Arquivo mensais:agosto 2014

Não é sobre quanto você tem, mas sim quanto você pode dar…

Não é sobre quanto você tem, mas sim quanto você pode dar…

Vídeo GIFT

Fonte: Youtube

O palhaço

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“Ser rico… Não é sobre quanto você tem. Mas sim quanto você pode dar… De alguma forma quando você dá… Você será mais feliz…”

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Ritalina, a droga legal que ameaça o futuro

Ritalina, a droga legal que ameaça o futuro

Roberto Amado

Fonte: www.outraspalavras.net – clique e conheça

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“Com efeito comparável ao da cocaína, droga é receitada a crianças questionadoras e livres. Podemos abortar projetos de mundo diferentes…

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É uma situação comum. A criança dá trabalho, questiona muito, viaja nas suas fantasias, se desliga da realidade. Os pais se incomodam e levam ao médico, um psiquiatra talvez.  Ele não hesita: o diagnóstico é déficit de atenção (ou Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH) e indica ritalina para a criança.

O medicamento é uma bomba. Da família das anfetaminas, a ritalina, ou metilfenidato, tem o mesmo mecanismo de qualquer estimulante, inclusive a cocaína, aumentando a concentração de dopamina nas sinapses. A criança “sossega”: pára de viajar, de questionar e tem o comportamento zombie like, como a própria medicina define. Ou seja, vira zumbi — um robozinho sem emoções. É um alívio para os pais, claro, e também para os médicos. Por esse motivo a droga tem sido indicada indiscriminadamente nos consultórios da vida. A ponto de o Brasil ser o segundo país que mais consome ritalina no mundo, só perdendo para os EUA.

A situação é tão grave que inspirou a pediatra Maria Aparecida Affonso Moysés, professora titular do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, a fazer uma declaração bombástica: “A gente corre o risco de fazer um genocídio do futuro”, disse ela em entrevista ao  Portal Unicamp. “Quem está sendo medicado são as crianças questionadoras, que não se submetem facilmente às regras, e aquelas que sonham, têm fantasias, utopias e que ‘viajam’. Com isso, o que está se abortando? São os questionamentos e as utopias. Só vivemos hoje num mundo diferente de mil  anos atrás porque muita gente questionou, sonhou e lutou por um mundo diferente e pelas utopias. Estamos dificultando, senão impedindo, a construção de futuros diferentes e mundos diferentes. E isso é terrível”, diz ela.

O fato, no entanto, é que o uso da ritalina reflete muito mais um problema cultural e social do que médico. A vida contemporânea, que envolve pais e mães num turbilhão de exigências profissionais, sociais e financeiras, não deixa espaço para a livre manifestação das crianças. Elas viram um problema até que cresçam. É preciso colocá-las na escola logo no primeiro ano de vida, preencher seus horários com “atividades”, diminuir ao máximo o tempo ocioso, e compensar de alguma forma a lacuna provocada pela ausência de espaços sociais e públicos. Já não há mais a rua para a criança conviver e exercer sua “criancice.

E se nada disso funcionar, a solução é enfiar ritalina goela abaixo. “Isso não quer dizer que a família seja culpada. É preciso orientá-la a lidar com essa criança. Fala-se muito que, se a criança não for tratada, vai se tornar uma dependente química ou delinquente. Nenhum dado permite dizer isso. Então não tem comprovação de que funciona. Ao contrário: não funciona. E o que está acontecendo é que o diagnóstico de TDAH está sendo feito em uma porcentagem muito grande de crianças, de forma indiscriminada”, diz a médica.

Mas os problemas não param por aí. A ritalina foi retirada do mercado recentemente, num movimento de especulação comum, normalmente atribuído ao interesse por aumentar o preço da medicação. E como é uma droga química que provoca dependência, as consequências foram dramáticas. “As famílias ficaram muito preocupadas e entraram em pânico, com medo de que os filhos ficassem sem esse fornecimento”, diz a médica. “Se a criança já desenvolveu dependência química, ela pode enfrentar a crise de abstinência. Também pode apresentar surtos de insônia, sonolência, piora na atenção e na cognição, surtos psicóticos, alucinações e correm o risco de cometer até o suicídio. São dados registrados no Food and Drug Administration (FDA)”.

Enquanto isso, a ritalina também entra no mercado dos jovens e das baladas. A medicação inibe o apetite e, portanto, promove emagrecimento. Além disso, oferece o efeito “estou podendo” — ou seja, dá a sensação de raciocínio rápido, capacidade de fazer várias atividades ao mesmo tempo, muito animação e estímulo sexual — ou, pelo menos, a impressão disso. “Não há ressaca ou qualquer efeito no dia seguinte e nem é preciso beber para ficar loucaça”, diz uma usuária da droga nas suas incursões noturnas às baladas de São Paulo. “Eu tomo logo umas duas e saio causando, beijando todo mundo, dançando o tempo todo, curtindo mesmo”, diz ela.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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O terceiro setênio da biografia humana – A base espiritual

O terceiro setênio da biografia humana – A base espiritual

Josef David Yaari – Criador da Pedagogia Clínica Biográfica

3º setênio

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“O principal ofício do adolescente é deixar de ser um deles.”

Cole and Hall – The Psychology of Adolescence

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Com a base anímica estabelecida, o adolescente vive as polaridades da vida emocional recém adquirida, com um sentimento básico de impermanência, onde nada é fixo, com a sensação de “sem destino”. A sexualidade biológica tem que conviver com o erotismo, com a solicitação psicológica e mesmo social da necessidade de completude!

A palavra sexo é originária da palavra seccionar. No final da sétima semana na formação do embrião, é estabelecida, em função da base genética, a organização genital feminina ou masculina e, no mesmo momento, também ocorre a divisão do cérebro em hemisfério esquerdo e hemisfério direito.

Esta determinação física tem enormes consequências no comportamento e, então, a partir da puberdade, a alma está sedenta de experiência, fascinada com o brilho do mundo, buscando um molde para plasmar e fazer viver a própria personalidade. O erotismo que já vem sendo educado desde a infância, no sentido de atração natural entre o masculino (animus) e o feminino (anima) ganha, na puberdade, o aporte da sexualidade. Ocorre, assim, uma maturação física do organismo que, em nossa cultura, não tem o devido preparo, causando enormes conflitos aos jovens. Aqui é importante lembrar o enorme dano causado pela mórbida repressão que teve início no final da Idade Média, com o emergente moralismo hipócrita, que não é novidade nenhuma hoje. Enquanto a Igreja instituída, apontava o “diabo” nos costumes bárbaros, era visível a atuação deste “diabo” exatamente no âmago do clero. O livro e o posterior filme com o título de “As Brumas de Avalon” é mais uma das muitas denúncias dessa história.

Em todos os grupos sociais, havia um preparo normal para a puberdade que, embora nunca tivesse a meta de evitar o já citado sentimento de impermanência do adolescente, dava-lhe os instrumentos para encontrar o vínculo entre o erotismo natural e a sexualidade biológica. Uma das formas de preparo era o chamado amor galante ou romântico, onde o elemento lúdico tem o papel fundamental. Entendido assim, como preparo, esse ritual está colocado no lugar devido da história ocidental. O objetivo era o brincar, o jogo de amor, Quando esse “jogo artístico” foi colocado como meta de vida, causou os grandes problemas estudados por Robert A. Johnson em seus livros “He”,”She” e “We”. Lievegoed em seu livro ‘Fases da Vida” diz:

“(…) Os menestréis cantavam a pura atração romântica entre homem e mulher, O amor era a reverência de um homem pelo ideal feminino e de uma mulher pelo ideal masculino. Quando o cavaleiro, na batalha ou num torneio, lutava pelo nome de sua “lady” não havia o menor toque de sexualidade na relação entre eles. O amor era praticado como arte, assim como a música é uma arte; o elemento lúdico era importantíssimo, e o amor como qualquer jogo, era jogado de acordo com regras predeterminadas.”

O final desse preparo coincidia com uma cerimônia, uma sagração dos jovens, que agora, através desse ritual, estavam oficialmente acolhidos em suas comunidades, aceitos como co-partícipes e co-responsáveis pelo destino das mesmas. Assim, ainda ocorre nos rituais religiosos, como a ‘confirmação” ou o “Bar-mitsvá”.

O jovem desperta efetivamente para o tu, porque agora, conscientemente se percebe como um Eu. Ocorre o sentimento genuíno de que como Künkel diz “o destino vem de dentro”. É a época de assumir o seu Eu, realizá-lo, “encarná-lo” inteiramente para poder dizer: “Eu sou um Eu que sabe o que quer”. Embora essa afirmação só poderá ser feitas mesmo, muito mais tarde, se é que alguns o conseguem, de fato é na adolescência que está o começo dessa experiência. Por isso há essa necessidade de experimentar os limites máximos, os “picos” da velocidade, da coragem, da sedução, de toda sorte de “loucuras” para descobrir o seu ser no seu espaço, em seu “circulo mágico”.

Estamos no tempo em que a hipocrisia burguesa, há muito, já foi novamente quebrada, mas como fala Michel Lahud, em sua palestra “Pasolini — Paixão e Ideologia”, a pseudotolerância

“acabou por transformar o sexo, de prazer contra as
obrigações sociais, em pura satisfação de uma obrigação social. Noutros termos, a liberdade sexual uma vez concedida, os jovens de todos estratos logo a transformaram na mais terríveI das obrigações: a obrigação de utilizar a liberdade concedida para não passarem por “diferentes “.

Na busca de encontrar a “verdadeira realidade”, o campo real para a atuação do Eu, o jovem faz de tudo. Esse momento tão especial, hoje dominado pela banalidade cultural, tem exigido mais substância e amplitude, pois é lamentável quando a cultura dos que se autodenominam “práticos” contrapõem a ideia de que essa verdadeira realidade é uma ficção de idealistas. Somos desafiados a ouvir com maior sutileza o forte apelo desses jovens que, na falta dessa substância, preenchem seu mundo interno com jogos da assim chamada “realidade virtual” com uma violência compreensível pelo grito sufocado pelo mórbido consumismo. Por isso querem a dissolução, a morte. E triste ouvir em confidências o quanto esses jovens sofrem nosso vazio cultural. O artista sabe disso e tem que lutar constantemente com essas representações mundanas, hoje “cultura de massa” que é o suporte dessa detestável superficialidade que quer impor o irreal como sendo o real. Citando, mais uma vez, Pasolini, ele fala desse

“verdadeiro genocídio, cometido pela civilização industrial de consumo, que, aniquilando o pluralismo fulgurante dos arcaísmos populares, os substitui por uma cultura monolítica de massa. Ora, a massa, naturalmente, é interclassista. É uma média intensamente indiferente e indiferenciada das exigências dos operários, dos burgueses, dos camponeses, dos subproletários: de modo que, na realidade, não se leva em conta nenhuma das exigências desses vários grupos sociais de cidadãos, mas leva-se em conta uma média irreal.”

Com isso o jovens ficam  abandonados, sobrando a violência ou o culto de qualquer coisa, irracionaI, qualquer coisa que dê, ao menos ilusoriamente a sensação de estar vivo, formando essa geração massacrada, feita de um corpo elaborado por essa amálgama estranha de plástico, acrílico, carne e espírito. Os ossos plasmando-se enrijecidos com a voz metálica que não consegue ressoar. Ao olhar dolorido falta o deslumbre e não ocorrem palavras de solução para a lágrima alheia. O sorriso forçado, o amor e a morte por contrato, transformaram os rituais, tão plenos de imagens, nas monótonas festas inúteis, onde os cabelos gelificados e o mecânico ruído denunciam o endurecimento, a rigidez, e, escondem esse profundo apelo, um grito!

E a dificuldade da autoidentificação se torna dramática nesse momento histórico que revela a necessidade de quebrar os clãs, as sociedades fechadas, as corporações patriarcais ou matriarcais. Está aí a vital demanda da emergência do Eu para que a vida espiritual possa, de fato, encarnar na terra, tornando possível a meta de trazer para a terra o “reino dos Céus”!

