relações cósmicas

Das relações terrestre e dos animais com o Ser Humano

2ª Conferência - 20 de outubro de 1923

Traduzido por Gerard Bannwart

Temas:

  • Atmosfera permeada de brilho solar e Zodíaco
  • As regiões do Cosmo
  • As relações do ser humano com o Sistema Planetário
  • A tríade de chamados
  • O perigo dos chamados
  • A lei da ressonância das vibrações
  • Os ensinamentos da tríade animal: caracteres do universo
  • A tríade de respostas do ser humano para a compensação das unilateralidades e espiritualização da civilização mecanística da Terra
  • Simbolismo Cósmico

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Arquivo Rudolf Steiner em português

(Rudolf Steiner´s Archive – portuguese)

Com apoio de novos colaboradores, estaremos lançando traduções e re-traduções dos textos e conferências de Rudolf Steiner.
Caso queira colaborar e tenha algum conhecimento da Antroposofia e sua linguagem, cadastre-se e ajude com pequenas traduções.

Arquivo Rudolf Steiner – cadastro de colaborador (clique aqui…)

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Atualização da Seção de Textos da Biblioteca Virtual da Antroposofia

Atualização da Seção de Textos da Biblioteca Virtual da Antroposofia

Inserção dos artigos da Página Social do Facebook

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“A verdade vivenciada em conjunto É força de vida na aspiração da humanidade.”

Rudolf Steiner

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Nova atualização da seção de textos da Biblioteca Virtual da Antroposofia:

- 185 textos e artigos -

Caso tenha cadastro na Biblioteca: acesse aqui!!!

ou

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Esta semana teremos lançamentos de novas apostilas, artigos, textos, traduções e a organização uma viagem percorrendo o caminho do Graal pela Inspire – empresa parceira da Biblioteca…

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A Pedagogia Waldorf é um conceito de educação integral

- Conteúdo removido por solicitação do Sr. Raul Guerreiro -

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“A nossa mais elevada tarefa deve ser a de formar seres humanos livres que sejam capazes de, por si mesmos, encontrar propósito e direção para suas vidas.”

Rudolf Steiner

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O Sr. Raul Guerreiro enviou um email solicitando a remoção imediata de sua entrevista da Biblioteca Virtual da Antroposofia, inclusive acionando o departamento jurídico internacional da Editora Porto, para qual concedeu a entrevista.
Pedimos desculpas ao usuários, ao Sr. Raul Guerreiro e a Editora Porto pelo transtorno.
Abaixo segue a cópia do email enviado pelo Sr. Raul Guerreiro e nossa resposta atendendo sua solicitação:

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Solicitação:

Prezados senhores e senhoras,

Solicito a imediata retirada do texto “A Pedagogia Waldorf é um conceito de educação integral” da vossa página digital, colocada online hoje 6.12.13.

O texto é uma entrevista concedida por mim exclusivamente para a empresa Editora Porto, em Portugal. O departamento jurídico internacional da Editora foi ainda hoje notificado oficialmente por mim acerca desta violação.

Cordiais cumprimentos,

Raul Guerreiro

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Resposta da Biblioteca:

Olá Raul,

O texto será retirado na próxima atualização da página e o colocado o aviso da sua solicitação no link original, que substituirá a entrevista.
Gostaria de colocar-se sobre a solicitação?
A entrevista mencionou que o você dedicava-se a divulgação da Pedagogia Waldorf.
Acreditei ser uma boa entrevista para divulgarmos o trabalho das Escolas Waldorf aqui e em Portugal – que é o segundo maior público de usuários da Biblioteca e recebo constantemente contatos de pessoas de lá interessadas na Pedagogia Waldorf – me citaram que não existe uma Federação das Escolas lá.
Inclusive encontrei a entrevista pelo Facebook, onde uma professora compartilhou comigo.
Atenciosamente,

Leonardo

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Eduque o Coração

Vídeo:

Eduque o Coração

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“A veneração infantil diante do ser humano tornar-se-á mais tarde veneração diante da verdade e do conhecimento.”

