Arquivo mensais:março 2014

Essência e significado dos Dez Mandamentos

Essência e significado dos Dez Mandamentos

Rudolf Steiner

10 Mandamentos

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O que nos é dito logo no primeiro dos Dez Mandamentos, está relacionado
com os mistérios mais profundos do desenvolvimento da humanidade:

“Eu sou o aspecto divino eterno que experimentas em ti mesmo…”

Rudolf Steiner

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Essência e significado dos Dez Mandamentos

Pela Antroposofia / Rudolf Steiner

Palestra pertencente ao ciclo – Estudo do ser humano segundo a ciência espiritual

Tradução: Julio Avero

Fonte: saudeverdelimao.blogspot.com.br

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Mãe!!!

Mãe!!!

José Carlos SC

Fonte: www.notasdestavida.blogspot.com.br

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“Tudo aquilo que sou, ou pretendo ser, devo a um anjo, minha mãe…”

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Mãe

José Carlos SC

“Só uma vez teu filho terá dois anos,
E o teu colo será a sua praia,
Filho único ou com manos,
Ele amará… andar ao redor de tua saia.

Só uma vez ele terá 4 anos,
E desejo ardente de brincar contigo,
Inúmeras quedas, inúmeros estragos,
E outras tantas vezes de castigo.

Só uma vez… ele 6 anos terá,
E tu prometes-lhe uma boneca ou uma bola,
Seu corpo assustado, logo pela manhã,
Primeiro dia de escola.

Só uma vez ele será adolescente,
Primeiro namoro, primeira briga,
Viverá uma mistura de triste e contente,
E nem sempre te verá como amiga.

Pela primeira vez será adulto,
O trabalho será o seu novo processo,
E tu, tipo ritual ou qualquer culto,
Rezas para que ele tenha o maior sucesso.

Só uma vez, assim se deseja,
Ele faça suas malas, abandone o seu ninho,
Para que de braço dado contigo na igreja,
Rume aos braços de outra mulher, pra trilhar novo caminho.

Pela primeira vez terá um filho,
E tu, alegremente, serás avó,
E apesar do novo trilho,
Tu nunca o deixarás só.

Pela primeira vez serás mãe a dobrar,
Juntarás no teu coração… o amor de todos os corações,
E com tanto amor para dar,
Terás também o dobro das preocupações.

E um dia quando fores velhinha…recordarás…
Tudo o que te fez sorrir…sem qualquer preconceito,
Acenderás uma velinha…e dirás,
Posso partir… o meu “trabalho” está feito!

Ser mãe é … ser capaz de doar a própria vida.
Tirar seu agasalho para seu filho cobrir,
Por vezes chorar escondida,
Pois o importante… é ver seu filho sorrir.”

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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O Salvamento da Alma – Introdução

Lançamento de Tradução gratuita para download:

O Salvamento da Alma – Introdução

O processo de encarnação deste livro

Bernard Lievegoed

Tradução: Gerard Bannwart

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Naquela época o movimento antroposófico não se viu pronto para cumprir sua tarefa espiritual por causa dos seus problemas internos, e Lievegoed via como uma possibilidade real a repetição dessa situação nos próximos anos:

“Um juízo emitido às pressas – por exemplo, por não ficar logo claro o modo como os novos conceitos se relacionam com o que foi trazido por Rudolf Steiner – fecha novamente a porta para o mundo espiritual. Justamente quando se trata do futuro, é necessário manter um espírito aberto e imparcial.”

Bernard Lievegoed

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Introdução

O Salvamento da Alma

O processo de encarnação deste livro

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Prefácio à edição brasileira

Dra. Gudrun Burkhard

Conheci o Prof. Lievegoed em 1962 na Europa, por ocasião de uma palestra no Encontro de Natal na Clínica Ita Wegmann. Ainda ressoam em mim as palavras proferidas por ele: denn es waltet der Christuswille im Umkreis in den Welten Rhythmen Seelen begnadend – “pois impera a vontade de Cristo na periferia nos ritmos cósmicos agraciando a alma”, da Pedra Fundamental. Já naquela época, Pedro Schmidt o havia contatado para buscar soluções para a sua empresa Giroflex, convidando-o para vir ao Brasil.

Esta visita só se efetivou em 1969 quando a Clínica Tobias, já inaugurada, recebeu a ele e à sua esposa como hóspedes, com a finalidade de dar palestras sobre Pedagogia Curativa. Nesta ocasião o Prof. Lievegoed já sofria de uma hérnia esofágica, fazendo com que tomasse seu desjejum recostado na cama. Nessa ocasião eu o visitava todas as manhãs e criou-se uma grande amizade.

Lievegoed vivia a antroposofia. Em suas palestras não citava as palestras de Steiner, mas estas brotavam de forma elaborada do seu interior. Um dos dirigentes do ramo lhe perguntou de que ciclo era o que ele estava falando, e ele ficou bastante bravo, pois não era um “recitador de ciclos”. Lievegoed fazia parte do Círculo de Rafael, que se reunia todos os anos na semana após a Páscoa na Clínica Ita Wegman, onde ele dava contribuições importantes, e onde eu pude vivenciá-lo como um mestre esotérico. Num dos últimos, talvez o último do qual participou, colocou para os colegas médicos a descoberta esotérica sobre a corrente de Manu, e como via sua tarefa futura.

Nesta ocasião ele se volta para mim e diz: “Agora você sabe de que corrente você é!” Naquela ocasião eu já iniciara o trabalho biográfico havia alguns anos, e, sem saber conscientemente, trabalhava no “salvamento da alma”.

Por ocasião do primeiro congresso biográfico realizado em Dornach, na Seção Médica do Goetheanum, o Prof. Lievegoed ainda pôde estar presente, dando sua força para toda a corrente de desenvolvimento que trabalha com a biografia humana. Lievegoed incentivava a Pedagogia Curativa, havendo fundado com sua esposa o Zonnenhuis, dirigido por ela; fundou o NPI, instituto que fomenta o impulso de consultoria antroposófica nas empresas; impulso esse que inspira várias instituições aqui no Brasil, que trabalham com os princípios desenvolvidos por ele.

Na Holanda, fundou ainda a Escola Superior Livre, em Driebergen, um ano básico para o desenvolvimento espiritual dos jovens antes de ingressarem na faculdade, desenvolvendo portanto novas formas de ensino.

Lievegoed tinha uma ampla visão do futuro e lastimava-se por ter ficado tão velho, tendo com isso de levar algum tempo para se encarnar de novo na Terra. Sentia que sua obra não estava terminada e tinha certa ansiedade por poder participar no desenvolvimento futuro da humanidade.

Sem dúvida o seu Ser tem uma grande projeção para o futuro – um ser luminoso, consciente, capaz de entrar na pele do dragão sem medo e ter uma visão das contra-forças à espreita no limiar: “Sempre quando a humanidade está para transpor um limiar, Áriman e Lúcifer esperam nos portais.” (Revista Info 3, 11/1990)

Seu Ser luminoso trabalha em prol do desenvolvimento da humanidade!

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Qual o verdadeiro papel do homem na sinfonia universal?

Qual o verdadeiro papel do homem na sinfonia universal?

Vídeo: MAN – The Cruelty Of Man Represented In A Cartoon

Steve Cutts

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“Tic tac, tic tac… Considerando a atuação do homem no contexto atual, o que é necessário transformar no âmbito individual e no coletivo? Qual é a urgência desta transformação? O tempo corre… tic tac, tic tac…”

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Do que você foge?

Do que você foge?

Milene Mizuta

Fonte: www.liderdesi.com.br

Do que vc foge

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“Entender que o ser humano com cada dor evolui e aprende, e se fortalece, e se torna mais dono de si, é a chave para acreditar que a vida anda pra frente, e que por mais que você não se sinta capaz, todas as suas dores e tristezas foram as grandes companheiras para lhe proporcionar que hoje você saia da sua área de conforto dolorosa.”

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Vou começar esse texto com  a estória  de duas meninas…

O nome de uma delas é Maria, o nome da outra é Madalena.

Maria cresceu em um lar violento e pobre, foi privada de muitas coisas, não frequentou as melhores escolas e desde pequena teve que aprender se virar. Seus pais, muito envolvidos com os problemas financeiros e  também sociais como alcoolismo, nunca perguntaram  o que ela precisava. Maria nunca era ouvida. Um dia seus pais se separaram e Maria teve que trabalhar muito mais do que trabalhava; agora para sobreviver e ajudar sua mãe a cuidar dos irmãos. Maria nunca esqueceu do dia em que sua mãe saiu de casa para trabalhar e voltou só depois de dois dias. Passou tardes na varanda esperando o momento em que a mãe voltaria.  Quando  voltou, a mãe não disse nada a Maria, entrou pela porta e foi para o quarto. Maria sempre foi sozinha…

Madalena cresceu em um lar cheio de amor e alegria, tinha somente um irmão, seus pais eram amorosos e sempre proporcionaram tudo que Madalena precisava.  Acompanharam-na em seu primeiro dia de aula. Fez aula de ballet, inglês, viajou para a Disney. Os pais nunca se separaram – nem entre eles, nem dos filhos. Adulta Madalena compartilhava suas decisões com seus pais. Madalena sempre ouviu que era linda e incrível, inteligente e especial. Mas uma cena que Madalena não consegue esquecer foi quando uma vez pulava corda com suas amigas e de repente, caiu. Só que ninguém foi levantar Madalena.  Ela ficou no chão chorando e chamando seus pais, suas amigas riam e a chamaram de medrosa e “filhinha do papai”. Madalena não conseguiu se levantar sozinha…

Maria e Madalena cresceram.

Maria trabalhava muito e em qualquer coisa, tinha como sempre, que trabalhar para sobreviver. Aguentava bem firme todos os tipos de abuso emocional a que era exposta no trabalho. Não podia perde-lo, pois afinal não tinha com quem contar. Tinha um marido, muito bravo e que muitas vezes dizia coisas que a magoavam profundamente, mas Maria sempre soube que qualquer discussão acaba em violência, por isso era melhor se calar. Maria tinha amigos e fazia muito por eles, e quanto mais fazia, mais eles pediam, e Maria atendia a todos. Maria gostava que as coisas fossem resolvidas na hora, se por algum motivo sentia que não se comprometeriam com ela, logo preferia acabar com tudo aquilo, afinal dar mais do que se pode, aguentar em silêncio a violência, se submeter a qualquer coisa, e não contar com ninguém era melhor do que ficar abandonada, sozinha…qualquer coisa é melhor do que voltar “para a cadeira da varanda” onde Maria sozinha esperou sua mãe.

