Arquivo mensais:junho 2014

Classes do 1º ao 3º ano – Trabalhos Manuais

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Conteúdo Pedagógico:

Classes do 1º ao 3º ano – Trabalhos Manuais

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“O trabalho manual requer alta concentração, agilidade das mãos e de todos os dedos, sendo um processo que vivifica a capacidade de pensar da criança….”

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1º ano

As crianças aprendem a fazer tricô, que requer alta concentração, agilidade das mãos e de todos os dedos, sendo um processo que vivifica a capacidade de pensar da criança.
São produzidos pequenos objetos de fácil visualização, como bolsinhas, pegadores de panela, saquinhos de flauta, etc., que podem ser usados no dia a dia.

Na segunda parte da aula dupla são feitos exercícios de forma e de cor com vários materiais: giz de cera, lã crua colorida, papel de seda, papéis coloridos, tecidos, fios coloridos, etc. Já nessa idade, deve ser cultivada a consciência da forma apropriada de um objeto de uso diário, e da cor apropriada ao objeto.

2º ano

Depois de terem adquirido segurança no trabalho de tricô, aprendendo os pontos de meia e tricô, as crianças podem aprender a fazer crochê. A mão direita dirige a agulha, a mão esquerda segura a obra que nasce. Novo ritmo de trabalho se desenvolve, conscientemente. Cada ponto de crochê precisa ser procurado com atenção. Como introdução ao trabalho pode ser realizada uma rede sob forma de sacola de bola, para a qual se crocheta em alternância nica “pontos correntes” e “pontos baixos” em círculos espiralados.

A técnica pode ser aperfeiçoada pela produção de pegadores de panela, pequenas bolsas, etc. Os exercícios artísticos do 1° ano continuam.

3º ano

Aprofunda-se o crochê e exercita-se o tricô, produzindo bichinhos.

A produção de roupa pessoal começa com os gorros, fazendo-os de tricô ou de crochê. A disposição das cores deve acentuar o aspecto de “envoltório protetor” do gorro produzido. Ao contrário das formas “envolventes” de rede e de gorro, a bola tem um centro sólido produzido pelas próprias crianças, que ao bordarem revestem-no com cores bem vivas (tricô), acentuando o seu movimento. Ao produzir uma boneca fantoche, a fantasia das crianças se desenvolve devido à variedade dos materiais usados.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

A verdade oculta protege-se por si mesma

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A verdade oculta protege-se por si mesma

Roberto Lucíola

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“As características da obscuridade são a ignorância, a preguiça, a inércia, a letargia, a insensatez e a escravidão às ilusões dos sentidos. Aquele que é subjugado pela obscuridade mental é um cego que jamais contemplará a Luz do Espírito.”

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Uma pessoa pode ser bem dotada de inteligência, ser portadora de vasta cultura intelectual e até estar bem informada a respeito das coisas esotéricas, mas jamais será um sábio na pura extensão da palavra, por ainda está envolvida na obscuridade da personalidade, portanto, sujeita a ser vítima da ilusão de Maya. Por isso, encontrará dificuldades para entender as subtilezas do Conhecimento Sagrado porque o mesmo tem o seu apoio e origem na própria Mónada, pelo que só uma Mente bafejada pela Luz de Budhi pode penetrar nos Grandes Arcanos da Sabedoria Eterna. Não basta pesquisar sem experimentar em si mesmo a realidade do Saber Oculto. Aí reside o poder mágico do Conhecimento Hermético, que difere muitíssimo do conhecimento mundano que não exige do pesquisador nenhum compromisso com a Verdade.

A Sabedoria Iniciática das Idades exige uma interação entre o que se aprende e o comportamento moral e intelectual do modo de vida do estudioso. Se não houver esse compromisso, jamais se conseguirá penetrar os meandros iniciáticos do Saber Oculto. Infinitamente menos quando o estudo tem apenas carácter de diletantismo ou de passatempo sem nenhum compromisso com a sua vivência, servindo apenas como meio de afirmação de vaidades próprias de desajustados psicomentais do género “sei tudo porque tenho tudo”. Mas a Verdade Oculta protege-se por si mesma dos curiosos e egoístas. A bondade e o amor, pela sua pureza e o alto padrão vibratório, podem facilitar até certo ponto a aquisição do Saber Arcano.

As pessoas de carácter dominador assinalam com isso que estão envolvidas na obscuridade da personalidade, e não dominando a si mesmas procuram dominar os outros. Porém e incluindo a sua eventual cultura livresca onde incontáveis teorias desencontradas vagueiam no campo árido da mente com mais ou menos misticismo desapurado ou gosto pelas “coisas fantásticas e insólitas”, revelam com tudo isso a sua natureza débil ainda muito longe de estar integrada aos reais valores do Espírito. Segundo Shankaracharya, as características da obscuridade são a ignorância, a preguiça, a inércia, a letargia, a insensatez e a escravidão às ilusões dos sentidos. Aquele que é subjugado pela obscuridade mental é um cego que jamais contemplará a Luz do Espírito.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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O Conhecimento dos Mundos Superiores – parte 4

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Lançamento de Tradução de Rudolf Steiner gratuita para download:

O Conhecimento dos Mundos Superiores

Parte 4 – Iluminação

Tradução: Natália Paludo

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“A iluminação vem de um processo simples. É uma questão de desenvolvimento de certos sentimentos e pensamentos os quais estão adormecidos em cada ser humano e devem ser despertados. É somente quando esses simples processos são realizados com muita paciência, continuamente e conscientemente, que se pode chegar a percepção da luz interior.”

Rudolf Steiner

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O Conhecimento dos Mundos Superiores

Parte 4 – Iluminação

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Madre Teresa de Calcuta

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Conteúdo Pedagógico: Educação física – 3º ao 8º ano

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Conteúdo Pedagógico:

Educação física – 3º e 8º ano

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“Agora começa a aula de Educação física propriamente dita. É bom que fique claro para as crianças a diferença entre a Educação física e as aulas de jogos. As bases fisiológicas da Educação física nas crianças jovens devem-se ater, principalmente, no sangue e músculos. Somente após os 12 anos se levará mais em conta o orgânico e o mecânico do sistema ósseo…”

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3º ano

Agora começa a aula de Educação física propriamente dita. É bom que fique claro para as crianças a diferença entre a Educação física e as aulas de jogos. As bases fisiológicas da Educação física nas crianças jovens devem-se ater, principalmente, no sangue e músculos. Somente após os 12 anos se levará mais em conta o orgânico e o mecânico do sistema ósseo. Em geral, nas aulas de Educação física até o 12° ano escolar, tenta-se relacionar com os temas que são tratados na aula principal. Isso acontece na ginástica, na ginástica nos aparelhos e nos jogos.

No 3° ano, trata-se de saber executar a Educação física sobre as necessidades de vivência das crianças. Os exercícios ginásticos são movimentos resultantes da palavra falada, as quais são trazidas, principalmente, pelos temas de aula de matéria. Ainda se parte do círculo, de uma “atmosfera de nós”, como nas histórias do velho testamento. A Ginástica com obstáculos está construída de maneira que as crianças se arranjem com o ambiente e consigam se achar no meio dele. É uma ajuda quando a gente se conscientiza que a Educação física começou num gramado, onde árvores, troncos de árvores caídas, valetas, etc., eram usados como obstáculos. Estas instalações ginásticas naturais deveriam ser mantidas, na fantasia das crianças. De maneira que, no salão de ginástica, o espaço entre dois bancos se tome um rio, uma trave de equilíbrio, num caminho estreito sobre um abismo, o espaldar, numa montanha íngreme. São apropriados os jogos que partem do círculo, por exemplo: “Gato e rato” e outros, depois todos os tipos de “pega-pega” e também jogos segundo o modelo de “Quem tem medo do homem preto?”

Entendemos por ginástica a assim chamada ginástica Bothmer. Trata-se de urna série de exercícios ginásticos que o conde Frederico de Bothmer, o 1º professor de Educação física da escola Waldorf de Stuttgart, elaborou animado por R. Steiner. O seu objetivo central consistia em formar, passo a passo urna consciência de postura que superasse o mero treinamento de postura.

4° ano

A aula de Educação física abarca as necessidades de vivência das crianças. Para alguns exercícios oferecem-se temas da Geografia. Mas aos poucos perde-se o vinculo coma fantasia e a corrente do rio, entre os dois bancos, cede lugar ao chão do salão de ginástica.

Deixamos a “atmosfera do nós” e tentamos elaborar a aula de tal maneira que as crianças cheguem às vivências da ordem do “Eu e o grupo” e “Eu e o meio ambiente”. É uma situação que já foi vivenciada em algumas sagas da mitologia germânica.

Os exercícios da ginástica Bothmer partem agora do “Eu”, exemplo: “Eu ando, eu paro, eu corro meu caminho…, etc.”

Os exercícios de obstáculos como nós praticavamos no 3° ano continuam, porém, mais exigentes. Agora também é bom dar leves estímulos com resultados, por exemplo, contando quantas crianças de um grupo conseguem o salto sobre uma “valeta” ou sobre um obstáculo.

Devemos evitar jogos em forma de desafio e tratar daqueles nos quais as crianças possam vivenciar: “o que faço, atua sobre o grupo”. Entre estes estão as formas simples de pré-baseball e as inúmeras variações do jogo “Bola do caçado?’ e, por exemplo, “Bola sentada”. Conservamos, naturalmente, alguns jogos já jogados até agora.

5° ano

Nessa idade e com a Educação física, podemos-nos deixar estimular pela atmosfera da história grega e dos jogos olímpicos (na execução antiga). É uma grande ajuda quando deixamos perante os nossos olhos a seguinte idéia: a aula inteira deve ser impregnada pelo jogo entre o leve e o pesado.

Na ginástica Bothmer somos levados da ciranda para os exercícios propriamente ditos, nos quais se pratica uma troca rítmica, entre saltos leves e pesados. Também na ginástica nos aparelhos, nós nos movimentamos, nesse elemento, em cada saltar, por exemplo, no salto sobre o cavalo ou saltar com a corda.

No jogo temos a troca do leve e pesado, no agarrar e arremessar. De maneira que jogos do tipo: “bola sobre a rede”, “queimada” e “bola ao cesto”, são adequados. É bom começar os jogos com menos regras possíveis. Na maioria das vezes, as crianças nessa idade ainda têm um sentimento natural para uma certa ordem no jogo.

6º ano

Duas áreas de conteúdo das matérias colocam novos acentos para a Educação física nessa idade: Geometria e História romana. Nos exercícios ginásticos com bastões de madeira se tomará como base as formas do triângulo e quadrado, dessa maneira são aproveitados temas da Geometria. Dos exercícios nos aparelhos são indicados aqueles que exigem um pouco de coragem: saltos em profundidade, equilibrar sobre uma certa altura, trepar. Será exercitada a união, de forma competitiva, através de corridas de estafetas.

Corresponde a uma necessidade das crianças, quando os jogos são conhecidos, que recebam regras rigorosas para atuar contra qualquer atuação errada. Revive aí algo do sentimento de justiça das romanos. Se jogamos formas de queimadas difíceis ou quando transformamos o pré-baseball em baseball, devemos observar muitas regras.

7º ano

Agora amplia-se a base da Educação física. Trabalhamos claramente com a formação dos tendões a partir dos músculos, enquanto no 8° ano a união dos tendões com os ossos torna-se mais forte. Na Educação física, os exercícios estão fortemente influenciados pela atuação pelas leis da alavanca, que são a abordadas na Ciência do 7° ano e mais tarde serão abordadas na Ciência humana (física).

Na Ginástica, com o tema “ritmo e salto”, queremos atuar de encontro a tendência de as crianças muito precocemente caírem na gravidade. De maneira ie a ginástica Bothmer deixa preparados para essa idade saltos e balanceios ritmicos. Um exercício é “o ritmo” e outro “salto no ponto central”.

Podemos deixar as crianças praticarem, na ginástica nos aparelhos, exercícios rítmicos nas argolas de balanceio, no cavalo, no plinto, na barra e no atletismo, principalmente, o salto em altura, em diversos estilos. No jogo passamos para jogos esportivos como handball e basquetebol.

8° ano

Um tema importante para este ano escolar é “A queda e sua superação”. Para isso existe, por exemplo, um exercício de ginástica Bothmer: “queda no espaço”.

Na ginástica nos aparelhos vamos, por isso, usar “reversões” como exercícios de apoio e de balanceio nas barras, nas paralelas e argolas. No atletismo são os piques de saída e o arremesso de peso, nos quais esse elemento atua bem claramente. Em alguns exercícios as meninas conseguem melhor desempenho a partir do balanceio, os meninos o conseguem pela força, de maneira que, de vez em quando se terá que diferenciar.

Handball e basquetebol continuam, sendo os jogos apropriados, eventualmente, podemos introduzir do jogo de voleibol.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

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Rituais do bem

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Rituais do bem

Entrevista com a pediatra Silvia Mattoso Gioielli

Fonte: www.onehealthmag.com.br – clique e conheça

Rituais do bem

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“Mas, lá na frente, com maus hábitos consolidados, estas crianças serão candidatas à obesidade, hipertensão, constipação intestinal, entre outros. Fora o prejuízo à concentração. As coisas devem ser feitas uma de cada vez. Agora é hora de levantar e se arrumar, depois de comer, depois de ir para a escola. Não dá para ser “tudo ao mesmo tempo agora”. Temos que ensiná-las a ter foco no que estão fazendo.”

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Dita inimiga da criatividade, a rotina é abordada desde a infância apenas pela perspectiva pouco atraente da obrigação. No entanto, quando praticada de forma consciente, por meio do autoconhecimento e da compreensão do corpo, da mente e do ambiente, agrega benefícios físicos e mentais ao dia a dia, inclusive no combate ao estresse. Para pais e mães figura também como uma grande aliada na educação e na saúde de crianças e adolescentes.

Foi nas tradições e práticas orientais que a pediatra Silvia Mattoso Gioielli, especialista em homeopatia e em Ayurveda na Índia, encontrou as melhores respostas para a promoção de uma rotina saudável, mesmo em meio aos maus hábitos das grandes metrópoles ocidentais.

One Health Mag

Qual o impacto da rotina na saúde e na educação de crianças e adolescentes?

Silvia Mattoso Gioielli

Sempre que há rotina, há diminuição do estresse. Isso tanto para os bebês e crianças quanto para os adultos. Cada vez que somos expostos a uma novidade, nosso organismo precisa se adaptar e, para isso, promove um determinado grau de esforço e gasto de energia. As crianças, quando acostumadas, aceitam melhor que agora é hora de comer ou de tomar banho. Não há porque relutar, afinal é sempre assim.

A rotina contribui, inclusive, com uma maior percepção dos sinais do próprio organismo. Um organismo equilibrado e adaptado tem maior imunidade e é mais resistente a doenças. Uma rotina bem feita é sinônimo de resistência contra as doenças mais comuns da infância: viroses, gripes, febres etc.

No entanto, ter hábitos rotineiros não significa ter dias totalmente iguais e monótonos. É importante viajar e fazer programas diferentes, o que não impede a prática das atividades constantes.

One Health Mag

O que considerar na hora de implantar hábitos no dia a dia dos filhos?

Silvia Mattoso Gioielli

Vejo em meu consultório pais que praticamente desconhecem seus filhos. Um primeiro passo para a criação de uma rotina ideal é priorizar um tempo com eles, um tempo para as relações entre pais e filhos. Não precisa ser longo, mas sim um tempo pleno, com foco na atividade, no presente.

Pais que conhecem seus filhos profundamente sabem quais são os potenciais deles e não vão obrigá-los a fazer atividades que reforçam algo que não conseguem ou não gostam de fazer. Considere não colocá-lo no futebol, se ele não quiser, ou se não leva jeito. Atividade física é importante sim, mas é melhor escolher uma que seu filho goste e que reforce as suas capacidades. Entender quais os benefícios de cada atividade para cada faixa etária também contribui com o desenvolvimento pessoal e criativo de cada criança.

“Sempre que há rotina, há diminuição do estresse. Isso tanto para os bebês e crianças quanto para os adultos”

One Health Mag

Como a medicina indiana compreende e aplica a rotina?

Silvia Mattoso Gioielli

Dentro da medicina tradicional indiana há um estudo da rotina diária, chamado Dinacharya. Ele explica que cada coisa tem a sua melhor hora para acontecer, de acordo com um conhecimento do corpo e do universo.
Para crianças, as recomendações são basicamente acordar por volta das
 sete horas, ir ao banheiro, escovar os
dentes, raspar a língua e tomar banho,
 para só depois fazer o desjejum.

Parece bobagem, mas é frequente encontrar crianças que não conseguem seguir nem isso. Iniciam o dia em horário errado, ainda com sono, pois foram dormir tarde demais e fazem tudo correndo, inibem o reflexo da evacuação por causa da pressa, não fazem o desjejum adequadamente. Às vezes se alimentam no carro indo para a escola. Isso é prejudicial demais. Na nossa visão ocidental, apressada e caótica, esses males passam despercebidos.

Mas, lá na frente, com maus hábitos consolidados, estas crianças serão candidatas à obesidade, hipertensão, constipação intestinal, entre outros. Fora o prejuízo à concentração. As coisas devem ser feitas uma de cada vez. Agora é hora de levantar e se arrumar, depois de comer, depois de ir para a escola. Não dá para ser “tudo ao mesmo tempo agora”. Temos que ensiná-las a ter foco no que estão fazendo.

One Health Mag

Segundo o Dinacharya, qual deve ser a divisão de atividades para cada momento do dia?

Silvia Mattoso Gioielli

A manhã é o momento mais propício para atividades mentais e para os estudos, que exigem mais concentração. Os ciclos naturais estão começando e a correria das grandes cidades ainda não começou para valer. E quanto mais agitado o entorno, mais agitada fica a pessoa. Por isso, começar o dia cedo é muito bom para começar o dia no ritmo mais benéfico.

O melhor horário do dia para almoçar é entre 12 e 13 horas. Isso porque, segundo o Ayurveda, a nossa capacidade de digerir está mais ativa neste horário. O sol está a pino, a temperatura mais quente, o dia está a todo vapor. Isso favorece o fogo digestivo e a digestão se completa melhor.

O mesmo à noite: ao cair da tarde tudo se acalma. O pôr do sol faz com que os pássaros se recolham e a temperatura baixe. Devemos fazer o mesmo. Atividade física após às 19 horas nem pensar. As brincadeiras podem ser mais suaves, as atividades mais introspectivas, o jantar leve. Tudo isso vai favorecer uma ótima noite de sono restaurativo.

One Health Mag

O Dinacharya recomenda, portanto, a manhã como o período ideal para as atividade escolares?

Silvia Mattoso Gioielli

Sim. Crianças que estudam à tarde tardam para acelerar o seu próprio ritmo diário, chegando ao período da noite ainda em extrema atividade. Isso influencia na hora de dormir, que geralmente é mais tarde. Por isso, eles acordam mais tarde, tomam café da manhã no meio da manhã e não têm apetite na hora do almoço. Se todo dia a criança almoçar fora de hora, com o tempo, poderá desenvolver problemas digestivos.

Mas uma boa forma de amenizar esses problemas é fazer com que a criança aproveite melhor o tempo durante a manhã, acordando cedo, tomando sol, fazendo exercícios físicos ou lição de casa.

Saiba quais atividades priorizar durante a infância e a adolescência

Bebês até um ano

A rotina pode ser iniciada cedo, mas cada bebê mostrará o momento certo. A partir do terceiro mês, começam a esboçar os seus horários, que podem ser observados e respeitados pela família: a hora de acordar, de dormir, de mamar etc.

Entre um e três anos

Devem ter a maior parte do tempo livre para brincar, principalmente em contato com a natureza. Evitar ao máximo o uso de tecnologias (televisão, tablets, celulares, entre outros).

Dos três aos sete anos

Ainda priorizar o tempo livre para brincadeiras. Essa é a fase lúdica, da fantasia, na qual se desenvolve o potencial criativo do bebê e da criança. Por isso, quanto mais oportunidade de criação eles encontrarem, maior será seu desenvolvimento para a criação. Nessa faixa também já é possível introduzir atividades físicas, como ioga, artes marciais, e euritmia, que além de serem exercícios corporais trabalham a concentração e princípios éticos.

A partir dos sete anos

Começa a fase da razão. Melhor época para atividades mais direcionadas. Porém, sem rigidez e sobrecarga. Não é sob uma rotina estressante e limitadora que os talentos irão aparecer.

Adolescência (12 anos em diante)

É importante considerar as opiniões, individualidades e necessidades de cada um. Para aqueles que têm dificuldade de concentração, atividades que trazem gasto de energia, contato físico e são mais rasteiras, como ioga e artes marciais, contribuem com a ligação deles com o presente.

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Madre Teresa de Calcuta

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Conteúdo Pedagógico: Educação física lúdica – 1º e 2º ano

Conteúdo Pedagógico:

Educação física lúdica – 1º e 2º ano

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“O forte impulso pelos movimentos é levado em conta pelas brincadeiras de roda e cantadas. Através dessas brincadeiras, não são somente harmonizados a evolução dos movimentos, mas, em especial medida também é cultivada a capacidade social na criança escolar. É saudável que nessa idade sejam conservadas as brincadeiras que não tenham vencedores, mas que exijam um atuar conjunto, ativo, hábil e observador…”

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1º ano

Nos dois primeiros anos, nos quais ainda não se dá aula de Educação física, mas onde a Educação física lúdica, muitas vezes, é dada pelo professor de classe ou por um professor de matérias, a regularidade das aulas de jogos ganham um grande significado. O forte impulso pelos movimentos é levado em conta pelas brincadeiras de roda e cantadas. Através dessas brincadeiras, não são somente harmonizados a evolução dos movimentos, mas, em especial medida também é cultivada a capacidade social na criança escolar.

É bom começar pelas cirandas, exercitando as crianças por meio da música, do canto e do movimento, fomentando o sentimento de sociedade e transmitindo-lhes sensação de estarem sendo sustentadas pelo grupo. As antigas brincadeiras infantis e folclóricas são apropriadas, nelas vive uma atmosfera de contos-de-fada, como por exemplo: a Ponte dourada. Mas também se visa procurar novos estímulos. Primeiramente, a criança ainda se sente segura num círculo. O próximo passo de desenvolvimento mostra brincadeiras, nas quais uma criança está no centro (“Quem quer passar pela porta das rosas”, “passa-passa anelzinho”) e nas quais a criança percorre o círculo por fora (“O saltador”, “Está passando um boné”, “Corre cotia”). É saudável que nessa idade sejam conservadas as brincadeiras que não tenham vencedores, mas que exijam um atuar conjunto, ativo, hábil e observador.

