Arquivo mensais:dezembro 2014

Que a jornada continue…

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1b

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Nossos votos para a caminhada de todos neste ano de 2015:

“Que o meu pensar seja claro, verdadeiro, sem julgamento, ponderado. Que meu sentir seja aquecido, amoroso, com compaixão pelo outro, trazendo a verdade do amor latente em si. Que minha ação seja fiel a uma causa, apaziguadora. Que eu possua a virtude de fazer o bem. Que eu possa ajudar ao outro ser humano e acompanhá-lo. Que eu desenvolva o sentido humanitário e colocar a minha força à disposição da humanidade. Que eu Ilumine com sabedoria os lados negativos ou sombras. Que eu possa ajudar o outro a encontrar suas metas e realizá-las. Que eu acompanhe o destino do outro, ajude-o a encontrar os lados positivos da vida para aproveitar, para um todo maior, as qualidades positivas de cada um.”

Biblioteca Virtual da Antroposofia

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Espero que continuemos nosso trabalho nessa direção em 2015. Obrigado a todos que apoiam o trabalho e que compartilham nossos artigos.

Este é um trabalho desenvolvido por seres humanos que, por mais que se esforcem, tropeçam, caem e erram. Mas sempre tentando estar firmemente conectados com o propósito e direção mencionados acima.

Coloco a importância de sempre curtir e compartilhar todo o artigo que fizer sentido para você, pois ele ajuda a ampliar o alcance do trabalho e a tocar mais corações para que, quem sabe no futuro, tornar-se um trabalho formador de opinião (ou formador de reflexão no nosso caso) e adentre verdadeiramente o social. O Trabalho é alimentado pelas Vontades de quem participa e quem atuar em consonância com sua missão, perceberá a força do grupo atuando em si, a fusão de suas vontades. A soma das Vontades dos que atuam no grupo, pode trazer outras pessoas para atuar conforme valores específicos do grupo, com os quais têm consonância.

Lembro que nosso trabalho depende de apoio e doações e é muito importante sua ajuda. Se você compartilha dos valores ou missão da Biblioteca, ajude:

linhaMais uma vez gostaria de lembrar que eu, Leonardo Maia, assumo a iniciativa e total responsabilidade pelo trabalho desenvolvido pela

Biblioteca Virtual da Antroposofia

Esta é uma iniciativa particular, todos os conteúdos são baseados na minha visão e opinião e na de meus colaboradores.

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As Doze Noites Santas: 7ª Noite Santa – Constelação de Virgem

As Doze Noites Santas

7ª Noite Santa – Constelação de Virgem

Texto: Edna Andrade / Narração: Mirna Grzich

Fonte: www.noitessantas.com.br – clique e conheça

sophia

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“Na sétima Noite Santa através do portal da Virgem recebemos os impulsos espirituais dos Kyriotetes, os Seres da Sabedoria. As forças do Signo da Virgem configuraram o ventre, que é um aspecto físico do feminino que pode receber e gerar outro ser. A alma, a nossa vida interna também tem esta qualidade do feminino, de levar para dentro, de acolher no íntimo e de guardar a nossa essência, o nosso Eu, para gerar o Espírito individualizado em nós.”

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Sétima Noite Santa

ouça a narrativa

De novo temos o nascer do sol que anuncia o novo dia, e no final deste o cair da noite. Uma nova estrela brilha no céu emanando luz da Constelação da Virgem o portal do qual emanam as forças dos Kyriotetes, os Seres da Sabedoria, também chamados Domínios.

Na evolução, eles acordaram ao perceber a existência de outros Seres, para os quais criaram então o espaço do acolhimento. Estamos ainda no âmbito da segunda hierarquia, os Seres que acolhem e realizam os planos divinos.

As forças do Signo da Virgem configuraram o ventre, que é um aspecto físico do feminino que pode receber e gerar outro ser. A alma, a nossa vida interna também tem esta qualidade do feminino, de levar para dentro, de acolher no íntimo e de guardar a nossa essência, o nosso Eu.

A Virgem é a imagem terrestre da Alma cósmica, a Sofia, e ela é considerada virgem porque corresponde a um aspecto de nossa alma que permanece intocada pelas necessidades terrestres, e pode então acolher e gerar o Espírito individualizado em nós. Isto significa um estado de entrega e doação constantes, de cortesia e polidez.

Na sétima Noite Santa através do portal da Virgem recebemos os impulsos espirituais dos Kyriotetes, que são capacidades de criar o espaço para algo novo Ser gestado no íntimo, e de encontrar forças a partir do seu próprio interior, para fazer desabrochar a sua vida.

Nesta noite concentre-se, como faz a semente, na essência do que você quer realizar. Da região da Virgem, os Kyriotetes, Espíritos de Sabedoria, trazem a você a capacidade de encontrar forças a partir do seu próprio interior, para fazer desabrochar a sua vida.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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As Doze Noites Santas: 6ª Noite Santa – Constelação de Libra

As Doze Noites Santas

6ª Noite Santa – Constelação de Libra

Texto: Edna Andrade / Narração: Mirna Grzich

Fonte: www.noitessantas.com.br – clique e conheça

libra

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“Na sexta Noite Santa, através do portal da Balança – Libra, recebemos dos Dynamis, ou Virtudes, os impulsos espirituais para desenvolver o equilíbrio interior e conseguir conter as forças de dispersão para que tenhamos uma vida coerente e harmoniosa.”

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Sexta Noite Santa

ouça a narrativa

Temos o nascer do sol, a passagem de mais um dia e o cair da sexta Noite Santa. Uma nova estrela brilha no céu, irradiando da Constelação de Balança o portal através do qual emanam as forças espirituais dos Dynamis, também chamados de Virtudes, os Seres do Movimento! Continuamos no âmbito da segunda hierarquia. Na evolução, os Dynamis acordaram ao perceber o que estava ocorrendo a sua volta, e atuaram criando um equilíbrio dinâmico, uma correta relação, uma permanente reciprocidade entre as coisas. Estar em desequilíbrio significa estar separado, não está inserido na unicidade de todas as coisas. Suas forças configuraram a bacia, que é responsável pelo equilíbrio no manter-se ereto.

No trabalho biográfico estudamos a expressão da Balança por volta dos 28 anos, que é o marco de mudanças entre as forças do passado que nos carregaram até aí e as forças do futuro que trazem a possibilidade de uma nova expressão da nossa individualidade através da nossa capacidade de transformar a herança da educação herdada. Os Dynamis nos oferecem a possibilidade de colocar as influências do passado e as possibilidades do futuro, o dentro e o fora, os processos de fusão e de separação em uma correta relação de reciprocidade, em um equilíbrio dinâmico.

Na sexta Noite Santa, através do portal da Balança, recebemos dos Dynamis, ou Virtudes, os impulsos espirituais para desenvolver o equilíbrio interior e conseguir conter as forças de dispersão para que tenhamos uma vida coerente e harmoniosa.

Nesta noite reconheça quais os pontos de equilíbrio de sua vida. Da região de Libra, os Dynamis, Espíritos do Movimento, trazem a você a capacidade para equilibrar na alma as forças de dispersão e ter uma vida coerente e harmoniosa.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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As Doze Noites Santas: 5ª Noite Santa – Constelação de Escorpião

As Doze Noites Santas

5ª Noite Santa - Constelação de Escorpião

Texto: Edna Andrade / Narração: Mirna Grzich

Fonte: www.noitessantas.com.br – clique e conheça

elohim

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“Nasce de novo o sol, atravessamos um novo dia e cai a noite e uma nova estrela brilha no céu irradiando da Constelação de Escorpião através da qual emanam as forças espirituais dos Exusiai, os Seres da Forma, também chamados de Potestades ou Poderes. Agora atingimos o âmbito da segunda hierarquia. Eles também foram seres de um estado evolutivo anterior tão avançados em seu processo que podem acolher os planos divinos e torná-los manifestos, de forma que haja uma concordância entre a esfera macrocósmica da consciência do Cosmos e o nosso sistema Solar, que é uma expressão microcósmica onde a nossa existência humana está inserida, onde acontece a nossa biografia, humana.”

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Quinta Noite Santa

ouça a narrativa

Nasce de novo o sol, atravessamos um novo dia e cai a noite e uma nova estrela brilha no céu irradiando da Constelação de Escorpião através da qual emanam as forças espirituais dos Exusiai, os Seres da Forma, também chamados de Potestades ou Poderes. Agora atingimos o âmbito da segunda hierarquia. Eles também foram seres de um estado evolutivo anterior tão avançados em seu processo que podem acolher os planos divinos e torná-los manifestos, de forma que haja uma concordância entre a esfera macrocósmica da consciência do Cosmos e o nosso sistema Solar, que é uma expressão microcósmica onde a nossa existência humana está inserida, onde acontece a nossa biografia, humana.

Os Exusiai estão envolvidos nos processos de criação de um novo ser, na transformação de uma forma em outra, na metamorfose constante da substância.

Na Bíblia eles são chamados de Elohins, e no corpo humano as forças de Escorpião configuraram os genitais a partir dos quais é possível a procriação ou seja, a criação de um novo ser físico.

Estamos no âmbito das forças sexuais, que são as forças que oscilam tanto para o egoísmo mais absoluto, aquilo que pode ser caracterizado como o mal, porque ao oferecer a possibilidade da maior satisfação imediata podem subjugar o humano ao nível do animalesco. Mas que também trazem uma das maiores possibilidades para a superação do egoísmo e transcendência de forças. Se em Sagitário tínhamos a imagem de um cair e levantar constantes entre o animalesco e o humano, aqui temos a imagem de uma luta, na nossa vida interior, entre a morte e ressurreição. E esta é uma luta muito individual, onde em liberdade oscilamos entre as sombras que obscurecem o nosso ser, os esconderijos onde vive o Escorpião venenoso, e as forças de expansão do Ser, representadas pela águia que se eleva às alturas e de lá contempla o Todo.

O Escorpião é então o signo das forças duplas, tanto destrutivas, retrógadas, que mudam constantemente de aparência e invadem a nossa alma trazendo caos à nossa vida, como é também portador de forças construtivas que têm a ver com transmutação constante e contínua superação, para que a substância divina, o Espírito, possa em nós ser plasmado de novo e sempre! No apocalipse esta característica de forças duplas é apresentada como a espada de dois gumes.

Nesta quinta Noite Santa, recebemos através do portal de Escorpião os impulsos espirituais dos Exusiai, ou Potestades, para aceitar por um lado as nossas fraquezas, e por outro lado receber os impulsos espirituais para a superação e transformação dessas forças.

Nesta noite procure ficar em paz consigo mesmo. Da região de Escorpião, os Exusiai, Espíritos da Forma, lhe trazem a capacidade de renascer das crises e de todos os processos de perda, impotência, dor e desespero.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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As Doze Noites Santas: 4ª Noite Santa – Constelação de Sagitário

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4ª Noite Santa – Constelação de Sagitário

Texto: Edna Andrade / Narração: Mirna Grzich

Fonte: www.noitessantas.com.br – clique e conheça

centauro

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“Nesta quarta Noite Santa recebemos através do Portal do Sagitário os impulsos espirituais dos Arqueus, também chamados de Principados, para o fortalecimento da personalidade, de forma que tenhamos forças de estabelecer e sustentar impulsos mais abrangentes na nossa vida que nos orientem para o futuro e que contenham metas espirituais para a nossa existência.”

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Quarta Noite Santa

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Atravessamos mais um dia, cai a noite e uma nova luz brilha no céu irradiando da Constelação de Sagitário, de onde emanam as forças espirituais dos Arqueus, os Seres da Personalidade, também chamados de Principados. Isto significa que eles não só possuem um Eu como sabem que o possuem e através dessa consciência intensificada eles criam uma imagem de si no exterior. Eles projetam no exterior a força de sua luta interna que é a própria luta do centauro, do ser humano emancipado por um lado na sua inteligência mas por outro lado, em luta constante para superar suas forças animalescas, seus instintos selvagens, suas forças egoísticas.

Os Arqueus são considerados os Espíritos do Tempo porque essa luta é a própria luta do desenvolvimento humano no nosso tempo, abrangendo algo que ultrapassa todas as etnias e se torna uma influência cultural na nossa civilização.

Aqui a tarefa anterior dos Arcanjos, que era proteger a sabedoria cósmica das intenções egoístas é ampliada pelos Arqueus, estando expressa no desafio da nossa civilização moderna na luta entre o materialismo exacerbado e a preservação dos recursos naturais.

No portal sul da Catedral de Chartres, a escultura de Micael preside as 3 hierarquias. Rudolf Steiner constantemente se refere a ele como o Regente desta nossa Época, com a missão de dominar o Dragão, o ser mítico representado pelo nosso intelecto, quando a sabedoria cósmica é apropriada através da compreensão das leis, através da ciência natural e precisa ser colocada no mundo de forma mais ampla para o bem de todos. Tanto no aspecto pessoal de construção da personalidade como neste aspecto temporal, esta luta representa um cair e levantar constantes.

Nesta quarta Noite Santa recebemos através do Portal do Sagitário os impulsos espirituais dos Arqueus, também chamados de Principados, para o fortalecimento da personalidade, de forma que tenhamos forças de estabelecer e sustentar impulsos mais abrangentes na nossa vida que nos orientem para o futuro e que contenham metas espirituais para a nossa existência.

Nesta noite reavalie as suas qualidades pessoais. Da região de Sagitário, os Arqueus, Espíritos da Personalidade, lhe trarão as forças da inteligência que erguem você, que sustentam você, e apontam a direção do futuro. Eles injetam clareza no seu pensar para que você perceba e assuma o compromisso com o que há de melhor em você.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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As Doze Noites Santas: 3ª Noite Santa – Constelação de Capricórnio

As Doze Noites Santas

3ª Noite Santa – Constelação de Capricórnio

Texto: Edna Andrade / Narração: Mirna Grzich

Fonte: www.noitessantas.com.br – clique e conheça

Arcanjo Uriel3

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“Nesta terceira Noite Santa recebemos através do Portal da Constelação de Capricórnio os impulsos dos Arcanjos para o fortalecimento da nossa personalidade através da expansão da luz e autonomia da nossa inteligência.”

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Terceira Noite Santa

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Atravessamos mais um dia, cai a noite e uma nova luz brilha no céu irradiando da Constelação de Capricórnio o terceiro degrau nesta escada espiritual. Deste portal emanam para nós as forças espirituais dos Arcanjos. Os Arcanjos são denominados Seres da Luz.

Rudolf Steiner os descreve na Ciência Oculta como aqueles seres que durante a evolução acordaram ao enxergar o seu próprio reflexo no exterior. Quando eles doaram sua própria essência, essa sua essência era a própria Luz que se irradiou para os quatro cantos do universo.

A luz dos Arcanjos é representada hoje em nós pela nossa inteligência, que se irradia para o meio ambiente e se torna consciente de sua própria existência, para nós mesmos e para o mundo.

Os Arcanjos se tornaram, na evolução, guardiões da inteligência cósmica, com a missão de proteger o amor divino contido na Inteligência que criou e transformou tudo em sabedoria para o bem de todos.

Nesta terceira Noite Santa recebemos através do Portal da Constelação de Capricórnio os impulsos dos Arcanjos para o fortalecimento da nossa personalidade através da expansão da luz e autonomia da nossa inteligência.

Nesta noite anseie pelo bem de todos. Elevando a alma às alturas espirituais e unindo –se ao ser do Cristo, a visão do seu lugar no mundo e do que você precisa realizar se tornará mais clara. Da região de Capricórnio, os Arcanjos, espíritos das cosmovisões, trarão coragem para você alcançar suas metas.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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As Doze Noites Santas: 1ª Noite Santa – Constelação de Peixes

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1ª Noite Santa – Constelação de Peixes

Texto: Edna Andrade / Narração: Mirna Grzich

Fonte: www.noitessantas.com.br – clique e conheça

1 noite

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“Estamos no primeiro degrau da escada que está assentada na esfera humana terrena na dimensão da existência do anthropos – o ser da liberdade. A liberdade é uma das duas principais forças espirituais que nos foram destinadas conquistar ao longo da vida. A outra força será ao final da escada, o amor.”