Madalena, estudou muito, era uma menina incrível, muito inteligente, e sempre com os pais ao seu lado, Madalena nunca precisou se preocupar com nada. Viajou, conheceu muitos lugares e pessoas, Madalena, casou-se com uma pessoa muito bem sucedida, seu marido tinha uma profissão, era reconhecido, tinha sucesso e status profissional, e, Madalena, não conseguia decidir o que fazer da vida, por um lado não precisava adiantar a decisão, afinal não precisava de nada, mas por outro o tempo passava. Madalena acreditava que tinha que ser perfeita, que tinha sido criada para algo incrível, e que jamais por momento nenhum, poderia errar. O tempo passava e Madalena, não sabia o que fazer, para cada projeto Madalena fazia uma dúzia de cursos, estudava uma imensidão de livros, mas, no momento de começar, tinha medo de que algo fosse dar errado. Nas reuniões de amigos, seu marido, um homem muito interessante, tinha sempre algo a contar, e Madalena preparava toda a recepção muito bem, ouvia cada história de cada um com muito interesse, mas quando tinha que contar algo, Madalena se retirava e ia passear no jardim, cuidar das crianças dos amigos, Madalena cuidava da vida do marido maravilhosamente bem, sabia cada uma de suas necessidades, era uma primeira dama da melhor qualidade, cuidava da casa, passeava com os cachorros, cuidava da louça, comandava as empregadas. Com o tempo Madalena não sabia mais no que realmente era boa, e tudo que ela fazia era agradecer a Deus todos os dias pelo marido que tinha, afinal, era melhor não ter identidade e se submeter a qualquer capricho do marido, era melhor não ter nada para contar, era melhor não fazer, que errar e voltar para a “tombo da corda com as amigas” da infância e não conseguir se levantar.

Já ouviram essas estórias? Já ouviram essas estórias em formato de histórias?

Posso mudar o nome dos personagens para José e João, posso mudar o choro pela valentia exigida desde cedo, posso mudar a abusada pelo abusador, posso mudar muitas coisa, mas a dor essa continua a mesma…

E assim muitas vezes fugindo das cadeiras que esperamos e das cordas que tropeçamos vivemos nossas vidas e encontramos nossas áreas de conforto, ou de desconforto.

Temos tanto medo de passarmos por uma dor novamente que suportamos dores infinitamente maiores.

Preferimos a solidão que a possibilidade do abandono;

Preferimos a violência do que a possibilidade de sermos agredidos;

Preferimos humilhações do que a possibilidade de sermos abandonados;

Preferimos não realizar ao medo de errarmos e não sermos reconhecidos;

Preferimos o silêncio ao medo de não sermos ouvido.

Preferimos nos deixar agredir à possibilidade de não sermos aceitos.

Preferimos doar tudo que podemos e vivermos na aridez do que a possibilidade não sermos vistos.

Aceitamos pouco pelo medo de que até mesmo esse pouco nos falte.

Preferimos um lugar de conforto doloroso à possibilidade de olhar para uma dor que ainda não curamos.

Ainda preferimos ser algoz de si e do outro do que a vítima, dessa cena, que nunca mais vai voltar.

E é isso, essa cena, nunca mais vai voltar, mas a dor dessa cena, esta presente, viva do momento que acordamos até a reflexão antes de dormir.

Voltando a Maria e Madalena um dia uma fada madrinha chegou para elas e contou-lhes um segredo:

- Maria e Madalena, isso nunca mais vai acontecer com vocês. Nunca mais vocês serão crianças novamente e estarão desamparadas, com medo, sozinhas e sem saber o que fazer. A vida não anda para trás, e agora vocês são adultas e tem a vocês mesmo. Não fujam de algo que nunca mais vai acontecer.

Naquele dia Maria, voltou no tempo e foi até a varanda onde estava aquela menina e pegou em sua mão, olhou em seus olhos e disse de forma bem firme: “Maria, nada mais você tem a temer, eu estou aqui e nunca mais deixarei você.”

Madalena, voltou no tempo e foi até a brincadeira de corda e viu aquela menina no chão, sentou-se ao lado dela e disse: “Madalena, levanta-te, eu estou do teu lado, tens a mim, pode me chamar, eu vou te amar independente de quantos tombos você cair.”

Você já se perguntou o que suporta para fugir das “cadeiras na varanda e dos tombos da infância”?

Quando vai se dar a mão e dizer para si mesmo: “Não precisa mais fugir isso nunca mais vai acontecer.”

Entender que o ser humano com cada dor evolui e aprende, e se fortalece, e se torna mais dono de si, é a chave para acreditar que a vida anda pra frente, e que por mais que você não se sinta capaz, todas as suas dores e tristezas foram as grandes companheiras para lhe proporcionar que hoje você saia da sua área de conforto dolorosa; Coragem, de a mão para você sair desse sofá com espinhos.

A vida se desenvolve com uma espiral e não como uma escada, voltamos no mesmo ponto, mas estamos sempre em uma “oitava acima”, aprendemos com a situação passada, crescemos, nos fortalecemos, criamos novos vínculos, ampliamos com a vida a consciência de quem somos, nos conhecemos melhor, conhecemos melhor o outro, encontramos novas pessoas, recebemos novas ajudas.

Muitas vezes a ajuda já chegou, muitas vezes alguém já chegou para te levantar do tombo, e lhe fez companhia nos momentos de solidão, mas a sua criança insiste em te fazer acreditar que você continua só, que ainda não pode lidar sozinho com aquela situação.

Pare de buscar a solução no outro que vem ao seu encontro, mude, busque um novo você para ir ao encontro do outro, coloque-se em prova.

Aceite que a vida muda, porque ela muda, e isso você não pode evitar.

Para terminar, outro dia tive notícias de Maria que comprou uma casa com varanda e cadeira para tomar vinho e de Madalena que foi fazer aula de tecido acrobático no circo.

PS.: Maria e Madalena não existem, pelo menos não as conheço de carne e osso…

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Curso Líder de Si – Rio de Janeiro

Rio de Janeiro 1
Local: Oficina Casa da Arteira – Tijuca
Valor: Curso de caráter associativo – pode absorver indivíduos que não dispõem de                            altos valores para sua formação
Início previsto: Agosto de 2014
Inscrições: (48) 8419-2107 ou (48) 3207-9201 com Maria Alice ou Milene
Email: contato@liderdesi.com.br
Site: www.liderdesi.com.br

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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O poder da música

O poder da música

Bernadette Serra

Fonte: www.libertas.com.br

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“Cada nota musical traz, em si, uma freqüência de som que carrega um estado vibratório. A melodia resultante dessas freqüências resulta num certo tipo de vibração que influencia os elementos ao nosso redor.”

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Há alguns anos a música vem sendo associada à terapia. Elementos musicais são aplicados no tratamento de determinadas doenças. O som, como sabemos, é uma forma de energia que se manifesta de várias formas, cujas freqüências podem ressonar em objetos. A música pode ser considerada uma sofisticação da energia sonora, envolvendo tons e ritmos das mais variadas formas.

Cada nota musical traz, em si, uma freqüência de som que, segundo alguns estudiosos, carrega um estado vibratório. A melodia resultante dessas freqüências resulta num certo tipo de vibração. Então podemos dizer que cada música tem um determinado “estado energético” e pode influenciar os elementos ao seu redor. Alguns músicos acreditam que estejam conectados a algo maior quando recebem inspiração para compor.

Conhecemos bem o efeito que música tem principalmente sobre nossas emoções e o poder que ela tem de induzir estados emocionais. Por isso, cada vez mais ela vem sendo usada em terapia de doenças psíquicas, associada ou não a técnicas corporais. Também pode ser aplicada para melhorar a concentração e conduzir a estados meditativos. Não há dúvida que a música gera bem estar, mas o contrário também pode ocorrer, alguns tipos de ritmos musicais podem gerar desconforto emocional e físico.

Alguns estudiosos crêem que a combinação de notas musicais gera um padrão vibratório com poder de atuar em nossa energia. Desse modo, podemos ter músicas com padrões mais densos e outras mais sutis. De fato, a experiência realizada por Mr. Masaru Emoto com a molécula de água evidencia que o estilo musical afeta a estrutura das moléculas.

Usando técnicas fotográficas, Emoto verificou que a água quando exposta ao som de Bach, apresentava uma estrutura geométrica semelhante à água cristalina enquanto que, exposta a heavy metal assemelhava-se a estrutura de água poluída. Além disso, também constatou a influência das palavras. Uma frase com palavras amorosas mostrou a mesma estrutura da água que “ouviu” Bach e, frases com conteúdo agressivo mostraram uma estrutura como a exposta ao heavy metal.

Então, se considerarmos que nosso corpo é formado quase 70% de água, podemos imaginar o efeito que a música e suas respectivas letras têm. Isso é interessante porque nos chama atenção para a qualidade de música que ouvimos. Assim como devemos estar atentos aos nossos pensamentos, não podemos negligenciar a qualidade dos sons a nossa volta. Mesmo quando não percebemos, tais sons podem estar atuando sobre nosso organismo.

Pesquisas científicas têm demonstrado que a freqüência de sons atuam sobre as células, no movimento e partes do citoplasma, e no núcleo onde podem ativar certos genes. Isso nos leva a crer que os organismo vivos estão sujeitos a ação de padrões musicais. Algumas experiências com vacas leiteiras e vegetais mostram aumento na produção quando expostos a música clássica ou instrumental.

Ouvir música faz bem, principalmente se elevar nosso padrão vibratório como Bach, Mozart, Strauss e tantos outros mas, como tudo na natureza busca o equilíbrio e também porque somos humanos, às vezes é preciso ouvir um heavy metal para “descarregar”. Saudações Musicais.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Compulsividade x Liberdade: uma escolha atual

Compulsividade x Liberdade: uma escolha atual

Fonte: image001

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“Não pergunte por quem os sinos dobram. Eles dobram por ti.”

John Donne

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Hoje ouvimos falar muito sobre compulsões e comportamentos aditivos e o quanto são prejudiciais para a nossa saúde.A palavra adicto vem do latim “addictus” que historicamente na Roma antiga era o cidadão incapaz de saldar uma dívida, tornando-se assim escravo de seu devedor.

