Arquivo mensais:fevereiro 2014

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Fonte: Página da Aliança pela Infância no Facebook

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“Se a criança vive com aceitação e amizade, ela aprende a encontrar amor no mundo.”

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Se a criança vive com críticas, ela aprende a condenar.
Se a criança vive com hostilidade, ela aprende a agredir.
Se a criança vive com zombarias, ela aprende a ser tímida.
Se a criança vive com humilhação, ela aprende a se sentir culpada.

Porém,

Se a criança vive com tolerância, ela aprende a ser paciente.
Se a criança vive com incentivo, ela aprende a ser confiante.
Se a criança vive com elogios, ela aprende a apreciar.
Se a criança vive com retidão, ela aprende a ser justa.
Se a criança vive com segurança, ela aprende a ter fé.
Se a criança vive com aprovação, ela aprende a gostar de si mesma.
Se a criança vive com aceitação e amizade, ela aprende a encontrar amor no mundo.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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O Ser Humano como Sinfonia das Forças Universais – 10ª conferência

Lançamento de Tradução de Rudolf Steiner gratuita para download:

O Ser Humano como Sinfonia das Forças Universais

10ª conferência – 9 de novembro de 1923

Tradução: Gerard Bannwart

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“Só aquilo que somos realmente tem o poder de curar-nos…”

Carl Gustav Jung

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Capítulo 4

Os segredos da organização humana

10ª Conferência – 9 de novembro de 1923

Traduzido por Gerard Bannwart

Temas:

  • Processos metabólicos e processos circulatórios.
  • Processos patológicos e processos curativos.
  • Arte pedagógica e terapia.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Casamento, Família, Filhos? Como fazer melhor?

Casamento, Família, Filhos? Como fazer melhor?

Josef Yaari

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“Qual é a melhor forma de manter um relacionamento positivo que faça bem aos parceiros, especialmente os filhos?”

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Nós que trabalhamos continuamente com Psicologia e Pedagogia Clínica Biográfica, estamos recebendo todos os dias este tipo de pergunta.

Sim. Qual é a saída?

Em minha vida descobri muitas coisas relativas a esta questão e percebi que nas muitas vezes que tive ou causei mágoas e mal-estares, boa parte da causa disto estava na certeza de que eu estava fazendo o que era o melhor. Faltou a atitude básica de me colocar como aprendiz permanente.

Então, hoje tenho certeza é que existem sim bons caminhos que levam a uma contínua e criativa convivência e que estes caminhos só são encontrados por aqueles que se colocam como eternos aprendizes de uma atividade prática de permanente autodesenvolvimento.

E que este autodesenvolvimento, embora único e pessoal para cada um, só é realizado pelo encontro e pelo estímulo existente em grupos ou, em última análise pela convivência regular com as pessoas.

Assim, um dos grandes problemas que encontramos nos relacionamentos é uma crença muito entranhada em nossa cultura de que o bom relacionamento depende essencialmente do amor romântico e pela aceitação de que o outro está aí para me complementar naquilo que não tenho em mim!

Essa crença tem feito muito mal em todos os níveis sociais e para todas as idades.

Assim, embora sejamos seres em contínua metamorfose e, portanto, vocacionados para um permanente aprendizado, cada pessoa é, antes de tudo, chamada a ser íntegra e autosuficiente. Ou seja, aprendi que eu quero conviver, mas não posso depender nem afetivamente, nem materialmente e nem socialmente de outras pessoas.

É claro que todos trabalham para atender uma demanda social e por isso estamos sempre indo ao encontro dos outros. E enquanto uma mãe cuida de seu filho ou um homem arruma a casa, a pessoa que está junto está providenciando as condições para que as necessidades sejam preenchidas. Mas isso demonstra que cada um está fazendo sua parte e, nesse sentido, não há dependência, mas solidariedade e divisão de tarefas.

E se há uma pessoa que não trabalha e fica dependendo dos outros providenciarem suas necessidades, isso só é válido, no máximo até a chegada à adolescência por volta dos 12 ou 14 anos. Depois disso toda dependência é mórbida e traz uma série de problemas que vão se somando ao longo dos anos e se tornam grandes entraves no crescimento pessoal, profissional e social.

Assim, mesmo numa casa, na qual os jovens estão estudando e precisam, portanto, ir à escola, eles devem, no mínimo, lavar seus pratos arrumar suas camas, limpar seus espaços, etc., etc.

Um amor romântico não sustenta nenhuma relação duradoura e, na verdade, é apenas o estímulo para que se encontre o caminho do amor real que é construído lentamente pela convergência de movimentos do casal. E isso só pode ser conseguido quando os dois tem um projeto comum de vida, para o qual dirigem sua atenção e se encontram de maneira mais intensa.

Nessa condição todos e, principalmente as crianças, crescem com leveza e alegria e abrem-se inúmeras possibilidades de realização!

E, é claro, que este projeto comum não é compartilhar apenas prazeres e sensações que fazem com que as pessoas acabem por voltar-se apenas a si mesmas!

É preciso paixão! Esta palavra, muito mal compreendida tem origem na palavra “pathos” do grego, que significa o motivo essencial de uma pessoa ou de uma iniciativa.

Por isso falamos em “Paixão de Cristo”, algo muito mais profundo do que o uso comum dessa palavra!

Assim se espera que o encontro do feminino e masculino traga os elementos essenciais do fogo, terra, ar e água para construírem projetos sólidos que possam ir ao encontro de uma demanda da comunidade.

E este projeto comum de um casal pode ser um pequeno negócio, a participação num grupo religioso, filosófico ou semelhante, e enfim, uma atuação voltada para a solução de qualquer questão que toca a alma dos parceiros, levando-os, no dia a dia, a trabalharem conjuntamente para a concretização desse propósito.

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Participe de uma Trabalho Biográfico sobre relacionamentos:

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Apostila: Integração Masculino e Feminino

Lançamento de apostila para download gratuito:

Integração Masculino e Feminino

Milene Mizuta – Curso Líder de Si

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“Você atuou em mim; no entanto, não afetou com isso minha liberdade, mas ofereceu-me a possibilidade de eu mesmo dar a mim essa liberdade, no momento certo da vida. O que você fez me possibilita aparecer agora diante de você, estruturando a mim mesmo como um ser humano a partir de minha própria individualidade, que você deixou intocada por um recatado respeito.”

Rudolf Steiner

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Temas:

  • O relacionamento humano
  • A separação do sexos
  • A queda do paraíso na biografia
  • Marte
  • Vênus
  • O Homem e a Mulher
  • Animus e Anima

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Participe de uma turma do curso Líder de Si:

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Próximas Turmas:

Vinhedo/SP - início mar/2014
Curitiba - início mar/2014
Florianópolis - início mai/2014

Informações: contato@liderdesi.com.br

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Uma nova perspectiva para as mães

Uma nova perspectiva para as mães

Fonte: www.potencialgestante.com.br

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“Ser Mãe é assumir de Deus o dom da criação, da doação e do amor incondicional. Ser mãe é encarnar a divindade na Terra.”

Barbosa Filho

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Os arquétipos sociais como instrumentos práticos para mudanças

Os arquétipos sociais como instrumentos práticos para mudanças

Jair Moggi

Fonte: www.adigo.com.br

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“O nível mais profundo do inconsciente só pode ser descoberto e contatado por via dos arquétipos que podem fazer a ponte entre o espiritual, o imaginário e a realidade consciente.”

Rollo May

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Quem está interessado em mudar realmente as organizações já sabe que isso só é possível quando mudam os indivíduos e os grupos que as compõem. Qualquer indivíduo que deseje mudar também sabe o quanto esse processo é difícil. Não bastam centenas de palestras e cursos indicando que a mudança é o melhor remédio. Esses treinamentos falam muito ao processo do Pensar e, sem dúvida, se forem bem executados, podem ajudar a encontrar os caminhos da mudança. Mas são insuficientes, por que ignoram ou não dão a devida ênfase aos Processos do Sentir e do Agir no dia-a-dia.

Um bom exemplo talvez seja o do ato de fumar. Quantas e quantas pessoas continuam fumando, mesmo sendo capazes de dar verdadeiras palestras sobre os males do cigarro.. Parar de fumar, deixar de ser uma pessoa competitiva para se tornar mais cooperativo, sair da cultura do ter para outra apoiada no ser, do chefiar pessoas autoritariamente para o de liderar participativamente, são antes de tudo, mudanças internas, de atitude. Para que essas transformações internas realmente ocorram é preciso mais do que pensar, discursar ou concordar com uma teoria. É necessário sentir e também agir no mundo externo.

Fazendo consultoria, convivendo com as pessoas nas empresas, notamos sempre a diferença entre um processo e outro. Indivíduos que fazem lindos discursos sobre o que fazer em todas as situações, ou aqueles que como “vacas de presépio” concordam com você são muito diferentes daqueles que têm um “insight profundo”, daqueles que buscam no seu próprio interior uma sabedoria profunda como se fosse algo que eles não sabiam que sabiam. Pela nossa vivência é só esse fenômeno individual que leva às mudanças reais e duradouras. É impossível conseguir captar esse elemento intuitivo que mobiliza as pessoas para a essência das coisas e para a ação no mundo a partir de um “insight” profundo”, por argumentos racionais e lógicos que multifacetam a realidade, analisando-a de pontos de vistas individuais, parciais ou poluídos por uma abordagem maniqueísta ou ideológica.

