Arquivo mensais:maio 2014

Platão e a caverna digital

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Platão e a caverna digital

Eugênio Mira

Fonte: www.obviousmag.org

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“Sentado em frente ao computador, conectado à internet, falando ao celular, o homem caminha com a tecnologia atando sua cabeça e o capitalismo acorrentando suas mãos, descendo cada vez mais fundo em sua caverna digital, enquanto a vida passa, em altíssima definição, em suas costas.”

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A tecnologia nos liberta? Ou a tecnologia nos escraviza? Traçando um paralelo entre um antigo diálogo filosófico e um filme contemporâneo, podemos tentar uma visão mais realista da imersão contínua em informações que sofremos e das suas consequências.

“Imagine-se em uma caverna. Você tem seus braços e sua cabeça acorrentados e tudo que vê são as sombras do mundo real projetadas no fundo da caverna…”. Assim começa um dos mais famosos diálogos filosóficos da história. Platão tenta demonstrar para seus interlocutores como o mundo em que vivemos pode ser um contorno abstrato da realidade. Através da metáfora da caverna, ele mostra como a nossa noção de realidade pode ser limitada por nossos sentidos, e dá início a uma das discussões mais fecundas do pensamento filosófico.

Mas e hoje? É possível confiar nos sentidos? Vamos transpor o mito da caverna para nossos dias. Imagine um homem em um equipamento que controlasse todas suas funções sensoriais. Espaciais, visuais, táteis, etc.. Este homem está ligado a uma máquina, a qual cria em sua mente todas as sensações de uma vida. Em sua mente ele se vê indo trabalhar, jantando um bom prato e sorrindo com amigos. Seu cérebro pensa que realmente usa suas pernas, que sua língua saboreia e que seus olhos vêem. Mas não é essa a realidade. Se ele fosse desligado da máquina, o que acreditaria ser mais real? E se tentasse despertar os outros? Como reagiriam?

Essa é a premissa do filme “Matrix” (1999). Em um mundo apocalíptico, máquinas controlam seres humanos, fazendo com que eles pensem que vivem a realidade, quando na verdade estão em casulos. Apesar do exercício exagerado de criatividade, nesse caso, ele ilustra bem a imersão do homem moderno na teia tecnológica. Com o ouvido colado ao celular e os olhos na tela do computador, passamos a desprezar de certa forma a realidade externa, e nos afastamos do convívio pessoal. Hoje se aprende através de vídeos e ensina-se através da internet. Nesse cenário, perde-se cada vez mais a capacidade de apartar o que é induzido da realidade palpável, uma vez que se tem cada vez menos contato com a realidade e se é cada vez mais induzido.

Hoje se consome informação como nunca, a todo o momento, mas muito pouco dessa informação é transformada em conhecimento legítimo. O excesso de informação tornou-a item de pouco interesse, pouco valor. O “aprender” perdeu espaço para o “informar”, e cada vez mais a mídia está entupida com informação que não vale de nada, exceto entreter. Os celulares enviam e-mails e os automóveis mostram a previsão do tempo, mas não se sabe mais como escrever um cabeçalho de carta, ou como se formam as nuvens. Não se vê mais a informação, mas através dela.

Em uma metonímia cultural, trocou-se o fim pelo meio, e cada vez mais o homem emburrece enquanto pensa que aprende. Sentado em frente ao computador, conectado à internet, falando ao celular, o homem caminha com a tecnologia atando sua cabeça e o capitalismo acorrentando suas mãos, descendo cada vez mais fundo em sua caverna digital, enquanto a vida passa, em altíssima definição, em suas costas.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Brinquedos condizentes com a idade

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Brinquedos condizentes com a idade

Extraído de M. Glöckler e W. Goebel, Consultório Pediátrico – um conselheiro médico-pedagógico, trad. Sonia Setzer, São Paulo: Editora Antroposófica,. A última edição brasileira é a 3ª, de 2002; o texto a seguir contém as alterações da 19ª ed. alemã, de 2013, sendo preparada pela tradutora para a nova edição brasileira.

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“Na verdade, o brinquedo adequado é todo objeto que desperta uma atividade intensa na criança, representando tão pouco por si mesmo que ela possa equipá-lo com sua imaginação e determiná-lo sempre de outra maneira.”

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No início da vida a brincadeira é, principalmente, exercício dos sentidos e imitação. A oferta e a escolha de brinquedos adequados representam hoje um verdadeiro problema. As crianças são literalmente soterradas sob um monte de brinquedos industrializados sofisticados, considerados especialmente adequados para ela. Entretanto, quem já observou uma criança brincando, mergulhada em seu próprio mundo, constata quão pouco essa atividade está relacionada com essa oferta de brinquedos.

Brincar é a tendência de a criança tornar-se ativa em seu ambiente. Ela faz o que vê os outros fazer. Com dois anos de idade, mexe entusiasmada com um pauzinho no chão e cozinha uma sopa, como a mãe. Tal qual esta, também quer mexer nos ‘botões’ quando ela está utilizando algum aparelho eletrodoméstico. Além disso, também quer fazer ‘clique’ quando o pai tira fotografias em sua presença. Quer examinar os pratos que, antes das refeições, fazem um barulho tão alegre ao serem retirados do armário.

Ela vivencia a realização em sua atividade, e não na contemplação de uma boneca de plástico perfeita ou de uma caricatura de um animal. Numa boneca sem rosto, ou com apenas três pontos dando a indicação da fisionomia, a fantasia infantil cria o que está faltando. A boneca ri, chora, fica zangada ou com sono. Bonecas que sorriem eternamente ou até ‘falam’ geram imagens persistentes desprovidas de veracidade, estagnando a fantasia.

Qual é, então, o brinquedo adequado? No primeiro ano de vida, por exemplo, uma boneca cuja confecção seja a mais simples possível: um pequeno retalho de seda, em cujo centro se coloca um chumaço de lã de carneiro lavada e bem desfiada depois de seca, o qual adquire uma forma redonda (a cabeça) quando envolvido com o tecido e amarrado com um fio, enquanto se dão nós nas pontas laterais, que são as mãos. Mais tarde a boneca pode ser de madeira, e pode ser deitada ou colocada em pé; depois, ainda, uma boneca de flanela macia etc. Na verdade, o brinquedo adequado é todo objeto que desperta uma atividade intensa na criança, representando tão pouco por si mesmo que ela possa equipá-lo com sua imaginação e determiná-lo sempre de outra maneira. Um dedo, no qual se possa observar os movimentos e tudo o que ele sabe fazer, pode ser um brinquedo. Igualmente a ponta de um travesseiro, a qual pode ser dobrada ou afundada. Brinquedo é uma caixinha que se abre e fecha e na qual se podem colocar objetos e tirá-los outra vez. Brinquedo também é um pedacinho de madeira com o qual se possa bater na mesa, explorando os ruídos. Mais tarde, é uma torneira ou uma tampa de garrafa, com a qual se possa pegar água e criar um lago; também uma panela na qual se batuque com uma colher de pau é interessante, ou uma bola colorida de tricô recheada com lã de carneiro, que possa ser empurrada, jogada ou embrulhada; pequenos panos coloridos, com os quais se possa cobrir e novamente descobrir todo tipo de coisas.

Por que é tão importante que o pai, a mãe, os tios e os avós dêem de presente bons brinquedos? Porque os brinquedos habituais, perfeitos, inventados para as crianças, não deixam espaço para a imaginação infantil. Além disso, o material, as cores e as formas da maioria deles geralmente pecam contra o sentido de realidade e contra a sensibilidade estética. As requintadas possibilidades de movimento e os efeitos luminosos dos brinquedos técnicos fazem da criança uma mera espectadora, em vez de colocá-la em atividade. Na brincadeira, trata-se de dar à criança a possibilidade de desenvolver sadiamente seu corpo pela atividade própria e pela fantasia livre e criativa. Em sua obra A educação da criança segundo a Ciência Espiritual, Rudolf Steiner diz o seguinte:

… a criança não aprende por instrução, mas por imitação. E seus órgãos físicos adquirem forma pela influência do ambiente físico. A visão se desenvolve sadiamente quando existem no ambiente da criança fenômenos apropriados de luz e cor; no cérebro e na circulação sangüínea formam-se as disposições para um sentido moral sadio, desde que a criança perceba em seu ambiente fatos morais. Se antes da idade dos sete anos a criança vê ao seu redor somente atitudes tolas, o cérebro adquire formas tais que a capacitam apenas para tolices na vida posterior (…) Se os homens pudessem olhar, como pode fazê-lo o pesquisador espiritual, para dentro do cérebro empenhado em estruturar suas próprias formas, com toda a certeza só dariam a seus filhos brinquedos suscetíveis de avivar as forças plasmadoras do cérebro. Todos os brinquedos que possuem apenas formas mortas e matemáticas destróem as forças plasmadoras da criança, enquanto tudo o que faz surgir a idéia da vida atua de maneira sadia.

A correlação entre atividade corpórea sensata e habilidade com formação das estruturas cerebrais é conhecida há tempo. O melhor tratamento de distúrbios da fala e dislexia é feito com exercícios de habilidade, equilíbrio e orientação espacial, bem como, de maneira geral, com o treino das atividades sensórias com materiais adequados.

Pontos de vista desse tipo, favoráveis ao desenvolvimento da criança, muitas vezes são opostos aos interesses comerciais e à conquista de novos mercados de consumo no âmbito infantil. Se as famílias chegarem por si mesmas a reconhecer o que fortalece as crianças, pode-se prevenir falta de imaginação, de vigor anímico-espiritual e vazio interior. Atualmente, alguns pais já perguntam se uma causa importante da dependência de drogas, tão difundida hoje em dia, não reside no fato de a criança, desde pequena, ser educada para ser dependente de aparelhos ‘interessantes e entretenedores’, não encontrando espaço para desenvolver uma atividade própria satisfatória e uma ocupação com o meio circundante.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Conteúdo Pedagógico: Regras Áureas

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Conteúdo Pedagógico:

Regras Áureas

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“Uma das nossas grandes preocupações é dar uma formação integral ao homem: ao seu pensar, sentir e querer, dirigido portanto à cabeça, ao coração e à sua mão. Queremos que ele conheça, no momento certo, tudo que o envolve, quanto Natureza e Vida Humana.”

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Uma das nossas grandes preocupações é dar uma formação integral ao homem: ao seu pensar, sentir e querer, dirigido portanto à cabeça, ao coração e à sua mão. Queremos que ele conheça, no momento certo, tudo que o envolve, quanto Natureza e Vida Humana. Durante o período do professor de classe, isso não pode ser conseguido de forma científica abstrata, mas sempre de modo tal que a criança sinta tudo isso referindo-se a ela própria.

“Relacionar tudo com o ser humano.”

Nós, homens modernos, sentimos muitas vezes dificuldades em admitir esse princípio válido para a criança em geral: primeiro fazer, em seguida compreender. O adulto se escusa, com razão, a fazer algo que ele não compreende. É o contrário que vale para a criança, ela precisa, primeiro, passar por experiências, chegando, mais tarde, a compreendê-las!

Deveríamos nos esforçar, na medida do possível, na prática do ensino, para ir do todo às partes, o caminho analítico corresponde ao processo evolutivo do mundo. A diversidade nasceu da unidade. Não era o átomo, aquilo que existia no começo! Esse caminho metodológico é particularmente indicado para o Cálculo e para a Gramática.

Vale para a primeira idade escolar este princípio: tudo que for dito ou feito deve ser belo. Seja no modo de falar do professor ou na maneira como ele escreve na lousa. A criança precisa ter esta vivência: o mundo é belo. O professor tende a ver o que o mundo não é perfeito. Mas sua tarefa e o seu hábito devem consistir em ver, em toda parte, o que é belo, e pô-lo em evidência. Assim, a criança se esforçará também para fazer os seus trabalhos com cuidado e esmero, metamorfoseando esse esforço, para desenvolver um autêntico interesse pelo mundo” .

■ A matéria do ensino não deveria ser exposta por meio de conceitos definidos, mas por imagens. É o significado desta regra: dar a tudo a forma  de imagem. A fonte, o rio, um rochedo, uma árvore, uma flor, a estrela polar, mesmo as leis físicas e químicas, da atração e da repulsão e enfim, de toda a realidade prosaica, pode tomar-se um símbolo ou uma metáfora, desde que o professor os caracterize de uma maneira imaginativa. Lembrando as palavras de Goethe, ele dizia: “Em tudo que existe, há uma parábola, e é dessa que minhas crianças têm necessidade”. As imagens dadas pelo professor devem ser levadas à alma da criança permeadas de calor e com o sentimento de total convicção interior. Durante toda a sua vida, as crianças haurirão forças de um ensino que flui a partir do coração e não apenas a partir da cabeça.

■ Toda atividade necessita de ritmo. Assim como a vida transcorre entre polaridades, o que dá origem a um ritmo sempre repetido e que conserva a nossa saúde, a criança precisa, no âmbito do ensino, de uma alternância entre o movimento e o repouso, entre o escutar e a atividade própria, entre a atividade em coro e a individual, entre a consciência plena e o penetrar em imagens. Resulta daí uma inspiração e uma expiração da alma que age sobre o corpo, ora mais, ora menos intensamente. É preciso “ler” nas próprias crianças o que necessitam a cada momento.

■ Rudolf Steiner desejava que a escola Waldorf estivesse totalmente integrada com a maior força e segurança na realidade da vida atual 2′. Nada de alheio à vida deveria constar do currículo ou ser transmitido às crianças. Em tudo que se fizer, deveria preponderar a realidade prática

■ Por outro lado, temos que “poupa?’ a criança, para que não “envelheça” prematuramente, coisa que a nossa época e o nosso mundo-ambiente pretendem conseguir por todos os meios, logo, é necessário desenvolver o querer, a fantasia eco calor anímico tão intensamente quanto o intelecto.

É dessa maneira que a criança atravessa o segundo setênio junto com o professor de classe, “…atravessando o portal matutino do Belo” (Schiller) e vindo a conhecer o mundo. No terceiro setênio ela passará do mero conhecimento ao entendimento, que a levará a adquirir cultura geral através das suas indagações sobre o ser humano e sobre o mundo. A especialização profissional deve ocorrer depois da escola, no quarto setênio, quando começam as diferenciações da biografia individual.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Não me delete, por favor!!!

Não me delete, por favor!!!

Luciana Chardelli

Fonte: www.lounge.obviousmag.org (clique e conheça!!!)

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“Estamos todos numa solidão e numa multidão ao mesmo tempo.”

Zygmunt Bauman

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O sociólogo polonês Zygmunt Bauman declara que vivemos em um tempo que escorre pelas mãos, um tempo líquido em que nada é para persistir. Não há nada tão intenso que consiga permanecer e se tornar verdadeiramente necessário. Tudo é transitório. Não há a observação pausada daquilo que experimentamos, é preciso fotografar, filmar, comentar, curtir, mostrar, comprar e comparar.

O desejo habita a ansiedade e se perde no consumismo imediato. A sociedade está marcada pela ansiedade, reina uma inabilidade de experimentar profundamente o que nos chega, o que importa é poder descrever aos demais o que se está fazendo.

Em tempos de Facebook e Twitter não há desagrados, se não gosto de uma declaração ou um pensamento, deleto, desconecto, bloqueio. Perde-se a profundidade das relações; perde-se a conversa que possibilita a harmonia e também o destoar. Nas relações virtuais não existem discussões que terminem em abraços vivos, as discussões são mudas, distantes. As relações começam ou terminam sem contato algum. Analisamos o outro por suas fotos e frases de efeito. Não existe a troca vivida.

Ao mesmo tempo em que experimentamos um isolamento protetor, vivenciamos uma absoluta exposição. Não há o privado, tudo é desvendado: o que se come, o que se compra; o que nos atormenta e o que nos alegra.

O amor é mais falado do que vivido. Vivemos um tempo de secreta angustia. Filosoficamente a angustia é o sentimento do nada. O corpo se inquieta e a alma sufoca. Há uma vertigem permeando as relações, tudo se torna vacilante, tudo pode ser deletado: o amor e os amigos.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Conteúdo Pedagógico: Trabalho com os pais

Conteúdo Pedagógico:

Trabalho com os pais

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“Os educadores significativos da criança em idade escolar são os pais e os professores. Para o bom desenvolvimento da sua personalidade é importante que os educadores atuem em harmonia entre eles. Os pais precisam possuir a compreensão da Pedagogia Waldorf, das medidas pedagógicas dos professores e ajudá-los nessa empreitada. Os professores precisam estar informados sobre a situação específica de cada criança e conhecer o seu ambiente familiar.”

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Os educadores significativos da criança em idade escolar são os pais e os professores. Para o bom desenvolvimento da sua personalidade é importante que os educadores atuem em harmonia entre eles. Os pais precisam possuir a compreensão da Pedagogia Waldorf, das medidas pedagógicas dos professores e ajudá-los nessa empreitada. Os professores precisam estar informados sobre a situação específica de cada criança e conhecer o seu ambiente familiar. Isso vale em particular para os professores de classe que podem, por sua vez, informar os professores de matéria nas conferências de classe ou por meio de conversas pessoais.

Se isso não ocorrer, ou se ocorre apenas de maneira incompleta, surge o perigo de as medidas pedagógicas dos pais e dos professores estarem conflitantes. As crianças ficando expostas a isso vão carecer de segurança interior, pois sofrem as influências das divergências entre os seus educadores.

Nos anos seguintes, quando a criança retrair-se e lutar pela sua autonomia interior, certos conteúdos dados na escola podem chegar ao lar de uma maneira distorcida, criando mal-entendidos entre os pais e os mestres. Poderá acontecer também que alguns alunos criem, na época da puberdade, um certo antagonismo entre pais e professores, quando houver entre eles pouca colaboração. Por isso a colaboração entre pais e professores é um dos esteios da Pedagogia Waldorf.

Logo que o professor de classe conhecer um pouco as crianças, professor e pais deveriam se conhecer no primeiro encontro de pais. Os pais tem a oportunidade de conhecer as expectativas dos professores e as causas de seu procedimento, assim os mal-entendidos eventuais podem ser eliminados logo de início. O novo professor deveria informar-se com os colegas mais experientes sobre a forma de conduzir as reuniões com os pais. Seria aconselhável que ocorresse, de vez em quando, um debate a esse respeito nas conferências. Existe, por exemplo, o problema de quanto tempo deveria ser reservado ao relato dos professores. Além do professor de classe, todos os colegas que trabalham com ele deveriam ser incluídos. Antes da matrícula é oportuna a organização de cursos pedagógicos de introdução, pois nem tudo pode ser debatido no primeiro encontro com os pais. Como alternativa pode haver vários encontros com curtos intervalos.

Também é útil a organização, durante o ano escolar, de cursos sobre problemas pedagógicos ou cursos de introdução em matéria artística (por exemplo: Euritmia ou Arte da Fala). Visita dos professores à residência dos pais costumam intensificar a confiança recíproca. A sua realização depende de um livre entendimento entre pais e professores, é uma questão de tato. Quando a visita é anunciada, a criança fica excitada por horas, esperando a visita. Ela vivendo, em seguida, a harmonia, cheia de confiança recíproca, entre seus educadores, o interesse do professor por seus brinquedos, livros e em toda a atmosfera da sua vida. A criança entende também que seus pais e professores querem conversar entre eles. Se essa conversa for fecunda, tal visita pode ser o início de uma base de confiança que durará anos e poderá resistir, mais tarde, a eventuais tempestades.