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Primeira Noite Santa

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Soam as 12 badaladas da meia noite anunciando o Natal. Vem a aurora, atravessamos o dia, cai a noite e uma luz se acende no céu irradiando um brilho que emana da Constelação de Peixes e ilumina a primeira vigília santa.

Estamos no primeiro degrau da escada que está assentada na esfera humana terrena na dimensão da existência do anthropos – o ser da liberdade.

A liberdade é uma das duas principais forças espirituais que nos foram destinadas conquistar ao longo da vida. A outra força será ao final da escada, o amor.

A sabedoria antiga nos conta que foram as forças espirituais de Peixes que configuraram os pés humanos. Quando observamos os pés verificamos que eles são formados em forma de uma abobada que vai propiciar simultaneamente com a verticalização da coluna o andar ereto, primeiro grande aprendizado da vida. Quando criança nos arrastamos, engatinhamos e finalmente nos erguemos e nos apoiamos-nos próprios pés superando as forças da gravidade significando isto uma grande conquista e a condição para o desenvolvimento do pensamento, sendo o pensar o que diferencia o Humano dos outros reinos da natureza.

Ao longo da vida seguidamente fazemos uma analogia íntima com este fato:

“andar nos meus próprios pés, saber por onde ando,”, seguir os meus próprios passos,” “não vou andar nos passos de ninguém” são expressões que expressam uma correta relação com a terra e com o destino em termos de liberdade pessoal.

Nesta primeira Noite Santa recebemos da constelação de Peixes os impulsos para se firmar nos próprios pés e se erguer, condições básicas para alcançar a liberdade individual, meta ao qual nos destinamos como seres individualizados.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Reflexões sobre o Natal

Reflexões sobre o Natal

Marina Fernandes Calache

Fonte: Antroposofiando Medicina Antroposófica – clique e conheça

Natal

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“Para as crianças o Natal virou sinônimo de presentes. Presentes que quase nunca preenchem o vazio interno, o que as torna quase sempre mais exigentes e caprichosas. E, no caso dos que nada recebem, desperta os sentimentos de revolta e injustiça. Também os adultos têm sentimentos contraditórios despertos, alguns se sentem muito felizes nesta época, entrando com espírito festeiro e alegre, porém, quando o Natal termina, mesmo que tudo tenha corrido bem, o sentimento que surge é de ressaca, e uma sensação de vazio aparece e às vezes incomoda, mas, já tem outra festa chegando e este sentimento é abafado. Outros se sentem tristes, uma enorme vontade de chorar surge, um vazio que parece tomar todo o espaço do peito, e uma enorme vontade de que esta época passe bem rapidamente. Por que estes sentimentos contraditórios? O que acontece com esta época?”

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O Natal hoje tem uma característica muito materialista. O excesso de afazeres e compras leva as pessoas a se distanciarem do real sentido do Natal.

Estes excessos também conseguem ressaltar de maneira ainda mais explícita as diferenças sociais, trazendo dor e culpa. Dor para aqueles que não têm e culpa para aqueles que cometem os excessos.

Para as crianças o Natal virou sinônimo de presentes. Presentes que quase nunca preenchem o vazio interno, o que as torna quase sempre mais exigentes e caprichosas. E, no caso dos que nada recebem, desperta os sentimentos de revolta e injustiça.

Também os adultos têm sentimentos contraditórios despertos, alguns se sentem muito felizes nesta época, entrando com espírito festeiro e alegre, porém, quando o Natal termina, mesmo que tudo tenha corrido bem, o sentimento que surge é de ressaca, e uma sensação de vazio aparece e às vezes incomoda, mas, já tem outra festa chegando e este sentimento é abafado. Outros se sentem tristes, uma enorme vontade de chorar surge, um vazio que parece tomar todo o espaço do peito, e uma enorme vontade de que esta época passe bem rapidamente. Por que estes sentimentos contraditórios? O que acontece com esta época?

O ser humano distanciou-se muito da Natureza. Ela, por sua vez, continua interferindo e se comunicando com o homem. Porém, os ouvidos dos homens não conseguem mais ouvir a voz da Natureza, seus olhos também já não enxergam sinais evidentes, como por exemplo, os das estações do ano. A mesmice dos dias geralmente regulados pelo excesso de trabalho, ou pelos vários canais de comunicação em massa que procuram levar nossa atenção para os acontecimentos do mundo, geralmente os mais deprimentes, tudo isto nos leva a vivenciar os dias sem diferenciação.

As estações do ano não se diferenciam somente devido ao fato de usarmos ou não casacos, mas, internamente nos sentimos diferentes. Entretanto, seguimos sem dar importância, tornando os dias todos iguais.

No passado, o homem se encontrava fortemente ligado à Natureza e encontrava nela sabedoria; o sentimento do homem era de unicidade e dela extraiu todo simbolismo que reconhecemos como as grandes festas do ano.

O Natal era celebrado desde épocas muito antigas, em muitos lugares diferentes, por povos distintos. Na Europa do Norte e Central – Escandinávia, Escócia, Inglaterra, nos círculos Celtas – havia a celebração da festa do fogo. No hemisfério norte, nesta época, é inverno, os dias se tornam mais curtos, como se a Natureza esmorecesse, é como se houvesse um adormecimento de suas forças.

No dia 25 isso se invertia, e, embora ainda se encontrassem no inverno, o sol começava a aumentar, prenunciando a primavera. A vitória do sol sobre as trevas.

O Sol sempre representou vida para a Terra, seu trajeto e distância marcam profundamente todos os acontecimentos aqui na Terra, determina as estações do ano, as colheitas, etc. O Sol traz a consciência para o homem. Quando ele aparece no horizonte o homem acorda para seu dia, quando desaparece no horizonte aos poucos sua consciência o abandona e ele se entrega ao sono, assim como toda a Natureza.

A nossa consciência é nosso Sol que ilumina as trevas da matéria, e, este ciclo solar, traz a antiga lembrança de quando a consciência adentrou a corporalidade humana, dando-nos a chance de tornarmo-nos seres humanos.

Por isso esta festa, ou esta época do ano, nos remete ao nosso lado mais precioso, nos remete a épocas antiqüíssimas onde o que acontece no Natal é como um marco, como algo colossal; foi o momento do grande passo rumo à humanização quando uma alma imortal passa a habitar um corpo físico perecível. A vitória do Sol sobre a escuridão.

O olhar dos povos antigos para o Sol e a Terra e também para as outras estrelas e planetas é de que eles eram a expressão externa, ou seja, os corpos celestes são portadores de seres espirituais, assim como o homem porta um espírito.

O Sol faz seu trajeto celeste dentro da mais perfeita ordem e harmonia, num ritmo preciso e isso propicia todos os processos rítmicos ligados à vida.

No homem também podemos admirar esta ordem, este ritmo acontecendo, por exemplo, em todo funcionamento orgânico, no processo da digestão, da respiração, dos batimentos cardíacos. O caótico no ser humano surge nas paixões, instintos e mesmo no pensar. Atentamos contra esta ordem todos os dias, na alimentação incorreta, nos ritmos de vida abusivos, nos caprichos, nos pensamentos inverídicos. E mesmo assim nosso ritmo interno persiste em sua ordem, somente saindo dela quando os erros cometidos contra ela são intensos e persistentes.

Por isso a confirmação no dia 25 de dezembro de que o sol permaneceria no seu curso perfazendo todo seu ciclo, enchia o homem de alegria e o remetia aos tempos longínquos onde também o ser humano, embora ainda incipiente, dava mostras de ter o seu curso na humanidade desenvolvido em todo o seu ciclo como Ser Humano, aquele que porta um EU!

Estas festas são consideradas pagãs, porém elas carregam em seu bojo todo o futuro do cristianismo.

Não há confirmação de que tenha nascido nesta época, a designação do dia 25 de dezembro como comemoração religiosa; só foi iniciada no século IV quando o Papa Júlio I levou a cabo um estudo intensivo sobre a data de nascimento de Jesus de Nazaré, que aos 30 anos aporta o ser solar Cristo em seu batismo pelo fogo do Espírito Santo, atua como um sol que ilumina o caminho a ser seguido; que traz o impulso crístico a viver entre todos os seres humanos numa extrema demonstração de amor divino.

Toda a postura de Cristo era de amor, respeito para com o outro, de perdão para aqueles que o maltrataram, porém, não sabiam o que faziam, tudo o que ele fez e faz pelos homens se encerra na máxima “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. Toda sua postura é de um amor transbordante. É como se ele trouxesse a substância do amor das alturas celestes para a Terra para habitar a alma humana, o EU humano. Este amor vívido que jorra como raio de sol e que ilumina quem está na frente. Trazer essa força do amor parece ter sido a grande missão de Cristo.

Temos esta chance anual de nos remeter a essa época, fazer um balanço de nossos relacionamentos, de nosso envolvimento com os que nos circundam, transformar tudo o que é treva, iluminado pela luz do amor.

E só há uma maneira de passar por esse processo, através do perdão pelo que trouxe mágoas, e perdoar não é esquecer, nem é compreender, nem mesmo passar por cima dos fatos.

Perdoar é deixar jorrar amor pelo outro e ajudá-lo a consertar os erros cometidos contra a própria pessoa que perdoa. O rancor e a mágoa são potentes algemas, enquanto o perdão é a chave que as abre e o amor é aquele que ensina a mão algemada a ser novamente livre. Eis nossa grande chance que, renovada anualmente, passamos nesta época. Nossos anos nesta vida são limitados, temos, quando muito, umas oitenta chances de passar por essa época com toda abertura cósmica que ela propicia a aliar nossa evolução pessoal ao propósito crístico ligado a nós. Que todos nós tenhamos a força de não desperdiçá-lo, que possamos preencher nosso Natal com o que há de mais elevado em nosso espírito e que ele tenha sabor de conquista, de conquista de nós mesmos, para que possamos nos oferecer em convivência para o outro.

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Madre Teresa de Calcuta

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Quando nasce um bebê, nasce uma mãe também

Quando nasce um bebê, nasce uma mãe também

Cris Guerra

Fonte: Precisar Não Precisa Mas Eu Quero – clique e conheça

mãe

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“Quando nasce um bebê, nasce uma empreiteira. Capaz de cavar a estrada quando não há caminho, só para poder indicar: É por ali, filho, naquela direção. Os desejos da mãe aumentam sua audácia, sua garra, seus poderes. Se já era impossível, cuidado: ela vira muitas. Também não me venha imaginar mães como seres delicados e frágeis. Mães são fogo, ninguém segura. Se antes eram incapazes de matar um mosquito, adquirem uma fúria inédita. Montam guarda ao lado de suas crias, capazes de matar tudo o que zumbir perto delas: pernilongos, lagartas, leões, gente. Nasce também o medo da morte – mães não se conformam em deixar o mundo sem encaminhar devidamente um filho…”

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Dizem: quando nasce um bebê, nasce uma mãe também. E um polvo. Um restaurante delivery. Uma máquina de chocolate prontinho. Uma mecânica de carrinhos de controle remoto. Uma médica de bonecas. Uma professora-terapeuta-cozinheira de carreira medíocre. Nasce uma fábrica de cafuné, um chafariz de soro fisiológico, um robô que desperta ao som de choro. E principalmente: nasce a fada do beijo.

Quando nasce um bebê, nasce também o medo da morte – mães não se conformam em deixar o mundo sem encaminhar devidamente um filho.

Não pense você que ao se tornar mãe uma mulher abandona todas as mulheres que já foi um dia. Bobagem. Ganha mais mulheres em si mesma. Com seus desejos aumentam sua audácia, sua garra, seus poderes. Se já era impossível, cuidado: ela vira muitas. Também não me venha imaginar mães como seres delicados e frágeis. Mães são fogo, ninguém segura. Se antes eram incapazes de matar um mosquito, adquirem uma fúria inédita. Montam guarda ao lado de suas crias, capazes de matar tudo o que zumbir perto delas: pernilongos, lagartas, leões, gente.

Mães não têm tempo para o ensaio: estreiam a peça no susto. Aprendem a pilotar o avião em pleno voo. E dão o exemplo, mesmo que nunca tenham sido exemplo. Cobrem seus filhos com o cobertor que lhes falta. E, não raro, depois de fazerem o impossível, acreditam que poderiam ter feito melhor. Nunca estarão prontas para a tarefa gigantesca que é criar um filho – alguém está?

Mente quem diz que mãe sente menos dor – pelo contrário! Ela apenas aprende a deixar sua dor para outra hora. Atira o seu choro no chão para ir acalentar o do filho. Nas horas vagas, dorme. Abastece a casa. Trabalha. Encontra os amigos. Lê – ou adormece com um livro no rosto. E, quando tem tempo pra chorar – cadê? -, passou. A mãe então aproveita que a casa está calma e vai recolher os brinquedos da sala. Como esse menino cresceu, ela pensa, a caminho do quarto do filho. Termina o dia exausta, sentada no chão da sala, acompanhada de um sorriso besta. Já os filhos, ah Filhos fazem a mãe voltar os olhos para coisas que não importavam antes. O índice de umidade do ar. Os ingredientes do suco de caixinha. O nível de sódio do macarrão sem glúten. Onde fica a Guiné-Bissau. Os rumos da agricultura orgânica. As alternativas contra o aquecimento global. Política. E até sua própria saúde. Mães são mulheres ressuscitadas. Filhos as rejuvenescem, tornando a vida delas mais perigosa – e mais urgente.

Quando nasce um bebê, nasce uma empreiteira. Capaz de cavar a estrada quando não há caminho, só para poder indicar: É por ali, filho, naquela direção.

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Madre Teresa de Calcuta

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A importância da febre para a criança – A febre na visão da medicina ampliada pela antroposofia

A importância da febre para a criança

Dra. Zélia Beatriz Ligório Fonseca

Fonte: Coletivo Waldorf Campo Grande – clique e conheça

febre

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“Sendo um dos primeiros sinais de combate a uma infecção, a natureza produz febre para capacitar o organismo a se fortalecer. Cada êxito que o organismo tem em neutralizar uma bactéria, ou vírus, torna-o mais competente para combater as próximas infecções. Assim quanto mais se impede a ação natural da febre, mais ocorre a probabilidade da criança se reinfectar novamente, situação bastante comum pela constante ação contrária à febre. Por exemplo, com o comum uso de medicamentos para abaixar a febre. Além de que ir contra a febre predispõe o sistema de defesa do organismo (sistema imunológico), a ficar confuso frente às situações comuns facilitando alguns distúrbios. É o caso das alergias que são uma resposta exagerada frente a um estímulo. Ou o freqüente achado clínico de hipotermia em pacientes com câncer.”

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Febre – ou hipertermia – é o aumento da temperatura do corpo, acima da média considerada normal que varia entre 36°C e 37, 8°C dependendo se a medição for feita no reto, oral ou axilar. Abaixo de 36 graus temos uma hipotermia.

São núcleos localizados no hipotálamo, no nosso cérebro, os responsáveis pela conservação da nossa temperatura corporal através de ajuste entre os mecanismos de geração e conservação de calor de um lado e de dissipação do calor e redução da temperatura corporal de outro.

Fisiologicamente o organismo usa os seguintes mecanismos para aumentar e manter a temperatura:

  • Trabalho muscular;
  • Tremores;
  • Diminuição do calibre dos vasos sanguíneos;
  • Preferência pelo calor;

Assim como temos mecanismos para diminuir a temperatura:

  • Aumento do calibre dos vasos sanguíneos;
  • Preferência pelo frio;
  • Sudorese

Causas

Até mesmo exercícios prolongados podem provocar um aumento da temperatura, também a exposição exagerada ao sol, chamada Insolação ou Intermação. Mas na grande maioria dos casos, nas crianças, as febres são causadas por vírus, ou seja, são uma reação do organismo a agentes estranhos ao nosso corpo, vulgarmente chamados de germes e micróbios.