Esse “insight”, esse captar da essência das coisas acontece por várias vias, e a mais comum é pela evocação de imagens arquetípicas. O que são elas ? São imagens primordiais que na infância da humanidade formaram o inconsciente coletivo de nossa espécie, exercendo influências fundamentais no processo de desenvolvimento dos indivíduos e dos grupos sociais. Elas estão presentes de maneira quase uniforme na ação das pessoas de todos os quadrantes do planeta em todos os tempos.

Os arquétipos formam o cerne dos mitos das mais diferentes civilizações e culturas, eles estão presentes nos contos de fadas, nas obras de arte, nas lendas e mitos de todos os povos. São coisas que as pessoas não sabem que sabem, mas que, quando entram em contato com elas, captam sua essência como se lembrassem de algo muito conhecido, num fenômeno intuitivo, profundamente motivador de mudanças.

Quando uma pessoa ou um grupo descobre e incorporar modelos e conceitos arquetípicos ao seu jeito de ser e à sua atuação – e, portanto, ao seu processo de gestão – é como se descobrisse o segredo dos deuses. Todos nos identificamos, por exemplo, com obras de arte clássicas, que associamos ao arquétipo de beleza. Se procuramos a beleza hoje, e conseguimos nos apoiar nesse arquétipo, ficamos plenamente satisfeitos. O mesmo acontece com vários outros arquétipos, como os de ordem, verdade, beleza, bondade, qualidade, etc.

Para os filósofos gregos, que queriam chegar aos princípios formativos do universo, e, portanto, à essência da criação e das formas, esses princípios eram denominados de ” arqué “e eram identificados com os elementos naturais, como a terra, a água, o ar ou a luz e o fogo, essa representação simbólica, até tigo esoterismo cristão, que teve sua presença forte até o século IV, os arqueus eram os seres da hierarquia angélica que detinham a sabedoria que possibilitou a construção do universo. Também, segundo as pesquisas de Rudolf Steiner (1861 – 1925), pensador, educador, cientista e , fundador da antroposofia, os arquétipos têm origem em tempos imemoriais, quando seres supra-sensíveis das mais altas hierarquias celestes doaram parte das suas substâncias formadoras para plasmar o universo físico-sensível que conhecemos, sendo possível, hoje de forma consciente, ter acesso a esses impulsos arquetípicos ontológicos em benefício da própria evolução do ser humano, das instituições sociais que ele constrói, – como as empresas, por exemplo, do planeta e do próprio universo.

A importância dos arquétipos é reconhecida pelos psicólogos e terapeutas por darem à identidade pessoal ou à identidade de um grupo e para fortalecer valores morais. Rollo May, por exemplo, sustenta que o nível mais profundo do inconsciente só pode ser descoberto e contatado por via dos arquétipos que podem fazer a ponte entre o espiritual, o imaginário e a realidade consciente.

É cada vez mais reconhecido que o crescimento da busca emergente de soluções para problemas espirituais e comportamentais em terapias, verificado principalmente neste século nas sociedades industrializadas se deve à perda de contato com esses princípios universais que as sociedades não industrializadas possuíam e que poucas remanescentes nos dias de hoje ainda preservam, de certa maneira.

Quem se interessa pelos aspectos psicossociais e de organização como consultores, empresários e executivos – deve dar mais importância aos arquétipos pois, quando eles são apreendidos pelos indivíduos e pelos grupos, possibilitam um imenso referencial e funcionam como uma âncora muito forte para a sustentação dos processos de modernização na prática do dia-a-dia. Os arquétipos têm a qualidade de dar racionalidade a um mundo muitas vezes sem sentido, neste processo acelerado de mudanças que estamos vivendo.

É por isso que na operacionalização dos paradigmas emergentes – principalmente o da empresa orgânica, o da reengenharia a partir da abordagem humanista ou o da qualidade total – é importante utilizar na linguagem e no dia-a-dia empresarial, o conceito de arquétipo, que até agora era mais afeito ao mundo da psicologia. Assim como o conceito de holismo – que, hoje, já é bem disseminado e incorporado à cultura de muitas empresas que estão modernizando-se – o conceito de arquétipo tende a ser um daqueles que migram rapidamente do universo dos psicólogos para o mundo dos negócios.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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O Homem e a Mulher

O Homem e a Mulher

Victor Hugo

Fonte: Apostila do Curso Líder de Si – Módulo Integração Masculino e Feminino

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“O homem é a mais elevada das criaturas.
A mulher é o mais sublime dos ideais…”

Victor Hugo

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O Homem e a Mulher

O homem é a mais elevada das criaturas;
A mulher é o mais sublime dos ideais.

O homem é o cérebro;
A mulher é o coração.
O cérebro fabrica a luz;
O coração, o AMOR.
A luz fecunda, o amor ressuscita.

O homem é forte pela razão;
A mulher é invencível pelas lágrimas.
A razão convence, as lágrimas comovem.

O homem é capaz de todos os heroísmos;
A mulher, de todos os martírios.
O heroísmo enobrece, o martírio sublima.

O homem é um código;
A mulher é um evangelho.
O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.

O homem é um templo; a mulher é o sacrário.
Ante o templo nos descobrimos;
Ante o sacrário nos ajoelhamos.

O homem pensa; a mulher sonha.
Pensar é ter , no crânio, uma larva;
Sonhar é ter , na fronte, uma auréola.

O homem é um oceano; a mulher é um lago.
O oceano tem a pérola que adorna;
O lago, a poesia que deslumbra.

O homem é a águia que voa;
A mulher é o rouxinol que canta.

Voar é dominar o espaço;
Cantar é conquistar a alma.
Enfim, o homem está colocado onde termina a terra;
A mulher, onde começa o céu.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Mulheres curadoras

Mulheres curadoras

 Mani Alvarez

Fonte: Jornal 100% Vida de maio/2012

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“Por isso entendem as mulheres de plantas que curam, dos ciclos da lua, das estações que vão e vem ao longo da roda do sol pelo céu. Elas tem um pacto com essa fonte sábia e misteriosa que é a natureza…”

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Erveiras, raizeiras, benzedeiras, mulheres sábias que por muito tempo andaram sumidas, ou até mesmo escondidas. Hoje retornam com um diploma de pós-graduação nas mãos e um sorriso maroto nos lábios. Seu saber mudou de nome. Chamam de terapia alternativa, medicina vibracional, fitoterapia, práticas complementares…são reconhecidas e respeitadas, tem seus consultórios e fazem palestras.

As mulheres curadoras fazem parte de um antigo arquétipo da humanidade. Em todas as lendas e mitos, quando há alguém doente ou com dores, sempre aparece uma mulher idosa para oferecer um chazinho, fazer uma compressa, dar um conselho sábio. Na verdade, a mulher idosa é um arquétipo da ‘curadora’, também chamada nos mitos de Grande Mãe.

Não tem nada a ver com a idade cronológica, porque esse é um arquétipo comum a todas as mulheres que sentem o chamado para a criatividade, que se interessam por novos conhecimentos e estão sempre a procura de mais crescimento interno. Sua sabedoria é saber que somos “obras em andamento’, apesar do cansaço, dos tombos, das perdas que sofremos… a alma dessas mulheres é mais velha que o tempo, e seu espírito é eternamente jovem.

Talvez seja por isso que, como disse Clarissa Pinkola, toda mulher parece com uma árvore. Nas camadas mais profundas de sua alma ela abriga raízes vitais que puxam a energia das profundezas para cima, para nutrir suas folhas, flores e frutos. Ninguém compreende de onde uma mulher retira tanta força, tanta esperança, tanta vida. Mesmo quando são cortadas, tolhidas, retalhadas, de suas raízes ainda nascem brotos que vão trazer tudo de volta à vida outra vez.

Por isso entendem as mulheres de plantas que curam, dos ciclos da lua, das estações que vão e vem ao longo da roda do sol pelo céu. Elas tem um pacto com essa fonte sábia e misteriosa que é a natureza. Prova disso é que sempre se encontra mulheres nos bancos das salas de aula, prontas para aprender, para recomeçar, para ampliar sua visão interior. Elas não param de voltar a crescer…

Nunca escrevem tratados sobre o que sabem, mas como sabem coisas! Hoje os cientistas descobrem o que nossas avós já diziam: as plantas têm consciência! Elas são capazes de entender e corresponder ao ambiente à sua volta. Converse com o “dente-de-leão” para ver… comunique-se com as plantas de seu jardim, com seus vasos, com suas ervas e raízes, o segredo é sempre o amor.

Minha mãe dizia que as árvores são passagens para os mundos místicos, e que suas raízes são como antenas que dão acesso aos mundos subterrâneos. Por isso ela mantinha em nossa casa algumas árvores que tinham tratamento especial. Uma delas era chamada de “árvore protetora da família”, e era vista como fonte de cura, de força e energia. Qualquer problema, corríamos para abraçá-la e pedir proteção.

O arquétipo de ‘curadora’ faz parte da essência do feminino, mesmo que seja vivenciado por um homem. Isso está aquém dos rótulos e definições de gênero. Faz parte de conhecimentos ancestrais que foram conservados em nosso inconsciente coletivo.