Festas mensais públicas 22 deveriam existir em todas as escolas. Pelo menos uma vez por ano, pais e outros interessados deveriam tomar parte naquilo que as crianças normalmente apenas relatam. Aí se vivenciam recitações de poesias, a euritmia, os jogos, o canto e a música em comum, não só da classe do próprio filho, mas também das outras. Isso pode ajudar a corrigir certos julgamentos inclusive a respeito da própria criança.

Em várias escolas, as classes mostram aos pais, avós, etc., o que têm feito, principalmente em matéria artesanal. Isso pode ocorrer num sábado, como por exemplo: uma manhã ou tarde com os pais, o contato social numa pequena excursão ou visita, podem completar esse encontro.

A colaboração será proveitosa quando os professores estiverem à disposição para conversar individualmente com os pais, que é ,no fundo, algo óbvio. Tais encontros costumam ocorrer na própria escola, mas podem também ser realizados em outro lugar, a pedido dos pais. A iniciativa deveria partir do professor quando o aluno apresentar problemas de aprendizado ou de comportamento social. A situação individual da criança será analisada em tais conversas. Às vezes isso leva a uma conversa sobre a criança na conferência pedagógica ou a uma terapia adequada.

Quase todas as escolas têm anualmente uma feira de presentes (bazar), eventualmente organizada pelos pais. Um bom contato pessoal entre estes pode ser conseguido por atividades em comum, por exemplo: a confecção de objetos artesanais.

Sempre é possível intensificar, ainda mais, o trabalho em comum dos pais. Quando existir uma relação de confiança e um interesse pela escola como um todo, um número cada vez maior de pais assistirá também aos encontros gerais, jogos e reuniões da entidade mantenedora, mesmo quando não diretamente relacionados com os próprios filhos. É nesse círculo que geralmente surgem os pais que querem ser responsáveis pela escola inteira, colaborando nos grêmios dos pais, na diretoria da escola e pela participação em congressos pedagógicos de âmbito supra-regional.

Todo o trabalho com os pais exige dos professores muita responsabilidade. Mal-entendidos podem ter conseqüências fatais, ao passo que pais que confiam na pedagogia criam um ambiente protetor, um invólucro que protege a Pedagogia Waldorf.

Uma escola que possui alguma experiência, geralmente não estará despreparada para enfrentar situações que possam implicar em certos conflitos com os pais. Convém pensar sempre na melhor maneira de enfrentar eventuais problemáticas. Os próprios pais deveriam pensar nisso. Por exemplo, é importante que se saiba quando uma discussão deve passar da conversa pessoal à responsabilidade de um grupo, para garantir a objetividade e para evitar o desgaste de alguns. As opções entre várias possibilidades deveriam ser comunicadas aos pais por meio de uma circular ou coisa parecida. Eis, a título de sugestão, um exemplo tirado das “informações” de uma escola .

“Nos últimos tempos, houve várias perguntas quanto à instância à qual seria passível dirigir-se em caso de divergências de opinião. Ora, existe em São Mateus a seguinte regra de ouro: “Se o teu irmão faz algo errado, procura-o e fala com ele. Se ele te escuta, terás conquistado um irmão. Se não te escuta, chama mais uma ou duas pessoas. Se ele ainda deixa de te dar-ouvidos, dirige-te à comunidade” (Mateus, cap. 18). A maior parte das divergências pode ser esclarecida e resolvida no primeiro passo. Assim, os pais procurarão o professor em questão ou vice-versa. Se os dois parceiros do conflito não chegarem a um entendimento, uma ou várias pessoas• de confiança serão solicitadas para participar. Do lado dos professores e dos pais, qualquer pessoa poderia ser chamada. O problema pode ser confiado à diretoria na conferência interna, a fim de ser tratado no seio desta ou ele pode ser debatido no âmbito da classe em questão. Obviamente, é sempre possível dirigir-se diretamente à conferência.

Quando não se chegara um entendimento entre as pessoas em conflito, sendo que a culpa disso podia estar numa delas, ou em ambas, a solução tem sido a transferência para outra escola, pois a falta de confiança paralisa qualquer trabalho construtivo com as crianças”.

A razão pela qual este relatório consta aqui, não se dá pelo conteúdo dos vários passos sugeridos, procuramos apenas recomendar que se chegue de antemão a um caminho possível.

Conheça mais sobre a Pedagogia Waldorf – clique aqui!!!

Este conteúdo está disponível na página de Conteúdos Pedagógicos – GERAL

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O ser humano segundo a Antroposofia

O ser humano segundo a Antroposofia

Fonte: www.abmanacional.com.br (clique e conheça)

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“O Eu humano desenvolve uma história individual, única: a sua biografia. Compreender o processo de saúde e de doença significa também compreender o momento biográfico, suas crises e seus frutos…”

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Segundo a Antroposofia, cada elemento, substância e ser vivo sobre a face da Terra fazem parte de um conjunto harmônico que respira como um verdadeiro cosmo vivo. Esse cosmo possui um aspecto sensível, visível e mensurável com o qual nos relacionamos através de nossos sentidos e que compreendemos racionalmente através da nossa ciência acadêmica, mas também possui um conjunto de forças não visíveis, o seu aspecto imaterial ou supra-sensível. Para a Ciência Espiritual de Rudolf Steiner, esse campo supra-sensível é tão real e passível de ser estudado, quanto o mundo material. O ser humano ocupa uma posição muito peculiar dentro dessa cosmovisão. Ele é considerado uma imagem condensada desse mundo ao seu redor. Um microcosmo em permanente interação com o macrocosmo material e espiritual.

Os três princípios constituintes do homem ou Trimembração

Quando contemplamos o corpo humano, podemos perceber três partes bem distintas: cabeça, tronco e membros. Por trás dessa aparente simplicidade esconde-se, no entanto, um dos grandes segredos da arte antroposófica de curar. Para um médico antroposófico, o ser humano é um organismo trimembrado. Aprofundando-se nessa direção, ao observarmos a cabeça, vemos que nela predominam os processos neurossensoriais. Se observarmos o cérebro, vemos uma estrutura de baixíssima vitalidade e alta especialização. Através da cabeça, a maioria dos estímulos sensoriais penetra no cérebro por meio dos pares cranianos. Uma outra característica da cabeça é que seus ossos têm formas planas e arredondadas e situam-se na periferia, de maneira a proteger o cérebro. No pólo oposto encontram-se o abdômen e os membros, com predomínio de intensa atividade metabólica, onde os processos de regeneração celular são muito ativos e há um “ir para o mundo” tanto através das mãos e dos pés, quanto através dos resíduos que eliminamos. Os ossos, nesse pólo, são longos e retilíneos e encontram-se protegidos por musculatura, dando-lhes sustentação. Entre essas duas regiões de características tão distintas, encontra-se o tórax, que, na Medicina Antroposófica, abriga o equilíbrio entre as polaridades descritas, sendo a sede do sistema rítmico, que promove a inter-relação saudável entre o pólo neurossensorial e o pólo metabólico. Aí encontram-se órgãos rítmicos: coração e pulmões, protegidos por um arcabouço, as costelas, que também se movimenta. E assim, resumidamente, temos um homem trimembrado em seus sistemas neurossensorial, rítmico e metabólico. Cada um deles permeia todo o organismo humano, mas concentram-se principalmente em uma região do corpo.

No caso do sistema neurossensorial, ele está mais concentrado na região da cabeça, mas sabemos que todo o corpo humano possui nervos.

O sistema rítmico concentra-se principalmente na região do coração e pulmões, isto é, no tórax, mas todo o corpo humano possui artérias que pulsam ritmicamente e a respiração também acontece em cada célula de nosso corpo.

O sistema metabólico concentra seus órgãos principalmente no abdome e o movimento ativo nos membros, mas cada parte do nosso corpo possui seu metabolismo e movimento próprios.

Na vida psíquica, essa trimembração pode ser identificada nas três atuações básicas: pensar, sentir e agir.

Os quatro elementos constituintes do ser humano ou Quadrimembração

“O homem é o que ele é através do corpo físico, do corpo etérico ou vital, do corpo astral (alma) e do Eu (espírito). Ele deve ser visto como homem sadio a partir desses membros; ele deve ser percebido, quando doente, no equilíbrio perturbado deles; para sua saúde devem ser encontrados medicamentos que restabeleçam o equilíbrio perturbado”.

Elementos fundamentais para uma ampliação da arte de curar – Rudolf Steiner e Ita Wegman

Uma das maneiras de apresentar o homem à luz da Antroposofia, é relacioná-lo com a natureza ao seu redor. Nessa abordagem, o homem é visto como um ser que compartilha semelhanças com os reinos mineral, vegetal e animal, mas que também se distingue deles pela presença da sua autoconsciência. Podemos dizer que o homem guarda em si todos esses reinos, sendo portador de quatro estruturas essenciais, de quatro elementos constituintes, também chamados de “corpos” no jargão médico-antroposófico.

Corpo físico: é a estrutura sólida, material, palpável e mensurável, sujeita às leis da física e da química. É o corpo que compartilhamos com os minerais. É uma estrutura totalmente inerte e morta quando não permeada pelo segundo elemento (corpo etérico).

Corpo Etérico ou Vital: são as forças responsáveis por todo o princípio da vida, seja nos vegetais, animais ou seres humanos. O corpo vital nos dá a possibilidade de desenvolvermos vida vegetativa: crescimento, regeneração e reprodução.

Corpo Astral (corpo anímico ou alma): são as forças da consciência, presentes nos reinos animal e humano, e que formam o fundamento para uma vida sensitiva. Tem um papel de “organizador” dos processos vitais e, de maneira didática, podemos dizer que ele manifesta-se como sistema nervoso e vida psíquica.

Organização do Eu (espírito): é o elemento característico do ser humano, que o distingue dos demais reinos e seres da natureza. É o responsável pela atuação saudável dos demais corpos e o aparecimento do andar ereto, da fala e do pensar. É a nossa individualidade, nossa entidade espiritual. Relaciona-se com os processos de calor no âmbito do organismo.

Uma analogia pode ser feita com os quatro elementos da medicina hipocrática e também da alquimia: terra (corpo físico), água (corpo etérico), ar (corpo astral) e fogo (Eu).

As etapas do desenvolvimento humano ou biografia humana

Uma das grandes contribuições da Antroposofia para a Medicina e a Psicologia é o aprofundamento do estudo das leis biográficas. Se observarmos o ser humano em seu processo de desenvolvimento, veremos que este se dá em ciclos de sete anos, marcados por acontecimentos significativos no campo biológico ou psicológico. Do nascimento aos sete anos de idade, vemos profundas transformações relacionadas com o crescimento e desenvolvimento neuropsicomotor. O bebê transforma-se em uma criança com pensar lógico, com sentimentos, vontade própria e muita agilidade. A troca dos dentes e o início da alfabetização, em torno dos sete anos, marcam essa mudança de ciclo. Aos quatorze anos, a maioria dos jovens atingiu a puberdade, marcando um amadurecimento biológico, e aos 21 anos geralmente buscam a sua independência da família, já tendo alcançado a maioridade jurídica. E assim, a alma humana vai se transformando junto com o seu corpo físico-biológico, à medida que o Eu, a individualidade, vai se aprofundando em seu caminho pela Terra. De maneira mais resumida, vemos três grandes marcos biográficos: do nascimento aos 21 anos; dos 21 aos 42 anos; dos 42 aos 63 anos/final da vida. Cada um desses ciclos pode ser dividido em três setênios com características muito definidas. Mas, num olhar abrangente sobre o ciclo de vida humana, vemos um início de vida com muita vitalidade física e pouca consciência; depois um período com maior desenvolvimento emocional e o “apropriar-se do mundo”, seguido geralmente por uma fase de maturidade, sabedoria e desenvolvimento de consciência social, mas com baixa vitalidade. No fim da vida há um “desprender-se do mundo”. Segundo a Antroposofia, o Eu humano tem uma trajetória encarnatória, descendendo dos mundos espirituais de onde se origina, do nascimento à metade da vida (por volta dos 42 anos), quando esse processo chega ao fim. Logo após começa a sua trajetória de volta aos mundos espirituais, caracterizando uma trajetória excarnatória, um processo ascendente. Entre esses acontecimentos, o Eu humano desenvolve uma história individual, única: a sua biografia. Compreender o processo de saúde e de doença significa também compreender o momento biográfico, suas crises e seus frutos.

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Oportunidade de formação em Biografia e Aconselhamento Biográfico:

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Madre Teresa de Calcuta

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Conteúdo Pedagógico: Como o professor deve se preparar e fazer a retrospectiva

Conteúdo Pedagógico:

Como o professor deve se preparar e fazer a retrospectiva

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“Quanto mais o professor se prepara, menos ele precisa exigir dos alunos, em matéria de tempo. Ele precisa se dar conta do que foi conseguido através do ensino e conscientizar-se quanto à resposta anímica dos alunos à matéria dada. Isso permitirá o aperfeiçoamento da sua memória e também a dos alunos.”

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O problema de como aproveitar o tempo disponível constitui um dos grandes mistérios da economia espiritual. Rudolf Steiner fez menção às longas horas de preparo. Em sua autobiografia, ele descreve as longas horas de preparo exigidas pela sua atividade de professor particular de um menino mentalmente atrasado, da família Sprecht, de Viena. A partir de manifestações posteriores percebe-se que ele esperava algo parecido dos “seus” professores Waldorf. Quanto mais o professor se prepara, menos ele precisa exigir dos alunos, em matéria de tempo. Ele usa o tempo deles, e não o seu, de uma maneira econômica. O que o professor pode e deveria fazer para as crianças, sem que elas estejam presentes e o observem conscientemente, vai desde o preparo da matéria e a reflexão sobre a maneira correta de dividira mesma até os pensamentos direcionados às várias crianças, vai da reflexão ao aprofundamento e finalmente à meditação. Cada professor deverá descobrir a seqüência econômica desses esforços direcionados ao seu trabalho. Trata-se da economia do trabalho do professor.

Rudolf Steiner insistiu sobre esses problemas com os professores da escola por ele dirigida. Na terceira palestra, Antropologia através da Meditação, há uma descrição detalhada do caminho a ser seguido e que levou à constituição da formulação final aqui adotada. Para enfrentar, a cada dia, a classe coma atitude mental correta, o professor necessita do conhecimento do ser humano que sempre lhe permite conceber idéias novas.

Estudar e assimilar a Antropologia

Entender a Antropologia através da meditação

Lembrar da Antropologia de forma criativa

Esses três esforços ajudam o professor a não ficar “azedo”, nem ressecado, mas sempre capaz de encontrar, de maneira autônoma, para cada faixa etária, através da introspeção, os métodos apropriados. Aí, é possível destacar os passos seguintes:

1. No preparo de um novo ano letivo ou de uma época, os fundamentos antropológicos são de suma importância. O professor deveria, no momento oportuno, isto é, nas férias ou algum tempo antes do começo da época, procurar os mais importantes critérios nos escritos pedagógicos de Rudolf Steiner. Assim, ele terá, numa atmosfera de tranqüilidade, uma visão do conjunto e não precisará viver “ao Deus dará”.

2. Convém, também, começar bem cedo com a programação da matéria a ser dada, inclusive com a escolha de poesias apropriadas. Os critérios antropológicos ajudarão o professor a fazer a escolha certa e a ter (principalmente no ensino de História e Geografia, no curso médio) a “coragem de omitir”. Caso contrário existe o perigo de submergir na abundância dos assuntos e de encher as crianças com excesso de conteúdos.

3. Se o professor conseguir fazer esse “preparo geral”, ele poderá dar forma, a todos os dias de aula, de acordo com as necessidades de vivências imediatas dos alunos. Como ele trabalha a partir de uma visão geral, então, poderá fazer isso de forma econômica.

4. Tudo o que o professor alcançar em matéria de aprofundamento antropológico e de preparo das matérias é de grande ajuda, para fazer progredir as crianças que estão sentadas à sua frente e para guiá-las com segurança. Isso deveria estar cada vez mais presente em sua consciência, enquanto prepara as suas aulas.

5. Os textos que o professor prepara para o cademo de época, não deveriam ser excessivamente longos; deveriam alternar com redações das próprias crianças, com poesias, com imagens e desenhos. Assim, ao terminar uma época, os alunos terão prazer em folhear seus cadernos e constatar felizes os progressos que têm feito. Por isso, o professor deveria devolvê-los rapidamente depois de tê-los visto e de ter feito as anotações para os boletins anuais.

Importância igual a um bom preparo da aula, cabe à retrospectiva do professor sobre um dia, uma semana ou sobre todo o ano escolar. Ele precisa se dar conta do que foi conseguido através do ensino e conscientizar-se quanto à resposta anímica dos alunos à matéria dada. Isso permitirá o aperfeiçoamento da sua memória e também a dos alunos. Assim, ao fazer o seu preparo, ele terá, na programação do ensino, uma espécie de “fio vermelho” condutor. Muitas vezes, essa avaliação posterior, por motivo de falta de tempo, não é levada a sério. Quem a realizar, conscientemente e regularmente, constatará que o preparo das aulas se torna melhor e mais rápido.

Não só a criança, mas o próprio professor tirará proveito da divisão rítmica do tempo. “Ritmo substitui força” isso pode significar que o professor de classe deve a incluir conscientemente o preparo de aulas em seu ritmo diário ou semanal. O calendário exterior deveria ser complementado por um calendário interior, individual. Se isso ocorrer, o professor poderá, mesmo depois de muito anos de trabalho, transmitir o conteúdo do “plano de ensino” de uma maneira viva, sem “afogar-se” no volume imenso das matérias.

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Dormir bem é preciso, e desde pequeno

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Dormir bem é preciso, e desde pequeno

Fonte: Fundação Maria Cecília Souto Vidigal

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“A concorrência é grande: celulares, tablets, TV… tudo fascina a criançada que, na hora de dormir, tem sempre algo mais a fazer e a noite passa a ser um “problema” para os pais, que não conseguem colocar os pequenos na cama, sem antes travar uma “batalha” de convencimento.”

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Muitos pais não sabem mais o que fazer: os filhos “brigam” quase todo o dia com o sono. Depois, chegam à creche ou pré-escola sem vontade pra nada. É importante analisar a situação e ajudar os pais a superar esse problema, mesmo porque a falta das noites bem-dormidas atrapalha o desenvolvimento da criança pequena.

A concorrência é grande: celulares, tablets, TV… tudo fascina a criançada que, na hora de dormir, tem sempre algo mais a fazer e a noite passa a ser um “problema” para os pais, que não conseguem colocar os pequenos na cama, sem antes travar uma “batalha” de convencimento.

E a situação piora na adolescência, quando naturalmente o relógio biológico atrasa duas horas. Só que, no dia seguinte, a escola continua no mesmo horário. Ou seja, dormem pouco.

Essa rotina faz mal em qualquer idade. Para os bebês, atrapalha o amadurecimento das funções neurológicas. Crianças pequenas ficam mais agitadas e irritadas.

O sono é o momento em que tudo o que a criança vivenciou no dia é devidamente “armazenado”. Segundo especialistas, quem descansa menos de dez horas por noite é mais propenso a desenvolver problemas cognitivos e de comportamento na escola.

Também é durante o sono que os hormônios que regulam o apetite e o metabolismo da insulina são produzidos. Isso significa que dormir pouco pode levar ao diabetes e à obesidade na adolescência.

Mas, o que fazer para que a criança pequena vá pra cama na hora certa e tenha uma boa noite de sono? A primeira mudança na rotina tem de vir dos pais. Ter um horário determinado para cada coisa é essencial, porque regula também o relógio biológico.