Como adultos nos deparamos com situações indesejadas e doenças que em um primeiro momento não identificamos de onde surgiram. Com um olhar especial sobre nossa biografia pessoal, percebemos como estes hábitos se instalaram no decorrer de nossa vida. Descobrimos ainda quais fatores causaram impactos em épocas específicas, principalmente nos três primeiros setênios.

Pouca lembrança de calor e um mundo hostil são comuns no primeiro estágio. No segundo o mundo não era “nem belo nem bonito”. Por sinal muitas das adições começam precocemente nesta etapa da vida. No terceiro e não menos importante, a falta de exemplos e de modelos saudáveis com certo ar de rebeldia, causam impactos na personalidade do jovem. “O mundo é injusto” – é a característica deste período.

“A dinâmica familiar tem forte impacto no desenvolvimento psíquico e afetivo do ser humano.”

A dinâmica familiar também tem importância especial na nossa constituição, tanto na cognição, como nos vínculos afetivos adquiridos na infância e na adolescência. O primeiro vínculo estabelecido é na relação mãe-bebê e gradativamente é ampliado para outros entes queridos como Pai, Avós, tios e consequentemente para o ambiente social.

Durante estas etapas comumente se instalam falta de ritmo, rotina e hábitos nocivos a nossa saúde. Comportamentos aditivos a substâncias aparentemente inofensivas como o excesso de açúcar e alimentos pouco nutritivos se aliam aos novos vícios atóxicos da nossa geração como a TV, internet, games, alto consumo, falta ou excesso de sono.  Estes são os primeiros passos em direção as adições ditas “modernas”.

O próximo passo muitas vezes é o uso e ou abuso de substâncias tóxicas lícitas (álcool, tabaco, café, medicamentos) e infelizmente das ilícitas também, mais conhecidas como “drogas”, gerando a falta de salutêgenese dos nossos corpos e ausência do nosso Eu na vida moderna.

Um dos grandes desafios desta época é recuperar esta “liberdade” perdida. Através de hábitos mais saudáveis e ritmos mais coerentes com nosso organismo, podemos lançar as bases para domar estes vícios indesejados.

Escolhas conscientes e decisões diárias preenchendo estes vazios, ajudam na busca do equilíbrio e do fortalecimento do “Eu”. Conscientização com prevenção serena e lúcida, evitando assim a estigmatização podem ser boas ferramentas para a auto – educação.

A busca por um caminho mais saudável, seja no âmbito físico (alimentação, atividades físicas), psíquico (atividades que levem à meditação mais profunda, contato com a natureza, artes, música) e espiritual (Autoconhecimento) podem certamente mudar o cenário para uma vida melhor e mais produtiva, que realmente nos leve ao encontro de nossa verdadeira missão.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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A Antroposofia Viva

A Antroposofia Viva

Júlia Barany

Antroposofia Viva

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“Nenhum padrão pode continuar engessado, cristalizado,
pois deixa de servir à vida.
Assim vai nascendo o ser humano cada vez mais livre,
mais consciente e mais vivo, na arte de criar-se a si mesmo.”

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Ao tornar o que aprendemos parte de nós, portanto, transformamos em conduta, em ação, não precisamos mais fazer citações textuais da fonte, pois a filosofia se tornou viva e cresce conosco. Todo método serve de ponto de partida, de base para o lançamento da nave.

E a gratidão por quem lhe deu o ponto de partida permeia os atos da pessoa que o reconhece, pois a melhor e mais nobre forma de agradecer é continuar o trabalho e manter a chama viva.

Por ser uma filosofia da vida, a Antroposofia só pode ser companheira inseparável da ética. Um contínuo trabalho interno possibilita criarmos a nossa ética no exercício do pensar livre.

Só é possível dar um passo no espiritual avançando três passos no ético: postulado do pressuposto básico da maioria das tradições filosóficas, religiosas e espirituais. E não poderia ser diferente na Antroposofia. Esse pressuposto básico permeia a Filosofia da Liberdade e dá força para a palavra e a ação dos seres humanos. Senão, seria como uma bolha de sabão, bela, mas sem consistência.

A ética alicerça de forma invisível, mas palpável nos resultados, as  criaturas da Antroposofia. Podemos acompanhar a história de cada grupo que se engajou em alguma iniciativa, e só prosperaram os embasados na ética e no amor, mesmo com todas as falhas humanas. O mesmo se manifesta na história individual, apesar de se acreditar que talvez seja possível montar uma imagem de faz-de-conta.

Desmoronam ou nem vingam quando falta ética e amor, ou então servem a outros propósitos, não aos propósitos da Vida. Da ética flui o amor, da capacidade de amar flui a ética. Os dois alimentam o respeito, a responsabilidade, a confiabilidade, a eficiência na ação.

O fazer artístico, em todas as suas manifestações e modalidades, acompanha as atividades com inspiração antroposófica. Ao olharmos para as iniciativas felizes ao redor do mundo, que nem conhecem a Antroposofia, constatamos a presença do fazer artístico.

O mundo é vivo, por isso muda, caminha, a ciência adquire novos conhecimentos, a sociedade adquire novas formas de funcionamento, nem a língua do século passado serve para hoje e precisa ser traduzida para a atual: o português de 1900 traduzido para o português de 2014. Nem mesmo as crianças são as mesmas!

Nenhum método pode continuar engessado, cristalizado, pois deixa de servir à vida. É algo óbvio que costumamos esquecer na acomodação, no conforto do já estabelecido. Foi nos dada a tarefa de co-criadores ao sermos colocados nessa esfera da Terra.

Assim mantemos Viva a Antroposofia, e assim vai nascendo o ser humano cada vez mais livre, mais consciente, mais amoroso na arte de criar-se a si mesmo.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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O Conhecimento dos Mundos Superiores – parte 1

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O Conhecimento dos Mundos Superiores

Parte 1 – Condições

Tradução: Glória Bravo

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“O iniciado só adquire a força para levantar a cabeça às alturas do conhecimento guiando seu coração às profundezas da veneração e devoção…”

Rudolf Steiner

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O Conhecimento dos Mundos Superiores

Parte 1 – Condições

Tradução: Glória Bravo

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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O potencial educativo das brincadeiras

O potencial educativo das brincadeiras

Jéssica Moreira

Fonte: www.educacaointegral.org.br

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“O correr das águas,a passagem das nuvens, o brincar das crianças,o sangue nas veias. Esta é a música de Deus.”

Hermann Hesse

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“O máximo de maturidade que um homem pode atingir é quando ele tem a seriedade que têm as crianças quando brincam”, dizia o filósofo alemão Friedrich Nietzsche no século XIX. A máxima segue fundamental para a sociedade atual, já que o ato de brincar acaba influenciando o desenvolvimento da pessoa para o resto da vida.

Pular corda, brincar de esconde-esconde ou de casinha. O ato de brincar é a primeira atividade lúdica acessível ao ser humano e uma das primeiras possibilidades de conhecer o mundo ao seu redor. Ao nascer, o bebê já desenvolve alguns movimentos e interações, mas é com as brincadeiras que a criança abre seu olhar para o mundo.

Com uma gama de variedades, as brincadeiras podem desenvolver habilidades físicas, motoras ou cognitivas. Algumas delas trazem a imitação da vida em sociedade. Outras, ainda, promovem o desenvolvimento de valores tais como a responsabilidade, o companheirismo, as noções do compartilhamento e regras de convívio coletivo. “Dependendo da faixa etária, existem alguns tipos de brincadeira que vão possibilitando à criança descobrir o movimento e se descobrir emocionalmente, assim como no convívio”, aponta a gestora institucional da Aliança pela Infância, Giovana Barbosa.

De acordo com a coordenadora pedagógica da Rede Marista de Solidariedade, Aline Paes de Barros, a criança brinca em todos os momentos, ainda que os tempos e espaços não sejam completamente propícios para essa finalidade. “A criatividade, envolvimento e interações que a criança estabelece nesses momentos interferem diretamente no seu processo de desenvolvimento. Sendo assim, a brincadeira auxilia nas relações da criança com o meio em que vive, com outras crianças e adultos, favorece a criação de um repertório amplo de possibilidades, desafios e novidades”.

O tempo de brincar

O tempo de brincar, no entanto, vem muitas vezes sendo preenchido por outras atividades. A cada dia que passa, os pais delegam mais obrigações aos filhos, impedindo-os de fazer aquilo que fazem de melhor. Isso porque a maioria dos adultos não acreditam que o ato de brincar também é uma forma de aprendizado. Nas escolas, onde as crianças passam até mais da metade do dia, raras são as vezes que as brincadeiras ocorrem sem a interferência de um adulto ou com um objetivo claro de aprendizado.

“Na maior parte das escolas, os recreios vêm sendo encurtados. Isso é um crime pra nós, já que o recreio é a hora que os estudantes têm pra conviver com as crianças de outras faixas etárias, de outras realidades, pois o brincar permite o acesso à diversidade, o que acaba sendo um meio maravilhoso de aprendizado”, aponta Giovana.

Para alguns movimentos ligados ao direito ao brincar, como a Aliança pela Infância e a Rede Marista de Solidariedade, a brincadeira deve partir da vontade da criança,  pois o aprendizado ocorre no decorrer da própria brincadeira, que deve ser valorizada pela ação em si e não apenas por uma finalidade específica.

“É impossível você pensar que o brincar não tem uma propriedade educacional. Ao brincar, você está aprendendo, se transformando, assimilando a cultura de onde está localizado. Ela tem que ter a possibilidade de brincar com as pedrinhas e achar que é um caminhãozinho. Essa exploração se dá quando você não tem um tempo determinando ou resultado esperado. Quando o objetivo é simplesmente a diversão”, aponta Giovana.

De acordo com Aline, o brincar é um direito da criança e, visto desta maneira, precisa ser garantido de maneira livre e espontânea, para que a própria criança exercite sua imaginação e criatividade. “A criança aprende enquanto brinca, pois coloca em funcionamento complexos exercícios cognitivos, envolve-se de corpo inteiro na ação e consequentemente, amplia seus conhecimentos”.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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O Ser Humano como Sinfonia das Forças Universais – 12ª conferência

Lançamento de Tradução de Rudolf Steiner gratuita para download:

O Ser Humano como Sinfonia das Forças Universais

12ª conferência – 11 de novembro de 1923

Tradução: Gerard Bannwart

12 confer

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“Quais as fontes do espiritual-moral na humanidade?
Compreensão humana e amor humano…”

Rudolf Steiner

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Capítulo 4

Os segredos da organização humana

11ª Conferência – 10 de novembro de 1923

Traduzido por Gerard Bannwart

Temas:

  • As fontes do espiritual-moral na humanidade: compreensão humana e amor humano..
  • Frieza moral e ódio ao humano na configuração física do ser humano.
  • O trabalho das hierarquias na conversão da configuração espiritual do ser humano.