Perdemos a capacidade de olhar o mundo com encantamento, mas podemos reaprender isso prestando atenção nas lendas e nos mitos que ainda falam de realidades invisíveis que nos rodeiam. Um exemplo? Procure saber mais sobre os seres elementais que povoam os nossos jardins e as fontes de águas… fadas, gnomos, elfos, sílfides, ondinas, salamandras…

As “curadoras” afirmam que podemos atrair seres encantados para nossos jardins! Como? Plantando flores e plantas que atraiam abelhas e borboletas, gaiolas abertas para passarinhos e bebedouros para beija-flores.

Algumas plantas convidam lindas borboletas para seu jardim, como milefólio, lavanda, hortelã silvestre, alecrim, tomilho, verbena, petúnia e outras. Deixe em seu jardim uma área levemente selvagem, sem grama, os seres elementais gostam disso. Convide fadas e elfos para viverem lá.

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Madre Teresa de Calcuta

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O Ser Humano como Sinfonia das Forças Universais – 9ª conferência

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O Ser Humano como Sinfonia das Forças Universais

9ª conferência – 4 de novembro de 1923

Tradução: Gerard Bannwart

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“Alegrias são dádivas do destino,
Que demonstram seu valor no presente.
Sofrimentos, ao contrário, são fontes do conhecimento
Cujo significado se mostra no futuro.”

Rudolf Steiner

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Capítulo 3

O mundo das plantas

e os espíritos elementares da natureza

9ª Conferência – 4 de novembro de 1923

Traduzido por Gerard Bannwart

Temas:

  • A percepção e a experiência das entidades elementares da natureza.
  • Suas palavras universais, que soam em conjunto a partir de inumeráveis seres em diferentes tonalidades.
  • A última ressonância emitida palavra universal criadora, formadora, configuradora.
  • O ser humano como acorde dessa palavra universal.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

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10 erros que os pais cometem ao colocar os filhos para dormir

10 erros que os pais cometem ao colocar os filhos para dormir

Publicado na Revista Crescer

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“Sem dúvida o sonho é para o espírito o que o sono é para o corpo.”

Christian Hebbel

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Como todos os comportamentos do ser humano, o sono precisa ser ensinado ou condicionado. Criar certos hábitos pode acostumar mal a criança ou aumentar sua dependência dos pais. Listamos os principais erros que os casais cometem quando o assunto é hora de dormir:

Não ter rotina

Criança gosta e precisa de repetição para se sentir segura. O ideal é que a hora de ir para a cama seja precedida pelas mesmas ações, todos os dias.

Atividades agitadas

O ideal é que essa rotina não inclua atividades que vão deixar o pequeno ainda mais desperto, como brincadeiras que envolvem movimentação física e programas de televisão que deixam a criança agitada ou com medo. Entre as atividades relaxantes, estão tomar banho e ler um livro.

Colo

Um dos erros mais comuns é ninar o filho e deixá-lo adormecer no colo dos pais. As crianças devem dormir diretamente onde vão acordar, porque ao despertarem na madrugada, há grande chance de estranharem o berço e chamarem a pessoa que as fez dormir. O mais indicado é dar um beijo de boa-noite e levar a criança ainda acordada para o berço. Os pais deixam o quarto e, se ouvirem choro, voltam alguns minutos depois para que ela percebe que ninguém a abandonou. Aos poucos, o bebê se acalma e aprende a dormir sozinho.

Ninar pela casa

Nada de perambular com a criança pela casa no carrinho de bebê, colocar o bebê-conforto sobre a máquina de lavar ou passear de carro com o pretexto de fazer a criança dormir. Ela não precisa ser chacoalhada para pegar no sono. A dica é dar uma fraldinha ao seu filho, que ele se auto ninará.

Levar para dormir na cama dos pais

Se a criança acorda assustada ou chama pelos pais de madrugada, os adultos precisam dar atenção. Mas, no quarto dela. Isso porque ceder aos pedidos em um dia transmitirá a mensagem de que a criança pode insistir sempre. Se seu filho for direto para sua cama, você até pode deixá-lo ficar um pouquinho, mas leve-o de volta para o quarto dele quantas vezes forem necessárias. Compartilhar a cama com frequência atrapalha o sono da família, não incentiva a independência da criança e prejudica a intimidade do casal.

Luz acesa

É comum crianças terem medo do escuro, mas deixar a luz acesa altera a produção do hormônio melatonina, que induz o sono. Se seu filho estiver com medo, converse sobre os motivos da insegurança, explicando que não há razão para temer. Para acalmá-lo, deixe uma tomada de luz baixa, que ilumina o caminho, caso ele acorde de madrugada. Luz de cor azul tem efeito calmante. Para as crianças que não se importam, o melhor é apagar todas as luzes.

Deixar a TV ligada

Além de o som e a luz prejudicarem a qualidade do sono, ele precisa aprender a pegar no sono sozinho.

Dar comida de madrugada

Os médicos dizem que a alimentação durante a noite é uma das coisas que mais atrapalham o sono. Se a criança tem fome, os pais devem verificar se a alimentação no restante do dia ou na última mamada da noite está sendo suficiente.

Irritação

Nada de inventar situações negativas em relação ao sono, como bicho-papão. Ficar bravo ou irritado na hora de colocar os filhos para dormir também é ruim, pois eles começarão a associar esse momento a algo negativo.

Evitar as sonecas diurnas para melhorar o sono da noite

As sonecas diurnas são necessárias até um período da vida da criança. Normalmente, esse sono se divide em duas etapas: de manhã e depois do almoço. À medida que seu filho cresce, a necessidade de dormir enquanto o sol está no céu diminui.

Fontes: Gustavo Moreira, pediatra do Hospital Israelita Albert Einstein (SP); Márcia Hallinan, neuropediatra e coordenadora do setor infantil do Instituto do Sono (SP); Renata Soifer Kraiser, psicóloga; Alaides Olmos, neurologista especialista em sono do Hospital Pequeno Príncipe (PR); Jodi Mindell, diretora-associada do centro do sono no Hospital infantil da Filadélfia e da National Sleep Foundation (EUA)

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Madre Teresa de Calcuta

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Somos arquitetos da vida social

Somos arquitetos da vida social

Selim Nigri

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“Riqueza e velocidade são os objetos de desejo da sociedade. Quando só nos  educamos para isso, nos tornamos medíocres…”

Goethe

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Tenho recebido várias perguntas sobre como se pode desenvolver as lideranças para que as mesmas inspirem as pessoas.  Todos estão preocupados com os resultados e atuando de um modo automático que só lembram de outras responsabilidades da liderança nos “incêndios” ou quando percebem que a moral da tropa está baixa.

Que espaço estamos criando nas organizações para que o empreendedorismo e a  genuína vontade de contribuir floresçam ? Como está a sua percepção do contexto organizacional e grupal da sua equipe? Se você só vê cinza, pode estar deprimido neste espaço. Se está tudo azul, será um momento de euforia?

Qual é a real responsabilidade do líder nos dias de hoje?  Perceber o entorno e as suas necessidades, atuando para responder adequadamente a cada uma delas.

O ser humano pode ser a imagem de Deus mas nossa criação se dá na esfera do social. Somos os criadores da sociedade , da vida em grupo e, sendo assim, do espaço organizacional.

O que faz um bom arquiteto ? Cria um espaço de convívio saudável para os indivíduos.  Um espaço que desenvolva e que responda às aspirações, sonhos e vontades. Apesar das limitações de recursos – que sempre existem -, procura-se a criatividade como saída para driblar estas carências. Quem não se maravilha com os espaços descobertos pelos arquitetos, os usos múltiplos de objetos e móveis ?

Agora, vamos olhar para as organizações e a sua liderança! O quanto investimos em escutar os sinais visíveis e invisíveis dos vários “clientes” que temos ? Vamos fazendo as coisas o mais rápido possível e procurando ganhar o mais possível.

Goethe em 1825, já dizia que “Riqueza e velocidade são os objetos de desejo da sociedade. Quando só nos  educamos para isso, nos tornamos medíocres”. Há quase duzentos anos, os sinais de uma sociedade que só valoriza riqueza e velocidade já eram percebidos.

Poucos deram passos para ampliar esta visão e atuaram para elevar-se a ela. Os que fizeram tornaram-se lideres inspiradores.  Um dos caminhos para esta elevação está no autodesenvolvimento que contemple perguntas genuínas, experiências verdadeiras, a confiança em si, nos outros, no futuro e no mundo além do material, o mundo espiritual.

A integração destas correntes permite com que a liderança trabalhe com imagens, inspire com as palavras e aja com intuição e em conexão com o que o mundo lhe pede.

Não é fácil mas recompensador! Os resultados vem a medida que a coragem nos empurra a sair da zona de conforto e do papel de vítima e nos leva à tensão que gera o frio na barriga. Frio do “sim” que dizemos ao casar – sair do presente com todas as suas respostas sabidas em direção a um futuro com perguntas desafiadoras.

Estar e manter-se vivo é estar no limiar da nossa zona de conforto! Convido-os a viver, a serem líderes de si e criarem esta nova sociedade no nível que você assim almejar!

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Madre Teresa de Calcuta

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Na busca da Verdade

Na busca da Verdade

José Paulo Ferrari

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“Nossa velha e astuta raposa ou o esperto cão, que anseia sempre tudo possuir sem nada oferecer, bem como nosso ardiloso leão que, de uma maneira ou de outra, como o centro de nossa personalidade, quer sempre fazer prevalecer nossa autoridade e razão…”

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O maravilhoso quadro de Albrecht Dürer, sem dúvidas, preserva inúmeros elementos simbólicos, sobretudo alquímicos, que em muito pode inspirar a Alma Humana na busca da Eterna Verdade.