No caso de bebês, é preciso colocá-los no berço sempre no mesmo horário. Banho, massagem, música baixa e tranquila ajudam a criar um clima. Os pais não devem permanecer no quarto com a criança por muito tempo. O ideal é sair pouco antes de o bebê dormir de fato. Assim, nas várias vezes que ele acordar à noite, não encontrar o pai ou a mãe do lado será algo natural.

Para crianças até oito anos, o horário ideal de ir pra cama é por volta das 19h. Depois desse tempo, elas voltam a ficar agitadas. Vale desacelerar a rotina um pouco antes desse horário, evitando atividades agitadas e situações de estresse.

Criar rituais para dormir também ajudam os pequenos a entrar no clima: escovar os dentes, fazer xixi, ler, dar boa noite…

Com estas dicas, você pode ajudar os pais a cuidarem melhor do sono de seus filhos que, mais descansados, vão aproveitar as atividades na escola com total disposição.

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Conteúdo Pedagógico: A formação de grupos e o tamanho da classe

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Conteúdo Pedagógico:

A formação de grupos e o tamanho da classe

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“Não podem haver regras fixas para a divisão das classes. Elas podem ser determinadas com base na esperança de tornar o ensino mais proveitoso para os alunos.”

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Não podem haver regras fixas para a divisão das classes. Elas podem ser determinadas com base na esperança de tornar o ensino mais proveitoso para os alunos. Mas a divisão em grupos não garante um ensino melhor. Induzir a metade de uma classe a cooperar pode ser bem mais difícil, porque os alunos se destacam mais individualmente, do que em um grupo maior, que lhes impõe certos limites.

Rudolf Steiner mencionou, em um colóquio seminarístico da primeira escola Waldorf dedicado ao tema da divisão das classes, que a boa distribuição dos alunos tira o efeito negativo das classes grandes. Quando se tratava de dividir uma classe grande, ele preferia a divisão alfabética à separação de alunos melhores e piores.

Para o ensino de línguas estrangeiras ele sugeriu, em várias ocasiões, ministrá-lo em grupos de acordo com a capacidade, ou seja, não para a classe inteira, abrangendo várias classes e não as classes separadamente. Em matérias práticas, como as de trabalhos manuais, seria bom ter dois professores presentes, para ajudar os alunos que precisarem de assistência para continuar com o trabalho.

Quando o novo ano é planejado, convém à conferência examinar todas as classes, para decidir de novo em que matéria faz sentido, de um ponto de vista pedagógico, formar grupos. Toda a divisão das dasses tem também conseqüências financeiras e efeitos sobre a organização do horário, os quais devem ser levados em conta.

Em 1922, R. Steiner chegou a dizer: “Não vamos continuar com a divisão, pois isso destrói a organização da escola”. Nenhum professor deveria perdera oportunidade de dar aula numa classe grande. Mas também vale o princípio de que uma classe deveria ser dividida, se isso for necessário e possível.

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Medicina Antroposófica

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Medicina antroposófica

Fonte: Apoio Brasil

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“Utiliza-se uma abordagem holística (“salutogenesis”) que enfoca os fatores que sustentam a saúde humana através do reforço da fisiologia do paciente e da individualidade, ao invés de apenas tratar os fatores que causam a doença. A auto-determinação, autonomia e dignidade dos doentes é um tema central; terapias são acreditadas para aumentar as capacidades de um paciente para curar.”

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A medicina antroposófica é um dos desenvolvimentos das teorias de Rudolf Steiner, além da pedagogia Waldorf e a agricultura biodinâmica.

Medicina antroposófica é uma abordagem complementar à medicina que integra as teorias e práticas da medicina moderna com os tratamentos homeopáticos, terapias físicas e artetarapia e aconselhamento. A abordagem médica tem o seu fundamento em um entendimento espiritual-científico do ser humano que considera bem-estar e doença como eventos ligados ao corpo humano, mente e espírito do indivíduo.

Utiliza-se uma abordagem holística (“salutogenesis”) que enfoca os fatores que sustentam a saúde humana através do reforço da fisiologia do paciente e da individualidade, ao invés de apenas tratar os fatores que causam a doença. A auto-determinação, autonomia e dignidade dos doentes é um tema central; terapias são acreditadas para aumentar as capacidades de um paciente para curar.

O sistema médico antroposófico foi fundado em 1920 por Rudolf Steiner em conjunto com Ita Wegman como uma extensão à medicina convencional baseado na filosofia espiritual da Antroposofia. Convencionais tratamentos médicos, incluindo cirurgia e medicamentos, são empregados como necessários. Os médicos antroposóficos devem ter uma educação médica convencional, incluindo um grau de uma escola estabelecida e certificado médico, bem como estudo de pós-graduação extensa. Neste momento, existem práticas médicas antroposóficas em 80 países em todo o mundo.

Quer saber mais sobre a Medicina Antroposófica? Acesse:

http://www.abmanacional.com.br/

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Conteúdo Pedagógico: Aula Principal, a duração das épocas e as aulas de matéria

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Conteúdo Pedagógico:

Aula Principal

A duração das épocas e as aulas de matéria

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“O professor sempre poderá apelar para as forças revitalizadoras das crianças, ele sempre terá tempo suficiente para criar uma estruturação sensata. Ele precisa fazê-lo, pois nenhuma criança aguenta duas horas de um ensino uniforme. A tarefa pedagógica se dirige a todos os elementos anímicos (psíquicos) da criança, logo deve ocorrer uma alternância da atividade mental, da atividade rítmica e de tudo o que se refere ao querer, mesmo durante a aula principal. Resultou daí a estruturação, em parte rítmica, em trabalho e em atividade de contar histórias, deixando de lado, por enquanto, diferenças mais sutis.”

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O professor de classe tem a sorte de poder ensinar seus alunos todas as manhãs, das 8 até as 10 horas aproximadamente. Em algumas escolas, procura-se aplicar um sistema diferente, mas a norma é essa. Ele sempre poderá apelar para as forças revitalizadoras das crianças, ele sempre terá tempo suficiente para criar uma estruturação sensata. Ele precisa fazê-lo, pois nenhuma criança agüenta duas horas de um ensino uniforme. A tarefa pedagógica se dirige a todos os elementos anímicos (psíquicos) da criança, logo deve ocorrer uma alternância da atividade mental, da atividade rítmica e de tudo o que se refere ao querer, mesmo durante a aula principal. Resultou daí a estruturação, em parte rítmica, em trabalho e em atividade de contar histórias, deixando de lado, por enquanto, diferenças mais sutis. Foi Rudolf Steiner quem sugeriu essa diferenciação, embora talvez tenha usado uma terminologia diferente. É passível adotar uma seqüência diferente e ainda outros aspectos individuais, de acordo coma convicção do professor. Mas, urna vez encontrado o ritmo conveniente, este não deveria ser mudado arbitrariamente, pois a repetição tem um efeito terapêutico. No 1° ao 3° ano, reina, a esse respeito, uma certa concordância: a atividade rítmica costuma ser seguida por uma atividade pensante, seguida da parte volitiva, durante a qual são usados os membros. As várias partes exigem capacidades diferentes e o professor deverá treiná-las em si.

No decorrer do ano, o professor de classe ensina em épocas. Durante várias semanas, ele se aprofundará em uma matéria, conseguindo bons resultados, e, em seguida, ele a deixará, entregando os pormenores ao esquecimento. Rudolf Steiner descobriu o valor pedagógico frutífero do trabalho intensivo seguido pelo esquecimento. Ora, o professor deve fazer um uso correto disso, colocando as épocas de modo que a sua troca seja harmônica e benéfica para desenvolver as capacidades das crianças. No início, a escolha ainda é pequena e ela se tomará mais rica na medida em que a criança ficar mais velha. Aí, ele pode reagir à situação momentânea da classe, o que não é possível para o professor do ensino médio, e dar preferência a determinada época. Se as crianças precisarem do “mundo”, ele dará uma época de ciência natural, quando elas precisarem crescer em seu espaço interior, ele optará por uma época de linguagem ou de cálculos.

Mesmo assim, é importante que o professor faça, no início do ano escolar, um planejamento das várias épocas e da sua duração. A esse respeito, o número de semanas indicado por E. A. K. Stockmeyer, pode servir de orientação.

As indicações para o planejamento anual das época do 1º ao 8º ano e a duração das épocas em semanas dadas por E. A. Karl Stockmayer são apenas orientadoras, pois nem sempre a duração do ano corresponde à soma das semanas propostas.

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Para algumas épocas sugere-se, nesta obra, mais semanas do que consta desta tabela. Isso significa que o número de semanas não bastam para satisfazer todas as recomendações. O professor deve, portanto, ser elástico, e decidir em quais matérias ele quer dedicar um tempo maior ou menor. Mas precisa ter cuidado para que nenhuma matéria seja prejudicada por falta de planejamento. Rudolf Steiner esperava que a economia do ensino em épocas permitisse, nas últimas semanas, uma espécie de repetição geral das matérias tratadas durante o ano, para garantir uma melhor memorização. Mas, em geral, o tempo não é o suficiente, daí a necessidade de uma rememorização no início de cada nova época. O planejamento por épocas é muito importante porque o professor não se apoia em livros didáticos prescritos, mas desenvolve e “compõe” a matéria a ser ensinada durante o ano.

Na medida em que a classe “subir”, cada vez mais o professor sentirá a falta de tempo. Então, será importante seguir um certo ritmo, que decorre da natureza etérica da criança e coma qual ele deverá contar: é o ritmo do mês, de 4 semanas. Como professor de classe, ele tem a liberdade de determinar a duração da época, se possível, deve ser de 4 semanas. Ele fará a seguinte experiência: o interesse culmina e declina em seguida, podendo ainda fazer a retrospectiva e, ao mesmo tempo, formar-se a antecipação alegre do que virá a seguir. Muitas vezes as épocas são reduzidas e, quase sempre, isso não é antipedagógico. Seria melhoro professor decidir pela omissão de uma época do que dar épocas breves. Mas ele pode também, como resultado de sua visão abrangente, fazer com que uma época penetre em outra! Quanta coisa pode constar de uma época de geografia! Para Rudolf Steiner era muito importante que o professor fizesse um trabalho profundo, porém sucinto e econômico, e com isso pudesse ganhar mais tempo.

O professor nunca deveria deixar transparecer, no ensino, a pressão do tempo. Uma vez decidido pelo ensino de determinado assunto, deveria ser dado todo o tempo necessário. Quando, por exemplo, nos primeiros anos trata-se de copiar da lousa uma escrita bonita, toda pressa seria antipedagógica. A esse respeito, é necessário, às vezes, resistira certos alunos e pais que procuram resultados que não implicam em um processo manual perfeito, mas em resultados de caráter meramente cognitivo. O professor deve sempre ter consciência que o conhecimento adquirido é apenas o último fruto de um processo que começa com o “fazer”. A atividade correta é um processo de aprendizado onde o aluno adquire capacidades, e isso exige tempo!

O que faz com que existam diferenças entre como se lecionam as matérias dadas em aula principal e outras dadas em aulas individuais convencionais? Responder que a aula principal visa as matérias essenciais e que as aulas avulsas visam as matérias paralelas não satisfaz e ignora a realidade. Certas matérias “secundárias”, se fossem dadas sem as épocas, tornariam-se muito importantes, como foi demonstrado através de algumas experiências. Mas existe um aspecto que tem peso: certas atividades deveriam ser exercidas regularmente e não apenas durante períodos destacados. Pertencem a essas atividades, os exercícios físicos, seja na euritmia, na ginástica ou nos jogos. Da mesma maneira, espera-se um efeito favorável pela repetição regular na prática de um instrumento musical ou nos trabalhos manuais. Com referência às línguas estrangeiras, já pode haver questionamentos quanto à utilidade das aulas avulsas. Existe uma indicação de R. Steiner, no sentido de um conselho e de um desejo: que o aluno deveria, freqüentemente, mesmo que por pouco tempo, identificar-se com o espírito e com o som da língua estrangeira. Aliás, houveram tentativas de integrar uma língua estrangeira, na parte rítmica do ensino principal, nos três primeiros anos. O mesmo critério, de um ensino breve e repetitivo, poderia valer também para a religião, mas aí existe o problema dos professores virem freqüentemente de fora para dar o ensino como professores visitantes.

O professor de classe tem, com o ensino principal, uma vantagem que muitos outros colegas gostariam de ter: a de trabalhar com as crianças na parte mais dinâmica do dia. Mas se no colégio dos professores começa a reinar a opinião de que isso é apenas o resultado de uma convenção, que poderia ser modificada, o professor de classe não deveria insistir neste seu privilégio, mas sim defender o direito de as crianças terem uma vida de trabalho fluida e regular, esta é uma das fontes de energia para as mesmas, durante a época do professor de classe. Ele deveria eventualmente compensar o que os outros colegas não têm, as acompanhando a classe em suas várias aulas “de matéria”. Em parte, estando presente nessas aulas, mas sempre pelo seu interesse. Isso é – tanto mais importante quanto mais jovens forem os alunos.

Via de regra, o professor de classe deveria ensinar mais uma matéria, para completar sua carga horária. Não é necessariamente bom ministrar essa matéria em sua própria classe. Se tiver “jeito”, a sua presença adicional pode ser proveitosa. Mas também é possível que a preponderância de um professor se torne opressiva, principalmente quando não tem com as crianças o relacionamento sem tensão que deveria ter. Para o professor não é bom viver com sua atenção concentrada exclusivamente em uma classe. O seu olhar ficará mais livre se também vivenciar outras crianças. A melhor solução, em tais situações, é deixara decisão ser orientada pela conferência de professores.

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As crianças e as telinhas

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As crianças e as telinhas

Dr. Daniel Becker

Fonte: www.eugosto.de

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“O pior brinquedo para uma criança é aquele em que ela aperta um botão e a coisa responde com uma ação qualquer. Como não há nenhum espaço para a criatividade e a fantasia, ela se cansa em minutos. E aí ela pede outro – o que é ótimo para o mercado. Os tablets e computadores, por mais “educativos” que sejam, oferecem cenários prontos, interações fechadas, limitadas. Alguns jogos são geniais, admiráveis e sem duvida pedagógicos, mas certamente muito limitados diante do mundo infinitamente belo e complexo que é a imaginação e a criatividade de uma criança.”

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Atenção, mães e pais que desejam criar filhos mais inteligentes. Pesquisas diferentes apontam na mesma direção, aquela que os sábios de todos os séculos que nos antecederam já sabiam. Não é o Baby Einstein que vai fazer seu filho mais inteligente, não é ouvir Discovery em inglês, não é CD com Mozart (nada contra!), nem brincar com joguinhos inteligentes no tablet ou no iphone ou no computador, nem ligar a TV nos programas “educativos”. O que vai fazer seu filho mais inteligente, melhor, mais humano, mais bacana é interagir com gente e livros.

A melhor estimulação para eles são as trocas afetivas diretas, a interação com o outro, os cuidados do dia a dia – banho, refeição, conversa, passeios, o brincar. E, mais tarde, os brinquedos simples e os livros, que permitem que a criança crie seu próprio universo lúdico e imaginário. Naqueles momentos preciosos em que seu filho está interagindo com você, com livros, com bonequinhos, uma casinha, uma caixa de papelão e contando uma história pra si mesmo em voz alta, pode ter certeza de que ali ele está se tornando uma pessoa melhor.

E ainda aparecem reportagens mostrando que creches mais caras do Rio, as que cobram 2.500 reais, colocam Ipads no berçário. É curioso, pois a exposição precoce às telinhas e a estimulação excessiva pelos tecnologia é exatamente uma atividade nociva para o bebê, que queremos evitar.

Temos muitos motivos para deixar nossos filhos em frente à TV ou ao computador/tablet. É nosso próprio hábito e acabamos sendo permissivos para com nossos filhos. Todos sabemos como é difícil evitar: como a vida moderna nos pressiona a deixá-los o tempo demasiado à frente da telinha. Quem tem filhos em idade escolar sabe como a pressão dos pares e da sociedade em geral faz com que esses aparelhos dominem o mundo do entretenimento, da educação, do lazer, das relações interpessoais. Mas,precisamos permitir o excesso, ou pior, expor os bebês?

É preciso, no mínimo, saber que é nocivo e desnecessário. O tempo máximo de TV/tablets recomendado pelos experts da Academia Americana de Pediatria para crianças até dois anos é  zero! No entanto, mais de 50% dos apps da Itunes Store são direcionados para crianças pequenas. Criar o hábito muito precocemente – por exemplo, oferecer um tablet a cada vez que seu filho demonstra um pouco de tédio – pode conduzir a um comportamento quase compulsivo e a uma incapacidade de lidar com a vida real, que às vezes é simplesmente tediosa. É nos momentos de tédio que as crianças tem a oportunidade de ser criativas, de usar a imaginação, de aprender a fazer companhia a si próprias e a lidar com o estar só.

O excesso pode ter conseqüências mais sérias. O tempo de telinha está diretamente ligado à obesidade (a relação é simples: quanto mais tempo, mais quilos) e às dificuldades de atenção; a TV deixa as crianças no chamado “estado passivo alfa”- onde aprendem pouco, não questionam, não refletem, apenas absorvem as mensagens publicitárias. E, em média, uma criança brasileira é submetida a 15 a 20 anúncios de junk food (comida-veneno) por dia de televisão, além de mensagens que estimulam o consumismo desenfreado, a erotização precoce, a futilidade.

O pior brinquedo para uma criança é aquele em que ela aperta um botão e a coisa responde com uma ação qualquer. Como não há nenhum espaço para a criatividade e a fantasia, ela se cansa em minutos. E aí ela pede outro – o que é ótimo para o mercado. Os tablets e computadores, por mais “educativos” que sejam, oferecem cenários prontos, interações fechadas, limitadas. Alguns jogos são geniais, admiráveis e sem duvida pedagógicos, mas certamente muito limitados diante do mundo infinitamente belo e complexo que é a imaginação e a criatividade de uma criança.

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Conteúdo Pedagógico: A auto compreensão do professor de classe

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A auto compreensão do professor de classe

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“O professor de classe precisa ter a coragem para assumir a imperfeição, pois é só assim que o ensino se toma algo vivo, espontâneo e alegre. É isso o que as crianças querem e necessitam, assim como o ar que respiram.”

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O que vai ser dito neste capítulo a respeito do professor de classe corresponde a um ideal e, obviamente, poucos professores o atingem plenamente. Mas convém lembrar-se freqüentemente do ideal ao qual se pretende chegar e tê-lo como meta. É esse o nosso intuito. De outro lado, o professor de classe precisa ter a coragem para assumir a imperfeição, pois é só assim que o ensino se toma algo vivo, espontâneo e alegre. É isso o que as crianças querem e necessitam, assim como o ar que respiram.

Por que existe, durante tantos anos, o mesmo professor de classe? As crianças querem ser percebidas continuamente em seu desenvolvimento, durante um período bastante grande. Esse período da vida da criança deve tomar-se uma biografia na consciência do professor. O professor de classe pode recorrer a todas as ajudas necessárias. Conversas com os pais, com o médico da escola, com as euritmistas curativas, com os colegas. Conflui na consciência do professor de classe tudo o que a criança vivencia nesses sete a oito anos. O professor de dasse forma um envoltório anímico e etérico ao redor da criança cujas forças etéricas adquirirão uma certa autonomia, no início da idade escolar. Finalmente, esse envoltório resulta do fato do professor ensinar tantas matérias e assim ajudar na formação de uma imagem do mundo para a criança. Podemos dizer que ele contribui para formar, com as crianças, uma espécie de envoltório grupal da classe, o qual, de agora em diante, fará parte dessa entidade social.