Caso tenha cadastro na Biblioteca – acesse o texto, clique aqui…

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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O Líder e a Insensatez

O Líder e a Insensatez

Jaime Moggi

cavalo de troia

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“Quando foi a última vez que você pediu feedback de alguém?
Você acha que está cercado de pessoas, talentosas e inteligentes
ou de gente medíocre?
Qual foi a última vez que você fez algo totalmente novo no seu trabalho?
Você tem a sua “Cassandra” ou só gente que sempre fala que você está certo?
Qual foi a última vez que você compartilhou suas dificuldades
com sua equipe ou com alguém?”

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Lembro-me como fiquei impressionado quando li o livro de Barbara Tuchman, uma das grandes historiadoras do século passado de nome “A Marcha da Insensatez”.1

O livro analisa quatro processos históricos que terminaram em verdadeiras tragédias políticas e econômicas. Cada passagem destaca-se pela insensatez com que foram conduzidas. Líderes que continua e obstinadamente implementaram ações e políticas contrárias às causas que defendiam.

Mais mitologia do que história, o livro levanta a questão de como os troianos foram tão tolos a ponto de colocar para dentro da cidade um cavalo de madeira cheio de soldados gregos? Como explicar que após dez anos de resistência heróica, eles pudessem cair num truque tão simples?

Por essa tolice, os troianos pagaram com a própria vida, tiveram sua cidade toda destruída, sendo que a única pessoa que alertou sobre esta armadilha foi Cassandra, a profetiza. Mas como ela recebeu dos deuses o dom da profecia juntamente com a maldição de que ninguém acreditaria nelas, seus alertas de nada adiantaram (Cuidado com os gregos e seus presentes!).

O cansaço e a necessidade de boas notícias que todos nós temos quando mergulhados numa jornada aparentemente interminável de dor e superação podem explicar um pouco a decisão.

Outro cenário foi à questão ridícula de impostos sobre o chá², aliada à arrogância e vaidade do Rei George III, que fez com que a Inglaterra perdesse a América.

Uma representação dos colonos no parlamento inglês, poderia ter evitado a Guerra da Independência Americana. Desta forma as duas grandes nações Anglo-Saxãs poderiam ser mantidas sob a mesma coroa.

Se esta concentração de poder tivesse ocorrido, talvez fosse possível evitar as tragédias da 1ª e 2ª guerra mundial no século XX.

E a reforma da Igreja no século XVI? Onde seis papas conduziram (entre eles um borgia e 2 medici), a igreja à beira de um precipício, dando todas as condições para que Lutero desse o último empurrão levando a igreja a perder o domínio da metade da Europa para o protestantismo.

E por último, a guerra do Vietnam, uma estupidez que levou a maior potência do mundo a meter-se num atoleiro tamanho que levou à perda da reputação americana além da vida de centenas de milhares de jovens. Isto tudo aconteceu mesmo com todos os relatórios e opiniões de especialistas recomendando que os Estados Unidos não entrassem na guerra, e, depois, que saíssem o mais rápido possível.

Também tenho meus exemplos históricos preferidos.

Primeira Guerra Mundial, um atentado na pequena Sérvia (assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando) colocou uma gigantesca engrenagem a andar que levou todas as grandes potências a uma guerra fratricida como nunca havia sido vista na história do mundo.

Na antevéspera da Alemanha declarar guerra à França, a Inglaterra fez uma proposta concreta de que ela se manteria neutra se a Alemanha não atacasse a França. Quando o Kaiser levou tal proposta a seus generais, ouviu deles que não seria mais possível impedir o avanço do exército alemão, uma vez que depois de mobilizado não havia mais como pará-lo.

Um sistema sem face em andamento, onde o próprio Kaiser não tinha mais poder de influência sobre seus generais. Assim, só restava continuar andando em direção ao abismo. Falta de coragem e rigidez , explicam parte do que aconteceu.

A lista é enorme…. O general romano Marco Licínius Crasso, contra todas as recomendações e lógica, avança pelo deserto com suas legiões em direção à capital Parta (Pérsia), sem água e sem uma cavalaria digna de nota. Resultado, as legiões cansadas e sedentas foram cercadas pela cavalaria persa e dizimadas brutalmente com uma “chuva” de flechas. Até hoje usamos a expressão “Erro Crasso”.

Em uma viagem a Estocolmo, visitei o Vasa Museum (é uma visita imperdível!  http://www.vasamuseet.se/). Lá é possível vislumbrar um exemplo didático: Em 10 de Agosto de 1628 o Vasa, então maior navio de guerra do mundo, construído por ordem do Rei Gustavo Adolfo, foi lançado ao mar na baia de Estocolmo. A cidade toda estava no porto para assistir a demonstração de glória e poder da monarquia sueca. O Vasa, poderoso navio com seus três mastros elevando-se a mais de 50 metros de altura, seus 64 canhões e uma tripulação de cerca de 400 homens, deslizou para a água, e, 2 minutos depois…, afundou. Uma vergonha para o país e ainda tendo toda a cidade como plateia. (Na década de 50, uma operação épica do Governo Sueco conseguiu retirá-lo da baia e construiu um museu só para ele)

Depois, é claro, começou uma caça às bruxas para descobrir quem era o culpado pela tragédia. Prenderam o capitão do navio por dois meses. A teoria era que ele não havia amarrado os canhões, e por este motivo, eles se soltaram e afundaram o navio. Descobriu-se depois, que não.

Foram então procurar os mestres construtores que garantiram que seguiram todas as orientações do projeto. Chegaram ao projetista, mas ele havia morrido meses antes.

Alguns se lembraram que o Rei Gustavo, quando viu o projeto, “sugeriu” que fosse acrescentada uma vintena de canhões aos 44 originais. Tal “sugestão” era inviável dentro do projeto original, mas ninguém teve coragem de falar para o Rei que não dava, simplesmente calaram-se (deu no que deu).

Quando olhamos as organizações não é difícil ver exemplos grandes e pequenos de insensatez em marcha.

Gigantes que perdem o mercado por não serem capazes de ver que seu consumidor tem novas necessidades.

Projetos baseados em área movediça – Minhas ações (poucas, graças a Deus!!) da OGX do nosso ex homem mais rico do Brasil, Eike Batista, não me deixam mentir.

Líderes perdendo talentos por não serem capazes de estabelecer uma conexão humana e pessoal com eles.

Organizações trazendo para dentro verdadeiros “Cavalos de Tróia”. Profissionais que não têm os valores nem o compromisso com as organizações, somente consigo mesmo. Passam um ou dois anos na empresa e deixam a terra arrasada.

Organizações fazendo aquisições com um olhar apenas financeiro, sem preocupar-se com a cultura e com a preservação dos valores que adquiriram.

Há uma frase que diz que: “Consultores fazem o que sabem, não o que o cliente precisa”. Esta frase se aplica também a executivos.

Quantas vezes observei executivos recém chegados na organização, destruindo tudo o que foi feito e implantando na nova organização o modelo que ele aprendeu na última empresa sem ter nenhuma preocupação em ouvir as pessoas que estavam ali antes, e, com isso, provocando verdadeiros naufrágios organizacionais.

Ou o contrário, executivos há muito tempo na função, vendo seu negócio caminhar em direção ao precipício e não ter a coragem de mudar o rumo.

Os pecados que encontramos são basicamente os mesmos: Orgulho, Arrogância ou a Falta de Coragem.

Talvez você possa fazer algumas perguntas que te ajudem a identificar se você está no caminho da insensatez.

  • Quando foi a última vez que você pediu feedback de alguém?
  • Você acha que está cercado de pessoas, talentosas e inteligentes ou de gente medíocre?
  • Qual foi a última vez que você fez algo totalmente novo no seu trabalho?
  • Você tem a sua “Cassandra” ou só gente que sempre fala que você está certo?
  • Qual foi a última vez que você compartilhou suas dificuldades com sua equipe ou com alguém?

Me lembro da piada do capitão de um galeão espanhol em seu tombadilho observando o horizonte. Ao longe ele vê um navio pirata. Ele chama o imediato e diz: “Imediato, traga-me minha túnica “roja””. “Claro meu capitão. Mas por quê?” “Caso eu me fira no combate que se aproxima não quero que meus homens vejam meu sangue”. Aconteceu o combate com uma vitória retumbante do capitão. No dia seguinte o capitão está observando o horizonte com sua luneta e vê uma dúzia de navios piratas vindo em sua direção.

O capitão chama o imediato! E o imediato: “quer a túnica roja capitão?” “ Não, hoje traga-me a minha calça marrom….”.

A figura do líder perfeito e infalível que “toma as decisões sozinho”, já não faz mais sentido.

Na peça “Antígone” de Sófocles, o rei Creonte é alertado várias vezes pelo seu consultor o “Corifeu” que deveria voltar atrás da decisão de aprisionar Antígone ou a tragédia se abateria sobre sua casa. Mas ele segue seu caminho até a tragédia.

Os gregos acreditavam que cada homem tinha seu destino e não haveria como mudá-lo. E o quanto mais se esforçasse para mudar sua direção, mais você se aproximaria dele.

Felizmente apesar de toda a influência grega, nossa cultura é judaico-cristã. Acreditamos no livre arbítrio, na graça divina, sendo assim, para nós é possível mudar a direção da marcha da insensatez… Desde que aprendamos com nossos erros e escutemos os sinais que nos mandam.

O que você aprendeu com seu último fracasso?

Que sinais você tem recebido de que as coisas não andam tão bem quanto você imagina?

Jaime Moggi é sócio da Adigo Desenvolvimento Empresarial e Familiar. Trabalha a 25 anos como consultor independente, conduzindo projetos de transformação organizacional em centenas das empresas mais importantes do país. Como educador de executivos já treinou mais de 30.000 executivos em temas de liderança, coaching e gestão de mudanças.