A princípio, provavelmente, ele nos diga que para que possamos descerrar os mistérios preservados na Antiga Tradição, através das seculares páginas do Velho e do Novo Testamento, necessário se faz que fechemos todas as outras obras que até então conduzia nossa débil compreensão e façamos adormecer, em nosso interior, a “velha e astuta raposa ou o esperto cão”, que anseia sempre tudo possuir sem nada oferecer, bem como o ardiloso “leão” que, de uma maneira ou de outra, como o centro de nossa personalidade, quer sempre fazer prevalecer nossa autoridade e razão.

É preciso, entre outras coisas, desrevestirmo-nos de nossos orgulhos e ambições. E, com humildade, retirar as sandálias da arrogância e depositá-las sob o banco, para tocar com suavidade o solo sagrado da Sabedoria com a nossa própria Vontade, que deverá ser dirigida sempre pelos princípios d’Aquele que se deixou imolar na Cruz.

Colocar-se sob o tempo, sem anseios e vaidades, a ponto de desnudar a inteligência, de tal forma que sobre a cabeça cobertura não haja a não ser o entendimento legado pelo tempo, será – também – a única forma de encontrar nas palavras o sentido vivo de seus significados e poder contemplar, à luz pura da Natureza que tudo ilumina, a Verdade que a Palavra Original criou no Princípio do Nada.

Ainda, se não abrirmos as oito janelas que permitem a entrada da Luz da Equidade, muito pouco nossos débeis olhos enxergarão, já que sempre nos encontramos enclausurados nas penumbras dos limites de nossa própria ignorância e de nossa rala compreensão. Será, também, sob os efeitos do esplendor dessa nobre luz, que aos justos e do bem sempre ilumina, que manteremos o singular entendimento da finitude que pesa sobre nós, recordando sempre da mortalidade de nossos corpos e da simplicidade de nossa posição diante da Criação.

Finalmente, precisaremos descobrir a importância da solidão, do retiro, do isolamento e da interiorização, como primeiros instrumentos que promoverão a paz que se fará em nós e trará e verdadeira revelação, não à nossa inteligência, mas ao fundo de nosso coração!

Busquemos, pois, a quietude e a comunhão que nos darão a revelação.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Drummond queria uma Escola Waldorf…

Drummond queria uma Escola Waldorf…

Maria Teresa Del Prete Panciera

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“Todos nós temos talentos diferentes, mas todos nós gostaríamos de ter iguais oportunidades para desenvolver os nossos talentos.”

John Kennedy

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Para Sara, Raquel, Lia e para todas as crianças

Maria Teresa Del Prete Panciera

Eu queria uma escola que cultivasse
a curiosidade de aprender
que é em vocês natural.

Eu queria uma escola que educasse
seu corpo e seus movimentos:
que possibilitasse seu crescimento
físico e sadio. Normal

Eu queria uma escola que lhes
ensinasse tudo sobre a natureza,
o ar, a matéria, as plantas, os animais,
seu próprio corpo. Deus.

Mas que ensinasse primeiro pela
observação, pela descoberta,
pela experimentação.

E que dessas coisas lhes ensinasse
não só o conhecer, como também
a aceitar, a amar e preservar.

Eu queria uma escola que lhes
ensinasse tudo sobre a nossa história
e a nossa terra de uma maneira
viva e atraente.

Eu queria uma escola que lhes
ensinasse a usarem bem a nossa língua,
a pensarem e a se expressarem
com clareza.

Eu queria uma escola que lhes
ensinassem a pensar, a raciocinar,
a procurar soluções.

Eu queria uma escola que desde cedo
usasse materiais concretos para que vocês pudessem ir formando corretamente os conceitos matemáticos, os conceitos de números, as operações… pedrinhas… só porcariinhas!… fazendo vocês aprenderem brincando…

Oh! meu Deus!

Deus que livre vocês de uma escola
em que tenham que copiar pontos.

Deus que livre vocês de decorar
sem entender, nomes, datas, fatos…

Deus que livre vocês de aceitarem
conhecimentos “prontos”,
mediocremente embalados
nos livros didáticos descartáveis.

Deus que livre vocês de ficarem
passivos, ouvindo e repetindo,
repetindo, repetindo…

Eu também queria uma escola
que ensinasse a conviver,
a cooperar,
a respeitar, a esperar, a saber viver
em comunidade, em união.

Que vocês aprendessem
a transformar e criar.

Que lhes desse múltiplos meios de
vocês expressarem cada
sentimento,
cada drama, cada emoção.

Ah! E antes que eu me esqueça:

Deus que livre vocês
de um professor incompetente.

Conheça a Pedagogia Waldorf – clique aqui

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.” – Madre Teresa de Calcuta

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Como desmotivar pessoas?

Como desmotivar pessoas?

Por Jaime Moggi

Fonte: www.adigoempresasfamiliares.com.br

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“Você gosta do que você faz?
Você ama alguém?
Você sente que você é uma pessoa melhor agora do que era no passado?”

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Você deve estar estranhando a pergunta do título deste artigo. Mas quando comecei minha carreira como educador de executivos, ministrava um programa chamado “O gerente e a organização”. Este programa era ancorado em seis filmes bastantes didáticos estrelados, por nada mais e nada menos “Peter Drucker”.

Eram filmes feitos na década de 60 com atores usando aquelas gravatas enormes e calças até quase o meio do peito, Peter Drucker era na época um “jovem” consultor no alto dos seus 70 anos. O título de um dos filmes era “Como motivar as pessoas?”

Este filme começava com Drucker e um diretor de empresa caminhando em volta de uma grande fábrica. Em dado momento, o executivo pergunta: “Peter como a gente faz para motivar as pessoas?”. Peter Drucker então faz alguns segundos de silêncio e responde: “Eu estudei a minha vida inteira este assunto e vou te confessar uma coisa… Não tenho a menor ideia! Mas eu sei o que “desmotiva”, e, você também deve saber…. a questão é: o que você faz que desmotiva as pessoas? Pare de fazer, e, é muito provável que a motivação apareça”.

Inspirados por esse sabedoria, podemos fazer uma lista genérica de coisas que podem desmotivar as pessoas:

As mais básicas são:

  • Mantenha a pessoa na ignorância de como está seu desempenho. Ela não precisa saber se está indo bem ou mal, se está atendendo às expectativas, e, principalmente, ela não tem porque saber no que ela realmente precisa melhorar.
  • Faça-a pensar que o trabalho dela não tem a menor relevância e que qualquer um poderia substituí-la.
  • Nunca diga: “por favor”, nem “como vai”, e muito menos “obrigado” para sua equipe.
  • Quando vierem te perguntar algo, mantenha os olhos no computador. Responda sem parar o que você estiver fazendo.
  • Mude todo o trabalho que ela fez e não dê a menor explicação.
  • Não se preocupe em saber da vida pessoal. Se é casado, solteiro ou se está com algum problema sério. Aliás, “nunca” toque nesse assunto, e nem tampouco fale de suas coisas pessoais (essa observação: vale para países latinos).
  • Não elogie, não dê “feedback” de reforço – algumas pesquisas sugerem que você deve elogiar quatro vezes mais do que criticar para ter um efeito significativo -. Elogiar pouco, também está valendo.
  • Estimule sempre a competição entre os subordinados.
  • Nunca admita seus erros ou fraquezas.
  • Não seja claro quando pedir alguma coisa, ela é que tem que saber o que é melhor.
  • Nunca converse sobre o futuro, as aspirações de carreira, ambições, etc.
  • Peça a mesma coisa para pessoas diferentes sem avisá-las. Elas vão acabar descobrindo sozinhas.
  • Nunca deixe de mostrar por palavras e atos quem é o chefe por aqui.

Brincadeiras a parte podemos continuar esta lista ao infinito. Talvez algumas dessas coisas pareçam absurdas, mas posso garantir que não são. Aliás, são bem comuns. Faça a sua lista ou peça para a equipe fazê-la (anonimamente é claro).

Ambientes desmotivadores: além do impacto na produtividade da organização destroem seu futuro.

Na minha experiência, os profissionais que estão acima da média, ou seja, aqueles mais talentosos, quando sentem-se desmotivados, começam rapidamente a procurar outro emprego, e pior, na grande maioria das vezes sem sinalizar nada para a organização.

Se o líder não tem uma relação próxima e aberta com esses talentos, fica difícil perceber e tomar alguma providência antes de perdê-los.

De todos os fatores que impactam a motivação de alguém (salários, benefícios, carreira, equilíbrio na vida e trabalho, etc) sabemos que, isoladamente, o de maior impacto é a relação com o líder. Todas as pesquisas feitas, até hoje, demonstram isso de forma irrefutável. É muito comum vermos gerentes bem intencionados brigando por cargos e salários de suas equipes com a justificativa de que precisam motivá-los. Sendo que existe uma lista enorme de coisas que ele poderia fazer pessoalmente com um resultado bem mais impactante na motivação do seu grupo do que um aumento de salário puro e simplesmente, que acaba afetando, quando afeta, o curto prazo.