Então a febre não é uma doença como muitos a tratam, mas o sinal de que o organismo está atuando com suas defesas em favor do todo.

É cientificamente comprovado o fato de que a maioria dos vírus não consegue se multiplicar em temperaturas elevadas e assim o combate sem critérios às febres acaba por estender por longo tempo um estado que só deveria ocorrer por poucos dias. Algumas bactérias também são destruídas por temperaturas mais elevadas.

A febre na visão da medicina ampliada pela antroposofia

O calor é o portador do EU, e o nosso EU só se liga ao corpo físico no decorrer do desenvolvimento.

Quando nascemos temos um corpo que foi plasmado pela mãe e no transcorrer, principalmente dos primeiros sete anos de vida, devemos transformar esse corpo em substância própria, individual. As febres infantis seriam momentos em que o EU tenta penetrar mais intensamente no organismo causando “crises”.

Desse modo poderíamos encarar cada episódio febril como um rejuvenescimento onde o velho corpo herdado seria substituído por um novo mais adequado àquela individualidade.

Sendo um dos primeiros sinais de combate a uma infecção, a natureza produz febre para capacitar o organismo a se fortalecer. Cada êxito que o organismo tem em neutralizar uma bactéria, ou vírus, torna-o mais competente para combater as próximas infecções. Assim quanto mais se impede a ação natural da febre, mais ocorre a probabilidade da criança se reinfectar novamente, situação bastante comum pela constante ação contrária à febre. Por exemplo, com o comum uso de medicamentos para abaixar a febre. Além de que ir contra a febre predispõe o sistema de defesa do organismo (sistema imunológico), a ficar confuso frente às situações comuns facilitando alguns distúrbios. É o caso das alergias que são uma resposta exagerada frente a um estímulo. Ou o freqüente achado clínico de hipotermia em pacientes com câncer.

Quando procurar um médico?

Como dissemos cada estado febril é uma crise e nós passamos por vários momentos de crise durante nosso desenvolvimento físico e espiritual, mas toda crise envolve riscos e o ideal é que ela seja observada com carinho e atenção não permitindo que ultrapasse certos limites que cada ser apresenta.

Na avaliação da criança febril os pais precisam de um mínimo de segurança e tranqüilidade no julgamento de seu estado. Segurança é fruto do conhecimento e da experiência. Quando falta segurança vem o medo que a criança percebe e imita. Sempre que houver insegurança ou dúvida, deve-se procurar o médico de imediato.

Sugestão prática na avaliação da febre:

  • Lactentes (bebês de peito): em caso de febre sempre procurar o médico;
  • Febre maior que 39º, e que dure mais que 72 h;
  • Febre que reaparece após um período sem febre de mais de 24 hs;
  • Abatimento acentuado e “gemência”, mesmo após controle da temperatura;
  • Surgimento de outros sinais: lesões na pele, diarréia, dor de garganta, vômitos contínuos, dor de cabeça, etc..

Como manejar

  • A febre tem um caminho natural, indo da cabeça em direção aos pés. Constatando a febre, ponha a mão nos pés. Se estiverem frios significa que ela está caminhando e não completou o seu trajeto. Então, toda criança com febre deve ser agasalhada. Quando se tem um suadouro após uma febre, significa que ela realizou o seu trabalho naquele momento;
  • Os banhos são a melhor forma de controlar a temperatura;
  • Nunca usar água fria ou álcool, pois podem causar uma queda brusca da temperatura e conseqüentemente hipotermia;
  • Banho de imersão nos menores, ou escalda-pés nos maiores, com limão. A água deve estar um pouco abaixo da temperatura da criança (tépida). Cortar e espremer um limão dentro da água (abaixo da linha d’água). Deixar por 10 minutos. Se necessário, repetir.
  • Rodelas de limão na sola dos pés. Corta-se o limão em rodelas e coloque uma a uma em fila na sola dos pés subindo até a “batata” da perna. Prender com uma faixa ou meia grossa. OBS.: os pés devem estar aquecidos no uso do limão, se não estiverem, aqueça-os antes friccionando-os;
  • Chá de flores de Sabugueiro para estimular a sudorese. Líquidos à vontade para eliminação das toxinas, em forma de sucos de frutas, chás e água;
  • Dieta leve sem óleo ou frituras, evitando carnes, ovos, leite, leguminosas, enquanto durar a febre. Respeitar a falta de apetite da criança: se forçar a alimentação provoca-se náuseas e vômitos.

Convulsão febril

Eis um grande fantasma para a maior parte dos pais e responsáveis das crianças.

A convulsão febril ocorre em crianças de 6 meses a 5 anos de idade. Não é a temperatura muito alta quem desencadeia a convulsão, mas a rapidez com que ocorre a variação de temperatura. Quedas bruscas de temperatura também são causa de convulsão como nos banhos de água fria ou com álcool. A convulsão febril apesar de assustadora para os pais, não deixa seqüelas. Muitas vezes é confundida com tremores que na verdade são somente um mecanismo fisiológico de aumentar a temperatura como dito anteriormente.

Prevenção

O natural é que a criança tenha alguns episódios febris durante seu desenvolvimento, mesmo na visão alopática, o que mostraria um desenvolvimento do sistema imunológico.

E na visão antroposófica, esses episódios seriam aproveitados na transformação de um corpo próprio.

Mas podemos atuar preventivamente para que essas crises sejam ultrapassadas tranqüilamente, sem intercorrências, resultando unicamente em benefícios para a criança. E a principal medida é alimentar:

  • Uma alimentação correta, sadia para cada fase da vida é a melhor medida preventiva de qualquer doença.
  • Preservação do ritmo sono-vigília. Uma criança necessita de pelo menos dez horas de sono para manter-se saudável.
  • Uma outra medida preventiva é a manutenção do equilíbrio do nosso corpo calórico, cuidar para que as crianças tenham suas extremidades sempre aquecidas.

Com esses pequenos cuidados, tão simples, damos às crianças a oportunidade de se desenvolverem bem e terem um futuro bem mais saudável.

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Madre Teresa de Calcuta

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Papéis invertidos: Mulheres com energia masculina e homens com energia feminina

Papéis invertidos:

Mulheres com energia masculina e homens com energia feminina

Valéria Bastos

Fonte: www.somostodosum.ig.com.br – clique e conheça

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“E quando um toma o papel do outro o que acontece na relação? Cada um se acomoda naquilo que é mais fácil, naquilo que o outro permite e impõe. Os homens se acomodam, as mulheres assumem mais e mais tarefas, se sobrecarregam e depois reclamam da omissão e falta de apoio. Como é difícil para algumas descansarem no seu feminino, pedirem ajuda, entrarem em contato com a fragilidade e delicadeza. Parece até que tudo isso é sinônimo de fraqueza e submissão. Mas está distorcido, pois o feminino suave e doce tem uma beleza e poder sem igual. É muito poderoso quando uma mulher se apropria disso, de conquistar as coisas na vida a partir dessa energia feminina equilibrada, que a coloca em contato com a força intuitiva, da criatividade, abundância, fluidez e magia.”

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É estranho, mas é bem isso que está acontecendo! Na medida em que as mulheres conquistaram seu espaço na sociedade e incorporaram em suas vidas cada vez mais e mais atribuições, foram pegando para si o papel do masculino e estão se tornando O GUERREIRO na relação com a vida. Vão à luta, conquistam o mundo e sobrevivem a tudo. Parece até que estão numa guerra. E, de fato estão. Sobrevivem às emoções, aos fracassos, às crises, à depressão, ao vazio, à falta de apoio e sentido na vida, à solidão. O preço é bem alto: a conta dos remédios cresce, as visitas aos consultórios terapêuticos e psiquiátricos, as doenças, as dores do corpo que não tinham antes…

E o que é pior: o tempo perdido que não volta mais! Ah, aquele doce tempo de sonhar, fazer planos, querer um parceiro, um marido, alguém para dividir a vida. Sabe que muitas mulheres deixaram até de sonhar com isso? Parece algo tão distante, tão irreal diante de relacionamentos cada vez mais superficiais e vazios, que elas agora querem admitir que talvez não seja mais viável mesmo.

E nesse ciclo de criar e recriar suas feridas emocionais, vão decretando para si mesmas os velhos postulados de findar sozinha, envelhecer e repetir o que sempre fizeram. Excursões e viagens sozinhas já é algo normal. Ir a festas e eventos e sair sozinhas, também. Afinal, precisam de um homem para que mesmo? Mas como esse padrão de comportamento foi construído ao longo de várias vidas? Como interromper esse ciclo vicioso e tornar a vida um novo ciclo virtuoso? Será possível? Abrindo-se para liberar o conteúdo armazenado no inconsciente é um bom começo.

Por outro lado, os homens perderam seu espaço na relação com o mundo e estão igualmente perdidos e sem poder. O poder real, yang, forte, equilibrado, vibrante. Não essa coisa banal e desequilibrada de conquistar muitas mulheres a cada dia, de lutas e competições vazias e fazendo parte de um jogo sem sentido, de disputas tolas que não levam a nada. Perdeu-se a capacidade da conquista real, de um relacionamento intenso, de ser vitorioso de verdade por conquistar a mesma mulher a cada dia, mesmo diante dos altos e baixos e percalços da vida a dois. De conquistar seu lugar no mundo profissional por seus atributos, de ter contato com a linhagem ancestral e a se colocar nessa hierarquia de tal forma que consiga passar para os filhos os valores e a herança de valores humanos há muito perdidos ao longo das guerras e domínios históricos.

E quando um toma o papel do outro o que acontece na relação? Cada um se acomoda naquilo que é mais fácil, naquilo que o outro permite e impõe. Os homens se acomodam, as mulheres assumem mais e mais tarefas, se sobrecarregam e depois reclamam da omissão e falta de apoio.

Como é difícil para algumas descansarem no seu feminino, pedirem ajuda, entrarem em contato com a fragilidade e delicadeza. Parece até que tudo isso é sinônimo de fraqueza e submissão. Mas está distorcido, pois o feminino suave e doce tem uma beleza e poder sem igual. É muito poderoso quando uma mulher se apropria disso, de conquistar as coisas na vida a partir dessa energia feminina equilibrada, que a coloca em contato com a força intuitiva, da criatividade, abundância, fluidez e magia.

Mas muitas mulheres endureceram e perderam essa capacidade. Secaram o útero, mas antes, tiveram que secar as lágrimas. Muitas até nem choram mais. Triste, pois lágrima que corre tem um significado profundo de liberação e de deixar ir aquilo que não se quer mais.

Houve mudança também no corpo. Perderam as formas e, encouraçadas, colocaram na cintura e barriga uma super camada de proteção de gordura. Outras estão no outro extremo e modelaram corpos masculinos para si, de tão identificadas que estão com a energia masculina. É luta mesmo e puxam ferro pra valer!
No passado, os homens forjavam as espadas malhando o ferro; hoje muitas mulheres malham o ferro e se tornam verdadeiras armas de combate com os homens para ver quem pode mais.

Por outro lado, os homens também fazem isso, buscam um corpo forte, que mais parece uma armadura, mas que esconde uma fragilidade que não tem tamanho. Outros estão de fato, bem identificados com o feminino e estão encerrados em corpos franzinos, muito delicados, buscando outros homens para se relacionar. Buscam na verdade o seu masculino perdido.

É meio louco tudo isso, bem neurótico. As pessoas dizem que querem uma coisa, um relacionamento vivo, real, intenso, mas estão criando exatamente o contrário disso. Desencontros e mais desencontros, sob o pretexto de ter perdido o “time”. E perderam mesmo, e perderão outros e outros tempos se não despertarem para o AGORA, para a necessidade de mudar o padrão, de fazerem escolhas mais conscientes e começarem a pensar, falar e agir diferente.

UM CONVITE ÀS MULHERES: descansem no seu feminino, usem a magia da sedução para outro nível de conquista, coloquem seu poder pessoal à disposição de algo maior na sua vida, pois estão aqui para isso, para ajudar a recriar esse belo planeta e nos colocar em contato com outras vibrações mais elevadas.

UM CONVITE AOS HOMENS: peguem seu bastão de poder de volta, reassumam seu espaço na vida e se abram para novas possibilidades de manifestação desse poder. Sua força está aí, naquilo que tem a ver com a energia masculina equilibrada de servir, de prover, de agir. Como é belo ver um homem agindo com segurança e força – o verdadeiro Guerreiro!

UM CONVITE AOS DOIS: se abram para o amor, para o convívio, para a intimidade, para a partilha. Conseguirão isso retirando as máscaras da auto-suficiência, se permitindo sentir, falar, dialogar, contar um ao outro seu ponto fraco, aquilo que dói, onde está sua ferida. O cuidado vem depois disso, de um saber e querer cuidar de si e do outro. Ser verdadeiro consigo é porta para ser verdadeiro com o outro. Amar-se e respeitar-se profundamente são condições para amar e respeitar o outro.

E assim, a verdadeira alquimia acontece. O relacionamento em níveis mais e mais profundos, cada um no seu espaço de poder, com sua força. Dois inteiros convivendo lado-a-lado, sem co-dependência, sem bengalas, sem ataques, sem fuga nem medo. Pura entrega, fluidez, encontro, intensidade.

Estão preparados para isso? Podem começar a criar essa realidade neste exato momento. Quem quer mudar, começa AGORA. Não existe isso de um dia quem sabe, ou aquela infindável listinha de quando isso acontecer, depois que eu me formar, trabalhar em tal lugar, conquistar isso e depois aquilo. Essa lista não acaba nunca. É apenas pretexto para quem não quer a mudança. Mude hoje, agora, enquanto lê e sente o seu coração vibrar.

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A importância das imagens no desenvolvimento infantil

A importância das imagens no desenvolvimento infantil

Sonia Ruella

Fonte: Coletivo Waldorf Campo Grande no Facebook – clique e conheça

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“A imagem se forma dentro de nós, de modo análogo a um processo metabólico mental. Assim como digerimos os alimentos e os transformamos em parte de nós, também “digerimos” o mundo à nossa volta e o interiorizamos, tornando-o parte de nós. Na criança pequena, inexperiente, seu corpo todo funciona como um “sensor” que capta tudo em volta, incapaz de selecionar o que assimilará para construir seu mundo interior. Esse universo interno, constituído de imagens, plasma seu desenvolvimento físico, emocional, intelectual e espiritual. Todo o processo de conhecimento do mundo e também nossos sentimentos são “tocados” pelo mundo de imagens. Nossa preocupação é que a criança interiorize as imagens do mundo valorizando a moral, a ética, o bem e a verdade. Por isso, usam-se tanto, no primeiro setênio, os contos de Fadas que descrevem simbolicamente os ciclos correspondentes aos ideais da evolução humana: crescimento, autodesenvolvimento e até mesmo morte e renascimento….”

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Quem estuda a Pedagogia Waldorf sabe que as imagens têm grande valor na educação das crianças; é, portanto, uma preocupação e um dever do educador escolher imagens adequadas à formação dos pequenos.

A imagem se forma dentro de nós, de modo análogo a um processo metabólico mental. Assim como digerimos os alimentos e os transformamos em parte de nós, também “digerimos” o mundo à nossa volta e o interiorizamos, tornando-o parte de nós.

Na criança pequena, inexperiente, seu corpo todo funciona como um “sensor” que capta tudo em volta, incapaz de selecionar o que assimilará para construir seu mundo interior. Esse universo interno, constituído de imagens, plasma seu desenvolvimento físico, emocional, intelectual e espiritual. Todo o processo de conhecimento do mundo e também nossos sentimentos são “tocados” pelo mundo de imagens.

O educador é quem seleciona as imagens que são propícias ao desenvolvimento da criança, pois o Eu dela ainda não é capaz de “pensar” claramente nem de usar sua liberdade com consciência.