Notas

  1. Barbara Tuchman “A Marcha da Insensatez”. Editora José Olimpo. De Troia ao Vietnam.
  2. A Lei do chá foi uma lei criada pelos britânicos em 1773 que aumentou consideravelmente os impostos sobre o chá consumidos nas colônias.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Entrevista Dr. José Martins Filho: A criança terceirizada – parte 4

A criança terceirizada – parte 4

Entrevista com o Dr. José Martins Filho

criança terceirizada4

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“Cuidar e educar meu filho, lhe dar amor e afeto…
mas eu posso pagar alguém para isso!!!”

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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E os pais? O que dizem? A criança terceirizada – parte 3

A criança terceirizada – parte 3

E os pais? O que dizem?

Mariana Sgarioni

Fonte: www.nmagazine.com.br

 criança terceirizada3

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“Filhos – Trabalho – Carreira – Lazer”

Qual é a minha ordem de prioridade?

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Quando resolvi colher depoimentos – estarrecedores – das babás que conheci nos ultimos anos, também passei a ouvir os pais. Ou melhor: escutei apenas aqueles que consegui encontrar. Porque, boa parte dos progenitores das redondezas nunca deu as caras em público. Há crianças com cerca de sete anos de idade que conheço desde que eram bebês cujos pais nunca vi. Nestes casos, a apuração fica difícil, convenhamos.

A partir destes relatos, achei importante separar o joio do trigo. Uma coisa é terceirizar o próprio filho e abandoná-lo nas mãos dos outros (babás, creches, avós, cuidadores), como citei nos textos anteriores, e que me parece endêmico na sociedade atual. Outra coisa é contar com uma ajuda, que é super bem-vinda – ou melhor, necessária, eu diria.

Ninguém aqui precisa provar nada para ninguém e ser a Mulher-Maravilha ou o Super Homem. Criar filhos não é algo que se faça sozinho. Precisamos, sim, de uma força de vez em quando, seja de uma empregada, de uma escola ou da família. E também não acredito que a mulher seja obrigada, caso não queira por livre e espontânea vontade, a abandonar carreira, trabalho, vida social e tornar-se uma abnegada, totalmente dedicada aos afazeres domésticos. Só deve fazer isso se for de coração. Aí tudo bem. Por outro lado, eu entendo que vivemos numa sociedade em que o trabalho diz muito sobre nossa própria identidade: deixá-lo de lado, para muitas de nós, seria deixar de saber quem realmente somos. E, por mais que uma mãe ame desesperadamente seu filho, se ela estiver insatisfeita com sua situação, não se tornará uma boa companhia, portanto uma boa mãe. Será que a decisão de ter filhos nos obriga a tanto?

De jeito nenhum. Na minha opinião, cada um faz o que acha que deve, desde que assuma a responsabilidade de sua decisão. Não acho que seja preciso estar nem em um extremo, nem em outro. Dez entre dez pais culpam o trabalho (ou o excesso dele) por não estarem presentes na vida dos filhos como gostariam, ou deveriam. Aí é que eu passo a questionar. Todo mundo trabalha 24 horas por dia? Sábados, domingos, feriados, e férias? Francamente, nunca ouvi falar em nenhum emprego assim – e, se houver, está na hora de denunciar este empregador ao Ministério do Trabalho. O negócio é que os compromissos profissionais sempre estão na frente dos filhos – criança pode esperar, o chefe não.

Tenho uma amiga que trabalha feito louca numa grande empresa de comunicação e é mãe de gêmeos, da mesma idade do Benjamin. Ela e o marido se revezam nos cuidados dos meninos. Hoje mesmo sei que ela não vai almoçar porque vai levar as crianças na aula de ginástica do clube – todos os dias, ela sai voando da redação para ter tempo de brincar com os meninos no fim do dia, levá-los para a natação, ou simplesmente estar com eles. Ou seja: ela dá um jeito de nunca faltar com os filhos e ainda assim ser uma profissional. Este é só um exemplo entre muitos. O que significa que é possível, e que trabalho não é desculpa. Só exige esforço e, principalmente, vontade.

Depois de muito quebrar a cabeça, quando Benjamin nasceu, resolvemos que eu trabalharia de casa, e meu marido continuaria trabalhando fora. Eu diminuí muito meu ritmo, o que significa que passei a ganhar menos, muito menos – portanto, evidentemente, aprendemos a viver com menos. Não topo mais me ausentar por longos períodos, nem viajar. Entretanto, nunca deixei minha carreira de lado, nem deixei de trabalhar. Acompanho meu filho o dia todo – mas já tive momentos em que precisei sair por algumas horas e contei com a ajuda (por que não?) de uma babá, de uma empregada, ou de amigos. Sim, é verdade que minha profissão permite este esquema, coisa que não é possível em outras atividades. Mas existem outros jeitos; este é o meu. É o certo? Não sei. É apenas o caminho que escolhemos dentro daquilo que consideramos prioridade na vida. Assumimos a responsabilidade de nossa decisão, sabemos que ela tem seu preço, sem nos sentirmos culpados por isso ou aquilo (culpa é bem diferente de responsabilidade, e é bom que nós, adultos, saibamos diferenciá-las).

Vai ser assim para sempre? Não. Até porque toda criança cresce. Aqui em casa acreditamos que investir pesado na primeira infância com presença constante (não presentes comprados no shopping) significa investir no futuro da humanidade – e esta é a nossa prioridade.

Abaixo, selecionei algumas frases dos pais, em que eles mostram seus argumentos (os nomes foram omitidos para preservar as identidades dos entrevistados).

“Ah, eu não acho que terceirizo meu filho, não. Saio para trabalhar de manhã, deixo ele na escola. A babá busca, dá almoço, banho, leva na natação, na aula de música, dá lanche, depois brinca, joga bola, ajuda a fazer o dever, dá o jantar e coloca ele na cama. Às vezes consigo pegá-lo acordado à noite, uns 15 minutos antes de dormir.”

“Um dia meus filhos vão me agradecer por terem tido uma escola de alto nível, natação, aulas de inglês, roupas caras, tudo de primeira qualidade. Esta vida boa só é possível porque trabalhamos e ganhamos dinheiro.”

“Nossa babá é praticamente da família. Confio nela 100%, está conosco há anos. Quando não posso estar presente, sei que ela me representa totalmente e eu não faço falta nenhuma.”

“Você está por aqui sempre? Ai, que bom, agora fico mais tranquila. Sabe, já ouvi falar coisas horríveis das babás. Aliás, será que poderia dar uma olhadinha no meu filho, ver se ele está sendo bem cuidado pela minha babá?”

“Filha, querida, obedeça a babá. Mamãe vai passar uma semana fora, mas quando voltar, vai trazer vários presentes para você! Ah, agora, não dá para brincarmos, querida, tenho hora marcada no salão”.

“Ah, outro dia meu filho chamou a babá de mãe, acredita? Fiquei louca da vida e mandei a babá embora. Onde já se viu, a mãe aqui sou eu. Agora ele fica assim, todo tristinho, no canto, nem sei por que”.

“Minha filha não quer comer e está com febre. Mandei a babá embora porque descobri que ela dava porcarias para ela comer (balas, biscoitos). Agora decidi: vai ficar o dia inteiro na escola, volta só à noite. Vai jantar e tomar banho lá. Não dá para confiar em babás mesmo”.

“Olha, essas babás são fogo. Elas sabem que nós dependemos delas e querem ganhar os olhos da cara, agora estão cheias de direitos. Deveres que é bom, nada. Imagina que a minha babá agora não quer mais nem dormir com meu filho, diz que é direito dela voltar para casa à noite. Como eu faço?”

“Você conhece alguma folguista para me indicar? Preciso muito. No final de semana, tenho que descansar um pouco, pois trabalho demais durante a semana. Caso contrário, quem aguenta? Mas, olha, marquei um teatrinho com as crianças no sábado, viu?”

“Nós passeamos muito aos finais de semana! Neste sábado iremos ao shopping, por exemplo. Depois ao mercado, e em casa colocarei um DVD para eles assistirem, assim posso sair um pouco com minhas amigas. E qual o problema de a babá estar junto? Gente, é só uma ajuda!”

“Você é mãe de quem mesmo? Desculpe, é a primeira vez que venho aqui, não conheço direito as crianças. Só dei uma passada mesmo para dar um beijinho na minha filha e estou super atrasada. Conversaremos na próxima. Tchau”.

“Estou de licença-maternidade, e devo voltar a trabalhar quando ele fizer 4 meses. Já contratei babás desde já (o bebê tem 2 meses), pois tenho que começar a voltar à minha forma física. Ele está começando a desmamar, pois em breve vou passar no mínimo 10 horas fora de casa. Sabe que estou morrendo de saudade do meu trabalho?”

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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As confissões das babás – A criança terceirizada parte 2

A criança terceirizada – parte 2

As confissões das babás

Mariana Sgarioni

Fonte: www.nmagazine.com.br

 confissão

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“Crianças totalmente abandonadas nas mãos das babás desde recém-nascidas, quando já saem desmamadas da maternidade. Pais que nunca deram um banho nos filhos, não dão remédio, nem comida. Descobri, literalmente, um universo de crianças ricas, órfãs de pais vivos.”

Mariana Sgarioni

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Nem preciso dizer que o maravilhoso – e indevassável – mundo das pracinhas e parquinhos vira uma árdua rotina de quem se torna mãe ou pai. Faz parte do pacote. O que ninguém conta é que qualquer observador um pouco mais atento repara que este mundo mostra um retrato fiel de como as futuras gerações estão se formando.

Confesso que no início me sentia meio acuada nesses locais – não que agora esta situação tenha mudado, simplesmente me acostumei a ela. Era como se houvesse um Exército dos Clones, aquele do filme Guerra nas Estrelas, só que encarnado em dezenas de mulheres vestidas de branco, todas vindo na minha direção. A maioria me olhava com olhos de indignação, do tipo “o que você está fazendo aqui?”. Até que, certo dia, uma delas veio falar comigo:

“Quem cuida dele?”, disse a babá, apontando para meu filho.

“Eu. Sou a mãe dele”, respondi, meio sem jeito.