Neste mesmo filme citado no início, um gerente comercial vem se queixar com Peter Druker sobre a prática de um dos seus vendedores. “Ele liga toda a semana para contar o que está acontecendo em sua região, pergunta pelas novidades, sobre fulano, beltrano, etc….”. Acontece, que tal comportamento estava irritando o gerente, e ele dizia a Peter que o vendedor deveria ser maduro o suficiente para não precisar desse tipo de tratamento. Diante do descontentamento do gerente, Peter pergunta: “Como são os resultados de vendas dele?” Então, o gerente responde: “Não é o meu melhor vendedor, mas está muito longe de ser o pior”. E Peter diz: “Se é isso que ele precisa para se sentir bem e motivado, dê a ele. Deixe ele ligar toda a semana, e, procure dar o máximo de atenção que você puder. Tentar mudar isso vai gerar mais problemas e perda de tempo do que atendê-lo. E o pior, você não vai conseguir. E vai acabar tendo de trocar um bom vendedor, por outro, com outras necessidades, e, talvez não tão bom quanto o anterior. Lembre-se: você é um gerente, e, gerentes são pagos para isso.”

Manter profissionais engajados tem que ser o seu principal objetivo, só assim, entregarão bons resultados.

As pessoas têm necessidades diferentes, como por exemplo: falar aquilo que estão fazendo; outros precisam saber o que está acontecendo; algumas produzem melhor se trabalharem algumas horas em casa; tem também aquele que sente a necessidade de sair da rotina; outros anseiam serem reconhecidos e respeitados;

Um dos modelos psicológicos mais conhecidos que tentam explicar este comportamento é a “Teoria das Necessidades Adquiridas” conceituado por David Mcclelland.

De acordo com essa teoria, são três os tipos de necessidades: Realização; Poder; Associação.

Segundo Mcclelland, a forma de atuação do indivíduo será determinada pela força ou fraqueza dessas necessidades.

  1. Necessidade de Realização: é o desejo de atingir objetivos que o desafiam a fim de obter reconhecimento pelas suas conquistas. Preferem trabalhar sozinhos.
  2. Necessidade de Poder: é o desejo de influenciar e controlar outras pessoas. Prefere situações competitivas.
  3. Necessidade de Associação: preferem trabalhar em equipe. Buscam aprovação e coesão de grupo – no exemplo do filme, o vendedor é claramente orientado pela associação.

Nas organizações modernas vemos muito pouco dessas necessidades sendo alcançadas, aliás, na maioria das vezes ocorre exatamente o contrário.

Insatisfação: este sentimento é encontrado em todos os “corações”; operários, CEOs, astros de futebol, artistas, intelectuais, enfim, todos os tipos e níveis de atuação estão sujeitos a essa sensação miserável e desmotivadora.

Patrick Lencioni no seu livro “3 Sign of a miserable job”, afirma a partir de suas pesquisas que são três os fatores fundamentais para deixar o trabalho de alguém miserável.

1 – Irrelevância: trabalho irrelevante Não se sabe o porque do trabalho ser feito ou qual a relação daquelas atividades com a estratégia da organização e nem tampouco o impacto dele nos outros.

2 – Anonimato: ser anônimo. Ninguém nota seu trabalho. O profissional que se achar invisível, comum ou anônimo não tem como sentir-se motivado com o trabalho. Ele precisa que alguém a reconheça, que saiba de suas aspirações. . É imprescindível saber quanto o “João” ou a “Maria” vende na região tal! O profissional precisa ser apreciado nas suas qualidades por alguém numa posição de autoridade. Alguém que o enxergue como um ser humano completo.

3 – Não mensurável: o que você faz não é avaliado e não pode ser mudado. Ninguém sabe se vai bem ou mal, qual a avaliação do seu trabalho. As pessoas precisam sentir seu progresso, de uma forma que não dependa exclusivamente da opinião dos seus gestores. Isto faz com que o profissional se sinta realizado no trabalho. Outra situação bastante comum é a do profissional de 15, 20 até 30 anos de empresa com comportamentos arraigados e completamente desmotivado para fazer tarefas e projetos novos. Um primeiro cuidado que você precisa ter é quanto a “rótulos”. Nem todos os funcionários com muito tempo de casa são assim, há muitas exceções.

Um erro bastante comum é colocá-lo na defensiva. Não se inteirando pela história ou pela experiência que ele tem na organização.

Outro é não deixar bem claro as expectativas comportamentais e técnicas do momento. Espera-se que as pessoas percebam o que está acontecendo por si mesmas e se adaptem. Ou, às vezes, deixa-se claro no coletivo, mas não no individual. Jogam-se carapuças e espera-se que as pessoas vistam as que lhes servirem, mas isto raramente acontece. Você não pode ter medo de tirar as pessoas de sua zona de conforto, mudá-las de função, dar-lhes um projeto inovador. Para profissionais há muito tempo na mesma posição costuma ser um bom remédio.

A maior dificuldade é você conseguir fazer que esta mudança seja encarada como uma oportunidade e não como um castigo.

Precisamos ser realistas e encarar que muitas pessoas não estão desmotivadas por uma questão específica do trabalho. Muitas vezes esta desmotivação é com a vida. Casamento, filhos, expectativas pessoais não realistas, saúde, etc.

Não há como separar as duas dimensões, mas a organização tem seus limites e não é responsável por tudo que cada um faz da sua vida.

Mas quanto mais você olhar para o profissional como um ser humano na sua plenitude, melhor você poderá atuar. E cada um de nós tem necessidades diferentes.

Nas novas gerações, a maior causa de insatisfação e consequente desmotivação é o Aprendizado, ou melhor, a falta dele. Se olharmos com um pouco mais de profundidade sobre este assunto, encontraremos aí alguns dos motivos que levam as organizações a perderem seus principais talentos.

Basicamente podemos dizer que o ser humano tem três impulsos básicos para o aprendizado: ligados ao Pensar, Sentir e Querer.

  1. No nível do pensar temos um impulso para o conhecimento. Conhecer novas coisas, entender como elas funcionam. Talvez você seja uma dessas pessoas que compra mais livros do que é capaz de ler. E que vai acumulando os livros ao lado da cama ou no e-book. Trata-se de um impulso para o conhecimento.
  2. Outro impulso é para o desenvolvimento. “Des-envolver” aquilo que estava envolvido, busca do autoconhecimento, meus limites, meus potenciais. Quando olhamos alguém fazendo um belo trabalho e dizemos que quero ser assim quando crescer. Quando procuramos um amigo para confidenciar nossa falta de habilidade para lidar com algo. Estamos genuinamente procurando nos desenvolver.
  3. O terceiro impulso é para o aperfeiçoamento. A primeira vez que você pinta a parede de sua casa, provavelmente as tomadas e interruptores são pintados também. Talvez na segunda, você proteja interruptores com uma fita crepe.

Quando procuramos um caminho melhor para fugir do trânsito estamos em busca do aperfeiçoamento das coisas que fazemos. Alguns de nós temos um destes três impulsos mais conscientes do que os outros. E também vamos encontrar pessoas em que todos os três estão adormecidos.

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Como despertá-los? Parando de fazer aquilo que as adormece e criando condições para eles se manifestem no trabalho.

Bernard Lievegoed, excepcional cientista social e médico da década de 50, diz que para saber se uma pessoa é saudável, basta fazer lhe três perguntas:

  • Você gosta do que você faz?
  • Você ama alguém?
  • Você sente que você é uma pessoa melhor agora do que era no passado?

Ele considerava que a saúde física e psicológica estão atreladas à satisfação destes três impulsos de aprendizado.

Quando estes impulsos não encontram um caminho para se manifestar, temos a desmotivação e o desengajamento das pessoas.

Os líderes, agora, e cada vez mais, assumem no futuro o papel de educadores e apoiadores de processos de aprendizagem.

As organizações são as grandes universidades no 3º milênio. Transformar sua área/empresa num grande espaço de aprendizado é o melhor caminho para você não ter mais espaço para a desmotivação.

Outro caminho é descobrir as necessidades de cada um, e dentro do bom senso, sem paternalismo, procurar atendê-las.

Aliás, e você, quais são suas necessidades para se sentir feliz e engajado no trabalho?

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.” – Madre Teresa de Calcuta

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Magia da natureza

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“A natureza é o único livro que oferece um conteúdo valioso em todas as suas folhas.”

Johann Goethe

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O Ser Humano como Sinfonia das Forças Universais – 8ª conferência

Lançamento de Tradução de Rudolf Steiner gratuita para download:

O Ser Humano como Sinfonia das Forças Universais

8ª conferência – 3 de novembro de 1923

Tradução: Gerard Bannwart

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“Nunca o homem inventará nada mais simples
nem mais belo do que uma manifestação da natureza.
Dada a causa, a natureza produz o efeito no modo mais breve em que pode ser produzido.”

Rudolf Steiner

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Capítulo 3

O mundo das plantas

e os espíritos elementares da natureza

8ª Conferência – 3 de novembro de 1923

Traduzido por Gerard Bannwart

Temas:

  • A antipatia dos gnomos para com os animais inferiores, para os quais eles são um complemento superior, no polo cefálico, sua força de observação desperta.
  • As ondinas como seres complementares para os peixes e anfíbios superiores.
  • As sílfides, um complemento descendente para o mundo das aves.
  • Os seres do fogo como complemento da natureza das borboletas.
  • Seres elementares malévolos e benévolos; suas forças construtivas e destrutivas.
  • O deslocamento das esferas.