Rudolf Steiner

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Conectar o pensar ao coração… eis o grande desafio

Conectar o pensar ao coração… eis o grande desafio

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“Treinar o intelecto não resulta em inteligência. Ao contrário, a inteligência surge quando a pessoa age em perfeita harmonia tanto intelectualmente como emocionalmente. Há uma vasta diferença entre intelecto e inteligência.

Intelecto é meramente pensamento funcionando independente da emoção.
Quando o intelecto, sem consideração da emoção, é treinado em alguma direção particular, a pessoa pode ter grande intelecto, mas não deve ter inteligência, porque na inteligência existe a capacidade inerente de sentir assim como de raciocinar; na inteligência as duas capacidades estão igualmente presentes, intensa e harmoniosamente.

Hoje a educação moderna desenvolve o intelecto, oferecendo mais e mais explicações da vida, mais e mais teorias, sem a harmoniosa qualidade da afeição. Assim, desenvolvemos mentes astuciosas para fugir do conflito; por isso ficamos satisfeitos com explicações que cientistas e filósofos nos apresentam.

A mente, o intelecto, fica satisfeito com estas inumeráveis explanações, mas a inteligência não existe, pois para compreender deve haver a completa unidade de mente e coração em ação.”

Jiddu Krishnamurti

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Adendo: A Cristandade Esotérica e a Condução Espiritual da Humanidade

Texto de Rudolf Steiner - Tradução gratuita para download:

Adendo - A Cristandade Esotérica e a Condução Espiritual da Humanidade

Rudolf Steiner – Tradução: Gerard Bannwart

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“Algo que eu não amo, não se me pode revelar.”

Rudolf Steiner

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Atividade extraescolar, seu filho precisa?

Atividade extraescolar, seu filho precisa?

Patrícia L. Paione Grinfeld

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“Uma das grandes desvantagens de termos pressa é o tempo que nos faz perder.”

G. K. Chestertonus

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As atividades extraescolares têm aproveitado, cada vez mais, a brecha deixada pela sobrecarga de tarefa dos pais, escassez de ajuda doméstica e falta de espaço público e segurança (só para citar alguns exemplos) e se transformado num grande negócio. Um negócio que vende a ideia de que a criança precisa descobrir potencialidades, aprimorar habilidades e adquirir conhecimentos para estar mais preparada para enfrentar o mundo competitivo. De fato, a criança precisa de todos estes recursos, e é por isto que estas atividades são tão atraentes. Elas vão de encontro com a demanda de muitos pais que buscam freneticamente suprir as necessidades do filho para que ele seja completo e não fique em desvantagem. Um modelo perfeito nos mundo dos negócios, mas delicado sob o ponto de vista emocional, especialmente no que tange às crianças pequenas, que ainda estão no ensino infantil.

Para não cair nas armadilhas do consumismo, precisamos, em primeiro lugar, lembrar que uma atividade extraescolar não pode, em hipótese alguma, ocupar o lugar da brincadeira e do descanso da criança. Através do brincar a criança expressa sua criatividade, elabora conflitos e aprende a lidar com a realidade (interna e externa). Através do brincar a criança descobre potencialidades, aprimora habilidades e adquire conhecimentos, o que nem sempre é conseguido através das atividades extraescolares, mesmo que elas tenham caráter lúdico ou recreativo. Isto porque nem sempre a atividade consegue ir de encontro com a necessidade que a criança tem naquele momento.