Inúmeras brincadeiras atuam ritmica e ativamente sobre o sentido do tato, equilíbrio e movimento: pular corda, equilíbrio, andar coma perna-de-pau, saltar, amarelinha, brincadeiras com rimas rítmicas. Para muitas crianças é um bálsamo, quando nas pausas são oferecidas brincadeiras ordenadas, provavelmente uma bela tarefa para o professor de classe.

2º ano

Brincadeiras com a dissolução do círculo correspondem ao estado interior da criança. São importantes agora, pequenas provas de coragem e afirmação. Trazem agora novos jogos com bons resultados, nos quais fala e contrafala dAo expressão de dualidade. Eles podem formar o correspondente brincar com as fábulas. De um lado estão os pegadores cobiçosos: o lobo mau, o açor, o homem selvagem e do outro as vítimas, os carneiros, os coelhinhos, os gansos, as galinhas ou pintinhos, as pequenas crianças. A criança vivenda a tensão entre a cobiça e a inocência (que rege o reino animal, implacavelmente) e a resolve à sua maneira. Nisso, podem ser predispostos sentimentos para uma postura humana. É claro que alguns jogos do 1° ano podem continuar a ser cultivados.

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Afinando seu instrumento

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Afinando seu instrumento

Fonte: Página do Facebook da Rosacruz Áurea – clique e conheça!!!

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Imagem: Copyright Roland Tiller www.atelier-tiller.de

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“Assim como o músico cuida de seu instrumento, afina-o e toca-o regularmente para que não perca sua “alma”, assim também, o buscador cuida de sua alma e de seu corpo…”

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Assim como o músico cuida de seu instrumento, afina-o e toca-o regularmente para que não perca sua “alma”, assim também, o buscador cuida de sua alma e de seu corpo; ele também presta atenção a seu meio a fim de colocar a menor quantidade possível de obstáculos às atividades das elevadas energias espirituais. Nesses dois casos, a chave desse “cuidado” é o amor. Um instrumento negligenciado não soará corretamente, assim como um instrumento bem afinado, mas mal tocado.

Para obter um bom resultado, quem toca – a consciência da personalidade – e o instrumento – os poderes da alma – devem satisfazer a um mínimo de critérios. Em cada um, a realização da alma atinge certo nível, que o diferencia dos outros e determina a medida e a maneira que ele está ativo no grupo.

Assim como quem ama a música quer reviver sem cessar a experiência musical que perturbou sua alma profundamente, assim também quem aspira ao Espírito quererá reviver conscientemente a experiência espiritual que sempre mexe com sua alma: a união com seu “ser verdadeiro”.

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Classes do 1º ao 3º ano: Euritmia

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Classes do 1º ao 3º ano: Euritmia

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“O movimento do grupo orienta-se pelo círculo, como forma euritmica e ocorre por caminhos grandes e simples (sem andar para trás) como por exemplo, por linhas retas, curvas, espirais e lemniscatas. Os movimentos dos  braços acompanham, quais imagens, os textos baseados em contos de fada. Todos os sons devem encontrar uma expressão formal livre e artística, embora característica e bem definida. Os movimentos abrangem todo o corpo, da cabeça aos pés, isto é, os pés acompanham os movimentos dos braços enquanto a criança estiver parada ou andando.”

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Na imagem sumária do ensino da Euritmia, a própria arte euritmica não é descrita. Para as idades dos 7 aos 9 anos pode-se contar ainda, durante muito tempo, na área das artes, com a capacidade de imitar, característica da criança pequena. Mas desde o 1° ano esta capacidade é completada progressivamente pela liberdade e pela consciência de processos artísticos em comum, até perder paulatinamente sua função até o 4° ano.

1º ano

O tema é: globalidade com conteúdos múltiplos.

Como todas as demais atividades, o ensino da Euritmia se realiza num ambiente de contos de fada. Este se exprime pela assim chamada “afinação em quintas”, que se baseia na música pentatônica, irradiando o seu caráter de liberdade e de proteção para todas as áreas do ensino. A afinação em quintas pode existir em qualquer música que ainda não esteja definida pela polaridade “maior” e “menor”. A quinta, como gesto relativo a um intervalo, domina os primeiros três anos da escola. Ainda não há espaço para gestos tonais.

O movimento do grupo orienta-se pelo círculo, como forma euritmica e ocorre por caminhos grandes e simples (sem andar para trás) como por exemplo, por linhas retas, curvas, espirais e lemniscatas. Os movimentos dos  braços acompanham, quais imagens, os textos baseados em contos de fada. Todos os sons devem encontrar uma expressão formal livre e artística, embora característica e bem definida. Os movimentos abrangem todo o corpo, da cabeça aos pés, isto é, os pés acompanham os movimentos dos braços enquanto a criança estiver parada ou andando.

Exercícios de “habilidade” são incorporados no decurso normal das aulas combinando aspectos lingüísticos e musicais com o elemento rítmico. De acordo com a afinação em quintas, o compasso e o ritmo ainda estão amplamente inter-relacionados, só depois dos 9 -10 anos de idade é que passam a constituir áreas separadas.

2º ano

O tema é: globalidade que se transforma, ritmicamente, em polaridade

Cabe maior importância no diálogo entre “eu” e “tu”: movimentos em rodas, com cruzamentos, distribuição de “papéis”. O conteúdo acompanha as matérias contadas na aula principal, as épocas do ano e as eventuais atividades das crianças. Quanto à música, a afinação em quintas continua, como no 10 ano, sem representar elementos definidos.

3° ano

O tema é: “Terra, eu te sinto” ( ou eu te percebo)

Exercitam-se formas espaciais mais complexas dentro do círculo, por exemplo a espiral da pergunta e da repostas, os triângulos, os quadriláteros. As crianças aprendem uma orientação mais independente no espaço. Há maior diferenciação rítmica na poesia e na música. No fim do ano, as crianças vivenciam ouvindo e praticando a terça maior e menor, como primeiro preparo de uma formação musical no âmbito diatônico. Pouco a pouco são reconhecidos nas imagens sonoras e formados como tais, os sons, que até esse momento tinham sido escondidas. Mas esse processo pode estender-se ao quarto ano. O conteúdo continua acompanhando da aula principal. Praticará mais intensamente exercícios destinados a desenvolver a presença de espírito e a habilidade.

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Madre Teresa de Calcuta

No seu lugar

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No seu lugar

Gustavo Lacombe

Fonte: www.gustavolacombe.com.br – clique e conheça!!!

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“Uma coisa é você achar que está no caminho certo, outra é achar que o seu caminho é o único. Nunca podemos julgar a vida dos outros, porque cada um sabe da sua própria dor e renúncia…”

Paulo Coelho

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Coloque-se no lugar dos outros em alguns momentos.

Não é fácil. É preciso realmente abrir o peito para entender que certas coisas parecem inofensivas aqui, mas machucam demais do lado de lá. Pare, ouça e compreenda. Pode ser que apenas na gota d’água você tome uma atitude e procure uma mudança. Pode ser que dê certo, dê resultado.

Pode ser que seja tarde demais. Vai chegar uma hora que pensar em como seus atos afetam aquela determinada pessoa será ineficaz. E é assim porque ela não quer mais que você entenda. Ela seguiu e decidiu que não adianta mais explicar o que incomoda, o que chateia e o que irrita. Ou tudo junto.

Você, simplesmente, não entende.

Olhe pro lado. Reveja seus erros – por mais que eles pareçam acertos. Revise os comentários maldosos – por mais que eles tenham soado bons. Não tenha medo de pedir desculpa nem de mudar de opinião sobre o que foi feito. Não se apegue ao receio de procurar e mostrar que o arrependimento bate à porta de vez em quando. Orgulho demais acaba te deixando com oportunidades e vida de menos.

E, se alguém disser que você não sabe metade do que se passa com ela, tenha certeza de que é verdade. Mas, com esforço, será sempre possível largar o egoísmo e, ao menos, tentar entender.

Antes que o entendimento já não seja preciso.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Classes do 1º ao 3º ano: Música

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“Os contos criam o ambiente para a sensibilidade musical, inicialmente por meio dos intervalos das quintas e das seqüências pentatônicas que delas resultam. As canções que seguem essa afinação em quintas, acompanham as épocas e as festas do ano e são aprendidas por imitação. O canto e os gestos costumam formar uma unidade. A música deve atuar sobre a alma da criança, despertando e harmonizando-a.”

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Na expressão da assim chamada “afinação em quintas” há algo que corresponde à configuração anímica da criança, na passagem do primeiro ao segundo setênio. Dentro dessa afinação, que se refere ao aspecto qualitativo do intervalo da quinta e não do diapasão, a melodia, o ritmo e a harmonia estão entretecidos. Não há acordes nem uma tônica nem um ritmo ligado a um compasso. A melodia se movimenta livremente ao redor do “lá”, o tom central.

Da mesma maneira ocorre com a melodia, preferivelmente, pentatônica, que não está ligada a uma tonalidade devido à falta de uma tônica, o ritmo livre deveria acompanhar as qualidades da inspiração e da expiração.

1º ano

Os contos criam o ambiente para a sensibilidade musical, inicialmente por meio dos intervalos das quintas e das seqüências pentatônicas que delas resultam. As canções que seguem essa afinação em quintas, acompanham as épocas e as festas do ano e são aprendidas por imitação. O canto e os gestos costumam formar uma unidade. A música deve atuar sobre a alma da criança, despertando e harmonizando-a. A criança por sua vez deve atuar e escutar, alternadamente. Tocar flauta “block” constitui uma ajuda importante, isso começa no 1° ano.

2º ano

Como no 1° ano, a Música deveria estar presente em todas as áreas do ensino e da vida em geral. Isso requer que a quantidade de canções se torne maior. Além das estações do ano, as fases do dias podem estar presentes nelas, as canções já podem ter uma determinada tonalidade. O treino e o desenvolvimento do ouvido precisam merecer muita atenção. Instrumentos de corda podem complementara flautinha (eventualmente, também a lira ou a harpa) que deve ser tocada principalmente em conjuntos. Quanto mais elementar o ensino, melhor para as crianças (trabalho em grupos, sem notas impressas!). A vivência original dos sons (claro-escuros) passa a ter um caráter “espacial” (sons altos e baixos).

3° ano

As canções do 1° e 2° anos constituem o material básico, que pode ser transformado em música “escrita”, onde os elementos básicos desta são assimilados por meio de imagens históricas (sistema de quatro linhas, anotações em quadrado). Ocorre dessa maneira uma primeira abstração da música elementar praticada nos dois anos anteriores. O canto univocal de canções de tonalidades sacras pode ser ampliado pela polifonia em alguns trechos, incluindo quartas e quintas. O trabalho com instrumentos em grupas continua, aproveitando-se aquilo que os alunos aprenderam em aulas particulares.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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O salvamento da alma – 7º dia

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O Salvamento da Alma – 7º dia

A Missão de Manu no futuro

Bernard Lievegoed

Tradução: Gerard Bannwart

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“Áriman quer isolar cada ser humano, a ponto de
não haver mais nenhum contato. Manu fará exatamente o contrário:
reunir os seres humanos para um genuíno contato uns com os outros.”

Bernard Lievegoed

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7º dia

O Salvamento da Alma

A Missão de Manu no futuro

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Onde e como aprender a ser um líder

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Onde e como aprender a ser um líder

Jaime Moggi

líder

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“Como você chegou na posição em que está?
Quais as competências que te permitiram chegar nesta posição?
Como você as aprendeu?
O que e como você pretende continuar a aprender?”

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Caro leitor, caso você ocupe uma posição de liderança, como uma gerência ou diretoria, o que você responderia se alguém lhe perguntasse: “Como você chegou até aqui?” Sendo que outros, que também almejavam a mesma posição, acabaram ficando pelo caminho.

Uma boa resposta seria que foi um pouco de “sorte” (oportunidade) aliada ao talento. Alguém reconheceu em você alguma(s) competência(s) que a organização precisava naquele momento.

Mas que tipo de competências? Talvez a capacidade de delegar, formar times e pessoas, gerenciar crises, resolver problemas etc.

E a questão mais importante que inspira este artigo é: Como e onde você aprendeu tais competências?

Eu, por exemplo, sinto que sou competente em construir vínculos com os grupos em que trabalho. Como aprendi isso? Aconteceram vários eventos na minha biografia que me ajudaram a consolidar esta competência. Um deles aconteceu quando eu tinha vinte e poucos anos.

Começando minha carreira, pediram para que fizesse uma apresentação para um grupo. Preparei-me, fiz uma bela apresentação, cheia de citações dos mais importantes teóricos sobre o tema (e também, dos não tão importantes assim), e, no final fui aplaudido por todos. Fiquei exultante com a minha apresentação! Mas meu chefe, em seguida, disse:

“Bela apresentação Jaime, mas vou lhe dizer uma coisa: você tem a arrogância pretensiosa dos intelectuais, ou você muda isto, ou é melhor você procurar uma carreira acadêmica e ficar fora das organizações”.

Fiquei muito chateado, mas com o tempo, percebi que esta conversa foi fundamental para o meu desenvolvimento como facilitador de grupos ao longo dos anos.

Nos últimos 20 anos, em centenas de Palestras, as perguntas que tenho feito aos líderes participantes, são:

  • Como você chegou na posição que tem hoje?
  • Como você aprendeu as competências que te permitiram ter sucesso?

E, como resposta, tenho escutado centenas de histórias. Algumas bem interessantes, como por exemplo, a de um importante executivo que contou-me uma passagem de quando era um estagiário em uma das maiores empresas químicas do mundo:

Ao encerrar o expediente, e preparar-se para pegar o ônibus fretado, percebeu que estava atrasado e começou a correr para não perdê-lo. Passou por um senhor que imediatamente o chamou. “Ei garoto, não pode correr na planta, é regra de segurança!” “Mas se eu não correr, vou perder o ônibus!” “Se você perder, eu te levo para casa.” Ele perdeu o ônibus, e, o homem cumpriu a promessa, levou-o para casa. Quando chegaram, o rapaz perguntou: “o que o senhor faz na fábrica?” O homem disse, “sou o presidente da companhia.” O rapaz então engasgou e disse: “o senhor entendeu porque eu estava correndo?” “Entendi. E você? Entendeu porque eu te trouxe até em casa?” “Não!” E o presidente: “isto é para você aprender que regras devem ser respeitadas quando são difíceis segui-las. Não quando são fáceis!” “Quando é fácil qualquer um é capaz, mas quando é difícil, só os melhores…”. 20 anos depois o executivo ainda se lembrava dessa conversa.

Outro diretor de empresa que contou-me como certa vez o pai, diretor de uma grande fabricante de automóveis, levou-o para visitar a fábrica quando ele ainda era um adolescente. Ao entrarem no banheiro da fábrica, depararam-se com um faxineiro revoltado, pois um dos vasos sanitários havia sido deixado imundo. O faxineiro, inconformado, reclamava: “eu não sou pago para isto!!” O pai, ao ver tal cena, tira o paletó e diz: “não tem problema senhor! Eu vou ajudá-lo”. E juntos, o faxineiro e o pai, deixaram aquele vaso sanitário brilhando. Ao finalizar, o pai vestiu o paletó, cumprimentou o faxineiro (que estava com um sorriso de orelha a orelha), e saiu para continuar a visita com ele, seu filho.

Com lágrimas nos olhos, ele contou que nunca conversou com o pai sobre isto, mas que tinha aprendido como todo o trabalho é digno e, portanto, merece ser respeitado.

E centenas de outras histórias das mais variadas….

Ouvindo estas histórias é possível agrupá-los em 3 grandes grupos:

  • Histórias ligadas a desafios
  • Histórias ligadas a pessoas
  • Histórias ligadas a crises

É claro que minhas observações não têm valor estatístico. Mas o “Center for Creative Leadership” (www.ccl.org/leadership) vem fazendo uma pesquisa, desde 1992, com todo o rigor estatístico, junto a executivos das mais variadas organizações, chegando aos seguintes resultados:

  • Desafios: 42% (dos eventos relatados)
  • Pessoas: 22%
  • Crises: 20%
  • Outros eventos: 16%

Vamos explorar cada um destes grupos.

Primeiro, e maior grupo de todos:

Desafios: Que tipo de desafios as pessoas descrevem como eventos de grande aprendizado:

Começar do zero: Fazer algo que não foi feito antes. Pesquisar, criar o conceito, testá-lo e implementar um novo produto, um processo etc.

Dar um jeito: “vá até lá e resolva isto!” Como: assumir uma filial e reverter um resultado ruim. Ou então pegar um projeto que está “fazendo água”, fora dos prazos, fora dos padrões de qualidade, do orçamento, etc… e “colocá-lo nos trilhos”.

Mudança de linha para “staff”ou vice-versa: Como por exemplo, alguém que é gerente de vendas e, de repente, vai para a matriz (a corte imperial) gerenciar a área de produtos.

É muito comum as pessoas dizerem que aprenderam que a “política” organizacional é tão ou mais importante do que a parte técnica. E como eles chegam a essa conclusão? Simples: Sabe aquela primeira apresentação para a Diretoria, onde você elaborou um plano tecnicamente perfeito para exibição? Só que na segunda palavra que você diz, começa um “bombardeio” de perguntas, cheias de segundas intenções, onde uma a uma leva o seu plano (perfeito!) até o naufrágio completo.

Desta forma, percebem que em muitas organizações as coisas são aprovadas fora das reuniões, com os formadores de opinião. Ou seja, a reunião é apenas um ritual e não um fórum de decisão.

E os que vão do staff para a linha aprendem que o papel aceita tudo. Que o tempo passa em velocidade diferente na corte e na linha de frente.

Aumento de escopo: o sujeito era caixa de banco, passa a supervisor de caixa, gerente administrativo, gerente de agência, gerente de uma agência maior, gerente regional de um grupo de agências, diretor comercial, Presidente do Banco. Vai se ampliando o escopo a cada degrau que se sobe, ou seja, mais de mais ou menos o mesmo.

Grupos-tarefa e projetos: Ultimamente com o achatamento das estruturas, o aprendizado por aumento de escopo vem diminuindo cada vez mais. Em contra-partida, o número de pessoas que contam como principal evento de aprendizado os momentos vivenciados quando estavam num projeto de implantação de um novo sistema, ou num grupo de projeto de automação da fábrica, tem aumentado gradativamente.

Segundo grande grupo: Pessoas

Basicamente aprendemos com pessoas duas coisas: modelos e valores.

Modelos: aprendemos nossos papéis profissionais de especialista, coordenador, gerente, etc, em essência, observando outras pessoas e imitando-as.

Sabe aquele líder na organização que você vê atuando e diz: “quando eu crescer, quero ser igual a ele!!”. Ou então, também podemos aprender pelo contra-modelo: “quando eu crescer, não vou ser assim!”

Você que é líder numa organização lembre-se: todos estão te olhando e tirando seus aprendizados.

Valores: Outra forma de aprendizado com as pessoas: o que pode e o que não pode ser feito na organização. Aqui se grita com as pessoas ou não? Aqui se fala com as pessoas sem tirar os olhos de computado ou não? Etc.

É com pessoas que aprendemos valores e padrões de comportamento.

Crises representam 20% dos relatos

Que tipos de crises:

  • Erros e fracassos
  • Preterimentos e demissões
  • Doenças (trauma pessoal)
  • Falta de perspectiva

Erros e Fracassos: Sabe aquele sujeito que fez uma grande burrada! Era o responsável pela entrada do novo sistema e no dia de virar a chave… Nada funcionou, e, não deu para voltar ao sistema anterior. A empresa ficou dois meses sem faturar, quase vai à falência. O coitado na hora do almoço no restaurante da empresa, senta na mesa com sua bandeja e, imediatamente acontece o efeito gangorra: todo mundo se levanta da mesa.

Demissão: Outro evento típico de aprendizagem. O que se aprende enquanto se pensa no “por que eu”? Ou então, no processo de procura do emprego, passar pelas entrevistas, e, ser rejeitado.

Em um dos meus encontros com executivos “in company”, pedi para que contassem um evento de aprendizagem. O presidente da empresa, então, contou como foi demitido do primeiro cargo de diretor que teve na sua vida.

A sua unidade de negócios estava “bombando” de resultados. Naquela época, ele estava a frente da equipe como líder, foi quando o presidente lhe chamou na sala e disse: “você está demitido!” ele, indignado disse: “Mas por quê?” ele respondeu: “Porque ninguém te agüenta! Nem tua equipe, nem a diretoria, nem eu! Você é muito chato e pretencioso!”

Ele contava este evento como uma grande oportunidade de aprendizado, pois fez com que ele percebesse que deveria ser menos arrogante e mais acessível às pessoas.

Preterimentos: também podem ser crises.

Você tem gerado ótimos resultados no seu distrito. Vaga aquela posição de gerente nacional. A vaga, claro, é sua! Chega o dia da reunião, e, o Diretor, abre dizendo: “Finalmente encontramos nosso novo gerente nacional de vendas.” “Uma pessoa que gera excelentes resultados!!”, e você vai indo para ponta da cadeira…. “Alguém que sabe gerir pessoas!” você, então, prepara-se para levantar…. e, o diretor continua: ”gostaria de dizer que a pessoa escolhida foi…” Você está quase de pé… quando o diretor diz: “ …… Beltrano!!” Você quase desmaia!!

Os primeiros pensamentos geralmente são: “FDP! Também, se tirar uma radiografia do “saco” do chefe, aparece ate’ a dentadura dele!”.

Ou se foi uma mulher, (o machista pensa) “também, com as armas que têm, não dá para competir!”.

Mas, muitos depois desta reação inicial, começam a refletir: “Ele pode ser puxa-saco, mas também, não construí boas relações com nenhum dos meus pares!!

Ou, “parece que nesta empresa só tem um cargo deste quem tem inglês fluente. E eu aqui nas aulinhas (uma vez por semana) daquele cursinho e não saio do: “the book is on the table””.

Pessoas contam como depois de serem preteridos, mudaram radicalmente sua forma de agir.

Doenças (trauma pessoal): uma depressão é uma doença que ninguém passa incólume. É muito comum adquirir mais tolerância depois de passar por uma depressão. Ficar algumas horas no porta-malas de um carro, também pode ser um aprendizado, como narrou um executivo indiano, radicado em São Paulo, depois de sofrer um sequestro relâmpago. Tal fato tornou-o um líder muito mais aberto e preocupado com o equilíbrio: vida e trabalho.