Caso tenha cadastro na Biblioteca – acesse o texto, clique aqui…

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Chupeta – o que toda mãe/pai deveria saber

Chupeta

O que toda mãe/pai deveria saber antes de oferecer uma para seu bebê

Andreia Stankiewicz

Fonte: comunidadeams.wordpress.com

chupeta

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“Em uma sociedade onde não existe um tempo equilibrado para o trabalho, responsabilidades, família e o ego, preferir a comodidade ao correto pode tornar-se um hábito, aliás, um péssimo hábito.”

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A oferta da chupeta se difundiu amplamente na sociedade contemporânea. Trouxe consigo conveniência e comodidade, “simplificando” a tarefa dos adultos em acalmar o bebê. Muitos não sabem ao certo se devem ou não oferecê-la. Desinformação, falta de tempo, busca por facilidades imediatas, desconexão com os próprios instintos da espécie e tantos outros motivos popularizaram o seu uso e fizeram com que formas naturais e gentis de lidar com o choro e as demandas do bebê fossem deixadas de lado. Assim, a necessidade básica de sucção no peito não é plenamente suprida, muito menos as necessidades psico-afetivas do bebê, como um ser humano complexo em formação. O motivo do choro que está sendo silenciado fica sem resposta. A chupeta acaba sendo uma solução mágica e instantânea, que se arrasta pela infância afora e, disfarçada de outras formas, chega até a vida adulta. Por isso, não se iluda! A chupeta não é inocente como parece. Efeitos colaterais advindos do seu uso existem, e aumentam em quantidade e gravidade ao longo do desenvolvimento infantil. Acompanhe, sob uma perspectiva baseada em evidências, as potenciais consequências relacionadas ao uso da chupeta.

Interfere negativamente sobre a amamentação.

Estudos mostram que crianças que desmamam precocemente usam chupeta com maior freqüência do que aquelas que são amamentadas por um período maior1,2. A confusão de bicos (fig. 1 e 2) descrita na literatura acontece porque a musculatura é trabalhada de forma completamente diferente durante a sucção do peito e da chupeta3 (Quadro 1 – APÊNDICE). A sucção de um bico artificial leva à perda da tonicidade e alteração da postura muscular (dos lábios e língua, principalmente), fazendo com que o bebê não consiga manter corretamente a pega do peito. Além disso, existem evidências de que chupar chupeta diminui a produção de leite, pois o bebê solicita menos o peito, causa ferimentos na mãe devido à pega errada, o que acaba interferindo até mesmo no seu ganho de peso. Não oferecer bicos artificiais e chupetas a crianças amamentadas é um dos Dez passos para o Sucesso do Aleitamento Materno recomendado pela Organização Mundial de Saúde, UNICEF e Ministério da Saúde4.

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Prejudica a correta maturação funcional do sistema estomatognático (SE)

Atrapalha na fala, mastigação, deglutição e respiração da criança. Podem surgir deficiências de dicção, presença de sibilo/ceceio na fala, voz rouca e/ou anasalada. A mastigação perde sua característica normal bilateral e alternada, tendendo a vertical ou unilateral, afetando diretamente as articulações têmporo-mandibulares e o desenvolvimento das estruturas envolvidas. Desenvolve-se potencialmente uma deglutição atípica, com interposição de língua e participação da musculatura peri-oral. O padrão respiratório se altera de nasal para bucal ou misto. Assim, existe um consenso na literatura científica de que hábitos de sucção não-nutritivos são potencialmente nocivos para a saúde da criança e que, por isso, devem ser desestimulados ou removidos o mais cedo possível no intuito de minimizar os danos.

Altera a postura e tonicidade dos músculos da boca

O lábio superior fica encurtado, o lábio inferior fica flácido e evertido (virado para fora), ocorre a perda do selamento labial passivo (sem esforço), a pele do queixo pode ficar enrugada (refletindo o esforço do músculo mentalis para auxiliar no vedamento labial), as bochechas ficam hiper/hipotonificadas e caídas (de acordo com a forma que a criança adapta a sucção) e a língua perde a tonicidade, ficando numa posição baixa e retruída dentro da cavidade bucal (fig. 3), alterando toda a fisiologia do SE*.

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Causa deformações esqueléticas na boca e na face

Os ossos da face crescem de forma desarmônica, com alterações e rotações dos planos de crescimento (fig. 4). As arcadas e os ossos nasais sofrem atresias (estreitamento) e desvios (desvio de septo) prejudicando tb as funções de deglutição, mastigação, fala e respiração (fig. 5 – 6) e se tornando um obstáculo mecânico à cura de uma série de patologias (especialmente, as “ites” = rinite, sinusite, amigdalite, bronquite, otite, adenóides hipertróficas, etc…). A mandíbula mantém a posição retruída do nascimento, isto é, o queixo não cresce, prejudicando a estética e a fisiologia (fig. 7).

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Provoca maloclusão dentária

Mordidas abertas, mordidas cruzadas (fig. 8), maloclusão de Classe II, overjet acentuado (fig. 9) e outras alterações nos dentes são associadas ao uso de bicos artificiais. Crianças com hábitos de sucção não-nutritiva apresentam 12 vezes mais chance de desenvolver problemas oclusais do que crianças sem hábito. Mais de 70% das crianças que possuem hábitos de sucção não-nutritiva apresentam algum tipo de maloclusão.

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Não existem no mercado bicos anatomicamente comparáveis ao bico do peito

Em relação ao mamilo, os bicos de borracha apresentam diferenças significativas em sua textura, forma, no trabalho que realizam e nas consequências desse trabalho. Já foi demonstrado em estudo realizado com diferentes marcas comerciais disponíveis no mercado que bicos artificiais são significativamente menos elásticos do que o bico do peito, e que o seu comprimento pouco se altera dentro da cavidade bucal, de forma que é a boca que se molda a ele, e não o oposto como ocorre no caso do bico do peito (fig. 9 – 11). O bico do peito tem a capacidade de distender-se´ dentro da boca (protractibilidade) até 3 vezes o seu comprimento inicial, enquanto o bico de borracha pouco se altera.

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A chupeta não é menos nociva do que o dedo

Dados epidemiológicos mostram que apenas 10% das crianças chupam o dedo prolongadamente, enquanto 60 a 82%, chupam chupeta e 4,1% associam os dois hábitos 8. Ao contrário do que se costuma acreditar, os danos causados pela sucção prolongada de dedo ou de chupeta são bem semelhantes. A sucção do dedo, contudo, se assemelharia mais ao peito (fig. 12) por ser intracorpórea, ter calor, odor e consistência mais parecidos com o do mamilo e pelo fato de ficar praticamente na mesma posição do bico do peito dentro da cavidade bucal (próximo ao ponto de sucção, no fundo da boca). A língua vem para a frente durante a sua sucção, como acontece com o mamilo na ordenha do peito materno e o padrão de respiração nasal é mantido. Por tudo isso, a orientação de substituir o dedo pela chupeta não faz sentido. O bebê chupa o dedo desde a barriga (fig. 13) e, durante o seu desenvolvimento, especialmente nos períodos de desconforto e irritação provocados pela erupção dentária (que inicia a partir dos 4-6 meses até em torno dos 3 anos, quando a dentição decídua está completa), é normal que ele leve um ou mais dedos à boca. Nessa fase devemos proporcionar variedade de estímulos, como alimentos de consistência dura, mordedores, além de brincadeiras diversas, atenção, carinho, paciência e peito; a fim de que o hábito cesse espontaneamente. A persistência da sucção de dedo não é freqüente em crianças bem amamentadas. Mais de 80% das crianças que recebem aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida não apresentam hábitos.

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Os bicos ortodônticos prejudicam mais no aspecto funcional do que os convencionais

Não existem evidências que comprovem substancialmente a existência de vantagens reais nos bicos anatômicos ou ortodônticos. Embora sejam potencialmente menos nocivos em relação às alterações dentárias, chupetas ortodônticas mantêm o dorso ainda mais elevado e a ponta da língua ainda mais baixa e mais posteriorizada do que o bico comum (Fig. 14 a 16). Produzem mais movimentos incorretos com a língua, a deglutição é deflagrada mais tardiamente e existe um maior esforço e pressão negativa formada durante a sucção.

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Representa uma das causas da Síndrome do Respirador Bucal

Quando a criança respira pela boca pode ter o seu desenvolvimento comprometido (fig. 17) pelas inúmeras consequências que isso acarreta ao organismo como um todo. O ar inspirado pela boca não sofre o processo de filtragem, aquecimento e umedecimento fisiológicos, deixando o sistema respiratório mais vulnerável a doenças em geral. A respiração bucal ainda acarreta uma gama de alterações físicas (patologias respiratórias [fig. 18], problemas nutricionais e de crescimento, alterações fonoaudiológicas, do sono [ronco, apnéia, pesadelos, terror noturno, enurese noturna/xixi na cama, bruxismo] maloclusão e problemas orto-ortopédicos, posturais (fig. 19), comportamentais e emocionais (problemas de aprendizado, distúrbios de ansiedade, impulsividade, fobias, agitação, cansaço e hiperatividade, baixa auto-estima).