O professor de classe pretende ser um espírito universal e não um especialista. Ao acompanhara classe durante sete ou oito anos, ele passará, junto com os alunos, por uma transformação significativa. As crianças percorrem várias etapas, se ele ficar sempre o mesmo, logo perderá o contato íntimo com elas.

1° ao 3° ano: O professor recebe as crianças com carinhosa preocupação, dando continuidade, no melhor sentido, às tarefas dos pais. Cria ao seu redor, um ambiente de contos de fadas e de sagas. Seu calor anímico envolve a classe. O estilo das suas narrações cria uma atmosfera de confiança ilimitada. Ele tem dentro de si as Artes, como a Música e a Pintura, ele viveu com elas e sabe como, de forma vivificante, estas atuam sobre a fantasia. A fantasia que ele desenvolveu com as crianças é, também uma linguagem, bem distante de todo o intelectualismo.

4° e 5° anos: Na medida em que cresce com as crianças, espera-se dele um conhecimento sempre mais rico sobre a natureza. Ele se esforça para entender os arquétipos do mundo, para lidar com as antigas profissões, para vivenciar a essência das plantas e animais. Ele tomará vivas, em seu interior, as personalidades dos grandes homens do passado e estará feliz quando se enriquecer graças a elas. Sua linguagem ficará mais rica e as palavras deverão transmitir todas as nuanças da vida anímica.

6° ao 8° ano: Ao chegar às últimas classes, ele dará provas de um pensar claro e de competência objetiva. Ele deverá ter conhecimentos das ciências, embora não precise ser um especialista. Mas ele poderá deixar entrever uma profundidade no pensar, que o especialista, por motivos de prudência, muitas vezes não deixa transparecer. Mas ele deverá, antes de tudo, demonstrar que conhece o mundo pela prática. As suas descrições das Ciências naturais podem chegar aos níveis dos processos de trabalho, por exemplo: as tecnologias. O professor deve submeter-se à disciplina de perceber os aspectos da vida econômica e do dinheiro e não deverá ficar alheio ao que as crianças fazem fora da escola, embora não seja necessário que ele vivencie diretamente todos os aspectos. Mas ele precisa saber quais são as influências do meio ambiente que atua sobre os alunos, e ele deverá deixar dano o que sabe.

A transição para o nível médio: O professor deve saber como acompanhar seus alunos no mundo de fora, de modo que eles consigam perceber, pelo olhar dele, a beleza e a riqueza desse mundo. Aí, ele poderá ter a coragem de não preparar o ensino nos menores detalhes, mas de aproveitara iniciativa daqueles alunos que desejam assumir essa parte. Isso significa deixar, pouco a pouco, o envoltório aconchegante que ele originalmente procurava dar às crianças. Se ele ocupa um espaço anímico excessivo, o choque no final da sua atividade pode ser muito forte e as próprias crianças começariam a demolir as barreiras que ele continua erguendo, então, a despedida pode se tomar explosiva.

Na medida que ele caminha com as crianças, as exigências em relação aos conteúdos se tomam maiores. Ele não pode saber tudo que se espera dele. Nessas condições, a economia no próprio aprendizado vem a ser uma virtude essencial. O professor de classe procurará ter, no momento oportuno, conversas com um professor do colegial, pedindo, por exemplo, que este lhe recomende um livro apropriado para lhe abrir a visão do mundo a partir do enfoque da química. Ele procurará participar de congressos de complementação pedagógica e o colegiado dos professores estará atuando, com sábia visão futura, em ajudá-lo nisso, mesmo quando ele esteja convencido de que não pode abandonar a sua classe nem por um dia. Apesar de todo apoio, enfrentará algumas épocas com bastante receio. Aí, a escola poderá eventualmente organizar uma substituição por um professor “de matéria”; mas nesse caso ele deixará de vivenciar o efeito pedagógico especial daquelas épocas, causado pelo fato de ter ministrado a mesma com grande esforço. No fim do período do professor de classe, essa solução poderá talvez facilitar a transição para o nível do ensino médio. Além disso, os próprios alunos poderão gostar de constatar, em “seu” professor de classe, o valor de um trabalho de equipe entre os professores.

Ao voltar a um primeiro ano, o professor de classe não precisa guardar na memória tudo que aprendeu nesses oito anos! Na segunda passagem, será mais fácil vivificar a matéria. É mais importante que ele esqueça certas expectativas que decorrem da sua experiência anterior, pois a nova classe certamente será bem diferente da última! E, algo que tinha dado bons resultados anteriormente, talvez não seja mais conveniente. O próprio professor amadureceu. As suas palavras atuam de uma maneira diferente. Muitos professores de classe têm feito a seguinte experiência: na primeira vez, eles receberam como um donativo aquilo que, na segunda, precisarão adquirir bem conscientemente. E, as crianças, devido à velocidade da mudança, já são de uma outra geração. Mesmo durante os oito anos, o professor deveria ter ficado em contato com outras classes, então, a “antiga classe” deixaria de ser o universo exclusivo das suas experiências pedagógicas e ele manteria a visão da escola como um todo.

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Como se contam os contos de fada

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Como se contam os contos de fada

Fonte: www.jardimdasamoras.com.br

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“Nos verdadeiros contos de fada (como os dos Irmãos Grimm) há uma lei impecável: “a recompensa do bem e o castigo do mal”. Esta lei forma a base na alma infantil. Mais tarde, verificamos que surgiu, no íntimo do homem a faculdade de discernir entre o bem e o mal que nos dá uma clareza na consciência e nos ajuda nos momentos de decisão; trata-se de um profecia, solução de problemas, de mantermos no caminho certo da verdade, do bem, da compaixão, do sentimento nobre e muitos tesouros para a vida em comunidade.”

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Muitos pais se perguntam se deve ou não contar contos de fadas para a criança. Os preocupa se lhe fará mal tal ou qual passagem horrenda, pois no conto se relatam acontecimentos cruéis que poderiam perturbar a inocência da criança. Muitas vezes pensando assim se decide eliminar tais contos. Em conseqüência, se priva a criança do melhor alimento para a alma, porque nos verdadeiros contos de antigamente estão contidos acontecimentos da alma, que têm suas raízes nas forças construtivas da humanidade. Os antigos sabiam disso e relatavam de forma tradicional os contos aos seus filhos. Dando-lhes vida aos contos de fadas ao relatá-los novamente, avivavam as crianças com a variedade dos acontecimentos narrados, avivando assim ao mesmo tempo suas próprias almas de adultos.

Uma boa narrativa comove ativamente a alma; dá asas aos sentimentos, ativa uma sã vontade e estimula a mente num entre jogos de pensamentos.

Com o conto de fadas bem narrado ativa-se e intensifica-se toda uma série de experiências na criança: passam por sua alma, uma atrás da outra, compaixão, crítica, tensão, alívio, tristeza, alegria, medo, coragem, etc.

Tais emoções não fazem mal à criança se a narrativa se constitui claramente de causa e efeito e prevalecer no final o sentido de justiça tão almejado pela criança que quer ver o mal sendo castigado e o bem recompensado. Fortalecendo assim na criança sua confiança no trunfo da bondade, fortifica-se também sua confiança na vida. Tudo isso estimula também as funções orgânicas e age benignamente. Contribui também a que aprenda a frear sua eventual inquietude e que não se perca nos anos posteriores num sentimentalismo barato por coisas superficiais.

Se conseguimos ainda, respeitando-a guiar sua vontade sem quebrá-la, dispor de forças suficientes para reparar (superar o grave, o sangrento, o cruel dos contos de fada sem impressionar-se mais do que o devido; e essa capacidade será transformada, mais tarde, numa fonte permanente de novas forças. (O Dr. Brun Bettlheim afirma que “os contos de fadas são a chave para ajudar as pessoas a desembaraçar os mistérios da realidade”).

Quanto mais a privamos destes contos de dragões e bruxas, etc, tanto mais fraca resultará sua alma de adulto. Mais tarde, quando as asperezas e as durezas da vida golpearem, lhe faltará o valor e a firmeza de haver aprendido através dos acontecimentos dos contos de fadas; seu comportamento será como um barco sem leme, açoitado pelas ondas da vida. Se os pais e os professores lhes proporcionaram esse “valor e coragem” destacados nos acontecimentos dos contos, se estas qualidades foram semeadas qual semente de força moral em sua alma, manejará o leme de sua sorte (destino) com a mão direita e segura, e estará preparado e armado contra as provas da vida, contra a intriga, o engano e o ódio, contra a sedução e o sofrimento.

Com o passar dos anos, quando ressurgem do fundo da alma as experiências obtidas de escutar com atenção os contos de fadas na nossa infância, as impressões que recebemos nos abrem e apresentam um aspecto bastante diferenciado; entendemos melhor seu conteúdo com a base adquirida na própria experiência; nos servem para dar-nos solidez interior e lucidez na crítica.

Nos verdadeiros contos de fada (como os dos Irmãos Grimm) há uma lei impecável: “a recompensa do bem e o castigo do mal”. Esta lei forma a base na alma infantil. Mais tarde, verificamos que surgiu, no íntimo do homem a faculdade de discernir entre o bem e o mal que nos dá uma clareza na consciência e nos ajuda nos momentos de decisão; trata-se de um profecia, solução de problemas, de mantermos no caminho certo da verdade, do bem, da compaixão, do sentimento nobre e muitos tesouros para a vida em comunidade.

As profundas impressões vividas na infância mantém sua força. Quando o príncipe circundado de luz vence o dragão, quando esse ia devorar a bela princesa, a criança se identifica com essa coragem triunfal que mais tarde, do fundo de seu ser surge e ajuda a trazer luz na escuridão da vida, impulsionada por essa recordação.

Por esta razão não devemos eliminar nenhum dos contos de fadas tradicionais. Gradualmente temos de contar os contos colecionados pelos Irmãos Grimm e Bechstein. Não devemos selecionar nem adaptar, abreviar ou trocar nada por “algo” que nos pareça melhor. Devemos começar com os contos simples e logo mais tarde aos 5 anos mais ou menos até os 6 continuar com alguns mais complicados, cheios de interessantes e emocionantes acontecimentos. São benfeitores, e mais tarde darão frutos como forças protetoras ante as vicissitudes e obstáculos que se apresentam no caminho da criança nos seus anos vindouros.

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Conteúdo Pedagógico: A criança no 2º setênio

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Conteúdo Pedagógico:

A criança no 2º setênio

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“Nossas crianças entram atualmente para a escola no limiar do 2° setênio. O professor de classe que as acompanham em todos esses anos, toma-se, portanto, a figura central para a criança. Esta relação, chamada de “autoridade amada”, por Rudolf Steiner, se estende, no caso ideal, a todos os adultos “dignos”. É particularmente importante que ela exista no professor de classe. O que é, então, essa autoridade ?”

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Nossas crianças entram atualmente para a escola no limiar do 2° setênio. A passagem para o ensino médio ocorre no 3° setênio. O professor de classe que as acompanham em todos esses anos, toma-se, portanto, a figura central para a criança. Esta relação, chamada de “autoridade amada”, por Rudolf Steiner, se estende, no caso ideal, a todos os adultos “dignos”. É particularmente importante que ela exista no professor de classe. O que é, então, essa “autoridade” ?

R. Steiner não cansa de descrevê-la. Pode-se dizer que ela constitui uma das suas maiores descobertas antroposóficas. Mas para descrevê-la, ele tinha a necessidade de recorrer a um vocabulário comum que costuma designar, via de regra, algo diferente daquilo que ele tinha em mente. Os significados comuns e steinerianos coincidem no aspecto de o adulto poder dizer à criança algo que ela realmente precisa fazer. As diferenças surgem quando se quer investigar o “por quê?”

Normalmente entende-se por autoridade um reconhecimento que se baseia no poder. Quando essa autoridade exterior funciona, o poder não precisa entrar em função, mas o fato de ela poder ser invocada lhe dá o seu fundamento. Fora do espaço da pedagogia, costuma ser chamado por “autoridade” o indivíduo em quem se tem confiança, porque goza de uma certa consideração. Ora, a criança tem, em relação à autoridade, uma confiança cuja base é diferente daquela que um adulto desenvolve, por exemplo, em relação a um cientista. Convém compreendera base dessa confiança.

O imperador Augustus indicou em seu testamento, na parede de um templo, na cidade moderna de Ankara (Monumentum ancynarum), duas formas de poder: “auctoritas” e “potestas”. “Potestas”, o poder, não cabe na Pedagogia. Procuremos então entender coma mentalidade de uma criança, a “auctoritas”, a autoridade. Ela designa uma relação que é reconhecida espontaneamente por quem a sente. Ela não pode ser imposta pela força por aquele que a exerce. R Steiner descobriu que a criança sadia sente, de uma maneira elementar e sadia, a necessidade de tal liderança. Ela se colocará, quase que instintivamente, em tal relação diante de qualquer professor. De início, essa relação se manifesta como um “apoiar-se” indiscutível, mais tarde, aproximadamente a partir do 9° ano de vida, essa relação é permeada por um sentimento de delicada afeição. A criança sente o desejo de levantar os olhos para um adulto, e o adulto se mostrará digno dessa veneração, na medida em que ele próprio estiver empenhado em um constante aprendizado. A busca incessante e a vontade de sempre aprender, constituem meios pedagógicos muito eficientes. Correspondem ao desejo da criança de amar seu mestre, pois ela sente e adivinha o caráter íntimo de um adulto com um acerto assombroso.

Por enquanto, só a organização física e etérica da criança está disponível para ser usada, por isso aparecem instintos que decorrem dessa parte disponível. A partir do 7° ano de vida, a ligação como os pais é completada por uma disposição mais sutil, exclusiva do homem, para se ligara outras pessoas com as quais se dispõe a ter uma afinidade anímico-espiritual. Essa afinidade é esperada pela criança nas profundezas da sua alma quando ela vem a conhecer uma pessoa e, a seguir, um número maior de pessoas no momento de entrar na escola. Ela está ansiosa por ter essa relação, pois ainda não possui um organismo intelectual bem desenvolvido nem uma sensibilidade artística individual, seus sentidos ainda precisam ser treinados. O corpo etérico ainda não está bem plasmado e o corpo astral ainda não se libertou. Em seu interior, a criança está cheia de expectativa, esperando que o professor perceba, no lugar dela, a realidade do mundo exterior e a revele para ela. Ela confia inteiramente no julgamento do professor. Essa confiança inata só pode surgir no ser humano, pois ele quer, no fundo, relacionar-se como seu passado. Essa relação tem um caráter cármico, se não houver problemas. Pode ajudar-nos a idéia de que existe, desde há muito tempo, uma relação cármica entre os professores e as crianças e que estas “querem” ser alunos justamente desse mestre, de acordo com o seu plano de vida. Em inúmeras outras escolas há uma troca de professores depois de poucos anos, para que não se estabeleça um vínculo. O professor Waldorf, ao contrário, procura manter a colaboração necessária e proveitosa com a sua classe durante muito tempo.

É uma tarefa essencial do professor dessa faixa etária, corresponder na medida do possível a esse anseio da criança. A criança muito lhe perdoará se tivera sensação de estar sendo percebida, compreendida e amada por ele. O adulto deve respeitar o ser humano em evolução, se o seu trabalho é para ser fecundo. A criança sente uma profunda satisfação quando o professor leva a sério as suas próprias palavras e instruções e espera que elas sejam executadas. Se não o faz, destrói a sua própria autoridade. Quando possui uma segurança tranqüila e até, bondosa, a classe se sente protegida sob a sua direção. Ela agüentará, eventualmente, uma atitude menos calma da autoridade, quando o professor for capaz de responder com fantasia e humor a eventuais tolices ou malcriações. Mesmo o professor amado precisa ter consciência de que seus alunos sempre procuram sentir os limites e pôr à prova a sua paciência. A cada vez que o professor corresponde a esses “testes”, a confiança dos alunos aumenta. Eles aguentam mesmo uma punição, desde que seja justificada e permita sentir que a atitude está fundamentada no amor e na compreensão.

Ora, a experiência prática parece, cada vez mais, revelar o contrário. Parece diminuir a disposição para aceitar instintivamente a referida autoridade. Muitos professores relatam como é difícil e demorada a integração de uma classe recém constituída, no relacionamento que se espera. Isso certamente é correto. Mas ao julgar tal situação, que exige do professor um comportamento adequado, é necessário lembrar que a nossa pedagogia precisa sempre ter um efeito terapêutico. A constatação que a autoridade deixou de ser algo óbvio, revela que uma lei fundamental está sendo violada. Aceitar essa perturbação como base do nosso comportamento equivale a reconhecê-la como algo natural. Os nossos esforços deveriam ser dirigidos a uma recuperação do que deixou de existir. Isso torna a nossa tarefa mais difícil, mas também mais premente. A perda de respeito não é compensada por qualquer impulso positivo; só resta o caminho de desenvolver pacientemente uma nova relação sadia.

Parece que, no tempo de R. Steiner, a situação era semelhante. Na vida pedagógica prática, também já existiam classes que aparentemente não mostravam o fervor que delas se esperava. Nesses casos, R. Steiner deu o conselho para não desesperar e ter confiança em uma evolução, que talvez ocorreria dentro de meses. Ele achava que a perseverança do professor daria em um resultado positivo. Ele não apontava para medidas exteriores capazes de restabelecer uma relação de autoridade, mas para uma atitude de paciência e para um trabalho interior do professor em si próprio. Temos a tendência de ver as crianças do passado como figuras ideais, mas elas, com certeza, já sofriam prejuízos culturais iguais àqueles que se fazem sentir atualmente, embora certamente de outras formas.

Nada levou R Steiner a questionar o princípio fundamental da autoridade. Ele sabia que toda a criança tem na alma o desejo de poder se submetera uma autoridade, mesmo se o seu comportamento exterior pareça indicar o contrário.

Observando os aspectos particulares do segundo setênio, percebem-se ainda nos primeiros dois ou três anos os ecos da época anterior e, nos últimos dois ou três anos, já os prenúncios do terceiro. A época dos sete aos nove anos é a transição da idade da criança pequena para infância, e a dos 12 aos 14 anos já anuncia a puberdade. Os conteúdos que aqui se seguem acompanham essa divisão.

Rudolf Steiner freqüentemente tem chamado de “Rubicon” o limite dos 9 anos de idade; essa expressão pressupõe que se tenha um pouco de formação clássica e não deve ser usada sem aspas. Ele se referia dessa maneira à passagem de um estado anímico a outro, caracterizado por uma relação mais consciente com o mundo. Antes desse hiato, o relacionamento da criança como mundo é caracterizado por uma autoconsciência ainda reduzida. Ela ainda se identifica, inconscientemente, com as coisas e com as pessoas ao seu redor. Mas aos 9 anos de idade, ocorre uma mudança: a criança fica mais distanciada, ela se vivencia, em contraste com o mundo, os objetos tomam-se mais “objetivos” no mesmo sentido em que são para os adultos. Em comparação com a puberdade, essa crise é apenas pequena, mas ela separa, de modo significativo, os três primeiros anos na escola dos anos seguintes. O estilo e os conteúdos do ensino precisam mudar de acordo com este aspecto.