Nossa preocupação é que ela interiorize as imagens do mundo valorizando a moral, a ética, o bem e a verdade. Por isso, usam-se tanto, no primeiro setênio, os contos de Fadas que descrevem simbolicamente os ciclos correspondentes aos ideais da evolução humana: crescimento, autodesenvolvimento e até mesmo morte e renascimento. Há verdades ocultas que as crianças reconhecem com o coração; por exemplo, não é necessária nenhuma interpretação intelectual para que elas entendam que a luta contra o dragão nada mais é que a luta entre o Bem e o Mal, ou que o caminho árduo percorrido pelo filho do Rei representa o caminho interior do homem em busca de seu Eu superior.

Além dos contos de fadas, o educador deve oferecer às crianças situações e ambientes que também falem de sentimentos bons e acolhedores, como uma tonalidade suave e firme, canções adequadas, cantinhos da sala arrumados para propiciar bem-estar e acolhimento e elementos que tragam a natureza para perto, como sementes, brinquedos em madeira, tecidos naturais, cera de abelha para modelagem e tintas com pigmentos naturais… Além do cuidado com esse mundo “externo”, é preciso lembrar que a criança percebe facilmente o mundo “interno” do adulto, pois seus sentidos estão totalmente abertos. Sabemos que ela imita tudo que está em volta, inclusive a postura interior do adulto. Por isso, o educador deve, sobretudo, ser digno de ser imitado, para que sua imagem seja boa, bela e verdadeira dentro do ser humano que queremos formar.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Aprender ou passar no vestibular?

Aprender ou passar no vestibular?

Helena Trevisan

Fonte: www.ensinowaldorf.blogspot.com.br – clique e conheça

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“Aprendizagem que privilegia apenas o intelecto dificilmente atinge o ser humano completo. O melhor exemplo disso são as informações formatadas exclusivamente para o vestibular. É um rio que passa na vida do vestibulando e que deságua no oceano do esquecimento… Quando a gente aprende algo e dele não se esquece nunca mais, é porque o coração e a alma também foram tocados… Quando o conhecimento é elaborado no intelecto, passa pelo sentimento e determina uma vontade, aí, sim, ele não desgruda mais da gente.”

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Discute-se muito a baixa qualidade do ensino público, com efeitos sobre as classes de menor poder aquisitivo. Deveriam também causar aflição sérios tropeços das escolas privadas, inclusive as que obtêm as melhores notas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Esses problemas, que passam despercebidos pela maioria dos pais e educadores, afetam jovens das classes mais altas, supostos candidatos mais prováveis à elite intelectual do País.

Os pais precisam desde cedo decidir se o plano para seu filho é aprender ou passar no vestibular. É possível aprender e passar no vestibular, mas é limitada e frustrante a trajetória intelectual da criança cujos pais estabelecem como meta o vestibular, não o aprendizado.

As escolas chamadas “convencionais” parecem ter por objetivo boas notas no Enem e no vestibular, não propriamente o aprendizado. Há crescente pressão dos pais nesse sentido. Não percebem que educação voltada para a competição e o vestibular é, acima de tudo, desinteressante para a criança. E sem interesse não há aprendizado.

A educação voltada para o vestibular busca prioritariamente habilitar o profissional a competir dentro de padrões estabelecidos por uma conveniência de massificação. Talentosos e ignorantes são, juntos, conduzidos como gado para uma mesma faixa de referência na vizinhança da média.

Os mais inteligentes (não necessariamente os mais bem treinados para tirar notas) não têm oportunidade de seguir seus processos próprios de exploração, retenção e desenvolvimento intelectual. São forçados a seguir método desenhado com requisitos mínimos para a compreensão dos medíocres.

A ideia de permitir que desponte uma elite intelectual sofre resistência, silenciosamente. Por séculos de tradição aristocrática, a elite, ainda que tivesse maior oportunidade de desenvolvimento intelectual, dominou pelos sobrenomes, não por méritos pessoais. A democracia trouxe o desprezo pela elite e a noção irrefletida de que todos devem ser iguais. Grande erro! Todos não devem ser iguais, mas devem, sim, ter iguais oportunidades de desenvolvimento de suas habilidades. E os mais talentosos devem ser estimulados e prestigiados.

Cada pai deve empenhar-se em livrar os filhos da cultura da comparação, que os aprisiona na mediocridade, e habilitá-los a usufruir plenamente seus talentos, tendo por referência apenas a excelência, não a concorrência.

O jovem deve, sim, ter disciplina, mas não aprender por disciplina. Equívoco corriqueiro é estabelecer que aprender e tirar boas notas são obrigações da criança. Só se aprende por interesse. Para uma criança, as obrigações são chatas e desinteressantes. Toda criança sadia, minimamente bem educada e com ambiente emocional estimulante é capaz de aprender. Basta que o aprendizado seja interessante. Se lhe for apresentado como obrigação, contudo, o melhor que uma criança disciplinada fará é decorar, o que ajuda a tirar notas e passar no vestibular, mas não a integrar o conhecimento ao processo mental, ou seja, aprender.

Notas não avaliam a criança, mas a capacidade de ensinar e de disciplinar das escolas e dos pais, que, portanto, exigem boas notas em benefício de sua própria imagem na sociedade, não em benefício da criança. Boas notas não preparam a criança para uma vida de realizações.

O típico adulto moderno dá prioridade ao cultivo de seu próprio sucesso, numa rotina, no mais das vezes, intelectualmente improdutiva. Mais fácil é não se envolver na formação intelectual dos filhos, não ler para eles sobre a História do homem, não explicar por que a Terra é redonda, o que são as estrelas, a origem da vida, a evolução e as diferenças das espécies, não ensinar a brincar com números (no lugar de videogames, que mantêm a criança abobalhada), não despertar logo cedo o interesse pelo conhecimento, a curiosidade pelas coisas da natureza.

Mais conveniente é terceirizar por completo a educação, entregar as crianças à escola e esperar que voltem com um diploma, que não diz que o filho se tornou uma pessoa instruída, mas apenas que os pais cumpriram o seu dever segundo a convenção dos nossos tempos. Para o filho pouco serve aquele canudo, senão, talvez, para arrumar um emprego. Para o pai o diploma do filho é uma sentença absolutória da negligência intelectual a que abandonou a cria.

Formam-se legiões de burros, rasos, ignorantes, imaturos com diplomas (muitos com boas notas!). Pessoas destituídas da oportunidade de desenvolver seus talentos individuais. Enlatadas, padronizadas, comoditizadas. Dirão os pais que bem preparadas para competir no mundo moderno, mas, na verdade, aleijadas de suas competências subjetivas e jogadas para competir na mediocridade a que foram rebaixadas.

Não é à toa que no curso da educação moderna pessoas brilhantes – de Winston Churchill, Albert Einstein e Warren Buffett a Bill Gates e Steve Jobs – em algum momento se desgarraram da educação convencional ou a deixaram ter influência secundária em sua formação intelectual. São pessoas que se recusaram a entrar na competição e se desenvolveram muito acima dela.

“Aprendizagem que privilegia apenas o intelecto dificilmente atinge o ser humano completo. O melhor exemplo disso são as informações formatadas exclusivamente para o vestibular. É um rio que passa na vida do vestibulando e que deságua no oceano do esquecimento… Quando a gente aprende algo e dele não se esquece nunca mais, é porque o coração e a alma também foram tocados… Quando o conhecimento é elaborado no intelecto, passa pelo sentimento e determina uma vontade, aí, sim, ele não desgruda mais da gente.”

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Castigo e Elogio

Castigo e Elogio

Leonore Bertalot

Fonte: www.ensinowaldorf.blogspot.com.br – clique e conheça

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“Em vez de castigar, prefiro usar a palavra recuperar ou consertar. Devemos ensinar como consertar estragos físicos ou psíquicos que causamos aos colegas, aos pais, à natureza etc. O bom exemplo é um ato de educar bem mais eficiente que qualquer castigo. A criança pequena não erra, não atua por maldade. Errar só pode quem sabe, mau só é quem conhece e sabe julgar entre o bem e o mal. Não se trata, por isso, de castigar a criança, mas sim, de ajudá-la a formar impulsos bons a partir de cada experiência. Quebrou o vidro da janela? Ou a xícara preciosa da avó? O barulho, os cacos espalhados, a cara consternada ou triste dos grandes assustam a criança, fazem-na sentir com muita evidência a consequência do seu ato, premeditado ou não. Algumas recebem um grande choque e se este é aumentado por exclamações ou agressões físicas (que só são um desabafo de nossa emoção), a experiência é traumatizante e, não, pedagógica.”

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A palavra castigo exige reflexão. Não gosto de usa-la quando se trata de educar crianças. O homem é um ser que aprende com seus erros, com as experiências e as consequências que os seus atos acarretam.

A criança cresce imitando, espelhando as experiências, as habilidades, os hábitos do seu meio. Ela realiza as suas experiências próprias: o fogo queima, a chama é quente, certos objetos quebram ao cair, outros cortam; a terra, o suco de frutas, o chocolate, etc, mancham, sujam a roupa, os galhos finos das árvores quebram; existem coisas “proibidas”, provocando que os grandes gritem, se assustem, ou façam longo discurso, ou batam na criança que as toca, ou as come, ou as investiga etc. A tarefa do adulto é a de proteger o corpo e a alma da criança nos casos de grandes perigos e, no restante, guiar, acompanhar o menor nas experiências que a vida lhe oferece.

A criança pequena não erra, não atua por maldade.

Errar só pode quem sabe, mau só é quem conhece e sabe julgar entre o bem e o mal. Não se trata, por isso, de castigar a criança, mas sim, de ajudá-la a formar impulsos bons a partir de cada experiência.

Quebrou o vidro da janela? Ou a xícara preciosa da avó? O barulho, os cacos espalhados, a cara consternada ou triste dos grandes assustam a criança, fazem-na sentir com muita evidência a consequência do seu ato, premeditado ou não. Algumas recebem um grande choque e se este é aumentado por exclamações ou agressões físicas (que só são um desabafo de nossa emoção), a experiência é traumatizante e, não, pedagógica.

A criança “roubou” e “mentiu”. Para que serve um castigo, tapas ou fechar no quarto, ou mesmo sermões insinuando que a criança pode ser rejeitada, marginalizada, até presa por tais atos? O ato deve ser analisado e julgado, nunca a criança.

Pegar coisas e dizer “não fui eu” não é ato de roubo e mentira na criança de 9-10 anos, nem defeito caracterológico do pré-adolescente, mas imaturidade ou consequência de atitudes incorretas do meio.

O comportamento difícil da criança é um alerta para adultos em seu meio, especialmente para os pais educadores. Falta de respeito, agressividade, sensibilidade exagerada podem ser sinais de carências várias: falta de amor, de interesse e de atenção às suas necessidades, atitudes rígidas demais ou negligência dos que devem dar exemplo.

Em vez de “castigar”, prefiro usar a palavra recuperar ou consertar. Devemos “ensinar” como consertar estragos físicos ou psíquicos que causamos aos colegas, aos pais, à natureza etc.

O bom exemplo é um ato de educar bem mais eficiente que qualquer castigo.

Ser repreendido por uma pessoa que amamos muito é doloroso, constrangedor. Nós nos sentimos envergonhados, achamos que somos ruins, que não merecemos conviver com as pessoas que respeitamos.

Por outro lado, quando a pessoa amada nos elogia, a sensação é de felicidade profunda, sentimos um calor que nos permeia e um impulso de querer crescer e ficar sempre melhor.

Quem não conhece tais sentimentos? Dos dois podemos aprender algo para a vida.

O ser humano aprende e cresce como pessoa através das experiências que realiza. Uma reação de ira, como desabafo do adulto em resposta a um ato insensato do filho, não deixa de ser uma experiência esclarecedora sobre causa e efeito dos nossos atos, mas o efeito que produz na alma da criança não é o de fomentar a autoconfiança e a confiança no adulto, é o de faze-la sentir-se tolida, repelida.

Quando o ato da criança exige uma correção, esta será tanto melhor se, ao corrigir, também se criem nela impulsos necessários para crescer e melhorar.

Quando a correção precisa seguir logo o ato incorreto, respire dez vezes para poder agir com calma. Quando nossa reação não pode ou não precisa ser imediata, é bom preparar a conversa que iremos ter , talvez só a noite ou no dia seguinte, ou ainda no fim de semana. Estudar, então, junto com a criança, como pode ser consertado ou reposto o que foi estragado,; isto ajuda a querer crescer. Com crianças menores não serve muito conversar sobre o valor ou o perigo do que eles fizeram. Melhor é contar-lhes uma história em que alguém repara ou vence a fraqueza que causou o problema. Então a criança se identifica como herói da história que saiu vitorioso e passa a querer ser como ele.

É verdade que as vezes um tapa é melhor do que nenhuma reação do pai, na hora em que o ato da criança exige uma reprovação. Porém a agressão física, no melhor dos casos, é apenas uma muleta, uma substituição, por não nos ocorrer nada melhor. É nosso dever de adulto realizar um trabalho em nós mesmos, que nos possibilite aplicar correções mais construtivas.

E o elogio deve ser autêntico, deve ser merecido, senão tem efeito contrário, só alimenta uma falsa auto-estima. Também a forma como elogiamos deve ter um efeito na alma da criança, que lhe infunda o desejo de crescer e melhorar sempre.

Acriança cresce ao nosso lado. Se ela percebe que nós também crescemos em acertos e autodomínio e que a ajudamos a consertar e corrigir o que ainda não foi certo, isto a encoraja a querer melhorar. Assim se cria um clima de confiança adequada para que sua alma possa desabrochar em toda sua plenitude.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Sobre fugir do conflito

Sobre fugir do conflito

Augusto de Franco

Fonte: Perfil do Augusto Franco no Facebook

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“Recusar a luta não é recusar o conflito. O problema não é o conflito, senão o modo de resolver o conflito. Não se pode escapar do conflito, como pensavam as pessoas pias, as pessoas evoluídas, as pessoas espiritualizadas, que queriam ir para um lugar (imaginário) onde não haveria conflito, onde tudo seria harmonia e concordância. Mas uma sociedade sem conflito estaria morta, congelada. A supressão do conflito só pode acontecer em rebanhos, em sociedades obedientes, em mundos onde não há lugar para a sujeira e a imperfeição, para os desvios dos caminhos já pavimentados, para o erro no cálculo, para a falha na armadura, para o imprevisível e, enfim, para o acaso. Mas onde não há lugar para o acaso também não há lugar para a liberdade.”

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Tenho compartilhado, com várias pessoas com as quais convivo em algumas atividades interativas, duas observações.

A primeira é que as pessoas que estão buscando e ensaiando novos processos de vida humana, em iniciativas de livre aprendizagem, de cocriação ou de ocupação de espaços públicos para se comprazer na convivência social, estão mais querendo experimentar do que estruturar discursos e referenciá-los em narrativas já existentes. Elas não estão teorizando. Elas não estão usando teorias já existentes para orientar e justificar as suas práticas. Simplesmente estão fazendo o que acham bacana. Não estão nem mesmo querendo se apresentar como grandes adeptas de causas, como acontecia há não muito tempo.

A segunda observação é que essas pessoas não têm a vibe militante. Não se parecem com gente que está guerreando, se preparando para se defender de inimigos ou para enfrentá-los e derrotá-los. Sobretudo não estão selecionando pessoas. Das novas pessoas que chegam não cobram nenhuma postura, nenhum alinhamento, nem procuram saber o que pensam em termos políticos, filosóficos ou religiosos. Não estão também querendo arrebanhar mais pessoas para algum propósito. E nem ficam aborrecidas ou desapontados quando pessoas tidas por importantes não aparecem. Os ambientes que configuram com sua convivência estão funcionando como naquela primeira proposição do Open Space: “a pessoa que vem é a pessoa certa”. Ora, isso não é nada menos do que fantástico: é o outro-imprevisível!

A impressão que se tem é que elas, se pudessem, criariam um novo mundo para elas, sem exigir que os outros participem desses mundos. Quando outras pessoas aparecem, então elas interagem (como se tivessem estado sempre ali), mas não se tornam parte, não conformam um corpo definido. E o mais bacana é que elas sentem que podem mesmo fazer isso. Agora – ao que parece – já é possível a emergência e a convivência ou a coexistência de múltiplos mundos altamente conectados.