Falta de perspectiva: são inúmeras as pessoas que nos procuram para processos de “coaching” individuais, muitas vezes, porque estão estagnadas na carreira, sem evolução. A partir daí, fazem mudanças, às vezes profundas, em suas vidas.

Crises podem ser grandes oportunidades de aprendizagem. Como dizia Nietzsche “o que não nos mata, nos torna mais forte”.

Outros:

E finalmente, dentro dos 16% (com 6% de citações), para surpresa dos pesquisadores e de quem gosta de encher o currículo com cursos dos mais variados, estão os eventos ligados a treinamento formal e acadêmico em sala de aula, juntamente com os outros 10% referente a aspectos pessoais e/ou específicos.

É claro que uma formação acadêmica é essencial. Afinal é ela que nos da base para compreendermos o mundo.

Mas o que percebemos é que competências de liderança são aprendidas a partir da experiência “na escola da vida”, isto se colocarmos nossa consciência em um olhar de aprendizado sobre estas experiências.

Outra surpresa foi quando isolaram as mulheres na pesquisa. A distribuição é parecida, mas com algumas nuances interessantes.

Mulheres:

  • Desafios – 28%
  • Pessoas – 34%
  • Crises – 23%
  • Outros – 15%

A pesquisa indica que as mulheres aprendem mais com pessoas (e em menor grau com crises) do que os homens.

Podemos especular os motivos:

Ainda há muito machismo nas organizações: Quando acontece a greve na fábrica: ainda preferem mandar o “Bráulio” para negociar com os grevistas do que a “Karina”. Como se a Margaret Tatcher, Golda Meir ou Angela Merkel não demonstrassem que uma mulher pode ser tão, ou até mais dura, do que um homem quando é preciso.

Outra explicação seria: porque o homem, por centenas de milhares de anos, tinha por atividade a caça, que exige silêncio e foco.

Imagine dois caras com lanças, um ao lado do outro, esperando o “mamute” passar. Quietinhos e olhando para frente. O máximo de comunicação seria um cutucão, quando o bicho aproximasse. Enquanto isso, as mulheres, tinham como trabalho principal a coleta de frutas, agricultura, tecelagem e cuidados com as crianças. Relações que acontecem face a face.

Quanto a aprender mais com crises, uma especulação possível é de que as mulheres compartilham mais os problemas, podendo obter o aprendizado de maneira mais fácil do que os homens que tentam sozinhos.

Mas independentemente dos motivos, as estatísticas se aproximam a cada ano.

Também é possível, e muito comum, passar pela experiência várias vezes e aprender que o mundo está errado e “só você está certo!”, ou seja, repetir os mesmos erros sem aprender, ou então, pior ainda: “Aprender errado!”

Antes da 1ª Guerra, a doutrina militar francesa era de tomar a ofensiva a qualquer custo. Durante a guerra, praticamente uma geração de franceses e de alemães morreram em ataques inúteis contra as trincheiras.

Logo após, durante a década de 20, os coronéis Charles de Gaulle na França e Hans Guderian na Alemanha. Tiraram o aprendizado correto, de que posições fixas não eram mais defensáveis com a introdução dos aviões e tanques (feita pelos ingleses no final da guerra).

Guderian, em uma nação derrotada e disposta a tentar o novo, foi ouvido e promovido a general responsável por todas as unidades blindadas alemãs. Já Charles de Gaulle, numa nação vitoriosa e conservadora, foi lançado ao fim da lista de promoções por seus pares (É famosa a frase que os “generais estão sempre preparados para a última guerra e não para a próxima”).

O que os generais franceses aprenderam? Que a defesa é a única estratégia viável.

Nas vésperas da 2ª Guerra, esconderam-se por trás de fortalezas que custaram bilhões sendo facilmente contornadas pelos blindados alemães, desta forma, derrotando a França em duas semanas.

Passar pela experiência sem a reflexão adequada não é garantia de aprendizado.

Quando olhamos para este processo, vem a pergunta: “como gerenciamos o aprendizado de nossos líderes nas organizações?”

Geralmente na maior parte das grandes organizações há o famoso PDI (Plano de Desenvolvimento Individual) que todos os anos é exigido.

Na maioria das organizações trata-se de um formulário que “vai e vem” sem maiores consequências. Portanto, preenchido nas “coxas”. Geralmente coloca-se uma série de cursos que os colaboradores gostariam de fazer. Alguns até acontecem, enquanto outros, pode-se sempre alegar que o RH não permitiu.

Talvez a primeira lição é que: uma lista de cursos não compõe um plano de desenvolvimento. Pode até fazer parte dele, mas como um componente de menor importância.

Um plano de desenvolvimento, que contemple mais prática e reflexão, pode ser muito mais enriquecedor do que uma lista de cursos sem conexão com estes desafios.

Que desafios existem na organização que permitem você aprender novas competências? Já pensou em se oferecer para liderar aquele projeto de tecnologia cheio de especialistas, sendo que você não entende “lhufas” de tecnologia. O que será que você aprenderia com uma experiência como esta?

Ou o contrário, você se oferecer para liderar aquele projeto de novos negócios que só você entende do assunto, onde o resto do grupo é de leigos.

Existem inúmeras outras possibilidades desperdiçadas.

Para finalizar: E você?

Como você chegou na posição em que está?
Quais as competências que te permitiram chegar nesta posição?
Como você as aprendeu?
O que e como você pretende continuar a aprender?
Quem são as pessoas na organização que você admira?
O que você pode aprender com elas?
O que você aprendeu com seus últimos fracassos?
Que líder você quer ser?

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Madre Teresa de Calcuta

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Pentecoste e a formação biográfica no Brasil

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Trecho da Palestra de Comemoração dos 21 anos da Formação Biográfica

Pentecoste e a formação biográfica no Brasil

Gudrun Buckhard

Fonte: Publicação solicitada diretamente pela Dra. Gudrun Burkhard

Pentecostes

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“Apenas através da revelação posso conhecer a mim mesmo e ao outro…”

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Em Pentecoste de 1969, portanto justo há 45 anos, foi inaugurada a Clínica Tobias começo de todo o movimento e expansão da Medicina Antroposófica no Brasil.

Em Pentecoste de 2014 comemora-se 21 anos de formação biográfica e 38 anos de atividades biográficas que começaram em 1976 com o Daniel e eu na Vivenda Tobias, onde praticamente instalamos o nosso “Hotel dia” até iniciar a atividade na Artemísia em 1983; me alegro de ter pessoas aqui conosco, que naquela época fizeram o seu primeiro biográfico.

Diferente do nosso amigo Hellmuth Von Siethoff e do professor Lievegoed, autor do livro “Fases da vida”, Daniel e eu desenvolvemos essa metodologia e ritmo do dia, onde as leis biográficas se expressavam através do movimento (Euritmia), de uma palestra que para muitos era uma revelação e ao mesmo tempo a identificação consigo mesmo, para depois, num processo meditativo do recordar espiritual, se sentarem consigo mesmos e escreverem os eventos e sentimentos de sua própria biografia, de uma forma ordenada em setênios.

Após um gostoso almoço “desintoxicante” e uma descansadinha com compressas no fígado, o trabalho seguia através da expressão de suas vivências pela pintura ou algumas vezes modelagem, hoje também pela música ou dramaterapia.

Em seguida pequenos grupos de 3, 4 ou 5 pessoas se reuniam e trocavam suas biografias, acompanhadas por um coordenador.

Que momentos sagrados eram esses! Silenciar, ouvir o outro a contar a coisa mais sagrada; os eventos de sua vida; nunca ele havia contado para ninguém esse ou aquele fato, agora ali, 3,4 ou 5 ouvidos a escutá-lo com atenção! A confiança presente o fazia abrir o seu coração, a caixinha de segredos e o amor e a gratidão e admiração fluíam por ele e através dos outros. Cristo estava presente, “quando dois ou mais estão reunidos eu estou com eles”. Novos insights, luz para dentro de cantos escuros da alma e uma enorme libertação. Assim eram grupos biográficos, caminhando do passado para o presente e, no penúltimo dia, para o futuro.

Nova visão, novos valores, novas perspectivas de futuro – na indecisão, quais os 3 ou 4 caminhos ou possibilidades, até a decisão amadurecer para o passo seguinte – e amizades com, antes, “desconhecidos” se formavam. O carma atuava de tal forma que as pessoas que tinham que se encontrar e frutificar se encontravam juntas – desistências de última hora, ou chegadas sem se estar inscrito previamente – descobertas!

As mudanças que ocorriam com as pessoas eram tão grandes que pessoas que nós encontrávamos mais tarde ainda falavam daquele biográfico, que mudou a sua vida. Foi então que achamos de levar esse processo para o mundo. Para a Europa – pessoas perguntaram primeiro na Lukas Klinik, depois em muitos outros lugares da Europa, por uma formação e depois no Brasil, começando-se então em 1993 a formação de aconselhadores biográficos em São Paulo.

Novamente o resultado foi tão frutífero que muitos diziam que era um aprofundamento dentro da Antroposofia, como em nenhum outro curso! Era também a base do autoconhecimento; formaram-se mais turmas, sendo necessário aumentar o número de colaboradores – formadores, o que foi acontecendo gradativamente. Algumas instituições como a Adigo, a Clínica Christophorus, exigia de seus colaboradores a participação no curso de formação, uma coisa muito boa, um curso que tem uma duração de 3 a 4 semanas ao ano, durante 4 anos.

Hoje existem 3 escolas que dão formação biográfica

  • São Paulo
  • Juiz de fora
  • Florianópolis

Nesta ocasião também foram lançados 2 livros novos:  “O Impulso biográfico e a História da Artemísia” – Compilação de Gudrun Buckhard e “Biografia e Doença” – Angelica Justo e Gudrun Buckhard; ambos pela Editora Antroposófica e reedição da “Lenda de Tobias” pela Editora João de Barro.

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Classes do 1º ao 3º ano: Relação anímica e prática com o mundo

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Classes do 1º ao 3º ano: Relação anímica e prática com o mundo

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“Nessas épocas, colocamos conscientemente à criança, que passa por uma separação mais nítida entre o “Eu” e o mundo, em seu ambiente imediato, de modo que ela vivencie as atividades relacionadas com a habitação e com a alimentação. Ela deixa, dessa maneira, o seu “paraíso” pessoal, no qual estava vivendo, sem saber algo do trabalho. Dessa maneira, a vida profissional entra na esfera da sua consciência.”

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O cultivo da terra, a construção da casa e as profissões artesanais: épocas 3º ano.

Nessas épocas, colocamos conscientemente à criança, que passa por uma separação mais nítida entre o “Eu” e o mundo, em seu ambiente imediato, de modo que ela vivencie as atividades relacionadas com a habitação e com a alimentação. Ela deixa, dessa maneira, o seu “paraíso” pessoal, no qual estava vivendo, sem saber algo do trabalho. Dessa maneira, a vida profissional entra na esfera da sua consciência.

“Do grão ao pão”, este poderia ser o título da época do cultivo da terra, mas também poderia referir-se aos quatro elementos que atuam na agricultura. Antes seria conveniente tratar da história da criação do mundo, na qual consta a necessidade de o homem se tornar ativo no mundo. As varias fases dessa época estendem-se sobre o ano inteiro. As crianças vêm a conhecer as mais importantes espécies de cereais, se possível elas deveriam efetuar todos os trabalhos agrícolas: puxar o arado, gradear, semear, voltar a gradear, aplainar e, mais tarde, sachar. Pode-se falar também da adubação. A colheita, que poderia constituir uma vivência comum de toda a classe, ocorre infelizmente durante as férias (N.T.: na Europa). Quando o grão está maduro ele precisa ser colhido. Mais tarde, as crianças podem malhar, separar o joio, moer, preparar a massa e assar o pão. Elas vivenciam a integração do homem na natureza. Adquirem forças para a vida inteira ao efetuar com as mãos todos os trabalhos executados hoje pelas máquinas. Ao mesmo tempo elas adquirem uma noção de como o céu e a terra atuam em conjunto para nos dar os nossos alimentos. Pode haver um contato com o jardim da escola e com o futuro professor de jardinagem, quando não se vive perto da propriedade de um camponês, com a possibilidade de efetuar todos os trabalhos.

Pode-se falar também da produção do leite, da fruticultura e de todas as profissões primordiais, as do pastor, do caçador, do pescador, do lenhador, do carvoeiro, etc. Se o professor conseguir estabelecer um contato direto entre os representantes dessas profissões e os alunos, isso será uma verdadeira  aula de conhecimento da vida. Mas não devemos esconder que existem atualmente, ainda, profissões bem diferentes e máquinas para tudo. Mas as crianças terão prazer em conhecer as atividades em nível de tecnologia de aldeia.

Quando se fala da habitação, convém começar pelas moradas dos povos primitivos: cavernas, casas de barco, iglús, barracas, etc., falando em seguida das casas modernas. Aí, é preciso mencionar o arquiteto, os pedreiros, carpinteiros, vidraceiros, talhadores, etc. Seria muito bom se os alunos pudessem construir pelo menos um pequeno muro de tijolos, usando a argamassa, o nível e o prumo. Da colaboração de muitos, neste caso dos artesãos, nasce um todo. Seria bom se o muro construído pudesse ter uma aplicação prática, em vez de ser destruído. Aquilo que é dado como base, nesse ensino de conhecimentos práticos, será retomado mais tarde na Geografia, na Física e na Química e também na redação de cartas comerciais. Mas o principal é que as crianças venham a saber, pela primeira vez, que cada um depende da ajuda dos outros, é uma experiência que prepara para o entendimento dos problemas sociais e da idéia da trimembração.

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As escolas de hoje limitam a criatividade infantil?

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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O nosso lugar no conjunto dos seres

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O nosso lugar no conjunto dos seres

Leonardo Boff

Fonte: www.leonardoboff.wordpress.com

O nosso lugar

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“Cada ser possui valor intrínseco, independente do uso que fazemos dele. Ele representa uma emergência daquela Energia de fundo, como dizem os cosmólogos, ou daquele Abismo gerador de todos os seres.”

Leonardo Boff

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A ética da sociedade dominante no mundo é utilitarista e antropocêntrica. Quer dizer: ilusoriamente considera que os seres da natureza somente possuem razão de existir na medida em que servem ao ser humano e que este pode dispor deles a seu bel-prazer. Ele comparece como rei e rainha da criação.

A tradição judaico-cristão reforçou esta idéia com o seu “subjugai a Terra e dominai sobre tudo o que vive e se move sobre ela”(Gn 1,28).

Mal sabemos que, nós humanos, fomos um dos últimos seres a entrar no teatro da criação. Quando 99,98% de tudo já estava pronto, surgimos nós. O universo, a  Terra e os ecossistemas não precisaram de nós para se organizarem e ordenarem sua majestática complexidade e beleza.

Cada ser possui valor intrínseco, independente do uso que fazemos dele. Ele representa uma emergência daquela Energia de fundo, como dizem os cosmólogos, ou daquele Abismo gerador de todos os seres. Tem algo a revelar que só ele o pode fazer, mesmo o menos adaptado, que em seguida, pela seleção natural, desaparecerá para sempre. Mas a nós cabe  escutar e celebrar a mensagem que nos tem a revelar.

O  mais grave, entretanto, é a ideia que toda a modernidade e grande parte da comunidade científica atual projeta do planeta Terra e da natureza. Considera-as como simples “res extensa”, coisa que pode ser mensurada, manipulada, na linguagem rude de Francis Bacon, “torturada como o faz o inquisidor com sua vítima até arrancar-lhe todos os segredos”. O método científico predominante mantém, em grande parte, essa lógica agressiva e perversa.

René Descartes no seu Discurso do Método diz algo de um clamoroso reducionismo de compreensão:“não entendo por “natureza” nenhuma deusa ou qualquer outro tipo de poder imaginário, antes me sirvo dessa palavra para significar a matéria”. Considera o planeta como algo morto, sem propósito,  como se o ser humano não fizesse parte dele.

O fato é que nós entramos no processo da evolução quando esta alcançou um patamar altíssimo de complexidade. Então irrompeu a vida humana consciente e livre como um subcapítulo da vida. Por nós o universo chegou à consciência de si mesmo. E isso ocorreu numa minúscula parte do universo que é a Terra. Por isso nós somos aquela porção da Terra que sente, ama, pensa, cuida e venera.  Somos Terra que anda, como diz o  cantador indígena argentino Atauhalpa Yupanqui.

A nossa missão específica, nosso lugar no conjunto dos seres, é o de sermos aqueles que podem apreciar a grandeur do universo, escutar as mensagens que cada ser enuncia e celebrar a diversidade dos seres  e da vida.

E pelo fato de sermos portadores de sensibilidade e de inteligência temos uma missão ética: de cuidar da criação e de sermos os guardiães dela para que continue com vitalidade e integridade e com as condições de ainda evoluir já que está evoluindo há 4,4 bilhões de anos. Graças a Deus que o autor bíblico como que corrigindo o texto acima citado diz no segundo capítulo do Gênesis: “O Senhor tomou o ser humano e o colocou no jardim do Eden (Terra originária) para o cuidar e guardar”(2,15).

Lamentavelmente estamos cumprindo mal esta nossa missão, pois  no dizer do biólogo E. Wilson “a humanidade é a primeira espécie da história da vida a se tornar uma força geofísica; o ser humano, esse ser bípede, tão cabeça-de-vento, já alterou a atmosfera e o clima do planeta, desviando-os em muito das normas usuais; já espalhou milhares de substâncias químicas tóxicas pelo mundo inteiro e estamos perto de esgotar a água potável”(A Criação: como salvar a vida na Terra, 2008, 38). Pesaroso face a um quadro desses e sob a ameaça de um apocalipse nuclear se perguntava o grande filósofo italiano, do direito e da democracia, Norberto Bobbio:”a humanidade merece ainda ser salva”(Il Foglio n. 409, 2014, 3)?

Se não quisermos ser expulsos da Terra pela própria Terra, como os inimigos da vida, cumpre mudar nosso comportamento face à natureza mas principalmente acolher a Terra como a ONU já em abril de 2009 o aceitou, como Mãe Terra e como tal cuidá-la, reconhecer e respeitar a história de cada ser, vivo ou inerte. Existiram antes de nós e por milhões e milhões de anos sem nós. Por esta razão devem ser respeitados como o fazemos com as pessoas mais idosas e as tratamos com respeito e amor. Mais que nós, eles  têm direito ao presente e ao futuro junto conosco.

Caso contrário não há tecnologia e promessas de progresso ilimitado que nos poderão salvar.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Classes do 1º ao 3º ano: Histórias metafóricas e morais

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Conteúdo Pedagógico:

Classes do 1º ao 3º ano: Histórias metafóricas e morais

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Imagem: Copyright Roland Tiller www.atelier-tiller.de

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“As histórias atuam pelas imagens e pelo seu caráter moral, elas devem produzir um interesse cada vez maior pela percepção do mundo sensível. Os contos-de-fada, as lendas, as sagas e a mitologia culminam sempre na relação entre o homem e a mulher: com dedicação e paciência, a irmã liberta o irmão, ou os irmãos, de um encanto ou a noiva salva o noivo que está numa situação difícil. Em sua caminhada até a princesa, um jovem ou um príncipe passa por muitas provas. Nessas histórias fala-se menos do homem e da mulher, mas dos elementos masculino e feminino que vivem no ser humano. A criança intuirá o sentido mais profundo das imagens: o elemento feminino do ser humano, que procura unir e conservar ou o elemento masculino, que quer atuar, renovar e construir. Se algo novo nasce da união do homem e da mulher, a criança sente uma imensa alegria.”

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Temos a incumbência de despertar a criança sonhadora para a realidade de seu ambiente. Nos dois primeiros anos trata-se de levar à consciência os animais conhecidos, as plantas, rios e pastos, por meio de histórias cheias de fantasia. A narração será mais viva se os diversos seres conversam entre eles. Convém que a história tenha um fundo moral em imagens, mas sem que haja uma insistência excessiva nisso. Um pouco de humor ajuda. O melhor é inventar tais histórias a partir do próprio ambiente. O professor poderá desenvolver as suas capacidades nessa área, lendo os exemplos de outros professores.

Para preparar os “conhecimentos práticos”, que virão mais tarde, são importantes as histórias que contam os aspectos marcantes da redondeza: colinas, rios, riachos, florestas, etc. Em certos lugares existem lendas relacionadas com a paisagem, mas em geral, histórias inventadas são ouvidas com igual prazer ” . Tais histórias constituem o fundamento para a Geografia e para o ensino das Ciências que virão mais tarde, elas podem fazer nascer nas crianças um relacionamento carinhoso com o mundo-ambiente. As histórias atuam pelas imagens e pelo seu caráter moral, elas devem produzir um interesse cada vez maior pela percepção do mundo sensível.

O professor, naturalmente, também fará passeios com seus alunos nas redondezas. Nessa ocasião muito pode ser descoberto, todavia, isso ainda não é uma aula de conhecimentos práticos, mas uma orientação no mundo ambiente e uma familiarização com a paisagem. Mas sem explicações instrutivas. Rudolf Steiner recomendou dá-las antes ou depois, no decorrer do próprio ensino.

Incluímos nesta altura uma observação a respeito da educação sexual, que está presente em vários momentos do período do professor de classe, sem constituir um tema definido. Pode ocorrer já nas narrações para os alunos do 1° ao 3° ano, para que se faça referência à dignidade, mas também às particularidades dos dois sexos. Nessa idade, as crianças não sentem o que é o amor sexual, nem física nem animicamente, embora estejam presentes as perguntas relativas à origem das crianças. Os contos-de-fada, as lendas, as sagas e a mitologia culminam sempre na relação entre o homem e a mulher: com dedicação e paciência, a irmã liberta o irmão, ou os irmãos, de um encanto ou a noiva salva o noivo que está numa situação difícil. Em sua caminhada até a princesa, um jovem ou um príncipe passa por muitas provas. Nessas histórias fala-se menos do homem e da mulher, mas dos elementos masculino e feminino que vivem no ser humano. A criança intuirá o sentido mais profundo das imagens: o elemento feminino do ser humano, que procura unir e conservar ou o elemento masculino, que quer atuar, renovar e construir. Se algo novo nasce da união do homem e da mulher, a criança sente uma imensa alegria.

A narração de conteúdo moral não deve ser considerada como matéria de ensino, mas como recurso pedagógico.