No entanto, passamos por essa “viagem” e se abrem os caminhos para o sol! Os jovens experimentam seus limites tão penosamente buscados. E percebem, então, os caminhos e os limites, hoje, ainda bem, em si mesmos. A realidade irrompe de dentro, com a certeza de que é preciso continuar. Passos tímidos escondem a nova exuberância de uma geração disposta a outras soluções. E lá pelos 17 anos, ocorre como que o ponto de passagem, “o ponto de mutação”, o momento de assumir e… o medo. É a confluência entre a juventude recém vivida e as exigências da sociedade. Chega, então, esse sentimento de desajeito e

(…) Tens, à tua frente, portas por onde entrar:
E o imponderável abre-te janelas,
Penetras receoso, banhado em tua pureza
E, ainda assim, te sentes vil,
O gesto restrito
Ameaça desatar-se
Em soluços, em abraço.

Tateias esta amplidão
De cidades banhadas pela garoa.
Assobias uma canção à toa
E te abres num sorriso
Aperto de mão amiga,
Abraço de gesto irmão.

Estes polos infinitos que visitas
Sozinho, imerso só em tua solidão,
Apaixonam-te, resguardam-te,
Inclinam-te para a luz e para a escuridão.

A magia do mundo, porém,
Ainda não se desfez:
Tens palavras impronunciáveis,
Fatos inominados, gestos desfeitos.
Tens, dentro de ti,
Cerrado em migalhas de paina e vento,

Um nadinha de qualquer coisa
Que não sabes bem o que é:
Mas é grande, é enorme,
E o mundo inteiro não abarca
Este sentimento irrespondível
Que cabe em teu peito
e se extravasa…

Uma flor, um inseto
Povoam tuas tardes.
Tens o peito opresso
Por essa necessidade de poesia
E lês o mundo
Nos sinais indecifráveis:
porque o vôo de um pássaro
Indica o futuro inscrito
Em pedras e vento.
Tu te inscreves na estrela da manhã
E o orvalho
Coroa teus cabelos.
(…)

(Trecho de “Nos teus dezessete anos” de Riva Liberman)

E assim a adolescência desliza gradualmente para a maturidade e “o adolescente deixa de ser um deles”, com o grande impulso da máxima expansão. Rudolf Treichler, autor do livro “Biografia e Psique”, diz:

“o barco juízo próprio navega sobre a corrente do desejo, e o jovem à deriva, nele aprende a navegar. Sempre se dirige novamente a baías onde recebe percepções espelhadas do mundo, onde despertam sensações e a corrente de seus desejos pode fluir mais clara e calma. Ao atingir a maioridade ele alcançou o mar aberto, cujas correntes são formadas pelo desejo e cujas vagas são agora formadas pelas sensações. Na luz do seu pensar ele continua procurando por novas margens, novas representações que se condensam em conceitos, ampliando-se em ideias. E quanto mais vivamente fluir o mar de suas sensações, quanto mais clara resplandecer a luz de seu pensar, tanto mais ele poderá alcançar novas praias. Nelas poderá aportar, descer em terra firme, criar coragem e encetar caminho em direção à montanha do seu conhecimento. Mas poderá também terminar como náufrago: se a tempestade o dominar, se ele perder o rumo na escuridão ou se o mar que deveria carregá-lo se tornar raso demais. No seu caminho em direção a estas costas ele poderá afundar, caso seu barco não tenha sido construído de forma suficientemente segura.”

Chegamos então ao final dos primeiros 21 anos os anos do aprender: Temos então a crise da maioridade, o momento de decisão para atuar com eficácia na comunidade. É o início dos 21 anos para lutar. É o tempo, normalmente dedicado ao estabelecimento de uma linha profissional, de uma vida pessoal ou familiar própria e de uma maior consciência do contexto no qual vivemos. Depois, a partir dos 42 anos, vivemos os 21 anos para aprender a sabedoria.

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Oportunidade em São Paulo:

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Conhecer melhor a si mesmo

Conhecer melhor a si mesmo

Flávio Gikovate

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“O autoconhecimento não é uma escolha, é o destino de todos os seres humanos…”

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Conhecer melhor a si mesmo implica prestarmos atenção nas emoções que surgem em nossa subjetividade e em que contextos elas se manifestam.

Temos que ficar atentos ao que sentimos (raiva, inveja, admiração, rancor) e também ao que fazemos, quais são nossas motivações e objetivos.

Temos que prestar mais atenção acerca de quais são os tipos de pessoas que nos atraem, que nos encantam e as razões que nos aproximam delas.

Temos que ficar atentos às características próprias das pessoas que nos aborrecem ou irritam; e em que somos parecidos ou diferentes delas.

Convém prestar atenção em nossos sonhos (e que conseguimos lembrar): eles podem indicar preocupações, desejos, frustrações que temos em nós.

Temos que ficar atentos às nossas contradições (falar uma coisa e fazer outra): elas podem indicar falta de coragem para viver com coerência.

Não devemos desconsiderar a incapacidade que possamos ter em controlar certas emoções (raiva, ciúmes): é essencial ser honesto consigo mesmo.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Sobre o surgimento da fala e dos idiomas

Conferência aos trabalhadores – 1ª conferência

Sobre o surgimento da fala e dos idiomas

Rudolf Steiner – Tradução Gerard Bannwart

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“A criança realmente aprende a falar somente através da imitação. Ela aprende a falar, a mover os lábios, a imitar a partir da sensação de como as outras pessoas movem os lábios. Tudo é imitação. Isso quer dizer que a criança nota, vê, percebe aquilo que se passa ao seu redor. E mediante esta percepção, portanto, por esse trabalho espiritual do perceber, o cérebro é desenvolvido..”

Rudolf Steiner

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Conferência aos trabalhadores – 1ª conferência

Sobre o surgimento da fala e dos idiomas

Rudolf Steiner – Dornach, 2 de agosto de 1922

  • A descoberta de Broca. Apoplexia cerebral e perda da fala.
  • O falar e a formação da circunvolução temporal esquerda.
  • O desenvolvimento da fala infantil.
  • Vogais e consoantes.
  • Imitação ao falar.
  • Ser canhoto e ser destro.
  • Tratamento pedagógico do canhoto.
  • Diversidade das línguas segundo regiões da Terra e segundo constelações celestes.

Caso tenha cadastro na Biblioteca – acesse o texto, clique aqui…

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Professor Waldorf explica sobre os efeitos da tecnologia nas crianças

Professor Waldorf explica sobre os efeitos da tecnologia nas crianças

Cris Leão

Fonte: www.antesqueelescrescam.com – clique e conheça!!!

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“Um dos pontos importantes da educação Waldorf é que nós não herdamos nossa comunidade mais, nós escolhemos. Claro que sempre que fazemos uma escolha, isso envolve mais trabalho, mais aprendizado, mais esforço e consciência.”

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Quando escrevi o post “O que ganhamos quando a televisão saiu de cena”, contei meu relato pessoal. Minha experiência com as crianças. Mas depois senti que era importante ter uma conversa mais profunda com o professor do João e dividir com vocês quais são os motivos, dentro da Antroposofia, para proibirem tecnologia para as crianças na escola Waldorf em Miami. O resultado é a conversa que segue abaixo. Feita no sofá da minha casa com participação ativa do Pipoca (meu cachorro).

Cris Leão: Gostaria que explicasse um pouco mais sobre os efeitos da tecnologia nas crianças:

Professor: Acredito que existe bastante informação sobre isso disponível, mas penso que devemos tomar cuidado com as informações que coletamos. Você pode encontrar estudos científicos que provam uma coisa e depois estudos científicos podem provar diferente. Então acho que cada um tem que olhar para a sua criança e fazer a decisão do que é melhor para ela. Mas como professor. E como professor Waldorf, que tenta desenvolver a imaginação das crianças, eu tenho percebido algumas coisas. Por exemplo, as crianças que assistem muita televisão ficam com as imagens na cabeça e sempre que fazem um exercício de desenho, eles tentam desenhar aquelas imagens que viram na tv. É difícil para o professor estimular a imaginação assim. E também é difícil aprender a desenhar assim. E em uma escola Waldorf, damos para eles uma imagem através de uma história que contamos e queremos que essa imagem se desenvolva de uma maneira artística, desenvolvendo a imaginação deles.

Para crianças pequenas, o problema é que elas precisam viver experiências de verdade. Quanto mais nova é a criança, mais as suas sensações e impressões são importantes e afetam sua formação. Por isso, mesmo uma coisa pequena, pode ter um grande impacto. Quando têm em torno de 1 a 2 anos, as suas experiências estão realmente formando quem eles são e como se relacionam com o mundo. E com uma criança olhando para uma tela, a experiência não é real como deveria ser. Especialmente vídeos games. A criança está ali mas não está fazendo nada. E ela precisa fazer. Elas precisam experimentar o mundo. É assim que vão se desenvolver de forma saudável.

Então quer dizer que os pais que estão com seus filhos jogando vídeo game e pensando que estão passando um tempo com os filhos, na verdade não estão fazendo nada? Isso não é real?

Professor: Não, é real. Um pouco. Na antroposofia e pedagogia Waldorf, temos a ideia de que a consciência – a psique dos humanos – pode fazer 3 coisas: pensar, sentir e fazer. Mas essas 3 coisas não estão separadas, elas vivem juntas. Então ainda que jogando vídeo game você esteja fazendo alguma coisa, é na maior parte do tempo, o pensar. Vamos pegar como exemplo a mão, você provavelmente usa essa parte da mão (palma) para realmente fazer alguma coisa. Ou agarrar alguma coisa. Mas quando você está fazendo alguma coisa que envolve só o seu pensar, normalmente você usa a ponta dos dedos. E os olhos, que estão posicionados próximos do seu cérebro. Todas essas 3 coisas, ponta dos dedos, olhos e cérebro estão profundamente envolvidas no pensar. Então mesmo que a pessoa jogando um vídeo game possa sentir que está fazendo alguma coisa, a maior parte do tempo é só a cabeça que está ativa. Então é comum ver crianças que cresceram jogando vídeo games – frequentemente – são crianças que ficam frustadas mais facilmente quando elas precisam ir no mundo físico e fazer algum trabalho.

Existe muitos programas educativos para crianças. Com temas como sustentabilidade, educação, ciência. O que vc pensa sobre isso?

Professor: Eu acho que é um pouco perigoso para crianças serem muitos desenvolvidas/pressionadas no intelecto quando são muito pequenas. Para mim, esses programas sobre ciências fazem com que as crianças virem pequenos colecionadores de fatos. E esses fatos fazem com que eles fiquem confiantes que são bons e sabem alguma coisa. Mas na verdade, o que sabem são uma lista de fatos que você pode ler em qualquer lugar quando for mais velho. Então é um falso senso de confiança.

Então a criança fica com a sensação de que sabe das coisas então não precisa experimentar nada, não é? Não precisa estudar, não precisa observar, não precisa aprender porque já sabe. Já viu na tv.

Professor: Sim, é um mundo morto porque não há espaço para crítica, para a construção. A ciência vai dar a resposta, ou alguém vai descobrir.

Por algum motivo, vivemos em um mundo onde os pais estão preocupados com o futuro profissional das crianças pequenas. Então as crianças estão começando a ler aos 3 anos. E a televisão e tecnologia vem junto nesse pacote para que os filhos tenham mais informação. E para essas pessoas, simplesmente deixar as crianças brincar parece pouco.

Professor: A base do intelecto é o desenvolvimento saudável dos sentidos. Os olhos, os ouvidos, a maneira como falam, o movimento do corpo, o lado direito e o lado esquerdo do corpo, a coordenação. Com tudo isso formado, as crianças podem experimentar o mundo a volta delas. Isso é a primeira coisa. Descobrir o mundo através dos sentidos é uma condição do corpo humano. O corpo precisa disso para funcionar na sua totalidade. E com isso o corpo pode ir ao mundo e fazer mais pesquisa. O que quero dizer é: por exemplo, o que estamos fazendo com as crianças do primeiro ao sexto ano é usar o corpo que foi propriamente desenvolvido através do brincar e desenvolver a imaginação propriamente. Pensar é completamente limitado pela imaginação. Então nós precisamos fazer a imaginação deles começar a se ampliar. E a maneira que fazemos isso é, nós contamos histórias para eles e pedimos que eles recontem as histórias para nós. Isso vai de encontro com a conversa que tivemos inicialmente sobre não assistir televisão em dias de escola, ou preferencialmente nenhum dia. Porque as imagens que dei para as crianças, precisam ser processadas quando eles dormem. É quando todo o crescimento acontece. Isso é um dado fisiológico. Você cresce dormindo, músculos crescem quando você está dormindo, os neurônios se reparam no sono, isso é um dado científico básico. Então você dá para eles uma imagem e uma maneira artística de desenvolver essa imagem e com isso, eles vão descobrir mais fatos sobre a realidade. E isso é um tipo de pesquisa. Como exemplo, eu contei recentemente uma história para o segundo ano sobre uma mulher que precisa ir da vila onde ela mora, a vila do marido dela (no alto da montanha), até a vila onde ela nasceu. Ela precisa descer para chegar na vila onde ela nasceu. Essa foi a imagem que dei para as crianças. E entreguei um balde cheio de areia. E com isso eles descobriram coisas sobre a realidade. Eles descobriram que quando você tenta construir, em algum momento aquilo se ergue, mas também cai. Com isso descobriram sobre erosão. Descobriram como a areia gruda. E claro, não só a areia, argila, cera de abelha, papel. Eles descobriram várias coisas sobre ciência. Só que se a base do corpo não tiver desenvolvida propriamente, quando formos educar esse aspecto, não conseguimos. Mas quando essas duas coisas são educadas propriamente e chega a hora de observar o mundo de uma maneira científica, eles vão ter um valioso conhecimento de onde se basear. É incrível, de verdade.