No entanto tenho notado também uma certa tendência dessas pessoas a fugir do conflito quando por algum motivo ele se instala, sobretudo quando é tematizado segundo as velhas classificações, do tipo esquerda x direita, seguidor de tal filosofia x seguidor de outra filosofia ou ateu x religioso.

Talvez haja uma razão mais profunda, que não consigamos ainda captar, para explicar tal comportamento. E ele parece superar antigos comportamentos sectários de que temos amargas lembranças.

A seu favor podemos dizer que, nessas novas experiências, elas não estão mais lutando contra pessoas. Estão apenas desobedecendo. Sem nunca explicar – como vou fazer agora – por que se comportam assim, essas pessoas estão resistindo à determinadas configurações que reproduzem a cultura patriarcal, que induzem à ereção de estruturas hierárquicas e que condicionam a adoção de modos autocráticos de regulação de conflitos.

Sim, elas estão experimentando redes distribuídas e democracia por meio da desobediência prática (não teórica). Não fazer o que todo mundo faz, não ter um objetivo fixo e um planejamento para atingi-lo, talvez seja a forma mais eloquente de desobediência. Daí a recusa à luta.

Quem luta contra um inimigo é um obediente. Sempre obedece a alguém, a algum grupo definido por fronteiras de identidade: nós x outros. Mas é a luta contra inimigos que gera as configurações que programam alguém para obedecer-e-mandar (sim, é a mesma coisa), quer dizer, para erigir hierarquias. E na luta – que é uma forma de guerra, mesmo que não seja a guerra quente, travada com armas em campos de batalha – não se pode experimentar a democracia na vida cotidiana. Porque as exigências do combate só são compatíveis com dinâmicas autocráticas.

A paz como caminho (não-caminho) revolucionário é não-luta. Mas é desobediência civil e política que desconstitui a guerra, quer dizer, a construção de inimigos (e a manutenção de inimigos) como pretexto para organizar cosmos sociais estruturados segundo padrões hierárquicos e regidos por modos autocráticos.

Mas recusar a luta não é recusar o conflito. O problema não é o conflito, senão o modo de resolver o conflito. Não se pode escapar do conflito, como pensavam as pessoas pias, as pessoas evoluídas, as pessoas espiritualizadas, que queriam ir para um lugar (imaginário) onde não haveria conflito, onde tudo seria harmonia e concordância. Mas uma sociedade sem conflito estaria morta, congelada. A supressão do conflito – característica das distopias (e das utopias, sim, todas as utopias são autocráticas) – só pode acontecer em rebanhos, em sociedades obedientes, em mundos onde não há lugar para a sujeira e a imperfeição, para os desvios dos caminhos já pavimentados, para o erro no cálculo, para a falha na armadura, para o imprevisível e, enfim, para o acaso. Mas onde não há lugar para o acaso também não há lugar para a liberdade.

As pessoas que fugiam do conflito nunca eram melhores do que as outras. Pessoas cordatas não eram necessariamente pessoas boas. Boa educação, bons modos, abstinência de crítica, medo de ser mal-interpretado, desejo de ser admirado – tudo isso foi e ainda é, em grande parte, esforço de adequação, quer dizer: obediência, não desobediência.

O problema é que essas pessoas queriam ser aceitas por alguém que (supostamente) estaria acima delas. Elas queriam corresponder ao que esperavam delas. Mamãe programou-as para isso. E então elas saíam mundo afora atrás da mamãe: procurando aprovação. Mas não havia ninguém acima delas, a menos que elas se abaixassem. Quando elas se abaixavam, entretanto, por esse simples gesto elas já deformavam o campo social, configurando um ambiente favorável à reprodução da cultura patriarcal, hierárquica e autocrática.

Ao contrário do que lhes foi ensinado nas famílias, nas escolas, nas igrejas e nas seitas religiosas e filosóficas, padrões de inadaptação não são sinais de insanidade, pelo contrário: quando alguém se adapta a um meio doente, quem está doente é quem se adaptou. Se elas queriam se polir para passar lisas pelos esgotos, sem atritos, sem rusgas, então elas estavam doentes. Continuando nesse caminho, não raro uma pessoa assim almejava viver em lugares assépticos e de repente se pegava lavando as mãos compulsivamente com medo da sujeira. Não conseguiam ver que a pureza só existia na imagem que foram socialmente (Maturana diria: antissocialmente) compelidas a criar de si mesmas para satisfazer às expectativas mórbidas da sociedade de controle. E não descobriam que a persona é coletiva (e é também uma doença).

Então, depois de ser assaltado por tudo isso, me lembrei dos velhos alquimistas quando diziam que a matéria prima para a transformação está nos lugares mais vis e desprezados. E pensei, cá por minha conta, que se alguém não está sujo o suficiente, não pode ser aproveitado pelo simbionte (quer dizer, pelo outro-imprevisível). E que quem ser aproveitado não pode fugir do conflito.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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O Homem e a Mulher – O Animus e a Anima

O Homem e a Mulher – O Animus e a Anima

Milene Mizuta

Fonte: Curso Líder de Si (Módulo Integração Masculino / Feminino) clique e conheça

cavaleiro

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“Se o homem integra sua Anima ele desenvolve: Desenvolve a capacidade de sentir o que se passa no outro ser humano, desenvolve a retidão de caráter, a ponderação no julgamento, a sensibilidade em lidar com o outro, o senso de Justiça, a polidez, a gentileza, liberta o sentir, a criatividade, a capacidade de ouvir, a integração com a família, a capacidade de liderança, encontra um sentido para a vida, respeito e devoção pela mulher, o interesse pela ecologia.
Se a mulher integra seu animus ela desenvolve: Capacidade de concentração, capacidade de agir, pensamento claro, equalizar a simpatia e a antipatia, não se deixar subvalorizar, tornar-se mulher e não mãe, torna-se forte mas não “machona”, raciocínio lógico, objetivar sentimentos e não se deixar levar por ele, compreender o Homem de maneira mais abrangente, ter metas e aspirações e conseguir trazê-las para terra, a capacidade de controlar a fala e não ser fofoqueira, a capacidade de manter-se neutra e não criar conflitos, capacidade acolher e cuidar do outro, compreensão mais ampla de seu papel e a doação para família, a força do discernimento diferenciando o real da fantasia.”

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O Homem e a Mulher

Com o conhecimento dos arquétipos, podemos entender como isso é na vida real, como essas diferenças se apresentam no dia a dia em cada um de nós, cada homem deve ter em si um Marte e cada mulher deve ter em si uma Vênus, a essência de cada um de nós esta justamente nesses arquétipos. Mas não só em nós mora esses arquétipos mas também em nossas relações, sejam elas eróticas ou não. Todo relacionamento deve ter em vários momentos forças de Marte e Vênus.

As diferenças entre o Homem e a Mulher chegam inclusive no âmbito biológico.

homem e mulher 1

Também na fisiologia íntima existem diferenças entre o homem e a mulher, o homem possui um quantidade maior hemácias no sangue e dentro das hemácias encontramos a hemoglobina que é a proteína portadora do ferro, ou seja, o homem tem mais ferro no organismo, para elucidar a explicação, vamos pegar como exemplo uma pessoa que esta anêmica, quando isso acontece, falta a vontade de atuar, a pessoa se sente fraca. Falta ferro que é o elemento de Marte o símbolo do masculino, entre tanto para administrador dosagens de ferro para um paciente anêmico, é necessário que junto a isso seja receitado o cobre, porque é esse elemento que faz um receptáculo para que o ferro seja absorvido pelo organismo, e a mulher tem uma quantidade maior de cobre no sangue, ou seja, homens possuem fisiologicamente maior propensão a atuação, e mulheres ao acolhimento.

O ferro quando queimado produz luz, o cobre quando queimado produz calor. Completando o quadro interior:

homem e mulher 2

Na vida embrionária também é possível observar o jogo dessas duas forças. O sistema genito-urinário, é o único sistema que depois se diferencia, enquanto no homem certas partes se desenvolvem, suas equivalentes no sexo feminino se atrofiam.

Por sua natureza biológica já conseguimos entender que o homem é mais voltado para pensar e o agir e a mulher para o sentir.

A expressão artística nos mostra isso, o homem sempre foi representado por episódios de luta e embate e mulher sempre pela beleza, com um filho no braço ou com instrumentos musicais.

Os contos de fadas também ilustram esse papel masculino, do lutador, do “mocinho”, daquele que salva a donzela, e a mulher sempre representada como a frágil princesa, a musa inspiradora, aquela por quem o príncipe é capaz de todas as façanhas.

Esse arquétipo que foi muito usado no “amor cortês”, que foi um conceito europeu medieval de atitudes, mitos e etiqueta para enaltecer o amor, e que gerou vários gêneros de literatura medieval, incluindo o romance. Ele surgiu nas cortes ducais e principescas das regiões onde hoje se situa a França meridional, em fins do século XI. Em sua essência, o amor cortês era uma experiência contraditória entre o desejo erótico e a realização espiritual, “um amor ao mesmo tempo ilícito e moralmente elevado, passional e auto-disciplinado, humilhante e exaltante, humano e transcendente”.

No decorrer da história da humanidade esse arquétipo foi se perdendo, a revolução industrial, o feminismo, foram formatando novas formas de relacionamento onde no momento atual encontramos em muitos casos a inversão de papéis, que refere-se justamente a esse imagem mais essencial que cada um de nós carrega sobre o feminino e o masculino.

Animus e Anima

Podemos falar também sobre essas forças dos arquétipos dentro de nós, que foram denominadas por Jung como: Anima e o Animus, o arquétipo da anima (termo em latim para alma),constitui o lado feminino no homem, e o arquétipo do animus(termo em latim para mente ou espírito), constitui o lado masculino na psique da mulher. Ambos os sexos possuem aspectos do sexo oposto, não só biologicamente, através dos hormônios e genes, como também, psicologicamente através de sentimentos e atitudes.

Sendo a persona a face externa da psique, a face interna, a formar o equilíbrio são os arquétipos da anima e animus. O homem traz consigo, como herança, a imagem de mulher. Não a imagem de uma ou de outra mulher especificamente, mas sim uma imagem arquetípica, ou seja, formada ao longo da existência humana e sedimentada através das experiências masculinas com o sexo oposto.

Cada mulher, por sua vez, desenvolveu seu arquétipo de animus através das experiências com o homem durante toda a evolução da humanidade, ou seja, todo homem tem dentro de si uma Anima e toda mulher tem dentro de si um Animus, aquilo que na fase lemúrica era unido fisicamente encontramos no homem moderno uma parte como expressão física, e a outra como algo que temos que buscar o equilíbrio, desenvolver e integrar, para tornarmo-nos novamente unos no decorre da biografia, mas antes que isso aconteça, na época da adolescência quando desperta pela primeira vez a imagem da Eva e do Adão  dentro do indivíduo até aproximadamente 28 anos, como não somos “inteiros” buscamos no outro aquilo que em nós ainda não existe, e aí começa o duro caminho do relacionar-se.

Três fenômenos ocorrem relacionamentos de pessoas que ainda não estão integradas, e por muitas vezes levando-os inclusive para o fim:

O espelhamento - O outro é para mim como que um espelho, encontro comigo mesmo na alma do outro. “Não consigo mais viver sem ele”, é um exemplo claro de espelhamento, sem a individualidade do outro não consigo me reconhecer.

A projeção: A imagem ideal feminina ou masculina que mora dentro de nós é projetada no parceiro, que sendo de carne e osso, jamais consegue corresponder à imagem ideal.

A transposição: Uma imagem condicionada de pai, mãe, amante, amor platônico, ideal, que nunca foi confrontado com a realidade, que nunca foi efetivamente vivido, que permanece como imagem ideal positiva que se transforma em um verdadeiro fantasma no relacionamento (Dona Flor e seus dois maridos), gerando uma expectativa sobre o parceiro além da possibilidade humana.

A integração do Animus e da Anima

À partir dos 28 anos começa na biografia a necessidade interna da integração, a mulher começa a sentir necessidade de integrar seu animus, que significa, ter o pensar mais assertivo, força na ação, trazer para o mundo seus desejos, e homem começa ter necessidade de expressar mais os seus sentimentos, tem vontade de ficar mais com a parceira e tem vontade de compartilhar.

Agora é a fase da individuação da alma, onde eu começo a percorrer o caminho para tornar-me um indivíduo inteiro capaz de compartilhar com o outro.

Agora começamos a lutar com antigas normas, “homem não chora”, “você não pode depender de seu marido” , etc.

As características positivas da anima:

O calor nos sentimentos
A capacidade de amar
Atribuir significados mais profundos e humanos
Compadece-se com o sentimento alheio
Cuidar
Ouvir
Criatividade
Beleza
Leveza
Senso estético
Religação com o espiritual

As características positivas do animus:

Força de iniciativa
Força de ação
Falar
Pensamento claro
Raciocínio lógico
Concentração
Cumprimento de metas, aspiração
Lutar
Empreender o novo
Força do discernimento

Se o homem integra sua Anima ele desenvolve:

Desenvolve a capacidade de sentir o que se passa no outro ser humano
Desenvolve a retidão de caráter
A ponderação no julgamento
A sensibilidade em lidar com o outro
O senso de Justiça
A polidez
A gentileza
Liberta o sentir
A criatividade
A capacidade de ouvir
A integração com a família
A capacidade de liderança
Encontra um sentido para a vida
Respeito e devoção pela mulher
O interesse pela ecologia

Se o homem não integra sua anima ele se torna:

Excessivamente agressivo
Vingativo
“Embruxado”
Emotividade inferior, fala-se de uma alma endurecida
Excessivamente “palhaço”, não leva nada a sério
Não respeita a mulher
Torna-se um mal caráter
Não consegue ponderar as coisas
Torna-se grosseiro
Não é criativo
Não tem modos, vira uma “mulher bem vulgar.”
Torna-se materialista, não consegue ver o lado espiritual das coisas
Pode tornar-se um alcoólatra ou adicto em drogas como cocaína
Torna-se machista, acha que a mulher merecer ser punida.
Torna-se fraco e sem vontade, dependente da mulher
Unilateral, com uma bitolação no pensamento
Não consegue se comprometer com nada na vida
Não sustenta promessa

Se a mulher integra seu animus ela desenvolve:

Capacidade de concentração
Capacidade de agir
Pensamento claro
Equalizar a simpatia e a antipatia
Não se deixar subvalorizar
Tornar-se mulher e não mãe
Torna-se forte mas não “machona”
Raciocínio lógico
Objetivar sentimentos e não se deixar levar por ele
Compreender o Homem de maneira mais abrangente
Ter metas e aspirações e conseguir trazê-las para terra
A capacidade de controlar a fala e não ser fofoqueira
A capacidade de manter-se neutra e não criar conflitos
Capacidade acolher e cuidar do outro
Compreensão mais ampla de seu papel e a doação para família
A força do discernimento diferenciando o real da fantasia

Se a mulher não integra o animus ela se torna:

Vulgar
“Machona”, disputa tudo com o homem
Fria e dura
Perde a sensibilidade
Tem sempre o sentimento de ser injustiçada porque se compara ao homem
Tem opiniões pré fixadas
Mãe autoritária
Excessivamente regrada, transforma a casa em um quartel general
Excessivamente dependente do marido e dos filhos
Muito fantasiosa chegando ao histerismo
Medo de tudo e de todos
Busca constante proteção
Quer disputar o tempo inteiro
Excessivamente julgadora
Aproxima-se sempre de homens mais frágeis para poder ser a “comandante” da situação

As relações

Não vou enfocar aqui o aspecto erótico, e sim a questão de como nos relacionamos no dia a dia e o que isso tem haver com a integração.

Nos relacionamentos atuais, homem e mulher, filho e mãe, empregado e empregador, chefe ou subordinado, encontramos as “sombras” que surgem da falta de consonância dessas duas forças: Marte e Vênus ou Homem e Mulher.