De acordo com as leis da evolução durante o segundo setênio, imagens e histórias atuam sobre a criança mais profundamente do que mandamentos moralizantes. Eu dou à moral um aspecto repulsivo, usando regras de moral. Por isso Rudolf Steiner aconselha corrigir as fraquezas e as faltas das crianças, como a mentira, o roubo, o comportamento anti-social ou a timidez, por meio da narração repetida de histórias inventadas. Ele chama, às vezes, tais histórias de “contos morais”.

Ao fazê-lo, o professor pode partir da situação concreta, mas mudando o sexo e o nome da criança em questão. Ele deve fazer sentir que esses atos são absurdos e prejudiciais à própria criança. Como exemplo, pode-se pensar na estória do jovem pastor que gritava por várias vezes: “o lobo está chegando”. Ele já tinha assustado os habitantes da aldeia tantas vezes que ninguém acreditava em suas palavras. Quando o lobo realmente apareceu, ninguém correu para ajudar o menino. Para que a história não tenha apenas um fim negativo, uma espécie de reparação pode ocorrer no fim.

A criança em questão não deveria perceber que a história se refere a ela, para que o efeito sejá mais profundo. Rudolf Steiner deu, numa conferência (18/9/1923) o seguinte conselho: uma criança do 4° ano que roubava e I, mentia devia decorar uma breve história, que lhe foi contada, para que se I I identificasse totalmente com ela 84 . Entretanto, não se deveria formular; verbalmente a conclusão moral.

Além da narração moralizante, que atua principalmente nos primeiros anos de escola, há a força que irradia de quem busca a auto-educação, as palavras dele podem ter um efeito que não ocorrerá com outra pessoa. Talvez ele nem precise de muitas palavras, tendo trabalhado em si próprio, terá uma atuação moral sobre as crianças. O próprio professor se toma, nesse sentido, o “material didático” para a criança. De qualquer maneira, o caminho interior da Antroposofia é o fundamento e a fonte de toda atividade pedagógica.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Educar dá mais trabalho!!!

Cris Leão

Educar dá trabalho

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“Já pensou como deve ser frustante a adolescência de uma criança que sempre teve uma, duas, ou mais pessoas prontas a atender seus pedidos?”

Cris Leão

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“No meu tempo de criança, os pais eram pessoas esforçadas pelo sustento da família. Com ostentação ou sem, as pessoas eram mais preocupadas com o trabalho do que com ser feliz. Talvez por isso, já que filhos querem sempre fazer tudo diferente dos pais, agora todo mundo quer fazer o filho feliz, acima de tudo. Isso explica os valores escandalosos que se paga hoje em dia por uma festa de aniversário, a quantidade de brinquedos que as crianças têm e o número enorme de brasileiros indo para a Disney, às vezes para passar o final de semana. Claro que existe a culpa de muitos pais que trabalham demais e tentam compensar os filhos de alguma forma. Mas reflexo da culpa ou não, as crianças de agora nasceram para ser felizes. Será que está certo isso?

Vamos lembrar da nossa infância. Eu pelo menos, era muito feliz. Brincando com minha amiga que morava na casa ao lado, passávamos horas penteando o cabelo uma da outra, ou fazendo comidinha com as plantas do jardim. A maior aventura de que me recordo era brincar de pega-pega com o meu cachorro. Muito básico para você? Acontece que meu cachorro se transformava em uma onça que na verdade era uma Medusa, então em um simples olhar, ele poderia nos transformar em pedras. Por isso estávamos sempre equipadas com frascos vazios de shampoo cheios de água que explodiam como granadas quando caiam no chão. Pois é, criança vem com imaginação de berço. Por isso não precisa ir até Orlando ver os espetáculos de fogos de artifício para ficar maravilhada. Aliás, cá entre nós, já estive na Disney 3 vezes (2 em Orlando e 1 em Paris) e nunca vi tanta criança triste em um parque. Chorando, cansadas, angustiadas, com as mães e os familiares estressados. Claro, já viu o tamanho do lugar? E a quantidade de informação? E de sorrisos maquiados, brilhos, alegria explosiva? Gente, somos humanos. Isso não é um filme. É vida real. Não somos super heróis, nem princesas. Seu filho vai comer aquela salsicha processada junto com aquele pão velho de uma lanchonete linda com várias coisas girando, e pode ser que passe mal. E ai? Não! Não pode passar mal na Disney. Tem que curtir. Tem que ser feliz.

Eu trabalhei para a Disney traduzindo todos os materiais para português durante 4 anos. Sou encantada com a empresa e com o negócio em si, gosto de ir porque moro a 300 quilômetros de distância, temos o passe anual então é um programa barato em um lugar super organizado e bonito na maioria das vezes. Só estou usando de exemplo porque sei que é uma viagem muito cara para se fazer do Brasil mas isso não está impedindo cada vez mais brasileiros de fazerem. Minha pergunta usando este exemplo é: será que precisamos fazer tanto pelos nossos filhos? (Viagem de 8 horas de avião, filas intermináveis, kilômetros e mais kilômetros de parque de diversão) Eu suponho que não. E que está errado os pais sentirem que são responsáveis por fazer dos filhos, pessoas felizes. De onde tiramos essa ideia maluca?

O que eles precisam na verdade é de adultos para educá-los. E como adultos é claro que estamos ocupados. Com a família, com o trabalho, com as funções da casa. Se nessa lista se somar “a felicidade do(s) meu(s) filho(s)” alguém vai ficar muito sobrecarregado e frustado. Talvez seu filho, talvez você, talvez todo mundo. É chato tentar e não conseguir. Já pensou como sente os pais que pagaram a viagem em 6 vezes, passaram 8 horas na lata de sardinha, mais 1 hora em um brinquedo se o filho sair do brinquedo chorando?

Uma vez eu li o livro Encantador de Cães e fiquei fascinada com o raciocínio simples que o genial Cesar Millan escreve ali. Ele diz que cães só vão obedecer quem eles respeitam. E para ganhar respeito, é preciso ser a autoridade, é preciso colocar ordem antes do amor. Agora tente trocar a palavra “cães” por “filhos”, dá no mesmo. Autoridade é o contrário de democracia. Os pais não podem estar sempre abertos “o que querem comer, o que vamos fazer hoje, onde vamos passar as férias”. Entende como é complicado para a criança ouvir isso? Sentir que não existe uma ordem. Ela no auge dos seus 4 anos (ou por volta disso) é que precisa saber, querer e lidar com seus desejos. Meu Deus, está tudo errado ai. No meu tempo de criança, minha mãe interrompia a brincadeira trazendo uma bandeja com uma limonada fresca e biscoitos Maria. Sempre que lembro dessa cena (que aconteceu várias vezes) ela aparece iluminada como uma fada. O que eu sentia era: Nossa, ela é mágica! Como ela sabe que estamos com fome e com sede? Teria sido bem diferente se ela tivesse aparecido e perguntado: querem lanchar? vão querer sorvete ou pode ser biscoito mesmo? Estava pensando em fazer uma limonada, vocês vão beber? Ou é melhor eu trazer um suco de uva?

Infelizmente não estou escrevendo isso porque já aprendi a lição depois de ler o livro. Estou tentando aprender. E só estou escrevendo sobre isso porque descobri que tenho errado bastante. Desde que nos mudamos para Miami, fico com pena e compaixão por qualquer expressão de sofrimento que meus filhos tenham. Porque sei que é difícil para eles. E até esqueço que é difícil também para mim. Minha vida mudou completamente. Mas nem lembro disso. Só penso neles. A consequência? Minha filha de 4 anos cada dia faz uma coisa para me irritar. E então percebi que ela está fazendo isso porque eu estou irritando ela. E porque? Porque estou aberta todos os dias para ouvir, para entender o lado dela. Não parece errado à princípio, certo? Mas está errado. Criança precisa de adulto, alguém que tenha um norte, e ela acompanha o caminho, se frustando, entendendo seus limites e entendendo, porque não, que a vida não é um parque de diversões cheio de pessoas fantasiadas sorrindo para você o dia todo. A vida é para evoluir. Vamos tentar evoluir como pais antes que eles cresçam. Já pensou como deve ser frustante a adolescência de uma criança que sempre teve uma, duas, ou mais pessoas prontas a atender seus pedidos? Como deve ser difícil perder para um adulto que passou a infância sempre ganhando? Nem que a custa de 12 sofridas prestações para os pais?

Educar dá mais trabalho do que servir o sorvete antes do jantar, já que seu filho está querendo tanto. Educar envolve mais compromisso do que pagar as 6 parcelas da viagem mágica. Educar é coisa de gente grande. Deve ser por isso que crianças não podem ter filhos. Porque filhos precisam de adultos. Parece que esse é o grande problema da minha geração, não queremos ser adultos. Outro dia vi um post sobre a crise dos 25 anos. Levei o maior susto! A maioria das pessoas que conheço estão nessa crise aos 35 (ou mais). Está na hora de dar esse passo. Parar de focar só na diversão e na felicidade e evoluir, amadurecer. Todo grande passo na vida acontece quando a gente faz aquilo que é desconfortável. Já aprendemos muito sobre diversão e entretenimento, que tal agora aprender a viver?”.

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Caráter espiritual da Época de São João

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Caráter espiritual da Época de São João

Eliane Azevedo

Fonte: ensinowaldorf.blogspot.com.br – clique e conheça

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“É inverno, está tão escuro e frio…
Nunca uma noite tão longa se viu…
Tudo se cala, a porta se cerra…
Ninguém mais fala do que a noite encerra…
As flores murcham, aves migram e tudo dorme à face da Terra…”

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Estamos entrando no inverno… o clima é frio, a noite chega mais cedo e se torna mais longa , temos vontade de voltar logo para casa e ficar bem quentinhos. Tudo favorece ao recolhimento, a interiorização, uma busca para dentro de nós mesmos.

A natureza também se recolhe e guarda suas forças no íntimo da terra para desabrochar novamente na primavera. Todas as sementes no inverno esperam na terra a luz solar, para brotarem com força depois do recolhimento. Assim, na época Romana a Terra vivia um grande recolhimento, um momento de secura de vida a espera pela luz de Cristo, que seria anunciada por São João. Pois a Terra naquela época vivia um grande inverno.

Nesse ambiente introspectivo e com os corações aquecidos, começamos a nos envolver com caráter espiritual da Época de São João.

João Batista nasceu no dia 24 de junho. Filho de Zacarias e Isabel, desde criança foi preparado para a vida sacerdotal. Sua vida foi dedicada a oração e penitência e sua missão foi anunciar a vinda de Cristo. João falava às pessoas da importância de se prepararem para a chegada do filho de Deus.

Todos que buscavam o arrependimento e a conversão eram batizados nas águas do rio Jordão por João Batista. A convicção de sua missão levava muitas pessoas a confundi-lo com o próprio messias, mas ele, dizia imediatamente: “Eu não sou o Cristo, mas fui enviado diante dele.” (Jo 3, 28) e “não sou digno de desatar a correia de suas sandálias.” (Jo 1, 27)

Jesus também veio para ser batizado por João. “No momento em que Jesus saía da água, João viu os céus abertos e descer o espírito em forma de pomba sobre ele;” (Mc 1, 10). “E ouviu-se uma voz dos céus, que dizia: Tu és meu Filho amado; em ti ponho minha afeição.” (Mc 1, 11)

João veio ao mundo para preparar o coração dos homens para o advento do Cristo. Ele representava uma era que estava terminando, que não poderia mais existir a partir do momento em que Jesus se tornou Cristo. Quando pregava o arrependimento, ele queria mostrar que o ser humano precisava buscar uma nova consciência para poder viver uma nova era – a possibilidade individual de cada ser humano encontrar conscientemente o caminho da espiritualidade.

João sabia que sua missão, bem como a Era que representava, havia terminado quando disse aos seus discípulos: “importa que ele cresça e eu diminua.” (Jo 3, 30)

Assim, na festa de São João a simbologia da fogueira, nos remete a lenha que se consome, ou seja, que diminui para que as labaredas cresçam. Aproveitar para fortalecer o fogo divino e transformador que temos dentro de nós deve ser então a verdadeira motivação para a época de São João.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Classes do 1º ao 3º ano: Cálculo

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Classes do 1º ao 3º ano: Cálculo

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“Aquilo que se faz pelo corpo, se espelha na cabeça – diz Rudolf Steiner. Uma vez que a seqüência dos números é conhecida, passamos a introduzir ritmos, fazendo com que as crianças falem em voz alta ou baixa, batam palmas, corram e pulem. Isso também nos pode levar à sensação de que a formação de números é um processo rítmico interior desencadeado pelas atividades físicas.”

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1° ano

Antes de fazer cálculos, os alunos deveriam saber contar. Usando os dedos das mãos e dos pés, contaremos até 20 e mais adiante até 100. “Na realidade, contamos de 1 a 10 pelos dedos das mãos, e 11, 12, 13, 14 pelos dedos dos pés. É isso que fazemos até chegar aos 20. Aquilo que se faz pelo corpo, se espelha na cabeça” – Rudolf Steiner. Uma vez que a seqüência dos números é conhecida, passamos a introduzir ritmos, fazendo com que as crianças falem em voz alta ou baixa, batam palmas, corram e pulem. Isso também nos pode levar à sensação de que a formação de números é um processo rítmico interior desencadeado pelas atividades físicas.

Ao mesmo tempo cabe-nos transmitir às crianças a essência intrínseca dos números. Aí é importante partir do “um” como sendo a unidade original divina; os números que seguem, decorrem dela. Podemos basear-nos em nosso corpo. Ele também é uma unidade individual. Mas logo encontramos o “dois”, nos braços, nos olhos, nas orelhas, nas pernas e nos pés. Também o “três” pode ser descoberto pelas crianças em seu próprio corpo. O braço se divide em braço, antebraço e mãos. Uma articulação em três partes existe também nas pemas e em cada dedo. O número “quatro” aparece nos membros (pernas no animais, 4 elementos), o “cinco” nos dedos da mão e do pé. Além disso, formamos uma estrela de 5 pontas quando esticamos os braços e as pernas. O “seis” se encontra no favo das abelhas e nas pernas de escaravelhos, o “sete” nos dias da semana e nas cores do arco-íris, o “oito”, nas pernas das aranhas.

Em muitas classes tem sido um passo positivo começar com os números romanos, os quais falam à nossa visão. O “V” é o símbolo de uma mão e o “X” corresponde a duas mãos em posição cruzada. Não convém ficar nesses números durante muito tempo 69. No cálculo não há lugar para um aprofundamento por meio de imagens e de histórias, como tinha sido o caso na escrita.

Isso se aplica também aos sinais das operações. Por outro lado, existem motivos para introduzi-los de modo que se relacionem nas crianças pela vivência. Assim, o sinal “+” poderia ser uma figura humana que separa ou liga dois grupos de crianças, o traço “-” poderia ser o caminho no qual algo se perdeu. O sinal “x” da multiplicação poderia ser deduzido de um indivíduo que, num movimento de “rolar”, sobe uma escada em passos que se estendem por vários degraus; e o sinal da divisão pode nascer da separação de um todo. E, quando passamos aos números arábicos, o zero não precisa ser considerado como um “nada”, mas, por exemplo, como um saco que contém os nove primeiros números. Isso não deve impedir-nos de introduzir o zero como sinal do “nada”.

O cálculo propriamente dito começa com objetos concretos, palpáveis (por exemplo: sementes, pedras, cadeiras), exduindo inicialmente toda abstração. O pensar da criança procura se desenvolver, inicialmente, no contato com a vida exterior, caso contrário, ela se intelectualiza prematuramente, e “se estraga toda a criança” (R. Steiner) ” . Mas se a criança aprende a dividir de várias maneiras o fenômeno exterior visível, por exemplo, um montão de sementes, indo do todo às partes, proporciona à criança o esteio do qual ela necessita. Mais tarde, com a interiorização crescente, ela mesma rejeitará tais esteios. Para evitar que a criança se fixe excessivamente em um dos objetos usados para “visualizar” o processo, por exemplo, as castanhas, convém recorrer a vários objetos diferentes (variar a concretização).

Pelo ensino dos cálculos, atuamos de uma maneira decisiva sobre a evolução caracterológica e moral da criança. Rudolf Steiner insistiu, em várias ocasiões, na importância do princípio de ir do todo às partes e ele revelou vários processos evolutivos, que nasceram dessa maneira nas almas infantis.

Portanto, dando às crianças um certo número de pedrinhas, por exemplo, quinze e formando com elas vários montes, pode ocorrer que uma criança tenha, montes de 3, 4, 5 e 7 pedrinhas, ou seja,

■ 15=3+5+7

Numa outra criança, teremos

■ 15=4+9+2

e numa terceira

■ 15=1+8+6, etc.

Isso terá um efeito totalmente diferente do processo, que consiste em partir das parcelas da adição. Se realizarmos a adição da maneira tradicional, indo do “pouco” ao “maior”, acostumando a criança a sempre acrescentar algo, criamos nela o pendor de querer sempre mais, de desenvolver a cobiça.

Quando, porém, dirigimos o olhar primeiro ao todo, indo de lá às partes, orientando-nos, portanto, por meio daquilo que está disponível, evitamos despertar a cobiça de ter sempre mais. O nosso ensino de cálculo terá, nesse caso, um elemento de autolimitação ao que está disponível, e isso pode dar origem à qualidade moral da moderação.

Rudolf Steiner deu ainda uma outra explicação para destacara importância do princípio “de partir do todo”: ele descreveu os efeitos contrários, produzidos em nossa vida anímica, na hipótese de formarmos as nossas representações mentais de um modo sintético ou analítico. Ao passo que a adição de detalhes, para formar um conceito superior, tem algo de coercitivo que não deixa espaço para a liberdade. Eu posso desenvolver em minha atividade mental um elemento de liberdade ao considerar algo dado, a partir de um certo ponto de vista, dividindo-o em suas partes, em outras palavras, analisando-o. É justamente nos cálculos que pode ser usada a capacidade de analisar, da qual a alma tem grande necessidade, deveria ser usada, mas não é. Somando 3+4+6 teremos apenas uma solução: 13. Mas se eu pergunto o que é 13? Várias possibilidades existirão. Aparentemente, a diferença é pequena. Mas ao olharmos melhor, perceberemos a sua importância: essas diferenças podem atuar em nossa vida como sementes de liberdade.

[Rudolf Steiner GA 305, palestra de 21/8/1922. As seguintes palavras de R. Steiner deixam claro como ele julgava o efeito incisivo do ensino da matemática: "Se tivéssemos sido capazes, durante os decênios passados, de levara alma, de maneira correta, ao aprendizado da matemática, não teríamos atualmente o bolchevismo no leste da Europa". ]

Um terceiro aspecto reside no fato do cálculo se tomar mais cheio de vida quando partimos do todo. A junção das partes tem algo de definitivo, de morto.

Aquilo que foi exposto em relação à adição, vale também para as outras operações, embora a diferença possa parecer, à primeira vista, menos evidente. Façamos um cálculo: Ana Maria possuía 18 bolinhas. Ao chegar em casa eram apenas 11. M, uma amiga lhe traz as bolinhas que ela perdera no caminho. Quantas são? 11=18-? Isso é diferente do cálculo: Ana Maria possuia 18 bolinhas. Ela perdeu 7. Quantas ficam? 18-7=?.

Também na multiplicação partimos do todo. Se temas 45 sacos e o guindaste pega 5 de cada vez, quantas vezes deve ele operar? 45=?x5.

Na divisão, partimos do todo e queremos um certo número de partes iguais. A pergunta será: qual o tamanho de cada parte? Por exemplo: são 3 crianças e temos 27 nozes. Quantas nozes cabem a cada criança? 27:3=?

Depois de termos realizado a adição, a multiplicação e a divisão da maneira indicada, fazemos com que as crianças calculem de modo inverso. Um estudo detalhado relativo à introdução e à prática das operações básicas se encontra no livro Ensino Inicial da Matemática nas Escolas Waldorf de Emst Schubeith.

Como as quatro operações fundamentais requerem forças anímicas diferentes, nossa atenção sobre as crianças seria unilateral se dedicássemos um tempo excessivo a uma delas. Por isso as quatro operações são introduzidas uma depois da outra e fazemos que as crianças as aprendam quase ao mesmo tempo.

Podemos relacionar as quatro operações com os temperamentos. Na quarta discussão seminarística, R Steiner revela que a adição é afim ao temperamento fleumático, a subtração ao melancólico, a multiplicação ao sangüíneo e a divisão ao colérico ’5. Isso é válido para a forma de operação analítica, ao passo que a forma tradicional convém ao temperamento oposto. Assim, cálculos do tipo 16=3+5+2+6 convém às crianças fleumáticas, ao passo que o cálculo oposto (3+5+2+6 = 16) convém às crianças coléricas.

Obviamente, todas as crianças precisam aprender todas as operações e seria absurdo preparar, regularmente, problemas diferentes para os vários temperamentos. Mas será benéfico observarmos as reações das crianças sob esse aspecto e constatarmos as diferenças decorrentes dos vários temperamentos.

Depois de introduzida a multiplicação, o aprendizado das tabuadas pode começar. Várias seqüências podem ser exercitadas, de acordo coma memória, apenas a partir da contagem rítmica. Rudolf Steiner falou da “obrigação” de aprender essas seqüências. Recorreremos sempre à ajuda dos movimentos de andar, pular, bater palmas, etc.

2° ano

Praticamos intensamente as tabuadas até 10 ou 12. Inicialmente, as crianças decoram as seqüências, apenas pela memória, para frente e para trás. Depois, completamos a seqüência pela descrição de todo o cálculo em questão: “quatro é uma vez quatro, oito é duas vezes quatro”, etc., também em sentido contrário: “uma vez quatro é quatro”, etc. Podemos introduzir vários jogos com a bola ou com a corda de pular.

Ao mesmo tempo, as seqüências são também desenhadas em círculos, quadrados ou estrelas, realçando os números das respectivas seqüências, por meio de cores diferentes ou de arcos. Podemos tomar visível que várias seqüências se encontram em certos números; em uns mais, em outros menos, e em outros, ainda, nenhuma vez. Esses desenhos são muito úteis para as crianças com dificuldade de passar, da prática oral, para uma imagem das seqüências.

Passamos, obviamente, logo aos cálculos fora da sequência dos múltiplos e fazemos com que os alunos escrevam e resolvam as contas. Convém partir sempre de algo concreto, se possível de situações atuais com as quais as crianças têm alguma relação momentânea. Será mais fácil a passagem para a prática abstrata das operações, mais ou menos entre os 9 e 10 anos de idade, quando praticamos concretamente os cálculos. Nas operações com números puros, as crianças praticam um pensar que não está preso aos objetos concretos.