Os pais que se preocupam com o futuro da criança e em quem vão se tornar, se serão competitivos no futuro, precisam entender que ter imaginação/criatividade é provavelmente a melhor habilidade que eles podem ter. Por exemplo, aqui nos Estados Unidos o crescimento da economia é baseado no empreendedorismo. E a base de um empreendedor é claro, imaginação e criatividade.

As pessoas falam da importância de ter equilíbrio na vida. E por isso, um pouco de tecnologia não faria mal. O que você pensa disso?

Professor: Tenho alunos na minha classe que não têm nenhum acesso a televisão ou outro meio eletrônico. Não comem em lanchonetes fast-food, não vão a shopping centers. E mesmo assim eles conhecem alguma coisa sobre isso. São mais ingênuos que as outras crianças, mas conseguem conversar sobre essas coisas.

Sim. E eles podem aprender mais sobre isso quando forem maiores, né?

Oh sim, claro! Definitivamente. Eu não acho que isso vai ser um problema.

Qual o seu conselho para pessoas que vivem em uma cidade onde é difícil deixar as crianças soltas brincando. Então por morar em um apartamento e ambos pais trabalharem fora, os pais têm dificuldade em negar a televisão. Qual o seu conselho para criar crianças sem tecnologia nesse cenário?

Acho que na turma que tenho agora, os pais estão tendo muito sucesso trabalhando em comunidade. Os pais se revezam e cada dia um busca o filho do outro na escola. Vão para parques ou levam para casa, mas assim uma criança pode brincar com a outra e não há uma sobre carga para cada pai, uma vez que revezam. E as crianças ganham por conseguirem assim subir nas árvores, sujar na areia e fazer coisas que são supostamente para ser feitas na infância. Quero dizer, eles precisam brincar com seus amigos. Um dos pontos importantes da educação Waldorf é que nós não herdamos nossa comunidade mais, nós escolhemos. Claro que sempre que fazemos uma escolha, isso envolve mais trabalho, mais aprendizado, mais esforço e consciência. Então você escolhe os pais que você queira repartir a infância do seu filho, e você precisa cooperar com eles, você precisa fazer sacrifícios.

Espero com isso ter conseguido esclarecer as dúvidas que ainda existiam sobre esse assunto. E inspirar mais pessoas a desconectar da tecnologia e conectar com a vida real.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Plano de Saída

Plano de Saída

Josef David Yaari

Fonte: Pedagogia Clínica Biográfica/Instituto Prolíbera – clique e conheça

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“Não cabe julgar ou nomear se isto ou aquilo é ou não é antroposófico porque a abordagem antroposófica integra artisticamente as diversidades.”

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Diante dos desafios que estão aí, este é um “Plano de Saída”.

Por que um “Plano de Saída”?

Porque existe um mapa de trilhas verdadeiras que levam às soluções de nossas dúvidas e conflitos nas relações afetivas, nas obrigações com os filhos, entre parcerias e formas de ganhar dinheiro,  de chegar à realização profissional e à boa atuação social.

É um mapa que ficou oculto pela hipnótica “sociedade de consumo ou sociedade do espetáculo” que traçou as largas, mas equivocadas estradas de um “bem estar” patrocinado pela ditadura mercantilista que toma um espaço cada vez maior.

E a frustração, a tristeza e o medo são mantidos pela crise óbvia decorrente desta própria ditadura. Pois em vez de priorizarmos o amor,  a criatividade e a abundância como fundamentos e metas da vida, elegemos o medo, a fuga da morte e a falsa certeza da escassez como base da economia e da vida quotidiana das pessoas.

Esquecemos que a necessária preservação de recursos nada tem a ver com escassez. Pois nunca jogamos tantas coisas fora pelo excesso de quinquilharias fabricadas por esta forma mórbida de economia que esgota e deteriora os recursos naturais e, por outro lado, a maior parte do dinheiro financia projetos que vão contra o humanismo, dificultando a atuação de jovens empreendedores, profissionais liberais e das muitas pessoas que querem superar o “mais ou menos” na vida.

São indivíduos e grupos comprometidos com uma nova ética e estética para a liberação do Ser em cada um, assumindo o Ter não mais como acumulação de bens, mas sim, como a real condição e estratégia de acesso aos meios para uma atuação criativa e eficaz.

Para isso é preciso ir diretamente ao ponto. Não é mais tempo de análises, elucubrações e explicações. Todos esperam atitudes práticas e não a defesa de alguma doutrina ou ideologia.

Porque as trilhas reais são como os meridianos que passam por nosso corpo, acessados e tocados pela acupuntura, com resultados indiscutíveis, mas que ficam invisíveis para aqueles que não enxergam as coisas.

E para enxergar é preciso a disposição encontrada por aqueles que se libertam desta lamentável escravidão que arrasta multidões em busca de cada vez mais sensações para fugir das emoções negativas e das crenças mentirosas que, afinal, criaram estes equívocos na economia, na saúde e na educação.

A abertura do mapa deste “Plano de Saída” é feito pela certeza da vontade libertadora oculta no âmago da biografia de cada pessoa. E, para isso, sem julgar uns aos outros, precisamos agir nos dando as mãos para que o encontro seja real e tenha espaço para o cultivo do sentir, orientado por um pensar livre e pela sábia simplicidade.

Com os fundamentos da Antroposofia, esta atuação é um movimento de educação permanente, realizada por cada participante que encontra sua trilha única e depura as qualidades, geralmente ocultas, em sua biografia.

Quando Rudolf Steiner, orientado pela prática contínua da arte, iniciou a abordagem antroposófica, ele deu os fundamentos deste “Plano de Saída” porque propôs a integração artística dos diferentes saberes evitando apartar-se dos outros com uma “verdade maior”.

Nietzsche afirmou que “a arte nos protege da “verdade”.

Bodo von Plato, um legítimo representante do movimento antroposófico, diz que a atitude meditativa exige que cada um faça “o caminho da “verdade” para a veracidade”.

Isso significa que a Medicina Antroposófica, a Pedagogia Waldorf, a Agricultura Biodinâmica, a Economia Associativa e as muitas derivações destas práticas, se orientam pela atitude de integrar técnicas e procedimentos vindos das várias culturas e dos diversos conhecimentos das grandes tradições e das descobertas mais recentes em todos os campos de pesquisas, desde que trabalhem por um caminho de consciência desperta e sempre atualizada pelas necessidades da vida contemporânea.

Dessa forma um médico antroposófico, exercitando a “arte médica”, pode lançar mão de medicamentos alopáticos, homeopáticos, fitoterápicos, abordagens corporais ou psicológicas e tudo que for necessário para manter a saúde e a harmonia para a expressão plena de seus pacientes.

A mesma atitude se espera de pedagogos, agricultores e demais profissionais que estejam alinhados com as demandas do dia a dia em todos aspectos e tendo uma inserção criativa na vida econômico/financeira, jurídico/política e cultural/espiritual da humanidade em geral.

Assim são convidados a se associarem e ampliarem a Sociedade Antroposófica, participantes cristãos, muçulmanos, judeus, budistas e, enfim dos diversos credos e tendências que estejam alinhadas com o real desenvolvimento das pessoas e de suas comunidades.

Não cabe julgar ou nomear se isto ou aquilo é ou não é antroposófico porque a abordagem antroposófica integra artisticamente as diversidades. Portanto não existe uma alimentação antroposófica, uma vestimenta antroposófica ou mesmo uma arte antroposófica!

Para exercer esta atitude integradora e evitar a defesa de uma “verdade” mística ou “saladas” de abordagens e conhecimentos, a atitude “antroposófica” exige um conhecimento real e profundo dos fenômenos e procedimentos, pois quando estamos agindo com arte, estamos apontando para atitudes efetivamente criativas e não misturas exóticas ou malabarismos de “pirotecnias” irresponsáveis.

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Oportunidade em São Paulo:

Pela atuação da Pedagogia Clínica Biográfica inspirada nesta atitude da Antroposofia, é exercida a superação das divisões e conflitos por meio de Encontros Pedagógicos Biográficos, Terapia Clínica Biográfica para indivíduos e casais, além da contínua Formação Profissional Livre para todos que quiserem trabalhar com esta prática.

Em todas estas atividades é estimulada a passagem para um outro patamar pois são descobertas e metamorfoseadas as agendas guiadas por crenças limitadoras e motivos inconscientes.

Assim, são propostos encontros de grupo, atividades artísticas e palestras que se colocam perante as muitas questões que afetam a todos nos diversos campos práticos da vida, para afinal estimular cada um a encontrar a trilha única para a sua realização.

            Para que acomodar-se numa vida incômoda?

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Os benefícios da música para crianças com Síndrome de Down

Os benefícios da música para crianças com Síndrome de Down

Ivelise Giarolla

Fonte: www.paisefilhos.com.br – clique e conheça

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“Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música
não começaria com partituras, notas e pautas.
Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe contaria
sobre os instrumentos que fazem a música.
Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria
que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas.
Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas
para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes.”

Rubem Alves

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Desde pequena eu e meus irmãos sempre fomos incentivados pelos meus pais a tocar algum instrumento musical. Em casa era comum um filho, em algum cômodo, dedilhando notas. Não somente tocar, mas ouvir uma boa música era algo corriqueiro. Lembro-me perfeitamente da minha mãe escutando música clássica corrigindo suas provas da escola onde lecionava e eu “dançando ballet” na sala. Bem como me lembro do rádio do carro ligado na extinta “Escala FM” e nós literalmente “curtindo o som” como se fosse uma galinha pintadinha.

Mas minha vida tomou outro rumo e não enveredei para a carreira musical. No entanto, o conceito da musicalidade plantado pelos meus pais foi forte o suficiente para me acompanhar até hoje.

Minhas filhas nasceram e sempre tive vontade de dar uma formação musical a elas. Fui feliz na minha infância fazendo as aulas de música e hoje tenho plena convicção que contribuíram no meu crescimento interior. Todavia, quando nasceu Lorena, que tem síndrome de Down, percebi que a música seria ainda mais importante, por toda a estimulação que esta arte proporcionaria a ela.

Pois bem, Lorena então aos onze meses e Marina aos três anos devidamente matriculadas na musicalização infantil e, hoje, a constatação óbvia: amor absoluto pelas aulas, pelo ritmo, pela dança e pelo convívio com outras crianças. Quarenta e cinco minutos de sorrisos no rosto garantidos e todo um interesse da música levado para casa, no dia a dia.

Muitas pessoas me perguntam sobre as aulas das meninas, assim solicitei para que a professora de música delas, a doce e querida Clara Prado, escrevesse um pouco sobre a musicalização infantil, em especial sobre a experiência em dar aulas para a Lorena.

Segue o texto:

“Não é difícil escrever sobre a pequena grande Lorena. Quando Ivelise a matriculou, fiquei muito feliz em saber que teríamos no grupo uma criança com Síndrome de Down. Feliz, por poder participar de alguma forma da sua formação musical e por podermos, em uma aula de música, experimentarmos as dificuldades e belezas da vida nas diferenças.