A segunda mudança, durante o período do professor de classe, pode ser chamada de limiar da puberdade, ou de pré-puberdade. Mais uma vez, ocorre uma diminuição considerável da total entrega e começam a surgir algumas críticas. A transformação do corpo torna-se visível, muito antes que sejam percebidas as reações anímicas. Os meninos e as meninas seguem tendências diferentes, sendo que estas estão à frente no crescimento. Do lado psíquico ocorre uma certa caotização, mas há também um aumento da sensibilidade. Os jovens começam a julgar intelectualmente e essa capacidade passa a ser exercitada fortemente, em particular durante a época do & ao 9° ano da escola. O pensar lógico está quase totalmente disponível e argumentar se toma uma paixão. O professor deve mudar de atitude para poder enfrentara nova situação, ele deve ser capaz de pensar logicamente, de concatenar causas e efeitos, pois é isso o que os alunos querem aprender com ele.

“Imagens”, eis a palavra-chave para o trabalho durante todo o segundo setênio. Quando as membramos de acordo com os períodos mencionados anteriormente, podemos ver o seguinte: de início, elas assumem o estilo dos contos-de-fada, das lendas, das fábulas, a natureza e a imagem são uma coisa só, o próprio mito é a realidade vivenciada. Entre o 9° e o 12° ano de vida, a imagem é vivenciada como complemento do mundo sensorial, ela é a essência que se acha por detrás do fenômeno. A alma da criança pode viver nas imagens porque ela quer chegar à essência das coisas. Na terceira fase, torna-se nítida a separação entre o mundo e a imagem, mas a alma pode expressar-se por meio de imagens; as crianças aprendem como ela, a alma, pode expressar-se por meio de imagens conceituais. O pensamento ainda pode ter o caráter de imagens a um ponto tal que o adolescente e mesmo o adulto precisam lutar para conseguir fazer delas uma expressão da verdade. Tais imagens do 2° setênio podem e devem constituir imagens verdadeiras, de tal monta que, podem submergir na alma e lá permanecer adormecidas durante muitas anos.

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Quem é o seu líder?

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Quem é o seu líder?

Milene Mizuta

Fonte: www.liderdesi.com.br

buddha

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“Servir a si mesmo, não se abandonar, ser fiel aos seus princípios, ser verdadeiro consigo, amar a si mesmo, ter dentro da alma um desejo incontestável de ser livre, e assim libertar todos os outros que por algum momento esqueceram do líder que mora dentro de si.”

Milene Mizuta

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Quem é o seu líder?

Se hoje eu lhe fizesse essa pergunta,  qual seria sua resposta?

Aposto que as respostas seriam as mais variadas, de Budha a Bob Marley. Mas o que tem Budha ou Bob Marley em comum?

O fato é que cada líder inspira o seu seguidor, por algo que existe dentro de si, mas, não só dentro do líder, como também dentro do “liderado”.  Admiramos e seguimos pessoas quando identificamos dentro do outro, valores que carregamos dentro de nós.

Os grandes líderes muitas vezes conseguem transformar em ações aquilo que não temos nem palavras para descrever, com suas atitudes e forma de viver a vida, eles tocam um relicário sagrado que existe dentro de cada um de nós, eles transformam a vontade de mudar o mundo em algo que conseguimos concretamente vivenciar. Ele muda o mundo com ações, ele transforma sentimentos em realidade.

Gandhi, por exemplo, transformou o sonho de um mundo pacífico em um movimento onde a resiliência, a tolerância, ganharam corpo em ações, como suportar o escárnio, o riso, a dor, suportando a violência física e verbal, com isso tocou multidões, que conseguiram através de seu comportamento, reconhecer uma forma de transformar aquilo que vivia dentro de seus corações, em realidade e então…os seguiram.

Pessoas seguem os exemplos de seus líderes, é como se eles tivessem encontrado a fórmula mágica para viver de uma forma onde seus atos estejam de acordo com seus sentimentos e convicções.

Isso existe desde tempos antigos onde líderes surgiram na humanidade para com seu exemplo relembrar o ser humano que dentro dele existem sentimentos tão nobres que quando surgem, mudam o mundo. Simples assim, sentimentos que existem dentro de nós são capazes de mudar o mundo.

Vive em cada um de nós, um líder. Capaz de inspirar a nós mesmos, capaz de nos dar confiança e certeza no caminho a ser seguido, capaz de nos fazer livres e capaz de tornar nossa própria vida um testemunho de transformação.

E agora se eu lhe perguntar: Quem é o seu líder?

Onde está o ser humano que acredita em um mundo digno, em um mundo livre, em um mundo socialmente correto, para  onde foi aquele que mudaria o mundo, cheio de compaixão, onde está o amor incondicional consigo e com o próximo, onde é que dentro de você ainda mora, a coragem, a aceitação de si mesmo e do próximo? Onde está a força para fazer diferente mesmo depois de todas as quedas, onde está a certeza que o melhor caminho é o seu, mesmo que todos digam o contrário, onde está sua perseverança, sua confiança, seu olhar maravilhado para o mundo, onde está a sua fé?

Quando foi que você abandonou o líder que mora dentro de você, para buscar um líder que mora fora de você?

Quando foi que você deixou de acreditar que é capaz de transformar seus desejos em atos concretos para mudar sua vida?

Quando foi que você se perdeu pelo caminho, e teve que levantar seus olhos para algum lugar fora do seu coração para encontrar a resposta para algo que você sempre soube o que é?

Quando foi que você deixou de servir o líder que existe dentro de você? Quando foi que você deixou de seguir o líder que mora em você?

Sentimo-nos perdidos porque nos perdemos de nós.

O grande líder é aquele que serve a uma causa maior, e essa causa maior não está fora, está dentro de cada um.

Posso mudar a pergunta: “A qual causa você serve e que te faz um grande líder de si mesmo?”

O que não te permite maltratar o próximo, o que não te permite ser cruel com quem menos pode, o que não te permite, machucar, julgar, exercer seu poder em excesso, o que não te permite aprisionar o próximo e a si mesmo?

Não sabe, pois encontre, talvez seja a falta dessa certeza que faça com que você machuque a si mesmo, julgue em excesso seus atos, aprisione as suas vontades, minta para você, esconda as suas verdades, e viva hoje em uma vida vazia, com medo e sem sentido.

Se você abandonou o seu líder, abandonou a si mesmo.

Lembre-se, grandes líderes não buscam reconhecimento, buscam uma causa a servir, buscam a verdade que mora dentro deles.

Grandes líderes antes de liderarem, sabem muito bem ao que servem, sabem muito bem que o melhor do caminho é o servir. Servir a si mesmo, não se abandonar, ser fiel aos seus princípios, ser verdadeiro consigo, amar a si mesmo, ter dentro da alma um desejo incontestável de ser livre, e assim libertar todos os outros que por algum momento esqueceram do líder que mora dentro de si.

E você, serve a quem?

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Curso Líder de Si – Florianópolis

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Local: Espaço Leonardo da Vinci – Florianópolis
Valor: Curso de caráter associativo – pode absorver indivíduos que não dispõem de altos valores para sua formação
Início previsto: Julho de 2014
Inscrições: (48) 8419-2107 ou (48) 3207-9201 com Maria Alice ou Milene
Email: contato@liderdesi.com.br
Site: www.liderdesi.com.br

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

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Conteúdo Pedagógico: O que é um “plano de ensino” para as Escolas Waldorf?

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O que é um “plano de ensino” para as Escolas Waldorf?

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A relação sadia entre o conteúdo do ensino e o desenvolvimento da criança constitui um dos fundamentos da pedagogia de Rudolf Steiner. De acordo com ele o conteúdo apropriado à idade deve ser considerado como algo terapêutico, obedecendo à máxima que diz que educar sempre significa cura. Esse aspecto terapêutico será cada vez mais importante, de acordo com as palavras de Rudolf Steiner:

“… a civilização será cada vez mais prejudicial à saúde, e os homens deverão fazer do processo educativo um processo terapêutico contra aquilo que, a partir do seu ambiente, os faz adoecer…”

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Rudolf Steiner não deixou aos professores um plano de ensino definitivo; foi de suas palestras que resultou a distribuição dos conteúdos que deviam ser ensinados. Suas palestras não foram proferidas ao mesmo tempo, foram acontecendo de acordo com as circunstâncias, em parte como contribuição durante conferências pedagógicas. Todavia, os conteúdos relativos às classes do 1° ao 8° ano foram transmitidos nas palestras ministradas em 1919, paralelamente ao Estudo Geral do Homem. Elas contêm, de uma maneira bastante abrangente, as informações destinadas ao professor de classe. Naquela época, era necessário apresentar ao ministério um currículo que permitisse uma verificação de conteúdos e de conhecimentos por um inspetor pedagógico, no final do 4° e 8° anos.

As indicações de R. Steiner, relativas ao currículo, existiam soba forma de reprodução dos textos dessas palestras (atualmente GA 2953). Em seguida, Caroline von Heydebrand escreveu, em 1925, o livro Von Lehiplan der Freien Waldorfschule (Do Plano de Ensino da Escola Waldorf Livre). Ele era destinado aos pais de alunos e outros interessados e descrevia a situação daquele momento, inclusive dos horários, que não eram mais exatamente idênticos àqueles dos primeiros anos. Esse livrinho tinha algo de genial e era também, do ponto de vista artístico, uma obra homogênea, *não obstante seu tamanho reduzido. Houve várias reedições. Contudo, era sucinto demais para os professores à procura de informações e, dificilmente, aceitável para as autoridades, devido à sua antiguidade. A compilação posterior, de E. A. Karl Stockmeyer é bastante completa, no que se refere às citações de Rudolf Steiner, mas ela é pouco clara em sua disposição. É, no melhor sentido, um material didático sobre o qual é preciso ponderar e meditar. Concomitantemente, existem muitas monografias e trabalhos sobre assuntos r, )1.i, ),4, revelando a fecunda atividade de colegas durante as últimas décadas, mas não oferece uma visão de conjunto. Paralelamente surgiu um novo plano de ensino abrangente, publicado sob o título Pãciagogischer Auftrag, Unterrichtszieleund Lehrinnhalteder Waldorfschule.

O fato de haver, agora, uma nova exposição geral não significa, de maneira alguma, tratar-se de uma afirmação do tipo “como deve-se proceder”. A fantasia do professor é algo sumamente valioso e que não deve ser restringido. A experiência tem mostrado que certas recomendações podem ser, em alguns casos, benéficas. Quando enfrenta um novo ano letivo, o professor pode sentir falta de uma visão de conjunto, quanto às matérias que devem ser dadas em harmonia com a Antropologia correspondente às idades e com o direcionamento de suas pesquisas. Revelou-se útil, em nosso trabalho, procurar sempre uma visão de conjunto para as várias classes. As faixas etárias características formam um todo, pelos seus aspectos qualitativos. De acordo com isso, as sugestões quanto aos conteúdos foram reunidas: do 1° até o 3° ano, do 4° até o 5° ano e do 6° até o 8° ano.

Embora as sugestões de R. Steiner não tenham sido elaboradas como um todo, elas não são o resultado de acasos nem constituem o resultado de compromissos, salvo alguns casos especiais. Ele mesmo descreveu como tinham sido intensos os esforços espirituais para elaborar o verdadeiro plano de ensino. Ele freqüentemente indicou alguma medida sem justificá-la. Isso sugere que devemos ter, “a priori”, confiança, mas que devemos procurar, com toda força, uma explicação que satisfaça a nossa consciência. Tal justificativa pode decorrer do resultado prático positivo que, de fato, decorre do nosso trabalho. Ouve-se dizer, com freqüência: “o plano de ensino é sábio, ele se coaduna com a minha classe”. Mas um resultado negativo não demonstra, necessariamente, o contrário: as indicações de Rudolf Steiner são tão concisas que podem ser mal interpretadas, fazendo com que seja atribuído um peso exagerado a um assunto equivocado, etc. A melhor atitude é, sem dúvida, a procura de uma compreensão a partir do interior, isto é, a capacidade de obter o mesmo resultado, mas de maneira mais condizente com as condições atuais. Isso requer fantasia baseada em muita reflexão sobre as indicações originalmente dadas.

Quando se fala em “plano de ensino” é sempre necessária a atividade pensante do professor para completar o conteúdo, pois o que pode ser fixado por escrito são os assuntos que, eventualmente, poderão ser tratados e indicados quanto à melhor maneira de executá-los.

Mas por trás de todo assunto está sempre a meta pedagógica, que deve ser alcançada por meio dele. É a alma da criança que deve adquirir e desenvolver forças ao ter contato com ele. O que é essencial no plano de ensino Waldorf, não são os conteúdos das matérias, são as capacidades anímicas que se desenvolvem pelo estudo.

Mas se alguém despreza os conteúdos, dizendo que eles não são tão importantes, só está vendo o lado exterior das coisas. Os conteúdos são sugeridos porque é por meio deles que os alunos podem adquirir o essencialmente importante para a vida. Isso vale principalmente para os três primeiros anos, mas continua sendo importante até o fim da escolaridade. Os planos de ensino Waldorf não são concebidos a partir das matérias, mas sim concebidos em consideração à criança e às suas necessidades. Professores que vêem esse plano de ensino como uma listagem de matérias correm o risco de apegar-se a este plano sem perceber que ele deve servir à transformação da criança. Por outro lado, professores desejosos por realizar, pelo impulso da Pedagogia Waldorf, da maneira mais “pura”, podem tender a se desviar da matéria e a mergulhar nos “autênticos processos anímicos e sociais”, não percebendo que privam as almas dos alunos do seu melhor alimento, deixando de oferecer lhes os conteúdos curriculares apropriados à sua idade.

A relação sadia entre o conteúdo do ensino e o desenvolvimento da criança constitui um dos fundamentos da pedagogia de Rudolf Steiner. De acordo com ele o conteúdo apropriado à idade deve ser considerado como algo terapêutico, obedecendo à máxima que diz que “educar sempre significa cura”. Esse aspecto terapêutico será cada vez mais importante, de acordo com as palavras de Rudolf Steiner: “… a civilização será cada vez mais prejudicial à saúde, e os homens deverão fazer do processo educativo um processo terapêutico contra aquilo que, a partir do seu ambiente, os faz adoecer”.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

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O Sonhar Ativo

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O Sonhar Ativo

Por Robert Moss, traduzido por Lael Keen

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“Um caminho de estar plenamente presente neste mundo, enquanto mantemos contato também com um outro mundo, o mundo-atrás-do-mundo onde podemos encontrar a lógica e a proposta maior das nossas vidas.”

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Sonha Ativo? Esta frase é uma provocação, criada para nos dar uma sacudida, e nos tirar da crença de que sonhar é uma atividade passiva. Eu tenho muita gratidão para os sonhos espontâneos que vêm durante o sono, os sonhos que não pedimos e muitas vezes nem sequer queremos. Estes sonhos nos mostram um espelho mágico, no qual podemos nos ver da maneira que realmente somos. Eles agem como a voz da consciência. Eles prevêem desafios e oportunidades no nosso futuro. Os sonhos que temos enquanto dormimos nos mostram o que está acontecendo dentro do corpo, diagnosticam problemas que estão começando a se deenvolver antes que os sintomas médicos se apresentam e nos mostram o que é que o corpo precisa para estar saudável. Resolvemos problemas no nosso sono. E, como ensinam os aboriginais da Austrália, onde eu nasci, os nossos sonhos pessoais podem ser um passaporte para a Dimensão dos Sonhos—uma dimensão maior onde podemos encontrar os Ancestrais e os nossos mentores espirituais verdadeiros.

Eu trabalho  com os sonhos da noite, de todos os tipos, e acolho o trabalho que estes sonhos fazem em mim. Mas o Sonhar Ativo é muito mais do que um método para decifrar os sonhos que acontecem enquanto dormimos. Enquanto as técnicas do Sonhar Ativo são novas e originais, ao mesmo tempo elas são muito antigas. Elas usam caminhos de ver e saber e curar que os nossos ancestrais conheciam, que permitiam a eles de manter-se vivos num planeta perigoso, de comunicar entre si e com as outras formas de vida na terra viva em volta deles.

O Sonhar Ativo é um caminho de estar plenamente presente neste mundo, enquanto mantemos contato também com um outro mundo, o mundo-atrás-do-mundo onde podemos encontrar a lógica e a proposta maior das nossas vidas.

O Sonhar Ativo é uma disciplina, tal como ioga, arqueologia ou física, que tem níveis ascendentes de prática. Neste campo, como em qualquer um, a chave para a maestria é sempre igual, praticar, praticar, praticar.

O Sonhar Ativo oferece três correntes de prática.

Em primeiro lugar, o Sonhar Ativo é uma maneira de trazer energia e orientação da Dimensão dos Sonhos para a nossa vida cotidiana. Aprendemos a criar um espaço seguro onde podemos compartilhar os sonhos da noite, e os nossos sonhos da vida com os outros, receber feedback e encorajar uns aos outros a caminhar na direção de ação criativa e curadora. Descobrimos que cada um de nós pode ser um guia para os outros e que, compartilhando da maneira certa, podemos resgatar a nossa voz, crescer como contadores de histórias e comunicadores, construir amizades mais fortes e alicerces para um novo tipo de comunidade. Mais importante de tudo, começamos a tomar atitudes para trazer a energia e guiança dos sonhos para os nossos corpos e a nossa vida.

Segundo. O Sonhar Ativo é um método do Sonhar Lúcido Xamânico. Começa com práticas simples e cotidianos e se estende para experiências grupais profundas de viagens no tempo, recuperaçao de pedaços perdidos da nossa alma e explorções de uma realidade multi-dimensional. Se baseia no entendimento de que nao precisamos dormir para sonhar. A maneira mais fácil de se tornar um sonhador lúcido é de começar lúcido e continuar lúcido através do sonho todo.  Como um método consciente de navegação dos sonhos, o Sonhar Ativo não deve ser confundido com abordagens que procuram controlar ou manipular os sonhos: seria um grande erro de encarregar o nosso pequeno ego controlador de algo que é imensuravelmente mais sábio e profundo que ele.

Terceiro. O Sonhara Ativo é um caminho de vida consciente. Isto requer que nós resgatemos a nossa criança interior e o dom da criança de ser espontâneo, lúdico e imaginativo. Requer que apropriamos do poder de nomear e definir o nosso projeto de vida. Nos convida a seguir o caminho natural da nossa própria energia. Nós chama a lembrar, contar e viver a nossa História Maior de tal maneira que ela pode ser ouvida e recebida pelos outros.  O Sonhar Ativo nos leva a navegar pelas Sincronicidade e começar a receber as coincidências  nos nossos caminhos diários como pistas para uma ordem maior. Além disto, pelo Sonhar Ativo, nós compreendemos que a energia que carregamos e as atitudes que escolhemos têm um efeito magnético no mundo na nossa volta, chamando ou repulsando encontros e circunstâncias.

Viver conscientemente significa aceitar o desafio de criar além dos scripts que carregamos e trazer algo novo para o mundo.

Esta abordagem não é somente para indivíduos, amigos e famílias mas é para comunidades e a nossa afinação mais profunda, como raça humana com a Terra. Sonhadores Ativos se tornam Portavozes da Terra, e atingem uma consciência plena da sabedoria indígena de que temos que ter consciência dos efeitos das nossa ações até a sétima geração. Grupos do Sonhar Ativo podem oferecer um modelo de comunidades intencionais,  e nutrir uma nova qualidade de liderança que empodera cada pessoa no grupo a resgatar a sua própria voz e agir como guia para os outros, a medida que eles aprendam a falar e realizar a sua própria verdade.