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Cria-se um hábito de difícil remoção

A sucção não-nutritiva não é um sintoma único e isolado, mas, ao contrário, pode ser um entre vários sintomas relacionados a conflitos de instabilidade emocional com raízes em situações anteriores, como, por exemplo, a não satisfação plena da necessidade básica do bebê de mamar no peito. A remoção repentina ou abrupta da chupeta pode gerar efeitos psicológicos complexos e difíceis de mensurar e pode levar à substituição por hábitos de sucção de dedo, lábio, língua, onicofagia (roer unhas) ou outros. Esses hábitos podem ser substituídos ao longo da vida por comer, fumar ou outros transtornos compulsivos, segundo a teoria psicanalítica (freudiana).

Seus efeitos podem ser observados desde cedo

A idéia de que se a chupeta fosse removida até uma certa idade (1, 2, 3 anos, variando entre diferentes autores) não traria prejuízos à criança se propagou advinda de uma prática clínica centrada no dente (visão odontocêntrica), onde era possível observar a autocorreção de alguns tipos de maloclusão como a mordida aberta anterior a partir da descontinuidade do hábito. A evolução do conhecimento, entretanto, vem demonstrando que seus efeitos sobre ossos e músculos (bem como suas repercussões funcionais) são muito difíceis de reverter sem intervenção profissional multidisciplinar . Além do mais, o primeiro ano de vida do bebê é um período crítico para o seu desenvolvimento, de metabolismo ósseo acelerado e aprendizado/maturação de funções vitais, o que torna a presença de estímulos patológicos ainda mais agressiva. Na imagem abaixo, observamos um bebê de 4 meses que ainda não tem dentes, mas já sofre as conseqüências do hábito de sucção: perda do selamento dos lábios, postura de língua baixa, estreitamento da base do nariz, etc… Tudo isso vai afetar de alguma forma o seu padrão de crescimento e desenvolvimento.

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“Chupetar” peito não existe

O termo “chupetar” deveria se referir exclusivamente à chupeta, onde o bebê realiza uma sucção não-nutritiva simplória. Dizer que o bebê está fazendo o peito de chupeta (“chupetando”), quando na verdade ele está mamando constitui um erro semântico; já que mamar constitui um ato complexo que envolve, não apenas extrair o leite, mas também sugar, estar em contato íntimo com a mãe, e sentir todas as sensações orgânicas e psico-afetivas envolvidas, com suas respectivas repercussões. Como poderia o bebê fazer o peito de chupeta se este tipo de artifício não é natural para ele e não lhe proporciona toda essa riqueza de estímulos? Bicos artificiais, muito pelo contrário, representam um estímulo de sucção patológica. O que sua memória instintiva, seu impulso pela sobrevivência reclama e pede é o peito da mãe, fisiológico, e não a chupeta. Tanto é que a maioria das crianças só aceita a chupeta após muita insistência dos adultos. Argumenta-se que alguns bebês teriam uma necessidade maior de sucção e que, após satisfazerem sua fome, ficariam no peito apenas “chupetando”, sugando, mesmo sem leite. O que acontece é que existem fases do desenvolvimento (saltos e picos de crescimento22) onde a demanda aumenta repentinamente e o peito necessita receber mais estímulo para ajustar a produção. Todo bebê esperto sabe muito bem que mamar faz a produção de leite aumentar. Além disso, ele está ao mesmo tempo satisfazendo sua necessidade neural de sucção. Você já deve ter ouvido aquela famosa frase: “a natureza é sábia!”, não é mesmo? Pois é.

A chupeta como prevenção para a Síndrome da Morte Súbita Infantil

Nos últimos anos a chupeta tem sido recomendada para reduzir o risco da Síndrome da Morte Súbita no Infantil (SMSI). Diante desta recomendação, é importante assinalar a existência de muitas evidências, como por exemplo um estudo caso-controle com 333 lactentes com diagnóstico de SMSI e 998 crianças hígidas, o qual apontou que a amamentação reduz o risco de morte súbita em 50% em todas as idades. Como a chupeta favorece o desmame, deve-se reconsiderar o incentivo do seu uso para esse fim, pois benefícios maiores podem ser obtidos com a amamentação.

Considerações sobre a toxicidade e segurança da chupeta

Durante o processamento da borracha natural e a criação da sintética, várias substâncias são adicionadas ao látex com o intuito de conferir maior elasticidade. Em contato com a saliva, esses produtos se volatilizam, trazendo riscos à saúde; além da possibilidade de existirem crianças alérgicas ao látex. Como qualquer outro objeto levado à boca, a chupeta pode servir de veículo para infecções diversas (otite, candidíase, cáries, etc). Outros riscos potenciais são o de acidentes, obstrução das vias aéreas e estrangulamento por cordas amarradas na chupeta.

A chupeta e o refluxo gastro-esofágico

O uso da chupeta foi aventado como método capaz de reduzir o refluxo gastro-esofágico. No entanto, revisão sistemática não encontrou evidência de que ela melhore o tempo total e/ou diminua o número de episódios de refluxo.

A necessidade de sucção do bebê deve ser suprida no peito

Crianças que nunca mamaram no peito ou que tiveram aleitamento misto antes dos três meses de idade têm aproximadamente sete vezes mais chance de desenvolver hábitos de sucção não-nutritivos do que crianças amamentadas por mais tempo. Desde a vida intra-uterina o bebê apresenta um impulso neural de sucção. Ele começa satisfazendo esse impulso com o próprio dedo e ao mesmo tempo vai desenvolvendo a função da sucção, crítica para sua sobrevivência após o nascimento durante a amamentação. Se o bebê for amamentado e não houver interferências negativas, o próprio desenvolvimento e amadurecimento neuro-funcional se encarregará de fazer com que a necessidade neural de sucção se esgote espontaneamente em torno do final da fase oral. Portanto, nada substitui o ato de mamar no peito, pelo aporte nutricional e imunológico do leite materno, pela troca de afetividade entre mãe e filho e pelo mecanismo de sucção exclusiva que este propicia para um perfeito desenvolvimento. A amamentação é primária na prevenção em saúde e no funcionamento pleno das potencialidades vitais da criança, refletindo diretamente sobre a sua qualidade de vida. A amamentação deve ser realizada de forma exclusiva até os 6 meses e continuada até os 2 anos de idade ou mais! A decisão de introduzir ou não chupeta é da família. Mas cabe aos profissionais oferecerem aos pais subsídios para que tomem uma decisão consciente e informada a esse respeito.

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A destruição da infância

A destruição da infância

Vicenç Navarro

Fonte: cartamaior.com.br

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“O que nós percebemos e vivenciamos torna-se nosso pensar e nosso fazer…”

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Está acontecendo algo muito grave que não vem sendo debatido:
Uma grande deterioração do meio cultural no qual as crianças estão submersas

Está acontecendo algo sobre o qual não se comenta muito nos fóruns midiáticos e políticos do país (Espanha), e que está causando impacto enorme na qualidade de vida em nosso presente e em nosso futuro. Estou me referindo à grande deterioração do meio cultural no qual a criança está submersa. Um indicador disso, entre outros, é o mundo midiático ao qual as crianças estão expostas. E não me refiro somente ao número de horas que passam diante da televisão ou de outras mídias de entretenimento, o que continua sendo um problema grave (nos Estados Unidos, onde este tipo de estudo é sistematicamente realizado, o tempo de exposição subiu de uma hora e meia nos anos 1970 para cerca de quatro horas atualmente). Estou me referindo, além do tempo de exposição, à evidente deterioração dos conteúdos de produção midiática. A destruição no conteúdo educativo dos programas televisivos ou dos videogames tem sido eminente, com um aumento notável da promoção do consumismo, do individualismo, da violência, do narcisismo, do egocentrismo e do erotismo como instrumentos de manipulação.

A evidência de que isto se dá dessa maneira é assustadora. Estes conteúdos – que configuram de forma muito negativa os valores sociais – estão espalhados por toda a sociedade, incluindo os adultos. Mas o que é ainda mais preocupante é que muitos desses valores se apresentam com mais intensidade nos programas voltados para o público infantil. E a situação está piorando. Vou me explicar.

Em meados da década de 1970, foi feito um estudo sobre o conteúdo dos programas de televisão para meninos e meninas nos EUA. Foi realizado por pesquisadores da Johns Hopkins University. Nesta pesquisa, constatou-se que a violência, muito generalizada nos Estados Unidos, estava inclusive mais presente, paradoxalmente, na programação infantil. Tal estudo provocou uma revolta considerável naquele país. E fui eu a apresentá-lo no Congresso dos EUA, não enquanto professor realizador do estudo, mas como dirigente da Associação Americana de Saúde Pública (American Public Health – APH, segundo a sigla original), tendo sido escolhido entre o corpo diretivo pelos 50 mil membros dessa Associação.

O Comitê de Assuntos Sociais do Congresso dos EUA organizou uma série de depoimentos para analisar o que estava acontecendo nos programas de televisão orientados para crianças. E convocou uma sessão em que estavam, de um lado, os presidentes das três cadeias de televisão mais importantes do país (CBS, ABC e NBC) e, de outro, o representante da APHA (que era eu). Para sempre me lembrarei daquele momento. Ali estava eu, filho de La Sagrera, bairro popular por excelência de Barcelona, Espanha, com o enorme privilégio (em um país de imigrantes) de representar meus colegas da APHA e defender os interesses da população norte-americana diante de três das pessoas mais poderosas dos EUA, que durante seu depoimento tentavam ridicularizar o meu, alegando que eu estava exagerando quanto ao impacto desses programas nas crianças norte-americanas.