No 2° ano, é também muito positivo lidar com o tempo cronológico. Pode-se partir da idade do ser humano, conhecendo a partir daí os anos, os meses, os dias da semana e o tempo em função do relógio.

Surge logo o problema de os alunos bem dotados se aborrecerem quando se trabalha com os menos bem dotados e, inversamente, destes perderem o ânimo e desenvolverem uma antipatia contra os cálculos. Isso ocorre quando as crianças não acompanham e se mostram incapazes de efetuar os cálculos. Na exercitação oral, devemos exigir dessas crianças, cálculos que elas sejam capazes de realizar. E, quando, nos trabalhos escritos, elas se revelarem capazes de resolver um determinado tipo de problema, dar-lhes-emos muitos desses problemas, mesmo quando aparentemente a solução resulta de um processo não compreendido, de uma “receita”. Isso aumenta a sua autoconfiança. Há uma boa chance de a compreensão despertar mais tarde e esta é maior do que quando os alunos se acham super-solicitados e passam a copiar do vizinho.

3° ano

Passamos às 4 operações por escrito. O interesse das crianças é maior quando o resultado tem um aspecto particular: números redondos, números com cifras repetidas, datas de nascimento expressas por números, etc. É também a idade em que desperta a alegria pelo descobrimento de “segredos”. O livro Methodische… de Hermann von Baravalle será uma mina para tais curiosidades. Nessa idade, as crianças gostam também de pequenos “truques”, de quadrados mágicos ” e de problemas do tipo “quebra-cabeças”. De vez em quando convém exigir delas a solução de um autêntico problema.

Passando a examinar os números sob o aspecto da sua divisibilidade, descobrimos em primeiro lugar os números pares e ímpares. Escrevendo uma série maior de números consecutivos, descobriremos os números primos que não pertencem a nenhuma série senão àquela dos múltiplos de 1 e à sua própria. Nos outros números, nos quais várias séries se encontram, podemos distinguir três categorias diferentes. Exemplos:

9 contém os divisores 1 e 3, cuja soma = 4

12 contém os divisores 1, 2, 3, 4, 6, cuja soma =16

6   contém os divisores 1, 2, 3, cuja soma = 6

No primeiro exemplo, a soma dos divisores é menor que o número em apreço 9. Por isso 9 é um número “pobre”. No 12, a soma dos divisores é maior que o número inicial. Por isso 12 é um número “rico”. No terceiro exemplo, a soma dos divisores é igual ao número em apreço. Por isso 6 é um número “perfeito”. Estes números perfeitos são muito raros. O próximo é o 28 (1 + 2 + 4 + 7 + 14 = 28). Chamamos de “parentes” os números onde a soma dos divisores é igual.

Por exemplo: 12 (1 + 2 + 3 + 4 + 6 = 16) e 26 (1 + 2 + 13 = 16). Por fim, fala-se de números “amigos” quando a soma dos divisores é igual ao próprio número. Assim, o 15 é amigo do 16 (1 + 2 + 4 + 8 = 15) e do 33 (1 + 3 + 11 = 15).

O cálculo deve permanecer relacionado com a vida prática. As aulas de noções práticas da vida oferecem uma infinidade de problemas. Mas esse tipo de cálculo exige o conhecimento das medidas. Essas, pelo menos as de comprimento, são vividas mais intensamente se partirmos das antigas medidas que eram tiradas do corpo humano: o côvado, o pé, a mão, a polegada. Passaremos, obviamente, bastante cedo às medidas atuais. É importante que as crianças tenham disso uma vivência bem concreta. Elas mesmas precisam medir e pesar. Podemos também tratar de dinheiro e mostrar que ele só tem valor quando relacionado com uma mercadoria. Podemos também começar com cálculos que se refiram às trocas, por exemplo, trigo em troca de aveia. Quando se trata de produtos que não amadurecem ao mesmo tempo, por exemplo, morangos e uvas, surge a necessidade de um “vale”.

Sempre exercitamos ao mesmo tempo as tabuadas, mesmo nos anos seguintes. Se não o fizermos, os conhecimentos podem se “evaporar” em muitas crianças.

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Atenção à alimentação das crianças

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Atenção à alimentação das crianças

Mostraram para várias crianças como são feitas suas bebidas favoritas. As reações?

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“Na educação e cuidado da criança, é essencial agir com consciência em relação à alimentação. Não prestar a devida atenção, colocar “panos quentes” é negligenciar o amor na atuação para com eles. ”

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Os anjos existem – As crianças e o futuro

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Os anjos existem – parte 6

As crianças e o futuro

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“Bem antes do nascimento, o anjo auxilia na preparação dos elementos vitais do destino de cada indivíduo. A busca dos pais certos, no momento certo e no local certo, é uma tarefa típica do anjo neste estado preparatório da encarnação, muito antes dos pais realizarem o ato sexual para iniciar a futura constituição física. Trata-se de encontrar determinada constelação complexa de elementos sociais, culturais, genéticos e espirituais que se ajustem às necessidades de desenvolvimento do Eu que pretende encarnar. No Novo Testamento, por exemplo, é relatado como Maria recebe e compreende a mensagem de um anjo que lhe faz a anunciação. Para o comum dos mortais, uma experiência semelhante parece hoje uma fantasia, mas as modernas investigações da psicologia pré-natal já demonstraram em todo o mundo que cada vez mais pais sentem uma premonição acerca da “aproximação” da criança que quer nascer entre eles.”

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Anjos e crianças

Bem antes do nascimento, o anjo auxilia na preparação dos elementos vitais do destino de cada indivíduo. A busca dos pais certos, no momento certo e no local certo, é uma tarefa típica do anjo neste estado preparatório da encarnação, muito antes dos pais realizarem o ato sexual para iniciar a futura constituição física. Trata-se de encontrar determinada constelação complexa de elementos sociais, culturais, genéticos e espirituais que se ajustem às necessidades de desenvolvimento do Eu que pretende encarnar. No Novo Testamento, por exemplo, é relatado como Maria recebe e compreende a mensagem de um anjo que lhe faz a anunciação. Para o comum dos mortais, uma experiência semelhante parece hoje uma fantasia, mas as modernas investigações da psicologia pré-natal já demonstraram em todo o mundo que cada vez mais pais sentem uma premonição acerca da “aproximação” da criança que quer nascer entre eles.

Rudolf Steiner explicou já em 1920, em uma conferência sobre a missão da Antroposofia, ou nova cultura espiritual no mundo, que as próprias crianças (quando não ficam embrutecidas por circunstâncias exteriores negativas) demonstram frequentemente uma habilidade especial para sentir a presença dos anjos, como se tivessem uma “linha telefônica” normal com o mundo espiritual. Isto é facilmente compreensível, se considerarmos que as crianças pequenas praticamente “acabaram de chegar do outro lado da vida”. Durante séculos, antes de serem conduzidas para o mergulho na matéria, elas conviveram em estado puramente não-sensorial com as mais variadas hierarquias espirituais. Durante os primeiros três anos de vida, o anjo envolve e permeia por completo a existência infantil, trabalhando afincadamente na substanciação do seu Eu. Durante esse período a criança está virtualmente mergulhada em uma atmosfera espiritual. Muitos sábios até já disseram que se pode aprender muitíssimo a partir da pura observação de uma criança de tenra idade. É curioso lembrar o significado da palavra “infantil” – a partícula “in” significa “não”, e “fantil” (do grego “fanai”) significa “falar”. Ou seja, bem no início da vida, uma criança é considerada infantil simplesmente porque “ainda não sabe falar”. Com aproximadamente três anos ela começa a dizer “eu”, e aí começam a trabalhar nela os elementos específicos do seu destino, a caminho da vida adulta. A relação especialmente forte com o anjo permanece ao longo da infância, e se prolonga frequentemente até à puberdade.

Na idade chamada infantil é recomendável e saudável manter uma espécie de “cultura do anjo”. Mas figuras, pinturas e objetos representando anjos não são coisas destinadas a alimentar nas crianças qualquer crendice ou idolatria. Elas são apenas valiosíssimos elementos artísticos que ajudam a sugerir a essência de uma presença espiritual universal, atuante de maneira positiva e permanente na vida das crianças. É espantosa, por exemplo, a força espiritual positiva desencadeada para o trabalho de consolidação da personalidade de uma criança, quando os pais cultivam o hábito de ler histórias, ou dizer em voz alta um versinho dirigido ao anjo, antes da criança adormecer. Existe a seguinte fórmula singela, que não depende de qualquer crença ou filosofia de vida dos pais: “Anjo da guarda / Minha doce companhia / Guarda-me esta noite / E amanhã todo o dia”. Isto não pretende inculcar qualquer culto religioso na criança (a rigor, todas as crianças já são por si culto e religião suficientes). A experiência simplesmente já demonstrou que as crianças educadas em uma atmosfera de respeito e recato perante essa dimensão da realidade espiritual, se desenvolvem mais saudavelmente em termos físicos e psíquicos, e mais tarde saberão aprofundar melhor a identificação com seu destino, como adultos.

Os anjos estão em marcha

Em todo o mundo, pode se notar hoje em dia um interesse crescente e surpreendente pela “literatura angelical”. Alguns dirigentes religiosos até já começam a reclamar que as crianças falam mais de anjos do que de Deus. Realmente está em curso nos nossos tempos – tão invisivelmente como a própria presença dos anjos, mas com enormes consequências – um processo histórico de expansão e revelação de forças espirituais, o qual teve início no final do século passado. Trata-se de algo que não tem paralelo na história do mundo. Um de seus efeitos é que milhões de indivíduos nas novas gerações estão despertando simultaneamente para a necessidade de alimentar suas existências com algo mais do que o mero esforço de sobrevivência, a luta pela qualidade material da vida, ou a peleja para afirmar a personalidade no seio da sociedade.

Junto com este verdadeiro chamado vindo da essência oculta e mais profunda dos homens, erguem-se hoje tremendas forças antagonistas, tentando obscurecer a consciência e a receptividade das pessoas. Para isso, esses adversários utilizam todos os meios imagináveis: uma medicina ultramaterialista esvaziada de compaixão, marcada por distanciamento humano; uma indústria farmacêutica dominada por comercialismo e criações sintéticas; militarização do trabalho; políticas baseadas em premissas decadentes; educação cada vez mais robotizada e eletronificada, ditada pelos interesses utilitaristas do pai-estado ou da indústria; cultura dominada por meios audio-visuais apelando à violência e a instintos sem contexto moral; jornalismo sensacionalista e de fachada; difusão de drogas como ilusão para a descoberta de “mundos alternativos”, ou para proteger as almas de “sofrimentos” existenciais; envenenamento coletivo devido a poluição química, sonora e psicológica do meioambiente das cidades; e ainda uma invasão tsunâmica de mensagens de pretenso espiritualismo, espalhadas por mestres e gurus de todas as cores e todos os tipos (desde supostos cientifistas, até místicos ostentando a bandeira de Jesus-Cristo ou uma salada de velhos mestres orientais e ocidentais). No fim, tudo isso quase sempre vai dar em uma dependência ou escravização das consciências. Apesar de todo este panorama, o mundo espiritual, e especialmente a hierarquia dos anjos, iniciou uma fase histórica de revelação (apocalipse) que está sacudindo invisivelmente o mundo. Mas não se trata de qualquer intervenção jeovática que vem ajustar contas com uma humanidade pervertida, e oferecer o paraíso para os bons e os justos. Trata-se simplesmente de uma evolução natural daquilo que vem sendo preparado há séculos, ou seja, um “pulo qualitativo” ou chance de desenvolvimento espiritual para toda a humanidade.

Os anjos como modernos mensageiros do futuro

Os anjos voltaram a falar – agora falando forte – aos homens, trazendo seus impulsos e colocando suas forças à disposição. Este processo decorre ininterruptamente em todo o mundo, permeando todas as culturas e religiões, e afetando até mesmo as pessoas que se dizem ateistas. Há mais de um século, a Antroposofia e suas ramificações práticas vem demonstrando cientificamente como a verdadeira chuva que está “caindo a cântaros” do mundo espiritual, sabe alimentar a vida e dar frutos e flores. O desafio enorme na nossa era reside no fato que este processo de transformação se desenvolve sobretudo durante a noite, enquanto os homens estão adormecidos para “encher os tanques” nas regiões espirituais durante o sono (esse extraordinário período regido pela sabedoria da rotação do nosso planeta no espaço). A tarefa moderna para todos os seres humanos, não interessa a condição social ou cultural de cada um, é entrar na grande escola onde se aprende a sentir, de dia e conscientemente, toda essa realidade, para depois colocá-la em prática pela vontade própria.

Considerações

Isto foi só uma introdução ao capítulo dos ANJOS, esses seres mais vizinhos dos homens. As vastas explicações da Antroposofia, ou Ciência do Espírito, alargam o panorama para outros detalhes cobrindo as hierarquias imediatamente superiores (Arcanjos e Arqueus) também ligadas intimamente aos destinos da humanidade. Por exemplo, a nossa atual era inaugurou a grande oficina de trabalho da aliança selada entre o Arcanjo Micael e o Cristo Solar, permanentemente incarnado na terra. Apesar dos cataclismas sociais coletivos que marcaram o último século, bem como os desvios desumanos e brutais que mancham a atual civilização, o plano micaélico-crístico é uma realidade evolutiva inabalável, que pode nos encher de conforto e absoluta confiança quanto ao futuro. Trata-se de um novo estado de consciência em nascimento, uma verdadeira revolução inabalável que levará à elevação coletiva da humanidade e ao desabrochar de novas tarefas para a Terra. Mas isto são temas mais complexos, que exigem paciência para ser abordados, e um estudo sério e metódico.

Acesse as publicações anteriores deste tema:

Os anjos existem – Introdução

Os anjos existem – As hierarquias esquecidas

Os anjos existem – Por que os anjos têm asas?

Os anjos existem – Como são os homens, vistos pelos anjos?

Os anjos existem – Nossos Anjos da Guarda

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Os anjos existem – parte 5

Nossos Anjos da Guarda

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“Os anjos da nona hierarquia se ocupam dos homens de uma maneira especial, não só permanentemente durante cada minuto da atual encarnação, como também ao longo de todas suas encarnações passadas e futuras. Como se fosse um livro aberto, os anjos conhecem integralmente as forças de destino que já trabalharam no passado e que estão atualmente trabalhando sobre os homens. Um detalhe notável é que, graças a uma consciência omnisciente dos caminhos e descaminhos já trilhados pelos homens ao longo dos séculos e milênios – seus atos, sofrimentos, negligências e aspirações de vida – os anjos sabem “o que é necessário que venha”.”

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Os anjos da nona hierarquia se ocupam dos homens de uma maneira especial, não só permanentemente durante cada minuto da atual encarnação, como também ao longo de todas suas encarnações passadas e futuras. Como se fosse um livro aberto, os anjos conhecem integralmente as forças de destino que já trabalharam no passado e que estão atualmente trabalhando sobre os homens. Um detalhe notável é que, graças a uma consciência omnisciente dos caminhos e descaminhos já trilhados pelos homens ao longo dos séculos e milênios – seus atos, sofrimentos, negligências e aspirações de vida – os anjos sabem “o que é necessário que venha”. Esta é uma característica fundamental dos anjos que até está gravada no vocábulo grego “ággelos”, significando “mensageiro”. Assim, eles intervêm na hora certa como verdadeiros mensageiros no destino dos homens, mas sem chegar a comandar seu futuro.

Muitas antigas leis espirituais foram modernamente modificadas, comercializadas e instrumentalizadas, resultando em formulações ilusórias que só servem para compensar o esvaziamento espiritual sentido no meio cultural. Por exemplo, existe a lei do karma assumida de maneira deturpada como predestinação inflexível, ou então as “previsões” e “interpretações” da astrologia mundana. Os anjos, pelo contrário, apenas impelem os homens na medida exata da espiritualidade que eles já alcançaram por treino interior, em conformidade com a identidade do seu Eu individual humano. Assim, a liberdade intrínseca dos homens, como seres tão espirituais como os anjos, não é alterada.

Os anjos atuam através de contínuas e delicadas operações nas esferas da imaginação, inspiração e intuição, provocando sugestões muito delicadas na psique mais profunda dos homens. Além disso, em determinados “momentos de emergência” eles podem intervir instantaneamente em estados mais densos da consciência humana, a fim de provocar certos acontecimentos. A história da humanidade – e a época dos descobrimentos é rica em episódios desse gênero – está repleta dos mais variados exemplos de impulsos repentinos, às vezes até completamente irracionais, que podem “visitar” um ser humano no estado de vigília, ou em sonhos, revelando-se depois como sinais antecipadores de determinados acontecimentos importantes na vida pessoal ou coletiva.

A inexistência durante séculos de uma Antroposofia (ou Ciência do Espírito, estudada segundo o homem) levou todo o mundo religioso a resvalar para uma forma difusa de espiritualidade. Rudolf Steiner explicou em detalhe como todas as religiões passaram a usar a palavra “Deus”, de maneira absoluta e dogmática, para designar qualquer coisa mais elevada e superior. Reflete-se aí uma espécie de preguiça da humanidade em se ocupar com o vasto mundo espiritual que existe entre os homens e a Divindade Suprema. Steiner também chamou a atenção que os mundos superiores são muito mais complexos do que toda a complexidade que já conhecemos no plano material. Durante os últimos cinco séculos, a crescente intensidade da ocupação puramente intelectual com o mundo material levou os homens a ficarem cegos para a presença imediata dos anjos. A moderna ciência e tecnologia teve a fabulosa habilidade de estudar em detalhe tudo que é físico e que acompanha a humanidade na terra: os reinos animal, vegetal e mineral, e até o mundo subatômico. Ultimamente, esse esforço foi inclusive exportado para o cosmos: na superfície de Marte atualmente um aparelho está furando e analisando o solo em busca de água e vida, e muitas outras sondas estão estudando as luas de Júpiter, cometas e asteróides nos confins do sistema solar. Mas esse gigantesco esforço de pesquisa de “coisas superiores” no universo, não consegue dedicar nem um minuto para pensar, mesmo teoricamente, sobre a realidade dos planos imateriais, aqui mesmo na terra!

Na sua sede instintiva e legítima de algo superior, mas seguindo cegamente os mandatos dogmáticos de líderes religiosos, grandes massas humanas passaram então a falar em geral de “Deus” ou “Divina Providência”, sem saber que na realidade estão buscando contato com os anjos. Até grandes nomes da ciência e da cultura devem muitas das suas criações ou decisões a momentos dessa busca. Como já referido, nesses momentos os anjos não interferem diretamente no mundo físico, mas sim inculcam determinados impulsos na esfera volitiva de uma pessoa, e são esses impulsos que depois vão ter consequências visíveis ou práticas. Mas uma pessoa também pode se fechar no seu íntimo, enamorar-se das próprias ideias, ou endurecer intelectualmente, até ao ponto de não ficar receptiva para esses momentos de inspiração angelical. Essa condição pode então ser comparada ao caso de um telefone desligado, incapaz de contatar os anjos…

Os anjos têm uma espécie de percepção sintética, ou “visão de conjunto”, sobre os destinos comuns de várias pessoas ao mesmo tempo. Desse modo, eles conseguem influir providencialmente também nos chamados “acasos” que ocorrem entre as pessoas. Existe por exemplo a história de uma garota que um dia sonhou com um anjo que lhe mostrou “a face do seu futuro marido”. A impressão inculcada em sua memória foi tão marcante, que ela durante algum tempo se divertiu em procurar, um pouco por todo o lado, se avistava algum homem com um rosto parecido com a imagem do sonho. Com o passar do tempo, essa fantasia meio infantil ficou rapidamente esquecida. Anos mais tarde, devido a um programa intercultural do seu ginásio, ela foi convidada para passar férias com uma família em um país na Escandinávia. Sua estadia numa minúscula aldeia no interior do país foi um sucesso, sendo que no último dia o pessoal organizou uma festa de despedida tradicional. Durante a festa, a tradição mandava que cada rapaz devia dançar obrigatoriamente pelo menos uma vez com a visitante para se despedir. A moça devia ser transportada em seguida para embarcar em um navio. Lá para o fim da festa, apareceu atrazado um amigo da família. Segundo a tradição, ele também foi convidado a dançar pelo menos uma vez com a visitante. No meio da dança, a moça olhou pela primeira vez direito para a cara do rapaz, e reconheceu nele o tal “homem” mostrado em sonho há muito tempo pelo anjo. Ela se sentiu como atingida por um raio, e sem pensar em mais nada levou o rapaz para um canto e contou-lhe a história do sonho. Em seguida perguntou para ele à queima-roupa: “Você quer casar comigo?”. O rapaz ficou paralizado e embasbacado, e depois disse: “Sim”. Ela foi embora, mas mais tarde eles se reuniram, casaram e tiveram uma vida harmoniosa, rica em filhos e em experiências.

Acesse as publicações anteriores deste tema:

Os anjos existem – Introdução

Os anjos existem – As hierarquias esquecidas

Os anjos existem – Por que os anjos têm asas?

Os anjos existem - Como são os homens, vistos pelos anjos?

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Os anjos existem – parte 4

Como são os homens, vistos pelos anjos?

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“Muitas tradições designam esses seres como Anjos da Guarda ou Anjos Protetores. A intensa proximidade destes anjos – cada ser humano possui um, como acompanhante permanente – significa que eles se desenvolvem e habitam nas dimensões superiores da vida, isto é, nas forças ligadas com o destino, os ideais, as ações e os sofrimentos dos homens.”

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Primeiro é preciso lembrar que, entre a diversidade de seres superiores, a nona hierarquia é a que tem a máxima intimidade com os homens, pois seu estado de consciência está apenas um grau acima dos homens. Muitas tradições designam esses seres como Anjos da Guarda ou Anjos Protetores. A intensa proximidade destes anjos – cada ser humano possui um, como acompanhante permanente – significa que eles se desenvolvem e habitam nas dimensões superiores da vida, isto é, nas forças ligadas com o destino, os ideais, as ações e os sofrimentos dos homens. É aí que os anjos se sentem como “em casa” e podem consequentemente agir. Vistos pelos anjos, os homens só aparecem com uma imagem nítida quando estão em causa suas melhores qualidades e intenções na vida. Tudo que pertence de maneira genérica ao cotidiano material, ou à compulsão causal do mundo físico, é apreendido pelos anjos como se fosse uma região escura, ou uma sombra em uma pintura. Mas quanto mais fortes os homens forem nas suas ocupações e preocupações com o espírito – sejam intelectuais ou artísticas – tanto mais nítidos, fortes e brilhantes ficarão os contornos das imagens que os humanos projetam para os anjos. Assim, embora os anjos não tenham geralmente um acesso direto às condições materiais, suas possibilidades de intervenção nas forças positivas da vida individual dos homens crescem sempre, especialmente em assuntos que dizem respeito ao destino e à orientação da vida no seu todo.