Diante da discussão de um tema, da aparição de um problema, normalmente entramos em áreas de conflito, a integração dessas forças por nós é o que permite relações harmoniosas. Isso no dia a dia significa:

homem e mulher 3

Quando algo tem que ser expressado, devemos fazer uso dessas duas forças para que algo novo possa ser construído:

Vênus – Amor / Marte – Verdade

Amor e Verdade constroem
Amor sem Verdade é falso
Verdade sem Amor é duro
Falta de Amor e Verdade destrói

Como Cultivar a Anima e o Animus

Como cultivar a Anima:

  • Exercitar a parceria nas relações, se dispor a trabalhar em equipe.
  • Se colocar a serviço do outro
  • Cuidar dos filhos ou de crianças
  • Praticar atividade artística
  • Buscar o espiritual
  • Cultivar a fantasia ativa – experimente escrever para sua anima.
  • Cultivar a religiosidade
  • Procurar o encontro com seu Eu
  • Cuidar da casa
  • Fazer trabalhos manuais
  • Fazer atividades lúdicas – brincar
  • Cantar ou dançar
  • Fazer atividades que exijam paciência.

Como cultivar o Animus:

  • Exercitar a parceria nas relações, se aproximar verdadeiramente das pessoas.
  • Promover a organização da casa, do trabalho, da agenda.
  • Buscar a realização profissional
  • Buscar o espiritual
  • Estudar ciência, matemática, filosofia, história
  • Cultivar a fantasia ativa – experimente escrever para seu animus
  • Procurar o encontro com seu Eu
  • Trabalhar com a terra
  • Estudar de forma sistemática
  • Trabalhar com atividades que exijam prazo
  • Iniciar um projeto pessoal por menor que seja

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Quer entender mais sobre isso tudo? No Líder de Si a gente ensina para vocês!

Aberturas de novas turmas: Curitiba – Joinville – Vinhedo

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Informações: (48) 3207-9102 ou inspirecursos@gmail.com

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A criança e os três veículos de expressão: o corpo, as emoções e a mente

A criança e os três veículos de expressão:
o corpo, as emoções e a mente

Patrícia Fonseca

Fonte: Escola Waldof Acolher de Campo Grande – clique e conheça

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“No ser humano, encontramos três veículos de expressão: o corpo, as emoções e a mente, que correspondem às funções do querer, do sentir e do pensar. A educação do corpo fortalece também o caráter da criança, pois desenvolve a sua força de vontade, criando nela qualidades como a disposição para enfrentar dificuldades e a perseverança. As emoções são trabalhadas por meio da arte, por meio da expressão artística, são dadas muitas oportunidades para o refinamento da sensibilidade, e a harmonização de conflitos na área afetiva e social. A mente é educada por meio da transmissão do conhecimento de forma balanceada e adequada à idade do aluno. Com a educação integrada de todos os aspectos do seu ser, a criança aprende a não dissociar seus pensamentos, sentimentos e ações, podendo tornar-se um adulto equilibrado e coerente.”

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O aprender a ler e a escrever é muito mais do que uma mera tarefa diária de memória e escrita.

Na Escola Waldorf não há a prática do fast-lesson.

Constituição humana em Waldorf

No ser humano, encontramos três veículos de expressão: o corpo, as emoções e a mente.

A esses três veículos de expressão correspondem três funções: o querer, o sentir e o pensar.

E na Psicomotricidade, esses veículos de expressão são observados pelo “ato psicomotor da criança”, que precisa ser consciente, ou seja , a criança precisa sentir satisfação em realizar os movimentos por meio do Saber Fazer, do Querer Fazer e do Poder Fazer.

Todos esses aspectos precisam ser trabalhados com a mesma atenção para a plena realização do potencial humano. Esse é o objetivo da Pedagogia Waldorf, e por isso ela desenvolveu atividades para atingir plenamente os aspectos do corpo físico , do corpo anímico e do corpo espiritual.

O corpo é educado por meio de atividades práticas como jardinagem, marcenaria, construção, ginástica, trabalhos manuais, artes, canto, música, entre outras.

A educação do corpo, tal como é praticada nas Escolas Waldorf, fortalece também o caráter da criança, pois desenvolve a sua força de vontade, criando nela qualidades como a disposição para enfrentar dificuldades e a perseverança.

As emoções são trabalhadas por meio da arte: música, canto, desenho, pintura, literatura, teatro, recitação, escultura e cerâmica. Por meio da expressão artística, são dadas muitas oportunidades para o refinamento da sensibilidade, e a harmonização de conflitos na área afetiva e social.

A mente é educada por meio da transmissão do conhecimento de forma balanceada e adequada à idade do aluno.

Nas Escolas Waldorf busca-se cultivar o sentimento de admiração que as crianças têm em relação à natureza e ao mundo como forma de manter vivo o seu interesse em aprender.

Arte e atividades práticas são também instrumentos a serviço das matérias acadêmicas.

Com a educação integrada de todos os aspectos do seu ser, a criança aprende a não dissociar seus pensamentos, sentimentos e ações, podendo tornar-se um adulto equilibrado e coerente.

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Madre Teresa de Calcuta

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O déficit de atenção está no comportamento da nossa sociedade e não nas nossas crianças

O déficit de atenção está no comportamento da nossa
sociedade e não nas nossas crianças

Marcela Picanço

Fonte: www.lounge.obviousmag.org – clique e conheça

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“Foi aí que minha mãe resolveu perguntar à minha médica por que eu ficava concentrada nas coisas que eu gostava de fazer. Ela disse que isso era normal. Nas áreas que eu tinha mais habilidade, os sintomas não apareciam de modo que me atrapalhassem. Que doença engraçada, né? Mal do século, eu diria. A nossa sociedade está criando doenças para quem estiver fora do padrão de comportamento esperado. Então, vi que o problema não estava em mim e nem na maioria das crianças que precisa tomar um remédio para entrar num padrão social. O problema está no nosso ensino totalmente precário, que se preocupa mais se o aluno vai passar em medicina do que se ele será um bom cidadão.”

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Alguns dados apontam que nos últimos anos os casos de Déficit de Atenção triplicaram entre nossas crianças. Eu estou entre uma dessas crianças. Com uns treze anos comecei a tomar um remédio com tarja preta chamado Ritalina, que pra mim, de fato fazia uma diferença enorme. Quando eu era criança fui chamada várias vezes de hiperativa, desconcentrada. Meus professores adoravam falar como eu me dispersava rápido. Engraçado, continuo assim, mas hoje tento usar isso ao meu favor. O remédio vai soltando doses ao longo do dia e pode durar até 8 horas. Tomava antes de ir para escola e ficar ligada na aula. Nunca fui boa em matemática, física, química, mas me esforçava o bastante pra não ficar de recuperação. Lembro que eu achava que o remédio fazia uma diferença significativa na hora de fazer uma prova. Eu realmente me transformava, durante 8 horas, em uma pessoa mais focada. O déficit de atenção é mais comum do que se imagina.

Assim que entrei na faculdade resolvi largar o remédio. Fui percebendo, ao longo dos anos, que eu não precisava dele para escrever uma boa redação, ou pra ler um livro que eu gostava, nem pra fazer prova de história. Não precisei do remédio para decorar um dos meus primeiros textos de teatro. Eu nem tomava o remédio pra ir pra aula de teatro e eu era uma pessoa igualmente focada nessas aulas. Foi aí que minha mãe resolveu perguntar à minha médica por que eu ficava concentrada nas coisas que eu gostava de fazer. Ela disse que isso era normal. Nas áreas que eu tinha mais habilidade, os sintomas não apareciam de modo que me atrapalhassem. Que doença engraçada, né? Mal do século, eu diria. A nossa sociedade está criando doenças para quem estiver fora do padrão de comportamento esperado.

Então, vi que o problema não estava em mim e nem na maioria das crianças que precisa tomar um remédio para entrar num padrão social. O problema está no nosso ensino totalmente precário, que se preocupa mais se o aluno vai passar em medicina do que se ele será um bom cidadão.É claro que em alguns casos específicos, o uso da Ritalina é de extrema importância e eficácia, mas acredito que, na maioria das vezes, o Déficit de atenção poderia ser tratado de outras formas. Estudei minha vida toda numa escola diferente, que se importava com a cabeça dos seus alunos e valorizava o que eles tinham de melhor, incentivando a arte, o esporte e a ciência. Lembro que as notas eram dividias em 40% de provas e os outros 60% eram de comportamento. Se você soubesse lidar bem com um grupo, participasse da aula, fosse educado e responsável, já era o suficiente pra passar de ano. E ninguém deixava de estudar, afinal queríamos ter notas boas. Depois fui pra uma escola que tinham tantos alunos que os professores não conseguiam gravar o nome nem dá metade deles. Nunca mais falamos em preconceito ou direitos humanos. Nunca mais falamos sobre ler livros sem ser por obrigação. Depois, mais tarde, os professores reclamavam que líamos pouco, mas como, se tínhamos tão pouco incentivo? Lembro que na minha outra escola ganhei gosto pela leitura quando eu ainda era bem pequena. Devorava livros e mais livros, afinal a gente tinha uma aula só de leitura.

Me mudei para essa nova escola porque eu precisava passar no vestibular, mas eu não via sentido nenhum em nada daquilo. Fui me sentindo cada vez mais idiota porque eu não conseguia ir bem em nenhuma matéria de exatas, mas falaram que pra passar no vestibular era preciso saber mais exatas do que humanas. Aumentei a dose do remédio Ritalina pra poder ficar pelo menos na média. Fico pensando quantas crianças vão ter que se sentir burras e diferentes e tomar um remédio tarja preta pra ficar na média na escola, pra ficar na média na vida, pra ser sempre medíocre porque a educação não nos dá a oportunidade de sermos brilhantes. No ensino médio os adolescentes são constantemente comparados, como em uma empresa, para que haja desde cedo um espirito de competição. Infelizmente essa competição é completamente injusta, pois as pessoas têm habilidades diferentes. Como já disse Albert Einstein “Todo mundo é um gênio, mas se você julgar um peixe por sua capacidade de subir em árvores, ele passará sua vida inteira acreditando ser estúpido” e é exatamente isso que nosso ensino faz.

A qualidade de uma escola é medida pelo número de aprovações que seus alunos têm no vestibular e não pela pessoa que ela está formando para o mundo. Como queremos ter profissionais mais dedicados se, desde pequenos, somos ensinados que se importar com o outro não é o que importa, mas sim ser sempre melhor que todo mundo? Infelizmente, nossa educação forma pessoas cada vez mais quadradas, que pensam dentro de uma caixinha. Não se permitem ir atrás das informações e nem na melhor forma de resolver problemas. As aulas de artes são totalmente técnicas e insuportáveis. Não nos dão oportunidade de sermos realmente quem queremos ser e crescemos adultos chatos, controladores e depressivos.

Infelizmente nosso comportamento é resultado da educação que tivemos e isso só vai mudar quando todas as áreas foram igualmente valorizadas nas escolas e entre os alunos. Cada vez teremos mais crianças com déficit de atenção. Principalmente agora com a tecnologia, que todas elas podem ter acesso rápido a tudo. Por que elas ficariam prestando atenção em uma aula chata? Por que elas ficariam prestando atenção em algo que elas podem aprender em um segundo procurando no Google? O nosso sistema educacional precisa mudar rapidamente, pois não podemos achar que o ensino pode continuar o mesmo de 20 anos atrás, onde não existia tanta informação com facilidade. As crianças estão perdendo o interesse na escola. Elas estão vendo o mundo de possibilidades que existe ao redor delas, vendo tudo que elas podem criar e transformar e os colégios continuam insistindo naquele velho formato. Todas as pessoas têm uma genialidade, mas o mundo insiste, por algum motivo que sejamos medíocres, dentro de um padrão. Não valorizam o aluno bagunceiro, nem o que vive no mundo da lua. Esses que no futuro provavelmente serão os adultos mais criativos. A nossa educação mata a nossa criatividade. Na escola não temos nenhuma oportunidade de nos mostrar e nem de crescer intelectualmente, pois quanto mais velhos ficamos, taxam de ridículo aquilo que fazemos de diferente, mas que se for estimulado, poderia ser genial. É triste a situação em que vivemos, mas já foram inauguradas escolas com uma proposta totalmente diferente de ensino, onde as matérias não são separadas, mas são aprendidas juntas, como se fosse uma só. Os alunos também não são separados por turmas de acordo com a idade, mas sim por habilidades que os alunos apresentam. Espero que esse realmente seja o futuro do nosso ensino e que não criemos mais doenças para fazer as crianças se sentirem anormais. “Somos todos folhas da mesma árvore”, esse era o lema da minha primeira escola. Ainda bem que aprendi assim.

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Arquétipos – O inconsciente coletivo e o inconsciente individual

Arquétipos – O inconsciente coletivo e o inconsciente individual

Os símbolos e arquétipos de Jung

Rodrigo De Souza

Fonte: www.somostodosum.ig.com.br – clique e conheça

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“Inconsciente coletivo é a parte do inconsciente individual que resulta da experiência ancestral da espécie, ou seja, ele contêm material psíquico que não provêm da experiência pessoal. Jung compara o inconsciente coletivo ao ar, que é o mesmo em todo o lugar, é respirado por todos e não pertence a ninguém. O conteúdo psíquico do inconsciente coletivo são os arquétipos. Que são uma forma de pensamento universal com carga afetiva, que é herdada. Os arquétipos são como diferentes “formas de bolo”, que dão características ao bolo. Eles dão origem as fantasias individuais e também às mitologias de todas as épocas.”

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Para que possamos falar de símbolos e arquétipos, é necessário explicar o conceito de inconsciente coletivo. De maneira simples, inconsciente coletivo é a parte do inconsciente individual que resulta da experiência ancestral da espécie, ou seja, ele contêm material psíquico que não provêm da experiência pessoal.

Jung compara o inconsciente coletivo ao ar, que é o mesmo em todo o lugar, é respirado por todos e não pertence a ninguém.

O conteúdo psíquico do inconsciente coletivo são os arquétipos. Que são uma forma de pensamento universal com carga afetiva, que é herdada. Os arquétipos são como diferentes “formas de bolo”, que dão características ao bolo. Eles dão origem as fantasias individuais e também às mitologias de todas as épocas. Por exemplo, todo mundo quer encontrar seu “par perfeito. ou alma gêmea, pode-se dizer que isto se resulta de um arquétipo, da figura de Adão e Eva, ou de outra, pois em todas as religiões existe uma história que ilustra a união entre “as polaridades.

Este conceito se propaga e por mais que qualquer pessoa negue, sempre existe um desejo ainda que inconsciente de se encontrar alguém muito especial que corresponda ao que esperamos. Esta é uma fantasia individual resultante de um mito. lung nos diz que o conceito de arquétipo é muito mal compreendido, pois este não expressa uma imagem ou conteúdo definido, mas sim uma variação de detalhes e um motivo, mas nunca perdendo a configuração original.

Seguindo o mesmo exemplo anterior das almas gêmeas, existe o desejo de encontrar alguém que seja o mais próximo possível da perfeição (talvez você esteja negando isto bem agora, mas lembre-se que isto é inconsciente!), mas o que é ser perfeito? Para cada pessoa existe um conceito. Entendeu agora?

Todo arquétipo traz características positivas e negativas, por exemplo, você pode querer ser o príncipe da Branca de Neve, com o cavalo branco e tudo, mas também existe urna imagem e um medo de que este vire um sapo, ou que o romance acabe como o de Romeu e Julieta.

Estes arquétipos e muitos outros presentes em nós, como a figura materna, a figura do irmão ou da irmã, entre outros, não podem ser destruídos e permaneceram em nós por toda a nossa existência, mas necessitam ser constantemente trabalhados. As principais estruturas formadoras de nossa personalidade são arquétipos.

Bom, agora vamos falar um pouco sobre os símbolos, estes não podem ser comparados aos arquétipos, já que os arquétipos não tem um conteúdo definido. Nosso inconsciente se expressa basicamente pelos símbolos.