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Percepções Humanas – Antroposofia e neurociências

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Percepções Humanas – Antroposofia e neurociências

Entrevista com o Dr. Mauricio Baldissin

Fonte: JJ Regional por Márcia Mazzei

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“Entender as percepções humanas, saber que a criança deve ter a liberdade de movimento, de brincadeiras livres, um ambiente amplo e lúdico que expõe a criança a ferramentas pedagógicas que estimule a criatividade, tudo isso é o início de um processo que vai desempenhar um papel determinante na prontidão para escrever e ter uma linguagem de gestos e da escrita bem fortalecida, além de um pensar vivo…”

Dr. Mauricio Baldissin

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Para Maurício Baldissin, pesquisar e estudar são tão importantes quanto os nossos 12 sentidos. Sim, 12, de acordo com a visão antroposófica deste médico que fez de Jundiaí sua cidade e da Faculdade de Medicina (FMJ) seu local que dissemina seu conhecimento.

Desde que se graduou médico pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), Baldissin não parou mais de aprender. Além de neurocirurgião com mestrado em Neurologia pela Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, este itapirense também carrega o título de antroposófico.

Seu trabalho mais recente culminou com o livro “Percepções Humanas – Antroposofia e neurociências”, que defende a ideia de que os sentidos ou percepções humanas são importantes sinalizadores para as escolhas e decisões que constroem nossa história de vida.

JJ – O que podemos entender por percepções humanas?

MB – A percepção humana compreende os conhecimentos sobre os sentidos humanos, porque conhecemos apenas os cinco sentidos (visão, audição, olfato, paladar e tato). O que poucos sabem é que temos outras 12 percepções, do ponto de vista da antroposofia.

JJ – O senhor poderia exemplificar algumas destas 12 percepções desconhecidas?

MB – Consideramos as percepções corporais (tato, sistema vegetativo, movimento próprio e equilíbrio), as percepções dos sentimentos (olfato, paladar, termo regulação e visão) e as percepções dos processos do pensamento (audição, palavra – escrita e falada – pensamento e o reconhecimento do outro, ou Teoria do Reconhecimento.

JJ – Como este livro pode colaborar na percepção destes sentidos?

MB – O livro procura ressaltar que dentro do desenvolvimento existe o estímulo às percepções no momento adequado. Por exemplo, o ato de andar da criança se transforma no processo de falar, ou seja, o domínio do espaço se transforma na linguagem de sinais. Este domínio permite desenvolver o pensamento. Saber isso, para os pais e professores, é importante porque descobrimos que a criança possui esta ferramenta que permite atingir uma harmonia entre o período de andar e processo cognitivo (pensamento).

JJ – O senhor acredita que os pais e educadores dominam este processo?

MB – Muitas vezes criamos rotina para fazer com que o conteúdo pedagógico seja estimulado, mas nos esquecemos das raízes que aconteceram com as crianças. Entender as percepções humanas, saber que a criança deve ter a liberdade de movimento, de brincadeiras livres, um ambiente amplo e lúdico que expõe a criança a ferramentas pedagógicas que estimule a criatividade, tudo isso é o início de um processo que vai desempenhar um papel determinante na prontidão para escrever e ter uma linguagem de gestos e da escrita bem fortalecida, além de um pensar vivo.

Então, o processo da percepção corporal é instrumento pedagógico para quando a criança sair da pré-escola e chegar no ato de ler e escrever, para que tenha criatividade e comunicação elaborados livre e ludicamente.

JJ – Hoje, é comum crianças apresentarem dificuldade no aprendizado. Existe relação entre a falta de estímulo e estes déficits de atenção, hiperatividade, entre outros?

MB – Sempre devemos ajudar com os estímulos. Realmente, a criança constitucionalmente pode ter um transtorno pautado a partir de características como ser mais impositiva, ter excesso de motricidade, de atividades e de movimento e tudo isso pode ser ajudado na educação dos sentidos.

Por exemplo, nada melhor para uma criança com excesso de atividade do que ir para escola caminhando, já que ela vai chegar cansada, mas desenvolvendo aquela atividade que tinha em excesso. O que, muitas vezes, não compreendemos é que precisamos dar o estímulo certo.

JJ – O estímulo varia de criança para criança ou todos devem ser trabalhados igualmente?

MB - Os estímulos se ajustam para todas as crianças. Algumas apresentam características de serem mais participativas e criativas. Outras têm menos zelo e capricho pelas coisas. Isso não significa que são melhores ou piores. Muitos pais acreditam que crianças com excesso de atividades são mais inteligentes. Na realidade isso não é critério para o coeficiente intelectual.

Isso é só um aspecto de como a criança vai ser. O que existe são crianças com mais características do hemisfério direito (capacidade criativa, facilidade de fazer amizade e ajuste comportamental) e outras, com desenvolvimento do hemisfério esquerdo (mais prático, competitivo, analítico). Estas são duas inteligências. Uma não é melhor que a outra, apenas diferentes.

JJ – Estimular as crianças nos dias de hoje é mais difícil do que antigamente?

MB – Antigamente, quando as crianças brincavam nas ruas, a preocupação com a educação era outra. Hoje, as crianças são mais fechadas por conta da violência, dos assédios morais e transtornos da sexualidade infantil. Então, realmente é diferente. Mas o grau de dificuldade depende da nossa capacidade de entender as capacidades humanas.

O importante é respeitar as leis da natureza. Se você observa que uma criança tem que desempenhar o seu sistema motor, depois atingir uma comunicação verbal, escrita e um pensar mais vivo, tudo isso atinge um entendimento das leis naturais de desenvolvimento neurológico evolutivo que devem acompanhar qualquer momento social.

Então, se observarmos, os estímulos, sempre serão os mesmos. O cuidado é quanto ao que pode parecer nocivo para as crianças, como a falta de liberdade e de permissão para brincar. Hoje, existe uma inquietação entre as crianças que se tornou epidemia, mas que pede um diagnóstico mais cauteloso.

JJ – Qual a missão deste livro?

MB – O objetivo da minha pesquisa sempre foi ajudar a lidar com as percepções, pois a missão do livro é salutogénese (da origem à saúde). Ao lidar com exercícios para o desenvolvimento intelectual, ajudar com trabalhos de audição, técnicas de meditação e a autoconsciência conseguiremos nos sentir mais saudáveis.

Na clínica, o diagnóstico é feito ao trabalhar com os sentimentos dentro de um ambiente que nos colore a alma (olfato, audição, sensação do aconchego, calor, paladar). No âmbito corporal, ao ensinar postura aos pacientes trazemos a consciência das partes do corpo.

JJ – O senhor esteve na Espanha. Qual o motivo da visita?

MB – Eu fui convidado pela Associação Científica de Médicos Antroposóficos para apresentar os conteúdos da educação dos sentidos e percepção e ajudar os alunos e pacientes em Madri. Em setembro, devo voltar para um novo encontro.

JJ – O que é importante para o educador e que o senhor busca ressaltar em seu livro?

MB - O início da nossa vida é marcada por impulso e reflexo que se movimentam sem coordenação. Com a educação das percepções, os reflexos vão se colocando a favor de uma regulação da fala e ajuste das nossas atitudes. Isso faz parte da educação. O educador não pode esquecer que não só o conteúdo pedagógico, mas a própria natureza age para que possamos aprender. Para o educador é bom observar a natureza das crianças para errar menos no processo de educar.

JJ – A antroposofia indica que o desenvolvimento perceptivo por si educa a plena consciência do ser humano?

MB – Sim, à medida que amadurece. Observamos no andar um processo motor complexo que leva ao falar. O falar, portanto, é o meio de comunicação que se origina do processo de orientação no espaço, do andar. O pensar é um processo intelectual que se desenvolve por meio do falar.Ou seja, educadores têm um campo imenso para trabalhar a prontidão na alfabetização, rompendo as barreiras das crianças com transtornos de aprendizagem na esfera lexical ou aritmética.

JJ – Como as percepções se desenvolvem ao longo dos anos?

MB - As percepções corporais do zero aos 7 anos e as anímicas (da alma), dos 7 aos 14 anos, se educam para as percepções cognitivas e espirituais (o estabelecimento do pensar lógico na fase dos 14 aos 21 anos). Por exemplo, a educação do tato habilita o desenvolvimento da compreensão do Eu da outra pessoa. O sentido vital adequadamente estimulado leva ao desenvolvimento do pensamento vivo.

A percepção do movimento próprio amadurece a linguagem escrita e falada. O sentido do equilíbrio educa a escuta. O sentido do olfato faz condensar o sentido térmico. O paladar traz o amadurecimento estético para a visão. Esse entendimento sustenta uma visão ampliada para transformar os atuais currículos escolares, contribuindo com a tarefa dos professores com seus alunos, assim como no diagnóstico e tratamento dos nossos pacientes.

JJ – No que devem os educadores se atentar?

MB – Ao abordar esses conteúdos, chamo a atenção para os cuidados com o processo cognitivo da criança como uma função emergente. Devemos oferecer estímulos adequados em diferentes etapas evolutivas (três primeiros setênios). Da mesma forma, na vida adulta, é preciso manter esses estímulos para produzir melhor resposta imunológica e menor manifestações de doenças crônicas. Isso tem sido comprovado nos estudos médicos.

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Lidando com a diversidade

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Lidando com a diversidade

Por Jaime Moggi

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“Se o sujeito não consegue contratar e trabalhar com gente que tem personalidade diferente, imagina trabalhar com gente de cultura, formação, gênero, sexualidade, raça diferente? As pessoas que não fazem um trabalho interior de auto-educação são as que têm maior dificuldade de lidar com a diversidade.”

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Diversidade, um dos grandes desafios do Líder no Século XXI.
Como lidar com a Diversidade dentro das organizações? Durante o Século passado, as Lideranças, tinham uma equipe muito mais homogênea. Geralmente formada por grupos masculinos, brancos, de classe média e na sua maioria, após os 25 anos de idade, casado, com filhos e com ambições muito semelhantes. Este era o típico profissional da época.

A primeira grande onda de diversidade nas empresas veio com as 1ª e 2ª grandes guerras mundiais onde as fábricas foram invadidas por mulheres, já que os homens encontravam-se no front de batalha.

Nas décadas de 60 e 70 elas chegavam aos escritórios nas posições de secretárias e assistentes, e, paulatinamente, foram assumindo posições de especialistas e depois de liderança. As diretorias são o último bastião prestes a ser tomado de assalto por elas.

Depois chegaram os negros na onda dos direitos civis na década de 60 nos EUA.
As minorias foram saindo do “armário”. E com a globalização vemos o líder hoje tendo uma equipe que mais parece o elenco do seriado americano Law & Order. Brancos, negros, hispânicos, gays, mulheres, judeus, etc.

As poucas organizações que ainda resistem a essa transformação, em algum momento vão ser tomados por esta onda da diversidade. As “pseudo” justificativas não são mais barreiras. Me lembro quando na década de 90 a indústria farmacêutica era resistente ao ingresso de representantes mulheres na sua Força de Vendas. O argumento era que elas não conseguiriam carregar a “Catarina”, – aquela mala enorme que os representantes andavam para cima e para baixo quando visitavam os médicos -. Problema resolvido com as malas de rodinha! E hoje com as restrições à propaganda médica e a facilidade dos tablets, elas já são 50% da Força de Vendas de boa parte da indústria farmacêutica.

Por políticas de RH da sua matriz, pela legislação de seus países e pelo próprio espírito de tempo, os últimos castelos vão cair. Isto torna a vida dos nossos líderes muito mais complexa ou se você preferir, muito mais divertida. Independente da legislação, das políticas internas da empresa que a estimulam e das condições do mercado. Para você lidar bem como a diversidade é preciso trabalhar suas crenças e preconceitos sobre o tema.

Uma situação comum em organizações é você encontrar numa determinada área, um líder japonês! (Ou espanhol, argentino, como você preferir…). E quando você olha a equipe dele, encontra um monte de japonesinhos. Ou você encontra um líder do departamento de engenharia que se formou na Politécnica, ao olhar para equipe, o que você vê? Um monte de engenheiros da Politécnica. Ou ainda, você tem um líder colérico, bravo daquele que está sempre procurando um confronto, e, na equipe, o que teremos? Um monte de “mini-mim”. (Personagem do filme Austin Powers).

Se o sujeito não consegue contratar e trabalhar com gente que tem personalidade diferente, imagina trabalhar com gente de cultura, formação, gênero, sexualidade, raça diferente? As pessoas que não fazem um trabalho interior de auto-educação são as que têm maior dificuldade de lidar com a diversidade.

Vamos olhar como acontece este processo nessas pessoas e em nós mesmos:

De maneira natural, andamos pelo mundo envolvidos pelas percepções dos objetos e das pessoas que nos cercam. Estas percepções provocam em nós determinados estímulos.
O primeiro estímulo acontece no nosso pensar, quando ligamos a nossa percepção a um conceito que temos de memória.

  • Isto que estou vendo é uma casa.
  • Isto que estou vendo é uma mulher.
  • Isto que estou vendo é uma cadeira.
  • Isto que estou vendo é uma criança.

Casa, mesa, criança são conceitos que já temos gravados em nossa memória em função de experiências similares anteriores.

Quando não temos o conceito fica difícil “ler” o mundo. Pense nos astecas vendo os homens de Cortez em cima de cavalos. Como não havia cavalos nas Américas, eles não tinham o conceito de cavalo. O conceito que eles tinham que mais se aproximava daquilo que viam, eram de deuses meio-homem, meio-animal. E a partir desta percepção, reagiram.

Imagina ainda o primeiro asteca vendo os galeões espanhóis no mar com suas velas desfraldadas? Como ele interpretou aquilo? Ele relatou ao imperador por escrito que havia montanhas que caminhavam pelo oceano cheia de homens e cobertas de nuvens. Já imaginou a dificuldade do imperador para entender o que estava acontecendo?

Quando os primeiros europeus do século XVI foram recebidos pela primeira vez, pelo chefe militar japonês, o Shogun, descreveram sua irritação quando deixaram-nos aguardando numa sala sem cadeiras. Acharam uma falta de respeito. Que era uma tática para humilhá-los. (No Japão medieval não havia cadeiras, pelo menos, não do jeito ocidental).

Mas continuando: o segundo estímulo aconteceu no sentir. Quando qualificamos objetos ou pessoas.

  • Uma casa linda.
  • Uma criança mal-criada.

Nosso sentir imediatamente faz um julgamento e responde com simpatia ou antipatia.
Simpatia quando nos agrada, antipatia repulsa, quando nos desagrada. A antipatia é um sentimento frio que faz com que nos “afastemos” interiormente das pessoas ou objetos. O resultado é que nosso pensar acaba sendo poluído pela antipatia. O pensar poluído produz:

  • Pré-conceitos.
  • Rotulagens.
  • Críticas.
  • Classificações.
  • Generalizações.
  • Outros pensamentos.

Usamos então expressões como estas:

  • As mulheres/os homens… Os brasileiros/os gringos… Os gays… Os negros…
  • Você nunca vai melhorar…
  • Isto é tipicamente seu…
  • Não esperava outra coisa dele…
  • Todos os nordestinos são iguais…
  • Você é sempre a mesma coisa…
  • Todos os políticos são safados…
  • Outras generalizações.

Fazemos julgamentos baseados na nossa antipatia, que não tem relação com a realidade. Desta maneira, filtramos as nossas próprias percepções e perdemos a oportunidade de enxergar a realidade como ela é. Ficamos presos em nossa subjetividade com um inseto numa teia de aranha.

Você deve ter visto o vídeo que há alguns anos circulou na internet com a primeira apresentação da cantora Susan Boyle (Susan Boyle – First Audition) no programa de calouros X Factor na TV inglesa.

A cara de desprezo e de tédio dos juízes quando aquela escocesa simples entra no auditório praticamente gritava: “O que você está fazendo aqui? Vá embora!”. Na primeira nota que ela cantou, toda a antipatia se desfez diante do talento puro.

Infelizmente a maioria dos talentos não são como a música que se demonstra em poucos segundos. Alguns precisam de muito tempo. O que nem sempre lhes é dado.

A simpatia, por sua vez, é um sentimento “quente” que faz com que nos identifiquemos com o objeto ou com a pessoa percebida. O resultado é que a nossa consciência fica abafada pela identificação com o outro e perdemos então o senso crítico.

O terceiro estímulo acontece no nosso querer e é mais impulsionado pelos nossos instintos, impulsos e necessidades fisiológicas do que pelo senso crítico, que somente pode ser acionado pela força da antipatia.

Os resultados são:

  • Ações espontâneas e impensadas.
  • Hábitos e rotinas.

O esquema a seguir representa este processo!

Lidar com a diversidade a partir dos nossos pré-conceitos.

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Lida com a diversidade a partir dos seus pré conceitos.

Exemplo prático:

1. Você recebe um candidato.
2. A pessoa está “fora” do peso – gorda.
3. Por causa dos seus preconceitos você qualifica pessoa preguiçosa (processo imediato e
sem consciência) antipatia.
4. Faz uma entrevista bem mais curta do que faria normalmente sem dar chance para a
pessoa mostrar sua competência.

As pessoas que fazem um esforço consciente para sua autoeducação ou autodesenvolvimento funcionam de maneira diferente. Elas substituem os sentimentos da antipatia e simpatia pelo da empatia, o que traz grandes consequências para a sua conduta.

Para facilitar a compreensão, vamos fazer a ilustração antes da descrição.

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Lida com a diversidade de maneira objetiva.
Exemplo prático:

1. Recebe um candidato/pessoa.
2. Fora do peso.
3. Não qualifica/tenta não julgar.
4. Mostra interesse genuíno.
5. Pondera as informações que a pessoa traz.
6. Vou contratá-la/ou não. Mas pelos motivos corretos.

Somente quando conseguirmos nos defrontar com os fenômenos e as pessoas, praticando a empatia em nossa alma, é que teremos condições de efetuar em nosso interior um processo decisório maduro:

• Analisando objetivamente os fenômenos com o nosso pensar;
• Ponderando e julgando com o nosso sentir;
• Concluindo ou decidindo com o nosso querer.

Seremos então capazes de lidar com a diversidade com objetividade e realismo. Sem os preconceitos negativos e sem a “patrulha” do politicamente correto que existe dentro e fora de nós.

*Baseado nos esquemas criados por Daniel Burkhard

Jaime Moggi é sócio da Adigo DEF. Trabalha a 25 anos como consultor independente, conduzindo projetos de trnasformação organizacional em centenas de empresas mais importantes do país. Como educador de executivos já treinou mais de 30.000 executivos em temas de liderança, coaching e gestão de mudanças.

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Madre Teresa de Calcuta

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Entrevista: O uso de tecnologia por crianças – Valdemar Setzer

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O uso de tecnologia por crianças

Entrevista com Valdemar Setzer em 16/10/2012

Fonte: univesttv.cmais.com.br

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“O mais importante para uma criança pequena é desenvolver a imaginação,
porque sem a imaginação não se tem o adulto criativo.”

Valdemar Setzer

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Palestra gratuita em Florianópolis:

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Local: Escola Waldorf Anabá
End: Rua Pastor Willian R. S. Filho nº 841, Itacorubi – Florianópolis/SC
Data: 24 de maio às 09:00 horas
Informações: (48) 8803-8473 ou (48) 9915-6543

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O Conhecimento dos Mundos Superiores – parte 3

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Lançamento de Tradução de Rudolf Steiner gratuita para download:

O Conhecimento dos Mundos Superiores

Parte 3 – Preparação

Tradução: Inês Pinheiro

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“Se o estudante progrediu o suficiente para que ele possa perceber as formas espirituais destes fenômenos que são fisicamente visíveis à sua visão externa, então ele não estará longe do estágio em que ele irá observar coisas que não possuem existência física e que, assim sendo, permanecem inteiramente omissas (ocultas) aos que não receberam o devido treino e instrução.”