“Ele parece bem cuidado, quem diria, hein… A senhora não tem ajuda? Não acredito que cuida dele sozinha…”

Fiz cara de quem não entendeu nada. A babá estava indignada, veja você, como uma mãe poderia cuidar bem do filho. Ela começou a me contar, então, o que já havia presenciado nas casas em que trabalhou – todas de classe média alta, na zona sul do Rio de Janeiro. Histórias de arrepiar os cabelos. Crianças totalmente abandonadas nas mãos das babás desde recém-nascidas, quando já saem desmamadas da maternidade. Pais que nunca deram um banho nos filhos, não dão remédio, nem comida. Descobri, literalmente, um universo de crianças ricas, órfãs de pais vivos. E que tinham atenção, afeto, e seus cuidados básicos garantidos por aquelas mulheres, capazes de amar os filhos dos outros como se fossem os seus. Muitas, aliás, deixam seus próprios filhos pequenos abandonados nas mãos de terceiros para cuidar das crianças dos patrões. Perdem até seus nomes: respondem apenas pela alcunha de “babá”. Verdade seja dita: existem aquelas que não são tão caprichosas; algumas são rudes e tem atitudes questionáveis com as crianças. Mas é assim que se comportam nas suas casas. Foi assim que aprenderam a educar. E quem delega seu filho, deveria saber disso.

Passei a entrevistar várias delas. Fiz das minhas idas às praças uma espécie de trabalho investigativo. Abaixo, selecionei algumas frases que ouvi (os nomes foram trocados para preservar a identidade das babás e das crianças). Leia com calma antes de julgar esta ou aquela babá. E questione, principalmente, de que maneira estão agindo os pais destas crianças. Apontar o dedo para uma babá é fácil – difícil é descobrir onde está a responsabilidade das pessoas que colocaram aquela criança neste mundo.

“Pedrinho, a babá aqui vai tirar uns dias de folga. Por favor, querido, não dê trabalho aos seus pais. Vou rezar muito para eles não brigarem nem baterem em você. Tchau, te amo.”, Maria, babá de Pedro, 2 anos.

“Caio não come há uma semana. É que a babá dele tirou férias e ele só come com ela.”, Carla, babá-folguista de Caio, 5 anos.

“Segunda-feira é sempre assim: pego a Erika toda assada, em carne viva. Os pais dela não trocam muito a fralda no final de semana, sabe como é, têm preguiça ou esquecem. E a bichinha fica assim, toda machucada. Coitadinha”, Paula, babá de Erika, 1 ano.

“Pois é menina, já tive que levar o Eduardo para a emergência do hospital por causa dessas assaduras, acredita? A mãe dele até hoje não entendeu o que houve”, Josefa, babá de Eduardo, 1 ano.

“Preciso correr, pois hoje tenho reunião na escola da Paula e depois tenho que levá-la ao pediatra. A mãe dela? Ah, ela é muito ocupada e não tem tempo. Eu cuido dela muito direitinho, viu?”, Irani, babá de Paula, de 3 anos.

“Neste fim de semana, levei o Antônio lá para minha casa, no morro. Teve tiroteio, ficamos trancados no quarto. Já cansei de ter que levar criança de patrão para a favela, mas não tem jeito, os pais mandam. A mãe do Antônio disse para eu levar o menino, pois ela iria sair e não tinha quem ficasse com ele.”, Fernanda, babá de Antônio, 4 anos.

“Ontem eu estava indo embora e, antes de pegar o trem, meu coração apertou. Resolvi voltar e peguei Francisco sozinho, vendo televisão no apartamento, acredita? A mãe dele foi comprar pão e deixou o menino lá. E a janela nem tem grade!”, Marlene, babá de Fracisco, 5 anos.

“Não, Luana, querida, a babá não pode entrar na piscina com você, muito menos usar roupas de banho. Aqui no condomínio, é proibido. Tenho que ficar do lado de fora, só olhando.”, Cristina, babá de Luana, de 3 anos.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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A criança terceirizada – parte 1

A criança terceirizada – parte 1

Mariana Sgarioni

Fonte: www.nmagazine.com.br

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“É uma falta de responsabilidade esperarmos que alguém faça as coisas por nós…”

John Lennon

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Antes de ser mãe do Benjamin, eu era mãe de dois cachorros. Para cumprir meu dever de ofício (e para não ter minha casa cheia de xixi e cocô), eu passeava com eles pelo menos uma vez ao dia. Conhecia todos os cachorros da região e seus respectivos donos. Sabia quem era o pai de quem – embora, verdade seja dita, eu só soubesse os nomes dos cachorros. Aquele ali é o dono do Bolota; o outro é o dono do Tobias; e o outro lá é o dono da Lolita. Mas, ainda sem nome, todos nos conhecíamos. Se eu encontrasse determinado cachorro com outra pessoa, ficava preocupada, pois não era o normal.

Pois bem. Hoje sou mãe de um ser humano e afirmo que boa parte dos outros pais eu nunca vi. Pense que isso acontece há 4 anos. Na pracinha, quem está lá é a babá. No pediatra, é a babá. Na escola, de novo, a babá. No shopping, é ela, a babá. Na festa de fim de semana, é vez da babá folguista. Não faço a mínima idéia da cara desses pais.

Outro dia estávamos na praia e encontramos uma amiguinha do Benjamin, cujos pais estavam para mim assim como o Saci Pererê e a Mula sem Cabeça estão para o imaginário popular – sabe-se que existem, mas ninguém nunca viu. Fomos falar com a menina, com a intimidade de velhos conhecidos que somos. E eis que me aparece um homem alto, bonito e bronzeado, sorrindo:

“Olá, muito prazer, sou o Beto, pai da Natália. Vocês são quem mesmo?”

Respondi que eu era a mãe do Benjamin, e que eu conhecia a Natália desde que ela tinha uns seis meses. Que ela já foi brincar lá em casa, já almoçou conosco, entre outras coisas. Qual foi minha surpresa quando ele não demonstrou nenhum constrangimento por sequer ter ouvido falar destas pessoas tão próximas da filha.

“Ah, sim, a babá deve conhecer vocês, né? Tem muita gente que não conhecemos, sabe como é, trabalhamos muito”.

Tem uma outra criança que mora aqui no nosso prédio, que já deve estar lá pelos seus sete anos, cujo pai também jamais apareceu em público. Fico intrigada por nunca ter encontrado esta criatura, mesmo morando no mesmo endereço. A mãe só vi duas vezes – e, nas duas, ela se justificou que o casal trabalha tanto que mal consegue conhecer os vizinhos.

Aqui em casa também trabalhamos demais. No entanto, sempre damos um jeito de participar ativamente da vida do nosso filho. Meu marido corre feito louco para sair do trabalho e atravessar a cidade a tempo de dar banho e contar uma história para Benjamin dormir. Eu viro noites em claro para poder estar com ele o dia inteiro. Todos os finais de semana estamos juntos. Por mais que tenhamos milhares de compromissos profissionais a cumprir, não consigo enfiar na cabeça como tem gente que não dá um jeito de estar presente na vida das pessoas que deveriam ser as mais importantes do mundo. Já vi professoras da escola escrevendo bilhetes gentis aos pais, pedindo que eles façam o favor de trocar a roupa dos filhos diariamente. Também já ouvi babás reclamarem que, quando elas chegam na segunda-feira de manhã, costumam pegar os bebês com os bumbuns assados, porque passaram o final de semana inteiro com as fraldas sujas – sob os cuidados dos pais. E já ouvi pediatras implorando para que certas mães levem as babás nas consultas, por serem estas as únicas a conhecerem os hábitos da criança.

Ninguém é obrigado a ter filhos. Vir com essa conversa fiada de que qualidade do tempo com a criança é melhor do que quantidade é papo furado de quem quer apaziguar a própria culpa (mande essa da qualidade do tempo para seu chefe e veja se cola. Pois é, com seu filho também não).

Para reflexão, deixo aqui um trecho do livro A Criança Terceirizada, do pediatra José Martins Filho:

“Em nossa sociedade já não se pode falar em patriarcado e matriarcado. O que temos realmente, salvo exceções interessantes, é a ausência de definições de papéis, de quem assume o que em relação à família ou aos filhos. As pessoas vivem com medo de ser criticadas, de assumir que tiveram a coragem de fazer uma opção pela família. O que se propõe? A volta da mulher à condição de dona de casa e rainha do lar? Claro que não, o que se propõe é a conscientização da paternidade e maternidade. Crianças choram a noite, nem sempre dormem bem, precisam de cuidados especiais, de limpeza, de banho, alimentação, ser educadas e acompanhadas até idade adulta. Será que todos os seres humanos precisam ser pais? Sejamos sinceros, nem todo mundo está disposto a arcar com esse ônus. Talvez seja melhor adiar um projeto de maternidade, e mesmo abrir mão dessa possibilidade, do que ter um filho ao qual não se pode dar atenção, carinho e, principalmente, presença constante.”

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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O que nós ganhamos quando a televisão saiu de cena

O que nós ganhamos quando a televisão saiu de cena

Cris Leão

Fonte: Pais e Filhos

TV saiu de cena

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“A concepção da normalidade é moldada pelos pensamentos…
mas quem molda nossos pensamentos?”

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Desde que entramos em uma escola Waldorf, fomos alertados sobre os muitos efeitos negativos que a televisão causa nas crianças. Hiperatividade, incentivo ao consumo, informações precoces, enfim, eu comecei a dosar a quantidade de televisão em casa. Mas quando entramos na escola Waldorf aqui em Miami, a coisa foi um pouco diferente. Tivemos que assinar um contrato dizendo que nossos filhos não iriam assistir televisão. Com aquele gingado brasileiro, assinamos mas não estávamos pensando em levar aquilo assim tão ao pé da letra. Se é que você me entende.

Acontece que logo que conheci o professor do João, fiquei muito encantada com a seriedade e comprometimento dele. Ele veio em nossa casa nos conhecer antes do início das aulas. Como de cara não viu nenhuma televisão, demonstrou uma tranquilidade ao falar: Ah, vocês não têm televisão? E nós respondemos com o rabo entre as pernas: É… na verdade temos. Mas eles assistem pouco. E o professor falou: Eu peço para que o João assista apenas nos finais de semana. Porque o cérebro da criança precisa do sono para assimilar o aprendizado. Se durante o dia, houve o estímulo da televisão com suas cores, informações, sons, imagens e mensagens muito fortes, o cérebro vai usar a noite para assimilar isto, não o aprendizado da escola.