Muitas representações artísticas clássicas mostram anjos tocando instrumentos, especialmente trombetas. Isso representa entre outras coisas a afinidade muito especial que as hierarquias têm com a vasta esfera musical e seus impulsos puramente espirituais. Isto é algo que os homens afinal também conseguem perceber quando estão mergulhados em estados de elevação e inspiração através da música. Popularmente, até se diz que alguém foi “transportado pelas asas da música”. A experiência musical tem realmente algo de espetacular: ela permite aos homens acessar estados suprasensoriais (ou seja, o domínio espiritual) através de um organismo material. Mas é bom lembrar que aqui também surge a questão da “espécie de música” que é servida aos ouvidos dos homens, pois formas musicais degeneradas, com volume exagerado e tingidas de ritmo puramente mecânico, podem se tornar puro “ruído”. Aí elas não vão mais apelar ao plano supra-sensorial, mas sim a um domínio infra-sensorial, habitado por forças anti-angelicais.

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Classes do 1º ao 3º ano: Ensino da Gramática

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Classes do 1º ao 3º ano: Ensino da Gramática

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“A transição da linguagem popular para a linguagem culta é realizada contando histórias e fazendo que estas sejam repetidas pelos alunos. O professor não esquecerá que um espírito lingüístico vivo está presente na linguagem de todos os dias, logo ele terá em relação à fala da criança, uma atitude compreensiva e carinhosa, e não pedante.”

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A Gramática no fundo é inerente ao organismo humano. Diz Rudolf Steiner: “Toda a Gramática pode ser desenvolvida pela conscientização do que já existe desde que a criança aprendeu a falar.

Para entender a Gramática no sentido de R. Steiner, precisamos ter dela um conceito bem amplo. “Gramática” significa “falar corretamente”. Mais tarde se juntam a Retórica, isto é, “falar de maneira bonita” ” e a Dialética, isto é, “falar poderosamente”. Esse elemento gramatical elementar é trabalhado desde o início.

1° ano

No primeiro ano, convém insistir numa fala clara e nítida, é um preparo para a Gramática. Insistir na nitidez e na ressonância das consoantes.

“A transição da linguagem popular para a linguagem culta é realizada contando histórias e fazendo que estas sejam repetidas pelos alunos. O professor não esquecerá que um espírito lingüístico vivo está presente na linguagem de todos os dias, logo ele terá em relação à fala da criança, uma atitude compreensiva e carinhosa, e não pedante” (Caroline von Heydebrand).

2° ano

Pode-se conscientizar já na primeira vez, sem recorrer a qualquer terminologia, a diferenciação entre atividades e objetos 60.0s alunos devem “fazer” muitas coisas e dar nomes às coisas. Devem ser informados que isso leva a dois grupos de palavras. Procuramos dessa maneira, chegar da situação de fato à sua denominação.

Isso deve acontecer antes do nono ano de vida, para poder desenvolver a sensibilidade com relação ao estilo. Rudolf Steiner aconselha que as crianças formulem os três tipos de frases: a afirmativa, a interrogativa e a exclamativa (sentimento), de acordo com a sua melodia intrínseca. Essa pronunciação diferenciada dá à fala um elemento artístico, e isso pode ser sentido também por crianças pequenas.

3° ano

Quando a criança se aproxima do seu nono aniversário, isto é, na época do seu primeiro limiar na escola, toma-se necessário transmitir-lhe, por meio da gramática, a firmeza interior necessária, fortalecendo a sua autoconsciência. Dessa maneira, a introdução dos três tipos básicos de palavras ocorre com base na vida real ’2 . A primeira percepção que temos do mundo é a atividade, esse processo começa pelas palavras de ação, que correspondem na criança ao movimento. Em seguida, o substantivo pode ser derivado do verbo. Aí, a criança se distancia um pouco mais do mundo, pelo pensar. Por fim, o adjetivo, que descreve e que possui uma qualidade afim ao sentimento, criando uma ligação maior com o mundo. A alma vai portanto da vontade ao sentimento, passando, no meio, pelo pensar. Os tipos de palavras recebem também uma denominação e nisso o professor tem ampla liberdade, mas convém que pais e irmãos entendam os termos. Os termos convencionais ainda não cabem, pois a criança não é capaz nessa idade de relacioná-los com algo definido.

Nas primeiras frases que se estuda com as crianças, aquelas que não possuem sujeito são as mais convenientes. Pelas constatações de: “chove”, “troveja”, a alma se sente ligada ao mundo de fora.

Com base nos conteúdos da época de “conhecimentos práticos”, as crianças formam frases simples, elas vivenciam como uma frase nasce da combinação lógica das palavras. Para o professor de classe e para o professor de língua estrangeira é importante não fixar por escrito, mas por meio de exemplos, as frases que ilustram o conteúdo da Gramática. Os inúmeros exemplos que precisam ser procurados em comum, devem ser formulados oralmente.

Começa também a ortografia. Ela se baseia no ouvir. Toma-se consciente o que antes era apenas uma vivência instintiva dos fonemas breves, longos e cortantes. Por meio da melodia das frases, com suas pausas, familiarizamos as crianças com os sinais de pontuação.

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Os anjos existem – parte 3

Por que os anjos têm asas?

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“A tradição de representar os anjos como seres alados pretende demonstrar suas qualidades espirituais mais elevadas, ou sobre-humanas. A mesma intenção está presente em certas representações tradicionais usadas pelos grandes mestres da pintura, onde as asas dos anjos aparecem cobertas de uma miríade de olhos. Esses olhos simbólicos, ao contrário dos nossos olhos humanos que estão dirigidos só para o mundo físico, querem significar que a consciência e a habilidade perceptiva das hierarquias angelicais, ou seja sua “visão”, abarca igualmente as realidades do mundo supra-sensível em todas as direções e em todos os níveis.”

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Evidentemente, os anjos não têm propriamente asas, mas nossa representação artística dos anjos necessita de um símile que torne compreensível certa característica do seu estado existencial. No reino animal, os pássaros constituem a espécie que tem a capacidade natural (e realmente “sobre-humana”) de se elevarem no espaço por energia própria. Da mesma maneira, a tradição de representar os anjos como seres alados pretende demonstrar suas qualidades espirituais mais elevadas, ou sobre-humanas. A mesma intenção está presente em certas representações tradicionais usadas pelos grandes mestres da pintura, onde as asas dos anjos aparecem cobertas de uma miríade de olhos. Esses olhos simbólicos, ao contrário dos nossos olhos humanos que estão dirigidos só para o mundo físico, querem significar que a consciência e a habilidade perceptiva das hierarquias angelicais, ou seja sua “visão”, abarca igualmente as realidades do mundo supra-sensível em todas as direções e em todos os níveis. E o fato que as asas “crescem para trás” (estando assim inacessíveis para o olhar) ajuda também a evidenciar que se trata aqui de uma dimensão da vida oculta da visão física, que está para além dos homens. Existe outro símile relacionado com os animais alados: assim como os pássaros possuem uma relação especial com a luz física, também os anjos vivem em uma realidade espiritual interpenetrada pelo “elemento luz” do princípio divino. Por outras palavras: aquilo que o mundo dos pássaros expressa exteriormente, isso os anjos realizam interiormente.

Se considerarmos os homens como seres intermediários entre os animais e os anjos, podemos perguntar: porque é que os homens não têm asas, ou qualquer coisa parecida? A resposta é: todos os homens têm exatamente algo como asas! Elas são uma espécie de asas espirituais em desenvolvimento. No futuro distante, as mesmas serão parte integrante do nosso estado humano imaterial metamorfoseado. No linguajar cotidiano, às vezes até se fala em “dar asas à imaginação” para designar uma atividade interior especialmente criativa. Também se fala em “ganhar asas” para indicar o esforço anímico de alguém que se ultrapassa a si próprio. Neste sentido, os homens realmente podem desde já ter asas, mesmo que seja só durante momentos. Mas essas asas podem ser treinadas, estimuladas e intensificadas, até ao ponto de uma pessoa conseguir ganhar, já hoje, algumas das qualidades e habilidades que pertencerão à humanidade no futuro. Qualquer pessoa que se dedique a estudar e cultivar esse espaço não-sensorial da vida superior (um espaço aparentemente invisível ou indefinido) estará realmente promovendo suas asas e melhorando seu contato com a esfera dos anjos.

Acesse as publicações anteriores deste tema:

Os anjos existem – Introdução

Os anjos existem – As hierarquias esquecidas

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Classes do 1º ao 3º ano: Leitura

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“É importante que a criança vivencie que a palavra impressa nasce da fala e volta a ter vida pela leitura…”

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1° ano

Quando as crianças começam a aprender a escrever, elas sentem ainda pouca vontade de ler o que escreveram. Não convém insistir, pois ler é uma atividade mais abstrata do que escrever. A escrita deveria ser realizada de maneira tal que a criança formasse as palavras com toda a dedicação do seu querer e do seu sentido estético.

Se algumas crianças querem saber o que estão escrevendo, convém responder a esse desejo pronunciando algumas palavras do texto escrito e fazendo-as repetir em coro. Convém ter paciência, a atividade, mais intelectual, da leitura nascerá paulatinamente de todo o ser humano. “Não se deve procurar chegar a algo perfeito nesse primeiro ano. Seria totalmente errado”(Rudolf Steiner).

2° ano

Também no segundo ano as crianças deverão, de início, ler apenas os textos escritos por elas mesmas, depois começam a leitura das letras de forma. É importante que a criança vivencie que a palavra impressa nasce da fala e volta a ter vida pela leitura, que ainda será usada no 3° ano.

3° ano

A leitura é praticada por meio de textos escritos ou impressos. Até o fim do ciclo básico as crianças deveriam ler muito e em voz alta na classe, para que a entonação e a expressão sejam exercitadas em comum.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Os anjos existem – As hierarquias esquecidas

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Os anjos existem – parte 2

As hierarquias esquecidas

© 2014 Raul F. L. C. Guerreiro, Pedagogo Waldorf

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“A primeira e mais elevada hierarquia é a dos Serafins, Querubins e Tronos – seres que, segundo a tradição, se encontram “perante a face mesma de Deus”. Segue-se um grupo intermediário – Potestades, Virtudes e Domínios – e por último as entidades mais próximas do homem: Arqueus, Arcanjos e Anjos.”

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A classificação das entidades angelicais foi praticada em todas as religiões ocidentais (Zoroastrismo, Judaismo, Cristianismo e Islamismo) segundo um sistema de 4, 7 ou 12 hierarquias, refletindo em geral as antigas concepções cósmicas gregas ou persas. Todas as outras religiões do mundo, em todos os tempos e às vezes de maneira complexa e aparentemente desordenada, assumem fundamentalmente a “presença de entidades invisíveis” como uma parte integral da condição existencial do mundo. Tanto quanto se sabe, Dionísio o Areopagita, uma personalidade grega que foi convertida ao cristianismo pelo apóstolo Paulo, foi o primeiro a sistematizar o Coro dos Anjos segundo 9 hierarquias, usando a fórmula “3 x 3″ (três entidades distribuidas em três grupos). A primeira e mais elevada hierarquia é a dos Serafins, Querubins e Tronos – seres que, segundo a tradição, se encontram “perante a face mesma de Deus”. Segue-se um grupo intermediário – Potestades, Virtudes e Domínios – e por último as entidades mais próximas do homem: Arqueus, Arcanjos e Anjos.

Em muitas culturas antigas – por exemplo, a azteca, maia ou indiana – fala-se intensamente de variados “deuses”, em geral emplumados, os quais são afinal um retrato destas hierarquias na sua ação interveniente nos destinos humanos. Um exame rigoroso da mitologia grega demonstra que seus “deuses” eram sobretudo entidades específicas das hierarquias mais próximas do homem: os anjos e os arcanjos. Nos primeiros tempos da cristandade, o sólido conhecimento das relações entre homens e anjos fazia parte da prática natural da vida religiosa. Nos seus capítulos de abertura, todos os livros do novo testamento falam de um anjo. Além disso, especialmente no caso da hierarquia mais íntima do homem, sua presença era percebida em visões, em estados semi-oníricos, ou em arrebatamentos de êxtase. Com o passar dos séculos esse vínculo se perdeu, e o conhecimento das nove hierarquias caiu em esquecimento. Em suma, os anjos foram “deixados para um canto”. Hoje em dia, até em círculos docentes de universidades teológicas se pode ouvir gracejos irônicos acerca desses “adornos religiosos” espalhados por todo o novo testamento.

A razão desse aparente “eclipse dos anjos” se deve, por um lado, ao fato que os homens realmente já não conseguem perceber os mesmos diretamente na intimidade da sua alma (isso era o caso em tempos remotos, quando uma certa clarividência constituia um atributo natural e involuntário das pessoas). Por outro lado, nossa moderna cultura, fundamentada sobretudo na dogmática experiência materialista sensorial, provoca um desinteresse por tudo que esteja acima dos sentidos. Isso pode chegar até ao ponto de muita gente gostar de alcunhar de “ridículo”, “esotérico” ou “irracional” qualquer coisa que se apresente com um caráter superior. A personalidade de Bultmann, um teólogo alemão protestante do início do século 20, ocupa um lugar central entre os promotores de uma pretensa onda de “desmistificação” da visão religiosa do mundo. Isso veio afinal colaborar exatamente para o crescimento desmesurado do atual materialismo científico, e daí o consequente empobrecimento da cultura religiosa, em termos de verdades espirituais fundamentais.

Acesse as publicações anteriores deste tema:

Os anjos existem – Introdução

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Classes do 1º ao 3º ano: Escrita

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Classes do 1º ao 3º ano: Escrita

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“Na escola Waldorf, a criança aprende a escrever bem tranqüilamente, a leitura vem depois. Ela repete, de modo exemplar, o desenvolvimento da escrita na história. Partindo de imagens e histórias, de maneira artística, surgem as formas da escrita impressa latina (maiúsculas). Pode-se pintar um peixe na água, de modo que o “P” se desenvolve a partir do peixe e o “V” (de vaga) a partir das vagas (ondas). Recorre-se ao mesmo tempo à língua falada e o som é acompanhado de pequenos versos.”

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1º ano

Na escola Waldorf, a criança aprende a escrever bem tranqüilamente, a leitura vem depois. Ela repete, de modo exemplar, o desenvolvimento da escrita na história. Partindo de imagens e histórias, de maneira artística, surgem as formas da escrita impressa latina (maiúsculas). Pode-se pintar um peixe na água, de modo que o “P” se desenvolve a partir do peixe e o “V” (de vaga) a partir das vagas (ondas). Recorre-se ao mesmo tempo à língua falada e o som é acompanhado de pequenos versos.

Dessa maneira, levamos a criança à essência do som, usando a imagem, a fala e a escrita. O professor pode ter uma grande ajuda na euritmia. Por esse procedimento delicado, a criança se relaciona pessoalmente com a letra e terá o desejo de escrever de maneira bonita aquilo que ela veio a amar. Recomenda-se empregar lápis de cera grosso e comprido.

Esse caráter pictórico das letras aplica-se apenas às consoantes, com as quais se pode reproduzir algo do mundo exterior. A vogal exprime algo da vida anímica interior, o maravilhamento pelo “O”, a veneração pelo “A”, a escuridão, mas também a coragem pelo “U”, poderiam ser caracterizadas pelos gestos e pela cores. A polaridade entre a consoante e a vogal transmite experiências fundamentais, as quais podem crescer de muitas maneiras durante o período escolar.

Além da introdução, pela imagem, de algumas letras, a partir das quais se irá, sinteticamente, construir palavras inteiras, convém praticar também, intensamente o caminho inverso, o analítico, partindo da sentença até chegar à palavra e ao fonema individual: vai-se do todo às partes. É um caminho em que pode-se trilhar tanto na escrita como na fala. Rudolf Steiner disse, a respeito do método analítico-sintético, o seguinte: “Podemos afirmar com toda lógica: despertamos na atividade analítica e adormecemos na atividade sintética… Por isso ajudamos a formar o pendor de enfrentar o mundo com a alma desperta, se incentivamos na criança o impulso analítico”.O caminho sintético, da letra à palavra, reduz o perigo da dislexia, que os professores de classe deveriam ter em suas consciências. O caminho analítico ajuda a sentir a frase como uma unidade, constituindo a premissa para a capacidade de ler.

R. Steiner disse a respeito da meta do 1° ano: “Procedendo racionalmente chegaremos no 1° ano a desenvolver na criança a capacidade de pôr no papel, de forma muito simples, o que lhe é dito ou o que ela se propõe a escrever”.

2° ano

Depois das letras impressas maiúsculas, a criança aprende as letras minúsculas. No fim do 2° ano pode-se perfeitamente exercitar a escrita, mas isso também pode ocorrer só no 3° ano. O professor não precisa mais deduzir cada letra nova de uma imagem ou de uma história, mas os alunos lembrarão com prazer as estórias antigas. Um lápis de cor bastante grosso substitui a cera.

O professor dá forma exterior às palavras e às frases, já que ainda não se introduziu a ortografia. Ele escreve na lousa, com a mais bela escrita possível, o que as crianças devem passar para o caderno em letras igualmente belas. Mesmo assim, as crianças sentem o desejo de exprimir-se espontaneamente. Aí, o professor e os pais precisam esquecer seus preconceitos ortográficos e “ler com os ouvidos”. As crianças são, muitas vezes, mais fiéis à língua falada do que imaginamos.

Usando as letras que aprendeu, a criança escreverá o que lhe foi narrado e fará descrições elementares dos animais, das plantas, da floresta e dos prados”.

3° ano

Na escrita, usamos a pena e a tinta (se possível começando com autênticas penas de ganso…) e finalmente, a caneta tinteiro.

[É omitido um texto no qual se fala do estudo eventual de escritas germânicas medievais...]

O exercício de Caligrafia é de grande valor ao ajudar a criança a burilar a sua letra. Também é instrumento de autocondução.

Continua-se com as pequenas redações próprias, principalmente com referência às matérias ensinadas. Essa atividade criadora precisa ser praticada, como também cópias da lousa feitas com capricho. Em toda atividade de escrever, a criança não deve relaxar. Rudolf Steiner o diz claramente: “Não é o homem que domina a escrita, é ela que domina o homem… A mão tem uma determinada maneira de escrever; escrevemos mecanicamente a partir da mão e isso é uma amarra para o homem. Ele se liberta quando escreve da mesma maneira como pinta ou desenha… Albert Steffen diz a esse respeito que se deveria, quando se escreve, primeiro formar as letras com o olho, e somente depois acompanhar com as mãos. Pois quando é a mão que toma a iniciativa significa que é o corpo físico que manda. É necessário ficar sempre atento à escrita e refletir: se a ligação das letras na palavra provoca, involuntariamente, um certo desleixo.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Os anjos existem – Introdução

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Introdução

Os anjos existem?

© 2014 Raul F. L. C. Guerreiro, Pedagogo Waldorf

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Imagem: Copyright Roland Tiller www.atelier-tiller.de

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“O filósofo e pesquisador científico-espiritual Rudolf Steiner indicou uma vez que podemos formar uma boa ideia daquilo que é veículo inferior nos anjos, ou seja seu “corpo”, se tivermos em mente a vasta diversidade dos elementos naturais que nos cercam, nas suas formas etéricas mais delicadas…”

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Para a maioria das pessoas, o problema dos anjos (do grego ággelos = mensageiro) reside principalmente no fato de os mesmos serem “invisíveis”. Assim, contrariamente a muitas coisas que chamamos modernamente de “realidade”, eles não estão à venda nos supermercados, não servem para fazer negócios, não entram na política, e também não tomam parte em programas de televisão. Em resumo: para muita gente os anjos são absolutas inutilidades. Além disso, hoje em dia uma pessoa tem que ter certa coragem para falar de anjos a sério e em público, se não é capaz que alguém decide chamar um psiquiatra…

Os anjos existem?

Para começar, é preciso evitar um erro fundamental: entrar em discussões ou altercações acerca da questão absolutamente desinteressante do “existir ou não existir” dos anjos. Caso contrário, as pessoas se dividem entre descrentes ferrenhos (“histórias da carochinha não me interessam, comigo o negócio é ver para crer”) e crentes difusos (“não sei não, acho que tem aí qualquer coisa mais séria, afinal até está na bíblia”) e o resultado é que o assunto dos anjos propriamente dito fica colocado de lado.

Também é importante desmontar a tal fantasia acerca da “invisibilidade” dos anjos, como se isso fosse prova de que eles não existem. Afinal de contas, há um montão de coisas neste mundo que são invisíveis, mas ninguém se preocupa em discutir sua existência. Exemplos banais: o ar que respiramos, ou o buraco na camada de ozônio.  Mas podemos citar também nosso pensar, sentir e querer – essa trindade que é super invisível, mas constitui o fundamento do nosso complexo existir humano. Igualmente invisível é uma declaração de amor (e ao telefone, sem pele para tocar, fica ainda mais invisível) ou uma palavra amiga proferida em um momento de aflição. Totalmente invisível também é a força de gravidade que sujeita cada um de nós à superfície deste globo no espaço sideral, ou a radioatividade de Tschernobil ou Fukushima, que infestou milhões de pessoas no planeta. E também existe a invisibilidade do sofrimento de uma mãe, ao encontrar o cadáver de seu filhinho abatido a tiro à saída da escola, em qualquer canto sangrento do mundo.

Se a gente fosse medir a realidade do mundo só na base do que é perceptível através dos sentidos, ficaríamos com um mundo bem pobre, feito apenas de minerais, plantas e animais – tudo ensaladado com homens, máquinas, dinheiro, armas, computadores, etc. Então vamos deixar para o lado o blá-blá infantil do “acredito/não acredito” e avançar no tema, para colocar algumas questões bem mais interessantes. Por exemplo: Que espécie de existência têm os anjos? Quais são suas tarefas? Como podemos chegar a contatá-los?

De que são feitos os anjos?