A música é uma grande auxiliadora no crescimento de qualquer ser humano.  Nos primeiros anos de vida, ajuda no desenvolvimento da coordenação motora,  aguça a sensibilidade auditiva, estimula a sociabilidade, o contato com diversos instrumentos e estilos musicais e principalmente o vínculo afetivo entre a mãe (ou acompanhante) e o bebê, já que nesta fase a presença de um acompanhante é não só indispensável, mas fundamental, fazendo parte de sua responsabilidade aprender as músicas, cantar em casa e nas aulas, para assim estimular cada vez mais esse laço musical que se inicia.

Como vivemos numa sociedade que vive atrás de um rótulo de ‘normalidade’, é dado que as pessoas com Síndrome de Down tenham um desenvolvimento mais lento. A Lorena, no entanto, me surpreende a cada dia.  Desde o começo me comovo com sua concentração plena nos 45 minutos da aula. É impressionante sua reação a cada música, a cada atividade que repetimos toda semana. Hoje, posso dizer que a Lorena alcançou objetivos que algumas das crianças sem deficiências da turma ainda não alcançaram e o seu desenvolvimento caminha com fluência no movimento do seu próprio tempo. É um grande prazer participar e acompanhar suas conquistas ao longo da vida, através desta maravilhosa arte que é a música.

Essa grande pequena ainda vai longe!”

Agradeço a professora Clara por todo carinho que tem com as crianças e parabenizo seu trabalho de plantar essa semente tão importante na vida desses pequenos grandes músicos.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Ciúme de irmão: 10 maneiras de lidar com essa situação

Ciúme de irmão: 10 maneiras de lidar com essa situação

Rubens Riut

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“O ciúmes é uma espécie de competição…”

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Não demonstre preferências, jamais faça comparações e incentive a admiração mútua

O ciúme do irmão mais novo pode acontecer em todas as idades, mas quando a criança tem de 2 a 3 anos, pode ser ainda mais complicado: o mundo dela ainda gira bastante em torno dos pais. É comum que se torne insegura, manhosa. Pode até acontecer de ela voltar a querer a mamadeira ou a fazer xixi na cama, como um bebê.

Se o problema é disputar atenção, como lidar com o ciúme? “O essencial é mostrar para a criança que ela continua importante”, diz a psicóloga Fernanda Carioni. O trabalho pode começar antes mesmo de o irmão nascer. Peça ajuda para escolher o enxoval, os brinquedos novos, incentive a criança a conversar com a barriga.

Abaixo, confira 10 dicas para lidar com essa situação aí na sua casa:

1. Jamais faça comparações entre eles. Os filhos são sempre muito diferentes um do outro. Que bom!

2. Incentive a admiração mútua, elogiando os pontos fortes de cada um.

3. O jeito que você gosta de cada filho tem a ver com afinidade, e isso é completamente normal. Mas não demonstre preferência.

4. Não se descuide do filho mais quieto, aquele que não pede afeto. Ele também precisa de você.

5. Às vezes, passe um tempo com cada filho separadamente, para dar atenção exclusiva.

6. Identifique as situações de ciúme e procure intervir antes que vire uma nova briga.

7. Reforce, sempre, que a amizade entre os irmãos é única. Conte sobre seus irmãos, se for o caso, e mostre exemplos em outras famílias.

8. Se o ciúme os deixar agressivos, tente canalizar essa raiva para atividades artísticas. Use argila, tinta, massinha, recortes…

9. Crie situações para que eles trabalhem em equipe, como em jogos e brincadeiras.

10. Não se desespere com as brigas. Elas são normais e fazem parte do desenvolvimento.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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A Pedagogia Waldorf, o documentário

A Pedagogia Waldorf, o documentário

Produzido por Colegio Inlakesh, Cidade do México – clique e conheça

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“A Pedagogia Waldorf é uma esperança real…”

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Conheça mais sobre a Pedagogia Waldorf – clique aqui

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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O segundo setênio da biografia humana

O segundo setênio da biografia humana

Josef David Yaari – Criador da Pedagogia Clínica Biográfica

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“Se antes, para a formação física, houve necessidade de “aglomeração celular”, agora ocorrem o que Steiner refere como “aglomerados de representações” que vão formar o substrato para a realização da expressão da psique. A criança trabalha com os hábitos, com as informações, com vivencias e experiências que são internalizadas em função de seu temperamento que determina um “tipo psicológico”.”

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As forças plasmadoras, a partir dos 7 anos, em média, passam a se ocupar da formação de imagens no nível do pensar, sentir e querer, estabelecendo assim a base psicológica.

Se antes, para a formação física, houve necessidade de “aglomeração celular”, agora ocorrem o que Steiner refere como “aglomerados de representações” que vão formar o substrato para a realização da expressão da psique. A criança trabalha com os hábitos, com as informações, com vivencias e experiências que são internalizadas em função de seu temperamento que determina um “tipo psicológico”.

É claro que a base física tem sensível participação nesse processo. Todo aprendizado que inclui a vida familiar, escolar e tudo o mais, está plasmando a forma da expressão “anímica” (Anima é o sinônimo latino de Psique. No entanto, por várias razões, foi dada mais amplitude ao conceito “anímico” em relação ao conceito “psicológico”), Normalmente, nessa fase, o centro da vida da criança é a escola e os professores deveriam conscientizar-se, urgentemente, que as matérias não são um fim em si mesmas, mas um meio de educar, na criança, a expressão pensar, a expressão do sentir e a expressão do querer. Assim, por exemplo, a Educação Física tem o papel de propiciar a prontidão de agir, com toda fluidez e vitalidade; a Matemática visa a atenção, o raciocínio lógico, a sequência etc., tão necessários à educação do pensar; a História desenvolve a consciência do tempo e do desenvolvimento da consciência, base para o Sentir, enquanto a Música dá o substrato para a expressão do sentimento, das emoções, as simpatias e antipatias. E em todas as matérias temos possibilidades de educar o todo do ser humano. É bom ressaltar que os exemplos dados, só foram relacionados para indicar a compreensão, porque é claro que em cada matéria educamos sempre e simultaneamente o querer, sentir e pensar da pessoa.

Toda ciência dos últimos dois séculos, esteve muito influenciada pela ideia do peso, E, então, vemos estas escolas, bem intencionadas, com a tentativa de dar educação integral, colocando ao lado da aula de matemática, uma aula de arte e depois ginástica e assim por diante. Tem- se a ideia de que assim obtém-se o tão desejado equilíbrio entre o pensar, sentir e querer. Mas os professores experientes sabem que não é assim. Integração não é soma! A aula de matemática deve conter arte e movimento; a aula de pintura deve conter raciocínio e reflexão, aliados à emoção da cor; a aula de ginástica deve ter a atenção do pensar e o sentir educado pela arte do movimento. O sentido real de integração e harmonia está assim liberto do mecanicismo. De maneira prática, há o seguinte exemplo dado por um professor:

“Numa aula de matemática onde queremos ensinar a soma de frações com denominadores diferentes, por exemplo: 1/2 + 1/3, podemos fazer com que metade da classe bata palmas a cada vez que falarmos um múltiplo de 2, enquanto a outra metade da classe o faça quando falarmos um múltiplo de 3. Assim os dois grupos terão a experiência de baterem, simultaneamente as palmas no nº 6, chegando pela experiência ao denominador comum. A aula assim contém alegria, movimento, arte!”

O conhecimento apresentado assim, de forma artística, plasma uma expressão psicológica de grande riqueza. Nossas escolas, fundamentadas numa visão intelectualista, numa pedagogia de ociosidade, vive de definições, cadáveres intelectuais que inibem, reprimem o bom desenvolvimento do indivíduo. Em nossa experiência terapêutica, podemos detectar muitos distúrbios cuja origem está na formação escolar! Entre as várias propostas pedagógicas ressalta a Pedagogia Waldorf, criada por Rudolf Steiner, que com seu amplo fundamento esotérico, consegue de maneira maravilhosa a educação integral sadia. Por isso não é preciso alongar-nos na discussão da pedagogia. Aos interessados, sugerimos que procurem as Escolas Waldorf que sabem entender, com os problemas comuns das pessoas envolvidas, professores ou orientadores, o caminho da educação.

Em torno do nono ano de vida, a criança vive uma interiorização de grande profundidade descobrindo-se, mais uma vez, com maior consciência, sua distância do mundo. Em nível fisiológico, pode-se observar que o batimento cardíaco atinge o ritmo estável e a criança tem condições de orientar-se efetivamente no espaço e no tempo. Justifica-se por isso, nesse momento, o ensino dos pontos cardeais e das operações com frações. Há o começo do sentimento de solidão, tão básico para a elaboração do “círculo mágico” onde “nem o Diabo, nem Deus, podem entrar’. Este círculo é que formará o espaço que só na adolescência começará a ser preenchido pelo início da individuação. Em torno dos 12 anos a criança já realiza as elaborações abstratas, podendo, então, só aí, começar a debater e conviver com definições, não para ficar nelas, mas para aprender a caracterizá-las. A segunda grande metamorfose, demonstrada pelo grande crescimento, típico dessa fase, prepara para a puberdade, essa explosão de emoções e vitalidade, aliada à uma relação crítica intensa aos pais, aos outros e ao mundo.

O jovem pré-adolescente sente, afinal, que a escola, os pais, o mundo, estão necessitados de uma “virada”, sempre, em todas as épocas! Mas não é algo barulhento. Trata-se de sensibilidade.

É a Silhueta Inefável.
Sempre no Ponto Tangencial.
Passa por ti, indecifrável,
Como uma simples fragrância natural!

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Oportunidade em São Paulo:

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O Farol

O Farol

Po Chou Chi

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“O Farol que me guiou sempre estará aceso em meu coração…”

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Realmente me preocupo com o ambiente escolar do meu filho?

Realmente me preocupo com o ambiente escolar do meu filho?

Escola Waldorf Acalanto – clique e conheça

Vídeo produzido por Alexandre Macedo e Aline Meijerink

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“Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.
Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado..”

Rubem Alves

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Vídeo da Escola Waldorf Acalanto em Holambra/SP – produzido por Alexandre Macedo e Aline Meijerink

 Conheça mais sobre a Pedagogia Waldorf – clique aqui

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Ouse ter dinheiro para realizar

Ouse ter dinheiro para realizar

Hélcio Padrão – Diretor e Consultor da Vitadenarium

Fonte: www.vitadenarium.com.br – clique e conheça

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“A consciência só pode haver na materialização da ação, em nossas realizações. E ouso dizer mais, que nossa felicidade também está intimamente ligada com o que de bom conseguimos realizar no mundo. Um “bom” que nasce da experiência: dos erros, acertos e da criatividade que nasce do encontro da nossa inteligência com as verdadeiras necessidades do mundo.”

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Vivemos em um mundo que podemos considerar “bastante” desumano, não é mesmo?

O grande desafio da humanidade neste século é exatamente humanizar nossa sociedade: a relação do ser humano com a natureza e os recursos naturais, as relações com os outros seres humanos, entre nações, etc.

O mundo necessita de almas corajosas, dispostas a atuarem neste sentido. Não rompendo com o mundo ou com a sociedade ou mesmo um “sistema”, mas empreendendo à partir de sua ação, para transformar o mundo pelo exemplo. Mas porque pelo exemplo? Se apenas reclamamos de uma realidade, julgando certa ou errada, ficamos em um discurso vazio, que nada constrói, que não traz nada de novo. O exemplo, que é a experiência, é que nos torna cientistas da vida, que nos permite conhecer as leis que atuam no mundo, como as leis da matéria e as próprias leis sociais, e saber lidar com elas. Nenhum empreendimento humanizado vingará sem o conhecimento técnico ou com os recursos necessários.

O vir a ser humano necessita da experiência, da vivência que nos fortalece e nos torna conscientes. Quem nunca se maravilhou ao descobrir algo novo? Não é maravilhoso o sentimento da descoberta que nasce do seu próprio esforço?

Se por um lado o mundo necessita da coragem e da força individual para tais empreendimentos, por outro precisamos nos perceber como parte de uma teia infinita. Nossa vida depende de outras pessoas, assim como depende de uma diversidade de seres como os pássaros, as abelhas, as plantas e até mesmo as bactérias. Sem este complexo ecossistema a experiência na “vida física” não é possível. Não se trata de filosofia, mas de ciência, de reconhecer a realidade na prática.

Do ponto de vista social podemos observar as realidades de diversos países. No Brasil, por exemplo, vivemos uma grande insegurança; desconfiamos de tudo e de todos. Em outros mais desenvolvidos socialmente esta realidade é completamente diferente, como podemos observar os exemplos da Nova Zelândia ou da Noruega.