E isso para mim fez todo o sentido, me lembrei das várias vezes que o João acordou no meio da noite falando sobre o filme que tinha assistido, ou acordou com pesadelos relacionados às histórias dos filmes. Então essa frase do professor foi suficiente para eu não precisar ler as 3 páginas de estudos de Harvard que a escola distribuiu comprovando a relação direta entre excesso de televisão e Déficit de Atenção, dificuldade de aprendizado e descontroles emocionais e na visão, devido a exposição à telinha. Respirei fundo, e como regra você tem que falar uma vez só e seguir em frente, com muito medo de fracassar, disse com toda certeza: A partir de hoje, televisão só no final de semana.

Isso foi em Agosto, minha gente! Estamos há quase 6 meses sem televisão nos dias de semana. E de lá para cá, a vida mudou muito por aqui. Eu fiquei mais cansada, mas até aí tudo bem, afinal cuidar deles é meu trabalho agora. Mas eles ficaram mais calmos e agora têm tempo para brincar. Aqueles brinquedos no armário não são mais meras peças decorativas.

Incentivo que façam o mesmo. Estabeleçam uma rotina. De 2 às 4 brincar livre. (E eles que se virem para achar graça em alguma coisa, se for para ficar com tédio, fica. Que problema tem isso?) De 4 às 4:30, lanche. De 4:30 às 5:30 colorir, pintar, desenhar, fazer um cartão para a vovó, fazer biscoito, enfim trabalhar com as mãos. Depois é banho, jantar e história para dormir. (Sim, sem a tv, o sono chega mais cedo) E pode variar, claro. Segunda e quarta de 2 às 4 é dia de passeio. Pode ser com a babá ou avó, não importa. O que importa é a rotina. Criança adora sentir que não está “solta”. Lembra aquele paninho (cueiro) de enrolar bebê, que eles ficam super calminhos? Pois a rotina dá essa sensação para os grandinhos também.

E quando a televisão fica seletiva, você percebe como a maioria do que passa ali é inadequado para as crianças. Excesso de barulho, excesso de efeitos especiais, excesso de gírias, ironia, muitas vezes excesso de bullying e excesso de publicidade. Aliás, até os próprios filminhos incentivam o consumo. Um dia eu vi a Barbie falando: “Amigas, esse vestido está fabuloso, ou está muito “last week” (semana passada). Fala sério. Inclusive, no que sua filha vai sair ganhando em ter a Barbie como influência para o que quer que seja?

Acredite. Sua vida vai mudar muito quando a televisão deixar de ser a protagonista da história da sua casa. As crianças param de pedir o tempo inteiro para você comprar o que viram ali e a imaginação volta para o lugar onde precisa estar: dentro delas.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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O Ser Humano como Sinfonia das Forças Universais – 11ª conferência

Lançamento de Tradução de Rudolf Steiner gratuita para download:

O Ser Humano como Sinfonia das Forças Universais

11ª conferência – 10 de novembro de 1923

Tradução: Gerard Bannwart

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“Contemple a planta!
Ela é da Terra
A borboleta aprisionada.

Contemple a borboleta!
Ela é do cosmos
A planta liberta.”

Rudolf Steiner

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Capítulo 4

Os segredos da organização humana

11ª Conferência – 10 de novembro de 1923

Traduzido por Gerard Bannwart

Temas:

  • O emprego do mineral no ser humano.
  • Sua conversão em éter de calor.
  • Do ser humano as forças se elevam de maneira humana para as hierarquias superiores.
  • O mundo vegetal é espelho externo da natureza para consciência moral humana.
  • A espiritualização do vegetal quando acolhido pelo organismo humano.
  • O processo do alimento vegetal dentro do animal.

Caso tenha cadastro na Biblioteca – acesse o texto, clique aqui…

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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A história das coisas

A história das coisas

Annie Leonard

Produção: Tides Fundation / Free Range Studios

consumismo

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“A nossa enorme economia produtiva… exige que façamos do consumo a nossa forma de vida, que tornemos a compra e o uso de bens em rituais, que procuremos nossa satisfação espiritual, a satisfação do nosso ego, no consumo… precisamos que as coisas sejam consumidas, destruídas e substituídas e descartadas a um ritmo cada vez maior.”

Victor Lebow

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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A consciência do Sagrado Feminino

A consciência do Sagrado Feminino

Mirella Faur

Fonte: www.teiadethea.org

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“O reconhecimento do Sagrado Feminino deve ser uma busca de todos, porém cabe às mulheres uma responsabilidade maior, devido à sua ancestral e profunda conexão com os arquétipos, atributos, faces, ciclos e energias da Grande Mãe.”

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Resgatando o passado, construindo o futuro

Durante os milênios da supremacia patriarcal, refletida nos valores espirituais, culturais, sociais, comportamentais e amparada pela hierarquia divina masculina, foi negada e reprimida qualquer manifestação da energia feminina, divina e humana. Resultou assim em uma cultura exclusiva e destrutiva, centrada na violência, conquista e dominação, com o conseqüente desequilíbrio global atual. Os homens – como gênero – não foram os únicos responsáveis pelas agressões e atitudes extremistas a eles atribuídas; a causa pode ser atribuída à maneira pela qual a identidade masculina foi criada e reforçada pelos modelos e comportamentos de “heróis” e “super-homens”. Fundamentados em seus direitos “divinos”, outorgados inicialmente por deuses guerreiros e depois reiterados pela interpretação tendenciosa dos preceitos bíblicos, os homens foram inspirados, instigados e recompensados para desconsiderar e deturpar as milenares tradições matrifocais e os cultos geocêntricos. Em lugar de valores de paz, prosperidade e parceria igualitária, foram instaurados princípios e sistemas de conquista, exploração e dominação da Terra, das mulheres, crianças e de outros homens.

Pela sistemática inferiorização e perseguição da mulher, o patriarcado procurava apagar e denegrir os cultos da Grande Mãe, interditando os seus rituais, “demonizando” e distorcendo seus símbolos e valores. A relação igualitária homem-mulher foi renegada, a mulher declarada um ser inferior, desprovido de alma, amaldiçoado por Deus, responsável pelos males do mundo e por isso destinada a sofrer e a ser dominada pelo homem. Os princípios masculino e feminino – antes pólos complementares da mesma unidade – foram separados e colocados em ângulos opostos e antagônicos. Enalteceu-se o Pai, negou-se a Mãe e usou-se o nome de Deus para justificar e promover o código patriarcal, a subjugação e exploração da Terra e das mulheres. A tradição, os cultos e a simbologia da Deusa foram relegados ao ostracismo e paulatinamente caíram no esquecimento. Patriarcado e cristianismo se uniram na construção de uma sociedade hierárquica e desigual, baseada em princípios, valores, normas, dogmas religiosos, estruturas sociais e culturais masculinas.

As últimas décadas do século passado proporcionaram uma gradativa mudança de paradigmas nas relações e nos conceitos relativos ao masculino e feminino. No entanto, para que este avanço teórico se concretize em ações e modificações comportamentais e espirituais, é imprescindível reconhecer a união harmoniosa e complementar das polaridades e procurar novos símbolos e rituais para o seu fortalecimento e equilíbrio. Com o surgimento progressivo de uma dimensão feminina da Divindade na atual consciência coletiva, está sendo fortalecido o retorno à Deusa e a revalorização do Sagrado Feminino.

Somos nós que estamos voltando à Deusa, pois Ela sempre esteve ao nosso lado, apenas oculta na bruma do esquecimento e velada pela nossa falta de compreensão e conexão com seu eterno amor e poder.

A principal diferença entre o Pai patriarcal, celeste e a Mãe cósmica e telúrica universal é a condição transcendente e longínqua do Criador e a essência imanente e eternamente presente da Criadora, em todas as manifestações da Natureza.

A redenção do Sagrado Feminino diz respeito tanto à mulher quanto ao homem. Ao esperar respostas e soluções vindas do Céu, esquecemos de olhar para baixo e ao redor, ignorando as necessidades da nossa Mãe Terra e de todos os nossos irmãos de criação. Para que os valores femininos possam ser compreendidos e vividos, são necessárias profundas mudanças em todas as áreas: social, política, cultural, econômica, familiar e espiritual. Uma nova consciência do Sagrado Feminino surgirá tão somente quando for resgatada a conexão espiritual com a Mãe Terra, percebida e honrada a Teia Cósmica à qual todos nós pertencemos e assumida a responsabilidade de zelar pelo seu equilíbrio e preservação.

O reconhecimento do Sagrado Feminino deve ser uma busca de todos, porém cabe às mulheres uma responsabilidade maior, devido à sua ancestral e profunda conexão com os arquétipos, atributos, faces, ciclos e energias da Grande Mãe.

Uma grande contribuição na transformação da mentalidade do passado e na expansão atual da consciência coletiva são os encontros de homens e mulheres em círculos e vivências comunitárias, para despertar e alinhar mentes, corações e espíritos em ações que visem a cura e a transmutação das feridas da psique, infligidas pelo patriarcado. Apaziguar a si mesmo, harmonizar seus relacionamentos, vencer o separatismo, reconhecer e honrar a interdependência de todos os seres, evitar qualquer forma de violência, dominação, competição ou discriminação são desafios do ser humano contemporâneo, no nível pessoal, coletivo e global. Incentivando a parceria entre os gêneros e a interação dos planos energéticos (celeste, telúrico, ctônico) criam-se condições que favorecem a expansão da consciência individual e contribuem para a evolução planetária.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Sobre a passagem dos 153 anos do nascimento de Rudolf Steiner

Sobre a passagem dos 153 anos do nascimento de Rudolf Steiner

Josef David Yaari

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“Rudolf Steiner esperava que todos os praticantes desta abordagem estudassem todas as práticas, doutrinas e diferentes expressões culturais, exercendo com arte a integração destes conhecimentos para o bem comum.”

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Com a passagem dos 153 anos do nascimento de Rudolf Steiner, façamos jus aos seus ensinamentos com atitudes novas perante as urgentes demandas da contemporaneidade.

Devo a Rudolf Steiner:

O estímulo para cultivar, ser guardião e exercer minhas atividades com o fundamento da Antroposofia que, sendo uma entidade de cunho espiritual, se explicita como uma metodologia integradora que dá base para a contínua elaboração de uma Meta-Epistème (meta=além, Epistème=metodologia científica) uma forma de conhecer inspirada no Goetheanismo e na Poética, que está além de ideologias, doutrinas ou quaisquer partidarismos ou polarizações, sempre sendo recontextualizada e, por isso, mantendo-se aberta a acolher o que é novo. Esta prática dá acesso (e mostra o caminho de como chegar lá) à realidade espiritual e à sua contraparte material, constituindo assim a base da Pedagogia Waldorf, da Medicina Antroposófica, da Agricultura Biodinâmica, da Economia Associativa e das tantas outras expressões na vida jurídico/política, econômico/financeira e cultural/espiritual.