Rudolf Steiner

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O Conhecimento dos Mundos Superiores

Parte 3 – Preparação

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Os oito passos do caminho do meio

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Os oito passos do caminho do meio

Fonte: wikipedia e www.alsibar.blogspot.com

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“Só há um tempo em que é fundamental despertar. Esse tempo é agora…”

Buda

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De acordo com os textos mais antigos,após ter alcançado o estado medidativo de jhana, Gautama estava no caminho certo para a iluminação. Mas o seu ascetismo extremo não funcionou e Gautama descobriu o que os Budistas chamaram de o Caminho do Meio, o caminho para a moderação, afastado dos extremismos da autoindulgência e da automortificação. Em um famoso incidente, depois ter ficado extremamente fraco devido à fome, é dito que ele aceitou leite e pudim de arroz de uma garota chamada Sujata. Tal era a aparência pálida de Sidarta, que Sujata teria acreditado, erroneamente, que ele seria um espírito que lhe realizaria um desejo.

Seguindo este incidente, Gautama sentou-se sob uma árvore (segundo a tradição budista, a árvore era uma Ficus religiosa), conhecida agora como a Árvore de Bodhi, em Bodh Gaya e jurou nunca mais se levantar enquanto não tivesse encontrado a verdade. Kaundinya e outros quatro companheiros, acreditando que ele tinha abandonado a sua busca e se tornado um indisciplinado, o deixaram para trás. Após 49 dias de meditação e com a idade de 35 anos, é dito que Gautama alcançou a iluminação espiritual.Segundo algumas tradições, isto ocorreu em aproximadamente quinze meses lunares, enquanto que, de acordo com outras tradições, o fato ocorreu em doze meses. Desde este tempo, Gautama ficou conhecido por seus seguidores como o Buda, termo derivado do páli buddha, que significa “desperto, iluminado, o que compreendeu, o que sabe”. Ele é frequentemente referido dentro do budismo como o Shakyamuni Buda, ou “O Iluminado da tribo dos Shakya”. Outro termo pelo qual Sidarta se tornou conhecido pelos seus contemporâneos foi Sugato, termo páli que, traduzido, significa “Feliz.

De acordo com o budismo, durante a sua iluminação, Sidarta compreendeu as causas do sofrimento e os caminhos necessários para eliminá-lo. Estas descobertas tornaram-se conhecidas como as Quatro Nobres Verdades, que são o coração dos ensinamentos budistas. Com a realização dessas verdades, um estado de suprema liberação, ou nirvana, é acreditado ser possível ao alcance de qualquer ser. O Buda descreve o nirvana como um estado perfeito de paz mental livre de toda ignorância, inveja, orgulho, ódio e outros estados aflitivos. Nirvana é também conhecido como o fim do ciclo samsárico, em que nenhuma identidade pessoal ou limites da mente permanecem.

De acordo com a história do Āyācana Sutta (Samyutta Nikaya VI.1) – uma escritura, escrita em páli – e outros canônes, imediatamente após a sua iluminação, o Buda debateu se deveria ou não ensinar o darma aos outros. Ele estava preocupado que os humanos, tão fortemente influenciados pela ignorância, inveja e ódio, poderiam nunca reconhecer o caminho, que é profundo e difícil de ser compreendido. No entanto, segundo o mito, Brahmā Sahampati tê-lo-ia convencido a ensinar a doutrina, argumentando que pelo menos alguns iriam entendê-lo. O Buda, após isso, concordou em ensinar o darma.

O “Caminho do Meio” foi ensinado por Sidarta Gautama, o Buda ( O Desperto) há mais de 2.500 anos atrás. Este caminho, procura evitar todos os extremos, levando o homem a viver uma vida baseada na prudência, retidão, sabedoria e meditação. Também conhecido como Nobre Caminho Óctuplo, não pode ser considerado simples mandamentos budistas, pois não foram inventados por Buda. Ele apenas explicou, detalhou e divulgou para todos os interessados, qual a via que leva o homem à libertação da dor e do sofrimento. Esta via contempla oito aspectos do comportamento humano a saber:

1 - Palavra Correta: é aquela que edifica, que encoraja, que é dita na hora certa, no tom certo, com as palavras adequadas, conforme a necessidade da situação. O sábio deve escolher a palavra mais eficaz, de acordo com a pessoa e o momento. A palavra correta não é  apenas aquela que é bonita e sábia, ela tem que ser, antes de tudo, verdadeira.  Discursos e sermões bonitos, podem até soar bem aos nossos ouvidos. Mas se não partir de um coração sincero, verdadeiro e honesto, será apenas mais um engodo, mais uma ilusão.  O homem que ensina a verdade, mas não a vive,  é um hipócrita. Suas palavras podem ser corretas, mas como seu coração não é puro, nem suas intenções boas,  elas são, na verdade, mentirosas e traiçoeiras .

2 - Ação Correta:  são ações edificantes, positivas, boas  para todos os seres vivos e o meio ambiente. Atitudes que sejam fundamentadas na ética, justiça, verdade e no amor ao próximo. Ações que roubam, enganam, prejudicam, exploram e iludem o próximo não são ações corretas. A ação correta deve ser sábia, prudente e ponderada. Evitando uma visão exclusivista, egoísta e individualista. Deve promover o bem estar e o bem comum.

3 - Meio de Vida Correto: ganhar o sustento de forma honesta , justa, ética e correta. Sem enganar, roubar, ludibriar , explorar ou prejudicar o próximo. Não é fácil estabelecer que tal profissão seja correta, e  outra não seja. Por exemplo, político, advogado e soldados, poderiam, numa visão simplista, serem considerados profissões perniciosas à humanidade. Todavia, sabemos que essas profissões são necessárias dentro da complexidade da sociedade moderna. Desta forma, entende-se que o meio de vida correto, está relacionado muito mais a uma postura correta dentro da profissão, do que ao seu tipo . Você pode ser um político honesto, correto, cumpridor dos deveres ou pode ser um corrupto. O advogado pode escolher ficar do lado dos ladrões e desonestos, ou defender as causas nobres, promovendo a justiça e o bem comum. O soldado pode cumprir seu dever sem se tornar tirano ou cruel. E assim por diante.

4 – Esforço Correto: o esforço correto está relacionado ao empenho adequado na busca pela iluminação interior.  Tem-se que ter em mente, que a palavra “esforço”, não significa necessariamente a luta, o conflito ou a repressão. Mas a dedicação, a energia e a seriedade com que nos dispomos para compreender a verdade sobre nós mesmos e a vida.  Assim, o esforço correto pode ser entendido como a  vivência do estado meditativo que é sem esforço, sem tempo, sem objetivos e sem desejos. Sem que entremos nessa dimensão desconhecida e atemporal, será  muito difícil- ou até impossível-  obtermos êxito na via que leva à  libertação.

5 – Plena Atenção Correta: é a Meditação vivida, “praticada” da forma correta. Ora, se não meditarmos corretamente,  não chegaremos a lugar nenhum- apesar de que não haver nenhum lugar a se chegar. Pois tudo já “é” no aquiagora. Todavia, nossa mente está condicionada pelo tempo e pelo desejo, não conhecendo outro estado a não ser o da mente-pensamento-ego. Há várias pessoas meditando de forma equivocada. E por isso, ao invés de se libertarem, estão aumentando seus grilhões. Por isso, a Meditação Correta é de suma importância. Sem ela estaremos rodando em círculos e não ascenderemos a níveis superiores de compreensão e consciência.

6 - Concentração Correta: Modernamente, quando se fala em concentração, vem logo à mente alguém fazendo esforço para focar a mente em um só ponto . Não é sobre isso que Buda fala, pois o esforço, implica num desejo, tendo como base um objetivo.  Essa prática ao invés de libertar, aprisiona a mente. Assim, questões metafísicas , discussões teóricas e assuntos irrelevantes como política, religião e futebol devem ser evitados. Por fim, devemos pensar, refletir, raciocionar sobre os assuntos e questões que sejam realmente relevantes e úteis. A mente é erradia e fugaz. O sábio evita que a mente divague por assuntos que não são bons, edificantes e que não tragam benefícios ao espírito.

7 – Pensamento  Correto: é o pensamento consciente, funcional, desprovido de sua carga reativa, automática e opressora. O pensamento quando  conscientemente dirigido, deve promover a paz, o bem, e a harmonia. Esse pensamento é salutar pois passa a ser usado como instrumento,  à serviço da consciência.  O pensamento quando descontrolado e inconsciente, causa males não somente ao seu dono, como também aos demais seres. Pensamento é energia, por isso a importância de se ter pensamentos corretos, que sejam edificantes, positivos e benevolentes . Ao pensar corretamente e conscientemente estaremos emanando energia positiva para o universo, o que beneficia tanto a nós mesmos, quanto a todos os seres do universo.

8 – Compreensão Correta: É a compreensão clara, sábia e verdadeira acerca de si mesmo, da vida e do universo. Essa compreensão inclui a descoberta de tudo aquilo que aprisiona o homem na ilusão e ignorância. É entender como a mente funciona, como ela cria a dor e as ilusões. É compreender a verdade sobre si mesmo, vendo as coisas como elas realmente são.  É se autoconhecer para conhecer o próximo. É ver claramente a verdade sobre o EGO e como ele atua em nossas vidas. É compreender e ver claramente “o que é”, no aquiagora, libertando-se de todas ilusões, erros e ignorância.

Nenhum homem está livre das consequências de seus atos, palavras, pensamentos e sentimentos. Buda percebeu isso e ensinou à toda humanidade um caminho que fosse praticável por todas as pessoas sem distinção. Não são regras budistas.  Pelo contrário, é uma via universal, que se aplica a todos os homens, independente da cultura, raça ou religião.  São  princípios universais que tem como objetivo ensinar o ser humano a viver uma vida boa, justa, ética,  plena, sábia, harmoniosa e feliz.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Presta atenção!!!

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Presta atenção!!!

Terje Sorgjerd

Fonte: www.socialfly.com.br

incrível

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“Estamos tão distraídos, que muitas vezes olhamos, mas não percebemos nada…”

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Expectativas…

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Expectativas…

Autor: Desconhecido

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“Você pode continuar excedendo às expectativas, mas para os olhos de alguns, você estará sempre abaixo do esperado.”

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Um açougueiro estava em sua loja e ficou surpreso quando um cachorro entrou.
Ele espantou o cachorro, mas logo o cãozinho voltou. Novamente ele tentou espantá-lo, foi quando viu que o animal trazia umbilhete na boca.

Ele pegou o bilhete e leu:

- Pode me mandar 12 salsichas e uma perna de carneiro, por favor. Assinado:

Ele olhou e viu que dentro da boca do cachorro havia uma nota de 50 Reais. Então ele pegou o dinheiro, separou as salsichas e a perna de carneiro,colocou numa embalagem plástica, junto com o troco, e pôs na boca do cachorro.

O açougueiro ficou impressionado e como já era mesmo hora de fechar o açougue, ele decidiu seguir o animal.

O cachorro desceu a rua, quando chegou ao cruzamento deixou a bolsa no chão, pulou e apertou o botão para fechar o sinal. Esperou pacientemente com o saco na boca até que o sinal fechasse e ele pudesse atravessar a rua.

O açougueiro e o cão foram caminhando pela rua, até que o cão parou em uma casa e pôs as compras na calçada. Então, voltou um pouco, correu e se atirou contra a porta. Tornou a fazer isso.

Ninguém respondeu na casa.

Então, o cachorro circundou a casa, pulou um muro baixo, foi até a janela e começou a bater com a cabeça no vidro várias vezes. Depois disso, caminhou de volta para a porta, e foi quando alguém abriu a porta e começou a bater no cachorro.

O açougueiro correu até esta pessoa e o impediu, dizendo:

-Por Deus do céu,o que você está fazendo? O seu cão é um gênio!

A pessoa respondeu:

- Um gênio? Esta já é a segunda vez esta semana que este estúpido ESQUECE a chave !!!

Moral da História:

Você pode continuar excedendo às expectativas, mas para os olhos de alguns, você estará sempre abaixo do esperado. Qualquer um pode suportar a adversidade, mas se quiser testar o caráter de alguém, dê-lhe o poder. Se algum dia alguém lhe disser que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se:

Amadores construíram a Arca de Noé e profissionais, o Titanic.

Quem conhece os outros é inteligente. Quem conhece a si mesmo é iluminado. Quem vence os outros é forte. Quem vence a si mesmo é invencível.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Mãe – O trabalho mais difícil do mundo

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Mãe – O trabalho mais difícil do mundo

Fonte: www.potencialgestante.com.br

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“Deus não pode estar em todos os lugares e por isso fez as mães.”

Ditado judaico

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Sobre heranças ou legados

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Sobre heranças ou legados

Milene Mizuta

Fonte: www.liderdesi.com.br

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“Legado meu amigo, surge do lugar que você se coloca no mundo, da maneira como acalenta seu filho nas horas de dor, no bom dia dado a todos que encontra pelo caminho, legado surge quando você mostra – e não ensina, ensinamento não tem valor no legado – com suas ações que somos todos iguais, legado surge e toma corpo quando você coloca a música para rolar na sua casa, quando você desconecta do seu iphone e conecta com seu filho..”

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Posso te perguntar hoje qual herança você vai deixar para seus filhos, ou, para o mundo?

Rapidamente você pode me responder fazendo um levantamento simples dos bens que acumulou no decorrer da vida, casas, carros, pode também não conseguir fazer o levantamento de nada ou pode fazer um levantamento e perceber que não sabe para quem deixar.

Não importa, aliás importa, porque isso já pode lhe levar a muitas reflexões, mas o fato é que um bom cartório e advogado resolvem isso, é meio chato, cansativo e preocupante, mas, não há coisas práticas que não se resolvam. Faz-se contas, somam-se números, contam-se pessoas, dividem os bens, escrevem em um documento com textos complexos, duas vias, carimbos, cartório e pronto, cada um com seu cada qual.

Agora quero te perguntar se você já se perguntou, qual o legado vai deixar para o mundo? Nesse mesmo mundo onde estão seus filhos, ou filhos de amigos, filhos de filhos…nesse mundo aqui que vivemos.

Herança é construída fazendo o milagre da transformação da “pedra em pão”, sua-se a camisa, trabalha-se para caramba, do sol raiar a coruja cantar, trabalha-se, acumula-se, transforma-se suor em bens materiais, é importante, muito importante, porque sem trabalho o mundo não se constrói.

Mas, legado, é construído nas entrelinhas do documento do cartório que citei acima, sua construção acontece 24 horas por dia, silenciosa, quieta, dia após dia. Acontece na nossa presença ou longe dela, depende de nós, mas vai muito além da nossa presença física.

Legado é a forma como os que deixamos aqui vão olhar o mundo, ou para o mundo.

Legado não pode ser dividido, legado é pessoal e intransferível.

O nosso legado no mundo é construído na nossas ausências quando estamos transformando pedras em pão e nossos filhos estão olhando pela janela da sala esperando a gente voltar, nosso legado é construído nas nossas reclamações, nos nossos lamentos, na descrença que temos diante da vida e na falta de confiança no mundo, quando falta fé, quando nos desesperamos, quando temos medo de nos perder, nosso legado é criado, nas piadas preconceituosas nos encontros aos finais de semanas, quando tratamos o diferente com indiferença, surge quando ignorantemente falamos que somos todos macacos (não podia perder essa) sem nunca termos lido uma página sobre Darwin.

Legado meu amigo, surge do lugar que você se coloca no mundo, da maneira como acalenta seu filho nas horas de dor, no bom dia dado a todos que encontra pelo caminho, legado surge quando você mostra – e não ensina, ensinamento não tem valor no legado – com suas ações que somos todos iguais, legado surge e toma corpo quando você coloca a música para rolar na sua casa, quando você desconecta do seu iphone e conecta com seu filho.

Legado vai sendo construído tal qual um casa, quando você joga lixo na rua, paga mal seus funcionários, mente sobre suas crenças e vive totalmente contra aquilo que acredita, alicerça profundamente a maneira de viver a vida daqueles que estão a sua volta.

Legado perpetua, dessa para mais mil gerações.

E legado pode ainda vir requintado com conquistas, mostrando que amar significa dar, que ter significa ser, que medo se trata com remédio, legado comprado.

Diferente da herança que só tem uma forma de ser construída, o legado não, porque para nossa felicidade ele também é construído, na cantigas de ninar, na praia aos finais de semana, na guerra de travesseiros no final de tarde, pode ser construído, dando para se receber, fazendo o que se ama, crendo que o mundo é um lugar maravilhoso para se estar, legado pode ser construído com desculpas, muito grata, você é linda, eu amo você.

Legado pode ser construído cozinhando a comida predileta, dando um beijo na testa antes de dormir, dando risada da piada do outro, jogando para brincar e não para ganhar, jogando lixo no lixo, amando o próximo, tendo compaixão da dor alheia, na divisão diária de tarefas em casa.

Legado diferente da herança pode ser pouco preocupante e muito divertido de ser construído, porque depende de uma atitude somente sua em relação a sua vida, e essa atitude pode ser mudada a qualquer momento, aliás, deve ser mudada, porque não tem legado mais massacrante que o de ser igual uma vida inteira.

Enquanto você se preocupa em construir sua herança, seus filhos e pessoas ao seu lado silenciosamente podem estar construindo o seu legado e você sem saber não esta compartilhando isso, porque como eu disse legado não pode ser dividido, mas pode ser compartilhado, aliás, é compartilhado, prova disso são os inesquecíveis almoços de domingo na casa dos avós.

Outro dia pensei no legado que minha mãe que se foi deixou para mim, e para você ter uma idéia do poder disso, te conto:

Minha mãe deixou para mim uma cadeira de balanço onde eu amamentei meu primeiro filho com toda tranquilidade logo que ele nasceu, disso eu fiz um parto domiciliar e meu segundo filho nasceu no aconchego do nosso lar de forma respeitosa.

Minha mãe deixou para mim o compaixão por todos sem nunca, em toda sua vida ter feito um julgamento a qualquer tipo de mulher, nunca ouvi minha mãe tratar nenhuma mulher com termos chulos, e disso eu fiz o respeito a individualidade feminina e minha liberdade em ser o que sou.

Minha mãe deixou para mim uma singeleza em lidar com a vida, uma alegria leve e pueril e disso eu fiz a crença inabalável de que esse mundo é um lugar maravilhoso para se viver e consigo me divertir com pouco e achar beleza na florzinha do quintal.

Minha mãe deixou para mim o amor pelos meus filhos, a alegria em ser avó, e disso eu vou fazer bolos, brigadeiros e passeios intermináveis com meus netos.

Minha mãe deixou para mim uma crença de que todo ser humano muda e pode ser melhor, e com isso eu fiz o meu caminho de desenvolvimento, mudei a mim mesma, estudei e tento de alguma forma retribuir isso para o mundo com minha profissão.

Minha mãe e minha avó me deixaram uma canção de ninar em japonês, que canto sempre aos meus filhos e chego a sentir o perfume de cada uma delas enchendo meu coração de alegria.