Os símbolos podem ser individuais ou coletivos. Jung se interessou mais pelos coletivos ou universais como: a estrela de Davi, a Cruz entre outros, em sua grande maioria religiosos. Um dos mais famosos símbolos é o Martelo de Thor, adotado por Hitler como Suástica. O Martelo de Thor (Deus do Trovão), é do tempo dos Vikings e simboliza a proteção divina contra o perigo. Mas como foi mal usado por Hitler, hoje vemos esse símbolo com medo e desaprovação. Para conseguir desprogramar esse estado, não basta saber a verdade, mas sim repeti-la várias e várias vezes até se reprogramar a mente.

Os símbolos podem ser nomes, imagens familiares entre outros, eles possuem um significado óbvio, mas também trazem conotações específicas. A imagem, o nome ou outra coisa, só pode ser considerada símbolo quando evoca algo mais que seu simples significado. Por exemplo, o nome de Jesus, não é apenas um nome, tornou-se símbolo, porque traz consigo muitas outras coisas, mesmo para quem não é um cristão. O nome Jesus traz um aspecto inconsciente, que não pode ser definido ou explicado plenamente. Assim são os símbolos.

O símbolo é algo dinâmico e vivo, que vai além do consciente. Eles podem ser encontrados nos sonhos com uma representação individual ou coletivo. Por isso, quando aparecerem símbolos em seus sonhos, procure saber o que eles representam para você, fazendo uma ponte para com a sua situação de vida. Jung dizia que como uma planta produz flores, assim também a psique cria os símbolos.

Toda essa história de símbolos, arquétipos e inconsciente coletivo, nos deixa várias portas abertas à diferentes interpretações. Um médico poderia dizer que tudo isto é transmitido geneticamente, um sociólogo, poderia dizer que é pelo meio-ambiente e a cultura que impõe esses conceitos desde cedo, ou ainda um espiritualista pode compreender isto como urna referência à imortalidade do espírito e a bagagem da alma em suas muitas viagens pelo planeta.

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Madre Teresa de Calcuta

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Aprendizado x Adestramento intelectual

Aprendizado x Adestramento intelectual

Sonia Setzer

Fonte: Página do Facebook Jardim Guará Mirim – clique e conheça

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“Rudolf Steiner (1861-1925), filósofo e cientista austríaco, fundador da Antroposofia e também da Pedagogia Waldorf, diz que, nos primeiros sete anos de vida, parte das forças de crescimento e vitalidade estavam atuantes na maturação dos órgãos. Quando essa função se completa ficam livres para poderem ser utilizadas no aprendizado formal. O que significaria alfabetizar ou ‘ensinar’ aritmética ou outra coisa intelectual qualquer a uma criança antes dos sete anos? Ela certamente apresentaria resultados satisfatórios para o momento, mas em realidade não se pode falar em aprendizado, mas em adestramento, assim como se faz com animais. O que não se nota é que esse ‘aprendizado’ se faz às custas das forças atuantes na maturação dos órgãos. Essa deficiência vai se apresentar apenas muitas décadas depois, quando o organismo, numa fase de menor vitalidade for decair com mais rapidez. Pode-se notar já nos dias atuais como doenças que antigamente atingiam somente pessoas idosas, fazem-se presentes em pessoas na faixa dos 30, 40, 50 anos de idade. O que não se investiga é a relação com uma intelectualização precoce, que subtrai essas forças tão valiosas e importantes dos órgãos, na fase de maturação.”

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Sabe-se que, ao nascer, a criança ainda não está totalmente desenvolvida. Embora já tenha certa autonomia, seus órgãos ainda são bastante imaturos e a maturação dos mesmos ainda vai levar muitos anos.

Ao contrário dos animais, que pouco tempo depois do nascimento são totalmente independentes dos pais, o ser humano leva em geral 21 anos para ter autonomia plena (em muitos países essa idade foi antecipada para os 18 anos).

No processo educativo deve-se respeitar as fases de amadurecimento, tentando não sobrecarregar a criança com coisas que ela ainda não tem maturidade para realizar. Assim por exemplo, para poder aprender a ler e escrever, por volta dos sete anos de idade, ela precisa adquirir um perfeito domínio do espaço tridimensional.

É nessa época que se estabelece a dominância de um dos hemisférios cerebrais, evidenciando a maturação do sistema nervoso central. Esta é adquirida principalmente por meio da motricidade. Isso significa que a criança deve ter as vivências do que é em cima e embaixo, frente e trás, direita e esquerda.

Como se obtém isso? Pelas próprias brincadeiras infantis, que são praticamente as mesmas em todas as regiões do globo, onde ainda se permite que crianças brinquem. Desde correr, saltar, pular altura ou distância, além das brincadeiras com bola e corda, treinando habilidades como pular num só pé, andar de perna de pau, subir em árvores (ou estruturas colocadas para este fim num playground) que desenvolvem a motricidade grossa, bem como desenhar, recortar, colar, fazer pequenos trabalhos manuais, exercitar-se soltando pião, empinando pipas etc., para desenvolver a motricidade fina. Até mesmo o balanço, o escorregador e o gira-gira são excelentes para a criança vivenciar, inconscientemente, em seu próprio corpo, o que sejam as leis do pêndulo, o plano inclinado, a força centrífuga, que somente muito mais tarde ela compreenderá de forma abstrata.

Mas também os outros órgãos ainda estão se desenvolvendo nesse período, o que requer a atuação de forças de crescimento e vitalidade. Rudolf Steiner (1861-1925), filósofo e cientista austríaco, fundador da Antroposofia e também da Pedagogia Waldorf, diz que parte das forças que nos primeiros sete anos de vida estavam atuantes na maturação dos órgãos, quando essa função se completa ficam livres para poderem ser utilizadas no aprendizado formal.

Ora, o que significaria, por exemplo, alfabetizar ou ‘ensinar’ aritmética ou outra coisa intelectual qualquer a uma criança antes dos sete anos? Ela certamente apresentaria resultados satisfatórios para o momento, mas em realidade não se pode falar em aprendizado, mas em adestramento, assim como se faz com animais. O que não se nota é que esse ‘aprendizado’ se faz às custas das forças atuantes na maturação dos órgãos. Essa deficiência vai se apresentar apenas muitas décadas depois, quando o organismo, numa fase de menor vitalidade for decair com mais rapidez. Pode-se notar já nos dias atuais como doenças que antigamente atingiam somente pessoas idosas, fazem-se presentes em pessoas na faixa dos 30, 40, 50 anos de idade. O que não se investiga é a relação com uma intelectualização precoce, que subtrai essas forças tão valiosas e importantes dos órgãos, na fase de maturação.

Tendo em vista esses poucos exemplos, é de se desejar que as crianças em seus primeiros sete anos de vida realmente possam usufruir de uma infância sadia, desenvolvendo ao máximo suas habilidades motoras (grossas e finas), pois isso é um investimento de saúde para a velhice. Esse é um dos princípios fundamentais dos jardins de infância Waldorf no mundo todo.

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Marte e Vênus como arquétipos puros das forças masculinas e femininas

Marte e Vênus como arquétipos puros
das forças masculinas e femininas

Milene Mizuta

Fonte: Curso Líder de Si (Módulo Integração Masculino / Feminino) clique e conheça

marte e venus

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Sobre Marte e Vênus como arquétipos puros das forças masculinas e femininas, o arquétipo de Marte é determinado pela vontade e o arquétipo de Vênus é determinado pelo sentir:

“Marte dá uma substância impulsiva, uma alma de sensação forte, vontade cheia e paixão. Vênus é o elemento do amor cósmico.” – Rudolf Steiner

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Marte

Marte é um elemento universal, usado quando queremos expressar força, poder, luta e agressividade.

O elemento do planeta Marte é o ferro, no nosso organismo esse elemento é de suma importância já que sua carência no sangue, causa a anemia que nos deixa fraco e sem vontade, diante de uma infecção o ferro sérico (livre do plasma sanguíneo) é o agente mobilizado para a defesa do organismo, como um verdadeiro armamento bélico, quando  temos deficiência dessa substância no organismo, diante de uma infecção sentimo-nos prostrados.

O arquétipo do Marte, é determinado pela vontade.

“Marte dá uma substância impulsiva, uma alma de sensação forte, vontade cheia e paixão.”  (R. Steiner).

A natureza volitiva vai da força cruel à força férrea na ação, à energia dirigida à meta e ao domínio de si mesmo.

A vontade é uma força atuante que impregna o pensamento e o sentimento. Precisa de esforço e de tarefas como seu elemento de vida. Seu pensar é certeiro como uma lança, sua  vontade é atuante e segura como a espada de aço e o seu sentimento se esconde atrás do escudo. Vivem em suas tarefas e lutam pelas suas metas. Gosta de ter liberdade de ação e põe isso em prática.

Marte frutificou civilizações e uniram o interesse pelo trabalho. Enfurecem-se em caso de impedimento às próprias iniciativas. Os conflitos vêm da raiva, da agressão ou de um comportamento muito obstinado. Muitas vezes parecem gigantes entre anões e destroem, por excesso de força, o que eles próprios construíram.

Na mitologia encontramos dois deuses gregos: Ares que é Deus da guerra, amante de Afrodite, que ajuda vencer as lutas, representado muitas vezes com um escudo e lança na  mão. Hephaistos que é o Deus manco, esposo legítimo de Afrodite, que é o Deus Vulcano dos romanos, ou deus da forja que faz sob encomenda todos os utensílios dos deuses, intenso trabalhador.

Ereto, cabeça levantada, peito inflado e ombros para trás. Lembra o temperamento colérico. Membros musculosos, aperto de mão firme é atento e pesquisador. Quando está com raiva, os seus olhos fulminantes ferem, o nariz se sobressai em luta. Lábios bem formados, vermelhos e vivos. O queixo é muitas vezes saliente, seus movimentos são impulsivos, chegando a ser grosseiros.

Como forte lutador caminha com passos certos para a sua meta, empurrando os outros para o lado. É um trabalhador eficaz e um guerreiro sem medo – luta pela verdade e pelo direito. Pioneiro em todos os campos da vida. Estão sempre atentos e acordados e têm presença de espírito. Sabem observar bem e provam tudo pelo pensamento prático, agudo e críticos.

Os pensamentos são como se fossem marteladas em pregos. Percebem as tarefas sem se deter nos problemas – o que não tem importância fica para 2º plano. Pensar materialista, acordado, disposto assumir a tarefa, desde que se convença de sua necessidade. Nada lhe parece inalcançável. Como pesquisador, prova o existente e avança com pioneirismo. Na técnica vai fazendo descobertas novas.

Pensar reformador ou revolucionário, abrindo caminhos. Sua memória é fraca e seu olhar é para o futuro. Esconde os sentimentos atrás da armadura e do escudo, pois é extremamente vulnerável e não tolera não ser percebido ou ser posto de lado.

Não gosta de comunicar as suas vivências, elas ficam consigo mesmo, porém os golpes do destino lhe provocam profunda dor. É decidido e seu ditado é: “Um homem, uma palavra.”

Vênus

“Vênus é o elemento do amor cósmico” – Rudolf Steiner

Extrovertida, passiva ou estética. Ela está preenchida por simpatias e antipatias, julgando com facilidade. Tem um tipo de índole, que tem necessidade de um mundo externo estético, de uma ou outra maneira e o julga de acordo com esta sua necessidade inata.

Entra em conflito com o mundo externo que não corresponde às suas idéias, o que gera julgamentos negativos (crítica) e antipatias, enquanto urna harmonia com o mundo externo é razão para um forte julgamento positivo.

Procura ligação com as pessoas a quem julga positivamente e se fecha às que julga negativamente. O seu elemento de vida é o sentir. Acolhem o mundo como conteúdo de vivência e se entregam aos seus sentimentos. Dedicam-se às pessoas, à natureza e, em especial, à arte.

Gostam de desenvolver sentimentos religiosos. Gostam de ser belos e espalham beleza a  sua volta. Gostam de ser felizes e tornar os outros felizes.

Sem simpatia e participação murcham como a flor sem água.

Na mitologia aparece a Freira dos Germanos e Vênus – Afrodite dos gregos e romanos representados pela estátua da Vênus de Millôs, famosa pela sua graça e beleza.

Uma Afrodite cósmica, desperta o sentido da beleza e aquece o sentimento para a beleza e amor divino. Uma Afrodite terrestre desperta alegria sensorial, sensualidade. Ela nasce do esperma de Uranos (céu), que cai do céu no oceano, e das águas e ondas do mar nasce das espumas, onde ela está sobre uma concha.

A Deusa do ar e da luz. O amanhecer e a primavera são seus elementos. Ela se une a vários deuses: O seu marido terrestre é Hepheistos, Deus da forja e dos metais. O seu amante é Ares, Deus Marte, da guerra. O seu filho é Eros ou cupido Vênus desperta sensações e a faculdade do amor. A sua natureza é meiga e pacífica.

No céu acompanha o sol em seu caminho. ( A faculdade do amor leva da esfera de Vênus à esfera solar).

Tende às formas arredondadas, cabeça pequena, cabelos ondulados, testa estreita, olhos brilhantes, alegres e nariz perfilado. Sua boca geralmente sorri, os ombros são estreitos, os seios bem desenvolvidos nas mulheres, cintura estreita e bacia mais larga, acentuando a forma feminina. Os braços são arredondados, de poucos músculos e mãos não criadas para o trabalho.

A postura é relaxada, o andar gracioso, a fala é suave e a sua conduta é de ter muito tato com os outros.

Corpo bem estruturado, levemente encurvado, rosto oval, redondo. Freqüentemente bonito e muitas vezes feio. Seu pensar é cheio de sentimentos e imagens coloridas.

Acolhem a verdade somente de uma forma: critica ou artística. Só os pensamentos que desperta sentimentos é que são acolhidos. Não é de a sua natureza fazer contas e resolver problemas. O mundo se apresenta através de lentes cor de rosa. E um pensar cheio de sentimentos repletos de sonhos e paixões. Sua tendência é poética e não científica.

Houve uma época da humanidade que foi denominada a época de cobre (também a criança passa por essa fase em seu desenvolvimento), onde a consciência em relação ao mundo exterior se apresenta por imagens.

Hoje, a consciência em imagens está soterrada pela consciência vigil. Os venusianos vivem num mundo de sentimentos e sonham colorido. São mais determinados pelo sistema neuro-vegetativo do que pelo seu cérebro e são sensíveis ao mundo elementar. Estas características se manifestam às vezes como telepatia, sonhos diurnos, visões, sensações e até alucinações.

O sentimento está sempre em movimento. Floresce em cada flor e jubila-se com cada passarinho. Beleza, música e canto são os seus elementos.

“Sentimentos variam como as ondas do mar. Seu compartilhar traz alegria e tristeza. Entrega e amor são os elementos de vida”.

Vivem na exaltação de sentimentos, como numa febre anímica. O mundo das expectativas e dos desejos preenche com paixão sua alma, o que é sucedido pela desilusão, podendo chegar até a histeria. Depois disso, estão
esgotados.

De natureza agradável, que espalham uma atmosfera alegre e sempre têm uma palavra compreensiva para todos. Evitam brigas, desarmonia e contradições.

Têm senso de beleza, o que os faz embelezar o ambiente. A sua compaixão os leva a ser  mão aberta e ter uma atuação delicada. Trabalham com dedicação, sem pedir recompensa. O sentimento de significar alguma coisa para alguém e ser amado, leva a sacrifício bem como a executar coisas desagradáveis com paciência.

Nem dinheiro, nem qualquer outra coisa as mantêm num lugar frio. Por outro lado, são capazes de seguir uma pessoa amada até na pobreza.

O venusiano em excesso está sob a natureza emocional das paixões, se entrega demasiadamente ao prazer. Torna-se animal. Após a excitação vem o desleixo ou nojo; muitas vezes torna-se sujo ou adoece com moléstias venéreas. Sua atitude muitas vezes é grandiosa e dócil.