Somos seres individualizados, e ao mesmo tempo social e parte de um Todo.  Necessitamos que da força individual nasçam impulsos e empreendimentos que promovam o bem de toda sociedade, do ponto de vista local ou global. Por um tempo desacreditamos que tais empreendimentos fossem possíveis ou viáveis economicamente. Mas hoje já é possível ver inúmeros empreendimentos que promovem o bem social e que são viáveis economicamente, que são lucrativos.

O que torna viável um empreendimento deve ser pensado a partir de um capital. Pode ser 10,  10 mil ou 10 milhões de reais, não importa qual o tamanho do seu sonho de realização. O dinheiro é a mola propulsora e torna justificável os empreendimentos no mundo. Precisamos ousar sonhar mais, conectar com nossa missão de vida, empreender! O dinheiro em si não é mal ou bom, mas um meio de realizarmos nossos sonhos.

Quais são suas reais necessidades, o que você necessita para ter uma vida tranquila, e quanto necessita para empreender sua obra no mundo? Ouse sonhar, ouse dizer, ouse realizar! Se sua motivação e sua vontade de ajudar o mundo forem verdadeiras, o dinheiro virá, sem que necessite “lutar” para isso.

A consciência só pode haver na materialização da ação, em nossas realizações. E ouso dizer mais, que nossa felicidade também está intimamente ligada com o que de bom conseguimos realizar no mundo. Um “bom” que nasce da experiência: dos erros, acertos e da criatividade que nasce do encontro da nossa inteligência com as verdadeiras necessidades do mundo.

Então, você ousa responder estas perguntas: Qual o seu grande sonho de realização no mundo? O que traz de bom para a sociedade? Ele é viável economicamente?

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Chapeuzinho Vermelho e os sete chacras

Chapeuzinho Vermelho e os sete chacras

Karin Ulex

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“Somos os heróis da nossa própria vida, e um conto de fadas acontece dentro de nós, todos os elementos são partes da nossa paisagem interior. O conto do Chapeuzinho Vermelho mostra isso com todos os seres vivos que agem dentro dele, estimulando cada um dos sete chackras principais, colaborando assim com a saúde da nossa vida em todos os níveis, um corpo saudável, uma alma alegre e ágil, o espírito lúcido e sábio.”

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O primeiro chakra tem a cor vermelha, é relacionado com o primeiro setênio e com a família ancestral e sua energia é a da confiança primordial. Todas estas qualidades do primeiro chakra encontramos na menina chamada Chapeuzinho Vermelho. O chapeuzinho já tem a cor certa, foi um presente da avó (família ancestral), e a menina deve ser pequena, imaginamos uns 7 ou 8 anos?

O segundo chakra tem a ver com o movimento e alegria de viver, com o segundo setênio (a saída ao mundo, a escola), e o movimento ocorre quando saímos para buscar o que nos falta. No conto a avó está doente, falta-lhe saúde, e é por isso que a mãe de Chapeuzinho pede que ela saia de casa e leve bolo e vinho para restabelecer a saúde da avó. A cor do chakra é laranja, podemos brincar um pouco e dizer que era a cor do bolo? Um bolo de laranja? O vinho ainda remete ao primeiro chakra com seu vermelho profundo. Quando Chapeuzinho encontra o lobo, ela continua no seu estado de confiança e conversa com ele, sem medo. O lobo inclusive, mostra-lhe a beleza do bosque, o sol, os passarinhos e as lindas flores que poderia colher para a sua avó, e assim a alegria de viver do segundo chakra se manifesta com bastante força.

O terceiro chakra é amarelo, tem a ver com o nosso pode pessoal e a força de vontade. Nos contos de fadas ocorre quando aparece um elemento novo, quando acontece um encontro, muitas vezes o ajudante do herói que mostra o caminho a seguir. O lobo é o terceiro chakra intensificado mas  desequilibrado, que vive o seu poder pessoal de modo egoísta, para satisfazer as suas vontades. Todos nós temos um lobo no nosso chakra do plexo solar, a pergunta é como lidamos com ele e como usamos a sua força. O lobo vai e engole a avó, engana Chapeuzinho e a engole também.

O quarto chakra é o chakra do coração, sua cor é um suculento verde fresquinho, como a natureza em plena primavera, cheia de vida e doação. A sua energia anímico-espiritual é a do amor incondicional, a compaixão. Surge no bosque (verde!) o caçador e passa perto da casa da avó, onde houve os roncos do lobo. Achando que a velhinha não estivesse bem por roncar deste jeito, ele entra e vai olhar. Aqui a personagem age de forma altruísta, tem compaixão por outra pessoa que precisa de ajuda.

O quinto chakra é o chakra da verdade, sua cor é o azul celeste, fica situado na garganta. Pois quando o caçador entra na cabana, descobre que o ronco vinha do lobo e eleva sua espingarda a altura do pescoço para atirar, dizendo: Até que enfim te encontrei, seu malvado!

Mas o sexto chakra, o da sabedoria e do discernimento, localizado no terceiro olho, permite o caçador parar para pensar antes de matar a fera. E ele deduz que seria possível que o lobo tivera engolido a avó e esta talvez ainda estivesse viva dentro dele. Então ele pega uma tesoura e abre a barriga do lobo, “separando” a velha e Chapeuzinho Vermelho do lobo. A tesoura é uma ferramenta que simboliza bem o discernimento. A barriga do lobo é preenchida de pedras, pois o que se engole com pressa não pode ser digerido e faz mal, tanto do ponto de vista físico, quanto anímico. A gula dele foi tão grande que a sua comida virou pedra e levou-o a própria queda. O discernimento no conto se apresenta ainda no final, quando cada um recebe o que lhe convém: o caçador tira a pele do lobo e a leva consigo, a avó come o bolo e toma o vinho, e Chapeuzinho lembra do conselho da mãe de tomar cuidado com o lobo. A cor deste chakra é o azul noturno que precisamos para ver as estrelas!

O sétimo chackra é a coroação, o herói torna-se rei, ou volta para casa depois das aventuras, amadurecido, sendo o rei da própria vida. Normalmente todos as personagens são mencionadas mais uma vez, o que neste conto acontece no último parágrafo, durante a descrição do discernimento.

Somos os heróis da nossa própria vida, e um conto de fadas acontece dentro de nós, todos os elementos são partes da nossa paisagem interior.

O conto do Chapeuzinho Vermelho mostra isso com todos os seres vivos que agem dentro dele, estimulando cada um dos sete chackras principais, colaborando assim com a saúde da nossa vida em todos os níveis, um corpo saudável, uma alma alegre e ágil, o espírito lúcido e sábio.

Caso tenha cadastro na Biblioteca, acesse o conto original dos Irmãos Grimm:

Chapeuzinho Vermelho – clique aqui

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Saiba mais sobre as relações dos Contos com os Chacras – Em Florianópolis:

Conto Terapia 1

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Por que a Pedagogia Waldorf constrói a aprendizagem de maneira adequada à natureza infantil?

Por que a Pedagogia Waldorf constrói a aprendizagem
de maneira adequada à natureza infantil?

Patricia Fonseca - Pedagoga e Psicomotricista

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“A rotina da vida escolar da criança até 6 anos de idade é por meio da imagem , da música, dos contos de fadas, do desenho, do brincar espontâneo, do trabalho corporal (ritmo), tudo isso vinculados a Natureza, em um grande quintal sensorial, onde o vento, o Sol, a água, a terra, as plantas e os animais e até mesmo a Lua e os astros são recursos indispensáveis neste período da infância.”

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Algumas crianças, hoje em dia, não conseguem se ajustar às exigências da vida moderna e apresentar resultados positivos dentro da sala de aula,mesmo possuindo uma inteligência adequada.

Educadores, professores , terapeutas, pais e mães necessitam mudar a forma de observar, de se relacionar e de entender as crianças e o seu processo de aprendizagem.

Por que a Pedagogia Waldorf constrói a aprendizagem de maneira adequada à natureza infantil?

Porque em uma escola Waldorf a aprendizagem dá-se paulatinamente, respeitando rigorosamente o desenvolvimento infantil das faixas etárias e se ajusta metodologica e didaticamente ao princípio regulador da aprendizagem, a pesquisa espontânea da criança por meio do brincar.

O processo da aprendizagem tem início no conhecimento e amadurecimento corporal (noção de corpo, tonicidade), ampliando-se para o domínio do ambiente espacial (estruturação espaço-temporal e equilibração ), e representando-se nas capacidades de leitura, escrita e matemática.

O conteudo escolar exigido pelo MEC é cultivado pela escola Waldorf ao longo de todos os anos escolares da seguinte maneira

Pelo fazer integrado e consciente das várias atividades corporais e manuais, da cultura , do artesanato e do cultivo da Natureza e dos trabalhos primordiais do Ser Humano.

Pelo sentir através da produção e apreciação das diversas linguagens, das artes plásticas, musicais e cênicas.

Pelo pensar, cultivado desde a imaginação dos contos de fadas até o rigoroso processo abstrato-científico próprio do ensino médio.

Vamos falar do processo de aprendizagem das crianças até 5 anos de idade :

Se atentarmos para a criança, em essência, ela é um ser imitador, é um ser sensorial anímico que, de uma maneira corpórea, está entregue ao ambiente que a circunda.

Então teremos que nos atentar essencialmente para que, nesta fase da vida, portanto, até à troca dos dentes, tudo atue “verdadeiramente” no ambiente que a circunda, de modo que a criança possa assimilar sensorialmente e elaborar em si tudo que vê , sente, toca, cheira e come.

Por isso, temos que considerar na estrutura pedagógica-didática todo este órgão sensorial , que é a base inicial para a vida futura da criança enquanto ser humano .

Portanto, o sistema rítmico biológico do corpo da criança, principalmente o sistema respiratório e o sistema circulatório, o que faz parte do ritmo regulador da nutrição. é o que predomina organicamente, e trata-se de orientar todo o ensino de maneira rítmica, de que o próprio professor seja, em si, um indivíduo com pendores para perceber este ritmo corporal de cada criança, de modo que na sala de aula reine este ritmo e compasso orgânico-sensorial .

Isto significa que, naquilo que empreendermos com a criança, naquilo que a criança deva fazer, precisamos fazer com ritmo predominando o sentir e a imagem. E, em tudo o que se desenrola entre o professor e a criança precisa reinar a música, o ritmo, o compasso e a melodia .

Já que o corpo da criança, até mesmo a sua troca de dentes, é de forma sensorial (físico-químico) , exige que o professor tenha, em si próprio, uma espécie de musicalidade, musicalidade em toda a sua vida pedagógica-didática.

Por isso que a rotina da vida escolar da criança até 6 anos de idade é por meio da imagem , da música, dos contos de fadas, do desenho, do brincar espontâneo, do trabalho corporal (ritmo), tudo isso vinculados a Natureza, em um grande quintal sensorial, onde o vento, o Sol, a água, a terra, as plantas e os animais e até mesmo a Lua e os astros são recursos indispensáveis neste período da infância.

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Madre Teresa de Calcuta

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O pensar vinculado às percepções sensoriais da criança

O pensar vinculado às percepções sensoriais da criança

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“Como as experiências são vinculadas diretamente às percepções sensoriais, um ambiente de estímulo aos sentidos é essencial para um melhor desenvolvimento do pensar individual. Isso estimulará a criatividade, a imaginação e terá seus reflexos na saúde e vitalidade da criança.”

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Vivemos uma época onde o pensar humano se tornou um processo essencial para o desenvolvimento da individualidade.

Mas sobre o que pensamos? Como ele atua no processo de individualização?

Todos os nossos pensamentos são baseados em percepções sensoriais absorvidas pelos sentidos. Quanto mais atuamos e percebemos a vida, mais desenvolvemos nossa capacidade de pensar. Por exemplo:

Você encontra um amigo que lhe dá um abraço.

Através da percepção sensorial, posso dizer:

“Encontrei um amigo que me deu um abraço caloroso e apertado.”

Caloroso e apertado são concepções desenvolvidas a partir do meu pensamento vinculado a percepção sensorial do evento (o encontro e o abraço). Isso me leva a uma percepção mais sutilizada e profunda. Assim, através das minhas vivências e experiências crio minhas próprias concepções individualizadas das percepções sensoriais através do pensar.