Quando o tempo para brincar e descansar estão garantidos, pode-se pensar em uma (ou mais) atividade extraescolar. Contudo, antes de agendá-la, é fundamental avaliar de quem é a necessidade daquela atividade, dos pais ou da criança? Não é incomum os pais quererem propiciar ao filho a oportunidade de fazer uma atividade que não puderam fazer na infância, ou uma que gostavam tanto (e às vezes ainda gostam), que imaginam que seu filho irá gostar também. Há situações em que um determinado hobby é “tradição de família” e os pais sentem-se na obrigação ou têm o desejo de perpetuá-lo (como a prática de algum esporte ou instrumento musical). Também, é frequente ver pais que preferem que seus filhos se ocupem com atividades dirigidas e/ou com pessoas que julgam ser mais capacitadas para estar com a criança do que cuidadores domésticos. Muitas vezes, atividades regradas demais, especialmente para crianças menores de seis anos, são difíceis de serem seguidas e professores podem ser menos habilidosos e carinhosos com a criança do que uma pessoa sem formação, mas que cuida e brinca bem. Cuidado: o interesse dos filhos nem sempre é o mesmo interesse dos pais e a necessidade de uma pessoa pode não ser a necessidade de outra. Por isto, para que a atividade escolhida seja uma rica experiência para a criança, é importante:

1)  Questionar quais os benefícios que a atividade poderá trazer à criança, levando em conta sua idade e personalidade. Algumas atividades não são indicadas para crianças muito pequenas (mesmo estando à venda no mercado infantil) porque exigem mais do seu desenvolvimento físico e/ou emocional é capaz de responder. Por esta razão, é interessante avaliar alternativas que tragam benefícios idênticos ou similares para a criança (se o objetivo é uma atividade física para gastar energia, talvez uma quadra com outras crianças supra a necessidade de uma aula formal de esporte; se o objetivo é estar com outras crianças, uma opção é brincar com colegas da escola fora do período escolar).

2)  Averiguar o interesse da criança pela atividade. Ela viu/experimentou a atividade em algum lugar e que conhecer melhor? Ela tem demonstrado interesse por algum assunto em especial, como pintura, que poderia justificar sua inscrição em aula de arte?

3)  Não fazer comparações – as crianças são diferentes umas das outras, têm ritmos, necessidades e interesses distintos. Não é porque os amigos da escola fazem determinada atividade que seu filho também tem que fazer. Uma criança que brinca em seu tempo livre e que não faz nenhuma atividade fora da escola não é uma criança pouco investida, desinteressada ou atrasada; ao contrário, é uma criança que consegue, através da brincadeira, suprir suas necessidades físicas e afetivas (em alguns casos até mais do que uma criança que tem a agenda lotada sem tempo para brincar e descansar, o que não é incomum entre as crianças cujas famílias têm maior poder aquisitivo e menos tempo disponível para estar com os filhos).

4)  Avaliar a disponibilidade financeira e logística da família para a viabilização da atividade.

5)  Pesquisar pelo menos duas opções de atividade com o mesmo propósito e pelo menos dois locais que oferecem tais atividades. É interessante que os pais façam uma pré-avaliação (buscando indicações, conversando com os profissionais, visitando o local) antes de apresentar as possibilidades ao filho. Feita a pré-seleção, a criança deve poder experimentar algumas aulas antes de sua matrícula ser efetivada. Nos momentos de experimentação é interessante a presença do pai ou mãe (a escolha de atividades, com raríssimas exceções, é tarefa dos pais) para que eles possam avaliar o ambiente, a habilidade do professor com seu filho e as outras crianças, o grau de interesse e envolvimento do filho (muitas vezes a criança não quer participar da aula, mas quer assistir e voltar a assistir – esta avaliação deve ser feita com o professor e também com a criança sobre o quanto participar, num primeiro momento, pode ser apenas olhar).

As atividades extraescolares podem trazer muitos benefícios para a criança e a família, mas pode ser um perigo quando ela acontece num momento e de uma maneira que não são os melhores para a criança. Por isto, não basta escolher uma atividade extraescolar para o filho; é necessário acompanhar seu interesse e desempenho, sempre. Fazer por fazer não melhora competência. O ganho só é obtido quando a experiência propiciada pela atividade vai de encontro com as demandas da própria criança, quando o olho dela brilha antes, durante e depois da aula, de satisfação. Fique atento.

Acesse: Ninguém cresce sozinho

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