Comparado com nossas faculdades superiores, nosso corpo físico pode ser chamado (sem pejorativos) de veículo inferior da condição humana. O filósofo e pesquisador científico-espiritual Rudolf Steiner indicou uma vez que podemos formar uma boa ideia daquilo que é veículo inferior nos anjos, ou seja seu “corpo”, se tivermos em mente a vasta diversidade dos elementos naturais que nos cercam, nas suas formas etéricas mais delicadas. Por exemplo, a neblina que se ergue e se abate sobre os campos e as montanhas, a água de uma fonte irrompendo de uma rocha e caindo fragorosamente sobre um abismo, a portentosa descarga elétrica de um raio cortando os ares, unindo momentaneamente o céu e a terra, ou ainda as massas de ar que cruzam o espaço em todas as direções, etc. Devemos assim considerar que os anjos pertencem a um vasto espaço existencial que é como uma espécie de contrapartida do nosso mundo sensorial visível: eles habitam praticamente na “outra metade do mundo”.

O problema dos atuais crentes da decadente Seita Universal da Matéria (também apelidados comumente de científicos racionais totais) é que quando eles ouvem falar em “mundo não sensorial” costumam sentir um arrepio, começando logo a fazer fogo com os canhões da defesa costeira da massa cinzenta sob a calota craniana: “Devagar aí minha gente! Se a coisa não é sensorial, então não dá para sentir! E se não dá para sentir, então não existe! E se não existe, então é inútil! E se é inútil, então pertence ao lixo!”. Na verdade, para além do complexo e fascinante mundo real-material que está acessível para a nossa instrumentação biológica, a esfera “não-sensorial” também é um espaço extremamente real na existência superior de qualquer ser humano. Afinal, é nesse domínio que estão presentes nossos ideais, nossos impulsos de vontade ou fraternidade, nossos esforços de orientação da própria vida e destino, etc.

No caso dos anjos, o interessante é que como eles não necessitam de um corpo biológico como o nosso, sua constituição inferior fica apenas um degrau acima da nossa. Eles simplesmente evoluiram para uma hierarquia superior ao plano humano, e têm aí à disposição possibilidades de incorporação na natureza ou na subconsciência humana. Mas suas energias e qualidades são intrinsecamente diferentes daquelas que vigoram para a condição humana. As pessoas que sabem o que é estar intensamente expostas aos elementos (por exemplo, através de longas excursões por montanhas, ou durante uma perigosa viagem marítima) conhecem muito bem essa experiência sutil, durante a qual se pode perceber intuitivamente, na natureza, a presença de forças que estão para além da realidade material que nos cerca.

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A diferença entre obrigado e gratidão

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A diferença entre obrigado e gratidão

Fonte: O Despertar Da Humanidade – clique e conheça!!!

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“Por mais simples que seja,
um riso autêntico inscreve
um agradecimento aos nossos olhos…”

Marcel Franco

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A origem da palavra obrigado como forma de agradecimento vem do latim obligatus, particípio do verbo obligare, ligar, amarrar. É a forma abreviada da expressão fico-lhe obrigado, ou seja, fico-lhe ligado pelo favor que me fez.

Quando nos tornamos devedores de outrem por serviço que nos foi prestado, criamos um elo de ligação, mesmo que momentâneo.

Já a gratidão vem do latim “gratia”, que significa literalmente graça, ou gratus, que se traduz como agradável. Significa reconhecimento agradável por tudo quanto se recebe ou lhe é reconhecido. É uma emoção, que envolve um sentimento e portanto, não há obrigações, ligações ou amarrações.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Classes do 1º ao 3º ano: O cultivo da fala

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Classes do 1º ao 3º ano: O cultivo da fala

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“Nenhum educador deveria deixar de fazer com que a sua fala se aproximasse do ideal de uma linguagem artística”

Rudolf Steiner

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O homem se distingue de todos os outros seres pela fala. Ela permite a comunicação entre os homens e serve na escola para o intercâmbio mental entre os professores e os alunos. Mas há muitas outras coisas em jogo. Sendo devidamente cultivada, a fala se tornaria um meio importante para a formação das crianças. Para tal, ela precisa ser concebida e plasmada sob seu aspecto artístico.

A fala é algo intermediário entre os movimentos dos membros e o pensar. A criança aprende primeiro a se servir dos seus membros (ficar em pé, andar), em seguida, o uso da fala e por meio desta, do pensar. Mas essa aquisição não é automática, não é algo espontâneo, como a segunda dentição. Precisamos ter pessoas falando ao redor de nós, para que possamos imitar a fala delas.

“Mas essa linguagem que a criança ainda fala até os 4, 5 e 6 anos de idade, esta relacionada como ser humano e seus dentes de leite. Aquilo que o homem possui na língua é adquirido pela segunda vez, da mesma maneira como os dentes aparecem pela segunda vez” (R. Steiner) . Assim, a atenção dispensada à fala se reveste de grande importância, entre os 7 e os 14 anos.

A criança aumenta o seu vocabulário imitando o professor. Ele tem uma grande responsabilidade, pois intensifica ou inibe o desenvolvimento do organismo da fala nas crianças pela sua própria linguagem, que ressoa todos os dias na sala de aula.

“Nenhum educador deveria deixar de fazer com que a sua fala se aproximasse do ideal de uma linguagem artística” (R. Steiner). Um professor da arte da fala pode eventualmente aconselhar o professor de classe na escolha dos textos e orientá-lo quanto à forma artística. Mas a poesia será recebida com entusiasmo, se o professor tem uma ligação interior com ela.

1º ano

Convém aproveitar o grande impulso por se mover, no primeiranista, a recitação de versos e de poesias deve ser acompanhada de passos e de gestos apropriados. É importante introduzir as poesias com cuidado e gravá-las na memória pela repetição. Existem bons exemplos de poesias, nas coleções de rimas tradicionais para crianças. Quanto mais poético melhor. As crianças se sentem particularmente à vontade no elemento lírico e rítmico.

Na introdução das letras, o professor procurará encontrar versos que vão da imagem pelo som até a letra. Um exemplo:

Feurige, flimmerude, Flammen Füllen die Luft fleurige Flocken (Fogosas, cintilantes flamas Enchem o ar quais fagulhas espocantes) ou Durch dunkles Dickicht, (D) Durch dichte Domen Dring ich, Domrõschen, zu dir (Pelo espesso espinheiro, Através de densos espinhos, Chego a ti, bela princesa!

Convém acompanhar as festas do ano com poesias.

São propícias para as forças da memória as poesias que apresentam repetições rítmicas e inversões como na poesia Vovô plantou uma beterraba , do livro O falar-artístico na idade escolar, de Christa Slezak-Schindler.

A sensibilidade em relação à fala é desenvolvida pela narração diária de contos de fada. O professor deve preparar os contos-de-fada de maneira que possa contá-los numa linguagem que flui tranqüilamente, “epicamente”, sem efeitos dramáticos.

As crianças gostam de apresentar o conteúdo dos contos e poesias, se possível dramatizando-os, falando e cantando em grupos.

2° ano

A fábula caracteriza de maneira bem humorada certas unilateralidades e acrescenta, por sua brevidade acertada, à linguagem um novo elemento. Ela se presta a pequenas encenações. As lendas são algo polarmente oposto a isso. Elas mostram o homem em busca da perfeição. Por isso elas são bem indicadas para apresentações feitas por uma classe, onde os indivíduos fazem parte do coro da classe. Temas que também já existem em forma escrita, tratam de Cristóforo, São Martinho, São Jorge, Santa Elizabeth, São Francisco.

3° ano

“Quando se estudam as poesias, convém realçar, além do ritmo e da melodia da fala, também a beleza intrínseca, uma vez que a vida anímica da criança de 8 ou 9 anos está se interiorizando e fica receptiva para tais belezas”.

As aulas de assuntos práticos, de agricultura e de construção de casas, levam as crianças para perto da terra. Versos ritmicamente recitados e acompanhados de gestos podem ser reunidos numa peça de artífices.

O Velho Testamento abre novas possibilidades de contos. O versos do Gênesis são recitados em português e os primeiros, se possível, também em hebraico. Os Salmos de David podem ser recitados, sugerindo aos alunos que inventem canções de louvor, justamente nessa idade quando se deve intensificar a confiança na direção divina.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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O seu tapa não esconde o seu medo

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O seu tapa não esconde o seu medo

Milene Mizuta

Fonte: liderdesi.web587.kinghost.net – clique e conheça!!!

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“Assim como Michelangelo libertava suas esculturas com o cinzel, nós também temos esse papel, o papel do artista que cuidadosamente vai esculpindo aquela peça até que o que está dentro dela se revele. Esse é o limite que liberta. Se a criança encontra limites cuidadosos, dados a partir dos adultos, pouco a pouco encontra a sua individualidade e se sente livre para deixá-la desabrochar.”

Milene Mizuta

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Ah, o limite! Esse nosso querido e tão almejado desconhecido.

Desconhecido não, na verdade multifacetado. Sim, o limite para nós é multifacetado. São tantas caras que ele tem, que se hoje eu tivesse que dar uma definição para ele, seria quase impossível justamente porque o experimentei de diversas formas na minha história de vida.

Fazendo um paralelo com a Antroposofia, ciência criada por Rudolf Steiner no final do século XIX e que escolhi como caminho de vida, vou tentar trazer um pouco mais de como sinto e vejo isso hoje.

Primeiramente Steiner diz que quando estamos no papel de educadores, devemos ter verdadeira devoção por aquela individualidade que se coloca diante de nós e que a educação nada mais é do que permitir que aquele ser que nos escolheu possa cumprir o seu papel dentro da vida. E nosso papel é de acolher e sustentar esse processo que acontece junto a nós. Parte do pressuposto que todo indivíduo tem uma missão de vida e que nós educadores devemos proporcionar a ele as condições necessárias para que possa desabrochar toda essa riqueza. O respeito se dá no momento em que você entende isso e passa a olhar a criança que está diante de você como algo a ser libertado e não moldado. E isso faz toda a diferença.

Assim como Michelangelo libertava suas esculturas com o cinzel, nós também temos esse papel, o papel do artista que cuidadosamente vai esculpindo aquela peça até que o que está dentro dela se revele. Esse é o limite que liberta.

Se a criança encontra limites cuidadosos, dados a partir dos adultos, pouco a pouco encontra a sua individualidade e se sente livre para deixá-la desabrochar.

Bons tapas e palavrões, assim como boas surras e violências físicas podem ser limites, mas lhes parecem boas formas de libertar essa obra de arte diante de você?

Temos uma imagem cristalizada dentro de nós, de que limite é duro, frio, difícil e ruim de encarar. Talvez por isso hoje tantas pessoas fiquem submetidas a situações totalmente indignas, por acreditarem que ultrapassar um limite é tão difícil e penoso, mudar nada mais é que dar um passo em direção ao novo ou passar dos limites das nossas áreas conhecidas.

A criança até os 14 anos vive o mundo, os adultos vivem no mundo e isso é muito diferente. Viver o mundo significa que a criança vive na plenitude. Quando ela toma um copo de água, ela não só mata sua sede como também sente profundamente o prazer de beber aquela água, sente o prazer de uma boa comida, sente o calor de um bom abraço. Isso é viver o mundo. E com o limite acontece da mesma forma, ela não compreende o limite ela o vivencia.

O primeiro limite que a criança tem é sua própria pele. Quando bebês o que separa a criança do mundo não é sua consciência e sim sua pele. Sua pele é um grande órgão sensorial, que a permite perceber pela primeira vez o limite de si mesma. Então banhos quentes, uma roupa quente, contato pele a pele com a mãe, muito abraço, ser bem apertadinha em sua manta, ser aconchegada em um delicioso sling, são limites poderosos. Ela vivencia o limite e cria uma identificação positiva com aquilo que a limita, entendendo que o limite traz segurança, e que o mundo é um lugar cheio de limites bons para se viver. Ela vivencia que o mundo é bom, e vivenciar que o mundo é bom significa olhar o mundo com olhar de gratidão, por toda essa bondade recebida.

Já o contrário, falta de afeto, falta de calor, falta de agasalho, falta de comida no momento correto, falta de sono, são vivenciadas pela criança como falta de limite, é como se ela estivesse solta em um lugar totalmente desconhecido, em um grande quarto escuro do qual ela não consegue tatear as paredes e o chão. A falta de limite físico é vivenciada pela criança como desemparo, abandono, solidão; então ela chora, como que em oração, pedindo limite. E se ela o recebe em forma de uma surra, ela vivencia a violência física, ela não sente raiva, ela não sente ódio pelo adulto, ela vive a violência física na sua essência mais profunda, ela vivencia a humilhação, o descaso, a falta de amor, a dor física e moral. Não existem exemplos mais claros de falta de limite do que uma pessoa humilhada, uma pessoa que é deixada de lado e ainda se submete aquela situação, não existe falta de limite maior do que implorar aceitação do outro fazendo de tudo para agradá-lo.

A surra dada é vivenciada pela criança como se ela não tivesse limites, como se tudo pudesse ser aceito pelo seu corpo, que ela não precisa de limites. É assim que a criança vivencia a violência física que tem o objetivo de colocar limite. Talvez essa seja a origem de um mundo tão sem limites, como esse que vivemos.

E se ela vivencia o mundo, ela também vivencia o adulto e vivenciar o adulto é vivenciar o que mora dentro daquele adulto. Se nele mora a frustração ela vivencia culpa, se dentro do adulto mora a violência ela vivencia o medo. E o medo é limitador, mas nunca limite.

Se você não tem certeza do seu não, ela vivencia o seu talvez. Se você não tem certeza de que aquilo é o melhor para ela, ela vivencia dúvida. Se você não a aceita como ela é, ela vivencia a inadequação. Falar que criança testa o limite dos pais é raso, ela não testa o seus limites, ela percebe que você não tem limites. Quando seu filho te desobedece ele não reconhece o limite que você acredita ter, ela escancara para você que você é frágil, medroso e que não está preparado para viver a vida com coragem, que não tem certeza daquilo que diz e muito menos do que pede e faz. Não bastasse a frustração de ter um adulto incapaz diante de si, a criança agredida ainda vivencia a falta de amor de um mundo adulto incapaz de amar. O mundo adulto para a criança passa a ser um lugar onde ela não quer estar, do qual ela não quer fazer parte. O limite para ela é bem claro agora, ela não quer ser aquele adulto, e dia após dia, vai mostrar isso para você te negando, se afastando, criando formas de deixar de te amar, e finalmente vai vivenciar o desamor na sua forma mais nociva, ela vai deixar de acreditar na vida, e no que pode vir a ser.

Então, perceba, o seu tapa não esconde o seu medo, ele não esconde suas incertezas, ele não esconde o adulto cheio de dúvidas que você é, ele não esconde como você não tem claro quais são seus limites. Afinal, sentir-se no direito de agredir alguém é não ter claro quais são seus limites morais, é não ter claro qual tipo de caráter se tem, é não admitir para si mesmo que um tapa faz sim de você alguém violento. A sua violência escancara para o mundo o ser humano que você é e mais nada, mostra o medo que mora em você, o medo de não reconhecer seus limites, e por isso o mundo todo, inclusive seus filhos, vão tentar passar por cima de você o tempo todo. A sua violência faz de você alguém limitado, faz de você um carcereiro de si mesmo. Não tenha medo da lei que pode te jogar em uma prisão, você já está preso. E pior, lei alguma será capaz de te libertar, a não ser a sua coragem de mudar, e para isso a força física não tem importância alguma, só mesmo alguém muito forte e corajoso pode fazer isso por si mesmo.

Sim um adulto que agride pouco ou muito carrega dentro de si, um caráter violento para o qual ele não quer olhar, e justifica isso chamando de limite. Eu sou esse adulto, sei que a partir de mim podem surgir formas expressivas de violência no mundo, mas não posso mentir para mim dizendo que isso é limite, isso é justamente o oposto, falta de controle e limite sobre mim mesma. Eu tento fazer algo com isso, todos os dias, em um trabalho de autoeducação constante. Meus filhos, esses não tem nada a ver com isso.

Não te parece absurdo dizer que uma criança inspira a violência no adulto? Pois bem, é isso que falamos diariamente quando justificamos a violência com algum ato feito pela criança. Quando agrido alguém de alguma forma, sei que aquilo é meu. E, para falar a verdade, o que eu vivencio é uma vergonha enorme, uma ressaca moral, uma falta de confiança e admiração por mim mesma.

E meus filhos vivendo ao lado de alguém que luta contra a violência que é capaz de causar, vivenciam também a verdade de um adulto tentando fazer algo com aquilo, vivenciam um adulto que sobreviveu sim as surras, mas que aprendeu mesmo foi com o amor, vivenciam a verdade de alguém que tenta fazer o melhor que pode dia a após dia, que olha nos olhos deles e fala com todas as letras: “me desculpem eu errei” e com isso vivenciam o respeito. E pasmem, eles não ultrapassam os meus limites porque tem respeito a esse adulto em transformação, que se auto educa para tentar respeitá-los e deixar que eles sejam aquilo que querem ser e com isso eles percebem e vivenciam a devoção. Porque a devoção é feita de dedicação e disciplina para ser alguém melhor para quem se é devoto e eu sou devota de meus filhos. Quando olho para eles, vejo duas pessoas que se sacrificam todos os dias para me dar a chance de me tornar alguém melhor. Abandonei a ideia falida que carregava de educar violentamente, deixei de lado essa possibilidade, resolvi dar uma chance para mim, resolvi ser bondosa comigo e me colocar limites a partir do amor que sinto por eles, resolvi me dar autoeducação a partir do amor e não me machucando. Porque a cada violência cometida existem dois violentados, o que recebeu e aquele que praticou. Cansei disso. E com isso meus filhos também vivenciam a disciplina, amor e a dedicação como ferramentas de transformação do mundo. Afinal, sua mãe se transforma a partir delas. Na minha casa faltam muitas coisas, mas amor, disciplina, dedicação e devoção são vivenciados todos os dias, por todos. Sim eu tenho filhos disciplinados, dedicados, amorosos e que creem na vida.

E todo adulto deveria ser devoto de uma criança, porque na criança vive um tesouro procurado por nós a vida inteira. Primordialmente, quando uma criança olha um adulto ela vivencia a confiança, o amor, a integridade. Você é a pessoa mais importante para o seu filho. Pare de tentar adquirir respeito a partir da violência, você é além de respeitado, você é amado e é o que existe de mais valioso na vida deles. Olhe para eles em algum momento do seu dia e vivencie o sentimento de importância na sua forma mais pura. Não seja violento, não mate a chance que a vida está lhe dando de ser alguém que será lembrado a vida inteira com amor. Se dê de presente a possibilidade de curar definitivamente as marcas emocionais que as surras que recebeu fizeram em você. Cure-se, transforme-se, torne-se um artista, veja a vida com mais cores, com limites cuidadosos faça a sua grande obra de arte, a de criar um ser humano que confia na vida.

Não precisa ter medo, acredite na sua capacidade de ser educador, pode se desarmar, pode tirar a armadura, as crianças não vão te machucar, não precisa mais machucá-las, se aceite e você verá como é incrível olhar seu filho e se divertir com as diferenças que ele tem em relação a você.

Lembrando novamente Michelangelo, a escultura já esta na pedra, por isso não adianta remar contra. O que seu filho deve vir a ser ele será, você não pode mudar isso. Então se liberte dessa responsabilidade de tornar alguém algo, esse não é o seu papel. Seu filho já é alguém, você só tem que aceitá-lo e amá-lo simples assim. Isso foi o que escolhi como limite.

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Curso Líder de Si – Rio de Janeiro

Rio de Janeiro 1

Temas dos Módulos

1) Genograma e Gerações
2) Leis Biográficas
3) Trimembração e Quadrimembração
4) Temperamentos e Qualidades anímicas
5) As 12 virtudes: Os doze pontos de vista do zodíaco
6) Relacionamentos: A integração Masculino e Feminino
7) Os sete passos do aprendendo com o destino
8) Consciência prática em relação ao dinheiro
9) Processo de tomada de decisão em grupo e Fase das organizações
10) Resolução de Conflitos e Feed Back
11) Mapa Biográfico e Missão de Vida
12) Fechamento

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Local: Oficina Casa da Arteira – Tijuca
Valor: Curso de caráter associativo – pode absorver indivíduos que não dispõem de altos valores para sua formação
Início previsto: Agosto de 2014
Inscrições: (48) 8419-2107 ou (48) 3207-9201 com Maria Alice ou Milene
Email: contato@liderdesi.com.br
Site: www.liderdesi.com.br

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Classes do 1º ao 3º ano: Conteúdos da aula principal

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“O professor tem assim a possibilidade de satisfazer a procura de imagens que a criança sente nessa fase inicial. A criança aprende como as cores se combinam e ela vivencia as combinações belas em contraste com as menos belas. A criança precisa sentir a dignidade do vermelho, a suavidade do azul e a alegria do amarelo. Isso fortalece a sua vida anímica e faz com que ela se abra a toda a riqueza que fala por intermédio das cores.”

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Vivências artísticas fundamentais

Na vida real das classes, as experiências feitas com elementos das artes plásticas se confundem, sendo que o princípio é constituído pelo desenho de formas, antes da pintura. Ao passo que este será logo um elemento constante do programa semanal, o desenho de formas constituirá um assunto essencial durante várias épocas. Os outros elementos não aparecem tão isoladamente, eles vivem no ensino de uma maneira geral.

A Pintura

A pintura em aquarela acompanha os alunos do 1° ao 3° ano e do 4° ao 5° ano, e tem logo um lugar bem definido no plano de ensino semanal. O que importa do 1° ao 3° ano é o seguinte: a criança vem a conhecer o mundo das cores, ela sente o elemento qualitativo das diversas cores e percebe que cada uma delas fala uma língua específica e procura transmitir algo. As cores de aquarela são inicialmente colocadas em estado líquido em pequenos vasos. São usadas no começo apenas as cores básicas: o amarelo, o vermelho e o azul, em diversas concentrações. Todas as cores primárias, mais tarde também as misturas, surgem na folha branca. Pelo seu uso em superfícies grandes, a criança recebe diretamente o impacto da cor e deixa de pensar no que talvez estivesse imaginando.

O professor tem assim a possibilidade de satisfazer a procura de imagens que a criança sente nessa fase inicial. A criança aprende como as cores se combinam e ela vivencia as combinações belas em contraste com as menos belas. A criança precisa sentir a dignidade do vermelho, a suavidade do azul e a alegria do amarelo. Isso fortalece a sua vida anímica e faz com que ela se abra a toda a riqueza que fala por intermédio das cores.