Cada pessoa cria suas próprias concepções de suas percepções sensoriais. Outra pessoa que recebe o mesmo abraço poderia dizer:

“Encontrei um amigo que me deu um abraço e ele quase me esmagou.”

Através da vivência, aprofundo meu pensar. Assim o pensar é capaz de criar relações de minhas vivências com outros âmbitos da vida. Neste processo é desenvolvida a nossa Alma individual. Atuamos com mais profundidade, complexidade e sensibilidade (sentidos).

Uma vida rica em experiências eleva nosso pensar e aprofunda nossa percepção da vida, aumentando nossa sensibilidade. Uma pessoa que desenvolve uma grande sensibilidade pode perceber as forças sutis na natureza e suas atuações e relações (até os âmbitos suprassensíveis).

Por isso, todo ser humano é capaz de se tornar criativo, catalisar conhecimentos a partir de si e expressá-los através de sua Alma individual. A expressão da Alma estaria vinculada diretamente à atuação da Vontade.

Por outro lado, uma vida pobre em experiências, pode limitar o campo de atuação do pensar, criando pensamentos fixos e diminuindo a sensibilidade. Crianças que têm apenas estímulos intelectuais podem se tornar adultos insensíveis e ressecados.

Como as experiências são vinculadas diretamente às percepções sensoriais, um ambiente de estímulo aos sentidos é essencial para um melhor desenvolvimento do pensar individual. Isso estimulará a criatividade, a imaginação e terá seus reflexos na saúde e vitalidade da criança.

Exemplos de situações que abafam a percepção sensorial da criança (os sentidos):

- Ambientes com muito barulho e ruídos: as crianças acabam por ignorar o sentido da audição, para se acomodar à situação. Podem se tornar barulhentas e inclusive desafinar seus ouvidos…

- Excesso de contatos com objetos de borracha e plástico: as crianças têm considerável diminuição do sentido do tato. Ao andar constantemente com borrachas no pé (sapatos, chinelos, crocs e etc…) e a falta de contato com artefatos naturais, como madeira, folhas, sementes, areia, terra e etc…

- Comer produtos industrializados em excesso: a padronização dos sabores e excesso de sódio e açúcar anulam o sentido do paladar. A criança não sentirá o doce natural da fruta madura. Não desenvolverá apreciação por sabores amargos e azedos…

- Excesso de TV: além de atrapalhar o sentido auditivo, devido ao excesso de ruídos emitidos pelos personagens de desenho animado, a poluição visual também não permite percepção das cores, luzes e sombras. Atrapalha também o sentido do equilíbrio e o sentido do movimento, devido à necessidade de estática para assistir. Outro sentido afetado é o do pensar, devido indução a pensamentos e conceitos coletivos pré-moldados. (Este assunto é um pouco profundo e será abarcado posteriormente)…

- Falta de contato com outras crianças: afeta diretamente o sentido do EU, pois percebendo o outro que eu percebo a mim mesmo…

Isso mostra a importância de criar um ambiente adequado e de proporcionar vivências ricas e saudáveis para nossas crianças.

O pequeno vídeo abaixo, mostra um pouco de um ambiente proporcionado pela Escola Waldorf para um desenvolvimento saudável da criança – vídeo produzido por Alexandre Macedo, no Jardim da Infância Acalanto, em Holambra/SP:

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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O pensador e o pensamento

O pensador e o pensamento

J.Krishnamurti

Fonte: Jiddu Krishnamurti Brasil – clique e conheça

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“A verdadeira revolução não é revolução violenta, mas a que se realiza pelo cultivo da integração e da inteligência de entes humanos, os quais, pela influência de suas vidas, promoverão gradualmente radicais transformações na sociedade.”

J.Krishnamurti

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Existe alguma relação entre o pensador e seu pensamento, ou existe apenas pensamento e não um pensador? Se não houver pensamentos não há pensador. Quando você tem pensamentos, existe um pensador?

Percebendo a impermanência dos pensamentos, o próprio pensamento cria o pensador que lhe confere permanência; então o pensamento cria o pensador; e o pensador se estabelece como uma entidade permanente apartada dos pensamentos que estão sempre em estado de fluxo. Assim, o pensamento cria o pensador e não o contrário. O pensador não cria o pensamento, pois se não houver pensamentos, não há pensador.

O pensador se separa de sua origem e tenta estabelecer uma relação, uma relação entre o chamado permanente, que é o pensador criado pelo pensamento, e o impermanente ou transitório, que é o pensamento. Então, ambos são realmente transitórios.

Vá ao encalço do pensamento completamente até seu fim. Reflita nele inteiramente, sinta-o e descubra por si mesmo o que acontece. Você descobrirá que não existe absolutamente pensador. Pois quando o pensamento cessa, o pensador não existe.

Nós pensamos que existem dois estados, o pensador e o pensamento. Estes dois estados são fictícios, irreais. Existe apenas pensamento, e o fardo de pensamento cria o “eu”, o pensador.

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Madre Teresa de Calcuta

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Líder de Líderes

Líder de Líderes

Jaime Moggi

Alexandre o Grande

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“Olhando para nossas organizações modernas, percebemos três grandes níveis de liderança. O líder de si mesmo, o líder de equipe e o líder de líderes. Talvez ainda possamos ter uma 4ª categoria que são os líderes visionários, aqueles capazes de engajar uma comunidade numa visão inspiradora…”

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Com o crescimento vertiginoso das empresas e à medida que se vai ascendendo na estrutura organizacional, é comum você ter de liderar pessoas que, por sua vez, lideram grupos de profissionais distintos ou, até mesmo, grupos compostos de outros líderes.

Habitualmente você vê um gerente com 300, 800, 2000 pessoas sob sua responsabilidade, com uma longa estrutura abaixo dele. Ou, por outro lado, na liderança de uma equipe de meia dúzia de pessoas, no entanto, cada uma delas exerce um impacto gigantesco na organização, liderando projetos que às vezes mobilizam a empresa inteira.

Liderar líderes é o desafio que se coloca a muitos gestores. O que muda na atuação de um líder nesta situação? Um líder de líderes.

Certa vez me propuseram uma imagem na qual liderar líderes seria como pastorear gatos. Os amantes de gatos sabem o quanto eles são carinhosos, leais, mas também extremamente independentes e, conscientes de sua dignidade. Um cão, se maltratado, continua procurando seu dono. Não espere isto de um gato. Winston Churchill dizia que os cães nos olham de baixo para cima, os porcos, como iguais, e, os gatos, de cima para baixo.
Agora imagine você com um bando de gatos, tendo a missão de levá-los pelas próprias pernas a algum lugar? É mais ou menos esta a situação. Se você tentar usar a força, eles vão simplesmente sumir! Ou, ignorá-lo.

Nossos amigos felinos à parte, verdadeiros líderes são pessoas independentes, confiantes, muitas vezes competitivas e muito ciosas de seu espaço. Como lidar com elas?

Na história, temos três grupos de líderes famosos, liderados por um único homem. Os marechais de Napoleão, os companheiros de Alexandre Magno e os apóstolos de Cristo.
Para Alexandre, o segredo era não pedir a seus generais e comandantes aquilo que ele mesmo não fosse capaz de fazer.

Contam que, ao chegar perto do fim do mundo conhecido (para os gregos, a Índia), Alexandre queria continuar a avançar, mas seus homens se amotinaram. Ele levantou de manhã, saiu de sua tenda e lá estava todo o exército macedônio, em pé, em sua porta. Alexandre perguntou o que queriam e um dos comandantes veteranos avançou e disse:

“Meu senhor, há dez anos abandonamos nossos lares, nossas mulheres, nossos filhos, nossa pátria; queremos voltar para Macedônia. Há dez anos o viemos seguindo lealmente, agora queremos voltar”. Ao que Alexandre respondeu: “Por acaso eu não vos cobri de ouro e de glória, por acaso eu comi quando vocês tinham fome? Por acaso eu bebi quando vocês tinham sede? Por acaso eu pedi que fizessem algo que eu mesmo não tivesse feito? Por acaso algum de vocês tem mais cicatrizes do que eu?” Neste momento, rasgou sua túnica mostrando as várias cicatrizes de batalhas que tinha. “Se querem ir, que vão. E quando vocês ficarem velhos, apodrecendo nos palácios que compraram com o ouro que eu lhes dei, contem aos seus netos que deixaram seu rei sozinho no fim da terra, cercado pelos seus inimigos”. Dito isto, voltou à sua tenda. Três dias depois, Alexandre saiu e encontrou o exército em pé, à sua frente. O comandante veterano dá um passo à frente e diz:

“Majestade, ordenai e obedeceremos”. Ao que Alexandre respondeu com lágrimas nos olhos: “Nós vamos voltar”.

Já Napoleão, mais cerebral, usava outros princípios. Comandantes inteligentes e com iniciativa, ele colocava em posições estratégicas. Aos comandantes inteligentes, mas sem iniciativa, ele entregava o comando de pequenas unidades, pois sabia que eram capazes de executar perfeitamente a estratégia. Comandantes burros e sem iniciativa, ele colocava na primeira linha de frente, no primeiro ataque. Comandantes burros e com iniciativa eram eliminados da cadeia de comando. Ele achava que estes faziam mais estrago dentro do que fora.

Cristo, com seus doze generais, é outro belo exemplo de líder de líderes. Quando vemos o “currículo” dos apóstolos é de chorar. Camponeses ignorantes, pescadores, cobradores de impostos (o pior que se podia ser na Judeia Romana), covardes, ladrões, analfabetos. É impressionante que com estes doze, Cristo tivesse mudado o mundo que conheceu. Ele tinha uma capacidade única de ver nas pessoas mais do que elas eram, via o que elas podiam ser. Onde vemos campônios boçais, ele via os fundadores da igreja, mártires, santos, grandes pregadores, líderes de líderes.

Olhando para nossas organizações modernas, percebemos três grandes níveis de liderança.

O líder de si mesmo – Aquele que é capaz de planejar, executar, entregar o que é necessário no prazo e na qualidade requerida.

O líder de equipe – Que é capaz de colocar a pessoa certa no lugar certo, delegar responsabilidades. Cuidar das pessoas, dar ordens sem ser autoritário (mandar gostoso, como diz um amigo meu). Fazer com que as pessoas não apenas tolerem seu comando, mas gostem de ser lideradas.

E o líder de líderes – Que é capaz de identificar futuros líderes e desenvolvê-los, de ser formador de formadores. É capaz de distribuir recursos, como pessoas, verbas e tempo, de maneira equilibrada. De quebrar as fronteiras entre as equipes e fazer com que os líderes da sua equipe colaborem entre si.

Talvez ainda possamos ter uma 4ª categoria que são os líderes visionários, aqueles capazes de engajar uma comunidade numa visão inspiradora. Capacitados para construir uma visão, compartilhar e mobilizar grandes grupos na direção desta visão.

Há um clássico da ficção científica, que é leitura obrigatória na escola de liderança de West Point (EUA), do escritor Orson Scott Card — O Jogo do Exterminador (Ender’s Game), filmado recentemente. Por sinal, e para variar, o filme fica muito a dever ao livro. Nesta história, a humanidade — quase destruída depois de um ataque de uma raça alienígena — é salva no último minuto pelo brilhantismo estratégico de um de seus comandantes. Por conta do risco de nova ameaça começa a busca por um “líder supremo”. Alguém que pudesse comandar a frota num ataque derradeiro, de vida ou morte, ao planeta inimigo (um novo “Alexandre” ou “Napoleão”).

Para que isso fosse possível, as Nações Unidas criaram uma escola de liderança a fim de preparar todas as crianças de maior potencial, desde pequenas, submetendo-as a um treinamento brutal. Deste modo, sobressaíram-se dezenas de líderes capazes de comandar com maestria os esquadrões da gigantesca frota. Mas não alguém capaz de comandar a frota inteira. Um líder de líderes. Duas grandes esperanças fracassaram — uma por ser muito dura e fria, e, a outra, por ser muito empática. No livro é contada a história do herói, o menino Ender, no caminho para se tornar o líder de líderes.

O que eles procuravam neste comandante “supremo”?

Primeiro, alguém que não se sentisse ameaçado por trabalhar com gente mais capaz do que ele. E vale constar que no quesito estratégia e tática, alguns garotos eram verdadeiros gênios, melhores até do que Ender.