Uma postura aberta, livre para todos os conhecimentos, evitando qualquer juízo sectário que se aparta dos outros conhecimentos. Rudolf Steiner esperava que todos os praticantes desta abordagem estudassem todas as práticas, doutrinas e diferentes expressões culturais, exercendo com arte a integração destes conhecimentos para o bem comum.

O fato de que ele (Rudolf Steiner) se irritava quando alguém dizia que isto ou aquilo é ou não é antroposófico. Porque para ele a Antroposofia é uma abordagem e não uma doutrina que teria verdades que poderiam se contrapor a outras verdades! É óbvio que por sua metodologia foram feitas muitas descobertas que formam “um corpo de conhecimentos”, mas como ampliação do conhecimento existente. Os médicos hoje devem estar atentos às novas descobertas da fisioterapia, da farmacologia em geral, da “Medicina Germânica”, da atualização de outras abordagens, etc. Isso vale para todas as outras áreas de atividades como a Pedagogia, a Agricultura, a Economia, etc., etc. Por isso ele propõe uma atitude antroposófica e não uma doutrina antroposófica;

A postura de participação social e política que obriga a me colocar abertamente a favor do pleno desenvolvimento de todos com respeito à diversidade, aos costumes e criativamente perante o jogo de poder, mantendo-me atento no sentido de não estar a serviço de poderes que diminuam o acesso de todos à emancipação do Ser em cada um.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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O Feminino e o Sagrado

O Feminino e o Sagrado

Entrevista com a Dra. Gudrun Burkhard

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“Não se nasce mulher: torna-se…”

Simone de Beauvoir

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Participe do curso Biografia e Caminho Iniciático:

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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A Agricultura Biodinâmica

A Agricultura Biodinâmica

Entrevista com Raphael Vasconcelos Balboni

agricultura

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“Essa nova maneira de pensar a terra requer compaixão, altruísmo e humildade, não foi nem será um caminho para a cobiça, o consumo obsessivo e a mente estritamente materialista.”

Raphael Vasconcelos Balboni

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1- Em que consiste a agricultura biodinamica?

A agricultura biodinâmica como movimento e sua metodologia, nasceu há noventa anos, onde hoje esta a atual Polônia, a partir de um ciclo de palestras do filosofo e doutor austríaco Rudolf Steiner, o mesmo fundador da Antroposofia, uma moderna ciência espiritual. Essa maneira de conceber a terra e seus mistérios propõem uma maneira viva e holística de entender a dinâmica do vivo a partir das grandes dimensões da própria vida, compreendendo em primeiro que é no cosmos que se espelha as origens e as leis que atuam no organismo vivo, seguindo as estrelas, planetas e constelações para imaginar certos arquétipos e forças aqui na Terra. Intuitivamente cada propriedade deve ser concebida como uma individualidade agrícola única, complexa e autossuficiente, ampliando a biodiversidade e integrando sistemas inteligentes para a otimização da produção. Objetiva-se produzir um alimento incrivelmente saudável, condigno com a necessidade de desenvolvimento físico, anímico e espiritual do ser humano, alimentos que sejam livres de toxicidades, produtos sintéticos, ou adubos hidrossolúveis advindos da indústria petroleira e ou bélica. Unindo o útil e o agradável, cada produto é desenvolvido com respeito e em harmonia com a natureza, observando seus ritmos e acompanhando suas tendências patológicas tanto quanto necessidades curativas, e para tal faz-se o uso de preparados, que são nada menos que medicinas homeopáticas para o solo, confeccionadas a partir de substancias minerais, vegetais e órgãos animais. Nada ainda se conhece que seja tao salutar quanto essa técnica, seus produtos e derivados são comprovadamente os mais saborosos e nutritivos. Garantidos em mais de cinquenta países sob o selo da marca Deméter.

 2- Qual o principal objetivo em divulgá-la?

Tratando-se de um planeta que vem sendo degradado a muito, com muito mais da metade das florestas destruídas, sofrendo erosão em muitas direções, desde genéticas até culturais, essa agricultura e seu modos vivere, assume uma tarefa de revitalização da consciência sobre oque realmente representa a agricultura para a sociedade como um todo. A biodinâmica quer garantir a sustentabilidade dos recursos, apoiando seus conceitos na atuação do homem a favor do cuidado e da manutenção da vida, em seus pressupostos morais e éticos, pensando nas gerações futuras e na construção de uma paisagem heterogenia. Seus princípios partem na direção de uma percepção onde todo o adubo necessário para a produção pode ser gerado no interior de cada propriedade, conciliando autossuficiência e economia energética. Dentro dos limites de capa sítio ou fazenda a paisagem será desenhada pela imagem do ser humano que busca o equilíbrio da variedade dos espaços de campo, pastagem, jardim, bosque, pomar, horta, floresta, cebres, várzeas etc, num todo indissoluto. Trata-se de uma agricultura para espiritualizar os homens, vitalizando a terra e de maneira geral salvando o planeta de abusos indiscriminados, totalitários e egoístas. Um modelo para o futuro da agricultura, que por sua vez, garante a dinâmica e a continuidade das sociedades ao longo dos tempos.

 3- É inspirada em algum modelo de outro país?

Sim, como disse ela nasce na Europa do século passado, suas primeiras fazendas surgiram na Alemanha após a primeira guerra, mas foi se disseminando por todo o continente, chegou a ser perseguida na França com a escusa de bruxaria, pelo uso dos preparados, mas hoje está sendo praticada por toda África, Ásia, Austrália e América.

4- No seu sítio, você a pratica e mantem um modelo de economia orgânica, certo? Como você classifica essa nova forma de pensar a terra?

Sim, em São Miguel Arcanjo, no interior paulista, vizinho ao Parque do Zizo (RPPN) na borda do maior continum de Mata Atlântica do pais, iniciamos um belo projeto de agricultura biodinâmica, com o proposito de incentivar o resgate desse saber primordial que a terra oferece, e demostrar a efetividade e o proveito desse modelo em seus aspectos ambientais, sociais, culturais e inclusive econômicos. Para tal lançamos mão na ideia de uma economia associativa, aproximando os consumidores de nós produtores e compartindo os benefícios dos ganhos naturais e de qualidade de vida com nossa comunidade. Quem pode ajuda também com doações quando compreende o serviço que estamos prestando. Nossos produtos são confeccionados e elaborados com primor, sendo oferecidos processados ou in natura na hotelaria do Sítio UOAEI. Desenvolvi aqui um clube para amigos e pessoas que apoiam o projeto, assim os produtos que são genuínos e naturais, podem ser colhidos e experimentados no próprio local com o prazer de desfrutar a vida rural. Essa nova maneira de pensar a terra requer compaixão, altruísmo e humildade, não foi nem será um caminho para a cobiça, o consumo obsessivo e a mente estritamente materialista.

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Participe de um Curso de Introdução à Agricultura Biodinâmica:

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O que são preparados biodinâmicos?

O que são preparados biodinâmicos?

Fonte: Associação Biodinâmica

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“Steiner afirma que adubar consiste em vivificar a Terra e com base nesta afirmação traz os preparados como sendo mediadores entre a Terra e o Cosmo, ajudando as plantas na sua tarefa de serem órgãos de percepção da Terra.”

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Os preparados biodinâmicos foram desenvolvidos por Rudolf Steiner, com base na Antroposofia, antes e durante o Curso Agrícola em 1924. Steiner afirma que “adubar consiste em vivificar a Terra” e com base nesta afirmação traz os preparados como sendo mediadores entre a Terra e o Cosmo, ajudando as plantas na sua tarefa de serem órgãos de percepção da Terra.

Estes podem ser divididos em dois grupos; os que são pulverizados no solo e nas plantas, e os que são inoculados em composto ou outras formas de adubos orgânicos como biofertilizantes e chorumes. Os Preparados tem uma numeração que vai de 500 a 508 que surgiu primeiramente como um código e nos dias de hoje facilita a comunicação internacional, entretanto é melhor utilizar o nome próprio de cada um quando nos referirmos a eles.

Os preparados podem ser considerados como remédios homeopáticos no que diz respeito às substâncias naturais utilizadas, aos processos de dinamização e a atuação através de forças e não de substâncias e por serem utilizados em quantidades mínimas, entretanto eles não se prendem a teoria ou a prática da homeopatia médica. Eles são elaborados a partir de plantas medicinais, esterco e silício (quartzo), que são envoltos em órgãos animais, enterrados no solo e submetidos às influências da Terra e de seus ritmos anuais.

Preparado Chifre-esterco – 500

Direciona-se ao solo e às raízes proporcionando maior atividade biológica e vitalidade favorecendo o desenvolvimento vegetativo da planta e as relações de simbiose da rizosfera.

Preparado Chifre-sílica – 501

Este é o “preparado da Luz” que atua trazendo forças da periferia cósmica e intensificando a atuação da luz solar. Este preparado é essencial para a estruturação interna das plantas e seu desenvolvimento assim como para a qualidade nutritiva das plantas e para a resistência a doenças.

Preparados para Compostagem – 502 a 507

Os seis preparados elaborados a partir das plantas medicinais milfolhas (502), camomila (503), urtiga (504), casca de carvalho (505), dente de leão (506) e valeriana (507), servem como suplemento ao composto, esterco, chorume e biofertilizante; conduzindo e organizando os processos de fermentação e decomposição. Por meio do composto preparado, eles colocam as plantas em uma condição na qual as forças do Cosmo sejam mais atuantes.

Fladen – 508

Outra forma de uso dos preparados de composto é através do Fladen. Este “preparado acessório” foi elaborado posteriormente a Rudolf Steiner inspirado em uma prática a muito utilizada pelos agricultores europeus. Este preparado é elaborado com esterco fresco consistente e bem formado misturado a pó de basalto e cascas de ovos trituradas e aplicam-se os preparados. Direciona-se a “compostagem laminar” trazendo as forças dos preparados para compostagem no local de aplicação.

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Para quem se interessar no serviço de aplicação de preparados Biodinâmicos e Flowforms:

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

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