No decorrer das aulas, a dinâmica das cores vai sendo acrescentada ao conteúdo já estabelecido, através das histórias e contos relacionados com as cores, evidenciando as diversas tendências formativas pertencentes a cada cor. O amarelo com a sua tendência de irradiar, leva a formas diferentes que as do azul, que se contrai ao ficar mais escuro e pode ter algo de tranqüilo e de recolhimento.

Dos 1° aos 3°anos são realizados os mais diversos tipos de exercícios que ainda não visam representar um objeto, mas se movem na mera qualidade das cores. É possível transformar um acorde de duas cores em um de três ou inverter o acorde de duas cores de modo tal que a cor que originalmente estava no meio, por exemplo: o vermelho, passa para os lados, ao passo que aquela que estava fora, por exemplo, o verde, se torne visível no centro.

Em combinação com a matéria a ser contada nos primeiros anos: contos de fada, fábulas e lendas podem ser desenvolvidos exercícios com cores das mais variadas qualidades. Podem ser desenvolvidos, a partir desses exercícios, contos de fadas com cores, no qual a criança vivencia, mais uma vez, uma história em puras cores. Pressupõe-se que o_professor esteja familiarizado com a teoria das cores de Gõethe, que é a base para os exercícios aqui mencionados.

O desenho de formas

R. Steiner incluiu em 1915 no plano de ensino o desenho de formas como matéria de ensino. A escrita é preparada pela vivência da linha que não reproduz nenhum objeto exterior e que corresponde ao impulso motor da criança, Atuando sobre a sua sensibilidade pelas formas e treinando a sua habilidade manual.

1º ano

Durante as primeiras 4 a 6 semanas, os primeiranistas vêm a conhecer os elementos formais das linhas retas e curvas. Eles reencontrarão mais tarde, numa época de caligrafia, esses elementos nas letras impressas. Depois da primeira introdução começam os exercícios práticos. Isso implica na o conscientização das várias direções do espaço. Depois das linhas verticais, Horizontais e obliquas vêm os ângulos, os triângulos e formas estreladas. Alternativamente são desenhados o círculo, o semicírculo, a espiral e a elipse.

O professor voltará, no decorrer do 1°ano, periodicamente e por repetições ritmicas a essas formas básicas, seja em épocas ou em determinados dias da semana. Dessa maneira a criança é conduzida, cada vez mais, da vivência das formas à sua expressão visível pelo próprio agir. As suas forças etéricas, liberadas pela troca dos dentes, encontram dessa maneira um novo campo de atuação.

2º ano

Ao redor dos oito anos de vida, as forças da imaginação da criança passam a se desenvolver, começam exercícios de simetria (reflexão lateral), de reflexão (na reflexão vertical), simetrias com quatro polaridades, com formas redondas e pontudas. Nas palestras de Ylkley, R Steiner chamou o desenho de formas direcionado para as áreas, de área de um aprendizado por meio de imagens, pois desenvolve a visão interior de modo que o pensar possa se desenvolver sem calma intelectualidade.

3° ano

Os exercícios anteriores são seguidos por aqueles das “simetrias assimétricas”. Tratam-se de linhas que vão de um centro para três direções; a criança deve encontrar formas complementares que levam para dentro, restabelecendo o equilíbrio e a harmonia. Isso requer uma grande autonomia e mobilidade da imaginação. R. Steiner via em tais exercícios um preparo para a Geometria seguinte na qual a construção começa por meio do compasso e da régua.

Steiner sugeriu, para incentivar os temperamentos, variar os exercícios. O professor possui nisso um meio para compensar as unilateralidades das crianças.

Desenho livre

Além dos exercícios, dos elementos básicos da cor e da linha, as crianças podem criar livremente imagens, mas convém cuidar que a folha inteira seja pintada, e se possível, sem contornos. Por isso não se usam lápis, mas lápis de cera coloridos. Essas imagens ilustram os cadernos dos três primeiros anos.

Modelagem e outras atividades

Se possível, as crianças deveriam trabalhar com cera, argila, etc. Há possibilidades de modelar no cálculo, na introdução das letras, nas fábulas de animais, antes do Natal, por enquanto sem estrutura sistemática, esta começa apenas mais tarde.

A modelagem terá possivelmente no futuro uma importância terapêutica maior; a manipulação de um material resistente exige um esforço plasmador maior, o que permite superar mais facilmente eventuais obstáculos de natureza anímica.

O professor aproveitará, com prazer, outras ocasiões, como festas de verão, advento ou bazares, etc., para fazer com que as crianças produzam algo bonito e útil.

O professor de classe cultivará a música, para a qual existem também aulas especiais. À euritmia caberá um professor especial.

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O salvamento da alma – 6º dia

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O Salvamento da Alma – 6º dia

A corrente espiritual de Manu

Bernard Lievegoed

Tradução: Gerard Bannwart

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“Toda luz cria sombra. Quando se faz algo de bom, surge simultaneamente, a sombra deste bom. Devemos ir ao encontro da sombra do bem com brandura. Brandura e amor são as forças que salvam a alma humana.”

Bernard Lievegoed

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6º dia

O Salvamento da Alma

A corrente espiritual de Manu

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Fusão, aquisição e saúde

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Fusão, aquisição e saúde

Myrthes Lutke

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“Uma situação prolongada de estresse negativo conduz a uma deterioração do ambiente de trabalho, enfraquecimento das relações interpessoais, aumento do índice de absenteísmo…”

Myrthes Lutke

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Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 450 milhões de pessoas sofrem de algum transtorno mental em todo o mundo. No Brasil, de acordo com informações do Ministério da Saúde de 2008, cerca de 20% da população apresenta algum mal psíquico.

A OMS e outras pesquisas e especialistas apontam o estresse no ambiente de trabalho como uma das principais causas ou fatores de risco. Mas fora o acirramento da concorrência, a pressão por resultados e os atritos cotidianos, o que intensifica o estresse e a infelicidade no ambiente profissional?

Uma possível resposta é a necessidade de constantes mudanças que o atual ambiente empresarial exige. Avanços tecnológicos, mudanças de processos e gestão, migração de mercado, outsourcing, abertura de capital, fusões e aquisições se tornaram constantes na vida das empresas. Tamanhas transformações exigem cuidado, preparação e tempo.

Quando estas situações não são resolvidas, o corpo fica em estado de constante atividade, o que acelera o ritmo de desgaste dos sistemas biológicos. Isso acaba levando ao esgotamento ou a lesões, e a capacidade do corpo de se defender pode diminuir muito.

Em consequência, aumenta o risco de doenças cardiovasculares (hipertensão, AVCs etc.), afecções músculo-esqueléticas (que afetam a coluna ou extremidades inferiores), distúrbios psicológicos (depressão, esgotamento, insônia), acidentes no local de trabalho, suicídio, câncer, úlceras e distúrbios do sistema imunológico, conforme descreve Simon Dolan no livro Estresse, autoestima, saúde e trabalho.

Em consequência, uma situação prolongada de estresse negativo conduz a uma deterioração do ambiente de trabalho, enfraquecimento das relações interpessoais, aumento do índice de absenteísmo. Também leva à perda de produtividade e de desempenho no trabalho, além do aumento de gastos com planos de saúde, já que o número de sinistros aumenta significativamente.

Detectado o problema, existe alguma maneira de evitar que, em processos de mudança (também conhecidos como processos de alta transição), os profissionais sofram distúrbio, contribuindo para o insucesso destes processos?

A resposta é simples, porém de difícil execução: sim, uma abordagem formal de gestão de mudança, aliada a uma valorização das pessoas que serão impactadas pela transformação, traz resultados muito positivos. Das quatro dimensões da organização, dentro de uma visão holística, geralmente são analisadas somente estas duas – processos e ferramentas. As dimensões de estratégia/cultura e relações/pessoas são esquecidas ou muito pouco consideradas. Quando as falhas ocorrem dentro de um processo de mudança, podem, ocasionar perdas estratégicas e doenças psicossociais em seus funcionários.

A autoestima corporativa depende muito da visão e da coragem dos que administram as empresas. A liderança que não está preparada para criar uma cultura de valores compartilhados acaba produzindo um impacto negativo tanto na saúde econômica da empresa como na vida dos colaboradores. Sentimentos como desconfiança, dúvida e medo são comuns, principalmente quando o indivíduo não compreende as razões e os benefícios da mudança e, ainda mais, quando não consegue se enxergar na nova situação.

A transição mais suave por estas etapas começa por uma comunicação clara. Os profissionais devem receber comunicações precisas sobre a mudança e sua evolução. Para os colaboradores da empresa adquirida, por exemplo, em um processo de fusão e aquisição, é importante transmitir o respeito e a valorização do passado.

A condução destes processos, adotando-se uma gestão de mudança bem estruturada, multidisciplinar e personalizada para o ambiente de cada organização, proporciona vários benefícios.

Entre esses benefícios, podem ser citados: colaboradores com mais responsabilidade e habilidades para administrar a própria carreira; melhor e mais rápida integração com a nova cultura organizacional; retenção do conhecimento e valor da empresa/equipe incorporada (aprendizado mútuo); fortalecimento da imagem da empresa pela valorização do capital humano; desenvolvimentos de pontes saudáveis entre indivíduo e organização (identidade, relações, processos e recursos), o que contribuem inclusive para a valorização da empresa no mercado.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Conteúdo Pedagógico: A criança dos sete aos nove anos

Conteúdo Pedagógico:

A criança dos sete aos nove anos

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“A perda das características do primeiro setênio não é brusca. Ela ocorre paulatinamente durante esses três primeiros anos. Assim, o primeiro ano ainda revela uma participação onírica com os homens e como mundo ao redor, e isso aparece no ambiente dos contos-de-fada Se as forças da imitação têm atuado até essa idade de uma maneira sadia, elas podem ser aproveitadas amplamente no ensino.”

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Em seu conjunto, os três primeiros anos da criança na escola têm um caráter homogêneo, devido à própria natureza da criança. Por isso, o plano de ensino dessa faixa etária é apresentado aqui num conjunto .

Quando a criança vem à escola, o que ocorre, no caso ideal, aproximadamente aos sete anos quando ela está pronta para sair da fase infantil da imitação, mas esta ainda se estende nos primeiros anos de escola. Essa fase é visível pelo começo da troca dos dentes. Como diz o verso da manhã do 1° ao 3° ano, a criança está “ansiosa por trabalhar e desejosa de aprender”. Mas é importante que o professor conheça o caráter particular do desejo de aprender que um primeiranista sente. A perda das características do primeiro setênio não é brusca. Ela ocorre paulatinamente durante esses três primeiros anos. Assim, o primeiro ano ainda revela uma participação onírica com os homens e como mundo ao redor, e isso aparece no ambiente dos contos-de-fada. Se as forças da imitação têm atuado até essa idade de uma maneira sadia, elas podem ser aproveitadas amplamente no ensino. Um ano mais tarde, a criança já está mais acordada, a vida anímica com seu caráter de sonho passa a diferenciar-se. Desperta a alegria relacionada com as idéias que permeiam a natureza de forma imaginativa nas personagens das fábulas. Nessa idade, a alma infantil participa também intensamente dos grandes ideais dos santos, dos quais falam as lendas. O distanciamento em relação ao mundo, que começa no 3° ano escolar, pode ser um pouco doloroso, mas ele será também maravilhoso, na medida em que o horizonte da criança se alarga pelo ensino. Desaparece a união anterior e uma sensação do próprio “Eu” desperta, o que leva a uma distinção entre o mundo interior e o mundo exterior. Essa fase pode refletir-se nas histórias bíblicas como também na vivência ativa das diversas profissões que dirigem o olhar para a possibilidade de ser atuante no âmbito social.

Dessa maneira, os primeiros anos na escola refletem, não obstante a sua harmonia intrínseca, as bases evolutivas dos setênios que a criança percorrerá, no decorrer dos anos seguintes, de maneira mais detalhada e mais consciente. O ensino ainda será muito homogêneo, devido ao método, mas será importante a maneira como, de uma época à outra, as crianças descobrem o caminho para a plena realidade do segundo setênio.

Quando se diz que a imitação ainda atua nos primeiros tempos da escola, convém constatar que tal afirmação equivale a um ideal. Crianças do primeiro ano revelam ainda um pouco dessa tendência. Talvez não tiveram a oportunidade de imitar nos anos anteriores. Tampouco parece ser óbvio que realmente exista aquele vínculo com o mundo que transforma o mundo num “tu” e que faz de todo “tu” uma parte da própria criança. Freqüentemente existe no fundo da alma infantil essa saudade de um “tu”, precocemente encoberta pela vida real. Muitas crianças não chegam realmente a nós da maneira como esperamos, elas são marcadas por muitas influências que as impedem. Devemos portanto entender desde o início o nosso trabalho como algo terapêutico, e o esforço do professor precisa chegar à essência de uma faixa etária.

Durante os três primeiros anos da escola, a criança gosta de movimento, de ritmo e de rimas. Ela assimila rapidamente poesias, versos e canções, e decora facilmente os princípios das tabuadas simplesmente pelo ritmo. Ainda estão atuando as forças da imitação do primeiro setênio. Recorremos a estas quando começamos com duas línguas estrangeiras, quando as crianças tocam um instrumento e aprendem a fazer tricô. Essas forças ligam a criança ritmicamente com o seu mundo-ambiente, ela vive também em harmonia com a natureza e acha óbvio que os animais, as flores e as nuvens conversem entre si.

A memória é capaz de assimilar muito nessa idade, e ela quer ser treinada, contanto que não a cansem com constantes perguntas. Ela guardará muita coisa, desde que as impressões sejam permeadas por fortes sentimentos de simpatia e de antipatia, isto é, de amor por tudo que é verdadeiro, belo e bom, e de repulsa diante das coisas feias, erradas e más; é preciso que a criança possa respirar animicamente de um modo sadio ” . É bom transmitir às crianças imagens que ela compreenderá apenas mais tarde, isso aumenta as capacidades anímicas. Mas só podemos fazê-lo com honestidade se nos identificamos totalmente com elas, garantindo a sua autenticidade perante a essência espiritual superior das crianças.

Nesses anos, o professor vem a conhecer os quatro temperamentos, inclusive em seus alunos. Isso nem sempre é fácil pois eles freqüentemente se 1,manifestam em combinação de um com outro. Muitas medidas dependem deles. Assim, o professor poderá colocar os alunos na sala de aula de acordo com os temperamentos e variar de acordo com eles a sua maneira de contar histórias e de efetuar cálculos.

O caminho do 1° ao 2° setênio poderá ser negativo, se não houvera presença do elemento artístico. Por esse motivo exporemos a seguir; antes dos conteúdos do ensino principal, as possibilidades de dar ao ensino dos primeiros anos um cunho artístico.

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Você sabe o que seu filho está comendo?

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Você sabe o que seu filho está comendo?

Fonte: www.puraeco.com.br – clique e conheça!!!

3.11

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“Se alguém procura a saúde, pergunta-lhe primeiro se está disposto a evitar no futuro as causas da doença; em caso contrário, abstém-te de o ajudar.”

Sócrates

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O jardim de infância é mais importante que a faculdade

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O jardim de infância é mais importante que a faculdade

Fabi Corrêa

Fonte: www.antesqueelescrescam.com – clique e conheça

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“Os primeiros sete anos de vida são decisivos na vida. É nesse período que se forma muita coisa…”

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Desde que a gente nasce, ouve os pais falando que temos que estudar, pois quem não estuda não é ninguém e por aí vai. Eu pelo menos ouvi muito. Hoje a coisa vai além. Uma criança mal nasce e os pais (eu e você, no caso) já estão fazendo planos para a faculdade. Sim, sim, é importante. A gente sabe. Mas ao mesmo tempo cresce o número de jovens que eu conheço que tem optado por caminhos profissionais em que a faculdade não importou muito ou, pior, que já está no terceiro curso e mesmo assim não está satisfeito. A tal da insatisfação crônica comum em nossa época… Bem, se meu filho vai fazer faculdade eu realmente não sei. Se ele vai ser arquiteto, cineasta ou jogador de futebol é uma incógnita. Mas tenho uma certeza: ter feito um bom jardim de infância fez diferença. Os primeiros sete anos de vida são decisivos na vida. É nesse período que se forma muita coisa, entre elas todos os órgãos do corpo,  os dentes que teremos para o resto da vida, em que se forma nosso sentimento básico em relação ao mundo, ou seja, aquele sentimento a respeito do mundo que vai nos acompanhar para sempre, amém. E que você só vai mudar, se precisar, com muita terapia e dedicação. Pode ser medo, pode ser segurança, pode ser outra coisa. Se nesse período nossas crianças tiverem um desenvolvimento sadio, com espaço para brincar, se forem acolhidas em suas necessidades básicas e emocionais, aí se tem uma base forte para qualquer que seja a escolha profissional lá na frente.

Por acaso, na minha rua havia um jardim de infância Waldorf quando meu filho era pequeno (hoje tem dois na mesma rua, olha que milagre!). Não vou defender essa pedagogia como o único caminho para que uma criança passe bem por essa fase: ainda são poucas as escolas e custam um preço que não está ao alcance de todos. Mas, ao dar uma grande importância para o primeiro setênio, a pedagogia Waldorf traz reflexões importantes para quem está procurando onde colocar seu filho e, mais do que isso, para mostrar que o que se faz nessa fase da vida é essencial para o que virá a seguir. E que podem servir a você, não importa qual seja sua escolha. É disso que vou falar aqui.

O primeiro passo em direção ao mundo lá fora - A recomendação da escola Waldorf é que a criança entre no jardim aos 3 anos ou depois disso. Nem todas as famílias têm estrutura pra esperar todo esse tempo  e é a vida. Mas também muitas mães acham que os filhos “pedem” para ir para a escolinha. Pode até ser. Mas eu gosto da explicação: é que só nessa idade a criança estaria preparada para interagir com o mundo que vai além do papai, da mamãe, dos irmãozinhos e da vovó. Mesmo que o pequerrucho adore ir pra rua, brincar com outras crianças, lembre-se que a mamãe, a vovó ou, em muitos casos, a babá querida, estão por perto. Aos 3 anos é que aparece, pela primeira vez, aquele impulso que se faz mais forte aos 9 anos, de encarnação do EU, segundo a antroposofia, de uma certa individualidade. Não por acaso, é nessa idade que as crianças começam a falar…eu! Antes elas se referem a si mesmas em terceira pessoa (“a Gabi quer comer”, “Pedrinho quer brincar”). Aos 3 anos o sistema nervoso está mais maduro e esse eu, essa individualidade, pode usá-lo como instrumento de comunicação, de crescimento. A criança, então, percebe que ela e o mundo são coisas diferentes. A mãe já não é uma extensão dos seus desejos e necessidades. E isso é lindo de se ver. Eu amo os três anos. Mas listei aqui algumas reflexões que consideraria importante se fosse escolher uma escolinha para o meu filho hoje, caso ele ainda estivesse na primeira infância. O que explico porque coloquei mais energia nisso do que colocarei na hora em que tivermos que escolher a faculdade.

Desenvolvimento da espiritualidade - Não é religião, não, mas as escolas que cultivam a espiritualidade trazem riqueza para a vida infantil. As festas do ano, a chegada da primavera, os pequenos rituais, como acender uma velinha na sala, ao começar o dia, uma canção de gratidão por acordar e estar disposto, a árvore de Natal enfeitada, uma lanterna para se carregar na festa de São João. Essas coisas que despertam em nós a conexão com o que é divino no mundo e em nossa própria alma. É aos 3 anos que nasce na criança uma admiração pelo mundo lá fora. Admiração que, se for bem cuidada, se manifesta como veneração frente aos milagres cotidianos. As flores têm sóis dentro delas, alguém pintou o céu de laranja e roxo, cai neve porque Dona Ôla está sacudindo seu edredom de penas lá em cima. Nunca devemos estragar essa veneração enfiando conceitos científicos logo cedo nessas cabecinhas. O melhor é deixar essa fantasia belíssima fluir e até cultivá-la. E esse é um cuidado que eu observaria, caso estivesse escolhendo um lugar para deixar meu filho, mesmo que por poucas horas do dia. Mas pode ser um cuidado de cada família com seu bem mais precioso também.

Nessa época se desenvolve sentimentos que nos acompanharão para sempre: Esse é o conceito que rege os primeiros sete anos da educação Waldorf, mas também outras pedagogias.  Qualquer um pode fazer isso em casa! Como é importante que a criança desenvolva sua confiança no mundo, sua capacidade de amar, de sentir-se segura, de se adequar a essa beleza que começa a perceber. Todo o ensinamento, tanto em casa quanto na escola, deve ser guiado para mostrar à criança um mundo bom. Ah, claro, tem gente que vai dizer que não quer o filho criado em uma redoma. Calma, há um tempo pra tudo. Você não vai deixar um mamadeira do lado do bebezinho que acabou de nascer pra ele mamar sozinho, vai? É por aí. Tudo a seu tempo. Até os 7 anos, as crianças não aguentam ser expostas à violência da TV, dos videogames, da vida. Não precisam saber que a água do planeta está acabando. E nem que aconteceu um massacre na favela. Isso \ assusta e agita uma alminha que está chegando agora nesse mundo louco. O mundo também é bom, minha criança. A vovó te ama. A professora te ama. O papai te ama e te protege. E você merece ser protegida daquilo que não é tão bom assim. É um cuidado, um carinho, um gesto de proteção lindo que podemos dar aos nossos filhos, independentemente da escola que escolhermos.

Formação dos órgãos e criatividade – Durante os primeiros sete anos, a maioria dos órgãos (ou a semente que os originará), se forma. E, como sabemos, não nasce jacarandá se plantarmos uma sementinha de maçã. Mesmo o que não se vê está ali, com os dentes, que se formam até os 7 anos, no máximo. Gritos, falta de ritmo, sustos. Tudo isso vai influenciando essa formação. O mesmo acontece com a criatividade. Se a criança tiver espaço (e não digo estímulo de brinquedos eletrônicos ou excesso de estímulo intelectual) e acolhimento, se tiver exemplos e inspiração, sentirá segurança para desenvolver os dons que trouxe à Terra. Mais tarde, essa segurança será a base para um trabalho criativo e satisfatório.

Segunda a antroposofia, a educação é o que cura, o que traz saúde. Acho que um bom jardim de infância garante boa parte dessa saúde, física e emocional, que levaremos para a vida. E aí, quando ele chegar na faculdade, estará preparado para o que vier depois dela. Boa sorte com suas escolhas, pais e mães, e muita saúde para seu pequenino.

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