Procuravam, também, alguém que se esforçasse para tornar seus subordinados melhores do que eram. Que conseguisse tirar o melhor de cada um. Fizesse com que as pessoas percebessem que ao aceitar seus comandos, se tornariam melhores nas suas respectivas funções. Que tivesse a capacidade de avaliar o próprio desempenho de maneira muito crítica.

Um líder que baseasse sua autoridade não em elogios exagerados ou em subornar as pessoas. Mas em levá-las ao limite do seu potencial, de maneira que se orgulhassem disto.
Fácil, não? Na história esse alguém é encontrado. Mas… Deixo para vocês lerem o livro.
Você já teve um líder assim?

Que fizesse você se sentir orgulhoso do que você faz e que o fizesse aspirar ser melhor do que é?

Não? Por que não tentar sê-lo? Pode parecer impossível, mas você conhece aquela história do sujeito que viu um menino jogando pedras para o alto:

“Por que você está fazendo isto?”, ele pergunta ao garoto. “Estou querendo acertar a lua”, responde o menino.

“Você não percebe que não vai conseguir, é impossível, a lua está muito longe.”

“Pode ser. Mas eu sou o menino que joga pedras o mais alto aqui da região!”

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Madre Teresa de Calcuta

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A nossa ferida em relação ao dinheiro

A nossa ferida em relação ao dinheiro

Rodrigo Ventre

Fonte: Vitadenarium Consultoria – clique e conheça

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“Quem nunca se alterou ou se estressou com assuntos econômicos? Quem nunca teve conflitos internos ou com outras pessoas devido questões financeiras? Por que será que isto ocorre? Por que será que muitas vezes nem mesmo os casais e famílias costumam conversar abertamente sobre suas finanças e a vida econômica? Por que para muitos este é um assunto estressante e até dolorido? Estudos revelam que a causa central de 70% das separações conjugais está relacionada com questões financeiras. É como uma ferida que carregamos em nossa alma, uma ferida psicológica, nossa e de toda a humanidade.”

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Vivemos normalmente inconscientes e aprisionados na nossa relação com o dinheiro, possuímos crenças bem limitantes em relação a riqueza e a economia. Formamos um conjunto de crenças que podem nos levar a acreditar que felicidade e dinheiro são excludentes, assim como riqueza e honestidade, ou dinheiro e espiritualidade. Fomos acostumados a perceber a nossa vida econômica de forma desintegrada da vida como um todo.

Vivemos hoje no mundo uma crise econômica ainda não resolvida, nem em suas verdadeiras causas e nem mesmo nos seus efeitos para a própria economia, ecologia, para a vida social e cultural. E quanto mais aprofundamos neste problema, maior e mais profundo ele parece. Será que existe uma saída?

Vamos olhar este assunto do dinheiro mais de perto, a partir das lentes da nossa própria vida. Existem dois aspectos essenciais quando o assunto é o dinheiro em nossas vidas. O primeiro refere-se aos assuntos concretos e cotidianos das nossas finanças, a nossa conta corrente, contas à pagar, valores à receber, dividas etc. O segundo aspecto trata do lado psicológico e emocional da nossa relação com o dinheiro, do papel e significado que o dinheiro tem em nossa história e na nossa vida.

Este papel fundamental que o dinheiro tem na vida contemporânea ainda é pouco explorado e compreendido. Pense no seguinte: quantas vezes por dia você pensa no “dinheiro”, na sua vida financeira, talvez preocupações, algo que conquistou e lhe trouxe alegria e satisfação, coisas que gostaria de ter ou fazer e que ainda não pode, uma pessoa que gostaria de ajudar, enfim, quando o assunto é dinheiro as possibilidades parecem infinitas no que se refere às nossas necessidades, desejos e vontades.

Conversamos também bastante sobre o dinheiro, especialmente quando se trata dele fora de nós, na vida alheia, o dinheiro no governo, nos indignamos com a corrupção e as injustiças. Falamos também sobre o dinheiro do outro, sobre a ganância e mesquinhez alheias.

E quantas vezes pensamos sobre a nossa relação com o dinheiro? Você já pensou sobre isto? Já refletiu sobre o verdadeiro papel do dinheiro na sua história de vida? Já pensou em qual é o modelo de lidar com o dinheiro que seus pais tinham? E o modelo, a lógica que você usa para tomar decisões econômicas na sua vida?

Toda a nossa história, da nossa família, dos nossos pais e de toda a humanidade nos últimos milênios está intimamente ligada a este elemento, o dinheiro, que ora é tão desejado e ora até odiado. Quanto de alegrias, conflitos, guerras, privações, obras sociais, abundância, frustações e sonhos ocorrem ou deixam de ocorrer através dele.

Algumas vezes tive a grata oportunidade de ajudar famílias, casais e empresas a lidar com diversas situações de conflitos em relação ao dinheiro. Estes conflitos costumam “sangrar” no sentido metafórico e até mesmo literal da palavra. Aprendi a perceber que quando tocamos neste tema, tocamos em uma dor, profunda. No início é comum muitos pensarem que o dinheiro é a causa destes conflitos, como se o dinheiro tivesse uma vida e vontade próprias ou ainda trouxesse ou contivesse o mal em si. Através de um processo de investigação percebemos que estes conflitos que passamos através das nossas questões com o dinheiro na realidade revelam algo mais profundo sobre nós mesmos e sobre nossas relações com as pessoas.

Quem nunca se alterou ou se estressou com assuntos econômicos? Quem nunca teve conflitos internos ou com outras pessoas devido questões financeiras?

Por que será que isto ocorre? Por que será que muitas vezes nem mesmo os casais e famílias costumam conversar abertamente sobre suas finanças e a vida econômica? Por que para muitos este é um assunto estressante e até dolorido?

Estudos revelam que a causa central de 70% das separações conjugais está relacionada com questões financeiras. É como uma ferida que carregamos em nossa alma, uma ferida psicológica, nossa e de toda a humanidade.

Esta ferida é alimentada através de três crenças fundamentais ocultas: “Não há suficiente; Mais é melhor; Você não tem escolha!”. Estas crenças geram em nós um sentimento frequente de medo da falta, ganância e de impotência. Nos vemos muitas vezes aprisionados, como se nossas decisões tivessem que estar sempre presas as questões econômicas.

Esta ferida pode e já está sendo curada, através do desenvolvimento de uma nova relação nossa com o dinheiro. Onde reconhecemos o dinheiro como um facilitador de nossos sonhos, desejos e projetos. Ele não é bom, nem mal. O dinheiro é.

Imagine, neste momento, o globo terrestre com seus sete bilhões de pessoas. Imagine todo o dinheiro que está circulando no planeta neste momento. Girando, gerando, criando, obstruindo e permitindo uma série de ideias, intenções e vontades. É uma energia extremamente poderosa e criativa.

Precisamos aprender a conhecer, lidar e dominar esta força, esta poderosa energia em nossas vidas. Este é um caminho moderno de consciência, um processo rico e simultâneo de autoconhecimento, conhecimento do mundo e das pessoas ao nosso redor. É um processo de cura desta ferida em nós, em nossos próximos e em toda a humanidade.

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Quais os benefícios da Pedagogia Waldorf?

Quais os benefícios da Pedagogia Waldorf?

Dr. José Carlos Neves Machado

Fonte: Canal Medicina Escolar – Youtube – clique e conheça

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“”A nossa mais elevada tarefa deve ser a de formar seres humanos livres que sejam capazes de, por si mesmos, encontrar propósito e direção para suas vidas.”

Rudolf Steiner

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Madre Teresa de Calcuta

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Terapia Chacrática: Conto “O Sapo Rei” – Sapos, rãs e Henrique de Ferro nos sete chacras

Terapia Chacrática:

“O Sapo Rei”

Sapos, rãs e Henrique de Ferro nos sete chacras

Karin Elisabeth Ulex

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O  título do conto do Sapo-Rei ou Príncipe Rã ainda tem uma segunda parte que apresenta uma alternativa de enfoque ao tema, e na maioria das vezes nem é mencionado; aqui a tradução literal: “Henrique Férreo”.

“O carro não, príncipe amado.
É um aro do meu coração
Cheio de dor e compaixão
Por vós, no poço aprisionado,
E em feio bicho transformado.”

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Para os tradutores de contos de fadas há uma dificuldade algo complicada quando se trata de traduzir sapos e rãs do alemão para o português, porque sapo em alemão “die Kröte” é um substantivo feminino e a rã em alemão “der Frosch” é um substantivo masculino. Ao ler então “Der Froschkönig”, como traduzir? Literalmente seria “O rei rã”, o que não soa bonito e além do mais está incorreto sob o aspecto da concordância. Tatiana Belinky traduziu muitos contos dos irmãos Grimm com grande fidelidade aos textos originais e especialmente com uma linguagem poética e rítmica. A solução que ela encontrou para o “Froschkönig” foi “Príncipe Rã” que pelo menos soa mais bonito. No decorrer dos acontecimentos, o sapo/a rã que é jogado contra a parede (nada de beijo!!!!) e cai ao chão, transforma-se, conforme o texto alemão, num “filho de rei”, quer dizer, o príncipe do título está correto também, embora no título ainda se fale de um rei.

Qual a diferença entre sapo e rã além dos artigos?  Ah, viva a internet!  Descobri então na página “mundo estranho” o seguinte:

O SAPO  prefere viver em terra firme e o seu  tamanho vaira de 2 a 25 centímetros. Tem aparência estranha, pele rugosa e cheia de verrugas. Suas pernas curtas fazem com que dê pulos limitados e desajeitados. Graças a glândulas na região dorsal, o sapo ao sofrer uma pressão externa, libera veneno que pode irritar nossos olhos e as mucosas.

A RÃ mora principalmente em lagoas e o seu tamanho varia de 9,8 milímetros a 30 centímetros. Ela tem a pele lisa e brilhante. Suas pernas são longas e correspondem a mais da metade do tamanho do animal. As patas traseiras podem ser dotadas de membranas que ajudam a rã a nadar.

Ambos são anfíbios sem cauda, e ambos gostam de terra e água, mas o sapo prefere a terra, e a rã precisa de mais água. Analisando o conto com mais atenção, verificamos que a tradução da Rã alemã para sapo ou rã pode mudar um pouco a interpretação.

Vamos ver o começo do conto sob o aspecto da terapia chacrática por Gudrun Bötheführ. Há um rei e suas tres princesas, todas lindas, e a beleza da mais nova chega a impressionar o próprio sol! E quando faz calor ela gosta de brincar com a sua bola dourada na floresta ao lado de um poço. Tudo parece harmonioso e perfeito, estamos aqui no primeiro chacra da confiança primordial. É uma imagem que podemos sonhar e imaginar por longo tempo, e nos fará bem. Mas sempre segue o segundo chacra ligado ao movimento e a alegria de vida, que traz mudança, perdas (por ex. Da alegria de vida), e nos coloca em movimento na procura de algo. A bola dourada cai no poço. E a princesa chora por sentir que perdeu algo precioso para sempre. Surge então o ajudante, que é elemento do terceiro chacra, de dentro do poço. No fundo do poço normalmente há água, quem será que gostaria de morar lá dentro? Sapo ou rã? Qual dos dois teria habilidade para saltar lá do fundo para a borda do poço? Sempre a rã! A rã lhe devolve a bola dourada em troca de poder ir morar com a princesa, que faz a promessa achando que não teria que cumpri-la. Pois qual a surpresa quando a rã bate na porta pedindo entrada. Estamos no quarto chacra, o do coração, e a princesa ainda não consegue deixar o amor fluir, sente apenas nojo pela criatura, mas o rei (nosso Eu superior?) ordena que ela cumpra a promessa. Ela faz o que lhe é dito, apesar do nojo e do medo que sente, leva-a até mesmo ao seu quarto, mas quando a rã exige dormir na cama ao seu lado, a princesa é tomada por fúria e a arremessa contra a parede. Nada de romantismo cor-de-rosa, muito melhor, a princesa demonstrou até onde ia a sua obediência, e nesse momento conseguiu colocar um basta ao que lhe era imposto e agiu conforme a sua própria essência. Nesse momento entra o quinto chacra, localizado na garganta, expressão da verdade. A princesa mostrou onde ela sentiu que a sua pessoa havia sido transgredida, e a rã voltou a sua essência inicial, um ser humano, um príncipe. Apenas depois do desencanto é que ambos se encontram de igual para igual e podem/querem  casar.  Mas não terminanos por aqui!