Lidar com esse tipo é especialmente difícil. Há um campo pelo qual ele se interessa que diz respeito aos segredos anímicos dos outros, ou seja, o mundo do amor e do ódio. Conversas com estas pessoas podem ser conseguidas através deste tema aquilo que depende de amor e ódio das outras pessoas.

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Informações: (48) 3207-9102 ou inspirecursos@gmail.com

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Armadilhas do ego

Armadilhas do ego

Mooji

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“Sempre esteja consciente ao se sentir superior. A noção de que você é superior é a maior indicação de que você está em uma armadilha egóica. O ego adora entrar pela porta de trás. Ele vai pegar uma ideia nobre, como começar yoga e, então, distorce-la para servir o seu objetivo ao fazer você se sentir superior aos outros; você começará a menosprezar aqueles que não estão seguindo o seu “caminho espiritual certo”. Superioridade, julgamento e condenação. Essas são armadilhas do ego. Seja no conhecimento, na atuação no mundo ou no caminho espiritual (religião).”

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Se você acha que é mais “espiritual” andar de bicicleta ou usar transporte público para se locomover, tudo bem, mas se você julgar qualquer outra pessoa que dirige um carro, então você está preso em uma armadilha do ego.

Se você acha que é mais “espiritual” não ver televisão porque mexe com o seu cérebro, tudo bem, mas se julgar aqueles que ainda assistem, então você está preso em uma armadilha do ego.

Se você acha que é mais “espiritual” evitar saber de fofocas ou noticias da mídia , mas se encontra julgando aqueles que leem essas coisas, então você está preso em uma armadilha do ego.

Se você acha que é mais “espiritual” fazer Yoga, se tornar vegano, comprar só comidas orgânicas, comprar cristais, praticar reiki, meditar, usar roupas “hippies”, visitar templos e ler livros sobre iluminação espiritual, mas julgar qualquer pessoa que não faça isso, então você está preso em uma armadilha do ego.

Sempre esteja consciente ao se sentir superior. A noção de que você é superior é a maior indicação de que você está em uma armadilha egóica. O ego adora entrar pela porta de trás. Ele vai pegar uma ideia nobre, como começar yoga e, então, distorce-la para servir o seu objetivo ao fazer você se sentir superior aos outros; você começará a menosprezar aqueles que não estão seguindo o seu “caminho espiritual certo”. Superioridade, julgamento e condenação. Essas são armadilhas do ego.”

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Madre Teresa de Calcuta

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Sobre aquela mesma coisa de sempre disfarçada de amor-livre

Sobre aquela mesma coisa de sempre disfarçada de amor-livre

Júlia Vita

Fonte: www.versoando.wordpress.com – clique e conheça

amor livre

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“Falta de tempo, competitividade, pressa, não ouvir o outro, não se importar com o outro. Falta de presença nas relações, de ser, de estar, de disponibilizar a sua existência. Só que romper com isso é um processo. Um processo a ser descoberto e construído de forma individual, mas com toda certeza coletivamente. Isso envolve diálogo, verdade e presença.”

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Já faz um tempo que não estou buscando (mais) uma relação sexo-livre, como as outras que eram comuns me acontecerem – por alguns motivos que vou explicar mais pra frente. Mas como as coisas vão acontecendo, organicamente, por elas mesmas, a gente muitas vezes perde a racionalidade e deixa acontecer. Tudo bem, embora eu não busque, é bom (exceto pelos motivos que me fizeram encher o saco disso).

Pelas minhas experiências nesse tipo de relação, e observando o que acontece de forma parecida nas outras – principalmente com as moças -, consigo perceber que alguma coisa bem estranha acontece nesse universo.

As pessoas com quem desenvolvi, até sem saber, relações sexo-livre são geralmente: homens que buscam/lutam (ou pelo menos mantém esse discurso) para se afastar das amarras monogâmicas. Com a posição de “amor sem posse é possível, o amor é livre”, etc. Muito bonito, muito harmonioso. Só que pelo que pude perceber, é que eles acabam não mergulhando, e sim só molhando os pés.

Abrindo um parênteses imaginário pra explicar melhor: eu busco me relacionar de forma diferente e, usando de comparação ou pequena análise, as pessoas podem me enxergar no grupo de pessoas “livres”. Ou seja, estou disponível, assim como não vou encrencar com nada também. Então conheço essas pessoas, trocamos muitas ideias interessantes e na semana seguinte tomamos uma cerveja, nos beijamos, transamos. Aí isso se repete algumas vezes, mas as trocas de ideias vão sendo bem escassas, o interesse no outro menor ainda. Mas eu permaneço sendo alguém disponível para sexo.

Enquanto eu desenvolvo um grande apreço pela pessoa, por poder compartilhar com ela algumas trocas (ideais e corporais) – tendo ela como personagem vivo e presente no meu processo de desconstrução, o mesmo não acontece de forma recíproca.

Nos encontramos algumas vezes, – por acaso, na maioria delas -, um “oi, tudo bem?” esquisito, seguido por um beijo (beijo esse que não é a demonstração do carinho/apreço/afeto, e sim apenas um passo pra ter certeza de que o sexo ainda pode acontecer). Então esse beijo aceito significa que sim, o caminho continua aberto e sim, eu ainda faço parte desse universo dele. E aí, foi só um beijo, dois beijos e lá vou eu novamente sendo guiada pra um sexo completamente estranho, mas bem comum, disfarçado de liberdade – onde eu não me sinto nada segura.

Esses caras não vão criar vínculo nenhum. Não serão pessoas que falarão “oi, tudo bem?” realmente importando-se com isso, porque não se importam. Quer dizer, percebo que os homens chegam até mim demonstrando interesse, falando de relações livres e de como o mundo é bonito. E depois que dormimos juntos, o objetivo “livre” já foi alcançado e eles podem continuar vivendo normalmente e me colocando na lista de pessoas disponíveis. O que é isso senão continuar reproduzindo a ideia pessoa-produto? Ou, no caso, mulher-produto.

Aprofundando na minha situação enquanto mulher na posição sexo-livre: os homens não me consideram uma pessoa para somar, trocar. E sim pra fugir do usual. Inclusive muitas vezes percebo que na verdade eles estão até buscando um amor romântico e fantasiado com alguém, paralelamente, mas mantendo o discurso amor livre comigo pra ter sexo livre.

Quero dizer que é fácil gritar amor livre aos ventos. Qualquer um pode fazer isso. Mas o que eles estão fazendo de diferente? Se antes de questionarem a monogamia, eles também tinham várias parceiras sexuais, sem envolvimento, preocupação e cuidado – e ainda com respaldo pra isso? Não só respaldo, como também um grande prêmio por isso. Na verdade o que acontece então é a mesma coisa de sempre, mas com um nome diferente. Ou seja, sem desejo algum de realmente criar laços mais verdadeiros.

Não reduzo esses laços apenas às relações nesse campo, repensar nossas relações significa olhar pro que o capital impõe. Falta de tempo, competitividade, pressa, não ouvir o outro, não se importar com o outro. Falta de presença nas relações, de ser, de estar, de disponibilizar a sua existência. Só que romper com isso é um processo. Um processo a ser descoberto e construído de forma individual, mas com toda certeza coletivamente. Isso envolve diálogo, verdade e presença.

E eu não estou esperando um amor romântico de filme, que a pessoa se apaixone por mim loucamente. Pelo contrário. Eu luto pra que a gente se importe um com o outro, eu espero que o porteiro do meu prédio sinta-se amado quando eu pergunto se ele está bem, porque eu espero que ele esteja bem e espero que ele sinta-se confortável pra me pedir ajuda. Porque sim, as pessoas precisam de ajuda, precisam da relação com o outro de forma verdadeira (e o caos se sustenta justamente nesse afastamento, nesse não estar presente. E é contra isso que estamos, ou não?)

Eu até gosto de sexo-livre, quando a relação me deixa bem consciente do que tá acontecendo. Eu tenho tesão, gosto de dividir essa disponibilidade com alguém. Sexo é divertido, gostoso, saudável. Mas são pessoas. Ou seja, são pessoas com quem me relaciono. E pra mim, por ser mulher, preciso parar e pensar a cada momento sobre qual papel eu estou ocupando.

Resumindo: ter sexo livre da forma sacaneada como ele acontece, principalmente pras mulheres, não vai sanar minha sede por relações verdadeiras num mundo caótico. Não vai.

Relações livres, ou qualquer uma que se disponha a questionar a monogamia, não diz respeito a quantos parceiros sexuais você tem. E sim à forma como você se relaciona.
Percebo que repensar isso – falando pessoalmente – significa transformar como eu me posiciono diante das outras pessoas. Refletir que situações de poder existem em toda relação, seja ela “amorosa” ou não. E que precisamos nos cuidar, ajudar o outro a se cuidar e cuidarmos juntos. Até poderia fazer considerações sobre a dificuldade da mulher (e de diferentes “ser mulher”) nessa desconstrução toda, mas prefiro deixar pra outro momento.

E é com muito auto-cuidado que escrevo. Esse texto começou com uma vontade de tornar explícito algo que me incomoda. Mas é um texto pra mim, antes de tudo.

Cuidando pra que não aconteça da forma que eu não gosto. Como proteção, auto-cuidado, por saber a minha posição.

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Por que alguns pais estão tirando os brinquedos-tela de seus filhos?

Por que alguns pais estão tirando os brinquedos tela de seus filhos?

  Patrícia L. Paione Grinfeld

Fonte: Ninguém cresce sozinho – clique e conheça

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“As telas ditam o que deve ser feito. É ela que domina a criança, e não o contrário. O que a princípio parecia uma ferramenta interativa e educativa, começa a ser visto como uma dominação corpo-mente. A criança deixa de ser quem decide, respondendo a mecanismos solicitados/esperados pelo “brinquedo”. De ativa, a criança torna-se passiva, o que é extremamente empobrecedor para seu potencial criativo e, consequentemente, seu desenvolvimento global.”

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Até um tempo atrás, um brinquedo só saía de cena pelas mãos de um adulto, quando a criança aprontava alguma. O brinquedo era tirado como forma de castigo, punição ou resolução de conflito.

Atualmente, além destas conhecidas e comuns situações, alguns pais começam a tirar de seus filhos um brinquedo que eles mesmos ofertaram: as telinhas. Desta vez, não porque a criança causou, mas porque o uso do “brinquedo” começa a mostrar um lado que muitos não acreditavam existir:

1) As telas ditam o que deve ser feito. É ela que domina a criança, e não o contrário. O que a princípio parecia uma ferramenta interativa e educativa, começa a ser visto como uma dominação corpo-mente. A criança deixa de ser quem decide, respondendo a mecanismos solicitados/esperados pelo “brinquedo”. De ativa, a criança torna-se passiva, o que é extremamente empobrecedor para seu potencial criativo e, consequentemente, seu desenvolvimento global.

2) Os brinquedos-tela exigem, em muitas situações, uma maturidade que a criança ainda não tem. Esta imaturidade para operar a máquina só é percebida quando situações reais aparecem – passar longo período do dia diante de seu magnetismo (deixando de lado outras formas de brincar), comprar jogos ou acessar conteúdos sem autorização (mesmo sabendo que não é permitido), se ver instigado ou obrigado a vencer e vencer, ter e ter, entre outras. Como toda máquina, os brinquedos-tela, especialmente os conectados à rede, precisam de um operador que o domine; um operador que realmente seja capaz de saber o momento de parar e prosseguir em todas as ações, para que ele possa dominar a máquina e não ser dominado por ela.

3) Os eletrônicos distanciam cada vez mais pessoas de pessoas. Momentos que poderiam ser ricos para troca e interação tornam-se momentos de isolamento e desinteresse pelo que está ao redor. Se o relacionamento afetivo e a curiosidade que o mundo desperta são motores para o aprendizado, as crianças debruçadas na tela estão sendo privadas do modo mais genuíno da díade ensinar-aprender.

Isto faz pensar em algumas questões importantes e necessárias que não se esgotam numa resposta única:

1) Estes “brinquedos” são para criança?

2) Existe momento certo para oferecer um brinquedo-tela à criança?

3) Orientar, limitar acesso, conteúdo e tempo de uso é suficiente?

4) É possível um uso seguro – no sentido mais amplo da palavra – das telas pela criança?

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Madre Teresa de Calcuta

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As conquistas fundamentais da primeira infância

As conquistas fundamentais da primeira infância

Patrícia Fonseca – Pedagoga, Psicomotricista e Educadora Waldorf em Formação

desenvolvimento infantil

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“Segundo Rudolf Steiner, na primeira infância, a individualidade espiritual da criança está trabalhando intensamente por meio de seu corpo através do brincar. Somente no brincar esta individualidade é visível. Brincar é um processo natural, indispensável para a saúde psíquica e emocional da criança. Do Engatinhar ao Escrever, o corpo pontua os caminhos psicomotres que a criança percorre desde o momento em que rola de um lado para o outro, rasteja, engatinha, senta, se equilibra, fica em pé, locomove-se e torna-se apta a explorar o mundo ao seu redor por meio da brincadeira, até conquistar a primeira escrita de letras, considerando todas as conquistas complexas que a levaram a esse sistema simbólico de comunicação humana. Andar e falar são conquistas fundamentais no seu relacionamento com o cosmo e com os outros seres humanos.”

Patrícia Fonseca

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Toda criança em sua primeira infância, está desenvolvendo seus sentidos e sua vida anímica, o seu pensar imaginativo e a sua capacidade de criar. Seu corpo físico está em pleno desenvolvimento ligando as primeiras experiências psicomotoras ao processo do desenvolvimento da inteligência, relação esta indispensável para a constituir a vida de relações com o mundo.

Tudo isto é alcançado através do método natural que o ser humano possui durante a infância, o brincar.

Segundo Rudolf Steiner, na primeira infância, a individualidade espiritual da criança está trabalhando intensamente por meio de seu corpo através do brincar.

Somente no brincar esta individualidade é visível. Brincar é um processo natural, indispensável para a saúde psíquica e emocional da criança.

Na idade do Jardim de Infância, o brincar das crianças são como rastros que imprimem as suas primeiras conquistas mais especializadas: o falar, o andar, o fazer, o sentir, o modelar, o amassar. o cortar , o rasgar, o pensar , o agir, o correr, o subir, o parar, o pincelar, o traçar.

Do Engatinhar ao Escrever, o corpo pontua os caminhos psicomotres que a criança percorre desde o momento em que rola de um lado para o outro, rasteja, engatinha, senta, se equilibra, fica em pé, locomove-se e torna-se apta a explorar o mundo ao seu redor por meio da brincadeira, até conquistar a primeira escrita de letras, considerando todas as conquistas complexas que a levaram a esse sistema simbólico de comunicação humana. Andar e falar não são atributos físicos que uma criança adquire naturalmente, são conquistas fundamentais no seu relacionamento com o cosmo e com os outros seres humanos.

As marcas de seu desenvolvimento psicomotor, teve início antes mesmo de sua chegada à Terra. O movimento corporal da criança pequena é a base para o seu aprendizado intelectual posterior.

A criança tem muitas forças vitais, mas precisa dos adultos para ajudá-la a equilibrá-las e integrá-las à personalidade em formação.

A brincadeira realiza tudo isso com criatividade e as Jardineiras Waldorf (professoras ) realizam tudo isto com muito amor e respeito à criança.

Cores, gestos, sons, expressões, tons de voz, qualidades nos materiais e nas atividades diárias de um Jardim Waldorf, fazem parte de uma rotina saudável, chegando a representar o ambiente do Lar.

A criança pequena tem competências imitativas ilimitadas, que são a expressão de um um profundo desejo de aprender, de explorar o mundo, de pesquisá-lo.

A repetição de brincadeiras, ouvir as mesmas histórias, fazer o pão várias vezes, empilhar toquinhos diariamente e vê-los cair, é fascinante para as crianças.

A brincadeira é a expressão do espírito humano.

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Madre Teresa de Calcuta

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