Tenho uma lista interminável de legados que recebi dela, poderia falar sobre isso mais dez páginas, mas não quero, porque o legado que quero deixar para o mundo não esta nessas páginas, esta na forma como vivo a vida e acredito sim que dia após dia o mundo vai ser um lugar melhor e lindo de se viver.

E você qual é o seu legado?

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Curso Líder de Si – Florianópolis

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Local: Espaço Leonardo da Vinci – Florianópolis
Valor: Curso de caráter associativo – pode absorver indivíduos que não dispõem de altos valores para sua formação
Início previsto: Julho de 2014
Inscrições: (48) 8419-2107 ou (48) 3207-9201 com Maria Alice ou Milene
Email: contato@liderdesi.com.br
Site: www.liderdesi.com.br

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O Salvamento da Alma – 5º dia

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Lançamento de Tradução gratuita para download:

O Salvamento da Alma – 5º dia

A tarefa atual dos rosacrucianos

Bernard Lievegoed

Tradução: Gerard Bannwart

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“Atenção à velocidade do desenvolvimento. Todo desenvolvimento progride lentamente. As forças arimânicas querem acelerar tudo. Vemos como nesta nossa época isso também acontece em toda parte: a preferência recai geralmente nos projetos de curto prazo e resultados rápidos. Áriman organiza as coisas dessa maneira para evitar que o eu humano adquira uma relação plenamente consciente com as novas faculdades espirituais.”

Bernard Lievegoed

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5º dia

O Salvamento da Alma

A tarefa atual dos rosacrucianos

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O círculo perfeito

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O círculo perfeito

Pasadena Waldorf School

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“O ser humano está em processo de se tornar…”

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Conheça mais sobre a Pedagogia Waldorf – clique aqui!!!

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Apresentação do PowerPoint

Oferece em São Paulo: Pós Graduação em Pedagogia Waldorf

Apresentação do PowerPoint

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End: Av. João Dias, 2046 – Santo Amaro/SP
Duração: 18 meses
Horários: Sábados – mínimos 2 por mês das 08h30 às 17h30
Valor: 18 x R$ 370,00
Informações: (11) 5645.0189 ou crp@italo.br
Site: www.italo.com.br

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Apostila: A Cosmovisão Tupi-Guarani e a Antroposofia

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A Cosmovisão Tupi-Guarani e a Antroposofia

Heloisa Oliveira

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“Depois de fundir-se o espaço e amanhecer um novo tempo eu hei de fazer que circule a palavra-alma novamente pelos ossos de quem se põe de pé, e que voltem a encarnar-se as almas disse nosso Pai Primeiro. Quando isso acontecer Tupã renascerá no coração do estrangeiro; e os primeiros adornados novamente se erguerão na morada terrena por toda sua extensão.”

Profecia na nação guarani do clã Jeguakava narrado por Pablo Werá

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A Cosmovisão Tupi-Guarani e a Antroposofia

Heloisa Oliveira

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Brincadeira perde espaço para alfabetização precoce

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Brincadeira perde espaço para alfabetização precoce

Raquel Ramos

Fonte: www.hojeemdia.com.br

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“Crianças só tem uma infância, roube-as dela e elas a terão perdido para sempre.”

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Antes de conhecer o mundo das letras, toda criança deve desenvolver outras habilidades mais importantes. Coordenação motora, linguagem e sociabilidade, por exemplo, são competências que ajudam na vida escolar e ainda contribuem para a formação pessoal. Por isso, deveriam ser prioridade nas instituições que oferecem educação infantil.

Na prática, porém, a realidade é outra. Com autonomia para definir o próprio projeto pedagógico, escolas privadas antecipam cada vez mais a alfabetização. Reduzem o lazer das crianças, trocam jogos e brincadeiras por exercícios de escrita e leitura e, consequentemente, sobrecarregam os alunos com atividades.

Não faltam justificativas para a prática. “Muitos pais têm pressa de ver o filho lendo e escrevendo e acabam transferindo essa ansiedade para as escolas que, para atender às expectativas dos adultos, começam a alfabetização ainda no ensino infantil”, explica Emiro Barbini, presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep-MG).

Há também uma falsa impressão de que o melhor colégio é o que consegue ensinar os alunos a ler e escrever mais cedo.

Massacre

Mas a “neurose” dos pais e a preocupação das escolas são desnecessárias. “Há competências mais importantes do que essas para serem ensinadas às crianças. Mais relevante é desenvolver a psicomotricidade, a socialização, a capacidade de dialogar. Habilidades aprendidas por meio da brincadeira e do faz de conta”, diz Maria Auxiliadora Monteiro, pesquisadora em educação e professora da PUC Minas.

A opinião é compartilhada por Mônica Baptista, professora da faculdade de educação da UFMG e do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita da universidade. “Tenho ouvido depoimento de alunas minhas que fazem estágio sobre um verdadeiro massacre às crianças. Escolas que diminuem o tempo de brincar livremente, ignoram as atividades lúdicas e artísticas para forçar os alunos a fazer exercícios motores que não têm sentido algum”. Uma história, em especial, chamou a atenção da educadora. “Uma criança reclamou de cansaço porque não aguentava mais brincar de letrinhas”.

Segundo Mônica Baptista, a educação infantil não deve ser vista como uma simples preparação para o ensino fundamental, porque essa etapa tem conteúdos específicos que devem ser trabalhados – principalmente no que diz respeito ao desenvolvimento cognitivo e emocional dos pequenos.

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Madre Teresa de Calcuta

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As Plantas têm alma?

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As plantas têm alma?

Valdemar W. Setzer

Fonte: Rede Espirit Book em 9/5/2011

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“Todos os seres vivos têm esse corpo vital não físico, que lhes dá a vida e as formas orgânicas características da espécie. No entanto, plantas não têm processos puramente interiores, como sensações e sentimentos, como nós e os animais os temos, e que são devidos à alma presente em nós e neles.…”

Valdemar W. Setzer

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O coordenador da rede Espirit Book, Henrique Régis, perguntou-me se plantas também têm alma. Recordando o que já escrevi nessa rede, o ser humano é composto de corpo, alma e espírito. Infelizmente, há muita confusão entre alma e espírito, em parte por causa do Concílio de Constantinopla, em 869, que instituiu o dogma de que não havia espírito no ser humano, e a alma foi decretada como tendo algumas características do espírito. As igrejas ortodoxas continuaram, e continuam, admitindo aquela trimembração do ser humano, e isso foi uma das causas da sua separação da Igreja Católica. Na Antroposofia, esses termos são bem caracterizados, vejam-se por exemplo meu texto “Uma introdução antroposófica à constituição humana” em http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/const1.htm, o livro de R. Lanz Noções Básicas de Antroposofia, e o livro de Rudolf Steiner Teosofia, ambos editados pela Editora Antroposófica.

Vou ser muito breve. Com o espírito, o ser humano atinge o mundo espiritual, por exemplo o mundo platônico dos conceitos; estes não existem fisicamente. Trata-se, assim, de uma atividade do interior para o exterior, ou vice-versa, só que esse exterior não é físico. Pelo contrário, a atividade da alma é algo puramente interior. No ser humano, há três atividades anímicas básicas: o pensar, o sentir (ter sensações e ter sentimentos) e o querer (vontade que leva a ações) – note-se como são todas atividades puramente interiores. Uma sensação pode depender de, por exemplo, uma percepção sensorial, mas a sensação em si – uma das incógnitas do conhecimento científico atual – é interior, e não é física, apesar de ser acompanhada por processos físicos nervosos. Normalmente, o pensar está baseado nas vivências sensoriais ou na memória. No entanto, é fundamental saber que é possível desenvolver um pensar independente dessas vivências ou da memória – é por meio desse pensar consciente, totalmente desligado do mundo físico, que hoje em dia deve-se fazer observações conscientes do mundo espiritual, pois só o pensar pode nos dar certeza do que observamos.

Pois bem, se na trimembração do ser humano tomar-se o “corpo” como sendo nosso corpo físico, ficará faltando algo: nossas atividades vitais, como o crescimento, a regeneração dos tecidos, o metabolismo etc. A ciência corrente, sendo materialista, acredita (sim, para a quase totalidade dos cientistas isso é uma crença) que todos os processos vitais são puramente físicos, e as suas pesquisas partem sempre desse princípio limitador. Por exemplo, um neurocientista diria: “É lógico que o pensamento é gerado pelo cérebro, como poderia ser de outra maneira?” Note-se que, cientificamente, no máximo se poderia dizer que o cérebro participa de certos processos mentais, e não que os gera, pois esses processos não são conhecidos em detalhe. É interessante notar que a ciência não consegue definir o que é “vida”. Houve uma tentativa disso quando se descobriu o DNA e se começaram as manipulações genéticas, mas o resultado foi nulo em relação àquela definição. A esse respeito, veja-se meu artigo de vários anos atrás, mas ainda atual, “Desmistifiação da onda do DNA”, em http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/DNA.html .

Passemos à vida e aos processos vitais. Nossos processos fisiológicos passam-se no corpo físico mas são consequências de processos não físicos. Por isso as orelhas de uma pessoa não param de crescer durante toda a vida, mas conservam em geral uma grande simetria. Como se poderia imaginar que uma célula de uma orelha se subdivide e envia uma mensagem à célula correspondente na outra orelha para ela se subdividir também senão a simetria é quebrada? (Bem, a simetria não chega a esse ponto, e o processo de subdivisão celular não é tão preciso, trata-se apenas de um exemplo ilustrativo.) Tudo se passa como se um modelo mental controlasse o crescimento das orelhas; isso se aplica a todas as formas de nosso corpo, tanto os tecidos como os órgãos aos pares, simétricos (como as mãos), ou únicos (como o coração). Por exemplo, a formação do coração no embrião é uma sequência de processos incrivelmente fantásticos, com dobramentos, rolamentos, esticamentos etc. É preciso ter pensamento muito simplista para achar que todos os maravilhosos processos de crescimento e regeneração são controlados por algo físico como os genes – que, obviamente, também participam dos processos. É por isso que, mudando-se alguns genes, pode-se mudar alguma forma de um ser vivo. Ora, um modelo mental, seguido na formação e na regeneração de um órgão ou tecido, não é físico. Portanto, algo não físico controla esses processos. Esse controle não é exercido nem pela alma, e nem pelo espírito, que se dedicam a outro tipo de processos. Assim, temos que postular a existência de um outro membro do ser humano. Para simplificar, vou fazê-lo dividindo em duas partes o “corpo” que ocorre na trimembração do ser humano: uma parte puramente física, nosso “corpo físico” e outra parte que não é física, que denominarei de “corpo vital”; não confundir com o corpo vital das teorias vitalistas – estas eram materialistas. Na Antroposofia ele foi denominado por Steiner de “corpo das forças formativas” ou, seguindo uma antiga tradição esotérica, de “corpo etérico”; não confundir com as velhas teorias do suposto éter da Física, que era físico, e por meio do qual achava-se que as ondas eletromagnéticas se propagavam – aliás, não se sabe até hoje, se são ondas, como elas se propagam.

Portanto, nossa vida é devida a um membro não físico que temos em nós, e que está fora da alma e do espírito. Ultimamente tenho sido bem radical no seguinte. Parece-me que nenhum processo de um ser vivo é puramente físico: sempre é acompanhado por uma ação do corpo etérico do ser ou produzido por este.

Pois bem, todos os seres vivos têm esse “corpo vital” não físico, que lhes dá a vida e as formas orgânicas características da espécie. No entanto, plantas não têm processos puramente interiores, como sensações e sentimentos, como nós e os animais os temos, e que são devidos à alma presente em nós e neles. Aliás, para isso deveria haver um sistema nervoso, uma base física para esses processos não físicos, que as plantas não têm. Portanto, plantas não têm alma. Seria necessário entrar em detalhes sobre a distinção entre plantas e animais para se compreender melhor o fato de o corpo vital não fazer parte da alma; infelizmente isso alongaria ainda mais este texto. Para essa compreensão, é recomendável aprofundar-se no estudo dos textos citados no início.

 Alguém poderia objetar o seguinte: nesse caso, como acontece de pessoas influenciarem o crescimento de certas plantas quando as tratam , por exemplo, com carinho? Parece-me que nesse caso existe uma atuação no plano etérico.

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A Trindade do Feminino

Por Leila Mendes da Rocha

mãe e filho

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“A mulher tem uma dimensão cósmica e transita em vários papéis da vida. Quanto mais facetas a mulher conseguir reunir em si, mais condições ela terá de se realizar. Por ser mais sensível, a mulher deveria ser a professora na arte de amar. Nos dias de hoje, é possível observar o crescente caos em que a sociedade humana vive. O papel do feminino vem se perdendo com a identificação da mulher com o modelo masculino de conduzir a vida e essa postura, teve como conseqüência, a perda do feminino sagrado que sustenta a sua essência…”

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A mulher tem uma dimensão cósmica e transita em vários papéis da vida. Quanto mais facetas a mulher conseguir reunir em si, mais condições ela terá de se realizar. Por ser mais sensível, a mulher deveria ser a professora na arte de amar. Nos dias de hoje, é possível observar o crescente caos em que a sociedade humana vive. O papel do feminino vem se perdendo com a identificação da mulher com o modelo masculino de conduzir a vida e essa postura, teve como conseqüência, a perda do feminino sagrado que sustenta a sua essência.

Para que a essência feminina seja preservada, a mulher deverá restabelecer a imagem tripla de mulher, que implica resgatar o feminino cristão, representado simbolicamente por Mãe-Maria, Maria Madalena e Martha (irmã de Maria). A primeira, como a mãe que cuida do futuro do filho e da humanidade; a segunda como a esposa, amante e a grande sacerdotisa que é capaz de elevar o homem e encaminhá-lo para uma realização espiritual; A terceira, que é a amiga e irmã, a conselheira que está presente no cotidiano.

A mulher precisa reunir em si a dimensão da mãe, da amante e da amiga. Somente a partir da integração desses três aspectos do feminino é que será possível cumprir o seu real papel de fecundar o humano para resgatar o sagrado neste período de transição do planeta. Assim despertará o humano-divino que habita em nós.

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O simbolismo dos contos de fadas

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O simbolismo dos contos de fadas

Vera Márcia Gonçalves da Silva Pina

Fonte: www.psiquecienciaevida.uol.com.br

contos

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“As imagens e figuras arquetípicas que estão presentes nos contos e mitos nos fornecem material simbólico que nos permite trabalhar em todos os estágios da vida lidando com muitos arquétipos, principalmente com a sombra, o lado escuro da personalidade, em que se encontram os aspectos desconhecidos e geralmente desprezados por nós, como a raiva, inveja, ciúmes etc…”

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É preciso dizer que o essencial não é a interpretação e compreensão das fantasias ou conteúdo dos contos, mas sim, a possibilidade de reviver plenamente esses conteúdos.

Para Jung, compreender intelectualmente um sentimento negativo, ou reconhecer sua falsidade, não é suficiente para eliminá-lo. Os sentimentos não podem ser atacados pelo intelecto porque não têm base intelectual.

É exatamente o que os contos nos ajudam a fazer: reviver sentimentos escondidos ou viver desconhecidos. Os contos falam diretamente à alma do ser humano; sozinhos eles causam raiva, dor, insegurança, indignação, orgulho, força. Isso porque somos nós a personagem principal e são nossas imagens internas que serão colocadas nas imagens do conto, com nossa carga de sentimentos e emoções, pois eles são desprovidos disso.

As imagens e figuras arquetípicas que estão presentes nos contos e mitos nos fornecem material simbólico que nos permite trabalhar em todos os estágios da vida lidando com muitos arquétipos, principalmente com a sombra, o lado escuro da personalidade, em que se encontram os aspectos desconhecidos e geralmente desprezados por nós, como a raiva, inveja, ciúmes etc.

As crianças se identificam com as personagens dos contos e assim conseguem vivenciar seus sentimentos de abandono, rejeição, nascimento de irmãos, ciúme, o fato de ser a(o) filha(o) preterida(o) ou a(o) mais querida(o) etc. com essas personagens; com elas são submetidas às mais terríveis provas, com a vantagem de poderem pedir ajuda para seres fantásticos ou animaizinhos humanizados. Esses animais representam tendências humanas arquetípicas. Não representam os verdadeiros instintos dos animais, mas também nossos instintos animais, isto é, se o tigre representa na história a agressividade ou a avidez não é aquela característica realmente do tigre, mas a nossa própria agressividade ou avidez. Os animais são portadores da projeção de fatores psíquicos humanos.

É cumprindo toda essa trajetória, a chamada “jornada do herói” que nossas crianças podem, de maneira simbólica, atingir a maturidade representada pelo encontro do “diamante perdido” ou pelo “resgate do parceiro” que estava em terras distantes.

Com as personagens dos contos, crianças, adolescentes e adultos provarão seu verdadeiro valor de herói ou heroína, superando seus medos, inseguranças e dificuldades.

As fadas geralmente representam o lado positivo do arquétipo da grande mãe, bem como as bruxas o seu aspecto mais terrível, porém, tão fundamental para impulsionar nosso crescimento – imaginem as histórias sem bruxas ou gigantes…nada aconteceria!

Mães excessivamente boas tendem a paralisar seus filhos impedindo seu desenvolvimento e autonomia. Quantas mamães chegam a impedir que seus filhos saiam de casa sozinhos, mesmo quando eles já têm idade e maturidade para isso. Para elas seus filhos nunca estarão suficientemente crescidos. É por essa razão que em muitos contos as mães boazinhas demais morrem no início deixando seus filhos e filhas sozinhos no mundo, ou melhor, nas mãos de uma madrasta terrível. Nesse momento do conto pode ser despertado nas crianças um pensar sobre “como me afastar de mamãe e descobrir minhas verdadeiras forças”, “quais são essas forças em mim?”, “é possível eu me virar sozinho?”. Lógico que nem sempre será tão consciente para elas esse pensar.

“Os sentimentos não podem ser atacados pelo intelecto porque não têm base intelectual; os contos nos ajudam a reviver sentimentos escondidos ou desconhecidos.”

As mamães ao ouvirem o conto, quando tocadas por essa imagem, talvez entrem em contato com: “posso deixar morrer o meu lado superprotetor saindo um pouco de cena e permitindo que meus filhos enfrentem o mundo com seus próprios recursos?” ou “como é esse aspecto em mim?” ou ainda “existe um lado madrasta dentro de mim?”.

É assim que os contos e mitos nos ajudam a organizar nossos pensamentos e direcionar nossas ações de forma coerente e mais sábia, por nos permitir refletir sobre aspectos tão presentes em todos nós.

Os heróis dos contos representam os esforços que fazemos para cuidar do nosso crescimento e aprender a dialogar com os problemas que surgem o tempo todo. A figura do herói é o meio simbólico por meio do qual o ego emerge; para isso ele tem que olhar de frente para a sombra; assim, o herói, mesmo tendo que enfrentar um caminho de pedras, estará suficientemente preparado para vencer o dragão.

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Oportunidade em São Paulo:

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End: Rua Guilherme Asbahr Neto 258, Chácara Monte Alegre/SP
Data: 15, 16 e 17 de agosto de 2014
Horários: Sexta – das 18:00 às 21:00
Sábado – das 9:00 às 18:00
Domingo – das 9:00 às 18:00
Valor: R$ 300,00
Inscrição: R$ 80,00 (os 6 primeiros inscritos estão isentos)
Tel: (11) 2359-0950 ou (11) 9 8640-5440
Email: bianca@sucasasp.com.br

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