O  título do conto do Sapo-Rei ou Príncipe Rã ainda tem uma segunda parte que apresenta uma alternativa de enfoque ao tema, e na maioria das vezes nem é mencionado; aqui a tradução literal: “Henrique Férreo”.  Pois esse Henrique de Ferro é o verdadeiro herói do conto e surge durante o passo do sexto chacra, com a energia da intuição e da sabedoria. Ele aparece na manhã seguinte (como soube que era hora de buscá-los? -intuição, pois não havia telefones, muito menos celulares naquela época) para levar os noivos ao castelo do príncipe.

E vai guiando a carruagem, quando ouvem um forte estalo e o príncipe exclama: “Henrique, o carro está quebrado!” ao que Henrique responde:

“O carro não, príncipe amado./ É um aro do meu coração / cheio de dor e compaixão / por vós, no poço aprisionado, / e em feio bicho transformado.”

Isso acontece três vezes, e finalmente o seu coração, esperando pacientemente, “cheio de dor e compaixão” que o destino de seu amo se realizasse, está livre e pode encher-se de felicidade pela cura do seu senhor.

Ah, o idioma português brasileiro é lindo: vejam como as palavras coração e coroação são parecidos! Por isso digo, Henrique de Ferro é o herói que conseguiu segurar o seu coração tão dolorido e esperar pelo desencanto, sem forçar ou exigir ou sair correndo atrás da bruxa que fez este mal ao príncipe. A sabedoria (do sexto chacra) de Henrique permitiu-lhe reconhecer que sem o encantamento pelo qual o príncipe passara, talvez nem teria chegado a casar com a filha mais linda do rei.

Pois a coroação só pode acontecer quando o coração tiver passado as suas provas. E entre todos os chacras, o chacra cardíaco é o central, é o chacra que consegue curar e harmonizar os chacras inferiores e superiores a ele.

O sétimo chacra é o chacra da união, da volta para casa, da coroação. E assim o príncipe une-se com a princesa, o amo com o senhor, voltam para casa e algum dia, com certeza o príncipe, filho de rei que é, será coroado.

Sapo ou rã? Henrique de Ferro!

Caso tenha cadastro na Biblioteca, acesse o conto original dos Irmãos Grimm:

O Sapo Rei – clique aqui

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Saiba mais sobre as relações dos Contos com os Chacras – Em Florianópolis:

Conto Terapia 1

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Amor, divertimento, felicidade, autenticidade, realização, desafios, alma. O que isso tem a ver com gestão?

Amor, divertimento, felicidade, autenticidade, realização, desafios, alma.
O que isso tem a ver com gestão?

Jair Moggi

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“Lideranças genuínas são aquelas que assumem o compromisso de olhar as pessoas, os grupos, as organizações e a própria sociedade a partir de uma abordagem ampliada pelos conceitos deste artigo, percebendo, entendendo ou aceitando que tudo no mundo físico está inserido numa imensa teia de origem misteriosa, sagrada, sutil e ecumênica. Tomar contato, pesquisar e operacionalizar com consciência e equilíbrio esses conceitos no dia a dia do mundo econômico, social e cultural é cuidar do crescimento e do desenvolvimento das pessoas individualmente, dos grupos e das próprias organizações, garantindo assim a sua sustentabilidade com amor, divertimento, autenticidade e felicidade.”

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As expressões que compõem o título deste artigo quase sempre são recebidas com ceticismo quando usadas no ambiente empresarial, muito embora elas tenham um substrato comum, que é o que todo ser humano saudável procura ao longo da sua vida pessoal e profissional, quer ele seja empresário, empregado, investidor, fornecedor, cliente etc. Essas expressões representam conceitos imanentes a todos o seres humanos e podem ser incorporadas a filosofias e modelos de gestão que pretendem se sintonizar com um capitalismo mais consciente, que ainda está por nascer.

Indícios disso podem ser vistos no livro “Os segredos das empresas mais queridas1”, que tem como autores um trio de professores acadêmicos. O livro mostra em detalhes os resultados de uma pesquisa feita nos EUA em empresas que possuem modelos de gestão nos quais as palavras amor, divertimento, felicidade, autenticidade e alma estão presentes. As empresas pesquisadas mostram uma lucratividade sustentada por longos períodos e são reconhecidamente admiradas por todos os seus “stakeholders“ — clientes, funcionários, acionistas e comunidades em que se inserem.

Os referenciais para a busca de modelos de gestão que criam condições para o surgimento dessas características geradoras de admiração genuína -foram desenvolvidos pelo psiquiatra holandês Bernard Lievegoed, quando titular da cadeira de Psicologia Social na Faculdade de Administração de Empresas da Universidade de Roterdã. Em 1950, ele criou o movimento da Pedagogia Social, hoje denominado Ecologia Social, que está ancorado na Antroposofia2 de Rudolf Steiner. O pensamento antroposófico coloca o homem no centro do processo de desenvolvimento econômico e social nos níveis dos grupos, das comunidades onde está inserido e do próprio planeta. Olha o ser humano nas suas dimensões física e espiritual e no seu relacionamento com os reinos que o circundam — mineral, vegetal, animal e humano.

Como indício da busca por modelos que privilegiem o ser humano nas dimensões citadas, vemos que a cada dia que passa as organizações se parecem mais e mais com seres humanos, em todos os seus aspectos. Cada vez mais se fala em empresas orgânicas ou em empresas vivas, que aprendem e reagem rapidamente aos impulsos do meio ambiente.
Comparar as organizações a seres vivos não é exatamente uma novidade, e a natureza tem muito a nos ensinar conforme as organizações vão ficando mais e mais complexas.

Recente é a percepção que se tem dessa complexidade, que vai se acentuando conforme as mudanças se aceleram, a ciência e a tecnologia avançam, a autoconsciência e o nível de exigência das pessoas e da sociedade aumentam. Paralelamente, os modelos reducionistas do passado se tornam incompetentes para responder às questões existenciais dos indivíduos nos contextos pessoal, social e organizacional, e, além disso, não acompanham as exigências da hipercompetitividade dos mercados. As circunstâncias atuais mostram de forma irrefutável que tudo está ligado a tudo e não é mais possível puxar o fio de um novelo sem mexer com todo o novelo.

O ser humano tem um corpo físico (que pode ser relacionado ao reino mineral), um corpo vital que lhe dá vida (relacionado ao reino vegetal), além de um corpo emocional (associado também ao reino animal), que lhe permite viver emoções e sentimentos. Tem também uma individualidade que pode ser relacionada ao mundo espiritual, composta pelos seus valores e pensamentos. A empresa, por sua vez, reproduz na sua essência esse arquétipo, pois ela também é portadora de um corpo físico, composto por suas máquinas, instalações etc., um corpo vital constituído pelos processos produtivos e administrativos, e por um corpo emocional, feito de tudo aquilo que acontece entre as pessoas no seu dia a dia e por uma identidade que é formada pela cultura da empresa, seus valores, sua biografia etc.

Podemos dizer então que, se a divindade criou a natureza, incluindo o ser humano, este criou o supermercado, a fábrica, a universidade, o estado, o hospital, a web e todas as outras instituições do mundo econômico, social e cultural. Nesse sentido, as organizações, formadas basicamente por indivíduos, são também entidades vivas, com pensamentos, sentimentos e vontades e, assim como as pessoas, têm possibilidade de crescer, desenvolver-se, transformar-se e realizar seus potenciais.

Como as pessoas, as empresas também têm um ciclo de vida com fases definidas como concepção, nascimento, crescimento, desenvolvimento, crises e morte, sendo que a diferença básica é que o ser humano tem uma finitude física, enquanto a empresa, sendo fruto do mundo das ideias, pode não ter. Ela tem a possibilidade de transcender no tempo e sobreviver para além das pessoas que lhe deram origem ou que nela atuam, desde que os problemas de transição entre gerações ou de comando sejam tratados com sabedoria e eficiência. Quando pessoas se juntam pelos mais diferentes motivos, sempre há o fio condutor de um objetivo comum que os uniu. Esse objetivo pode ser, apenas por hipótese, a elaboração de um jornal, a fundação de uma associação ou de um clube, a realização de uma tarefa, a implantação de um projeto. Essas pessoas reunidas pelo acaso ou pelo destino podem ter como alvo conspirar ou criar um negócio. Pelo fato de se dedicarem a um objetivo imaterial — uma ideia, uma intenção, uma vontade – por meio de seus pensamentos, sentimentos, atenção, trabalho, ações e omissões acabam gerando uma cultura, um ambiente, ou um espírito coletivo único, que pode ou não ser palco para que a sua alma se realize por meio do amor, das realizações, da felicidade e da autenticidade.
Os relacionamentos humanos que nascem desses encontros, os múltiplos interesses dos clientes, fornecedores, acionistas e colegas de trabalho acabam gerando uma energia única e exclusiva que é a síntese daquelas pessoas — no que se refere às suas intenções, virtudes e deficiências — que se manifestam no mundo (mercado).

Vemos ainda, no contexto empresarial, que, mais e mais, a verdadeira essência de um negócio não está na tecnologia aplicada, nas máquinas, equipamentos, no capital acumulado, mas está naquilo que é imaterial. Essa essência está naqueles aspectos que não podem ser controlados ou apropriados pelos donos do capital ou pelas lideranças porque é propriedade inalienável das pessoas e grupos — ideias, valores, símbolos, conhecimento e informações. É aquilo que é incontrolável, intangível, que forma um corpo sutil que ninguém vê mas sabe que existe, que é a identidade da empresa ou a sua alma.

Certa vez, o dono de um negócio de grande porte e de reputação sólida me disse: “O espírito da minha empresa vai embora todos os dias no final do expediente. Se eu e as pessoas que trabalham aqui deixarmos de existir, isto aqui não será mais do uma casca oca ou um cadáver.”

Os fenômenos descritos acima podem ser chamados de fenômenos arquetípicos. Podem ou não ser percebidos pelas pessoas que interagem dentro de uma organização, seja ela de que natureza for. Quando como consultores ou líderes entramos em contato com os fenômenos empresariais de gestão, liderança, comunicação etc., podemos dizer que entramos em contato com aspectos suprafísicos ou arquétipos que se manifestam no mundo físico das mais diversas formas. Saber reconhecer a alma das pessoas e a alma das empresas e apoiá-las em seu propósito de tornar sua atuação operacional mais objetiva e saudável, é um desafio dos gestores que querem trazer para o ambiente empresarial os significados das palavras que estão no título deste artigo.

A analogia entre o ser humano e as organizações nos dá conta do complexo imbricamento que existe entre esses seres vivos. Amor, divertimento, felicidade, autenticidade, realização, desafios, alma são frutos do bem cuidar dessa complexidade que precisamos aprender a tratar, daqui para a frente, se pretendemos mesmo ser os parteiros de um nova sociedade ou de um capitalismo mais arejado e mais suportável para o ser humano.

Lideranças genuínas são aquelas que assumem o compromisso de olhar as pessoas, os grupos, as organizações e a própria sociedade a partir de uma abordagem ampliada pelos conceitos deste artigo, percebendo, entendendo ou aceitando que tudo no mundo físico está inserido numa imensa teia de origem misteriosa, sagrada, sutil e ecumênica. Tomar contato, pesquisar e operacionalizar com consciência e equilíbrio esses conceitos no dia a dia do mundo econômico, social e cultural é cuidar do crescimento e do desenvolvimento das pessoas individualmente, dos grupos e das próprias organizações, garantindo assim a sua sustentabilidade com amor, divertimento, autenticidade e felicidade.

Jair Moggi é economista e advogado. É mestre em Administração de Empresas pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Foi professor concursado da Faculdade da FEA/USP. É autor e co-autor dos seguintes livros: “Empresa de Família – Crescimento, Desenvolvimento, Perpetuidade” (Qalitymark), “O Capital Espiritual das Empresas” (Editora Antroposófica), “Assuma a Direção da sua Carreira” (Editora Negócio), “ Como integrar Liderança e Espiritualidade” (Editora Antroposófica). Fundador e ex-presidente do Instituto EcoSocial, sócio-diretor da Adigo Consultores (www.adigo.com.br), fundador e sócio-diretor da Adigo Empresas Familiares (www.adigoempresasfamiliares.com.br)

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