Como não podiam questionar os dados que documentavam a enorme violência dos programas infantis, centravam-se em negar que tiveram impacto nas crianças. Este argumento foi fácil de destruir, com a pergunta que lhes fiz diante do Congresso:

“Se vocês acreditam que seus programas não têm impacto entre as crianças, por que cada anúncio comercial que aparece nestes programas custa quase um milhão de dólares?” Não responderam. Negar que tais programas tenham um impacto nos espectadores é absurdo. O Congresso dos EUA, por certo, não fez nada, pois não ousava contrariar estes grupos poderosos.

A situação está se deteriorando

E a situação está inclusive pior atualmente. Esta fixação infantil pela mídia audiovisual está amplamente estendida, agora por meio dos videogames, que estão substituindo a televisão. O grau de exposição das crianças aos videogames alcançou um nível que ultrapassa em muito o tempo à frente da televisão. A transmissão dos valores por meio dos jogos eletrônicos, citados anteriormente, é massiva. É o equivalente ao fast food no universo psicológico, cultural e intelectual.

Tanto que, em vários países europeus, se considera proibir a importação de videogames dos EUA (que são extraordinariamente mais violentos), que destroem massivamente meninos e meninas. Acredito que as autoridades públicas espanholas deveriam considerar sua proibição, como já acontece em vários países da Europa.

Porém, para além da destruição que muitos desses videogames provocam na infância, a exposição a essa cultura tira as crianças de outras atividades. Existe evidência de que, quanto maior o tempo dedicado aos videogames, menor é a capacidade de leitura e de compreensão de textos. A leitura de livros – dos clássicos da infância, de Heidi ao Pequeno Príncipe – está diminuindo muito rapidamente. Serei criticado sob a alegação de que este texto denota nostalgia, o que não é certo, pois minha crítica não é ao fato de não lerem esses textos, mas sim à ausência de leitura desse tipo de texto, em que a narrativa conecta o indivíduo com a realidade que o cerca, ajudando a desenvolver uma visão solidária, amável e coletiva da sociedade. Enfatizar a força, o ego, o “eu” e a satisfação rápida e imediata do desejado, sem freios, levará todos nós a um suicídio coletivo.

E me preocupa o fato de que isto já esteja acontecendo. Se desejam ver seu futuro, vão agora aos Estados Unidos e o verão. As mudanças sofridas desde a década de 1980, quando se iniciou o período neoliberal com Reagan e Thatcher, foram enormes. O neoliberalismo, a exaustação ao “êxito” sem freios, ao individualismo, ao narcisismo, ao darwinismo, inundaram todas as áreas da cultura da infância.

As meninas como objeto sexual

Outro elemento da deterioração da cultura infantojuvenil está na reprodução dos estereótipos, por trás da qual há uma relação de poder. Um dos mais marcados é o que reproduz a visão machista da sociedade, apresentando as mulheres como objetos eroticamente desejados, e que, notavelmente, afeta a infância. Essa visão já alcançou dimensões patológicas. Nos países mais machistas (e a Espanha está no topo da lista), a mulher está sempre muito decotada (e cada vez mais) e, se não, vejam os noticiários diários. Por que os homens não vão decotados à televisão quando dão as notícias, mas sim as mulheres?

A imagem erótica, com uma definição de beleza estabelecida pelo homem, está alcançando nível tamanho de exagero, que começa inclusive com as bonecas Barbie. Vários países europeus – como a França – estão pensando em proibir tais tipos de boneca. Está chegando a um nível que exige uma mobilização, protestando contra essa destruição por meio da promoção de valores que são prejudiciais à infância e à população em geral. Espero que o leitor se some a essas mobilizações. Se você ama seu país, sugiro que faça algo. Não deixe que manipulem nem a você, nem a seus filhos, filhas, netos e netas. Indigne-se! Faça algo!

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A Décima Terceira Fada

A Décima Terceira Fada

Fonte: Imagens e Símbolos

13 fada

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“O Belo da Dualidade…
Há tempos que não via…
E os trovões anunciaram ao sol:
Sombra, luz, arco-íris!”

Francismar Prestes Leal

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Bruxa malvada
Décima terceira fada
Alguém tinha de ser
Se não fosse a bruxa, coitada!
Nada ia acontecer,
A história nem começaria
Tudo, como estava, permaneceria.
Mas a fada rejeitada
Tinha a chave de toda sorte
E condenou a princesa à morte.
Bruxa alguém haveria de ser
E cumprir sua missão
Fazer o mal agir
E promover evolução
Algo tem de destruir
Para a vida fluir,
Se renovar.
Desde o princípio já havia
O que dela dependeria,
Salvar o reino de uma vida estagnada
Por causa daquela que foi rejeitada.
A princesa precisava a bruxa encontrar.
Sem que adormecesse, não poderia despertar.
Sem o mal o bem não venceria
E a princesa ainda estaria
No mesmo lugar.

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Criança sem horário certo para dormir tem mais problemas de comportamento

Criança sem horário certo para dormir tem mais problemas de comportamento

Fonte: medplan.com.br

sono

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“Não há dor que o sono não consiga vencer.”

Honoré de Balzac

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Uma criança que não tem horário certo para dormir pode apresentar um maior risco de problemas de comportamento e emocionais, como hiperatividade ou ansiedade. É o que indica um estudo britânico realizado com mais de 10.000 crianças e cujas conclusões foram publicadas nesta segunda-feira na revista Pediatrics.

No artigo, os autores explicam que horários irregulares para dormir, assim como dormir pouco, afetam de forma negativa o ciclo circadiano, ou relógio biológico, da criança. Ou seja, prejudica o ciclo responsável por gerenciar o funcionamento do corpo e por regular, por exemplo, o apetite, os horários de sono e o humor.

“Alterar constantemente a quantidade de horas em que você dorme por noite ou então ir para a cama em horários diferentes a cada dia é como bagunçar o seu relógio biológico. Isso impacta a forma como o seu corpo será capaz trabalhar no dia seguinte”, diz Yvonne Kelly, pesquisadora da University College London e coordenadora do estudo.

A nova pesquisa levou em consideração os dados de 10.230 crianças da Grã-Bretanha. Os hábitos relacionados ao sono dessas crianças — como o horário em que elas iam para a cama todos os dias ou quantas horas por noite elas dormiam — foram analisados quando elas tinham 3, 5 e 7 anos de idade. Os pesquisadores levaram em consideração apenas os hábitos cultivados de segunda a sexta-feira. Além disso, pais e professores dessas crianças responderam a questionários sobre o comportamento delas.

As conclusões do trabalho indicaram que as crianças que não tinham horário definido para dormir apresentavam mais chances de desenvolver problemas de comportamento ou emocionais do que aquelas que iam para a cama no mesmo horário todos os dias da semana. Esses problemas incluíam, por exemplo, tristeza, envolvimento em brigas com colegas e imprudência, além de hiperatividade e ansiedade.

Questão social

Além disso, o estudo mostrou que ter horários irregulares para dormir é mais comum entre crianças de famílias de baixa renda e cujos pais possuem níveis mais baixos de escolarização. Essas crianças também estão mais expostas do que as outras a outros hábitos prejudiciais, como pular o café da manhã e passar muito tempo na frente da televisão.

Segundo os autores do estudo, os danos causados pela falta de sono adequado podem ser revertidos se os pais se esforçarem para criar uma rotina para os filhos. Por isso, os cientistas defendem a ideia de que os horários do sono das crianças devem ser levados em conta pelos profissionais de saúde e incorporados nos assuntos das consultas médicas.

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Teosofia – parte 2: Reencarnação do Espírito e Destino

Lançamento de Tradução de Rudolf Steiner gratuita para download:

Teosofia – parte 2

Reencarnação do Espírito e Destino

Rudolf Steiner

Tradução: Anônima

reencarnação

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“O espírito é imortal.
O nascimento e a morte imperam na corporalidade,
segundo as leis do mundo físico.
A vida da alma, que está sujeita ao destino,
faz a ligação de ambos durante uma vida terrena.”

Rudolf Steiner

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Teosofia – parte 2

Capítulo 2

Reencarnação e Destino

Caso tenha cadastro na Biblioteca – acesse o texto, clique aqui…

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Arquivo Rudolf Steiner em português

(Rudolf Steiner´s Archive – portuguese)

Com apoio de novos colaboradores, estaremos lançando traduções e re-traduções dos textos e conferências de Rudolf Steiner.
Caso queira colaborar e tenha algum conhecimento da Antroposofia e sua linguagem, cadastre-se e ajude com pequenas traduções.

Arquivo Rudolf Steiner – cadastro de colaborador (clique aqui…)

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O que faz uma pedagogia viva, uma ciência viva, uma vida viva?

O que faz uma pedagogia viva, uma ciência viva, uma vida viva?

Lao Tze

Vida viva

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“Preste atenção em seus pensamentos; eles se tornam palavras.
Preste atenção em suas palavras; elas se tornam ações.
Preste atenção em suas ações; elas se tornam hábitos.
Preste atenção em seus hábitos; eles se tornam caráter.
Preste atenção em seu caráter; ele se torna seu destino.”

Lao Tze

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“Quando um homem está vivo, ele é macio e flexível.
Quando está morto, ele se torna duro e rígido.
Quando uma planta está viva, ela é suave e macia.
Quando está morta, ela se torna esbranquiçada e seca.
Assim, dureza e rigidez são companhias dos mortos.
A maciez e a suavidade são companhias dos vivos.”

Lao Tze

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